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 ALMEIDA SANTOS - UM "SOCIALISTA À MANEIRA"

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Anarca

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MensagemAssunto: ALMEIDA SANTOS - UM "SOCIALISTA À MANEIRA"   Qui Jul 29, 2010 12:47 pm

António de Almeida Santos GCIH (Cabeça, 15 de fevereiro de 1926) é um advogado e político português.

A sua mãe era natural de Loriga e o seu pai de Vide, freguesia onde viveu alguns anos.

Licenciou-se em Direito, na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 1950. Foi (e é) intérprete do canto e da guitarra de Coimbra, devendo-se-lhe umas conhecidas Variações em ré menor. Em 1953 fixou-se em Moçambique onde exerceu a advocacia. Na cidade de Lourenço Marques (actual Maputo) pertenceu ao Grupo dos Democratas de Moçambique. Foi por duas vezes candidato às eleições para a Assembleia Nacional, em listas da Oposição Democrática e viu, em ambos os casos, anulada a sua candidatura por acto arbitrário da Administração Colonial.

Regressou a Portugal após o 25 de Abril de 1974, a convite do então Presidente da República, António de Spínola. Iniciou então uma proeminente carreira política - foi Ministro da Coordenação Interterritorial dos I, II, III e IV Governos Provisórios, com o estatuto de independente. No VI Governo Provisório ocupou também o lugar de Ministro da Comunicação Social. No I Governo Constitucional tinha a seu cargo a pasta da Justiça. Por esta altura aderiu ao Partido Socialista. Foi Ministro-Adjunto do Primeiro-Ministro, no II Governo Constitucional. Desempenhou um papel determinante na primeira Revisão Constitucional (1982). Foi Ministro de Estado e dos Assuntos Parlamentares, no Governo do Bloco Central (1983-1985). Nas eleições legislativas de 1985, encabeça a lista do PS como candidato a Primeiro Ministro, mas é derrotado por Cavaco Silva. Volta a ter de novo um papel preponderante na revisão constitucional de 1988. A partir de 1990, volta a destacar-se na direcção do PS, integrando o Secretariado Nacional. Em Outubro de 1995 é nomeado para o cargo de Presidente da Assembleia da República. Integrou o Conselho de Estado (de 1985 a 2002) e ocupa o cargo honorário de presidente do Partido Socialista desde 1992.

É autor de mais de uma dezena de livros, incluindo ensaios jurídicos. Publicou Quase Memórias (2006), uma autobiografia em dois volumes. No livro Que Nova Ordem Mundial? (2009), defende convictamente a Nova Ordem Mundial e a Globalizacão e propõe soluções que envolvam a globalização da política além do comércio. É também membro da Maçonaria Portuguesa, sendo elemento de grau 33 (grau máximo da Maçonaria).

Em Maio de 2007 defendeu a Ota como localização do novo aeroporto de Lisboa, argumentando que se o mesmo fosse construído na margem sul do Tejo, terroristas poderiam dinamitar as diversas pontes sobre o Tejo cortando o acesso ao Aeroporto, tendo sido criticado.


Última edição por Anarca em Qui Jul 29, 2010 12:56 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: ALMEIDA SANTOS - UM "SOCIALISTA À MANEIRA"   Qui Jul 29, 2010 12:49 pm

Almeida Santos é um agitador e lambe-botas, afirma Afonso Dhlakama, líder da RENAMO

02.07.2010

«Afonso Dhlakama, o presidente da RENAMO, maior partido da oposição em Moçambique, diz que Almeida Santos é um agitador e lambe-botas, que não olha a meios para atingir fins.

O comentário foi feito ao jornal moçambicano Savana, em resposta a uma entrevista do antigo presidente da Assembleia da República portuguesa Almeida Santos à Lusa, a propósito dos 35 anos de independência de Moçambique.

Na entrevista, Almeida Santos disse que Afonso Dhlakama “está gasto” porque “já perdeu eleições a mais” e elogiou Armando Guebuza, Presidente de Moçambique.

“O Afonso Dhlakama já perdeu eleições a mais e quando se perdem tantas eleições como ele perdeu, os adeptos perdem a esperança nele”, disse, acrescentando que tem duvidas de que Daviz Simango, líder do MDM, possa ser alternativa à FRELIMO, partido no poder desde a independência.

Afonso Dhlakama escolheu o Savana para reagir, apelidando Almeida Santos de agitador e de ser uma pessoa que quando pretende atingir um determinado objectivo não se preocupa com os meios.

“O vosso problema é que não conhecem aquele senhor. Ele queria aparecer a todo o custo no meio daquelas pessoas (que falaram sobre os 35 anos de independência) e disse o que disse”, afirmou.

Dhlakama disse ao jornal que acredita que um dia vai ganhar as eleições e contou que no passado já foi amigo de Almeida Santos, tendo cortado relações quando percebeu que o português “potenciava intrigas” e que estava ao serviço da FRELIMO.

Afonso Dhlakama disse ainda que numa das vezes em que a FRELIMO roubou votos à RENAMO, Almeida Santos o terá aconselhado a voltar ao mato e reiniciar a guerra.»

(Lusa)
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MensagemAssunto: Re: ALMEIDA SANTOS - UM "SOCIALISTA À MANEIRA"   Qui Jul 29, 2010 12:52 pm

Almeida Santos é «um dos príncipes da democracia», afirma Sócrates

18.07.2010

O primeiro-ministro considerou, esta sexta-feira na Guarda, que o histórico socialista António de Almeida Santos é «um dos príncipes da democracia».

Durante uma homenagem da Câmara da Guarda ao antigo presidente da Assembleia da República, por ter sido o primeiro presidente eleito após o 25 de Abril, José Sócrates, emocionado, não poupou nos elogios a Almeida Santos.

O antigo presidente da Assembleia da República teve sempre «uma preocupação» em servir o seu país e o seu povo, por isso «agradeço a todos não se terem esquecido de mim para poder partilhar convosco este momento de grande emoção e alegria que é elogiar um dos príncipes da nossa democracia», afirmou o chefe do Executivo.

Na resposta, Almeida Santos elogiou o papel reformador de José Sócrates, comparando-o ao Marquês de Pombal.

O primeiro-ministro «só tem feito reformas de um alcance que tem sido menosprezado pela crítica e pela oposições portuguesas», disse, destacando as reformas na saúde, educação, novas tecnologias e energias alternativas feitas pelo actual chefe de Governo.

Almeida Santos voltou a considerar José Sócrates como o melhor primeiro-ministro de Portugal desde o 25 de Abril.

(TSF)
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MensagemAssunto: Re: ALMEIDA SANTOS - UM "SOCIALISTA À MANEIRA"   Qui Jul 29, 2010 12:56 pm

Almeida Santos diz que PS não deve pedido de desculpas a Manuel Alegre
24.04.2009

O presidente do PS, Almeida Santos, considerou hoje que a direcção do partido não deve a Manuel Alegre o pedido de desculpa público exigido pelo deputado socialista. Almeida Santos proferiu estas declarações à Lusa à saída do Tribunal Constitucional após a entrega da documentação para a candidatura às eleições europeias (Pedro Cunha/PÚBLICO)

"Ele tem direito às suas opiniões, eu tenho direito às minhas", declarou Almeida Santos à Lusa após a entrega no Tribunal Constitucional da lista de candidatos do PS ao Parlamento Europeu, encabeçada por Vital Moreira.

No programa "Quadratura do Círculo" da SIC Notícias, transmitido ontem, Manuel Alegre disse estar à espera de um pedido de desculpas público do primeiro-ministro, José Sócrates, bem como da direcção do PS.

O dirigente socialista relembrou as declarações de José Lello, que o acusou de "falta de carácter" e "falta de solidariedade", em reacção à vontade expressa por Manuel Alegre de ser candidato independente a deputado, se tal fosse possível.

"Naturalmente que não concordo com a opinião de Manuel Alegre", disse alegando que "cada um tem direito à sua motivações próprias".

Almeida Santos proferiu estas declarações à Lusa à saída do Tribunal Constitucional após a entrega da documentação para a candidatura às eleições europeias.

A delegação socialista para entrega dos documentos no Tribunal Constitucional composta por Almeida Santos, Capoulas Santos, Vital Moreira e Inês Medeiros, a mandatária da candidatura.

(Lusa)
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MensagemAssunto: Re: ALMEIDA SANTOS - UM "SOCIALISTA À MANEIRA"   Qui Jul 29, 2010 1:00 pm

Almeida Santos não diz a verdade

24.10.2005

Porque será que, tantos anos depois, continua Almeida Santos a não querer dizer a verdade, misturando factos não acontecidos, com outros mal contados.

Peço-vos para atentarem neste pequeno video antes de continuarem:

http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2005/10/almeida_santos__1.html#tp

Vejam: Download sicalmsantos.wmv

São dois pequenos excertos de um programa da SIC "Marcelo Caetano, A corda na garganta" apresentado em 1999.

Na primeira parte pode-se ouvir Almeida Santos a dizer que já se não ia tranquilo à Nammacha ou ao Bilene. Se bem me lembro, só depois de Setembro de 1974 tal aconteceu. Mas ainda há milhares de testemunhas vivas para desmentirem o Dr. Almeida Santos.

No segundo trecho resume a história da Companhia de Omar, contando uma história em que teria sido entregue à delegação portuguesa uma cassete que depois trouxe e entregou ao General Spínola.

A verdade é que Almeida Santos esteve em Dar-es-Salam apenas a 15 de Agosto de 1974, quando, na realidade, a cassete foi entregue ao Major Melo Antunes a 2 de Agosto, tendo sido ele que a trouxe para Portugal e entregue ao General Spínola na realidade na companhia de Almeida Santos.

Vê-se assim que em 1999 ainda se branqueava a ida de Melo Antunes a Dar-es-Salam de 31 de Julho a 2 de Agosto de 1974.

E o segredo só foi desvendado quando o Comandante Almeida e Costa o relatou em 2004.

Veja em

http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2005/08/1_de_agosto_de__2.html

e faça depois o seu juízo.

Será que tudo isto virá no seu livro? Em que termos?

(Fernando Gil)
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MensagemAssunto: Re: ALMEIDA SANTOS - UM "SOCIALISTA À MANEIRA"   Qui Jul 29, 2010 1:11 pm

INCOMATI 84 – ALMEIDA SANTOS; autor e encenador, e nós, lisboetas e deputados, como peças do “décor”


Para que não esqueçamos a história

Elenco:

António Almeida Santos
Mário Soares
Samora Machel (Moçambique)
P. W. Botha (África do Sul)
Pik Botha. (África do Sul)
Harry Oppenheimer (Inglaterra / África do Sul)
Chester Croker, (Estados Unidos da América)
Figurantes, como peças do “décor”: lisboetas e deputados portugueses.


I
Março de 2007

Li o livro QUASE MEMÓRIAS do Sr. Dr. António Almeida Santos. e, finalmente, pareceu-me ter encontrado resposta para uma parte das dúvidas com que fiquei, em 2005, ao ler as declarações do Sr. Berardo. (Ler o texto “Berardo e Almeida Santos, parceiros?”)

O Sr. Dr. Almeida Santos não fala no seu livro de qualquer acordo celebrado, por volta de 74/75, com a sua intervenção, entre Machel e P.W. Botha e não dei, em qualquer dos dois volumes, por qualquer referência ao Sr. José Berardo.

Mas o Sr. Dr. Almeida Santos não se esquece de falar, no 2º volume, da sua iniciativa de promover um acordo entre Moçambique (Machel) e a África do Sul (Pick Botha) – veio a dar o chamado Acordo de Incomati, de 1984.

A página 115 é elucidativa. Transcrevo:

“… a propósito do acordo de Incomati, um acordo de cooperação e boa vizinhança entre Moçambique e a África do Sul que Machel negociou e assinou a meu conselho e com a minha ajuda .

Nenhum de nós desconhecia que a África do Sul era a bête noir do ódio rácico. O também odiado apartheid – sistema de extrema separação social com base na cor da pele – era a nódoa mais suja da consciência universal . Nos areópagos internacionais era mais batido do que a pele de um tambor. Mas a África do Sul era o mais poderoso vizinho de Moçambique e o mais desenvolvido e rico país africano. O volume de interesses recíprocos – ligações ferro e rodoviárias, trocas comerciais, fluxos turísticos, mão-de-obra de Moçambique nas minas do Transval, paga em ouro , etc. – aconselhava uma detente na bravata desigual até então travada. A África do Sul oscilava entre o entendimento e a desestabilização. Podia, se quisesse, criar focos de instabilidade do lado de cá da fronteira. Ainda assim, do que se tratava não era ‘beijar a mão que se não pode cortar'. Era tão-só apertar a mão que pode cortar a nossa.

Revelando pragmatismo, Machel acabou por aceitar a ideia. Prometi-lhe aplanar o terreno . E assim fiz. Falei com Pik Bottha, Ministro dos Negócios Estrangeiros da África do Sul, que se mostrou interessado, e com Chester Croker, secretário de Estado para os Assuntos Africanos dos EUA, que depois me enviou um telegrama entusiástico. E propus-lhe o seguinte plano : ele visitava Portugal e outros países europeus, em último lugar a Inglaterra. Em Londres eu juntava-me a ele e apresentava-lhe o magnata sul-africano Harry Oppenheimer, de cujo grupo económico eu havia sido advogado , e a quem pediria que, depois, o credenciasse como interlocutor de confiança junto do Governo da África do Sul.

Este texto, pasmoso a vários títulos, afirma a extraordinária influência que o Dr. Almeida Santos tinha sobre o seu velho amigo Samora Machel – Machel tinha sido cliente de Almeida Santos antes do 25 de Abril e, em 1974, quando da cimeira de Dar-es-Salam (15 e 16 de Agosto) para a descolonização de Moçambique, já havia entre eles “um informalismo e um à-vontade de verdadeiros amigos ”. (fl. 87 do 2º volume de Quase Memorias. O acordo de Lusaca foi assinado em 07 de Setembro). E mostra a extraordinária confiança que Oppenheimer tinha no Dr. Almeida Santos.

Em 1983, os sul-africanos conheciam, seguramente, a dimensão desta influência sobre Machel e o Poder sul-africano aceitava o Dr. Almeida Santos como fiador de Machel.

Almeida Santos serviu assim, simultaneamente, Machel e o Governo da África do Sul. Fê-lo, certamente, com grande sacrifício dos seus ideais anti - apartheid (“a nódoa mais suja da consciência universal”) pois por este Acordo, que resultou do seu conselho e da sua ajuda, Moçambique obrigou-se a banir do seu território as bases do ANC - Congresso Nacional Africano e a por termo a qualquer apoio logístico a esta organização, traindo os seus compromissos com a Frente Anti -Apartheid de que, com Angola, Namíbia, Zimbabwe e Zâmbia, fazia parte.

O ANC – Congresso Nacional Africano, organização nascida em 1912, era a entidade cimeira na luta anti – apartheid.

P. W. Botha dominou Machel; Machel conseguiu que Moçambique sobrevivesse à terrível crise em que se encontrava. Machel e Almeida Santos, pragmáticos, sacrificaram o apartheid … Machel pelo seu país; Almeida Santos … por uma boa causa!

Almeida Santos para servir Machel teve que servir o governo sul-africano; para servir o governo sul-africano teve que servir Machel. De facto, matou dois coelhos de uma só cajadada.


II

Aparentemente, esta estratégia concebida pelo Dr. Almeida Santos nada tem a ver com Portugal nem com os portugueses

Não sou desta opinião.

O Dr. Almeida Santos, seguramente com a conivência do Dr. Mário Soares, usou Portugal e os portugueses para servir Moçambique e a África do Sul. Ele próprio o revela na referida página 115.

Transcrevo:

“O Acordo de Incomati – Machel visita Portugal

Visitei algumas vezes Moçambique e o presidente Samora Machel. E tocado pelas suas manifestações de afecto a Portugal acabei por lhe sugerir que nos visitasse. Aceitou a sugestão com natural reserva. Como seria recebido?

Procurei tranquilizá-lo. Demais sabia eu que ele tinha uma rara capacidade de cativar quem queria cativar . E o trauma da descolonização havia, em parte, ficado para trás.”

Com as suas dúvidas sobre a maneira como seria recebido pelos portugueses Machel mostra-se um homem digno e correcto pois, colocando-se no lugar dos portugueses, aceita, como coisa normal, que estes pudessem estar ressentidos com ele.

O Sr. Dr. Almeida Santos, ao escrever E tocado pelas suas manifestações de afecto a Portugal acabei por lhe sugerir que nos visitasse, desvia-se da verdade com um quase obsceno à-vontade.

O próprio Dr. Almeida Santos nos diz no seu livro que a passagem de Machel por Portugal estava integrada na sua estratégia para o levar a Oppenheimer, para que este aceitasse recomendá-o ao governo da África do Sul.

Uma cordial recepção em Portugal era valiosa para o sucesso da diligência.

E o Sr. Dr. Almeida Santos e o seu “compagnon de route” Sr. Dr. Mário Soares, ministro e primeiro-ministro de Portugal, não tiveram dúvidas em manipular os portugueses para servir os interesses de Machel e Botha.

A vinda de Machel a Portugal aconteceu integrada no cenário que o Dr. Almeida Santos montou para mostrar a Harry Oppenheimer e ao Governo Sul-Africano que Machell era um chefe de estado respeitável e aceite. E nada mais adequado para esse objectivo do que abrir o espectáculo com uma manifestação pública de aceitação e respeito do povo e dos políticos portugueses.

Como diz o Dr. Almeida Santos (transcrevo, de novo, da página 115):

Prometi-lhe aplanar o terreno. E assim fiz. ... E propus-lhe o seguinte plano : ele visitava Portugal e outros países europeus, em último lugar a Inglaterra. Em Londres eu juntava-me a ele e apresentava-lhe o magnata sul-africano Harry Oppenheimer, …

Machel continuava a duvidar que fosse bem recebido em Lisboa.

O Dr. Almeida Santos mandou a Moçambique uma equipa da TV portuguesa “que gravaria uma entrevista dele em que metia no coração (sic) o povo português como só ele sabia fazer”.

“A equipa foi. E o programa passou na televisão na véspera da chegada de Machel. Foi exímio em cativar a opinião pública portuguesa. Nas ruas por onde passou as pessoas juntavam-se a ovacioná-lo. Nem um só gesto de desagrado! Um só!”

Vê-se que o Dr. Almeida Santos ficou manifestamente satisfeito com o resultado sua encenação.

Samora Machel foi muito bem recebido e discursou na Assembleia da Republica .

Se isto não é manipulação deliberada e a sangue-frio dos portugueses pelo seu próprio governo, então o que é?

O Dr. Almeida Santos e o Dr. Mário Soares não tiveram dúvidas, aproveitando serem governo de Portugal , em submeter o país, a favor de Machel e de P.W. Botha, a este triste papel.

12 de Novembro de 2007

J. Vicente Pinto

http://www.favelaocidental.com/Incomati-AlmeidaSantosautoreencenador.htm
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MensagemAssunto: Re: ALMEIDA SANTOS - UM "SOCIALISTA À MANEIRA"   Qui Jul 29, 2010 1:17 pm

PT/TVI: Almeida Santos diz que relatório da comissão de inquérito faz «juízo político»

O dirigente socialista saiu, esta sexta-feira, em defesa do primeiro-ministro, considerando que as conclusões do relatório da comissão de inquérito à actuação do Governo no negócio PT/TVI não passam de um «juízo político» feito pela oposição.

«A minha ideia é esta: já vamos na quarta acusação ao primeiro-ministro e ainda não se comprovou nada», afirmou Almeida Santos, citado pela edição online do Diário Económico. Para o antigo presidente da Assembleia da República, a conclusão da comissão «não constitui prova».

«É a opinião da comissão. É uma comissão política, uma comissão parlamentar, não é nenhum tribunal», sublinhou, considerando que estas conclusões não passam de «um juízo político».

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: ALMEIDA SANTOS - UM "SOCIALISTA À MANEIRA"   Seg Out 04, 2010 5:10 pm

«…estes sacrifícios não são incomportáveis e o povo tem que sofrer as crises como o Governo as sofre.»

(Almeida Santos, presidente do Partido Socialista, referindo-se às medidas de “austeridade” anunciadas pelo Governo Socialista - 29.09.2010)
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MensagemAssunto: Re: ALMEIDA SANTOS - UM "SOCIALISTA À MANEIRA"   Qui Nov 11, 2010 9:43 pm

O MORTO PÓSTUMO

11.11.2010

Almeida Santos voltou a perpetrar uma declaração asinina infinitamente ridícula. Ele reflecte o espírito cortesão da mole decadente de apadrinhados dentro da grande podridão que grassa pelo Regime. Politicamente, tal espécimen insiste em não passar de um lamentável zombie ou "morto póstumo", como se a senectude o regredisse de dedo na boca para o útero que o pariu. Isto politicamente. No plano pessoal, não anda de todo a tomar os medicamentos e deve ser por isso que se perde em sucessivas velhacarias senis e pronunciamentos asnos. Tomar o Povo como súbdito deste Governo e supô-lo ai-jesus dos nossos olhos é toda uma menstruação tardia a embaciar-lhe as lentes de aro grosso.

Publicada por joshua
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MensagemAssunto: Re: ALMEIDA SANTOS - UM "SOCIALISTA À MANEIRA"   

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