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 MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS

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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Dom Maio 23, 2010 8:49 pm

O MISTÉRIO DO GÓLGOTA

Durante os últimos 2.000 anos, muito se tem escrito sobre o "sangue purificador". O sangue de Cristo tem sido exaltado nos púlpitos como o soberano remédio do pecado, como o único meio de salvação e redenção.

Se, de acordo com as Lei do Renascimento e de Conseqüência, os seres evolucionados colhem do que têm semeado e, por outro lado, o impulso evolutivo está constantemente elevando a humanidade até alcançar a perfeição, onde está a necessidade de redenção ou de salvação? E, ainda que essa necessidade existisse, como pode a morte de um indivíduo ajudar os outros? Não seria mais nobre cada um sofrer as conseqüências dos próprios atos do que escapar-se atrás do outro?

Eis algumas objeções à doutrina da redenção dos pecados por meio da substituição e da redenção pelo sangue de Cristo-Jesus. Iremos dar-lhes resposta antes de demonstrar a lógica e a harmonia existente na Lei de Conseqüência e na expiação de Cristo.

Em primeiro lugar, é absolutamente certo que o impulso evolutivo tem em vista levar todos os seres à suprema perfeição. Contudo, alguns estão ficando para trás. Atualmente, estamos ultrapassando o extremo ponto de materialidade e passando através das dezesseis raças. Ao percorrer os "dezesseis caminhos de destruição", estamos em grave perigo de atrasar-nos, muito mais do que em qualquer outro momento da jornada evolutiva.
Considerando em abstrato, o tempo nada é. Certo número de entidades pode ficar tão atrasado que tenha de ser abandonado. E prosseguirá sua evolução em outro plano evolutivo, onde possa continuar sua jornada para a perfeição. Todavia, originalmente, essa evolução não foi projetada para elas. É razoável supor que as exaltadas Inteligências encarregadas da nossa evolução empreguem todos os meios para vitoriosamente conduzir as entidades a seu cargo, tantas quanto lhes seja possível.

Na evolução ordinária, as leis do Renascimento e de Conseqüência são perfeitamente adequados para conduzir à perfeição a maior parte da onda de vida, mas, no caso dos atrasados das várias raças que têm ficado para trás, não são suficientes. Durante o estado de individualização, o pináculo da separatividade ilusória, toda a humanidade necessita de ajuda extra, mas os atrasados necessitam ainda de um auxílio especial.

Para conferir esse auxílio especial, a fim de redimi-los, foi preparada a missão de Cristo. Ele disse que tinha vindo buscar e salvar os que estavam perdidos. Abriu o caminho da Iniciação para todos os que quisessem alcançá-lo.
Os que levantam objeções à doutrina da expiação dizem: é covardia esconder-se atrás de outrem; cada homem deve assumir as conseqüências dos próprios actos.

Consideremos o seguinte caso. As águas dos Grandes Lagos afluem ao rio Niágara. Este enorme volume de água corre rapidamente para as cataratas, sobre um leito coberto de rochas, numa extensão de vinte milhas. Se uma pessoa vai além de certo ponto e não perde a vida nos redemoinhos vertiginosos, perdê-la-á indubitavelmente ao cair na catarata.

Suponhamos que um homem, cheio de piedade pelas vítimas da corrente, resolvesse colocar uma corda sobre a catarata, ainda que soubesse serem tais as condições que não poderia depois escapar com vida. Apesar disso, de seu próprio gosto e livremente, sacrifica sua vida e coloca a corda, modificando o estado de coisas primitivo. As vítimas abandonadas podem agarrar-se à corda e salvar-se.

Que pensaríamos de uma homem que, tendo caído na água devido à sua falta de cuidado e estivesse lutando furiosamente contra a corrente, exclamasse: "Como? Salvar-me e procurar ao castigo que a minha falta de cuidado merece? Amparar-me no sacrifício de quem sofreu sem culpa alguma e deu sua vida para que outros pudessem salvar-se? Não, nunca! Isso não seria digno de "homem"! Assumirei as conseqüências dos meus erros"!
Não concordaríamos que esse homem deveria estar louco?

Nem todos necessitam de salvação. Cristo sabia que um grande número não necessitaria salvar-se dessa maneira. Porém, tão certo como noventa e nove por cento se deixa conduzir pelas leis do Renascimento e de Conseqüência e por essa forma alcança a perfeição, assim os "pecadores" se submergiram tanto na corrente do materialismo que não lhe poderiam fugir sem aquela ajuda. Cristo veio para trazer paz e boa vontade a todos, e para salvar esses pecadores elevando-se ao ponto necessário de espiritualidade, produzindo uma modificação em seus corpos de desejos que tornará mais forte a influência do Espírito de Vida em seu coração.

Os irmãos menores de Cristo, ou Arcanjos, tinham trabalhado, como Espíritos de Raça, no corpo de desejos do homem. Sua obra foi efetuada de fora. Era uma força solar espiritual refletida através da Lua, tal como a luz lunar é o reflexo da luz solar. Mas Cristo, o Maior dos Iniciados dos espíritos solares, influenciou nossos corpos de desejos de dentro ao entrar diretamente no corpo denso da Terra, trazendo consigo a força solar direta.

Se o homem encarasse o Sol durante muito tempo ficaria cego, porque as vibrações da luz solar são tão fortes que destruiriam a retina do olho. Mas pode olhar sem temor a Lua, porque tem vibrações muito mais fracas. A Lua absorve as vibrações fortes do Sol e reflete as restantes sobre nós.

O mesmo acontece com os impulsos espirituais que ajudam a evolução do homem. A Terra foi arrojada do Sol porque a humanidade não podia suportar seus tremendos impulsos físicos e espirituais. Apesar de encontrar-se a tão grande distância do Sol, o impulso espiritual seria ainda demasiado forte se não fosse enviado primeiramente à Lua para que Jeová, o Regente da Lua, o empregasse em benefício do homem. Certo número de Arcanjos, (espíritos solares comuns) seguiram com Jeová, como auxiliares, para refletirem esses impulsos espirituais do Sol sobre a humanidade da Terra, em forma de religiões de Jeová ou de raça.

O veículo inferior dos Arcanjos é o corpo de desejos. Nosso corpo de desejos foi obtido no Período Lunar, que tinha Jeová como Iniciado mais elevado. Portanto, Jeová pode tratar do corpo de desejos do homem. O veículo inferior de Jeová é o Espírito Humano e sua contraparte é o corpo de desejos. Os Arcanjos são seus auxiliares e têm o poder de administrar as forças espirituais do Sol. Trabalham e preparam a humanidade até chegar o tempo em que receba os impulsos espirituais diretamente do Sol, sem intervenção da Lua. Cristo, o Iniciado mais elevado do Período Solar, tem a seu cargo a tarefa de enviar esse impulso. Jeová, ao refleti-lo, preparou a Terra e a humanidade para a admissão direta de Cristo.

A expressão "preparou a Terra" significa que toda evolução num planeta é acompanhado pela evolução do próprio planeta. Se algum observador, localizado em alguma estrela distante e dotado de visão espiritual, tivesse contemplado a evolução da Terra, teria notado uma mudança gradual em seu corpo de desejos.

Sob a antiga dispensação, o corpo de desejos humano era aperfeiçoado por meio da lei. Ainda é desse modo que a maioria se prepara para a vida superior.

A Vida Superior (Iniciação) só tem início quando começa o trabalho no corpo vital. O meio empregado para pô-lo em atividade é o Amor ou, melhor dito, o Altruísmo. Tem-se abusado tanto da primeira palavra, amor, que já não sugere o significado aqui requerido.

Durante a antiga dispensação, o caminho da Iniciação não estava aberto para todos, e, sim para uns poucos. Os Hierofantes dos Mistérios escolhiam certo número de famílias. Eram levadas ao Templo, postas à parte das demais e guardavam rigorosamente certos ritos e cerimônias. Seus casamentos e relações sexuais eram regulados pelos Hierofantes.

Disso resultou uma raça que tinha o grau apropriado para separar o corpo vital do denso e o poder de despertar o corpo de desejos, durante o sono, do seu estado de letargia. Deste modo, alguns foram postos em condições para a Iniciação, dando-se-lhes oportunidades que não podiam ser concedidas a todos. Como exemplo, entre os Judeus, encontramos a tribo de Levi, escolhida para prestar serviços no Templo. Entre os hindus, a única classe sacerdotal é a casta dos Brâmanes.

A missão de Cristo, além de salvar os que estavam perdidos, foi tornar possível a Iniciação para todos. Jesus surgiu do povo comum, não foi um levita, classe para quem era uma herança o sacerdócio. Ainda que não surgisse de uma classe de instrutores, seus ensinamentos foram superiores aos de Moisés.

Cristo-Jesus não negou Moisés, nem a Lei, nem os profetas. Pelo contrário, confirmando-os, demonstrou ao povo que eles, ao indicarem Aquele que deveria vir, foram seus predecessores. Disse ao povo que tais coisas já tinham servido aos seus propósitos e que, para o futuro, o Amor deveria suceder à lei.

Cristo-Jesus foi morto. Relativamente à sua morte, há uma diferença fundamental e suprema entre Ele e os antigos instrutores, em que se manifestaram os Espírito de Raça. Tais instrutores morriam e deviam renascer uma e outra vez, para ajudar os seus povos no cumprimento de seu destino. Moisés, em quem se manifestou o Arcanjo Miguel (o Espírito de Raça dos Judeus) foi conduzido ao Monte Nebo, onde deveria morrer. Moisés renasceu como Elias, e Elias voltou como João Batista. Buda morreu e renasceu como Shankaracharya. Shri Krishna disse: "onde quer que decai Dharma... e... surge uma exaltação de Adharma, então Eu mesmo venho para proteger o bem e destruir os que fazem o mal, para salvaguardar o firme restabelecimento de Dharma. Eu nasço de tempos a tempos".

Quando chegou a morte, o rosto de Moisés brilhou e o corpo de Buda iluminou-se. Todos eles tinham chegado ao estado em que o espírito começa a brilhar de dentro e, então morreram.

Cristo-Jesus chegou a esse estado no Monte da Transfiguração. É sumamente significativo que Seu trabalho real teve lugar depois desse acontecimento. Ele sofreu, foi morto e ressuscitou.

Ser morto é mui diferente de morrer. O sangue, que tinha sido o veículo do Espírito de Raça, devia fluir e ser purificado de toda influência contaminadora. O amor ao pai e à mãe, com exclusão de todos os demais pais e mães, devia ser abandonado. De outra maneira, a Fraternidade Universal e o Amor altruísta que a todos abarca não poderiam jamais converter-se em fatos reais.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Dom Maio 30, 2010 2:53 pm

O SANGUE PURIFICADOR

Quando o Salvador, Cristo-Jesus, foi crucificado, seu corpo foi ferido em cinco lugares, nos cinco centros por onde fluem as correntes do corpo vital. A pressão da coroa de espinhos produziu um fluxo no sexto centro também. (Isto é um vislumbre para os que já conhecem essas correntes. Uma explicação ampla não pode, por enquanto, ser dada publicamente).

Quando o sangue fluiu desses centros, o grande Espírito Solar, Cristo, libertou-se do veículo físico de Jesus. Encontrando-se na Terra com Seus veículos individuais, compenetrou os veículos planetários, já existentes e, num abrir e fechar de olhos, difundiu Seu próprio corpo de desejos pelo planeta, o que permitiu, dai para diante, trabalhar sobre a Terra e sobre a humanidade, de dentro.

Naquele momento, uma poderosa onda de luz espiritual solar inundou a Terra. O véu do Templo rompeu-se, o véu que o Espírito de Raça tinha colocado ante o Templo, para resguardá-lo de todos, menos dos poucos escolhidos. Desde aquele tempo, o caminho da Iniciação ficou aberto para quem nele queira entrar. Subitamente, como um relâmpago, essa onda transformou as condições da Terra no que diz respeito aos Mundos Espirituais. As condições densas e concretas, obviamente, são afetadas muitos mais lentamente.

Como toda vibração rápida e intensíssima de luz, o brilho fulgurante dessa grande onda de claridade cegou o povo. Por isso diz-se que "o Sol se obscureceu". O acontecido foi precisamente o oposto: o Sol não se tornou obscuro. Ao contrário: brilhava com glorioso esplendor. Foi o excesso de luz que ofuscou o povo. Quando a Terra absorveu o corpo de desejos do brilhante Espírito Solar, a vibração baixou a uma intensidade mais normal.

A expressão "o sangue purificador de Cristo-Jesus" significa que o sangue que flui no Calvário está ligado ao Grande Espírito Solar, Cristo. Por esse meio, assegurou sua admissão na própria Terra e, desde aquele momento, é seu Regente. Difundiu seu próprio corpo de desejos por todo o planeta, purificando-o de todas as baixas influências desenvolvidas sob o regime do Espírito de Raça.

Sob a Lei, todos pecavam e, mais ainda, não podiam ser ajudados. Não se tinham desenvolvido até o ponto de poderem agir com retidão, por Amor. Era tão forte a natureza de desejos que se tornava impossível dirigi-la. As dívidas contraídas sob a Lei de Conseqüência tinham tomado proporções colossais. A evolução ter-se-ia demorado terrivelmente e muitos perderiam nossa onda de vida se não fossem ajudados.

Por tais motivos, Cristo veio para "buscar e salvar os que estavam perdidos". Limpou os pecados do mundo com o seu sangue purificador, o que lhe permitiu entrar na Terra e na humanidade. A Ele, ao fazer essa purificação, devemos a possibilidade de atrair para os nossos corpos de desejos matéria emocional mais pura do que antes. Ele continua trabalhando para ajudar-nos, tornando o ambiente que nos rodeia cada vez mais puro.

Que isto se efetuou e continua realizando-se à custa de um grande sofrimento para Ele, é coisa que ninguém pode duvidar se for capaz de formar a mínima idéia das limitações suportadas por esse Grande Espírito ao entrar nas restritivas condições da existência física. A sua atual limitação como Regente da Terra não é menos dolorosa. Certamente, Ele é também regente do Sol, pelo que só parcialmente fica confinado à Terra. Contudo, as limitações produzidas pelas lentíssimas vibrações do nosso planeta denso devem ser quase insuportáveis.

Se Cristo-Jesus não ressurgisse ter-lhe-ia sido impossível executar Sua obra. Os cristãos têm um Salvador ressuscitado, Alguém que está sempre presente para ajudar os que invoquem o Seu Nome. Tendo sofrido em tudo como nós e conhecendo plenamente todas as nossas necessidades, é o lenitivo para todos os nossos erros e fracassos enquanto continuarmos lutando e procurando viver uma boa vida. Devemos ter sempre presente que o único verdadeiro fracasso é deixar de lutar.

Depois da morte do corpo denso de Cristo-Jesus, os átomos-sementes foram devolvidos a seu primitivo dono, Jesus de Nazaré que, algum tempo depois, funcionando temporariamente em um corpo vital que construíra, instruiu o núcleo da nova fé formado por Cristo. Jesus de Nazaré, desde aquele tempo, tem conservado a direção das lojas esotéricas ou sociedades secretas, existentes em toda a Europa.

Em vários países, os Cavaleiros da Távola Redonda eram altos Iniciados dos Mistérios da Nova Dispensação. Os Cavaleiros do Graal, a quem foi confiado o cálice de José de Arimatéa, que tinha sido empregado por Cristo-Jesus na Última Ceia, foram também altos Iniciados desses Mistérios. A estes foram entregues também a lança que feriu o peito do Salvador e o receptáculo que recolheu o sangue da ferida.

O Druidas da Irlanda e os Trottes do Norte da Rússia constituíram também escolas esotéricas, nas quais trabalhou Jesus na chamada "Idade Média". Na Idade Média, ainda que bárbara, fluía o impulso espiritual. Do ponto de vista oculto, era, em realidade, uma "Idade Brilhante", comparada com o crescente materialismo dos últimos trezentos anos que, se aumentou imensamente os conhecimentos físicos, por outro lado quase extinguiu a Luz do Espírito.

Os relatos do Santo Graal, dos Cavaleiros da Távola Redonda, etc. são considerados como superstições, visto ser olhado como indigno de ser acreditado o que não pode ser demonstrado materialmente. Gloriosas como são, as descobertas da ciência moderna foram adquiridas ao elevado preço do aniquilamento da intuição espiritual. Do ponto de vista superior, nunca amanheceram dias tão tenebrosos como os atuais.

Os Irmãos Maiores, Jesus entre Eles, têm lutado e lutam por equilibrar essa poderosa influência que, semelhante aos olhos da serpente, obriga o passarinho a cair em suas fauces. Cada tentativa para iluminar o povo e para nele despertar o desejo de cultivar o lado espiritual da vida é uma evidência da atividade dos Irmão Maiores.

Possam seus esforços ser coroados de êxito e apressar o dia em que a ciência moderna, espiritualizada, encaminhe as investigações sobre a matéria, do ponto de vista do espírito. Então, e não antes, compreenderemos e conheceremos verdadeiramente o mundo.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Sab Jun 05, 2010 9:34 pm

Capítulo XVI - DESENVOLVIMENTO FUTURO E INICIAÇÃO

Os Sete Dias da Criação

Ao Período Terrestre os Rosacruzes chamam Marte-Mercúrio. Os grandes Dias da Manifestação Criadora, pelos quais têm passado e passarão os Espíritos Virginais em sua peregrinação através da matéria, deram nome aos dias da semana.

Sábado - Período de Saturno
Domingo - Período Solar
Segunda-feira - Período Lunar
Terça-feira - Primeira metade do Período Terrestre
Quarta-feira - Segunda metade do Período Terrestre
Quinta-feira - Período de Júpiter
Sexta-feira - Período de Vênus

O Período de Vulcano é o último Período do nosso plano evolutivo. A quinta-essência de todos os períodos precedentes é extraída por recapitulação, espiral após espiral. Nenhum novo trabalho é feito até a última Revolução, do último Globo, na Sétima Época. Portanto, pode-se dizer, o Período de Vulcano corresponde à semana, que inclui todos os sete dias.

Está bem fundamentada a afirmação dos astrólogos de que os dias da semana são regidos pelo planeta particular que indicam. Os antigos estavam familiarizados com esses conhecimentos ocultos, como demonstram suas mitologias, onde os nomes dos deuses eram associados aos dias da semana. Saturday (sábado) é simplesmente, o dia de Saturno; Sunday (domingo) está relacionado com o Sol, e Monday (segunda-feira) relaciona-se com a Lua.

Os latinos chamavam à terça-feira "Dies Martis", o que mostra claramente sua relação com Marte, o deus da guerra. O nome Tuesday (terça-feira) deriva de "Tirdag","Tir ou Tyr", o nome do deus escandinavo da guerra.

Wednesday (quarta-feira) era Wotensdag de Wotan, também um deus do norte; os latinos denominavam-no "Dies Mercurii", demonstrando assim sua relação com Mercúrio, conforme indicamos em nossa lista.

Thursday ou Thorsdag, (quinta-feira) chamava-se assim porque "Thor" era o deus do trovão, e os latinos denominavam-no "Dies Jovis", com o dia do deus do trovão "Jove" ou Júpiter.

Friday (sexta-feira) era assim chamado porque a deusa do norte que encarnava a beleza chamava-se "Freya". Por análogas razões, os latinos chamavam-no "Dies Veneris", o dia de Vênus.

Esses nomes dos períodos nada têm a ver com os planetas físicos. Referem-se às encarnações passadas, presente e futuras da Terra. Como no dizer do axioma hermético, "assim como é em cima, é em baixo", o macrocosmo tem suas encarnações como as tem o homem, o microcosmo.

A ciência oculta diz que há 777 encarnações, o que não quer significar que a Terra sofra 777 metamorfoses.

Significa que a vida evolucionante faz:

7 Revoluções em torno dos
7 Globos dos
7 Períodos Mundiais

Esta peregrinação involutiva e evolutiva, e o caminho reto da Iniciação, estão simbolizados no Caduceu ou "Cetro de Mercúrio" (veja o diagrama 15). É assim chamado porque esse símbolo oculto indica o caminho da Iniciação, aberto unicamente desde o principio da metade mercurial do Período Terrestre. Alguns Mistérios Menores foram dados aos primitivos lemurianos e atlantes, mas não as Quatro Grandes Iniciações.

A serpente negra do diagrama 15 indica o caminho cíclico e tortuoso da Involução, e compreende os Período de Saturno, Solar, Lunar e a metade marciana do Período Terrestre. Durante esse intervalo, a vida evolucionante construiu seus veículos, mas só adquiriu plena e clara consciência do mundo externo na última parte da Época Atlante.

A serpente branca representa o caminho que seguirá a humanidade através da metade mercurial do Período Terrestre e dos Períodos de Júpiter, de Vênus e de Vulcano. A consciência humana expandir-se-á durante esta peregrinação, até alcançar a onisciência, a Inteligência Criadora. Enquanto a grande maioria dos homens segue o caminho serpenteante, o Cetro de Mercúrio em que se enrolam as serpentes mostra o "estreito e reto caminho", o Caminho da Iniciação. Os que por ele viajam, realizam em poucas vidas o que requer milhões de anos para a maioria da humanidade.

Não é possível fazer qualquer descrição das cerimônias iniciáticas. O primeiro voto do Iniciado é o do silêncio. Contudo, ainda que o relato fosse permitido, não teria maior importância. Para nós, basta indicar os resultados de tais cerimônias para ter uma visão geral do caminho evolutivo. Em síntese, a Iniciação dá ao aspirante espiritual uma oportunidade de desenvolver em curto tempo, por meio de um exercitamento mui severo, suas faculdades e poderes superiores. Por ela se alcança a expansão da consciência que toda a humanidade possuirá num futuro distante. A grande maioria só a conseguirá seguindo o lento processo da evolução ordinária. Podemos conhecer os estados de consciência e os poderes correspondentes alcançados pelo candidato que passa através das sucessivas grandes Iniciações. Já demos alguns vislumbres. Outros mais podem ser deduzidos pela lei de correspondências de modo a poderem dar-nos uma visão de conjunto da evolução que nos espera e da magnitude dos grandes graus iniciáticos. Nessa finalidade, talvez possa ajudar-nos a contemplação do passado e dos graus de consciência por que passou a humanidade nos períodos precedentes.

Recordemos que, durante o Período de Saturno, o estado de inconsciência do homem era semelhante ao do corpo denso submergido em transe profundo. No Período Solar, esta consciência foi sucedida pela consciência do sono sem sonhos.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Qua Jun 09, 2010 3:52 pm

No Período Lunar obteve-se o primeiro vislumbre da atual consciência de vigília. Era uma consciência pictória interna das coisas externas, uma representação interna dos objetos, das cores e dos sons externos. Por último, na segunda parte da Época Atlante, essa consciência imaginativa deu lugar à consciência plena de vigília atual, em que os objetos podem ser observados fora, distintos e definidos. Quando obteve essa consciência objetiva, o homem percebeu a realidade do mundo exterior e, pela primeira vez, vislumbrou a diferença entre si, o "eu" e os outros. O homem compreendeu que era separado e, desde então, a consciência do "eu", o egoísmo, predomina. Anteriormente, não havia pensamentos nem idéias sobre esse mundo externo, pelo que não existia também memória dos acontecimentos.

A mudança da consciência pictória interna para a consciência objetiva e do eu, foi efetuada muito lentamente, em gradação proporcional à sua magnitude, desde a permanência no Globo C, na terceira Revolução do Período Lunar, até a última parte da Época Atlante.

Durante esse tempo, antes de atingir o estado humano, a onda evolucionante passou através de quatro grandes estados de desenvolvimento analogamente ao animal. Esses quatro graus passados correspondem aos quatro graus que ainda teremos de passar, bem como às quatro grandes Iniciações.

Dentro desses quatro estados de consciência já passados há treze graus. Do estado atual do homem até a última das Grandes Iniciações há treze iniciações: os nove graus dos Mistérios Menores e as quatro Grandes Iniciações.
Uma divisão similar existe na Forma dos animais atuais. Como a forma é a expressão da vida, cada grau de desenvolvimento desta, corresponde necessariamente a um desenvolvimento de consciência.

Primeiramente, Cuvier dividiu o reino animal em quatro classes primárias mas não soube dividir essas classes em subclasses. O embriologista Karl Ernest Von Baers, o Prof. Agassiz e outros cientistas classificam o reino animal em animal em quatro divisões primárias e treze subdivisões, como a seguir:

I - RADIADOS

1 - Pólipos (anêmonas marinhas, corais).
2 - Acaléfios, ou alforrecas.
3 - Asteróides (estrelas marinhas, ouriços do mar).

II - MOLUSCOS

4 - Acéfalos (ostras, etc.).
5 - Gastrópodes (caracóis).
6 - Cefalópodes.

III - ARTICULADOS

7 - Vermes.
8 - Crustáceos (lagostas, etc.).
9 - Insetos.

IV - VERTEBRADOS

10 - Peixes.
11 - Réptis.
12 - Aves.
13 - Mamíferos.

As primeiras três divisões correspondem às três Revoluções da metade mercurial do Período Terrestre e suas noves subdivisões correspondem aos nove graus de Mistérios Menores, que serão alcançados pela humanidade quando tenha chegado à metade da última revolução do Período Terrestre.

A quarta divisão na lista do Reino Animal mais avançado, tem quatro subdivisões: peixes, réptis, aves e mamíferos. Os graus de consciência indicados correspondem a estados análogos de desenvolvimento que alcançará a humanidade respectivamente ao final dos Períodos Terrestre, de Júpiter, de Vênus, e de Vulcano, mas que o aspirante pode obter atualmente por meio da Iniciação. A primeira das Grandes Iniciações produz o estado de consciência que alcançará a humanidade ordinária no final do Período Terrestre; a segunda, o estado que alcançará no final do Período de Júpiter; a terceira, a extensão de consciência que se alcançará ao finalizar o Período de Vênus; e a quarta dá ao iniciado o poder e a onisciência que alcançará a humanidade no final do Período de Vulcano.

A consciência objetiva, com a qual obtemos conhecimento do mundo exterior, depende do que percebemos pelos sentidos. A isto chamamos "real". Em contradição aos nossos pensamentos e idéias que nos chegam através da consciência interna, a realidade não se apresenta da mesma forma que se nos apresenta um livro, uma mesa, ou qualquer objeto visível ou tangível no espaço. Parecem nebulosos e irreais e, por isso, falamos deles como "meros" pensamentos, ou "simples" idéias. Todavia, as idéias e os pensamentos atuais têm pela frente uma evolução anterior: estão destinados a tornarem-se tão reais, claros e tangíveis como qualquer objeto do mundo externo que percebemos por meio dos sentidos físicos. Quando pensamos num objeto ou numa cor, o objeto ou cor apresentados pela memória à nossa consciência interna parecem-nos obscuros, sombrios, comparados com as próprias coisas sobre as quais pensamos.

No Período de Júpiter produzir-se-á uma mudança marcante. Voltarão as imagens internas, como de sonho, do Período Lunar, mas estarão sujeitas à vontade do pensador e não serão meras reproduções dos objetos exteriores. Será uma combinação das imagens internas do Período Lunar com os pensamentos e idéias desenvolvidas conscientemente durante o Período Terrestre, isto é, será uma Consciência pictória consciente de si. Quando um homem do Período de Júpiter disser "vermelho" ou expressar o nome de um objeto, apresentar-se-á à sua visão interna uma reprodução exata e clara do tom particular de vermelho em que esteja pensando ou do objeto de que esteja falando, reprodução essa que será também visível para o interlocutor. Não haverá mal-entendidos quanto ao que pretende significar pelas palavras emitidas por que os pensamentos e idéias serão visíveis e vivos. A hipocrisia e a adulação serão completamente eliminadas, os homens ver-se-ão exatamente como serão. Haverá bons e maus, mas as duas qualidades não se encontrarão mescladas na mesma pessoa. Haverá homens perfeitamente bons e homens completamente malvados, e um dos problemas mais sérios daquele tempo será a maneira de agir com estes últimos. Os Maniqueus, uma Ordem de espiritualidade ainda superior à dos Rosacruzes, estão atualmente estudando esse problema. Pode-se obter uma idéia antecipada dessas condições num curto resumo da sua lenda. (Todas as ordens místicas têm uma lenda simbólica enunciadora dos seus ideais e aspirações).

A lenda dos Maniqueus diz que há dois reinos: o dos Luminosos e o dos Sombrios. Este últimos atacam os primeiros e são derrotados. Devem se castigados, mas como os Luminosos são perfeitamente bons (os Sombrios completamente maus) não podem infligir-lhes nenhum mal, pelo que os castigam fazendo-lhes o Bem. Para isso, uma parte do reino dos Luminosos se incorpora ao dos Sombrios e, desta maneira, com o tempo, o mal é transmutado. O ódio não será dominado pelo ódio; há de sucumbir ante o Amor.

Durante o Período Lunar, as imagens internas eram a expressão do ambiente externo ao homem. No Período de Júpiter, essas mesmas imagens serão expressas de dentro, como uma faculdade da vida interna. O homem possuirá também a faculdade, cultivada no Período Terrestre, de ver as coisas no espaço fora de si mesmo. Lembremos que no Período Lunar o homem não via as coisas concretas, mas, as suas qualidades anímicas. No Período de Júpiter verá ambas, terá uma compreensão perfeita de tudo quanto o rodeia. Em um estado posterior, no mesmo Período, dita capacidade perceptiva atingirá uma fase superior. O poder de formar claras concepções mentais acerca de cores, de tonalidades, de objetos, permitir-lhe-á pôr-se em contato com seres supra-sensíveis de diversas ordens e, empregando sua força de vontade, assegurar sua obediência. Poderá emitir as forças necessárias à execução dos seus desígnios mas, sem dúvida, dependerá do auxílio desses seres suprafísicos a seu serviço.

Ao finalizar o Período de Vênus, poderá empregar a própria força para dar vida a suas imaginações e para exteriorizá-las no espaço, como objetos. Possuirá, então, uma consciência objetiva, consciente e criadora.
Muito pouco se pode dizer sobre a elevada consciência espiritual que se alcançará ao finalizar o Período de Vulcano. Estaria muito além da nossa atual compreensão.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Qui Jun 10, 2010 1:55 pm

ESPIRAIS DENTRO DE ESPIRAIS

Não se deve supor que estes estados de consciência comecem no princípio dos Períodos a que pertencem, nem que durem até o final. Havendo sempre recapitulação, devem existir correspondentes estados de consciência em escala ascendente. A Revolução de Saturno de qualquer período, a permanência no Globo A e a primeira Época de qualquer Globo são uma repetição dos estados de desenvolvimento do Período de Saturno. A revolução Solar, a permanência no Globo B e a segunda Época de qualquer Globo são recapitulações dos estados de desenvolvimento do Período Solar, e assim sucessivamente, durante todo o caminho. Portanto, a consciência, que deve ser o resultado especial e peculiar de qualquer Período, não começa a desenvolver-se até que se tenham efetuado todas as Recapitulações. A consciência de vigília do Período Terrestre não começou até a quarta revolução, quando a onda de vida havia chegado ao quarto globo (D) e estava na quarta ou Época Atlante, nesse Globo.

A consciência no Período de Júpiter só começará a desenvolver-se na quinta revolução, quando o quinto globo (E) tenha sido alcançado e quando comece a quinta Época desse globo.

Da mesma forma, a consciência de Vênus só começará na sexta revolução, quando se tenha alcançado a sexta Época e o sexto globo. E a ora especial de Vulcano ficará limitada ao último globo e época, um pouco antes do fim do Dia de Manifestação.

O tempo de evolução através de cada um desses Períodos varia grandemente. Quanto mais submersos na matéria estão os Espíritos Virginais, tanto mais lentos são os progressos e mais numerosos são os graus e estados de desenvolvimento. Passado o nadir da existência material, conforme a onda de vida ascende para condições ou estados mais sutis, o progresso gradualmente se acelera. O Período Solar tem maior duração que o Período de Saturno e o Período Lunar maior duração que o Solar. A Metade Marciana (ou primeira metade) do Período Terrestre é a metade mais extensa de todos os períodos. Depois o tempo encurta, de modo que a Metade Mercurial e as últimas três revoluções e meia do Período Terrestre ocuparão menos tempo que a Metade Marciana; O Período de Júpiter será mais curto que o Lunar; o Período de Vênus mais curto que o Período Solar, e o Período de Vulcano será o menos extenso de todos.

Os estados de consciência dos diferentes períodos são os seguintes:

Saturno - Inconsciência, correspondente ao transe profundo
Solar - Inconsciência, correspondente ao sono sem sonhos
Lunar - Consciência pictória, correspondente ao sono com sonhos
Terrestre - Consciência de vigília, objetiva
Júpiter - Consciência própria e de imagens conscientes
Vênus - Consciência objetiva, auto-consciente, criadora
Vulcano - A mais elevada Consciência Espiritual

Tendo examinado de modo geral os estados de consciência que se desenvolverão nos três Períodos e meio restantes, estudaremos agora os meios de consegui-los.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Dom Jun 27, 2010 8:16 pm

ALQUIMIA E CRESCIMENTO DA ALMA

O corpo denso começou a desenvolver-se no Período de Saturno, passou através de várias transformações no Período Solar e Lunar e alcançará seu maior grau de desenvolvimento no Período Terrestre.

O corpo vital germinou na segunda revolução do Período Solar, foi reconstruído nos Períodos Lunar e Terrestre e alcançará a perfeição no Período de Júpiter, o seu quarto grau, assim como o Período Terrestre é o quarto estado para o corpo denso.

O corpo de desejos teve início no Período Lunar, foi reconstruído no Período Terrestre, será novamente modificado no Período de Júpiter e alcançará a perfeição no Período de Vênus.

A mente nasceu no Período Terrestre, será modificada nos Período de Júpiter e Vênus e alcançará a perfeição no Período de Vulcano.

Examinando-se o diagrama 8, vê-se que o globo inferior do Período de Júpiter está situado na Região Etérica. Seria impossível empregar um veículo denso-físico ali, porque o corpo vital pode ser usado na Região Etérica. Mas, não se imagine que, transcorrido tanto tempo para completar e aperfeiçoar o corpo denso, desde o começo do Período de Saturno até o final do Período Terrestre, o homem abandone completamente esse veículo para funcionar em veículo "mais elevado".

A Natureza nada desperdiça. No Período de Júpiter, as forças do corpo denso, por adição, completarão as do corpo vital. Este veículo possuirá, além das próprias faculdades, os poderes do corpo denso. Será um instrumento muito mais útil para expressão do tríplice espírito do que limitado somente às próprias forças do veículo.

O Globo D do Período de Vênus está situado no Mundo do Desejo. Lá, nem o corpo vital nem o denso podem ser empregados como instrumentos de consciência. As essências dos corpos vital e denso aperfeiçoados serão incorporados e completarão o corpo de desejos, o que o converterá num veículo de qualidades transcendentais, maravilhosamente adaptado, sensibilíssimo ao menor impulso do espírito interno, tão superior às nossas presentes limitações que escapa à nossa mais elevada concepção.

Todavia, a eficiência dessa esplêndido veículo será transcendida no Período de Vulcano, quando a essência do Corpo de Desejos aperfeiçoada e a dos veículos vital e denso se agregarem ao corpo mental. Este se converterá na mais elevada expressão dos veículos humanos, contendo em si a quinta-essência do melhor que neles havia. Se o veículo do Período de Vênus está tão além da nossa compreensão atual, quanto mais estará o veículo posto ao serviço dos divinos seres do Período de Vulcano!

Durante a Involução, as Hierarquias Criadoras ajudaram o homem a despertar à atividade o tríplice espírito, o Ego, para construir o tríplice corpo e adquirir a ligação da mente. No sétimo dia, empregando a linguagem da Bíblia, Deus descansa. Agora, o homem deve trabalhar por sua própria salvação. O tríplice espírito deve completar a obra do plano iniciado pelos Deuses.

O Espírito-Humano, despertado durante a Involução no Período Lunar, será o mais proeminente dos três aspectos do espírito na evolução do Período de Júpiter, o período correspondente ao Lunar no arco ascendente da espiral. O Espírito de Vida, cuja atividade começou no Período Solar, manifestará principalmente sua atividade no correspondente Período de Vênus. As influências particulares do Espírito Divino serão as mais fortes no Período de Vulcano, porque foi vivificado no correspondente Período de Saturno.

Os três aspectos do espírito estão em atividade durante a evolução, mas a atividade principal de cada aspecto será desenvolvida nesses períodos particulares. A obra que ali executarão será seu trabalho especial.

Quando o tríplice espírito tenha desenvolvido o tríplice corpo e obtenha o domínio deles por meio do foco mental, começa a desenvolver a tríplice alma, trabalhando dentro. A maior ou menor alma que o homem tenha depende da quantidade de trabalho feito pelo espírito em seus corpos. Isto foi explicado no capítulo que descreve a experiência "post-mortem".

A parte do corpo de desejos trabalhada pelo Ego fica transmutada em Alma Emocional e, por fim, é assimilada pelo Espírito Humano, cujo veículo especial é o corpo de desejos.

A parte do corpo vital trabalhada pelo Espírito de Vida converte-se em Alma Intelectual que edifica o Espírito de Vida, porque este aspecto do tríplice espírito tem sua contraparte no corpo vital.

A parte do corpo denso que tenha sido trabalhada pelo Espírito Divino chama-se Alma Consciente e, por fim, submerge-se no Espírito Divino, porque o corpo denso é a sua emanação material.

A Alma Consciente cresce pela ação, pelos impactos externos e pela experiência.

A Alma Emocional cresce pelos sentimentos e emoções gerados pelas ações e pela experiência.

A Alma Intelectual é um mediador entre as outras duas e cresce pelo exercício da memória, que liga as experiências passadas às presentes e os sentimentos por elas engendrados. Origina a simpatia e a antipatia, que não têm existência independente da memória. Sentimentos que resultassem somente das experiências seriam evanescentes.

Durante a Involução o espírito progrediu através da formação e aperfeiçoamento dos corpos, mas a Evolução depende do crescimento da alma, isto é, da transformação dos corpos em alma. A alma é, por assim dizer, a quinta-essência, o poder ou força dos corpos. Quando um corpo foi completamente construído e alcançou a perfeição através dos diversos estados e períodos, na forma já descrita, a alma é extraída dele e absorvida pelo aspecto do espírito que gerou o corpo.

Assim:

A Alma Consciente será absorvida pelo Espírito Divino na sétima revolução do Período de Júpiter.

A Alma Intelectual será absorvida pelo Espírito de Vida na sexta revolução do Período de Vênus.

A Alma Emocional será absorvida pelo Espírito Humano na quinta revolução do Período de Vulcano.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Qui Jul 01, 2010 9:31 pm

A PALAVRA CRIADORA

A mente é o instrumento mais importante que o espírito possui, um instrumento especial na obra da criação. A laringe espiritualizada e perfeita falará a Palavra Criadora, mas a mente aperfeiçoada decidirá quanto à forma particular e volume de vibração. A Imaginação será a faculdade espiritualizada que dirigirá a criação.

Atualmente, existe forte tendência para considerar a faculdade da imaginação de modo superficial, quando, em realidade, é um dos fatores mais importantes da nossa civilização. Sem a Imaginação seríamos ainda selvagens.

Pela imaginação desenhamos as casas, modelamos as roupas e meios de transporte. Se os inventores desses melhoramentos não tivessem possuído mente nem imaginação capaz de formar imagens mentais, ditos melhoramentos nunca se teriam convertido em realidades concretas. No atual tempo de materialismo quase não se faz esforço algum para apreciar a imaginação, e ninguém sente mais os efeitos desta atitude do que os inventores.

Geralmente, são considerados "malucos", ele que têm sido os agentes fundamentais da subjugação do Mundo Físico e da transformação do meio social no que ele é hoje em dia. Qualquer aperfeiçoamento, tanto no físico como o espiritual, deve ser, primeiramente, imaginado como uma possibilidade de converter-se em coisa real.

Se o estudante examina o diagrama 1, compreenderá isto claramente. O desenho exprime a comparação entre as funções dos diferentes veículos humanos e as partes de um estereoscópio. A mente corresponde à lente, o foco.

Por meio dela as idéias produzidas pela imaginação do espírito projetam-se no mundo material. Primeiramente são pensamentos-forma, mas quando o desejo de realizar as possibilidades imaginadas, põe o homem em ação no Mundo Físico, convertem-se no que chamamos "realidades" concretas.

Atualmente, a mente não está enfocada de maneira a dar uma imagem certa e clara daquilo que o espírito imagina. Está mesmo desfocada, o que produz quadros confusos e imprecisos. Daí, a necessidade da experimentação, que demonstra os defeitos da primeira concepção e produz novas imaginações e idéias, até que a imagem produzida pelo espírito em substância mental seja reproduzida em substância física.

Atualmente só podemos formar imagens mentais que tenham relação com a Forma, porque a mente humana começou seu desenvolvimento neste Período Terrestre, e está no estado ou forma "mineral". Por esse motivo, nossos labores estão limitados às formas, aos minerais. Podemos imaginar maneiras ou meios de trabalhar com as formas minerais dos três reinos inferiores, mas nada ou muito pouco podemos fazer com os corpos viventes.

Somos capazes de enxertar um ramo numa árvore, ou uma parte viva de um animal ou homem em outras partes vivas, mas isto não é trabalhar com a vida; é com a forma. Modificaremos as condições da forma mas a vida que a habita permanece. Criar vida está além do poder do homem. Esta impossibilidade será mantida até que a mente se torne uma coisa viva.

No Período de Júpiter, a mente será até certo ponto vivificada. O homem poderá imaginar formas que viverão e crescerão como as plantas.

No Período de Vênus, quando a mente tenha adquirido "Sentimento", poderá criar coisas com vida, sensíveis e com capacidade de crescer.

Quando alcance a perfeição, ao final do Período de Vulcano, poderá imaginar a criação de seres que viverão, crescerão, sentirão e pensarão. A evolução da onda de vida que atualmente forma a humanidade começou no Período de Saturno. Os Senhores da Mente eram, então, humanos. Trabalharam sobre o homem que, nesse Período, era mineral. Agora, nada tem a fazer com os reinos inferiores, estão relacionados somente com o desenvolvimento humano.

A existência mineral dos animais atuais começou no Período Solar. Nesse tempo, os Arcanjos eram humanos. Agora, os Arcanjos são os dirigentes e guias da evolução animal. Não têm nada a fazer com os minerais nem com as plantas.

A existência dos atuais vegetais começou no Período Lunar. Os Anjos eram humanos, pelo que no presente, estão relacionados especialmente com a vida que ocupa o reino vegetal. Guiam-na para atingir o estado humano mas não têm jurisdição alguma sobre os minerais.

A humanidade atual terá a seu cargo a evolução da onda de vida que começou no Período Terrestre e que, agora, anima os minerais. Atualmente estamos trabalhando com eles por meio da imaginação, dando-lhes formas, fazendo com eles barcos, pontes, trilhos, máquinas, casas, etc.

No Período de Júpiter guiaremos a evolução do reino vegetal. O que atualmente é mineral terá então uma existência análoga à das plantas. Deveremos trabalhar neles assim como, no presente, os Anjos estão fazendo com as plantas. Nossa faculdade imaginativa estará tão desenvolvida que, por seu intermédio, teremos a capacidade não só de criar formas como também de insuflar-lhes vitalidade.

A atual onda de vida mineral alcançará, no Período de Vênus, um novo grau. Dirigiremos os animais desse Período, como fazem atualmente os Arcanjos com os presentes animais, dando-lhes vitalidade e formas sensíveis; por último, no Período de Vulcano, será nosso privilégio dar-lhes uma mente germinal, como os Senhores da Mente fizeram conosco. Os minerais de hoje serão a humanidade do Período de Vulcano, e o homem terá passado através de estados análogos aos percorridos pelos Anjos e Arcanjos. Será alcançado um ponto evolutivo um pouco superior ao dos atuais Senhores da Mente. Recorde-se, que em nenhuma parte se repete uma condição igual. Na espiral evolutiva há sempre aperfeiçoamento progressivo.

O Espírito Divino absorverá o Espírito Humano ao finalizar o Período de Júpiter e o Espírito de Vida, ao finalizar o Período de Vênus. A mente aperfeiçoada, encerrando tudo quanto foi adquirido nos sete Períodos, será absorvida pelo Espírito Divino ao finalizar o Período de Vulcano. (Não há contradição alguma nesta afirmação, com referência à afirmação feita em outro lugar, de que a Alma Emocional será absorvida pelo Espírito Humano na quinta revolução do Período de Vulcano, porque este último estará então dentro do Espírito Divino).

Seguir-se-á um largo intervalo de atividade subjetiva durante o qual os espíritos virginais absorverão todos os frutos do Período septenário de Manifestação. Passado esse intervalo, submergir-se-ão em Deus, de Quem vieram, para, ao alvorecer de outro Grande Dia, reemergirem como seus Gloriosos Colaboradores. Durante a passada evolução as possibilidades latentes foram transmutadas em poderes dinâmicos. Tendo adquirido Poder de Alma e Mente Criadora, frutos de sua peregrinação através da matéria, terão avançado da impotência à Onipotência, da ignorância à Onisciência.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Dom Jul 04, 2010 4:27 pm

Capítulo XVII

MÉTODO PARA ADQUIRIR O CONHECIMENTO DIRETO

Os Primeiros Passos

Chegou o momento de indicarmos os meios de cada indivíduo poder investigar, por si, todos os fatos estudados anteriormente. Como se disse ao princípio, a ninguém são concedidos "dons" especiais. Todos podem adquirir as verdades relacionadas com a peregrinação da alma, a evolução passada e o destino futuro do mundo, sem depender da veracidade de outrem. Há um método de adquirir essa faculdade inestimável, capacitando o investigador para perscrutar esses domínios suprafísicos. Se tal método for seguido persistentemente, pode desenvolver os poderes de um Deus.

Uma simples ilustração indicará os primeiros passos do conhecimento. O melhor mecânico nada poderia fazer sem as ferramentas de seu ofício. Além disso, todo bom trabalhador caracteriza-se por ser muito cuidadoso com as ferramentas que usa, pois sabe que o trabalho depende tanto do conhecimento do ofício como das ferramentas que emprega.

O Ego tem vários instrumentos: um corpo denso, um corpo vital, um corpo de desejos e uma mente. Estes são as suas ferramentas. De sua qualidade e estado depende o trabalho que possa realizar na aquisição da experiência. Se os instrumentos forem débeis e sem flexibilidade, haverá muito pouco crescimento espiritual e a vida será quase perdida pelo menos no que diz respeito ao espírito.

Geralmente, considera-se o "êxito" de uma vida pela conta-corrente do banco, pela posição social adquirida ou pela felicidade resultante de um bom ambiente ou de uma vida sem cuidados.

Quando se encara a vida dessa maneira, ficam esquecidas as coisas principais, as de existência permanente. A pessoa está cega pelo fugaz e ilusório. A conta do banco parece-lhe um êxito real, esquecendo que para o Ego, ao abandonar o corpo, nada vale o ouro ou qualquer tesouro terrestre, podendo ainda acontecer que tenha de responder pelos meios que empregou para acumular seu tesouro, sofrendo terrivelmente ao ver os demais gastá-lo. Esquece também que toda posição social perde-se desde o momento que é cortado o cordão prateado, podendo ser que os adulados sejam depois escarnecidos.

Quem tenha fé na vida pode sentir-se estremecer ante o pensamento de dedicar uma única hora em refletir sobre a morte. Todavia, o que só pertença a esta vida é vaidade. De valor real é tão-só o que podemos levar para além do umbral da morte, como tesouro do espírito.

Poderão parecer preciosas as plantas e suas flores protegidas pela caixa de vidro de uma estufa. Contudo, se forem retiradas da estufa que as conserva em boa temperatura, gelar-se-ão e morrerão, enquanto as plantas que crescem sob a chuva e o sol, sob a calma e a tormenta, sobreviverão mesmo no inverno e florescerão cada ano.

Do ponto de vista da alma, a felicidade e o ambiente confortáveis são, de modo geral, circunstâncias desfavoráveis. O mimado cãozinho de luxo está sujeito a enfermidades que o cão sem casa sen dono não conhece. A vida do segundo é muito dura, porém obtém experiências que o mantém alerta e cheio de recursos. Sua vida é rica em experiências e recolhe uma grande colheita, enquanto que o cão mimado perde seu tempo numa espantosa monotonia.

Com o ser humano acontece algo semelhante. Será muito duro lutar com a pobreza e com a fome, porém, do ponto de vista da alma, é infinitamente preferível a uma vida de grande luxo. Quando a fortuna é um meio para pensar filantropicamente, para ajudar os demais homens a aperfeiçoar-se, pode constituir uma grande bênção para o seu possuidor. Mas quando é utilizada com propósitos egoístas e opressivos não pode ser considerada senão como terrível desgraça.

O Ego está aqui para adquirir experiência por intermédio de seus instrumentos. Essas ferramentas, que recebe em cada nascimento são boas, más ou de pouco proveito, de acordo com o que, para a sua construção, aprendeu nas experiências passadas. Se desejamos fazer algo vantajoso, temos de trabalhar com elas tais como são.

Quando despertamos da letargia corrente e desejamos progredir, surge, naturalmente, a pergunta: Que devo fazer?

Sem boas ferramentas o mecânico não pode executar nenhum trabalho perfeito. Semelhantemente, os instrumentos do Ego devem ser purificados e afinados. Uma vez isto feito, podemos começar a trabalhar para realizar nosso propósito. À medida que esses maravilhosos instrumentos são usados no trabalho, eles mesmos melhoram com o uso apropriado, e tornam-se mais e mais eficientes na obra em que nos ajudam. O objetivo desse trabalho é a união com o Eu superior.

Há três graus no trabalho da conquista da natureza inferior. Sucedem-se uns aos outros mas, em certo sentido, vão juntos. No estado atual, o primeiro recebe maior atenção, menos o segundo e menos ainda o terceiro. Quando o primeiro passo tenha sido dado completamente prestar-se-á maior atenção, obviamente aos outros dois.

Para a realização desses três graus, que podem ser vistos no mundo externo, onde os grandes Guias da humanidade os colocaram, há três ajudas.

A primeira ajuda é a Religião de Raça, com a qual a humanidade pôde dominar seu corpo de desejos, preparando-o para a união com o Espírito Santo.

A plena operação dessa ajuda pode ser vista no Dia de Pentecostes. O Espírito Santo é o Deus de Raça e todos os idiomas são expressões dele. Esta é a razão por que os apóstolos, quando estavam plenamente unidos e submergidos no Espírito Santo, falavam diferentes línguas e podiam convencer os seus ouvintes. Seus corpos de desejos tinham sido purificados de modo a produzir a desejada união. Isto é um vislumbre daquilo que o discípulo alcançará algum dia: poder falar todos os idiomas. Como exemplo histórico moderno podemos citar o Conde de Saint Germain (uma das últimas encarnações de Christian Rosenkreuz, o fundador da nossa sagrada Ordem) que falava todos os idiomas. Todos aqueles a quem dirige a palavra acreditavam que ele fosse de sua própria nacionalidade. Ele também realizou a união com o Espírito Santo.

Na Época Hiperbórea, antes do homem possuir o corpo de desejos, havia um único modo de comunicação. Quando os corpos de desejos se purificarem suficientemente, todos os homens poderão compreender-se uns aos outros. Então a diferenciação separatista das raças terá desaparecido.
A segunda ajuda, que a humanidade tem atualmente, é a Religião do Filho: a Religião Cristã, cuja finalidade é a união com Cristo, pela purificação e governo do corpo vital.

Paulo refere-se a esses estados quando diz: "até que o Cristo nasça dentro de vós" e exorta seus seguidores a desembaraçarem-se de todos os empecilhos, como os atletas numa corrida.

O princípio fundamental para construir o corpo vital é a repetição. As experiências repetidas agindo nele criam a memória. Desejando prestar-nos uma ajuda, indicaram-nos certos exercícios que atuam inconscientemente. A oração, como exemplo, é um meio de produzir pensamentos delicados e puros que agem sobre o corpo vital. Por isso os Guias recomendavam que "orassem sem cessar". Os críticos têm perguntado ironicamente e com frequência porque será necessário estar sempre a orar. Se Deus é Onisciente, dizem, deve conhecer todas as nossas necessidades e, se não é, as orações provavelmente, não chegarão até Ele. Aliás, se não for Onipotente também não poderá, sequer, responder às orações. Pensando de modo análogo, até muitos cristãos têm acreditado que será mau estar importunando a Deus continuamente com orações.

Tais idéias estão baseadas numa má compreensão. Deus, verdadeiramente é Onisciente, não necessita que ninguém lhe recorde nossas necessidades. Mas se, como devemos, Lhe dirigimos orações, somos nós mesmos que nos elevamos para Ele ao prepararmos e purificarmos os nossos corpos vitais. Se orarmos como devemos, aí está a grande questão. Geralmente, interessam-nos muito mais as coisas temporais do que elevarmo-nos espiritualmente. As igrejas celebram reuniões especiais para pedir chuva ou para pedir o triunfo do exército ou armada sobre o inimigo.

São orações ao Deus de Raça, o Deus que participa das batalhas do seu povo, que aumenta seus rebanhos, enche os seus depósitos, cuida, enfim, de suas necessidades materiais. Tais orações nem sempre purificam. Surgem do corpo de desejos, e podem resumir-se assim: "Senhor, agora estou guardando todos os teus mandamentos da melhor maneira que posso; espero que, em troca, tu farás a tua parte".

Cristo deu à humanidade uma oração que, tal como Ele mesmo, é a única e universal. Há nela sete orações distintas e separadas, uma para cada um dos sete princípios do homem: o tríplice corpo, o tríplice espírito e o elo de ligação, a mente. Cada oração está particularmente adaptada para promover no homem o progresso da parte a que é dirigida.

As orações relativas ao tríplice corpo têm o propósito de espiritualizar aqueles veículos e deles extrair a tríplice alma.

As orações relativas ao tríplice espírito preparam-no para receber a essência extraída: a tríplice alma.

A oração pela mente tem por fim conservá-la do modo melhor como laço de união entre a natureza superior e a inferior.

A terceira ajuda a ser dada à humanidade será a Religião do Pai. Vagamente podemos compreender o que será. Somente podemos dizer que seu Ideal será superior à Fraternidade e que, por seu intermédio, o corpo denso será espiritualizado.

As Religiões do Espírito Santo, ou seja, as Religiões de Raça, tiveram por objetivo a elevação da raça humana por meio do sentimento de união limitado a um grupo: família, tribo ou nação.

O propósito da Religião do Filho, o Cristo, é elevar ainda mais a humanidade, para formar uma Fraternidade Universal, composta de indivíduos separados.
O ideal da Religião do Pai será a eliminação de toda separatividade, submergindo-se todos no Uno, de modo a não haver mais nem "eu" nem "tu" e a serem todos unos em realidade. Isto não acontecerá enquanto habitamos a Terra física, mas sim num futuro estado em que compreenderemos a nossa unidade com tudo, tendo cada um acesso a todos os conhecimentos adquiridos por todos os indivíduos separados. Assim como, num diamante, uma só faceta tem acesso a toda luz que se filtra por todas as demais facetas, sendo una com elas, ainda que limitada por linhas que lhe dão certa individualidade, sem separatividade, assim também o espírito individual reterá a memória de suas experiência particulares, dando também aos demais os frutos de sua existência individual.
Por meio destes passos e estados a humanidade é guiada inconscientemente.
Nas idades passadas, o Espírito de Raça reinava exclusivamente. O homem era limitado por um governo patriarcal e paternal, e nele não tomava parte alguma. Agora, em todo o mundo, vemos inequívocos sinais da queda desses antigos governos. O sistema de castas, que constitui o poder da Inglaterra na Índia, está sendo posto abaixo. Ali, em vez de continuar separado em pequenos grupos, o povo está se unindo e pede ao opressor que se retire e que o deixe viver livremente sob um governo do povo, para o povo e pelo povo. A Rússia, transtornada por lutas internas, pretende derrubar o governo autocrático ditador. A Turquia despertou e já deu um grande passo para a liberdade. Aqui, em nosso país, onde supõem que gozamos plena liberdade, estamos como os demais lutando por ela e não estamos ainda satisfeitos. Vamos aprendendo que há outras opressões, além das monarquias autocráticas. Vemos que ainda nos resta alcançar a liberdade industrial. Encontramo-nos esmagados sob os monopólios e o insano sistema de competição. Encaminhamo-nos para a cooperação que, atualmente, está sendo posta em prática pelos próprios monopólios, dentro dos próprios limites, para seu benefício exclusivo. Desejamos ardentemente uma sociedade na qual "todo homem se sentará debaixo da sua parreira e sob a sua figueira, e nada o amedrontará".
Portanto, todos os sistemas paternais de governo estão mudando no mundo inteiro. As nações, como tais, já tiveram a sua vida. Estão agora trabalhando pela Fraternidade Universal, de acordo com os desígnios dos Guias invisíveis. Certamente, estes não são os menos poderosos na precipitação dos acontecimentos, ainda que não se assentem oficialmente nos conselhos das nações.
Os meios descritos são meios lentos de purificação dos diferentes corpos da humanidade. O aspirante ao conhecimento superior, para alcançar esses fins, trabalha conscientemente e emprega métodos bem definidos, de acordo com sua constituição.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Qua Jul 07, 2010 11:38 pm

MÉTODOS OCIDENTAIS PARA OS OCIDENTAIS

Na Índia empregam-se diversos métodos, sob diferentes sistemas de Ioga. Ioga significa União, e, como no Ocidente, o objetivo do aspirante é a união com o Eu Superior. Porém, para serem eficazes os métodos de alcançar essa união, devem ser diferentes para um hindu e para um caucásico, tendo em vista que os veículos de um hindu estão diferentemente constituídos dos de um caucásico. Os hindu, durante muitos milhares de anos, viveram em ambiente e clima totalmente diferentes dos nossos e seguiram diferentes métodos de pensamento. Sua civilização, embora de ordem muito elevada, produz efeitos diferentes. Portanto, seria inútil adotarmos seus métodos, aliás produto dos mais elevados conhecimentos ocultos. São perfeitamente convenientes para eles mas, sob todos os aspectos, tão inadaptáveis aos ocidentais como um prato de aveia é impróprio para um leão.

Por exemplo, em alguns sistemas pede-se ao iogue para sentar-se em determinadas posições a fim de certas correntes cósmicas poderem fluir de certo modo através do seu corpo, o que produzirá definidos resultados. Eis uma instrução completamente inútil para um caucásico, cuja maneira de viver tona-o inteiramente insensível a essas correntes. Para obter algum resultado prático deve trabalhar em harmonia com a constituição dos próprios veículos. Por esta razão os "Mistérios" foram estabelecidos em diversas partes da Europa na Idade Média. Os alquimistas eram profundos estudantes da ciência oculta superior. É crença popular que o objetivo dos seus estudos e experiências era transmutar os metais inferiores em ouro. Essa representação simbólica foi escolhida para encobrir seu verdadeiro trabalho, a transmutação da natureza inferior em espírito. Foi descrita desse modo para evitar as suspeitas dos zelosos sacerdotes, e para não caírem em mentira. É certa a afirmação de que os Rosacruzes formavam uma sociedade dedicada à descoberta e ao uso da fórmula para fazer a "Pedra Filosofal". Muitas pessoas tiveram em suas mãos, e ainda têm freqüentemente, essa maravilhosa pedra. É muito comum, mas não têm nenhum valor a não ser para o indivíduo que, por si mesmo, a prepara. A fórmula obtém-se do exercitamento oculto, não sendo os Rosacruzes, a tal respeito, diferentes dos ocultistas de qualquer outra escola. Todos estão dedicados à construção da cobiçada pedra. Cada um emprega seus próprios métodos. Não havendo dos indivíduos iguais, o trabalho eficaz, na esfera de ação de cada um, é sempre individual.

Há sete escolas de ocultismo, como são os "Raios" de Vida, os Espíritos Virginais. Cada escola, ou ordem, pertence a um desses sete Raios; assim também cada indivíduo da humanidade. Portanto, qualquer indivíduo que procure unir-se a um desses grupos ocultos cujos Irmãos não pertençam a seu Raio, não poderá alcançar qualquer benefício. Os membros desses grupos são irmãos em mais íntimo sentido que a restante humanidade.

Talvez se compreenda melhor a relação de cada um desses raios com os demais comparando-os com as cores do espectro. Por exemplo, juntando um raio vermelho a um verde, produz-se uma desarmonia. O mesmo princípio se aplica aos espíritos. Se bem que todos sejam unos, cada um deve cooperar com os do grupo a que pertence durante a manifestação. Assim como todas as cores estão contidas na luz branca, sendo a capacidade refratora da atmosfera que aparentemente a divide em sete cores, assim também as ilusórias condições da existência concreta fazem que os Espíritos Virginais, unos em essência, se dividam em grupos, aparentemente muito diferentes enquanto permanecerem divididos.

A Ordem Rosacruz foi fundada, especialmente, para aqueles cujo elevado grau de desenvolvimento intelectual lhes obriga a esquecer o coração. O intelecto pede imperiosamente uma explicação lógica de todas as coisas, do mistério do mundo, do problema da vida e da morte. O preceito sacerdotal "não procureis conhecer os mistérios de Deus" não explicou as razões e o "modus operandi" da existência.

É de suprema importância para todo homem ou mulher que tem a fortuna, ou o que seja, de possuir uma mente esquadrinhadora, receber todas as informações que deseje, a fim de que o coração possa falar quando a cabeça esteja satisfeita. O conhecimento intelectual é um meio para chegar ao fim, não é a própria finalidade. Portanto, o propósito dos Rosacruzes é primeiramente satisfazer o aspirante, provar-lhe que, no universo, tudo é razoável, para que triunfe sobre o rebelde intelecto. Quando deixar de criticar e se dispuser a aceitar provisoriamente, como verdade provável, afirmações que, de imediato, não pode constatar, então, e somente então, desenvolverá as faculdades superiores, pelo exercitamento esotérico. Deixando de ser um simples homem de fé, passará ao conhecimento direto. Apesar disso, conforme progride no conhecimento direto e se habilita a investigar por si próprio, o discípulo verá que há sempre outras verdades além do seu alcance. Sabe serem verdades mas seu insuficiente avanço não lhe permite investigar.

Seria bom que o discípulo sempre recordasse que a lógica é o guia mais seguro em todos os mundos. Portanto, o que não seja lógico não pode existir no Universo. Também não deve esquecer as limitações das próprias faculdades, nem que, às vezes, seriam necessários poderes raciocinadores mais poderosos do que os seus para poder resolver alguns problemas.

Com efeito há problemas que só podem ter ampla explicação quando examinados à luz de raciocínios muito além do presente estado de desenvolvimento da capacidade do discípulo. Outro ponto que deve ter sempre presente: é inteiramente necessária a confiança mais absoluta no mestre.

O que acaba de ser exposto recomenda-se muito especialmente a todas as pessoas que tenham em mira dar seus primeiros passos no ocultismo superior. Quem pretende seguir as regras apresentadas, deve depositar toda a confiança nos meios de realização indicados. Não se alcançaria o menor resultado em segui-los parcialmente. A dúvida mataria a mais formosa flor que o espírito pudesse produzir.

O treinamento dos diferentes veículos do homem faz-se sincronicamente. Não pode um corpo ser influenciado sem que os outros sejam afetados, porém, o trabalho principal ou definido pode fazer-se em qualquer deles.

O corpo denso é predominantemente afetado quando se presta estrita atenção à higiene e à dieta. Ao mesmo tempo, produz-se um efeito no corpo vital e no de desejos. Os mais puros e melhores alimentos têm suas partículas envolvidas por éter planetário e matéria de desejos mais puras. Se forem empregados na construção do corpo denso, purificam e melhoram todos aqueles corpos. Quando o cuidado é dirigido unicamente à higiene e ao alimento, os corpos vital e de desejos poderão permanecer tão impuros como antes. Contudo, tal cuidado facilita um pouco o contato com o bem, mais do que o uso dos alimentos grosseiros.

Por outro lado, se a despeito das descomodidades, cultivamos um temperamento equânime e gostos literários e artísticos, o corpo vital produzirá aversão aos assuntos materiais e promoverá sentimentos e emoções nobres no corpo de desejos.

O cultivo das emoções também reage sobre os outros veículos, melhorando-os.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Seg Jul 12, 2010 9:31 pm

A CIÊNCIA DA NUTRIÇÃO

Se, começando pelo veículo denso, examinarmos os meios físicos para melhorá-lo e convertê-lo no melhor instrumento possível do espírito e, depois, estudarmos os meios espirituais conducentes ao mesmo fim, os demais veículos ficarão incluídos nesse estudo. Este é o método que seguiremos.

O primeiro estado visível do embrião humano é uma pouca substância gelatinosa, parecida com a albumina ou clara de ovo. Nesse glóbulo gelatinoso aparecem partículas de matéria mais sólida. Estas partículas, gradualmente, aumentam em quantidade, tamanho e densidade, pondo-se em contato umas com as outras. Os diferentes pontos de contato convertem-se no decorrer do desenvolvimento em articulações ou juntas até formar-se gradualmente uma estrutura sólida: o esqueleto.

Durante a formação dessa estrutura, a matéria gelatinosa que o rodeia acumula-se e muda muito a forma, desenvolvendo por último, um organismo conhecido pelo nome de feto. Este cresce cada vez mais, torna-se firme e organizado, até que chega o nascimento.

Começa a infância; mas o processo de solidificação surgido no primeiro grau visível de existência, continua. O ser passa através dos diferentes estágios da vida: infância, adolescência, juventude, virilidade e velhice, até chegar a mudança denominada morte. Pois bem, esses sucessivos estados são caracterizados por um crescente grau de dureza e solidificação.

Ossos, tendões, cartilagens, ligamentos, tecidos, membranas, pele e, até o estômago, os pulmões e outros órgãos internos sofrem uma gradual densidade e firmeza. As juntas, tornando-se rígidas e secas, começam a ranger com o movimento. O fluído sinovial que as lubrifica e abranda diminui, transforma-se em viscoso e gelatinoso e não pode mais servir bem aos seus fins.

O coração, o cérebro, todo o sistema muscular, a medula espinhal, nervos, olhos, etc., participam do mesmo processo de solidificação, tornando-se cada vez mais duros. Milhões e milhões dos diminutos vasos capilares, que se ramificam como os ramos de uma árvore através do corpo inteiro, cerram-se gradualmente e transformam-se em fibras sólidas, por onde o sangue já não pode passar.

Os vasos sanguíneos maiores, artérias e veias, também endurecem, perdem a elasticidade, estreitam-se, incapazes de levar a quantidade necessária de sangue. Os fluídos do corpo tornam-se viscosos e impuros, carregados de matéria terrosa. A pele fica amarelada, seca e áspera. O cabelo cai por falta de gordura. Os dentes cariam-se e desprendem-se por falta de gelatina. Os nervos motores começam a secar, os sentidos debilitam-se e os movimentos tornam-se pesados e lentos. A circulação do sangue retarda-se, paralisa-se e se coagula nos vasos. Os corpos depois de serem elásticos, cheios de saúde, flexíveis, ativos, sensitivos, ficam tardos, rígidos, insensíveis, e, finalmente, morre-se de velhice.

Surge, logicamente, a pergunta: "o que ocasionou essa solidificação lenta do copo que produz a rigidez, a decrepitude e a morte? "

Do ponto de vista físico, a opinião dos químicos é unânime: é principalmente um crescente depósito de fosfato de cálcio (substância dos ossos), de carbonato de cálcio (giz comum), de sulfato de cálcio (gesso), ocasionalmente, de um pouco de magnésio e de uma quantidade insignificante de outras matérias terrosas.

A única diferença entre o corpo infantil e o decrépito é a maior densidade, dureza e rigidez do último, causadas pela quantidade de matérias terrosas, calcarias, depositadas no seu organismo. Os ossos da criança são compostos de três partes de gelatina para uma parte de matéria terrosa. No velho a proporção é inversa.

Qual é a fonte desse acúmulo de matérias que produz a morte? Como o corpo é nutrido pelo sangue, qualquer substância nele existente deve ter estado primeiramente no sangue. A análise mostra que o sangue tem substâncias terrosas da mesma classe dos agentes da solidificação. Devemos notar que o sangue arterial contém mais substâncias terrosas do que o sangue venoso.

Isto é sumamente importante, porque demonstra que em cada ciclo o sangue deposita substâncias terrosas. Por conseqüência, o sangue é o veículo das substâncias que destroem o sistema. A quantidade de matérias terrosas nele contida renova-se, pois, do contrário o trabalho de solidificação não continuaria. Como se renova essa mortífera carga? Só pode haver uma resposta: pelo alimento e pela bebida. Não pode tomá-la de outra fonte.

O alimento e a bebida são, portanto, a fonte primária das matérias terrosas, calcarias, logo depositadas pelo sangue em todo o sistema, e que produzirão primeiramente a decrepitude e depois a morte. Dependendo a sustentação da vida de muitas classes de alimentos e bebidas, é conveniente conhecer as espécies de alimentos que contém menor quantidade de substâncias destrutivas. Se usarmos tais alimentos prolongaremos a vida. Aliás, do ponto de vista oculto, é desejável viver o maior tempo possível em cada corpo denso, especialmente depois de havermos iniciado o "Caminho". São precisos bastantes anos para educar cada corpo que habitamos, até o espírito obter algum domínio sobre ele. É bem claro que vivendo o maior tempo possível num corpo já dirigido pelo espírito, tanto melhor será para o nosso progresso. Torna-se por conseqüência, da maior importância que o discípulo tome alimentos e bebidas com a menor quantidade de substâncias destrutivas, devendo, ao mesmo tempo, manter sempre ativos os órgãos de excreção.

A pele e o sistema urinário salvam o homem de uma morte prematura. Sem eles, que eliminam a maior parte das substâncias terrosas que absorvemos nos alimentos, não viveríamos nem dez anos.

A água ordinária, não destilada, contém tanto carbonato e outros compostos de cálcio que a quantidade por uma pessoa absorvida, correntemente, em forma de chá, café, sopa, etc., seria suficiente, em quarenta anos, para formar um bloco calcário ou de mármore do tamanho de um homem. Em circunstâncias ordinárias, a substância calcaria é muito evidente na urina dos adultos. A essa eliminação deve-se o poder viver tanto como vivemos. É significativo encontrar fosfato de cálcio na urina dos adultos e não na urina das crianças. Nestas, a retenção deve-se à necessidade da rápida formação dos ossos. O mesmo acontece durante o período de gestação. Há muito pouca substância calcaria na urina da mulher porque é empregada na construção do feto.

A água não destilada, usada como bebida, é o pior inimigo do homem. Quando se usa externamente é o seu melhor amigo, porque mantém os poros da pele abertos e estimula a circulação do sangue. Além disso, evita estancamentos que, originando depósitos das substâncias calcarias (fosfatos, etc.) muitas vezes causam a morte.

Harvey, o descobridor da circulação do sangue, disse que a circulação livre do sangue se traduz em saúde e que a enfermidade é o resultado de obstrução da mesma circulação.

O banho geral é de grande valor como meio de conservar a saúde do corpo. Deve ser usado freqüentemente pelo aspirante à vida superior. A transpiração, sensível ou insensível, expulsa muito mais substâncias terrosas do que qualquer outra função.

Um fogo a que se lance combustível e se mantenha livre de cinzas, continuará queimando. Os rins são muito importantes: expulsam as cinzas mas, apesar da grande quantidade de matérias calcarias que saem na urina, muitas pessoas retém o bastante para formar cálculos ou pedras nas vias urinárias, causa de dores indescritíveis e até da morte.

Não se deve crer que a água contenha menor quantidade de calcário por ter sido fervida. A crosta que se deposita no fundo da chaleira é deixada pela água evaporada, que sai como vapor.

A água destilada é importantíssima para manter o corpo jovem. Nesta água destilada, que se obtém pela condensação do vapor, não há absolutamente substância terrosa de nenhuma espécie, nem também, na água da chuva, da neve ou do granizo (salvo a que possa apanhar no contato com o solo, telhado, etc.). O café, o chá ou a sopa, não estão livres de substâncias terrosas quando feitos com água ordinária, por mais que seja fervida. Pelo contrário, quanto mais se ferva, tanto mais carregada fica. Quem sofre de enfermidades urinárias só deveria beber água destilada.

Em termos gerais, dentre os alimentos sólidos, os vegetais frescos e as frutas maduras contém a maior proporção de substâncias nutritivas e a menor quantidade de substâncias terrosas.

Como estamos escrevendo estas linhas para o aspirante à vida superior e não para o público em geral, podemos dizer também que os alimentos animais, se for possível, devem ser abolidos completamente.

Nenhum indivíduo que mate pode chegar muito acima no caminho da santidade. Notemos, todavia que, comendo a carne, agimos pior do que se realmente matássemos. Com efeito, para evitar cometer pessoalmente essas matanças, obrigamos um semelhante, forçado por necessidades econômicas, a dedicar sua vida inteira ao assassínio. Isso o brutaliza em tal extensão que a lei não lhe permite atuar como jurado nos julgamentos por crimes capitais, porque o seu trabalho o tem familiarizado demasiadamente com a matança.

Os iluminados sabem que os animais são nossos irmãos mais jovens e que serão humanos no Período de Júpiter. Nesse tempo, ajuda-los-emos, tal como os Anjos, que eram homens no Período Lunar, estão a ajudar-nos agora. Matar, para um aspirante aos ideais elevados, seja pessoalmente ou por delegação, é coisa completamente fora de toda cogitação.
Contudo, podem ser usados vários produtos animais muito importantes, como o leite, o queijo e a manteiga. Tais produtos são o resultado de processo de vida. Transformá-los em alimento não causa nenhum sofrimento. O leite, fator importantíssimo para o estudante ocultista, não contém substâncias terrosas e, por conseguinte, exerce influência como nenhum outro alimento.

Durante o Período Lunar, o homem foi alimentado com o leite da Natureza, alimento universal. O emprego do leite tem certa tendência a pôr-nos em contato com as forças cósmicas, que capacitarão para curar os outros.

Crê-se, geralmente, que o açúcar e outras substâncias sacarinas são prejudiciais à saúde, especialmente para os dentes, onde produzem dores e cárie. Isto é certo mas sob certas circunstâncias. Podem ser prejudicial em certas enfermidades como a biliose ou a dispepsia, ou se é mantido muito tempo na boca, como o açúcar cande. Se for empregado discretamente durante a saúde, aumentando-se gradualmente a dose na medida em que o estômago se vá acostumando, ver-se-á que é muito nutritivo. A saúde dos trabalhadores melhora enormemente durante a safra, apesar de ser a época em que maus trabalham. Isto atribui-se à alimentação com o suco doce da cana. O mesmo se pode dizer dos cavalos, vacas e outros animais dessas localidades, que gostam extraordinariamente do melado e resíduos da cana. Tornam-se gordos em pouco tempo e o pelo fica suave e brilhante. Os sucos sacarinos das cenouras tornam fino como seda o pelo dos cavalos alimentados durante algumas semanas como cenouras fervidas. O açúcar é um artigo nutritivo e benéfico à alimentação; não contém resíduos de nenhuma espécie.

As frutas são uma dieta ideal. As árvores produzem-nas para induzir o homem e os animais a comê-las, de maneira que as sementes se espalhem. As flores atraem as abelhas com análogos propósitos.

A fruta fresca contém água da classe mais pura e melhor, capaz de penetrar no sistema de uma maneira maravilhosa. O suco de uvas é particularmente um dissolvente admirável. Purifica e estimula o sangue e abre-lhe caminho nos capilares já secos e endurecidos, sempre que o processo de endurecimento não tenha ido demasiado longe. O tratamento pelo suco de uvas sem fermentar, torna fortes, vigorosas e cheias de vida as pessoas de olhos cansados, pálidas e de compleição pobre. A crescente permeabilidade permite ao espírito manifestar-se com mais liberdade e com renovada energia. A tábua seguinte, com exceção da última coluna, foi copiada das publicações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e dará ao aspirante alguma idéia da quantidade de alimento que deve comer, conforme os diferentes graus de atividade, assim como mostra os constituintes dos diversos alimentos indicados.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Qui Jul 15, 2010 10:31 pm

O corpo, considerando do ponto de vista puramente físico, assemelha-se ao que poderíamos chamar um forno químico, sendo o alimento o combustível. Quanto mais exercício faz tanto mais combustível necessita. Seria loucura alguém mudar seu método ordinário de alimentação, usado durante anos, para seguir outro método, sem observação prévia e cuidadosa do melhor que possa servir aos seus propósitos. A mera alimentação da carne da alimentação ordinária das pessoas carnívoras, com toda a certeza produziria desarranjos na saúde da maioria. A única maneira segura é, primeiramente, experimentar e estudar o assunto com discernimento. A alimentação é uma coisa tão individual que não é possível estabelecer regras fixas. Podemos dar uma tábua de valores alimentícios e descrever a influência geral de cada elemento químico, mas cada aspirante deve organizar seu próprio regime.

Não devemos permitir, tampouco, que a aparência de uma pessoa afete o nosso juízo a respeito da sua condição ou estado de saúde. São aceitas certas idéias gerais como determinantes do estado de saúde, mas não há razões de peso para esse juízo. As faces rosadas, num indivíduo, podem ser uma indicação de saúde e, noutro de enfermidade. Não há nenhuma regra particular que permita conhecer a saúde. Não consideremos somente as aparências. Só o sentimento de conforto e de bem-estar que goza o próprio indivíduo.

A tábua de valores que se fornece mostra os cinco componentes químicos dos alimentos e outras particularidades de interesse.

A água é o grande dissolvente.

O nitrogênio ou proteína é fator essencial na formação dos músculos, mas contém algumas substâncias terrosas.

Os hidratos de carbono ou açucares são os principais portadores de energia.

As gorduras produzem calor e conservam forças de reserva.

As cinzas são minerais, calcários, terrosos, que endurecem todo o sistema. Não devemos temer a influência desses elementos na formação dos ossos; pelo contrário, devemos ser sumamente cautelosos e absorver somente o mínimo possível.

A caloria é unidade de calor. A tábua mostra a quantidade contida em cada substância alimentar, no estado em que se encontra nos mercados. Há em uma libra de castanha do Pará, por exemplo, 49,6% de resíduo (cascas). Os 50,4% restantes contém 1.485 calorias. Isto significa que cerca da metade do que se compra é inútil, mas a parte restante contém o número de calorias indicado. Para conseguir a maior soma de energia dos alimentos, devemos prestar atenção ao número de calorias para obtermos a energia precisa para o trabalho cotidiano.

O número de calorias (por dia) necessário para sustentar o corpo sob diferentes condições, mostra-se na tábua seguinte:

Homem com trabalho muscular muito forte: 5.500 calorias
Homem com trabalho muscular moderadamente forte: 4.150 calorias
Homem com trabalho muscular moderadamente ativo: 3.500 calorias
Homem com trabalho moderadamente leve: 3.050 calorias
Homem com trabalho sedentário: 2.700 calorias
Homem que não faz exercício muscular: 2.450 calorias
Mulher com trabalho manual leve ou moderado: 2.450 calorias

Segundo a Tábua de Valores Nutricionais dos Alimentos, é evidente que o chocolate é o alimento mais nutritivo e o cacau em pó é o mais perigoso de todos os alimentos porque contém três vezes mais cinzas do que qualquer outro e dez vezes mais do que muitos deles. É um alimento poderoso, mas também um veneno poderoso porque endurece o sistema muito mais rapidamente do que qualquer outra substância.

Para elaborarmos um bom regime alimentar é necessário fazer algum estudo. Esse trabalho é amplamente compensado pela saúde e longevidade que, assegurando-nos o livre emprego do corpo, tornarão possível o estudo e a dedicação a coisas superiores. Depois de algum tempo, o aspirante ficará tão familiarizado com o assunto que não precisará mais dedicar-lhe muito atenção.

A tabela anterior mostra as proporções das substâncias químicas contidas em cada substância alimentar nomeada mas, é de recordar, nem todas são aproveitáveis pelo sistema. O corpo recusa-se a assimilar algumas.

Dos vegetais digerimos somente 83% das proteínas, 90 % das gorduras e 95% dos hidratos de carbono.

Das frutas assimilamos 85% das proteínas, 90% das gorduras e 90% dos hidratos de carbono.

O cérebro, órgão coordenador que domina os movimentos do corpo e expressa as idéias, é constituído pelas mesmas substâncias que as demais partes do corpo mas, além delas, tem o fósforo, peculiar somente ao cérebro.

Conclusão lógica a tirar: o fósforo é o alimento particular mediante o qual o Ego pode expressar pensamentos e influenciar o corpo denso. A quantidade desta substância é proporcional ao estado de consciência e ao grau de inteligência do indivíduo. Os idiotas têm muito pouco fósforo. Os profundos pensadores têm muito. No reino animal o grau de consciência e de inteligência está em proporção direta à quantidade de fósforo contida no cérebro.

Portanto, é de suma importância que o aspirante ansioso de empregar-se em trabalhos mentais e espirituais dê ao cérebro esta necessária substância. A maioria dos vegetais e das frutas contém certa quantidade de fósforo. A maior quantidade encontra-se sempre nas folhas, geralmente desprezadas. O fósforo encontra-se em quantidades consideráveis nas uvas, cebolas, sálvia, feijões, ananás, alhos, e nas folhas e talos de muitos vegetais. Também no suco da cana de açúcar, mas não no açúcar refinado.

A seguinte tabela mostra a proporção de ácido fosfórico em alguns produtos alimentares:

Em 100.000 partes de:

Cevada seca - 210 partes
Feijões, favas, ervilhas - 292 partes
Beterrabas - 167 partes
Folhas de beterraba - 690 partes
Trigo mourisco - 170 partes
Cenouras secas - 395 partes
Folhas de cenoura - 963 partes
Linhaça - 880 partes
Talos de linho - 118 partes
Chirívia (Pastinaga) - 111 partes
Folhas de chirívia - 1784 partes
Ervilhas frescas - 190 partes

Todas as considerações precedentes podem ser assim resumidas:

1) O corpo está sujeito, durante toda a vida, a um processo de solidificação.

2) Este processo traduz-se por depósito de substâncias terrosas trazidas pelo sangue, principalmente fosfatos e carbonatos de cálcio, com o que as diversas partes se endurecem, transformando-se em matéria endurecida.

3) Essa transformação arruina a flexibilidade dos vasos, músculos e outras partes do corpo sujeitas a movimento. Torna o sangue viscoso e, obstruindo completamente os diminutos capilares, restringe a circulação dos fluídos e o labor do sistema, terminando na morte.

4) Este processo de solidificação pode ser retardado. A vida prolonga-se desde que se evite todo o alimento que contenha muitas cinzas, beba-se água destilada e facilite-se a excreção através da pele por meio de banhos freqüentes.

O que se disse explica a razão de algumas religiões prescreverem abluções freqüentes, como exercícios religiosos, visto promoverem a saúde e purificarem o corpo denso. Os jejuns são também prescritos com análogas finalidades.

Proporcionam ao estômago um bem necessário e merecido descanso e permitem ao corpo eliminar as substâncias gastas. Se não são freqüentes ou demasiado prolongados, levantam a saúde. Como regra geral, é melhor dar ao corpo os alimentos apropriados, que são os melhores de todos os remédios.

O primeiro cuidado médico é comprovar se as excreções se efetuam devidamente. São o meio principal que a Natureza emprega para desembaraçar o corpo dos venenos contidos nos alimentos.

Em conclusão, o aspirante deve escolher os alimentos que melhor possa digerir porque, facilmente realizada essa função, maior a energia extraída do alimento e por mais tempo será o sistema nutrido antes de ser necessário comer de novo. Não se deve beber o leite como se bebe um copo de água. Ingerindo aos goles, como o chá ou o café, formará no estômago pequenos coágulos, facilmente assimiláveis. Criteriosamente tomado, é um dos melhores elementos da dieta. As frutas cítricas (limões, laranjas, etc.) são poderosos anti-sépticos. Os cereais especialmente o arroz, são antitóxicos de grande eficiência.

Explicando o que é necessário ao corpo denso, do ponto de vista material, puramente físico, consideraremos agora o assunto sob o ponto de vista oculto, relativamente ao efeito que o alimento produz sobre os dois corpos invisíveis que interpenetram o corpo denso.

Como dissemos anteriormente, o ponto de apoio especial do corpo de desejos são os músculos e o sistema nervoso cérebro-espinhal. A energia desprendida por alguém que se movimenta sob excitação ou ódio e um bom exemplo. Em tais ocasiões, todo o sistema muscular está em tensão e nenhum trabalho, por duro que seja, é tão extenuante como um "acesso de ira". Às vezes pode deixar o corpo extenuado durante semanas inteiras. Portanto, é imprescindível melhorar o corpo de desejos e controlar o temperamento, evitando ao corpo denso sofrimentos que resultam da ação desordenada do Corpo de Desejos.

Sob o ponto de vista oculto, toda consciência do mundo físico resulta da luta constante entre os corpo de desejos e vital.
A tendência do corpo vital é amolecer e construir. Sua expressão principal, encontra-se no sangue, nas glândulas e no sistema nervoso simpático. Iniciou o ingresso na praça forte do corpo de desejos (o sistema muscular e o nervoso voluntário), quando começou a converter o coração em músculo voluntário.

A tendência do corpo de desejos é endurecer e invadir os domínio do corpo vital, tomando posse do baço. Produz os corpúsculos brancos do sangue, que não são "policiais" do sistema, como crê atualmente a ciência, mas destruidores de todo o corpo. Ditos corpúsculos filtram-se pelas paredes das veias e artérias, onde quer que apareça a menor enfermidade. O torvelinho de forças do corpo de desejos permeabiliza as veias e artérias, especialmente em momento de cólera, abrindo caminho a esses corpúsculos brancos para os tecidos do corpo, onde formam as bases para a agrupação das matérias terrosas que matam o corpo.

Com a mesma classe de alimentos, a pessoa serena e jovial viverá muito mais, gozará de melhor saúde e será mais ativa do que a pessoa melancólica que perde o domínio próprio. A última produzirá e lançará por todo o organismo mais corpúsculos brancos destruidores do que a primeira. Se os homens de ciência analisassem os corpos dessas duas pessoas, notariam que existe uma quantidade muito menor de substâncias terrosas no corpo da pessoa jovial do que no corpo do irascível.

Essa destruição é constante porque não é possível evitar totalmente os destruidores, nem essa é, tampouco, a intenção. Se o corpo vital pudesse ininterruptamente construir, continuaria empregando todas as energias com esse propósito, mas não haveria consciência ou pensamento algum. A obstrução produzida pelo corpo de desejos e pelo endurecimento das partes internas é que desenvolve a consciência.

Em tempo muito recuado, anterior àquele em que criamos as primeiras concreções, tínhamos, como os atuais moluscos, corpos moles, flexíveis e sem ossos. Porém, a consciência era, como a deles, obscuríssima, vaga e tenuíssima. Para que pudéssemos avançar era necessário retermos as concreções.

O estado de consciência de qualquer espécie está em proporção direta ao desenvolvimento do esqueleto interno. O Ego, para sua expressão, deve possuir sólidos ossos, com medula semi-fluídica e vermelha, a fim de poder formar corpúsculos sanguíneos vermelhos.

Esse é o maior desenvolvimento do corpo denso. Isto não significa que os animais com esqueleto semelhante ao do homem, quanto à perfeição, possuam espírito interno. Não têm porque pertencem a uma corrente diferente de evolução.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Dom Jul 25, 2010 3:59 pm

A LEI DA ASSIMILAÇÃO

Segundo a lei da assimilação uma partícula forma parte do nosso corpo quando, como espíritos, a dominamos e sujeitamos a nós mesmos. Nesse caso, recordemos que as forças ativas são principalmente os nossos "mortos", que entraram no "céu". Ali aprendem a construir corpos para usá-los aqui, porém trabalham de acordo com certas leis que não está em seu poder modificar. Em toda partícula de alimento há vida. Antes de podermos encorporá-la pela assimilação, é necessário que a dominemos e a sujeitemos. Em caso contrário, não poderia haver harmonia no corpo, cada parte agiria independentemente, como acontece quando, pela morte, a vida coordenadora se retira do corpo. Esse é o processo de desintegração, precisamente o oposto da assimilação. Quanto mais individualizada está a partícula que se há de assimilar, tanto maior energia é necessária para digeri-la e tanto menos tempo permanecerá, procurando logo alguma saída para libertar-se.

Os seres humanos não estão organizados de maneira a viver de minerais sólidos. Ao ingerirmos uma substância puramente mineral, o sal, por exemplo, passa através do corpo deixando muito pouco atrás. Porém, o pouco que deixa é de natureza perigosa. Se os minerais pudessem ser empregados pelo homem como alimento seriam ideais por terem pouca estabilidade e ser necessária pouca energia para dominá-los e subjugá-los à vida do corpo. Comeríamos muito menos e menor número de vezes do que agora fazemos. Algum dia, os laboratórios fornecerão alimentos químicos de tal qualidade que se tornarão superiores a quaisquer outros, além da vantagem de estarem sempre frescos. O alimentos obtido de plantas superiores e, sobretudo dos animais, reino superior ao vegetal, é positivamente nauseabundo, por causa da rapidez da desintegração. Esse processo resulta dos esforços das partículas para livrarem-se do conjunto.

O reino vegetal, o próximo superior ao mineral, tem organização capaz de assimilar os compostos dos minerais da Terra. O homem e os animais podem decompor as plantas e assimilar e nutrir-se dos seus compostos químicos, tendo em vista que o reino vegetal, que tem consciência de sono sem sonhos, não oferece resistência alguma à assimilação. É necessária pouca energia para assimilar suas partículas, e como tem muito pouca individualidade própria, a vida que se anima não procura escapar-se de nosso corpo tão rapidamente como as dos alimentos derivados de formas mais desenvolvidas.

A força obtida de uma dieta de vegetais ou de frutos permanece mais do que a derivada de uma dieta de carne. Não é necessário ingerir com tanta freqüência quantidades de alimento vegetal. Proporcionalmente, este alimento fornece mais energia porque, para assimilá-lo, é necessário menor energia.

O alimento obtido de corpos animais compõe-se de particular trabalhadas e interpenetradas por um corpo de desejos individual, e individualizadas. Esta individualização é muito maior que a das partículas vegetais. No animal, cada célula constitui-se numa alma celular individual compenetrada pelas paixões, e desejos do animal. É necessária uma energia considerável, primeiramente para dominá-la e, depois, para poder ser assimilada. Mas nunca fica completamente incorporada ao corpo como os constituintes duma planta, que não tem tendências individuais tão fortes. Resultado: o carnívoro necessita de quantidade maior de alimento que o frutívoro e tem de comer mais freqüentemente. Ainda mais: a luta interna das partículas da carne provoca desgaste e destruição maior do corpo, o que torna o carnívoro menos ativo e menos paciente do que o vegetariano, como tem sido demonstrado em provas realizadas pelos partidários de um e do outro regime.

Portanto, se a carne obtida dos herbívoros é um alimento tão instável, é evidente que seríamos obrigados a consumir quantidades enormes de alimento caso ingeríssemos a carne dos animais carnívoros, que têm as células ainda mais individualizadas. Ocuparíamos a maior parte do nosso tempo comendo e, todavia, estaríamos sempre extenuados e famintos. É o que se pode ver no lobo e no abutre, cuja magreza e fome são proverbiais. Os canibais comem carne humana, mas só em largos intervalos e como guloseima. O homem não faz alimentação exclusivamente de carne. Por isso, sua carne não é completamente igual à de um animal carnívoro. Não obstante, a fome dos canibais é também proverbial.

Se a carne de herbívoro fosse a essência do melhor que há nas plantas, a carne dos carnívoros, logicamente, seria a quinta-essência. A carne dos lobos e dos abutres, muito mais desejável, seria o creme dos cremes. Como sabemos não é assim. Pelo contrário, quanto mais nos aproximarmos do reino vegetal tanto mais energia obteremos do nosso alimento. Se a carne dos animais carnívoros fosse aquele creme, seria muito procurada pelos outros animais de presa, mas exemplos tais como "cão comer cão" são raríssimos na Natureza.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Qui Jul 29, 2010 3:11 pm

VIVEI E DEIXAI VIVER

A primeira lei da ciência oculta é "não matarás". O aspirante à vida superior deve ter isto muito em conta. Não podendo criar sequer uma partícula de barro, não temos o direito de destruir nem a forma mais insignificante. Todas as formas são expressões da Vida Una, da Vida de Deus. Não temos o direito de destruir a Forma, pela qual a Vida está adquirindo experiência, e obrigá-la a construir um novo veículo.

Ella Wheeler Wilcox, com a verdadeira compaixão de todas as almas avançadas, defende esta máxima ocultista, nas seguintes e formosíssimas palavras:


Eu sou a voz dos que não falam,
Por mim falarão os que são mudos.
Minha voz ressoará nos ouvidos do mundo
Até o cansaço, até que escutem e saibam
Os erros que cometem com os débeis
Que não podem falar.
O mesmo poder formou o pardal,
O homem e o rei.
O Deus do Todo deu uma
Chispa anímica a todos
Os seres de pêlo e pluma.
Eu sou o guardião dos meus irmãos;
Lutarei sua batalha e farei
A defesa do animal e da ave,
Até que o mundo faça
As coisas como se deve.

Objeta-se algumas vezes que também arrebatamos a vida dos vegetais e frutas que comemos. Objeção baseada numa imperfeita compreensão dos fatos. Quando a fruta está madura, já realizou o seu propósito: agir como matriz da semente. Se não é aproveitada, apodrece e perde-se. Além disso, destinada a servir de alimento ao animal e ao homem, ao cair no solo fértil proporciona à semente oportunidade de germinar. O óvulo e o sêmen dos seres humanos são estéreis sem o átomo-semente do Ego reencarnante e sem a matriz do corpo vital. Assim também, qualquer ovo ou semente, isolados, são desprovidos de vida. Mas se lhe são proporcionadas as condições necessárias de incubação, a vida do espírito-grupo neles penetra aproveitando a oportunidade para garantir a produção de um corpo denso. Se esmagamos ou cozinhamos o ovo ou a semente, ou não lhe são proporcionadas as condições necessárias para a vida, a oportunidade se perde. Isto é tudo.

Já sabemos que, no estado atual da nossa jornada evolutiva, matar é um mal. O homem protege e ama aos animais conforme seus gostos e interesses egoístas, (desde que não interfiram em seus direitos). A lei protege até os gatos e cães contra a crueldade desenfreada. Salvo no esporte, a mais desenfreada e covarde de todas as nossas crueldades contra o reino animal, sempre se matam os animais para ganhar dinheiro. Porém os devotos do esporte matam as indefesas criaturas só com o objetivo de obter prestígio, falso prestígio, de sus proezas cinergéticas. É muito difícil compreender como certas pessoas que parecem sãs e carinhosas possam durante um momento, abandonar seus sentimentos humanitários e saciar uma selvagem sede de sangue, matando para satisfazer sua luxúria sanguinária e gozar da destruição. Certamente, isto é um retrocesso aos instintos mais inferiores e selvagens. Não pode nunca dignificar um homem e muito menos dar-lhe foros de "superior", ainda que tal prática seja defendida pelas nações mais poderosas e, em outros sentidos, humanas.

Não seria mais belo o homem assumir seu papel de amigo e protetor do fraco? A quem não agrada visitar o Central Park de Nova York, acariciar e dar de comer às centenas de esquilos que correm de um a outro lado, na certeza de que não serão molestados? Quem não se alegra ao ver o letreiro que diz: "Serão mortos os cães que forem apanhados caçando esquilos"? Isto é duro para os cães, sem dúvida, mas evidencia o crescente sentimento favorecedor e protetor do débil contra a força irracional e egoísta do forte. Nada diz o letreiro dos prejuízos que os homens pudessem causar aos esquilos, o que seria inadmissível. Tão grande é a confiança dos pequeninos e alegres animaizinhos na bondade do homem que este não a violaria.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Seg Ago 02, 2010 10:51 pm

A ORAÇÃO DO SENHOR

Voltamos a considerar as ajudas espirituais no progresso humano, podemos comparar a Oração do Senhor (Pai Nosso) como uma fórmula abstrata ao melhoramento e purificação de todos os veículos do homem. O cuidado a prestar ao corpo denso está expresso nas palavras: "o pão nosso de cada dia dai-nos hoje".

A oração que se refere às necessidades do corpo vital é: "perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores".

O corpo vital é a sede da memória. Nele estão arquivadas subconscientemente as lembranças de todos os acontecimentos passados, bons ou maus, isto é, tanto a injúria como os benefícios feitos ou recebidos. Lembremos que, ao morrer, as recordações da vida são tomadas desses arquivos imediatamente depois de abandonar-se o corpo denso e que todos os sofrimentos da existência "post mortem" são resultado dos acontecimentos aí registrados como imagens.

Se pela oração contínua obtemos o perdão ou esquecimento das injúrias que tenhamos praticado e procuramos prestar toda compensação possível, purificamos nossos corpos vitais. Esquecer e perdoar àqueles que agiram mal contra nós elimina todos os maus sentimentos e salva-nos dos sofrimentos "post mortem". Além disso, prepara o caminho para a Fraternidade Universal, que depende mui especialmente da vitória do corpo vital sobre o corpo de desejos. As idéias de vingança são impressas pelo corpo de desejos, em forma de memória, sobre o corpo vital. A vitória sobre isso é indicada por um temperamento equânime em meio dos incômodos e sofrimentos da vida. O aspirante deve cultivar o domínio próprio, porque tem ação benéfica sobre os dois corpos. A Oração do Senhor exerce o mesmo efeito porque ao fazer-nos ver que estamos injuriando os outros voltamo-nos para nós mesmos e resolvemo-nos a descobrir as causas. Uma dessas causas é a perda do domínio próprio, originada no corpo de desejos.

Ao desencarnar, a maioria dos homens deixa a vida física com o mesmo temperamento que trouxe ao nascer. O aspirante deve conquistar, sistematicamente, todos os arrebatamentos do corpo de desejos e assumir o próprio domínio. Isto efetua-se pela concentração sobre elevados ideais, que vigoriza o corpo vital. É um meio muito mais eficaz do que as orações da igreja. O ocultista cientista prefere empregar a concentração à oração porque a primeira realiza-se com o auxílio da mente, que é fria e insensível, enquanto a oração, geralmente, é ditada pela emoção. Feita com devoção pura e impessoal, dirigida a elevados ideais, a oração é muito superior à fria concentração. Aliás, nunca poderá ser fria, porque voa para Divindade sobre as asas do Amor, a exaltação do místico.

A oração para o corpo de desejos é: "Não nos deixeis cair em tentação". O desejo, o grande tentador da humanidade, é o grande incentivo para a ação. É bom quando cumpre os propósitos do espírito, mas quando se inclina para algo degradante, para algo que rebaixa a Natureza, certamente devemos rogar para não cair em tentação.

O Amor, a Fortuna, o Poder, a Fama! Eis os quatro grandes motivos de toda ação humana. O desejo de alguma ou várias destas coisas é o motivo por que o homem faz ou deixa de fazer algo. Os grandes Guias da humanidade agiram sabiamente quando lhe deram tais incentivos para a ação, a fim de obter experiências e aprender. O aspirante deve continuar usando-os como motivos de ação, firmemente, mas deve transmutá-los em algo superior. Por meio de nobres aspirações, deve saber transcender o amor egoísta que busca a posse de outro corpo, e todos os desejos de fortuna, poder e fama fundados em egoísticas razões pessoais.

O amor a que se deve aspirar é unicamente o da alma, que abarca todos os seres, elevados e inferiores e que aumenta em proporção direta às necessidades daquele que recebe.

A Fortuna pela qual se deve lutar é somente a abundância de oportunidades para servir os semelhantes.
O Poder que se deve desejar é o que atua melhorando a humanidade.

A Fama a que se deve aspirar é a que possa aumentar nossa capacidade de transmitir a boa nova, a fim de os sofredores poderem encontrar o descanso para a dor do seu coração.

A oração para a mente é: "Livrai-nos do mal". Como vimos, a mente é a ligação entre as naturezas superior e inferior. Admite-se que os animais sigam os seus desejos sem nenhuma restrição. Nisso nada há de bom nem de mau porque lhes falta a mente, a faculdade de discernir. Os meios de proteção empregados para com os animais que roubam e matam são muito diferentes do empregado em relação aos seres humanos que fazem tais coisas. Mesmo quando um homem de mente anormal faz isso não se considera da mesma forma que ao animal. Agiu mal, mas porque não sabia o que fazia é isolado.

O homem conheceu o bem e o mal quando seus olhos mentais se abriram. Aquele que realiza a ligação da mente ao Eu superior permanentemente, é pessoa de elevado entendimento. Se, pelo contrário, a mente está ligada à natureza emocional inferior, a pessoa tem mentalidade inferior.

Por tais razões, a oração para a mente traduz a aspiração de nos libertarmos das experiência resultantes da aliança da mente com o corpo de desejos e de tudo quanto tal aliança origina.

No aspirante à vida superior, a união entre as naturezas superior e inferior é realizada pela Meditação sobre assuntos elevados, pela Contemplação que consolida essa união e, depois, pela Adoração que, transcendendo os estados anteriores, eleva o espírito ao Trono.

No "Pai Nosso" geralmente usado na igreja, a adoração está colocada em primeiro lugar, o que tem por fim alcançar a exaltação espiritual necessária para proferir uma petição que represente as necessidades dos veículos inferiores.
Cada aspecto do tríplice espírito, começando pelo inferior, expressa adoração ao aspecto correspondente da Divindade. Quando os três aspectos do espírito estão colocados ante o Trono da Graça, cada um emite uma oração apropriada às necessidades da sua contraparte material. No fim os três unem-se para proferir a oração da mente.

O Espírito Humano se eleva à sua contraparte, o Espírito Santo (Jeová), dizendo: "Santificado seja o Vosso Nome". O Espírito de Vida reverencia-se ante sua contraparte, o Filho (Cristo), dizendo: "Venha a nós o Vosso Reino".

O Espírito Divino ajoelha-se ante sua contraparte, o Pai, e diz: "Seja feita a Vossa Vontade...".

Então, o mais elevado, o Espírito Divino, pede ao mais elevado aspecto da Divindade, o Pai, para a sua contraparte, o corpo denso: "O pão nosso de cada dia, dai-nos hoje".

O próximo aspecto, em elevação, o Espírito de Vida, roga ao Filho, pela sua contraparte em natureza inferior, o corpo vital: "Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores".

O aspecto inferior do espírito, o Espírito-Humano, dirige o seu pedido ao aspecto mais inferior da Divindade para o mais elevado do tríplice corpo, o de desejos: "Não nos deixeis cair em tentação".

Por último, os três aspectos do tríplice espírito juntam-se para a mais importante das orações, o pedido pela mente, dizendo em uníssono: "Livrai-nos do mal".

A introdução, "Pai nosso que estais no Céu" é somente um indicativo de direção. A adição: "Porque Vosso é o Reino, o Poder e a Glória para sempre, Amém" não foi dada por Cristo, mas é muito apropriada como adoração final do tríplice espírito por encerrar a diretriz correta para a Divindade.

O diagrama 16 ilustra a explicação antecedente de forma fácil e simples, mostrando a relação entre as diferentes orações, em suas respectivas cores e os veículos correspondentes.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Seg Ago 09, 2010 2:59 pm

O VOTO DE CASTIDADE

A perversão sexual, ou erotomania, comprova a afirmação dos ocultistas de que uma parte da força sexual constrói o cérebro: O erotómano converte-se em idiota, incapaz de pensar, porque exterioriza não somente a parte negativa ou positiva da força sexual (seja homem ou mulher), empregada normalmente pelos órgãos sexuais para a geração, mas exterioriza também parte da força que, dirigida ao cérebro, organiza-lo-ia e tornaria apto a pensar. Daí, as deficiências mentais que apresenta.

Se a pessoa se dedica a pensamentos espirituais, a tendência para empregar a força sexual na propagação é muito pequena. Qualquer parte dela que não use pode ser transformada em força espiritual. Por esta razão, em certo grau de desenvolvimento, o Iniciado faz o voto de celibato. Não é uma resolução fácil de tomar nem pode ser feita à ligeira por qualquer pessoa que deseje desenvolver-se espiritualmente. Muitos homens imaturos para a vida superior, encadearam-se quando se sujeitaram a uma vida ascética. Tais pessoas são tão perigosas para a comunidade como os erotómanos imbecis.

No estado atual da evolução humana, a função sexual é o meio pelo qual são formados os corpos usados pelo espírito para obter experiência. Geralmente, as pessoas mais prolíficas e que seguem os impulsos geradores sem reserva, são de categoria inferior. As entidades em via de renascimento dificilmente encontram ambientes que permitam desenvolver suas faculdades de forma a beneficiarem-se e a beneficiarem a humanidade. Muitas pessoas das classes ricas poderiam oferecer condições mais favoráveis, mas em geral têm poucos filhos ou nenhum. Não porque vivam uma vida sexualmente abstênica, mas por razões completamente egoístas, para maior comodidade e para poderem entregar-se à paixão sexual ilimitadamente, sem arcar com as dificuldades da família. Entre as classes médias, as famílias também são limitadas, mas nestas as razões são predominantemente econômicas. Procuram educar um ou dois filhos, dando-lhes vantagens que não poderiam proporcionar-lhes se tivessem quatro ou cinco.

Dessa maneira anormal, o homem exercita a prerrogativa divina de produzir a desordem na Natureza. Os Egos a ponto de renascer têm de aproveitar-se das oportunidades que se apresentam, às vezes sob condições desfavoráveis. Outros que não podem renascer nessas circunstâncias, esperam até apresentar-se ocasião mais favorável. Através dos nossos atos afetamo-nos uns aos outros e, deste modo, os pecados dos pais caem sobre os filhos, porque assim como o Espírito Santo é a energia criadora da Natureza, a energia sexual é seu reflexo no homem. O mau uso ou abuso desse poder é um pecado que não se pode perdoar; deve expiar-se, com prejuízo da eficiência dos veículos, a fim de aprendermos que a força criadora é santa.

Os aspirantes à vida superior, ansiosos por viver uma nobre vida espiritual, muitas vezes olham a função sexual com horror, por causa das misérias que o seu abuso tem trazido à humanidade. Nem querem ver o que consideram uma impureza, esquecendo-se de que homens como eles (que deram boas condições aos seus veículos por meio de alimentação apropriada e saudável, de elevados e bondosos pensamentos e de vida espiritual) são, precisamente, os que estão em melhores condições para gerar corpos densos apropriados às necessidades de desenvolvimento das entidades que os esperam para renascer. Todos os ocultistas sabem que, atualmente, muitos Egos elevados não podem renascer, em prejuízo da raça, por não encontrarem pais suficientemente puros para proporcionar-lhes os veículos físicos convenientes.

A função sexual tem seu lugar na economia do mundo. Quando empregada devidamente, fornece corpos, fortes e cheios de saúde que o homem necessita para o seu desenvolvimento. Não há maior bênção para o Ego. Quando, inversamente, dela se abusa, não há maior desgraça, converte-se num manancial de todos os males, a verdadeira herança da carne.
É uma grande verdade que "nenhum homem vive somente para si". As nossas palavras e ações afetam constantemente os outros. Se agirmos retamente, podemos ajudar ou prejudicar vidas mas se descuidamos nossos deveres podemos frustrá-las. Primeiramente, dos que estão em imediato contato conosco; depois, dos habitantes da Terra e, talvez ainda, outras além.

Ninguém tem o direito de procurar a vida superior sem ter cumprido antes seus deveres para com a família, o país e a raça humana. Deixar tudo de lado, egoisticamente, e viver unicamente para o próprio desenvolvimento espiritual é tão repreensível como desinteressar-se absolutamente pela vida espiritual. Antes, é ainda pior. Quem cumpre seus deveres na vida ordinária da melhor maneira que pode, dedicando-se ao bem-estar dos que de si dependem, está cultivando a faculdade fundamental, o dever. E, certamente, avançará tanto que despertará à chamada da vida superior. Apoiado no dever anteriormente cumprido, encontrará grande auxílio nesse trabalho. O homem que deliberadamente volta as costas aos deveres atuais para dedicar-se à vida espiritual, com certeza será coagido a voltar ao caminho do dever, do qual se afastou equivocadamente. Não poderá escapar sem que tenha aprendido a lição.

Certas tribos da Índia fazem muito boa divisão de sua vida: os primeiros 20 anos são dedicados à educação; dos 20 aos 40 dedicam-se à criação da família, o resto do tempo é aplicado no desenvolvimento espiritual, sem nenhum cuidado físico que incomode ou distraia a mente. Durante o primeiro período a criança é mantida por seus pais. No segundo, o homem, além de sustentar a família, cuida dos pais, enquanto eles estão dedicando sua atenção às coisas elevadas e, durante o resto da vida, é mantido por seus filhos.

É um método muito bom, completamente satisfatório para um povo que, totalmente, do berço ao túmulo, sente necessidades espirituais. Aliás, em tal extensão que equivocadamente descuidam o desenvolvimento material, salvo quando se vêem impelidos pelo látego da necessidade. Os filhos sustentam carinhosamente os pais, seguros de que, por sua vez, serão sustentados pelos seus filhos e poderão dedicar-se por completo à vida superior, depois de terem cumprido seus deveres para com o seu país e a humanidade. No mundo ocidental, onde as necessidades espirituais não são sentidas e o homem corrente se desenvolve só materialmente, tal norma de vida seria impossível de realizar-se.
A aspiração espiritual precisa ser amadurecida pelo tempo e só chega quando se obtém as condições particulares sob as quais devemos procurar satisfazê-la. É preciso suportar qualquer dever que pareça uma restrição. Se o cuidado da família impede alguém de consagrar-se inteiramente àquilo que deseja, não seria justificado que o aspirante descuidasse seus deveres, dedicando todo seu tempo e energia a propósitos espirituais.

Deve-se fazer esforços para satisfazer tais aspirações, mas de modo a não interferirem com os deveres da família.
Se o desejo de castidade nasce numa pessoa que mantém relações matrimoniais com outra, as obrigações de tais relação não podem ser esquecidas. Seria um grave erro viver castamente debaixo de tais circunstância, procurando fugir do apropriado cumprimento do dever. A respeito deste dever há uma linha de conduta para os aspirantes à vida superior, diferente da do homem comum.

Para a maioria da humanidade, o matrimônio é como que a aprovação de uma licença para a gratificação dos seus desejos sexuais. Talvez seja assim aos olhos das leis humanas mas à luz da verdadeira Lei não, porque nenhuma lei feita pelos homens pode reger este assunto. A ciência oculta afirma que a função sexual nunca deve ser exercida para gratificar os sentidos, mas somente para a propagação. Portanto, é justo que o aspirante à vida superior se negue ao ato com seu cônjuge, a menos que seu objetivo seja conseguir um filho. Mesmo assim, devem ambos gozar perfeita saúde física, moral e mental. Em caso contrário, a união produziria um corpo débil ou degenerado.

Sendo cada pessoa dona do próprio corpo, é responsável, ante a lei de Conseqüência, por qualquer mau uso resultante do abandono do corpo a outrem, por fraqueza da vontade.

Contemplando o assunto à luz do precedente, do ponto de vista da ciência oculta, as pessoas de corpo e mente saudáveis têm o dever, e ao mesmo tempo o privilégio (que deve ser exercitado com gratidão pela oportunidade) de criar veículos para as entidades, tanto quanto seja compatível com a saúde e com a capacidade de assistência. Com indicamos, os aspirantes à vida superior têm especialmente essa obrigação, porque a purificação produzida em seus corpos qualifica-os, mais do que a humanidade comum, para gerar veículos puros. Assim procedendo concedem veículos apropriados a entidades elevadas. Ao facilitarem a esses Egos oportunidades de renascerem e exercerem sua necessária influência, ajudam à humanidade.

Empregando a força sexual do modo indicado, a função terá lugar muito poucas vezes na vida e, praticamente, toda a força sexual poderá ser empregada para fins espirituais. Não é o uso mas o abuso que produz todas as perturbações e que interfere com a vida espiritual. Não há necessidade alguma de abandonar a vida superior quando não se possa ser casto, nem é necessário ser estritamente casto para passar pelas iniciações menores.

O voto de absoluta castidade relaciona-se unicamente com as Grandes Iniciações. Mesmo nestas, um só ato de fecundação pode ser necessário alguma vez, como um sacrifício, como aconteceu quando se preparou o corpo para Cristo.

Pode-se acrescentar, também, que é pior estar sofrendo o abrasador desejo e pensando constantemente e vividamente na gratificação dos sentidos do que viver a vida matrimonial com moderação. Cristo ensinou que os pensamentos impuros são maus e talvez piores do que os atos impuros, porque os pensamentos podem ser repetidos indefinidamente, enquanto os atos têm sempre algum limite.

O aspirante à vida superior só pode triunfar na medida da subjugação da natureza inferior. Contudo, deve guardar-se muito bem para não ir de um extremo ao outro.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Seg Ago 16, 2010 11:14 pm

O CORPO PITUITÁRIO E A GLÂNDULA PINEAL

No cérebro, aproximadamente na posição indicada pelo diagrama 17, há dois pequenos órgãos chamados corpo pituitário e glândula pineal. A ciência médica não sabe quase nada a seu respeito nem de outras glândulas do corpo.

A ciência chama à glândula pineal "terceiro olho atrofiado". Nenhum daqueles órgãos está se atrofiando. Isto é um manancial de perplexidades para os cientistas. A Natureza nada conserva inútil. Em todo o corpo encontramos órgãos em desenvolvimento ou em atrofia. Sendo estes assim como marcos milenares no caminho seguido pelo homem até o seu estado atual de desenvolvimento, indicando futuros aperfeiçoamentos e desenvolvimentos. Por exemplo, os músculos que os animais empregam para mover a orelha existem também no homem. Muito poucas pessoas podem movê-los, estão atrofiando. O coração pertence à classe dos que indicam desenvolvimento futuro. Como já indicamos, está a converter-se num músculo voluntário.

O corpo pituitário e a glândula pineal pertencem a outra classe de órgãos, que atualmente não degeneram nem se desenvolvem: estão adormecidos.

Num passado remoto, o homem estava em contato com os mundos "internos", e esses órgãos eram o meio de ingresso. Estavam relacionados com o sistema nervoso simpático ou involuntário. No Período Lunar, última parte da Época lemúrica e primeira da Atlante, o homem via os mundos internos. As imagens apresentavam-se-lhe completamente independentes da sua vontade. Os centros dos sentidos do corpo de desejos giravam em direção contrária à dos ponteiros de um relógio (seguindo negativamente o movimento da Terra, que gira em torno do eixo, nesse direção) como atualmente os dos médiuns. Na maioria dos homens esses centros são inativos, mas o desenvolvimento apropriado pô-los-á em movimento, na mesma direção em que giram os ponteiros de um relógio, com se explicou anteriormente. Essa é a parte difícil no desenvolvimento da clarividência positiva.

O desenvolvimento da mediunidade é muito mais fácil; é simples revivificação da função negativa que possuía o homem no antiquíssimo passado, pela qual o mundo externo refletia-se nele e cuja função era retida pela endogamia. Nos atuais médiuns essa faculdade é intermitente. Sem razão alguma aparente podem "ver" umas vezes e outras não.

Ocasionalmente, o intenso desejo do interessado permite ao médium pôr-se em contato com a fonte de informação que procura e nessas ocasiões vê corretamente. Mas, nem sempre se porta honestamente. Tendo de pagar despesas de aluguel e outras, quando lhe falta o poder (sobre o qual não tem o menor domínio consciente) recorre à fraude e diz qualquer absurdo que lhe ocorra para satisfazer o cliente e não perder o dinheiro, desacreditando aquilo que noutras ocasiões realmente viu.

O aspirante à verdadeira visão e discernimento espiritual deve, antes de tudo, dar provas de desinteresse. O clarividente idôneo não tem "dias livres" nem, de nenhum modo, é como um espelho negativo, dependente dos reflexos que de qualquer forma o possam atingir. Em qualquer momento, pode olhar e ver os pensamentos e planos dos demais, sempre que dirija sua atenção especialmente para isso.

É fácil de compreender o grande perigo que traria à sociedade o uso indiscriminado desse poder, se estivesse em mãos de qualquer indivíduo, visto que por meio dele, podem ser lidos os mais secretos pensamentos. O Iniciado, pelo voto mais solene, obriga-se a não empregar jamais esse poder para servir seus interesses individuais, sequer em grau mínimo, nem para salvar-se de qualquer dor ou tormento. Pode dar de comer a cinco mil pessoas, se o deseja, mas não pode converter uma pedra em pão para aplacar a própria fome. Pode curar os outros da paralisia ou da lepra, mas não pode usar a Lei do Universo para curar suas próprias feridas mortais. Está ligado a um voto de absoluto desinteresse e, por isso, é sempre certo que o Iniciado, ainda que possa salvar os outros, não pode salvar-se.

O clarividente educado, o que realmente tem algo a dar, não aceitará jamais nenhum donativo ou qualquer compensação para exercer sua faculdade. Mas, dará e dará desinteressadamente, tudo o que considere necessário ou compatível com o destino gerado ante a lei de Consequência pela pessoa a quem vá ajudar.

Usa-se a clarividência desenvolvida para investigar os fatos ocultos. É a única que serve realmente para esse objetivo. Portanto, o estudante deve sentir um desejo santo e desinteressado de ajudar a humanidade e não um desejo de satisfazer uma tola curiosidade. Enquanto esse desejo superior não exista, não se pode fazer progresso algum em direção à clarividência positiva.

Nas idades transcorridas desde a Época Lemúrica, a humanidade construiu gradualmente o sistema nervoso cérebro-espinhal, o qual está sob o controle da vontade. Na última parte da Época Atlante, o sistema já estava tão desenvolvido que foi possível ao Ego tomar posse plena do corpo denso. Isto, como já foi descrito, efetuou-se quando o ponto do corpo vital se pôs em correspondência com o ponto da raiz do nariz do corpo denso. O espírito interno despertou para o Mundo Físico, e a maior parte da humanidade perdeu a consciência dos mundos internos.

Desde esse tempo, a conexão entre a glândula pineal, o corpo pituitário e o sistema nervoso cérebro-espinhal foi se realizando lentamente e já quase está completa.

Para voltar a obter o contato com os mundos internos tudo se resume em despertar de novo o corpo pituitário e a glândula pineal. Quando isto se realizar o homem possuirá novamente a faculdade de perceber os mundos superiores, porém em mais alto grau do que antes, porque estará em conexão com o sistema nervoso voluntário e, portanto, sob o domínio da vontade. Essa faculdade de percepção abrir-lhe-á todas as fontes do conhecimento. Comparados com este meios de adquirir conhecimento, todos os demais métodos de investigação não são mais do que brinquedos de crianças.
O despertar desses órgãos efetua-se por meio da educação ou treinamento esotérico, que agora descreveremos, tanto quanto se possa fazer publicamente.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Qui Ago 19, 2010 10:33 pm

TREINAMENTO ESOTÉRICO

Na maioria dos homens, a maior parte da força sexual que, de modo legítimo, deve ser usada pelos órgãos da geração, emprega-se na gratificação dos sentidos. Nesses homens há muito pouca corrente ascendente.

Quando o aspirante à vida domina cada vez mais esses excessos e dedica sua atenção a pensamentos e esforços espirituais, o clarividente educado pode verificar que a força sexual não utilizada começa a subir. Ao subir, em volume cada vez maior, segue o caminho indicado pelas flechas no diagrama 17, atravessa o coração e a laringe, ou a medula espinhal e a laringe, ou a ambos ao mesmo tempo, passando diretamente entre o corpo pituitário e a glândula pineal para o ponto obscuro da raiz do nariz, onde o "Vigilante Silencioso", o mais elevado espírito, tem Seu templo.

Essas correntes não seguem um dos caminhos com exclusão do outro. Geralmente, seguem pelos dois, passando um volume maior de corrente sexual por um deles, de acordo com o temperamento do aspirante. Nos que procuram a iluminação seguindo linhas puramente intelectuais, a corrente sexual passa especialmente sobre a medula espinhal e a parte menor segue o caminho que passa pelo coração. No místico, que antes "sente" do que conhece, essas correntes seguem preferivelmente o caminho que passa pelo coração.

Seguindo essas vias, o intelectual e o místico desenvolvem-se anormalmente. Para completar-se plenamente, cada um terá que dedicar sua atenção ao desenvolvimento daquilo que antes descuidou. O objetivo dos rosacruzes é dar ensinamentos que satisfaçam a ambas as classes, se bem que os seus esforços principais se dirijam às mentes muito desenvolvidas, de maior necessidade.

Essas correntes, em si mesmas, ainda que assumissem as proporções de um Niágara, e fluíssem até o sinal do dia de juízo, seriam inúteis se fossem tão só um complemento. Elas são prévio requisito para o trabalho consciente nos mundos internos e, por isso, dever ser cultivadas em alguma extensão antes de começar o verdadeiro exercitamento esotérico. Durante certo tempo, é indispensável ao aspirante uma vida moral, dedicada a pensamentos espirituais, antes de ser possível começar o trabalho que proporcionará o conhecimento direto dos domínios suprafísicos e o habilitará a converter-se, no sentido mais elevado, num auxiliar da humanidade.

Quando o candidato tenha vivido deste modo o tempo suficiente para estabelecer a corrente de força espiritual, está apto e capacitado para receber instruções esotéricas. Dão-se-lhe, então, alguns exercícios para pôr em vibração a glândula pituitária. Essa vibração faz a glândula pituitária chocar e desviar ligeiramente a linha de força mais próxima. Esta choca-se com a próxima, e o processo continua até que a força da vibração se esgota. Isto efetua-se de maneira parecida ao tocar-se uma nota num piano: ela produzirá certo número de sons harmônicos, a intervalos apropriados, os quais, por sua vez, farão vibrar as cordas correspondentes do piano.

Quando a vibração crescente do corpo pituitário desvia suficientemente as linhas de força e estas alcançam a glândula pineal, realiza-se o objetivo procurado: estabelece-se uma ponte entre ambos os órgãos. É a ponte entre o Mundo dos Sentidos e o Mundo do Desejo. Construída essa ponte, o homem torna-se clarividente e pode dirigir seu olhar à vontade. Os objetos sólidos podem ser vistos por dentro e por fora porque o espaço e a densidade deixaram de ser para ele obstáculos para a observação.

Não é ainda um clarividente exercitado, ou educado, mas é clarividente à vontade, um clarividente voluntário. É uma faculdade muito diferente da do médium, geralmente um clarividente involuntário, isto é, que só pode ver o que se lhe apresenta e que, no melhor dos casos, pouco mais tem além da mera faculdade negativa. Construída essa ponte, a pessoa estará sempre certa de poder pôr-se em contato com os mundos internos, estabelecendo ou rompendo à vontade a conexão com eles. Gradualmente, o observador aprende a dirigir a vibração do corpo pituitário, de maneira a poder pôr-se em contato com qualquer das regiões dos mundos internos que deseje examinar. A faculdade está sob completo domínio da sua vontade. Não é necessário pôr-se em transe, ou fazer algo anormal para elevar sua consciência até o Mundo do Desejo. Basta-lhe somente querer ver, e vê.

Como já indicamos no começo desta obra, o neófito deve aprender a ver no Mundo do Desejo ou, melhor dito, deve aprender a interpretar ou compreender o que vê ali. No Mundo Físico os objeto são densos, sólidos e sua forma não muda instantaneamente. No Mundo do Desejo, as formas mudam da maneira mais fugaz e instável. Isto é manancial de confusões sem conta para o clarividente involuntário e negativo e até mesmo para o neófito que nele penetra sob a direção de um instrutor. Porém, os ensinamentos do instrutor cedo colocam o discípulo em condições de perceber a Vida que produz a mudança nas formas e, assim, o discípulo, conhecendo a razão da instabilidade não dá atenção a isso.

Há também outra distinção importantíssima a fazer. O poder de perceber os objetos de um mundo não é idêntico ao poder de agir dentro dele. O clarividente voluntário pode ter recebido algum treinamento e distinguir o verdadeiro do falso no Mundo do Desejo. No entanto, é uma condição parecida à de um prisioneiro atrás da janela gradeada que o separa do mundo externo: pode vê-lo, mas não pode funcionar nele.

Portanto, a educação ou exercitamento esotérico abre a visão interna do aspirante. A seu tempo, receberá exercícios que organizarão um veículo capaz de funcionar nos mundos internos de maneira perfeitamente consciente.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Seg Ago 23, 2010 8:01 pm

COMO OS VEÍCULOS INTERNOS SÃO CONSTRUÍDOS

Na vida comum a maioria das pessoas vive para comer, beber e satisfazer sua paixão sexual da maneira mais desenfreada, perdendo a cabeça à menor provocação. Ainda que na aparência tais pessoas possam ser muito "respeitáveis", quase todos os dias produzem a maior confusão em seu organismo.

O período do sono é totalmente utilizado pelos corpos vital e de desejos para repararem os estragos produzidos durante o dia, não sobrando nenhum tempo para trabalho externo de qualquer natureza. Porém, conforme o indivíduo comece a sentir necessidade da vida superior, de controlar a força sexual e o temperamento, e de cultivar uma disposição serena, produzem-se menos perturbações nos veículos durante as horas de vigília, tornando-se menor o tempo de sono necessário para reparar os desgastes. Assim, torna-se possível abandonar o corpo denso por longos períodos nas horas dedicadas a dormir, e funcionar nos mundos internos nos veículos superiores. Como o corpo de desejos e a mente não estão ainda organizados, são inúteis como veículos separados de consciência. Nem o corpo vital pode abandonar o corpo denso, pois isto produziria a morte. Portanto, é evidente que deve haver algum meio de prover-se um veículo organizado que seja fluídico, e construído de tal modo que satisfaça às necessidades do Ego nos mundos internos, assim como o corpo denso as satisfaz no Mundo Físico.

O corpo vital é um veículo organizado para isso, de modo que se encontrássemos um meio de poder separá-lo do corpo denso sem causar a morte, o problema estaria resolvido. Além disso, o corpo vital é a sede da memória, sem a qual seria impossível trazer de volta à nossa consciência física as lembranças das experiências suprafísicas e delas obter todo o benefício.

Recordemos que os Hierofantes dos antigos Templos dos Mistérios segregavam das castas e tribos alguns indivíduos, tais como os Brâmanes e os Levitas, com o objetivo de proporcionar corpos para os Egos suficientemente avançados, prontos para a Iniciação. Isto se efetuava de tal maneira que o corpo vital se separava em duas partes, conforme era o corpo de desejos de toda a humanidade no começo do Período Terrestre. Quando o Hierofante retirava os discípulos dos seus corpos, deixava uma parte do corpo vital, compreendendo o primeiro e o segundo éteres, para realizar as funções puramente animais (as únicas ativas durante o sono). O discípulo levava então consigo um veículo capaz de percepção, dada a sua conexão com os centros sensoriais do corpo denso, e também de recordar. Possuía tais capacidades porque se compunha dos terceiro e quarto éteres, os meios da percepção sensorial e da memória.

Essa é pois, de fato, a parte do Corpo Vital que o aspirante retém vida após vida, e que imortaliza como Alma Intelectual.
Desde que Cristo veio e "limpou os pecados do Mundo" (não os do indivíduo) purificando o corpo de desejos do nosso planeta, a conexão entre os corpos denso e vital de todos os homens foram afrouxados, e a tal ponto que, pelo exercício, são capazes de separar-se na forma acima descrita. Portanto, a Iniciação está aberta para todos.

A parte mais sutil do corpo de desejos, que constitui a Alma Emocional, é capaz de separação na maioria das pessoas, (em realidade ela já possuía essa capacidade antes da vinda de Cristo). Assim, por meio da concentração e do emprego de fórmula apropriada, as partes mais sutis dos veículos foram isoladas para serem empregadas durante o sono ou em qualquer outra hora, deixando as partes inferiores dos corpos vital e de desejos encarregadas dos processos de restauração do veículo denso, a parte simplesmente animal.

Essa parte do corpo vital que sai está altamente organizada, como vimos. É a exata contraparte do corpo denso. O corpo de desejos e a mente não estão organizados, são úteis unicamente porque estão ligados ao altamente organizado corpo denso. Quando separados deste são instrumentos muito pobres. Por isso, antes que possa separar-se do corpo denso, O homem precisa despertar os centros sensoriais do corpo de desejos.

Na vida corrente o Ego está dentro de seus corpos, dirigindo suas forças para o exterior. Toda a vontade e energia humanas estão empenhadas na tarefa de dominar o mundo externo. Em nenhum momento ele é capaz de livrar-se das impressões do ambiente externo e trabalhar livremente sobre si mesmo nas horas de vigília. Porém durante o sono, quando se apresenta essa oportunidade, porque o corpo denso perde a consciência do mundo, o Ego fica fora dos seus corpos. Se o homem tiver que agir sobre os seus veículos, há de ser quando esteja alheio ao mundo externo, como no sono, contanto que o espírito permaneça dentro e no pleno controle de suas faculdades, como sucede nas horas da vigília. Enquanto não obtiver esse estado é impossível ao Espírito atuar internamente e sensibilizar devidamente os seus veículos.

Tal estado é a concentração. Quando a pessoa nela se submerge, seus sentidos ficam inativos, aparentemente na mesma condição que no sono profundo, se bem que o espírito permanece dentro, plenamente consciente. A maioria das pessoas já experimentou esse estado, pelo menos em certo grau, quando absorvidas na leitura de algum livro. Em tais ocasiões vivem as cenas descritas pelo autor, e perdem toda noção do seu ambiente. São insensíveis a todo som, às palavras que lhes dirigem e a tudo que as rodeia. Contudo, estão plenamente conscientes do que lêem, do mundo invisível criado pelo autor, vivendo neles e sentindo o bater dos corações dos diferentes personagens da narrativa. Não estão independentes, mas sim ligados à vida que alguém criou para elas no livro.

O aspirante à vida superior cultiva a faculdade de absorver-se à vontade em qualquer assunto que escolha, ou melhor, geralmente não num assunto mas num simples objeto que ele mesmo imagine. Desta maneira, quando alcança a condição apropriada ou ponto de absorção, quando seus sentidos ficam completamente cerrados, ele concentra seus pensamentos sobre os diferentes centros sensoriais do corpo de desejos e estes começam a girar.

A princípio o movimento é lento e laborioso, mas gradualmente esses centros sensoriais do corpo de desejos preparam seus próprios lugares dentro dos corpos denso e vital, e estes por si aprendem essa nova atividade. Então algum dia, quando uma vida apropriada tenha produzido a desejada separação entre as partes superior e inferior do corpo vital, por um supremo esforço de vontade num movimento espiral de várias direções, o aspirante vê-se fora do seu corpo denso. Nesse momento ele o olha como se olhasse outra pessoa. Está, pois, aberta a porta da sua casa-prisão. É livre para ir e vir, tanto nos mundos internos como no Mundo Físico, funcionando à vontade em ambos, para ajudar a quem precise em quaisquer deles.

Antes de aprender a deixar o corpo voluntariamente, o aspirante deve preparar o corpo de desejos durante o sono, posto que em algumas pessoas esse corpo se organiza antes que a separação do corpo vital possa ser efetuada. Sob tais circunstâncias é impossível trazer de volta à consciência de vigília essas experiências subjetivas. Mas em casos tais, e como primeiro sinal de desenvolvimento, geralmente se nota que todos os sonhos confusos cessam. Então, após algum tempo, os sonhos tornar-se-ão mais vívidos e perfeitamente lógicos. O aspirante sonhará com lugares e pessoas (conhecidas ou não, nas horas de vigília, pouco importa), conduzindo-se de forma razoável como se estivesse desperto. Se o lugar com que sonhou lhe for acessível, quando desperto, da realidade do sonho, poderá obter provas no dia seguinte se tiver anotado algum detalhe físico da cena.

A seguir descobrirá que pode, durante o sono, visitar qualquer lugar sobre a superfície da Terra e estudá-lo muito melhor do que se lá tivesse ido em seu corpo denso, pois em seu corpo de desejos ele pode entrar em todos os lugares, a despeito de portas e fechaduras. Se persiste, dia chegará finalmente em que não precisará esperar o sono para desfazer a ligação entre os seus veículos, mas poderá libertar-se deles conscientemente.

Instruções especificas para libertar os veículos superiores não podem ser dadas indiscriminadamente. A separação não se efetua por uma fórmula de palavras, mas sim por um ato de vontade, se bem que a maneira como se há de dirigir a vontade seja individual e só possa ser indicada por um instrutor competente. Como qualquer outra informação esotérica esta jamais se vende, mas alcança o discípulo como resultado de sua qualificação para recebê-la. Tudo que podemos fazer é dar algumas indicações sobre os primeiros passos que conduzem à aquisição da faculdade da clarividência voluntária.

O tempo mais favorável para exercitá-la é imediatamente ao despertar, pela manhã, antes que as preocupações e os cuidados da vida diária se apoderam da mente. Tendo nesse momento acabado de deixar os mundos internos, a facilidade de voltar a pôr-nos em contato com eles é maior do que em qualquer outra hora do dia. Não precisamos nos vestir ou sentar na cama, mas relaxar o corpo perfeitamente, permitindo ao exercício ser o primeiro pensamento do dia. Relaxamento não significa apenas uma posição confortável. Se os músculos se mantiverem tensos, em expectativa, isso por si frustra o objetivo, porque nestas condições o corpo de desejos está pressionando os músculos. E não pode ser de outra maneira, até que acalmemos a mente.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Sab Ago 28, 2010 6:58 pm

CONCENTRAÇÃO

A primeira prática a efetuar-se é a fixação do pensamento em um ideal e assim mantê-lo, sem permitir que se desvie. Tarefa sumamente difícil, deve ser realizada regularmente pelo menos até que se possa alcançar algum progresso. O pensamento é o poder que empregamos na formação de imagens, cenas, pensamentos-formas, de acordo com as idéias internas. É o nosso poder principal, e temos de aprender a mantê-lo sob nosso absoluto controle de modo a produzirmos não absurdas ilusões induzidas pelas circunstâncias exteriores, mas sim imaginações verdadeiras geradas pelo espírito, internamente.

Os céticos dirão que tudo é imaginação mas, como já vimos antes, se o inventor não imaginasse o telefone, etc., não possuiríamos tais coisas. De modo geral suas imaginações não foram corretas ou certas no início. Se o tivessem sido, os inventos teriam funcionado com todo o êxito desde o princípio, sem aqueles muitos fracassos e experiências aparentemente inúteis que quase sempre precedem o aparecimento de um instrumento ou máquina utilitária e prática.

Tampouco é correta a princípio a imaginação do ocultista novato. A única maneira de imaginar-se corretamente é conseguida pela prática ininterrupta, dia após dia, exercitando-se o pensamento, pela vontade, a manter-se enfocado sobre um assunto, objeto ou idéia, excluindo tudo o mais. O pensamento é um grande poder que costumamos desperdiçar. Permitimo-lo fluir sem qualquer objetivo, do mesmo modo que a água despeja-se no precipício sem aproveitamento na movimentação de uma turbina.

Os raios do Sol difundidos sobre a superfície da Terra produzem apenas um calor moderado. Mas se alguns poucos forem concentrados através de uma lente, serão capazes de produzir fogo no ponto focal.

A força do pensamento é o meio mais poderoso para obter-se conhecimento. Se é concentrada sobre um assunto, abrirá caminho através de qualquer obstáculo e resolverá o problema. Possuindo-se quantidade necessária de energia mental, nada existe que esteja além do poder da compreensão humana. Enquanto a desperdiçamos, é uma força de pouca utilidade, mas tão logo estejamos prontos a enfrentar as dificuldades para dominá-la, todo conhecimento poderá ser nosso.

Ouvimos com freqüência pessoas exclamarem petulantemente: "Oh! não posso pensar em cem coisas ao mesmo tempo!". Na realidade era exatamente isso o que estavam fazendo e que lhes causou o aborrecimento de que se queixam. As pessoas vivem pensando constantemente em cem coisas diferentes daquela que têm em mãos. Todo êxito é alcançado através da concentração persistente no objetivo desejado.

Isto é algo que o aspirante à vida superior deve aprender positivamente. Não há outro caminho. A princípio se achará pensando em tudo quanto há debaixo do Sol, ao invés de pensar no Ideal sobre o qual tenha decidido concentrar-se, mas isso não deve desanimá-lo. Com o tempo verá que já é mais fácil cerrar os sentidos e manter firmemente os pensamentos. Persistência, persistência, sempre PERSISTÊNCIA e vencerá por fim. Sem ela, entretanto, não pode esperar resultado algum.

Não será de nenhuma utilidade fazer os exercícios duas ou três manhãs ou semanas, e deixar de fazê-los por outro tanto tempo. Para serem eficazes devem ser praticados fiel e ininterruptamente todas as manhãs.

Escolha-se qualquer assunto, de acordo como temperamento e convicções do aspirante, contanto que seja puro e consiga elevar a mente em sua tendência. Uns concentram-se em Cristo. Outros, que tenham predileção por flores, encontrarão mais facilidade tomando-as como assunto da concentração. O objeto em si pouco importa mas, qualquer que seja, precisa ser imaginado vivente em todos os pormenores. Se é Cristo, devemos imaginar um Cristo real, movendo-se: vida em Seus olhos, e uma expressão não petrificada ou morta. Devemos, enfim, construir um ideal vivente, não uma estátua.

Se for uma flor, imaginemos que plantamos a semente no solo, fixando bem nossa mente sobre ela. Observemos a seguir o seu desenvolvimento, ao deitar raízes que penetram na Terra em forma espiral. Das raízes principais vejamos sair miríades de pequenas raízes ramificando-se em todas as direções. Então o caule começa a surgir, rompendo a superfície da terra, aparecendo como uma pequenina haste verde. Cresce mais: surge um botão, e dois pequenos raminhos brotam do talo. Continua crescendo, outro jogo de raminhos aparece, e deste brotam pedúnculos com folhinhas. Surge um botão na ponta que cresce até abrir-se, dele surgindo uma formosa rosa vermelha por entre o verde das folhas. Esta continua a desabrochar, exalando delicioso perfume que sentimos perfeitamente como se chegasse até nós, trazido pela balsâmica brisa estival que balança suavemente a bela criação ante nossos olhos mentais.

Só quando "imaginamos" do modo acima, sem sombras ou aparência vaga, mas clara e distintamente, é que penetramos no espírito da concentração.

Os que têm viajado pela índia falam-nos de faquires que mostram uma semente, plantam-na e a planta cresce rapidamente ante os olhos atônitos das testemunhas, produzindo frutos que o viajante pode provar. Isto resulta de uma concentração tão intensa que o quadro torna-se visível, não somente para o próprio faquir mas também para os espectadores. Recordamo-nos do caso em que os membros de uma comissão científica viram essas coisas maravilhosas com seus próprios olhos, e sob condições tais que toda prestidigitação era impossível, mas as fotografias obtidas enquanto se efetuavam as experiências nada mostraram de extraordinário. Nem havia a menor impressão nas chapas sensíveis, pois não existiam objetos materiais concretos.

As imagens produzidas pelo aspirante serão a princípio obscuras e de fraca semelhança, mas depois, pela concentração, poderá evocar imagens mais reais e viventes do que as coisas do Mundo Físico.

Quando o aspirante estiver apto a formar tais imagens, e já conseguindo manter a mente sobre as imagens assim criadas, poderá tentar o desaparecimento súbito da imagem, mantendo a mente firme, sem pensamento algum, esperando o que possa surgir nesse vazio.

Talvez nada apareça durante muito tempo, mas o aspirante deve ter o cuidado de não criar visões por si mesmo. Se a prática for seguida fiel e pacientemente todas as manhãs, chegará o dia em que no momento que faça desaparecer a imagem, o Mundo do Desejo que o rodeia abrir-se-á aos seus olhos internos como num relâmpago. A princípio pode não ser mais do que um mero vislumbre, contudo não deixa de ser um sinal daquilo que virá mais tarde, sempre que o deseje.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Ter Ago 31, 2010 9:06 pm

MEDITAÇÃO

Tendo praticado a concentração durante algum tempo, enfocando a mente sobre um objeto simples, construindo um pensamento-forma vivente através da faculdade imaginativa, o aspirante pode aprender pela Meditação tudo o que se refere ao objeto assim criado.

Se evocou e concentrou-se na imagem de Cristo, é muito fácil reproduzir em meditação os incidentes de Sua vida, Seus sofrimentos e ressurreição, porém muito mais pode ser aprendido pela meditação. Um conhecimento jamais sonhado inundará a alma com uma luz gloriosa. É melhor praticar com algo que não desperte tanto interesse e não sugira nada de maravilhoso. Procure descobrir tudo o que se refere, digamos, a um fósforo ou a uma mesa comum.

Quando a imagem da mesa se formar com precisão na mente, pense na espécie de madeira de que é feita e donde veio. Volte até ao tempo em que, como delicada semente, caiu na terra do bosque, desenvolvendo-se depois na árvore da qual a madeira foi cortada. Observe-a crescer, ano após ano, coberta pelas neves do inverno e acalentada pelo Sol estival, crescendo continuamente enquanto as raízes penetram incessantemente na terra. A princípio é um tenro broto, balançado pela brisa. Depois, um arbusto que gradualmente cresce e se torna cada vez mais alto, buscando o ar e os raios do Sol.

Com o passar dos anos a copa e o tronco tornam-se cada vez maiores. Por fim chega o lenhador, com seu machado e serra brilhando aos raios do Sol invernal. A árvore é derrubada e despojada da ramagem, ficando só o tronco que logo é cortado em toras e arrastado pelos caminhos gelados para a margem do rio. Ali têm de esperar a primavera, quando a neve derretida aumenta a correnteza. Faz-se um grande amarrado de toras, entre as quais estão os pedaços da nossa árvore. Conhecendo todas as suas pequenas peculiaridades, reconhecemo-la imediatamente entre milhares de outras, tão claramente temo-la gravado em nossa mente! Seguimos o curso da balsa pela corrente, observando as paisagens e familiarizando-nos com os homens que cuidam da balsa e dormem em pequenas barracas sobre a carga flutuante. Por fim, vemo-la chegar a uma serraria. Então, uma a uma as toras são presas a uma cadeia sem fim e içadas d'água. Aqui vem uma das nossas toras, de cuja parte mais larga será feito o tampo da nossa mesa. É erguida com alavancas pelos homens e arrastada para o galpão. Ouvimos o ávido chiado das grandes serras circulares. Giram tão rapidamente que parecem torvelinhos aos nossos olhos. A tora, posta sobre um carro, é conduzida a uma dessas serras, e num momento os dentes penetram na madeira, dividindo-a em tábuas e pranchas. Algumas madeiras são separadas para formar parte de algum edifício, mas as melhores são levadas às fábricas de móveis. Metidas em estufas, são secadas pelo vapor para não empenarem depois de feito o móvel. Depois são alisadas por uma grande plaina, provida de muitas lâminas afiadas. Finalmente são cortadas em diversos tamanhos e coladas, para formar os tabuleiros das mesas. As pernas são torneadas das peças mais grossas e encaixadas na armação que suporta o tabuleiro. A seguir todo o móvel é alisado novamente com papel-lixa, envernizado e polido, ficando assim acabada, em todos os seus pormenores. Por último é enviada à loja junto com outros móveis, onde a compramos. Transportada para nossa casa, deixamo-la na sala de jantar.

Dessa maneira, por meio da meditação, familiarizamo-nos com os vários ramos da indústria, necessários para converter uma árvore da Floresta numa peça de mobiliário. Observamos todas as máquinas, os homens e as peculiaridades dos diferentes lugares. Até seguimos o processo da vida que fez surgir a árvore da delicada semente, e aprendemos que atrás de toda aparência, por simples que seja, há uma grande e absorvente história interessante. Um alfinete; o fósforo com que ascendemos o gás; o próprio gás; e o aposento em que acendemos o gás; tudo tem histórias muito interessantes que vale a pena aprender.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Sab Set 18, 2010 3:12 pm

OBSERVAÇÃO

Um dos mais importantes auxílios ao aspirante que se esforça é a observação. A maioria das pessoas atravessa a vida quase às cegas. E literalmente certo dizer delas: "têm olhos e não vêem; . ..têm ouvidos e não ouvem". Na maior parte da humanidade há uma deplorável falta de observação.

Até certo ponto, muitas pessoas podem desculpar-se pela sua falta de visão normal. A vida urbana tem causado inúmeros danos aos olhos. No campo a criança aprende a usar os músculos dos olhos em toda a extensão, relaxando-os ou contraindo-os, conforme seja necessário para ver objetos a distâncias consideráveis ao ar livre ou ao alcance da mão, dentro e fora de casa. Mas o filho das cidades vê praticamente todas as coisas de perto, e os músculos dos seus olhos raramente são empregados para observar objetos a grandes distâncias. Por conseguinte, essa faculdade se perde em grande parte, resultando disso a miopia e outros problemas da vista.

É muito importante que o aspirante à vida superior possa ver todas as coisas em redor de si de maneira clara, nítida, distinta, em todos os pormenores. Para os que sofrem da vista, o uso de lentes é como o abrir-se um mundo novo à sua frente. Em vez da anterior nebulosidade, tudo é visto clara e definidamente. Se a condição da vista requer o emprego de dois focos, não deve a pessoa contentar-se com dois pares de óculos, um para as coisas próximas e outro para as distantes, que obrigam a mudanças freqüentes. Não somente porque as mudanças são incômodas, mas também porque pode-se esquecer um dos pares ao sair de casa. Pode-se ter os dois focos num só par de lentes bifocais, e esses são os que devem ser usados para facilitar a observação dos pormenores.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Dom Set 19, 2010 2:39 pm

DISCERNIMENTO

Quando o aspirante tiver cuidado de sua visão, deve observar sistematicamente todas as coisas e todas as pessoas, e tirar conclusões dos fatos a elas relacionadas, a fim de cultivar a faculdade do raciocínio lógico. A lógica é o melhor instrutor no Mundo Físico, assim como é o guia mais seguro em qualquer mundo.

Quando se pratica este método de observação, é necessário ter bem presente que deve ser empregado exclusivamente para agrupar fatos, não com o propósito de criticar, nem que seja por brincadeira. A crítica construtiva, que assinala os defeitos e o modo de remediá-los, é a base do progresso. Mas a crítica destrutiva, sem nenhuma finalidade superior, que destrói vandalisticamente tudo quanto toca, de bom ou de mau, é uma úlcera do caráter que deve ser extirpada. As conversações frívolas e os mexericos são estorvos, obstáculos.

Se bem que não é necessário dizer que o branco é negro, e dissimular que não se vê a má conduta alheia. A crítica sempre deve ser feita com propósitos de ajudar, não com o de manchar irresponsavelmente o caráter do nosso próximo quando nele encontramos alguma pequena nódoa. Relembrando a parábola do argueiro e da trave, voltemos nossa impiedosa crítica contra nós mesmos. Ninguém é tão perfeito que não necessite melhorar.

Quanto mais impecável é o homem menos se inclina a encontrar faltas nos demais e atirar a primeira pedra nos outros. Ao assinalarmos alguma falta e indicarmos o meio de corrigi-la, devemos fazer isso impessoalmente. Procuremos sempre o bem que se acha oculto em tudo. O cultivo desta atitude de discernimento é especialmente importante.

Quando o aspirante ao conhecimento direto, tendo praticado os exercícios de concentração e de meditação durante algum tempo, neles se torna razoavelmente proficiente, deve dar um passo mais elevado.

Vimos que a concentração consiste em enfocar o pensamento num só objeto. É o meio pelo qual construímos uma imagem clara, objetiva e vivente da forma, acerca da qual desejamos adquirir conhecimento.

Meditação é o exercício pelo qual seguimos a história desse objeto, pondo-nos em relação com todos os pormenores a ele relativos e ao mundo em geral.

Esses dois exercícios mentais relacionam-se, da maneira mais profundamente imaginável, com as coisas. Conduzem a um estado mais elevado, penetrante e sutil de desenvolvimento mental, que se refere à alma das coisas.
O nome desse estado é Contemplação.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Sab Set 25, 2010 3:10 pm

CONTEMPLAÇÃO

Diferentemente da Meditação, na Contemplação não é necessário esforço de pensamento ou de imaginação para conseguir-se a informação desejada. Este exercício consiste simplesmente em mantermos o objeto ante a visão mental e deixar que a alma dele nos fale. Repousando tranqüilamente num divã ou na cama - não de modo negativo, mas completamente alerta - esperamos a informação que virá com certeza, se já alcançamos o devido grau de desenvolvimento. Então a Forma do objeto parece desvanecer-se, passamos a ver unicamente a Vida em atividade. A Contemplação ensinar-nos-á tudo relativamente ao aspecto da Vida, assim como a Meditação nos ensinou tudo sobre a Forma.

Quando alcançamos esse estado, e pomos diante de nós, digamos, uma árvore na floresta, perdemos de vista a forma por completo e só veremos a Vida, que neste caso é o espírito-grupo. Descobrimos então, para nosso assombro, que o espírito-grupo da árvore inclui os diversos insetos que dela se alimentam.

Assim, tanto o parasita quanto o tronco em que ele se prende são emanações do mesmo espírito-grupo, pois quanto mais subimos nos domínios do invisível menos formas separadas e distintas encontramos, e mais completamente a Vida Una predomina, e imprime no investigador a noção suprema de que não há senão Uma Vida - a Vida Universal de Deus, em Quem realmente "vivemos, nos movemos e temos o nosso ser".

Os minerais, as plantas, os animais e o homem - todos sem exceção - são manifestações de Deus, e este fato fornece a verdadeira base da Fraternidade, uma fraternidade que inclui tudo, desde o átomo até o Sol, porque todos são emanações de Deus.

Fracassaria o conceito de fraternidade que se baseasse noutro princípio qualquer, como o das distinções de classes, das afinidades de raça ou de ofício, etc...

O ocultista compreende claramente que a Vida Universal flui em tudo que existe.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Dom Set 26, 2010 2:06 pm

ADORAÇÃO

Quando, por meio da Contemplação, se alcança esta altura, isto é, quando o aspirante compreende que de fato ele contempla Deus na vida que tudo compenetra, deve dar um passo ainda mais elevado e atingir a Adoração. Através deste exercício ele se une à fonte de todas as coisas, alcançando assim a maior altura possível de realização pelo homem, até que chegue o tempo em que essa união torna-se permanente, ao fim do Grande Dia de Manifestação.

É opinião do autor que nem as alturas da contemplação nem o passo final da Adoração podem ser alcançadas sem a ajuda de um Mestre. O aspirante nunca deve temer que, por falta de um Mestre, seu progresso seja retardado. Nem necessita preocupar-se em procurar um Mestre. Tudo o que precisa fazer é começar a aperfeiçoar-se, e continuar nesse trabalho diligente e persistentemente. Desse modo purificará seus veículos, que começarão a brilhar nos mundos internos. Este brilho não pode deixar de atrair a atenção dos Mestres, os quais sempre atentos a tais casos, estão ansiosos e contentes por ajudar aqueles que por seus sinceros esforços de purificação adquiriram o direito de receber ajuda. A humanidade está duramente necessitada de auxiliares que possam trabalhar nos mundos internos.

Portanto, "buscai e achareis". Contudo, não se imagine que a procura consiste em andar passando de um Mestre para outro. "Procurar", no sentido da palavra, nada significa para este mundo tenebroso. Nós mesmos é que temos de acender a luz, - a luz que seguramente irradia dos veículos do aspirante diligente. Essa é a estrela que nos conduzirá ao Mestre, ou melhor, que conduzirá o Mestre até nós.

O tempo necessário para alcançar-se resultados por meio dos diversos exercícios varia de indivíduo para indivíduo, e depende da sua aplicação, grau de desenvolvimento e dos seus registros no Livro do Destino, pelo que não se pode estabelecer um tempo-padrão. Alguns, que já estão quase prontos, obtêm resultados em poucos dias ou semanas. Outros têm de trabalhar durante meses, anos e talvez durante uma vida inteira, sem obter resultados visíveis. Não obstante, os resultados são uma realidade, de modo que se o aspirante persistir fielmente obterá algum dia, nesta ou em futura vida, a recompensa de sua paciência e fidelidade: os Mundos internos abrir-se-ão aos seus olhos, tornando-se cidadão de reinos onde as oportunidades são imensamente maiores do que no Mundo Físico somente.

Daí em diante - desperto ou adormecido, através de tudo que o homem chama vida e de tudo o que chama morte - sua consciência será ininterrupta. Levará uma vida de consciência contínua, beneficiando-se de todas as condições que permitem um avanço mais rápido para posições cada vez mais elevadas, e emprega-la-á na elevação da humanidade.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Ter Set 28, 2010 3:19 pm

CAPÍTULO XVIII

CONSTITUIÇÃO DA TERRA E ERUPÇÕES VULCÂNICAS

Mesmo entre os cientistas ocultistas, a investigação da misteriosa constituição da Terra é considerada um problema dos mais difíceis. Todo cientista ocultista sabe que é muito mais fácil investigar detalhada e profundamente o Mundo do Desejo e a Região do Pensamento Concreto e trazer os resultados de tais investigações ao Mundo Físico, do que investigar completamente os segredos do nosso planeta físico. Para consegui-lo plenamente é preciso haver passado pelos nove Mistérios Menores e pela primeira das Grandes Iniciações.

Os cientistas modernos sabem muito pouco sobre esse assunto. No que se refere aos fenômenos sísmicos, muitas vezes modificam suas teorias porque descobrem constantemente razões que tornam insustentáveis as hipóteses anteriores. Investigaram com minucioso e admirável cuidado a crosta externa, mas só até uma insignificante profundidade. Quanto às erupções vulcânicas, eles tentam compreendê-las do mesmo modo que procuram compreender qualquer outra coisa, isto é, de maneira puramente mecânica, descrevendo o centro da Terra como uma fornalha em ignição e concluindo que as erupções vulcânicas são causadas pela entrada acidental de água e outras explicações semelhantes.

Em certo sentido suas teorias têm algum fundamento mas, como sempre, negligenciam as causas espirituais, que para o ocultista são as únicas reais. Para este o mundo está longe de ser uma coisa "morta". Pelo contrário, qualquer recanto e fenda é compenetrado pelo espírito, o fermento que causa as mudanças tanto dentro como sobre o planeta.

As diferentes espécies de quartzos, os metais, a disposição das várias camadas, tudo tem um significado muito maior do que aquilo que o investigador materialista jamais foi capaz de compreender. Para o cientista ocultista, o modo em que estes materiais estão dispostos é sumamente significativo. Neste assunto, como em outro qualquer, a ciência oculta está para a ciência moderna assim como a fisiologia está para a anatomia.

A anatomia indica minuciosamente a posição de cada osso, músculo, ligamento, nervo etc.; suas posições relativas uns aos outros; e assim por diante; porém, não dá indicação alguma sobre o funcionamento das diferentes partes que compõem o corpo. A fisiologia, por sua vez, indica não somente a posição e estrutura de todas as partes do corpo, mas também sua função no corpo.

Conhecer os diversos estratos da Terra e as posições relativas dos planetas no firmamento, e não conhecer seu emprego e significado na vida e sua finalidade no Cosmos, é tão inútil quanto apenas conhecer as posições dos ossos, músculos, nervos etc., e não compreender as funções que desempenham na economia do corpo.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   

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