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 MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS

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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Qui Fev 11, 2010 11:54 pm

OS ESPÍRITOS LUCÍFEROS

Estes espíritos eram uma classe de atrasados da onda de vida dos Anjos. No Período Lunar estavam muito além da grande massa que atualmente constitui a mais elevada humanidade. Não progrediram tanto como os Anjos, a humanidade adiantada do Período Lunar. Estando mais adiantados do que a humanidade atual, era-lhes impossível tomar um corpo denso como nós fizemos, mas, por outro lado, não poderiam obter conhecimento sem um órgão interno, um cérebro físico. Estavam, portanto numa situação estranha, por assim dizer a meio caminho entre o homem, que tem cérebro, e os Anjos que não necessitam dele. Em uma palavra, eram semideuses mas encontravam-se numa condição muito séria. O único caminho que puderam encontrar para se expressarem e adquirir conhecimento foi o cérebro físico do homem. Através dele podiam fazer-se compreender por ser um ser físico, dotado de cérebro, o que os Anjos não podiam fazer.

Como dissemos, o homem, na última parte da Época Lemúrica, não podia ver o Mundo Físico tal como nós o vemos atualmente, estava inconsciente do mundo exterior. O Mundo do Desejo lhe era muito mais real. Tinha a consciência do sono com sonhos do Período Lunar, uma consciência pictória interna. Os Lucíferos não encontraram dificuldade alguma em manifestarem-se a essa consciência interna e chamar-lhe a atenção para a forma exterior, que antes o homem não tinha percebido. Ensinaram-lhe como podia deixar de ser simplesmente o escravo dos poderes exteriores e como poderia converter-se em seu próprio dono e senhor, parecendo-se aos deuses, "conhecendo o bem e o mal".

Outrossim, fizeram compreender que não devia ter apreensão quanto à morte do corpo; que possuía em si a capacidade de formar novos corpos, sem necessidade da intervenção dos Anjos. Todas essas coisas os Lucíferos disseram com o único propósito de que o homem dirigisse sua consciência ao exterior, para que eles aproveitassem e adquirissem conhecimentos conforme o homem os fosse obtendo.

Estas experiências proporcionaram dor e sofrimento, o que, antes, o homem não conhecia, mas deram também a inestimável bênção da emancipação das influências e direção alheias e o homem iniciou a evolução de seus poderes espirituais. Essa evolução, um dia, permitir-lhe-á construir por si próprio, com tanta sabedoria como os Anjos e os outros Seres que o guiaram antes de exercitar sua vontade.

Antes dos homens serem iluminados pelos Espíritos Lucíferes não conheciam enfermidades, nem dor, nem morte. Essas coisas foram o resultado do emprego ignorante da faculdade propagadora e de seu abuso na gratificação dos sentidos. Os animais em estado selvagem são livres de enfermidades e dores, porque se propagam sob o cuidado e direção dos sábios espíritos-grupo, nas épocas do ano propícias a tal objetivo. A função sexual tem por única finalidade a perpetuação das espécies e não a gratificação dos desejos sensuais, seja qual for o prisma pelo qual se examine a questão.

Se o homem continuasse sendo um autômato guiado por Deus, não teria conhecido, até hoje, nem a enfermidade, nem a dor, nem a morte, mas também não teria obtido a consciência cerebral e a independência resultante da iluminação proporcionada pelos Espíritos Lucíferos, os "dadores da luz". Eles abriram o entendimento e ensinaram a empregar a obscura visão para obter conhecimento do Mundo Físico, o qual estavam destinados a conquistar.

Desde esse tempo, agem no homem duas forças. Uma, a dos Anjos, dirige-se para baixo, para a propagação e, por meio do Amor, forma novos seres na matriz. Os Anjos são, portanto, os perpetuadores da raça. A outra força é a dos Espíritos Lucíferos, os investigadores de todas as atividades mentais. Dirige para cima, para o trabalho cerebral, a outra parte da força sexual.

Os Lucíferos são também chamados "serpentes". Diversas mitologias assim os representam. Diremos mais sobre eles quando chegarmos à análise do Gênese. No momento já dissemos o bastante para encaminhar a investigação para o progresso evolutivo que trouxe o homem desde os tempos remotos, através das épocas Atlante e Ária, até nossos dias.
O que temos dito acerca da iluminação dos lemurianos aplica-se somente à minoria daqueles que viveram na última parte daquela época, e foram a semente das sete raças Atlantes. A maior parte dos lemurianos eram análogos aos animais, e as formas ocupadas por eles degeneraram para as dos selvagens e antropóides actuais.

Recomendamos ao estudante gravar cuidadosamente que as formas é que degeneram. Devemos sempre recordar que há uma distinção importantíssima entre os corpos (ou formas) de uma raça, e os Ego (ou vidas) renascentes nesses corpos de raça.

Quando nasce uma raça, as formas, animadas por cento grupo de espíritos têm a inerente capacidade de evoluir somente até certo grau. Na Natureza nada pode parar. Quando uma raça atinge o limite de sua evolução os corpos ou formas dessa raça começam a degenerar, caindo de forma para forma até a raça extinguir-se.

A razão disso não se encontra longe. Novos corpos de raça aparecem flexíveis e plásticos, que proporcionam, aos Ego neles renascentes, grande margem de condições para melhorar esses veículos e, por conseqüência, eles mesmos progredirem. Os Egos mais avançados nascem nesses corpos e melhoram-nos o mais que podem. Contudo, sendo esses Egos unicamente aprendizes, não podem evitar que esses veículos se cristalizem lentamente, até chegar ao limite mínimo de eficiência que esse corpo seja capaz de proporcionar. Então, criam-se novas formas, para proporcionar aos Egos de uma nova raça maior margem de experiência e desenvolvimento. Os corpos descartados convertem-se em habitações de Egos menos avançados, que os aproveitam como degraus do largo caminho do progresso. Desta sorte, os antigos corpos de uma raça vão sendo empregados por Egos de crescente inferioridade, e degeneram gradualmente, até que já não haja Egos suficientemente inferiores que possam obter algum proveito do renascimento em tais corpos. As mulheres tornam-se estéreis e os corpos da raça morrem.

Podemos facilmente mostrar esse processo por meio de certos exemplos. A raça teutônica-anglo-saxônica (especialmente o ramo americano) tem um corpo mais brando e flexível e um sistema nervoso mais sensível do que qualquer outra raça dos tempo atuais. Os indús e os negros, por terem corpos muito mais endurecidos e sistema nervoso mais rude, são muito menos sensíveis aos ferimentos. Um indu continua lutando depois de receber ferimentos, cujo choque bastaria para derrubar ou matar um branco, enquanto que o indu se restabelece imediatamente. Os aborígenes australianos (Bushmen) são um exemplo palpável da morte de uma raça, devido à esterilidade, apesar de todos os esforços que o governo britânico vem fazendo para perpetuá-los.

Diz-se que onde entra a raça branca as outras raças desaparecem. Os brancos têm sido acusados de terríveis opressões sobre as outras raças, tendo massacrado multidões de nativos indefesos e desprevenidos, como prova a conduta dos espanhóis com os antigos peruanos e mexicanos, se temos que apontar um entre tantos exemplos. As obrigações resultantes de tais abusos de confiança, de inteligência e de poder, serão pagos até o último centavo, por aqueles que neles incorreram. Todavia, ainda que os brancos não tivessem massacrado, escravizado, martirizado e maltratado as antigas raças, elas desapareceriam, sem bem que mais lentamente. Tal é a Lei da Evolução, a ordem da Natureza. No futuro, quando os corpos das raças brancas forem habitados por Egos que atualmente ocupam corpos das raças vermelha, negra, amarela ou parda, terão degenerado tanto que também desaparecerão, para serem substituídos por outros e melhores veículos.

A Ciência fala unicamente de evolução. Porém, não considera as linhas de degeneração que, lenta mas seguramente, estão destruindo os corpos, levando-os a tal extremo de cristalização que já não podem ser utilizados.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Sab Fev 27, 2010 10:39 pm

A ÉPOCA ATLANTE

Os cataclismos vulcânicos destruíram a maior parte do continente da Lemúria e, em seu lugar, surgiu o continente Atlante, onde está atualmente o Oceano Atlântico.

A ciência materialista, intrigada pela história de Platão, fez investigações relativas à Atlantida. Ficou plenamente demonstrado que há base séria nessa história e que dito continente realmente existiu. Os cientistas ocultistas sabem dessa existência e conhecem sua história, que agora descreveremos.

A antiga Atlântida diferia do mundo atual em muitas coisas; a maior diferença estava na constituição da atmosfera e da água daquela época.

Da parte sul do planeta vinha o alento ardente dos vulcões, ainda muito ativos. Do norte chegavam rajadas de ventos gelados da região polar. No continente Atlante juntavam-se essas duas correntes, pelo que a atmosfera sempre estava sobrecarregada de uma neblina espessa e pesada. A água não era tão densa como agora, continha maior proporção de ar. A atmosfera da Atlântida, nebulosa e pesada, tinha muita água em suspensão.

Através dessa atmosfera nunca brilhava o Sol com claridade. Aparecia como que rodeado de uma aura de luz vaga, como acontece com as luzes das ruas, em tempo de neblina. O atlante só podia ver a uma distância de poucos pés em qualquer direção, e os contornos de todos os objetos próximos pareciam indefinidos e incertos. O homem guiava-se mais pela percepção interna do que pela visão externa.

Não somente a Terra, também os homens eram muito diferentes dos atuais. Tinham cabeça, mas quase nada de testa, o cérebro não tinha desenvolvimento frontal. A cabeça era inclinada para trás, desde acima dos olhos.

Comparados com a atual humanidade, eram gigantes. Em proporções aos corpos, tinham braços e pernas muito maiores do que os nossos. Em vez de caminhar, avançavam por pequenos saltos, semelhantes aos do canguru. Os olhos eram pequenos e pestanejantes. Seu cabelo era reto, negro, de secção redonda, enquanto que o dos ários, se bem que possa diferir na cor, tem sempre a secção oval. Está última particularidade, a secção redonda dos cabelos, define, além de outras, os descendentes de atlantes atualmente existentes. As orelhas dos atlantes estavam muito mais para cima e para trás da cabeça do que as dos ários.

Os veículos superiores dos atlantes primitivos não estavam, em relação ao corpo denso, na posição concêntrica dos nossos. O espírito não era um espírito interno porque estava parcialmente fora, então, em virtude disso, não podia exercer um controle de seus veículos, e dominá-los tão facilmente como se estivesse inteiramente dentro. A cabeça do corpo vital estava fora, mais acima do que a do corpo físico.

Há um ponto, colocado na "raiz do nariz", entre os arcos supraciliares, a um e meio centímetros abaixo da pele, que tem um correspondente no corpo vital. Este ponto não é o corpo pituitário, que está muito mais para dentro da cabeça do corpo denso. Quando esses dois pontos, do corpo vital e do denso se põem em correspondência, como acontece no homem atual, o clarividente treinado pode ver ali uma mancha preta, melhor dito, um como que espaço vazio, semelhante ao núcleo invisível da chama de gás. É o assento do espírito interno do homem, o Santo dos Santos no Templo do corpo humano, fechado para todos menos para o espírito interno do homem, o Ego, que nele habita. O clarividente treinado pode ver, com maior ou menor acuidade segundo sua capacidade e exercitamento, todos os diferentes corpo que formam a aura humana, mas esse ponto, esse lugar, está oculto para ele. É a "Isis", cujo véu ninguém pode levantar. O ser mais evoluído não pode erguer o véu do Ego, nem mesmo da mais humilde e menos desenvolvida criatura. Sobre a Terra, isso e somente isso, é tão sagrado que está completamente a salvo de toda e qualquer intromissão.

Os dois pontos de que acabamos de tratar, um no corpo denso e outro na contraparte do corpo vital, estavam muito separados no homem dos primitivos tempos da Atlântida. Assim estão atualmente nos animais de nossos dias. A cabeça do corpo vital do cavalo está muito separada da cabeça de seu corpo denso. No cachorro estão mais próximos do que em qualquer outro animal, salvo talvez no elefante. Se chegam a juntar-se, dão os casos de animais prodígios, que podem aprender a contar, reconhecer letras e palavras, etc.

A separação desses dois pontos dava à percepção do atlante poder muito mais agudo nos mundos internos do que no Mundo Físico ainda obscurecido por essa atmosfera de neblina densa e pesada. Com o decorrer do tempo, a atmosfera foi-se tornando mais clara, e os pontos citados aproximaram-se pouco a pouco. No mesmo ritmo, o homem perdeu o contato com os mundos internos, que lhe pareciam mais obscuros à medida que o corpo físico se delineava. Finalmente no último terço da Época Atlante, o ponto do corpo vital uniu-se ao ponto correspondente do corpo denso. Desde esse momento obteve a plena visão e percepção do Mundo Físico. A maioria perdeu gradualmente a capacidade de perceber os mundos superiores.

Nos primeiros tempos, o atlante não percebia claramente as linhas de um objeto ou pessoa, mas via sua alma e de uma vez percebia seus atributos, fossem ou não benéficos para ele. Sabia logo das disposições, amigáveis ou agressivas, do homem ou animal que a observava, tornou-se conhecedor pela percepção espiritual, como devia tratar os demais e como podia escapar aos perigos. Portanto, quando o mundo espiritual gradualmente desvaneceu-se de sua consciência, grande foi sua tristeza e o seu embaraço pela perda da visão dos mundos espirituais.

A Rmoahals foi a primeira raça dos atlantes. Tinham muito pouca memória, unicamente relacionada com a sensação. Recordavam-se das cores e dos sons e com isso desenvolveram até certo ponto o sentimento. Os lemurianos não tinham sentimento algum, na mais sutil expressão da palavra. Possuíam o sentido do tato, podiam sentir as sensações físicas de dor, de comodidade e conforto, mas não as sensações espirituais ou mentais, como a alegria, a tristeza, a simpatia ou antipatia.

Com a memória, obtiveram os atlantes os primeiros rudimentos da linguagem. Criaram palavras, deixando de usar os simples sons emitidos pelos lemurianos. Os Rmoahals começaram a dar nomes às coisas. Eram ainda uma raça espiritual, com poderes anímicos análogos aos das forças da Natureza. Não somente davam nomes às coisas que os rodeavam, mas por intermédio das palavras tinham poder sobre as coisas denominadas. Sentiam, como os últimos lemurianos, que eram espíritos. Nunca causaram o menor dano uns aos outros. Para eles a linguagem era santificada, pois consideravam-na a mais elevada expressão direta do espírito. Nunca abusaram ou degradaram esse poder em palavras ociosas e vãs. Pelo emprego da linguagem, a alma dessa raça pôde, pela primeira vez, pôr-se em contato com a alma das coisas do mundo externo.

A segunda raça atlante foi a dos Tlavatlis. Começaram a sentir seu valor como seres humanos separados. Tonaram-se ambiciosos, pediam recompensa pelas suas obras. A memória tornou-se um importante fator na vida da comunidade. A recordação das proezas de alguns fez o povo eleger para Guia o que tivesse realizado feitos mais importantes. Foi o germe da realeza.

A lembrança das obras meritórias de algum grande homem permanecia depois da morte. A memória dos antepassados começou a ser honrada. Não só os antepassados, também outros que tivessem alcançado algum grande mérito foram honrados e adorados. Foi o princípio de certa forma de adoração, ainda hoje praticada por alguns asiáticos.

Os Toltecas formaram a terceira raça atlante. Levaram mais adiante essas idéias dos predecessores, inaugurando a monarquia e a sucessão hereditária. Nos Toltecas originou-se o costume de honrar os homens em atenção às proezas de seus antecessores. Haviam muito boas razões para isso porque, devido ao exercitamento peculiar daqueles tempo, o pai tinha o poder de transmitir suas qualidade ao filho, de maneira impossível para a humanidade atual.

A educação efetuava-se evocando ante a alma do menino os quadros de diversas fases da vida. A consciência dos primitivos atlantes era predominantemente uma consciência interna pictória. O poder do educador era preponderante para evocar esses quadros ante a alma do menino. Dele dependiam as qualidade anímicas que possuíram o homem já maduro. Despertava-se o instinto e não a razão; por esse método de educação, o filho absorvia realmente as qualidades do pai. Portanto, se os filhos sempre herdavam a maior parte das boas qualidades de seu pais, havia fortes razões, naqueles tempos, para prestar honras aos descendentes de grandes homens. Infelizmente, não sucede isso nos tempos atuais embora continuemos com o mesmo costume de honrar os filhos dos grandes homens. Agora não temos razão para fazê-lo.

Entre os Toltecas, a experiência era considerada de grande valor. O homem que obtivesse as mais variadas experiências era o mais honrado e procurado. A memória era tão grande e exata que a da humanidade atual em comparação nada é. Em qualquer emergência, um Tolteca de grande experiência e prática recordar-se-ia provavelmente de casos semelhantes ocorridos no passado, deduzindo imediatamente o que fazer. Tornava-se um inestimável conselheiro para a comunidade.

Quando, em alguma situação, não tinham experiência anterior, ficavam incapazes de pensar ou deduzir por analogia o que deveriam fazer na emergência. E quando na comunidade não havia indivíduos daquela estirpe, viam-se obrigados a experimentar para encontrarem a melhor solução.

Em meados do último terço da Atlântida, começavam a surgir as nações separadas. Grupos de pessoas entre si notavam gostos e costumes semelhantes, abandonavam os antigos lugares e fundavam uma nova colônia. Porém, recordavam os antigos costumes e, no possível, seguiam-nos em seus novos lugares, criando ao mesmo tempo outros novos, em harmonia com novas idéias e necessidades particulares.

Os Guias da humanidade prepararam grandes Reis para o povo, revestidos de grande poder. As massas honravam esses reis com toda a reverência devida aos que, na verdade, eram reis "pela graça de Deus". Tão feliz estado de coisas, entretanto, levava o germe da desintegração, porque os reis, com o decorrer do tempo, tornaram-se soberbos.

Esqueceram que o poder tinha sido posto em suas mãos pela graça de Deus, como coisa sagrada. Olvidaram que foram feitos reis para agir com justiça e ajudar o povo. Ao contrário, em vez de usarem os poderes para o bem comum, usaram-no para corrupção, com fins egoístas, para engrandecimento pessoal. Arrogavam-se privilégios e autoridade que nunca lhes tinham sido concedidos. À ambição e ao egoísmo sujeitaram-se. Abusaram dos poderes concedidos pela divindade, oprimindo e vingando-se. Assim procederam não só os reis, mas também os nobres e as classes mais elevadas.

É fácil compreender que tais abusos tinham de produzir terríveis condições, considerando a magnitude dos poderes que uns e outros possuíam sobre os seus súditos.

Os Turânios originais foram a quarta raça Atlante. Seu abominável egoísmo fazia-os caracteristicamente vis. Oprimiam muitíssimo as classes inferiores desamparadas, e levantaram templos onde os reis eram adorados como deuses.

Florescia a magia negra, da pior classe e a mais nauseabunda. Todos os esforços eram encaminhados à gratificação da vaidade e da ostentação externa.

Os Semitas originais foram a quinta e mais importante das sete raças atlantes. Nela encontramos o primeiro germe dessa qualidade corretiva, o pensamento. Por isso, a raça Semítica original converteu-se na "semente de raça" das sete raças de nossa atual Época Ária.

Na Época Polar o homem adquiriu o corpo denso como instrumento de ação. Na Época Hiperbórea agregou-se-lhe o corpo vital, que lhe deu a força de movimento necessária para a ação e, na Época Lemúrica, o corpo de desejos que forneceu incentivo para agir.

Finalmente, na Época Atlante foi-lhe dada a mente, para que tivesse propósito na ação. Como o domínio do Ego era excessivamente débil e a natureza passional (de desejos) muito forte, a mente nascente uniu-se ao corpo de desejos, originando a astúcia, causa de todas as debilidades dos meados do último terço da Época Atlante.

Na Época Ária começou a aperfeiçoar-se o pensamento e a razão, como resultado do trabalho do Ego sobre a mente, a fim de conduzir o desejo a canais que conduzem à perfeição espiritual, o objetivo da evolução. A faculdade de pensar e formar idéias conseguiu-a o homem à custa da perda das forças vitais, isto é, poder sobre a Natureza.

Com o pensamento e a mente, o homem exerce presentemente o seu poder, apenas sobre os minerais e as substâncias químicas porque sua mente está ainda no primeiro estado de evolução, o mineral, estado em que se encontrava seu corpo denso no Período de Saturno. Não pode exercer o menor poder sobre a vida animal ou vegetal. Utiliza nas indústrias, madeiras, diversas substâncias vegetais, e certas partes do animal, substâncias que, em última análise, são todas matéria química animada pela vida mineral, da qual se compõem todos os corpos, conforme já se explicou.

Atualmente, o homem pode ter domínio sobre todas essas variedades de combinações químico-minerais. Só quando chegar ao Período de Júpiter poderá estender seu domínio à vida. Nesse Período, terá o poder de agir e trabalhar com a vida vegetal, como fazem os Anjos atualmente, neste Período Terrestre.

Há largos anos que os cientistas materialistas vêm trabalhando para "criar" vida. Não obterão o menor êxito enquanto não aprenderem a aproximar-se da mesa do laboratório com a mais profunda reverência, como se estivessem diante do altar de um Tempo, com pureza de coração e com as mãos santificadas, livres de todo egoísmo e ambição.

Tal é a sábia decisão dos Irmãos Maiores: guardam este e outros profundos segredos da Natureza até que o homem se encontre em condições de empregá-los para melhoramento da raça, para glória de Deus, e não para aproveitamento ou engrandecimento pessoal.

A perda do poder dos Atlantes sobre as forças vitais condicionou a continuidade da evolução do homem. Limitado esse poder, não importava a grandeza do seu egoísmo, porque já não podia destruir-se nem à Natureza, como teria sido o caso se o crescente egoísmo fosse acompanhado do grande poder que possuía no primitivo estado de inocência. O pensamento que age somente no homem não tem poder algum sobre a Natureza e nunca pode pôr em perigo a humanidade, como teria sido possível se as forças da Natureza estivessem sob o domínio do homem.

Os Semitas originais, por meio da mente, regulavam até certo ponto seus desejos. Aliás, em vez de simples desejos, mostravam astúcia e malícia, pelos quais esse povo procurava atingir seus fins egoístas. Apesar de turbulentos, aprenderam a refrear as paixões em grande extensão e a realizar seus propósitos por meio da astúcia, mais sutil e mais potente do que a simples força bruta. Descobriam, pela primeira vez, que o cérebro é superior ao músculo.

No transcurso da existência dessa raça, a atmosfera da Atlântida começou a clarear-se definitivamente, e o ponto já mencionado do corpo vital pôs-se em correspondência com o seu companheiro do corpo denso. A combinação dos acontecimentos deu a habilidade de ver os objetos com claridade e nitidez, com contornos bem definidos, porém, isto também se obteve com a perda da visão dos mundos internos.

Assim, podemos comprovar, e é bom enunciar, a seguinte lei: nunca se pode fazer o menor progresso senão à custa de alguma faculdade que previamente se possuía, a qual se readquire em forma mais elevada, posteriormente.

O homem construiu o cérebro à expensas de perda temporária do seu poder de gerar só. Para adquirir o instrumento com o qual pudesse guiar o seu corpo denso, sujeitou-se a todas as dificuldades, tristezas e dores oriundas da cooperação no perpetuar da raça, o mesmo acontecendo com o poder de raciocínio, que foi obtido à custa da perda temporária da visão espiritual.

Se é certo que a razão trouxe benefícios de muitas categorias, todavia afastou-lhe a visão da alma das coisas, que antes lhe falava. O crescimento do intelecto, agora a mais preciosa possessão do homem, era considerado com tristeza pelos Atlantes. Lamentavam a perda da sua visão e poderes espirituais que desapareciam na medida em que o intelecto se robustecia.

Entretanto, era necessária a troca dos poderes espirituais por faculdades físicas, para que o homem pudesse funcionar, independente de guia externo, no Mundo Físico que devia conquistar. Em devido tempo, esses poderes serão readquiridos: quando, por meio das experiências, na jornada através do Mundo Físico mais denso, aprenda a usá-lo apropriadamente. Quando estavam em sua posse não tinha conhecimento sobre o seu emprego e eram muito preciosos e demasiado perigosos para serem usados como brinquedos, ou fazer experiências.

Sob a direção de uma grande Entidade, a raça semita original foi levada para Leste do continente Atlante, através da Europa, para a grande extensão das esterpes da Ásia Central, atualmente denominada Deserto de Gobi. Ali foi preparada para converter-se na semente das sete raças da Época Ária, dando-se-lhe potencialmente as qualidades que deviam ser desenvolvidas por seus descendentes.

Durante as idades anteriores (desde o começo do Período de Saturno e através dos períodos Solar e Lunar, até as passadas três revoluções e meia do Período Terrestre, Épocas Polar, Hiperbórea, Lemúrica e a primeira parte da Atlante) o homem foi guiado por Seres Superiores, sem que pudesse fazer a menor escolha porque, nesses tempo, era incapaz de digirir-se, não tinha ainda desenvolvido mente própria. Por fim, chegou o tempo de começar a guiar-se por si, a fim de prosseguir no desenvolvimento futuro. Devia aprender a ser independente e assumir a responsabilidade dos seus próprios atos. Anteriormente, era obrigado a obedecer às ordens do seu Senhor ou Regente; agora, devia separar seus pensamentos dos visíveis guias, os Senhores de Vênus, a quem adorou como mensageiros de Deus e dirigi-los à idéia do verdadeiro Deus, Criador invisível do Sistema. O homem devia aprender a adorar e a obedecer às ordens de um Deus a Quem não podia ver.

O Guia chamou o povo. Reunindo, dirigiu-lhe a palavra de forma que assim podemos expressar:

"Anteriormente, vistes Aqueles que vos guiavam. Sabeis porém, que há Guias de maiores graus de esplendor, superiores aos primeiros, que nunca vistes mas que vos guiaram sempre, grau a grau, na evolução da consciência.

Exaltado e acima de todos esses Seres gloriosos está o Deus invisível, criador do céu e da terra sobre a qual estais. Ele quis dar-vos domínio sobre toda a terra, para que possais frutificar e multiplicar-vos nela.

Deveis adorar a este Deus invisível mas adorá-Lo em Espírito e Verdade, e não fazer nenhuma imagem d'Ele, nem procurar pintá-Lo semelhante a vós, porque ele está presente em todas as partes e além de toda comparação ou semelhança.

Se seguirdes os Seus preceitos Ele vos abençoará abundantemente e vos cumulará de bens. Se vos afastardes dos Seus caminhos, os males virão sobre vós. A escolha é vossa. Sois livres, mas devereis sofrer as consequências de vossos próprios atos".

A educação do homem efetua-se em quatro grandes etapas. Na primeira age-se sobre ele, de fora, enquanto permanece inconsciente. Depois, é colocado sob a direção dos Mensageiros Divinos e Reis, a quem vê, e a cujas ordens deve obedecer. Em terceira etapa ensina-se-lhe a reverenciar as ordens de um Deus a Quem não vê. Finalmente, aprende a elevar-se sobre toda ordem, a converter-se em uma lei em si mesmo. Conquistando-se a si, aprende a viver voluntariamente, em harmonia com a Ordem da Natureza, que é a Lei de Deus.

Quatro são também os graus que o homem segue até chegar a Deus.

No primeiro, por meio do medo, adora a Deus a Quem começa a pressentir, fazendo sacrifícios para agradá-Lo, como fazem os fetichistas.

Depois, aprende a olhar a Deus como um Doador de todas as coisas e a esperar d'Ele benefícios materiais, agora e sempre. Sacrifica por avareza, esperando que o Senhor lhe dê cem por um, ou para livrar-se do castigo imediato, como pragas, guerras, etc.

Logo, ensina-se ao homem a adorar a Deus com orações e a viver em boa vida, a cultivar a fé num Céu onde obterá recompensas no futuro, e a abster-se do mal, para que possa livrar-se do castigo futuro do Inferno.

Por último, chega a um ponto em que pode agir bem sem pensar na recompensa ou no castigo, simplesmente porque "é justo agir retamente". Ama o bem por ser o bem e procura ordenar sua conduta de acordo com este princípio, sem ter em conta seu benefício ou desgraça presente, ou os resultados dolorosos em algum tempo futuro.

Os semitas originais chegaram ao segundo destes graus. Foram ensinados a adorar um Deus invisível e a esperar recompensas em benefícios materiais ou castigos em aflições e dores.

O Cristianismo Popular, é o terceiro grau. Por última grau, o Cristianismo Esotérico e os alunos de todas as escolas de ocultismo estão procurando alcançar o grau superior. De modo geral, será alcançado na Sexta Época, a Nova Galiléia, quando a religião Cristã unificadora abra os corações dos homens, assim como o entendimento está agora sendo aberto.
Os Acádios foram a sexta e os Mongóis a sétima das raças atlantes. Estes desenvolveram ainda mais a faculdade de pensar, mas seguiram linhas de raciocínio que os desviaram mais e mais da corrente principal da vida em desenvolvimento. Os Sino-Mongóis sustentam até hoje que esses meios antiquados são os melhores. O progresso requer constantemente novos métodos e adaptabilidade para conservar as idéias em estado fluídico. Em consequência dessa falta, essas raças decaíram e degeneraram, junto com o restante das raças atlantes.

Conforme as pesadas neblinas da Atlântida se condensavam cada vez mais, a crescente quantidade de água foi inundando gradualmente esse continente, destruindo a maior parte da população e os vestígio da sua civilização.

Um grande número de Atlantes salvou-se. Afastando-se do continente que submergia nas inundações, alcançou a Europa. As raças mongólicas são as descendentes desses refugiados atlantes. Os negros e as raças selvagens de cabelo duro e encarapinhado são os últimos descendentes dos lemurianos.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Dom Fev 28, 2010 11:05 pm

A ÉPOCA ÁRIA

A Ásia Central foi o berço das raças árias. Todas derivaram dos semitas originais. É desnecessário descrevê-las aqui. Suas características já são conhecidas através das investigações da história.

Na Época presente (a quinta, ou Ária) o homem conheceu o uso do fogo e de outras forças. A divina origem destas forças tem permanecido intencionalmente oculta, a fim de que só possa empregá-la quando for livre e para os mais elevados propósitos do próprio desenvolvimento. Há na atual época duas classes de pessoas: uma que olha a Terra e o homem como sendo de origem divina; outra, a que vê todas as coisas do ponto de vista puramente utilitário.

Os mais avançados de nossa humanidade obtiveram as iniciações superiores ao princípio da época Ária, para que pudessem ocupar o lugar dos Mensageiros de Deus, os Senhores de Vênus. Desde esse tempo tais iniciados humanos têm sido os únicos mediadores entre o homem e Deus. Embora não apareçam publicamente nem mostrem sinais ou maravilhas, são líderes e Mestres. O homem ficou em completa liberdade de procurá-los ou não, conforme quisesse.

No final de nossa Época atual, o mais elevado Iniciado aparecerá publicamente, quando suficiente número de pessoas da humanidade comum desejar submeter-se voluntariamente a um Líder. Constituirão assim dessa forma, o núcleo para a última raça, que aparecerá no princípio da Sexta Época. Depois disso as raças e nações, deixarão de existir, a humanidade formará uma Fraternidade Espiritual, como antes do fim da Época Lemúrica.

Os nomes das raças que apareceram sobre a Terra durante a Quinta Época, até agora, são os seguintes:

1 - A Ária, que se dirigiu para o sul da Índia.
2 - A Babilônio-Assírio-Caldaica.
3 - A Perso-Greco-Latina.
4 - A Céltica.
5 - A Teuto-Anglo-Saxônica à qual pertencem os americanos.

Da mescla das diferentes nacionalidades, como atualmente se desenvolve nos Estados Unidos, virá a "semente" para a última raça, ao começar a Sexta Época.

Duas raças mais se desenvolverão na nossa Época atual, uma delas a Eslava. Quando, no transcurso de algumas centenas de anos, o Sol, pela precessão dos equinócios, tenha entrado no Signo de Aquário, o povo russo e as raças eslavas em geral alcançarão um grau de desenvolvimento espiritual que os levará muito além de sua condição atual.

Será a música o fator principal para atingir esse objetivo porque, nas asas da música, a alma por ela exaltada pode voar até o próprio Trono de Deus, onde o intelecto não pode chegar. O desenvolvimento assim obtido não é permanente, por ser unilateral e não estar em harmonia com a lei da evolução. Para ser permanente, o desenvolvimento baseado na lei de evolução deve ser equilibrado. Por outras palavras, a espiritualização deve expandir-se através ou, pelo menos, ao mesmo tempo que o intelecto. Por esse motivo, a civilização eslava será de vida curta, mas grande e feliz enquanto durar, porque terá nascido da dor e do sofrimento sem conta. A lei de Compensação lhe levará ao oposto a seu devido tempo.

Dos eslavos descenderá um povo que formará a última das sete raças da Época Ária. Do povo dos Estados Unidos descenderá a última de todas as raças deste esquema evolutivo, que começará seu curso ao princípio da Sexta Época.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Seg Mar 01, 2010 11:02 pm

OS DEZASSEIS CAMINHOS DA DESTRUIÇÃO

As dezesseis raças são chamadas os "dezesseis caminhos da destruição", devido ao perigo das almas se aderirem demasiadamente às características de cada uma delas, a ponto de se tornarem incapazes de sobrepassar a idéia de raça e obstar seu progresso. Há também o perigo das almas se cristalizarem tanto na raça, até que se aprisionem aos corpos de raça, mesmo quando estes comecem a degenerar, como sucedeu aos judeus.

Nos Períodos, Revoluções e Épocas em que não há raças, há mais tempo, a probabilidade de fossilizar-se não é tão grande nem tão frequente. Porém, as dezesseis raças nascem e morrem em tempo tão relativamente curto que existe o perigo muito grave de adesão demasiada a condições que devem ser deixadas atrás.

Cristo é o Grande Unificador da Sexta Época e anunciou esta lei quando pronunciou estas palavras pouco compreendidas: "Se alguém vem a mim e não abandona seu pai, sua mãe, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida, não pode ser meu discípulo".

"Quem quiser ser meu discípulo, que tome sobre si a sua cruz e siga-me".

"... quem não abandonar tudo o que tenha não pode ser meu discípulo".

Isto não quer dizer que devemos deixar ou desprezar os laços familiares, mas que devemos elevar-nos acima deles. Pai e mãe são "corpos" e todas as relações são questões da raça, pertencentes à Forma. As almas devem reconhecer que não são corpos, nem raças, mas sim Egos lutando pela perfeição. Se um homem se esquece disto e se identifica com a raça - aderindo a ela com fanático patriotismo - é o mesmo que fossilizar-se, enquanto seus companheiros passam a outras alturas do Caminho da Realização.

Nota do Editor:

O CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS nos diz que há sete Raios de Vida. Cada Espírito Virginal de nossa humanidade pertence a um desses raios de vida. Assim, desde nossa origem como Espíritos Virginais, temos diferenças de constituição que tornaram necessária a nossa divisão em grupos distintos de evolução. A necessidade de prosseguir na divisão da humanidade em grupos acentuou-se durante o atual Período Terrestre, especialmente a partir da Época Atlante, onde as diferenças evolutivas fizeram com que novos grupos SURGISSEM para atender a essas necessidades diversas. Esses grupos com características semelhantes, considerando as suas trajetórias evolutivas, são denominados pelo CONCEITO de raças.

Diz o CONCEITO: “Quando nasce uma raça, as formas animadas por certo grupo de espíritos têm a inerente capacidade de evoluir somente até certo ponto.... Quando uma raça atinge o limite de sua evolução, os corpos ou formas dessa raça começam a degenerar até a raça extinguir-se.”

O CONCEITO identifica dezasseis raças, que caracteriza como os “dezesseis caminhos da destruição”, devido ao perigo das almas se aderirem demasiadamente às características de cada uma delas, a ponto de se tornarem incapazes de sobre passar a idéia de raça e obstar assim seu progresso. Há também o risco das almas se cristalizarem tanto na raça até que se aprisionem aos seus corpos. Esse apego à raça pode ocorrer mesmo nos casos de raças com elevado desenvolvimento material e cultura avançada, do qual os judeus são um bom exemplo.

Na Época Lemúrica, havia somente uma raça, chamada de Raça Lemúrica, quando o ser humano ainda era inconsciente do Mundo Físico e se reconhecia como um ser espiritual. Sua linha de desenvolvimento era, portanto, voltada para a obtenção de conhecimentos materiais. Nas Escolas Iniciáticas de então, ensinava-se a arte, as leis da Natureza e os fatos relacionados com o Universo físico, fatos e coisas hoje em dia de conhecimento de todos. Era necessário, então, que o foco do desenvolvimento se voltasse para o Mundo Físico e não mais para os Mundos Espirituais.

Uma vez que despertou a consciência do Mundo Físico, através do processo conhecido esotericamente como a “queda do homem”, os olhos do ser humano abriram-se para o mundo. Esse despertar foi feito de forma abrupta, não de acordo com os desígnios dos Guias que orientavam a humanidade, pela ação dos Espíritos Lucíferes, um grupo de seres da onda de vida dos Anjos, que se rebelou contra a as diretrizes evolutivas determinadas por Jeová. Esse despertar abrupto teve conseqüências para a evolução humana, representada simbolicamente pela expulsão prematura do Jardim do Éden, ou seja, a perda da visão e da consciência etéreas. À medida que evoluía, o mundo e as relações do mundo com o ser humano, bem como as relações entre seres humanos, tornavam-se cada vez mais complexas. Novas divisões em outros grupos se tornaram necessárias nas Épocas Atlante e Ária, de modo a que o ser humano pudesse lidar com essa complexidade, já que as diferenças evolutivas se acentuaram.

Vários fatores influenciaram a diversidade de condições a que os diferentes grupos evolutivos foram submetidos. Observe-se que, de início, os grupos em evolução não dispunham de muita mobilidade espacial, já que os meios de locomoção eram ainda muito primitivos. Certamente, os espíritos relacionados a um mesmo grupo evolutivo renasciam, em sua maioria, nas mesmas terras e nas mesmas raças. Isso certamente fazia com que grupos de regiões diferentes tivessem trajetórias evolutivas diferentes, pois as culturas, os hábitos e os costumes eram diversos. Entretanto, um mesmo espírito estava condicionado a experimentar os mesmos tipos de cultura, hábitos e costumes, enquanto renascesse nas mesmas terras ou raças.

A mobilidade social era também pequena, especialmente entre os povos com forte estratificação social, em que a formação de castas ou aristocracias era uma barreira a essa mobilidade. A ascensão social era difícil, senão impossível em algumas culturas, o que gerou condições propícias para o florescimento de preconceitos e diversas formas de opressão. Isso também limitava as oportunidades para trajetórias evolutivas mais amplas e mais diversificadas por parte dos espíritos. A própria Iniciação era um processo restrito a apenas alguns grupos. Somente com a vinda de Cristo esse estado de coisas foi mudado, em particular quanto à Iniciação, que foi aberta a todos que assim o desejassem, o que foi simbolicamente representado pelo “romper do véu”, realizado por Cristo.

Mas é importante frisar neste ponto que, segundo o CONCEITO, o que se projeta para o futuro da humanidade é a convergência para novamente todos formarem uma só raça, que começará seu curso ao início da Sexta Época. As almas devem reconhecer que não são corpos, nem raças, mas sim Egos buscando a perfeição e uma vida em fraternidade. Essa ânsia de fraternidade é uma das conseqüências do grande trabalho de Cristo.

Tendo esse postulado em mente, percebe-se que as condições hoje prevalecentes apontam claramente para essa convergência. Tanto a mobilidade espacial quanto a mobilidade social cresceram exponencialmente, o que faz com que cada espírito possa renascer em condições as mais diversas de uma vida para outra, dificultando assim o apego a uma determinada raça ou grupo. As barreiras sociais e aquelas formadas pelos preconceitos têm sido gradativamente rompidas, em nome de uma maior igualdade de oportunidades para evoluir. Os espíritos assim dispõem de mais chances de não se tornarem apegados às raças ou a nações, embora permaneçam sempre vinculados ao seu Raio de Vida, conforme dissemos no início. Os espíritos passam a dispor, assim, de maiores oportunidades de escolha para sua própria evolução, já que as migrações sociais e espaciais foram amplamente favorecidas com o avanço da civilização, tanto nos aspectos materiais quanto nos aspectos culturais e sociais.

Podemos dizer que, hoje em dia, as diferenças evolutivas existem em maior proporção de indivíduo para indivíduo e não tanto de grupos para grupos, em função das grandes transformações a que é submetida a humanidade no sentido de se tornar uma única raça, a raça humana.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Qua Mar 03, 2010 10:24 pm

Capítulo XIII - RETORNO À BÍBLIA

Em nossos tempos, o espírito missionário é muito forte. As igrejas ocidentais enviam continuamente missionários ao mundo inteiro para converter aos seus credos os povos de todas as nações. Nesses esforços de proselitismo não estão sós; o Oriente iniciou também uma forte invasão dos campos ocidentais. Muitos cristãos, descontentes com os credos e dogmas clericais, em busca da verdade que satisfizesse aos anseios de sua inteligência e de uma explicação adequada dos problemas da vida, familiarizaram-se com os ensinamentos orientais do Budismo, Induísmo, etc., e muitos aceitaram.

Do ponto de vista oculto, os esforços missionários, sejam do Oriente ou do Ocidente, não são desejáveis. São contrários ao plano da evolução. Os grandes Líderes da humanidade encarregados do nosso desenvolvimento, prestam-nos a necessária ajuda nesse sentido. A religião é um desses auxílios. Há muito boas razões para que a Bíblia, que contém não uma mas duas religiões, a Cristã e a Judaica, tenha sido dada ao Ocidente. Se diligentemente procurarmos a luz veremos a Suprema Sabedoria oferecida por esta dupla religião, apropriada como nenhuma outra religião atual, às nossas necessidades especiais. Esclarecendo melhor este assunto tratemos, neste capítulo, de alguns pontos já examinados em outras páginas deste livro.

Durante as Épocas Polar, Hiperbórea e Lemúrica o homem ainda não possuía mente. Era tarefa fácil guiar a humanidade comparativamente à Época atual. Quando essa perturbadora faculdade foi obtida, durante a primeira parte da Época Atlante, desenvolveu a astúcia, produto da mente não governada pelo espírito. A astúcia une-se ao desejo sem ter em conta se este é bom ou mau, ou se pode trazer alegria ou dor.

A meio da Época Atlante, o espírito penetrou completamente nos seus veículos e começou a trabalhar na mente, produzindo o Pensamento e a Razão: a habilidade de deduzir uma causa pelo efeito da atividade do próprio pensamento. A faculdade de raciocínio ou lógica desenvolveu-se mais completamente na Época Ária. Os semitas originais (a quinta raça da Época Atlante) constituíram um "povo escolhido", destinado a levar essa faculdade germinal a tal ponto de maturação que impregnasse completamente seus descendentes, para se converterem em uma Nova Raça.

A transmutação da astúcia em razão não foi tarefa fácil. As primeiras transformações na natureza humana, sim, efetuaram-se facilmente. A humanidade podia ser guiada sem dificuldades porque não tinha desejos conscientes nem mente para dirigir-se. Mas, os semitas originais tornaram-se suficientemente astutos para sentir as limitações de sua liberdade e para escapar, repetidas vezes, das medidas tomadas para mantê-los na linha evolutiva. A tarefa tornou-se sumamente difícil por ser necessário que tivessem alguma liberdade de escolha a fim de, em devido tempo, poderem aprender a dominar-se. Nesse sentido, foi decretada uma lei de recompensa imediata para a obediência e de castigo instantâneo para a violação dela. O homem foi, deste modo, ensinado a raciocinar e a compreender, embora de limitada maneira, que "o caminho do transgressor é muito duro" e que devia "temer a Deus" ou ao Guia condutor.

De todos os escolhidos como "semente" da nova raça só uns poucos permaneceram fiéis. A maioria rebelou-se e, pelo que lhes tocava, frustaram completamente o propósito do Líder ao casarem-se com membros de outras raças Atlantes e ao transmitir, assim, sangue inferior aos seus descendentes. Isto é o que pretende significar a passagem da Bíblia, ao referir-se aos filhos de Deus que se casaram com as filhas dos homens.

Em consequência dessa desobediência, foram abandonados e "perdidos". Os que permaneceram fiéis também morreram, no que respeita ao corpo, no Deserto de Gobi (o Deserto) na Ásia Central, o berço de nossa raça atual e, renascendo como descendentes de si próprios, herdaram a "Terra da Promissão", a Terra, tal como é agora. Constituem as raças árias, nas quais a razão se desenvolve para a perfeição.

Os rebeldes abandonados foram os Judeus, cuja maioria ainda é governada mais pela faculdade atlante da astúcia do que pela razão. Nesse, o sentimento de raça é tão forte que só distinguem duas classes de homens: Judeus e Gentios. Desprezam as demais nações que, por sua vez, em vista da sua astúcia, egoísmo e avareza os desprezam também. Não se nega caridade, mas fazem-na, principalmente se não exclusivamente, entre seu próprio povo, e poucas vezes internacionalmente, como aconteceu no caso dos desastres ocorridos na Itália em consequência dos terremotos, em cuja ocasião todas as barreiras de credos, raças e nacionalidades foram esquecidas ante o sentimento de simpatia humana.
Perante tais casos, como no desastre de São Francisco, evidencia-se a natureza espiritual interna do homem, mais do que em quaisquer outras circunstâncias. O observador atento pode, então, discernir a tendência evolutiva. O coração sente e reconhece a grande verdade de que somos todos irmãos, e de que a desgraça de um é realmente sentida por todos, embora nos esqueçamos disso em meio das lutas de nossa vida diária. Tais incidentes são indicativos da direção evolutiva. Depois da razão o homem será dominado pelo Amor que, atualmente, ainda age independentemente, e, às vezes, até contrariando os ditados da razão. Essa anomalia ocorre porque atualmente, o amor é raras vezes altruístas e nem sempre nossa razão é certa. Na "Nova Galiléia", a próxima Sexta Época, o Amor far-se-á altruísta e a razão aprovará seus ditames. A Fraternidade Universal realizar-se-á plenamente e cada um trabalhará para o bem de todos. O egoísmo será coisa do passado.

Para alcançar este esperado fim, será necessário selecionar outro "povo escolhido" nas atuais linhagens de reserva. Será o núcleo donde possa surgir a nova raça. Tal escolha não se fará contra a vontade dos escolhidos, cada homem deve eleger-se e entrar voluntariamente nas fileiras.

As raças são traços evanescentes da evolução. Antes de terminar a Época Lemúrica houve um povo eleito, o antecessor das raças atuantes, diferente da humanidade comum daquele tempo. Da quinta raça Atlante foi selecionado outro "povo escolhido", de que descenderam as raças árias. Cinco já passaram e haverá duas mais. Antes do começo de uma nova época, haverá "um novo céu e uma nova terra", isto é, mudar-se-ão os caracteres físicos da Terra. Sua densidade diminuirá também. Haverá uma raça no princípio da próxima época. Depois, desaparecerá todo o pensamento ou sentimento de raça. A humanidade constituirá uma vasta fraternidade sem qualquer distinção. As raças são simples degraus evolutivos pelos quais devemos passar; caso contrário não haveria progresso algum para os espíritos que nelas renascem. Porém, embora necessários, são degraus extremamente perigosos e obrigam os Líderes da humanidade a agir com muito cuidado. Eles chamam a essas dezesseis raças "os 16 caminhos da destruição", porque nas épocas precedentes, quando não havia raças as mudanças só se efetivavam depois de enormes intervalos, o que permitia à maioria das entidades prepararem-se com mais facilidade. As raças comparativamente, são fugazes. Por isso, deve-se agir com muito cuidado a fim de impedir a aderência demasiada dos espíritos aos caracteres raciais.

Foi exatamente o que aconteceu com os espíritos renascidos nos corpos da raça judia. Ligaram-se a ela de modo tão firme que nela sempre renascem. "Uma vez judeu sempre judeu" é o seu lema. Esqueceram-se completamente de sua natureza espiritual e gloriam-se do fato material de serem "sementes de Abraão". Portanto, "não são carne nem peixe". Não tomaram parte alguma do desenvolvimento da raça ária. Entretanto, são mais avançados do que os remanescentes dos povos atlantes e lemúricos que ainda temos entre nós. Converteram-se num povo sem pátria, uma anomalia na humanidade.

Limitados nessa idéia de raça, o Líder do seu tempo viu-se obrigado a abandoná-los e "perderam-se". Para que pudessem cessar de considerarem-se separados de outros povos, os Líderes dirigiram outras nações contra eles em diversas ocasiões e foram levados como escravos, arrancados do país em que se tinham localizado. Tudo foi em vão, negaram-se abertamente a mesclarem-se com os outros e uma outra vez voltavam como um só homem a suas áridas terras. Surgiram profetas de sua própria raça que por amor os exortavam predizendo o desastre mas sem resultado.

Como tentativa final para persuadi-los a pôr de lado a aderência à raça, encarnou entre eles, parecendo uma anomalia, o Guia da Raça seguinte, o Grande Instrutor Cristo. Isto mostra também a compaixão e a sabedoria dos Grandes Seres que guiam a evolução. Entre todas as raças da Terra não havia nenhuma outra "perdida" no mesmo sentido que os judeus, e nenhuma outra necessitava de tanta ajuda. Enviar-lhes um estrangeiro, alguém que não fosse de sua própria raça, teria sido manifestamente inútil. Antecipadamente se concluiria que o rejeitariam. Assim como o grande espírito conhecido com o nome de Booker T. Washington encarnou entre os negros e estes o receberam como um dos seus, habilitando-o assim a iluminá-los de maneira tal como nenhum branco poderia tê-lo feito, assim também os grandes Líderes esperavam que a aparição de Cristo entre os Judeus, como um de sua própria raça, pudesse fazê-los aceitar Seus ensinamentos e sair de sua adesão aos corpos de raça. Mas, é muito triste ver como prevalecem os preconceitos humanos! "Ele veio através do seu próprio sangue" e eles escolheram a Barrabás. Não glorificou Abraão nem nenhuma das antigas tradições. Falou-lhes de "outro mundo", de uma nova Terra de Amor e Perdão, e repudiou a doutrina do "olho por olho". Não os incitou a armarem-se contra César; se o tivesse feito talvez fosse aclamado como um libertador. A esse respeito, até seus discípulos mal O compreenderam quando, dominados pelos romanos, lamentavam a perdida esperança de um reino terrestre.

A rejeição de Cristo pelos Judeus foi a prova suprema da sua aderência à raça. Daí por diante, todos os esforços para salvá-los em conjunto, dando-lhes profetas especiais e instrutores, foram abandonados. Provada a inutilidade de mantê-los em bloco, foram, como último expediente, misturados entre todas as nações da terra. Apesar de tudo, a extrema tenacidade deste povo prevaleceu até nossos dias e a maioria continua a ser ortodoxa. Na América vão perdendo ligeiramente esses sentimentos. As gerações mais novas estão começando a casarem-se fora da raça. Com o decorrer do tempo, prover-se-á um número sempre crescente de corpos, com menores características de raça, para os espíritos judeus que renasçam. Desta maneira salvar-se-ão, apesar deles mesmo. "Perderam-se" ao casarem com raças inferiores e serão salvos ao amalgamarem-se com as raças mais avançadas.

Como as atuais raças árias são formadas de seres humanos racionais, capazes de se aproveitarem da experiência do passado, o meio mais lógico de ajudá-las é falar-lhes dos estados de crescimento passados e do destino que recaiu sobre os desobedientes judeus. Esses rebeldes têm um memorial escrito de como trataram seus Líderes. Nele se conta como foram escolhidos, como se rebelaram e foram castigados, mas ainda estão cheios de esperança numa última redenção. Esses escritos podem ser aproveitados por nós, para aprendermos como não devemos agir. Não importa que no transcurso de idades tenham sido mutilados, e que os judeus de hoje tenham ainda a ilusão de ser um "povo escolhido"; a lição que podemos tirar de suas experiências não é por isso menos estimável. Podemos aprender como um "povo escolhido" pode desobedecer a seu Líder, frustar seus planos e limitar-se a uma raça durante idades. Sua experiência deve ser uma boa recomendação para qualquer futuro "povo escolhido". Paulo diz isso em termos inequívocos (Heb. II: 3-4). "Porque se a palavra dos anjos era firme e cada transgressão e desobediência recebia uma justa recompensa, como escaparemos dela se descuidarmos de tão grande salvação?". Paulo falava aos cristãos. Se os hebreus, para os quais tinha escrito isso, tivessem aceitado Cristo, poderiam ter alguma esperança de que, em alguma encarnação futura, se encontrariam entre o "novo povo escolhido", aquele que voluntariamente acompanhará seu Líder, desenvolverá a percepção espiritual, o Amor e o sucedâneo da investigação e da razão, o poder intuitivo.

Os ensinamentos cristãos do Novo Testamento pertencem particularmente às raças pioneiras do mundo ocidental. Estão sendo implantados especialmente entre o povo dos Estados Unidos porque, sendo objetivo da nova raça da Sexta Época a unificação de todas as raças, os Estados Unidos estão se convertendo em um lugar onde tudo se mescla, onde todas as nações da Terra se misturam, e desta mistura sairá o próximo "povo escolhido".

Os espíritos de todos os países da Terra que se esforçam em seguir os ensinamentos de Cristo, conscientemente ou não, renascem ali, no propósito de lhes serem dadas as condições apropriadas ao seu desenvolvimento. Daí decorre a diferença entre os judeus nascidos na América dos judeus de outros países. Já o nascer no mundo ocidental prova que estão a emanciparem-se do espírito de raça e se adiantaram aos judeus ortodoxos do velho mundo cristalizado, como eram seus pais. Caso contrário, não teriam admitido a idéia de romper seus laços antigos e virem para a América. Assim, o judeu nascido na América é o pioneiro e preparará o caminho que, mais tarde, seguirão seus compatriotas.

A Bíblia, portanto, contém os ensinos de que necessitam especialmente os povos ocidentais. No terrível exemplo da raça judia podem aprender uma lição, tal como se relata no Antigo Testamento. Podem aprender também a viver os ensinamentos que Cristo dá no Novo Testamento, oferecendo voluntariamente seus corpos como um sacrifício vivo sobre o altar da Fraternidade e do Amor.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Sab Mar 06, 2010 9:20 pm

Capítulo XIV - ANÁLISE OCULTA DO GÊNESE

Limitações da Bíblia

Em nosso estudo, na parte anterior ao capítulo XIII, fizemos relativamente poucas referências à Bíblia. Agora, dedicar-lhe-emos nossa atenção por algum tempo. Não pretendemos defendê-la (na forma atual comumente conhecida) como a única, verdadeira e inspirada palavra de Deus. É certo, não obstante, que encerra muitos conhecimentos ocultos inestimáveis. Estes conhecimentos se acham, em grande extensão ocultos, devido às interpolações, e obscurecidos pela supressão arbitrária de certas partes julgadas "apócrifas". O ocultista cientista que sabe o que se quis expressar, pode ver facilmente quais as partes originais e quais as que foram interpoladas. Apesar disso, se examinarmos o primeiro capítulo do Gênese, tal como aparece nas melhores traduções que possuímos, veremos que expõe o mesmo esquema evolutivo explicado na parte anterior desta obra, esquema que se harmoniza perfeitamente com os ensinos ocultistas relativos aos Períodos, Revoluções, Raças, etc. O resumo que se encontra nesse capítulo é, necessariamente, condensado e brevíssimo, mencionando-se um Período numas poucas palavras. Não obstante, o bosquejo subsiste.

Antes de proceder à análise, é necessário dizer que as palavras da linguagem hebraica, especialmente no estilo antigo, sucedem-se umas às outras sem a separação ou a divisão que é de uso em nossa linguagem. Acrescentando a isso o costume que existia de retirar as vogais da escrita, de maneira que sua leitura dependia muito donde fossem colocadas, ver-se-á quão grandes são as dificuldades a vencer para acertar com o significado original. Uma ligeiríssima mudança pode alterar quase completamente o significado de qualquer sentença.

Além dessas grandes dificuldades, devemos também saber que dos quarenta e sete tradutores da versão do Rei Jaime (a mais comumente usada na Inglaterra e América) unicamente três conheciam bem o hebraico e, desses três, dois morreram antes da tradução dos Salmos. A ata que autorizava a tradução, tenhamos também em atenção, proibia aos tradutores todo o parágrafo que pudesse desviar grandemente ou perturbar as crenças já existentes. É evidente, portanto, que as probabilidades de se conseguir uma tradução correta eram bem escassas.

Tampouco foram mais favoráveis as condições na Alemanha. Lá, Martin Lutero o único tradutor, mesmo ele não a traduziu do texto original hebraico, mas tão-só de um texto latino. A maioria das versões empregadas pelos protestantes dos diversos países são simples traduções em diferentes idiomas da tradução de Lutero.

Certamente tem havido revisões, mas não tem melhorado grandemente a matéria. Além disso, há grande número de pessoas neste país (EUA) que insiste em considerar o texto inglês da tradução do Rei Jaime como absolutamente exata, da primeira à última letra, como se a Bíblia tivesse sido escrita originalmente em inglês e a versão do Rei Jaime fosse uma cópia fidedigna do manuscrito original.. Assim, os erros subsistem apesar dos esforços que se têm feito para eliminá-los.

Os que originalmente escreveram a Bíblia, deve-se também notar, não pretenderam dar a verdade de maneira a poder tê-la quem quisesse. Nada estava mais distante de sua mente do que a idéia de escrever "um livro aberto de Deus". Os grandes ocultistas que escreveram o Zohar são muito categóricos nesse ponto. Os segredos do Thorah não podem ser compreendidos por todos, como provará a citação seguinte:

"Ai do homem que vê no Thorah (a lei) só um simples recitativo de palavras comuns! Porque, em verdade, se fosse só isso, poderíamos escrever ainda hoje um Thorah muito mais digno de admiração. Mas não é assim. Cada palavra do Thorah tem um elevado significado e um mistério sublime... Os versos do Thorah são como as vestes do Thorah. Ai daquele que toma essas vestes do Thorah pelo próprio Thorah! Os simples só notam os ornamentos e os versos do Thorah. Nada mais percebem. Não vêem o que está encerrado nessas vestiduras. O homem mais esclarecido não presta atenção alguma às vestes, mas sim ao corpo que encerram".

As palavras anteriores dão a entender claramente a significação alegórica. Paulo também diz inequivocamente que a lenda de Abraão e dos dois filhos (de Sara e Hagar) são puramente alegóricos (Gal. 4: 22-26). Muitas passagens estão veladas; outras devem ser entendida ao pé da letra; e ninguém, que não possua a chave oculta, pode decifrar as profundas verdades encobertas em coisas que amiúde aparentam feíssimas vestiduras.

Nas práticas de Cristo está também patente o segredo relacionado a essas matérias profundas e o invariável uso de alegorias que permitiam às massas porem-se em contato com verdades ocultas. Sempre se dirigiu às multidões em parábolas e depois explicava reservadamente aos discípulos o profundo significado nelas contido. Em várias ocasiões Ele impôs segredo sobre esses ensinos reservados.

Os métodos de Paulo também se harmonizam com isso, ao dar leite, os ensinamentos mais elementares, às crianças na fé, reservando a carne, os ensinamentos mais profundos, para os fortes, isto é, para aqueles que se capacitaram para compreendê-los e recebê-los (I Cor, 3: 1-3).

Originalmente, a Bíblia Judaica foi escrita em hebraico, mas não possuímos nem uma só linha da escritura original. No ano 280 antes de Cristo fez-se uma tradução para o grego, a "Septuaginta". Ainda em tempos de Cristo, havia já uma confusão tremenda e diversidade de opiniões relativas ao que se devia admitir como original e ao que tinha sido interpolado.

Só depois da volta do seterro de Babilônia, começaram os escribas a compendiar as diferentes escrituras. Pelo ano 500 D.C. apareceu o Talmud, com o primeiro texto semelhante ao atual. Em vista dos fatos mencionados, não pode ser perfeito.

O Talmud esteve em mãos da escola Massorética que, desde o ano 590 até 800 D.C., permaneceu principalmente em Tiberíade. Depois de enorme e pacientíssimo trabalho, escreveu-se um Antigo Testamento Hebreu, o mais próximo ao original que temos atualmente.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Dom Mar 07, 2010 10:55 pm

NO PRINCÍPIO

A primeira sentença do Gênese é um bom exemplo do que já indicamos a respeito da interpolação do texto hebraico, interpretação que pode mudar-se colocando diferentemente as vogais e dividindo as palavras de outra maneira.
Há dois métodos bem conhecidos para ler essa sentença. Por um deles, a tradução é: "No princípio criou Deus os céus e a terra"; pelo outro é: "Tomando da sempre existente essência (do espaço) a dupla energia formou o duplo céu".

Para saber qual destas duas interpretações é correta muito se disse e escreveu. A dificuldade está na necessidade de algo concreto e definido para o povo. Diz-se que sendo uma explicação verdadeira todas as demais têm de ser falsas.

Evidentemente, não é este o caminho para chegar à verdade. Tendo muitos e múltiplos aspectos, cada verdade oculta requer exame de mui diferentes pontos de vista; cada um deles apresenta certa fase da verdade, e todos eles são necessários para chegar-se a uma concepção completa e definida daquilo que se está considerando.

Esta sentença do Thorah, como muita outras, poderá ter muitos significados e confundir o não esclarecido. Para o que tem a chave é iluminadora porque, por seu intermédio, vê-se a sabedoria transcendental e a maravilhosa inteligência dos que inspiraram o Thorah.

Se tivessem sido colocadas as vogais e fossem divididas as palavras, haveria unicamente uma maneira de lê-las. Estes grandes e sublimes mistérios não poderiam ter sido ocultos nessas mesmas palavras. Essa teria sido a forma mais natural de redigir, se os autores tivessem resolvido escrever um livro "aberto" sobre Deus. Mas não foi esse o seu propósito, foi escrito unicamente para os iniciados, e somente por eles pode ser bem compreendido. Muito menos habilidade seria necessária para escrever um livro claro do que para encobrir o seu significado. Porém, nenhum trabalho é mal empregado para dar informações, em devido tempo, aos capazes de recebê-las, ao mesmo tempo que permanecem ocultas para os que não alcançaram o direito de possuí-las.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Sex Mar 12, 2010 10:44 pm

A TEORIA NEBULAR

Considerando a gênese e a evolução do nosso sistema sob este novo prisma, é bem claro serem ambas as interpretações da primeira sentença do Livro do GÊNESE necessárias à compreensão do assunto. A primeira diz que a evolução teve um começo, quando foram criados os céus; a outra, completando a primeira, acrescenta que os céus e a terra foram criados da "sempre existente essência", não tirados do "nada", como afirma zombeteiramente o materialista. A Substância-Raiz-Cósmica mantém-se unida e é posta em movimento. Os anéis formados pela inércia das massas em revolução separam-se da massa central, formando planetas, etc., tal como a ciência moderna imaginava. A ciência oculta e a ciência moderna estão completamente de acordo no que diz respeito ao modus operandi. Nestas afirmações não há nada em desacordo com as duas teorias, como se demonstrará. A ciência oculta ensina que Deus foi a origem do processo de formação e constantemente guia o Sistema por um caminho definido. A ciência moderna, para refutar o que chama de idéia absurda, e para demonstrar que Deus não é necessário, toma um vaso com água e sobre ela coloca um pouco de azeite. A água e o azeite representam, respectivamente, o espaço e a massa ígnea. Depois, por meio de uma agulha, começa a fazer girar o azeite até que tome a forma de uma esfera. Isto explica ele ser o Sol Central. O azeite, girando cada vez mais rápido, curva-se mais pelo equador e lança um anel que se rompe em fragmentos. Estes reagrupam-se e formam um pequeno globo que gira em torno da massa central, assim como um planeta gira em torno do Sol. Então, ironicamente, o cientista diz ao ocultista: Vê como se faz? Não há a menor necessidade de Deus, nem de qualquer força sobrenatural!

Perfeitamente, concorda o ocultista, um Sistema Solar pode formar-se aproximadamente de maneira ilustrada. E estranha muito que um homem na posse de tão clara intuição que lhe permite perceber corretamente a operação do processo cósmico, e tão inteligentemente no conceber a operação dessa brilhante demonstração de sua teoria monumental, seja ao mesmo tempo incapaz de perceber, na demonstração, que ele mesmo fez o papel de Deus. Com efeito, dele foi o poder externo que colocou o azeite na água; a ele pertencia a força necessária para pô-lo em movimento, força que tirou o azeite da inércia em que permaneceria por todo a eternidade e o obrigou a tomar forma e a representar o sol e os planetas; finalmente, do cientista foi o pensamento que concebeu a experiência e empregou o azeite, a água e a força. O exemplo ilustra esplendidamente a Trindade Divina que trabalha com a substância cósmica para formar um Sistema Solar.

Ora, os atributos de Deus são: Vontade, Sabedoria e Atividade. (Veja o diagrama 6 e note cuidadosamente o que o nome de Deus significa nessa terminologia). O homem de ciência teve Vontade de fazer a experiência e a oportunidade de encontrar maneiras e meios para a demonstração. Esta oportunidade corresponde à Sabedoria, o segundo atributo de Deus. Teve também a força muscular necessária para realizar a ação, que corresponde à Atividade, o terceiro atributo de Deus.

Além disso, o Universo não é uma máquina que, uma vez posta em marcha, continua em perpétuo movimento, sem causa alguma interna ou sem força diretriz. Também isto é provado na experiência do homem de ciência: desde o momento em que deixar de fazer girar o azeite, também cessa a marcha ordenada dos seus planetas em miniatura e volta a ser a massa informe de azeite flutuando na água. Da mesma maneira, o Universo dissolver-se-ia imediatamente em "subtilíssimo espaço" se Deus deixasse, por um momento, de exercer Sua atividade e cuidado.

A segunda interpretação do Gênese é maravilhosamente exata ao descrever uma formadora energia dupla. Não indica especificamente que Deus é trino mas o conhecimento do leitor é aqui tomado como garantia. Aponta exatamente a verdade quando diz que, na formação do universo, há só duas forças ativas.

Quando o primeiro aspecto do Deus Triuno se manifesta como Vontade de criar, desperta o segundo aspecto, a Sabedoria, para planejar o futuro universo. Esta primeira manifestação da Força é Imaginação. Depois que essa força primária de Imaginação concebeu a idéia de um universo, o terceiro aspecto, a Atividade, agindo sobre a substância cósmica, produz o movimento. Esta é a segunda manifestação da Força. O movimento, por si só, não é suficiente para formar um sistema de mundos, há de haver um movimento ordenado. A Sabedoria é necessária para dirigir o movimento, de maneira a produzir inteligentemente resultados definidos.

Portanto, a primeira sentença do livro do Gênese diz que, no princípio, o movimento ordenado, rítmico, na Substância-Raiz-Cósmica, formou o Universo.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Sab Mar 13, 2010 9:49 pm

AS HIERARQUIAS CRIADORAS

A segunda interpretação da primeira sentença dá uma idéia mais completa de Deus, quando fala da "dupla energia". Indica as fases positiva e negativa do Espírito Uno de Deus em manifestação. De acordo com os ensinamentos da ciência oculta, representa-se Deus como um Ser composto. Isto acentua-se ainda mais nos versículos seguintes do capítulo.

Além das cinco Hierarquias Criadoras que voluntariamente nos ajudaram em nossa evolução, há outras sete que, pertencentes à nossa evolução, cooperaram com Deus na formação do Universo. No primeiro capítulo do Gênese essas Hierarquias são chamadas "Elohim". Esse nome significa uma hoste de Seres duplos ou bissexuais. A primeira parte do nome é Eloh, um nome feminino, em que a letra "h" indica o gênero. Se houvesse intenção de indicar um ser feminino ter-se-ia empregado a palavra Eloh. O feminino do plural é formado com o sufixo "oth". Portanto, se houvesse intenção de indicar certo número de Deuses do gênero feminino, a palavra correta teria sido "Elooth". Todavia, em vez de qualquer destas duas formas, encontramos o plural masculino terminado em "im", acrescentado ao nome feminino "Eloh", o que indica uma hoste de Seres bissexuais, masculino-femininos, expressões da energia criadora dual, positiva-negativa.

Na última parte do capítulo alude-se novamente à pluralidade de Criadores, quando se atribuem as seguintes palavras aos Elohim: "Façamos o homem à nossa imagem", depois do que é inconsistentemente acrescentado: "Ele os fez macho e fêmea".

Os tradutores traduziram a embaraçante palavra "Elohim" (como vimos não só uma palavra plural mas também um nome masculino-feminino) fazendo-a equivaler à palavra no singular, neutra, "Deus". Podiam ter traduzido de outra forma, mesmo que soubessem? Era-lhes proibido perturbar as idéias já existentes e o Rei Jaime não desejava a verdade a todo preço, mas a paz por qualquer preço. Seu único desejo era evitar toda controvérsia que lhe pudesse criar perturbações no reino.

O plural "eles" também é usado quando se menciona a criação do homem, indicando claramente que a referência diz respeito à criação de ADM, a espécie humana, e não à de Adão o indivíduo.

Como já assinalamos, seis Hierarquias Criadoras (além dos Senhores da Chama, dos Querubins, dos Serafins e das duas Hierarquias sem nome que passaram à libertação) estavam em atividade ajudando os espíritos virginais. Estes, em si mesmos, formam uma sétima Hierarquia.

Os Querubins e os Serafins nada têm a ver com a criação da Forma; por isso, não são mencionados no capítulo que estamos considerando, que trata especialmente do aspecto Forma da Criação. São mencionadas somente as sete Hierarquias Criadoras que, em efetivo trabalho, levaram o homem até onde pudesse adquirir uma forma física densa para, por seu intermédio, poder trabalhar o espírito interno.

Após descrever cada parte do trabalho da Criação, disse-se: "e Elohim viu que era bom". Isto se diz sete vezes, a última vez no sexto dia, quando foi criada a forma humana.

Depois, indica-se que, no sétimo dia, Elohim descansou". Isto concorda perfeitamente com os ensinamentos ocultos sobre a parte de cada Hierarquia no trabalho da evolução até o Período atual. Também se diz que, na época atual, os Deuses e as Hierarquias Criadoras retiraram-se da participação ativa no trabalho de salvação do homem para que ele a faça por si, sob a necessária orientação dos "Irmãos Maiores", atualmente os mediadores entre o homem e os Deuses.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Dom Mar 14, 2010 8:52 pm

O PERÍODO DE SATURNO

Como vimos, o princípio de nosso sistema e o trabalho das Hierarquias Criadoras descrito pela ciência oculta harmoniza-se com os ensinamentos da Bíblia. Examinando, doravante, os ensinamentos da Bíblia relativos aos diferentes "Dias da Criação", veremos sua concordância com os ensinamentos ocultos relativos aos Períodos de Saturno, Solar e Lunar, às três e meia revoluções do Período Terrestre e às épocas Polar, Hiperbórea, Lemúrica e Atlante, anteriores à presente época Ária.

Não é possível dar uma descrição detalhada em poucas linhas, todavia, os pontos principais estão ali em ordem sucessiva muito semelhante a uma fórmula algébrica da criação.

O segundo versículo do Gênese diz: A Terra era agreste e desabitada, e a obscuridade pairava sobre a face do abismo e os Espíritos dos Elohim flutuavam sobre o abismo". Ao princípio da manifestação, o que atualmente é Terra estava no Período de Saturno, exatamente na condição descrita, como se pode ver na descrição feita sobre o Período. Não era "vazia e informe", como diz a versão do Rei Jaime. Era quente, portanto, bem definida e separada do frio abismo do espaço. É certo que era obscura e ao mesmo tempo quente, porque o calor "obscuro" precede necessariamente o calor brilhante visível. Sobre esse globo obscuro do Período de Saturno pairavam as Hierarquias Criadora. Agiram sobre o globo de fora e moldaram-no. A Bíblia referindo-se a Elas, chama-lhes "Espíritos dos Elohim".
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Dom Mar 21, 2010 12:40 am

O PERÍODO SOLAR

O Período Solar está bem descrito também no terceiro versículo, que diz: "E os Elohim disseram: - Faça-se a luz, e a luz foi feita". Esta passagem tem-se prestado a muitos gracejos, os mais ridículos e absurdos. Tem-se feito a seguinte pergunta: Como pôde haver luz na Terra se o Sol não foi criado senão no quarto dia? O narrador da Bíblia não fala somente da Terra, mas da massa ígnea central, da qual se formaram os planetas do nosso sistema, inclusive a Terra. Quando a nebulosa alcançou o estado de fogo brilhante e luminoso, no Período Solar não havia a menor necessidade de iluminação externa: a Luz estava dentro. No quarto versículo se lê: "Os Elohim separaram a luz das trevas", isto porque o espaço exterior era obscuro, distinguindo-se da brilhantíssima nebulosa que existiu no Período Solar.

O PERÍODO LUNAR

O Período Lunar é descrito no sexto versículo, como segue: "e os Elohim disseram: haja uma expansão (traduzido como "Firmamento" em outras versões) nas águas, para que a água se separe da água". Isto descreve exatamente as condições do Período Lunar, quando o calor da massa ígnea brilhante e o frio do espaço exterior formaram uma coberta de água em torno do centro ígneo. O contato do fogo com a água gerou o vapor, que é água em expansão, conforme descreve o versículo. Era diferente da água relativamente fria que constantemente gravitava para o centro ígneo, ardente, para substituir o vapor que surgia. Desta sorte, havia uma circulação constante da água em suspensão e também uma expansão, porque o vapor, arremessado do centro ígneo formava uma atmosfera de neblina ardente que se condensava ao pôr-se em contato com o espaço externo, volvendo novamente ao centro para tornar a esquentar-se e realizar outro ciclo. Assim, havia duas classes de água e uma divisão entre elas, como se descreve na Bíblia. A água mais densa estava mais próxima do centro incandescente; a água em expansão ou vapor, estava fora.
Isto também concorda com a teoria científica dos tempos modernos: primeiramente calor obscuro; depois nebulosa brilhantíssima; por último umidade externa e calor interno, e finalmente solidificação.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Sex Mar 26, 2010 9:37 pm

O PERÍODO TERRESTRE

O Período Terrestre é descrito a seguir. Antes de fazer essa descrição tratemos das recapitulações. Os versículos citados, assim como as descrições feitas, também correspondem aos Períodos que recapitulam. O que se diz do Período de Saturno descreve também as condições do Sistema quando emerge de qualquer dos Períodos de Repouso. As descrições dos Períodos de Saturno, Solar e Lunar corresponderiam, portanto, às três primeiras Revoluções de nosso presente Período Terrestre, e o seguinte corresponderia às condições da Terra na presente Revolução.

No versículo nono, lemos: "E Elohim disse: que as águas se separem da terra seca... e Elohim chamou à terra seca, Terra". Isto se refere à primeira solidificação. O calor e a umidade tinham formado o corpo sólido de nosso atual globo.
A Época Polar: o versículo nono, que descreve o Período Terrestre, a quarta Revolução (em que começou o verdadeiro trabalho do Período Terrestre), também descreve a formação do reino mineral e a recapitulação do homem, em estado mineral, na Época Polar. Cada Época é também uma recapitulação do estado anterior. Assim como há recapitulações de globos, revoluções e períodos, assim há também em cada globo recapitulações do anteriormente feito. Estas recapitulações são infindas. Há sempre espirais dentro de espirais: no átomo, no Globo em todas as outras fases da evolução.

Por complicado e confuso que isso possa parecer, não é difícil de compreender. Há um método ordenado que tudo rege. Em devido tempo seremos capazes de o perceber e de acompanhar a obra desse método, como um fio que conduz através do labirinto. A analogia é um dos melhores auxiliares para compreender a evolução.

A Época Hiperbórea é descrita nos versículos 11 a 19, como trabalho efetuado no quarto dia. Diz-se ali que Elohim criou o reino vegetal, o Sol, a Lua e as estrelas.

A Bíblia concorda com a ciência moderna ao dizer que as plantas vieram depois dos minerais. A diferença entre os dois ensinamentos refere-se ao tempo em que a Terra foi expelida da massa central. A ciência afirma que foi expelida antes da formação da crosta sólida que pudesse chamar-se de mineral ou vegetal. Se queremos designar por tais minerais ou vegetais os que atualmente conhecemos, essa afirmação é verdadeira. Não havia substância material densa, todavia, a primeira incrustação ou solidificação que teve lugar no globo era mineral. O narrador da Bíblia indica somente os incidentes principais. Não se diz que a crosta sólida fundiu-se quando foi expelida da massa central, como um anel que se quebrou, reunindo-se depois os pedaços. Num corpo tão pequeno como a Terra, o tempo preciso para a cristalização foi comparativamente curto. Por isso, o historiador não o menciona, assim como não relata o desmembramento que se produziu novamente quando a Lua foi expelida da Terra.

Procedeu assim, provavelmente, pensando que todo o capacitado para os ensinamentos ocultos deve estar familiarizado com os detalhes menores.

Na condensação da massa ígnea central, as plantas, por serem etéreas, não foram destruídas pelo processo de fusão. Assim como as linhas de força que orientam a cristalização do gelo, estão presentes na água, assim também, quando a Terra se cristalizou, as plantas etéreas estavam presentes. Eram os moldes que agruparam a matéria necessária para formar os corpos vegetais da atualidade, e os do passado, enterrados nos estratos geológicos do Globo Terrestre.

A formação destas formas vegetais etéreas foi auxiliada pelo calor externo, depois da Terra separar-se do Sol e da Lua. Esse calor proporcionou-lhes a força vital para agrupar em sua volta uma substância mais densa.

A Época Lemúrica é descrita no trabalho do quinto dia. Como esta Época é a terceira, em certo sentido é uma recapitulação do Período Lunar. Na narração bíblica estão descritas as condições existentes no Período Lunar: água, neblina ardente e as primeiras tentativas de vida com movimento e respiração.

Os versículos 20 e 21 descrevem que os "Elohim disseram: que as águas tenham coisas que respirem vida... e aves... e os Elohim formaram os grandes anfíbios e todas as coisas viventes de acordo com as suas espécies e todas as aves com asas".

Isto também concorda com os ensinamento da ciência material que diz: que os anfíbios precederam as aves.
Convidamos o estudante a notar particularmente que as coisas formadas não eram Vida. Não se diz que se criou a Vida, mas "coisas" que respiravam e inalavam vida... A palavra hebraica para a substância que se inala é nephesh, e deve-se notar cuidadosamente isto, porque a encontraremos mais tarde sob uma nova roupagem.

A Época Atlante refere-se ao trabalho do sexto dia. No versículo 24 é mencionada a criação dos mamíferos e a palavra nephesh aparece outra vez explicando que os mamíferos "inalavam vida". Os Elohim disseram: "Que a Terra produza coisas que respirem vida... mamíferos..." e no versículo 27 os Elohim formaram o Homem à sua semelhança, isto é, fizeram-nos macho e fêmea como Eles (os Elohim). O historiador bíblico omitiu o estado humano assexual e hermafrodita e chega aos sexos separados tal como os conhecemos atualmente. Não podia ser de outra maneira porque está descrevendo aqui a Época Atlante, e no tempo desta época que se alcançou esse estado de evolução já não havia homens assexuais nem hermafroditas. A diferenciação dos sexos ocorrera antes, na Época Lemúrica. Nos seus primeiros graus de desenvolvimento, o que depois se converteu em homem, mal se podia considerar como tal, diferia muito pouco dos animais. Portanto, a Bíblia não contradiz os fatos, quando afirma que o homem foi formado na Época Atlante.
No versículo 28 (de todas as versões) encontramos um pequeno prefixo de uma muito grande significação: "Os Elohim disseram: frutificai e RE-povoai a Terra". Isto mostra claramente que o escritor conhecia perfeitamente os ensinamentos ocultos de que a onda de vida tinha evolucionado no Globo D, o do Período Terrestre, nas Revoluções anteriores.
A Época Ária corresponde ao sétimo dia da Criação, quando os Elohim, como Criadores e Guias, descansaram do seu trabalho e a humanidade foi deixada ao próprio cuidado.

Assim termina a história no que respeita à manifestação das formas. No capítulo seguinte conta-se a história sob ponto de vista relativo especialmente ao aspecto Vida da Criação.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Sab Mar 27, 2010 11:48 pm

JEOVÁ E SUA MISSÃO

Tem havido muitas discussões eruditas a respeito da autoria e principalmente da discrepância entre a história da criação dada no primeiro capítulo e o que se diz no quarto versículo do segundo capítulo. Afirma-se que as duas descrições foram escritas por diferentes pessoas, porque o Ser ou Seres aos quais os tradutores deram o nome de "Deus", no primeiro e segundo capítulos da versão inglesa denomina-se, Elohim no primeiro capítulo e "Jeová" no segundo capítulo do texto hebraico. Argumenta-se, a esse respeito, que o mesmo narrador não teria nomeado Deus de duas maneiras diferentes.

Realmente, se quisesse referir-se ao mesmo Deus em ambos os casos, não o teria feito, mas o autor não era monoteista. Sabia alguma coisa mais para pensar em Deus como um simples Homem "superior" que tivesse o céu como trono e a terra como escabelo. Quando escreveu de Jeová reportava-se ao Líder a quem estava a cargo esse trabalho particular da Criação que se descreve.

Jeová era e é um dos Elohim. É o Líder dos Anjos, a humanidade do Período Lunar e é o regente da Lua atual. Remetemos o leitor ao diagrama 14 para compreender facilmente a posição e natureza de Jeová.

Dirige os Anjos e, como Regente da Lua, Ele tem a seu cargo os seres degenerados e malignos que nela existem. Com Ele estão também alguns Arcanjos, que constituíram a humanidade do Período Solar. Estes são chamados "Espíritos de Raça".

O trabalho a cargo de Jeová é a construção de corpos ou formas concretas, por meio das forças lunares cristalizantes e endurecentes. Portanto, Ele é o doador de crianças, e os Anjos são seus mensageiros nesta obra. Os fisiólogos sabem muito bem que a Lua está relacionada com a gestação. Observam que dirige e governa os períodos de vida intra-uterina e outras funções fisiológicas.

Sabe-se que os Arcanjos, como Espíritos e Guias de uma Raça, lutam a favor ou contra algum povo, conforme as exigências da evolução dessa raça requererem. No livro de Daniel, 10-20, um Arcanjo falando com Daniel, diz: "Agora, voltarei a lutar com o príncipe da Pérsia; e quando eu for, vede que o príncipe da Grécia virá".

O Arcanjo Miguel é o Espírito da Raça Judia (Daniel 12-1) e Jeová não é o Deus dos Judeus somente, é também o Autor de todas as religiões de Raça, que conduzem ao Cristianismo. É certo que tomou um interesse especial pelos progenitores dos atuais judeus degenerados, os Semitas originais, a "semente de raça" para as sete raças da Época Ária. Jeová cuida especialmente de qualquer "semente de raça", na qual inculca as faculdades embrionárias da humanidade de uma nova época. Por essa razão, esteve muito relacionado com os Semitas originais, seu "povo eleito", o escolhido para ser a semente de uma nova raça, a que devia herdar a "terra prometida", não a simples e insignificante Palestina mas sim toda a Terra, tal como é atualmente.

Ele não os guiou fora do Egito. Essa história, que posteriormente se originou entre os descendentes dos "semitas originais", é um relato confuso da jornada para Leste, através das inundações e desastres que acabaram com a submergida Atlântida, até chegarem ao Deserto (de Góbi, na Ásia Central). Ali, esperaram os cabalísticos quarenta anos, antes de entrar na Terra Prometida. Há duplo e peculiar significado nessa palavra "prometida". Chamou-se "terra prometida" porque, não existindo naquele tempo terra apropriada para ser ocupada pelos homens, o povo eleito foi levado ao Deserto. Como parte da Terra estava submergida pelas inundações e outras partes deslocadas e modificadas pelas erupções vulcânicas, foi necessário esperar um período de tempo até que a nova Terra estivesse em condições de converter-se em possessão da raça Ária.

Os semitas originais foram isolados e proibidos de casarem com outras tribos ou povos mas, como povo teimoso e obstinado que se guiava quase exclusivamente pelo desejo e pela astúcia, desobedeceu à ordem. Sua Bíblia fala que os filhos de Deus casaram com as filhas dos homens, os compatriotas de grau inferior da Atlântida.

Porque frustaram os desígnios de Jeová, foram expulsos, e o fruto de tais cruzamentos tornado inútil como semente de nova raça.

Os nascidos desses cruzamentos, que agora falam de "tribos perdidas", foram os progenitores dos Judeus dos tempos atuais. Sabem que alguns dos componentes do núcleo original os abandonaram e foram para outra parte, mas desconhecem que foram esses precisamente, os que ficaram fiéis. A história das dez tribos perdidas é uma fábula. A maioria delas pereceu, mas os fiéis sobreviveram. Desse remanescente fiel descendem as atuais raças árias.

A ciência oculta concorda com a opinião que diz ser isso mera mutilação das escrituras originais da Bíblia. Assevera-se que muitas partes dela são completas invenções mas não se faz a menor tentativa de provar como conjunto, a autenticidade do livro sagrado, na forma em que atualmente o possuímos. Nosso esforço atual é uma simples tentativa para exumar alguns pedaços da verdade oculta, e extraí-los dessa massa de mal-entendidos e interpretações incorretas em que foram enterrados pelos diversos tradutores e revisores.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Dom Mar 28, 2010 9:26 pm

INVOLUÇÃO, EVOLUÇÃO E EPIGÊNESE

Desemaranhadas, nos parágrafos anteriores, dentre a confusão geral, a identidade e a missão de Jeová, procuremos agora harmonizar os dois relatos aparentemente contraditórios sobre a criação do homem, segundo se narra no primeiro e segundo capítulos do Gênese. No primeiro diz-se que ele foi o último a ser criado, enquanto no segundo se afirma que foi criado antes de todas as demais coisas viventes.

Conforme notamos, o primeiro capítulo trata unicamente da criação da forma, o segundo capítulo é dedicado ao exame da Vida, enquanto o quinto trata da Consciência. A chave para compreender isto, está em saber distinguir a Forma Física, da Vida que constrói essa forma para sua expressão. Ainda que o relato da seqüência da criação dos outros reinos não esteja tão correto no segundo capítulo como no primeiro, é muito certo que o homem, considerado do ponto de vista da Vida, foi criado em primeiro lugar. Mas se o considerarmos do ponto de vista da Forma, como acontece no primeiro capítulo, foi criado por último.

Em todo o transcurso do evolução, através dos períodos, globos, revoluções e raças, aqueles que não melhoram, por não formarem novas características, ficam para trás e começam imediatamente a degenerar. Só os que permanecem plásticos, flexíveis e adaptáveis podem modelar novas formas, apropriadas à expressão da consciência que se expande. Só a vida capaz de cultivar as possibilidades de aperfeiçoamento, inerentes na forma que anima, pode evolucionar com os adiantados de qualquer onda de vida. Todos os outros ficam atrasados.

É esta a medula do ocultismo. O progresso não é um simples desenvolvimento nem, tampouco, Involução e Evolução. Além da Involução e da Evolução, há um terceiro fator, a Epigênese, que completa a tríade.

As primeiras duas palavras são familiares a todos os que estudaram a Vida e a Forma. Admite-se, geralmente, que a involução do espírito na matéria tem o objetivo de construir a forma, mas não se reconhece tão comumente que a Involução do Espírito corre paralela à Evolução da Forma.

Desde o princípio do Período de Saturno até a Época Atlante, quando "os olhos do homem foram abertos" pelos espíritos Lucíferos, as atividades do homem (ou força-vital que se converteu em homem) eram dirigidas principalmente para dentro. Essa mesma força que o homem agora emprega ou irradia para construir estradas de ferro e vapores, empregava-se internamente para construir um veículo através do qual pudesse manifestar-se. Este veículo é tríplice, analogamente ao espírito que o construiu. A forma evolui, construída pelo espírito. Durante essa construção, o espírito involui até que, nela penetrando, partiu para a própria evolução. Os melhoramentos ou aperfeiçoamentos da forma são resultado da Epigênese.

Logo, o poder que o homem agora emprega para melhorar as condições externas foi empregado durante a Involução com propósitos de crescimento interno.

Há forte tendência em considerar tudo o que existe como resultado de algo que foi. Olha-se a Evolução como simples desenvolvimento de perfectibilidades germinais. Tal concepção exclui a Epigênese do esquema das coisas, não sucede possibilidade alguma de construir-se algo novo, nenhuma margem para a originalidade.

O ocultista crê que o propósito da evolução é o desenvolvimento do homem desde um Deus estático a um Deus dinâmico, um Criador. Se o desenvolvimento que atualmente efetua constituísse a sua educação, e se o seu progresso representasse simplesmente a expansão de qualidades latentes, onde aprenderia a criar ?

Se o desenvolvimento do homem consistisse unicamente em aprender a construir formas cada vez melhores, de acordo com os modelos já existentes na mente do seu Criador, na melhor hipótese poderia converter-se num bom imitador mas nunca num criador.

Para tornar-se um criador original e independente é necessário, no seu exercitamento, que tenha suficiente margem de emprego de sua originalidade individual. É isso que distingue a criação da imitação. Conservam-se certas características da forma antiga necessária ao progresso mas, em cada novo renascimento, a Vida Evolucionante acrescenta tantos aperfeiçoamentos originais quantos sejam necessários para sua expressão ulterior.

A vanguarda da ciência encontra-se a cada momento frente à Epigênese, como um fato real em qualquer domínio da Natureza. Em 1759 Gaspar Wolff publicou sua "Theoria Generationis", onde já demonstrava que no óvulo humano não há o menor traço do organismo em perspectiva, que sua evolução se traduz na adição de novas formações, enfim, na construção de algo que não está latente no óvulo.

Haekel, grande e valoroso estudante da Natureza, e que esteve muito próximo do conhecimento da verdade completa sobre a evolução, diz da "Theoriae Generationis": "Apesar do seu pequeno alcance e da difícil terminologia, é uma das mais valiosas obras da literatura biológica".

Disse Haekel em seu livro "Antropogênese": "Em nossos dias é plenamente injustificado chamar-se à Epigênese uma hipótese; estamos plenamente convencidos de que é um fato, e podemos demonstrá-lo, a qualquer momento, com auxílio do microscópio".

Um construtor seria um pobre expoente de sua habilidade se construísse casas limitando-se a seguir um determinado modelo aprendido do seu mestre, e não pudesse alterá-lo para satisfazer novas exigências. Para alcançar êxito, deve poder desenhar casas novas e melhores, aperfeiçoando o que a experiência mostre como inútil nos edifícios anteriormente construídos. A força que o construtor dirige agora para fora, para construir casas cada vez mais adaptadas às novas condições e exigências, nos Períodos passados, foi empregada na construção de veículos novos e melhores para evolução do Ego.

Partindo do mais simples organismo, a Vida que é agora Homem construiu as Formas apropriadas às suas necessidades. Em devido tempo, à medida que as entidades progrediam, tornou-se evidente que novos aperfeiçoamentos deveriam ser acrescentados às formas. Estes melhoramentos tornaram-se incompatíveis com as linhas de construção anteriormente seguidas. Deveria ser iniciada a construção de novas formas, que não contivessem nenhum dos enganos anteriores. Conforme a experiência ensinou, tais enganos impediram o desenvolvimento posterior.

Dessa maneira, a vida evolucionante ficou apta a obter progressos posteriores em novas formas e por graus sucessivos vai aperfeiçoando seus veículos. Esse aprimoramento continua sem cessar, sempre adiante. Para estar na vanguarda do progresso, o homem construiu seus corpos a partir de algo semelhante à ameba, daí até à forma humana do selvagem e, daí, através de sucessivos graus, até às raças mais avançadas, as que estão usando atualmente os corpos altamente organizados na Terra. Entre as mortes e nascimentos estamos constantemente construindo corpos para funcionar em nossas vidas. Alcançarão um grau de eficiência maior do que o que tem atualmente. Se cometemos erros de construção, durante os nascimentos, far-se-ão evidentes quando empreguemos o corpo na próxima vida terrestre. É de suma importância perceber e compreender nossos erros, para evitá-los vida após vida.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Ter Mar 30, 2010 10:35 pm

Assim como o construtor de casas fracassaria comercialmente se não melhorasse continuamente seus métodos para corresponder às exigências do seu negócio, assim também os que aderem persistentemente às formas antigas fracassam, não podem elevar-se com a onda de vida e ficam "atrasados". Ocupam as formas abandonadas pelos pioneiros, como já se explicou, e formam as raças inferiores ou, também, as espécies inferiores do reino em que estejam evolucionando. A vida passou através de estados semelhantes ao mineral, vegetal e animal e através das raças humanas inferiores, até chegar ao homem adiantado de hoje. Os que fracassaram ao longo do caminho foram-se atrasando e não puderam alcançar o tipo necessário para conservarem-se na vanguarda da evolução. Tomaram as formas abandonadas pelos adiantados e, usando-as como graus intermediários, procuraram alcançar os primeiros, mas as formas não estavam mais no mesmo grau. Na Evolução não há lugares de espera. Na vida que evoluciona, tal como no comércio, nada há que seja simplesmente "conservar o seu". Progredir ou retroceder é a Lei. A forma que não é capaz de aperfeiçoar deve degenerar.

Portanto, há uma linha de formas que se aperfeiçoam, animadas pelos pioneiros da vida evolucionante, e outra, a das formas em degeneração, abandonadas pelos pioneiros, mas animadas pelos atrasados. Estes são os que permaneceram na onda de vida particular a que pertenceram originalmente essas formas.

Quando não haja mais atrasados, a espécie morre gradualmente. As formas cristalizam porque os possuidores, cada vez de menor capacidade, não têm possibilidade de melhorá-las. Portanto, voltam ao reino mineral, são fossilizadas, e amalgamam-se aos diferentes estratos da crosta terrestre.

A afirmação da ciência materialista que diz ter o homem subido gradualmente, através dos diferentes reinos vegetal e animal, até chegar aos antropóides e depois ao homem, não é perfeitamente correta. O homem nunca habitou formas idênticas às dos animais atuais, nem às dos antropóides de hoje, mas habitou em formas que, sendo semelhantes, eram superiores às dos nossos presentes antropóides.

O homem de ciência observa que há semelhança anatômica entre o homem e o mono e, como o processo evolutivo sempre trabalha pela perfeição, deduz que o homem deve descender do mono. Porém, os esforços para encontrar "o elo perdido" entre ambos são baldados.

Os pioneiros da nossa onda de vida (as raças árias) progrediram desde que ocuparam formas parecidas com as dos nossos monos antropóides até o presente estado de desenvolvimento, enquanto as Formas (que eram "o elo perdido") degeneraram e estão agora animadas pelos últimos atrasados do Período de Saturno.

Os monos não são os progenitores das espécies superiores, são atrasados que ocupam os exemplares mais degenerados daquilo que foi antes forma humana. Não foi o homem que ascendeu dos antropóides; aconteceu o contrário: os antropóides são uma degeneração do homem. A ciência materialista, que trata só da forma, equivocou-se e tirou conclusões errôneas sobre o assunto.

As mesmas condições, relativamente, se encontram no reino animal. Os pioneiros da onda de vida que começou a evolução no Período Solar são os mamíferos atuais. Seus diferentes graus correspondem aos passos dados pelo homem, devendo notar-se que todas as formas, utilizadas pelos atrasados, estão degenerando. Semelhantemente, os pioneiros da onda de vida que entrou em evolução no Período Lunar encontram-se entre as árvores frutíferas, enquanto os atrasados dessa onda de vida animam todas as outras formas vegetais.

Cada onda de vida permanece definidamente confinada dentro de seus próprios limites. Os antropóides podem alcançar-nos e converterem-se em seres humanos. Dos outros animais nenhum poderá alcançar nosso estado de desenvolvimento particular. Alcançarão um estado análogo, sob condições diferentes, no Período de Júpiter. Os vegetais atuais serão a humanidade do Período de Vênus, sob condições ainda mais diferentes, e os minerais alcançarão o estado humano no Período de Vulcano.

Notar-se-á que a moderna teoria da evolução, especialmente a de Haekel, se fosse completamente invertida, seria quase perfeita e estaria de acordo com os conhecimentos da ciência oculta.

O mono é um homem degenerado.

Os pólipos são a última degeneração deixada pelos mamíferos. Os musgos são as últimas degenerações do reino vegetal.
O reino mineral é a meta final das formas de todos os reinos quando alcançam o máximo de degeneração. O carvão de pedra exemplifica isto: resulta de madeira petrificada ou, de restos fossilizados de várias formas animais. O próprio granito, coisa que nenhum homem de ciência admitirá, é originalmente tão vegetal como o próprio carvão. O mineralogista erudito explicará que está composto de blenda, feldspato e mica, porém o clarividente desenvolvido, que pode ler a Memória da Natureza milhões de anos atrás, poderá completar esta afirmação dizendo: "Sim, e o que chamais de blenda e feldspato não são mais do que as folhas e pedúnculos de flores pré-históricas, e a mica é tudo quanto resta de suas pétalas".

Os ensinamentos ocultos sobre a evolução, estão corroborados pela ciência embriológica, que mostra a vida pré-natal como uma recapitulação de todos os estados passados de desenvolvimento. Não é possível distinguir a diferença entre o óvulo de um ser humano, o de alguns mamíferos superiores e, até, o dos vegetais mais elevados, nem mesmo ao microscópio. Não se pode dizer se o óvulo examinado é animal ou humano. Mesmo depois de se desenvolverem algumas fases iniciais do crescimento embrionário os especialistas não podem indicar a diferença entre um embrião animal e humano.

Estudando o óvulo do animal durante todo o período de gestação, observa-se que somente passa através dos estados mineral e vegetal e nasce quando chega ao estado animal. A Vida que anima esse óvulo passou através da evolução mineral do Período Solar, da vida vegetal no Período Lunar e, agora, vê-se forçada a deter-se no grau animal do Período Terrestre.

Quanto à Vida que emprega o óvulo humano, teve existência mineral no Período de Saturno, vegetal no Período Solar e passou pelo estado animal no Período Lunar. Como tem alguma margem para exercer a Epigênese, alcançado o estado animal segue adiante até chegar ao estado humano. O pai e a mãe dão, de seus corpos, a substância de que se constrói o corpo da criança mas, especialmente nas raças superiores, a Epigênese permite agregar algo, o que torna a criança diferente de seus pais.

Quando a Epigênese não actua, ou se torna inativa no indivíduo, na família, nação ou raça, cessa a evolução e começa a degeneração.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Qui Abr 01, 2010 9:01 pm

UMA ALMA VIVENTE?

De sorte que as duas descrições bíblicas sobre a Criação harmonizam-se perfeitamente.

Uma refere-se à Forma, construída através da experiência mineral, vegetal e animal até, por último, chegar ao homem. A outra diz que a Vida, agora animando as formas humanas, manifestou-se antes da Vida que anima as Formas dos demais reinos.

Uma só das duas descrições sobre a Criação não teria sido suficiente. Há, no segundo capítulo, particularidades muito importantes, ocultas na narrativa da criação do homem: "Então, Jeová formou o homem do barro da Terra e soprou suas narinas o alento (nephesh) e o homem converteu-se em uma criatura que respirava (nephesh chayim)".

Em outros pontos da versão do Rei Jaime, a palavra "nephesh" traduz-se por "vida". Neste exemplo particular (Gen. 2:7) traduziu-se como "Alma Vivente", para sugerir a idéia de que há uma distinção a fazer entre a vida que anima a forma humana e a que anima as criações inferiores. Não há autoridade alguma que sustente essa diferença de tradução, puramente arbitrária. O alento de vida (nephesh) é o mesmo no homem e no animal. Isto pode-se demonstrar mesmo àqueles que se baseiam firmemente na autoridade da Bíblia. Com efeito, na versão do Rei Jaime ainda se diz claramente: (Ecles. 3-19-20) "assim como morre um, morre o outro; todos têm um alento (nephesh); assim, o homem não tem superioridade alguma sobre o animal... todos vão para o mesmo lugar."

Os animais apenas são nossos "irmão mais jovens". Não estão atualmente tão sutilmente organizados, mas em devido tempo alcançarão um estado tão elevado como o nosso, e nós teremos seguido muito mais além.

Argumenta-se que o homem recebeu sua alma na forma descrita no versículo sétimo do segundo capítulo do Gênese e que não poderia tê-la recebido de outra maneira. Vem a propósito perguntar: donde e quando recebeu a mulher a sua?
O significado do capítulo e da insuflação do alento de vida por Jeová, além de oferecer a imensa vantagem de ser lógico, é muito claro e simples quando se emprega uma chave oculta. O Regente da Lua (Jeová), seus Anjos e Arcanjos foram os principais nessa obra, o que define o tempo em que se efetuou essa criação: entre o princípio e a metade da Época Lemúrica, e, provavelmente, depois que a Lua foi arrojada da Terra, porque Jeová não tinha a seu cargo a geração dos corpos antes da Lua ser expulsa. As formas eram mais etéreas. Não havia corpos densos e concretos. Só é possível fazer tais corpos mediante as forças lunares endurecedoras e cristalizantes. Deve ter-se realizado na primeira metade da Época Lemúrica, repetimos, porque a posterior separação dos sexos teve lugar em meados dessa época.

Nesse tempo, o homem nascente não tinha começado a respirar por pulmões. Tinha um aparelho semelhante a brânquias, o que presentemente, ainda se encontra no embrião humano, quando passa pelos estados pré-natais correspondentes a essa Época. Não tinha sangue vermelho e quente (porque nesse estado não havia espírito individual) e toda sua forma era branda e flexível. Mesmo o esqueleto era mole como as cartilagens. Quando foi necessário separar a humanidade em sexos, o esqueleto tornou-se firme e sólido.

A obra de Jeová foi construir ossos duros e densos dentro da substância branda dos corpos já existentes. Antes desse tempo, isto é, durante as épocas Polar e Hiperbórea, nem o homem nem o animal tinham ossos.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Dom Abr 11, 2010 6:59 pm

A COSTELA DE ADÃO

A impossível e grotesca maneira de realizar a separação dos sexos (descrita nas versões comuns da Bíblia e, quanto a este caso particular, no texto massorético também) é outro exemplo do que se pode fazer trocando as vogais no antigo texto hebraico. Lido de uma maneira, a palavra é "costela" mas, lido de outra, que merece mais cuidadosa atenção e tem a vantagem de apresentar um sentido comum, significa "lado". Se a interpretação significar que o homem era macho-fêmea e que Jeová tornou latente um lado ou sexo de cada ser, não violaremos a razão nem estaremos aceitando a história da costela.

Os ensinamentos ocultos harmonizam-se com a Bíblia quanto a esta alteração e quanto ao tempo em que se efetuou. Ambos concordam com a doutrina da ciência moderna que diz ter sido o homem bissexual em outro tempo e até certo ponto do seu desenvolvimento. Depois, começou a predominar um sexo, enquanto o outro passou a subsistir em forma rudimentar. Assim, toda a humanidade tem, em forma germinal ou embrionária, os órgãos sexuais opostos. É realmente bissexual, como era o homem primitivo.

Aparentemente, nessa segunda descrição da obra criadora, o narrador da Bíblia não desejou dar uma ilustração simples do conjunto da evolução. Procurou, antes, particularizar um pouco mais sobre o que tinha dito no primeiro capítulo. Disse que o homem não respirou sempre como agora, que em certo tempo os sexos não estavam separados e que foi Jeová quem efetuou essa mudança, definindo assim, o tempo do acontecimento. Ao longo deste trabalho, encontraremos muitas outras informações.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Sab Abr 17, 2010 4:58 pm

OS ANJOS DA GUARDA

Durante as primeiras Épocas e Períodos, enquanto a humanidade evolucionava inconscientemente, era dirigida pelas Grandes Hierarquias Criadoras. Havia, por assim dizer, uma consciência comum a todos os seres humanos, um espírito-grupo para toda a humanidade.

Na Época Lemúrica deu-se um novo passo. Os corpos formavam-se definidamente, mas deviam ter sangue vermelho e quente para poderem conter uma alma e converterem-se em templos de espíritos internos.

A Natureza não age subitamente. Seria um equívoco imaginarmos que um simples alento soprado nas narinas pudesse introduzir uma alma num corpo de barro e galvanizá-lo num ser vivo que sente e pensa.

O espírito individual era muito débil, impotente, completamente incapaz de guiar seu veículo denso. Nem, ainda hoje, é muito forte. Mesmo no nosso estado atual de desenvolvimento, o corpo de desejos dirige a personalidade muito mais do que o espírito. Isto é evidente para qualquer observador qualificado. Em meados da Época Lemúrica, a personalidade inferior, o tríplice corpo, estava para receber o Ego. Se este fosse abandonado a si mesmo, teria sido completamente impotente para dirigir seu instrumento.

Portanto, era necessário que alguém, muito mais evoluído, ajudasse o espírito individual e, gradualmente, preparasse o caminho para uni-lo completamente aos seus instrumentos. Foi algo semelhante ao que se dá com uma nação nova; enquanto por si mesma não é capaz de criar um governo estável, é protetorado de uma nação mais poderosa que a resguarda dos perigos exteriores e das dissensões internas. Idêntica proteção foi exercida por um Espírito de Raça sobre a humanidade nascente. Sobre os animais é exercida pelo Espírito-Grupo, mas de forma bastante diferente.

Jeová é o Altíssimo, o Deus de Raça. Tem, por assim dizer, domínio sobre todas as Formas. É o Legislador-Chefe, o Poder mais elevado na conservação da forma e no exercício de um governo ordenado. Os Espíritos de Raça são Arcanjos. Cada um deles tem domínio sobre grupos de pessoas, de povos, e sobre os animais, enquanto os Anjos tem-no sobre as plantas. Os Arcanjos exercem domínio sobre raças ou grupos de pessoas e também sobre animais, porque estes reinos têm corpos de desejos.

Os Arcanjos são hábeis arquitetos da matéria de desejo porque, no Período Solar, o globo mais denso era composto dessa matéria. Eram a humanidade desse Período, que aprendeu a construir seus veículos mais densos de matéria de desejos, como nós aprendemos agora a construir nossos corpos com os elementos químicos que compõem o Globo Terrestre. Já podemos perfeitamente compreender que os Arcanjos estão qualificados para auxiliar especialmente as ondas de vida posteriores através do estado em que eles aprendem a construir e a dominar corpos de desejos.

Por razões análogas, os Anjos agem nos corpos vitais do homem, dos animais e das plantas. Seus corpos mais densos são formados de éter, pois dele estava composto o Globo D do Período Lunar, quando eles foram humanos.

Jeová e Seus Arcanjos assumem, portanto, em relação às raças, um papel semelhante ao do Espírito-Grupo em relação aos animais. Quando os membros individuais de uma raça desenvolvem completamente o domínio e governo de si, emancipam-se da influência dos Espíritos de Raça e seres afins.

Está no sangue o ponto de aderência ao corpo denso, tanto do Espírito-Grupo como de qualquer Ego. O texto massotérico mostra que o autor do Levítico possuía esse conhecimento. No versículo décimo-quarto do capítulo décimo-sétimo proíbe-se aos judeus comerem sangue, porque "... a alma de toda carne está no sangue...". No versículo décimo-primeiro do mesmo capítulo, estas palavras: "... porque a alma da carne está no sangue, o mesmo é o mediador da alma" indicam que isto se aplica tanto ao homem como ao animal, porque a palavra empregada é neshamah, que significa "alma", não "vida", como se traduz na versão do Rei Jaime.

Para guiar as Raças, os Espíritos de Raça agem sobre o sangue, assim como o Espírito-Grupo dirige os animais de cada espécie por meio do sangue.

Também o Ego governa o seu veículo por meio do sangue, mas com uma diferença: o Ego age por meio do calor do sangue, enquanto o Espírito de Raça (isto é, de tribo ou família) age por meio do ar, conforme este penetra nos pulmões. Está é a razão de Jeová ou Seus Mensageiros terem "soprado seu alento nas narinas do homem", assegurando a admissão do Espírito de Raça, dos Espíritos de Comunidade, etc.

As diferentes classes de Espíritos de Raça dirigiram seus povos a vários climas e a diversas partes da Terra. O clarividente vê o Espírito de Tribo como uma nuvem que envolve e compenetra toda atmosfera da terra habitada pelo povo que está sob seu domínio. Assim se formam os diferentes povos e nações. Paulo fala do "Príncipe do Poder do Ar", de "principados e poderes", etc., demonstrando conhecer os Espíritos das Raças. Todavia, ainda não se procura compreender o que eles significam, apesar de sentir-se fortemente a sua influência. O patriotismo é um dos sentimentos deles emanados. Seu poder sobre o povo já não é tanto como dantes. Algumas pessoas vão libertando-se do Espírito de Raça e podem dizer como Thomaz Paine: "O mundo é minha pátria". Outros, podem abandonar seu pai e sua mãe, considerando todos os homens como irmãos. Estão a libertar-se do Espírito de Família, ou de Casta, que são entidades etéricas, diferentes do Espírito de Raça, uma entidade de desejos. Quem permanece fortemente subjugado à influência do Espírito de Raça ou de Família, sofre a mais terrível depressão quando abandona seu país ou respira o ar de outro Espírito de Raça ou Família.

Quando o Espírito de Raça entrou nos corpos humanos do Ego individualizado, começou a exercer ligeiro domínio sobre os seus veículos. Cada entidade humana foi se tornando cada vez mais consciente de ser uma entidade separada e distinta de qualquer outro homem. Contudo, durante muito tempo não pensou de si como de um indivíduo. Em primeiro lugar, sentia-se como pertencente a uma tribo ou família. O sufixo inglês de muitos sobrenomes atuais, "son" (filho) é um resto desse sentimento. Um homem não era simplesmente "João" ou "Jaime", mas sim João Robertson ou Jaime Williamson. Em alguns países, a mulher não era "Mary" ou "Martha", sim Mary Marthasdaughter ou Marth Marydaughter (daughter, em inglês: filha). Este costume continua em alguns países da Europa, de algumas gerações até agora. O sufixo "son" ainda permanece e o nome de família é ainda muito considerado.

Entre os Judeus, no tempo de Cristo, o Espírito de Raça era mais forte do que o espírito individual. Cada judeu pensava de si mesmo primeiramente como pertencente a certa tribo ou família. Sua maior honra era ser "semente de Abraão". Tudo isso era obra do Espírito de Raça.

Antes do aparecimento de Jeová, quando a Terra era ainda parte do Sol, havia um Espírito-grupo-comum, composto de todas as Hierarquias Criadoras, que governava toda a família humana. Porém, como se desejava fazer de cada corpo o tempo e o instrumento flexível e adaptável de um espírito interno, isto se traduzia numa divisão infinita de guias.

Jeová veio com seus Anjos e Arcanjos e fez a primeira grande divisão em Raças, tornando influente em cada grupo, como guia, um Espírito de Raça, um Arcanjo. E destinou um Anjo a cada Ego para que agisse como guardião, até que o espírito individual fosse suficientemente forte e pudesse emancipar-se de toda influência externa.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Dom Abr 18, 2010 10:29 pm

A MESCLA DE SANGUE NO MATRIMÔNIO

A vinda de Cristo preparou o caminho da emancipação da humanidade, para libertá-la da influência separatista dos Espíritos de Raça, ou de Família, para unir toda a família humana numa Fraternidade Universal.

Ele ensinou que a "semente de Abraão" referia-se aos corpos e afirmou que, antes que Abraão vivesse, "o EU", - o Ego, já existia. O espírito individual tríplice iniciou sua existência antes de todas as Tribos e Raças, subsistirá até que estas passem e, ainda mais, até quando não reste delas nem memória.

O tríplice espírito no homem, o Ego, é o Deus interno que o homem corporal, pessoal, deve aprender a seguir. Por isso, Cristo disse que para ser seu discípulo o homem devia abandonar tudo o que tinha. Seu ensinamento é dirigido à emancipação do Deus interno. Incita o homem a exercer sua prerrogativa como indivíduo e a elevar-se sobre a família, a tribo e a nação. Não que deva menosprezar a família ou a pátria. O homem deve cumprir todos os seus deveres mas, reconhecendo seu parentesco com o resto do mundo, deve cessar de identificar-se com uma parte. Este é o ideal dado à humanidade por Cristo.

Sob a direção do Espírito de Raça, tanto a nação, como a tribo ou a família prevaleciam, eram consideradas em primeiro lugar, e o indivíduo por último. A família devia ser conservada intacta. Se qualquer homem morresse sem sucessão que perpetuasse o seu nome, seu irmão devia "fecundar" a viúva, para que a família não morresse. (Deu. XXV, 5:10) Casar-se fora da família era, naqueles tempos, uma coisa horrorosa. Um membro de uma tribo não podia casar-se com alguém de outra, sem perder sua própria casta. Não era nada fácil fazer-se membro de outra família. Não somente entre os judeus e outras nações antigas insistia-se em conservar a integridade da família, também em tempos mais modernos. Até recentemente, como já se mencionou, os escoceses aderiam tenazmente ao seu clã. Os antigos escandinavos Vikings não admitiam ninguém em suas famílias se não tivesse feito com eles a "mescla de sangue". Os efeitos espirituais da hemólise são desconhecidos para a ciência materialista, mas eram conhecidos dos antigos.

Todos estes costumes eram o resultado do trabalho do Espírito de Raça e dos Espíritos de Tribo sobre o sangue comum. Admitir como membro alguém que não tivesse o sangue comum, teria produzido uma confusão de casta. Quanto mais pura era a genealogia (nesse sentido) maior era o poder do Espírito de Raça e mais fortes eram os laços que ligavam o indivíduo à Tribo, porque a força vital do homem está no sangue. A memória está intimamente relacionada com o sangue, a mais alta expressão do corpo vital.

O cérebro e o sistema nervoso são as mais elevadas expressões do corpo de desejos. São receptores das cenas do mundo externo mas, para formar as imagens mentais dessas cenas, o sangue transporta o material. Por isso, quando o pensamento está em atividade, o sangue flui à cabeça.

Quando a mesma corrente de sangue sem mescla flui nas veias de uma família durante gerações, as mesmas imagens mentais feitas pelos avós e pais são reproduzidas nos filhos pelo Espírito de Família, que vive na hemoglobina do sangue. O filho vê-se a si mesmo como a continuação de uma longa linha de antecessores que vivem nele. Vê todos os acontecimentos das vidas passadas da família como se ele mesmo estivesse presente aos fatos, não compreendendo a si mesmo como um Ego. Não é ele simplesmente "Davi", mas sim "o filho de Abraão"; não "José", mas "o filho de Davi".
Por meio desse sangue comum diz-se que os homens viviam durante muitas gerações. Através do sangue, os descendentes tinham acesso à memória da Natureza, em que se conservavam essas recordações. Razão de se dizer, no quinto capítulo do Gênese, que os patriarcas viveram durante centenas de anos. Adão, Matusalém e outros patriarcas não alcançaram pessoalmente tão grandes idades. Vivendo os antecessores na consciência dos descendentes, estes viam as vidas daqueles como se tivessem vivido suas vidas. Depois do período indicado, os descendentes não pensaram mais de si como sendo Adão ou Matusalém. A memória desses antecessores apagou-se e por isso diz-se que morreram.

A "segunda vista" dos Escoceses Highlanders demonstra que por meio da endogamia se retém a consciência dos mundos internos. Eles realizaram o casamento dentro do clã até tempos recentes, tal como os ciganos que sempre casam na tribo. Quanto menor é a tribo e mais pura a geração, mais pronunciada é a "vista".

As raças primitivas não desobedeceram à ordem emanada do Deus de Tribo de não se casarem fora dela, nem tampouco tinham inclinação alguma para fazê-lo por não terem mente própria.

Os semitas originais foram os primeiros a desenvolver a vontade. Depois, casaram-se com as filhas dos homens de outras tribos, frustando temporariamente o desígnio do seu Espírito de Raça. Foram desprezados, como malfeitores que "adoraram deuses estranhos", tornando-se incapazes de servir como "semente" das sete raças de nossa presente Época Ária. Os semitas originais foram, desde aquele tempo, a última raça que o Espírito de Raça manteve separada.
Mais tarde foi dado ao homem o livre arbítrio. Chegara o tempo de preparar-se para a individualização. A primitiva consciência "comum", a clarividência involuntária, ou segunda vista, que constantemente mantinha ante os homens da tribo os acontecimentos das vidas dos seus antecessores e os fazia sentirem-se intimamente identificados com sua tribo ou família, devia ser substituída por uma consciência estritamente individual, limitada ao mundo material, para desfazer as nações em indivíduos, para que a Fraternidade Humana pudesse estabelecer-se sem ter em conta as circunstâncias exteriores. Comparativamente é o mesmo que pretender construir um edifício muito maior a partir de certo número de edifícios: seria necessário derrubar aqueles, tijolo por tijolo, para construir o outro.

Para realizar esta divisão de nações em indivíduos, ditaram-se leis que proibiam a endogamia, ou matrimônio em família. Daí para diante, os casamentos incestuosos começaram a ser olhados com horror. Assim foi se introduzindo sangue estranho nas famílias da Terra, o que impediu gradualmente a clarividência involuntária, restringiu o sentimento de família e dividiu a humanidade em grupos. Como resultado dessa mescla de sangue, a aderência à família irá desaparecendo e o Altruísmo substituirá o patriotismo.

A ciência descobriu ultimamente que a hemólise resultante de inoculação do sangue de um indivíduo nas veias de outro de diferente espécie produz a morte do mais inferior dos dois. O animal no qual se inocule sangue de um homem, morre. O sangue de um cachorro injetado nas veias de uma ave, mata-a, mas não haverá dano algum no cão que receba sangue de ave. A ciência limita-se a expor o fato, mas o ocultista-cientista explica-o. O sangue é o agente do Espírito, como já foi indicado. O Ego humano age nos veículos por meio do calor do sangue; o Espírito de Raça, de Família, de comunidade, age no sangue por meio do ar que respiramos. Nos animais, o espírito separado de cada um e o Espírito-grupo da espécie a que pertencem estão presentes, mas o espírito do animal nem está individualizado nem trabalha conscientemente em seus veículos como o Ego. Está ainda dominado pelo Espírito-grupo que trabalha no sangue.

O espírito no sangue do animal superior é mais forte do que o espírito do menos desenvolvido. Por isso, quando se injeta sangue de um animal superior nas veias de outro de espécie inferior, aquele, procurando afirmar-se, mata a forma que o aprisiona e liberta-se. Pelo contrário, quando o sangue de um animal de espécie inferior é injetado nas veias de um de espécie superior, o espírito deste é capaz de expulsar o espírito menos evoluído e assimila o sangue estranho para seus próprios propósitos, não se produzindo prejuízo algum visível.

O Espirito-grupo sempre procura manter seu completo domínio sobre o sangue da espécie a que pertence. Tal como o Deus de Raça humano, o Espírito-grupo se ressente quando seus súditos cruzam com outras espécies. Então, atira os pecados dos pais sobre os filhos, como vemos nos seres híbridos. Quando um cavalo e uma jumenta produzem uma mula, por exemplo, a mescla de sangue estranho destrói a faculdade propagadora, de modo que o híbrido não pode perpetuar-se. É uma abominação do ponto de vista do Espírito-grupo, pois a mula não está definitivamente sob o domínio do espírito-grupo dos cavalos nem do dos jumentos, se bem que não esteja tão afastado de ambos que possa evitar sua influência. Se dois muares pudessem procriar, sua cria estaria ainda menos influenciada pelo domínio desses espíritos-grupo. Resultaria uma espécie nova, sem espírito-grupo, mas seria uma anomalia na Natureza, aliás, impossível enquanto os espíritos-animais não tiverem evoluído ao ponto de bastarem-se a si mesmos. Se tal espécie pudesse produzir-se, careceria do instinto guiador, o impulso que, em realidade, é do espírito-grupo. Encontrar-se-ia em situação análoga à de uma ninhada de gatinhos arrancada da matriz antes do tempo normal do nascimento. Indubitavelmente, não poderiam bastar-se e morreriam.

Portanto, quando se juntam dois animais de espécies muito diferentes, o espírito-grupo dos animais que os envia ao nascimento, impede que o átomo-semente fertilizante possa fecundar. Porém, se nega a perpetuação dos híbridos, permite que alguns a seu cargo aproveitem uma oportunidade para encarnar-se quando se juntam dois animais de espécies análogas. Portanto, a infusão de sangue estranho debilita a influência do espírito-grupo, e este, em conseqüência, destrói a forma, ou a faculdade procriadora, que está sob seu domínio.

O espírito humano está individualizado, é um Ego desenvolvendo vontade livre e responsabilidade. Impelido a renascer pela irresistível Lei de Conseqüência, está além do poder do Espírito de Raça, de Comunidade ou de Família mantê-lo afastado da encarnação, no grau atual do desenvolvimento humano. Pela mistura de sangues obtida no matrimônio de indivíduos de diferentes tribos ou nações, os guias da humanidade vão ajudando o Ego a desprender-se gradualmente dos Espíritos de Família, de Tribo ou de Nação. Retirados esses espíritos do sangue, com Eles vai também a clarividência involuntária. Conseqüentemente, apagam-se as tradições das famílias que estavam a seu cargo. A mescla de sangue destruiu uma faculdade. Todavia, tal perda foi uma vantagem. Concentrou as energias do homem no mundo material, onde aprende muito melhor suas lições do que aprenderia se continuasse distraído pela visão dos reinos superiores.
Quando o homem começa a emancipar-se, deixa também de pensar em si como "a semente de Abraão", ou como da "Família de Stewart", ou "Bhramin" ou "Levita" e aprende a ver-se como um "Eu". Quanto mais cultivar esse Eu mais libertará o sangue do Espírito de Família ou Nacional e mais se bastará como habitante do mundo. Muitas tolices e até coisas perigosas têm sido ditas a respeito de sacrificar o "eu" ao "não-eu". Só quando tivermos cultivado um "eu" poderemos sacrificá-lo, dando-o ao todo. Enquanto amarmos somente a própria família ou nação, seremos incapazes de amar aos demais. Rompamos os laços do sangue, ainda limitados pelos laços de parentesco e da pátria, afirmemo-nos e bastemo-nos, e poderemos converter-nos em servidores desinteressados da humanidade. Quando o homem chega a tal cume, descobre que, em vez de perder a própria família, obteve todas as famílias do mundo. Todos serão para ele seus irmãos, seus pais, suas mães, de quem deve cuidar e a quem deve ajudar.

Então, voltará a adquirir a visão do mundo espiritual que perdeu com a mescla de sangues, porém acrescida de uma faculdade mais elevada, uma clarividência voluntária e inteligente, com a qual poderá ver o que quiser. Ela substituirá a faculdade negativa que, impressa em seu sangue pelo espírito de família, a esta o prendia e excluía de todas as demais famílias. Sua visão será universal e emprega-la-á para o bem de todos.

Pelas razões atrás mencionadas, os matrimônios entre tribos e entre nações passaram a ser considerados preferíveis aos matrimônios entre parentes.

Ao atravessar esses estados e perder gradualmente o contato com os mundos internos, o homem lamentou a perda e desejou a volta da visão "interna" mas, gradualmente, foi se esquecendo e o mundo material tornou-se, antes seus olhos, a única coisa real. Tão real que chegou a formar idéia de que tais mundos internos não existiam, e a considerar a crença neles como uma estúpida superstição.

As quatro causas que contribuíram para isso foram:

1- O clareamento da neblina atmosférica do continente Atlântico.
2- A entrada do corpo vital no físico, pelo ajustamento do ponto da raiz do nariz com o mesmo ponto do corpo vital.
3- A eliminação da endogamia e a conseqüente substituição pelo matrimônio entre tribos ou famílias.
4- O emprego de estimulantes tóxicos.

Os Espíritos de Raça ainda existem e trabalham com o homem. Nos países em que o povo é mais atrasado o Espírito de Raça é forte. Quanto mais avançada é uma nação, mais liberdade tem o indivíduo. Quanto mais o homem está em harmonia com a lei do Amor, e mais elevados são os seus ideais, mais se liberta do Espírito de Raça. O patriotismo, se bem que bom em si, é uma cadeia do Espírito de Raça. O ideal da Fraternidade Universal, que não se identifica com nenhum país ou raça, é o único caminho que conduz à emancipação.

Cristo veio para reunir as diferentes raças em paz e boa vontade, de maneira que todos os homens, voluntária e conscientemente, sigam a lei do Amor.

O Cristianismo atual, que permanecerá até apagar-se todo o sentimento de raça, não é, sequer, uma sombra da verdadeira religião de Cristo. Na Sexta Época haverá uma única Fraternidade Universal, sob a direção de Cristo que terá voltado. O dia e a hora da sua volta ninguém sabe. Ainda não foi fixado. O sinal da nova dispensação depende do tempo em que um número suficiente de homens tenha começado a viver uma vida de fraternidade e de amor.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Dom Abr 25, 2010 12:28 pm

A QUEDA DO HOMEM

Ainda sobre a análise do Gênese, podemos juntar mais algumas palavras sobre "a Queda", à base do Cristianismo popular. Se não tivesse havido queda não haveria necessidade de "plano de salvação".

Quando em meados da Época Lemúrica se efetuou a separação dos sexos (na qual trabalharam Jeová e seus Anjos), o Ego começou a agir ligeiramente em seu corpo denso, criando órgãos internos. Naquele tempo, o homem não tinha plena consciência de vigília, tal como possui hoje mas, com metade da força sexual, construiu o cérebro para expressão de pensamento, na forma já indicada. Estava mais desperto no Mundo Espiritual do que no Físico, mal podia ver seu corpo e era inconsciente do ato de propagação. A afirmação da Bíblia de que Jeová adormeceu o homem, nesse ato é correta. Não havia nem dor nem perturbação alguma relacionada com o parto. Sua obscura consciência do ambiente não o inteirava, ao morrer, da perda do corpo nem, ao renascer, da entrada noutro corpo denso.

Recorde-se: os Espíritos Lucíferos eram uma parte da humanidade do Período Lunar, os atrasados da onda de vida dos Anjos. Eram demasiado avançados para tomarem um corpo denso físico mas, necessitando de um "órgão interno" para aquisição de conhecimento, podiam trabalhar através de um cérebro físico, coisa fora do poder dos Anjos ou de Jeová.
Esses espíritos entraram na coluna espinhal e no cérebro e falaram à mulher, cuja imaginação, conforme já se explicou, tinha sido despertada pelas práticas da Raça Lemúrica. Sendo a consciência predominantemente interna, pictória, e porque tinham entrado em seu cérebro por meio da medula espinhal serpentina, a mulher viu aqueles espíritos como serpentes.

No preparo da mulher estava incluído assistir e observar as perigosas lutas e feitos dos homens que se exercitavam no desenvolvimento da vontade. Muito freqüentemente os corpos morriam nas lutas.

A mulher surpreendia-se ao ver essas coisas tão raras e tinha obscura consciência de que algo estranho acontecia. Embora consciente dos espíritos que perdiam seus corpos, a imperfeita percepção do Mundo Físico não lhe dava poder para revelar aos amigos que seus corpos físicos tinham sido destruídos.

Os Espíritos Lucíferos resolveram o problema "abrindo-lhe os olhos". Fizeram-na ciente dos corpos, o seu e o do homem, e ensinaram-na como podiam conquistar a morte, criando novos corpos. A morte não poderia mais dominá-los porque, como Jeová, teriam o poder de criar à vontade.

Assim, Lúcifer abriu os olhos da mulher, e ela, vendo, ajudou o homem a abrir os seus. Desta maneira, de forma real, se bem que obscura, começaram a "conhecer" ou a perceber-se uns aos outros e também ao Mundo Físico. Fizeram-se conscientes da morte e da dor, aprendendo a diferenciar o homem interno da roupagem que usava e renovada em cada vez que era preciso dar um novo passo na evolução. O homem deixou de ser um autômato. Converteu-se num ser que podia pensar livremente, à custa de sua imunidade à dor, às enfermidades e à morte.

Interpretar o comer do fruto como um símbolo do ato gerador não é uma idéia absurda, como demonstra a declaração de Jeová (que não é um capricho, mas a declaração formal das conseqüências que adviriam do ato): morreriam e a mulher teria seus filhos com dor e sofrimento. Jeová sabia que o homem, agora com a atenção fixada em sua roupagem física, perceberia a morte, e que, não tendo ainda sabedoria para refrear as paixões e regular a relação sexual pelas posições dos planetas, o abuso da função produziria o parto com dor.

Para comentadores da Bíblia sempre tem sido um enigma relacionar o comer de uma fruta com o nascimento de uma criança. A solução é bem fácil quando se compreende que o comer a fruta simboliza o ato gerador, ato pelo qual o homem se converte em algo "semelhante a Deus", conhece sua espécie e capacita-se para gerar novos seres.
Na última parte da Época Lemúrica, quando o homem se arrogou o direito de praticar sem peias o ato gerador, foi sua poderosa vontade que lhe permitiu realizá-lo. "Comendo da árvore do conhecimento" quando quisesse, capacitou-se para livremente criar um novo corpo ao perder o antigo veículo.

Geralmente, a morte é considerada algo temível. Se o homem também tivesse "comido da árvore da Vida" teria aprendido o segredo de vitalizar perpetuamente seu corpo, o que teria sido ainda pior. Nossos corpos atuais não são perfeitos mas os desses tempos antiqüíssimos eram excessivamente primitivos. Por isso, foi bem fundada a medida quando as Hierarquias Criadoras impediram o homem de "comer da árvore da vida", impedindo de renovar o corpo vital. Se o tivesse conseguido ter-se-ia feito imortal mas não poderia mais progredir. A evolução do Ego depende da evolução dos seus veículos. Se não pudesse obter novos e mais perfeitos veículos por meio de sucessivas mortes e renascimentos, ter-se-ia estagnado. É máxima oculta: quanto mais freqüentemente morremos, melhor poderemos viver. Cada nascimento proporciona uma nova oportunidade.

Como vimos, o homem obteve o conhecimento por via cerebral, com o concomitante egoísmo, à custa do poder de criar sozinho, e a vontade livre à custa da dor e da morte. Quando aprender a empregar a inteligência para o bem da humanidade, adquirirá poder espiritual sobre a vida, e guiar-se-á por um conhecimento inato muito superior à atual consciência manifestada por via cerebral, tão superior a esta como a sua consciência de hoje é superior à consciência animal.

A queda na geração foi necessária à construção do cérebro, que é um meio indireto de adquirir conhecimento. Será sucedido pelo contato direto com a Sabedoria da Natureza. Então, sem cooperação alguma, o homem poderá utilizar esta Sabedoria na geração de novos corpos. A laringe falará novamente a "Palavra perdida", ou "Fiar Criador", outrora empregada pelos antigos lemurianos sob a direção dos grandes Instrutores, para criar vegetais e animais.

Será um criador de verdade e não na forma relativa e convencional do presente. Empregando a palavra apropriada ou a fórmula mágica poderá criar um novo corpo.

Tudo que se manifestou durante a curva descendente da involução subsiste até alcançar o ponto correspondente do arco ascendente da evolução. Os atuais órgãos de geração degenerarão e atrofiar-se-ão. Os órgãos femininos foram os primeiros a existir como unidade separada. De acordo com a lei que diz que "o primeiro será o último", serão os órgãos femininos os últimos a atrofiar-se. Os órgãos masculinos começaram a diferenciar-se depois e, já agora, começam a separar-se do corpo.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Sab Maio 01, 2010 3:39 pm

TERCEIRA PARTE

FUTURO DESENVOLVIMENTO E INICIAÇÃO DO HOMEM

Capítulo XV - Cristo e Sua Missão

Evolução da Religião

As duas partes anteriores desta obra familiarizaram-nos com o plano pelo qual o atual mundo externo veio à existência e o homem desenvolveu o complicado organismo que o relaciona com as condições exteriores. Em parte, também estudamos a Religião da Raça Judaica.

Consideremos, agora, a maior e divina medida tomada para salvação da humanidade, o Cristianismo, a Religião Universal do futuro.

É um fato notável que o homem e suas religiões têm evoluído paralelamente, em estágios iguais. A religião mais primitiva de qualquer raça é tão selvagem como o povo por ela governado. Conforme o povo se civiliza, a religião torna-se mais humana, harmoniza-se com mais elevados ideais.

Disto, os materialistas deduziram que a religião nunca teve uma origem superior ao próprio homem. As investigações históricas das eras primitivas deram-lhes a convicção de que o progresso do homem "civiliza" seu Deus e o modela à própria imagem.

É um raciocínio defeituoso. Não considera que o homem não é um corpo mas um espírito interno, um Ego que utiliza o corpo com crescente facilidade conforme evolui.

Não há dúvida alguma: a lei para o corpo é a "sobrevivência do mais apto". Mas, para o Espírito a Lei de evolução pede "Sacrifício". Enquanto o homem acreditar que a "força é um direito", a Forma prosperará, far-se-á forte, e derrubará todos os obstáculos sem a menor consideração pelos demais. Se o corpo fosse tudo, tal maneira de viver seria a única possível. Além disso, incapaz de sentir a menor consideração pelos outros, resistiria pela a qualquer tentativa de usurpação do que considerasse seus direitos: o direito do mais forte, o único tipo de justiça condizente com a lei da "sobrevivência dos mais aptos". Para coisa alguma teria em conta os demais. Seria absolutamente insensível a qualquer força externa que tentasse levá-lo a executar um ato contrário à satisfação de um momentâneo prazer.
É claro e manifesto: quando o homem se inclina para uma diretriz de conduta mais elevada no trato com os demais, o impulso deve vir de dentro, de uma fonte não idêntica à do corpo. Do contrário não lutaria contra este, para fazer prevalecer esse impulso sobre os interesses mais óbvios do corpo. Além disso, essa força tem que ser mais forte que a do corpo, para triunfar e sobrepor-se aos desejos, impelindo ao sacrifício em benefício dos fisicamente mais débeis.
Que tal força existe ninguém poderá negar. E chegou a tal estado de desenvolvimento que, em vez de considerarmos a debilidade física um meio de tornar a vítima presa fácil e proveitosa, reconhecemos nessa mesma debilidade uma boa razão para proteger o débil. O egoísmo vai sendo corroído lenta mais seguramente pelo Altruísmo.

A Natureza é muito segura na realização dos seus propósitos. O processo é lento mas o progresso é ordenado e certo. Como um fermento, essa força Altruística está trabalhando no peito de todos os homens. Transforma o selvagem em civilizado e, com o decorrer do tempo, o transformará num Deus.

Por meios materiais não se pode compreender perfeitamente o que é verdadeiramente espiritual, mas uma ilustração facilitará esse entendimento.

Quando fazemos vibrar um de dois diapasões afinados exatamente no mesmo tom, o som induzirá a mesma vibração no outro. Este vibrará fracamente, a princípio mas, continuando a golpear o primeiro, o segundo diapasão emitirá um som cada vez mais alto, até atingir um volume de som igual ao primeiro. Isto ocorre mesmo com os diapasões a vários pés de distância. Ainda que um deles esteja encerrado numa caixa de cristal, o som penetra através do vidro e faz o instrumento emitir um som igual.

As invisíveis vibrações sonoras têm grande poder sobre a matéria concreta. Podem destruir ou criar. Se colocarmos uma pequena quantidade de pó finíssimo sobre a placa de cristal plana e passarmos um arco de violino pela borda da placa, as vibrações produzidas farão o pó assumir belas formas geométricas. A voz humana também é capaz de produzir tais figuras, e sempre a mesma figura para o mesmo som.

Toquemos uma nota depois de outra em um instrumento musical, um piano por exemplo, ou preferivelmente, um violino, em que se obtêm mais gradações de sons. Encontra-se um som que produz no ouvinte uma vibração clara e distinta na parte inferior da cabeça. Toda vez que se toque a nota, sente-se nesse lugar a mesma vibração. Essa nota ou som é a "nota-chave" da pessoa a quem afeta. Se é tocada lenta e docemente, descansa e repousa o corpo, tonifica os nervos e restaura a saúde. Se, ao contrário, é tocada forte e prolongadamente, matará a pessoa com a mesma certeza que um tiro.

Recordemos o que acabamos de dizer sobre a música e o som, e relacionemo-lo com o problema do despertamento e fortalecimento da força interna do Altruísmo. Talvez possamos compreender melhor o assunto.

Em primeiro lugar, note-se, os dois diapasões estavam afinados no mesmo tom. Não fora assim, poderíamos golpear um deles até rompê-lo que o outro permaneceria mudo. Fixemos isto claramente: a vibração pode ser induzida em outro diapasão mas só por um do mesmo tom. De modo semelhante, qualquer coisa ou ser só pode ser afetado, como foi dito, pela nota-chave que lhe é particular.

Sabemos que aquela força altruística existe; sabemos que tem menor expressão num povo pouco civilizado do que num de elevado padrão social; e que falta quase totalmente nas raças inferiores. Logicamente, conclui-se que em tempo recuado, faltava por completo. Desta conclusão surge a pergunta: que ou quem a induziu?

Sem dúvida, a personalidade material nada tem a ver com ela. Essa parte da natureza humana sente-se até mais à vontade sem a despertada força altruística. Logo, o homem devia possuir latente essa força do Altruísmo, dentro de si. De outra maneira não a poderia ter despertado. Ainda mais, deve ter sido despertada por uma força da mesma espécie – uma força similar que já estivesse ativa – tal como a do primeiro diapasão que, "depois" que foi tocado, induziu a vibração no segundo.

Além disso, as vibrações do segundo diapasão tornavam-se cada vez mais fortes sob os contínuos golpes dados no primeiro, e a caixa de cristal que encerrava o segundo não era obstáculo algum à indução do som. Assim também, sob a continuidade do impacto do amor de Deus, dentro do homem desperta-se e aumenta a potência da força de igual natureza, o Altruísmo.

Portanto, é razoável e lógico admitir que, primeiramente, foi necessário dar ao homem uma religião apropriada à sua ignorância. Teria sido inútil ter-lhe falado, nesse estado, de um Deus todo amor e ternura. Consideraria esses atributos uma debilidade. Não se poderia esperar que reverenciasse um Deus possuidor de qualidades para ele desprezíveis. O Deus a quem reverenciaria seria um Deus forte, um Deus temível, um Deus que tivesse o raio, o trovão e o poder para fulminar.

Primeiramente, o homem viu-se impelido a temer a Deus. Para seu próprio bem espiritual, foram-lhe dadas religiões que tinham como base o látego do medo.

Depois, em segundo grau, foi induzido a certa classe de desinteresse que o coagiu a dar parte dos seus melhores bens como sacrifício. Isto foi conseguido pelo Deus de Raça ou Tribo, um Deus zeloso que exigia a mais estrita reverência e obediência, além do sacrifício dos bens que o homem ciosamente apreciava. Contudo, esse Deus de Raça era um amigo todo poderoso, ajudava os homens em suas batalhas, e devolvia-lhes multiplicados os carneiros e cereais que lhe eram sacrificados. O homem não chegara ainda ao estado de compreender que todas as criaturas são semelhantes, mas o Deus de Tribo ensinou-lhe a tratar benevolamente seus irmãos de Tribo e a fazer leis eqüitativas e amplas para os homens da mesma raça.

Não imaginemos que estes progressivos passos do homem primitivo foram dados facilmente, sem rebeliões ou desobediências. Deve ter havido muitos fracassos e retrocessos sabendo como, até nossos dias, o egoísmo está enraizado na natureza inferior.

Na Bíblia judaica podemos encontrar bons exemplos de como o homem se esqueceu dos seus deveres e de como o Espírito de Tribo o encaminhou, persistentemente, uma e outra vez. Só os extensos sofrimentos ditados pelo Espírito de Raça é que foram suficientemente capazes de encaminhá-lo dentro da lei, essa lei que tão poucas pessoas aprenderam a conhecer e a obedecer.

Avançados há que necessitam de algo mais elevado. Quando são suficientemente numerosos, a evolução dá um novo passo. A evolução apresenta gradações diversas. Em certo tempo dos últimos dois mil anos, os mais avançados da humanidade estavam aptos para mais esforço e aprender a viver bem a vida, dentro de uma religião que assegurasse uma recompensa futura, um estado de existência em que deviam ter fé.

Foi um grande e trabalhoso passo. Era fácil levar uma ovelha ou novilho ao templo e oferecê-lo em sacrifício. Ao levar os primeiros frutos de suas colheitas, de suas vinhas, de suas hortas, sabia que teria ainda mais e que o Deus da Tribo voltaria a encher seus depósitos abundantemente. Agora, neste novo passo, já não era questão de sacrificar os bens. Pediu-se-lhe que ele próprio se sacrificasse. Não num único supremo sacrifício, como o de um mártir, o que teria sido comparativamente fácil, mas que, dia a dia, de manhã à noite, agisse misericordiosamente com todos. Diva desprender-se do egoísmo e amar o próximo, como tinha amado a si mesmo. Outrossim, não lhe era prometida nenhuma recompensa visível e imediata, devia ter fé numa felicidade futura.

Será de admirar que o povo ache difícil realizar este elevado ideal de agir bem continuamente? É coisa duplamente difícil porque exige que se relegue completamente o próprio interesse, e pede-se-lhe sacrifício sem positiva garantia de recompensa. É grato constatarmos a prática do altruísmo e quanto este, para dignificação da humanidade, vem aumentando. A sabedoria dos Guias, conhecendo a fragilidade do homem, a tendência a unir-se com os instintos egoístas do corpo e os perigos de despotismo diante de tal norma de conduta, deram outro impulso benéfico, ao incorporarem na nova religião a doutrina do perdão dos pecados.

Esta doutrina é desprezada por alguns filósofos muito avançados que têm a lei de "Conseqüência" como suprema lei. Se acaso o leitor está de acordo com eles, rogamos que aguarde a explicação que adiante se dará, demonstrando que ambas formam parte do esquema de melhoramento e aperfeiçoamento. Por agora, basta dizer que esta doutrina de reconciliação dá, às almas fervorosas, força necessária para lutar, apesar dos repetidos fracassos, e para conseguir a subjugação da natureza inferior. Recordemos que, pelas razões já indicadas, ao falarmos das Leis de Renascimento e Conseqüência, a humanidade ocidental nada conhecia praticamente dessas leis. Tendo diante de si um ideal tão grande como o de Cristo, e crendo não ter mais do que curto número de anos de vida para realizar tão elevado grau de desenvolvimento, não teria sido a maior crueldade imaginável deixar a humanidade sem essa ajuda? O grande sacrifício do Calvário, se bem que tenha servido para outros propósitos que serão indicados, converteu-se na âncora de Esperança para todas as almas fervorosas esforçando-se por realizar o impossível: efetuar numa única e curta vida a perfeição exigida pela religião Cristã.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Seg Maio 03, 2010 8:15 pm

JESUS E CRISTO-JESUS

Para obter ligeiro vislumbre do grande Mistério do Gólgota e compreender a Missão de Cristo como fundador da Religião Universal do futuro, é necessário conhecer primeiramente a natureza exata dessa missão. Incidentalmente, conheceremos a natureza de Jeová, a cabeça das religiões de raça, como o Taoismo, Budismo, Induísmo, Judaísmo, etc., e a identidade do "Pai", a quem Cristo, em tempo próprio, entregará o reino.

No credo cristão encontra-se esta sentença: "Jesus-Cristo, o unigênito Filho de Deus". Para a generalidade dos homens, estas palavras reportam-se a certa pessoa, aparecida na Palestina há uns dois mil anos, de Quem se fala como Jesus-Cristo, - um indivíduo somente, "o unigênito Filho de Deus".

É um grande erro. Nessa sentença são caracterizados três Seres bem distintos e diferentes. É de maior importância que o estudante compreenda claramente a natureza exata desses três Grandes e Exaltados Seres, enormemente diferentes em glória, mas que merecem nossa mais profunda e devotada adoração.

Rogamos ao estudante que observe o diagrama 6. Notará que "O Único Gerado" (o "Verbo" de que fala João) é o segundo aspecto do Ser Supremo.

Unicamente este "Verbo" foi "engendrado por Seu Pai (o primeiro aspecto) antes de todos os Mundos". "Sem Ele nada do que foi feito se fez", nem mesmo o terceiro aspecto do Ser Supremo, que procede dos dois aspectos anteriores. Portanto, o "único engendrado" é o exaltado Ser que está além de todo o Universo, salvo unicamente o aspecto-Poder d'Aquele que O criou.

O primeiro aspecto do Ser Supremo concebe ou imagina o Universo antes do começo da manifestação ativa, incluindo os milhões de sistemas solares e as grandes Hierarquias que habitam os seis planos cósmicos de existência além do sétimo, o campo da nossa evolução (veja-se o diagrama 6). Esta Força também dissolve tudo o que se tem cristalizado sem mais possibilidade de ulterior crescimento. Quando chega o final da manifestação ativa, ela reabsorve em Si mesma tudo que existe, até o alvorecer de outro novo Período de Manifestação.

O segundo aspecto do Ser Supremo manifesta-se na matéria como forças de atração e coesão, dando-lhe a capacidade de combinar-se em várias classes de formas. Esse é o Verbo, o "Fiat Criador". Modela a Substância-Raiz-Cósmica primordial de modo semelhante ao que produz as figuras geométricas por meio de vibrações musicais, como antes se indicou, o mesmo som originando sempre as mesmas figuras. Assim, o grande e primordial "Verbo" trouxe a existência, em sutilíssima matéria todos os diferentes mundos e sua miríades de formas que, desde esse tempo, foram copiadas e trabalhadas em pormenores pelas inúmeras Hierarquias Criadoras.

Entretanto, o "Verbo" não podia fazer isso antes do terceiro aspecto do Ser Supremo preparar e despertar do seu estado normal de inércia a Substância-Raiz-Cósmica, pondo os inumeráveis átomos inseparáveis a girar em seus eixos, colocando esses eixos em diferentes ângulos uns em relação aos outros, e dando a cada estrutura atômica diferente "grau de vibração".

Os diferentes ângulos de inclinação dos eixos e as intensidades vibratórias permitem à Substância-Raiz-Cósmica formar diferentes combinações. Tais combinações constituem a base dos sete grandes Planos Cósmicos. Havendo em cada um desses planos diferentes inclinações dos eixos e diferentes intensidades vibratórias, as condições e combinações de cada um dos planos são diferentes das de qualquer outro, em conseqüência da atividade do "Único Engendrado".

Segundo o diagrama 14:

O "Pai" é o mais elevado Iniciado da humanidade do Período de Saturno. À humanidade ordinária daquele Período pertenciam os que são agora os Senhores da Mente.

O "Filho" (Cristo) é o mais elevado Iniciado do Período Lunar. À humanidade comum desse Período pertenciam os que agora os Anjos.

Esse diagrama mostra também quais os veículos dessas diferentes ordens de Seres. Comparando com o diagrama 8, ver-se-á que seus corpos ou veículos (indicados por retângulos em negro no diagrama 14) correspondem aos Globos do período em que foram humanos. É sempre assim, pelo menos no relativo às humanidades ordinárias. Ao fim do período em que uma onda de vida se individualiza em seres humanos, esses seres retém corpos correspondentes aos globos nos quais funcionaram.

Por outra parte, os Iniciados desenvolvem veículos superiores, para eles mesmos. Deixam de usar os veículos inferiores quando obtém a capacidade de empregar um veículo novo e superior. Ordinariamente, o veículo inferior de um Arcanjo é o corpo de desejos. Cristo, o mais alto Iniciado do Período Solar, emprega geralmente o Espírito de Vida como veículo inferior. Funciona tão conscientemente no Mundo do Espírito de Vida como nós no Mundo Físico. Rogamos ao estudante que note de modo particular este ponto porque o Mundo do Espírito de Vida é o primeiro Mundo Universal, conforme explicamos no primeiro capítulo, sobre os Mundos. Nesse mundo cessa a diferenciação e começa a manifestar-se a unidade, pelo menos quanto ao nosso sistema solar.

Cristo tem o poder de construir e funcionar num veículo tão inferior como o corpo de desejos, o veículo usado pelos Arcanjos, mas não pode descer mais. O significado disso será agora examinado.

Jesus pertence à nossa humanidade. Estudando o homem Jesus na Memória da Natureza, podemos segui-lo em suas vidas anteriores. Nelas viveu sob diversas circunstâncias, sob vários nomes, em diferentes encarnações, do mesmo modo que outro qualquer ser humano. Isto não sucede com o Ser Cristo. No Seu caso só pode encontrar-se uma única encarnação.

Todavia, não se imagine que Jesus tenha sido um indivíduo comum. Era de mente singularmente pura, muito superior à grande maioria da nossa presente humanidade. Esteve percorrendo o Caminho da Santidade através de muitas vidas, preparando-se para a maior honra que poderia ter recebido um ser humano.

Sua mãe, a Virgem Maria, era também da mais elevada pureza humana, por isso foi escolhida para ser a mãe de Jesus. O pai, José, era um elevado Iniciado, capaz de realizar o ato de fecundação como um sacramento, sem nenhum desejo ou paixão pessoal.

Em conseqüência, o formoso, puro e amoroso espírito conhecido pelo nome de Jesus de Nazaré veio ao mundo num corpo puro e sem paixões. Este corpo era o melhor, o mais perfeito que se podia produzir na Terra. A tarefa de Jesus nesta encarnação, era cuidar e desenvolver o seu corpo até o maior grau de eficiência possível para o grande propósito a que devia servir.

Jesus de Nazaré nasceu mais ou menos no tempo indicado pela História, e não no ano 105 antes de Cristo, conforme indicam algumas obras ocultistas. O nome Jesus era comum no Oriente. Um iniciado chamado Jesus viveu no ano 105 A.C. e obteve a iniciação egípcia. Não foi Jesus de Nazaré, com quem estamos a relacionar-nos.

O indivíduo que mais tarde se encarnou sob o nome de Christian Rosenkreuz, já estava em grau de evolução muito elevado quando nasceu Jesus de Nazaré. Está encarnado, atualmente. Seu testemunho, assim como o resultado das investigações diretas de outros rosacruzes, concordam em que o nascimento de Jesus de Nazaré teve lugar no princípio da Era Cristã, na data que geralmente se atribui.

Jesus foi educado pelos Essênios e alcançou um elevado grau de desenvolvimento espiritual durante os trinta anos de uso do seu corpo.

Podemos dizer, num parêntese, que os Essênios constituíam uma terceira seita na Palestina, além das duas mencionadas no Novo Testamento, os Fariseus e os Saduceus. Os Essênios formavam uma ordem extremamente devota, muito diferente da dos saduceus materialistas, e completamente oposta aos hipócritas e vaidosos fariseus. Evitavam toda menção de si e de seus métodos de estudo e de adoração. Este particular explica por que nada se sabe deles nem são mencionados no Novo Testamento.

É lei do Cosmos: por mais elevado que seja, nenhum ser pode funcionar em qualquer mundo sem um veículo construído do material desse mundo (Ver os diagramas 8 e 14). Por esse motivo, o corpo de desejos era o veículo mais baixo do grupo de espíritos que alcançaram o estado humano no Período Solar.

Cristo, um desses espíritos, era incapaz de construir para Si um corpo vital e um corpo denso. Podia ter trabalhado sobre a humanidade com um corpo de desejos, do modo que fizeram, como Espíritos de Raça, seus irmãos mais jovens, os Arcanjos. Jeová Lhe teria aberto o caminho para entrar no corpo denso do homem. Todas as religiões de raça foram religiões de leis, originadoras do pecado como conseqüência da desobediência a essas leis. Tais religiões estavam sob a direção de Jeová que, tendo por veículo inferior o Espírito Humano, está correlacionado ao Mundo do Pensamento Abstrato, onde se origina o separatismo, conducente ao benefício próprio. A unidade era impossível. Precisamente por esta razão, foi necessária a intervenção de Cristo que possuía como veículo inferior o unificante Espírito de Vida. Por tal motivo, devia aparecer como um homem entre os homens, devia entrar num corpo humano denso, porque unicamente de dentro é possível conquistar a Religião de Raça, que afeta o homem de fora.

Cristo não podia nascer num corpo denso. Não tendo nunca passado por uma evolução semelhante à do Período Terrestre, teria de adquirir, primeiramente, a capacidade de construir um corpo denso como o nosso. Porém, ainda que tivesse essa capacidade, seria inconveniente para um Ser tão elevado empregar energia na construção do corpo durante a vida ante-natal, a infância, a juventude, e levá-lo até a maturidade indispensável.

Ele deixara de empregar ordinariamente o Espírito Humano, o corpo mental e o de desejos, embora tivesse aprendido a construí-los no Período Solar e retivesse a capacidade de construí-los e de neles funcionar quando fosse necessário.
Cristo usou todos esses veículos próprios e só tomou de Jesus os corpos vital e denso. Quando Jesus atingiu trinta anos de idade, Cristo penetrou nesses corpos e empregou-os até o final de Sua Missão, no Gólgota. Depois da destruição do corpo denso, Cristo apareceu entre os discípulos em corpo vital, no qual funcionou ainda durante algum tempo. O corpo vital é o veículo que Ele empregará quando aparecer novamente. Nunca tomará outro corpo denso.

Com isto se relaciona o objetivo de todo exercitamente esotérico, de que falaremos mais tarde, que é trabalhar sobre o corpo vital, para construir o Espírito de Vida e acelerar seu desenvolvimento. Quando tratarmos da Iniciação, será possível dar outros pormenores. Agora não é possível dizer mais sobre o assunto. Este ponto já foi parcialmente tratado ao descrever os acontecimentos relativos à existência post-mortem. Rogamos ao estudante tenha em conta o seguinte: supõe-se que o homem, antes de entrar no esoterismo, já deve ter conquistado em grande extensão o seu corpo de desejos. O exercitamento esotérico e as primeiras iniciações são destinados a preparar o corpo vital, a fim de ser organizado o Espírito de Vida. Jesus, quando Cristo tomou o seu corpo, era um discípulo de grau elevado e, por conseguinte, seu Espírito de Vida estava em organizado. Vemos, portanto, que o veículo inferior em que funcionou Cristo e o melhor organizado dos veículos superiores de Jesus eram idênticos. Cristo, ao tomar os corpos vital e denso de Jesus, encontrou-se com uma série completa de veículos, desde o Mundo do Espírito de Vida até o Mundo Físico.

Jesus já alcançara as mais elevadas vibrações do Espírito de Vida e passou por várias iniciações para obter o necessário efeito sobre o corpo vital. O corpo vital de um homem comum ter-se-ia paralisado instantaneamente sob as intensíssimas vibrações do Grande Espírito que entrou no corpo de Jesus. Até este corpo, puríssimo e ultra-sensível como era, não podia suportar durante muitos anos os tremendos impactos vibratórios d'Aquele. Quando lemos que, em certa ocasião, Cristo se afastava dos seus discípulos, ou caminhava sobre o mar em sua procura, o esoterista sabe que Cristo tinha abandonado momentaneamente os veículos de Jesus para dar-lhes descanso, deixando-os ao cuidado dos Irmãos Essênios que, melhor que Cristo, sabia como deviam cuidar de tais veículos.

Esta cessão foi consumada com pleno e livre consentimento de Jesus. Ele soube que, durante a encarnação inteira, estava preparando um veículo para Cristo. Submeteu-se alegremente, para que o desenvolvimento da humanidade pudesse receber o gigantesco impulso que lhe foi dado pelo misterioso sacrifício do Gólgota.
Como se vê no diagrama 14, Cristo-Jesus possuía os doze veículos que formam uma ininterrupta cadeia desde o Mundo Físico até o próprio Trono de Deus. Portanto, Ele é o único Ser do Universo que está em contato, ao mesmo tempo, com Deus e com o homem. É capaz desta mediação porque experimentou, pessoal e individualmente, todas as condições e conhece todas as limitações incidentais à existência física.

Cristo é único entre todos os Seres dos sete Mundos. Unicamente Ele possui os doze veículos. Ninguém, a não ser Ele, é capaz de sentir tão elevada compaixão e compreender tão amplamente a situação e as carências da humanidade. Ninguém, só Ele, está qualificado para trazer o remédio que satisfaça todas as nossas necessidades.

Assim, ficamos conhecendo a natureza de Cristo, o Iniciado mais elevado do Período Solar, que tomou os corpos vital e denso de Jesus para poder funcionar diretamente no Mundo Físico e aparecer como um homem entre os homens. Se o seu aparecimento se desse de maneira milagrosa, estaria em desacordo com o plano evolutivo porque, ao final da Época Atlante, a humanidade obteve a liberdade de agir bem ou mal. Para aprender a dominar-se não podia ser empregada sobre ela nenhuma coação. Devia conhecer o Bem e o Mal por meio da experiência. Antes desse tempo, os homens tinham sido conduzidos, voluntariamente ou não, mas, depois, deu-se-lhes a liberdade, sob diferentes Religiões de Raça, cada uma delas adaptada às necessidades de cada Tribo ou Nação.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Sex Maio 07, 2010 9:07 pm

NÃO A PAZ, MAS A ESPADA

Todas as Religiões de Raça são do Espírito Santo. Baseadas na lei, são insuficientes, porque produzem o pecado e acarretam a morte, a dor e a tristeza.

Todos os Espíritos de Raça sabem disso e compreendem que suas religiões são, tão somente, passos necessários para atingir algo melhor. Todas as Religiões de Raça, sem exceção, indicam Alguém que virá, o que demonstra a assertiva anterior. A religião dos persas indica a Mithras; a dos Caldeus, a Tammuz. Os antigos deuses do norte previam a aproximação da "Luz dos Deuses", quando Surt, o brilhante Sol-Espiritual viesse substituí-los e uma nova e mais formosa ordem se estabelecesse em "Gimle", a Terra regenerada.

Os egípcios esperavam a Horus, o Sol recém-nascido. Mithras e Tammuz são também simbolizados como órbitas solares e todos os templos principais eram construídos com frente para Leste, para que os raios do Sol nascente pudessem brilhar diretamente através das portas abertas. O templo de São Pedro, em Roma, foi assim edificado. Todos estes fatos demonstram que, geralmente, era sabido que Aquele que viria seria um Sol Espiritual, para salvar a humanidade das influências separatistas das Religiões de Raça.

Essas religiões eram passos necessários à humanidade a fim de prepará-la para a vinda de Cristo. O homem deve primeiramente cultivar um "eu", antes de poder ser desinteressado e compreender o aspecto superior da Fraternidade Universal, que exprime unidade de propósitos e interesses. Cristo lançou as primeiras bases da Fraternidade Universal em sua primeira vinda. Tal Fraternidade será coisa verdadeiramente realizada quando Ele voltar.

Como o princípio fundamental de toda Religião de Raça é a separação, que indica o engrandecimento próprio a expensas de outros homens e nações, é evidente que, levado às suas últimas conseqüências, esse princípio teria necessariamente uma tendência destrutiva e frustraria a evolução, a menos que a religião de raça fosse substituída por uma religião mais construtiva.

As religiões separatistas do Espírito Santo devem dar lugar à unificante religião do Filho, a Religião Cristã.

A lei deve ceder lugar ao Amor, e as raças e nações separadas devem unir-se numa Fraternidade Universal, tendo Cristo como Irmão Maior.

A Religião Cristã não teve ainda o tempo necessário para realizar esse grande objetivo. Até agora o homem está sob a influência do dominante Espírito de Raça. Os ideais do Cristianismo ainda são demasiado elevados para ele. O intelecto pode ver nesses ideais algumas belezas e facilmente admite que devemos amar os nossos inimigos, mas as paixões do corpo de desejos permanecem demasiado fortes. Sendo a lei do Espírito de Raça "olho por olho", o sentimento afirma: "vingar-me-hei". O coração pede Amor, mas o Corpo de Desejos anseia por vingança. O intelecto vê, em abstrato, a beleza de amar os nossos inimigos mas, nos casos concretos, alia-se aos sentimentos vingativos do corpo de desejos com a desculpa de fazer justiça, porque "o organismo social deve ser protegido".

É motivo de satisfação, não obstante, que a sociedade sinta desejo de criticar os métodos empregados. Os métodos corretivos e a misericórdia vão-se tornando cada vez mais preponderantes na administração das leis, como demonstrou a favorável acolhida feita a essa instituição moderna, os Tribunais para Menores. Podemos notar outras manifestações desta tendência na freqüência com que são suspensas as sentenças e deixados à prova prisioneiros convictos, e no espírito da humanidade que nos tempos atuais se usa para com os prisioneiros de guerra. É a vanguarda do sentimento de Fraternidade Universal que está fazendo sentir sua influência, lenta mas seguramente.

Embora o mundo esteja progredindo e, por exemplo, tenha sido fácil ao autor assegurar boa assistência às conferências feitas em diversas cidades que visitou (havendo jornais que lhe dedicou páginas inteiras e até primeiras páginas) enquanto se limitou a falar dos mundos superiores e dos estados post-mortem, pôde comprovar que tão logo era abordado o tema da Fraternidade Universal, seus artigos passavam sempre para o cesto de papéis.

Em geral, o mundo não gosta de considerar coisas que julga "demasiado" altruístas. Deve haver uma razão para isso. Não considera norma de conduta natural a que não ofereça uma oportunidade de "conseguir alguma coisa dos seus semelhantes". As empresas comerciais são planejadas e conduzidas segundo este princípio. Ante a mente desses que estão escravizados ao desejo de acumular riquezas inúteis, a idéia da Fraternidade Universal evoca as terríveis visões da abolição do capitalismo e sua inevitável conseqüência, a exploração dos demais, e enfim, o fatal naufrágio dos "interesses de negócios". A palavra "escravizados" descreve exatamente a condição. De acordo com a Bíblia, o homem deveria ter domínio sobre o mundo mas, nas grande maioria dos casos, o inverso é a verdade: o mundo é que tem domínio sobre o homem. Cada homem que tenha interesses próprios admitirá, em momentos de lucidez, que as posses constituem uma fonte inesgotável de aborrecimentos, que se vê constantemente obrigado a traçar planos para conservar seus bens, ou pelo menos cuidar deles para evitar perdê-los, pois sabe "por dura experiência" que os outros estão sempre procurando tomá-los. O homem é escravo de tudo aquilo que, por inconsciente ironia, chama de "minhas posses" quando, em realidade, são elas que o possuem. Bem disse o Sábio de Concord: "São as coisas que vão montadas e cavalgam sobre a humanidade".

Este estado resulta das Religiões de Raça e seus sistemas de leis; por isso, todas elas assinalam "Aquele que deve vir". A Religião Cristã é a única que não espera Aquele que deve vir, mas sim Aquele que deve voltar. Sua volta se fará quando a Igreja se liberte do Estado. A Igreja, especialmente na Europa, está atrelada ao carro do Estado. Os ministros de Igreja encontram-se coibidos por considerações econômicas, não se atrevem a proclamar as verdades que seus estudos lhes têm revelados.

Recentemente, um viajante assistiu, em uma igreja de Copenhague (Dinamarca), a uma cerimônia de confirmação. Naquele país, a Igreja está sob o domínio do Estado e todos os seus ministros estão sob o poder temporal. Os fiéis nada têm a dizer sobre o assunto. Podem freqüentar a igreja ou não, como queiram, mas são obrigados a pagar as taxas que sustentam a instituição.

Além de efetuar os ofícios sob a direção do Estado, o pastor da igreja visitada era condecorado com várias ordens conferidas pelo rei. O brilho das faixas oficiais era um silencioso mas eloqüente testemunho da grande escravidão a que está submetida a Igreja pelo Estado. Durante a cerimônia, o pastor rogou pelo rei e pelos legisladores, para que estes pudessem reger o país sabiamente.

Enquanto existirem reis e legisladores, essa oração será muito apropriada, mas foi muito chocante ouvi-lo exclamar ao final: "...e, o Todo-Poderoso Deus, protege e fortifica nosso exército e armada".

Uma oração semelhante só demonstra claramente que o Deus adorado é o Deus da Tribo ou Nacional, o Espírito de Raça. O último ato de Cristo-Jesus foi arrancar a espada das mãos do amigo que queria protegê-lo, todavia, Ele disse que não tinha vindo para trazer a paz, mas uma espada. Disse-o porque previa os mares de sangue que as nações "cristãs" militantes provocariam, em conseqüência da má interpretação dos seus ensinamentos. Seus elevados ideais não podiam ser imediatamente alcançados pela humanidade. São terríveis os assassínios nas guerras e outras atrocidades semelhantes, mas são também potentes ilustrações daquilo que o Amor há de abolir.

É aparente a contradição entre as palavras de Cristo-Jesus ( "Eu não venho trazer a paz, mas uma espada" ) e as palavras do cântico celestial que anunciava o nascimento de Jesus: "Paz na Terra, e boa vontade entre os homens".

É a mesma contradição aparente que existe entre as palavras e os atos de uma mulher que diz: "vou limpar toda a casa e arrumá-la". E começa a tirar os tapetes, a empilhar as cadeiras, etc., produzindo uma desordem geral na casa anteriormente em ordem. Quem observasse unicamente este aspecto, poderia exclamar justificadamente: "está pondo as coisas piores do que antes". Mas, quando compreender o propósito do trabalho, compreenderá também a momentânea desordem, sabendo que a casa ficará, depois, em melhores condições.

Analogamente, devemos ter presente que o tempo transcorrido desde a vinda de Cristo-Jesus não é mais do que um momento, quando comparado com um só Dia de Manifestação. Aprendemos a conhecer, como Whitman, "a amplitude do tempo", e a olhar além das passadas e presentes crueldades e dos zelos das seitas em guerra, a caminho da Fraternidade Universal. Esta marcará o grande novo passo do progresso humano em sua larga e gloriosa jornada desde o barro até Deus, desde o protoplasma até a consciente unidade com o Pai, esse

. . . distante e divino acontecimento,
Para o qual se move a criação inteira.

O pastor anteriormente mencionado, ao receber os fiéis na igreja disse-lhes, durante a cerimônia, que Jesus-Cristo eram um indivíduo composto: Jesus era a parte humana mortal, enquanto Cristo era o Espírito imortal e divino. Se o assunto fosse discutido, cremos, ele não sustentaria a afirmação, apesar de ter anunciado um fato oculto.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Sab Maio 15, 2010 11:16 am

A ESTRELA DE BELÉM

A unificante influência de Cristo foi simbolizada na formosa lenda da adoração dos três reis magos ou "sábios do Oriente", tão maravilhosamente descrita pelo General Lew Wallace, em sua encantadora história "Ben Hur".

Os três sábios, Gaspar, Melchior e Baltazar, representam as raças branca, amarela e negra, e simbolizam os povos da Europa, Ásia e África guiados pela Estrela ao Salvador do Mundo, diante de Quem "todo joelho se dobraria" e a Quem "toda língua louvaria", Aquele que uniria todas as nações debaixo da bandeira da Paz e da boa vontade.

Aquele que levaria os homens a "converter suas lanças em arados e suas espadas em foices".

Diz-se que a Estrela de Belém apareceu ao nascer Jesus e guiou os três sábios para o Salvador.

Muito se especulou acerca da natureza dessa estrela. A maioria dos homens de ciência materialista tem declarado que ela não passa de um mito, enquanto para outros, se fosse algo mais do que um mito, seria a simples "coincidência" de dois sóis mortos que, ao chocarem-se teria produzido uma explosão. Não obstante, todo místico conhece a "Estrela", sim, e a "Cruz" também, não somente como símbolos relacionados com a vida de Jesus e de Cristo-Jesus, mas também através de suas experiências pessoais. Paulo disse: "até que o Cristo nasça de vós"; e o místico Angelus Silesius escreveu:

Ainda que Cristo nasça mil vezes em Belém,
Se não nasce dentro de ti, tua alma segue extraviada.
Olharás em vão a cruz do Gólgota,
Enquanto ela não se erguer dentro de ti mesmo.

Ricardo Wagner mostrou seu conhecimento intuitivo de artista quando, à pergunta de Parsifal: Quem é o Graal? - responde Gurnemanz:

Não podemos dizer-te;
Porém se foste guiado por Ele,
Não te será oculta a verdade.
... Nenhum caminho conduz até Ele
E procurá-Lo é inútil,
Salvo se Ele mesmo for o Guia.

Sob a "antiga dispensação" o caminho da Iniciação não estava aberto senão para poucos escolhidos. Alguns podiam procurar o caminho, mas só os guiados ao Templo pelos Hierofantes podiam encontrar a entrada. Antes da vinda de Cristo, não havia convite algum semelhante ao atual: "Todo aquele que queira pode vir".

No momento em que o sangue fluiu no Gólgota "o véu do Templo rasgou-se" (por razões que agora serão explicadas) e, daí para diante, quem procura sua admissão, encontra-a.

Nos Templos de Mistérios, os Hierofantes ensinavam aos discípulos que no Sol há uma força espiritual além de energia física. Esta última, a dos raios solares, é o princípio fecundante da Natureza. Produz o crescimento das plantas, sustenta e conserva os reinos animal e humano. É uma energia construtora, fonte de toda força física. Alcança mais elevada expressão em meados do verão, quando os dias são maiores e mais curtas as noites, porque os raios solares caem diretamente sobre o hemisfério norte. Nesse tempo, as forças espirituais são mais inativas.
Pelo contrário, em dezembro, durante as longas noites de inverno, a força física solar está adormecida e as forças espirituais alcançam seu grau máximo de intensidade (No hemisfério norte)

A noite entre 24 e 25 de dezembro é, em todo o ano, a Noite Santa por excelência. O signo zodiacal da imaculada Virgem Celestial está sobre o horizonte oriental à meia-noite, e o Sol do ano novo nasce e começa sua jornada do ponto mais austral, em direção ao hemisfério norte, para (fisicamente) salvar essa parte da humanidade da obscuridade e da fome inevitáveis, caso permanecesse sempre abaixo do Equador.

À meia-noite de 24 de dezembro, para os povos do hemisfério norte, onde nasceram todas as religiões atuais, o Sol está diretamente abaixo da Terra e as influências espirituais são fortíssimas.

Em tal momento, nessa noite, aos que desejassem, pela primeira vez, dar um passo na Iniciação, seria muitíssimo mais fácil porem-se em contato consciente com o Sol Espiritual.

Por esse motivo, nos antigos templos, os discípulos preparados para a Iniciação eram levados pelas mãos do Hierofantes dos Mistérios e, por meio de cerimônias que se realizavam no Templo, eram elevados a um estado de exaltação, no qual transcendiam toda condição física. A Terra tornava-se transparente à sua visão espiritual e eles viam o Sol da meia-noite: a "Estrela"! Não era o Sol físico, seu salvador físico, o que viam com os seus olhos espirituais, mas o Espírito do Sol, o Cristo, seu Salvador Espiritual.

Essa Estrela que brilhou na Santa Noite e ainda brilha para o místico na obscuridade da noite. Quando o ruído cessa e a confusão da atividade física se aquieta, então ele entra em seu interior e procura o caminho que conduz ao Reino da Paz. A brilhante Estrela está sempre ali para guiá-lo e sua alma ouve a canção profética: "Paz na terra e boa vontade entre os homens".

Paz e boa vontade a todos, sem exceção, não excluindo nem os inimigos. É de admirar que custe muito a educar a humanidade para este tão elevado tipo de moral? Há algum meio melhor para demonstrar a beleza e a necessidade da paz, da boa vontade e do amor do que compará-los com o estado atual de guerras, egoísmos e ódios?

Quanto mais forte é a luz, tanto mais profunda é a sombra que projeta. Quanto mais altos os ideais, mais claramente podemos ver nossos defeitos.

Lamentavelmente, em nosso presente estado de desenvolvimento, a humanidade só pode aprender por meio de duríssimas experiências. Apegada à raça, tem de sentir-se absolutamente egoísta, para que possa provar as amarguras que lhe produz o egoísmo alheio, assim como é preciso conhecer a enfermidade para reconhecer-se quanto vale a saúde.

A religião impropriamente chamada Cristã tem sido a mais sangrenta que se conhece, sem excetuar o Maometanismo que, a esse respeito, é muito parecido com o nosso mal praticado cristianismo. Nos campos de batalha e durante a Inquisição, cometeram-se atrocidades inqualificáveis em nome do doce e meigo Nazareno. A espada e o vinho, isto é, a cruz e o cálice da comunhão pervertidos, foram os meios de que se valeram as poderosas nações chamadas cristãs para dominar os povos pagãos e as nações mais débeis que professavam a mesma fé que os seus conquistadores. O mais ligeiro exame da história greco-latina ou das raças teuto-anglo-saxônicas corroborará amplamente essa afirmação.

Enquanto o homem esteve plenamente sob o governo das religiões de raça de cada nação, cada uma destas era um conjunto unido. Os interesses individuais subordinavam-se voluntariamente aos interesses da comunidade. Todos estavam "na lei". Todos eram, em primeiro lugar, membros de suas respectivas tribos e, secundariamente indivíduos.

Nos tempo presentes, há tendência para ir ao outro extremo, exaltando-se o "eu" sobre tudo o mais. O resultado é evidente nos problemas econômicos e industriais, surgidos em todas as nações, cujos problemas clamam por pronta solução.

O estado de desenvolvimento em que o homem sinta-se uma unidade absolutamente separada, um Ego que segue seu caminho independentemente, é condição necessária. A unidade nacional, de tribo ou de família, precisa ser desfeita para que a Fraternidade Universal possa ser um fato. O regime do paternalismo foi já amplamente sucedido pelo reinado do Individualismo. Agora, conforme a civilização avança, estamos aprendendo o que este último tem de mau. O desordenado método de distribuir os produtos do trabalho, a avidez de uns poucos e a exploração de muitos, todos esses crimes sociais produzem o enfraquecimento, as depressões econômicas e perturbações nas classes trabalhadoras, destruindo a paz interna. A guerra industrial dos nossos dias é muito pior e mais destrutiva do que as guerras militares entre as nações.
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MensagemAssunto: Re: MAX HEINDEL - CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS   Sex Maio 21, 2010 9:17 pm

O CORAÇÃO É UMA ANOMALIA

Nenhuma lição é de valor real como princípio ativo de vida se a sua verdade for aprendida superficialmente. Deverá ser assimilada através do coração, pela aspiração e pela amargura. A lição principal que, por este modo, o homem deve aprender é: o que não beneficia a todos não beneficia realmente a ninguém.

Durante cerca de dois mil anos temos concordado, de boca apenas, em agir e dirigir a vida segundo a máxima: "respondei ao mal com o bem". O coração pede benevolência e amor. Mas a Razão pede beligerância e medidas punitivas, se não como vingança, pelo menos como meio de prevenir uma repetição de hostilidades. Este divórcio entre o coração e a cabeça impede o crescimento do verdadeiro sentimento de Fraternidade Universal e a adoração dos ensinamentos de Cristo, o Senhor do Amor.

A mente é o foco através do qual o Ego percebe o mundo material. Como instrumento para aquisição do conhecimento é inestimável nesse domínio. Porém, ao arrogar-se o papel de ditador da conduta do homem para com os semelhantes, a mente está em caso análogo ao das lentes do telescópio que, focalizadas para o Sol, dissessem ao astrônomo: "estamos mal enfocadas, não estamos bem de frente ao Sol, não cremos que seja bom focalizar o Sol, preferimos que focalizeis a Júpiter. Os raios do Sol esquentam-nos demasiadamente e podem danificar-nos".

Se o astrônomo, empregando sua vontade, focaliza o telescópio a seu talante, como que dizendo às lentes para se ocuparem na transmissão dos raios que recebem, deixando para ele os resultados, o trabalho efetuar-se-á devidamente. Porém, se o mecanismo do telescópio estivesse ligado às lentes e elas tivessem uma vontade mais forte, o astrônomo ver-se-ia seriamente coibido e, tendo de lutar para manter o instrumento em boa forma, inevitavelmente as imagens sairiam confusas, fracas, imprecisas ou sem valor.

Assim acontece com o Ego. Trabalha com um tríplice corpo que governa, ou deveria governar através da mente mas, triste é dizê-lo, este corpo, tem uma vontade própria, é ajudado quase sempre pela mente, e frustra os propósitos do Ego.

Esta antagônica "vontade inferior" é expressão da parte superior do corpo de desejos. Quando se deu a divisão do Sol, na Época Lemúrica, e a Terra, que incluía a Lua, se separou, a parte mais avançada da humanidade nascente experimentou no corpo de desejos uma divisão em duas partes, a superior e a inferior. O resto da humanidade sofreu divisão semelhante na primeira parte da Época Atlante.

A parte superior do corpo de desejos converteu-se numa espécie de alma-animal. Construiu o sistema nervoso cérebro-espinhal e os músculos voluntários, dominando por esse meio a parte inferior do tríplice corpo, até que o elo de ligação, a mente, foi agregado. Então, a mente uniu-se a essa alma-animal fazendo-se co-regente.

Portanto, a mente está limitada pelos desejos, submersa na egoísta natureza inferior, o que torna difícil ao espírito o governo do corpo. O foco, a mente, que deveria aliar-se à natureza superior, está unida à natureza inferior, escrava do desejo.

As religiões de raça e suas leis foram dadas para emancipar o intelecto do desejo. O "temor a Deus" foi posto contra os "desejos da carne", mas não bastava para conseguir o domínio do corpo e garantir sua cooperação voluntária. Foi necessário que o espírito encontrasse no corpo outro ponto de apoio, que não estivesse sob o domínio do corpo de desejos. Não nos músculos porque são expressões do corpo de desejos, e formam um caminho direto até o ponto principal onde a mente traidora está unida ao desejo e reina suprema.

Se os Estados Unidos estivesse em guerra com a França não desembarcaria suas tropas na Inglaterra, esperando dominar a França, mas desembarcariam os soldados diretamente na França, para que lutassem ali.

Assim, o Ego, como sábio general, segue uma conduta semelhante. Não começa sua campanha adquirindo domínio sobre alguma das glândulas, porque estas são expressões do corpo vital. É-lhe impossível adquirir domínio sobre os músculos voluntários, muito bem defendidos pelo inimigo. A parte involuntária do sistema muscular, sob a direção do sistema nervoso simpático, seria também inútil para esse objetivo.

O Ego tem de conquistar um contato mais direto com o sistema nervoso cérebro-espinhal. Nesse sentido, para conseguir uma base de operações no próprio campo inimigo, deve dominar um músculo que seja involuntário e que, ao mesmo tempo, esteja relacionado com o sistema nervoso voluntário, mas não sob sua direção. Esse músculo é o coração.

Já falamos anteriormente das duas classes de músculos: voluntários e involuntários. Estes últimos têm suas fibras em sentido longitudinal, e são relacionados com as funções que estão fora do domínio da vontade, como a digestão, a respiração, a excreção, etc. Ordinariamente, não podemos dominar a circulação. Em condições normais, a quantidade de batidas do coração é fixa.

Os músculos voluntários, como os das mãos e dos braços, são dominados pela vontade, por meio do sistema nervoso voluntário. Suas fibras estão dispostas longitudinalmente cruzando-se com estrias transversais.

Estas particularidades são exatas para todos os músculos menos para o coração. É um músculo involuntário mas, para confusão dos fisiólogos, o coração é também estriado, como se fosse um músculo voluntário. É o único órgão do corpo que exibe essa peculiaridade, porém, como esfinge, recusará dar aos cientistas materialistas uma resposta que resolva o enigma.

O ocultista pode encontrar facilmente a resposta na Memória da Natureza. Nessa fonte vê que o coração, quando o Ego procurou, pela primeira vez, firmar-se aí, era estriado apenas longitudinalmente, tal como qualquer outro músculo involuntário. À medida que o Ego foi adquirindo domínio sobre o coração, foram-se desenvolvendo gradualmente as fibras transversais. Não são nem tão numerosas nem tão definidas como as dos músculos que estão debaixo do pleno domínio do corpo de desejos mas, conforme os princípio altruísticos do amor e da fraternidade se vigorizem e gradualmente sobrepassem a razão, baseada no desejo, essas estrias transversais serão mais numerosas e estruturadas.

Como indicamos anteriormente, o átomo-semente do corpo denso está situado no coração e abandona-o quando a morte ocorre. A obra ativa do Ego está no sangue.

Com exceção dos pulmões, o coração é o único órgão do corpo através do qual passa todo o sangue em cada ciclo.
O sangue é a expressão mais elevada do corpo vital, porque nutre todo o organismo físico. Em certo sentido, é também o veículo da memória subconsciente e está em contato com a Memória da Natureza, situada na divisão mais elevada da Região Etérica. O sangue leva as recordações da vida dos antecessores aos descendentes durante gerações, quando é um sangue comum, como acontece na endogamia.

Na cabeça há três pontos que são o assento particular de cada um dos três aspectos do espírito. O segundo e terceiro aspectos têm outros pontos de sustentação secundários.

O corpo de desejos é expressão deturpada do Ego. Manifesta em "egoísmo" o que é a "individualidade" do Espírito. A individualidade não procura o seu em detrimento dos demais, enquanto o egoísta procura tudo possuir sem ter em conta os demais. O assento do Espírito Humano é, primariamente, a glândula pineal e secundariamente, o cérebro, ou antes, o sistema nervoso cérebro-espinhal, que domina os músculos voluntários.

O amor e a unidade do Mundo do Espírito de Vida encontram sua contraparte ilusória na Região Etérica, com a qual estamos relacionados pelo corpo vital, o originador do amor sexual e da união sexual. O Espírito de Vida assenta, primariamente, no corpo pituitário e, secundariamente, no coração, o regente do sangue que nutre os músculos.

O inativo Espírito Divino - O Observador Silencioso - encontra sua expressão material no passivo, inerte e insensível esqueleto do corpo denso, o obediente instrumento dos outros corpos. Não tem o poder de atuar por iniciativa própria e tem sua fortaleza no impenetrável ponto da raiz do nariz.

Em pura realidade, o espírito é um só, porém, observado do Mundo Físico, o Ego refrata-se em três aspectos que se expressam da forma indicada.

O sangue, ao passar pelo coração, ciclo após ciclo, hora após hora, durante toda a vida, grava os acontecimentos nos átomos-sementes, enquanto permanecem frescos. Prepara um arquivo fidelíssimo da vida que, depois, na existência post-mortem, se imprimirá indelevelmente na alma. O coração está permanentemente em estreito contato com o Espírito de Vida, o espírito do amor e da unidade, o que o torna o foco do amor altruísta.

Após as imagens passarem ao Mundo do Espírito de Vida, em que se encontra a verdadeira Memória da Natureza, não voltam através dos lentos sentidos físicos mas diretamente através do quarto éter contido no ar que respiramos. No Mundo do Espírito de Vida, o espírito pode ver muito mais claramente do que nos mundos mais densos. Nesse elevado plano que lhe é próprio, está em contato com a Sabedoria Cósmica e, em qualquer situação, sabendo imediatamente o que há de fazer, envia sua mensagem de guia e de ação ao coração. Este logo a retransmite ao cérebro por meio do nervo pneumogástrico. Assim se formam as "primeiras impressões", os impulsos intuitivos, sempre bons porque emanam diretamente da fonte cósmica de Sabedoria e Amor.

Isto é tão instantâneo que o coração tem tempo de efetuá-lo antes da razão, mais lenta, poder, por assim dizer, "considerar a situação". Crê-se que o homem pensa em seu coração e é certo, porque "assim ele é". O homem, inerentemente, em qualquer aspecto, é um espírito virginal, bom, nobre, verdadeiro. Tudo o que não é bom pertence à natureza inferior, o ilusório reflexo do Ego. O espírito virginal sempre está dando sábios conselhos. Se pudéssemos seguir os impulsos do coração, o primeiro pensamento, a Fraternidade Universal seria realizada agora mesmo.

Mas precisamente neste ponto, começam as complicações. Depois do bom conselho dado pela primeira impressão, começa o raciocínio e, na maioria dos casos, o cérebro domina o coração. O telescópio controla o próprio foco e aponta para onde quer, sem atender ao astrônomo. A mente e o corpo de desejos frustam os desígnios do espírito e tomam a direção, mas, como carecem da sabedoria do Espírito do Espírito, tanto o espírito como o corpo sofrem as consequências.

Os fisiólogos notam que certas áreas do cérebro estão dedicadas a determinadas atividades mentais. Os frenólogos levaram esse ramo da ciência ainda mais além. Sabe-se também que o pensamento destrói o tecido nervoso e que este desgaste do corpo, como qualquer outro, é restaurado pelo sangue. Quando o coração se converter em músculo voluntário, a circulação do sangue ficará completamente sob o domínio do unificante Espírito de Vida, o Espírito do Amor. Então, terá o poder de impedir que o sangue flua a essas partes do cérebro dedicadas a propósitos egoístas. Esses centros mentais irão atrofiando-se gradualmente. Por outro lado, ser-lhe-á possível ativar o sangue quando as elaborações mentais foram altruístas, o que restaurará e vigorizará esses centros. A natureza passional será conquistada e, pelo Amor, a mente será emancipada da escravidão do desejo. Só emancipando-se completamente pelo Amor, o homem poderá elevar-se além da lei e converter-se, ele mesmo, numa lei. Tendo-se conquistado a si, conquistará então todo o mundo.

As estrias transversais do coração podem formar-se mediante certos exercícios de treinamento oculto. Alguns desses exercícios são perigosos e devem ser levados a cabo unicamente sob a direção de um instrutor competente. É nosso desejo que nenhum leitor desta obra se deixe enganar por impostores habilidosos e desejosos de atrair discípulos. Para evitar esse engano voltamos a repetir, mui seriamente: nenhum verdadeiro ocultista se gaba, anuncia seus poderes ocultos, nem vende lições a tanto cada uma ou a tanto o curso, ou consentirá jamais em fazer exibições. Realiza seu trabalho com a maior discrição possível e somente com o propósito de ajudar legitimamente os demais, sem pensar nunca em si mesmo.

Como dissemos no princípio deste capítulo, todas as pessoas desejosas de obter o conhecimento superior podem ter a mais absoluta confiança: se verdadeiramente o buscam, encontrarão aberto o caminho que a ele conduz. Cristo mesmo preparou o caminho para "quem o deseje". Ele ajudará e abençoará a todo o verdadeiro investigador que deseje trabalhar pela Fraternidade Universal.
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