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 REVISTA MARIA, E NÃO SÓ - PODEM ACREDITAR...

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Anarca



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MensagemAssunto: Re: REVISTA MARIA, E NÃO SÓ - PODEM ACREDITAR...   Qui Jul 30, 2009 9:45 pm

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Anarca



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MensagemAssunto: Re: REVISTA MARIA, E NÃO SÓ - PODEM ACREDITAR...   Qui Ago 06, 2009 11:03 pm

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MensagemAssunto: Re: REVISTA MARIA, E NÃO SÓ - PODEM ACREDITAR...   Sex Ago 07, 2009 9:45 pm

Hora do Correio Sentimental...


Querida Revista Maria,

Estou com um problema e preciso da sua ajuda.

Tenho dois irmãos, um é sócio do Benfica, o outro foi condenado a 25 anos de prisão por homicídio.

A minha mãe morreu de insanidade mental quando eu tinha 3 anos.

Tenho duas irmãs prostitutas e o meu pai vende estupefacientes.

Recentemente conheci uma rapariga acabada de sair de um reformatório por ter tentado afogar o seu filho ilegítimo recém-nascido.

Amo essa rapariga e quero casar com ela.

A minha questão é:

Devo falar-lhe no meu irmão que é sócio do Benfica?...
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: REVISTA MARIA, E NÃO SÓ - PODEM ACREDITAR...   Ter Ago 11, 2009 9:58 pm

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MensagemAssunto: Re: REVISTA MARIA, E NÃO SÓ - PODEM ACREDITAR...   Qua Ago 19, 2009 9:53 pm

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MensagemAssunto: Re: REVISTA MARIA, E NÃO SÓ - PODEM ACREDITAR...   Sex Ago 21, 2009 12:08 am

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MensagemAssunto: Re: REVISTA MARIA, E NÃO SÓ - PODEM ACREDITAR...   Qui Ago 27, 2009 9:27 pm

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MensagemAssunto: Re: REVISTA MARIA, E NÃO SÓ - PODEM ACREDITAR...   Ter Set 08, 2009 10:36 am

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MensagemAssunto: Re: REVISTA MARIA, E NÃO SÓ - PODEM ACREDITAR...   Qui Set 10, 2009 11:09 pm

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MensagemAssunto: Re: REVISTA MARIA, E NÃO SÓ - PODEM ACREDITAR...   Sex Set 11, 2009 2:14 pm

A Revista MARIA agora tem uma secção automóvel...

Algumas das questões:

Cara Maria,
Tenho experimentado travar a fundo para experimentar o AIR-BAG.
No entanto, nunca consegui que o AIR-BAG disparasse. Sera que o AIR-BAG está defeituoso, ou será que o carro esta a travar pouco?

(...)
Tive um furo, e ao levantar o carro para trocar o pneu, o macaco abriu um buraco no chão do carro.
O carro ainda esta na garantia.
A minha pergunta á:
A garantia também cobre o defeito de fabrico do macaco?

(...)
O meu marido disse-me para verificar o ar dos pneus sempre que atestasse o deposito.
Ontem fui atestar e esqueci-me de verificar os pneus.
Para verificar os pneus tenho de esvaziar o deposito e voltar a atestar?

(...)
Ja estou farta de andar a ajustar o espelho retrovisor sempre que acabo de me maquilhar.
Onde posso comprar um daqueles carros com dois espelhos retrovisores, como tinha o policia que me multou no outro dia?

(...)
Estou muito furiosa com os jovens do tuning. No outro dia, ia eu a 70km/h na faixa esquerda da Marginal (velocidade maxima no local). Era uma noite calma, sem transito. Nisto, aparece atras de mim um desses jovens mal-educados do tuning. Nao só vinha em excesso de velocidade, como se colou a traseira do meu carro.
Aquilo só visto! Parecia uma discoteca! Era só luzes azuis a piscar, e daquela musica aos berros:
Piiii noooo niiii piiii noooo niiii piiii noooo niiii...
Nao é que, ao fim de uns quilómetros a importunarem-me, ultrapassaram-me pela direita?!
Ainda por cima numa carrinha comercial, branca, e com aqueles autocolantes do tuning (estes diziam "Emergencia Medica")!
Quando e que o governo faz algo para evitar que estes jovens delinquentes andem na estrada?

(...)
Estou muito feliz. Aos fim-de-semana, sempre que possivel, vou dar umas voltinhas no meu carro, que comprei novo em 1990 quando acabei de tirar a carta, e que ainda está impecável.
Este fim-de-semana cheguei aos 9.000kms.
Finalmente começo a sentir-me confiante na condução.
Começo a pensar em fazer uma viagem de carro, abandonando assim a rotunda da minha zona residencial.
Estava a pensar em fazer a viagem ate ao shopping mais perto.
A minha questão é:
Devo fazer a revisao dos 10.000kms antes da viagem?
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: REVISTA MARIA, E NÃO SÓ - PODEM ACREDITAR...   Dom Set 13, 2009 7:45 pm

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MensagemAssunto: Re: REVISTA MARIA, E NÃO SÓ - PODEM ACREDITAR...   Sab Set 19, 2009 11:10 pm

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MensagemAssunto: Re: REVISTA MARIA, E NÃO SÓ - PODEM ACREDITAR...   Sex Set 25, 2009 8:21 pm

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MensagemAssunto: Re: REVISTA MARIA, E NÃO SÓ - PODEM ACREDITAR...   Qui Out 08, 2009 6:19 pm

RESPOSTAS À MEDIDA DO CORREIO SENTIMENTAL DA REVISTA MARIA...

P: O meu marido quer que eu experimente uma "menage a trois" com a minha irmã. Que devo fazer?

R: O seu marido é claramente doido por si. Não consegue fartar-se de si e por isso, escolhe o que vem logo a seguir a si: a sua irmã. Isso servirá para fortalecer o vosso sentido de família. E porque não envolver também umas quantas primas nessa experiência? Se continuar apreensiva, então deixe-o ir sozinho com as suas familiares, compre-lhe uma bela prenda, prepare-lhe um jantar digno de um príncipe e evite comentários acerca desta faceta do comportamento dele.
...

P: O meu marido insiste sempre para que eu lhe faça sexo oral. Que devo fazer?

R: Faça-o. O esperma não só tem um sabor muito agradável, como também tem muito poucas calorias e não engorda. É muito nutritivo, mantém-na em forma e da um excelente aspecto à sua pele. Instintivamente, um homem sabe disto. E permitir que lhe faça sexo oral demonstra um grande sentido de altruísmo. O sexo oral é extremamente doloroso para o homem. Isso só demonstra um grande amor. O melhor a fazer é agradecer-lhe, comprar-lhe uma bela prenda e preparar-lhe um jantar digno de um príncipe.

...

P: O meu marido passa as noites na borga com os amigos. Que devo fazer?

R: Esse e um comportamento perfeitamente normal e deverá ser encorajado. O homem necessita exibir a sua destreza perante outros homens. Longe de ser agradável, uma noite de borga com os amigos é uma actividade muito stressante e voltar para junto de si e é um enorme alivio para o seu parceiro. Lembre-se disso, assim que ele regressa a estabilidade do lar. O melhor a fazer é comprar-lhe uma bela prenda, preparar-lhe um jantar digno de um príncipe e não fazer comentários acerca desta faceta do comportamento dele.

...

P: O meu marido nunca me concedeu um orgasmo. Que devo fazer?

R: O orgasmo feminino e um mito. E uma criação de mulheres feministas militantes e representa um perigo para a união e estabilidade familiar. Não volte a fazer qualquer referência a isso ao seu marido e mostre que o ama, comprando-lhe uma bela prenda e preparando-lhe uma refeição digna de um príncipe.

...

P: Como posso saber se estou pronta para o sexo?

R: Pergunte ao seu companheiro. Ele saberá quando e a altura certa. No que respeita ao amor e ao sexo, os homens são muito mais responsáveis uma vez que não se deixam confundir emocionalmente. E um facto cientificamente provado.

...

P: Será que devo ter relações sexuais logo no primeiro encontro?

R: Claro. Antes até, se possível.

...

P: O que e que de facto acontece durante o acto sexual?

R: Uma vez mais, essa questão depende exclusivamente do homem. A coisa mais importante a reter e que você deve fazer exactamente o que ele disser, sem objecções de tipo nenhum. Por vezes, contudo, ele poderá pedir-lhe que faca certas coisas que lhe parecerão algo estranhas. Faça-as sem questionar.

...

P: Quanto tempo devera durar o acto sexual?

R: Não há nenhuma média, mas tudo o que dure mais do que dois minutos é bom. Menos que isso poderá significar que você apressou seu companheiro. Assim que o seu companheiro acabar de fazer amor, poderá sentir um natural desejo de se afastar de si, levantar-se da cama e ir jogar golfe com os amigos ou qualquer outra actividade, como encontrar-se com um grupo de amigos num bar com o propósito de consumir largas quantidades de álcool e de partilhar pensamentos profundos. Não se sinta posta de parte. Durante a sua ausência, poderá ocupar-se com actividades tão nobres como engomar-lhe a roupa, cozer-lhe as meias, limpar a casa ou, quem sabe até, sair para lhe comprar uma bela prenda. Ele voltara para casa quando se sentir preparado.

...

P: O que se entende por "pós-sexo"?

R: Quando um homem acaba de fazer amor, tem a absoluta necessidade de acalmar sua própria energia masculina. O "pós-sexo" e tão simplesmente uma lista de importantes actividades para você desempenhar após fazer amor. Isso inclui acender-lhe um cigarro, fazer-lhe uma sanduíche ou uma tosta mista, simplesmente deixá-lo em paz para que possa usufruir de um sono reconfortante, enquanto você sai para lhe comprar uma bela prenda.

...

P: O tamanho do pénis e importante?

R: Sim. Embora muitas mulheres acreditem que a qualidade, e não a quantidade, é que é importante, estudos recentes mostram que isto não e verdade. A medida de um pénis erecto é em média, 8 cm. Tudo o que vem para além disso é extremamente raro e se, por algum acaso, o órgão do seu companheiro alcançar os 10 cm ou mais, devera ajoelhar-se imediatamente, agradecer a Deus e fazer todos os possíveis para o agradar, tal como tratar-lhe da roupa, limpar a casa de alto a baixo ou ir a correr comprar-lhe uma bela prenda e preparar-lhe uma refeição digna de um príncipe.
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: REVISTA MARIA, E NÃO SÓ - PODEM ACREDITAR...   Sab Out 10, 2009 12:57 pm

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MensagemAssunto: Re: REVISTA MARIA, E NÃO SÓ - PODEM ACREDITAR...   Seg Out 19, 2009 11:12 pm

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MensagemAssunto: Re: REVISTA MARIA, E NÃO SÓ - PODEM ACREDITAR...   Qui Out 22, 2009 11:06 pm

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MensagemAssunto: Re: REVISTA MARIA, E NÃO SÓ - PODEM ACREDITAR...   Sab Nov 14, 2009 12:06 am

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MensagemAssunto: Re: REVISTA MARIA, E NÃO SÓ - PODEM ACREDITAR...   Qua Maio 19, 2010 6:13 pm

Hora do Correio Sentimental da Revista Maria...

Querida Maria,

Estou com um problema e preciso da sua ajuda.

Tenho dois irmãos, um é sócio do Benfica, o outro foi condenado a 25 anos de prisão por homicídio.

A minha mãe morreu de insanidade mental quando eu tinha 3 anos.

Tenho duas irmãs prostitutas e o meu pai vende estupefacientes.

Recentemente conheci uma rapariga acabada de sair de um reformatório por ter tentado afogar o seu filho ilegítimo recém-nascido.

Amo essa rapariga e quero casar com ela.

A minha questão é:

Devo falar-lhe no meu irmão que é sócio do Benfica?...


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MensagemAssunto: Re: REVISTA MARIA, E NÃO SÓ - PODEM ACREDITAR...   Sex Jun 04, 2010 1:10 pm

Terapeuta sexual

A Revista Maria tem uma grande concorrente na Revista Brasileira Ana Maria.

Só para avaliarem o nível da terapeuta vejam estas pérolas:

Como sei que estou pronta para iniciar a minha vida sexual?
Não faço a mínima ideia, mas nunca, repito, nunca pergunte isso a um homem, em especial se for o seu namorado.

Sou muito tímida para pedir o que eu quero na cama. Como achar o modo certo de dizer?
Em questões de sexo, só há uma maneira de o homem entender: abrir a boca e pedir. Tem 99 por cento de hipóteses dele dizer que sim.

As grávidas podem fazer sexo normalmente?
Desde que se sintam confortáveis, podem. Algumas até se soltam mais, porque não existe o risco de engravidarem... Se o seu companheiro tiver o membro grande, tenha cuidado.

Quais as fantasias que as mulheres mais desejam realizar?
Convidar outra mulher para darem, juntas, prazer ao companheiro...

Devo fingir orgasmo para satisfazer meu marido?
Depende. Ser ele fingiu os preliminares não pense mais nisso...

Quero me masturbar na frente do meu parceiro. Ele pode se sentir humilhado?
Muitos homens, de facto não gostam. Mas nós também ficamos incomodadas quando nos lembramos que eles se masturbam. É preciso muita conversa.»

Por que a vagina faz uns barulhos estranhos?
Barulhos estranhos? Nunca tinha reparado! Só se for o bater à porta das duas testemunhas de jeová... Para quem não conhece a piada, falo dos testículos. Andam sempre dois a dois, batem à porta, mas nunca entram...

Tenho vergonha de receber e fazer sexo oral, mas queria experimentar. Como?
Muito simples: dispa-se que qualquer homem partirá do princípio que está mortinha por o fazer...

Invejo uma amiga que diz sentir muito prazer com o sexo anal. Como obter esse prazer?
Aceite os bons conselhos da sua amiga e vai ver que o seu companheiro a valorizará.

Adoro transar com meu parceiro, mas só chego ao orgasmo quando me masturbo. Como mudar isso?
Mudando de parceiro...

Como sei se estou sexualmente realizada?
Ao perguntar, acabou de responder.

Como melhorar a minha vida sexual?
Praticar mais e perder menos tempo com perguntas seria um bom começo...
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MensagemAssunto: Re: REVISTA MARIA, E NÃO SÓ - PODEM ACREDITAR...   Ter Jun 08, 2010 7:12 pm

Carta de Leitora da Revista Brasileira Ana Maria:

Caro Antônio Roberto, Psicólogo e psicoterapeuta

Espero que possa me ajudar.
Peguei meu carro e saí pra trabalhar, deixando meu marido em casa vendo televisão, como sempre. Rodei pouco mais de 1km quando o motor morreu e o carro parou. Voltei pra casa, para pedir ajuda ao meu marido. Quando cheguei, nem pude acreditar, ele estava no quarto, com a filha da vizinha!
Eu tenho 32 anos, meu marido 34, e a garota 22. Estamos casados há 10 anos, ele confessou que eles estavam tendo um caso há 6 meses. Eu o amo muito e estou desesperada. Você pode me ajudar?

Antecipadamente grata.
Patrícia

Resposta:

Cara Patrícia,

Quando um carro pára, depois de haver percorrido uma pequena distância, isso pode ter ocorrido devido a uma série de fatores. Comece por verificar se tem gasolina no tanque. Depois veja se o filtro de gasolina não está entupido.
Verifique também se tem algum problema com a injeção eletrônica. Se nada disso resolver o problema, pode ser que a própria bomba de gasolina esteja com defeito, não proporcionando quantidade ou pressão suficiente nos injetores. A pessoa ideal para ajudá-la seria um mecânico. Você jamais deveria voltar em casa para chamar seu marido. Ele não é mecânico. Você está errada. Não repita mais isso.

Espero ter ajudado.
António Roberto
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MensagemAssunto: Re: REVISTA MARIA, E NÃO SÓ - PODEM ACREDITAR...   Qua Jul 21, 2010 7:18 pm

Bibá Pitta: "Sou feliz e bem resolvida"

01-07-2009

Aos 44 anos compartilha em livro a experiência de ser mãe de uma criança com trissomia 21. Com cinco filhos, confessa-se uma mulher cheia de vida.

- Lançou o livro ‘Cromossoma do Amor’ – que fala da sua filha Madalena e da trissomia 21 –, o qual está a ser um grande sucesso...

- É verdade. Até já fui à televisão. Vai para a terceira edição, tenho tido um ‘feed-back’ sensacional. Há pessoas de norte a sul do País que me ligam e deixam mensagens carinhosas. Isso, para mim, é terapêutico e faz-me muito bem. Há muitos anos que falava deste projecto mas quis a vida que fosse agora. Fui andando por esta estrada.

- Esperava este êxito?

- Acho que sim. Não por ser eu e a minha filha, mas acho que por ser um livro bem escrito pela Inês Barros Baptista. Jamais serei escritora e tinha esta dificuldade: consigo expressar-me bem mas não escrevo. Acima de tudo, é uma história sobre a verdade, com testemunhos de várias pessoas. Não é uma narrativa apenas da mãe; é da mãe, do pai, dos irmãos, da professora, dos médicos, sempre pelo lado positivo e sobre a verdade. A verdade e a frontalidade ganham sempre.

- Por que motivo lançar este livro?

- Eu, enquanto Bibá, sendo uma figura conhecida, pude dar voz a algo que é tão comum a tantas outras mães. Isto é uma partilha de uma história comum a tanta gente e falada com todos os nomes, quer se goste ou não.

- Como é que a Madalena reagiu quando se viu na capa do livro?

- Diz que é a ‘popstar’, que a história é dela e que a mãe e ela são lindas. Ela gostou, mas a Madalena gosta das coisas na sua essência. Existem no nosso vocabulário duas palavras que têm todo o sentido para nós, que é ‘partilhar’ e ‘ajudar’. Não custa nada, se há dias em que não sobra há sempre o amanhã. Somos sete em casa e, como se deve calcular, o tempo é muito ocupado. Mas há sempre espaço para ajudarmos. A linguagem dos afectos é aquela em que eu acredito.

- A Bibá tem uma visão da vida muito positiva... Isso ajudou-a aquando do nascimento da Madalena?

- Antes de ver o problema, vi a minha filha. Acima de tudo, foi uma filha que eu fiz com tanto amor, tanto amor, que o cromossoma triplicou. É assim que eu brinco e que começa o livro. Este livro é um apelo aos pais, que nunca devem querer que estes filhos diferentes sejam iguais aos outros.

- Foi difícil aceitar a diferença da Madalena?

- Não foi nada difícil. É a minha filha, ainda por cima a mais parecida comigo a todos os níveis, física e também emocionalmente.

- Alguma vez sentiu na pele o preconceito?

- Com a minha filha Madalena sinto dois sentimentos opostos: amor e rejeição. Não nos iludamos, a rejeição vai existir sempre. Mas isso é em tudo na vida: se repararmos, começa na escola com o ‘gorducho’, a Olívia Palito, o ‘caixa de óculos’. O que eu quero mesmo é que a minha filha não tenha medo nem vergonha do que tem: se é mongolóide, é mongolóide. Quero que ela, amanhã, se lhe disserem que é mongolóide, assuma e responda 'e depois!?'.

- O Fernando [marido] também lidou bem aquando do nascimento da Madalena?

- O Fernando tem um feitio diferente do meu. Por isso, quis também lançar o livro, porque o pai é sempre esquecido. Nunca se fala do pai, é sempre da mãe. O pai é um elemento importante. A seguir vêm os avós, os irmãos, os tios, terapeutas, professores e médicos. Neste livro, quis que houvesse vários depoimentos, para que as pessoas se identifiquem neste mundo da diferença.

- Quando lançou a obra houve pessoas que a tivessem criticado, no sentido de explorar o problema da sua filha?

- Não... Sei que há mentes para tudo, que até podem dizer que estou a fazer dinheiro à custa de uma filha diferente. Não ligo para o que os outros dizem. Acima de tudo, quero estar bem comigo própria e com os que estão à minha volta. E se eu estiver bem não me posso preocupar. Sou uma mulher feliz e bem resolvida. E mais, os invejosos e os que dizem mal de nós também fazem falta, pois espalham o nosso nome pelo Mundo. É bom que falem...

- Como é que consegue ser mãe de cinco crianças, mulher, amiga, filha?

- Tudo se consegue... Sempre quis ter imensos filhos, e também sempre disse, desde pequena, que queria ter um filho aos 40 anos. Achava muita graça às famílias em que vinha o último miúdo, e não só para companhia dos pais quando os maiores já tinham casado e saído de casa. Além disso, gosto muito de bebés, do cheiro deles, de mudar fraldas, de dar de mamar, e não quero cortar esse laço.

- Mas o Dinis já está enorme, apesar dos seus quatro anos...

- É um bebé e, se pensarmos bem, quando ele tiver 10 ou 15, se calhar, vou ser avó. Portanto, as fraldas continuam. A minha família é muito engraçada, os miúdos estão a crescer de uma forma solidária, de entreajuda. Acho uma delícia ver o Dinis ser criado por quatro mães e quatro pais. O meu filho Dinis tem uma sorte do mimo que leva, a forma engraçada como ele vê a vida, pois tem exemplos de várias idades, e não é por acaso que desde os dois anos e meio sabe nadar. Está a ser constantemente estimulado. Se pudesse ainda tinha mais dois ou três filhos.

- Pelos vistos, o seu marido compartilha desse ideal... Ele também gostaria de ter outro filho?

- Eu não teria outro filho se o Fernando não quisesse. Para fazer um filho o casal deve amar-se muito, pois uma criança não serve para salvar casamentos nem para juntar famílias. Vem porque se quer ter um filho ‘a dois’.

- Vocês têm uma relação exemplar...

- Sabe porque é que eu sou tão feliz? O meu marido nunca me quis mudar, nunca me quis à imagem dele. Ele é completamente diferente de mim, um homem mais terra-a-terra, mais sério, mais introvertido, nunca me pediu que eu fosse diferente. Acredito e cada vez mais tenho a certeza de que não há defeitos, há feitios, e não se pode querer mudar as pessoas à nossa imagem. Temos de aceitar as pessoas como são, e o mesmo se passa com a minha filha Madalena. Costumo dizer que levo o meu marido ao céu e ele traz-me à terra.

- É ciumenta?

- Muito... E ninguém tem lata para se engraçar com o meu marido. Nas minhas costas, sim... Que venha a primeira que o faça à minha frente. Sou ciumenta mas com tudo o que é meu, não passa só pelo marido e pelos filhos. A amizade para mim é para a vida, e se alguém me pisa é afastado automaticamente.

- Não dá segundas oportunidades?

- Na amizade não pode haver mentiras nem receios. A verdade tem de estar acima de tudo e no casamento é igual. Quando uma pessoa deixa de gostar da outra não pode esconder, tem de o dizer à cara-metade. Acho horrível quando há esquemas... Eu e o meu querido marido somos um casal à antiga: quando saímos, vamos os dois. Nem sequer me sinto bem quando vou sozinha, fico deslocada, falta-me alguma coisa. E assim é que eu sou feliz, com o meu marido ao lado. Nem acho que ficaria bem eu ir divertir--me e o meu marido [cirurgião] de banco no hospital.

- Sendo o Fernando uma pessoa introvertida, como é que ele lida com uma mulher que é completamente o oposto?

- Conhecendo como ele me conhece há mais de 20 anos, ele sabe muito bem como é que eu sou. Posso saltar e pular que ele sabe a mulher que tem ao lado. A vida quis que nos encontrássemos.

- Quer isso dizer que acredita nodestino?

- Quando nos vimos pela primeira vez houve de imediato uma empatia enorme. Depois tivemos encontros e desencontros, até que nos reencontrámos. É muito fácil lidarmos com feitios diferentes, o que é preciso é estarmos disponíveis.

- Estão juntos há quanto tempo?

- Há 15 anos.

- Tendo um casamento à antiga, há sempre tempo para os dois?

- Arranjamos sempre. Os meus filhos não me atrapalham em nada. O Fernando tem um trabalho sério, com horários rígidos, e aproveitamos muito o tempo em que estamos juntos. Estamos com os amigos, a família, mas é muito importante estarmos só os dois. Faz-me imensa impressão, quando vamos jantar, olhar para o lado e ver um casal que não fala. É a conversar que as pessoas se entendem. Em casa temos uma hora sagrada, a do jantar, em que não temos a televisão ligada, e somos só nós a conversar. São verdadeiras tertúlias e todos entram na conversa, independentemente da idade. Não há tabus, e é muito engraçado.A Maria e o Tomás [filhos mais velhos] já são adolescentes.

- Teme o seu futuro?

- Estão numa fase linda, a dos 15 anos, que se for bem aproveitada, sem excessos, é a melhor da vida. Só têm de estudar, estão em casa dos pais... A vida é tão boa... Avisamos, falamos, ajudamos a que percebam os perigos que existem, mas são eles que traçam as suas vidas. Vão trambolhar, como todos nós, e têm de endireitar-se.

- E está preparada para a fase dos namoros?

- Completamente, eu também namorei. Estranho é se eles não namorarem.

- E fala de todos os assuntos com os seus filhos?

- De tudo, mas há uma coisa importante: eu sou mãe, não a melhor amiga, e nem pretendo sê-lo. Acho mesmo que há confissões e coisas que se partilham com os amigos e não com os pais. Se o fizessem comigo dava-me logo um colapso. Mas os meus filhos sabem perfeitamente que podem contar comigo e com o pai para tudo e mais alguma coisa.

REFLEXO

- O que vê quando se olha ao espelho?

- Vejo uma mulher bem resolvida e de bem com a vida.

- Gosta do que vê?

- Gosto, não trocava nada. Não punha peito, foi com este que nasci, será com este que irei morrer (risos).

- Alguma vez lhe apeteceu partir o espelho?

- Não, nunca.

- Quem gostaria de ver reflectido no espelho?

- Ninguém, apenas eu, e sempre bem resolvida. Não deixo nada por resolver.

- Pessoa de referência?

- A minha mãe e o meu pai. Sei que é comum dizer-se mas não é porque sim. Se eu sou o que sou a eles o devo, à educação e aos valores que me deram.

- Momento marcante?

- Os meus 11 anos. Nunca mais me esqueço de que foi uma idade em que eu passava o tempo todo a dizer 'já tenho 11 anos'. Há tantos momentos: o primeiro filho, na medida em que se põe um livro na prateleira e se abre outro. A vida para trás não acabou mas é passado. Nem é a gravidez mas sim por estar ali um ser humano dependente de nós para a vida inteira. E tudo o que isso muda: passa-se a ser ‘para’ e deixa-se de ser ‘de’...

- Qualidade e defeito?

- Não sou eu que tenho de dizer, não gosto de dizer...

(Correio da Manhã)
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MensagemAssunto: Re: REVISTA MARIA, E NÃO SÓ - PODEM ACREDITAR...   Qui Jul 22, 2010 1:20 pm

Joana Alvarenga: "Quando o dinheiro me fizer falta, caso"

22-06-2009

Mudou-se para Lisboa com o sonho de ser actriz. Apesar de ter chorado todos os dias com saudades de casa, não se arrepende do esforço. Aos 23 anos, quer vingar na televisão e depois concretizar o sonho de ser mãe.

- Terminou recentemente a sua participação na série ‘Rebelde Way’. Também foi uma adolescente rebelde?

- Sempre fui e ainda por cima tenho uma irmã mais nova que é completamente o oposto de mim: é muito sossegada, dedicada aos estudos e detesta noite. Eu aos 16 anos disse aos meus pais que queria entrar para a moda, aos 17 que tinha namorado e aos 18 já trabalhava na noite. Mas posso dizer que fui uma boa rebelde. Nunca me deixei levar pelos maus caminhos.

- Como é que surgiu a oportunidade de entrar no mundo da representação?

- Já me tinham convidado para dois castings dos ‘Morangos com Açúcar’ mas, como vivia em Gaia, não me apetecia nada ir para Lisboa e mudar a minha vida toda. Até que surge a terceira oportunidade e eu pensei que desta é que era de vez. Arrisquei, fiz o casting, depois ofereceram-me uma formação de três meses e eu decidi mudar-me para Lisboa. Desse workshop éramos 30 e só passavam 12 para o elenco dos ‘Morangos’, portanto não tinha garantias nenhumas de que o dinheiro que estava a investir em casa e alimentação iria dar frutos. Mas correu tudo bem.

- Como é que foram os primeiros tempos em Lisboa?

- Foram maus, senti-me muito sozinha. Na primeira semana chorava todos os dias e dizia que queria voltar para o Porto.

- Morava sozinha?

- Não, quando cheguei fui para um apartamento de uma agência de modelos e dividia casa com um brasileiro e uma polaca. Só que, na altura da Moda Lisboa, a casa foi ‘invadida’ por pessoas de todos os sítios e eu não me conseguia concentrar para decorar os textos. Decidi ir para uma residência feminina de freiras, mas como as gravações dos ‘Morangos’ acabavam tarde fui expulsa ao fim de 15 dias. Depois, ainda vivi uma semana num hotel até encontrar a casa onde estou hoje, ao pé do rio, e de que gosto muito. Finalmente, encontrei a minha estabilidade mas até lá foi um turbilhão de emoções.

- Depois disso, sentiu dificuldades na adaptação?

- Algumas, porque as pessoas de Lisboa são muito diferentes das do Porto. Eu lá passava a vida em casa dos meus amigos e aqui, quando saia do trabalho, não tinha ninguém com quem estar. Senti muito a falta dos meus amigos, da minha família e até me habituar foi complicado. Agora gosto imenso de Lisboa e não penso em voltar para o Porto.

- E as saudades do namorado?

- Foram muitas. O Nelson tentava vir cá de 15 em 15 dias e eu também fazia imensas viagens ao Porto para estar com ele. Andava muito cansada porque, além do ritmo de trabalho, andava numa correria entre Lisboa e Porto. Mas superámos a distância. Já namoramos há quatro anos, por isso as desconfianças, os ciúmes foram postos de lado e ao fim de oito meses, quando entrei para a ‘Rebelde’, decidimos mudar a vida toda para cá.

- Convencê-lo a mudar-se foi fácil?

- Mais ou menos. O Nelson vivia só com a mãe e o que poderia dificultar a mudança dele era deixá-la sozinha, mas a mãe dele também nos apoiou imenso, porque sabe que estamos bem um ao pé do outro e que mais cedo ou mais tarde isso iria acontecer. Ele mudou-se, também teve de se adaptar, passar pelo processo todo por que passei.

- Como é que vocês se conheceram?

- Conheci o Nelson quando tinha 16 anos, num bar, e sempre achámos muita piada um ao outro: havia química. Entretanto, perdemos o contacto e, aos 18, reencontrei-o num centro comercial. Decidi enviar-lhe um toque para o telemóvel para ver se o número ainda era o mesmo, ele olhou para trás, viu-me e veio ter comigo. Trocámos e-mails, começámos a falar através da internet: marcámos um café, outro e outro. E nunca mais nos largámos.

- Ele tem ciúmes da sua exposição?

- Houve uma fase de adaptação, foi um bocado complicado, porque o Nelson não é do meio e, ao início, foi difícil para ele aceitar as cenas de beijos. Por isso, a solução que arranjei foi levá-lo às gravações. A partir daí começou a perceber que as cenas eram feitas com 20 pessoas à minha volta e que não havia nada de especial naqueles beijos. Agora já vê essas cenas de outra maneira e sabe distinguir as coisas.

- Aos 23 anos pensa em ter filhos?

- Penso, não vou é concretizar já esse sonho. Sempre tive uma vontade enorme de ser mãe nova e gostava de ter o meu primeiro filho aos 25 anos. Não sei se vai ser possível porque queria estabilizar a carreira primeiro e ter a certeza de que uma paragem de um ano não me vai afectar no trabalho. Enquanto isso não acontecer, não posso engravidar, porque sei que corria o risco de terminar a minha carreira.

- Gostava de ter uma família muito grande?

- Não tenho paciência para muitos filhos e acho que mesmo que tivesse muito dinheiro só queria ter dois, de preferência um casal. Tanto eu como o Nelson somos pessoas muito activas e sei que com muitos filhos não iríamos conseguir conciliar as coisas. Prefiro ter dois para lhes conseguir transmitir a educação que quero.

- Entrou para a moda aos 16 anos. O que os pais lhe disseram?

- Não disseram nada. Os meus pais nunca me contrariaram e tenho a sorte de eles serem pessoas com uma mentalidade muito aberta. É óbvio que me deram alguns conselhos e que o sonho do meu pai era que eu entrasse para a faculdade e tirasse um curso.

- E tirou?

- Fiz questão de ir para a universidade, mas o curso de Letras ficou a meio. Nunca pus de parte os estudos e por isso é que eles sempre me apoiaram. Porque consegui realizar os sonhos que eles tinham para mim e os meus. É lógico que a moda é associada a um mundo de drogas e vícios, mas eu acho que só entra nisso quem quer. Sempre estive à parte desse mundo. Sempre me explicaram o que as drogas faziam e nunca caí na tentação de experimentar. Como comecei a trabalhar bastante nova na noite também cresci muito rápido.

- Trabalhou onde?

- Em bares e discotecas. Foi lá que conheci o meu namorado e também onde ganhei o meu primeiro ordenado à séria. Ainda hoje estou muito ligada a esse meio, porque o meu namorado é empresário da noite e eu apoio-o.

- Foi independente muito cedo...

- Sim, aliás eu comecei a trabalhar não por necessidade mas por querer ser independente, para não ter de pedir dinheiro aos meus pais nem justificar onde iria gastar esse dinheiro. Claro que a minha mãe não queria e, para ela, foi um choque ao início, mas como conciliei sempre com os estudos acabou por aceitar, e depois já gostava de me ver tão nova e tão responsável.

- A faculdade foi só mesmo para fazer a vontade aos pais?

- Foi para fazer a vontade ao meu pai e também a mim. Na altura não estava na televisão e decidi que devia tirar um curso porque poderia depender disso para viver. E também por uma questão de realização pessoal. Acho que uma pessoa deve ser culta e saber falar sobre tudo. No início queria seguir desporto, mas tive muitas lesões e esse sonho ficou para trás.

- Tem jeito para o desporto?

- Sim, fiz muitos anos dança de competição, cheguei a ser campeã nacional, mas a verdade é que o desporto de alta competição deixa sempre sequelas e tive muitas lesões graves. O meu sonho era ser professora de educação física mas, como não foi possível, tirei o nível três de desporto e posso dar aulas em ginásios.

- Ainda não perdeu o sotaque do Norte.

- Não, e faço questão de o manter. É lógico que em eventuais papéis que peçam para modificar vou fazer um esforço, mas enquanto não o pedirem vou manter o sotaque. Sou eu, venho de Gaia e tenho muito orgulho em ser do Norte. Em Portugal existe um bocadinho esse preconceito mas, por exemplo, no Brasil as novelas são gravadas com imensos sotaques.

- Já namora há quatro anos com o Nelson. Quando é que o apresentou aos pais?

- É engraçado porque uma vez disse ao meu pai que o homem que eu lhe apresentasse era aquele com quem iria casar. E só lhes apresentei o Nelson aos 19 anos. A minha mãe ficou estupefacta porque era o primeiro namorado que ela me conhecia. E a verdade é que já estamos juntos há algum tempo. Espero que seja a pessoa com quem vou casar.

- Gostava?

- Gostava muito. Já faço vida de casada e só ainda não oficializei a relação porque acho que o casamento é um negócio. Para se fazer uma festa bonita é preciso muito dinheiro e acho que tenho outras prioridades na vida do que pegar em dez ou 15 mil euros e fazer uma festa de casamento. No dia em que esse dinheiro não me fizer falta, então caso e com tudo aquilo a que tenho direito: vestida de princesa e com a festa com que sempre sonhei. O casamento vai ser o celebrar da nossa união: vou juntar os amigos e a família e fazer a festa.

- Quando conheceu o Nelson achou logo que era a pessoa certa?

- Achei. Senti uma coisa que nunca tinha sentido por ninguém e, ao fim de dois meses de namoro, já tínhamos um elo tão forte que não tem explicação. E foi esse sentimento que me fez apresentar o Nelson aos meus pais e juntar-me ao fim de pouco tempo.

- Agora que ele já se habituou à sua exposição, equaciona posar nua?

- Não o pretendo fazer para já, mas não posso dizer que nunca o farei. Só posaria para a ‘Playboy’ por uma quantia astronómica que me pudesse ajudar imenso na vida. Mas estou perfeitamente à vontade com o meu corpo.

- Aumentou o peito recentemente. Sente-se melhor assim?

- O que eu queria era rechear um bocadinho o decote e sentir-me mais à vontade de biquíni, por isso decidi fazer. Nunca tinha sido operada na vida e não sei como ganhei coragem para o fazer, mas estou muito satisfeita e agora posso dizer que gosto de tudo no meu corpo.


REFLEXO

- O que vê quando se olha ao espelho?

- Vejo aquilo que sou: uma rapariga normal, muito básica no seu dia-a-dia e com uma vontade enorme de trabalhar e realizar os seus sonhos.

- Gosta do que vê?

- Normalmente gosto.

- Alguma vez lhe apeteceu partir o espelho?

- Já, quando era mais nova praticava ténis e houve uma vez que levei com uma raquete no olho e ficou em muito mau estado. Tanto que quando, no dia a seguir, me vi ao espelho o susto foi tão grande que desmaiei. Dessa vez, apeteceu-me partir o espelho.

- Quem gostaria de ver reflectido no espelho?

- Adoro a Jennifer Lopez, por isso não me importava de me olhar ao espelho e ver lá uma semelhança qualquer com ela.

- Pessoa de referência?

- O meu namorado, os meus pais e a minha avó, que é uma pessoa que me ensinou muita coisa. É um exemplo de vida para mim.

- Momento marcante na vida?

- Foi quando decidi viver sozinha em Lisboa para tentar a sorte como actriz. Foi uma aventura e acabou por fazer parte da realização do meu sonho, que era entrar no mundo da representação.

- Qualidade e defeito?

- A qualidade é ser muito perfeccionista. O defeito talvez seja a teimosia.

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MensagemAssunto: Re: REVISTA MARIA, E NÃO SÓ - PODEM ACREDITAR...   Sex Jul 23, 2010 1:04 pm

Paulo Rocha: "Eu escolhi o meu pai"

08-08-2009

Aos 34 anos, o actor ainda não pensa em casar e ter filhos, apesar de viver um romance com Raquel Henriques. Paulo Rocha fala da sua relação com o pai adoptivo, o grande pilar da sua vida, e recorda a agressão a Gonzo, uma reacção a uma situação que considera de limite.

- Quatro anos depois está de regresso aos palcos com a peça ‘Hedda Gabler’.?

- Há muito tempo que eu não tinha esta vivência. O espectáculo é muito bonito, muito feliz por parte do Celso Cleto. As interpretações estão muito equilibradas mas a Sofia (Alves) faz um trabalho bastante exigente. Está 80 por cento do tempo em palco, é uma actriz de uma enorme entrega, generosidade. Já tínhamos trabalhado na novela ‘O Teu Olhar’ e ficámos amigos.

- Esta peça é itinerante, o que também é bom visto que abrange vários tipos de público.

- E tem sido óptimo, porque percebi que fora de Lisboa existem espaços maravilhosos, com condições espectaculares. É pena que estes espaços não sejam povoados com produções, locais ou não... É pena que Lisboa não tenha espaços como os que encontrei. Também me deparei com um público bastante efusivo.

- Já falou da sua amizade com a Sofia, todavia também é amigo do Celso Cleto, que encena a peça.

- Tinha alguma curiosidade em trabalhar com ele. Já conheço o Celso há quase 15 anos, quando ele era subdirector do Teatro Nacional. O Carlos Avillez era meu professor e convidou-me para estagiar lá. O Celso é um encenador muito tranquilo e que nunca transmite ansiedade, julgo que ele a engole. Espero que continuemos a trabalhar juntos.

- Além da peça, está a gravar outra novela da SIC...

- Sim, ‘Eterno Amor’, onde faço par romântico com a Luciana Abreu. Não nos conhecíamos, apenas nos tínhamos cruzado em estúdio.

- Tirou o curso de Representação e só depois começou a trabalhar, percurso que, presentemente, já não é tanto assim. Porque optou por fazer tudo direitinho?

- Aconteceu, se calhar, porque foi numa altura em que não havia o boom de actores, os castings... Hoje em dia atira-se os miúdos às feras sem eles sequer saberem ‘ler e escrever’. Comigo nem sequer foi opcional. Penso que tenho sorte de as coisas se terem processado assim. Mas sinto que só me adaptei à técnica de televisão com ‘O Teu Olhar’. ‘Vingança’ foi também uma novela em que aprendi muito. Veio numa altura importante, depois dos ‘Morangos’. Já andava a ‘chorar’ há alguns anos para fazer um vilão.

- Mas esse vilão pesou-lhe fisicamente.

- Sim. As cenas eram todas muito intensas e muitas horas por dia. Tive uma luta gigantesca quando passei de ‘Vingança’ para ‘Resistirei’. Ao longo do meu trabalho tenho aprendido as técnicas mas se me pedirem que dê aulas não consigo, julgo que não tenho jeito.

- Há muitos actores a fazê-lo...

- Penso que é uma grande responsabilidade. Fui aluno de pessoas que fazem as coisas de uma forma muito tradicional. Podemos dizer algo fora do contexto e magoar alguém, levar alguém a desistir e que poderia ter uma grande carreira. Não quero ter essa responsabilidade, podem dizer que sou cobarde por isso. Prefiro achar que sou sensato. Eu não era um aluno prodígio, a grande esperança da minha escola, mas ainda assim nunca me disseram que desistisse ou que não tinha jeito.

- É muito terra-a-terra?

- Penso que sim. Tenho a minha dose de sonho, de acreditar... No fundo, quando as coisas têm de acontecer acontecem. Ao longo deste tempo, as conversas com o meu pai têm-me ensinado a ser mais terra-a-terra e, sobretudo, muito cuidadoso com a marca que se deixa. Acima de tudo, sou crédulo e um bocadinho ingénuo em certas coisas.

- Isso já lhe trouxe dissabores?

- Tantos!... Mas depois também não fico nem com raiva ou ódios. Fico um pouco triste, a sentir-me mais pobre, com pena de algumas pessoas, porque elas ficam sempre a perder mais do que ganham.

- Já falou do seu pai, José Manuel Costa Reis. Ele é o seu grande pilar?

- À medida que vou ficando mais velho, tomo consciência do quão ele foi importante para mim. Não consigo imaginar o que seria hoje sem a influência dele, quer a nível do bom gosto – que é uma característica dele –, quer de relacionamentos sociais. Sou uma pessoa com imensas lacunas de relacionamento social. Efectivamente, ele é muito importante para mim, mas também outras pessoas. Apesar de tudo, tenho tido imensa sorte, porque tenho-me cruzado com pessoas muito boas, como, por exemplo, o Carlos Avillez e a Teresa Guilherme – que conheci recentemente mas com quem tenho uma relação muito próxima. Chego a dizer que fui mais privilegiado do que certas pessoas, que tiveram apoio dos familiares. Ao longo da minha vida, tenho visto pessoas com pai e mãe e vivências tão mais problemáticas! Às vezes é melhor a ausência do que a presença. Eu fui escolhendo as pessoas na minha vida. Fui eu que escolhi o meu pai – e isso é algo que quase ninguém pode fazer. Eu adoptei-o.

- Está numa altura de grande trabalho, mas onde ficam as férias?

- Aqui e ali... Entre os intervalos do trabalho. Não vou ter 15 dias ou três semanas seguidas mas vou aproveitando dois ou três dias de cada vez. Gosto de acreditar nisso, para não pensar que sou um desgraçado.

- E neste momento tem o coração ocupado pela Raquel Henriques...

- Eu não falo sobre isso. Estou muito calmo e tranquilo, a trabalhar e a viver.

- Passa, neste momento, pela sua cabeça constituir família?

- Já idealizei mais. Penso que é uma enorme responsabilidade ter filhos. As coisas não têm sido más para mim e tenho tentado suprimir algumas carências que tinha, perco algum tempo a mimar-me. Já pensei mais numa vida mais tradicional mas agora quero viver outras coisas. Ter um filho não está no topo das minhas prioridades.

- Como se define?

- Sou calmo e pacato. Detesto injustiças. Sou o mais respeitador e educado que possível, e por ser assim exijo o mesmo. Quando as pessoas não são correctas comigo tenho de mostrar a minha indignação. Não faço muito isso, só em situações de limite.

- Foi uma situação de limite o que aconteceu consigo e com o DJ Gonzo [uma agressão numa discoteca em 2007]?

- Foi. Foi uma invasão de espaço pessoal três vezes seguidas, foi o culminar de uma série de situações. Não gosto de falar muito disso, porque fui maltratado pela Imprensa nessa altura, Imprensa essa que me devia ter defendido, tal como alguns colegas, mais que não seja por uma questão de cortesia, por sermos do mesmo canal. Estar a falar disto é desenterrar algo que não tem grande importância. Quando há um desmentido é sempre muito inferior à ‘publicidade enganosa’ que foi feita. O que é facto é que passado um ano e meio desse episódio eu dou por mim a ter a sensação de que todo o trabalho que fiz em televisão, ao longo de dez anos, foi suprimido por uma situação em que eu fui aviltado na minha individualidade e que reagi. Infelizmente, correu da maneira que correu. Como devem calcular, não sou um atrasado mental e não queria que as coisas corressem assim. Mas como, se calhar, as pessoas têm outras necessidades, deram uma proporção desmesurada ao episódio. A minha imagem saiu muito prejudicada com esta situação. Acredito que o tempo ajuda a lavar tudo e traz a verdade ao de cima. Mas enquanto não vem há estragos que são feitos, fica-se estigmatizado. Eu tive colegas que nunca tinham trabalhado comigo e que me disseram que tinham outra impressão minha. Mas o Mundo inteiro não vai conhecer-me como sou, porque considero-me uma pessoa fechada.

- Sente que esse episódio influenciou negativamente as pessoas?

- Claro que sim... Mas ainda bem que eu vou estando por cá e as pessoas vão gostando do trabalho que eu faço.

- Profissionalmente, prejudicou-o?

- Não terá prejudicado, porque as pessoas que trabalham comigo já me conhecem há uma data de tempo. Sabem que eu não sou uma besta quadrada, um brutamontes. Eu julgo que até sou muito criança em algumas coisas.

- O Paulo era amigo do Gonzo?

- Cruzei-me com ele duas ou três vezes, se calhar mais, mas penso que sempre o tratei bem, e vice-versa. Mas não quero falar mais, sobretudo porque as pessoas envolvidas já viveram ano e meio às custas do que aconteceu e às custas do meu nome. Pode parecer cruel o que eu estou a dizer: já retiraram todos os dividendos, e eu também já tirei os meus, para aprender. Sou muito feliz da maneira que sou, que julgo que é a mais correcta.

- Como é que uma criança criada na Casa do Gaiato se torna actor?

- Até aos meus 16 anos tinha o grave problema de não saber o que queria fazer. Achava que era um desajustado. Na Casa do Gaiato do concelho de Setúbal, todos os anos se organizava festas, que incluíam um espectáculo de dança, teatro... Eu participava porque tinha de participar, não era opcional. E nem sequer era brilhante. O que acontecia é que durante os ensaios não tínhamos de ir trabalhar para o campo. Então, eu achava que ser actor era não fazer nada... Além disso, não precisava de me levantar cedo, o que era óptimo. Até que o meu professor de Teatro apareceu com um folheto da Escola de Teatro de Cascais. Fiz os testes e fiquei. Passados três meses, percebi que se tinha de trabalhar – e muito...

- E não está arrependido da opção?

- Gosto imenso da minha profissão e não me vejo a fazer outra coisa. Mas há outras coisas que quero fazer na minha vida: quero divertir-me, ter tempo para mim. Não vivo nem respiro o palco, como dizem alguns colegas meus, não vivo 24 horas o teatro e a televisão. Não tenho muito jeito para ser politicamente correcto – e considero que temos tão pouco tempo livre na nossa vida para isso! Vim à Terra para viver e não ser escravo do trabalho. l

REFLEXO

- O que vê quando se olha ao espelho?

- Alguém que é extremamente responsável ou que, pelo menos, tenta ser.

- Gosta do que vê?

- Tenho dias...

- Alguma vez lhe apeteceu partir o espelho?

- Não, de facto, tenho medo de me cortar.

- Quem gostaria de ver reflectido no espelho?

- Eu próprio. Fico tão contente quando me vejo ao espelho!

- Pessoa de referência?

- O meu pai, José Manuel Costa Reis, pelo corte transversal que fez na minha vida.
- Momento marcante?

- Sei lá, tenho vários. Recordo o primeiro ensaio que fiz, no Teatro Nacional, com uma peça do Carlos Avillez. Já conhecia, como espectador, a Sala Garrett. Nesse dia, fui o primeiro a chegar e, de repente, entrei no palco e fiquei a olhar... Senti uma energia muito especial por estar num palco onde passaram e passam grandes actores.

- Qualidade e defeito?

- Nas qualidades, destaco o sentido de justiça. Nos defeitos, sou uma pessoa dada a rompantes, rosno mas depois passa. Às vezes sou um bocadinho impulsivo, porém tenho alterado isso ao longo do tempo.

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MensagemAssunto: Re: REVISTA MARIA, E NÃO SÓ - PODEM ACREDITAR...   Seg Jul 26, 2010 12:25 pm

Ruth Marlene: "Espero por um príncipe"

15-08-2009

Sem pudores, Ruth Marlene, de 31 anos, abriu a porta de sua casa à Vidas e falou do seu amor incondicional à família e da desilusão do divórcio, do sonho de ser mãe e da paixão fiel à sua música.

- Lançou recentemente um novo trabalho. Fale-nos um bocadinho dele…

- Chama-se ‘O Melhor de Ruth Marlene’ e tem 18 temas, três deles são inéditos: o ‘SMS do Amor’, o ‘Despe, Despe’ e uma balada muito linda feita por mim que se chama ‘O Melhor de Mim’. Além disso, tem temas muito conhecidos como o ‘A moda do Pisca-Pisca’, o ‘Só à Estalada’ e o ‘Show de Bola’. As músicas têm uma nova roupagem.

- Este é o primeiro álbum que edita depois do divórcio, que aconteceu no Verão passado...

- Um divórcio é sempre um divórcio e foi muito complicado. Quando me casei [com João Miguel Silva, em Dezembro de 2006] era com o intuito de ser para sempre, mas agora estou bem, graças a Deus.

- Então neste álbum está reflectida uma nova Ruth?

- Sim, é uma nova Ruth, cheia de energia e muito positiva. O ‘Melhor de Mim’ retrata a minha essência. Uma pessoa tem que gostar dela própria para poder gostar dos outros, e eu aprendi isso. Às vezes as pessoas têm medo de estar sozinhas, e eu acho que também pode ser muito bom estar sozinha. Depois do divórcio fiquei um pouco sensível e estava habituada a estar acompanhada, mas agora estou bem.

- Fechou as portas ao amor?

- Na altura fechei um pouco, quis estar sozinha. Agora já passou um ano e se eu me apaixonar vou ficar muito contente. Tem que haver amor na vida.

- E o que é que falhou no casamento?

- Fiquei mesmo um pouco desiludida. Éramos duas pessoas diferentes, com objectivos diferentes.

- Os problemas de anorexia que teve estiveram relacionados com isso?

- Sim, na altura afastei-me de toda a minha família por causa dele e fui-me muito abaixo. Com o ‘stress’, eu não comia mesmo. Quando me apercebi, passado um mês, estava com 12 quilos a menos. A infelicidade emagrece. Eu não provocava o vómito, simplesmente o meu organismo rejeitava a comida. Não conseguia comer. Além disso, era obcecada por fazer exercício físico.

- E agora, como se sente?

- Uma anoréctica vai sentir-se a vida toda gorda. Mas agora tenho consciência de que são coisas da minha cabeça. Já percebo que estou normal.

- E a nível emocional, já ultrapassou a dor?

- Sinto-me muito bem. Posso dizer que estou a viver a melhor fase da minha vida. O trabalho corre-me bem e tenho a minha família ao pé de mim.

- Arrepende-se de se ter afastado da família durante o casamento?

- A família é o mais importante da minha vida. Os meus pais não eram a favor do casamento, e eles tinham as razões deles e eu respeito-as. Fiquei doente por isso, não tenho dúvidas. Nós somos muito unidos, muito chegados. Naquela altura em que estive sem eles senti-me completamente vazia.

- Como é a vossa relação agora?

- Temos uma relação muito boa. Cada um tem a sua casa mas estamos sempre juntos. É a minha mãe que faz as minhas roupas e as dos bailarinos. Ela é uma deusa, é muito criativa.

- Considera-se uma mulher sexy?

- Sexy não, mas sensual. Todas as mulheres são sensuais porque têm hipótese de se arranjar, usar maquilhagem, adereços... Mas tudo está na cabeça, depende do estado de espírito. A mulher pode estar de calças de ganga e ser sensual.

- E em cima do palco, como é a Ruth Marlene?

- A minha mãe sempre me fez roupas de bonecas e eu associei isso a roupas queridas e não sensuais. Sinceramente, não considero sexy a roupa que uso, embora eu represente aquilo que cante, e adapto a minha roupa às canções. Num espectáculo chego a mudar nove vezes de roupa.

- Fez uma produção ousada para a revista ‘FHM’. Repetiria a experiência?

- Sim, se fosse algo do género fazia. Foi na altura em que comecei a recuperar da anorexia, engordei um bocadinho, e gostei muito. Mas na ocasião não me estava a sentir bem com o meu corpo.

- E se a convidassem para algo ainda mais ousado?

- Aí acho que não. É muita exposição, apesar de serem fotos artísticas. Há muitas crianças que vão aos meus espectáculos e eu não me ia sentir muito bem em saber que elas me iam ver despida. Eu própria acho bonito, mas penso é nas outras pessoas.

- E os seus pais iriam apoiá-la?

- Os meus pais são os primeiros a apoiar-me. Mas para já não vou fazer. A não ser que houvesse um problema grave na minha vida. Se o meu pai estivesse a morrer e precisasse de muito dinheiro, eu despia-me e fazia uma produção. Mas repito, tinha que ser por uma causa mesmo muito importante.

- Costuma ouvir piropos na rua?

- Costumo. Mas, normalmente, dizem-me coisas engraçadas.

- Que cuidados tem com o seu corpo?

- No Verão, normalmente não vou ao ginásio, e adoro comer pizas e hambúrgueres. Confesso que não tenho mesmo cuidado nenhum.

- Foi dito recentemente que fez uma rinoplastia. É verdade?

- Não. O meu nariz está partido e ainda não fui operada. Já tinha rachado o nariz na ‘1ª Companhia’ e depois pratiquei pugilismo durante um ano e ficou ainda pior. Agora até estou com mais problemas de sinusite. Por isso vou ser operada em breve.

- E há mais alguma mudança que faria no corpo?

- Já pensei aumentar o peito mas depois de ser mãe, não agora.

- Ser mãe é um objectivo que pretende realizar em breve?

- É. Mesmo não estando casada, quero muito ser mãe. Adoro crianças. Um filho é sempre bem-vindo, com ou sem pai.

- Mas não gostava, efectivamente, de construir uma família?

- Sim, mas, infelizmente, agora as pessoas casam-se e divorciam-se rapidamente, e depois as crianças sofrem e têm que se dividir pelas casas da mãe e do pai. Mas sonhar é viver. Claro que estou à espera do meu príncipe.

- Voltaria a casar?

- Só se fosse mesmo, de facto, com um grande príncipe.

- É uma mulher romântica?

- Sou, muito. Tudo o que eu componho é a falar de amor.

- Tem oito tatuagens. Está a pensar fazer mais alguma?

- Sim, com o nome do meu filho.

- Como está a correr o seu Verão?

- Está a correr muito bem. Andamos sempre de um lado para o outro, em diversos espectáculos.

- O amor pela música compensa tudo?

- Sempre vivi da música e para a música. Não sei o que é estar sem fazer nada que não esteja relacionado com a música, porque, graças a Deus, as pessoas sempre apareceram nos meus espectáculos e me apoiaram. Eu gosto muito de cantar e estar em palco. Não gosto de televisão, gosto de cantar ao vivo.

- Como tem sido o feed-back das pessoas na rua ao longos destes anos?

- As pessoas apoiam-me imenso, principalmente as crianças.

- Não a incomoda que as pessoas a rotulem de cantora pimba?

- Não me ofende nada. Sou com muito prazer.

- Como é que lida com a fama?

- No primeiro ano em que fui famosa, entrei em pânico porque não consegui gerir as coisas. Não era por vedetismo, simplesmente não sabia o que havia de dizer às pessoas. Mas depois habituei-me e as pessoas são muito queridas comigo. Eu sou uma tagarela, então é óptimo falar com toda a gente na rua.

- Como é a Ruth para lá dos palcos?

- Adoro ficar no sofá a ver filmes e comer porcarias e ir ao McDonald’s com a família e os amigos. Sou muito descontraída, muito simples.

- É uma mulher realizada?

- Sou. Só me falta ser mãe. É o meu maior sonho.

REFLEXO

- O que vê quando se olha no espelho?

- Vejo uma mulher linda por dentro.

- Gosta do que vê?

- Depende, quando acontece fazer directas não gosto muito. Mas quando não gosto de alguma coisa tento melhorá-la, por isso tento dormir mais.

- Alguma vez lhe apeteceu partir o espelho?

- Por acaso já parti um, há muitos anos, estava chateada. Mas não tive muito azar.

- Quem gostaria de ver reflectido no espelho?

- O meu príncipe.

- Pessoa de referência?

- A minha mãe. É a mulher mais corajosa e mais forte que eu conheço. Ela não pára. Chega a dormir três horas para ir aos espectáculos e depois acorda cedo para arrumar a casa toda e fazer o comer para nós. Nunca chegarei aos pés dela. Ela tem um talento surreal.

- Momento marcante na vida?

- Foi o nascimento do meu sobrinho, Diogo. Quando as enfermeiras o trouxeram vi que era lindo.

- Qualidade e defeito?

- Defeitos: fico rabugenta quando durmo e sou muito dorminhoca. Qualidades: sou uma boa amiga, não traio os meus amigos. Sou sincera, e quando me pedem que guarde um segredo eu guardo-o mesmo.

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