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 A CLEPTOCRACIA PORTUGUESA

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Anarca



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MensagemAssunto: ELES AGRADECEM O TEU VOTO...   Sab Jun 13, 2009 6:46 pm

Silva Lopes, 77 anos, nomeado Administrador da EDP Renováveis

É mesmo abusar da idade do pobre coitado...

SILVA LOPES, com 77 (setenta e sete) anos de idade, ex-Administrador do Montepio Geral, onde saiu há pouco tempo com uma indemnização de mais de 400.000 euros, acrescidos de varias reformas que tem, uma das quais do Banco de Portugal como ex-governador.

Logo que saiu do Montepio foi nomeado Administrador da EDP RENOVAVEIS, empresa do Grupo EDP.

E logo ele, Silva Lopes que foi o tal que afirmou ser necessário o congelamento de salários e o não aumento do salário minimo nacional, por causa da competividade da economia portuguesa.

Claro que isto não se faz e deviam ter mais respeito pela idade.

(Notícias do Douro)
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: A CLEPTOCRACIA PORTUGUESA   Dom Jun 14, 2009 8:36 pm

O MAL NÃO ESTÁ NOS POLÍTICOS. ESTÁ EM NÓS

Por: João César das Neves
professor universitário

Portugal está desanimado e todos os lamentos indicam a causa: os políticos não prestam. Quase se apalpa a desorientação e falta de liderança. As declarações públicas, muito variadas, partilham um elemento comum: ninguém faz ideia do rumo do País. Fala-se, propõe-se, sobretudo denuncia-se e critica-se, mas não se apresenta um objectivo claro e uma forma realista de lá chegar. No entanto, temos de o dizer, os políticos actuais não são piores que os anteriores.

Por que razão estão tão perdidos?

O que mudou foi o País. Aliás, o drama actual é consequência do sucesso dos políticos. Depois dos terríveis choques da revolução de Abril e da adesão à Europa, as instituições portuguesas estabilizaram. Mas a calma fez regressar o pior da cultura lusa. Surgiram as classes instaladas, direitos adquiridos, interesses organizados. Voltámos à esclerose social que destruiu o tempo de D. Fernando, D. João III, D. Carlos e Afonso Costa. Mas a era da informação e globalização não se compadece com corporativismos, privilégios e condicionamentos industriais. Este é o busílis da questão que nenhuma força política se atreve a enfrentar.

O problema mais grave do País está no confronto entre contribuintes e grupos de interesse. Infelizmente essas duas forças diluem-se na sociedade, não são bem definidas e, em certa medida, coincidem. Mas através do Orçamento do Estado metade do produto nacional é retirada a uns para ser dada a outros. Esta redistribuição, em geral saudável e necessária, passou a incluir grandes desvios para actividades fúteis ou até nocivas. Burocracias, subsídios, bloqueios, estudos técnicos, funcionários inúteis, inspectores fanáticos, professores sem aulas, planos tecnológicos.

Como é óbvio, os interesses instalados instalam-se em primeiro lugar nos próprios partidos. No PCP chamam-se "sindicatos", no PP "classe média", no BE "povo", no PS e PSD chamam-se "forças vivas", mas são sempre os mesmos e todos querem a mesma coisa, manter as regalias que o sistema lhes dá.
O Governo e o PS, como antes o PSD, enchem a boca com as reformas, fizeram algumas e criaram conflitos. Mas nunca estiveram realmente convencidos da sua justeza. Após três anos concretizaram muito menos do que disseram. Vivem hoje um misto de embriaguez de poder e de temor da ressaca. Do PSD pode dizer-se o mesmo, hoje com mais ressaca que embriaguez. Ambos sacrificam as ideias aos cargos.

Igual simetria se vê entre o CDS-PP e o BE. Aí as ideias são sacrificadas às próprias ideias. Sempre indefinidos em termos ideológicos, já passaram por várias posições opostas. O PP foi liberal, democrata-cristão e conservador, pró e antieuropeu. O BE assume uma salgalhada que vai do ecologismo ao trotskismo e ao maoísmo, sem sequer tentar a síntese.

A diferença é que os populares anseiam, enquanto os bloquistas desprezam o poder. Mas o valor de ambos é a denúncia e a crítica, nunca a solução e a construção.

O PCP é um caso à parte, o único partido com ideias claras sobre o futuro. Só que as suas ideias são do passado. Há muito tempo que não as vêem e, pelo cheiro, começam a suspeitar que estejam fora de prazo.

Entretanto o Estado está totalmente absorvido consigo próprio e alheio às questões sociais. A administração passa a vida a olhar para o umbigo. É espantoso como as discussões e debates, reformas, políticas, medidas e discursos quase só têm a ver com funcionários e servidores públicos. Nunca se fala ou se lida com cidadãos ou utentes, a não ser para os acusar de evasão fiscal e violação de regulamentos.

O País, que defronta desemprego e globalização, atrasos na justiça e custos da saúde, confusão na educação e aumento da criminalidade, não vê ninguém que o inspire. Existe uma patente incapacidade das instituições para entenderem, quanto mais lidarem com a situação nacional. A democracia funciona e ainda podemos evitar o pior. Este não é um Estado falhado, como o rotativismo liberal ou a Primeira República. Mas é preciso perceber que o mal não vem dos políticos mas da esclerose.
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: A CLEPTOCRACIA PORTUGUESA   Seg Jun 15, 2009 12:36 pm

O BANDO DE ARGEL

O blogue de Patrícia McGowan Pinheiro, que também assina Patrícia Lança, merece uma visita.

Filha de pai português e mãe de origem irlandesa, dissidente do Partido Comunista Britânico, viveu de 1962 a 1966 na Argélia, onde foi redactora do "Révolution Africaine".

Foi por lá que conheceu o bando de Argel.

Ficou a saber a vidinha e as boas acções de Manuel Alegre, Piteira Santos e Tito de Morais, entre outros figurões de estalo.

O assunto inspirou-lhe um livro, justamente intitulado «O Bando de Argel», que a autora reeditou em 1998 pela Contra-Regra, sob o título de «Misérias do Exílio - Os últimos meses de Humberto Delgado».

Neste livro - com cópias de pormenores e apêndices documentais – refere que o general foi despachado pelos interesses coligados do Partido Comunista e do bando de Argel.

Oito citações do referido livro:

"A Frente Patriótica de Libertação Nacional foi o título pomposo de um pequeno grupo de pessoas cujo fim era o aproveitamento de acções e sacrifícios feitos por outros." (pág. 27)

"Assim, a direcção da FPLN passou a ter uma valiosa arma contra a dissidência. Foram ao ponto de exigir que, à chegada, os portugueses lhes entregassem os passaportes". (pág. 46)

"Contudo, o problema do general [Humberto Delgado] subsistia. Tornara-se definitivamente anti-comunista. Seria ainda mais perigoso para o partido fora da Argélia - em contacto com os núcleos de exilados em várias capitais. E terrivelmente mais perigoso se, porventura, entrasse clandestinamente em Portugal. Era uma testemunha viva da incompetência e corrupção moral de certos prestigiados «anti-fascistas». Preso em Portugal ou livre na clandestinidade constituiria uma ameaça terrível para os projectos do Partido Comunista". (pág. 82)

"Na rádio Voz da Liberdade, o major Ervedosa e Manuel Alegre insultavam Delgado." (pág. 89)

"Durante esses dois meses de angústia [desaparecimento de Delgado], foram os dirigentes da Frente Patriótica - Fernando Piteira Santos, Manuel Tito de Morais, Pedro Ramos de Almeida e Manuel Alegre - que envidaram todos os esforços para bloquear a realização de um inquérito e, caso o general estivesse preso ou com vida, quaisquer tentativas para o salvar". (págs. 89-90)

"Quando eu e os meus amigos soubemos, no dia seguinte, que os dirigentes da Frente Patriótica tentaram apoderar-se do arquivo do general, a conclusão foi unânime: só teriam essa desfaçatez se tivessem a certeza absoluta que Delgado já não voltaria mais". (pág. 90)

"Só depois da descoberta dos cadáveres, anunciada no dia 27 de Abril, é que a Frente Patriótica abandonou a tese de uma «operação publicitária» por parte do general; só então, quando o mundo inteiro já sabia da morte do general, é que eles começaram a emitir protestos e apelos (...)" (pág. 91)

"(...) a sua actividade [de Humberto Delgado] é prejudicial à unidade anti-fascista e a sua pessoa não interessa ao futuro democrático do país." (p. 226, excerto de um comunicado da FPLN, de 23 de Março de 1965)

PS - Que democracia se podia esperar desta gente?...
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Anarca



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MensagemAssunto: A CLEPTOCRACIA PORTUGUESA   Seg Jun 22, 2009 6:13 pm

Banco de Portugal falha cooperação

A Provedoria de Justiça acusa o Banco de Portugal, presidido por Vítor Constâncio, de não ter feito o suficiente para implementar as recomendações sugeridas por aquele órgão.

De acordo com o relatório de 2008 enviado pela Provedoria à Assembleia da República, citado pela edição desta segunda-feira do ‘Diário Económico’, o banco central português tem mostrado problemas de comunicação.

Em causa estão, assinala a Provedoria, reclamações recebidas por este órgão e pedidos de colaboração para efeitos de instrução de processos, sendo que a cooperação do Banco de Portugal ficou “bastante aquém do desejado”.

(Correio da Manhã)


Última edição por Anarca em Seg Nov 15, 2010 2:11 pm, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: A CLEPTOCRACIA PORTUGUESA   Seg Jun 22, 2009 6:20 pm

Esta passou-se mesmo comigo...

Fiz uma queixa ao Banco de Portugal sobre ilegalidades cometidas por um Banco...

O Banco em causa mentiu descaradamente ao Banco de Portugal...

Apresentei provas documentais ao Banco de Portugal de que estava a ser enganado...

Até hoje...
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: A CLEPTOCRACIA PORTUGUESA   Ter Jun 23, 2009 11:51 am

Bruno Carvalho garante: Viera está fora da corrida

Os estatutos do Benfica impossibilitam Luís Filipe Vieira de se recandidatar à presidência do clube nos próximos seis anos por este se ter demitido do cargo por razões eleitorais, revelou hoje o empresário Bruno Carvalho.

O director-geral do Porto Canal, que hoje formalizou a sua candidatura à liderança dos "encarnados", apresentou um estudo jurídico que conclui que o presidente demissionário e todos os elementos dos órgãos sociais que com ele apresentaram a demissão estão impedidos de ir a votos.

"À luz dos estatutos, o senhor Luís Filipe Vieira não se pode candidatar. Ficou bem claro que Luís Filipe Vieira não tem capacidade para se apresentar nas próximas eleições do Benfica e não vai poder ser eleito nos próximos seis anos", afirmou Bruno Carvalho, em conferência de imprensa, que durou mais de um hora num hotel de Lisboa.

De acordo com uma análise jurídica encomendada pela candidatura do empresário, e efectuada pelo advogado Francisco Pimentel, os estatutos do Benfica foram violados a partir do momento que o presidente da Assembleia-Geral, Manuel Vilarinho, assumiu num programa televisivo que a demissão foi baseada numa "estratégia eleitoral" de Luís Filipe Vieira.

"O pedido de demissão em bloco dos titulares dos órgãos sociais, confessadamente orientado por razões de estratégia eleitoral, infringe de forma clara e ostensiva os deveres estipulados no artigo 22.º dos Estatutos, designadamente no que respeita ao mais exemplar desinteresse que onera os titulares dos órgãos sociais no exercício dos seus cargos e cumprimento dos seus mandatos", esclarece o estudo.

Sendo assim, e ainda segundo o documento, "o n.º 5 do artigo 22.º dos Estatutos determina, sem mais, que a violação do n.º 2 desse mesmo artigo implica a imediata perda de mandato dos membros dos órgãos sociais e a impossibilidade dos mesmos poderem exercer qualquer cargo social durante seis anos".

Baseando-se na conclusão do estudo, Bruno Carvalho mostrou-se confiante em que Manuel Vilarinho "tome a decisão correcta à luz dos estatutos".

"Acreditamos que o presidente da Mesa da Assembleia-Geral vá olhar para os estatutos e interpretar como qualquer pessoa interpreta. É um caso claríssimo. Se não acontecer, teremos que accionar os mecanismos jurídicos legais para fazer cumprir os estatutos", frisou o empresário.

O mesmo estudo do advogado Francisco Pimentel demonstra também que Bruno Carvalho tem "todos os requisitos para se candidatar à presidência do Benfica".

"Embora apenas lhe tenha sido atribuída a qualidade de sócio efectivo há menos tempo, goza indubitavelmente do direito de ser eleito para os órgãos sociais", lê-se no documento, lembrando que o actual director do Porto Canal soma mais de cinco anos como sócio auxiliar.

"Ao sócio auxiliar que passe a efectivo são concedidos todos os direitos inerentes a esta categoria, incluindo o direito de ser eleito para os órgãos sociais e de desempenhar o respectivo cargo, desde que naquela qualidade de sócio auxiliar preencha as condições exigidas para os sócios efectivos, isto é, que tenha mais de cinco anos consecutivos de filiação associativa", esclarece o estudo.

Assumindo-se como o único candidato às eleições de 03 de Julho, e sendo assim o próximo presidente do Benfica, Bruno Carvalho admitiu que não gosta de "vencer na secretaria" e prometeu um novo escrutínio num período de seis meses.

"Assim que for eleito presidente do Benfica vou pedir a realização de uma assembleia-geral onde vou propor novas eleições. Desta forma, qualquer candidatura, seja ela de quem for, terá todo o tempo para se preparar e assim repor a democraticidade dentro do Benfica", referiu.

Apesar de, anteriormente, ter assumido que Carlos Azenha seria o seu treinador, Bruno Carvalho revelou que, caso "Jorge Jesus se enquadre no projecto, continuará a ser o técnico" do clube da Luz.

As eleições do Benfica estavam inicialmente marcadas para Outubro, mas os membros dos órgãos sociais demitiram-se em bloco, o que provocou a antecipação do acto eleitoral para 03 de Julho.

(Diário de Notícias)
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MensagemAssunto: Re: A CLEPTOCRACIA PORTUGUESA   Seg Jun 29, 2009 6:10 pm

Ex-administradores da Gebalis vão a julgamento

Três ex-administradores da empresa municipal que gere os bairros sociais de Lisboa, a Gebalis, vão a julgamento pronunciados pelos crimes de peculato e administração danosa, refevou fonte judicial.

A decisão do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa, que confirmou na totalidade a acusação do Ministério Público, abrange os ex-administradores da Gebalis Francisco Ribeiro, Mário Peças e Clara Costa.

A mesma fonte indicou que a decisão do TIC de Lisboa não admite recurso.

Francisco Ribeiro, Mário Peças e Clara Costa são acusados de terem causado um prejuízo à empresa num montante aproximado de 200 mil euros.

(Correio da Manhã)
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MensagemAssunto: Re: A CLEPTOCRACIA PORTUGUESA   Ter Jun 30, 2009 10:07 pm

Autarca acumula milhões

Armindo Costa tem dois milhões em poupanças e fortuna elevada em casas e empresas

Armindo Costa, presidente da Câmara de Famalicão, é o autarca mais rico do País, com poupanças declaradas que ultrapassam os dois milhões de euros. Tem oito empresas e oito casas, em Portugal, no Brasil e em Cabo Verde. E foi, que seja conhecido, o único autarca que viu os seus negócios serem investigados no âmbito da ‘Operação Furacão’.

A última declaração de rendimentos de Armindo Costa entregue no Tribunal Constitucional reporta ao ano de 2005. Declarou rendimentos de cerca de 63 mil euros. Depois disso, o autarca nunca mais entregou qualquer documento, conforme a lei obriga, encontrando-se na situação de incumprimento. Ainda assim, e fazendo contas à última declaração, Armindo Costa continua no topo da tabela dos mais ricos.

Só a zona residencial do autarca, na freguesia de Cruz, em Vila Nova de Famalicão, junto à EN14, não deixa dúvidas. É imponente, luxuosa e com todos os extras, que passam por campo de ténis, piscina e uma discoteca na cave da moradia principal. No mesmo espaço há outras casas mais pequenas, que construiu para residência dos filhos. Tem várias empregadas para tratar do majestoso conjunto de moradias e equipamentos de lazer. O valor do espaço ultrapassa vários milhões.

Antes de se dedicar à política, com o apoio do PSD, Armindo Costa já tinha construído um vasto império de negócios mas suspeitas de enriquecimento ilícito caíram-lhe em cima quando, em finais do ano de 2006, a empresa foi alvo de buscas no âmbito da ‘Operação Furacão’, a mega-investigação que se estendeu à Banca e que girava em torno de suspeitas de branqueamento de capitais e fraudes fiscais. Os resultados desta operação ainda não são conhecidos.

Armindo Costa é presidente da Câmara de Vila Nova de Famalicão desde 2002. Vai no segundo mandato e é candidato ao terceiro e último. O arquitecto e empresário já nasceu rico antes de ser autarca mas o património continua a aumentar.

Contactado pelo CM, Armindo Costa não se mostrou disponível para esclarecer o património. O assessor de imprensa lembrou apenas que o autarca é um empresário de sucesso e que não tem o hábito de comentar os bens que possui.

(Correio da Manhã)
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MensagemAssunto: Re: A CLEPTOCRACIA PORTUGUESA   Qua Jul 01, 2009 5:36 pm

Luís Patrão ganha 7000 euros por mês na TAP

Gestor acumula cargo com presidência do Turismo de Portugal

O ex-chefe de gabinete de José Sócrates ganhou, em 2008, como vogal do Conselho Geral e de Supervisão (CGS) da TAP 98 mil euros. Com este salário anual, referida no Mapa de Remunerações dos Órgãos Sociais, Luís Patrão, que é também presidente do Instituto de Turismo de Portugal (ITP) desde Maio de 2006, recebeu da TAP, durante 14 meses, um ordenado mensal fixo de sete mil euros, valor superior ao vencimento do próprio primeiro-ministro.

Luís Patrão acumula três cargos desde que trocou a chefia do gabinete de José Sócrates pela presidência do ITP: a par da liderança do IPT, onde terá um salário mensal de cerca de 10 mil euros, Patrão é membro do CGS da TAP e vogal da administração da ENATUR, onde não tem remuneração.

Como vogal do CGS da TAP, Patrão tem, tal como os restantes seis vogais desse órgão, um salário mensal fixo de quatro mil euros, a que acresce um ordenado mensal complementar de três mil euros por ser membro da comissão especializada de sustentabilidade e governo societário, nos termos do Estatuto Remuneratório do mandato 2006-2008. No ano passado, essa comissão fez, segundo o relatório de Sustentabilidade da TAP, cinco reuniões para tratar de assuntos da TAP, SGPS e outras tantas para abordar temas da TAP, SA. Ao todo, em 14 meses de salário, aquela comissão realizou dez reuniões, com uma taxa de participação de 91 por cento.

O CM tentou falar ontem com Luís Patrão, através do assessor de imprensa, mas tal não foi possível até ao fecho da edição.

(Correio da Manhã)
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MensagemAssunto: Re: A CLEPTOCRACIA PORTUGUESA   Qua Jul 01, 2009 9:30 pm

"Votar Vital Moreira é votar José Sócrates".
Paulo Portas, Lusa, 26-05-09

"Em Portugal, é a mesma coisa votar PSD ou CDS, porque no Parlamento Europeu há apenas PPE".
Vital Moreira, jantar-comício na Feira, Lusa, 25-05-09

"Os portugueses sabem que o PS e o PSD estão juntos no Banco de Portugal, juntos na Caixa Geral de Depósitos, juntos na Galp, juntos nas empresas públicas”.
Paulo Portas, Lusa, 26-05-09

"Estamos a assistir a uma revolução na educação".
Vital Moreira, no final de uma visita à Escola Básica Paulo Quintela de Bragança, Lusa, 26-05-09

"Talvez seja verdade, mas, como todas as revoluções atravessam um período do terror, a começar pela Revolução Francesa, nós devemos ter vivido durante estes quatro anos e meio nesse período".
Paulo Rangel, na Universidade do Minho, Lusa 26-05-09.

"Usem o voto como forma de falar, como forma de dizer a quem manda que isto não pode continuar assim, isto deve mudar, é necessário que a justiça seja introduzida nas nossas vida, já agora começando pela economia porque é aquilo que está a apertar o cinto a toda a gente".
Miguel Portas, perante uma plateia de estudantes da escola profissional de Salvaterra de Magos, Lusa, 26-05-09

"No voto, o pobre pode mandar tanto como o rico, com uma particularidade, há mais pobres que ricos."
Idem, ibidem

"O Bloco de Esquerda é federalista! Não é soberanista! É federalista".
Ilda Figueiredo, i, 26-05-09

"Eu não acredito numa Europa federalista".
Nuno Melo, TSF, 26-05-09
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MensagemAssunto: Re: A CLEPTOCRACIA PORTUGUESA   Qua Jul 01, 2009 10:10 pm

É um País de gatunos e corruptos. O voto branco já não serve.
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MensagemAssunto: Re: A CLEPTOCRACIA PORTUGUESA   Sex Jul 03, 2009 6:35 pm

Portugueses não reconhecem independência dos tribunais e estão insatisfeitos com democracia

A maioria dos portugueses está pouco ou nada satisfeita com a democracia, tem má opinião dos políticos e acha que a Justiça em Portugal discrimina ricos e pobres

As conclusões são do estudo encomendado pela SEDES (Associação para o Desenvolvimento Económico e Social) ao Instituto de Ciências _Sociais da Universidade de Lisboa e que hoje é apresentado no congresso A qualidade da democracia e o pós-crise , em Lisboa.

A maioria (51%) dos interrogados está pouco ou nada satisfeita com a democracia e apenas 9% se dizem bastante satisfeitos.

A Justiça é uma das razões para esse desagrado, já que mais de dois em cada três inquiridos acham que os cidadãos recebem tratamentos distintos dos tribunais, consoante a sua condição socioeconómica.

Pedro Magalhães, redactor das conclusões do estudo, diz mesmo que o inquérito mostra que a Justiça constitui «um dos pontos mais críticos do funcionamento da democracia em Portugal» .

Cerca de 82% por portugueses entendem que os tribunais tratam distintamente ricos e pobres e 79% acham que há discriminação no tratamento judicial entre um político e um cidadão comum.

A maioria não toma como certo que os tribunais sejam independentes do poder político e sente-se desincentivada a recorrer à Justiça para defender os seus direitos.

Há também a percepção de que os políticos se preocupam excessivamente com os seus interesses pessoais e que as decisões dos governantes ignoram as opiniões dos cidadãos.

No âmbito das liberdades individuais, 38% sentem-se pouco ou nada livres para dizer o que pensam, mas mais de 72% estão à vontade para votar em quem querem, sem sofrerem quaisquer pressões. Há também a percepção de que um indivíduo se pode juntar livremente a uma associação ou organização.


Última edição por Anarca em Sex Nov 12, 2010 9:36 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: A CLEPTOCRACIA PORTUGUESA   Sab Jul 04, 2009 1:51 pm

Portugueses sentem-se traídos pelos políticos

Inquérito da SEDES conclui que maioria dos eleitores não confia no Poder

Os portugueses estão descrentes. Sentem que os eleitos não atendem às suas expectativas. Esta percepção e a de que a Justiça não funciona contribuem para a sua ideia de que a qualidade da democracia é baixa.

Que os portugueses são dos cidadãos europeus mais insatisfeitos com o funcionamento do seu regime democrático já se sabia desde finais dos anos 80 através de estudos que o confirmam. O que está por detrás dessa insatisfação é algo que só mais recentemente tem vindo a ser explorado.

O estudo "A Qualidade da Democracia em Portugal: A Perspectiva dos Cidadãos", apresentado ontem por Pedro Magalhães no congresso da Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (SEDES) revela que o funcionamento da Justiça e do Estado de direito é dos pontos mais críticos do funcionamento da democracia em Portugal.

Num debate que decorreu no Instituto de Defesa Nacional, o investigador do Instituto as Ciências Sociais da Universidade de Lisboa destacou que "maiorias muito expressivas consideram que diferentes classes de cidadãos recebem tratamento desigual em face da lei e da Justiça, e a maioria sente-se desincentivada de recorrer aos tribunais para defender os seus direitos".

Mas há mais. Uma média de "mais de dois em cada três eleitores partilham a percepção de não terem qualquer influência nas decisões políticas e pensam que os políticos se preocupam exclusivamente com interesses pessoais. Além disso, percepcionam que a sua opinião não é tomada em conta nas opções dos governantes e que não há sintonia entre aquilo que consideram ser prioritário para o país e aquilo a que os Governos dão prioridade".

Estas percepções que foram agrupadas na dimensão designada "responsividade" da classe política são aquelas que mais se relacionam com a insatisfação geral com o funcionamento da democracia. "Prevalece claramente a ideia de que os eleitos não atendem às expectativas e interesses dos eleitores, e é essa ideia que mais está relacionada com a percepção de uma baixa qualidade geral do regime", sublinhou também Pedro Magalhães.

"Todos devemos olhar para estes resultados e estar preocupados com eles, e não ficar satisfeitos apenas com as coisas positivas, mas também estarmos preocupados com alguns aspectos. É uma função de todos os portugueses, a democracia é para todos", salientou o chairman da Luís Campos e Cunha, citado pela Lusa.

A avaliação dos portugueses é negativa ainda noutras dimensões. "Predomina o cepticismo quanto às qualidades do nosso sistema eleitoral. A maior parte dos inquiridos vê o Governo como estando condicionado por factores externos (situação económica internacional, poderes económicos e prioridades de outros governos). E as mulheres, em particular, percepcionam "uma tendencial desigualdade nas oportunidades reais de participação política em Portugal".

Em suma, o estudo diz que 51% dos cidadãos não estão satisfeitos com a democracia e destes 16% dizem-se "nada satisfeitos".

O facto de a maioria dos portugueses considerar que os governantes não assumem como prioridade os mesmos problemas que os eleitores identificam como os mais graves no país já surgia antes, em outros inquéritos, mas agora mostra "um alto grau de 'distância ao poder' e desafeição dos portugueses em relação ao poder", disse por sua vez Pedro Magalhães.

O inquérito foi realizado pela Intercampus entre os dias 13 e 23 de Março numa amostra de 1003 inquiridos com mais de 18 anos residente em Portugal continental. Os inquiridos foram seleccionados através do método de quotas e a informação foi recolhida por entrevista directa e pessoal na residência dos inquiridos.

(Jornal de Noticias)
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MensagemAssunto: Re: A CLEPTOCRACIA PORTUGUESA   Dom Jul 05, 2009 9:42 pm

Eleições - O PSD põe em causa duplas candidaturas do PS ao Parlamento Europeu e a autarquias

O PSD desafiou hoje o PS a assumir as consequências da sua decisão de impedir duplas candidaturas a autarquias e à Assembleia da República, aplicando-a também a candidaturas paralelas ao Parlamento Europeu e a autarquias

Em declarações à Lusa, o vice-presidente do PSD, Aguiar Branco, reagia à orientação anunciada sexta-feira pelo PS de que os candidatos a presidentes de câmara não devem candidatar-se em simultâneo a deputados à Assembleia da República

"O PSD entende que esta posição do Partido Socialista revela uma forte desorientação, uma grave hipocrisia e um desesperado eleitoralismo", afirmou Aguiar Branco.

"O PS navega ao sabor do vento eleitoral, porque, ou este critério não passa de um mero anúncio e por isso não tem consequências, ou tem que ter consequências", sublinhou.

Na sua perspectiva, "das duas uma": ou Ana Gomes e Elisa Ferreira renunciam no dia 14 de Julho às suas tomadas de posse como deputadas europeias e mantêm as candidaturas autárquicas, ou renunciam a estas e mantêm aquelas.

"Esta será a consequência prática daquilo que até a este momento não passa de um mero anúncio", afirmou Aguiar Branco, sublinhando que "os portugueses têm de ser confrontados com essa realidade nas eleições autárquicas".

Se isso não acontecer, acrescentou, "significa que estamos perante aquilo a que este governo nos habituou ao longo dos últimos quatro anos e meio, a actos que constituem anúncios e que depois, na prática, não se verificam", ou seja, que "não são mais do que propaganda eleitoral e consequentemente não podem ser levados a sério".

Em declarações aos jornalistas à margem do Fórum Novas Fronteiras, que decorreu em Lisboa, o porta-voz do PS, João Tiago Silveira, considerou que a orientação, tomada sexta-feira entre o secretário-geral do PS, José Sócrates e os presidentes das federações socialistas, "eleva a qualidade da democracia".

(Lusa/SOL)
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MensagemAssunto: Re: A CLEPTOCRACIA PORTUGUESA   Dom Jul 05, 2009 10:25 pm

Vilarinho "cagando" para impugnação Judicial

Manuel Vilarinho ainda estava a preparar o discurso a ler na apresentação dos resultados das eleições quando foi abordado por um jornalista da RTP. Este último confrontou o presidente da mesa da Assembleia Geral demissionário com a possibilidade de uma impugnação dos resultados do escrutínio vencido por Luís Filipe Vieira, e respondeu... desta forma: "Se não estivesse a falar para a rádio, diria: 'estou-me cagando!'". O jornalista da estação estatal lá ajudou, relembrando que Vilarinho falava, de facto, para a... Rádio Televisão Portuguesa.

(O Jogo)


Última edição por Anarca em Sex Nov 12, 2010 9:36 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: A CLEPTOCRACIA PORTUGUESA   Qua Jul 08, 2009 11:59 am

“Gestão danosa de Horta e Costa”

PJ pede acusações para administradores e autarcas de Coimbra

Quando venderam um prédio dos CTT em Coimbra por 14,9 milhões de euros a uma empresa que, ao fim de meia hora, revendeu aquele imóvel por mais cinco milhões, os cinco administradores da companhia do Estado "praticaram o crime de gestão danosa, entre outros". É o caso do presidente Carlos Horta e Costa, que em 2003 aprovou o negócio, conclui a Unidade de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária.

Esta investigação começou em 2007, sendo passada a pente-fino toda a gestão de Horta e Costa. E incidiu, por entre 23 casos, na venda de um edifício dos CTT em Coimbra à empresa Demagre por 14,9 milhões de euros, que revendeu o imóvel à Gespatrimónio, do Grupo Espírito Santo, por 20 milhões no mesmo dia de Janeiro de 2003. Ontem, à TVI, Horta e Costa disse não aceitar nem concordar com o relatório final da PJ.

O negócio terá rendido 1,6 milhões de euros em luvas, distribuídas em momentos diferentes por vários intervenientes no negócio. E entre os beneficiários das comissões, conclui a PJ no final da investigação que remete ao Ministério Público, estão políticos.

Enquanto o presidente da Câmara de Coimbra, Carlos Encarnação, e o vereador João Rebelo estão indiciados pelo crime de prevaricação; o também vereador Luís Vilar tem ainda uma proposta de acusação por corrupção passiva.

(Correio da Manhã)
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MensagemAssunto: Re: A CLEPTOCRACIA PORTUGUESA   Qua Jul 08, 2009 5:26 pm

Caso CTT - Ex-autarca socialista foi intermediário no negócio suspeito do edifício de Coimbra

O antigo vereador socialista na câmara de Coimbra Luís Vilar foi intermediário na alegada venda irregular do edifício dos CTT de Coimbra e é acusado de prevaricação, tal como o presidente da autarquia, o social-democrata Carlos Encarnação.

Além de Encarnação e Vilar estão constituídos arguidos todos os elementos do executivo camarário do mandato 2001-2005: Nuno Freitas, Mário Nunes e João Rebelo, todos eleitos pelo PSD, Manuel Rebanda, do CD), Rodrigues Costa, Carvalho Santos e António Rochette, do PS, e Gouveia Monteiro, da CDU. Pina Prata, eleito pelo PSD, ficou de fora porque se absteve na votação em causa.

Sobre eles recai a suspeita de terem violado a lei do arrendamento quando, em 2003, tomaram a decisão em executivo camarário de arrendar uma fracção à empresa Demagre, que adquiriu o edifício dos CTT. Antes, a AIRC estava alojada no Estádio Municipal de Coimbra, que foi demolido para construir um novo recinto para no Euro 2004.

Luís Vilar, então autarca socialista e presidente da Comissão Política Concelhia do PS, é também suspeito num processo de alegada corrupção passiva e tráfico de influências, que envolve a Bragaparques.

Neste processo, a aguardar a marcação de julgamento no Tribunal de Coimbra, Luís Vilar é ainda acusado de envolvimento activo na angariação de fundos para financiamento ilegal do PS.

Luís Vilar foi contratado em Dezembro de 2002 pela empresa TramCroNe - Promoções e Projectos Imobiliários, SA (TCN Portugal), como consultor e intermediador de negócios para a região Centro, e participou nas negociações do edifício dos Correios.

O edifício, onde a negociadora TramCroNe fora substituída pela Demagre como adquirente a 20 de Março de 2003, embora com os mesmos protagonistas, foi revendido no mesmo dia a uma empresa do grupo Espírito Santo por cerca de 20 milhões de euros, mais cinco milhões do que custara algumas horas antes (14.814.297,54 euros).

Por esses serviços de consultadoria Luís Vilar ganhava três mil euros mensais e cinco por cento de comissão pelo valor dos negócios que acompanhava. Na altura, acordou receber 500 mil euros por serviços prestados antes da entrada em vigor do contrato.

No segundo semestre de 2002, o ex-autarca afirmou, no processo que está para julgamento no Tribunal de Coimbra, ter sido abordado pelo amigo Carlos Godinho, um conhecido empresário conimbricense, que lhe terá perguntado se conhecia alguém interessado na compra do edifício dos CTT, na Avenida Fernão de Magalhães, em Coimbra, porque "estaria à venda".

Em Dezembro do mesmo ano, Vilar organiza um jantar num restaurante de leitão da Bairrada, com a presença de Luís Godinho e com o presidente e o vogal da administração da TramCroNe (TCN Portugal), José Júlio de Macedo e Pedro Garcês, respectivamente.

Iniciam-se então as negociações para a aquisição, com Vilar a estabelecer contactos com a administração dos Correios e até a acompanhar o administrador holandês da TramCroNe Internacional.

Prestes a realizar-se a escritura, Júlio Macedo aparece a acompanhar pessoalmente o processo e a Demagre - Compra de Imóveis para Revenda, Lda. substitui a TramCroNe como adquirente.

Mas os protagonistas são os mesmos. Júlio Macedo e Pedro Garcês são os gerentes da Demagre e sócios minoritários da mesma, cuja quota maioritária era detida pela sociedade por quotas MGPlus, cujos únicos sócios e gerentes eram precisamente os mesmos.

A partir de Março de 2003, Luís Vilar é substituído na prestação de consultadoria à TramCroNe pela Rosigna, Consultadoria à Implementação de Projectos, Lda., empresa familiar onde o seu filho era sócio-administrador e ele próprio gerente, embora sem qualquer quota em seu nome.

Em 2005, Pedro Garcês aparece novamente como o rosto de um grupo de investidores do hospital privado Unidade de Saúde de Coimbra, que ocupou uma parte do edifício dos CTT e que agora está em processo de falência. Naquela altura fazia parte da empresa de cuidados de saúde a Associação Fernão Mendes Pinto, liderada por Victor Camarneiro, que chegou a candidatar-se à Câmara Municipal de Montemor-o-Velho pelo PS.

Entretanto, o presidente da câmara de Coimbra, Carlos Encarnação, escusou-se a comentar o seu alegado envolvimento no processo irregular de venda de um edifício dos CTT, argumentando que no passado já se pronunciou sobre o assunto. "Não me vou pronunciar sempre que aparecem notícias sobre o mesmo assunto", declarou o autarca à agência Lusa, remetendo para uma informação que colocou há vários meses atrás na página da autarquia na Internet.

(Público)
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MensagemAssunto: Re: A CLEPTOCRACIA PORTUGUESA   Sab Jul 11, 2009 12:51 am




... coitado do Isaltino ... estão sempre a tramá-lo ...

O Ministério Público pediu uma pena efectiva superior a 5 anos.
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MensagemAssunto: Re: A CLEPTOCRACIA PORTUGUESA   Dom Jul 12, 2009 2:31 pm

"Nós somos formigas, não somos cigarras. Não nos podemos permitir ser cigarras"


Teresa Caeiro, CDS-PP
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MensagemAssunto: Re: A CLEPTOCRACIA PORTUGUESA   Dom Jul 12, 2009 9:43 pm

Negócio de Lino sob investigação

Extensão do contrato com Liscont suscita dúvidas

O Ministério Público prepara-se para avançar com uma investigação à prorrogação do contrato de exploração do Terminal de contentores de Alcântara, concedida à Liscont pelo Ministério das Obras Públicas de Mário Lino em 2008, por mais 27 anos. A abertura do inquérito é uma consequência da auditoria do Tribunal de Contas ao negócio da Administração do Porto de Lisboa (APL) com a Liscont, em Outubro de 2008, que foi feito sem concurso público e com base em projecções económicas dadas como duvidosas.

(Correio da Manhã)
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MensagemAssunto: Re: A CLEPTOCRACIA PORTUGUESA   Seg Jul 13, 2009 2:15 pm

Para avivar a memória a quem, por norma, não a nota!!!

(isto sim, é uma VERGONHA !!!!)



Um dos Motivos porque o Governo se tornou fiador de 20 mil milhões de euros de transacções intra bancárias......??? Os de hoje, vão estar como gestores de Banca amanhã, pois os de ontem, já estão por lá hoje. Correcto???? Se pensa que não, vejamos:

PARA QUE A PLEBE SAIBA

Fernando Nogueira:

Antes - Ministro da Presidência, Justiça e Defesa
Agora - Presidente do BCP Angola

José de Oliveira e Costa:

Antes - Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
Agora - Presidente do Banco Português de Negócios (BPN)

Rui Machete:

Antes - Ministro dos Assuntos Sociais
Agora - Presidente do Conselho Superior do BPN; Presidente do Conselho Executivo da FLAD

Armando Vara:

Antes - Ministro adjunto do Primeiro Ministro
Agora - Vice-Presidente do BCP

Paulo Teixeira Pinto:

Antes - Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Agora - Presidente do BCP (Ex. - Depois de 3 anos de 'trabalho', Saiu com 10 milhões de indemnização !!! e mais 35.000EUR x 15 meses por ano até morrer...)

António Vitorino:

Antes -Ministro da Presidência e da Defesa
Agora - Vice-Presidente da PT Internacional; Presidente da Assembleia Geral do Santander Totta - (e ainda umas 'patacas' como comentador RTP)

Celeste Cardona:

Antes - Ministra da Justiça
Agora - Vogal do CA da CGD

José Silveira Godinho:

Antes - Secretário de Estado das Finanças
Agora - Administrador do BES

João de Deus Pinheiro:

Antes - Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros
Agora - Vogal do CA do Banco Privado Português.

Elias da Costa:

Antes - Secretário de Estado da Construção e Habitação -
Agora - Vogal do CA do BES

Ferreira do Amaral:

Antes - Ministro das Obras Públicas (que entregou todas as pontes a jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte)
Agora - Presidente da Lusoponte, com quem se tem de renegociar o contrato.

etc etc etc...

O que é isto ?
Cunha ? Gamanço ?


- Não, não é a América Latina, nem Angola. É Portugal no seu esplendor.

FAZEM A LEI DO FINANCIAMENTO DOS PARTIDOS PARA OS BENEFICIAR, CLARO!

E OUTRAS LEIS PARA OS FAVORECER, CLARO!

...e depois até querem que se declarem as prendas de casamento e o seu valor .

Já é tempo de parar!

Não te cales, DENUNCIA!


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MensagemAssunto: Re: A CLEPTOCRACIA PORTUGUESA   Seg Jul 13, 2009 4:45 pm

Não se esqueçam de ir votar...
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MensagemAssunto: Re: A CLEPTOCRACIA PORTUGUESA   Ter Jul 14, 2009 2:13 pm

"O espectáculo vai começar. O primeiro actor é recorrente e já não diz nada de novo, mas tem sempre audiência garantida, seja pela voz ou pelo ar imponente com que repete lugares comuns sobre a esquerda.

Chama-se Manuel Alegre e decidiu agora acordar os seus camaradas de um imenso sono cheio de mordomias, prebendas e tachos oferecidos a torto e a direito pelo senhor presidente do Conselho. É evidente que este apelo ao despertador só acontece porque o poder está por um fio e a vidinha pode ficar dura para a imensa legião que andou neste anos a comer à conta do Orçamento."

(CM - Ribeiro Ferreira)
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MensagemAssunto: Re: A CLEPTOCRACIA PORTUGUESA   Qui Jul 16, 2009 4:55 pm

Caso Isaltino: "Tenho vergonha do Ministério Público"

Sentença é conhecida no dia 3 de Agosto

Isaltino Morais lançou esta manhã fortes ataques à actuação do Ministério Público em todo o processo que lhe imputou uma acusação de sete crimes.

“Este julgamento correu bem, nesta matéria confio no tribunal, mas fico preocupado com a Justiça portuguesa e com o facto de em Portugal termos o Ministério Público que temos. Afinal, temos um Ministério Público que não vê provas, que insiste”, começou por dizer o autarca de Oeiras perante o colectivo de juízas do Tribunal de Sintra, a quem pediu a palavra depois de feitas as alegações finais dos advogados de Defesa dos cinco arguidos envolvidos no ‘caso Isaltino’.

Mais à frente, o presidente da Câmara de Oeiras endureceu as criticas: “O Ministério Público mentiu e persiste nas mentiras. Nunca mais direi que sou magistrado do Ministério Público reformado, sinto vergonha”, confidenciou o arguido perante o olhar atento do procurador Luís Eloy. E acrescentou: “O Ministério Público escolheu uma data cirúrgica para o julgamento, é ano de eleições. Pactuou com os meus detractores políticos, foi permeável a certas influências do PSD”.

Confrontado com estas declarações, depois de terminada a sessão de julgamento, Isaltino Morais esclareceu: “Todos sabem muito bem o que se disse na altura em que fui candidato à Câmara de Oeiras, todos sabem a pressão que o PSD fez em relação a este caso. Rebusquem as declarações de Marques Mendes e vejam lá se não estava a pressionar”, insistiu. O autarca deixou claro, contudo, que esta não é uma indirecta para o procurador que assumiu este caso. “A estratégia é do Ministério Público, que lhe dá orientações”.

O Ministério Público pediu uma pensa de prisão efectiva superior a cinco anos para Isaltino Morais. A leitura do acórdão está agenda para 3 de Agosto.

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MensagemAssunto: Re: A CLEPTOCRACIA PORTUGUESA   Ter Jul 21, 2009 6:44 pm

Na verdade, estes senhores - os políticos - não precisam da política: são GÉNIOS da alta finança, da banca, da construção, do mercado imobiliário e da bolsa.

Pessoas menos brilhantes, como o Belmiro, o Domingos Névoa, o Berardo, não lhes chegam aos calcanhares. Podem corromper, especular e explorar, mas dá-lhes um trabalho do caraças. Levam anos. Têm de pagar a staffs especializados, e caríssimos. Têm de arriscar, e investir milhões.

Estes génios do CENTRÃO, não precisam de nada disso. Basta-lhes o GÉNIO, para subirem na vida, como foguetões. Só temos de lhes agradecer, por perderem uns anitos a governar-nos.

Mas curiosamente, são como o Ronaldo na selecção: só marcam, para os outros e para eles próprios. Nunca na selecção. Apesar dos milhões da UE, e de tais génios, temos o país que temos.

Daqui conclui-se que... a culpa só pode ser nossa!

(Sol - joseduarte)
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