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 MANUAL DO MORCON - DICIONÁRIO PORTUENSE

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Anarca



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MensagemAssunto: MANUAL DO MORCON - DICIONÁRIO PORTUENSE   Sex Jul 23, 2010 1:22 pm

Dicionário da Língua Romontica Portuense

Ediçon rebista e aumentada com nobos bocábulos e dezenas de locuções da ribeira e balorizada com uma lista de raízes do noroeste da península ibérica, da region compreendida entre a circunbalaçon e o rio douro, delimitada a poente pelo Oceano Atlântico mais o enclave da Afurada.
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: MANUAL DO MORCON - DICIONÁRIO PORTUENSE   Sex Jul 23, 2010 1:25 pm

A

Abafar a palhinha - O mesmo que abafar a palheira, ou seja ocultá-la em qualquer lugar.

Abécula - Pessoa cheia de perícia e muito despachada, mas a quem o sistema não permite que estas qualidades se revelem.

Abiar - Andar de abion

Aberraçon - É a capital ser o Norte e estar no Sul.

Aborto - Um bocado pior que uma chica (ber esta palabra)

Abrunhosa - Grande músico, mas que non tem a certeza se há-de foder ou non.

Abufadeira - Aplique colocado no cano de escape dos gaiolos (ber esta palabra) para fazer mais barulho e atrair as chocas (ber chocas). Também se usam muito nas regiões limítrofes da Inbicta, como Sra. da Hora, Padron e Labra.

Acaçar (Anda-me) - Resposta dada por uma jobem ao motorista das camionetas com destino a Bilar do Andorinho, quando a referida camioneta já está em andamento.

Achantrar - Conquistar chantrona. Comer de borla à custa de uma desgraçada. Chambrear um binho maduro que custe mais de cento e cinquenta paus, para impressionar a parceira.

Adubar (o grelo ou os tomates) - Limpar o cu de trás para a frente.

Académico - Sócio da Académica.

Amo-te - O mesmo que: “Hei-de foder-te a massa toda”
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: MANUAL DO MORCON - DICIONÁRIO PORTUENSE   Sex Jul 30, 2010 5:34 pm

B

Bacanal - é arranjar umas bacanas, dar umas fodas e ter muito cuidado para non ser confundido e enrabado.

Badalhoca - A que toma banho todos os dias. As outras son piores.

Badalo - Caralho cansado ou com depresson e ar triste, sempre a olhar para o chon.

Batalha (Bai no) - resposta que se leba quando se pergunta se son três pratos, querendo pagar só um.

Banal - Coisa exótica que se biu milhões de bezes.

Baselina - Lubrificante que sai mais caro que a margarina ou o unto.

Basilha da desgraça - O mesmo que catraio ou máquina fotográfica, ou seja garrafon de cinco litros.

Bai pró caralho - Antítese do que se pode pensar, ou seja “Hoje non tens direito a nada”

Bedum - Biscosidade que se forma no meio dos dedos dos pés, nas brilhas e em volta do pescoço. Raspa-se com as unhas.

Bêeme - a biatura de sonho de qualquer morcon.

Bela - Emprega-se muito para os lados da Sé, na adibinha: “A Bela preguntou por ti - Qual bela? - A bela pica!”

Beloso (Rui) - Grande músico! Num tinha nada que ir ao baile a Balbom.

Benfica - O mesmo que abstinência, quando joga em casa.

Bentas - Por onde se assobia às gajas.

Berga - Pela sua força é que se bê se é preciso comprar biagra ou non.

Beste seler - Palabra de origem Americana que significa que tem muita saída e rende mais de quatro contos e quinhentos por dia.

Bianal - Acontecimento que se repete de dois em dois ânus.

Bibrador - Oh, balha-nos Deus! Para quê ? Isto non é Lisboa. Aparelho sexual a pilhas, para colmatar a fome entranhada. Com pilhas alcalinas redobra a bibraçon, mas non altera o tamanho. Bende-se em sex xopes.

Bicha - Paneleiro ou artista da capital.

Bicho mau - Ameaça que as mães fazem às criancinhas quando recordam uma má experiência.

Bico - o mesmo que bochecho, mas mais caro.

Bitorinos - Sapatos de pele fina e delicada de cona de andorinha, usados pelos gajos selectos. Os cagões usam botas de matar a barata no canto da sala.

Bitri - Dar duas por trimestre.

Boa Noba - Quecódromo em Leça da Palmeira, generosamente iluminado pela dinâmica Cambra Municipal local, onde o romontico António Nobre aprendeu a escreber.

Bó-Bó - É perguntar ao Manuel de Oliveira

Bocábulo - Palabra que designe qualquer coisa que se possa pôr na boca, como caramelos, grelos ou o caralho.

Bochecho - O mesmo que broche, mas de maior dificuldade em aplicar na lapela.

Bordas - De dentro para fora é onde começa a pintinlheira. De fora para dentro é onde acaba.

Bordinhas - as bordas de dentro. Já falta pouco para chegar ao grelo, a non ser que os óculos estorbem.

Boton de rosa - Sintoma de bista cançada. Engano frequente quando se quer chupar outra coisa e a bista non ajuda. Na época dos figos deixa grainhas no meio dos dentes.

Bonito - O amor é muito bonito. Diz-se quando um cheque non é careca. Dizse também dos sabonetes Ach Brito na expresson: ”Bonito bonito, son os sabonetes Ach Brito”. Nas Fontaínhas há uma berson semelhante: “Bonito bonito, son os colhões a bater no pito”.

Bosta - matéria betuminosa que se agarra com facilidade à cachola da piça (ber em cachola).

Broche - Há para todos os preços e de bários feitios, dependendo do material. Usa-se na lapela.

Brochemi - Palabra que se usa quando as estrangeiras estão a ladrar e a gente não entende um caralho do que elas dizem e no fim perguntam: “Do iu minite?”. Nesse caso responde-se logo: “Ifiu brochemi”

Bufa - Peido embergonhado sem acompanhamento musical, que se manifesta por odor acentuado. Nunca se largam quando só estão duas pessoas, pois pode ser-se descoberto.

Bulir (toca a) - Ir para o café ber o futebol e enfiar uns tubos.

Bunda - A peida das Brasileiras e dos Lisboetas.
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: MANUAL DO MORCON - DICIONÁRIO PORTUENSE   Seg Ago 02, 2010 6:02 pm

C

Cabacos (Apanhar) - Posiçon de elevado rendimento, aprobeitando o tempo para encerar o soalho, por exemplo.

Cabeçote - Pequena cabeça da pica. Cularinho de padre.

Cachola - Pequena cabeça da pica (ber em morango).

Cagança - Conjunto de adjectibos materiais que embelezam um morcon, a saber: biatura ligeira com jantes especiais e abufadeira e rádio leitor de cassetes roubado nas Fontainhas, calças e bluson de ganga com um dragon nas costas e óculos escuros, a que se junta um maço de tabaco Marlboro com SG bentil lá dentro. O cagão, de três em três paços, dá uma coçadela nos colhões e puxa as calças do rego do cú. Bai largando umas farpas pelo caminho.

Cagon - Que manda cagança com fartura.

Cagona - O mesmo que mijona. Este termo emprega-se mais na zona de Francos.

Camisa de bénus - despesa que encarece a foda, mas que faz poupar no permanganato.

Canzana (À) - O mesmo que apanhar cabacos (ber esta palavra) mas com uma mordidela no pescosso.

Capital da Cultura 2001 - Ebento cultural onde, para pendurar um quadro a óleo na parede, são necessárias binte betoneiras de cimento.

Carago - O mesmo que caralho, mas poupando-se as letras “LH” para aplicar em “Fio da puta”.

Caralhete - O mesmo que antecaralho ou meio caralho. Dá meias fodas.

Caralho - O pai de nós todos assume nesta region um afecto carinhoso, como por exemplo: “És linda como o caralho”. Utiliza-se por tudo e por nada, está na boca de todos os locais e é utilizada como partícula de afirmaçon, tal como no exemplo dado.

Catrafoda-se - Non correu mal de todo!

Catraio - Garrafon de cinco litros que se transporta no carrinho do bebé, indo este ao colo se for lebezinho. Se for pesado, leba-o a abó.

Cerbeja sem Álcool - É ir ao baile e passar a toda a dançar com a irmã.

Chafurdar - É quando a gaja está com muita lubrificaçon, começando a fazer “choque choque”.

Chamada local - Broche (ber esta palabra).

Chantrona - Assistente de bordo em qualquer penson da rua do Almada ou Bomjardim.

Chatos - Praga inbersamente proporcional ao preço da foda.

Choca - A mulher ideal. Bê todas as telenovelas com a mãe e non gasta mais de 300 paus em cada litro de perfume.

Chocho - Beijo enjoatibo.

Cheio (Em) - O mesmo que: “Desta bez acertei, caralho!”

Chupaba-te todo - Frase de cariz romontico que significa: “Ficabas sem um toston, meu grande filho da puta!”

Chubeirinho - Quando ela se engasga ou tosse após ter executado o prato mais barato (ber prato).

Cobiça - A piça do bizinho.

Coitada - Fodida, mal fodida ou por foder. Que praticou ou foi bitima de coito.

Coitado - Que pratica o coito com a regularidade aconselhada pelo Baticano.

Crica - A cona das Lisboetas.

Colhões - O mesmo que quilhões, mas enche mais a boca.

Conassa - Cona que ameaça e que até mete medo à dona.

Cona - Ao contrario da expresson moura “cona da mãe”, nesta region, por queston de precauçon, diz-se “cona da tia”. Usa-se muito raramente.

Condomínio pribado - Que é só dela.

Costelas da pica - A armaçon do teson (ber teson).

Cu - Comida de rico. Algumas bendedeiras do Bolhon dizem que é só para o marido.

Cu de judas - A última estaçon do metro de superfície.

Cufinanciar - Pagar para ir ao cu. Estaba-se mesmo a ver!

Culateral - Enrabar de esguelha.

Cuecon - Grandes cuecas que comportam selo (ber esta palabra) acima de binte e sete e quinhentos.

Culaborar - Cu a trabalhar ou laborar. Dizem que é como cagar para dentro.

Cumunidade - Forma errada de escreber “comunidade”. Cu com imunidade ou humidade. Non é de fiar nem enfiar muito.
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: MANUAL DO MORCON - DICIONÁRIO PORTUENSE   Ter Ago 03, 2010 1:27 pm

D

Dar - Num mundo em que non se dá nada a ninguém, ainda há quem queira dar umas fodas, Quem as leba, gosta sempre de receber.

Daune loude - Expresson utilizada pelos estudantes de informática quando engatam uma estudante de letras e, não tendo dinheiro para a penson, a lebam de carro para a Boa Noba e dizem: “Faz-me um daune loude”.

Donzela - Qualquer baca que foda mais de dez bezes ao dia.
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MensagemAssunto: Re: MANUAL DO MORCON - DICIONÁRIO PORTUENSE   Qua Ago 04, 2010 7:08 pm

E

Ecuménico - Debe ser um maníaco de Lisboa.

Émeil - O mesmo que “é meu”, mas ligado à Internet. Expresson originária da Afurada, quando uma moça quer conquistar um gajo que atrabessou o Douro na embarcaçon “Flor do Douro”.

Encabadela - Enfiada no cu. Pratica-se essencialmente nas empresas.

Enfastiada - Que acha que pode levar mais de cinco contos e abaixo disso non fala.

Encabar - Enfiar com sucesso, ou no Bom Sucesso.

Enfastiado - Com bontade, mas sem dinheiro.

Enrabar - Saber mais que o apresentador dos concursos de telebison.

Emprenhar - Acreditar em tudo o que lhe dizem.

Enconar - Andar, andar e não encontrar nada.

Enfiar - “Enfiaba-lha toda”. Expresson muito usada quando non há hipóteses de enfiar nada.

Engonhar - Andar três meses a ber se dá uma de borla. É necessária muita persistência, muito amor ao dinheiro e non gostar muito, para esperar tanto!

Entrefolhos - Anilha raiada em bolta do olho, onde se aplica o lubrificante. Usa-se muito lá para os lados da Boabista. A expresson “Quem me dera lebar nos entrefolhos” é frequentemente proferida pelas tineijares muito finas e alguns namorados no Foco.

Erbegues - Seios. Aparecem sempre aos pares, mas o do passageiro costuma ser opçon.

Errata - O mesmo que ”ei rata”. Grande rata.

Escafoder - Foder na escada. Consertar qualquer coisa até ficar sem concerto.

Escândalo - O metro de superfície. Cada bez está mais difícil a bida subterrânea!

Escola toda (Ter a) - Demorar dez anos a fazer a quarta classe.

Esgalhar - Esgalha-se sempre uma ou duas - depende da litratura. (ber esta palabra).

Explicador (meter) - Non confundir com meter no explicador, pois pode gostar. Meter explicador utiliza-se a seguir à pergunta “Estás a compreender?” e antes de “Lebas no focinho”, desta forma: “Estás a entender, precisas de meter explicador ou lebas no focinho até compreenderes, minha mijona!”.
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MensagemAssunto: Re: MANUAL DO MORCON - DICIONÁRIO PORTUENSE   Qui Ago 05, 2010 1:16 pm

F

Farda - Indumentária que se beste para ir de gatas para casa.

Farpa - O mesmo que peido ou farpola. Lufada de ar fresco. Após se largar urna farpa é costume abandonar o local, como quem non quer a coisa.

Fanhoso - Que se faz desentendido para non pagar à gaja.

Farelo - farinha grosseira que se forma no colarinho da cabeça da pica quando esta non é arejada uma bez por semana.

Farfalheira - Pintilheira farta e ecaracolada, onde se perde mais de um quarto de hora para encontrar o grelo.

Farpola - O mesmo que farpa ou peido, mas de maior sonoridade e cheiro mais intenso. Começa por chiar com um silvo aflito, atingindo a maturidade mais ou menos a meio da saída, ao fim de dez segundos, começando enton a definhar até se extinguir por completo.

Filoxera - Pomada para os chatos.

Filho(a) - Criança de quem se pode ser pai, ou non.

Filho(a) da puta - Expressom raramente usada. Usa-se mais “grande filha da puta”; Na zona de Campanha acrescenta-se sempre “bouta foder”.

Foda-se - Expresson raríssima no burgo. Oube-se em casos muito excepcionais, como quando o glorioso FCP perde com o Salgueiral, o Sporting é campeon ou quando o presidente da Cambra chega a ministro.

Fodei-bos - Aplica-se em grupo, neste tipo de casos “A puta quer mais de cinco euros? Fodei-bos que eu bou-me embora. Bou a Balbom ber se me safo”.

Foder - Bocábulo pouco utilizado na region e raramente referido ao sexo. No caso da expresson “Bouta foder” ou “touaqui toutafoder” signfica: ”bou-te esbaziar dois pneus da biatura e tu só tens uma roda sobressalente”.

Fofa - a palabra utiliza-se sempre em bez de qualquer destas expressões ; “Estás gorda como o caralho”; ‘Já bi baleias mais elegantes”; “Se te dibidisse em quatro, cada uma pesaba cem quilos” ou “Os binte metros de pano para o bestido só deram uma mini-saia, foda-se!”.

Fornicar - estrangeirismo Lisboeta que as pessoas menos cultas empregam em vez de “foder”.

Fuleiro - Que se abia na falta de melhor.

Fressura - Bater pratos, ou quem bate pratos. Pratica-se entre duas mulheres de sexo diferente, fazendo uma de homem e outra de paneleira. Tem a bantagem de non se pagar.

Fressurar - Bater pratos sem partir os ditos.

Fronha (ou Fronhas) - Referência carinhosa aos contornos faciais, como neste exemplo oubido no Jardim da Cordoaria: “Mandas as fronhas mais bonitas do mundo. Parece que tibeste um acidente de motorizada”.

Fussa (ou Fussas) - Beleza facial mal interpretada. Se a gaja for boa, pode-se sempre enfiar um saco na cabeça.
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MensagemAssunto: Re: MANUAL DO MORCON - DICIONÁRIO PORTUENSE   Sex Ago 06, 2010 5:14 pm

G

Gaiolo - A biatura ligeira do morcon. Tem jantes especiais, abufadeiras e aparelhagem.

Galdéria - Tola. Que podia ganhar muito mais se tivesse juízo.

Garina - Debe ser de Lisboa, a puta!

Gargarejo - Faz-se após o bochecho, para afinar a voz.

Geografia - Saber pôr por ordem as seguintes estações do metro de superfície: Cu de Judas, Casa do Caralho, Caralho Mais Belho e Santo Obídio.

Gosma (Andar á) - É querer ser sempre o primeiro a pagar e non lhe aceitarem o dinheiro.

Grande bico - Acompanha sempre bem um bacalhau. Non confundir com gron de bico.

Grande caralho (que) - Quando está pequeno e non surge uma justificação satisfatória.

Grelo - Clitóris mas mais azedo.

Grelos (Molho de) - Ajuntamento de mulheres, especialmente de professoras.

Guelra - Diz-se “Ir cheio ou cheia de guelra”, que significa com umas cuecas labadas e sem selo. É também sinónimo de bedum.

Gregório (Chamar pelo) - Gemidos soltos durante as primeiras cem bezes que uma gaja ou um roto lebam no cu sem culaborar (ber esta palabra).

Greta - O mesmo que racha , mas com menos quilómetros de piça.
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MensagemAssunto: Re: MANUAL DO MORCON - DICIONÁRIO PORTUENSE   Ter Ago 10, 2010 12:17 pm

H

Higiénico - O papel até três utilizações sem deixar secar. Secando dá para cinco. Também o indibiduo selecto (ber esta palabra), que toma banho uma bez por mês.

Himerrodias - Desculpa para nom lebar no cu nesse dia. Agenda-se para o dia seguinte.

Homem - “Sou muito homem” - Expresson muito utilizada pelo Toninho da Sé. Há também quem garanta “é de homem, lebei no cu e non gostei.”.

Homosexual - Paneleiro da capital ou com curso superior.
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MensagemAssunto: Re: MANUAL DO MORCON - DICIONÁRIO PORTUENSE   Qua Ago 11, 2010 11:50 am

I

Impostor - Que cobra impostos ou coisa parecida e passa multas de estacionamento a torto e a direito para ficar bem bisto na Cambra Municipal. Há quem lhes chame “grandes filhos da puta”. É também o indibiduo que se esforça para ser sério mas non consegue, nem com explicador.

IPC - Iniciais de “Importante Pa Caralho”, que os ingleses traduziram por “BIP - Bery Important Person”.

Impecábel - Que non leba muito dinheiro, sem chatos e sempre a abrir.

Insossa - Que não distingue muito bem se a tem toda entiada ou non.
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MensagemAssunto: Re: MANUAL DO MORCON - DICIONÁRIO PORTUENSE   Seg Ago 16, 2010 5:28 pm

J

- Queca agendada para o dia seguinte, como por exemplo: ” non saias dessa posiçon que eu bou já”.
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MensagemAssunto: Re: MANUAL DO MORCON - DICIONÁRIO PORTUENSE   Seg Ago 16, 2010 5:29 pm

L

Lambeconas - Cão de pequeno porte; Bem penteado e muito trombeiro.

Lembrar - Usa-se sempre na negativa: “Num lembra o caralho!”. Como por exemplo: ler este manual ou as garrafas de zero bírgula trinta e cinco.

Libidinoso - Tarado sexual que gosta de ser multado por mulheres polícias.

Litratura - Qualquer publicaçon pornográfica que não custe mais de cento e cinquenta paus.
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MensagemAssunto: Re: MANUAL DO MORCON - DICIONÁRIO PORTUENSE   Ter Ago 17, 2010 6:47 pm

M

Mãe - Utiliza-se logo na noite de núpcias em frazes como esta: “A foder num estás nada mal, mas se num souberes fazer o tacho bais para casa da tua mãe! Oubiste caralho?”

Maneira (À) - De longe a mais portuense de todas as palabras e que significa; como debe ser, com categoria, com qualidade, enfim á maneira mesmo. Uma foda á maneira, por exemplo, é uma foda que non custe mais de um conto e
quinhentos , num quarto.

Mamada - O mesmo que chamada local.

Mangalho - Caralho manguela mas com instruçon primaria.

Marmelada - Sexo birtual praticado nos Jardins do Palácio de Cristal.

Mercedolas - Biatura de luxo , com motorista da STCP.

Meia foda - Foda que se dá a pensar no preço. Consola pouco. Mais bale gastar menos e non pensar nisso.

Merda - Este dicionário; Expresson muito oubida na zona de Miragaia, quando passa uma puta muito cara:” Biste aquela merda meu?”- refere-se sempre ao carro.

Micar - Andar atrás das micas. Na expresson “dar o mico” significa “Esqueceu-se de pagar, mas num foi por mal”.

Micas - Mais ou menos limpas e por pouco dinheiro.

Minete - Francesismo equibalente a trombar ou a chupar o grelo. Curiosamente, o minete é daquelas coisas que ninguém faz mas aparecem todos feitos. Parece impossíbel!

Moina - Que gosta muito de trabalhar, mas que só procura emprego depois das seis, sujeitando-se a rondar pela Rua Escura.

Moinante - Moina mais lento e com mais currículo.

Mon (À) - O mesmo que “Num fazes mais barato, caralho!”.

Morcon - Debem ser todos, pois todos os locais acham que os outros o son. Debe no entanto haber excepções pois, caso contrário, non se reproduziriam.

Morder - Comer com os olhos e a alguma distância. Morder um cú, por exemplo, non tem nada a ber com o pôr lá um dente!
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MensagemAssunto: Re: MANUAL DO MORCON - DICIONÁRIO PORTUENSE   Qua Ago 18, 2010 5:37 pm

N

Nalgas - As bochechas do cu. Com umas calças à maneira (ber esta palabra), qualquer trambolho fica uma categoria!

Ninfomaníaca - Artista de bariedades.

Nojo (Meter) - Andar de gaiolo muito debagarinho, sem deixar ninguém ultrapassar. Se alguém tentar ultrapassar, acelera-se a fundo até os pistões sairem pelas abufadeiras.

Norte - Coisa pouca ou pequenina, que se perde com facilidade. Se o mundo não estibesse birado ao contrário, era o Sul.

Num me fodas - Precisamente o contrário. Frase de desânimo proferida pela parceira quando quer copular e a coisa do parceiro num responde debidamente.
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MensagemAssunto: Re: MANUAL DO MORCON - DICIONÁRIO PORTUENSE   Qui Ago 19, 2010 5:56 pm

O

Oral - Sexo de boca (tanga!).
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MensagemAssunto: Re: MANUAL DO MORCON - DICIONÁRIO PORTUENSE   Qui Ago 19, 2010 6:03 pm

P

Pachacha - o mesmo que “racha”.

Padaria - O mesmo que peida, mas muito maior. Este termo encontra-se em expressões como: “mandas uma padaria que debe cagar uns binte quilos de merda por dia”.

Paneleiro - Coisa rara na Inbicta. Bêm muitos do Chiado, Os de cá num son paneleiros, son rotos.

Parceira - A mulher do bizinho.

Passarinha - Ao contrário do que seria de supor, é a que não sabe boar. Depois de coçada costuma boar e às bezes nunca mais pousa.

Patroa - Conjugue; Quadro superior, gerente ou detentora da maioria do capital social de uma casa de putas.

Peida - Sítio aonde muita gente come em bez de cagar-se. Bá-se lá saber porquê!

Peido - O mesmo que farpola ou farpa, mas mais bulgar. Lufada de ar fresco, quando se está a chupar um grelo que non é labado há mais de uma semana.

Pénis - Caralho mas mais mole. Palabra domingueira que se emprega quando se bai ao médico e sai uma médica que não se conhece.

Picante - Aplica-se a uma anedota embergonhada.

Pica - O mesmo que pissa ou pisssa. Depende do tamanho.

Pintar à pistola - Decapar a cagadeira a jato.

Pintelheira - Que se incendeia com facilidade debido á fricçon.

Pintelho - Que se cola ao bigode com facilidade.

Pito - Orgon sexual feminino de chupar.

Plâncton - Alimento das tainhas, que sai pelos túneis do cais da ribeira. Confere-lhes um paladar muito delicado!

Pneu - Usa-se no plural. Quando um par de namorados está na marmelada no Palácio de Cristal e ele repara que ela está cheia de obesidades em bolta da cintura diz muito ternamente, a afagar-lhe o cabelo: “Mandas cá uns pneus que, se num fossem carecas e fossem da marca Mixelin metia-os no automóbel!” Ela responde: “Que romontico. caralho!”.

Polícia - No sec XVII significaba cagalhon, polho. Actualmente non se sabe bem, mas há uma grande atraçon por mulheres polícias, quando a biatura está bem estacionada (claro!).

Política - Espécie de reforma antes de se estar reformado.

Poupada - Parceira que nunca deixa gastar dinheiro suficiente para dar uma foda á maneira.

Prato - Cada um dos três do conjunto, a saber: cu, pito e broche.

Preto - Macho muito admirado por ter um sexo de dimensões imbejábeis, do tipo mangueira. Son todos de fora.

Prostituiçon - Intuiçon para ganhar dinheiro na cama.

Psique - Cabeça que anda a ser tratada pelo psiquiatra.

Psiquiatra - O que trata a cabeça. O reto é tratado pelo urologista.

Psiquiatria - O que põe a cabeça toda tola.

Puta - Palabra que se emprega em manifestações de amizade e carinho, tais como: “Meu belo filho da puta”.

Putabel (Água) - Água que escorre pelas ruas Escura e Banharia abaixo sem ter labado a cona a nenhuma puta. Mas debia!

Putatiba - A que gosta de receber antes de trabalhar, non se responsabilizando pela qualidade do serviço. Costumam lebar mais barato.
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MensagemAssunto: Re: MANUAL DO MORCON - DICIONÁRIO PORTUENSE   Sex Ago 20, 2010 1:07 pm

Q

Quarentona - Para quem encara a bida de frente é urna trintona em fim de carreira. Para quem encara a bida de trás é a que ainda tem muito que dar até chegar aos cinquenta.

Quatro - Número par. Aplica-se numa expresson muito oubida na Ramada Alta: “Rachaba-te a cona em quatro”, que significa: ”Bou a Gondomar e trago-te um Bibrador dois números acima!”

Que safoda - Quando se perde o último autocarro para ir trabalhar.

Quecódromo - Local onde se usufrui ao máximo da biatura, se tiber jantes especiais, abufadeiras e aparelhagem. Por bezes leba-se a parceira ou parceiro, depende dos gostos.

Queixos (cair de) - É mentira! Non se cai, bai-se de gatas! Pode-se fazer de duas maneiras: trombada simples, em que ela fica a comer tremoços ou trombada dupla que é o mesmo que sessenta e nobe.

Quilómetros de Piça - Abaliaçon de desempenho de qualquer profissional, non interessando o credo, raça, sexo ou ambiçon politica.

Quim Barreiros - Interpreta e descrebe a sociedade portuguesa com mais lucidez que o Eça de Queirós ou Fernando Pessoa e é mais sincero, romontico e dibertido. Faz parte da cultura musical dos estudantes da FEUP.
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MensagemAssunto: Re: MANUAL DO MORCON - DICIONÁRIO PORTUENSE   Seg Ago 23, 2010 11:59 am

R

Rabeca - Tal corno a palavra indica, significa rabeca. Aparece de binte e oito em binte e oito dias e é um descanso durante cinco dias.

Ranho - Com pouca bontade de ir ás Antas.

Ranhosa - Parceira que non gosta que o parceiro vá ás putas.

Rapidinha - Uma que se dá no intervalo de duas.

Rebarba - Bontade de non fazer um caralho.

Rebison (ir á) - Mudar o óleo. No caso das chocas é ir ao médico ber se está tudo bem e tirar as folgas.

Region demarcada - O mesmo que region da mocada mas delimitada por decreto.

Reininho - Grande músico que uma noite apanhou uma farda tal que foi para GNR.

Roto - O mesmo que pandeiro.
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MensagemAssunto: Re: MANUAL DO MORCON - DICIONÁRIO PORTUENSE   Ter Ago 24, 2010 12:08 pm

S

Sangue - Usa-se muito para os lados de Campanhã na expresson: “Punha-te a cona em sangue”, que significa:”Adiantaba-te a menstruaçon se fosse médico, mas, como sou profissional de geston e rentabilizaçon de espaços para parquearnento de biaturas ligeiras, non posso fazer nada.!”

Selo - Distintibo do proprietário das cuecas que, se non tiber mais de cinco dias, confere ao próprio o epíteto de asseado.

Sessenta e nobe - Opçon sexual para quebras de teson, espondilose e outras doenças da coluna, tal como a primeira. Pratica-se em lugar abrigado, pois os lençois costumam ir sempre, ficando a gente ao frio! A frequência da sua prática aumenta com a idade, habendo casos em que a parceira deixa a dentadura enquanto bai ás compras ao Bolhon.
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MensagemAssunto: Re: MANUAL DO MORCON - DICIONÁRIO PORTUENSE   Qua Ago 25, 2010 2:01 pm

T

Tabuleta - Só se aplica no caso: “Fodo-te a puta da tabuleta!” que significa: “Parto-te a lousa onde esta afixado o preço das batatas!”.

Teson - Dá quando o Benfica perde e rebela-se pelo engrossamento das costelas da pica.

Teson de mijo - Bestir o fato de treino, calçar as sapatilhas e ir correr para a cantareira . Só se faz uma bez.

Testa - Baixo bentre Costuma-se aplicar em frases romonticas, no jardim de Arca D’Água, do tipo: “Mandas uma testa que é um regalo! Pareces a minha tia!”.

Tomates - Forma despudorada de dizer colhões.

Trambolho - Serbe muito bem quando non há melhor!

Três sem tirar fora - É usar três bezes a mesma camisa de bénus para poupar dinheiro para a foda.

Tripar - Comer umas tripas debidamente regadas com binho.

Tripeiro - Que passa a bida a tripar.

Trobejar - Peidar de seguida, a bom rimbombar, sem interrupções e com sonoridade suficiente que non enbergonhe ninguém.

Trombar - Fazer trombada.

Trombada - O mesmo que cair de queixos.

Trombeiro - Tratador de elefantes.

Trombil - Fotografia tipo passe, , para o bilhete de identidade.

Tubos (enfiar uns) - canalizar umas superboques, debidamente.

Tusa - O mesmo que teson mas sem ereçon. Tem um carácter mais intencional e menos funcional.
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MensagemAssunto: Re: MANUAL DO MORCON - DICIONÁRIO PORTUENSE   Hoje à(s) 1:09 am

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