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 BPN - A REALIDADE PORTUGUESA

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Anarca



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MensagemAssunto: BPN - A REALIDADE PORTUGUESA   Qui Out 28, 2010 9:43 pm

Dias Loureiro está a ser ouvido como arguido

01.07.2009

Segundo o SOL, o ex-conselheiro de Estado está a prestar declarações no DCIAP na condição de arguido

Em causa, segundo o site do semanário, estão dois negócios da Sociedade Lusa de Negócios e Banco Português de Negócios, datados de 2001.

Dias Loureiro terá sido notificado já na qualidade de arguido na semana passada para comparecer do Departamento Central de Investigação e Acção Penal.

O ex-conselheiro de Estado foi alvo de duras críticas e acusações por parte de Oliveira e Costa, quando o ex-presidente do BPN foi ouvido na comissão parlamentar de inquérito que investiga o caso que envolve o banco.


PS: Se o homem ficar preso é uma baixa importante no futuro Governo da Avozinha...


Última edição por Anarca em Qui Nov 11, 2010 1:01 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: BPN - A REALIDADE PORTUGUESA   Qui Out 28, 2010 9:44 pm

Arguido no Caso BPN

17.10.2009

Negócios com libanês tramam Loureiro

A ligação de Dias Loureiro a Abdul El Assir, empresário libanês amigo pessoal do ex-conselheiro de Estado, foi-lhe fatal. Sob suspeita está a verdadeira extensão e forma (‘luvas’, comissões, mais-valias) que os dois terão recebido na venda da participação da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) na Redal, empresa de águas de Marrocos, e na operação de compra e venda da Biometrics Imagineering, firma de Porto Rico que deu um prejuízo de 34,2 milhões de euros ao Grupo SLN. Os dois negócios, ambos com a participação do intermediário libanês, estão na base da constituição de Dias Loureiro como arguido no caso BPN. Como os dois negócios envolveram verbas de 57 milhões de dólares, suspeita-se que, apesar dos prejuízos da SLN, tenha havido lucros pessoais.

(Correio da Manhã)
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MensagemAssunto: Re: BPN - A REALIDADE PORTUGUESA   Qui Out 28, 2010 9:46 pm

Arlindo Carvalho arguido no caso BPN

20.07.209

O antigo ministro da Saúde social-democrata Arlindo de Carvalho foi constituído arguido no âmbito de um processo paralelo à investigação judicial ao Banco Português de Negócios (BPN). Na sequência de um conjunto de seis buscas em Carnaxide, Cascais e Restelo, feitas por equipas mistas da Polícia Judiciária, Ministério Público e das Finanças, mais duas pessoas foram constituídas arguidas: os empresários José Neto (com ligações ao PSD) e ainda Ricardo Oliveira.

Segundo apurou o CM, em causa estão transacções no sector imobiliário e com obras de arte. Os arguidos são suspeitos de terem avançado para negócios com dinheiro do BPN, recebendo depois comissões e uma percentagem na sobrevalorização desses activos. Poderão estar em causa crimes de abuso de confiança e fraude fiscal. Assim, somam-se já cinco arguidos em investigações ligadas ao inquérito ao caso BPN.

As casas dos ex-ministros do PSD Arlindo de Carvalho e Dias Loureiro foram alvo de buscas. No dia 16, quinta-feira, as diligências começaram na residência do ex--ministro da Saúde. No dia 17, as buscas foram feitas em Cascais, na casa do arguido Dias Loureiro.

Uma auditoria da Deloitte, recorde-se, revelou no final de 2008 que Arlindo de Carvalho, accionista do banco, teria recebido 20 milhões de euros em operações de crédito. Na altura advogou que tais empréstimos não teriam sido concedidos a título pessoal, mas a empresas de que era sócio. Ontem, manteve-se incontactável.

(Correio da Manhã)
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MensagemAssunto: Re: BPN - A REALIDADE PORTUGUESA   Qui Out 28, 2010 9:49 pm

Governo vende 95% do BPN a partir de 180 milhões de euros

05.08.2010

Os 95 por cento a vender por concurso público a grupos financeiros estão avaliados pelo Estado em 361 milhões de euros, colocando que o valor total do BPN era de 380 milhões de euros, tendo em conta o preço nominal das acções (cinco euros). No entanto, foi considerado que esse não era o valor real de mercado, optando assim por aceitar o mínimo de 180 milhões de euros. Abaixo desse valor, o concurso deverá ser anulado.

Os restantes cinco pr cento do capital do BPN serão alienados a trabalhadores da instituição.

(Expresso)
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MensagemAssunto: Re: BPN - A REALIDADE PORTUGUESA   Qui Out 28, 2010 9:52 pm

Semedo: Estado só nacionalizou os prejuízos do BPN

09.10.2009

Que perguntas ficaram por responder no caso BPN?

Em relação à nacionalização, acho que ficou por responder qual foi a razão do governo para não ter feito a intervenção que fez logo que houve a demissão do Oliveira Costa. Por que é que o governo não interveio nessa altura e deixou que duas outras administrações ainda fossem nomeadas: primeiro a do Abdool Vakil e depois a do Miguel Cadilhe. Com isso perderam-se muitos meses, que têm um custo que está a ser pago por todos nós.

Isso não foi explicado. Há um elemento que é preciso ter em conta: quando se dá a saída do Oliveira Costa, em Março ou Abril, já o governo e o Banco de Portugal conheciam a situação de pré-colapso e de pré-falência, já havia problemas de liquidez, e sobretudo já estavam à vista todas as ilicitudes, ilegalidades, crimes e fraudes praticadas no BPN. Isso, claramente, no que diz respeito à nacionalização, é uma coisa que ficou por responder.

E a forma como foi feita a nacionalização?

Ficou por responder por que o perímetro da nacionalização foi apenas o banco. Como se sabe, o banco só tem um accionista, que é a SLN. Verdadeiramente, aquele grupo poderoso de dez accionistas, são accionistas da SLN, que por sua vez é accionista do banco. Ora a SLN possui muitos activos, alguns deles com muito valor. Alguns, activos financeiros puros e duros. Por isso, a pergunta é: por que é que o perímetro da nacionalização foi apenas o banco? No fundo, isto significou que o Estado nacionalizou o prejuízo, e deixou algumas gorduras, algumas riquezas do outro lado.

E quanto aos responsáveis?

É mais uma coisa que não ficou claro: como é que todos aqueles que foram responsáveis, ou cúmplices, ou que beneficiaram - e os accionistas beneficiaram muito daquele esquema - assumem agora as responsabilidades perante o descalabro e o grande buraco do BPN/SLN. Porque o que levou o BPN à falência e obrigou à intervenção não foi a crise internacional, como vem no relatório. Foram duas coisas - por um lado, a falência da supervisão, mas fundamentalmente foi o sistema que estava instalado de ilicitudes e fraudes no banco. Na realidade, isso está a ser pago por todos - as injecções da Caixa Geral de Depósitos já vão em 2,7 mil milhões de euros sem que os accionistas até hoje tenham entregue um tostão para pagar fosse o que fosse.

E quanto à supervisão?

Relativamente ao Banco de Portugal e à supervisão, acho que nada ficou por explicar. Tudo está muito claro, só a maioria do Partido Socialista não quis ver os factos. O Banco de Portugal sabia bastante, podia ter sabido ainda mais, foi desatento, superficial e negligente, foi tolerante para além dos limites do absurdo, na exacta medida em que de inspecção em inspecção os mesmos problemas se repetiam, o Banco de Portugal dizia o mesmo, e tudo continuava na mesma. Como se costuma dizer, o Banco de Portugal falava para o boneco.

O Banco de Portugal permitiu isto durante dez anos. A única coisa que ficou por explicar é porque permitiu. E por isso dizemos, na nossa declaração de voto, que as fronteiras entre a negligência e a protecção são muito frágeis. Na realidade, pela forma como não actuou, a supervisão funcionou como uma forma de protecção daquele sistema que estava montado no grupo BPN/SLN e que deu o resultado que deu.

As consequências estão à vista, o PS é que não quis tirar essa conclusão.

Outra coisa muito importante: há aspectos relativamente a operações ruinosas e desastrosas de que ninguém se queixava, porque ninguém ouve ninguém a queixar-se dos prejuízos de Porto Rico. As operações ruinosas davam prejuízo ao banco e ao grupo, mas nem os administradores do banco nem do grupo se queixavam, porque de facto eram operações que serviam para fazer circular e distribuir o dinheiro por uma série de amigos. E portanto eram operações que não corriam mal porque tivessem sido mal desenhadas do ponto de vista estratégico ou do ponto de vista comercial, mas sim porque já se sabia à partida que aquilo servia para esconder a forma como o dinheiro saía da SLN/BPN para muitas mãos.

Quem foram os beneficiários da operação Porto Rico, por exemplo?

Em relação a Porto Rico há uma questão de facto que ficou demonstrada: os vários protagonistas responsáveis pelo fundo que adquiriu os 25% da Biometrics, o próprio Dias Loureiro, que foi estratega e operacional das compras de Porto Rico, nunca disseram na comissão qual foi a última transacção dessa operação. Há uma sucessão de transmissão das acções compradas, no próprio dia, com valores diferentes, e quando se pergunta onde estão agora os 25% que tinham sido adquiridos, uns dizem que foram vendidas por 1 dólar, outros dizem que foram vendidas pelo preço de compra, ou seja 38,5 milhões de dólares, se não estou em erro... Mas não há nenhuma documentação que fundamente isso.

A sensação que dá é que o dinheiro se dissipou, e como dinheiro não se dissipa, alguém ficou com ele. Parece-me natural dizer-se que quem eventualmente tenha beneficiado dele são aqueles que foram os principais interessados, os motores e os protagonistas destas transacções.

Há uma outra questão que não ficou factualmente demonstrada, mas que é uma evidência, é que este negócio completamente ruinoso de Porto Rico serviu para pagar comissões pelos bons serviços prestados pelo senhor El Assir na venda da Redal, uma empresa de águas de Marrocos do grupo - à qual também estava ligado Dias Loureiro -, aos franceses da Vivendi. O negócio de Porto Rico só existe para fazer sair dinheiro do grupo destinado a pagar os bons ofícios do senhor El Assir. Isso ficou claro. Quando eu confrontei Dias Loureiro com esta hipótese, ele disse: "Isso para mim é insultuoso". Passados uns tempos, veio-se demonstrar pelas palavras de Oliveira Costa que isso era assim.

Terminada a comissão de inquérito, a Justiça ainda vai ter um papel, ou o caso vai ser esquecido?

A investigação criminal decorreu em paralelo à comissão, que apurou uma série de elementos que poderão ser muito úteis a essa investigação, e acho que a fraude é demasiadamente grande para poder ser ignorada, para que isto tudo caia no esquecimento. Há já arguidos neste processo, e creio que as evidências são tão grandes que dificilmente a Justiça encontrará qualquer outro estratagema que não seja a acusação e a eventual condenação.

Acha que o Oliveira Costa vai ser bode expiatório?

Acho que não, até porque acho que pela atitude que ele teve aqui na comissão de inquérito, seguramente teve a mesma atitude com as autoridades de investigação. E, portanto, ele vai incriminar outras pessoas, até porque tudo aquilo não foi feito por ele sozinho, como é evidente.

Agora o que é uma evidência é que a investigação é lentíssima em Portugal, seja por falta de meios seja por qualquer outra razão... Quando olhamos para o Madoff, que foi descoberto, investigado, julgado e condenado em seis meses, aqui em Portugal o Oliveira Costa está preso há imenso tempo e as investigações andam a passo de caracol.
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MensagemAssunto: Re: BPN - A REALIDADE PORTUGUESA   Qui Out 28, 2010 9:55 pm

BPN - O Estado já meteu no BPN mais de quatro mil milhões de euros

05.08.2010

PCP defendeu a incorporação do BPN no sector público, enquanto que o Bloco diz que serão os «portugueses a pagar as fraudes e burlas cometidas» com a reprivatização da instituição. Já o PSD entende existirem muitas perguntas sem resposta.

Jorge Pires diz se impunha a incorporação do BPN no sector públicoJoão Semedo frisa que dinheiro investido no BPN foi «maior investimento público» feito pelo GovernoDiogo Leite de Campos considera que operação tem de ser explicada com rigor

O PCP condenou a reprivatização do BPN, anunciada esta quinta-feira, pelo Governo, depois de uma nacionalização feita «com o objectivo de resolver os problemas relacionados com os actos ilícitos daquela instituição».

Ouvido pela TSF, Jorge Pires lembrou que os resultados da Caixa Geral de Depósitos foram afectados pelos «quatro mil milhões de euros injectados pelo Estado até agora através do banco público».

Este membro da comissão política do PCP defendeu ainda que se «impõe não a reprivatização do BPN, mas o reforço do papel do Estado neste sector com a incorporação deste banco no sector público».

«O Estado pode vir a encaixar 180 milhões de euros, mas já injectou no BPN, pelo aquilo que se conhece cerca de quatro mil milhões de euros», sublinhou Jorge Pires.

Por seu lado, o bloquista João Semedo entende que esta venda «significa que vão ser os portugueses a pagar através dos seus impostos as burlas e as fraudes cometidas por muitos anos por alguns administradores e accionistas do BPN».

«O Estado já meteu no BPN mais de quatro mil milhões de euros, dinheiro inteiramente perdido num banco falido. É o maior investimento que este Governo já alguma vez fez», concluiu.

Já o PSD entende existirem muitas perguntas sem resposta e acusou o Governo de fazer uma «nacionalização à toa» e uma «privatização sem explicações» do BPN.

«Segundo dizem meios bem informados, possivalmente levando em conta o investimento feito pelo Estado no BPN e as receitas que pode obter, o Estado vai perder qualquer coisa entre dois e três mil milhões de euros», recordou Diogo Leite Campos.

Ouvido pela TSF, este vice-presidente social-democrata entende, por isso, que esta situação deveria ser «explicada», devendo ser esclarecido «quanto é que o Estado, porque gastou e em que é que gastou e as linhas com que se cose para fixar este preço».

«O dinheiro é nosso, o património é nosso e quem está encarregado de o administrar deve dar contas rigorosas e completas, porque senão pode ir parar à cadeia», frisou.

(Lusa)
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MensagemAssunto: Re: BPN - A REALIDADE PORTUGUESA   Qui Out 28, 2010 9:55 pm

Burla, fraude e corrupção no BPN. PJ apreende carros de luxo e detem 3 pessoas

28.10.2010

A Polícia Judiciária deteve três pessoas suspeitas de burla, que estão hoje a ser ouvidas em tribunal, e apreendeu carros de gama alta, armas de fogo, dinheiro e documentação relativa a “offshores", no âmbito de um processo do dossier BPN.
Esta informação complementa uma nota divulgada na quarta feira pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), que investiga a criminalidade económico-financeira mais grave e complexa.

Em causa estão os crimes de burla qualificada, falsificação, fraude fiscal, corrupção e branqueamento de capitais, adianta o DCIAP, acrescentando que os montantes envolvidos atingem, no total, cerca de 100 milhões de euros.

Em comunicado, PJ acrescenta que, nos últimos dois dias, efetuou 55 buscas em escritórios de advogados, notários, uma câmara municipal, contabilistas, empresas de avaliação imobiliária, instituições de crédito e sociedades financeiras.

A operação de combate à corrupção, designada “Rollerball”, que envolveu 160 elementos, além de magistrados do Ministério Público e judiciais, resultou na apreensão de enorme quantidade de documentação (inclusive a relativa a sociedades “offshore”), contabilidades, suportes digitais e computadores, carimbos e selos brancos, cinco armas de fogo e mais de cem mil euros em dinheiro.

Foram ainda apreendidos “bens adquiridos com as vantagens obtidas através da prática dos crimes em investigação”, nomeadamente, dez viaturas de gama alta (Mercedes, Porsche, Ferrari, Lamborghini, Aston Martin e McLaren Mercedes), de elevadíssimo valor comercial (vários milhões de euros), uma embarcação de recreio, no valor de 1,7 milhões de euros, bem como o saldo, de milhões de euros, relativo a contas bancárias sedeadas em Portugal e no estrangeiro.
Na operação foram detidas três pessoas (um empresário e dois advogados), que estão hoje a ser presentes ao juiz Carlos Alexandre no Tribunal Central de Instrução Criminal, e outras seis foram constituídas arguidas.

A polícia suspeita que os detidos utilizaram sucessivos financiamentos bancários, (em valor superior a cem milhões de euros), com recurso a sociedades por si representadas e controladas, sustentados em garantias falsas ou imóveis sobreavaliados, combinados com empresas de avaliação imobiliária e altos quadros de instituições bancárias, colocando-se, de seguida, em situação de incumprimento, deixando executar as garantias de valor inferior ao montante financiado.
Ao dinheiro proveniente dos financiamentos foi dado destino diferente do inicialmente proposto (subjacente à concessão e aprovação de crédito) e os projetos em que assentam as avaliações nunca foram concretizados, adianta a PJ.

Das práticas ilícitas em investigação consta a manipulação da contabilidade das empresas, dando-lhes uma aparente seriedade e ocultando os verdadeiros fluxos financeiros, encaminhados para contas tituladas por sociedades offshore, para aquisição de outros imóveis (com os quais obtiveram novos financiamentos) ou para aquisição de bens de luxo (embarcações de recreio e automóveis topo de gama).

“As investigações prosseguem, tendo em vista a cabal comprovação das atividades do grupo e, quer os detidos, quer os arguidos constituídos (após notificados para o efeito)”, serão hoje e na sexta feira presentes a tribunal para aplicação das medidas de coação”.

A PJ atuou através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, com a colaboração de dois outros Departamentos de Lisboa e o apoio das Directorias do Norte e do Sul, acompanhada por elementos da Direcção de Serviços e Investigação da Fraude e Acções Especiais e da Direcção Geral de Informática e Apoio aos Serviços Tributários e Aduaneiros, no âmbito de um inquérito a correr termos no DCIAP.

(Lusa)
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MensagemAssunto: Re: BPN - A REALIDADE PORTUGUESA   Ter Nov 09, 2010 10:54 pm

Banca - CDS exige explicações sobre o BPN a Teixeira dos Santos

09.11.2010

Os populares pedem a presença do ministro das Finanças e de Faria de Oliveira no Parlamento.

O CDS quer que Teixeira dos Santos vá ao Parlamento explicar todo esquema financeiro que o Governo está a preparar para reprivatizar o BPN e esclarecer como vai inscrever esta operação nas contas públicas.

Os populares entregaram hoje um requerimento a pedir a vinda do ministro das Finanças à comissão e enviaram também um conjunto de 12 perguntas. Em causa estão as condições em que o Governo se prepara para reprivatizar o BPN e que, para o CDS, indiciam que mais tarde ou mais cedo os contribuintes vão ter que pagar a conta.

Os centristas querem perceber por que razão há dois anos, quando o antigo presidente do BPN, Miguel Cadilhe pediu a entrada de 600 milhões de euros ao Estado, o Governo considerou que o valor era exagerado. Ao fim de dois anos os financiamentos ao BPN já ascendem aos 4.600 milhões de euros.

O envolvimento do banco público, nomeadamente financiando a saída de activos stressados através de veículos que o Estado irá constituir, é outra das preocupações do CDS, que pediu também a ida ao Parlamento do presidente do banco Faria de Oliveira.

Nas 12 perguntas, o CDS também questiona o Governo sobre a estimativa de recuperação, no caso dos créditos maus, e quer igualmente saber como evoluiu a carteira de clientes do BPN e o volume de negócios nos últimos dois anos.

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: BPN - A REALIDADE PORTUGUESA   Qua Nov 10, 2010 10:09 pm

José Oliveira Costa em liberdade

10.11.2010

O fundador e ex-presidente do BPN, José Oliveira Costa, está desde hoje em liberdade, apenas estando proibido de sair do país e obrigado a apresentar-se à secretaria do tribunal todas as terças-feiras de manhã.

Oliveira Costa estava em regime de prisão domiciliária desde Julho de 2009, estando acusado de crimes relacionados com o BPN e a SLN, num processo que inclui mais 15 arguidos.

O início do julgamento está marcado para 15 de Dezembro.

(Expresso)
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MensagemAssunto: Re: BPN - A REALIDADE PORTUGUESA   Seg Nov 29, 2010 10:47 pm

BPN: MEMÓRIA CURTA...

Março de 2001. A revista "Exame", que na altura dirigia, dizia na capa que o Banco de Portugal tinha passado um cartão amarelo ao Banco Português de Negócios. Dias depois recebi um telefonema de Pinto Balsemão. Assunto: o ex-ministro Dias Loureiro tinha-lhe telefonado por causa do artigo e, na sequência dessa conversa, queria falar comigo. Acedi prontamente.

A conversa com o ex-ministro foi breve... mas elucidativa: Dias Loureiro estava desagradado com o tratamento dado ao BPN; o assunto tinha criado um problema com a imagem do banco; não havia qualquer problema com o Banco Português de Negócios; Oliveira e Costa, ex-Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, e à época Presidente do Conselho de Administração daquele Banco (hoje em prisão preventiva) referiu que estava muito "incomodado" com a matéria da capa(para a qual tinha contribuído, com uma entrevista) e pensava processar a revista (como efectivamente aconteceu).

Depois da conversa comuniquei a Pinto Balsemão que não tinha ficado esclarecido com as explicações de Dias Loureiro e que, por mim, a "Exame" mantinha o que tinha escrito. O que aconteceu depois é conhecido...

Ao ouvir Dias Loureiro na RTP fiquei espantado. Porque o ex-ministro disse que ficara tão preocupado com o artigo que foi, de "motu propriu", ao Banco Central comunicar que a instituição devia estar atenta. Das duas uma: ou Dias Loureiro soube de algo desagradável entre a conversa comigo e a ida ao Banco de Portugal; ou fez "fanfarronice" nessa conversa para esconder os problemas do BPN. Há uma terceira hipótese... Feia. Mas depois do que vi no assunto BPN já nada me espanta!

No meu dicionário da língua, portuguesa, 5ª edição da "Porto Editora", consta: Político, adj. Que pertence ou diz respeito à política ou aos negócios públicos; fig. delicado; cortês; astuto; finório; s.m. indivíduo que trata de política; estadista.
Em consequência do que se passa neste país, proponho à "Porto Editora" que acrescente mais: adj. Hominho aldrabão, trafulha, safado, mentiroso, vigarista, desonesto, salafrário, sem verticalidade.

Camilo Lourenço
camilolourenco@gmail.com
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MensagemAssunto: Re: BPN - A REALIDADE PORTUGUESA   Ter Dez 21, 2010 10:42 pm

PS admite que BPN causa “perplexidade” no país.

21.12.2010

O PS admitiu hoje que o BPN "gera perplexidade no país". Já os partidos da oposição garantem que o governo, em especial o ministro das Finanças, está a "fugir" aos esclarecimentos sobre o BPN desde 15 de Setembro, data do primeiro pedido de audição feito pelo Bloco de Esquerda.

"Temos consciência que o caso gera perplexidade no país", referiu o líder parlamentar socialista, Francisco Assis, juntando-se aos pedidos de esclarecimento da oposição. "Queremos contribuir para que se faça um esclarecimento cabal de toda a situação", admitiu. Quanto às acusações da oposição face à "fuga" aos esclarecimentos por parte do governo, Assis garante que "não encontram suporte na realidade".

O ministro das Finanças está disponível para vir ao Parlamento no dia 11 de Janeiro mas os partidos não ficaram satisfeitos com a data, afirmando que o ministro primeiro tentou "descartar" a sua vinda para um secretário de Estado e depois marcou uma data que coincide com a lei de enquadramento orçamental para "diluir" o problema do BPN. O PSD vai mesmo chamar o presidente do Conselho de Administração do BPN para vir à Assembleia prestar esclarecimentos, antes da vinda de Teixeira dos Santos.

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, garante que "em nenhum momento o governo se manifestou indisponível para prestar esclarecimentos", justificando a data com a "agenda intensa" do ministro das Finanças devido, por exemplo, às "reuniões europeias". O facto de o governo ter tentado que viesse o secretário de Estado do Tesouro responder às questões dos deputados foi justificado por Lacão no "âmbito da organização" governamental, que pode "mandatar o membro do governo pertinente para responder às perguntas dos deputados, caso contrário seria uma limitação à auto-organização do governo".

"O PSD não vai resignar-se perante factos consumatos. A atitude recente do ministro foi a de furtar-se de forma contínua de dar esclarecimento à Assembleia", afirmou o líder parlamentar social-democrata, Miguel Macedo.

O Bloco de Esquerda "estranhou" a exigência do PSD, uma vez que inviabilizaram uma proposta do BE que exigia um "relatório claro às contas do BPN", mas também pedem mais esclarecimentos ao governo. "Seja bem-vindo o PSD a esta exigência", referiu o líder parlamentar bloquista, José Manuel Pureza.

O CDS-PP lembrou que um requerimento para a audição do ministro das Finanças, em Novembro, foi recusada. "Todos os dias somos confrontados nas notícias com comunicados do governo, que não dão explicações à Assembleia para dar explicações à comunicação social", afirmou o líder da bancada centrista, Pedro Mota Soares.

Já o PCP considerou que não é "admissível" Teixeira dos Santos "eximir-se de vir prestar esclarecimentos à Assembleia". "O ministro das Finanças tentou descartar a vinda para um secretário de Estado e perante a recusa da Comissão de Orçamento e Finanças está a adiar a data para Janeiro, fazendo coincidr a discussão com a lei de enquadramento orçamental para que o problema do BPN apareça diluído", acusou o líder da bacanda do PCP, Bernardino Soares.

(Jornal i)
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MensagemAssunto: Re: BPN - A REALIDADE PORTUGUESA   Sab Dez 25, 2010 6:27 pm

A (dis)solução do BPN pelo Governo socialista

23.10.2010

A ler na Via Justa, sobre a (dis)solução do BPN pelo Governo socialista: «A República da Roubalheira». O Governo socialista aplicou até agora 5,1 mil milhões de euros e prepara-se para depenar ainda mais (500 milhões de euros) o contribuinte português.

Natal amargo para os portugueses: a taxa de juro das obrigações do Estado português a dez anos já vai em 6,78%, nesta tarde de 23-12-2010. E a perspectiva é ainda mais gravosa, pois a agência de notação financeira Fitch, desceu, hoje, o rating da dívida portuguesa para A+, mantendo o outlook negativo... A dívida do Estado português está à beira do junk (lixo)...

Publicado por António Balbino Caldeira
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MensagemAssunto: Re: BPN - A REALIDADE PORTUGUESA   Seg Dez 27, 2010 8:39 pm

PS pede explicações a Cavaco sobre acções da SLN

27.12.2010

Edite Estrela, que pertence ao secretariado do PS e à comissão política de Manuel Alegre, defende que Cavaco Silva deve dar explicações sobre as acções que comprou da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), detentora do BPN. "Foi um episódio que ficou pouco claro. O professor Cavaco Silva, tendo em conta toda a nebulosa sobre este assunto, tinha vantagens em esclarecer como as comprou e como as vendeu", disse ao i a eurodeputada do PS.

Edite Estrela considera que Cavaco Silva esteve "pouco confortável" quando foi confrontado com a questão do BPN nos debates televisivos e, mais que isso, defende que, "tendo em conta o que é actualmente conhecido, todas as pessoas de bem só têm vantagens em tornar transparente qualquer ligação que tenham tido".

A questão das acções da SLN foi lançada pelo deputado socialista Defensor Moura no debate com Cavaco Silva. O candidato, que foi presidente da Câmara de Viana do Castelo, disse que o ex- -primeiro-ministro conseguiu ter "um lucro de 140 por cento" com as acções da SLN.

Em resposta, Cavaco Silva classificou as insinuações sobre o BPN como "campanhas sujas e desonestas" e explicou que se limitou a aplicar as suas poupanças em quatro bancos, que resultaram dos direitos de autor dos livros que publicou e de uma herança da mulher. "Para serem mais honestos que eu têm de nascer duas vezes", disse Cavaco.

O Presidente da República foi accionista da SLN entre 2001 e 2003, quando ainda não ocupava o cargo e detinha, de acordo com o jornal "Expresso", 105 378 acções, adquiridas a um euro cada, que foram vendidas a 2,4 euros.

Francisco Lopes, candidato apoiado pelo PCP, lembrou que Oliveira Costa, principal arguido no caso BPN, foi um dos financiadores da campanha de Cavaco Silva, há cinco anos. Defensor Moura foi mais longe e acusou o candidato, apoiado pelo PSD e pelo CDS, de ter "lucros chorudos" com as acções do banco.

O escândalo no BPN e as acções que Cavaco Silva comprou e vendeu à SLN foram dois temas trazidos para a campanha eleitoral pelos seus adversários, mas os politólogos ouvidos pelo i defendem que a polémica não vai afectar o resultado eleitoral do candidato de centro-direita.

António Costa Pinto considera que o caso "remete para o passado e para a elite política do cavaquismo e não para o fundamental, que é a avaliação desta presidência". O especialista em Ciência Política considera mesmo "muito difícil" que possa haver uma segunda volta.

"Se juntarmos a relativa secundarização destas eleições, fundamentalmente pela dimensão da crise, com a fraca polarização desta campanha é difícil alterar a previsão de uma vitória de Cavaco Silva à primeira volta."

Também o politólogo Carlos Jalali defende que "é difícil ligar directamente o actual Presidente da República ao que aconteceu no BPN", o que faz com que o eleitorado não o penalize.

"Os que já o apoiam vão acreditar mais no actual Presidente da República. Aqueles que já eram contra ele vão reforçar a sua posição. Serve para acentuar identidades, mas o efeito deste caso é muito baixo."

Para o politólogo da Universidade de Aveiro é "improvável" uma segunda volta e Cavaco Silva vai ter uma reeleição "confortável", ressalvando que "ainda sobra tempo para que algum acontecimento altere este cenário".

Até ao momento, sublinha Jalali, o que a campanha tem mostrado é a vantagem de qualquer presidente que se recandidata.

Adelino Maltez tem dúvidas de que o caso BPN possa influenciar a campanha eleitoral, porque "não vivemos numa cultura da moralidade". O professor universitário não acredita numa segunda volta e vê em Manuel Alegre "um candidato que está, como em alguns clubes de futebol, a jogar para não perder por muitos e para evitar um desastre".

(Jornal i)
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MensagemAssunto: Re: BPN - A REALIDADE PORTUGUESA   Ter Jan 04, 2011 10:54 pm

A «pilhagem» da galinha BPN pela Caixa Geral de Depósitos

04.01.2011

Já me tinha chegado a informação, mas não quis crer. A informação era sobre o enigma do impasse do BPN e contrapunha ao método habitual do socratismo um processo de reestruturação financeira, ditado pela situação de agonia do Estado. Assim, aquilo que estava a acontecer não era a engorda do BPN para o Governo o ceder, mimoso e luzidio, a um grupo amigo, à maneira da prikhvatizatsiya de Yeltsin. Era a secagem do BPN e o varrimento do lixo da Caixa Geral de Depósitos (CGD) para o BPN: sedução dos melhores clientes e negócios do BPN para a Caixa e passagem de crédito mal-parado e de clientes e negócios inconvenientes para o BPN... Como é evidente dada a natureza nuclear da operação do nacionalizado BPN, o Governo validou esta estratégia e é responsável por ela.

Agora, chega-me uma segunda informação no mesmo sentido e mais concreta:

«Um cliente rico pede seu ao seu gestor no private banking do BPN um financiamento, cujas condições representam um excelente negócio para o banco. Dada a quantia elevada, o gestor precisa de "luz verde" dos seus superiores. Essa autorização nunca chega, não existindo qualquer resposta apesar da insistência do gestor. Ao contactar o seu cliente, pedindo desculpas por este atraso anormal, este revela-lhe que durante esse tempo foi repetidas vezes assediado pela CGD para que obtivesse o financiamento junto deles. O curioso é que o cliente apenas tinha partilhado este negócio com o seu gestor... Esta história não só aconteceu, como não é uma história isolada...»

Se assim é, e parece ser, a Caixa aproveitou o encargo da administração do BPN, nestes dois anos e dois meses, desde 2-11-2008, para se livrar do seu lixo, que varreu para debaixo do tapete do BPN, e compor os seus livros - tal como o Estado, que teria de reflectir, mais cedo do que mais tarde, essa situação nas suas contas -, muito stressados pela sua utilização, pelo Governo Sócrates, como braço de socorro financeiro de certos grupos e empresas em dificuldades, ao mesmo tempo que pilhou o BPN dos melhores clientes e negócios. Esta hipótese explicaria a dificuldade de venda do BPN a outros bancos: estes têm informação do que está a acontecer e recusam ficar com o lixo.

Se esta hipótese estiver correcta, como soa, o aumento do capital do BPN em 500 milhões de dinheiro vivo do Estado é para tapar o buraco alargado pela própria administração da CGD e iludir os interessados renitentes a comprar uma galinha depenada de clientes e negócios, mas com a boca dos funcionários para alimentar.

Se a hipótese se confirma, importa dizer que a estratégia do Governo/CGD de usar o BPN como máquina de secagem de clientes e de carro do lixo da Caixa, um veículo de despejo de créditos mal-parados e maus negócios, é inadmissível e está errada, pelo maior encargo financeiro que provoca para os cidadãos portugueses. O Governo deveria ter aceite o plano Cadilhe e não ter nacionalizado o BPN.

Publicado por António Balbino Caldeira
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MensagemAssunto: Re: BPN - A REALIDADE PORTUGUESA   Qua Jan 05, 2011 8:21 pm

Presidente do BPN cancela audição no Parlamento

05.01.2011

Francisco Bandeira diz que fez «má utilização» da agenda electrónica e afinal tem um compromisso na próxima sexta-feira. Deputados criticam «desrespeito» pela Assembleia da República.

O presidente do Conselho de Administração do BPN cancelou a audição que tinha agendado para a próxima sexta-feira, no Parlamento, para prestar esclarecimentos aos deputados sobre a situação do Banco Português de Negócios. Num mail enviado na manhã de hoje à comissão de Orçamento e Finanças, Francisco Bandeira diz que não poderá estar presente, dada a coincidência com um compromisso nos Açores, «há muito assumido».

A audição parlamentar foi marcada em Dezembro, mas o presidente do BPN alega que se enganou ao acertar a data: «Ao consultar a agenda electrónica não detectei, por má utilização, qualquer compromisso», refere a mensagem.

O cancelamento - e a explicação - caíram mal entre os deputados, com o social-democrata Hugo Velosa a qualificar o adiamento como «inaceitável» e João Almeida, do CDS, a apontar um «profundo desrespeito pela Assembleia da República». Reunidos na comissão de Orçamento, todos os partidos concordaram numa exigência: a audição deve realizar-se antes da ida ao Parlamento, na próxima terça-feira, do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, também para dar explicações sobre o BPN.

Ficou assim aberta a hipótese de a reunião com Francisco Bandeira, que terá de ser reagendada, se realizar durante o fim-de-semana.

(Sol)
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MensagemAssunto: Re: BPN - A REALIDADE PORTUGUESA   Sab Jan 08, 2011 6:29 pm

Desculpem, mas vou ter de mexer no lixo*

07.01.2011

Não me apetecia nada escrever sobre o tema do BPN, e não por achar que o caso das famosas acções da SLN que Cavaco Silva comprou e vendeu há mais de sete anos implicassem ou deixassem de implicar algo de comprometedor.

Não me apetecia escrever sobre o BPN simplesmente porque os termos em que o tema foi colocado na campanha eleitoral correspondem a uma estratégia do PCP e do Bloco, convenientemente secundada primeiro por Defensor de Moura e, depois, lamentavelmente, por Manuel Alegre, para explorar alguns dos piores preconceitos nacionais, atirando-os contra Cavaco Silva e destruindo todo o restante debate eleitoral.

Quem tivesse porventura dúvidas sobre estes objectivos tê-las-á perdido ontem, ao ouvir a intervenção parlamentar desse beato demagogo que dá pelo nome de Francisco Louçã. Não pude, por isso, deixar de tentar perceber melhor tudo o que se sabe, e de tentar perceber o que não se sabe, sobre o tema do BPN e das famosas acções.

Comecei, primeiro, por fazer o meu trabalho de casa e tratar de ler o que Cavaco Silva já disse sobre o caso. Não foi difícil. Com a ajuda de uma página criada no site do Expresso e alguma busca via Google, mais uns telefonemas paia uns juristas, concluí o seguinte:

a) Cavaco Silva teve uma conta no BPN, que abriu no ano 2000, como esclareceu num comunicado de Novembro de 2008;
b) Nesse comunicado, também se referia que o então professor de Economia, numa época em que não desempenhava qualquer cargo político, entregara a “gestão das suas poupanças” a quatro bancos, incluindo o BPN. Acrescentava-se que essas aplicações constavam, “detalhadamente, da Declaração de Património entregue no Tribunal Constitucional”, sendo que esta “pode ser consultada”.

c) Em Junho de 2009, numa declaração oral feita à entrada de uma reunião da COTEC, Cavaco Silva disse que quem tivesse consultado as suas declarações fiscais teria ficado a saber que, além das acções da SLN, também deteve acções do BCP, do BPI, da EDP, da Jerónimo Martins, da Brisa e da Sonae. E acrescentou: “De uma fonte que eu indico no meu comunicado, consta mesmo o preço a que as acções da SLN foram compradas e o preço a que foram vendidas”. Ou seja, desde Novembro de 2008, pelo menos, que teria deixado de ser segredo para quem quer que tivesse consultado esses documentos que Cavaco Silva tinha comprado 105.378 acções da SLN por um euro em 2001 e as vendera por 2,4 euros em 2003. De acordo com a investigação que o Expresso editou em Maio de 2009, estes preços de compra e de venda das acções da holâing que detinha o BPN correspondiam sensivelmente aos que eram praticados no mercado na altura em que as operações foram realizadas. Não haveria, pois, sinais de qualquer preço de favor.

d) Do mesmo dossier do Expresso consta a reprodução, em PDF, da carta que enviou, a 17 de Novembro de 2003, ao presidente do BPN onde pedia ao banco para proceder à venda de todas as acções da SLP que estavam depositadas na sua conta. Eis, pois, o que se sabe, no essencial, sobre essa operação de compra e venda de acções da SLN. Devo dizer que, depois de ter revisto cuidadosamente todos estes documentos e depoimentos, não compreendo onde se possa ver indícios de comportamento ilícito ou de ocultação de factos. Como é, então, possível que exista tanto ruído no ar?
Primeiro que tudo, porque Cavaco Silva não fez a vontade aos seus detractores nem aos jornalistas. Em lugar de repetir explicações e comunicados e de lhes entregar toda a documentação papel por papel, disse apenas que tinha cumprido a lei e que os documentos respectivos estavam depositados onde deviam estar depositados e podiam ser consultados. Podemos concordar ou discordar deste comportamento, podemos discutir se é a forma mais inteligente e eficaz de gerir uma polémica numa campanha eleitoral, mas não podemos acusar o actual Presidente de estar a ocultar informação.

Mas, politicamente, este primeiro ponto é um pormenor. Ou, se quisermos, um pretexto para alguns jornalistas continuarem a falar de falta de transparência. O que verdadeiramente conta nesta polémica é um juízo e dois preconceitos.

O juízo é que ninguém poderia, de boa-fé, ter acreditado e confiado no BPN. Até posso concordar: eu, por exemplo, não só nunca confiei, como nunca me senti tentado a beneficiar das boas taxas de rentabilidade oferecidas pelo BPN aos seus clientes. Mas isso não implica que se tivesse de ser malfeitor para ter conta no BPN ou para ser um dos cerca de 400 pequenos accionistas da SLN. O Estado português confiou ao BPN centenas de milhões de euros de depósitos da segurança social até 2008. Os pequenos accionistas têm neste momento acções a decorrer contra a gestão de Oliveira e Costa, porque também eles foram prejudicados, e muito. Mais: Cavaco Silva tratou de vender as suas acções anos antes de Vítor Constâncio, que tinha como dever supervisionar o BPN, começar a desconfiar de que algo ia realmente mal naquele banco.

Vem depois um primeiro preconceito: ter lucro com acções é pecado, e Cavaco Silva não só teve lucro como teve muito lucro. É a retórica do Bloco e do PCP, em todo o seu esplendor. Infelizmente, Alegre embarcou nela de forma irresponsável e desesperada. Na verdade, a única coisa que haverá a apurar é se uma valorização de 140 por cento em dois anos é possível, apesar de os dados do mercado confirmarem que ela ocorreu para todos os accionistas da SLN e não apenas para Cavaco Silva. A resposta é simples: é possível e até ocorre com alguma frequência. Nos últimos 12 meses, por exemplo, as acções da Jerónimo Martins valorizaram-se, em bolsa, 100 por cento. Cem por cento num ano, não em dois.

E quem seguiu as cotações de muitas empresas ao longo da última década sabe que não faltaram casos de acções que duplicaram, triplicaram ou mesmo quadruplicaram de valor em intervalos de tempo relativamente curtos. No caso da SLN, isso não se passava em bolsa, mas nada impede que o mesmo tenha sucedido, sobretudo se nos lembrarmos da euforia que rodeou a valorização desse banco antes de se começarem a conhecer os seus problemas e falcatruas.

Sobra o último preconceito, aquele a que se agarra agora, para surpresa de quem se habituou a admirar o seu passado, Manuel Alegre: para comprar e vender acções, será necessário um contrato. Ora sucede que não é. A regra é não haver contrato. Mais: a leitura da carta de Cavaco Silva com a ordem de venda das acções não indicia a existência de qualquer contrato (de resto, Cavaco Silva já disse, nos Açores, que não existia qualquer contrato). Também não é obrigatório existir um comprador preestabelecido. O banco pode sempre vender as acções sem que o vendedor fique sequer a conhecer o nome do comprador.

Como isto não parece muito difícil de entender, só por preconceito e má-fé se pode basear uma campanha eleitoral no tipo de gritaria a que temos assistido. Como já disse Fernando Nobre, com razão, “tudo o que tem estado a acontecer não vai no sentido de contribuir para a responsabilização e credibilização da classe política, que é essencial para o país”‘.

(Público - José Manuel Fernandes)
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MensagemAssunto: Re: BPN - A REALIDADE PORTUGUESA   Qua Jan 12, 2011 2:00 pm

O efeito ventoinha do BPN dos socialistas

09.01.2011

O Presidente do BPN, o socialista-varista Francisco Bandeira, vai ser ouvido no Parlamento na próxima segunda-feira, 10-1-2011, sobre a gestão do banco; e no dia seguinte, terça, 11-1-2011, é a vez do ministro das Finanças sobre o mesmo tema. Convém que os deputados leiam os documentos publicados pelo BPN - até ao 3.º Trimestre de 2010 - e consultem quem os possa ajudar a fazer as perguntas certas. É preciso não esquecer a forma como, não há muitos meses, fracos gestores enrolaram os deputados em audições parlamentares muito mediáticas.

Um amigo chamou-me a atenção para alguns factos, cuja compreensão é útil. Sobre o último Relatório e Contas do BPN, referente ao exercício de 2009, atente-se na passagem seguinte:

«De destacar o aumento da rubrica de responsabilidades representadas por títulos com mais 2.511.767 milhares de euros (+249,0%) e a diminuição dos débitos para com clientes, com menos 1.921.594 milhares de euros (-37,5%).» (p. 24)
Portanto, a gestão socialista do BPN – que supostamente iria recuperar o Banco - cavou em apenas um ano, 2009, um buraco financeiro superior a 4.4 mil milhões de euros, entre dinheiro emprestado pela CGD e perda de recursos por fuga dos clientes.

E como está a situação agora? A avaliar pela última posição patrimonial publicada (3.º Trimestre de 2010), piorou em mais de milhão de euros.

Tudo parece indicar que o resultado da gestão socialista do BNP no final de 2010 há-de ser ainda pior do que o gráfico acima expõe. O Governo prepara-se para aumentar o Capital Social do BPN socialista em 500 (quinhentos!...) milhões de euros. Porquê? Para o ceder mais gordo (após a eleição presidencial), para recomprar acções da SLN a accionistas privilegiados ou, simplesmente, para cobrir o buraco cavado pelos socialistas desde a nacionalização, em 2-11-2008?...

O ministro Teixeira dos Santos arrepiou caminho, em declaração na Assembleia da República, em 7-1-2011, relativamente à filtragem das notícias negativas sobre o banco, defendendo que o buraco não é tão grande como se tem veiculado:

«Os 5 mil milhões de euros são o total da liquidez injectada. Os capitais negativos, que são a verdadeira situação líquida do banco, são de apenas 2 mil milhões.»

O banco foi nacionalizado mas a falta de transparência não foi erradicada. Na página 219 do Relatório e Contas de 2009 do BPN, a Delloite e Associados queixa-se, no seu Relatório de Auditoria - Contas Individuais, de que:

«Até à data de conclusão do nosso trabalho, ainda não obtivemos resposta relativamente ao nosso pedido de confirmação de saldos por parte de alguns clientes do banco relativos a depósitos mantidos e a títulos depositados no Banco, pelo que não nos é possível concluir, com a segurança necessária, quanto à fiabilidade dos montantes registados nestas rubricas.»

E na página 222 do Relatório e Contas de 2009 do BPN, a sociedade revisora oficial das contas, a Oliveira Rego e Associados coloca uma reserva, na Certificação Legal das Contas, de que:

«Em virtude de, até à conclusão do nosso trabalho, não termos obtido resposta a uma parte significativa dos pedidos de confirmação externa de clientes relativos a depósitos e a títulos depoistados no Banco, não podemos formar opinião sobre os valores inscritos naquelas rubricas.»

A história do banco sob o domínio socialista é mais negra (5 mil milhões de euros de dinheiro público) do que a lama escura da campanha socialista sobre os 147.500 mil euros de lucro do Prof. Cavaco Silva, em 2001-2003. Além de não ter salvo o banco, como prometera, a gestão socialista do BPN está a deixar cada vez mais degradada a posição patrimonial do banco: os resultados líquidos negativos sucedem-se, com prejuízos operacionais consecutivos, o volume negativo dos fundos próprios agrava-se, os clientes fogem e alguns são transferidos para a Caixa, os emprestadores institucionais esquivam-se, despeja-se lixo tóxico da Caixa no banco, e enterra-se no pântano socialista sempre cada vez mais dinheiro, sacado em impostos aos portugueses. Tudo isto por estratégia política, decisão e vontade, do Governo socialista, mantendo o banco em banho maria até à eleição presidencial.

O esforço que o Partido Socialista e o Governo estão a impor aos portugueses para salvar o BPN socialista contitui uma escandalosa extorsão dos contribuintes. Os portugueses não têm de pagar a salvação do BPN da incapaz gestão socialista.

Por este caminho, os socialistas vão conseguir fazer pior em dois anos do que Oliveira e Costa fez em dez... A diferença é que o descalabro da gestão de Oliveira e Costa (que está a ser julgado por «crimes de fraude fiscal qualificada, burla qualificada, falsificação, abuso de confiança agravada, falsificação, infidelidade, branqueamento de capitais e aquisição ilícita de acções») prejudicou os clientes e quem nela acreditou, sem que a supervisão bancária do Banco de Portugal, liderado por Vítor Constâncio, a travasse. Já a segunda ruína do BPN, da responsabilidade do Governo e da administração, dirigida pelo socratino Francisco Bandeira, quem a paga é o povo.

Mas o filme negro não fica por aqui. Prolongou-se numa campanha suja sobre Cavaco Silva que, afinal, conspurcou quem nela participou, como Manuel Alegre. Dois factos ilustram o efeito ventoinha: Comissão de Honra de Manuel Alegre e a propriedade da sua sede nacional de campanha. Comissões de honra, afinal, há muitas e chapéus também, para todas as cabeças: quem acusou Cavaco de ter na Comissão de Honra da sua candidatura accionistas da SLN, esqueceu-se de mencionar que, conforme me chamaram a atenção, Fernando Lima Valadas Fernandes, o actual presidente do Conselho de Administração da Galilei (o novo nome da SLN) - e de quem se fala «para substituir António Reis à frente do Grande Oriente Lusitano» - pertence à Comissão de Honra da candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República. Mais ainda, Helena Matos noticia hoje, 9-1-2011, no Blasfémias, que a Galilei/SLN é a «dona do andar onde funciona» a sede nacional da candidatura de Manuel Alegre, em Lisboa, na Rua Marquês de Fronteira, 8, 1.º. Mais ainda, importa protestar que os portugueses não têm de custear os negócios de compra de acções da SLN/Galilei, dirigida por Valadas Fernandes, pelo BPN - como este, de 20 milhões de euros, que o Paulo Pinto de Mascarenhas descobriu, em 15-10-2010 e que Paulo Portas denunciou no Parlamento, em 7-1-2011. E muito menos pagar qualquer indemnização à SLN por nacionalização do banco, após a gestão ruinosa anterior, como pretende o presidente da SLN/Galilei, Fernando Lima Valadas Fernandes, segundo notícia do DN, que o JCD recuperou, no Blasfémias, de 8-1-2011:

«"A Sociedade Lusa de Negócios (SLN), a antiga dona do BPN, pretende receber do Estado, como indemnização decorrente da nacionalização do banco, 403,8 milhões de euros"»

A promiscuidade entre a finança e o Estado e o desperdício de dinheiro do Estado são causas principais do colapso iminente da III República. O Governo socialista e a presidência do BPN devem uma explicação concreta aos portugueses: em quê e como é que foram gastos os 5 mil milhões de euros de dinheiro público após a nacionalização do BPN?

Limitação de responsabilidade (disclaimer): As entidades, objecto das notícias dos media, que comento, não são suspeitas ou arguidas do cometimento de qualquer ilegalidade ou irregularidade neste caso; e quando arguidos, como José Oliveira e Costa, gozam do direito constitucional á presunção de inocência até ao trânsito em julgado de eventual sentença condenatória.

Publicado por António Balbino Caldeira
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MensagemAssunto: Re: BPN - A REALIDADE PORTUGUESA   Hoje à(s) 6:49 am

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