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 MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS

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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Sab Out 02, 2010 9:26 pm

O NÚMERO DA BESTA

Ante a visão do clarividente treinado, do Iniciado nos vários graus dos Mistérios, a Terra apresenta-se composta de camadas, à semelhança de uma cebola, cada camada ou estrato cobrindo outra.

Há nove estratos e um núcleo central, dez no total. Tais estratos são revelados ao Iniciado gradualmente, um estrato em cada iniciação, de modo que, ao final das nove Iniciações menores domina todas as camadas mas ainda não tem acesso aos segredos do núcleo central.

Em termos antigos esses nove passos são chamados "Mistérios Menores". Levam o neófito conscientemente através de toda a sua evolução passada, ou seja, através de todas as atividades de sua existência involuntária, de modo que ele se torna capaz de compreender os meios e o significado da obra que efetuou inconscientemente. Mostra-se-lhe como a constituição nônupla (o tríplice corpo, a tríplice alma e o tríplice espírito) veio à existência; como as grandes Hierarquias Criadoras trabalharam sobre o Espírito Virginal, despertando nele o Ego e ajudando-o a formar o corpo; também o trabalho que ele mesmo efetuou para do tríplice corpo, extrair tanto da tríplice alma, como a que atualmente possui. Seguindo os nove estratos, é conduzido através dos nove graus que constituem os Mistérios Menores, um grau por vez.
O número nove é o número raiz do nosso presente estágio de evolução.

Em nosso sistema tem um significado que nenhum outro número possui. É o número de Adão, a vida que começou sua evolução como Homem e que alcançou o estado humano durante o Período Terrestre. Em hebraico, assim como em grego não há algarismos, porque cada letra exprime um valor numérico. Em hebraico, "Adão" é proferido "ADM". O valor de "A" é 1; o de "D", 4; e o de "M", 40. Se somarmos esses algarismos 1+4+4+0=9, teremos o número de Adão, ou humanidade.

Se saltarmos do livro Gênese, que trata da criação do homem em remotíssimo passado, para o Livro da Revelação, que trata de sua futura realização, veremos que o número da Besta que o oculta é 666. Somando esses algarismos 6+6+6 = 18, e 1+8 = 9, teremos novamente o número da humanidade, em si mesma a causa de todo mal que obstrui seu próprio progresso. Mais ainda: o número dos que se salvarão, diz-se é de 144.000. Somando-se como antes 1+4+4+000 = 9, temos outra vez o número da humanidade, mostrando, praticamente, que ela será salva em sua totalidade, já que é insignificante a quantidade dos incapazes de progredir em nossa evolução atual. Mesmo os poucos que fracassam não estarão perdidos, mas progredirão num esquema evolutivo futuro.

A consciência do mineral e do vegetal é realmente inconsciência. O primeiro vislumbre de consciência começa no reino animal. Vimos também que, consoante a mais moderna classificação, há treze graus no reino animal: três classes de radiados; três classes de moluscos; três classes de articulados; e quatro classes de vertebrados.

Se considerarmos o homem comum como um grau em si mesmo, e recordarmos que há treze Iniciações desde o homem até Deus, ou desde o tempo em que começou a capacitar-se para se converter em uma Inteligência Criadora Consciente de Si, teremos de novo o mesmo número nove:

13 + 1 + 13 = 27; 2 + 7 = 9.

O número 9 está também oculto na idade de Cristo Jesus, 33: 3 x 3=9, e de maneira análoga nos 33 graus da Maçonaria. Nos tempos antigos a Maçonaria era um sistema de Iniciação dos Mistérios Menores, os quais, como vimos, têm nove graus, ainda que os iniciados freqüentemente os escrevessem 33. Por análogas razões existe o 18º grau dos Rosacruzes, o qual não é mais que um "véu" para o não iniciado, porque nunca há mais do que nove graus nos Mistérios menores. Os Maçons de hoje conservam muito pouco dos rituais ocultos contidos em seus graus.

Temos também os nove meses da gestação, durante os quais é construído o eficiente corpo atual. Há também nove perfurações no corpo: dois olhos, duas narinas, dois ouvidos, uma boca e dois orifícios inferiores.

Quando em seu avanço o homem passa pelas nove Iniciações menores conseguindo assim penetrar em todos os estratos da Terra, precisa ainda ter acesso ao núcleo central. Este se abre para ele mediante a primeira das quatro Grandes Iniciações, na qual aprende a conhecer o mistério da mente, essa parte do seu ser iniciada na Terra. Quando pronto para a primeira grande Iniciação, sua mente já foi desenvolvida a um grau que todos os homens alcançarão no final do Período Terrestre. Nessa Iniciação dá-se-lhe a chave do próximo estágio, e todo o trabalho que depois disso ele efetua, será o mesmo que a humanidade em geral efetuará no Período de Júpiter. Isto não nos diz respeito atualmente.

Depois de sua primeira Grande Iniciação ele é um Adepto. A segunda, terceira e quarta das Iniciações pertencem a estágios de desenvolvimento que a humanidade comum alcançará nos Períodos de Júpiter, Vênus e Vulcano.

Essas treze Iniciações são representadas simbolicamente por Cristo e seus doze apóstolos. Judas Iscariotes representa as traidoras tendências da natureza inferior do neófito. O amado João é a Iniciação de Vênus, e Cristo em Si Mesmo simboliza o Divino Iniciado do Período de Vulcano.

Nas diversas escolas de ciência oculta diferem os ritos iniciáticos, como também o que dizem sobre o número de Iniciações, mas isto é apenas uma questão de classificação. Observe-se que as vagas descrições que podem ser dadas tornam-se ainda mais vagas à medida que se sobe mais. Ainda que se fale de sete ou mais graus, já da sexta Iniciação quase nada é dito, e absolutamente nada das que estão para além. A razão disto advém de outra divisão: os seis graus de "Preparação" e as quatro Iniciações, que ao final do Período Terrestre conduzem o candidato ao Adeptado. Portanto, sempre deverá haver mais três, caso a filosofia da escola ou sociedade vá tão longe. O autor porém não conhece ninguém, além dos Rosacruzes, que tenha algo a dizer sobre os três Períodos que precederam o Período Terrestre, a não ser a simples afirmação de que esses períodos existiram. Mas nem são postos em relação muito definida com a nossa atual fase de existência. De maneira análoga, outros ensinamentos ocultos afirmam simplesmente que haverá mais três esquemas evolutivos, porém não fornecem pormenores. Claro, nessas circunstâncias, as três últimas Iniciações não são mencionadas.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Ter Out 05, 2010 2:40 pm

OS ESTRATOS TERRESTRES

O Diagrama dá uma idéia da disposição dos estratos terrestres, omitindo informações sobre o núcleo central para mostrar mais claramente a formação de correntes em forma de lemniscata no nono estrato. No Diagrama os estratos são representados como se tivessem igual espessura, mas em realidade uns são muito mais delgados do que outros. Começando pelo mais externo, aparecem na seguinte ordem:

1 - Terra Mineral: E a crosta pétrea da Terra, com que lida a Geologia no tanto que lhe tem sido possível penetrá-la.

2 - Estrato Fluídico: A matéria deste estrato é mais fluídica que a da crosta exterior, mas não é líquida e sim parecida a uma pasta espessa. Tendo a propriedade da expansão, como a de um gás excessivamente explosivo, é mantida em seu lugar pela enorme pressão da crosta externa de modo que, se esta fosse removida, todo o estrato fluídico desapareceria no espaço com uma tremenda explosão. Esses estratos correspondem às Regiões Químicas e Etérica do Mundo Físico.

3 - Estrato Vaporoso: Nos primeiro e segundo estratos não há realmente vida consciente. Já neste existe uma corrente de vida que flui e pulsa continuamente, como no Mundo do Desejo que rodeia e interpenetra nossa Terra.

4 - Estrato Aquoso: Neste estrato estão as possibilidades germinais de tudo quanto existe na superfície da Terra. Aqui estão as forças arquetípicas que se ocultam atrás dos espíritos-grupo, como também as forças arquetípicas dos minerais, porque esta é a expressão física direta da Região do Pensamento Concreto.

5 - Estrato Germinal: Os cientistas materialistas têm sido frustrados em seus esforços para descobrir a origem da vida, como surgiram coisas viventes de matéria antes morta.
Na realidade, e de acordo a explicação oculta da evolução, a questão deveria ser como se originaram as coisas "mortas". A vida existia antes das formas mortas. Ela construiu seus corpos de substância vaporosa e sutil, muito antes de se condensar na crosta sólida da Terra. Só quando a Vida abandona as formas, podem estas se cristalizar, tornando-se duras e mortas.
O carvão nada mais é do que corpo vegetal cristalizado. Os corais são também produtos da cristalização de formas animais. A vida abandona as formas e as formas morrem. A vida nunca penetra numa forma para despertá-la à vida. A vida sai das formas e as formas morrem. Foi assim que surgiram as coisas mortas".
Neste quinto estrato existe a fonte primordial da vida, da qual brotou o impulso que construiu todas as formas da Terra. Corresponde à Região do Pensamento Abstrato.

6 - Estrato Ígneo: Por estranho que pareça este estrato possui sensações. O prazer e a dor, a simpatia e a antipatia produzem aqui seu efeito sobre a Terra. Geralmente se supõe que a Terra, em nenhuma circunstância, pode ter qualquer sensação. Contudo, quando o cientista ocultista observa colher o grão maduro, cortar as flores ou, no outono, colher as frutas das árvores, sabe do prazer experimentado pela Terra. É semelhante ao prazer que a vaca sente quando seus úberes cheios são aliviados pelo bezerro sugador. A Terra experimenta o deleite de nutrir sua progênie de Formas, e esse deleite culmina no tempo da colheita.
Por outro lado, quando se arrancam as plantas pela raiz, fica patente ao cientista-ocultista que a Terra sente dor. Por tal razão, ele não come alimentos vegetais que cresçam debaixo da Terra. Em primeiro lugar, porque são plenos de força terrestre e carentes de força solar; segundo, por terem sido extraídos com as raízes, são venenosos. A única exceção a esta regra é a batata, porque em seus primórdios crescia na superfície da terra, e só em tempos relativamente recentes começou a crescer debaixo do solo. Os ocultistas fazem o possível para alimentar seus corpos com os frutos que crescem ao Sol, pois estes contêm mais força solar, e sua colheita não causa sofrimento algum à Terra.
Poder-se-ia supor que os trabalhos nas minas produzem dor à Terra. Pelo contrário, toda desintegração da crosta dura produz uma sensação de alívio, e toda solidificação é fonte de dor. Quando uma torrente de chuva lava a encosta da montanha, arrastando a terra para os vales, a terra sente-se mais aliviada. Aonde a matéria desintegrada se deposita de novo, como no baixio que se forma na foz de um grande rio, produz-se uma correspondente sensação de opressão.
Assim como a sensação, nos animais e no homem, é devida a seus corpos vitais separados, assim as sensações da Terra são especialmente ativas no sexto estrato, que corresponde ao Mundo do Espírito de Vida. Para compreender-se o prazer que ela experimenta quando se quebra uma rocha e a dor que lhe produzem as solidificações, devemos recordar que a Terra é o corpo denso de um Grande Espírito, o qual, para fornecer-nos um meio em que pudéssemos viver e obter experiência, teve de cristalizar seu corpo até à condição de solidez atual.
Contudo, na medida em que a evolução prossiga e o homem aprenda as lições correspondentes aos extremos de concretização, a Terra tornar-se-á mais branda e seu espírito libertar-se-á cada vez mais. Foi isto o que Paulo quis significar quando disse que toda a criação geme e sofre, esperando o dia da libertação.

7 - Estrato Refletor: Esta camada da Terra corresponde ao Mundo do Espírito Divino. Para aqueles que não estão familiarizados com o que na Ciência Oculta se conhece como "Os Sete Segredos Indizíveis", ou que não tenham pelo menos um vislumbre de sua importância, as propriedades deste estrato parecerão particularmente absurdas e grotescas. Nele, todas as forças que conhecemos como "Leis da Natureza" existem como forças morais, ou melhor, imorais. No princípio da existência consciente do homem, essas forças eram piores do que agora. Mas tudo indica que tais forças melhoram com o progresso moral da humanidade, e que qualquer falha moral tem certa tendência a desencadear essas forças da Natureza produzindo devastações sobre a Terra, enquanto a busca de elevados ideais torna-as menos inimigas do homem.
Por conseguinte, as forças deste estrato são, em qualquer época, um reflexo exato do estado moral da humanidade. Do ponto de vista oculto, a "mão de Deus" que se abateu sobre Sodoma e Gomorra não é uma tola superstição pois, tão certo como há uma responsabilidade individual ante a Lei de Conseqüência que traz a cada pessoa o justo resultado de suas ações, sejam boas ou más, assim também existe uma responsabilidade coletiva ou nacional, que atrai sobre os grupos humanos resultados equivalentes aos atos efetuados em conjunto. As forças da natureza são, em geral, os agentes de tal justiça retribuidora, causando inundações ou terremotos a um grupo, ou a benéfica formação de óleos ou carvões a outro, de acordo com os seus merecimentos.

8 - Estrato Atômico: É o nome dado pelos Rosacruzes ao oitavo estrato da Terra, a expressão do Mundo dos Espíritos Virginais. Parece ter a propriedade de multiplicar as coisas que nele estão, porém, isto se aplica somente às coisas já formadas definitivamente. Uma peça informe de madeira ou uma pedra bruta não tem existência ali, mas qualquer coisa já modelada ou que tenha vida e forma, tal como uma flor ou uma pintura, é multiplicada nesse estrato em grau surpreendente.

9 - Expressão Material do Espírito Terrestre: Aqui existem correntes em forma lemniscata, intimamente relacionadas com o cérebro, o coração e os órgãos sexuais da raça humana. Corresponde ao Mundo de Deus.

10 - Centro do Ser do Espírito Terrestre: Nada mais pode ser dito presentemente a respeito, salvo que é a semente primeira e última de tudo quanto existe tanto dentro como sobre a Terra, e corresponde ao Absoluto.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Sex Out 08, 2010 2:59 pm

Do sexto estrato, o ígneo, até a superfície da Terra, há certo número de orifícios em diferentes lugares. Seus terminais na superfície são chamados "crateras vulcânicas". Quando as forças da Natureza do sétimo estrato são desencadeadas de modo a poderem se expressar através de uma erupção vulcânica, elas ativam o estrato ígneo (o sexto), e então a agitação se exterioriza através da cratera. A maior parte do material é tomada da substância do segundo estrato, por ser este a contraparte mais densa do sexto estrato, assim como o corpo vital, o segundo veículo do homem, é a contraparte mais densa do Espírito de Vida, o sexto princípio. Este estrato fluídico, com sua qualidade expansiva e sumamente explosiva, assegura um suprimento ilimitado de material no local da erupção. O contato com a atmosfera exterior endurece a parte que não se volatiliza no espaço, formando a lava e a poeira vulcânicas. E da mesma maneira que o sangue ao fluir de uma ferida coagula-se e estanca, assim também a lava, ao final da erupção, cerra o caminho às partes internas da Terra.

Como é fácil deduzir-se do fato, a imoralidade refletida e as tendências anti-espirituais da humanidade é que despertam a atividade destruidora das forças da Natureza no sétimo estrato. Portanto, geralmente são as pessoas dissolutas e degeneradas que sucumbem nessas catástrofes. Essas pessoas, juntamente com outras cujo destino auto-gerado sob a Lei da Conseqüência, por várias razões implica em morte violenta, são conduzidas desde os mais diversos recantos por forças sobre-humanas até o lugar onde deve ocorrer a erupção. Para aquele que pensa, as erupções vulcânicas do Vesúvio, por exemplo, servem para corroborar a afirmação acima.

A lista dessas erupções durante os últimos 2.000 anos mostra que sua freqüência tem aumentado em proporção direta ao crescimento do materialismo. Especialmente nos últimos sessenta anos, na razão em que a ciência materialista cresceu em sua arrogância na absoluta e ampla negação das coisas espirituais, aumentaram em freqüência as erupções vulcânicas. Enquanto nos primeiros mil anos depois de Cristo houve apenas seis erupções, as últimas cinco tiveram lugar num período de 51 anos, como veremos.

A primeira erupção da Era Cristã, no ano 79 D.C., destruiu as cidades de Herculano e Pompéia, em que pereceu Plínio, o Velho. As outras erupções tiveram lugar nos anos de 203,472,512, 652, 982, 1036, 1158, 1500, 1631, 1737, 1794, 1822, 1855, 1872, 1885, 1891 e 1906.

Nos primeiros mil anos ocorreram seis erupções; nos seguintes mil anos aconteceram doze, ocorrendo as últimas cinco num período de 51 anos, como dissemos anteriormente.

Do número total de 18 erupções, as nove primeiras ocorreram na assim chamada "Idade das Trevas", isto é, nos 1.600 anos, durante o qual o Mundo Ocidental foi dominado pelos comumente chamados "Bárbaros" pela Igreja Romana. As restantes sucederam-se nos últimos trezentos anos, durante os quais o advento e desenvolvimento da ciência moderna, com suas tendências materialistas, quase apagou os últimos vestígios de espiritualidade, de modo particular na última metade do Século XIX. Portanto, as erupções deste período compreendem quase um terço do número total das ocorridas em nossa Era.

Para contrabalançar essa influência desmoralizadora, por todo aquele tempo os Irmãos Maiores, em seu constante trabalho pelo bem da humanidade, difundiram muitos ensinamentos ocultos. Pensou-se que oferecendo esses conhecimentos e educando os poucos que ainda queriam recebê-los, seria possível deter a maré de materialismo a qual, caso contrário, poderia produzir conseqüências muito sérias aos seus partidários. Com efeito, tendo estes negado durante tanto tempo a existência espiritual, poderão não ser capazes de manter seu equilíbrio ao perceberem que, embora tendo sido privados do corpo denso pela morte, continuam mais vivos do que nunca. Tais pessoas podem ter de suportar um destino demasiado triste para ser contemplado com equanimidade. Uma das causas da terrível "peste branca", (a tuberculose), é este materialismo, talvez não reconhecível na presente encarnação mas resultado de crenças e afirmações materialísticas anteriores.

Falávamos da morte de Plínio, o Velho, quando da destruição de Pompéja. É interessante seguir o destino de tal cientista, não tanto pelo indivíduo em si mas para compreendermos como o cientista ocultista lê a Memória da Natureza, de como as coisas nela se imprimem e os efeitos das características passadas sobre nossas tendências atuais.

Quando um homem morre, seu corpo denso desintegra-se, mas a soma total de suas forças podem ser encontradas no sétimo Estrato da Terra, ou Refletor, o qual se constitui num repositório em que, como forças, as formas passadas são armazenadas. Assim, conhecendo-se o tempo em que ocorreu a morte de um homem, é possível encontrar sua forma nesse repositório se ali o procurarmos. E não somente está ali armazenada, mas é também multiplicada pelo oitavo, ou Estrato Atômico, de modo que qualquer tipo pode ser reproduzido e modificado por outros e empregado repetidas vezes para a formação de outros corpos. Por conseguinte, as tendências cerebrais de um homem tal como Plínio, o Velho, podem ter-se reproduzido milhares de anos depois, e ser em parte a causa da atual colheita de cientistas materialistas.

Resta ainda muito a aprender e desaprender, para os atuais cientistas materialistas. Ainda que lutem até o último limite contra o que, escarnecendo, qualificam de "idéias ilusórias" dos cientistas ocultistas, estão sendo obrigados a reconhecer suas verdades, a admiti-las uma a uma. É só uma questão de tempo, o serem forçados a aceitá-las todas.

Mesmer, enviado pelos Irmãos Maiores, foi mais do que ridicularizado. Mas quando os materialistas, trocando o nome da força por ele descoberta, chamaram-na de "hipnotismo" ao invés de "mesmerismo", tornou-se "científica imediatamente.
Há vinte anos a senhora Blavatsky, fidelíssima discípula dos Mestres Orientais, disse que a Terra tinha um terceiro movimento além dos dois que produzem o dia, a noite, e as estações. Indicou também que a inclinação do eixo da Terra é causado por um movimento que, a seu tempo, levará o pólo norte para onde atualmente está o equador, e mais tarde ainda o levará ao lugar ocupado agora pelo pólo sul. Isto, afirmou ela, era conhecido pelos antigos egípcios, e referiu-se ao famoso planisfério de Dendera, onde se encontram registradas essas três revoluções. Tais afirmações juntamente com toda a sua insuperável obra "A Doutrina Secreta", foram escarnecidas.

Há poucos anos atrás um astrônomo, Sr. G. E. Sutcliffe, de Bombaim, descobriu e demonstrou matematicamente que Laplace havia se equivocado em seus cálculos. Seu descobrimento e a retificação do dito erro, confirmaram por demonstrações matemáticas a existência do terceiro movimento da Terra, conforme revelado pela senhora Blavatsky. Isto explica o fato estranho de se encontrarem plantas tropicais e fósseis nas regiões polares, pois tal movimento produziria necessariamente, a seu tempo, períodos tropicais e glaciais em todas as partes da Terra, correspondentes às mudanças de posição em relação ao Sol. O Sr. Sutcliffe enviou sua carta e as demonstrações a "Nature", mas essa revista recusou-se a publicá-las. Quando o autor tornou público sua descoberta por meio de um folheto, levantou-se contra ele uma tremenda onda de protestos. Acontece que o Sr. Sutcliffe era um profundo e reconhecido estudante de "A Doutrina Secreta". Isto explica a recepção hostil e as conseqüências inevitáveis, que teve a sua descoberta.

Mais tarde, todavia, um francês que não era astrônomo mas sim mecânico, construiu um aparelho que demonstrava ampla possibilidade da existência de tal movimento. O aparelho foi exibido na "Louisiana Purchase Exhibition", de Saint Louis, e foi aprovado calorosamente por M. Camille Flammarion como digno de investigação. Aqui já se via algo "concreto", algo mecânico, e o editor do "The Monist", ainda que descrevesse o inventor como um homem que trabalhava sob "místicas ilusões" (por acreditar que os antigos egípcios conheciam esse terceiro movimento), esqueceu magnanimamente o fato e disse que isso não lhe tinha feito perder a fé na teoria de M. Beziau. Publicou então um esclarecimento e um ensaio de M. Beziau, em que descrevia o movimento e seus efeitos sobre a superfície da Terra, em termos análogos aos empregados pela senhora Blavatsky e o Sr.Sutcliffe. Como M. Beziau não estava incluído categoricamente no rol dos ocultistas, sua descoberta pôde ser aceita.

Podemos citar muitos exemplos de ensinamentos ocultos que mais tarde foram corroborados pela ciência. Um deles é a teoria atômica, defendida nas filosofias gregas e depois em "A Doutrina Secreta", mas só "descoberta" em 1897 pelo professor Thomson.

Na inestimável obra de A. P. Sinnett - "'The Growth of the Soul" publicada em 1896, o autor afirmava que há dois planetas além da órbita de Netuno, dos quais, acreditava ele, só um seria descoberto pelos astrônomos modernos. Em "Nature" de agosto de 1906, Professor Barnard afirmava que, por meio de um refrator Lick de 36 polegadas, havia descoberto dito planeta em 1892. Nada de mais nisso, entretanto ele esperou catorze anos para anunciar sua descoberta! Não pretendemos levantar nenhuma questão sobre o assunto. O importante é que o planeta existe, e que o livro do Sr. Sinnett anunciava-o dez anos antes de o Professor Barnard reivindicar a prioridade da sua descoberta.

É provável que anunciar a descoberta de um novo planeta antes de 1906 pudesse ter perturbado alguma teoria popularmente aceita!

Há muitas teorias semelhantes. A teoria de Copérnico não é de todo exata, assim como há muitos fatos que a elogiada Teoria Nebular por si só não explica. Tycho Brahe, o famoso astrônomo dinamarquês, recusou-se a aceitar a teoria de Copérnico. Tinha muito boas razões para ser fiel à teoria de Ptolomeu, pois, como dizia, através desta os movimentos dos planetas são vistos corretamente, enquanto que pela teoria de Copérnico é necessário empregar-se uma tabela de correções. O sistema de Ptolomeu é correto do ponto de vista do Mundo do Desejo e tem aspectos que são necessários no Mundo Físico.

Para muitos, as afirmações feitas nas páginas anteriores podem ser consideradas fantásticas. Que seja assim. Tempo virá em que todos os homens possuirão os conhecimentos aqui oferecidos. Este livro destina-se aos poucos que, tendo libertado suas mentes dos grilhões da ciência e da religião ortodoxa, estão prontos a aceitá-lo, até que provem estar ele errado.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Dom Out 10, 2010 8:26 pm

CAPÍTULO XIX - CHRISTIAN ROSENKREUZ E A ORDEM DOS ROSACRUZES

CAPÍTULO XIX

CHRISTIAN ROSENKREUZ E A ORDEM DOS ROSACRUZES

VERDADES ANTIGAS EM ROUPAGENS NOVAS

Nota-se entre o público um grande desejo de descobrir algo sobre a Ordem dos Rosacruzes. Como em nossa civilização ocidental e até entre os nossos estudantes, não se compreenda bem o importante lugar ocupado pelos Irmãos da Rosacruz, é conveniente dar algumas informações autênticas sobre o assunto.

Tudo no mundo está sujeito à lei, inclusive nossa evolução, de modo que os progressos espiritual e físico caminham de mãos dadas. O Sol é o doador de luz física e, como sabemos, caminha aparentemente de Leste para Oeste trazendo luz e vida a todas as partes da terra. Mas o Sol visível é apenas uma parte do Sol, assim como o corpo visível é apenas uma pequena parte do homem composto. Há um Sol invisível e espiritual cujos raios estimulam o crescimento anímico em todas as partes da terra, assim como o Sol visível promove o crescimento da forma. Este impulso espiritual também caminha na mesma direção do Sol físico, de leste para oeste.

Seiscentos ou setecentos anos A.C. uma nova onda de espiritualidade iniciou-se nas margens ocidentais do Oceano Pacífico, para iluminar a nação chinesa. Hoje em dia, milhões de habitantes do Celeste Império professam a religião de Confúcio. Notamos o efeito posterior dessa onda na religião de Buda, um ensinamento destinado a despertar as aspirações de milhões de hindus e chineses ocidentais. Em seu curso para Oeste, surge entre os gregos mais intelectuais, nas filosofias elevadas de Pitágoras e Platão, e por último, invade o mundo ocidental e alcança os precursores da raça humana, onde assume a elevada forma da Religião Cristã.

O Cristianismo abriu gradualmente seu caminho para Oeste até a costa do Oceano Pacífico, onde vem reunindo e concentrando as aspirações espirituais. Ali alcançará um ponto culminante, antes de prosseguir através do Oceano para inaugurar no Oriente um despertar mais elevado e mais nobre, muito mais do que existente até agora nessa parte da Terra.

Assim como o dia e a noite, o verão e o inverno, o fluxo e refluxo, seguem-se uns aos outros em ininterrupta sucessão, de acordo com a lei dos ciclos alternantes, assim também a aparição de uma onda de despertar espiritual em qualquer parte do mundo é seguida por um período de reação material, a fim de que o desenvolvimento não se torne unilateral.
Religião, Arte e Ciência são os três meios mais importantes da educação humana e constituem uma trindade na unidade, não podendo ser separada sem que se altere o nosso ponto de vista sobre qualquer coisa que investiguemos. A verdadeira Religião inclui, por sua vez, a ciência e a arte, porque ensina a viver uma vida preciosa em harmonia com as leis da Natureza.

A verdadeira Ciência é artística e religiosa no mais elevado sentido porque nos ensina a reverenciar e a nos conformar com as leis que governam nosso bem-estar, e explica por que a vida religiosa conduz à saúde e à beleza.

A verdadeira Arte é tão educativa quanto a ciência e tão elevada em sua influência quanto a religião. Na arquitetura encontramos a mais sublime representação das linhas de força cósmica do universo. Imbui o observador espiritual de uma poderosa devoção e adoração, nascida da respeitosa e inspirada concepção da esmagadora grandeza e majestade de Deus. A escultura e a pintura, bem como a música e a literatura, inspiram-nos com um transcendental encanto de Deus, o imutável manancial e meta de todo este formoso mundo.

Nenhuma outra coisa, a não ser tal ensinamento integral, pode corresponder permanentemente às necessidades humanas. Houve um tempo, na Grécia, em que a Religião, a Arte e a Ciência eram ensinadas conjuntamente nos Templos de Mistérios. Mas, para o melhor desenvolvimento de cada uma, tornou-se necessário separá-las durante algum tempo.
A Religião reinou suprema nas chamadas "idades negras". Durante esse tempo ela escravizou a Ciência e a Arte, atando-as de mãos e pés. Depois veio o período da renascença, quando a Arte floresceu em todos os seus domínios. Mas a Religião era ainda muito forte, pelo que a Arte era freqüentemente prostituída a seu serviço. Por último, chegou a vez da Ciência moderna, que com mão de ferro subjugou a Religião.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Qui Out 14, 2010 9:12 pm

Foi em detrimento do mundo que a Religião oprimiu a Ciência. A Ignorância e a Superstição produziram males sem conta, mas o homem, não obstante, abrigava então elevados ideais espirituais, e esperava uma vida superior melhor. É infinitamente mais desastroso que a Ciência esteja sufocando a Religião, porque agora até a Esperança, o último dom deixado pelos deuses na Caixa de Pandora, pode desvanecer-se ante o Materialismo e o Agnosticismo.

Tal estado de coisas não pode continuar. Precisa haver uma reação. Se não a Anarquia dominará o Cosmos. Para evitar tal calamidade a Religião, a Ciência e a Arte devem reunir-se numa expressão do Bem, do Verdadeiro e do Belo, mais elevada ainda do que fora antes da separação.

Os acontecimentos futuros projetam antecipadamente suas sombras. Quando os Grandes Guias da humanidade viram a tendência para o ultramaterialismo, que agora grassa no mundo ocidental, tomaram certas medidas para enfrentá-lo e transmutá-lo. Não desejaram destruir a Ciência florescente, conforme esta última vinha sufocando a Religião, pois divisavam o resultado final que será o bem, quando uma Ciência avançada tornar-se-á novamente colaboradora da Religião.
Uma Religi
ão espiritual porém, não pode unir-se com uma Ciência materialista, assim como o azeite não pode misturar-se com a água. Portanto, medidas foram adotadas para espiritualizar a Ciência e tornar científica a Religião.

No século XIII um elevado instrutor espiritual, usando o simbólico nome Christian Rosenkreuz - Cristão Rosacruz -, apareceu na Europa para iniciar esse trabalho. Fundou a misteriosa Ordem dos Rosacruzes objetivando lançar uma luz oculta sobre a mal-entendida Religião Cristã, e para explicar o mistério da Vida e do Ser do ponto de vista científico, em harmonia com a Religião.

Muitos séculos decorreram desde o seu nascimento como Christian Rosenkreuz, o Fundador da Escola de Mistérios Rosacruzes, cuja existência é por muitos considerada um mito. Todavia, seu nascimento como Christian Rosenkreuz marcou o princípio de uma nova era na vida espiritual do mundo ocidental. Esse Ego excepcional tem estado, desde então, em contínuas existências físicas, num ou noutro dos países europeus. Toda vez que seus sucessivos veículos perdem sua utilidade, ou as circunstâncias tornam necessária uma mudança de campo em suas atividades toma um novo corpo. Ainda mais, hoje em dia está encarnado. É um Iniciado de grau superior, ativo e potente fator em todos os assuntos do Ocidente, se bem que desconhecido para o mundo.

Trabalhou com os alquimistas séculos antes do advento da ciência moderna. Foi ele que, por um intermediário, inspirou as agora mutiladas obras de Bacon. Jacob Boehme e outros receberam dele a inspiração que tão espiritualmente iluminou suas obras. Nos trabalhos do imortal Goethe e nas obras primas de Wagner encontramos a mesma influência. Todos os espíritos intrépidos, que se recusam subordinar-se a qualquer ciência ou religião ortodoxa, que fogem das escravidões e procuram penetrar nos domínios espirituais sem pretensões de glória ou de vaidade, tiram sua inspiração da mesma fonte, como fez e faz o grande espírito que animou Christian Rosenkreuz.

Seu próprio nome é a corporificação da maneira e dos meios pelos quais o homem atual é transformado em Divino Super-homem. Esse símbolo,

Christian Rosenkreuz
ou
Cristão Rosa Cruz

mostra o fim e o objetivo da evolução humana, o caminho a ser percorrido e os meios pelos quais alcançará essa meta. A cruz branca, os galhos verdes da planta que a entrelaçam, os espinhos e as rosas vermelho-sangue, ocultam a solução do Mistério do Mundo: a evolução passada do Homem, sua constituição presente, e especialmente o segredo do seu futuro desenvolvimento.

Este segredo, que se oculta ao profano, é revelado ao Iniciado tanto mais claramente quanto mais este se esforce, dia a dia, em construir para si mesmo a mais valiosa de todas as gemas, a Pedra Filosofal - mais preciosa que o diamante Kohinoor, mais preciosa ainda do que todas as riquezas terrestres! O símbolo recorda-lhe como a humanidade, em sua ignorância, malbarata a todo instante o autêntico material concreto que poderia usar na formação desse tesouro inestimável.

Para mantê-lo firme e verdadeiro através de todas as adversidades, a Rosacruz se ergue ante ele como uma inspiração, como a gloriosa realização que espera aquele que suplanta, e aponta Cristo como a Estrela da Esperança, "os primeiros frutos", Que lavrou essa maravilhosa Pedra enquanto habitava o corpo de Jesus.

As investigações mostram que em todos os sistemas religiosos sempre houve um ensinamento reservado ao clero, não acessível à multidão. Cristo também falou ao povo em parábolas, mas só aos discípulos explicou o significado que ocultavam, proporcionando-lhes assim uma compreensão mais profunda e adequada às suas mentes desenvolvidas.
Paulo dava "leite" às criancinhas, ou membros mais novos da comunidade, mas "carne" para os fortes, os que tinham estudado mais profundamente. Assim, sempre tem havido um ensinamento interno e um ensinamento externo. Os ensinamentos internos foram dados nas assim chamadas Escolas de Mistérios, as quais modificam-se de tempos em tempos a fim de adaptarem-se às necessidades dos povos entre os quais destinam-se a operar.

A Ordem dos Rosacruzes não é meramente uma sociedade secreta: é uma das Escolas de Mistérios. Os Irmãos são Hierofantes dos Mistérios Menores, guardiões dos Sagrados Ensinamentos. Constituem um poder espiritual muito mais potente na vida do Mundo Ocidental do que qualquer governo visível, se bem que não interferem com a humanidade a ponto de privá-la de seu livre arbítrio.

Como a senda do desenvolvimento depende em todos os casos do temperamento do aspirante, há sempre dois caminhos a seguir: o místico e o intelectual. O místico geralmente carece de conhecimentos intelectuais. Ele segue os ditames do seu coração e esforça-se por fazer a vontade de Deus tal como a sente, elevando-se sem estar consciente de qualquer meta definida, e por fim alcança o conhecimento. Na Idade Média as pessoas não eram tão intelectuais como são hoje em dia. Assim, os que sentiam o chamado para a vida superior seguiam geralmente o caminho místico.

Nos últimos séculos, contudo, desde o advento da ciência moderna, uma humanidade mais intelectual povoou a Terra. A cabeça venceu completamente o coração, o materialismo dominou todo o impulso espiritual e a maioria das pessoas que pensam, não crêem em nada que não possam tocar, provar ou manejar. Portanto, é necessário apelar para o seu intelecto, a fim de que o coração possa crer naquilo que o intelecto haja sancionado. Respondendo a esse anseio, os Ensinamentos de Mistérios Rosacruzes visam correlacionar fatos científicos com verdades espirituais.

No passado esses ensinamentos eram mantidos em segredo para todos, exceto para uns poucos Iniciados, e ainda hoje estão entre os mais misteriosos e secretos do mundo ocidental. Todos os chamados "descobrimentos" do passado, que pretendiam revelar os segredos dos Rosacruzes, não foram mais do que fraude ou resultado de traição de algum profano, que acidentalmente ou de outra maneira conseguiu captar fragmentos de conversações, incompreensíveis para todos, menos para os possuidores da chave. É possível viver-se sob o mesmo teto, em estreita intimidade, com um Iniciado de qualquer escola, e ainda assim seu segredo permanecer oculto em seu peito, até o amigo alcançar o ponto de poder converter-se num Irmão Iniciado. A revelação dos segredos não depende da vontade do Iniciado, mas da qualificação do aspirante.

Como as demais Ordens de Mistérios, a Ordem dos Rosacruzes é formada segundo linhas cósmicas: se, com esferas do mesmo tamanho, procurarmos saber quantas são necessárias para cobrir e ocultar da vista uma delas, veremos que são necessárias 12 para cobrir uma décima-terceira. A última divisão da matéria física, o átomo verdadeiro que se encontra no espaço interplanetário, está agrupado assim:

doze em torno de um. Os doze signos do Zodíaco que envolvem nosso sistema solar; os doze semitons da escala musical que contém a oitava; os doze apóstolos que se agrupavam em torno de Cristo, etc., são outros tantos exemplos desse agrupamento de doze e um. Por tal razão a Ordem dos Rosacruzes é também composta de 12 Irmãos e mais um décimo-terceiro.

Mas há outras divisões que devem ser notadas. Como vimos, da Hoste Celestial de Doze Hierarquias Criadoras que estiveram em atividade em nosso sistema evolutivo, cinco se retiraram à liberação, ficando sete ocupadas com o nosso progresso ulterior. Harmoniza-se com isso o fato de que o homem de hoje, o Ego Interno, o microcosmo, atua externamente por meio de sete orifícios visíveis do seu corpo: 2 olhos, 2 ouvidos, 2 fossas nasais e a boca, estando os cinco orifícios restantes total ou parcialmente fechados: as glândulas mamarias, o umbigo e os dois órgãos de excreção.
As sete rosas que adornam o nosso formoso emblema e as cinco pontas da radiante estrela que lhes ficam atrás, simbolizam as doze Grande Hierarquias Criadoras que têm ajudado o espírito humano evolucionante através dos anteriores estados mineral, vegetal e animal, quando ainda carecia de consciência própria e era incapaz de cuidar de si mesmo no mínimo grau. Destas doze Hostes de Grandes Seres, três classes trabalharam sobre e com o homem por sua livre vontade e sem nenhuma obrigação de fazê-lo.

Essas classes estão simbolizadas pelas três pontas da estrela do nosso emblema, que apontam para cima. Mais duas dessas Grandes Hierarquias estão a ponto de retirar-se, sendo simbolizadas pelas duas pontas da estrela que se irradiam do centro para baixo. As sete rosas indicam que ainda existem sete Grandes Hierarquias Criadoras em atividade no desenvolvimento dos seres da Terra. Como todas essas várias classes, da menor à maior, não são mais do que partes de Um Grande Todo a quem chamamos Deus, todo o emblema é um símbolo de Deus em manifestação.

O axioma Hermético diz: "Como em cima, assim é embaixo". Os instrutores menores da humanidade estão também agrupados segundo as mesmas linhas cósmicas de 7, 5, e 1. Há sobre a Terra sete escolas de Mistérios Menores, cinco de Mistérios Maiores e o total está agrupado em torno de um Cabeça Central, que é chamado o Libertador.

Na Ordem dos Rosacruzes, sete Irmãos vêm ao Mundo toda vez que as circunstâncias o requerem. Aparecem como homens entre os homens, ou trabalham em seus veículos invisíveis com ou sobre os demais, conforme seja necessário. Entretanto, deve-se ter bem presente que jamais influenciam qualquer pessoa contra sua vontade ou contra seus desejos. Apenas reforçam o bem aonde quer que o encontrem.

Os cinco Irmãos restantes nunca abandonam o Templo, e ainda que possuam corpos físicos executam todo o seu trabalho nos mundos internos.

O Décimo Terceiro é o Chefe da Ordem, o elo com o Conselho Central Superior, composto dos Hierofantes dos Mistérios Maiores, que não tratam absolutamente com a humanidade comum, mas somente com os graduados nos Mistérios Menores.

O Cabeça da Ordem está oculto do mundo externo pelos Doze Irmãos, tal como a esfera central do nosso exemplo anterior. Nem mesmo os discípulos da Escola o vêem, porém, nos serviços noturnos do Templo, sua presença é sentida por todos a qualquer momento em que entre, sendo este o sinal para começarem a cerimonia.

Reunidos em volta dos Irmãos da Rosacruz, como seus alunos, há certo número de "Irmãos Leigos", pessoas que vivem em diversas partes do mundo ocidental e que são capazes de sair dos seus corpos conscientemente, comparecer aos serviços e participar da obra espiritual no Templo. Foram "iniciados" todos e cada um, no método de assim atuar, por um dos Irmãos Maiores, sendo que a maioria é capaz de recordar tudo o que lhe acontece. Todavia, alguns que adquiriram, em vida anterior dedicada ao bem, a faculdade de deixar o corpo, têm o cérebro incapacitado a receber impressões do trabalho executado pelo Ego fora do corpo em razão de alguma enfermidade adquirida na presente existência, ou pelo hábito de tomarem drogas.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Sab Out 16, 2010 4:30 pm

INICIAÇÃO

Sobre a iniciação tem-se geralmente a idéia de que é apenas uma cerimônia pela qual alguém se converte em membro de uma sociedade secreta e que, na maioria dos casos, pode ser conferida a qualquer um disposto a pagar certo preço ou soma em dinheiro.

Se é verdade que seja assim a chamada iniciação em ordens fraternais e também na maioria das ordens pseudo-ocultistas, a opinião é completamente errônea quando aplicada às iniciações nos vários graus das verdadeiras Fraternidades Ocultas, conforme uma rápida compreensão dos verdadeiros requisitos exigidos e de sua razoabilidade, logo esclarecerão.

Em primeiro lugar, o ouro não serve como chave para o Templo. Toma-se em conta o mérito, não o dinheiro, pois o mérito não se adquire num dia: é o produto acumulado das boas ações passadas. De modo geral, o candidato à iniciação é totalmente inconsciente de que é candidato. Quase sempre vive sua vida na comunidade, servindo ao seu próximo durante dias e anos, sem outro pensamento para o futuro, até que um dia aparece em sua vida o instrutor, um Hierofante dos Mistérios Menores, apropriado ao país em que ele reside. Até esse momento o candidato esteve cultivando internamente certas faculdades, acumulando certos poderes para servir e ajudar, dos quais é quase sempre inconsciente ou não sabe como usar corretamente. A tarefa do iniciador é então muito simples: mostra ao candidato as faculdades latentes, os poderes adormecidos, e inicia-o no seu uso: explica-lhe ou demonstra-lhe pela primeira vez como o candidato pode despertar essa energia estática, convertendo-a em poder dinâmico.

A iniciação pode efetuar-se por meio de uma cerimônia ou não. Mas observe-se particularmente que ela é a culminação inevitável de prolongados esforços espirituais do candidato, sejam conscientes ou não, e positivamente nunca pode realizar-se até que, no requerido desenvolvimento interno, tenham sido acumulados os poderes latentes que a Iniciação ensina a empregar dinamicamente, assim como apertar o gatilho de uma arma descarregada não produz nenhuma explosão.

Não se deve temer tampouco que o instrutor deixe de reparar em alguém que alcançou o desenvolvimento requerido. Toda ação boa e desinteressada aumenta enormemente a luminosidade e o poder vibratório da aura do candidato, de modo que, tão seguramente como o ímã atrai a agulha, assim também o brilho da aura luminosa atrairá o instrutor.

Naturalmente é impossível descrever num livro dado ao público em geral os estágios de Iniciação Rosacruz. Fazer isso seria um abuso de confiança, o que, ademais, seria impossível por falta de palavras adequadas para expressar os fatos. Não obstante, é permitido fazer um esboço geral e mostrar o propósito da iniciação.

Os Mistérios Menores dizem respeito somente à evolução da humanidade durante o Período Terrestre. Nas primeiras três e meia Revoluções da onda de vida em torno dos sete globos, os Espíritos Virginais não haviam ainda adquirido consciência. Por isso ignoramos como chegamos a ser o que somos hoje. O candidato precisa, pois, ser esclarecido pelos Hierofantes sobre o assunto durante o período de iniciação. No primeiro grau, sua consciência é dirigida à página da Memória da Natureza que contém os registros da primeira revolução, na qual recapitula-se o desenvolvimento do Período de Saturno. Aí ele permanece em plena posse da sua consciência diária, sabe e recorda os fatos da vida do século XX, mas está agora observando conscientemente os progressos da evolucionante hoste de espíritos virginais, da qual era uma unidade na Revolução de Saturno. Desse modo aprende como no Período Terrestre foram dados os primeiros passos para a meta da realização, que será revelada num grau posterior.

Tendo aprendido a lição, tal como praticamente descrita no Capitulo X, o candidato adquiriu conhecimento direto sobre este assunto, e pôs-se em contato direto com as Hierarquias Criadoras em sua atividade com e sobre o homem. Tornou-se assim capaz de apreciar seus esforços benéficos no mundo e, até certo ponto, de pôr-se em linha com eles, convertendo-se de fato num colaborador.

Quando chega o tempo de passar ao segundo grau, ele é semelhantemente levado a dirigir sua atenção às condições da segunda Revolução do Período Terrestre, conforme registradas na Memória da Natureza. Então, em plena consciência, observa os progressos alcançados nesse tempo pelos Espíritos Virginais, tal como Peter Ibbetson (o herói da obra "Peter Ibbetson", de Jorge du Maurier, cuja leitura recomendamos por ser uma descrição gráfica de certas fases de subconsciência) observava sua vida infantil durante as noites em que "sonhava de verdade". No terceiro grau o discípulo segue a evolução da terceira Revolução, ou Lunar, e no quarto grau vê os progressos feitos na metade da quarta Revolução, metade acabada de passar.
Há porém outro passo a mais em cada grau: o discípulo vê também, além do trabalho executado em cada revolução, a obra realizada na época correspondente durante a nossa estada no Globo D, a Terra.

Durante o primeiro grau ele segue a obra da Revolução de Saturno e sua última consumação na Época Polar.
No segundo grau ele acompanha o trabalho da Revolução Solar e sua réplica, a Época Hiperbórea.

Durante o terceiro grau, ele observa a obra realizada na Revolução Lunar e vê como esta foi a base da vida na Época Lemúrica.
Durante o quarto grau, ele vê a evolução da última meia-Revolução com seu correspondente período de tempo em nossa estada sobre a Terra, a primeira metade da Época Atlante, que terminou quando a atmosfera densa e nebulosa precipitou-se e o sol começou a brilhar pela primeira vez sobre a terra e o mar. Então terminou a noite de inconsciência, os olhos do Ego interno abriram-se por completo e pôde dirigir a Luz da razão para o problema da conquista do Mundo. Foi aí que nasceu o homem tal como hoje o conhecemos.

Quando, nos antigos sistemas de iniciação, dizia-se que o candidato era mergulhado em transe durante um período de três dias e meio, isso era apenas uma referência a essa parte da iniciação que acabamos de descrever: os três dias e meio referem-se a estágios passados, não sendo absolutamente dias de vinte e quatro horas. O tempo empregado varia de um para outro candidato, mas em todos os casos ele é sempre conduzido através do desenvolvimento inconsciente da humanidade durante as Revoluções passadas. Quando se diz que ele é despertado ao nascer do sol do quarto dia, usa-se a forma mística de expressar que sua iniciação, na obra da carreira involucionária do homem, cessou quando o sol elevou-se sobre a clara atmosfera da Atlântida. Então o candidato é saudado como "primogênito".
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Seg Out 18, 2010 12:18 am

Tendo-se familiarizado com o caminho percorrido no passado, o quinto grau leva o candidato ao final do Período Terrestre, no qual uma humanidade gloriosa estará recolhendo os frutos deste Período, levando-os consigo dos sete globos sobre os quais evolucionamos em cada Dia de Manifestação, ao primeiro dos cinco globos obscuros que são nossa habitação durante as Noites Cósmicas. O mais denso deles está situado na Região do Pensamento Abstrato, e é em realidade o "Caos" de que se fala nas páginas anteriores. Este globo é também o Terceiro Céu. Quando Paulo fala de ter sido levado ao Terceiro Céu, onde viu coisas que não podia revelar, referia-se a experiências equivalentes às do quinto grau dos Mistérios Rosacruzes atuais.

Uma vez mostrada a finalidade do quinto grau, em que o candidato familiariza-se com os meios pelos quais essa finalidade há de ser atingida durante as três Revoluções e meia restantes do Período Terrestre, os quatro graus restantes são dedicados a seu esclarecimento sobre o assunto.

Por meio da percepção assim adquirida ele é capaz de cooperar inteligentemente com os Poderes que trabalham para o Bem, tornando-se apto para apressar o dia da nossa emancipação.

Para evitar más interpretações desejamos esclarecer aos estudantes que não somos Rosacruzes pelo fato de estudarmos seus ensinamentos, nem tampouco nossa admissão ao templo qualifica-nos a adotarmos esse título. O autor, por exemplo, é somente um irmão leigo, um discípulo, e sob nenhuma circunstância denominar-se-ia a si próprio Rosacruz.

Ao concluir o curso primário um rapaz não está, por isso, capacitado para ministrar esse curso. Deve primeiro freqüentar o curso ginasial e a universidade, podendo ainda acontecer que não se sinta inclinado a ser um professor. De modo semelhante, na escola da vida, o fato de um homem ter-se graduado na Escola de Mistérios Rosacruzes não significa necessariamente que ele já seja um Rosacruz. Os graduados nas várias escolas de mistérios menores escalam as cinco escolas de mistérios maiores onde, nas quatro primeiras passam pelas Quatro Grandes Iniciações. Por último alcançam o Libertador, recebendo conhecimentos relativos a outras evoluções. Então, é-lhes dado escolher entre ficar aqui para ajudar seus irmãos ou entrar noutra evolução como Auxiliares. Aos que escolhem ficar aqui como Auxiliares são dadas diversas tarefas, de acordo com seus gostos e inclinações naturais. Os Irmãos da Rosacruz estão entre estes compassivos seres, de modo que é um sacrilégio arrastar o nome Rosacruz no lodo, usando-o como titulo próprio, quando nada mais somos do que estudantes de suas elevadas doutrinas.

Durante os últimos séculos os Irmãos têm trabalhado pela humanidade ocultamente. Cada noite, à meia-noite, há um serviço no Templo. Os Irmãos Maiores, assistidos pelos irmãos leigos que podem deixar seu trabalho no mundo (pois muitos deles moram em lugares em que ainda é dia quando no local do Templo Rosacruz é meia-noite), colhem de todas as partes do Mundo Ocidental os pensamentos de sensualidade, avareza, egoísmo e materialismo. Então procuram transmutá-los em puro amor, benevolência, altruísmo e aspirações espirituais, enviando-os de volta ao mundo para elevação e fortalecimento do Bem. Não fora esse potente manancial de vibrações espirituais o materialismo já teria esmagado totalmente todo esforço espiritual, pois nunca houve idade mais obscura, do ponto de vista espiritual, do que os últimos trezentos anos de materialismo.

Agora, entretanto, chegado o tempo dos esforços secretos serem suplementados por um esforço mais direto, promulga-se um ensinamento definido, lógico e conseqüente, relativo à origem, à evolução e ao desenvolvimento futuro do mundo e do homem, apresentando-se ao mesmo tempo os aspectos espiritual e científico: um ensino que não faz afirmação alguma irreconciliável com a razão ou a lógica; que satisfaz à mente, pois apresenta uma solução razoável a todos os mistérios; que não pede nem evita perguntas, oferecendo explicações lúcidas e profundas ao mesmo tempo.

Mas, e este é um "Mas" muito importante, os Rosacruzes não consideram a compreensão intelectual de Deus e do Universo como um fim em si mesma. Longe disso! Quanto maior o intelecto tanto maior o perigo de empregá-lo mal. Portanto, este ensino científico, lógico e completo, é dado para que o homem possa crer em seu coração naquilo que sua cabeça tenha sancionado, e para que comece a viver uma vida religiosa.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Ter Out 19, 2010 8:40 pm

O SIMBOLISMO DA ROSACRUZ


Quando investigamos o significado de qualquer mito, lenda ou símbolo de valor oculto, é absolutamente necessário entendermos que, assim como todo objeto do mundo tridimensional deve ser examinado de todos os ângulos para dele obtermos uma compreensão completa, igualmente todos os símbolos têm também certo número de aspectos. Cada ponto de vista revela uma fase diferente das demais, e todas merecem igual consideração.

Visto em toda sua plenitude, este maravilhoso símbolo contém a chave da evolução passada do homem, sua presente constituição e desenvolvimento futuro, mais o método de sua obtenção. Quando ele se apresenta com uma só rosa no centro, simboliza o espírito irradiando de si mesmo os quatro veículos: os corpos denso, vital, de desejos e a mente significando que o espírito entrou em seus instrumentos, convertendo-se em Espírito Humano interno.

Mas houve um tempo em que essa condição ainda não havia sido alcançada, um tempo em que o tríplice espírito pairava acima dos seus Veículos, incapaz de neles entrar. Então a cruz erguia-se sem a rosa, simbolizando as condições prevalecente no começo da terça parte da Época Atlante. Houve também um tempo em que faltava o madeiro superior da cruz. A constituição humana era pois, representada pela Tau (T), isto na Época Lemúrica, quando o homem só dispunha dos corpos denso vital e de desejos e carecia de mente. O que predominava então era a natureza animal. O homem seguia os seus desejos sem reserva. Anteriormente ainda, na Época Hiperbórea, só possuía os corpos denso e vital, faltando o de desejos. Então o homem em formação era análogo às plantas: casto e sem desejos. Nesse tempo sua constituição não podia ser representada por uma cruz. Era simbolizada por uma coluna recta, um pilar.

Este símbolo foi considerado fálico, indicando a libertinagem do povo que o venerava. Por certo é um emblema de geração, mas geração não é absolutamente sinônimo de degradação. Longe disso. O pilar é o madeiro inferior da cruz, símbolo do homem em formação, quando era análogo às plantas. A planta é inconsciente de toda paixão, desejo, e inocente do mal. Gera e perpetua sua espécie de modo tão puro, tão casto, que propriamente compreendida é um exemplo para a decaída e luxuriosa humanidade, a qual deveria venerá-la como um ideal. Aliás, o símbolo foi dado às raças primitivas com esse objetivo. O Falo e o Yona, empregados nos Templos de Mistério da Grécia, foram dados pelos Hierofantes com esse espírito. No frontispício do templo colocavam-se as enigmáticas palavras: "Homem, conhece a ti mesmo". Este lema, bem compreendido, é análogo ao da Rosacruz, pois mostra as razões da queda do homem no desejo, na paixão e no pecado, e dá a chave de sua liberação do mesmo modo que as rosas sobre a cruz indicam o caminho da libertação.

A planta é inocente, porém não virtuosa. Não tem desejos nem livre escolha. O homem tem ambas as coisas. Pode seguir seus desejos ou não, conforme queira, para aprender a dominar-se.

Enquanto foi como as plantas, um hermafrodita, ele podia gerar por si, sem cooperação de outrem; mas ainda que fosse tão inocente e tão casto como as plantas era também como elas, inconsciente e inerte. Para poder avançar, necessitava que os desejos o estimulassem e uma mente o guiasse. Por isso, a metade de sua força criadora foi retida com o propósito de construir um cérebro e uma laringe. Naquele tempo o homem tinha a forma arrendondada. Era curvado para dentro, semelhante a um embrião, e a laringe atual era então uma parte do órgão criador, aderindo à cabeça quando o corpo tomou a forma ereta. A relação entre as duas metades pode-se ver ainda hoje na mudança de voz do rapaz, expressão do pólo positivo da força geradora, ao alcançar a puberdade. A mesma força que constrói outro corpo, quando se exterioriza, constrói o cérebro quando retida. Compreende-se isso claramente ao sabermos que o excesso sexual conduz à loucura. O pensador profundo sente pouquíssima inclinação para as práticas amorosas, de modo que emprega toda sua força geradora na criação de pensamentos, ao invés de desperdiçá-la na gratificação dos sentidos.

Quando o homem começou a reter a metade de sua força criadora para o fim já mencionado, sua consciência foi dirigida para dentro, para construir órgãos. Ele podia ver esses órgãos, e empregou a mesma força criadora, então sob a direção das Hierarquias Criadoras, para planejar e executar os projetos dos órgãos, assim como agora a emprega no mundo externo para construir aeroplanos, casas, automóveis, telefones, etc..

Naquele tempo o homem era inconsciente de como a metade daquela força criadora se exteriorizava na geração de outro corpo.

A geração efetuava-se sob a direção dos Anjos, que em certas épocas do ano, agrupavam os humanos aptos em grandes templos, onde se realizava o ato criador. O homem era inconsciente desse fato. Seus olhos ainda não tinham sido abertos, e embora fosse necessária a colaboração de uma parceira, que tivesse a outra metade ou o outro pólo da força criadora indispensável à geração, cuja metade ele retinha para construir órgãos internos, em princípio não conhecia sua esposa.

Na vida ordinária o homem estava encerrado dentro de si, pelo menos no que tangia ao Mundo Físico. Isto, porém, começou a mudar quando foi posto em Intimo contato, como acontece no ato gerador. Então, por um momento, o espírito rasgou o véu da carne, e Adão conheceu sua esposa. Deixou de conhecer-se a si mesmo quando sua consciência concentrou-se mais e mais no mundo externo, perdendo ele sua percepção interna, a qual não poderá ser readquirida plenamente enquanto necessitar da cooperação de outro ser para criar, e não tenha alcançado o desenvolvimento que lhe permita utilizar de novo e voluntariamente toda sua força criadora.

Então voltará a conhecer-se a si mesmo, como no tempo em que atravessava o estágio análogo ao vegetal, mas com esta importantíssima diferença: usará sua faculdade criadora conscientemente, e não será restringido a empregá-la só na procriação de sua espécie mas poderá criar o que quiser. Outrossim, não usará os seus atuais órgãos de geração: a laringe, dirigida pelo espírito, falará a palavra criadora através do mecanismo coordenador do cérebro. Assim, os dois órgãos, formados pela metade da força criadora, serão os meios pelos quais o homem se converterá finalmente em um criador independente e auto-consciente.

Mesmo presentemente o homem já modela a matéria pela voz e pelo pensamento ao mesmo tempo, como vimos nas experiências científicas em que os pensamentos criaram imagens em placas fotográficas, e noutras em que a voz humana criou figuras geométricas na areia, etc.. Em proporção direta ao altruísmo que demonstre, o homem poderá exteriorizar a força criadora que retiver. Isto lhe dará maior poder mental e capacita-lo-á a utilizar-se de tal poder na elevação dos demais, ao invés de intentar degradá-los e sujeitá-los à sua vontade. Aprendendo a dominar-se, cessará de tentar dominar aos outros, salvo quando o fizer temporariamente para o bem deles, jamais para fins egoísticos. Somente aquele que se domina está qualificado para orientar aos demais e, quando necessário, é competente para julgá-los no modo que melhor lhes convenha.

Vemos, portanto, que a seu devido tempo o atual modo passional de geração será substituído por um método mais puro e mais eficiente que o atual. Isto também está simbolizado pela Rosacruz, em que a rosa se situa no centro, entre os quatro braços. O madeiro mais comprido representa o corpo; os dois horizontais, os dois braços; e o madeiro curto superior representa a cabeça. A rosa está colocada no lugar da laringe.

Como qualquer outra flor, a rosa é o órgão gerador da planta. Seu caule verde leva o sangue vegetal, incolor e sem paixão. A rosa vermelho-sangue mostra a paixão que inunda o sangue da raça humana, embora na rosa propriamente dita o fluido vital não seja sensual, mas sim casto e puro. Ela é, por conseguinte, excelente símbolo dos órgãos geradores em seu estado puríssimo e santo, estado que o homem alcançará quando haja purificado e limpo seu sangue de todo desejo, quando se tenha tornado casto e puro, análogo a Cristo.

Por isso os Rosacruzes esperam ardentemente o dia em que as rosas floresçam na cruz da humanidade; por isso os Irmãos Maiores saúdam a alma aspirante com as palavras de saudação Rosacruz: "Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz"; e por isso esta saudação é usada nas reuniões dos Núcleos da Fraternidade pelo dirigente, ocasião em que os estudantes, probacionistas e discípulos presentes respondem à saudação dizendo: "E na vossa também".

Ao falar de sua purificação (1ª Epist. 3-9), João diz que aquele que nasce de Deus não pode pecar porque guarda dentro de si a sua semente. Para progredir é absolutamente necessário que o aspirante seja casto. Todavia, deve-se ter bem presente que a castidade absoluta não é exigida enquanto o homem não tenha alcançado o ponto em que esteja apto para as grandes iniciações, e que a perpetuação da raça é um dever que temos para com o todo. Se estamos aptos mental, moral, física e financeiramente, podemos executar o ato da geração, não para gratificar a sensualidade, mas como um santo sacrifício oferecido no altar da humanidade. Tampouco deve ser realizado austeramente, em repulsiva disposição mental, mas sim numa feliz entrega de si mesmo, pelo privilégio de oferecer a algum amigo que esteja desejando renascer, um corpo e ambiente apropriados ao seu desenvolvimento. Desse modo estaremos também ajudando-o a cultivar o florescimento das rosas em sua cruz.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Qua Out 20, 2010 10:27 pm

EXERCÍCIOS MATINAIS E NOTURNOS

EFETUADOS PELO ASPIRANTE ROSACRUZ

O EXERCÍCIO NOTURNO


O exercício noturno, Retrospecção, é mais valioso do que qualquer outro método para adiantar o aspirante no caminho da realização. Seu efeito é tão profundo que capacita a quem o pratica a aprender presentemente, não apenas as lições desta vida, mas também lições que normalmente estar-lhe-iam reservadas para vidas futuras.

Após deitar-se, à noite, relaxe o corpo. Em seguida comece a rever as cenas do dia em ordem inversa, iniciando com os acontecimentos da noite, passando às ocorrências da tarde, e depois às da manhã. Procure rever as cenas com a maior fidelidade possível: reproduza diante do seu olhar mental tudo o que aconteceu em cada cena, sob revisão, com o propósito de julgar suas ações, de certificar-se se suas palavras transmitiram o significado pretendido ou se deram uma falsa impressão, ou se exagerou ou atenuou as experiências relatadas aos outros. Reveja sua atitude moral em relação a cada cena. Durante as refeições, comeu para viver, ou viveu para comer, para agradar ao paladar? Julgue-se a si mesmo, censure-se onde houver culpa, e louve-se onde houver, mérito.

Algumas pessoas não conseguem permanecer acordadas até o fim do exercício. Em tais casos é permitido sentar-se no leito, até ser possível seguir-se o método regular.

O valor da retrospecção é enorme - ultrapassa a imaginação. Em primeiro lugar, efetuamos o trabalho de restauração da harmonia conscientemente, e em menor tempo do que é necessário ao corpo de desejos para realizá-lo durante o sono. Fica, assim, uma maior parte da noite disponível para o trabalho externo, o que não seria possível de outra maneira. Em segundo lugar, vivemos o nosso purgatório e o primeiro céu todas as noites, introduzindo assim no Espírito, como sentimento correto, a essência das experiências diárias. Por conseguinte escapamos do purgatório após a morte e também economizamos o tempo de permanência no primeiro céu. Por último, mas não menos importante, tendo extraído diariamente a essência das experiências que dão crescimento anímico, e tendo-as amalgamado ao espírito, passamos a vivenciar realmente uma atitude mental e a nos desenvolver por linhas que ordinariamente nos estariam reservadas para vidas futuras. Pela fiel execução deste exercício apagamos, dia após dia, as ocorrências indesejáveis da nossa memória subconsciente, de modo que nossos pecados são apagados, nossas auras começam a brilhar com o ouro espiritual extraído por retrospecção das experiências diárias, e desse modo atraímos a atenção do Mestre.

Os puros verão a Deus, disse Cristo, e o Mestre abrirá prontamente os nossos olhos quando estivermos prontos para entrar no "Saguão do Saber", o Mundo do Desejo, onde adquirimos nossas primeiras experiências de vida consciente sem o corpo denso.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Sab Out 23, 2010 10:20 pm

O EXERCÍCIO MATINAL


Concentração, o segundo exercício, deve ser realizado pela manhã, imediatamente depois que o aspirante desperta. Não se deve levantar para abrir janelas nem fazer nenhum ato desnecessário. Se a posição do corpo é confortável, deve relaxar imediatamente e começar a concentrar-se. Isto é muito importante, pois no momento de despertar, o espírito acaba de retornar do Mundo do Desejo, e nessa ocasião é mais fácil retomar o contato consciente com esse mundo do que em qualquer outro momento do dia.

Lembremos que durante o sono as correntes do corpo de desejos fluem, e que seus vórtices giram e se movimentam com enorme velocidade. Mas logo que penetra no corpo denso, suas correntes e vórtices são quase paralisados pela matéria densa e pelas correntes nervosas do corpo vital que transmitem as mensagens do e para o cérebro. O objetivo deste exercício é manter o corpo denso no mesmo grau de inércia e insensibilidade que experimenta durante o sono, embora o espírito no interior esteja perfeitamente desperto, alerta e consciente. Estabelecemos deste modo a condição necessária para os centros de percepção do corpo de desejos poderem começar a girar dentro do corpo denso.

Concentração é uma palavra que confunde a muitos, e que só tem significado para poucos. Por isso tentaremos esclarecer o seu significado. O dicionário dá várias definições, todas aplicáveis à nossa idéia. Uma delas é: "fazer convergir para um centro". Outra definição, esta aplicável à química, é: "reduzir à máxima pureza e intensidade, removendo os constituintes sem valor".

Aplicadas ao nosso problema, uma das definições acima nos diz que se fizermos convergir os nossos pensamentos para um centro, para um ponto, aumentamos o seu vigor, sob o mesmo principio pelo qual o poder dos raios solares aumenta quando focalizados num ponto através de uma lente de aumento. Eliminando na ocasião todos os outros assuntos de nossa mente, a força total do nosso pensamento fica disponível para ser usada em atingir o objetivo, ou para resolver o problema sobre o qual nos concentramos. Podemos, pois, ficar tão absorvidos em nosso tema que se um canhão fosse disparado acima de nossa cabeça não o ouviríamos. Há pessoas que ficam tão perdidas na leitura de um livro que se esquecem de tudo o mais.

O aspirante à visão espiritual deve adquirir a faculdade de se tornar igualmente tão absorvido na idéia sobre a qual se concentra que possa excluir o mundo dos sentidos da sua consciência, e assim dar toda a sua atenção ao mundo espiritual. Quando aprender a fazer isso, verá o lado espiritual de um objeto ou de uma idéia, iluminado pela luz espiritual, e assim obterá um conhecimento da natureza interna das coisas como jamais foi sonhado por um homem mundano.

Atingido esse ponto de abstração, os centros de percepção do corpo de desejos começam a girar lentamente dentro do corpo denso, tomando portanto seus próprios lugares. Com o tempo isto se tornará cada vez mais definido, necessitando cada vez menos esforço para pô-los em movimento.

O assunto da concentração pode ser qualquer ideal sublime e elevado, mas deve ser preferentemente de tal natureza que faça com que o aspirante se afaste das coisas comuns dos sentidos, além do tempo e do espaço, e para isso não há melhor fórmula do que os cinco primeiros versículos do Evangelho de São João. Tomando-os como assunto de concentração, sentença por sentença, todas as manhãs, com o tempo proporcionarão ao aspirante uma maravilhosa percepção do princípio do nosso Universo e do método da criação - uma compreensão muito além da que se poderia obter através dos livros.

Depois de algum tempo, quando o aspirante tenha aprendido a manter diante de si por uns cinco minutos ininterruptos o assunto em que se concentra, deve tentar abandonar abruptamente esse assunto, deixando a mente em branco. Não deve pensar em nada mais, esperando simplesmente que alguma coisa preencha o vazio. No devido tempo, a visão de cenas do mundo do desejo preencherá o espaço vazio. Depois que o aspirante tenha se acostumado a tal, poderá mandar que isto ou aquilo apareça diante de si. O que for aparecerá, e então ele poderá investigá-lo à sua vontade.

O importante, contudo, é que seguindo estas instruções, o aspirante está se purificando; sua aura começará a brilhar e inevitavelmente atrairá a atenção do Mestre, o qual enviará alguém para ajudá-lo, onde necessário, a dar outro passo no caminho do progresso. Ainda que passem meses ou anos sem que apareçam resultados visíveis, estejamos certos de que nenhum esforço é feito em vão. Os Grandes Mestres vêem e apreciam os nossos esforços. Eles estão exatamente tão ansiosos para terem a nossa ajuda quanto nós o estamos para servir. Podem também ver as razões da inconveniência de servirmos à humanidade nesta vida. Mas algum dia as condições inibidoras terão passado e seremos admitidos à luz, onde poderemos ver por nós mesmos.

Diz uma antiga lenda que a procura de um tesouro deve ser feita no sossego da noite e em perfeito silêncio. Pronunciar uma só palavra enquanto o tesouro não estiver completamente escavado causaria, inevitavelmente, o seu desaparecimento.

É uma parábola mística que se refere à procura da iluminação espiritual. Se bisbilhotarmos ou contarmos aos outros as experiências de nossas horas de concentração perdê-las-emos. Elas não podem suportar a transmissão oral, por isso dissolver-se-ão em nada. Precisamos, pela meditação, extrair delas o pleno conhecimento das leis cósmicas ocultas.

Portanto, a experiência própria não deve ser comentada, haja visto que ela é apenas o invólucro que esconde a semente que contém. A lei é de valor universal quando patente de imediato, porque pode explicar os fatos e ensinar-nos como aproveitar oportunidades de determinadas condições, e a evitar outras. A critério do seu descobridor, e para benefício da humanidade, ela pode ser revelada livremente. A experiência que revelou a lei aparece então em sua verdadeira luz como sendo apenas de interesse passageiro, não mais digna de nota. Por isso o aspirante precisa considerar tudo o que acontece durante a concentração como sagrado, e deve conservá-lo rigorosamente para si.

Finalmente, evite considerar os exercícios como uma tarefa enfadonha. Repute-os em seu verdadeiro valor: eles são os nossos mais elevados privilégios. Somente quando assim considerados podemos fazer-lhes justiça, e deles colher os mais amplos benefícios.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Ter Out 26, 2010 3:10 pm

O QUE É A VERDADE?

Pilatos perguntou: "O que é a Verdade?" e sendo incapaz de perceber internamente, não recebeu qualquer resposta.

Cristo Jesus disse: "A Verdade vos fará livres" e Platão com mística intuição afirmou "Deus é a Verdade e a Luz é Sua sombra". Segundo João "Deus é Luz" e ele que se encontrava mais próximo do Mestre do que os demais discípulos, sem dúvida recebeu ensinamentos mais elevados do que os outros foram capazes de receber. Precisamos lembrar que o importante não é quanta verdade pode haver ali, pois não será nossa até que possamos recebê-la. Todos podem ver a beleza dos numerosos matizes de luz e cor ao nosso redor, exceto os portadores de cegueira. Aquele que não consegue perceber ao seu redor o mundo da cor, é verdadeiramente pobre. Assim é com a Verdade. A Verdade está em toda parte e pode sempre ser encontrada se formos capazes de percebê-la. Nos exercícios da Fraternidade Rosacruz (Retrospecção e Concentração) encontramos um meio esplêndido de entrar em contato com a Verdade.

Platão e João afirmaram, "Deus é Luz" e se formos a grandes observatórios e olharmos o espaço, com os melhores telescópios, veremos que não há limite para a luz. Está em todo lugar e com o símbolo da luz assim expressada vem-nos a idéia da onipresença e magnitude do Deus que adoramos. João, nos cinco primeiros versos de seu Evangelho, diz: "No princípio era o Verbo" e aí temos uma solução maravilhosa para o problema, pois, quando voltamos ao princípio, estamos no reino da Verdade.

Atualmente estamos mergulhados na matéria e incapazes de entrar em contato com aquela Verdade diretamente, mas quando voltamos em pensamento, para o princípio das coisas, então estamos em pensamento com Deus e assim mais capazes de reconhecer a Verdade. Platão falou de um tempo quando "havia trevas". O Velho Testamento fala a respeito das trevas, o estado primordial da matéria ou "Arche", cuja forma foi dada por Deus, o Grande Arquiteto, o Construtor fundamental do Universo.

Quando pensamos n'Aquele que no princípio construiu as coisas, entramos em contato com Ele, com Deus, naquela "arche" na primeira sentença dos cinco versículos tomados por nós para meditação. Em suas palavras seguintes temos uma segunda afirmação: o Verbo. O termo "Verbo" foi traduzido incorretamente na nossa Bíblia atual, pois não apenas o "Verbo" mas também o pensamento da palavra grega "Logos", foi usada naquele versículo, significando ambos, palavra e pensamento lógico por trás dela. Antes que a palavra pudesse vir a existir, teria que haver um pensador, assim João usou as palavras "Arche" e "Logos". Elas expressam aquilo que desejamos compreender, que no princípio havia uma massa de matéria homogênea e que naquela matéria homogênea estava Deus. Deus se tornou o "Verbo", o som rítmico que se espalha pelo universo dando forma a todas as coisas.

Mais adiante nos cinco versículos encontramos a afirmação "nele estava a luz". Em primeiro lugar houve a escuridão; nenhuma vibração tinha sido enviada à matéria primordial, assim, necessariamente tinha que haver trevas. Como sabemos, a primeira coisa a existir foi a luz. De um ponto de vista superior, luz e som são sinônimos. Algumas pessoas sensitivas nunca ouvem um som sem ver um lampejo de luz e nunca vêem um lampejo sem ouvir um som ao mesmo tempo. Por isso João escreve misticamente quando diz "no princípio" - na matéria primodial - "era Deus" e "Deus era o Verbo" e nele "estava a Vida" e a vida se transformou "na luz dos homens".

Tão perto que podemos alcançá-la, aí temos a verdade abstrata de todo problema da criação. Dentro do corpo humano há aquela luz que brilha até hoje, a luz que brilha na escuridão, a mesma que está oculta pelo véu de Isis. Ao nosso redor estão os Espíritos habitantes da escuridão, a menos que as glórias do universo sejam reveladas através da janela da alma. Quando isso ocorre, percebemos Deus como Luz, todas as coisas boas como luz e o oposto como trevas. A luz entretanto não é de uma só cor, pois há Sete Espíritos perante o Trono, cada um portando um raio dessa luz. Cada um de nós nasce sob a influência de um desses raios respondendo melhor ao tipo sob o qual nasceu. Assim, cada um vê a Verdade diferentemente dos demais. Embora estejamos gradualmente nos movendo em direção à mesma fonte que é Deus, temos diferentes pontos de vista nas diferentes épocas.

Apesar das diferenças entre as pessoas, nos cinco versículos do Evangelho segundo João, está a Verdade: Somos todos filhos da luz. Cada um tem internamente o divino espírito da Luz; cada um está gradualmente aprendendo a conhecer essa luz e com o auxílio dos exercícios, a expressá-la cada vez mais.

O místico, quando vê a luz ao amanhecer, considera-a como a anunciação diária em sua alma do primordial Fiat Criador, "Faça-se a Luz". A medida que a luz do dia progride gradualmente decresce no poente, ele vê na gloriosa imagem do pôr do sol, algo indescritível pelo homem, algo que pode ser sentido pela alma. Se deixarmos aqueles cinco versículos viverem em nosso interior, da mesma forma que vivem no místico, também conheceremos a luz e a verdade, mais que qualquer outra coisa no mundo.

Temos trilhado diferentes caminhos da vida por algum tempo. Caminhamos uma vez através da vida sob o raio marciano, segundo sua influência de atividade e paixão, sem a preocupação com aqueles que sofrem, ou com o que possa ocorrer aos outros. Em outra vida nascemos sob o raio de influência venusiana, mais leve, e assim trilhamos o caminho do lado amoroso da vida. Mais tarde o caminho do azul escuro, os Raios de Saturno ou mais tarde ainda o caminho do azul mais claro dos Raios de Júpiter. Dessa forma, todos nós aguardamos ansiosamente pela percepção superior concedida pelos raios amarelos de Urano, muito embora a maioria de nós não seja capaz de recebê-los atualmente. Tais pessoas devem contentar-se com o amarelo mais intenso e escuro dos Raios de Mercúrio. Estamos todos trabalhando progressivamente em direção à luz branca que emana do Sol, união de todas as cores. A esta devemos aspirar, pois, a luz emitida por quaisquer outros raios é apenas secundária. Todas as coisas nascem da grande Fonte central.

"E a escuridão" alguém pergunta "é ela má?" Não, nada é mau no universo de Deus. Durante o dia percebemos pela luz do Sol, as glórias desta pequena Terra que se move no espaço. Talvez se houvesse somente luz nós nada perceberíamos além desta Terra e não saberíamos que existe mais do que o Sol e a Lua. Mas quando chega a noite e desaparecem as glórias do dia, quando o Sol não mais ilumina o céu, podemos perceber, até certo ponto pelo menos, a imensidão do espaço. Podemos verificar a existência de mundos distantes milhões e milhões de milhas. O Espírito é então levado a uma maravilhosa devoção e assim compreender a Verdade de que DEUS É TUDO EM TUDO.


Última edição por Anarca em Qua Out 27, 2010 9:12 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Qua Out 27, 2010 9:12 pm

A FRATERNIDADE ROSACRUZ

Com o objetivo de promulgar este ensinamento, foi organizada a Fraternidade Rosacruz. Qualquer pessoa, desde que não seja HIPNOTIZADOR , MÉDIUM, VIDENTE, QUIROMANTE ou ASTRÓLOGO profissional, pode inscrever-se como Estudante do Curso Preliminar dirigindo-se à Secretaria Geral. Para a Iniciação não há taxas ou outras obrigações. O dinheiro não pode comprar ensinamentos: o avanço depende do mérito.

Depois de completar o Curso Preliminar, o estudante é matriculado como Estudante Regular por um período de dois anos. Findo este, caso haja se compenetrado da verdade dos Ensinamentos Rosacruzes, e se preparado para cortar todos os laços com qualquer outra ordem oculta ou religiosa - excetuando-se as Igrejas Cristãs e Ordens Fraternais - pode assumir o Compromisso, que o admite no grau de Probacionista.

Não pretendemos insinuar, no parágrafo anterior, que as demais escolas de ocultismo não contam. Longe disso. Muitos caminhos conduzem a Roma, mas chegaremos com menos esforço seguindo por um só deles do que ziguezagueando de um para outro. Primeiramente porque nosso tempo e energias são limitados e, além disso, reduzidos por deveres familiares e sociais que não devemos descuidar para atender ao próprio desenvolvimento. A fim de economizar o mínimo de energia de que legitimamente gastaríamos para nós mesmos, e evitar a perda dos poucos momentos vagos que temos à nossa disposição, é que os Guias insistem para renunciarmos a todas as demais ordens.

O mundo é um agregado de oportunidades, mas para aproveitá-las é necessário possuirmos eficiência em certa linha de esforços. O desenvolvimento dos poderes espirituais pode capacitar-nos a ajudar ou prejudicar aos nossos irmãos mais fracos. E esses poderes só se justificam quando o objetivo é Servir à Humanidade.

O método de realização Rosacruz difere dos outros sistemas por um pormenor especial: procura desde o princípio emancipar o discípulo de toda dependência dos outros, tornando-o auto-confiante no mais alto grau, de maneira a poder permanecer só em todas as circunstâncias e enfrentar todas as condições. Somente aquele que for tão bem equilibrado pode ajudar ao débil.

Quando certo número de pessoas se reúne em classe ou círculo objetivando o auto-desenvolvimento, mas através de métodos negativos, geralmente os resultados são conseguidos em pouco tempo, seguindo o princípio de que é mais fácil deixar-se levar pela corrente, do que lutar contra ela. O médium, contudo, não é senhor dos seus atos, mas escravo do espírito que o domina. Por isso tais reuniões devem ser evitadas pelos Probacionistas.

Mesmo as reuniões em que se mantenha uma atitude mental positiva não são aconselhadas pelos Irmãos Maiores, porque os poderes latentes de todos os membros são amalgamados. Então as visões dos mundos internos obtidas por quaisquer deles apenas resultam parcialmente da influência das faculdades dos demais. O calor de um carvão no centro de uma fogueira fica aumentado pelo dos carvões que o rodeiam. O clarividente originado num círculo, mesmo que este seja positivo, é como uma planta na estufa - demasiado dependente para que se lhe possa confiar os cuidados dos demais.
Portanto, todo Probacionista da Fraternidade Rosacruz efetua seus exercícios sozinho, no isolamento do seu lar.

Seguindo este método, obtém-se resultados mais lentamente. Porém, quando tais resultados aparecerem, manifestar-se-ão como poderes cultivados por ele mesmo, e poderão ser empregados independentemente dos demais. Além disso, os métodos Rosacruzes constroem o caráter, ao mesmo tempo que desenvolvem as faculdades espirituais, resguardando assim o discípulo da tentação de perverter seus poderes divinos em busca de prestigio mundano.

Quando o Probacionista tenha cumprido os requisitos exigidos e completado o termo de provação, pode solicitar instruções individuais dos Irmãos Maiores por meio do Secretário Geral.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Sex Out 29, 2010 9:11 pm

A SEDE INTERNACIONAL DA FRATERNIDADE ROSACRUZ

Tendo a Fraternidade Rosacruz sido fundada para promulgar os ensinamentos dados neste livro, e para auxiliar os aspirantes no caminho do progresso, tornou-se necessário sediá-la num lugar permanente que facilitasse o trabalho requerido. Com este objetivo comprou-se uma gleba de terra na cidade de Oceanside, Califórnia, 90 milhas ao Sul de Los Angeles e 40 milhas ao norte de San Diego, a cidade mais ao sudoeste dos Estados Unidos.

Essa gleba, situada numa elevação, descortina a oeste, maravilhosa paisagem do grande Oceano Pacifico, e a leste lindas montanhas cobertas de neve.

O sul da Califórnia oferece excepcionais oportunidades para crescimento espiritual porque o éter contido em sua atmosfera é mais concentrado do que em qualquer outra parte do mundo. A esse respeito Mount Ecclesia, como se chama a Sede da Fraternidade Rosacruz, é particularmente favorecida.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Dom Out 31, 2010 2:21 pm

OS EDIFÍCIOS

O trabalho começou no fim de 1911. Até aqui (1978), numerosas construções foram erguidas, algumas das quais não mais existem. A Pro-Ecclesia, ou Capela, na qual são levados a efeito diariamente dois serviços de 15 minutos desde a sua consagração, em dezembro de 1913, foi totalmente reformada em 1962. Um serviço devocional com conferências continua a ser efetuado aos domingos. Um Edifício de Administração com dois andares foi terminado em 1917, e reformado em 1962. No segundo andar estão as Secretarias de vários departamentos: Esotérico, dos Cursos por Correspondência, Editorial, de línguas estrangeiras e Contábil. No primeiro andar situam-se os Departamentos de Expedição e a Oficina Impressora, onde as Lições, a Revista "Rays from the Rose Cross", os panfletos, etc., são impressos. Em 1972 foi instalada uma impressora "off-set".

No Refeitório, construído em 1914, ampliado nos anos 30 e renovado em 1962, são servidos pratos vegetarianos. O Templo de Cura, onde um serviço de cura é efetuado todas as noites, foi concluído em 1920. A Hospedaria Rosacruz, reservada aos visitantes e certos funcionários, foi construída em 1924. Presentemente vem sendo muito utilizada na estocagem de livros. O Prédio da Enfermaria foi levantado em 1939 e usado por alguns anos para o tratamento de enfermos portadores de doenças não contagiosas. Agora é a Casa do Visitante. Numerosas habitações individuais, construídas a partir de 1962, algumas já reformadas, são ocupadas por funcionários. A Sede do Departamento de Cura foi construída em 1940. Aqui os trabalhos de cura são conduzidos pelos secretários.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Seg Nov 01, 2010 11:38 pm

CURSOS POR CORRESPONDÊNCIA

Além de suas publicações constantes da Biblioteca Rosacruz, a Fraternidade proporciona, gratuitamente, cursos por correspondência, para aqueles que aspiram crescimento espiritual e a iluminação pelos estudos, na compreensão de matérias mais avançadas, que capacitarão o estudante a penetrar mais profundamente nos mistérios da Vida e do Ser.

CURSO PRELIMINAR DE FILOSOFIA

Composto de 12 lições, prepara o Estudante ao caminho da espiritualidade. Recebidas as respostas das lições, são estas examinadas, corrigidas e devolvidas ao estudante com respostas impressas para sua comparação. Para este curso faz-se necessário o livro básico "Conceito Rosacruz do Cosmos".

CURSO SUPLEMENTAR DE FILOSOFIA

Composto de 40 lições, são estas enviadas após a conclusão do Curso Preliminar, ocasião em que o estudante se converte em Estudante Regular da Fraternidade Rosacruz. As lições têm também suas respostas devolvidas, depois de examinadas e corrigidas. Com este curso, o Estudante ainda é inscrito na Sede Mundial - The Rosicrucian Fellowship - de onde também passa a receber correspondência. Depois de decorridos dois anos, o Estudante pode solicitar à Sede Mundial, o ingresso no Probacionismo, um caminho que proporciona estudos mais profundos.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Qua Nov 03, 2010 11:01 pm

CURSO DE ESTUDOS BÍBLICOS

Composto de 28 lições, que serão devolvidas ao Estudante depois de examinadas e corrigidas.

CURSO DE ASTROLOGIA ESPIRITUAL EDUCATIVA

Elementar - composto de 26 lições
Superior - composto de 12 lições
Superior Suplementar composto de 13 lições.

Todas as lições também são devolvidas ao Estudante depois de examinadas e corrigidas.

Nota - Só depois de terminado o Curso Preliminar pode o Estudante, simultaneamente ou não, inscrever-se nos demais cursos.

Os cursos são ministrados nos idiomas: inglês, francês, alemão, italiano e espanhol, desde que solicitados a:

The Rosicrucian Fellowship - International Headquarters
2222 Mission Avenue Oceanside California USA
rosfshp@rosicrucianfellowship.org
http://www.rosicrucianfellowship.org

Tais Cursos também são oferecidos , nos respectivos idiomas através dos Centros Credenciados da Fraternidade Rosacruz em todo o mundo.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Hoje à(s) 10:59 am

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