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 NO PRINCÍPIO ERA A GRÉCIA...

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Anarca



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MensagemAssunto: NO PRINCÍPIO ERA A GRÉCIA...   Ter Fev 07, 2012 10:58 pm

O "Romance Grego" está no último capítulo...

Depois de vários "resgates" e medidas de austeridade, está agora em cima da mesa o perdão de cem mil milhões de Euros e novo empréstimo de mais cento e trinta mil milhões...

Os Gregos vão tentar "sacar" esta última massa antes de sairem do Euro e deixarem os credores a berrar...

Depois somos nós...
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: NO PRINCÍPIO ERA A GRÉCIA...   Ter Fev 07, 2012 11:00 pm

Negociações sobre resgate adiadas para amanhã

07.02.2012

As negociações sobre o novo plano de resgate entre os líderes partidários gregos foram adiadas para amanhã.

O gabinete do primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, informou hoje que as negociações com os líderes dos partidos da coligação governamental foram adiadas para quarta-feira.

O encontro, para discutir a aprovação de um segundo plano de resgate para a Grécia, estava inicialmente agendado para hoje à noite.

"Isto aconteceu porque os líderes políticos não têm tempo para avaliar as medidas do plano de resgate", disse fonte próxima do processo à Reuters.

Papademos irá ainda hoje, durante a noite, reunir-se com representantes da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), referiu uma porta-voz do gabinete do chefe do Governo grego, sob anonimato, citada pela agência noticiosa norte-americana Associated Press.

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: NO PRINCÍPIO ERA A GRÉCIA...   Sex Fev 10, 2012 5:04 pm

Protestos com milhares em Atenas resultam em novos confrontos

10.02.2012

Milhares de manifestantes voltaram esta manhã às ruas de Atenas para protestar pela segunda vez esta semana contra as medidas de austeridade. À margem da marcha dos sindicatos, novos confrontos eclodiram no centro da capital entre protestantes e a polícia.

Segundo a AFP, um grupo lançou cocktails molotov na praça Syntagma, gerando uma reacção das autoridades, que responderam atirando gás lacrimogéneo.

Nessa altura, a polícia contabilizava umas sete mil pessoas na praça em frente ao Parlamento – onde o Governo de coligação espera ver aprovadas no domingo o pacote de medidas de austeridade que motivaram a convocação de uma greve geral de 48 horas que hoje se iniciou.

Depois de uma paralisação na terça-feira que juntou 20 mil manifestantes nas ruas de Atenas e Salónica, as duas maiores centrais sindicais gregas voltaram a sair à rua.

De manhã, Atenas esteve praticamente sem transportes. Autocarros, metro e barcos voltaram a parar, à semelhança do que aconteceu na greve de há três dias e nas paralisações de Junho e Outubro. No porto de Pireu, dois mil trabalhadores dos estaleiros navais e estivadores juntaram-se em protesto.

A greve foi convocada quando as duas centrais sindicais ficaram a saber, ontem, que os três partidos da coligação de Governo iriam chegar a acordo para avançar com as reformas económicas e mais medidas de austeridade exigidas pela zona euro e o Fundo Monetário Internacional para o país receber um segundo empréstimo financeiro de 130 mil milhões de euros.

(PÚBLICO)
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MensagemAssunto: Re: NO PRINCÍPIO ERA A GRÉCIA...   Sex Fev 10, 2012 5:07 pm

Zona euro rejeita acordo grego e quer mais 325 milhões em cortes

10.02.2012

O acordo num pacote de austeridade concluído pelo Governo grego e os partidos da coligação não satisfez a zona euro. O Eurogrupo rejeitou uma aprovação imediata do empréstimo adicional à Grécia de 130 mil milhões de euros por considerar as medidas insuficientes. Para receber o segundo pacote financeiro, Atenas terá de encontrar forma de poupar mais 325 milhões de euros. O executivo grego, composto por uma coligação, encosta os conservadores à parede e diz que agora a solução depende deles.

A zona euro só tomará uma decisão depois de os líderes do partido socialista PASOK, dos conservadores da Nova Democracia e do partido de extrema-direita LAOS subscreverem o compromisso com metas mais ambiciosas e com a garantia de que serão cumpridas depois da realização das eleições (provavelmente em Abril).

Os ministros consideraram que o acordo alcançado na quinta-feira não contempla 325 milhões de euros em cortes que os parceiros europeus dizem ser necessários para o país cumprir a meta do défice de 2012. O objectivo é que o pacote completo chegue a 3,3 mil milhões de euros.

O ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos, veio já advertir o líder dos conservadores, Antonis Samaras, para a necessidade de o partido apoiar estes cortes adicionais. Porque sem isso, afirmou, a Grécia corre o risco de sair da zona euro.

O eurogrupo deu mais tempo para Atenas encontrar as poupanças adicionais, mas quer o pacote completo rapidamente – dentro de dias. A expectativa, explicou o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, é que o Parlamento grego possa aprovar as medidas já no domingo. Ou seja, antes de uma nova reunião dos ministros das Finanças, que deverá acontecer no dia seguinte em Bruxelas.

“Vários países encontraram lacunas” no pacote apresentado, reconheceu Venizelos no final da reunião do Eurogrupo, em declarações citadas pela agência AFP.

O Governo grego considera, apesar do compromisso anunciado na quinta-feira, que a Nova Democracia não se comprometeu com todas as medidas previstas no plano inicial de poupanças. Se não o fizer, resultando daí uma falha de compromisso da Grécia para com a zona euro, o resultado será a saída do país da moeda única. Foi esta, pelo menos, a leitura feita pelo ministro grego das Finanças, ao afirmar: “É preciso que o partido [conservador] decida se quer que a Grécia continue na zona euro, é preciso dizê-lo claramente.”

(PÚBLICO)
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MensagemAssunto: Re: NO PRINCÍPIO ERA A GRÉCIA...   Seg Fev 13, 2012 12:00 pm

Grécia - Violência nas ruas

13.02.2012

A ameaça de bancarrota e de uma saída forçada do euro foi ontem determinante para que as maiores forças políticas gregas tenham assegurado os apoios necessários à adopção no Parlamento nacional do mais impopular pacote de medidas da historia recente do país.

"Hoje temos de perceber e persuadir os cidadãos gregos que escolhemos o mau para evitar o pior", explicou o ministro de Finanças, Evangelos Venizelos. As resistências ao pacote de 3,3 mil milhões de euros de austeridade, que serve de contrapartida para o segundo resgate financeiro do pais, estavam ontem confinadas a algumas dissidências no seio dos maiores partidos e nas franjas do espectro político grego, garantido o apoio ao plano negociado pelo actual primeiro-ministro Lucas Papademos. "O país seria atirado para uma espiral de recessão, instabilidade, desemprego, miséria absoluta e isso iria mais cedo ou mais tarde conduzir o país a sair do euro", disse aos gregos na TV. Aos deputados, Papademos apelou à sua "responsabilidade histórica" para evitar uma "catástrofe social e económica".

Os responsáveis europeus aguardam ontem com expectativa o resultado da votação, marcada para a madrugada de hoje, tendo previsto na próxima quarta-feira aprovar em Bruxelas um segundo resgate na ordem dos 130 mil milhões de euros e evitar a bancarrota.

Enquanto nas ruas os protestos deixavam - uma vez mais - Atenas a ferro e fogo, as cúpulas dos dois mais partidos, os socialistas do PASOK e os conservadores da Nova Democracia (prováveis vencedores das eleições de Abril próximo) apelavam à disciplina de voto. O centrão que apoia o acordo tem uma maioria de mais de 200 dos 300 deputados. Os 11 deputados destes partidos do arco do poder que já declararam à partida a sua oposição à austeridade deverão ser expulsos dos seus partidos avisaram ontem os seu líderes. Nas ruas a tensão era enorme. A polícia mobilizou três mil unidades para controlar os protestos de mais de 30 mil manifestantes, com imagens televisivas a indicar uma guerra de pedras e cocktail-molotov contra gás lacrimogéneo e bastonadas.

Longe da Grécia, responsáveis alemães não escondiam a impaciência com os gregos. O ministro alemão, Wolfgang Schauble, avisava que "promessas já não nos chegam": "a Grécia não pode ser um poço sem fundo", afirmou. Isto enquanto o ministro da economia, o liberal Philipp Roesler, afirmava que o abandono do euro "está nas mãos dos gregos" mas "o dia ‘D' dá-nos cada vez menos medo", ameaçou. E o chefe de diplomacia, Guido Westerwelle, também frisava que "chega de preparações" - "a única coisa que conta agora são os factos".

Os europeus querem garantias que o plano de austeridade, que vai reduzir 22% do salário mínimo e despedir 150 mil funcionários públicos até 2015, vai ser aplicado, independentemente de quem vença as eleições.

Depois do Eurogrupo da passada quinta-feira ter exigido mais cortes de 325 milhões e imposto uma votação parlamentar, seis ministros e secretários de estado abandonaram o executivo de Papademos, incluindo os do partido de extrema direita, LAOS, mas o seu líder George Karatzaferis deu liberdade de voto aos seus deputados, deixando apenas a esquerda e os comunistas frontalmente opostos ao acordo.

O argumento incontornável no debate parlamentar é a ameaça de bancarrota, o que ocorreria se o país não tivesse dinheiro para honrar o vencimento de 14,5 mil milhões de obrigações a 20 de Março. Até lá, a UE e o FMI prometem - a troco de austeridade - soltar tranches do novo resgate para manter o país à tona até 2015. A UE também dá cobro a um acordo voluntário dos credores privados para aceitarem subscrever novas obrigações, com o valor de cupão de metade das antigas, o que - incluindo juros - lhes impõe uma perda de 70% do total esperado. A troco, os privados vão receber "adoçantes" na ordem dos 30 mil milhões para elevar o estatuto das novas obrigações.

Tudo isto irá, teoricamente, levar o país para uma situação mais sustentável em 2020, passando de uma dívida pública de 160% para 120% no final da década. O acordo com os privados está assegurado mas os detalhes terão de ser trabalhados nas próximas semanas.

Juros gregos continuam nos 500%

Os juros da dívida pública grega continuaram a subir na sexta-feira, a reflectir os impasses nas negociações para um novo pacote de ajuda ao país que marcaram a última semana. As ‘yields' das obrigações soberanas da Grécia subiram em todas as maturidades, com excepção dos títulos a dois anos. A taxa de juro exigida pelos investidores para comprarem dívida grega a um ano avançou para os 509,5%, depois de ter atingido máximos históricos de 528% na terça-feira. Os ‘credit-default swaps' (CDS) acompanharam a tendência e lideraram as subidas mundiais. Em contrapartida, os CDS sobre a dívida portuguesa foram os que mais corrigiram na sexta-feira. Os juros da dívida portuguesa caíram em todas as maturidades, em contraciclo com Grécia, Itália e Espanha, a reagirem à conversa informal entre o ministro das Finanças português e o congénere alemão, na quinta-feira

(Diário Económico)
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