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 AS RELIGIÕES...

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Anarca

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MensagemAssunto: Re: AS RELIGIÕES...   Qua Jan 20, 2010 9:31 pm

HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE RESISTE, HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE DIZ NÃO...

A "Terra Santa" da Igreja devem ser os bairros mais abandonados das grandes cidades e, sobretudo, o vasto mundo dos pobres, dos quase mil milhões que vegetam com menos de 73 cêntimos por dia...

A Igreja só testemunha a ressurreição quando participa na insurreição contra tudo aquilo que estraga a vida das pessoas...

É essa vontade que a leva a acreditar que aquilo que já ninguém pode fazer, Deus o faz na insurreição contra a morte...

(Bento Domingues ao jornal Público)
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Anarca

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MensagemAssunto: Re: AS RELIGIÕES...   Sab Jan 23, 2010 7:09 pm

Diz a Igreja: Tv e Net são pecado...

Passar demasiado tempo a ler jornais, a ver televisão ou a navegar na Internet são alguns dos «novos pecados» anunciados pela Igreja Católica...

(Notícia a Agência Ecclesia)


PS: Neste momento estás a pecar...
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MensagemAssunto: Re: AS RELIGIÕES...   Dom Jan 31, 2010 11:24 pm

"Tenho orgulho em ser Evangélico porque somos os pretos do Cristianismo..."

(Anónimo)
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MensagemAssunto: Re: AS RELIGIÕES...   Ter Fev 02, 2010 2:54 pm

Advertências do Padre Pinamonti para as freiras pecadoras que aspiram à licenciosidade das frivolidades carnais!...

"1. Depois de se recolher, antes de adormecer, deve por breve espaço lembrar-se dos pontos da seguinte meditação e propor ser diligente em levantar-se às suas horas.

2. Logo que despertar, torne a cuidar na mesma matéria; e para se mover a maior confusão, imagine ser um réu em prisões, atado à cadeia, convencido e levado ao tribunal para ser julgado; ou como um leproso cheio de chagas: e disposta com esses e outros semelhantes pensamentos para as meditações que correspondem àquele dia se irá vestindo.

3. Antes de dar princípio à oração, estando em pé, trará à memória que Deus está presente e que atende ao que há-de fazer; e assim humilhe-se com profunda reverência e adore a soberana Majestade.

4. No tempo da meditação, detenha-se, ou em pé, ou de joelhos, ou sentada, ou postrada em terra (se estiver em parte que ninguém a veja), elegendo a postura que mais facilmente a mova à devoção.

5. Acabada a oração, sentada, ou passeando, faça reflexão sobre a oração que tem tido, na forma que se disse acima, no fim do parágrafo terceiro.

6. Fuja com cuidado dos pensamentos que possam mover à alegria, ainda que sejam bons, buscando os que a disponham à compunção.

7. Para esse mesmo fim se há-de privar de toda a luz, tendo, enquanto estiver na cela, a janela cerrada, ao menos quando não ler ou trabalhar.

8. Abstenha-se muito do riso, e de ouvir ou falar palavras que a possam provocar a ele.

9. Guarde com muito cuidado os olhos, tendo-os baixos quando puder, para não distrair o espírito com a sobrada liberdade em olhar.

10. Ajunte às outras obras boas o exercício de alguma penitência, não só interior, arrependendo-se muito dos pecados cometidos, senão também do exterior, que é fruto da interior, castigando-se com alguma obra penal, segundo o conselho do Padre Espiritual."
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MensagemAssunto: Re: AS RELIGIÕES...   Qua Fev 03, 2010 2:53 pm

Anúncios Paroquiais

(Estas transcrições são autênticas)

Para quantos de entre vós têm filhos e não o sabem, temos um espaço preparado para as crianças.

Recordai na oração todos aqueles que estão cansados e desconfiam da nossa paróquia.

O torneio de basquet das paróquias continua com a partida da próxima quarta-feira à tarde: vinde animar-nos, enquanto procuramos derrotar Cristo Rei.

Por favor, metei as vossas ofertas dentro de um sobrescrito, juntamente com os defuntos que quereis fazer recordar.

O pároco acenderá a sua vela na do altar. O diácono acenderá a sua na do pároco e, voltando-se, acenderá um a um todos os fiéis da primeira fila.

Quarta-feira à tarde, ceia à base de feijocas no salão paroquial. Seguir-se-á o concerto.

O custo da participação na reunião sobre "oração e jejum" inclui as refeições.

O grupo de recuperação da confiança em si mesmos reúne-se na quinta-feira, às 7 da tarde. Por favor, usai a porta de trás.

Na sexta-feira, às 7 da tarde, as crianças do Oratório representarão "Hamlet" de Shakespeare, no salão da igreja. A comunidade está convidada a tomar parte nesta tragédia.

Queridas senhoras, não esqueçais a venda de beneficência! É um bom modo de vos libertardes das coisas inúteis que estorvam em casa. Trazei os vossos maridos.

O coro das pessoas de sessenta anos dissolver-se-á durante todo o Verão, com o agradecimento de toda a paróquia.

Na quinta-feira, às 5 da tarde, haverá uma reunião do grupo das mamãs. Roga-se a todas as que queiram fazer parte das mamãs que se dirijam ao pároco no cartório paroquial.

Tema da catequese de hoje: "Jesus caminha sobre as águas". A catequese de amanhã: "À procura de Jesus".
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Anarca

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MensagemAssunto: Re: AS RELIGIÕES...   Sab Fev 06, 2010 11:04 pm

A CAMINHO DE FÁTIMA...

Um peregrino a caminho de Fátima pernoita na casa duma viuva.

A meio da noite ela vai ter com ele toda nua!

Ele com medo de pecar foge e vai confessar-se.

O padre diz-lhe que vá para casa comer 5Kg de favas.

- Sr. padre eu não sou um cavalo.

- Mas és burro! Primeiro comias a viuva e depois é que te confessavas...
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MensagemAssunto: Re: AS RELIGIÕES...   Ter Fev 09, 2010 2:21 pm

Como como evitar Testemunhas de Jeová...

O Victor era um amigo meu, mais velho que eu nove ou dez anos, com o qual partilhei algumas noitadas e outras loucuras. Possuidor de uma cultura geral invulgar, era um excelente protótipo daquela geração que estava a chegar ao final da adolescência quando aconteceu o 25 de Abril de 1974; culto, de esquerda, rebelde e assumia publicamente que detestava trabalhar! Foi ele que me ensinou os primeiros acordes dissonantes e a importância de os conhecer e dominar. Com ele aprendi a gostar de jazz e bossa nova.

O Victor, ateu convicto que não suportava beatices, tinha o hábito de dormir sempre nu. Um certo domingo, depois de uma noitada até perto das seis da manhã, o Victor foi acordado às 8.30 pelo continuo tocar da campainha de sua casa. Contrariado, levantou-se e, sem vestir qualquer roupa, dirigiu-se à porta e espreitou para ver quem seria que tocava tão insistentemente. Viu duas senhoras, ambas dos seus 50 anos, vestidas com roupas de domingo e com umas revistas apoiadas nos braços cruzados. Abriu a porta, escancarando-a, e ficou, todo nu, em frente às beatas senhoras. Na sua voz rouca de ressaca disse: "Ora, muito bom dia! Faz favor?"!

As senhoras desceram as escadas a correr, sem olhar para trás. O Victor nunca mais foi incomodado durante as manhãs de ressaca!

(Diário Ateísta)
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MensagemAssunto: Re: AS RELIGIÕES...   Qua Fev 10, 2010 6:01 pm

A Missa em latim...

Qualquer pessoa sabe que Deus adora missas e carece delas para a estabilidade psíquica e facilidade das digestões.

Os crentes de várias religiões servem-lhe orações, ervas aromáticas, água turva benzida e velas acesas. O clero executa a liturgia e exulta com crentes ajoelhados ou de rastos. E Deus fica muito contente com a subserviência da clientela.

Uma das multinacionais da fé - a ICAR - já teve crentes mais convictos, frequentadores dos sacramentos e entusiastas das distracções místicas. O Papa esforça-se por chamar os devotos ao redil mas eles preferem os divertimentos mundanos à missa e à homilia.

B16 duvida da capacidade de Deus para compreender as línguas autóctones em que a missa passou a celebrar-se depois do concílio Vaticano II. Para tentar o diálogo com o patrão regressa ao latim e ao Concílio de Trento.

Deus desapareceu há muito, mas o negócio precisa de mudanças para prosperar. Com este Papa as mudanças serão sempre em marcha-atrás. É por isso que volta a missa em latim. Pode ofender judeus - advertem especialistas -, mas que mal tem para quem já queimou tantos e confia no Novo Testamento um execrável manual de anti-semitismo?

(Diário Ateísta)
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MensagemAssunto: Re: AS RELIGIÕES...   Seg Mar 01, 2010 6:46 pm

Sobre a Moral...

Um dos argumentos mais utilizados pelos crentes na defesa da utilidade religiosa é o argumento da necessidade do moralismo religioso como sustento de uma sociedade moral. Segundo este princípio, o moralismo religioso é indispensável ao funcionamento da sociedade, através da divulgação de valores de justiça e de regras de boa conduta.

Contudo, este princípio não tem qualquer fundamento. Os sistemas religiosos são sistemas fechados, relutantes à influência externa e só assimilam novos valores exteriores quando lhes é conveniente, através de um simples processo de sobrevivência ou, como quase sempre acontece, tardiamente, quando já toda a sociedade assimilou as alterações em causa.

Por serem sistemas fechados e, consequentemente, as normas morais demorarem muito tempo a sofrerem adaptações, as religiões permanecem praticamente imutáveis aos olhos de qualquer geração e as alterações só se conseguem vislumbrar, muitas vezes, numa perspectiva histórica.

Assim, como se explicaria, baseando-nos no princípio exposto no primeiro parágrafo, que os valores morais de uma religião sofram dessa imutabilidade enquanto as sociedades, com o seu dinamismo independente da religião, alterem consideravelmente os seus valores em processos que muitas vezes duram escassos anos?

Se o princípio da moral religiosa fosse válido viveríamos ainda sob a moralidade medieval, uma vez que os princípios morais religiosos dessa era ainda vigoram na sua maior parte; nos casos em que isso não acontece, a religião foi sempre a reboque das alterações impostas pela dinâmica da sociedade.

Não existem razões de facto para sustentar a superioridade de qualquer moral religiosa. A moral é fruto desse enorme empreendimento que é - e continuará a ser - a adaptação do ser humano ao mundo que o rodeia, procurando equilíbrios de justiça na busca da felicidade individual e colectiva.

(Diário Ateísta)
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MensagemAssunto: Re: AS RELIGIÕES...   Qui Mar 04, 2010 7:21 pm

«A Igreja Católica eliminou o limbo, onde a tradição católica colocava as crianças que morriam sem receber o baptismo, considerando que aquele reflectia "uma visão excessivamente restritiva da salvação".»

PS - Mas podem continuar a acreditar em tudo o resto, está bem?...
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MensagemAssunto: Re: AS RELIGIÕES...   Sex Mar 05, 2010 2:38 pm

Ossadas...

A "Terra Santa" da Igreja devem ser os bairros mais abandonados das grandes cidades e, sobretudo, o vasto mundo dos pobres, dos quase mil milhões que vegetam com menos de 73 cêntimos por dia...
A Igreja só testemunha a ressurreição quando participa na insurreição contra tudo aquilo que estraga a vida das pessoas...
É essa vontade que a leva a acreditar que aquilo que já ninguém pode fazer, Deus o faz na insurreição contra a morte...

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MensagemAssunto: Re: AS RELIGIÕES...   Sab Mar 06, 2010 9:06 pm

Orientações sexuais contidas na cartilha de ensinamentos da IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS, retirados do livro "Castigo Divino"

"Posição de quatro" - É uma das posições mais humilhantes para a mulher, pois ela fica prostrada como um animal enquanto seu parceiro ajoelhado a penetra. Animais são seres que não possuem espírito, então o homem que faz o cachorrinho com sua parceira, fica com sua alma amaldiçoada e fétida.

"Sexo Oral" - O prazer de levar um órgão sexual a boca é condenado pelas leis divinas. A boca foi feita para falar e ingerir alimentos e a língua para apreciar os sabores. A mulher engolindo o sêmen não vai ter filhos. E o homem somente sentirá dores musculares na língua ao sugar a vagina de sua parceira.

"Sexo Anal (Sodomia)" - O ânus é sujo, fétido e possui em suas paredes milhões de bactérias. É o esgoto propriamente dito. No esgoto só existe ratos, baratas e mendigos. A pessoa que sodomisa ou é sodomisada ela se iguala a um rato pestilento. Seu espírito permanece imundo e amaldiçoado. Mas o pior é quando o ato é homossexual, pois o passaporte dessa infeliz criatura já está carimbado nos confins do inferno.


Última edição por Anarca em Dom Mar 07, 2010 10:18 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: AS RELIGIÕES...   Dom Mar 07, 2010 10:16 pm

Segundo a cartilha, a maneira certa de se relacionar sexualmente com sua parceira é a seguinte:

"Posição Recomendada - O homem e a mulher devem lavar suas partes com 1 litro de água corrente misturado com uma colher de vinagre e outra de sal grosso. Após isso, a mulher deve abrir as pernas e esperar o membro enrijecido do seu parceiro para iniciar a penetração. O homem após penetrar a mulher, não deve encostar seu peito nos seios dela, deve manter uma distância pois a fêmea deve estar rezando aos santos para que seu óvulo esteja sadio ao encontrar o espermatozóide. Depois do acto sexual, os dois devem rezar, pedindo perdão pelo prazer proibido do orgasmo. Como penitência, o açoite com vara de bambu é aceito como forma de purificação."

(Do Livro Castigo Divino)
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MensagemAssunto: Re: AS RELIGIÕES...   Ter Mar 09, 2010 2:44 pm

Diz a Igreja: Tv e Net são pecado...

Passar demasiado tempo a ler jornais, a ver televisão ou a navegar na Internet são alguns dos «novos pecados» anunciados pela Igreja Católica...

(Notícia a Agência Ecclesia)
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MensagemAssunto: Re: AS RELIGIÕES...   Ter Mar 09, 2010 5:40 pm

Dois Padres em Férias

Dois padres resolveram fazer férias no Algarve. No entanto decidiram que estas deveriam ser mesmo férias e portanto nada deveria identificá-los como membros do clero.
Logo que o avião aterrou dirigiram-se a uma loja de surfistas e compraram o último grito em calções, sandálias, t-shirts, óculos de sol etc.
Na manhã seguinte, foram até à praia vestidos como verdadeiros turistas.
Estavam sentados nas suas cadeiras de praia a tomar uma caipirinha enquanto aproveitavam o calor do sol, quando uma loura em topless, de fazer qualquer um perder a cabeça, se dirigiu na sua direcção.
Os dois padres não conseguiram evitar segui-la com o olhar
Quando a jovem passou por eles, sorriu e individualmente cumprimentou-os:
- "Bom dia Senhor Padre" ... "Bom dia Senhor Padre", com um ligeiro aceno de cabeça continuando no seu caminho.
Ficaram os dois siderados, como era possível que ela os reconhecesse como padres?
No dia seguinte dirigiram-se de novo à loja de surfistas e compraram roupas ainda mais berrantes.
De novo os dois padres se dirigiram para a praia para gozar o sol, as vistas e uma caipirinha.
Eis senão quando, a mesma loura de fazer perder a cabeça, desta vez numa tanguinha ultra reveladora, se aproximou deles e os cumprimentou:
- "Bom dia Senhor Padre" ... " Bom dia Senhor Padre", após o que se dispunha seguir o seu caminho.
O padre mais velho não se conteve e chamou-a:
- "Um momento menina"...
- "Sim?" respondeu ela, com um sorriso nos lábios bem definidos e sensuais.
- "Nós de facto somos padres e temos orgulho em sê-lo, mas como conseguiu descobrir isso?"
- "Senhor Padre, sou eu...!!! A Irmã Amélia!!!" Não me reconhece??
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MensagemAssunto: Re: AS RELIGIÕES...   Sex Mar 12, 2010 11:00 pm

Ratzinger

O papado de Ratzinger tem sido pautado por um crescendo de fundamentalismo que passa pela negação crescente do concílio Vaticano II e pela recuperação das praxis mais anacrónicas da já de si anacrónica ICAR.

A última, que nos remete aos tempos tão elogiados pelo actual e último papas, a era gloriosa da Cristandade, tem a ver com a recuperação da celebração da penitência na semana dita santa.

Na realidade, esta semana «santa» foi marcada por uma série de declarações que isoladamente passariam despercebidas entre as profusas banalidades habituais emanadas da Santa Sé mas que vistas globalmente indicam inequivocamente o rumo obscurantista traçado por Ratzinger.

Assim, num claro recado aos católicos ditos «liberais» o Vaticano lembrou que «Não há Teologia católica» sem aceitação do Magistério da Igreja - isto é que ser católico implica a subordinação total aos ditames do Vaticano e é heresia pensar temas de religião pela própria cabeça.

Reforçando a mensagem aos jovens de Ratzinger para que estes rejeitem o secularismo e aquilo a que chamou «religião faça você mesmo».

Por seu lado o representante-mor do Vaticano local adverte os católicos portugueses para os perigos da ciência e da análise racional, destacando que «os discípulos de Cristo não podem cair nesta tentação (usar a razão)».

Como confirmado pelo arcebispo Piero Marini, mestre de celebrações litúrgicas pontifícias, a mais recente adição às práticas ICARianas é um rito que era tradicional em Roma até ao Renascimento, abandonado quando as teses obscurantistas tão queridas à santa madre igreja, nomeadamente as de Bernardo de Claraval (ou Clairvaux) no século XII, foram destronadas e deixou de ser heresia o novamente execrado uso da razão.

Assim, pensar pela própria cabeça continua anátema para a Igreja de Roma que, pela voz do cardeal americano James Francis Stafford, o penitenciário-mor do Vaticano, introduziu três novos pecados no léxico pecaminoso dos católicos.

Três pecados que tentam obstar a que a era da informação trespasse as idiotices da mitologia cristã permitindo assim que os crentes permaneçam no estado de santa ignorância preferido pela Igreja e pelo actual Papa, que quer os católicos longe da influência nefasta de intelectuais.

Constitui então pecado para um católico manter-se informado ou procurar informação, mais concretamente são pecados o excesso de Internet, de televisão e de jornais (em que excesso é definido em relação ao tempo que se passa a ler a Bíblia).

Aliás, a penitência agora aconselhada pela Igreja Católica, para qualquer pecado, é a leitura da Bíblia que aparentemente para os totalitários do Vaticano contém toda a informação necessária a qualquer crente.

Enfim, nada que não tivesse sido previsto:

O dia 19 de Abril de 2005, é um marco de um retrocesso civilizacional muito difícil de recuperar...
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MensagemAssunto: Re: AS RELIGIÕES...   Seg Mar 15, 2010 8:15 pm

Em 1787, numa estalem perto de Moulins, estava a morrer um velho, amigo de Diderot, formado pelos filósofos.

Os padres das redondezas estavam extenuados:

tinham tentado tudo em vão;

o homenzinho recusava os últimos sacramentos.

O Sr. de Rollebon, que passou por ali e que não acreditava em nada, apostou com o pároco de Moulins que, em menos de duas horas, seria capaz de converter o doente aos sentimentos cristãos.

O pároco aceitou a aposta, e perdeu: atacado às três horas da manhã, o doente confessou-se às cinco e morreu às sete.

«Sois, na verdade, muito forte na arte da controvérsia», reconheceu o pároco; «levais a palma aos nossos!»

«Não o controverti», respondeu o Sr. de Rollebon, «meti-lhe medo com o Inferno.»

(J. P. Sartre, A Náusea.)
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MensagemAssunto: Re: AS RELIGIÕES...   Qui Mar 18, 2010 3:48 pm

D. Carlos Azevedo diz que abusos sexuais «envergonham» a Igreja

Os casos de padres que cometeram abusos sexuais de menores «são crimes que envergonham» a Igreja católica, considera o bispo auxiliar de Lisboa, D. Carlos Azevedo, defendendo uma reflexão que «evite situações destas no futuro»

Em declarações à agência Lusa a propósito dos casos de pedofilia cometidos por religiosos tornados públicos em vários países da Europa, D. Carlos Azevedo considera que a Igreja está «a enfrentar as situações com muita verdade».

«Essa é a primeira atitude: enfrentar os casos que surgem com frontalidade, depois de se ter muita atenção àqueles que foram vítimas», avaliou.

Casos de pedofilia cometidos por religiosos vieram a público nas últimas semanas, em particular na Alemanha, Áustria, Holanda e Suíça, e têm surgido pressões, sobretudo na Alemanha, para que o papa Bento XVI tome uma posição oficial sobre a situação.

Em Portugal, o jornal i noticiou na quarta-feira que, segundo a Polícia Judiciária, dez padres foram indiciados entre 2003 e 2007 por abusos sexuais a crianças.

O bispo auxiliar de Lisboa disse desconhecer aqueles casos em concreto, mas genericamente considera que a situação «obriga toda a igreja a uma reflexão» e a «encontrar modos para preparar um futuro diferente».

«A maior parte das situações é de há 30 ou 40 anos», ressalvou.

Questionado sobre as indicações que as dioceses portuguesas dispõem para lidar com estes casos, D. Carlos Azevedo explicou que «devem ser reputados à Congregação da Doutrina da Fé, que coordena a nível interno, na Igreja, para depois avançar com algum processo. É isso que qualquer bispo deve fazer».

«Depois, que a polícia investigue, e que os tribunais julguem» os responsáveis, acrescentou.

Lusa / SOL
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MensagemAssunto: Re: AS RELIGIÕES...   Sex Mar 26, 2010 9:41 pm

AVISOS PAROQUIAIS

As mensagens que se seguem são avisos fixados nas portas de igrejas, todos eles reais (pelo menos é o que se diz), escritos com muito boa vontade mas muito má redacção:

“Quinta-feira que vem, às cinco da tarde, haverá uma reunião do grupo de mães. Todas as senhoras que desejem formar parte das mães, devem dirigir-se ao escritório do pároco.”

“As reuniões do grupo de recuperação da autoconfiança são nas sextas feiras, às oito da noite. Por favor, entrem pela porta traseira.”

“Na sexta-feira às sete, os meninos da Catequese farão uma representação da obra “Hamlet” de Shakespeare, no salão da igreja. Toda a comunidade está convidada para tomar parte nesta tragédia.”

“Prezadas senhoras, não esqueçam a próxima venda para beneficência.
É uma boa ocasião para se livrarem das coisas inúteis que há nas suas casa. Tragam os seus maridos!”

“Assunto da catequese de hoje: “Jesus caminha sobre as águas”
Assunto da catequese de amanhã: “Em busca de Jesus””

“O mês de Novembro finalizará com uma missa cantada por todos os defuntos da paróquia”
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MensagemAssunto: Re: AS RELIGIÕES...   Sab Mar 27, 2010 11:42 pm

DO ARQUIVO NACIONAL DA TORRE DO TOMBO

Sentença Proferida em 1487 no Processo Contra o Prior de Trancoso

(Autos arquivados na Torre do Tombo, armário 5, maço 7)

"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas, da própria mãe teve dois filhos.
Total: duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e três mulheres".
"El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou por em liberdade aos dezassete dias do mês de Março de 1487, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e guardar no Real Arquivo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo".


PS: Este não devia ser pedófilo...
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MensagemAssunto: Re: AS RELIGIÕES...   Qua Abr 07, 2010 4:56 pm

“Papa aplaudido de pé por Turcos depois de afirmar que é contra o uso de preservativo”
(Manchete do Notícias de Almada)
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MensagemAssunto: Re: AS RELIGIÕES...   Ter Abr 13, 2010 5:02 pm

Contra Ratzinger, seguido de uma incurável genética nacional de Autos de Fé

Vamos começar por cima, e descer até à pocilga, o que, de acordo com Hermes Trimesgisto, é exatamente o mesmo.

Sou Europeu, Português, Maior, Adulto, Vacinado, Não-Ateu e Não-Cristão, ex-votante, para nunca mais, do Partido Socialista, e venho, ao abrigo dos valores do Iluminismo e da Liberdade de Expressão, arrasar duas detestáveis figuras da nossa contemporaneidade.

Joseph Ratzinger é um Alemão, o que já não augura coisa boa, para nós, que gostamos muito mais das brisas do Mar Latino.
Da Alemanha, vieram os três pretextos para os maiores holocaustos do séc. XX: Duas Guerras Mundiais, que quase iam irradicando, da Europa, a Humanidade e a Cultura, o flagelo de Marx, o flagelo das sequelas de Nietzsche e o horrível Mito da supremacia do Caucasiano.
Faltava-nos, ainda, esta cereja, chamada Ratzinger, que, à medida que se vai tornando evidente, foi, nada mais, nada menos, do que o cérebro negro e a eminência parda que esteve por detrás de todo o progressivo e irrecuperável divórcio entre a Igreja do pós-Guerra e a Humanidade.

Ratzinger está para a Igreja como Rasputine esteve para os dias finais do Czarismo: move os cordéis da sombra e é totalmente insensível às marionetes que os seus gestos fazem sucessivamente arder.
A Igreja apenas conheceu um Papa grandioso, enorme, generoso e vidente, na segunda metade do séc. XX, Chamou-se João XXIII, o Cardeal Roncalli e, infelizmente, durou pouco.
Não é do meu tempo, mas tenho, por ele, a mais sincera das reverências, e talvez houvesse conseguido o difícil milagre de me fazer Cristão, tivéssemos nós sido contemporâneos.
Compreendeu, pela emoção, e pelo pragmatismo, duas coisas que nos parecem imediatas, mas não o são: 1) que a Igreja é uma invenção do Homem; 2) Que a aparente incompatiblidade entre Crentes, Agnósticos e Ateus se resume afinal a arranjos linguísticos elementares. Para o Crente, Deus existe mesmo; para o Agnóstico, ou, melhor, para o Humanista, para tornar a base mais lata, Deus é aceite como uma necessidade humana da infinita miséria do macaco nu; para o Ateu, Deus é uma excrescência do percurso para a Razão, mas não mata, nem mói ninguém, e é compatível com o são convívio das sociedades.
Creio que o que acabei de escrever não justificaria quaisquer guerras religiosas, quaisquer perseguições, nem quaisquer fundamentalismos: como pregou o Profeta Jesus, nos seus espantosos Evangelhos, "Não chateies e também não serás chateado".

A seu modo, e muito à maneira grega, João XXIII compreendeu que o Homem estava no centro do processo, e, discretamente, colocou "Deus" e a Igreja ao serviço do Homem, o que faria o simultâneo contento de Crentes, Agnósticos e Ateus.
Morreu precocemente, e foi substituído pela "Marquesa" Montini, usualmente conhecido por Paulo VI, nascido em berços de seda, e totalmente alheio à Modernidade, convencido de que podia integrar a longa linhagem de aristocratas sumos-pontíficies, como era tradição italiana.
Caiu no erro, e já na sombra minava Ratzinger, de inverter os termos, e de tentar colocar a Igreja e o Homem ao serviço de Deus, sabendo já que "Deus" pouco tinha, nos conturbados Anos 60, de consensual.
Foi a época dos anátemas contra os divórcios, as derivas sexuais, e quem lhe deu o bem justo cheque-mate foi Peyreffite, uma "madame", escritora e diplomata parisiense, que lhe chapou na imprensa com o nome do amante, se não me engano, o filho varão de um industrial italiano. (A coisa vem toda contada em "Propos Secrets", e quem ainda souber francês neste miserável país, que o leia).
Acobardado, e caçado na sua varanda de S. Pedro, Paulo VI caiu no erro de o ameaçar de excomunhão, naquelas feiras do relógio a que a Basílica do Vaticano assiste todos os domingos.
Dizem os contemporâneos que nunca choveram tantos telefonemas em Paris, e Peyreffite subiu à glória, enquanto "Madame" Montini mergulhava nas trevas, dizendo que "os homossexuais deviam ser todos lançados aos ratos (!)"

Creio que o que queria era ser comido por um rato, mas morreu antes disso.

A conspiração da sombra continuou então, com a execução, à velha maneira renascentista e borghiana, do Cardeal Luciani, Patriarca de Veneza, que queria abandonar o Palácio Papal, e vir viver para um apartamento de Roma, com "jeans", e na boa linha de despojamento do Cristo.
Durou um punhado de dias, enquanto a Igreja saltava de escândalo em escândalo, assassinatos de Aldo Moro, enforcamento do Presidente do Banco Ambrosiano, colocação a nu das ligações entre a Mafia Episcopal e as Lojas Maçónicas viradas para o Crime, como a célebre P2.

Ratzinger, um cobarde, que tinha tido o pavor de que as sequelas de Maio de 68 destruíssem, de vez, o peso opressor da Igreja sobre os Povos, enveredou então pelo Fundamentalismo, aproveitando a boleia do que se estava a passar no Irão.
Como intelectual, sibarítico, inteligente e florentino, entendeu que a melhor maneira seria transformar a Fé numa Crendice, para anestesiar as bases, e evitar sobressaltos de cúpula: a sua genial invenção apareceu através de um rústico, ex-mineiro polaco, João Paulo II, que, ao longo do seu sinistro Pontificado, permitiu a propagação da Sida, pelo aconselhamento do não-uso do preservativo, em pleno auge da epidemia, esmagou as subtis conquistas da sociedade civil, e, definitivamente, incompatibilizou o livre pensamento com os chavões da Igreja.

Os grandes tempos do Culto tinham terminado, e começavam os miseráveis tempos da Crendice, com pastorinhas santas, balas perdidas, transformadas em milagres, uma chusma de merceeiros elevados à categoria de beatos, e sempre um severo "não" a tudo o que não fossem as aberrações comportamentais da castração do corpo humano, composto por todas as suas partes, exceto pelo... sexo.
A sua maior criação, para o meu gosto pessoal, foi a do preservativo de rendas (!), ao qual a Igreja, e creio que a Joana Vasconcelos também não, não se opunham...
Fosse Breton vivo, e esta ia diretamente para a "Antologia do Humor Negro".

O que Ratzinger fez com João Paulo II roça a imoralidade, a indignidade, a impiedade e o sadismo: sabendo da estrutura primária do Polaco, utilizou-o em todas as frentes, vendendo viagens, banha da cobra e sorrisos, enquanto inoculava nas multidões os mais perversos princípios contra-natura a que a Humanidade assistiu, em pleno séc. XX. Para o fim, fê-lo sofrer, enquanto corpo, oferecendo-nos horríveis imagens desumanas de um homem em sofrimento, às ordens da impiedade de uma sombra, sempre de nome Ratzinger.
Após vinte anos desta monstruosidade, como muito bem diz Laura "Bouche", não havia onde arrumar o carcinoma, tais eram as suas metástases, e o Conclave resolveu então empurrar a vérmina Ratzinger para o lugar onde menos poderia provocar estragos, paradoxalmente, a Cadeira de São Pedro.

Retomando a metáfora, era Rasputine que passava de Monge a Czar.

Vamos agora subir um patamar: muitas vezes, a História tem sido injusta nos seus processos: a Revolução Francesa deveria ter sido contra Luís XV, e não contra Luís XVI; o 25 de Abril deveria ter ocorrido contra Salazar, e não contra Caetano; a queda do Comunismo deveria ter ocorrido com Estaline e não com Gorbachov, "and so on".

Hoje, quando diversas vozes se erguem na Grã-Bretanha, para uma condenação do ser que se intitula "Bento XVI", mas continua a ser o homem Joseph Ratzinger, cabeça de todos os males que entretanto ocorreram dentro da Igreja, na estrutura social, e na destruição do nível emocional que deveria ligar os Cristãos à sua Fé, uma culpa com meio século de prolongamento e agonia, essas vozes britânicas estão, por uma das raras vezes da História, a exigir que a Culpa caia sobre o verdadeiro Culpado.

A personalização do Problema Ratzinger na Pessoa Ratzinger é dos momentos mais oportunos da nossa Contemporaneidade, já que se trata de caçar o rato no momento em que julgou atingir o instante mais alto da sua impunidade.
Nunca a Humanidade, desde os Bórgias, assistiu a este escândalo de se ver, ela própria, Humanidade, mais a Igreja, e "Deus", seja Isso o que for, ao serviço de um mortal, de ar maligno, fisionomia de cadastrado, com Lombroso o leria, e de seu nome Josef Ratzinger.
Nós precisamos de ar puro, e não podemos aceitar que nos venha visitar um réptil, com palavras de condenação sobre a vida sexual dos outros, os divórcios, a liberdade de nascer e morrer, o puritanismo da condenação do outro, quando encobriu um dos mais miseráveis crimes de que o Homem é capaz: a violência das pulsões sexuais da Besta Pénis sobre o frágil corpo das crianças, dizendo, ao mesmo tempo "que os pedófilos deviam ser todos afogados", não, alma negra, Ratzinger, nós, esse nível, de impiedade e hipocrisia, não permitimos, e esperamos que tenhas, já em Lisboa, o ensaio daquilo que te espera na tua visita (?) ao Reino Unido: condenação, rejeição e profundo mal-estar.
Pela minha parte, tudo farei para que tal suceda.

O final é um pouco mais abaixo: é por Igrejas como a de Ratzinger que assistimos a autos-de-fé.
O Sistema Judicial Português, inquinado por uma revolução que nunca sofreu, pelo menos, desde os tempos da Santa Inquisição, está-se a preparar para afrontar a Opinião Pública através de uma das mais escandalosas provocações a que teremos assistido: na véspera da constituição de uma Comissão Parlamentar, para chamar à pedra o cidadão José Sócrates, por presumíveis atos de Lesa-Estado, vai haver peões que, no Baixo Vouga -- lamento, mas não tem metro perto, logo, não sei onde fica, nem sequer se existe... -- vão destruir provas e testemunhos da nossa História presente.

Uma Opinião Pública madura exigiria que se montassem piquetes de vigilância, dia e noite, para impedir, à porta dessa sinistra Comarca, a consumação desse miserável sinal do nosso atraso: o auto-de-fé da queima das Escutas de José Sócrates, no "Face Oculta".

Cidadãos, a iniciativa é vossa.

Publié par Arrebenta à l'adresse
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MensagemAssunto: Re: AS RELIGIÕES...   Ter Abr 20, 2010 11:54 pm

GESTÃO POR OBJECTIVOS...

Era uma vez uma aldeia onde viviam dois homens que tinham o mesmo nome: Joaquim Gonçalves.

Um era sacerdote e o outro, taxista.

Quis o destino que morressem no mesmo dia.

Quando chegaram ao céu, São Pedro esperava-os.

- O teu nome ?

- Joaquim Gonçalves.

- És o sacerdote ?

- Não, o taxista.

São Pedro consulta as suas notas e diz:

- Bom, ganhaste o paraíso. Levas esta túnica com fios de ouro e este ceptro de platina com incrustações de rubis. Podes entrar.

- O teu nome ?

- Joaquim Gonçalves.

- És o sacerdote ? - Sim, sou eu mesmo.

- Muito bem, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e este ceptro de ferro.

O sacerdote diz:

- Desculpe, mas deve haver engano. Eu sou o Joaquim Gonçalves, o sacerdote!

- Sim, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e...

- Não pode ser! Eu conheço o outro senhor. Era taxista, vivia na minha aldeia e era um desastre! Subia os passeios, batia com o carro todos os dias, conduzia pessimamente e assustava as pessoas. Nunca mudou, apesar das multas e repreensões policiais. E quanto a mim, passei 75 anos pregando todos os domingos na paróquia. Como é que ele recebe a túnica com fios de ouro e eu.....isto ?

- Não é nenhum engano - diz São Pedro.

- Aqui no céu, estamos a fazer uma gestão mais profissional, como a que vocês fazem lá na Terra.

- Não entendo!.

- Eu explico. Agora orientamo-nos por objectivos. É assim: durante os últimos anos, cada vez que tu pregavas, as pessoas dormiam. E cada vez que ele conduzia o táxi, as pessoas começavam a rezar. Resultados! Percebeste? Gestão por objectivos !!!
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MensagemAssunto: Re: AS RELIGIÕES...   Qua Abr 21, 2010 11:12 pm

A Hipocrisia do Celibato Católico Romano - Uma razão Patrimonial

Segundo a Igreja o celibato é o estado de solteiro que implica a abstinência de atividade sexual. Uma autêntica manipulação já que o celibato consiste na proibição para o clero secular de casar-se e não implica de nenhuma forma a obrigação de castidade. Surpreendentemente foi somente incluído no Código de Direito Canónico no ano 1917.

No cristianismo primitivo a idéia mesma de um celibato clerical teria sido considerada absurda tendo em conta que tanto Pedro como Paulo foram homens casados.

A primeira Constituição Apostólica, que data aproximadamente do ano 340, impôs uma dupla disciplina; um homem casado no momento de ordenar-se tinha a obrigação de manter o seu matrimónio, enquanto que um solteiro no mesmo caso aceitaria a obrigação de manter-se celibatário. Na prática o celibato do solteiro era optativo já que a disciplina lhe dava implicitamente a opção de casar-se antes de ordenar-se. A abstinência sexual se converteu em ideal Cristão(?!) e, numa manobra teológica em essência blasfema, a caridade como virtude principal inerente nos Evangelhos, foi substituída pela castidade... No entanto, a disciplina não pegou - e menos ainda a virtude da castidade - nos restantes séculos do primeiro milénio; a imensa maioria do clero continuava casando-se, com excepção dos mais espertos que, aceitando em aparência a disciplina, viviam em concubinato ou, pior, com amantes sucessivas.

A princípios do século V há, repentinamente, uma mudança qualitativo; uma feroz imposição do celibato sacerdotal. Houve razões para isso; por um lado uma razão patrimonial - a Igreja tinha mudado de perseguida e pobre a perseguidora e rica - o medo de que sacerdotes casados deixariam os seus bens paroquiais a suas viúvas e descendência, por outro um movimento ascético e cada vez mais anti-sexual e misógino.

Com a chegada da alta Idade Média os papas "absolutistas" intervieram decididamente no assunto. Usou o poder secular activamente para despejar as esposas dos sacerdotes de suas casas, resultando no suicídio de muitas delas. Disse Gregório: " A Igreja não pode libertar-se das garras da laicidade sem antes libertar os sacerdotes das garras de suas esposas". Com o tempo o celibato se impôs pouco a pouco com efeitos nefastos para a moral sexual. A razão principal para impô-lo tinha sido a consideração de que o matrimónio, a esposa e os filhos, impediriam a plena dedicação, de corpo e alma, do clero à Igreja. Críticos da época disseram coisas como: "a Cúria romana é o melhor exemplo de tudo o que é vicioso e infame no mundo" , "a profissão de sacerdote é o caminho mais curto para o inferno", "Roma não é a Santa Sede mas a Sede Ímpia". Os cardeais foram chamados carnais, as freiras rameiras e nos mosteiros abundavam os gays.

Na Idade Média a homossexualidade em certos mosteiros e conventos era habitual; em tempos mais recentes a prática deslocou-se para os seminários e colégios religiosos.

A Igreja logrou finalmente impôr o celibato, depois de tantos séculos, no Concílio de Trento, não obstante a declarada oposição tanto do Imperador Fernando como de muitos outros soberanos. O raciocínio foi o seguinte: como a Igreja é uma instituição absolutista e hierárquica, precisa de operários cegamente entregues à instituição e somente o celibato - sem a distração de problemas familiares - podia garantir tal entrega absoluta; o sacerdócio deixaría de ser a livre entrega a Deus e se converteria num serviço coaccionado ao papado, com o sacerdote como prisioneiro do sistema.

Por outro lado foram acordadas as condições para o recrutamento sacerdotal (idade, ciência adquirida, independência material) alem de estabelecer-se a criação de seminários episcopais para a formação sacerdotal. Como durante a sua estadia no seminário se suprimia a libido com acrescentamentos de preparados de cânfora à comida - como até há pouco se fazia com os recrutas nos exércitos - os seminaristas ordenavam-se sacerdotes sem nenhuma idéia do sexo e menos ainda da privação que significava o celibato.O celibato se impôs mas desde logo a castidade não. Como diz o ditado: " a privação é causa de apetite".

No século XVII havia que inventar o confessionário para assegurar o anonimato das penitentes e para evitar, em caso da confissão de pecados sexuais, a exigência de favores sexuais por parte de confessores chantagistas, um pecado conhecido como "solicitar", muito comum antes, e depois, da existência dos confessionários.

A partir da metade do século XIX a moralidade sexual do clero católico romano tornou-se mais "vitoriana" em todo o Ocidente. Ou seja, continuou mais ou menos como antes mas tornou-se mais subterrânea. Houve mais comportamento puritano para a galeria e mais hipocrisia; muita descrição e encobrimento de crimes sexuais para evitar escândalos que eram muito mal vistos.
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MensagemAssunto: Re: AS RELIGIÕES...   Sex Abr 23, 2010 5:27 pm

Bento XVI processado por encobrimento de pedofilia

O Papa Bento XVI foi esta quinta-feira formalmente processado judicialmente nos Estados Unidos (EUA) por alegado encobrimento de abusos sexuais por um padre de Wisconsin acusado de molestar pelo menos 200 crianças surdas entre 1950 e 1975.

A acção contra Bento XVI e altos funcionários do Vaticano foi apresentada pelo advogado Jeff Anderson, que esclareceu que o queixoso foi estudante na escola para surdos nos subúrbios de Milwaukee e vítima de alegados abusos por parte do reverendo Lawrence Murphy.

A identidade do autor da ação não foi divulgada.

O processo refere ainda que o queixoso, que é do estado de Illinois, enviou em 1995 duas cartas ao Vaticano em que relatou os abusos e pediu ajuda, não tendo recebido resposta.

A acção requerer o acesso a arquivos confidenciais do Vaticano que contêm informações sobre alegações de abusos por membros do clero e compensações monetárias não especificadas.

(Destak/Lusa)
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