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 FEIOS, PORCOS E MAUS...

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MensagemAssunto: FEIOS, PORCOS E MAUS...   Ter Out 26, 2010 10:03 pm

Vocês sabem de onde veio esta gente?

O 25 de Abril a pode ter apanhado as pessoas desprevenidas ou ocupadas, mas o que foram fazer nos dias, meses e anos seguintes foi já da sua inteira responsabilidade. Ou irresponsabilidade? A pergunta correcta é "onde é que estava no pós 25 de Abril"?

Durão Barroso, como se vê, era um marxista ferrenho e maoísta fanático; Jorge Coelho foi actor na UDP; Catalina Pestana bloqueou a ponte 25 de Abril.

A 11 de Março de 1975, Catalina Pestana e vários colegas do MES (Movimento de Esquerda Socialista), acharam que o mundo ia acabar e foram para a sede do partido, na Av. D. Carlos, em Lisboa. Foi lá que Catalina e um camarada receberam a ordem: "Vão invadir a margem sul." E os dois lá foram, directos à Ponte 25 de Abril, a bordo de um Honda 600 azul. O colega de aventura guiava e Catalina, que nem megafone tinha, gritava, cabeça fora da janela:
"Camaradas, é preciso unirmo-nos, estão a invadir os ralis."

Na ponte, dá-se finalmente o que Catalina designa como "a iluminação". Um dos dois diz: "Vamos bloquear a ponte." Atravessam a viatura no sentido norte-sul e passaram a pé para o outro lado. Conseguem parar um camião e pedem ao condutor: "Camarada, atravessa o camião aqui, é preciso impedir que passe a reacção."

"Nós não éramos ninguém, éramos uns mangericos, mas ele atravessou mesmo o camião." Dez minutos depois havia vários camiões atravessados, estava feito o bloqueio. Catalina Pestana ainda hoje se ri quando lembra o episódio:
"Aquilo era uma festa. Se um génio me desse hoje mais dez anos de vida, em troca daqueles dois que vivi a seguir ao 25 de Abril, eu não trocava."

A ex-Provedora da casa Pia concorreu, pelo MES, às eleições para a Constituinte, em 1975, como número nove por Setúbal, dada a sua ligação à margem sul (não a invasão, mas o facto de ter dado aulas no liceu).
O partido teve um resultado lamentável, não elegendo ninguém, nem sequer o cabeça de lista por Lisboa: Eduardo Ferro Rodrigues.

E percebe-se porquê, como explica o futuro secretário-geral do PS: "Tínhamos sessões com centenas de pessoas, mas dizíamos que era só para esclarecer e nunca fazíamos apelo ao voto, que votassem em quem quisessem. No final, as pessoas, espantadas, vinham-nos perguntar:
"Mas então não querem que a gente vote?!"
" Ainda bem que não votaram - o embaixador português junto da OCDE reconhece que, na altura, esteve do lado errado da História: "Vendo à distância, houve forças com que não estávamos que tiveram um papel fundamental para que a coisa não acabasse mal. Soares, Melo Antunes, Eanes, não eram pessoas que admirássemos."

O MES é um bom ponto de partida para detectar activistas políticos com futuro promissor, já que o seu primeiro resultado eleitoral é inversamente proporcional ao sucesso dos seus membros. Deu dois secretários-gerais do PS (Jorge Sampaio e Ferro Rodrigues), um Presidente da República (Sampaio) e exibe um invejável palmarés de ministros: Vieira da Silva e Augusto Santos Silva, no actual elenco de José Sócrates, David Justino, Alberto Martins, João Cravinho ou Augusto Mateus.

Sampaio foi primeiro a sair, assustado com os caminhos do líder Augusto Mateus, que, lembra outro ex-membro, Joel Hasse Ferreira, hoje eurodeputado pelo PS, queria “cavalgar o processo revolucionário a de forma a ultrapassar o PCP”.

O MES foi extinto em 1978, num mega-jantar no Mercado do Povo, em que foi notada a ausência de Mateus. Apesar dos destinos políticos diferentes, alguma lastro ficou. Quando, enquanto líder da oposição, foi questionado sobre se se aproveitava alguém do Governo de Durão Barroso, Ferro fez uma ressalva:
“Talvez o ministro da Educação, que foi meu camarada.” “Achei-lhe graça”, ri David Justino.

Ser actor, e político, ao mesmo tempo, foi algo que Jorge Coelho não aprendeu no PS, mas na UDP, com passagem anterior pelo CCRML (Comités Comunistas Revolucionários Marxistas-Leninistas). A que também pertenceu Mariano Gago, actual ministro da Ciência e Ensino Superior, que na altura liderou a Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico.
Os CCRML integram a UDP, em finais de 1974, e o agora CEO da Mota-Engil segue o movimento. À época, ser actor era importante por outro motivos que não a arte: assim se levava a revolução ao povo. E Coelho também tentou a sua invasão da margem sul por vias pacíficas, no Barreiro, em Almada, desempenhando peças de Brecht e Luís de Stau Monteiro. Na peça Sua Excelência, deste último, fez de Sua Excelência.

Na UDP encontrou vários jornalistas com quem mais tarde se cruzaria como político: estiveram lá António Peres Metello ("Isso é uma outra encarnação minha"), José Manuel Fernandes, director do Público, ou Henrique Monteiro, director do Expresso. E também o professor João Carlos Espada, director do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica, colunista do Expresso, agora um liberal convicto, e "besta negra" da esquerda. O seu reitor, o da Católica, Manuel Braga da Cruz, por sinal, andou pelo MES.

António Vitorino não andava a longe. Esteve na FSP (Frente Socialista Popular), a cisão do PS protagonizada por Manuel Serra, ele próprio cinde, e junta-se a alguns ex-MES no MSU (Movimento Socialista Unificado), onde também está Braga da Cruz. Uma testemunha das negociações, Hasse Ferreira, conta que, aos 18 anos, Vitorino marcava pelo discurso e não só:
“Era um cabelo... Muito, muito, muito cabelo, comprido, castanho.”

Se Coelho era actor, Nuno Ribeiro da Silva, ex-secretário de Estado da Energia de Cavaco Silva e presidente da Endesa Portugal, era cantor. Cantava no GAC, Grupo de Acção Cultural-Vozes na luta, ligado à UDP, onde dominava a voz de José Mário Branco.
Cantaram por todo o país, em auditórios, em greves e em acções de rua, no estrangeiro (Franco, em Espanha, correu-os a gás lacrimogéneo) e no festival da canção. O empresário entoava:
"A cantiga é uma arma e eu não sabia, tudo depende da bala e da pontaria."
Mas o entusiasmo era maior que a consequência.

José Mário Branco, num espectáculo no centro de reabilitação de Alcoitão, entusiasmou-se fez um discurso, e instou a assistência a cantar a Internacional, "de pé e punho erguido".
Fez-se silêncio: estavam umas centenas de pessoas em cadeiras de rodas a ouvi-lo. Ribeiro da Silva tem uma "relação cordial com esses tempos." Quando foi para o Governo e perguntavam "quem era o fedelho", contava também o currículo político: "Andámos, gostámos e foi giríssimo." Mas nunca militou em nenhum partido, nem no PSD, a cujo governo foi parar por influência do amigo do Técnico Carlos Pimenta, um JSD de primeira hora, que lhe chamava "um marginal esquerdista".

Henrique Monteiro da OCMLP e depois da UDP, “a defender só coisas erradas e parvoíces que ainda hoje estamos a pagar. “Que mil flores desabrochem”, de Mao, era uma frase levada a sério, demasiado a sério. Henrique não apreciava a falta de sentido de humor. Apresentou um colega baixinho que ia intervir, dizendo “agora vai falar o maior marxista-leninista vivo” e ninguém se riu.

Mas se a OCMLP (Organização Comunista Marxista-Leninista Portuguesa), em Lisboa, contava pouco na extrema-esquerda – dominava o animado MRPP – a norte, no Porto, era um peso-pesado. Ao ponto de enxotar a concorrência. Como sabe Alberto Martins, líder parlamentar do PS, na altura no MES. Pedro Baptista, o líder da OCMLP na altura (e hoje candidato à distrital socialista do Porto), conta: “Começámos a preparar cerco ao Palácio de Cristal, (onde o CDS de Freitas do Amaral tinha marcado o seu congresso) um mês antes, e marcámos para as quatro da tarde. Quando chegámos, estava lá o Alberto Martins, mais uns, anteciparam-se e tinham chegado às três. Mas eram meia dúzia, as pessoas ficaram connosco, fomos nós que fizemos o boicote.” O ex-líder da OCMLP manteve sempre, apesar disso, uma relação cordial com Alberto Martins.

Também há experiências infelizes. O advogado Ricardo Sá Fernandes tem algumas boas memórias do MDP-CDE (O Movimento Democrático Português-Comissão Democrática Eleitoral) – chegou a discursar num comício com o Campo Pequeno cheio, e foi o mais jovem candidato à Constituinte, com 21 anos, a idade mínima, feitos dois dias antes do prazo.

Era o número dez da lista por Lisboa, seguido de Artur Jorge, futuro treinador de futebol. Mas predominam as más memórias. Quando os trabalhadores do República invadiram o jornal e expulsaram o director, Raul Rego, Ricardo foi à sede. Na entrada, de um lado, havia os comunicados com a posição oficial do partido, de neutralidade. Do outro, um molho de caricaturas de Mário Soares, com uma mão no rabo e dizendo: "Ai que me deram no Rego."
Sá Fernandes passou-se: "Disse-lhes, vocês são uns hipócritas". Já tivera pistas anteriores da hipocrisia: “Na direcção estava o Francisco Pereira de Moura, um católico progressista, e José Manuel Tengarrinha, mas quem mandava era o Lino de Carvalho e o Vítor Dias, que eram funcionários do PCP e estavam ali numa espécie de comissão de serviço!" Saiu no início de 1976.

José Lamego também tem histórias desagradáveis para contar do pós-25 de Abril. Ele, que era um símbolo do partido ­ - tinha 19 anos quando derrubou o pide que atingiu o estudante José António Ribeiro dos Santos, na faculdade de Direito e levou uma bala numa perna e foi submetido a uma das mais longas torturas de sono da Pide, durante 16 dias consecutivos - deixou o MRPP (Movimento Reogarnizativo do Partido do Proletariado) quando chegavam Durão Barroso e Ana Gomes, em finais de 1974.

"O Verão de desse ano já foi um delírio absoluto, de sectarismo, lutas de rua, as brigadas…" Ainda assim, manteve boas relações com o MR, sobretudo com alguns jovens, mas sempre os achou com falta de humor e excesso de “excitabilidade”.

Num café de Coimbra, disse “por piada a uns miúdos do MR", que a sétima esquadra americana estava prestes a desembarcar na praia da Figueirinha, perto de Setúbal. Minúscula, por sinal. Uns dias depois, viu o general Costa Gomes desmentir na RTP que a Nato estivesse com intenções de intervir em águas territoriais portuguesas. "Nunca mais disse piadas."

Uns vão, outros vêem. Ana Gomes estivera nos CAC (Comités de Luta Anticoloniais) antes do 25 de Abril, e chegara a fazer comunicados, na garagem dos pais, com Maria José Morgado, antes do 25 de Abril, "nuns copiadores mal-amanhados", e, em Novembro de 1974, em Novembro, "eles chamaram-me, queriam tomar o poder ao PCP em Direito".
Assistiu à chegada de Durão Barroso: "Numa assembleia geral da faculdade, foi a primeira vez em que ele apareceu, fez um discurso tão empolgante que alguém disse logo, "peguem nesse miúdo".
Acabou na direcção da associação". Que Ana Gomes também integrou. Passou a ir nas tais brigadas de que Lamego não apreciava.
Na noite em que morreu Alexandrino de Sousa, afogado no Tejo junto ao Terreiro do Paço, Ana teve sorte: saíram duas brigadas de colagem de cartazes (que às vezes acabavam em batalhas campais com brigadas de outros movimentos). Ana ia na outra. Na de Alexandrino, ia uma ex-namorada de Durão: “Estávamos a colar cartazes e chegou um grupo com carrinhas, barras de ferro, da UEC. Foram-nos empurrando até ao rio, à tareia.” Alexandrino não sabia nadar. Quanto a Durão, recorda-o assim. “Muito culto, e na faculdade incendiava as audiências. É muito curioso vê-lo agora com um discurso institucional.”

Margarida Sousa Uva, a futura mulher de Durão Barroso, não foi para ao MRPP por afinidade, mas por convicção. Foi Lamego que lhe aprovou a entrada sem a conhecer, com uma recomendação de Saldanha Sanches:
"É linda como uma virgem de Boticelli."
Garcia Pereira foi advogado do caso da morte de Alexandrino de Sousa. Só ele se mantém do MRPP. Até Fernando Rosas, outro histórico do MRPP, emigrou para outras bandas.
João Soares, que nunca foi do MRPP, era solidário na pancadaria: "Tudo o que era acção directa ele alinhava connosco", recorda Lamego, que o reencontraria no PS. Como reencontraria Ana Gomes, que criticou a sua ida para o Iraque, como representante português na administração provisória. Hoje não se falam. Coisas de família – política, entenda-se.

No início deste ano, a procuradora Maria José Morgado descreveu-se assim ao El País: "Éramos um grupelho de universitários. Eu era uma marrona maoísta, uma criatura absurda". E ainda: "Arquétipos estúpidos e lunáticos. Queríamos tomar o poder e globalizá-lo. Ainda bem que não o tomámos”

Olhando para a actual classe política, muita gente conheceu muita gente no pós 25 de Abril. Há duas hipóteses de explicação: ou o país é mesmo pequeno, ou a extrema esquerda foi grande. E à direita? À direita havia menos gente, menos movimentos e menos animação. Pedro Santana Lopes fundou o MID (Movimento Independente de Direito), na Faculdade de Direito, onde também esteve Nuno Rogeiro. Paulo Portas militava, imberbe e sem idade para aventuras, na JSD. Na direita vista como mais radical, pontuava o MDLP (Movimento Democrático de Libertação de Portugal), que agregou os spinolistas, onde esteve José Miguel Júdice, com vinte e poucos anos, e que já passara pelo MFP (Movimento Federalista Português), que defendeu uma solução federalista para o problema colónia. Foi preso a 28 de Setembro de 74, e novamente no 11 de Março. Durante o gonçalvismo, foi para Espanha um ano, e “fazia trabalhos políticos ou jurídicos, consultas” para o movimento. Não lamenta nada: “Não. O que fiz fi-lo com grande idealismo, se voltasse a ter aquela idade voltava a fazer o mesmo. É bom ser-se radical quando se é novo, é mau é ser-se radical quando se é velho.”

Texto de Maria Henrique Espada
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MensagemAssunto: Re: FEIOS, PORCOS E MAUS...   Sex Out 29, 2010 8:24 pm

Os boys da Fundação Cidade de Guimarães

29.10.2010

A Fundação Cidade de Guimarães (FCG), entidade que gere a Capital Europeia da Cultura de 2012, vai gastar quase oito milhões de euros em vencimentos até ao final do seu mandato. Só o conselho de administração (CA), presidido por Cristina Azevedo, custa à instituição 600 mil euros por ano.

A presidente do CA, Cristina Azevedo, aufere 14.300 euros mensais, enquanto os dois vogais executivos, Carla Martins e João B. Serra, recebem 12.500 euros por mês. No mesmo órgão tem ainda assento Manuel Alves Monteiro, vogal não executivo, que recebe dois mil euros mensais pelo cargo.

Também os membros do conselho geral, onde têm lugar, entre outros, Adriano Moreira, Eduardo Lourenço e Diogo Freitas do Amaral, recebem 300 euros de senha de presença em cada reunião daquele órgão. O ex-Presidente da República Jorge Sampaio, que preside ao conselho geral aufere 500 euros por reunião.

QUEM SÃO ESTES MENINOS?

O QUE FIZERAM DE RELEVANTE PARA GANHAREM ESTES TACHOS?

É vergonhoso um país ser enrabado desta forma e aplaudir alegremente! Por muito menos fazem-se revoluções. Cambada de cagões!!!

(Democracia em Portugal)
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MensagemAssunto: Re: FEIOS, PORCOS E MAUS...   Qui Nov 11, 2010 9:41 pm

António Mexia é docente do MBA dirigido por Manuel Pinho e financiado pela EDP

11.11.2010

EDP financia MBA dirigido pelo ex-ministro da Economia na Universidade de Columbia nos EUA. CEO da empresa garante que não recebe nada pelas aulas que dá.

O CEO da EDP, António Mexia, é um dos professores convidados do MBA em Energia dirigido pelo ex-ministro da Economia, Manuel Pinho, e leccionado numa parceria entre o Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) e a universidade norte-americana de Columbia - School of Internacional and Public Affairs (SIPA). Tendo em conta a brochura do mestrado, a que o i teve acesso, António Mexia faz parte do conjunto "de empresários e de pessoas de renome" que estão a leccionar parte do MBA. Em declarações ao i, o CEO da EDP esclareceu que não recebe qualquer valor pelas aulas que dá na Universidade de Columbia, garantindo que o faz "pro bono". "Nem eu nem ninguém da EDP fomos pagos para dar aquelas aulas", garantiu o presidente da eléctrica, que até ao momento já leccionou três aulas naquela universidade norte-americana.

O MBA, que teve início em Setembro deste ano, está integrado num projecto a quatro anos financiado pela eléctrica nacional. Como avançou o "Jornal de Negócios" em Outubro, a empresa portuguesa fez uma doação à School of International and Public Affairs, tendo pedido à universidade nova-iorquina para não divulgar o montante da doação. Entre as iniciativas patrocinadas pela eléctrica está o MBA dirigido pelo ex-ministro da Economia.

O presidente da EDP garantiu ainda que o curso é "independente" do patrocínio dado pela empresa à Universidade de Columbia: "Não há qualquer relação." Questionado sobre o valor do patrocínio concedido à instituição, António Mexia adiantou que a EDP dá apoios a 53 universidades em todo o mundo num valor que é um pouco superior a um milhão de euros, não especificando qual o montante aqui em jogo.

Ao nome do CEO da EDP, no corpo docente do MBA, juntam-se os de António Gomes de Pinho, presidente da Fundação Serralves, José Moreira da Silva, conselheiro das Nações Unidas para a energia e vice-presidente do PSD, o ex-bastonário José Miguel Júdice, Rui Cartaxo, presidente da REN, Paulo Teixeira Pinto, ex-presidente do Milennium BCP, Manuel Sebastião, Presidente da Autoridade da Concorrência e José Braz, membro da direcção da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

O MBA em energia tem a duração de um ano e meio. Um ano é leccionado no ISCTE, em Lisboa, sendo apenas um semestre leccionado na Universidade de Columbia em Nova Iorque. No total, o mestrado custa 37 mil euros, variando o número de alunos entre os 20 e os 40. Contactado pelo i, o ISCTE avançou que o sucesso do primeiro MBA fez com que já abrissem as inscrições para o do próximo ano, que terá início em Setembro de 2011.

A notícia de que a EDP teria financiado o MBA dirigido por Manuel Pinho levou a que o PSD pedisse esclarecimentos ao governo sobre o que considerou ser "patrocínios generosos" de uma empresa que tem uma participação de 20% da Parpública e de 5,7% da Caixa Geral de Depósitos (CGD).

Nas perguntas dirigidas aos ministérios da Economia e das Finanças, o deputado social-democrata Luís Campos Ferreira questionou se é tradição na EDP patrocinar entidades do ensino superior, quais apoiou nos últimos anos e os montantes envolvidos. Luís Campos Ferreira perguntou ainda se a atribuição dos donativos "englobava a condição de indicar um professor que leccionasse um seminário ou uma cadeira". Até ao momento, o governo não respondeu às questões levantadas.

(Jornal i)
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MensagemAssunto: Re: FEIOS, PORCOS E MAUS...   Sex Nov 12, 2010 9:29 pm

Mexia admite candidatura à Câmara de Lisboa

11.11.2010

O presidente da EDP afirmou que gostaria de voltar à política e que considera a Câmara de Lisboa «um desafio de gestão interessante» por se tratar de «uma das maiores companhias portuguesas»

«Voltarei à política, mas não no curto prazo», afirmou à Lusa António Mexia ao ser questionado sobre se preferia voltar como ministro ou como presidente de câmara.

«Quando falo da Câmara de Lisboa acho que é um desafio de gestão interessante. É uma das maiores companhias portuguesas, um desafio interessante do ponto de vista de conceção e de estratégia, um exemplo daquilo que gosto», acrescentou o presidente da eléctrica portuguesa, cujo mandato na EDP termina no final de 2011.

«Infelizmente desvaloriza-se a função de político, sendo ela absolutamente indispensável já que é o exercício da democracia. É bom que as pessoas tenham cada vez mais respeito, tendo o político a noção de que tem de se dar ao respeito», defendeu Mexia.

«Eu gosto da política, respeito-a e daqui a muitos anos voltarei», anunciou. Talvez não nas próximas autárquicas, que se realizam já em 2013.

Lusa / SOL
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MensagemAssunto: Re: FEIOS, PORCOS E MAUS...   Qui Nov 18, 2010 10:54 pm

Madaíl ganha 402 mil/ano

Gilberto Madaíl recebe como presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) o equivalente a 28 ordenados mínimos (475 €), ou seja, 13 300 euros por mês.No comando da Federação há 14 anos, Gilberto Madaíl recebe ainda uma verba anual de 160 mil euros para despesas de representação. A somar a este valor está uma pensão de reforma de funcionário público (referente aos anos em que foi vereador e deputado da Assembleia da República) no valor de quatro mil euros/mês.Tudo somado, Gilberto Madaíl aufere anualmente um rendimento bruto na ordem dos 402 mil euros, aos quais são deduzidos os descontos consagrados na lei.

(Correio da Manhã)


41.100€ indevidamente (fora o tacho)

Um jovem de 26 anos, sem currículo profissional nem formação de nível superior, foi contratado, em Dezembro, como assessor técnico e político do gabinete da vereadora Graça Fonseca na Câmara de Lisboa (CML). Remuneração mensal: 3950 euros. Desde então, o assessor - que estava desempregado, fora funcionário do PS e candidato derrotado à Junta de Freguesia de Belém - acumulou esse vencimento com cerca de 41.100 euros de subsídios relacionados com a criação do seu próprio posto de trabalho. Filho de um funcionário do PS que residiu até 2008 numa casa da CML com uma renda de 48 euros/mês.

(In Público)
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MensagemAssunto: Re: FEIOS, PORCOS E MAUS...   Dom Nov 21, 2010 3:57 pm

Cláudia Borges com tachinho de 7 mil euros mensais (cunhada do autarca socialista António Costa)

20.11.2010

Cláudia Borges,ex-jornalista da SIC e hoje assessora da ministra da Saúde, Ana Jorge, ganha mais do que a sua chefe.

Tendo recebido 100 mil euros em 2009, Cláudia Borges ganhou mensalmente cerca demais de 300 euros do que a ministra. O gabinete da ministra da Saúde pagou, em 2009, cem mil euros de vencimento bruto à ex-jornalista Cláudia Borges, que coordena o gabinete de imprensa do Ministério - um valor que corresponde a um salário mensal bruto de 7.140 euros, superior ao que ganhou cada ministro em 2009 e o dobro do que está previsto por lei para os adjuntos dos gabinetes governamentais.

No ano passado, segundo a tabela oficial, os ministros receberam 6.885 euros por mês, incluindo despesas de representação. Para os adjuntos, os valores tabelados previam 3.505 euros mensais, com despesas de representação também.

Questionado pelo SOL, o Ministério da Saúde não quis dar informações sobre o valor do vencimento pago à assessora de Ana Jorge, mas adiantou que Cláudia Borges «não recebe despesas de representação, recebendo o seu vencimento, tendo ainda direito à utilização de telemóvel».

Informou, por outro lado, que «o Gabinete da Ministra da Saúde suporta com verbas próprias do seu orçamento todo e qualquer encargo com toda e qualquer pessoa que preste serviço neste Gabinete».

graca.rosendo@sol.pt
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MensagemAssunto: Re: FEIOS, PORCOS E MAUS...   Seg Nov 22, 2010 8:54 pm

QUEM SÃO AS "FORÇAS ESCURAS"?

22.11.2010

As forças escuras são seres que não honram a Mãe/Pai Deus como o Criador/Fonte. Eles buscam tomar energia e poder de outros seres em lugar de recebê-los de Deus. Ainda que estes seres fossem criados por Deus, eles (através de seu próprio livre arbítrio) têm participado na ilusão da separação de Deus e se tem oposto a suas Criações no nível de dualidade. Em sua dor eles buscam controlar a outros. Uma forma como fazem isto é através de implantes.

Os Reptóides são uma raça de seres que depredam a humanidade e, de fato, buscaram cultivar a humanidade como uma raça escrava para seus propósitos. Em conseqüência eles se vêem a si mesmos como participantes na criação da raça humana e, portanto, eles crêem que tem o direito de interferir no desenvolvimento humano. Isto significa que crêem que podem controlar a humanidade através de qualquer meio necessário. A Lei Universal que é constante é a “não interferência no livre arbítrio de outro ser”. Os Reptóides violam esta lei universal.

Dentro deste Universo existem muitos seres e civilizações de Luz que têm buscado interceder e apoiar a Lei Universal e o direito do homem de evoluir livremente. Como resultado se tem realizado muitas batalhas de dualidade entre as Forças Sagradas (da Luz e Amor de Deus) e as profanas (autopreservação e parasitismo). Os Reptóides têm sido lançados fora de um sistema planetário atrás de outro e estão sendo afastados para fora da Terra enquanto ela ascende para a realidade de quinta dimensão.

Os Reptóides são geralmente uma raça inferior. Também são conhecidos como as Lagartixas porque tem uma semelhança com estes répteis. Eles amam mascarar-se como a Luz e são a fonte de muita desinformação, assim como de sistemas de energia que podem ser confundidos como sistemas curativos. Eles misturam só a suficiente verdade com suas mentiras para confundir aos desorientados e são, de fato, a fonte de muito material canalizado. Sempre perguntem: “Esta informação vem em nome da vibração de Cristo?” .

PS: Hitler e Bush são apontados como reptóides. Em Portugal quem será?...
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MensagemAssunto: Re: FEIOS, PORCOS E MAUS...   Seg Nov 29, 2010 10:40 pm

O escandaloso negócio com Manuel Fino

Tornou-se um lugar-comum desta crise: este não é um tempo de ideologias, mas de acção. Mas há acções que, de tão escandalosas, nos deviam alertar para a ideologia que nunca caduca: a da decência e da vergonha na cara. O que remete para o acordo da Caixa com Manuel Fino, o encarecimento do crédito às empresas e a retórica das PME.

A estrutura accionista do BCP tornou-se uma Liga dos Últimos, somando grandes prejuízos e grandes dívidas, patrocinadas sobretudo pela Caixa. Quem emprestou e quem pediu emprestado mediu mal o risco e começaram os incumprimentos. Uma hipótese era a Caixa executar as dívidas e ficar com as acções dos clientes, o que a tornaria "dona" do BCP. A alternativa foi renegociar. Mas é estranho que, tendo a Caixa todo o poder, tenha entregue a faca e o queijo ao esfomeado. Aceitou-se como garantia tudo e um par de botas, deram-se carências de capital e de juros (!) e assim se salvaram grandes fortunas falidas do País.

O caso roça o inacreditável no acordo entre a Caixa e Manuel Fino, revelado por este jornal na segunda-feira: o empresário entregou quase 10% da Cimpor à Caixa, mas as cláusulas leoninas foram a seu favor. A Caixa pagou mais 25% do que as acções valem; não pode vender as acções durante três anos; e Fino pode recomprar as acções, o que significa que foi a Caixa que ficou com o risco: se as acções desvalorizarem, perde; se valorizarem, Fino pode recomprá-las e ficar com o lucro. Não há dúvidas de que Manuel Fino fez um óptimo negócio e de que zelou pelos seus interesses. Assim como a Caixa - zelou pelos interesses de Manuel Fino.

Tudo isto seria grave em qualquer circunstância, mas numa altura de crise é pior. A desigualdade entre grandes e pequenos empresários é gritante. E a protecção dos fracassos dos primeiros tapa a possibilidade de ascensão dos segundos.

Portugal tem poucos empresários grandes e ainda menos grandes empresários. Mas continuamos a tratar a economia como se fosse um feudo que os perpetua, sob o falso convencimento de que é preciso proteger "o que é nosso" quando se está a proteger apenas "o que é deles". Todo o discurso dos Centros de Decisão Nacional só serve para isso: manter no poder quem lá está, impedindo a concorrência e a regeneração do sistema. Mais: nem sequer é verdade que proteger empresas implica salvar os seus accionistas. E, pior, muitos desses empresários estão a devolver à sociedade prejuízos e dívidas.

As PME têm muito do que se queixar. Passaram a estar no centro do discurso político porque são uma espécie de classe média (e baixa) da economia: numerosas, tributadas e abstractas. Mas da retórica política à prática vai um salto: têm mais dificuldade de acesso ao crédito e recebem renovações com taxas de juro muito superiores ao que a conjuntura sugere. Há empresas viáveis que estão a receber cartas com revisões unilaterais para taxas superiores a 10%, o que é revoltante.

Quando o Estado cobriu a parada no BPN, estava a proteger o sistema. No BPP, protegeu os clientes (incluindo caixas agrícolas e organizações religiosas). Com os accionistas do BCP, não protege sequer quem cria riqueza, mas quem especulou com acções e se deu mal. Se este negócio não é escandaloso, os gestores de PME vão ali e já voltam. Ou, se calhar, já não voltam.

Pedro Santos Guerreiro
psg@negocios.pt
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