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 MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS

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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Ter Dez 15, 2009 10:43 pm

O PERÍODO DE SATURNO


Os Globos do Período de Saturno eram formados de substância muito mais rarefeita e sutil que a da nossa Terra, como se tornará evidente pelo estudo dos Diagramas 7 e 8, que o estudante deverá ter à mão para referência, enquanto estuda este assunto. O Globo mais denso desse Período estava situado na mesma parte do Mundo do Pensamento ocupada pelos Globos mais sutis do Período atual - a Região do Pensamento Concreto. Estes Globos não tinham consistência, no sentido atual da palavra. "Calor" é a única palavra que mais se aproxima da idéia do que era o antigo Período de Saturno. De tão escuro, uma pessoa que conseguisse entrar no seu espaço nada poderia ver. Tudo em torno dela seria escuridão, mas poderia sentir o seu calor.

Para o materialista, naturalmente, será loucura chamar tal condição um "Globo", como também afirmar que se tratava de um campo de evolução da Vida e da Forma. Contudo, se considerarmos a Teoria Nebular podemos compreender que a nebulosa deveria ter sido escura antes de iluminar-se, e ter sido quente antes de ser ígnea. Esse calor deve ter-se produzido pelo movimento, e movimento é vida.

Poderíamos dizer que os Espíritos Virginais, a fim de desenvolver consciência e forma, foram incrustados nesse Globo. Melhor dizendo: todo o Globo era composto de Espíritos Virginais, assim como a framboesa é composta de um grande número de pequenas framboesas. Foram incorporados ao Globo, assim como a vida que anima o mineral está incorporada à Terra. Portanto se diz entre os cientistas ocultistas que no Período de Saturno o homem passou pelo estágio mineral.

Fora desse "Globo-calor" - em sua atmosfera, por assim dizer - estavam as grandes Hierarquias Criadoras que ajudavam os Espíritos Virginais a desenvolverem forma e consciência. Havia muitas Hierarquias, mas por enquanto ater-nos-emos só às principais, àquelas que realizaram o trabalho mais importante do Período de Saturno.

Na terminologia Rosacruz essas Hierarquias são denominadas Senhores da Chama, devido à brilhante luminosidade dos seus corpos e aos seus grandes poderes espirituais. Na Bíblia são chamados "Tronos", e ocuparam-se com o homem por sua livre vontade. Eram tão avançados que esta manifestação evolutiva não podia proporcionar-lhes novas experiências, portanto nenhuma sabedoria mais. O mesmo poder-se-ia dizer de duas Hierarquias de ordem ainda mais elevada, que mais tarde mencionaremos. As restantes Hierarquias criadoras, com o objetivo de completar sua própria evolução, foram impelidas a trabalhar no homem, e com o homem.

Esses Senhores da Chama estavam fora do escuro Globo de Saturno. Emitindo de seus corpos uma forte luz, eles projetaram, por assim dizer, suas imagens sobre a superfície desse antigo Globo, tão pouco impressionável que refletia, como eco, muitas vezes em imagens multiplicadas, tudo o que se punha em contato com ele. É isto que o mito grego quer significar quando diz que Saturno devorava os próprios filhos.

Entretanto, por repetidos esforços durante a primeira Revolução, os Senhores da Chama conseguiram implantar na vida evolucionante o germe do nosso atual corpo físico. Esse germe expandiu-se um tanto durante o resto das seis primeiras Revoluções, obtendo a capacidade de desenvolver os órgãos dos sentidos, especialmente o ouvido. Portanto, o ouvido é o órgão mais altamente desenvolvido que possuímos. É o instrumento que conduz à consciência, com maior exatidão, todas as impressões que recebe do exterior. Está menos sujeito às ilusões do Mundo Físico do que qualquer outro órgão sensorial.

A consciência da vida evolucionante nesse Período era semelhante à do mineral atual - um estado de inconsciência análogo ao dos médiuns no transe mais profundo - se bem que, durante as primeiras seis Revoluções, a vida evolucionante trabalhasse no germe do corpo denso sob a direção e com ajuda das diferentes Hierarquias criadoras. Na metade da sétima Revolução os Senhores da Chama, que estiveram inativos desde o momento em que proporcionaram o germe do corpo denso na primeira Revolução, tornaram-se novamente ativos, desta vez com o objetivo de despertar no homem o princípio espiritual mais elevado. Assim, despertaram a atividade inicial do Espírito Divino no homem.

Portanto o homem deve o mais elevado e o mais inferior dos seus veículos - o Espírito Divino e o Corpo Denso - à evolução do Período de Saturno. Os Senhores da Chama prestaram a essa manifestação auxílio voluntário, sem que nada os obrigasse a fazê-lo.

A obra das várias Hierarquias Criadoras não começa no Globo A, no princípio de uma Revolução ou de um Período. Principia na metade de uma Revolução, crescendo em força e alcançando sua maior eficácia na metade da Noite Cósmica - que tem lugar tanto entre as Revoluções como entre os Períodos. Depois sua ação declina gradualmente, conforme a onda de vida alcança a metade da Revolução seguinte.

Assim, a obra dos Senhores da Chama, com objetivo de despertar a consciência germinal, foi mais ativa e eficiente durante o Período de repouso entre os Períodos de Saturno e Solar.

Reafirmamos que uma Noite Cósmica não deve ser considerada um período de inatividade. Não é uma existência inerte, conforme vimos no caso de um indivíduo desde sua morte até o novo nascimento. O mesmo acontece na grande morte de todos os Globos de um Período: há uma cessação da manifestação ativa, a fim de que se possa desenvolver proporcionalmente uma atividade subjetiva e mais intensa.

Talvez a melhor idéia da natureza dessa atividade subjetiva, nos seja proporcionada pela observação do que ocorre quando uma fruta madura é enterrada. Fermenta e desintegra-se, mas de todo esse caos brota a nova planta, que se eleva para o ar e para a luz do Sol. Assim também, ao fim de um Período, tudo se resume num conglomerado caos aparentemente impossível de ser ordenado. Contudo, no devido tempo, formam-se os Globos de um novo Período, que se convertem em Mundos habitáveis pelo homem. Depois a vida evolucionante transfere-se dos cinco Globos escuros, nos quais atravessa a Noite Cósmica, para começar as atividades em um novo dia criador, em ambiente modificado, preparado e exteriorizado durante as atividades na Noite Cósmica. Assim como as forças produzidas pela fermentação da fruta estimulam a semente e fertilizam a terra em que ela cresce, assim também os Senhores da Chama estimularam o germe do Espírito Divino, especialmente durante a Noite Cósmica entre os Períodos de Saturno e Solar, continuando suas atividades até a metade da primeira Revolução do Período Solar.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Sex Dez 18, 2009 9:58 pm

RECAPITULAÇÃO


Antes de iniciar-se a atividade em qualquer Período, é feita uma recapitulação de tudo o que antes foi feito. Devido à espiral do caminho evolutivo, esta atividade processa-se de cada vez em um grau superior do que o estado de progresso que se recapitula. Esta necessidade tornar-se-á evidente ao descrevermos o trabalho dessa recapitulação.

A primeira Revolução de qualquer período é uma recapitulação do trabalho efetuado sobre o Corpo Denso no Período de Saturno. Entre os Rosacruzes é denominada "Revolução de Saturno".

O segundo Período é o Período Solar, e portanto a segunda Revolução de qualquer período subseqüente ao Período Solar deve ser a "Revolução Solar".
O terceiro Período é o Período Lunar, por isso a terceira Revolução de qualquer Período seguinte deve ser uma recapitulação da obra efetuada no Período Lunar, chamando-se, pois, "Revolução Lunar".

A atividade própria do Período só começa quando termina o trabalho de recapitulação das respectivas Revoluções. Por exemplo, no atual Período Terrestre, já se efetuaram três Revoluções e meia. Isto significa que na primeira, ou Revolução de Saturno do Período Terrestre, repetiu-se o trabalho efetuado no Período de Saturno, porém em grau superior. Na segunda, ou Revolução Solar, repassou-se a obra executada no Período Solar. Na terceira, ou Revolução Lunar, repetiu-se o trabalho efetuado no Período Lunar, e unicamente na quarta - a Revolução atual - começou o verdadeiro trabalho do Período Terrestre.

No último dos sete Períodos - o Período de Vulcano - somente a última Revolução será dedicada à obra real desse Período. Nas seis Revoluções anteriores será recapitulado o trabalho efetuado nos seis Períodos precedentes.

Além disso (e isto ajudará a memória do estudante de modo especial), a Revolução de Saturno em qualquer Período refere-se sempre ao desenvolvimento de alguma nova parte do Corpo Denso, por ter este começado seu desenvolvimento numa primeira Revolução. Também qualquer sétima Revolução, ou Revolução de Vulcano, desenvolve especialmente alguma atividade relacionada com o Espírito Divino, porque o seu desenvolvimento iniciou-se numa sétima Revolução. De igual modo veremos que há uma relação entre as diferentes Revoluções e todos os veículos humanos.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Sab Dez 19, 2009 5:15 pm

O PERÍODO SOLAR


As condições durante o Período Solar diferiam radicalmente das do Período de Saturno. Em lugar dos "Globos-Calor" do último, os Globos do Período Solar eram esferas luminosas, brilhantes, de consistência análoga à dos gases. Estas grandes esferas gasosas continham tudo que havia sido desenvolvido no Período de Saturno e, analogamente, as Hierarquias criadoras permaneciam em sua atmosfera.

Em vez da qualidade refletora, semelhante ao eco, do Período de Saturno, esses Globos tinham, até certo ponto a propriedade de absorver e trabalhar sobre qualquer imagem ou som que se projetasse sobre sua superfície. Pode-se dizer que eram coisas sensíveis . A Terra sente, embora não o pareça, e o materialista poderá zombar de semelhante idéia, mas o ocultista sabe que a Terra sente tudo o que está em cima e dentro dela. Esse Globo luminoso era muito mais sensitivo que a Terra, porque não estava limitado por condições materiais tão duras e tão densas como as da nossa habitação atual.

A vida naturalmente era diferente, porque formas tais como as que conhecemos não podiam existir ali. A vida, porém, pode expressar-se em formas gasosas ígneas tão bem, ou melhor ainda, do que em formas compostas por matéria química dura, tais como são presentemente os Corpos Densos dos minerais, vegetais, animais e homens.

Quando a vida evolucionante apareceu no Globo A na Primeira ou Revolução de Saturno do Período Solar, estava ainda a cargo dos Senhores da Chama, que em meados da última Revolução do Período de Saturno tinham despertado no homem o germe do Espírito Divino.

Eles tinham dado anteriormente o germe do Corpo Denso e na primeira metade da Revolução de Saturno do Período Solar incumbiram-se de fazer nele alguns melhoramentos.

No Período Solar iniciou-se a formação do Corpo Vital, implícitas todas as possibilidades para assimilação, crescimento, propagação, glândulas, etc..
Os Senhores da Chama incorporaram no germe do Corpo Denso unicamente a capacidade de desenvolver os órgãos dos sentidos. No tempo que estamos considerando foi necessário alterar o germe de maneira a permitir sua interpenetração por um Corpo Vital e também a capacidade de desenvolver glândulas e o tubo digestivo. Esta alteração efetuou-se graças à ação conjunta dos Senhores da Chama, que deram o germe original, e dos Senhores da Sabedoria, que tomaram a seu cargo a evolução material no Período Solar.

Os Senhores da Sabedoria, menos evoluídos que os Senhores da Chama, trabalharam para completar sua própria evolução. Por isso receberam ajuda de uma ordem de exaltados Seres que, como os Senhores da Chama, agiram voluntária e livremente. Na linguagem esotérica são chamados "Querubins". Estes exaltados Seres, porém, não começaram sua atividade enquanto não foi necessário despertar o germe do segundo princípio espiritual do homem em formação, já que os Senhores da Sabedoria eram capazes de executar o trabalho relacionado com o Corpo Vital, que tinha de ser agregado à constituição do homem no Período Solar, mas não podiam despertar o segundo princípio espiritual.

Quando os Senhores da Chama e os Senhores da sabedoria reconstruíram conjuntamente o Corpo Denso germinal na Revolução de Saturno do Período Solar, os Senhores da Sabedoria, na segunda Revolução, iniciaram o trabalho correspondente ao Período Solar: irradiaram de seus próprios corpos o germe do Corpo Vital, tornando-se capaz de interpenetrar o Corpo Denso e dando-lhe a capacidade de ulterior crescimento, propagação e excitamento do centro dos sentidos do Corpo Denso para que este se movimentasse. Em suma, proporcionaram ao Corpo Vital, em germe, todas as faculdades que estão agora se desenvolvendo a fim de convertê-lo num perfeito e maleável instrumento para o uso do espírito.

Esse trabalho ocupou as segunda, terceira, quarta e quinta Revoluções do Período Solar. Na sexta Revolução os Querubins entraram em ação e despertaram no homem o germe do segundo aspecto do tríplice espírito - o Espírito de Vida. Na sétima e última Revolução o recém-despertado germe do Espírito de Vida foi ligado ao Espírito Divino germinal, processo que se completou depois.

Recordemos que no Período de Saturno nossa consciência era semelhante à condição de transe. Por meio das atividades desenvolvidas no Período Solar, esta foi modificada até converter-se em consciência análoga à do sono sem sonhos.

A evolução no Período Solar agregou à constituição do evolucionante homem embrionário, o imediatamente superior e o imediatamente inferior dos seus veículos atuais. Ao fim do Período de Saturno o homem possuía, em germe, um Corpo Denso e um Espírito Divino. Ao terminar o Período Solar possuía, em germe, o Corpo Denso, o Corpo Vital, o Espírito Divino e o Espírito de Vida, isto é, um duplo espírito e um duplo corpo.

Notemos também que, estando a primeira Revolução de qualquer Período - ou Revolução de Saturno - relacionada com o trabalho feito no Corpo Denso (porque este teve início em uma primeira Revolução), assim também a segunda de qualquer Período - ou Revolução Solar - relaciona-se com o melhoramento do Corpo Vital, porque este começou em uma segunda Revolução. De maneira análoga a sexta Revolução de qualquer Período é dedicada ao trabalho sobre o Espírito de Vida, e qualquer sétima Revolução diz respeito particularmente aos assuntos inerentes ao Espírito Divino.

No Período de Saturno o homem em formação atravessou a existência num estado equivalente ao mineral. Isto é, teve um Corpo Denso somente no sentido em que o tem o mineral. Sua consciência era também parecida à dos minerais atuais.

Da mesma maneira, e por análogas razões, pode-se dizer que no Período Solar o homem atravessou a existência vegetal. Tinha um Corpo Denso e um Corpo Vital, identicamente às plantas. Sua consciência, como a destas, era a de sono sem sonhos. O estudante compreenderá plenamente esta analogia estudando o Diagrama 4, no Capítulo intitulado Os Quatro Remos. Nele se mostram, esquematicamente, os veículos de consciência que possuem os minerais, as plantas, os animais e o homem, e a consciência particular que resulta de sua posse em cada caso.

Quando terminou o Período Solar houve outra Noite Cósmica de assimilação, juntamente com a atividade subjetiva necessária, antes de iniciar-se o Período Lunar. Foi de igual duração à do Período de manifestação objetiva que a precedeu.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Dom Dez 20, 2009 7:10 pm

O PERÍODO LUNAR


Assim como a característica principal dos escuros Globos do Período de Saturno foi descrita pelo termo "Calor", e a dos Globos do Período Solar como "Luz", ou calor resplandecente, assim a característica principal dos Globos do Período Lunar pode ser descrita como "Umidade". O ar, tal como o conhecemos, não existia então. No centro estava o núcleo ígneo, ardente. Próximo a ele e em conseqüência de contato com o frio do espaço exterior, havia umidade densa. Pelo contato com o núcleo ígneo central essa umidade densa transformava-se em vapor quente, que se lançava para a periferia, esfriava e tornava ao centro novamente. Por isso os cientistas ocultistas chamam "Água" aos Globos do Período Lunar, e descrevem a atmosfera daquele tempo como "Névoa Ígnea". Este foi o cenário do novo passo da vida evolucionante.

No Período Lunar o objetivo era adquirir o germe do Corpo de Desejos e iniciar a atividade germinal do terceiro aspecto do tríplice espírito no homem - o Espírito Humano - o Ego.

Em meados da sétima Revolução do Período Solar os Senhores da Sabedoria encarregaram-se do Espírito de Vida germinal, dado pelos Querubins na sexta Revolução do Período Solar. Fizeram isso com o objetivo de vinculá-lo ao Espírito Divino. Seu maior grau de atividade nessa obra foi alcançado na Noite Cósmica entre os Períodos Solar e Lunar. Ao iniciar-se o Período Lunar, quando a onda de vida partia para sua nova peregrinação, reapareceram os Senhores da Sabedoria, trazendo consigo os veículos germinais do homem em evolução. Na primeira Revolução ou de Saturno, do Período Lunar, eles cooperaram com os "Senhores da Individualidade", que se encarregaram especialmente da evolução material do Período Lunar. Juntos reconstruíram o germe do Corpo Denso, trazido do Período Solar. Este germe havia desenvolvido órgãos sensoriais, digestivos, glândulas etc., em estado embrionário, e estava interpenetrado por um Corpo Vital germinal que difundia certo grau de vida no Corpo Denso embrionário. Evidentemente não era sólido e visível tal como é agora, ainda que, até certo ponto, estivesse um tanto organizado, sendo porém perfeitamente visível e distinto para a clarividência desenvolvida do investigador competente, o qual esquadrinha a Memória da Natureza com o objetivo de conhecer esse remoto passado.

No Período Lunar foi necessário reconstruir o Corpo Denso para capacitá-lo a ser interpenetrado por um Corpo de Desejos, e também ser capaz de desenvolver um sistema nervoso, músculos, cartilagens e um esqueleto rudimentar. Esta obra de reconstrução foi efetuada na Revolução de Saturno do Período Lunar.

Na segunda, ou Revolução Solar, o Corpo Vital foi também modificado para capacitá-lo a ser interpenetrado por um Corpo de Desejos, bem como para acomodá-lo ao sistema nervoso, músculos, esqueleto etc.. Os Senhores da Sabedoria, que foram os originadores do Corpo Vital, ajudaram também aos Senhores da Individualidade nesse trabalho.

Na terceira Revolução começou o trabalho próprio do Período Lunar. Os Senhores da Individualidade irradiaram de si a substância com que ajudaram o inconsciente homem evolucionante a construir e adaptar-se a um Corpo de Desejos germinal. Ajudaram-no também a incorporar este Corpo de Desejos germinal ao conjunto Corpo Vital - Corpo Denso que já possuía. Este trabalho foi todo efetuado durante as terceira e quarta Revoluções do Período Lunar.
Como antes procederam os Senhores da Sabedoria, assim agiram os Senhores da Individualidade: se bem que muito superiores ao homem, trabalharam nele e sobre ele, a fim de completarem sua própria evolução. Ainda que fossem capazes de lidar com o veículo inferior, eram impotentes em relação ao superior. Não podiam dar o impulso espiritual necessário para despertar o terceiro aspecto do tríplice espírito no homem. Por isso outra classe de Seres, que estava além da necessidade de se desenvolver numa evolução tal como a nossa - e que também agiu voluntária e livremente, como a dos Senhores da Chama e a dos Querubins - veio ajudar o homem durante a quinta Revolução do Período Lunar. São chamados "Serafins", e despertaram o germe do terceiro aspecto do espírito - o Espírito Humano.

Na sexta Revolução do Período Lunar reapareceram os Querubins, os quais cooperaram com os Senhores da Individualidade para vincular o recém-adquirido germe do Espírito Humano ao Espírito de Vida.

Na sétima Revolução do Período Lunar os Senhores da Chama voltaram a ajudar o homem, cooperando com os Senhores da Individualidade para vincular o Espírito Humano ao Espírito Divino. Dessa forma o Ego separado - o Tríplice Espírito - veio à existência.

Antes do princípio do Período de Saturno, os Espíritos Virginais, atualmente homens, estavam no Mundo dos Espíritos Virginais. Eram "Todo-Conscientes" como Deus, em Quem (não de Quem), se diferenciavam. Contudo não eram "autoconscientes". A aquisição dessa faculdade é, em parte, o objetivo da evolução, que submerge os Espíritos Virginais num oceano de matéria de crescente densidade, o que os priva por fim da consciência do Todo.

Dessa maneira, no Período de Saturno os Espíritos Virginais foram submersos no Mundo do Espírito Divino e encerrados em tênue envoltura da substância desse Mundo, no qual penetraram parcialmente por meio da ajuda dos Senhores da Chama.

No Período Solar os Espíritos Virginais foram submersos no Mundo do Espírito de Vida, ainda mais denso, ficando assim mais cegos para a consciência do Todo, envolvidos como estavam por um segundo véu da substância desse Mundo. E nesse segundo véu penetraram parcialmente ainda com a ajuda dos Querubins. O sentimento de Unidade com o Todo também não foi perdido porque o Mundo do Espírito de Vida é um mundo universal, que é comum e interpenetra todos os planetas de um Sistema Solar.

No Período Lunar, porém, os Espíritos Virginais aprofundando-se mais em matéria ainda mais densa, entraram na Região do Pensamento Abstrato, onde se lhes agregou o mais opaco dos seus véus, o Espírito Humano. Daí em diante o Espírito Virginal perdeu a consciência do Todo. Não mais podendo descerrar seus véus para observar as coisas exteriores e perceber os outros, viu-se forçado a dirigir sua consciência para o centro, ali encontrando a si próprio como Ego, separado e à parte de todos dos outros.

E assim o Espírito Virginal viu-se encerrado num tríplice véu, sendo o véu externo, o Espírito Humano, o que efetivamente o cegou à unidade da Vida, convertendo-o em um Ego e mantendo a ilusão de separatividade adquirida durante a Involução. A Evolução dissolverá gradualmente essa ilusão, trazendo de volta a consciência do todo, enriquecida pela consciência de Si mesmo.

Vemos, pois, que ao terminar o Período Lunar o Homem possuía um Tríplice Corpo em vários estágios de desenvolvimento, e também o germe do Tríplice Espírito. Tinha os Corpos Denso, Vital e de Desejos, e os Espíritos Divino, de Vida e Humano. Tudo o que faltava era um elo que os unisse.

Já foi dito que o homem atravessou o estado mineral no Período de Saturno, e o do vegetal no Período Solar. Sua peregrinação através das condições do Período Lunar corresponde à fase de existência animal, pelas mesmas razões aplicáveis aos dois símiles anteriores. Portanto neste Período ele tinha os Corpos Denso, Vital e de Desejos, como os têm os nossos animais atuais, e sua consciência era uma consciência pictórica interna, análoga à dos animais inferiores de hoje. Era semelhante a uma consciência de sonhos do homem, salvo que era perfeitamente racional por ser dirigida pelo Espírito-Grupo dos animais. Chamamos novamente a atenção do estudante para o Diagrama 4 no Capítulo sobre os Quatro Remos, onde isso é mostrado.

Esses seres Lunares já não eram tão simplesmente germinais, como nos Períodos anteriores. Para o clarividente desenvolvido aparecem como que suspensos por cordões na atmosfera de névoa ígnea, assim como o embrião está preso à placenta pelo cordão umbilical. As correntes (comuns a todos eles) que forneciam certa espécie de nutrição, fluíam para dentro e para fora da atmosfera através desses cordões. Essas correntes eram, de certa forma similares em suas funções ao sangue atual. Se aplicamos o nome de "sangue" a tais correntes é unicamente com o objetivo de sugerir uma analogia, porque os Seres do Período Lunar não possuíam nada semelhante ao nosso atual sangue vermelho, que é uma das mais recentes aquisições do homem.

Pelo final do Período Lunar houve uma divisão no Globo que era o campo da nossa e de outras evoluções, que não mencionamos antes para não confundir, mas com as quais nos familiarizaremos agora.

Parte desse grande Globo foi cristalizado pelo homem, dada a sua incapacidade de conservar a parte que habitava no elevado grau de vibração sustentada pelos demais seres dali. Quando essa parte alcançou certo grau de inércia a força centrífuga do Globo em rotação arrojou-a ao espaço em rodopios, onde começou a circular em torno do brilhante e incandescente núcleo central.

A causa espiritual da expulsão dessa cristalização é que os mais elevados seres de tal Globo requerem para sua evolução as extremamente rápidas vibrações do fogo. A condensação, ainda que necessária à evolução de outros e menos avançados seres que necessitam de um grau mais baixo de intensidade vibratória, tolhe esses elevados seres. Por isso, quando parte de qualquer Globo se consolida pela atuação de um grupo de seres em detrimento de outros, essa parte é expelida à distância exatamente necessária para que circule em torno da massa central como um satélite. As vibrações caloríficas que alcançam este satélite têm exatamente o grau e a intensidade convenientes às necessidades peculiares dos seres evolucionantes sobre o mesmo. É claro que a lei de gravitação explica perfeitamente esse fenômeno sob o ponto de vista físico. Mas sempre existe uma causa mais profunda, que proporciona uma explicação mais completa. É o que podemos descobrir quando consideramos as coisas sob o aspecto espiritual. Assim como ação física não é mais do que a manifestação visível de um pensamento invisível que a precede, do mesmo modo a expulsão de um planeta de um Sol central não é mais do que o efeito visível e inevitável de condições espirituais invisíveis.

O menor planeta que foi arrojado no Período Lunar condensou-se com relativa rapidez e formou o campo de nossa evolução até o fim desse Período. Era como uma lua girando em torno do seu planeta-pai, da mesma forma que a Lua gira em torno da Terra, porém não mostrava fases como a nossa Lua. Girava de tal maneira que uma metade estava sempre iluminada e a outra sempre obscura, como sucede com Vênus. Um de seus pólos apontava diretamente para o imenso Globo ígneo, tal como um dos pólos de Vênus aponta diretamente para o Sol.

Nesse satélite do Período Lunar haviam correntes que circulavam em torno do mesmo como as correntes dos espíritos-grupos circulam em torno da Terra. Os seres lunares seguiam essas correntes instintivamente, do lado luminoso para o lado obscuro dessa antiga Lua. Em certas épocas do ano, quando se encontravam no lado luminoso, realizava-se uma espécie de propagação. Temos resíduos atávicos dessas viagens lunares de propagação nas migrações das aves, que até hoje seguem as correntes dos espíritos-grupos em torno da Terra em certas estações do ano, com propósitos idênticos. Mesmo as viagens de lua de mel dos seres humanos demonstram que o próprio homem não se libertou totalmente daquele impulso migratório relacionado com o acasalamento.

Os seres Lunares naquele último estágio eram também capazes de emitir sons ou gritos. Eram sons cósmicos e não expressões individuais de alegria ou de dor, porque nesta época o indivíduo ainda não existia. O desenvolvimento da individualidade veio depois - no Período Terrestre.

Ao final do Período Lunar houve de novo um intervalo de repouso, a Noite Cósmica. As partes divididas foram dissolvidas e submergidas no Caos geral que precedeu a reorganização do Globo para o Período Terrestre.

Os Senhores da Sabedoria então evoluíram tanto que tornaram-se capazes de encarregar-se da evolução, já que eram a Hierarquia criadora mais elevada. Foram encarregados especialmente do Espírito Divino no homem, durante o Período Terrestre.

Os Senhores da Individualidade estavam também suficientemente desenvolvidos para poderem agir sobre o espírito no homem e por isso encarregaram-se do Espírito de Vida.

Outra Hierarquia Criadora cuidou especialmente dos três germes dos Corpos Denso, Vital e de Desejos, conforme evoluíam. Foram eles que, sob a direção de ordens mais elevadas, fizeram o principal trabalho nesses corpos, empregando a vida evolucionante como uma espécie de instrumento. Essa Hierarquia é chamada "Senhores da Forma". Tinham evoluído tanto que puderam encarregar-se do terceiro aspecto do espírito no homem - o Espírito Humano - no seguinte Período Terrestre.

Havia doze grandes Hierarquias Criadoras ativas no trabalho da evolução ao princípio do Período de Saturno. Duas dessas Hierarquias executaram no início alguns trabalhos. Não há informação sobre o que fizeram nem se fala coisa alguma sobre elas, salvo que agiram livre e voluntariamente, retirando-se depois da existência limitada para a libertação.

Mais três Hierarquias Criadoras seguiram-nas no princípio do Período Terrestre: os Senhores da Chama, os Querubins e os Serafins, permanecendo sete Hierarquias em serviço ativo, quando começou o Período Terrestre. O Diagrama 9 dá uma idéia clara das doze Hierarquias Criadoras e de seus estados.
Os Senhores da Mente tornaram-se peritos na construção de corpos de "matéria mental", assim como nós estamos nos especializando na construção de corpos de matéria química, e por uma razão similar: a Região do Pensamento Concreto era a mais densa condição de matéria alcançada no Período de Saturno, quando eles eram humanos, assim como a Região Química é o estado mais denso alcançado pela nossa humanidade.

No Período Terrestre os Senhores da Mente alcançaram o estado Criador e emitiram de si, dentro do nosso ser, o núcleo do material com o qual estamos procurando agora construir uma mente organizada. "Poderes das Trevas" foi o nome que lhes deu Paulo, por terem surgido do escuro Período de Saturno. São considerados maus devido à tendência separatista, pertinente ao plano da razão, em contraste com a força unificadora do Mundo do Espírito de Vida, o Reino do Amor. Os Senhores da Mente trabalham com a humanidade. Não actuam nos três ramos inferiores.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Ter Dez 22, 2009 10:59 pm

CAPÍTULO IX - ATRASADOS E PRINCIPIANTES


Ao acompanhar, no capítulo anterior, a evolução da vida, da consciência e da forma - tríplice fase de manifestação do espírito virginal que é a vida juntando-se à forma para, por seu intermédio, obter consciência expusemos o assunto como se houvesse apenas uma só classe de espíritos virginais, ou que estes, sem exceção, tivessem feito um progresso constante e uniforme.

Fizemos assim para simplificar o assunto, porque em realidade houve atrasados, como há em qualquer grande corporação ou coletividade.
Nas escolas, todos os anos, alguns alunos não conseguem alcançar a média necessária para promoção a um grau superior. Analogamente a cada Período de Evolução, há os que se atrasam porque não atingem a média necessária para passar ao próximo grau superior.

Já no Período de Saturno houve alguns que falharam em alcançar o desenvolvimento suficiente para mais um passo. Naquele estágio os Seres Superiores trabalharam com a vida que era inconsciente de si mesma , mas essa inconsciência não impedia o retardamento de alguns dos Espíritos Virginais menos flexíveis, menos adaptáveis que os demais.

Nessa única palavra, "Adaptabilidade", temos o grande segredo do atraso ou do progresso. Todo adiantamento depende da flexibilidade e adaptabilidade do ser evolucionante, de ser capaz de acomodar-se, por si, a novas condições ou estacionar e cristalizar-se, tornando-se incapaz de toda transformação. A adaptação é qualidade que faz progredir, esteja a entidade num grau superior ou inferior de evolução. A falta de adaptação é causa de atraso para o espírito e de retrocesso para a forma. Isto aplica-se ao passado, ao presente e ao futuro, e a qualificação ou inqualificação é feita exata e impessoalmente, com toda justiça, pela Lei de Consequência. Nunca houve nem haverá uma distinção arbitrária entre as "ovelhas" e as "cabras".

A endurecida receptividade, em alguns dos seres de Saturno, impediu o despertar do Espírito Divino, do que resultou permanecerem como simples minerais, pois só tinham o corpo denso, em germe.

No Período Solar houve duas classes ou reinos: os atrasados do Período de Saturno, ainda minerais, e os pioneiros do mesmo período aptos a receberem o germe do corpo vital e tornarem-se análogos às plantas.

Além destes, houve, ainda, um terceiro reino, uma nova onda de vida. Começou sua atividade no princípio do Período Solar. É a onda de vida que atualmente anima nossos animais.

A matéria na qual entrou a nova onda de vida, junto com os atrasados do Período de Saturno, formaram o reino mineral do Período Solar. Havia uma grande diferença entre essas duas subdivisões do segundo reino. É possível aos atrasados fazerem um esforço e alcançarem os adiantados (que formam nossa atual humanidade), porém, a nova onda de vida do Período Solar esteve impossibilitada de fazê-lo. Alcançará um estado correspondente ao humano, mas sob condições muito diferentes.

A divisão entre atrasados e pioneiros ocorreu na sétima Revolução do Período de Saturno, quando os Senhores da Chama despertaram o Espírito Divino e verificaram que algumas entidades evolucionantes encontravam-se em tais condições de insensibilidade, que era impossível despertá-las. Tiveram de continuar sem a chispa espiritual de que dependia seu progresso e viram-se obrigadas a permanecer no mesmo nível incapazes de seguir as que tiveram a chispa espiritual despertada. É bem verdadeiro: tudo o que somos ou deixamos de ser é o resultado de nosso próprio esforço ou de nossa própria inação.

Esses atrasados e a vida recém-chegada formaram manchas obscuras na brilhantes esfera gasosa do globo mais denso do Período Solar. As manchas solares atuais são um resíduo atávico daquele fato.

Na sexta Revolução do Período Solar, os Querubins despertaram o Espírito de Vida. Novamente, fracassaram alguns dos que haviam ultrapassado o ponto crítico do Período de Saturno, mas ficaram incapazes de receber a vivificação do segundo aspecto do espírito, no Período Solar. Constituíram outra classe de atrasados que ficou para trás da crista da onda evolutiva.

Na sétima Revolução do Período Solar, os Senhores da Chama reapareceram para despertar o Espírito Divino nos que, tendo fracassado ao final do Período de Saturno, mas tinham atingido o ponto onde podiam receber o impulso espiritual no Período Solar. Os Senhores da Chama despertaram o germe do Espírito Divino nas entidades aptas da nova onda de vida, mas também houve atrasados.

No princípio do Período Lunar, existiam as seguintes classes:

1 - Pioneiros, os que passaram com êxito através do Período de Saturno e Solar. Tinham corpos vital e denso e Espíritos de Vida e Divinos, germinalmente ativos.

2 - Atrasados do Período Solar, os que tinham corpos denso e vital e Espírito divino, todos em germe.

3 - Atrasados do Período de Saturno, os promovidos na sétima Revolução do Período Solar; possuíam germes do corpo denso e do Espírito Divino.

4 - Pioneiros da nova onda de vida Solar; tinham os mesmos veículos que os da classe 3. Pertenciam a um esquema de evolução diferente do nosso.

5 - Atrasados da nova onda de vida; tinham somente o germe do corpo denso.

6 - Uma nova Onda de Vida que começou sua evolução ao princípio do Período Lunar; é a vida que anima atualmente as plantas.

É bom recordar que a Natureza caminha muito devagar, não muda as formas subitamente. Para ela o tempo nada significa, o seu único objetivo é alcançar a perfeição. O mineral não chega ao estado vegetal de um salto, mas por gradações quase imperceptíveis. Uma planta não se converte em animal em uma noite. Milhões de anos são necessários para produzir a mudança. Em todos os tempos poderemos encontrar toda classe de estados e gradações na Natureza. A escala do ser eleva-se, sem descontinuidade, desde o protoplasma até Deus.

Não vamos considerar seis reinos diferentes por corresponderem às seis classes que entraram na arena da evolução ao princípio do Período Lunar. Trataremos somente de três reinos: o mineral, o vegetal e o animal.

A nova onda de vida do Período Lunar era constituída da classe inferior. Era a parte mais densa, a mineral, devendo ficar entendido que não era tão dura como os minerais atuais; sua densidade era análoga à da madeira.

Esta afirmação não contradiz as anteriores, que descreviam a Lua como aquosa, nem está em conflito com o Diagrama 8, que mostra o globo mais denso do Período Lunar como um Globo etérico, situado na Região Etérica. Como se indicou anteriormente, a espiral do caminho da evolução impede a sucessão de condições idênticas. Haverá analogias ou semelhanças, mas nunca se reproduzirão condições iguais. Nem sempre é possível descrever em termos exatos. Os termos empregados para sugerir a verdadeira idéia das condições existentes na época que estamos considerando são os mais apropriados.

A classe 5 da nossa lista era mineral mas, por ter passado além do mineral durante o Período Solar, possuía algumas características vegetais.

A classe 4 era quase vegetal, evoluía para planta antes do término do Período Lunar. Todavia, pertencia mais ao reino mineral que as duas classes imediatas, que formavam o reino superior. Podemos agrupar as classes 4 e 5 e formar um reino de grau intermediário, um reino "vegetal-mineral", constituinte da superfície do antigo planeta do Período Lunar. Era algo semelhante à turfa, um estado intermediário entre o vegetal e o mineral, e muito úmido, o que concorda com a afirmação já feita de que o Período Lunar era aquoso.

Assim, as classes sexta, quinta e quarta formavam as diversas gradações do reino mineral no Período Lunar, estando a mais elevada próxima do vegetal e a inferior da substância mineral mais densa daquele tempo.

As classes terceira e segunda formavam o reino vegetal; eram realmente, algo mais do que plantas, mas não eram de todo animais. Cresciam sobre o solo mineral-vegetal e eram estacionárias como as plantas. Não teriam podido crescer nem desenvolver-se sobre terreno puramente mineral, como fazem nossas plantas atuais. Podemos encontrar uma boa semelhança nas plantas parasitas: não podendo desenvolver-se sobre um terreno puramente mineral procuram o alimento já especializado por um arbusto ou árvore.

A classe um era composta pelos pioneiros da onda de vida dos espíritos virginais. No Período Lunar passaram uma existência análoga à do animal. Assemelhavam-se aos animais dos nossos tempos por terem os mesmos veículos e por estarem sob a direção de um espírito-grupo, que abrangia toda a família humana. Sua aparência era muito diferente da dos animais atuais, conforme se viu pela descrição parcialmente dada no capítulo anterior. Não pousavam na superfície do planeta, flutuavam, suspensos por uma espécie de cordões umbilicais. Em vez de pulmões tinham brânquias e por elas respiravam o vapor quente da neblina ígnea. Tais condições de existência lunar ainda são recapituladas na atualidade, durante o período de gestação. Em certa altura do desenvolvimento, o embrião possui brânquias. Os seres lunares desse tempo tinham, como os animais, a espinha dorsal horizontal.

Durante o Período Lunar subdividiram-se diversas classes, mais do que nos períodos precedentes, porque, como é de supor, houve também atrasados, fracassados, os que não puderam manter-se na vanguarda da onda evolutiva. Resultado: ao principiar o Período Terrestre havia cinco classes, contendo algumas delas várias divisões, como mostra o diagrama 10. Essas divisões sucederam-se nas seguintes épocas e pelas razões expostas.

Em meados da quinta Revolução do Período Lunar, os Serafins forneceram o germe do Espírito Humano aos que se adaptaram para seguir avante, os pioneiros. Alguns não puderam receber o impulso espiritual que despertasse neles o tríplice espírito.

Na sexta Revolução do Período Lunar, os Querubins reapareceram e vivificaram o Espírito de Vida dos que tinham ficado atrás no Período Solar, aqueles que tinham alcançado o grau de desenvolvimento necessário para isso (a classe 2 da nossa lista anterior). Fizeram o mesmo nos atrasados do Período Solar que não desenvolveram o corpo vital durante a existência vegetal no Período Lunar. Estão representados na terceira classe da lista mencionada.

A quarta classe dessa lista atravessou um grau inferior de existência vegetal, mas a maioria desenvolveu suficientemente o corpo vital, de modo a permitir o despertar do Espírito de Vida.

Assim, as três últimas classes possuíam os mesmos veículos no princípio do Período Terrestre. Somente as duas primeiras (classes 3a e 3b do diagrama 10) pertencem à nossa onda de vida e têm possibilidades de alcançar-nos, se vencerem o ponto crítico da próxima Revolução do Período Terrestre. Os que não puderam passar esse ponto, ficarão apartados, até poderem entrar em alguma evolução futura e prosseguir seu desenvolvimento em novo período humano. Excluídos, não poderão seguir com a nossa humanidade, porque esta ter-se-ia desenvolvido deixando-os distantes. Seria um verdadeiro obstáculo ao nosso progresso se tivéssemos de rebocá-los. Não serão destruídos, isso não, mas ficarão à espera de outro período evolutivo.

Progredir na onda evolutiva atual é o que se pretende significar quando, na religião cristã, se fala em "salvação". Tal salvação deve ser procurada com toda diligência. A "condenação eterna" não significa destruição ou sofrimento sem fim. Entretanto, é algo muito sério encontrar-se algum espírito num estado de inércia durante inconcebíveis milhares de anos, até que, numa nova evolução, chegue ao estado de unir-se a ela e prosseguir sua tarefa. O espírito não é consciente desse lapso de tempo, mas nem por isso a perda é menos séria. Ao entrar na nova evolução, terá um sentimento inexplicável de desambientação, de não estar em seu lugar.

No que diz respeito à humanidade atual, tal possibilidade é tão pequena que está quase fora de cogitação. Entretanto, diz-se que unicamente três quintas partes do número total de espíritos virginais que começaram a evolução no Período de Saturno passarão o ponto crítico da próxima revolução e continuarão até o fim.

A maior apreensão dos ocultistas é o materialismo. Se for levado demasiado longe, não somente impedirá todo o progresso; chegará até a destruir os sete veículos do espírito virginal, deixando-o completamente nu. Quem se encontra em semelhante caso terá de recomeçar a evolução desde o princípio. Todo trabalho efetuado desde o princípio do Período de Saturno será uma perda completa. Por tais razões, o presente período é, para nossa humanidade, o mais crítico de todos. Os ciêntistas-ocultistas falam das dezesseis raças (das quais a germano-anglo-saxônica é uma delas), como de "dezesseis possibilidades de destruição". Possa o leitor sobrepassar todas, porque não consegui-lo seria muito pior do que atrasar-se na próxima Revolução.

Falando de modo geral, a quinta classe anteriormente mencionada, obteve o germe do Espírito Divino na sétima Revolução do Período Lunar, quando reapareceram os Senhores da Chama. Portanto, foram os pioneiros da última onda de vida, a que entrou em evolução no Período Lunar. Ali passaram sua existência mineral. Os atrasados dessa onda de vida ficaram somente com o germe do corpo denso.

Além das nomeadas, houve também uma nova onda de vida (o atual reino mineral) que entrou na evolução ao princípio do Período Terrestre.

Ao final do Período Lunar, essas classes possuíam os veículos indicados no diagrama 10, com eles passando para as condições do Período Terrestre.

Durante o tempo transcorrido desde o princípio do Período Terrestre, o reino humano vem desenvolvendo o elo da mente, despertando para a plena consciência de vigília. Os animais obtiveram um corpo de desejos. As plantas um corpo vital. Os atrasados da onda de vida evolutiva começada no Período Lunar esparam à dura e pesada condição pétrea, e, agora, seus corpos densos formam nossas terras brandas. Finalmente, a onda de vida que começou a evolução no Período Terrestre forma as rochas e pedras mais duras.

Foi assim que as diferentes classes adquiriram os veículos indicados no diagrama 3, ao qual remetemos novamente o leitor.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Dom Dez 27, 2009 3:17 pm

CAPÍTULO X - O PERÍODO TERRESTRE

Os globos do Período Terrestre estão situados nos quatro estados mais densos de matéria: a Região do Pensamento Concreto, o Mundo do Desejo e as Regiões Química e Etérea. O globo mais denso, o D, é nossa Terra atual.

Quando falamos de "mundos mais densos" ou de "estados mais densos de matéria", deve-se tomar o termo em sentido relativo. Em caso contrário implicará numa limitação do Absoluto, o que seria um absurdo. Densidade e subtilidade, acima e abaixo, leste e oeste, são palavras de significação relativa ao nosso próprio estado ou posição. Assim como a nossa onda de vida se manifesta em mundos superiores e sutis, assim também há estados mais densos de matérias que formam o campo de evolução de outras classes de seres. Não vamos imaginar estes mundos mais densos em outras partes do espaço. Estão interpenetrados por nossos mundos, analogamente como os mundos superiores interpenetram a Terra. A solidez aparente da Terra e das formas nela existentes não pode impedir a passagem de um corpo menos denso. O mais sólido muro não pode evitar a passagem de um ser humano que viaje em seu corpo de desejos. Aliás, a solidez não é sinônimo de densidade, como bem exemplifica o alumínio, sólido muito pouco denso. O fluido mercúrio tem bastante densidade, mas não impede que se evapore e escape através de muitos sólidos.

Neste quarto Período temos, atualmente, quatro elementos. No Período de Saturno não havia mais do que um elemento: o Fogo, isto é, calor, o fogo incipiente. No segundo Período, o Solar, havia dois elementos, o Fogo e o Ar. No terceiro Período, o Lunar, com a Água que se acrescentou, havia três. No quarto, o Terrestre, juntou-se um quarto elemento: a terra. Portanto, em cada Período houve um elemento adicionado.

No Período de Júpiter será agregado um elemento de natureza espiritual. Unir-se-á com a linguagem, fazendo que as palavras levem consigo o verdadeiro significado. Não haverá equívocos ou ambiguidades, como acontece tão frequentemente agora. Por exemplo, quando alguém diz "casa" pode querer significar uma simples residência mas um interlocutor pode entender que se trata de um compartimento, e outro de uma grande edifício.

As classes mencionadas no diagrama 10 foram trazidas a este ambiente de quatro elementos pelas Hierarquias que as tinham a seu cargo. Recordemos que, no Período Lunar, estas classes formavam três reinos: animal, animal-vegetal e vegetal-mineral. Aqui, na Terra, as condições existentes já não permitem classe intermediária. Só podem existir quatro reinos distintos e diferentes. Nesta fase de existência cristalizada das formas, torna-se muito mais definida a diferença entre os reinos, o que não acontecia nos primeiros Períodos, em que cada reino imergia gradualmente no seguinte. Portanto, algumas das classes citadas no diagrama 10 avançaram meia etapa, enquanto outras retrocederam outro tanto.

Alguns dos minerais-vegetais avançaram completamente para o reino vegetal e formaram a verdura dos campos. Outros retrocederam e converteram-se no solo puramente mineral em que crescem as plantas. Alguns dos vegetais-animais desenvolveram-se até o reino animal. Sua espécies têm ainda o sangue incolor dos vegetais, e outras, como as estrelas do mar, conservam ainda as cinco pontas semelhantes às pétalas de uma flor.

Os da classe 2, cujos corpos de desejos estavam em condições de serem divididos em duas partes (neste caso, todos os da classe 1) e que podiam atuar em veículos humanos, avançaram para o grupo humano.

Convém reparar cuidadosamente que, nos parágrafos anteriores, faz-se referência às formas, não à vida, que anima as formas. O instrumento está graduado para servir à vida que o anima.

Os da classe 2, em quem se podia efetuar a divisão mencionada, elevaram-se ao reino humano, mas o espírito interno foi-lhes dado um pouco mais tarde do que aos da classe 1. Por consequência, não estão tão desenvolvidos como os da classe 1, e formam as raças humanas inferiores.

Os que tinham seus corpos de desejos incapazes de divisão foram colocados nas mesmas condições das classes 3a e 3b; constituem os presentes antropóides. Entretanto, se alcançarem o suficiente grau de desenvolvimento antes do ponto crítico já mencionado, que virá a meados da quinta revolução, poderão seguir com a nossa evolução. Caso não consigam, perderão todo contato com ela.

Como dissemos, nos três primeiros Períodos o homem construiu seu tríplice corpo com a ajuda que lhe prestaram outros seres superiores, mas não havia poder coordenador, pois o tríplice espírito, o Ego, estava separado dos seus veículos. Agora chegou o tempo próprio para unir o espírito e corpo.

Feita a divisão do corpo de desejos, a parte superior, de certo modo, tornou-se senhora, não só da parte inferior como dos corpos vital e denso. Formou algo como uma alma-animal, à qual o espírito podia unir-se por meio do elo da mente. Onde não houve divisão do corpo de desejos, o veículo entregava-se desenfreadamente a paixões e desejos e não podia ser empregado como veículo interno capaz de ser usado para a morada do espírito. Por isso, ficou sob a direção de um espírito-grupo que o guiava de fora. Essa classe animal degenerou e converteu-se nos antropóides.

Ao mesmo tempo que o corpo de desejos se dividia, o corpo denso adquiria gradualmente a posição vertical, tirando a espinha dorsal do alcance das correntes do Mundo do Desejo, no qual o espírito-grupo age sobre o animal através da espinha dorsal horizontal. O Ego podia agora entrar, agir e expressar-se por meio da espinha dorsal vertical, construir a laringe vertical bem como o cérebro, para sua expressão adequada no corpo denso. A laringe horizontal está também sob o domínio do espírito-grupo. Se é certo, como já mencionamos, que alguns animais, tais como os estorninhos, os periquitos, os papagaios, etc., podem emitir palavras, por possuírem laringe vertical, não podem pronunciá-las inteligentemente. Empregar palavras para expressar o pensamento é o mais alto privilégio da humanidade e só pode ser efetuado por uma entidade que pense e raciocine como o homem. Se o estudante em sua mente fixar isso bem, ser-lhe-á fácil seguir as diferentes etapas do progresso humano no Período Terrestre.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Ter Dez 29, 2009 12:41 am

A REVOLUÇÃO DE SATURNO DO PERÍODO TERRESTRE

Nesta Revolução, em qualquer período, reconstrói-se o corpo denso. Desta vez, deu-lhe a possibilidade de formação de um cérebro, que se converteu em meio de expressão do germe mental, dado posteriormente. Com esta reconstrução final o corpo denso adquiriu capacidade e alcançou maior eficiência.

É impossível exprimir em palavras a maravilhosa sabedoria empregada na construção do corpo denso. Nunca ao estudante se inculcarão suficientemente as incomensuráveis facilidades deste instrumento para adquirir conhecimentos, a grandeza do benefício que representa para o homem, o quanto deve estimá-lo, e quão agradecido deve sentir-se por possui-lo.

Já foram expostos alguns exemplos da perfeição de construção e de inteligente adaptabilidade nesse instrumento. Para tornar mais evidente esta grande verdade, vamos ilustrar essa sabedoria, mostrando o trabalho do Ego no sangue.

É geralmente sabido que o suco gástrico atua sobre o alimento para colaborar na assimilação. Contudo, muitos poucos, salvo os médicos, sabem da existência de muitos outros diferentes sucos gástricos, cada um deles apropriados a cada classe de alimentos. As investigações de Pavlov demonstraram além de toda a dúvida, que há uma classe de suco para a digestão da carne, outra para a do leite, outra para a das frutas ácidas, etc. Isso explica por que nem todas as misturas de alimento fazem bem. O leite, por exemplo, necessita de um suco gástrico completamente diferente daquele necessário para qualquer outro alimento, com exceção dos amidos que não podem ser digeridos com facilidade se forem misturados com outros alimentos além dos cereais. Bastaria isso para mostrar uma sabedoria maravilhosa. É o Ego que age subconscientemente e seleciona os diferentes sucos, cada qual apropriado a um ou diversos alimentos que se introduzem no estômago, e dotados da quantidade de energia necessária à digestão. Porém, ainda mais maravilhoso é o suco gástrico filtrar-se no estômago antes do alimento ali chegar.

O mesclar dos sucos não é processo consciente. A grande maioria das pessoas nada sabe do metabolismo ou de qualquer outra fase da química. Logo, não é suficiente explicação dizer que, ao provarmos o que comemos, estamos realizando o processo digestivo por meio de influxos do sistema nervoso.
Quando se descobriu a seleção dos sucos gástricos, os homens de ciência ficaram embaraçados para compreender ou explicar como era selecionado o suco necessário, e como este se filtrava no estômago antes do alimento. Creram primeiramente que o impulso era dado através do sistema nervoso mas, depois, demonstrou-se afastando toda dúvida, que o suco apropriado se filtrava no estômago ainda que o sistema nervoso estivesse inibido.

Por último, Starling e Bayliss, em uma série de brilhantes experiências, provaram que o sangue tomava partes infinitesimais do alimento que penetrava pela boca e, levava-as diretamente às glândulas digestivas, originava a secreção do suco gástrico requerido.

Porém, isto é somente o aspecto físico do fenômeno. Para compreendê-lo por completo, devemos recorrer à ciência oculta. Unicamente ela explica por que o sangue transporta esse sinal.

O sangue é uma das mais elevadas expressões do corpo vital. O Ego guia e controla o instrumento denso por meio do sangue, portanto, é também o meio empregado para agir sobre o sistema nervoso. Durante parte da digestão, atua parcialmente através do sistema nervoso, mas, especialmente ao começar o processo digestivo, atua diretamente sobre o estômago. Quando, nas experiências científicas citadas, os nervos foram inibidos, foi através do sangue que permaneceu aberto o caminho direto e, por esse modo, o Ego recebeu a informação necessária.

Outrossim, o sangue é dirigido a qualquer parte do organismo em que o Ego esteja desenvolvendo maior atividade. Quando em certa situação, é preciso pensar e agir rapidamente, o sangue dirigi-se rápido ao cérebro. Se temos de digerir uma comida copiosa, o sangue abandona a cabeça e outras partes do corpo para concentrar-se nos órgãos digestivos. O Ego concentra esforços para livrar o corpo de todo excesso ou alimento inútil. Por isso, não é possível pensar bem depois de ter comido muito. Vem a sonolência, porque a maior parte do sangue é afastada do cérebro, e a que permanece é insuficiente para produzir as funções necessárias à plena consciência de vigília. Além disso, quase todo o fluido vital, energia solar especializada pelo baço, é absorvida pelo sangue que, depois das refeições, passa através desse órgão em maior volume. O resto do sistema também fica privado de fluido vital, em grande extensão, durante o processo digestivo.

É o Ego que impele o sangue para o cérebro. Toda vez que o corpo vai adormecer, o sangue abandona o cérebro, como se pode provar colocando um homem sobre um plano horizontal em equilíbrio. Ao adormecer, baixará do lado dos pés e levantar-se-á do lado da cabeça. Durante o ato sexual o sangue concentra-se nos órgãos respectivos, etc.

Este exemplos tendem a provar que, durante as horas de vigília, o Ego controla o corpo denso por meio do sangue. A maior quantidade dirige-se sempre ao ponto do corpo em que, num determinado momento, o Ego desenvolve sua principal atividade.

A reconstrução do corpo denso, na Revolução de Saturno do Período Terrestre, teve a finalidade de torná-lo apto para ser interpenetrado pela mente. Recebeu o primeiro impulso para construção do sistema nervoso. Desde então, começaram a objetivar-se o sistema voluntário e o simpático. Este último já fora obtido no Período Lunar, mas o sistema nervoso voluntário não se obteve senão no atual Período Terrestre. Por intermédio do sistema voluntário, o corpo denso, que era um mero autônomo agindo somente em função de estímulos exteriores, transformou-se num instrumento extraordinariamente adaptável, capaz de ser guiado e governado pelo Ego, de dentro.

O trabalho principal de tal reconstrução foi executado pelos Senhores da Forma. Esta Hierarquia é a mais ativa no atual Período Terrestre, assim como as mais ativas do Período de Saturno foram os Senhores da Chama; no Período Solar os Senhores da Sabedoria e no Período Lunar os Senhores da Individualidade.

O Período Terrestre é, eminentemente, o Período da Forma. Aqui, a parte material da evolução está em seu grau mais elevado, ou mais pronunciado. Em contrapartida, o espírito está mais abandonado e coibido. A forma é o fator mais dominante, daí o predomínio dos Senhores da Forma.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Ter Dez 29, 2009 10:51 pm

A REVOLUÇÃO SOLAR DO PERÍODO TERRESTRE

Durante esta Revolução reconstruiu-se o corpo vital, a fim de acomodá-lo à mente germinal. O corpo vital tomou forma parecida à do corpo denso, do qual assimila as condições necessárias para ser empregado como veículo mais denso durante o Período de Júpiter. Neste período o corpo denso se espiritualizará.

Os Anjos, a humanidade do Período Lunar, foram ajudados pelos Senhores da Forma na reconstrução. A organização do corpo vital é a mais perfeita depois da do corpo denso. Alguns têm escrito sobre este assunto e afirmado que não é um veículo separado, que é somente uma ligação e que não passa de uma modelo do corpo denso.

Não desejando criticá-los, admitimos que essa afirmação parece ser justificada pelo fato do homem, em seu estado atual de evolução, não poder ordinariamente empregar o corpo vital como veículo separado. No comum dos homens permanece unido ao corpo denso e separá-lo totalmente causaria a morte deste corpo.

Todavia, como veremos adiante, noutro tempo não estava tão firmemente incorporado ao corpo denso.

Nas épocas da história da Terra chamadas Lemúrica e Atlante, o homem era um clarividente involuntário, fenômeno este produzido pela frouxa conexão entre o corpo denso e o vital. Os iniciadores ajudavam o candidato a diminuir ainda mais essa conexão, como marcadamente acontece com o clarividente voluntário.

Desde essa época, o corpo vital ligou-se muito firmemente com o corpo denso na maioria das pessoas, porém, não tanto nas chamadas sensitivas. Nessa débil conexão está a diferença entre a pessoa psíquica e a comum, inconsciente de tudo que não sejam as impressões dos cinco sentidos. Todos os seres humanos passam através deste período de íntima conexão dos seus veículos para experimentarem a consequente limitação de consciência.

Portanto, há duas classes de sensitivos: os que ainda não se submergiram firmemente na matéria, por exemplo, a maioria dos peles-vermelhas, dos indus, etc., que possuem certo grau de clarividência ou são sensíveis aos sons da Natureza, e aqueles outros que seguem na vanguarda da evolução. Os vanguardeiros estão surgindo do pináculo da materialidade e podem ser divididos em duas classes: a primeira, que se desenvolve de maneira passiva, sem energia, por meio da ajuda de outros. Voltam a despertar o plexo solar ou outros órgãos relacionados com o sistema nervoso involuntário, tornam-se clarividentes involuntários ou médiuns, sem domínio algum sobre a sua faculdade. Retrocedem. A outra classe é formada pelos que voluntariamente desenvolvem os poderes vibratórios dos órgãos relacionados atualmente com o sistema nervoso voluntário. Convertem-se em ocultistas treinados, dominam seus próprios corpos e exercem a faculdade da clarividência à sua vontade. Por isso são denomindos clarividentes voluntários.

No Período de Júpiter, o homem funcionará em corpo vital como funciona agora em corpo denso. Nenhum desenvolvimento é súbito na Natureza. O processo de separação dos dois corpos já começou e o corpo vital alcançará um elevado grau de eficiência maior do que tem agora o corpo denso. Veículo muito mais flexível, o espírito poderá usá-lo de maneira atualmente impossível com o veículo denso.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Qua Dez 30, 2009 10:08 pm

A REVOLUÇÃO LUNAR DO PERÍODO TERRESTRE

Nela se recapitulou o Período Lunar e muitas de suas condições prevaleceram idênticas às do Globo D daquele Período, porém em grau superior. Houve uma atmosfera da mesma neblina ígnea, o mesmo centro ardente, a mesma divisão do Globo em duas partes, para que os seres mais altamente evolucionados tivessem oportunidade de progredir em ritmo e enriquecimento tais, que, seres como nossa humanidade não teriam podido igualar.

Nessa Revolução, os Arcanjos (a humanidade do Período Solar) e os Senhores da Forma encarregaram-se da reconstrução do corpo de desejos, mas não estavam sozinho nesta tarefa. Quando se deu a separação do Globo em duas partes, houve uma divisão similar nos corpos de desejos de alguns dos seres evolucionantes. Já indicamos que, ao dar-se essa divisão, a forma estava pronta para converter-se em veículo de um espírito interno. Com o objetivo de levar mais adiante esse propósito, os Senhores da Mente (a humanidade do Período de Saturno) cuidaram da parte mais elevada do corpo de desejos e nela implantaram o "eu" separado, sem o qual o homem do presente, com suas gloriosas possibilidades não teria podido existir.

Assim, na última parte da Revolução Lunar, o primeiro germe da personalidade separada foi implantado na parte superior do corpo de desejos pelos Senhores da Mente.

Os Arcanjos foram ativos na parte inferior do corpo de desejos, dando-lhe desejos puramente animais. Também trabalharam sobre o corpo de desejos, que não estavam divididos. Alguns destes Arcanjos converteram-se em espíritos-grupo dos animais, e agem sobre eles, de fora, nunca penetrando de todo nas formas animais, ao passo que o espírito separado o faz de dentro do corpo humano.

Durante o Período Terrestre foi reconstruído o corpo de desejos, a fim de torná-lo apto para ser interpenetrado pelo mente germinal. Este trabalho efetuou-se em todos os corpos de desejos que admitiram a divisão já mencionada.

Como se explicou anteriormente, o corpo de desejos é um ovóide inorganizado, tendo no centro o corpo denso qual uma mancha obscura. O todo é como a clara de ovo envolvendo a gema. Há certo número de centros sensoriais no ovóide, que foram aparecendo desde o princípio do Período Terrestre. Na média dos seres humanos, tais centros assemelham-se a redemoinhos em uma corrente e não estão despertados. É portanto, um corpo de desejos que não tem utilidade para ele como veículo de consciência independente, ou separado. Quando esses órgãos sensoriais são despertados, parecem vórtices brilhantes em rapidíssima rotação.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Sab Jan 02, 2010 11:19 pm

PERÍODO DE REPOUSO ENTRE REVOLUÇÕES

Anteriormente falamos das Noites Cósmicas entre os Períodos. Vimos que houve uma Noite Cósmica, intervalo de repouso e assimilação, entre os Períodos de Saturno e Solar, outra entre os Períodos Solar e Lunar, etc. Porém, além dessas, existem também intervalos de repouso entre as Revoluções.

Podemos comparar os Períodos a diferentes encarnações do homem, a Noite Cósmica aos intervalos entre a morte e o novo nascimento, e o intervalo de repouso entre Revoluções ao período de repouso, do sono de cada noite, isto é, entre dois dias.

Quando chega a Noite Cósmica, todas as coisas manifestadas transformam-se numa massa homogênea. O Cosmos converte-se novamente em Caos.
Este retorno periódico da matéria à substância primordial habilita o espírito a evoluir. Se o processo cristalizante de manifestação ativa continuasse indefinitivamente, ofereceria um insuperável obstáculo ao progresso do espírito. Quando a matéria se cristaliza a ponto de tornar-se demasiado pesada e dura, o espírito, nela não podendo agir, retira-se para recuperar a energia já exaurida. É como uma broca que tenha estado furando metais duros: deve parar e ser guardada durante algum tempo para recuperar-se.

As forças químicas na matéria, livres da energia cristalizante do espírito em evolução, convertem o Cosmos em Caos, isto é, devolvem a matéria ao seu estado primordial, para que os espíritos virginais regenerados possam recomeçar o seu trabalho na aurora de um novo Dia de Manifestação. As experiências obtidas nos primeiros Períodos e Revoluções capacitam o espírito a reconstruir, com relativa rapidez, até o ponto ultimamente alcançado. Além disso, facilitam o progresso ulterior promovendo as alterações que as experiências que as experiências acumuladas lhe ditam.

Desse modo, no final da Revolução Lunar do Período Terrestre, todos os globos e toda a vida voltaram ao Caos, reemergindo ao começar a Quarta Revolução.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Ter Jan 05, 2010 12:07 am

A QUARTA REVOLUÇÃO DO PERÍODO TERRESTRE

Na sempre crescente complexidade do esquema evolutivo, há sempre espirais dentro de espirais, ad infinitum. Portanto, não deve causar surpresa sabermos que em cada Revolução o trabalho de recapitulação e repouso se aplica aos diferentes Globos. Quando a onda de vida reapareceu no Globo A, nesta Revolução recapitulou o desenvolvimento do Período de Saturno; depois de um repouso que, entretanto, não implicou na desintegração do Globo, mas tão-só uma alteração do mesmo, apareceu no Globo B, onde recapitulou a obra do Período Solar. Depois de outro repouso, a onda de vida passou ao Globo C e repetiu o trabalho do Período Lunar. Finalmente, a onda de vida chegou ao Globo D, nossa Terra atual, e aí começou realmente o verdadeiro trabalho do Período Terrestre.

Contudo, as espirais dentro de espirais impediram que esse trabalho principiasse imediatamente depois da chegada da onda de vida do Globo C, porque o germe da mente só foi obtido na quarta Época. Nas três primeiras Épocas foram recapitulados os Períodos de Saturno, Solar e Lunar.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Qua Jan 06, 2010 12:54 am

CAPÍTULO XI - GÊNESE E EVOLUÇÃO DO NOSSO SISTEMA SOLAR

Caos

Nas páginas anteriores nada dissemos sobre o nosso Sistema Solar nem sobre os diferentes planetas que o compõem porque, antes de chegar o Período Terrestre, não havia a diferenciação atual. O Período Terrestre é o pináculo da diferenciação.

Ainda que não tenhamos falado senão de uma classe de espíritos virginais, daqueles que, no sentido mais estrito e limitado, estão relacionados com a evolução terrestre, em realidade existem sete "Raios" ou correntes de vida. Seguem, todas, evoluções diferentes, embora pertencendo à mesma classe original de espíritos virginais de que faz parte a nossa humanidade.

Nos Períodos anteriores, todas essas diferentes subclasses ou raios encontraram um ambiente apropriado para sua evolução no mesmo planeta. Porém, no Período Terrestre as condições tornaram-se tais que, para facilitar a cada classe o grau de calor e de vibração necessários à sua fase particular de evolução, foram segregados em diferentes planetas, a diferentes distâncias do manancial central da Vida, o Sol. Esta é a razão de ser do nosso Sistema e de todos os outros Sistemas Solares do Universo.

Antes de descrever a evolução da nossa humanidade na Terra, depois de sua separação do Sol Central, é necessário, para manter a devida ordem, explicar a causa do lançamento ao Espaço dos planetas de nosso Sistema.

A manifestação ativa, particularmente no Mundo Físico, depende da separatividade, da limitação da vida pela forma. Porém, durante o intervalo entre Períodos e Revoluções, cessa a distinção entre a vida e a forma. Isto aplica-se não somente ao homem e aos reinos inferiores, mas também aos Mundos e Globos, as bases da forma para a vida evolucionante. Nesse noturno intervalo, subsistem somente os átomos-sementes e o núcleo ou centro dos Mundos-Globos. Tudo mais é uma substância homogênea e um só espírito compenetra todo o Espaço, Vida e Forma, polos positivo e negativo, é um só todo.
A este estado a mitologia grega chamou "Caos". A antiga mitologia escandinava e teutônica chamava-lhe "Ginnungagap", limitado ao norte pelo frio e nebuloso "Niflheim", a terra da umidade e da neblina, e aos sul, pelo ardente "Muspelheim". Quando o calor e o frio penetraram no espaço que ocupava o "Caos" ou "Ginnungagap" produziram a cristalização do Universo visível.

A Bíblia também emite essa idéia do espaço infinito, como predecessor da atividade do Espírito.

Em nossos atuais tempos de materialismo, lamentavelmente, perdemos a idéia de todo o significado dessa palavra Espaço. Acostumamo-nos a falar de espaço "vazio" ou do "grande nada" do espaço, e perdemos completamente o imenso e santo significado daquela palavra. Em consequência, somos incapazes de sentir o respeito que essa idéia de Espaço e Caos deveria fazer brotar em nossos corações.

Para os Rosacruzes, tal como para qualquer outra escola de ocultismo, não existe nada semelhante a esse vazio ou nada do espaço. Para eles o espaço é Espírito em atenuada forma, enquanto a matéria é espaço ou Espírito cristalizado. O Espírito manifestado é dual: a Forma é a manifestação negativa do Espírito, cristalizado e inerte. O polo positivo manifesta-se como Vida que galvaniza a forma negativa e a leva à ação, porém, ambos, a Vida e a Forma, originada em Espírito, Espaço e Caos.

Para termos uma idéia esclarecedora, tomemos da vida diária o exemplo da incubação de um ovo. O ovo é cheio de um fluido moderadamente viscoso. Submetido este fluido ao calor, à incubação, dessa substância fluídica, branda, sai um pinto com ossos duros, carne relativamente dura e coberto de peninhas até certo ponto duras também.

Pois bem, se um pinto vivo pode surgir de um fluido inerte, de um ovo, sem que se lhe junte substância exterior, será absurdo pretender que o universo seja Espaço ou Espírito cristalizado? Não há dúvida alguma, esta afirmação parecerá absurda a muitas pessoas, mas esta obra não foi escrita para convencer o mundo em geral de que estas coisas são assim. Foi escrita para os que intuitivamente sentem que essas coisas devem ser assim e para ajudá-los a ver a luz, como ao autor foi permitido, nesse Grande Mundo-Mistério. O objetivo especial do momento é demonstrar que o Espírito é ativo em todo tempo, de uma forma durante a Manifestação e de outra durante o Caos.

A ciência moderna sorriria ante a idéia de que a vida pudesse existir um Globo em formação. Isto é devido à ciência não poder dissociar a Vida da Forma, e só poder conceber a Forma quando se apresenta sólida, perceptível por algum dos nossos cinco sentidos.

O ocultista-cientista, de acordo com as definições dadas acimas sobre a Vida e a Forma, afirma que a Vida pode existir independentemente da Forma concreta. Podem existir formas não perceptíveis aos nossos atuais sentidos limitados, e não sujeitas a nenhuma das leis que regem o estado atual, concreto, da matéria.

É certo, a Teoria Nebular sustenta que toda existência (isto é, todas as formas, mundos do espaço e quaisquer formas que neles possam haver) surgiu da nebulosa ígnea, mas não reconhece o fato ulterior sustentado pela ciência oculta: a Nebulosa Ígnea é Espírito. Também não reconhece que toda a atmosfera que nos rodeia e o espaço entre Mundos, é Espírito, e que existe um intercâmbio constante entre a Forma dissolvendo-se em Espaço e o Caos cristalizando-se em Forma.

O Caos não é um estado que, tendo existido no passado agora tenha desaparecido completamente. É tudo que atualmente nos rodeia. Não poderia haver progresso se as formas velhas, que já prestaram toda sua utilidade, não estivessem a dissolver-se constantemente no Caos, e se este não desse nascimento também, continuamente, a novas formas. A obra da evolução cessaria e o estacionamento impediria toda possibilidade de desenvolvimento.
A frase "quanto mais amiúde morremos, tanto melhor vivemos" considera-se um axioma. Goethe, o poeta iniciado, disse:

Quem não sentiu nesta vida
Morrer e nascer sem cessar
Será sempre um triste hóspede
Sobre esta sombria terra.
Paulo disse: "Eu morro todos os dias".

Como estudantes de ciência oculta, precisamos compreender que, mesmo durante a manifestação ativa, o Caos é a base de todo progresso. Nossa atividade durante o caos decorre de nossa atuação na manifestação ativa. Vice-versa, tudo quanto somos capazes de realizar e de progredir durante a manifestação ativa é resultado da existência no Caos. A existência nos intervalos entre Períodos e Revoluções é muito mais importante para o crescimento da alma do que a existência concreta, se bem que, sendo esta última a base da primeira, não poderíamos passar sem ela. A importância do intervalo Caótico advém, durante esse período, das entidades evolucionantes de todas as classes estarem tão estreitamente unidas que em realidade se unificam.

Em consequência, estando em estreito contato com os seres mais altamente desenvolvidos, as classes que alcançaram pouco desenvolvimento durante a manifestação experimentam e beneficiam-se de uma vibração superior à sua. Isto lhes permite reviver e assimilar as passadas experiências, o que era impossível enquanto estavam limitadas pela forma.

Já conhecemos os benefício que traz ao espírito do homem o intervalo entre a morte e o novo nascimento. Nesse intervalo, depois da morte, continua-se a empregar uma forma, mas muito mais atenuada do que o corpo denso. Nas Noites Cósmicas, nos intervalos de repouso entre Períodos e Revoluções há inteira libertação de toda forma, donde resulta que o benefício extraído de todas as experiências pode ser assimilado mais eficazmente.

Uma palavra foi empregada originalmente para expressar o estado das coisas entre manifestações. Entretanto, tem sido tão usada em sentido material que perdeu seu primitivo significado. Dita palavra é Gás.

Alguém julgará que esta palavra é muito antiga e tenha sido usada quase sempre como sinônimo de um estado de matéria mais sutil do que os líquidos. Não, esta palavra foi empregada pela primeira vez em "Física", obra que apareceu em 1663, escrita por Helmont, um Rosacruz.

Helmont não se intitulava a si mesmo Rosacruz. Nenhum verdadeiro Irmão o faz publicamente. Só os Rosacruzes conhecem o irmão Rosacruz. Nem ainda os mais íntimos amigos ou a própria família conhecem as relações de um homem com a Ordem. Os Iniciados, e só eles, conhecem os escritores do passado que foram rosacruzes porque, através de sua obras, brilham as inconfundíveis palavras, frases e sinais indicativos da significação profunda, oculta para os não iniciados. A Fraternidade Rosacruz é composta de estudantes dos ensinamentos da Ordem. Estes ensinamentos estão agora sendo dados publicamente porque a inteligência do mundo está em desenvolvimento e a nível para compreendê-los. Esta obra é um dos primeiros fragmentos públicos dos conhecimentos rosacruzes.

Tudo o que tem sido publicado como tal nos últimos anos, é obra de charlatões ou traidores.

Os Rosacruzes, tais como Paracelso, Comenius, Bacon, Helmont e outros, deram vislumbres em suas obras e influenciaram a outros. A grande controvérsia sobre as obras de Shakespeare (que fez sujar tantas penas de ganso e gastar tanta tinta, muito melhor empregadas em outros propósitos) nunca teria vindo a lume se fosse conhecido que a semelhança entre Shakespeare e Bacon é efeito da influência exercida sobre ambos, por um Iniciado, o mesmo que influenciou Jacob Boehme e um pastor de Ingolstadt, Jacobo Baldus, que viveu posteriormente a Bardo de Avon e escreveu versos líricos em latim. Lendo o primeiro poema de Jacobo Baldus com certa chave, de baixo para cima, aparecerá a seguinte sentença: "Anteriormente falei do outro lado do mar, por meio do drama; agora me expressarei liricamente".

Em sua "Física", o rosacruz Helmont escreveu: "Ad huc spiritus incognitum Gas voco", isto é: "A esse espírito desconhecido eu chamo Gás". Mais adiante, diz na mesma obra: "Esse vapor a que chamo Gás, não faz muito tempo foi tirado do Caos de que falavam os antigos".

Devemos aprender a pensar no Caos como o Espírito de Deus que compenetra todo o infinito. Segundo a máxima oculta, ver-se-á que, em sua verdadeira luz, "o Caos é a sementeira do Cosmos". E não mais nos perturbaremos ante a assertiva de que "se possa tirar alguma coisa do nada", porque Espaço não é sinônimo de Nada. Mantém em si os germes de tudo quanto existe durante a manifestação física, embora não contenha tudo completamente. Da fusão do Caos com o Cosmos há sempre e de cada vez, algo novo que antes não existia, que não se percebia, que permanecia latente. O nome desse algo é Gênio, a causa da Epigênese.

Aparece em todos os reinos e é a expressão do espírito progressivo no homem, no animal e na planta.

O Caos, portanto, é um nome santo, um nome que significa a causa de tudo o que vemos na Natureza. Inspira um grande sentimento de devoção a todo o ocultista experiente, verdadeiro e treinado, que contempla o mundo visível dos sentidos como uma revelação das potencialidades ocultas do Caos.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Seg Jan 11, 2010 11:08 pm

NASCIMENTO DOS PLANETAS

Para o homem poder expressar-se no Mundo Físico denso era necessário desenvolver um corpo apropriado. Este corpo deve ter órgãos diversos, membros, um sistema muscular que lhe permita mover-se, um cérebro que dirija e coordene os movimentos. Se as condições tivessem sido diferentes, o corpo seria modificado em harmonia com elas.

Todos os seres na escala da existência, elevados ou inferiores, necessitam possuir veículos quando desejam expressar-se em qualquer mundo. Até os Sete Espíritos ante o Trono devem possuir apropriados veículos, aliás, diferentes para cada um deles. Coletivamente, Eles são Deus, formam a Trindade Divina, que, através de cada um, manifesta-se de maneiras diferentes.

Não existe contradição alguma em atribuir multiplicidade a Deus. Não pecamos contra a "unidade" da luz por distinguirmos as três cores primárias em que se divide. A luz branca do Sol contém as sete cores do espectro.

O ocultista distingue até doze cores no espectro visível. Há cinco entre o vermelho e o violeta - fechando o círculo - além do vermelho, laranja, amarelo, verde, etc., de espectro visível. Quatro dessas cores são indescritíveis, mas a quinta, que está no meio dessas cinco, tem um tom parecido ao da flor de pessegueiro recém-aberta. É a cor do corpo vital. Os clarividentes treinados, descrevendo-a como "cinza-azulado" ou "cinza-avermelhado", procuram descrever uma cor que não tem equivalente no Mundo Físico, vendo-se por conseguinte obrigados a empregar os termos mais aproximados que lhes proporciona a linguagem comum.

A cor talvez nos permita conceber, melhor do que por outro modo qualquer, a unidade de Deus e dos Sete Espíritos ante o Trono. Veja-se o diagrama 11.

O branco de um triângulo surge de um fundo negro. O branco é um síntese, contém todas as cores, como Deus contém em Si todas as coisas do nosso Sistema Solar.

Dentro do triângulo branco há três círculos: azul, vermelho e amarelo. Todas as outras cores são simples combinações dessas três cores primárias. Esses círculos correspondem aos três aspectos de Deus, que não tem princípio e que terminam em Deus, se bem que só se exteriorizam durante a manifestação ativa.

Quando se misturam essas três cores, conforme se vê no diagrama, aparecem quatro cores adicionais: três cores secundárias, mistura de duas primárias, e uma cor, o índigo, que contém toda a gama de cores, formada das sete cores do espectro. Essas diferentes cores representam os Sete Espíritos ante o Trono. Diferentes são também os Sete Espíritos, que têm diferentes missões no Reino de Deus, o nosso Sistema Solar.

Os sete planetas que gravitam em torno do Sol são os corpos densos dos Sete gênios Planetários. Seus nomes são: Urano, com um satélite; Saturno com oito luas; Júpiter, com quatro; Marte com duas; a Terra com uma Lua; Vênus e Mercúrio ( Descobertas relativas a Astronomia desde que este livro foi escrito, atribuem 4 satélites a Urano, 9 a Saturno e 11 a Júpiter ).

Como os corpos são sempre ajustados a propósito de servir os corpos densos dos Sete Espíritos Planetários são esféricos. É a forma que melhor se adapta à enorme velocidade de sua viagem pelo espaço. A Terra, por exemplo, caminha na sua órbita à razão de 66.000 milhas (106.194 quilômetros) por hora.

O corpo humano, no passado, teve forma diferentes da que tem atualmente. A do futuro será também distinta da presente. Durante a involução era aproximadamente esférico, como ainda é, durante a vida antenatal. O desenvolvimento intra-uterino é uma recapitulação dos passados estados evolutivos. Nesse estado, o organismo desenvolve-se em forma esférica porque, durante a involução, as energias do homem era dirigidas para dentro, para construção dos próprios veículos, assim como o embrião se desenvolve dentro da esfera do útero.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Ter Jan 12, 2010 10:40 pm

TABELA DE VIBRAÇÕES

Os corpos denso e vital do homem tornaram-se eretos, mas os outros veículos superiores mantêm ainda a forma ovóide. No corpo denso, o cérebro, diretor e coordenador, está situado numa extremidade. É a posição menos favorável para tal órgão. Requer demasiado tempo para que os impulsos percorrendo de uma extremidade a outra, dos pés à cabeça, cheguem ao cérebro. Em casos de queimadura, a ciência tem demonstrado que se perde bastante tempo para a sensação ir da parte afetada ao cérebro e voltar de novo, o que origina o aumento das lesões da pele.

Os prejuízos desta imperfeição ficariam grandemente diminuídos se o cérebro estivesse no centro do corpo. As sensações e correspondentes respostas poderiam ser recebidas e transmitidas com muito maior rapidez. Nos planetas, esférico, o Espírito Planetário dirige os movimentos de seu veículo a partir do centro. O homem do futuro se arredondará novamente, como se vê no diagrama 12. Converter-se-á em esfera, o que lhe proporcionará muitas facilidades para mover-se em todas as direções, e, também, para combinar movimentos simultâneos.

O conceito Rosacruz do Cosmos ensina que está reservado aos planetas uma evolução ulterior. Quando os seres de um planeta se desenvolvem até certo grau, o planeta converte-se em sol, o centro fixo de um sistema solar. Se esses seres evoluem em maior grau ainda, aquele sol alcança o máximo de esplendor, transforma-se em zodíaco, convertendo-se, por assim dizer, em matriz de um novo Sistema Solar.

Dessa maneira, as grandes Hostes de Seres Divinos confinadas no Sol adquirem liberdade de ação sobre um número maior de estrelas, podendo afetar de diversas maneiras o sistema que está crescendo dentro da sua própria esfera de influência.

Os planetas, mundos portadores de homens, dentro do Zodíaco, estão constantemente sendo trabalhados por essas forças, de várias maneiras, de acordo com o grau de evolução alcançado.

O nosso Sol não pôde converter-se no que atualmente é enquanto não expulsou todos os seres insuficientemente evoluídos, incapazes de suportar o elevado grau de vibração e a grande luminosidade dos qualificados para aquela evolução. Todos os seres que se encontram nos diversos planetas ter-se-iam consumido se tivessem permanecido no Sol.
O Sol visível é o campo de evolução de seres muito superiores ao homem, porém, seguramente, não é o Pai dos outros planetas, como supõe a ciência material. Ao contrário, é uma emanação do Sol Central, da fonte invisível de tudo que existe em nosso Sistema Solar. O nosso Sol visível é como um espelho em que se refletem os raios de energia do Sol Espiritual. O Sol Real é tão invisível como o "homem real".

Urano foi o primeiro planeta arrojado da nebulosa, quando começou a diferenciação no Caos, ao alvorecer do Período Terrestre. Não havia luz alguma, exceto a luz difusa do Zodíaco. A vida que partiu com Urano é de caráter moroso. Por isso, diz-se, evoluciona mui lentamente.

Saturno foi o planeta expulso depois. É o campo de evolução da vida no estado evolutivo correspondente ao Período de Saturno. Diferenciou-se antes da ignição da nebulosa e, como todas as nebulosas que passam através do Período de Saturno evolutivo, não era fonte de luz, mas somente um refletor.

Pouco depois diferenciou-se Júpiter, quando a nebulosa estava já em ignição. O calor de Júpiter não é tão grande como o do Sol, Vênus ou Mercúrio. Seu imenso volume permite-lhe reter muito calor e, por isso, é um campo de evolução conveniente para seres muito desenvolvidos. Corresponde ao estado que a Terra alcançará no Período de Júpiter.

Marte é um mistério. Somente ligeiras informações podem ser dadas a seu respeito. Podemos dizer que a vida de Marte é de natureza pouco desenvolvida e que os chamados "canais" não são escavações na superfície do planeta mas correntes semelhantes à que passavam sobre o nosso planeta da Época Atlante cujos resíduos podem ser observados nas Auroras Boreais e Austrais. Fica assim explicada a mutabilidade observada pelos astrônomos nos canais de Marte. Fossem realmente "canais" e não poderiam estar mudando, porém, como são correntes que emanam dos pólos de Marte, estão sujeitos a tais desvios.

A Terra, incluindo a Lua, foi depois arrojada do Sol e, por último, aconteceu o mesmo a Vênus e a Mercúrio. A estes e a Marte nos referiremos mais tarde, ao falar da evolução do homem sobre a Terra. No momento não são necessárias maiores considerações.

A existência de luas em um planeta indica que na onda de vida evolucionante nesse planeta existem alguns seres demasiado atrasados para poderem continuar na evolução da onda de vida principal. Tiveram de ser afastados do planeta para não estorvarem o progresso dos adiantados, os precursores. Estão nesse caso os seres que habitam a nossa Lua. Quanto a Júpiter, é provável que os habitantes de três de suas luas possam reunir-se à vida do planeta-pai. Admite-se que uma delas, no mínimo, é uma oitava esfera, análoga à nossa própria Lua, onde se processa o retrocesso e a desintegração dos veículos adquiridos. É o resultado da demasiada aderência à existência material por parte de seres evolucionantes que chegaram a tão deplorável fim.

Netuno e seus satélites não pertencem propriamente ao nosso Sistema Solar. Os demais planetas ou, melhor dito, seus Espíritos, exercem influência sobre toda a humanidade. A influência de Netuno está restrita a uma classe especial, os astrólogos. O autor, por exemplo, tem sentido sua influência várias vezes, de maneira acentuada.

Quando os atrasados que, desterrados, evoluem em alguma lua realcançam seu posto e voltam ao planeta paterno, ou quando um retrocesso continuado origina a completa desintegração dos seus veículos, a Lua abandonada começa a uma órbita fixa durante milênios pode igualmente durar milênios depois de abandonada a lua. Do ponto de vista físico, girando ao redor do planeta, a Lua abandonada pode parecer ainda um satélite. Não obstante, no transcurso do tempo, conforme diminua a força de atração exercida pelo nosso sistema solar. Então, será lançada no espaço interplanetário, dissolvendo-se no Caos. Tais mundos mortos são como escória, e a expulsão é análoga à de um corpo estranho e duro que, introduzido no sistema humano, caminha e passa através da carne em direção à pele. Os asteróides ilustram esse ponto. São fragmentos de luas que um dia rodearam Vênus e Mercúrio. Os seres nelas confinados no passado são conhecidos esotericamente pelos nomes de "Senhores de Vênus" e de "Senhores de Mercúrio". Realçaram seu perdido desenvolvimento, na maior parte, graças ao serviço prestado à nossa humanidade, como adiante será descrito. Agora, salvos, estão no planeta progenitor, enquanto as luas em que habitaram desintegraram-se parcialmente, achando-se já além da órbita da Terra. Há outras luas "aparentes" no nosso sistema, porém o Conceito não as considera por estarem além do campo de evolução.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Qua Jan 13, 2010 10:25 pm

CAPÍTULO XII - EVOLUÇÃO DA TERRA

A Época Polar

Enquanto a matéria que forma a Terra ainda fazia parte do Sol, encontrava-se em estado ígneo, ardente. Como o fogo não queima o espírito, a evolução humana começou naquele tempo, confinada especialmente à região polar do Sol.
Os primeiros a aparecer foram os mais desenvolvidos os que deviam converter-se em humanos. As substâncias que agora compõem a Terra estavam em fusão e a atmosfera era gasosa. O homem recapitulou seu estado mineral.

Dessa substância química, atenuada, do Sol, construiu o homem seu primeiro corpo mineral, auxiliado pelos Senhores da Forma. Alguém poderia objetar que o homem não pode construir nada inconscientemente. A resposta estaria no exemplo da maternidade: a mãe é consciente da construção do corpo da criança em seu ventre? Entretanto, ninguém se atreveria a dizer que não intervém. Só há uma diferença: a mãe constrói o corpo para a criança, enquanto o homem construía inconscientemente para si mesmo.

O primeiro corpo denso do homem não se parecia, nem remotamente, com o atual veículo, tão esplendidamente organizado. Tal perfeição foi conseguida ao cabo de miríades de anos. O primeiro corpo denso era um objeto enorme e pesado. Por uma abertura na parte superior saía ou projetava-se um órgão. Era uma espécie de órgão de orientação e direção. No transcurso do tempo, o corpo denso e o órgão uniram-se mais estreitamente e este condensou-se um tanto. Quando o homem se aproximava de lugares onde não podia suportar o calor, o seu corpo se desintegrava. Com o tempo, o órgão se tornou sensitivo e assinalava o perigo. O corpo denso, automaticamente, movia-se para um lugar mais seguro.
Este órgão degenerou-se, transformando-se no que agora conhecemos por glândula pineal. Algumas vezes é chamada o "terceiro olho", mas é uma denominação imprópria, porque nunca foi um olho, mas sim, o órgão em que se localizava a percepção do calor e do frio, faculdade atualmente distribuída por todo o corpo. Durante a Época Polar esse sentido estava localizado nesse órgão, assim como a visão está hoje localizada nos olhos e o sentido da audição nos ouvidos. A extensão da sensação do tato a todo corpo, desde aquele tempo até hoje, indica a maneira como todo o corpo denso se desenvolverá. Os sentidos especializados indicam limitação, mas tempo chegará em que uma qualquer parte do corpo poderá perceber todas as coisas. Os sentidos da vista e da audição se estenderão por todo o corpo, como acontece atualmente com o tato. O homem será "todo olhos e ouvidos". Todavia, a percepção sensorial de todo o corpo terá uma percepção relativa.

Nos primeiros estágios de que estamos falando havia uma espécie de propagação. Aquelas imensas e saciformes criaturas dividiam-se pela metade, em forma muito semelhante à divisão das células por cissiparidade, porém as porções separadas não cresciam; cada metade permanecia no tamanho original.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Sex Jan 15, 2010 1:27 am

A ÉPOCA HIPERBÓREA

No transcurso do tempo, em diferentes pontos do globo incandescente, começaram a formar-se crostas ou ilhas, no meio do mar de fogo.

Surgiram, então, os Senhores da Forma e os Anjos (a humanidade do Período Lunar), que envolveram a forma densa do homem num corpo vital. Os dilatados corpos cresceram ainda mais, incorporando por osmose, assim digamos, materiais do exterior. Quando se propagavam, já não se dividiam em duas metades mas em duas partes desiguais. Ambas cresciam até adquirir o tamanho original do corpo progenitor.

Como a Época Polar foi uma recapitulação do Período de Saturno, pode-se dizer que durante esse tempo o homem passou através do estado mineral: tinha o corpo denso e a consciência semelhante à do estado de transe. Por razões análogas, atravessou o estado vegetal na Época Hiperbórea, durante a qual dispunha de corpo denso, de corpo vital e de consciência semelhante à do sono sem sonhos.

A evolução do homem na Terra começou depois de Marte ser arrojado da massa central. O que agora é a Terra ainda não se desprendera do Sol. Ao final da Época Hiperbórea, a incrustação tinha aumentado tanto que se converteu num verdadeiro obstáculo ao progresso de alguns dos mais elevados seres solares. Por outro lado, o estado incandescente era um obstáculo à evolução de algumas criaturas de grau inferior, tais como o homem. Nesse estado, precisavam de um mundo mais denso para seu futuro desenvolvimento. Por isso, a parte do Sol que agora é a Terra foi arrojada ao terminar a Época Hiperbórea e começou a girar em torno do corpo do progenitor, seguindo uma órbita um tanto diferente da atual. Pouco depois, por razões análogas, foram expulsos Vênus e Mercúrio.

A cristalização sempre começa nos pólos do planeta onde o movimento é lento. A parte solidificada vai sendo arrastada aos poucos para o Equador. Se a força centrífuga da rotação planetária é mais forte que a tendência coesiva, a massa solidificada é arrojada ao espaço.

Quando o globo terrestre foi separado da massa central incluía o que atualmente é a nossa Lua. Neste grande globo estava evolucionando a onda de vida que, tendo começado a evolução no Período de Saturno, agora anima o reino humano, assim como as ondas de vida que começaram sua evolução nos Períodos Solar, Lunar e Terrestre e atualmente estão evolucionando, através dos reinos animal, vegetal e mineral.

Já fizemos referência a alguns seres, os atrasados dos vários períodos que, ao final dos mesmo, não podendo dar um passo mais na evolução, foram deixados cada vez mais para trás. Tendo chegado a ponto de converterem-se em pesado obstáculo e impecilho, foi necessário expulsá-los, para não retardar a evolução dos demais.

Ao princípio da Época Lemúrica, esses "fracassados" (note-se que eram fracassados e não simplesmente atrasados), cristalizaram a parte da Terra por eles ocupada, a tal ponto que formava, digamos, uma imensa escória sobre a Terra branda e ígnea. Constituindo, pois, obstáculo e obstrução aos demais, foram arrojados ao espaço juntamente com a parte da Terra que tinham cristalizado. Essa é a gênese da Lua.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Ter Jan 19, 2010 11:31 pm

A LUA - A OITAVA ESFERA

Os sete Globos, de A a G, são o campo da evolução. A lua é o campo de desintegração.

A rapidez das vibrações do globo original que é agora o Sol teria rapidamente desagregado os veículos humanos se a Terra não se desprendesse. Cresceriam com grande rapidez, comparado com a qual seria lentíssimo o crescimento dos cogumelos. Isto é, seriam velhos o tempo em que deviam ser jovens.

Esse efeito de excessivo sol observa-se na rapidez de crescimento nos trópicos. Alcança-se a maturidade e a decrepitude muito antes do que nas zonas temperadas. Quanto à Lua, se tivesse ficado ligado à Terra, o homem ter-se-ia cristalizado até converter-se numa estátua. A enorme distância percorrida pelos raios do Sol até a Terra permite ao homem viver no grau de vibração apropriado e desenvolver-se lentamente. As forças lunares, por sua vez, chegam da distância necessária para que o corpo seja construído com a densidade conveniente. Estas últimas forças são ativas na construção da forma. A continuidade da sua ação acaba por cristalizar os tecidos orgânicos e, até, por ocasionar a morte.

O Sol age sobre o corpo vital. É força que trabalha pela vida, e luta contra as forças lunares que trabalham para a morte.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Sex Jan 22, 2010 11:24 pm

A ÉPOCA LEMÚRICA

Nesta época apareceram os Arcanjos (a humanidade do Período Solar) e os Senhores da Mente (a humanidade do Período de Saturno). Os Senhores da Forma, que tinham a seu cargo o Período Terrestre, ajudaram aquelas Hierarquias.

Os primeiros ajudaram o homem a construir o corpo de desejos, e os Senhores da Mente deram o germe mental à maior parte dos pioneiros, que formavam a classe 1 na classificação do diagrama 10.

Os Senhores da Forma vivificaram o Espírito Humano em todos os atrasados do Período Lunar que tinham progredido o necessário nas três revoluções e meia transcorridas desde o começo do Período Terrestre. Nesse tempo, os Senhores da Mente não puderam dar-lhes o germe mental. Desta forma, uma grande parte da humanidade nascente ficou sem esse laço de união entre o tríplice espírito e o tríplice corpo.

Os Senhores da Mente tomaram a seu cargo as partes superiores do corpo de desejos e da mente germinal, impregnando-as do sentimento da personalidade separada, sem a qual não poderiam existir seres separados, tal como hoje conhecemos.

Devemos aos Senhores da Mente a personalidade individual e todas as possibilidades de experiência e crescimento que ela pode proporcionar-nos. Este ponto marca o nascimento do Indivíduo.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Sab Jan 23, 2010 7:17 pm

NASCIMENTO DO INDIVÍDUO

O diagrama 1, mostra que a personalidade é a imagem refletida do Espírito, e a mente é o espelho ou foco.
Assim como em um lago as imagens das árvores se invertem parecendo que a folhagem está no mais profundo das águas, assim também o aspecto mais elevado do espírito (o Espírito Divino) encontra sua contraparte no mais inferior dos três corpos (o Corpo Denso). O seguinte espírito mais elevado (o Espírito de Vida), reflete-se no corpo imediato (o Corpo Vital). O terceiro espírito (o Espírito Humano) e seu reflexo, o terceiro corpo (o de Desejos) aparecem mais próximos ao espelho refletor, a mente, correspondendo esta à superfície do lago, o meio refletor em nossa analogia.

O espírito desceu dos mundos superiores durante a involução e, por ação recíproca, no mesmo período os corpos se elevaram. O encontro destas duas correntes no foco, ou mente, marca o momento em que nasce o indivíduo, o ser humano, o Ego, quando o Espírito toma posse dos seus veículos.

Contudo, não imaginemos que, ao alcançar esse ponto, o homem se tornou consciente, pensante, tal como é hoje, no estado atual de sua evolução. Para alcançá-lo teve de percorrer um longo e penoso caminho. Os órgãos, estavam ainda em estado rudimentar, não havia cérebro para empregar como instrumento de expressão e, por isso, a consciência era a menor que se possa imaginar. Numa palavra, o homem daquele tempo estava longe de ser tão inteligente como os animais atuais. O primeiro passo para melhorar foi a construção do cérebro, destinado a ser o instrumento da mente no Mundo Físico. Isto realizou-se separando a humanidade em sexos.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Seg Jan 25, 2010 9:36 pm

SEPARAÇÃO DOS SEXOS

Ao contrário da idéia geralmente aceita, o Ego é bissexual. Se o Ego fosse assexual, o corpo seria necessariamente assexual também, por ser o símbolo externo do espírito interno. Nos mundos internos, o Ego manifesta os sexos diferentemente, como duas qualidades distintas: Vontade e Imaginação. A Vontade é a força masculina, aliada às forças solares. A Imaginação é o poder feminino, sempre unido às forças lunares. Isto explica o predomínio da Imaginação na mulher e o poder especial que a Lua exerce sobre o organismo feminino.

Quando na Época Hiperbórea, a matéria que depois formou a Terra e a Lua fazia ainda parte do Sol, o corpo do homem nascente era plástico. As forças da parte que permaneceu como Sol e da parte que agora constitui a Lua, agiam facilmente em todos os corpos. O homem era hermafrodita, capaz de exteriorizar de si outro ser sem intervenção de qualquer outro.

Separada a Terra do Sol e, pouco depois, arrojada a Lua, as forças dos dois luminares não encontraram modo de expressar-se como anteriormente. Alguns corpos tonaram-se melhores condutores de umas forças e outros de outras.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Sex Jan 29, 2010 12:10 am

INFLUÊNCIA DE MARTE

Na parte do Período Terrestre que precedeu à separação dos sexos, durante as três revoluções e meia entre a diferenciação de Marte e o começo da Época Lemúrica, Marte seguia uma órbita distinta da que agora percorre. Sua aura (essa parte dos veículos sutis que se estende para fora do planeta denso), compenetrou o corpo do planeta central polarizando-lhe o ferro internamente.

Antes disso, como o ferro é essencial para a produção do sangue vermelho e quente, todas as criaturas eram de sangue frio, melhor dito, a parte fluídica dos seus corpos não era mais quente que a atmosfera que as rodeava.

Quando a Terra foi arrojada do Sol Central, modificaram-se as órbitas dos planetas, pelo que diminuiu a influência de Marte sobre o ferro. O Espírito Planetário de Marte retirou o resto desta influência e, embora os corpos de desejos da Terra e de Marte ainda se compenetrassem, cessou o poder dinâmico de Marte sobre o ferro, um metal marciano, então utilizável em nosso planeta.

Em realidade, o ferro é a base de toda existência separada. Sem o ferro, não seria possível o sangue vermelho, produtor do calor. O Ego não teria governo algum no corpo. Quando se desenvolveu o sangue vermelho, na última parte da Época Lemúrica, o corpo tornou-se ereto. O Ego pôde então penetrar no seu corpo e governá-lo.

Porém, o fim e o objetivo da evolução não é somente entrar no corpo. Isso é um meio e o fim é a melhor expressão do Ego no Mundo Físico através de seu instrumento. Para o conseguir teve de construir órgãos dos sentidos, a laringe e sobretudo, o cérebro, que depois aperfeiçoou.

Durante a primeira parte da Época Hiperbórea, enquanto a Terra estava ainda unida ao Sol, o homem recebia das forças solares o sustento de que necessitava. Inconscientemente, para fins de propagação, o excesso era irradiado.

Quando o Ego entrou na posse dos seus veículos, foi necessário empregar parte dessa força na construção do cérebro e da laringe, originariamente partes do órgão criador. A laringe formou-se enquanto o corpo denso tinha a forma de saco dilatado, já descrita, forma ainda mantida no embrião humano. Conforme o corpo denso se verticalizou, parte do órgão criador permaneceu com a parte superior do corpo denso, convertendo-se em laringe.

Desta forma, a dual força criadora que, no objetivo de criar outro ser, trabalhara anteriormente em uma só direção, dividiu-se. Uma parte dirigiu-se para cima, para construção do cérebro e da laringe, o meio para o Ego pensar e comunicar pensamentos aos demais seres.

Resultados desta modificação: só uma parte da força essencial para a criação de outro ser era eficaz em cada indivíduo. Por isso, cada ser individual teve de procurar a cooperação de outro que possuísse a parte da força procriadora que lhe faltava.

A entidade evolucionante obteve, assim, a consciência cerebral do mundo externo, à custa da metade do seu poder criador. Antes disso, ao empregar, em si, as duas partes desse poder para exteriorizar outro ser, o indivíduo era criador somente no mundo físico. Depois da modificação, adquiriu o poder de criar e de expressar pensamentos e a capacidade de criar nos três mundos.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Ter Fev 02, 2010 11:05 pm

AS RAÇAS E SEUS GUIAS

Antes de considerar em detalhes a evolução dos lemures, será conveniente dar uma vista geral às Raças e seu Guias.

Algumas obras sobre Ocultismo, muito estimadas, trouxeram a público os ensinamentos da Sabedoria Oriental. Não obstante, contém certos erros, devidos à má interpretação dos que tiveram a felicidade de recebê-los e transmiti-los. Todos os livros não escritos diretamente pelos Irmãos Maiores estão sujeitos a tais erros. Todavia, considerando a extrema complexidade do assunto, é de admirar que os erros cometidos tenham sido tão poucos. Por isso, o autor não tem a menor intenção de criticar, reconhecendo que mais numerosos e mais graves erros podem ter sido incorporados nesta obra, devidos à errônea concepção do ensino recebido. O autor simplesmente indica, nos seguintes parágrafos, o que recebeu, e mostra como podem conciliar-se os diferentes ensinamentos, aparentemente contraditórios, de obras tão preciosas como "A Doutrina Secreta", de H. P. Blavatsky, e o "Budismo Esotérico" de A. P. Sinnett.

A parte da evolução humana a ser realizada durante a jornada atual da onda de vida na Terra estende-se por sete grandes estados ou Épocas. Esses estados de evolução não podem ser chamados propriamente raças. Até próximo do final da Época Lemúrica, nada apareceu a que se possa propriamente aplicar esse nome. Desde aquele tempo, sucederam-se diferentes raças através das Épocas Atlante e Ária, e prolongar-se-ão ligeiramente na grande Sexta Época.

O número total de raças em nosso esquema evolutivo, passadas, presentes e futuras, é de dezesseis: uma, ao final da Época Lemúrica; setes, durante a Época Atlante; mais sete em nossa atual Época Ária, e outra mais, ao começar a Sexta Época. Depois disso nada mais haverá que possamos denominar propriamente de raça.

As raças não existiram nos períodos que precederam o Período Terrestre, nem existirão nos períodos subsequentes. Unicamente aqui, no nadir da existência material, podem existir diferenças tão grandes entre os homens e produzir distinções de raças.

Além das Hierarquias Criadoras que deram ao homem seus veículos durante a Involução e ajudaram-no a dar os primeiros passos na Evolução, a humanidade teve também como Guias imediatos, seres muito mais desenvolvidos. Para realizar essa obra de amor, esses Guias vieram dos planetas situados entre a Terra e o Sol: Vênus e Mercúrio.

Os seres que habitam Vênus e Mercúrio não estão tão avançados como os que têm por atual campo de evolução o Sol, mas estão muito mais desenvolvidos do que a nossa humanidade. Portanto, permaneceram algum tempo mais na massa central do que os habitantes da Terra. Em certa altura do seu desenvolvimento, havendo necessidade de campos de evolução separados, foram arrojados esses dois planetas: Vênus, primeiro, depois, Mercúrio. Cada um ficou à distância necessária para assegurar a intensidade vibratória conveniente à sua evolução. Os habitantes de Mercúrio, mas próximos do Sol, são os mais avançados.

Alguns habitantes destes planetas foram enviados à Terra para auxiliar a nascente humanidade. Os ocultistas conhecem-nos pelos nomes de "Senhores de Vênus" e de "Senhores de Mercúrio".

Os Senhores de Vênus foram os guias da massa do nosso povo. Eram seres inferiores da evolução de Vênus. Ao aparecerem entre os homens foram conhecidos como "Mensageiros dos Deuses". Para o bem da humanidade, prestaram-se a guiá-la e a conduzi-la, passo a passo. Não houve rebelião alguma contra sua autoridade porque o homem ainda não tinha desenvolvido vontade independente. A fim de elevá-lo ao grau em que pudesse manifestar vontade e razão, guiaram-no até poder dirigir-se a si próprio.

Reconhecendo que esses mensageiros conversavam com os Deuses, foram reverenciados profundamente e sua ordens obedecidas sem discussão.

Quando a humanidade, sob a direção destes Seres, chegou a certo grau de progresso, os humanos mais avançados foram colocados sob a direção dos Senhores de Mercúrio. Iniciaram-nos nas verdades mais elevadas a fim de convertê-los em guias ou chefes do povo. Estes iniciados, guiados à dignidade de reis, foram os fundadores das dinastias dos Legisladores Divinos. Certamente, eram reis "pela graça de Deus", isto é, pela graça dos Senhores de Vênus e de Mercúrio que, para a infantil humanidade, eram como deuses. Guiaram e instruíram os reis para benefício do povo, não para se engrandecer e arrogarem-se direitos a expensas deste.

Nesse tempo, um Regente tinha o dever sagrado de educar e ajudar o seu povo, pacificar e promover a equinidade e o bem-estar. Tinha a luz de Deus, que lhe dava sabedoria e guiava o seu julgamento. Enquanto reinaram esses Reis tudo prosperou, viveu-se, certamente, uma Idade de Ouro. Seguindo em detalhe a evolução do homem, veremos que a fase ou período presente de desenvolvimento não será uma idade de ouro, senão talvez no sentido material, mas é uma fase necessária para conduzir o homem ao ponto de guiar-se a si mesmo. O domínio próprio é o fim e objetivo de toda disciplina. Nenhum homem sem governo pode subsistir seguro e salvo se não aprendeu a dominar-se. No actual grau de desenvolvimento esta tarefa é a mais difícil que se lhe pode proporcionar. É muito fácil dar ordens a outros ou dominá-los, difícil é impor obediência a si próprio.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Qui Fev 04, 2010 3:56 pm

INFLUÊNCIA DE MERCÚRIO

O propósito dos Senhores de Mercúrio, em todo esse tempo, assim como o objetivo dos Hierofantes dos Mistérios, desde esse tempo, e o de todas as escolas de ocultismo, em nossos dias, era e é ensinar ao candidato a arte de dominar-se. O homem estará qualificado para governar os outros na proporção, unicamente na proporção, em que seja capaz de domínio próprio. Se os nossos atuais legisladores ou dirigentes das massas pudessem dominar-se a si próprios, teríamos novamente o Milênio, ou Idade de Ouro.

Em idades antiquíssimas, os Senhores de Vênus, agiram sobre as massas. Atualmente, os Senhores de Mercúrio estão trabalhando sobre o Indivíduo, capacitando-o para o domínio próprio (incidentalmente, não propriamente), para o domínio dos demais. Esse trabalho na sua parte, é somente o princípio da crescente influência mercuriana que se processará nas restantes três Revoluções e meia do Período Terrestre.

Nas primeiras três e meia Revoluções, Marte polarizou o ferro, o que evitou a formação do sangue vermelho e impediu a entrada do Ego no corpo até adquirir conveniente grau de desenvolvimento.

Nas últimas três Revoluções e meia, Mercúrio agirá para libertar o Ego dos veículos densos, por meio da Iniciação.
É interessante notar que, assim como Marte polarizou o ferro, também Mercúrio polarizou o metal do mesmo nome. A ação deste metal demonstra muito bem essa tendência de retirar o espírito do corpo. Um exemplo é essa terrível enfermidade, a sífilis, em que o Ego fica demasiadamente aprisionado ao corpo.

Mercúrio, em doses convenientes, destrói esse estado, faz perder a aderência do corpo ao Espírito, e permite ao Ego a relativa liberdade que goza nas pessoas normais. Em contrapartida, uma dose exagerada de mercúrio pode causar a paralisia, por libertar o homem do corpo denso imprópria e exageradamente.

Os Senhores de Mercúrio ensinaram o homem a sair e a voltar ao corpo à vontade, e a funcionar nos veículos superiores independentemente do corpo denso. Assim, este último converteu-se numa casa confortável e alegre em vez de uma prisão obscura; num útil instrumento em vez de um cárcere.

A Ciência Oculta fala do Período Terrestre como de Marte-Mercúrio. Realmente, pode-se dizer, temos estado em Marte e vamos para Mercúrio, conforme diz uma das obras ocultistas mencionadas anteriormente. Entretanto, diga-se também, nunca habitamos o planeta Marte, nem estamos vivendo na Terra para, futuramente, ir viver no planeta Mercúrio, como outra das obras mencionadas indica, na intenção de corrigir um erro da primeira.

Na Época atual, Mercúrio está emergindo do período de repouso planetário. Exerce muito pouca influência no homem mas, conforme for passando o tempo, sua influência será mais preponderante na nossa evolução. As raças futuras obterão muito maior ajuda dos mercurianos, e os povos das Épocas e Revoluções posteriores obterão ainda mais.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Sab Fev 06, 2010 11:12 pm

A RAÇA LEMÚRICA

Encontramo-nos agora em condições de compreender as informações seguintes, referentes às entidades humanas que viveram na última parte da Época Lemúrica.

A atmosfera da Lemúria era ainda muito densa, parecida à névoa ígnea do Período Lunar, porém mais densa. A crosta terrestre começava a adquirir dureza e solidez em algumas partes, mas noutras estava ainda em fusão. Entre essas ilhas de crosta dura havia um mar de água em ebulição, erupções ardentes lutavam contra a formação da crosta que progredia e, rodeando, os aprisionava.

O homem vivia sobre as partes mais duras e relativamente resfriadas, entre bosques gigantescos e animais de enorme tamanho. As formas dos animais e dos homens eram muito plásticas. Já se formava o esqueleto mas havia no homem um grande poder de modelar a carne do seu corpo e dos animais. Ao nascer podia ouvir e tinha sensibilidade táctil, mas a percepção da luz só veio mais tarde.

Actualmente, há casos análogos em animais; os filhotes de cães e gatos recebem o sentido da visão algum tempo depois de nascer. Os lemurianos não tinham olhos. Eram dois pontos, duas manchas pequenas, sensíveis à luz solar que difusa e vagamente atravessava a atmosfera de fogo da antiga Lemúria. Desde então, a construção dos olhos progrediu mas, até o final da Época Atlante, não havia o sentido da vista, como hoje o conhecemos.

Enquanto o Sol era interno e a Terra era parte do grande globo luminoso, então o homem não precisava de nenhuma iluminação externa, ele era luminoso. Quando a Terra obscura foi separada do Sol, tornou-se necessário poder perceber a luz e o homem a percebia quando os raios incidiam sobre ele.

A Natureza construiu os olhos para receberam a luz, em resposta à função já existente, segundo princípio invariável, demonstrado habilmente pelo professor Huxley. A ameba não tem estômago e entretanto, digere. É toda estômago. A necessidade de digerir o alimento formou o estômago no transcurso do tempo, porém, a digestão existiu antes da formação do canal digestivo. De análoga maneira, a percepção da luz produziu os olhos. A luz criou e mantém o olho. Onde não há luz alguma não podem existir olhos. Em experiências com alguns animais que, metidos em cavernas, foram privados de toda luz, os olhos degeneraram a até se atrofiaram por não haver luz alguma para sustentá-los, se bem que os olhos sejam desnecessários em cavernas escuras. Os lemurianos necessitavam de olhos, tinham percepção da luz, e a luz começou a construir os olhos, como resposta àquela exigência.

A linguagem era de sons análogos aos da Natureza. O murmúrio do vento nos bosques imensos, que cresciam luxuriantes naquele clima supertropical, o ulular da tempestade, o ruído das cataratas, o rugido dos vulcões, todos esses sons eram para o homem de então, como vozes dos Deuses, de quem sabia ter descendido.

Do nascimento do seu corpo nada sabia. Não podia vê-lo, nem ver outras coisas, mas percebia os seus semelhantes. Era uma percepção interna, um tanto semelhante a quando em sonhos percebemos pessoas ou coisas, todavia, com uma diferença importantíssima: estas percepções internas eram claras e racionais.

Nada conhecia, portanto, sobre o corpo e nem sequer sabia que tinha um corpo, do mesmo modo que não sentimos que temos estômago quando em boa saúde. Só nos lembramos da sua existência quando os abusos provocam dores. Em condições normais, não nos lembramos do estômago e somos completamente inconscientes dos seus processos. O mesmo se dava com os lemurianos: os corpo prestavam-lhes excelentes serviços, embora inconscientes da sua existência. Foi a dor o meio de fazer-lhes sentir o corpo e o mundo externo.

Tudo quanto se relacionava com a propagação da raça e com o nascimento era executado sob a direção dos Anjos, por sua vez guiados por Jeová, o Regente da Lua. A função procriadora era exercitada em determinadas épocas do ano, quando as linhas de força de planetas para planeta formavam ângulo apropriado. Como a força criadora não encontrava obstáculo algum, o parto realizava-se sem dor. O homem era inconsciente do nascimento, porque sua inconsciência do Mundo Físico era análoga à nossa, agora, durante o sono. Só mediante o íntimo contato das relações sexuais o espírito sentiu a carne, e o homem "conheceu" sua esposa. A isto se referem várias passagens da Bíblia, por exemplo: "Adão conheceu Eva e ela concebeu Seth"; "Elkanah conheceu Hanah e ela concebeu Samuel"; e a pergunta de Maria: "Como poderia conceber se não conheço homem algum"? Está aqui, também, a chave para o significado da "Árvore do Conhecimento", o fruto, que abriu os olhos de Adão e Eva, a fim de poderem conhecer o Bem e o Mal. Anteriormente, conheciam somente o bem, mas, quando começaram a exercer a função criadora independentemente, sem o conhecimento das influências estelares, como tem sido característica dos seus descendentes, conheceram o sofrimento e o mal. A suposta maldição de Jeová não foi maldição, de maneira alguma. Foi uma clara indicação do efeito que inevitavelmente produziria a força criadora quando empregada na geração de um novo ser, sem tomar em conta as determinantes estelares.

O emprego ignorante da força geradora origina a dor, a enfermidade e a tristeza.

O lemuriano não conhecia a morte porque, no transcurso de largas idades, quando se inutilizava o corpo, entrava noutro, completamente inconsciente da mudança.. Como a consciência não estava enfocada no mundo físico, abandonar seu corpo para tomar outro corpo era para ele como a queda de uma folha seca de árvore, logo substituída por novo broto.
A linguagem era algo santo, não, como a nossa, uma linguagem morta, um simples arranjo de sons. Cada som emitido pelos lemurianos tinha poder sobre os semelhantes, sobre os animais e sobre a Natureza circundante. O poder da linguagem foi empregado com grande reverência, como algo extremamente santo; sob a direção dos Senhores de Vênus, os mensageiros de Deus, emissários das Hierarquias Criadoras.

A educação dos meninos diferia muito da educação das meninas. Os métodos educativos dos lemurianos seriam chocantes para nossa mais refinada sensibilidade. Para não ferir os sentimentos do leitor, falaremos unicamente do menos cruel de todos eles. Cumpre recordar que não estando os corpos dos lemurianos, tão altamente sensibilizados como os corpos humanos dos nossos dias, só mediante práticas duríssimas, por extremamente desumanas que pareçam, se podia compelir sua consciência extremamente obscura e pesada.

A educação dos meninos era especialmente encaminhada ao desenvolvimento da Vontade. Faziam-nos lutar uns contra os outros, em lutas extremamente brutais. Eram empalados em espetos, mas deixados de maneira que pudessem desempalar-se à vontade. Para exercitarem o poder da vontade, deveriam permanecer assim apesar da dor. No mesmo sentido, aprendiam a manter seus músculos em tensão e a transportar imensas cargas.

A educação das meninas encaminhava-se ao desenvolvimento da faculdade imaginativa. Eram também sujeitas a práticas desumanas e severas: deixadas em bosques imensos para que o som do vento nas folhagens lhes falasse, abandonadas em meio à fúria das tempestades e de inundações. Dessa forma aprendiam a não temer os paroxismos da Natureza e a perceber unicamente a grandeza dos elementos em luta. A frequência das erupções vulcânicas era também de grande valor como meio educativo, especialmente para despertar a memória.

No transcurso do tempo, a consciência foi se despertando, e essas práticas cruéis abandonadas por desnecessárias, porém, naqueles tempos, foram indispensáveis para despertar as adormecidas forças do espírito à consciência do mundo externo.

Tais métodos educativos, que estavam completamente fora de sentido em nossos dias, não chocavam os lemurianos, desprovidos de memória. Não importava quão dolorosas ou aterrorizantes fossem as experiências suportadas. Uma vez passadas, eram esquecidas imediatamente. As terríveis experiências citadas, imprimindo no cérebro impactos violentos e constantemente repetidos, tinham por objetivo despertar a memória, a necessária memória que emprega as experiências do passado como guia da acção.

A educação das meninas desenvolvia a memória germinal, ainda débil. A primeira idéia de Bem e do Mal foi formulada por elas. As experiências agiram fortemente sobre sua imaginação: as que produziam o resultado esperado eram consideradas "boas", enquanto as que apresentavam desfecho inesperado eram consideradas "más".

Assim, a mulher foi a precursora da cultura e a primeira a desenvolver a idéia de uma "boa vida". Por isso, a mulher tornou-se um expoente mui estimado entre os antigos e, a tal respeito tem nobremente estado na vanguarda desde aquela época. Certamente, encarnando os Egos alternadamente como homens e como mulheres, não há realmente superioridade alguma. Simplesmente os que encarnam em corpos densos do sexo feminino tem corpos vitais positivos e, portanto, são mais sensíveis aos impactos espirituais do que os varões, que têm corpos vitais negativos.

O lemuriano era um mago de nascimento, reconhecia-se como um descendente dos Deuses, um ser espiritual. Sua linha de desenvolvimento, portanto, não era orientada para obtenção de conhecimentos espirituais, mas sim materiais. Para os mais avançados não era preciso revelar aos homens essa elevada origem, nem educá-los para a realização de coisas mágicas, ou instruí-los, nos Templos de Iniciação, para funcionarem no Mundo do Desejo ou nos reinos superiores. Tais instruções são necessárias ao homem atual porque não tem conhecimento do mundo espiritual, nem pode funcionar nos reinos suprafísicos. O lemuriano, possuía esse conhecimento e podia exercer essas faculdades. Contudo ignorava as Leis do Cosmos e os fatos relacionados com o Mundo Físico, coisas e conhecimentos hoje comuns a todos. Nas Escolas Iniciáticas ensinavam-se a arte, as leis da Natureza e os fatos relacionados com o universo físico, fortalecia-se a vontade, despertava-se a imaginação e a memória, de maneira a correlacionar as experiências, e inventar meios de ação, quando as experiências do passado não indicavam o procedimento apropriado. Os Templos de Iniciação dos tempos lemúricos eram, por conseguinte, escolas superiores de desenvolvimento do poder da vontade e da imaginação, com graduados cursos posteriores sobre Arte e Ciência.

Embora o lemuriano fosse uma mago nato, nunca empregou mal seus poderes, porque sentia-se relacionado com os Deuses. Sob a direção dos mensageiros de Deus, dos quais já falamos, suas forças foram dirigidas à construção de formas nos reinos vegetal e animal. Para o materialista, pode ser mui difícil compreender como poderiam efetuar essa obra sem verem o mundo ambiente. É certo, não podiam ver, tal como compreendemos essa palavra ou como vemos atualmente os objetos exteriores com nossos olhos físicos. Não obstante, assim como as crianças, nos dias de hoje, são clarividentes enquanto permanecem em inocência imaculada, sem pecado, assim também os lemurianos, que eram puros e inocentes, possuíam uma percepção interna que lhes proporcionava uma vaga idéia da forma externa de qualquer objeto, muito iluminada internamente, como qualidade anímica, por uma percepção espiritual nascida da pureza e da inocência.

Entretanto, Inocência não é sinônimo de Virtude. A inocência é filha da Ignorância e esta não pode conservar-se num universo que tem como propósito evolutivo a aquisição da Sabedoria. Para chegar a esse fim, é essencial conhecer o bem e o mal, o certo e o errado e também ter a liberdade de agir. Se o homem, possuindo o conhecimento e a liberdade de agir, defende o Bem e o Justo, cultiva a Virtude e a Sabedoria. Se cai na tentação e, em conhecimento, faz o mal, desenvolve o vício.

O plano de Deus não pode ser reduzido a nada. Sendo cada ato uma semente para a lei de consequência, colhemos o que semeamos, e a erva das más ações traz em si tristeza e sofrimento. Quando as sementes caírem no coração castigado e forem umedecidas pelas lágrimas do arrependimento, a Virtude florescerá definitivamente. Se no Reino do nosso Pai só o Bem pode perdurar, não é uma verdadeira bênção a certeza de que apesar do mal que façamos, o Bem triunfará por fim?

A "Queda" e a consequente dor e sofrimento são um estado temporário, durante o qual vemos as coisas como através de um vidro embaciado. Depois, encontrar-nos-emos frente a frente com Deus, a quem os puros de coração percebem dentro e fora de si.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Dom Fev 07, 2010 10:15 pm

A QUEDA DO HOMEM

Cabalisticamente descrita, é a experiência de um casal que, certamente, representa a humanidade. A chave encontra-se nos versículos da Bíblia em que o Mensageiro dos Deuses, anunciando à mulher "conceberá teus filhos com dor". A solução está também implícita na sentença de morte que foi pronunciada concomitantemente.

Antes da Queda, a consciência não estava enfocada no Mundo Físico, o homem estava inconsciente da propagação, do nascimento e da morte. Os Anjos, como se disse, trabalhavam no corpo vital (o meio de propagação), regulavam a função procriadora e juntavam os sexos em certas ocasiões do ano. Empregavam as forças solares e lunares, nos momentos e condições mais propícias para a fecundação. A união dos participantes ao princípio era inconsciente, porém, mais tarde, produziu-se um conhecimento físico momentâneo. A gestação decorria sem incômodo algum e o parto realizava-se sem dor. Estando os pais submersos em sono profundo, o nascimento e a morte não implicavam solução de continuidade da consciência, isto é, não existiam para os lemurianos.

A consciência era dirigida para dentro. Percebiam as coisas físicas de maneira espiritual, como quando as percebemos em sonhos, momentos em que tudo que vemos está dentro de nós.

Quando seus olhos foram abertos e a consciência foi dirigida para fora, para os fatos do Mundo Físico, alteraram-se as condições. A propagação foi dirigida não pelos Anjos, mas pelos homens. Ignoravam a operação das forças solares e lunares e abusaram da função sexual, empregando-a para gratificar os sentidos. Daí resultou a dor que passou a acompanhar o processo da gestação e nascimento. A consciência focalizou-se no Mundo Físico, se bem que as coisas não apareceram com nitidez até a última parte da Época Atlante. Só então começou a conhecer a Morte como solução de continuidade que se produzia na consciência, ao passar para os mundos superiores depois de morrer, e quando retrocedia ao Mundo Físico para renascer.

Recordemos como se processou a "abertura de seus olhos". Quando os sexos foram separados, o macho converteu-se em expressão da Vontade, uma parte da dual força anímica e a fêmea, por seu lado, expressou a Imaginação. Se a mulher não fosse imaginativa, não poderia construir o novo corpo na matriz, e se os espermatozóides não fossem a ativa concentração da vontade humana, não seria possível realizar a impregnação e começar a germinação, resultante da continuada segmentação do óvulo.

Essas forças gêmeas, Vontade e Imaginação, são necessárias à propagação dos corpos. Uma dessas duas forças exalta-se em cada sexo e é essa parte a utilizável para a propagação. Daí, a necessidade do ser que expressa uma só classe de força anímica, unissexual, unir-se a outro que expresse a força anímica complementar. Isto já foi explicado anteriormente. Além disso, a parte da força anímica não utilizada na propagação é utilizável no crescimento interno.

Enquanto o homem empregava totalmente a dual força sexual na geração, não podia realizar nada no sentido do próprio crescimento anímico. Depois, a parte não empregada através dos órgãos sexuais foi apropriada pelo espírito para construir o cérebro e a laringe, meios de expressão.

O cérebro e a laringe foram construídos durante a última parte da Época Lemúrica e os primeiros dois terços da Época Atlante, até que o homem se converteu em um ser pensante, raciocinador, completamente consciente.

O cérebro é o elo entre o espírito e o mundo externo. Nada pode o homem saber acerca do mundo externo a não ser por intermédio do cérebro. Os órgãos dos sentidos são condutores que levam ao cérebro os impactos do exterior, e o cérebro é o instrumento que interpreta e coordena esses impactos. Os Anjos aprenderam a obter conhecimento sem necessidade de cérebro físico. Seu veículo inferior é o corpo vital. Pertencem a uma evolução diferente e nunca estiveram aprisionados em um corpo tão denso e pesado como o nosso. A Sabedoria foi-lhes concedida como uma dádiva, sem necessidade de laborioso pensamento através de um cérebro físico.

O homem, ao cair na geração, teve que trabalhar para obter o conhecimento. Por meio de uma parte da força sexual dirigida para dentro, o espírito construiu o cérebro, para ganhar o conhecimento do Mundo Físico. Essa mesma força continua a ser empregada para alimentar e construir o cérebro atual. A força é subvertida de seu próprio curso, considerando que deveria ser empregada para procriação. O homem a retém com propósitos egoístas. Os Anjos não experimentaram divisão alguma dos seus poderes anímicos e podem, portanto, exteriorizar sua dual força anímica sem reservar nada agoisticamente.

A força exterioriza com o propósito de criar outro ser é Amor. Os Anjos exteriorizam todo o seu amor, sem egoísmo nem desejo e, em troca, a Sabedoria Cósmica flui neles.

O homem exterioriza unicamente parte do seu amor; guarda o restante agoisticamente e emprega-o para construir seu órgãos internos de expressão, para melhorar a si mesmo; de sorte que o seu amor é egoísta e sensual. Com uma parte do poder anímico criador ama egoisticamente a outro ser porque deseja a cooperação na propagação, e com a outra parte pensa (também por razões egoístas), porque deseja conhecimento.

Os Anjos amam sem desejo, mas o homem teve de passar pelo egoísmo. Deve desejar e trabalhar para adquirir sabedoria egoisticamente, a fim de poder alcançá-la desinteressadamente em estágio mais elevado.

Os Anjos ajudaram-no a propagar-se ainda depois da subversão de parte da força anímica. Ajudaram-no também a construir o cérebro físico, mas não tinham conhecimento algum que pudesse ser transmitido por seu intermédio. Não sabendo como usar tal instrumento, não podiam falar diretamente a um ser com cérebro. Tudo o que eles podiam fazer era controlar a expressão física do amor do homem e guiá-lo, através das emoções, de um modo amoroso e inocente, para o salvarem da dor e do sofrimento decorrentes do exercício incorreto das funções sexuais.

Mas, se este regime tivesse permanecido, o homem continuaria sendo um autômato guiado por Deus, e nunca se teria convertido numa personalidade, num indivíduo.

A conversão em indivíduo deve-se a uma maléfica classe de entidades angélicas, chamada Espíritos Lucíferos.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Hoje à(s) 10:58 am

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MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS
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