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 O CANTINHO DO ANARQUISTA

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Anarca



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MensagemAssunto: O CANTINHO DO ANARQUISTA   Ter Ago 25, 2009 12:07 pm

O ANARQUISMO

"Aquele que botar as mão sobre mim, para me governar, é um usurpador, um tirano. Eu o declaro meu inimigo"

Movimento político que defende uma organização social baseada em consensos e na cooperação de indivíduos livres e autónomos, mas onde à partida sejam abolidas entre eles todas as formas de poder.

A Anarquia seria assim uma sociedade sem poder, dado que os indivíduos de uma dada sociedade, se auto-organizariam de tal forma que garantiriam que todos teriam em todas as circunstâncias a mesma capacidade de decisão.

Esta sociedade, objecto de inúmeras configurações, apresenta-se como uma "Utopia" (algo sem tempo ou espaço determinado).

É um ideal a atingir.

As origens do anarquismo, entroncam directamente na concepção individualista dos direitos naturais defendida por John Locke.

A sociedade para este filósofo inglês era o resultado de um contrato voluntário acordado entre individuos iguais em direito e em deveres.

No entanto foi só a partir do final do século XVIII que o anarquismo se veio a estruturar como uma corrente política autónoma, com seguidores em toda a parte do mundo.

Entre os seus teóricos contam-se pensadores tão diversos como William Godwin (1773-1836), P.J.Proudhon (1809-1865), Bakunine (1814-1870), Kropotkin (1842-1921) ou o português Silva Mendes.

A intervenção política dos anarquistas, pouco inclinados à constituição de grandes organizações, embora muito dispersa tem historicamente se centrado a sua luta na defesa de seis ideias:

Direitos Fundamentais dos Indivíduos. Os anarquistas, como os liberais foram os primeiros retirar das ideias de John Locke profundas implicações politicas. Em primeiro lugar a ideia da primazia do indivíduo face à sociedade. Em segundo, a ideia de que todo o indivíduo é único e possui um conjunto de direitos naturais que não podem ser posto em causa por nenhum tipo de sociedade que exista ou venha a ser criada.

Acção Directa. Recusando por princípio o sistema de representação, os anarquistas afirmam o valor da acção directa do indivíduo na realidade social. Este conceito foi interpretado no final do século XIX/princípios do século XX, por alguns anarquistas, como uma forma de actuação política, cometendo assassinatos de figuras políticas que diziam simbolizarem tudo aquilo que reprovavam ( a célebre propaganda por factos).

Crítica dos Preconceitos Ideológicos e Morais. Uma das suas facetas mais conhecidas pela sua crítica irreverente à sociedade. Com a sua crítica demolidora dos preconceitos sociais pretendem destruir todas as condicionantes mentais que possam impedir o indivíduo de ser livre e de se assumir como tal.

Educação Libertária. Os anarquistas viram na educação um processo de emancipação dos indivíduos, acreditando que por esta via podiam lançar as bases de um nova sociedade.

Auto-organização. Embora recusem qualquer forma de poder, a maioria dos anarquistas não recusa a constituição de organizações. Estas devem contudo ser o resultado de uma acção consciente e voluntária dos seus membros, mantendo entre eles uma total igualdade de forma a impedir a formação de relações de poder (dirigentes/dirigidos, representantes/representados, etc). É por esta razão que tendem desconfiar ou combater, as grandes organizações porque nelas a maioria dos indivíduos tendem a ser afastados dos processos de decisão. Os anarquistas estão desde o século XIX ligados à criação de sociedades mutualistas, cooperativas, associações de trabalhadores (sindicatos e confederações, etc), ateneus, colónias e experiências auto-gestionárias. Em todas estas formas de organização procuram em pequena ou grande escala ensaiar a sociedade que preconizam.

Sociedade Global. Um dos seus grandes ideais foi sempre a constituição de uma sociedade planetária que permitisse a livre circulação de pessoas ou o fim das guerras entre países. É neste sentido que alguns anarquistas, como P. Kropotkin, viram no desenvolvimento das tecnologias de comunicação e informação um meio que poderia conduzir ao advento da Anarquia.

A defesa destas ideias tem caracterizado o movimento anarquista internacional, ao longo dos seus duzentos anos de existência.

(Carlos Fontes)
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: O CANTINHO DO ANARQUISTA   Dom Set 27, 2009 2:45 pm

Anarquismo Budista

Anarquismo budista ou Budismo anarquista é uma vertente de acção, reflexão e pensamento formada a partir dos ensinamentos do budismo aceites e entendidos sob o prisma do anarquismo filosófico. Surge e se desenvolve entre expoentes da Geração Beat como Gary Snyder e Diane di Prima. Alguns reconhecem como marco inicial o ano de 1961 em que Gary Snyder publicou um ensaio entitulado "Anarquismo Budista".
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MensagemAssunto: Re: O CANTINHO DO ANARQUISTA   Seg Set 28, 2009 9:12 pm

Anarquismo Cristão

O Anarquismo cristão - também conhecido como cristianismo libertário - com base nos ensinamentos de Jesus defende que a única autoridade legítima é Deus e repudia qualquer autoridade secular.
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MensagemAssunto: Re: O CANTINHO DO ANARQUISTA   Qua Out 07, 2009 8:53 pm

Anarquismo Comunista

Comunismo libertário ou anarco-comunismo foi a vertente do comunismo adotada pela tradição teórica de alguns autores anarquistas. Num regime comunista libertário, a propriedade privada e o Estado seriam abolidos e a sociedade seria organizada através de federações de trabalhadores que gerenciariam a produção e todas as esferas de decisão por meio da democracia direta. O dinheiro seria abolido, e valeria a máxima "de cada um de acordo com suas capacidades, a cada um de acordo com suas necessidades".
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MensagemAssunto: Re: O CANTINHO DO ANARQUISTA   Sab Out 10, 2009 1:01 pm

Cripto-Anarquismo

O Cripto-anarquismo é uma vertente do anarquismo que tem como principal preocupação garantir a privacidade e a liberdade extra-capitalista e extra-estatal, por meio da utilização de criptografia assimétrica.
O termo popularizado por Timothy C. May, é descrito como a realização ciber-espacial do anarquismo. Os cripto-anarquistas tem entre seus objetivos a criação de um software criptográfico capaz de impossibilitar processos judiciais e outras formas repressão ao se enviar e receber informação nas redes de computadores.
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MensagemAssunto: Re: O CANTINHO DO ANARQUISTA   Seg Out 12, 2009 9:40 pm

Anarca-Feminismo

O Anarca-feminismo, como o anarquismo, se opõe a todo o tipo de hierarquia. Entretanto, os e as anarca-feministas dedicam maior atenção à desigualdade existente entre os sexos. Os e as anarca-feministas acreditam que as mulheres constituem a classe mais explorada pelo capitalismo, porque seu trabalho doméstico e de reprodução é considerado sem valor econômico. A exploração e dominação da mulher é chamada por eles e elas de patriarcado, o qual é o principal alvo de seu ativismo. Segundo eles e elas, a desigualdade entre os sexos é o principal entrave para que homens e mulheres da classe trabalhadora possam se unir e lutar pelos seus interesses comuns.

O Anarca-feminismo se diferencia do feminismo por considerar que direitos conquistados dentro da sociedade capitalista serão sempre superficiais, visto que só poderão ser desfrutados pela classe dominante.
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MensagemAssunto: Re: O CANTINHO DO ANARQUISTA   Qui Out 15, 2009 12:03 am

Anarco-Ilegalismo

O Ilegalismo, também conhecido como Anarco-ilegalismo é uma filosofia anarquista surgida na França, Itália, Espanha, Bélgica e Suíça durante os primeiros anos da década de 1900 como desenvolvimento do anarquismo individualista e do niilismo.
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MensagemAssunto: Re: O CANTINHO DO ANARQUISTA   Sab Out 17, 2009 8:39 pm

Infoanarquismo

Infoanarquismo é uma vertente do anarquismo que abrange uma grande diversidade de grupos distintos que de diferentes maneiras se opõem às formas de propriedade intelectual, como copyright e patentes, e que também militam em prol da liberdade de conhecimento e informação para além das corporações capitalistas.
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MensagemAssunto: Re: O CANTINHO DO ANARQUISTA   Seg Out 19, 2009 10:48 pm

Anarquismo Individualista

O Anarquismo individualista foi a corrente anarquista fundada por Max Stirner. Em sua obra O único e sua propriedade (1844), este autor procura demonstrar como, através da história, a humanidade foi levada a se sacrificar por ideais abstratos (fantasmas). Estes ideais, ao invés de trazerem felicidade, apenas serviram de fachada para que uma minoria de indivíduos egoístas se beneficiassem do trabalho da maioria da população. Contra isto, Max Stirner propôs que todos os indivíduos se tornassem egoístas também, se associando voluntariamente conforme necessário, mas zelando pelos seus próprios interesses pessoais. Segundo ele, só assim a exploração de poucos por muitos poderia ser abolida.
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MensagemAssunto: Re: O CANTINHO DO ANARQUISTA   Qua Out 21, 2009 9:12 pm

Anarquismo Insurrecionário

Anarquismo insurrecionário é uma vertente anarquista que defende a teoria e a prática revolucionária dentro do movimento anarquista, se opondo a organizações anarquistas formais como sindicatos e federações que se baseiam em programas políticos e congressos periódicos. Os anarquistas insurrecionários defendem também o emprego de táticas de ação direta (violenta e outras mais), organizações informais, incluindo pequenos grupos de afinidade e organizações massivas que incluam os explorados e setores excluídos da sociedade independente de sua adesão às idéias anarquistas.
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MensagemAssunto: Re: O CANTINHO DO ANARQUISTA   Sab Out 24, 2009 2:39 pm

Anarquismo Magonista

Magonismo é um termo utilizado por historiadores para identificar uma corrente anarquista de pensamento e ação precursora da Revolução Mexicana (1910), em seu tempo representada pelo não-eleitoral Partido Liberal Mexicano (PLM) fortemente influenciado pelas idéias anarquistas dos irmãos Enrique e Ricardo Flores Magón, junto com outros colaboradores do periódico Regeneración como Práxedis G. Guerrero e Librado Rivera. Os magonistas como força revolucionária aspiraram abolir o poder, e nunca a exercer-lo; seu objetivo era a auto-emancipação e o auto-governo.
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MensagemAssunto: Re: O CANTINHO DO ANARQUISTA   Dom Out 25, 2009 9:01 pm

Anarquismo Pacifista

Anarco-pacifismo, também conhecido como Anarquismo Pacifista é uma vertente do anarquismo que se posiciona contra qualquer tipo de violência como meio de se concretizar a transformação social.
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MensagemAssunto: Re: O CANTINHO DO ANARQUISTA   Ter Out 27, 2009 9:17 pm

Anarquismo Plataformista

O plataformismo, chamado também apenas por seus partidários de anarquismo organizado, é uma tendência dentro do movimento anarquista mais amplo que promove a organização na forma da Plataforma Organizacional para uma União Geral de Anarquistas (Proposta) por Nestor Makhno. A plataforma nasceu das experiências dos anarquistas russos durante a Revolução de Outubro de 1917, que conduziu finalmente à ditadura do partido bolchevique ao invés da autogestão de trabalhadores e camponeses. A plataforma tem como intenção explicar e solucionar as falhas do movimento anarquista durante a Revolução russa. Enquanto proposta polêmica, a plataforma provocou tanto elogios como críticas de anarquistas de todo o mundo.
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MensagemAssunto: Re: O CANTINHO DO ANARQUISTA   Qua Out 28, 2009 10:42 pm

Anarquismo Pós-Esquerdista

Anarquia pós-esquerdismo ou Anarquismo pós-esquerdista, ou ainda Pós-esquerdismo é o nome de uma corrente anarquista crítica que problematiza a relação do anarquismo com a esquerda tradicional. Alguns pós-esquerdistas buscam formas de escapar do confinamento das ideologias em geral. Anarquia pós-esquerdismo é marcada pelo foco na inssurreição social e a rejeição das formas de organização social vinculadas aos movimentos de esquerda[1]. Esta corrente se desenvolveu rapidamente desde a queda da União Soviética, que resultou no declínio do socialismo autoritário.
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MensagemAssunto: Re: O CANTINHO DO ANARQUISTA   Dom Nov 01, 2009 4:17 pm

Anarquismo Primitivista

Anarco-primitivismo é uma crítica anarquista das origens e do progresso da civilização. Primitivistas afirmam que a mudança de caçadores-coletores para a subsistência agrícola deu início à estratificação social, coerção, e alienação. Eles defendem o retorno à meios não-"civilizados" de vida através da desindustrialização, abolição da divisão de trabalho ou especialização, e o abandono da tecnologia. Existem entretanto numerosas outras formas de primitivismo, e nem todos os primitivistas apontam o mesmo fenômeno como a fonte dos problemas modernos e civilizados. Alguns, como Theodore Kaczynski, vêem apenas a Revolução Industrial como o problema, enquanto outros apontam para vários desenvolvimentos na história, como monoteísmo, escrita, o uso de ferramentas de metal, etc. Muitos anarquistas tradicionais rejeitam tal crítica da civilização enquanto outros a apóiam mas não se consideram primitivistas, como Wolfi Landstreicher. Anarco-primitivistas são frequentemente distinguidos pelo seu foco na prática de alcançar um estado selvagem pelo "rewilding" (retorno ao natural).
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MensagemAssunto: Re: O CANTINHO DO ANARQUISTA   Seg Nov 02, 2009 11:36 pm

Anarcopunk

Anarcopunk é uma vertente do movimento punk que consiste de bandas, grupos e indivíduos que promovem políticas anarquistas.
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MensagemAssunto: Re: O CANTINHO DO ANARQUISTA   Seg Nov 09, 2009 5:08 pm

Anarco-Queer

Anarco-Queer é uma vertente do anarquismo surgida na segunda metade do século XX a partir da acção e conjunção de diferentes grupos gays, lésbicas e bissexuais libertários. Tem como foco político, não a obtenção de direitos junto ao estado como os movimentos LGBT reformistas, mas a contraposição à heteronormatividade e a libertação sexual como factor necessário para outras formas de libertação.

O Anarco-Queer enquanto um movimento tem base fundacional as reflexões de Michel Foucault sobre a História da sexualidade.
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MensagemAssunto: Re: O CANTINHO DO ANARQUISTA   Qui Nov 12, 2009 11:09 pm

Anarco-Sindicalismo

Anarco-sindicalismo é a forma anarquista do sindicalismo. Anarco-sindicalistas acreditam que os sindicatos podem ser utilizados como instrumentos para mudar a sociedade, substituindo o capitalismo e o Estado por uma nova sociedade democraticamente autogerida pelos trabalhadores.
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MensagemAssunto: Re: O CANTINHO DO ANARQUISTA   Sex Nov 13, 2009 10:18 pm

Anarquismo Verde

O Anarquismo Verde, ou Eco-Anarquismo, é uma corrente anarquista que defende, como qualquer outra corrente anarquista, um movimento contra a hierarquia e qualquer forma de autoridade social, mas que parte de um ponto de vista centrado na natureza e na sua relação com ela. A maior parte dos apologistas do anarquismo verde defendem uma perspectiva de ecologia social, apontando para uma realidade humana sem hierarquia como tendo uma origem natural e biológica. O seu discurso distingue-se normalmente das outras correntes pela sua crítica à tecnologia, produto da lógica de domesticação da sociedade patriarcal, como sendo social e politicamente parcial.

O anarquismo verde defende assim uma relação estreita do homem com a natureza, em alternativa à economia da produção em massa onde ele desempenha uma pequena tarefa, reduzido ao trabalho desumano, na gigante máquina industrial, também referida como a megamáquina.
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MensagemAssunto: Re: O CANTINHO DO ANARQUISTA   Dom Nov 15, 2009 10:58 pm

Yamaguishismo

O Yamaguishismo é uma vertente anarquista pacifista comunalista que tem sua origem nas propostas do agricultor japonês Miyozo Yamaguishi apresentadas no ano de 1953. Na concepção Yamaguishista é possível transformar o mundo e superar a exploração e a competitividade, não através de uma ação revolucionária, mas por meio busca comunal pela harmonia entre a ação humana e a Natureza. Neste sentido o Yamaguishismo preza pela constituição de comunidades autônomas de abundância material e espiritual onde sem disputas todos possam viver em alegria, tais comunidades são chamadas vilas Yamaguishi.
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MensagemAssunto: Re: O CANTINHO DO ANARQUISTA   Seg Nov 16, 2009 11:52 pm

Anarquismo sem Adjectivos

Anarquismo sem Adjectivos é uma idéia que defende que diferentes escolas de pensamento anarquistas podem e devem conviver simultaneamente. Dá espaço à voluntariedade das pessoas (sobre seus corpos, mentes e bens) para eleger o tipo de associação que considere cada um mais favorável e preconiza a livre experimentação de modelos legais e econômicos.
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MensagemAssunto: Re: O CANTINHO DO ANARQUISTA   Sab Maio 01, 2010 3:55 pm

O ANARQUISMO

"Aquele que botar as mão sobre mim, para me governar, é um usurpador, um tirano.
Eu o declaro meu inimigo"

Movimento político que defende uma organização social baseada em consensos e na cooperação de indivíduos livres e autónomos, mas onde à partida sejam abolidas entre eles todas as formas de poder. A Anarquia seria assim uma sociedade sem poder, dado que os indivíduos de uma dada sociedade, se auto-organizariam de tal forma que garantiriam que todos teriam em todas as circunstâncias a mesma capacidade de decisão. Esta sociedade, objecto de inúmeras configurações, apresenta-se como uma "Utopia" (algo sem tempo ou espaço determinado). É um ideal a atingir.

As origens do anarquismo, entroncam directamente na concepção individualista dos direitos naturais defendida por John Locke. A sociedade para este filósofo inglês era o resultado de um contrato voluntário acordado entre individuos iguais em direito e em deveres. No entanto foi só a partir do final do século XVIII que o anarquismo se veio a estruturar como uma corrente política autónoma, com seguidores em toda a parte do mundo. Entre os seus teóricos contam-se pensadores tão diversos como William Godwin (1773-1836), P.J.Proudhon (1809-1865), Bakunine (1814-1870), Kropotkin (1842-1921) ou o português Silva Mendes.

A intervenção política dos anarquistas, pouco inclinados à constituição de grandes organizações, embora muito dispersa tem historicamente se centrado a sua luta na defesa de seis ideias:

1. Direitos Fundamentais dos Indivíduos. Os anarquistas, como os liberais foram os primeiros retirar das ideias de John Locke profundas implicações politicas. Em primeiro lugar a ideia da primazia do indivíduo face à sociedade. Em segundo, a ideia de que todo o indivíduo é único e possui um conjunto de direitos naturais que não podem ser posto em causa por nenhum tipo de sociedade que exista ou venha a ser criada.

2. Acção Directa. Recusando por princípio o sistema de representação, os anarquistas afirmam o valor da acção directa do indivíduo na realidade social. Este conceito foi interpretado no final do século XIX/princípios do século XX, por alguns anarquistas, como uma forma de actuação política, cometendo assassinatos de figuras políticas que diziam simbolizarem tudo aquilo que reprovavam ( a célebre propaganda por factos).

3. Crítica dos Preconceitos Ideológicos e Morais. Uma das suas facetas mais conhecidas pela sua crítica irreverente à sociedade. Com a sua crítica demolidora dos preconceitos sociais pretendem destruir todas as condicionantes mentais que possam impedir o indivíduo de ser livre e de se assumir como tal.

4. Educação Libertária. Os anarquistas viram na educação um processo de emancipação dos indivíduos, acreditando que por esta via podiam lançar as bases de um nova sociedade.

5. Auto-organização. Embora recusem qualquer forma de poder, a maioria dos anarquistas não recusa a constituição de organizações. Estas devem contudo ser o resultado de uma acção consciente e voluntária dos seus membros, mantendo entre eles uma total igualdade de forma a impedir a formação de relações de poder (dirigentes/dirigidos, representantes/representados, etc). É por esta razão que tendem desconfiar ou combater, as grandes organizações porque nelas a maioria dos indivíduos tendem a ser afastados dos processos de decisão. Os anarquistas estão desde o século XIX ligados à criação de sociedades mutualistas, cooperativas, associações de trabalhadores (sindicatos e confederações, etc), ateneus, colónias e experiências auto-gestionárias. Em todas estas formas de organização procuram em pequena ou grande escala ensaiar a sociedade que preconizam.

6. Sociedade Global. Um dos seus grandes ideais foi sempre a constituição de uma sociedade planetária que permitisse a livre circulação de pessoas ou o fim das guerras entre países. É neste sentido que alguns anarquistas, como P. Kropotkin, viram no desenvolvimento das tecnologias de comunicação e informação um meio que poderia conduzir ao advento da Anarquia.

A defesa destas ideias tem caracterizado o movimento anarquista internacional, ao longo dos seus duzentos anos de existência.

(Carlos Fontes)
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