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 A MINHA COLUNA EDITORIAL

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Anarca



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MensagemAssunto: Re: A MINHA COLUNA EDITORIAL   Sab Fev 18, 2012 4:07 pm

Os preços da electricidade motivam um novo paradigma:

"Quando era pequeno tinha medo do escuro…
Agora tenho medo da luz..."
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: A MINHA COLUNA EDITORIAL   Dom Mar 04, 2012 11:08 pm

É um dever patriótico a ABSTENÇÃO nas próximas eleições...

Quem vota é responsável pela situação a que este País chegou, e alimenta o sistema que nos oprime...

A falácia que o Voto Branco é contra todos os candidatos anda a confundir os Portugueses...

Inicialmente o Voto Branco tinha esse entendimento para a classe governante...

Actualmente, os políticos defendem que o Voto Branco quer dizer que todos os candidatos são bons, e por isso tanto faz uns como outros...

É preciso lutar pela opção VOTO CONTRA...

Sem o VOTO CONTRA, só a ABSTENÇÃO nos pode salvar...
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: A MINHA COLUNA EDITORIAL   Sab Mar 10, 2012 8:39 pm

ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO

Estratégias e técnicas para a manipulação da opinião pública e da sociedade por Sylvain Timsit

1- A estratégia da diversão.
Elemento primordial do controle social, a estratégia da diversão consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mutações decididas pelas elites políticas e económicas, graças a um dilúvio contínuo de distracções e informações insignificantes. A estratégia da diversão é igualmente indispensável para impedir o público de se interessar pelos conhecimentos essenciais, nos domínios da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por assuntos sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar, voltado para a manjedoura com os outros animais" (extraído de "Armas silenciosas paraguerras tranquilas" )

2- Criar problemas, depois oferecer soluções.
Este método também é denominado "problema-relação-solução". Primeiro cria-se um problema, uma "situação" destinada a suscitar uma certa relação do público, a fim de que seja ele próprio a exigir as medidas que se deseja fazê-lo aceitar. Exemplo: deixar desenvolver-se a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público passe a reivindicar leis securitárias em detrimento da liberdade. Ou ainda: criar uma crise económica para fazer como um mal necessário o recuo dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A estratégia do esbatimento.
Para fazer aceitar uma medida inaceitável, basta aplicá-la progressivamente, de forma gradual, ao longo de 10 anos. Foi deste modo que condições sócio-económicas radicalmente novas foram impostas durante os anos 1980 e 1990. Desemprego maciço, precariedade, flexibilidade, deslocalizações, salários que já não asseguram um rendimento decente, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se houvessem sidoa plicadas brutalmente.

4- A estratégia do diferimento.
Outro modo de fazer aceitar uma decisão impopular é apresentá-la como "dolorosa mas necessária", obtendo o acordo do público no presente para uma aplicação no futuro. É sempre mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro porque a dor não será sofrida de repente. A seguir, porque o público tem sempre a tendência de esperar ingenuamente que "tudo irá melhor amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Finalmente, porque isto dá tempo ao público para se habituar à ideia da mudança e aceitá-la com resignação quando chegar o momento. Exemplo recente: a passagem ao Euro e a perda da soberania monetária e económica foram aceites pelos países europeus em 1994-95 para uma aplicação em 2001. Outro exemplo: os acordos multilaterais do FTAA (Free Trade Agreement ofthe Americas) que os EUA impuseram em 2001 aos países do continente americano ainda reticentes, concedendo uma aplicação diferida para 2005.

5- Dirigir-se ao público como se fossem crianças pequenas.
A maior parte das publicidades destinadas ao grande público utilizam um discurso, argumentos, personagens e um tom particularmente infantilizadores, muitas vezes próximos do debilitante, como se o espectador fosse uma criança pequena ou um débil mental. Exemplo típico: a campanha da TV francesa pela passagem ao Euro ("osdias euro"). Quanto mais se procura enganar espectador, mais se adota um tom infantilizante. Por que? "Se se dirige a uma pessoa como ela tivesse 12 anos de idade, então, devido à sugestibilidade, ela terá, com uma certa probabilidade, uma resposta ou uma relação tão destituída de sentido crítico como aquela de uma pessoa de 12 anos". (cf. "Armas silenciosas para guerra tranquilas")

6- Apelar antes ao emocional do que à reflexão.
Apelar ao emocional é uma técnica clássica para curto circuitar a análise racional e, portanto, o sentido crítico dos indivíduos. Além disso, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para ali implantar ideias, desejos, medos, pulsões ou comportamentos.

7- Manter o público na ignorância e no disparate.
Actuar de modo a que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para o seu controle e a sua escravidão. Estimular desejos absurdos por coisas inacessíveis, como sutiãs cravejados de diamantes e hotéis de sete estrelas com quartos banhados a ouro. "A qualidade da educação dada às classes inferiores deve ser da espécie mais pobre, de tal modo que o fosso da ignorância que isola as classes inferiores das classes superiores seja e permaneça incompreensível pelas classes inferiores". (cf. "Armas silenciosas para guerra tranquilas")

8- Encorajar o público a comprazer-se na mediocridade.
Encorajar o público a considerar "de acordo" o facto de ser idiota, vulgar e inculto.

9- Substituir a revolta pela culpabilidade.
Fazer crer ao indivíduo que ele é o único responsável pela sua infelicidade, devido à insuficiência da sua inteligência, das suas capacidades ou dos seus esforços. Assim, ao invés de se revoltar contra o sistema económico, o indivíduo se auto-desvaloriza e auto-culpabiliza,o que engendra um estado depressivo que tem como um dos efeitos a inibição da acção. E sem acção, não há revolução!.

10- Conhecer os indivíduos melhor do que eles se conhecem a si próprios.
No decurso dos últimos 50 anos, os progressos fulgurantes da ciência cavaram um fosso crescente entre os conhecimentos do público e aqueles possuídos e utilizados pelas elites dirigentes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" chegou a um conhecimento avançado do ser humano, tanto física como psicologicamente. O sistema chegou a conhecer melhor o indivíduo médio do que este se conhece a si próprio. Isto significa que na maioria dos casos o sistema detém um maior controle e um maior poder sobre os indivíduos do que os próprios indivíduos.

PS: Abram-me esses olhinhos...
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