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 DURÃO BARROSO - O EDUCADOR DA CLASSE OPERÁRIA

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MensagemAssunto: DURÃO BARROSO - O EDUCADOR DA CLASSE OPERÁRIA   Qui Jul 15, 2010 5:24 pm

José Manuel Durão Barroso é um político e professor português, actual presidente da Comissão Europeia, cargo que ocupa desde Novembro de 2004. Em Portugal, foi sub-secretário do ministério dos assuntos internos, em 1985, e ministro dos Negócios Estrangeiros em 1992. Entre 2002 e 2004, ocupou o cargo de primeiro-ministro da República Portuguesa. A 23 de Novembro de 2004, Durão Barroso assumiu as funções de Presidente da Comissão Europeia, cargo que irá assumir outra vez em Novembro de 2009, após ter sido reeleito pelo Parlamento Europeu a 16 de Setembro.

Formação e início de carreira

Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, após o 25 de Abril de 1974, obteve depois o grau de mestre em Ciências Económicas e Sociais, pelo Instituto Europeu da Universidade de Genebra (Institut Européen de l'Université de Genève). Desenvolveu uma carreira académica como Assistente na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, tendo passado pelo Departamento de Ciência Política da Universidade de Georgetown (em Washington), onde efectuou trabalho de pesquisa no âmbito do seu nunca concluído doutoramento. De regresso a Lisboa, Durão Barroso foi Professor Auxiliar e director do Departamento de Ciência Política da Universidade Lusíada de Lisboa.

Participou na reunião de Bilderberg de 1994, quando era ministro dos Negócios Estrangeiros do XII Governo Constitucional. Um ano depois estava a candidatar-se à liderança do partido. Perdeu para Fernando Nogueira, mas a sorte acabou por o bafejar, porque Nogueira foi derrotado nas legislativas por António Guterres (num ciclo político muito desfavorável ao PSD). Durão ficou como reserva e tornou-se líder social-democrata em 1999, quando Marcelo Rebelo de Sousa saiu. Apesar de ter perdido as legislativas de 1999 para António Guterres, não se deu por vencido, ficando célebre a sua frase «tenho a certeza que serei primeiro-ministro, só não sei é quando». O seu vaticínio acabou por confirmar-se, tornando-se primeiro-ministro do XV Governo Constitucional em 2002, um governo de coligação PSD-CDS.

Em 2003, voltou a estar presente no clube de Bilderberg, na qualidade de primeiro-ministro. Em meados de 2004 era designado presidente da Comissão Europeia. Voltou a participar na reunião deste ano de 2005 de Bilderberg, que teve lugar na Alemanha, na qualidade de presidente da Comissão. Participou também da última reunião do grupo na Grécia de 14 a 16 de Maio de 2009.[2]

O início da actividade política

A sua actividade política teve início nos seus tempos de estudante, antes da Revolução dos Cravos de 25 de Abril de 1974. Foi um dos líderes da FEM-L (Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas), as "jotas" do Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado (MRPP), força política de inspiração maoísta. Em 1980, Durão Barroso aderiu ao Partido Social Democrata, partido do centro-direita português, no qual está filiado até hoje.

Alguns factos marcantes

Santana Lopes, secretário de estado da cultura, falou insistentemente a Cavaco Silva, então primeiro-ministro, do que considerava a extrema inteligência de Durão Barroso e que este merecia um lugar no governo. Cavaco convidou-o para ser sub-secretário de Estado no Ministério de Assuntos Internos, cargo que ocupou de 1985 a 1987. Rapidamente foi nomeado secretário de estado dos Assuntos Externos e Cooperação (1987-1992) e depois ministro dos Negócios Estrangeiros (1992-1995).

Em 1990 ele foi o principal promotor dos acordos de Bicesse, que levaram a um armistício temporário na Guerra Civil de Angola entre MPLA e a UNITA de Jonas Savimbi. Foi também um divulgador no panorama político internacional da causa da independência de Timor-Leste, ex-colónia portuguesa invadida a 7 de Dezembro de 1975 pela Indonésia e considerada por este país como a sua 27ª província.

Em 1993 o World Economic Forum refere-se a Durão Barroso com um dos "Global leaders for tomorrow" e considera-o um "political star".

Governação

Na oposição, Durão Barroso foi eleito deputado por Lisboa à Assembleia da República em 1995 e foi o presidente da Comissão de Negócios Estrangeiros. Em 1999 foi eleito Presidente do PSD, tendo-se tornado então o líder da oposição.

Nas eleições lesgistivas de 2002 conseguiu com o PSD alcançar uma maioria relativa no Parlamento. Formando uma coligação pós-eleitoral com o CDS-PP alcançou uma maioria absoluta que lhe permitiu formar governo com estabilidade.

A 6 de Abril de 2002, Durão Barroso tornou-se primeiro-ministro de Portugal. Como primeiro-ministro destacou-se pela política de contenção da despesa pública (tendo como Ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite) e pelo apoio à invasão do Iraque em 2003, uma decisão que, de acordo com as sondagens, era contrária à opinião da grande maioria dos portugueses.

A mudança para Bruxelas

A 29 de Junho de 2004, Barroso anunciou a sua demissão, para assumir o cargo de presidente da Comissão Europeia, remodelada e com mais poderes, sucedendo neste cargo a Romano Prodi, depois de o seu governo ter, durante bastante tempo, apoiado António Vitorino (socialista, da oposição) como candidato português para este cargo. Esta escolha foi feita por unanimidade pelos executivos dos 25 estados-membros da União nessa data, após uma reunião extraordinária do Conselho Europeu.

O Parlamento Europeu deu o seu aval a esta nomeação em 22 de julho de 2004, com 413 votos em 711 (251 contra e 44 abstenções, 3 nulos)[3]. Deveria ser conduzido no cargo a 1 de Novembro de 2004, para um mandato de cinco anos. No entanto, devido a não ter conseguido reunir os apoio necessários junto do Parlamento Europeu para a aprovação da lista de comissários, a 27 de Outubro de 2004, Durão Barroso pediu que a votação fosse adiada para data posterior. Finalmente, a 23 de Novembro a sua equipa comissarial foi aprovada pelo Parlamento Europeu.

A primeira Comissão Barroso

A Comissão deveria ter entrado em funções no dia 1 de Novembro de 2004 mas, devido à oposição do Parlamento Europeu quanto à escolha de alguns comissários, Barroso viu-se obrigado a esperar. O nome de Rocco Buttiglione para Vice-Presidente e Comissário para a Justiça, Liberdade e Segurança foi trocado pelo de Franco Frattini; Ingrida Udre, que foi proposta pela Letónia para a Fiscalidade e união alfendegária foi substituída pelo húngaro László Kovács que tinha sido originariamente proposto para a Energia.

Tido como próximo do liberalismo económico, foi muito criticado por parte da imprensa europeia de esquerda[4]. Teve de afrontar em 2005 o «não» à Constituição Europeia de franceses e neerlandeses, que se expressaram em referendo[5]. Declara pouco depois destes votos negativos que não está pessimista e acredita no futuro da União[6] e continua a sua política de aproximação da Europa em relação aos cidadãos.

Apoiou a proposta de Nicolas Sarkozy de fazer um tratado modificado (Tratado de Lisboa) mas recusa a designação de tratado simplificado.

A reeleição

Em 16 de Setembro de 2009, Durão Barroso foi reeleito por voto secreto com a maioria absoluta dos votos no Parlamento Europeu.
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MensagemAssunto: Re: DURÃO BARROSO - O EDUCADOR DA CLASSE OPERÁRIA   Qui Jul 15, 2010 5:30 pm

Durão Barroso deixa Governo e assume presidência da Comissão Europeia

05.07.2010

Durão Barroso vai ser o novo presidente da Comissão Europeia. Deixa o Governo e põe o país em polvorosa por causa da sucessão. O presidente da República vai ter de decidir se aceita Santana Lopes como primeiro-ministro ou se convoca novas eleições legislativas.

O primeiro-ministro Durão Barroso vai abandonar o Governo português para assumir a presidência da Comissão Europeia. Após reunir o apoio da grande maioria dos chefes de Estado dos países da União Europeia, precisa da ratificação pelo Parlamento Europeu.

A saída de Durão Barroso vai implicar que o presidente da República, Jorge Sampaio, conforme determina a Constituição, seja chamado a pronunciar-se sobre a manutenção do actual mandato da Assembleia da República ou opta por dissover o Parlamento e convocar novas eleições legislativas.

Os analista políticos acreditam que Jorge Sampaio deverá aceitar que o PSD, o partido mais votado nas últimas eleições legislativas e legitimado para um mandato de quatro anos, proponha o nome do actual presidente da Câmara de Lisboa e vice-presidente do partido, Pedro Santana Lopes, como novo primeiro-ministro, apesar da oposição reclamar a realização de eleições antecipadas.

A maioria parlamentar da coligação PSD/PP defende a vontade de levar o actual mandato até ao fim, assegurando haver condições de estabilidade para concretizar e concluir o projecto de governação sufragado em 2002, até porque as reformas mais difíceis e impopulares terão já sido concretizadas, encontrando-se o país já numa nova fase de retoma económica.

A saída de Durão Barroso e a entrada de Pedro Santana Lopes como primeiro-ministro vai, no entanto, implicar uma completa remodelação do Governo da coligação PSD/PP, apontando-se como praticamente certa a saída da actual ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, tida como o rosto mais emblemático dos últimos dois anos de reformas e cortes orçamentais para recuperar as finanças públicas e o descontrolo do défice público.

Cavaco em dúvida

A sucessão de Durão Barroso por Pedro Santa Lopes recebeu o apoio de praticamente todas as distritais do PSD, mas não deixa de suscitar fortes polémicas entre os social-democratas. Pacheco Pereira foi o rosto mais visível, reclamando a realização de um Congresso extraordinário imediato. Entre os social-democratas foi ainda lançada a convicção de que, com Santana, estaria aniquilada a candidatura presidencial de Cavaco Silva. No entanto, uma plataforma de compromissos assegurados entre Durão e Santana terá já salvaguardado a posição de diversos pesos-pesados da ala cavaquista na nova fase da onda 'laranja'.

Vitorino inviabilizado

Durão Barroso começou por se manifestar irredutível na sua posição de não ser candidato a presidente da Comissão Europeia, optando por propor insistentemente o nome do socialista António Vitorino para o lugar. No entanto, os resultados das eleições europeias favoráveis à família política do PPE no Parlamento Europeu levaram à imposição de um candidato de Direita para a presidência da Comissão Europeia. Apesar disso, Durão Barroso manteve a defesa da candidatura de António Vitorino, chegando mesmo a ser o único dos chefes de Estado dos 25 países membros da União Europeia a propor o nome do socialista. De resto, a falta de apoio dos socialistas a António Vitorino suscitou mal-estar no interior das estruturas do PS, cujos líderes só muito tardiamente (já depois das eleições europeias) se assumiram publicamente favoráveis às pretensões de Vitorino.

(Público)
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MensagemAssunto: Re: DURÃO BARROSO - O EDUCADOR DA CLASSE OPERÁRIA   Qui Jul 15, 2010 5:32 pm

Durão Barroso e o ensino burguês

"Julgo que a proposta aprovada hoje neste plenário de estudantes candidatos ao primeiro ano e apresentada pela sua inter comissões de luta, órgão que todos souberam erguer para poder fazer avançar a luta é uma proposta inteiramente justa e que conduz no sentido correcto da luta .Que é no sentido de ingresso imediato da sua aplicação desde já e de exigir das autoridades governamentais a legalização; pois nós temos que ver que esta questão da luta contra o serviço cívico, que já foi vista o ano passado e temos que seja quem for que está no ministério da educação e da investigação cientifica, chamemos-lhe assim, defende essa medida, medida essa que não é mais que o reflexo da crise do sistema de ensino burguês, e medida essa que é inteiramente incorrecta, anti operária e anti popular que lança estudantes contra trabalhadores e trabalhadores contra estudantes."

(Durão Barroso, 1975)
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MensagemAssunto: Re: DURÃO BARROSO - O EDUCADOR DA CLASSE OPERÁRIA   Qui Jul 15, 2010 5:34 pm

Durão Barroso e a sua teoria da “fuga” de António Guterres

01.03.2004

Sempre que o primeiro-ministro, dr. Durão Barroso, é confrontado com a grave situação política e a recessão económica que o País atravessa, a resposta é invariavelmente a mesma: limita-se a imputar responsabilidades ao Governo anterior. Quando contrariado com argumentos incontornáveis, adianta mais uma das suas justificações: “A fuga de António Guterres”.

Reconheço que, quando esta questão foi suscitada, o PS teve muitas “dificuldades” em contrariar esta teoria, ainda que totalmente “patética” e absurda. Hoje, ainda tenho dúvidas quanto às motivações pelas quais o PS não foi claro e determinado na desmontagem de tais argumentos.

O eng.º António Guterres leu nos resultados eleitorais autárquicos de Dezembro/2001 a eventualidade de criação de um pântano que, tecido na inexistência de uma maioria parlamentar na Assembleia da República, prejudicaria inevitavelmente Portugal e os portugueses. Quem já porventura se teria esquecido em que condições foram aprovados os orçamentos de Estado de 2000 e 2001, sendo que o voto contra de toda a Oposição ao orçamento de 2000, foi exercido apenas decorridos três meses das eleições legislativas de 1999. Consciente da inexistência de uma maioria, António Guterres, responsável e democraticamente, devolveu ao eleitorado a possibilidade de uma nova opção nas urnas. Ora, não pode ser penalizado quem soube acrescentar mais democracia à democracia. O Povo é soberano. Sempre. A qualquer momento.

Ainda que beneficiário da nobreza desse entendimento, o dr. Durão Barroso, ao invés, teima sempre na “tanga da fuga”! É uma outra maneira de ser e de estar. É uma outra forma de avaliar os superiores interesses de Portugal e dos portugueses. Confiado numa maioria aritmética, que não política, já foi avisando, porventura atento às Autárquicas de 2005 e Europeias de 2004, que continuará a governar depois de 13 de Junho próximo, sejam quais forem os resultados das eleições europeias. Com cartão amarelo ou vermelho, Durão Barroso, não acrescentará mais democracia à democracia, não devolverá a voz ao eleitorado. Esquece-se que o Povo é soberano. Sempre. A qualquer momento.

Se em 2001 se aventou a eventualidade de um pântano, agora temos de constatar que já estamos nele mergulhados. Por culpa do Governo de Paulo Portas e Durão Barroso. Por conta dos erros do PP e do PSD.

A situação do País pauta-se por um conjunto de D´s: Desmotivação, Desinvestimento; Desemprego, Descredibilização e Desmobilização.

Já vão longe os tempos em que o primeiro-ministro falava de um País de tanga. Hoje, o primeiro-ministro teria de falar de um País completamente despido.

O Dr. Durão Barroso, em vez de remodelar o seu Governo, assiste, impávido e não sereno, à luta entre os que são pelo candidato presidencial Cavaco e Silva e os que defendem a candidatura de Santana Lopes.

Mas o dr. Durão Barroso, para desviar as atenções dessa luta fratricida, insiste numa outra tanga: a tanga da retoma. Se o êxito consiste em alcançar o que se deseja e a felicidade assenta em desejar o que se alcança. Com este Governo, não há êxito nem felicidade. O que se alcança é infelizmente tão só o contínuo empobrecimento do País e o crescente aumento do desemprego. Como somos historicamente um País de marinheiros, diria que, os portugueses que estão muito pessimistas e têm muitas e boas razões para isso, poderão ainda assim queixar-se da tempestade que é este Governo. O Governo, surpreendentemente optimista continuará aguardar que o vento mude! Os socialistas mais uma vez terão de ajustar as velas para que o País mude de rumo e mais uma vez se desenvolva.

(Victor Baptista - Economista e deputado)
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MensagemAssunto: Re: DURÃO BARROSO - O EDUCADOR DA CLASSE OPERÁRIA   Qui Jul 15, 2010 5:38 pm

Durão Barroso - Portugal e a União Europeia

Sempre que me lembro de Durão Barroso, ataca-me uma dúvida; quando concorreu às eleições legislativas (que ganhou) e foi investido primeiro ministro de Portugal, Durão pretendia servir o país ou promover-se a si?

Note-se que não está aqui em análise a competência do actual presidente da Comissão Europeia que é além do mais um cargo político, e que certamente nunca agradaria a todos.

A questão é esta; Durão Barroso era primeiro ministro de Portugal e tinha uma função a cumprir. Foi nele que votou o povo. Mas mal iniciou o cargo apareceu-lhe outro mais bem pago e com mais relevância política e pessoal do que governar Portugal. Esqueceu-se dos portugueses e abalou para Bruxelas.

Parece ter ficado claro que pôs os seus interesses acima dos interesses do país. Mas aceitam-se outras interpretações. Uma coisa eu não consigo imaginar; o presidente francês, o primeiro-ministro inglês, o chanceler alemão a abandonarem o cargo para irem para Bruxelas. Isso seria considerado traição ao povo que o elegeu, para além de qualquer um deles considerar o seu país mais importante do que a burocracia de Bruxelas. Infelizmente assim não pensou Durão

Que considerou a Comissão Europeia mais importante. Mas para avaliar-mos da importância da União Europeia, imaginemos que por qualquer circunstância ela desaparece. Notar-se-á? Não me parece que muitos o notem, a não ser claro para todos aqueles cujo salário daí dependa. Como poderemos pretender ter uma União do ponto de vista social se os povos falam cada um a sua língua e não há nenhum esforço a sério para que se fale uma segunda língua comum a todos? Como podem as pessoas considerar-se cidadãos da União se há povos como em Portugal a ganhar 450 euros de salário mínimo e outros a ganhar 1200 euros (também de salário mínimo) como é o caso do Luxemburgo?

E a lista poderia ir por aí abaixo, passando por coisas menos significantes, mas não menos irritantes, como por exemplo o facto de um nacional de um país se deslocar a outro e não poder ter acesso à internet no portátil (a não ser que pague roaming). Isto tem algum jeito?

E falei apenas no ponto de vista social, porque do ponto de vista político, económico e financeiro, as coisas não são melhores em nada. Esperemos que progridam rápido, apesar de tudo.

(Luís Lemos)
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MensagemAssunto: Re: DURÃO BARROSO - O EDUCADOR DA CLASSE OPERÁRIA   Qui Jul 15, 2010 5:43 pm

110 dias de Governo Durão Barroso - Da Floresta dos Enganos ao Estado de Desgraça

05.08.2010

Encerrada a mini-sessão legislativa que decorreu entre Abril e Julho é possível já fazer um balanço dos primeiros 110 dias do Governo de Durão Barroso.

Marcado pela prioridade concedida à eliminação do défice orçamental o Governo utilizou a exigência do rigor financeiro como álibi para um escandaloso incumprimento das promessas eleitorais, enquanto desenvolvia um discurso pessimista sobre a evolução económica que está já a contribuir para uma rápida degradação das expectativas económicas colocando Portugal no limiar da recessão.

Tendo prometido a redução dos impostos, a primeira medida do Governo foi o aumento do IVA penalizando sobretudo os sectores economicamente mais débeis.

Pelo caminho foi abolida a tributação dos ganhos especulativos obtidos em bolsa e concedida uma isenção de tributação de 20% dos lucros aos bancos a operar na zona off-shore da Madeira.

As primeiras decisões tornaram claras quais são as prioridades e os interesses defendidos pelo Governo. Se a política geral é depressiva o distrito de Setúbal parece inteiramente esquecido.

Entre as primeiras vitimas da campanha de suspensão de obras públicas está a travessia Chelas-Barreiro adiada para as “calendas helénicas” pelo deputado Anacoreta Correia do CDS, que preside à Comissão Parlamentar de Obras Públicas e ameaçada de transferência algures para Norte pelo Ministro Valente de Oliveira.

Igualmente medidas como a eliminação das bonificações do crédito para compra de casa própria têm efeitos especialmente graves num distrito com uma população constituída em larga medida por casais jovens e quadros qualificados no início da vida profissional.

A falta de estratégia relativamente à necessidade de deslocalização da SECIL da Serra da Arrábida, tendo o Secretário de Estado do Ordenamento do Território assegurado a manutenção pelo menos por mais 20 anos, as dúvidas suscitadas por novos estudos de impacto ambiental provocando atrasos significativos no início da construção do Metro Sul do Tejo e a incapacidade em definir orientações para os Portos de Sines e Setúbal (excepto a imediata nomeação de gestores da confiança do novo Governo), contribuem para acentuar no distrito os efeitos do sentimento generalizado de depressão.

Ao longo de seis anos Portugal cresceu sempre acima da média da União Europeia aproximando-se bastante do nível de vida médio dos nossos parceiros.

O orçamento suplementar do Governo PSD/PP, ao cortar quase 400 milhões de euros no investimento público, ao adiar decisões e ao fazer um discurso contrário ao estímulo da iniciativa provocou já a revisão em baixa das previsões do Banco de Portugal para um crescimento quase nulo em 2002.

Por outro lado os indicadores de confiança regrediram para níveis só comparáveis aos verificados em 1993 quando a economia portuguesa deixou de crescer pela última vez.

Se para os jovens a incerteza é hoje já um dado adquirido, as novas propostas no domínio da reforma da legislação laboral vêm confundir a necessária introdução consensual de mecanismos de competitividade assentes na qualificação dos recursos humanos, com uma opção deliberada pela alteração, em benefício do arbítrio empresarial nem sempre inovador e esclarecido, das relações de força no mundo do trabalho.

Não é desejável alimentar ilusões sobre o esgotamento do prazo de garantia de um Governo marcado por uma tão rápida degradação das expectativas dos eleitores. Apesar do estado de desgraça em que o Governo rapidamente se viu mergulhado temos consciência de que o desejo de exercício do poder constitui um factor agregador da coligação de direita permitindo aliás, dentro do respeito pelo princípio da alternância democrática, avaliar a diferença existente entre o projecto de direita e o projecto do PS.

Os candidatos do PS não fizeram propostas eleitorais demagógicas e reafirmam o compromisso com o Distrito de Setúbal que maioritariamente votou em nós de continuar a exigir a realização de projectos de desenvolvimento para as populações da região bem como a afirmar as propostas com base nas quais fomos eleitos.

Com a recente aprovação da Lei de Estabilidade Orçamental o Governo pretende obter, não o consenso em torno do rigor, solidariedade e transparência nas Finanças Públicas, mas sim os poderes que permitam regressar a políticas centralistas de desrespeito pela lei das Finanças Locais e de descapitalização da Segurança Social.

Estaremos atentos mesmo ao longo do Verão e aguardamos pelo Orçamento para 2003, momento da plena revelação da face do Governo PSD/PP.

(Eduardo Cabrita - Deputado do PS eleito pelo distrito de Setúbal)
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MensagemAssunto: Re: DURÃO BARROSO - O EDUCADOR DA CLASSE OPERÁRIA   Qui Jul 15, 2010 5:50 pm

Durão Barroso - Desciclopédia

José Manuel Durão Barroso (Lisboa, 24 de Março de 687 A.C.) é um político português cagão e presidente da Comissão Europeia desde Novembro de 2004, após abandonar o cargo de primeiro-ministro manoel de Portugal.

Famoso jurista e político português que nas horas vagas gosta de soltar um barro no banheiro da Rainha da Inglaterra , Também conhecido como cherne é um dos indicados para o premio nobel da guerra deste ano de 2008.

Foi primeiro-ministro de Portugal e do time da seleção portuguesa de burricebol

Inteligencia Superior

Durão Barroso visita a Inglaterra e vai jantar com a rainha. Às tantas, pergunta:
Vossa majestade, a senhora impressiona-me com seu belo banheiro.
Como você pode ter uma banheiro lindo assim que sempre estar cercada de gente inteligente? Como é que a senhora faz? Ela responde:
É muito simples. Eu deixo-os sempre em alerta. Faço um teste de Inteligência regularmente, só para ver se a inteligência deles ainda está bem viva, e uso pinho sol no Vaso Sanitário.
Durão, surpreendido:
- E como é que a senhora faz isso?
A rainha concorda em mostrar um exemplo. Pega no telefone e liga ao Tony Blair:
- Bom dia, Tony. Tenho um pequeno teste para ti...
Tony, todo educado:
- Bom dia, Majestade. Tudo bem. Estou pronto para o teste. Pode perguntar.
- Muito bem, Tony. O teste é o seguinte: 'é filho do teu pai e da tua mãe, mas não é seu irmão nem sua irmã. Quem é?'
- Muito simples, Majestade. Sou eu mesmo...
- Bravo, Tony. Como sempre, inteligente. Até à próxima.
Durão fica impressionadíssimo. De volta a Portugal, decide pôr em prática a técnica que aprendeu com a rainha. Telefona ao Paulo Portas e pergunta:
- Paulo, é o Durão, companheiro. Tenho aqui um pequeno teste de inteligência para ti.
- Tudo bem, chuta.
- É o seguinte: é filho da tua mãe e do teu pai, mas não é seu irmão nem sua irmã. Quem é?
- Ah, Durão, eu não esperava um teste assim, de repente. Tenho que pensar alguns minutos. Telefono-te depois, ok?
- Sem problemas. Até logo.
Paulo Portas liga para o Cavaco Silva, pois ele tem fama de inteligente. Faz a mesma pergunta que lhe foi feita, ao que o Cavaco responde:
- Ora bolas, sou eu mesmo, Paulo!...
- Muito bem, perfeito, Cavaco! Obrigado, Cavaco.
Paulo Portas liga ao Durão:
- Durão, podes repetir a tua pergunta, por favor? Creio que tenho a resposta.
- Muito bem: és filho da tua mãe e do teu pai, mas não és seu irmão nem irmã. Quem és?
E o Paulo, vitorioso: - Simples! Ora bolas, é o Cavaco Silva!!
- Não, estúpido! Tens que treinar mais! É o Tony Blair, homem de Deus!!
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MensagemAssunto: Re: DURÃO BARROSO - O EDUCADOR DA CLASSE OPERÁRIA   Qui Jul 15, 2010 5:57 pm

Sócrates apoia Durão Barroso

29.05.2009

Sócrates já declarou o apoio a Durão Barroso, Vital Moreira não consegue avaliar o trabalho do Presidente da Comissão Europeia, os partidos mais à esquerda sendo do contra, sem dar alternativas, dizem que apoiar Durão Barroso é um exercicio de patriotismos bacoco,tendo à cabeça desta ideia o Sr. Dr.Mário Soares que quando quis ser Presidente do Parlamento Europeu não se importou muito com a questão de onde vinham os votos, mas tudo bem.

Neste momento o Parlamento Europeu só aprova ou não o candidato que vier dos governos dos 27, mas com o Tratado de Lisboa o Presidente da Comissão é eleito pela maioria dos que ocupam os lugares do Parlamento Europeu.Ora se o Tratado de Lisboa for ratificado por todos os membros até ao fim deste ano é importante que quem tem como Bom o desempenho de Durão Barroso e que se reveja nas propostas do PSD que vote dia 7 no PSD, pois está assim a aumentar a possibilidade de Durão Barroso ser re-eleito.

Como há muitos Socialistas que avaliam o trabalho do actual Presidente da Comissão como BOM e as ideias de Vital são nulas é provável que a re-eleição de Durão Barroso esteja quase garantida…

(Correio da Manhã)
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MensagemAssunto: Re: DURÃO BARROSO - O EDUCADOR DA CLASSE OPERÁRIA   Qui Jul 15, 2010 6:00 pm

Durão Barroso diz que golden share na PT viola direito comunitário

José Sócrates acusou a Comissão Europeia de ter «posições ideológicas ultraliberais» sobre a golden share que o Estado português detém na Portugal Telecom. Durão Barroso assegura que se trata de uma questão meramente jurídica e não política, «muito menos ideológica».

O presidente da Comissão Europeia sublinhou que a posição sobre a ilegalidade das golden shares é «o entendimento de há pelo menos uma década» do Executivo comunitário. «É uma questão puramente jurídica, não é uma questão política e muito menos uma questão ideológica», disse.

A Comissão Europeia «tem o dever de agir quando há uma violação do direito comunitário», acrescentou. Durão Barroso assegurou que a sentença do Tribunal de Justiça da União Europeia sobre o caso da Portugal Telecom, que será conhecida amanhã, é para aplicar, qualquer que esta seja.

(Público)
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MensagemAssunto: Re: DURÃO BARROSO - O EDUCADOR DA CLASSE OPERÁRIA   Qui Jul 15, 2010 6:01 pm

Durão Barroso admite que euro funcionou como «soporífero» e criou «ilusão de prosperidade»

15.07.2010

O euro funcionou como um «soporífero» para alguns países europeus, resultando numa «ilusão de prosperidade», admitiu hoje o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, numa entrevista publicada hoje por um jornal inglês

O ex-primeiro ministro português afirmou ao The Times que as taxas de juro baixas facilitaram o recurso ao crédito, criando uma falsa sensação de confiança económica.

O resultado foi que os governos evitaram fazer reformas económicas difíceis mas necessárias, acrescentou.

Até há alguns meses, o euro foi considerado um «grande sucesso», tendo-se transformado na «segunda moeda mundial e em algumas áreas é a primeira em termos de transacções», sublinhou Durão Barroso.

O «alarmismo» recente deve-se, sustentou, a «um problema sem precedentes».

«Os mercados começaram a discriminar entre as dívidas públicas de diferentes membros do euro na mesma união monetária», resumiu.

«Este é um problema para o qual, francamente, não estávamos preparados e perante o qual temos de reagir e temos estado a reagir», acrescentou.

As medidas de austeridade que vários governos europeus entretanto tomaram são, na opinião do presidente da Comissão Europeia, uma prova de que o euro está a funcionar.

«O euro está a ser um condutor extremamente poderoso para o que a Europa precisa. E o que a Europa precisa acima de tudo é não viver acima das suas possibilidades e, segundo, fazer as reformas estruturais para se tornar mais competitiva nas economias globais», defendeu.

Durão Barroso prometeu que os líderes europeus estão dispostos a fazer «o que for preciso» para defender o euro, como foi o caso do fundo de emergência criado para ajudar a Grécia.

Lusa / SOL
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MensagemAssunto: Re: DURÃO BARROSO - O EDUCADOR DA CLASSE OPERÁRIA   Qui Jul 15, 2010 6:03 pm

O MORDOMO falou.
Deve ser para dizer: «estou aqui»

O povo escolheu para o vestir, estavamos de tanga.
Quando teve que cortar os moldes, primeiro viu que a tesoura cortava mal, depois viu que o que desenhou não era para este País, nem coragem teve para renunciar, PIROU-SE.

Outros que se tinham comprometido com os seus povos recusaram a dourada «MAMA» mas como para ele as prioridades são 1º ele, em 2º ele, em 3º ele, ..., e em 999ª o POVO, havia que prová-la, para além de não ter que contactar com a «PLEBE» o suor, as críticas, a confrontação não é para mim (para ele - o MORDOMO), para mim (para ele - o MORDOMO) a intriga dos gabinetes é que sou (ele - o MORDOMO) mestre.

(Sol - jooliveira, em 2010-07-15)
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MensagemAssunto: Re: DURÃO BARROSO - O EDUCADOR DA CLASSE OPERÁRIA   Qui Jul 15, 2010 6:04 pm

E não será ele mesmo, o Durão Barroso, o nosso grande “soporífero”? Por muito tempo acreditamos que bastava ter pertencido ao MRPP para chegar a Presidente da Comissão Europeia. Essa é que foi a nossa grande “ilusão de prosperidade”. Afinal o homenzito nunca passou de um fiel servidor dos mercados. E é assim que ele vai ganhando o seu. Dizendo em voz alto o que os donos dos grandes consórcios lhe cochicham. É a sua grande ilusão de importância.

(Sol - QXXL, em 2010-07-15)
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MensagemAssunto: Re: DURÃO BARROSO - O EDUCADOR DA CLASSE OPERÁRIA   Seg Ago 09, 2010 7:45 pm

Durão Barroso referido no caso dos submarinos

31 Março 2010 | 09:30

Durão Barroso terá tido uma reunião com o grupo Ferrostaal no Verão de 2002, meses antes da celebração do acordo entre Portugal e a empresa para a compra de submarinos. Cônsul em Munique, escritórios de advogados portugueses e elementos das forças armadas poderão estar envolvidos no alegado esquema de corrupção.

Durão Barroso terá tido uma reunião com o grupo Ferrostaal no Verão de 2002, meses antes da celebração do acordo entre Portugal e a empresa para a compra de submarinos. Cônsul em Munique, escritórios de advogados portugueses e elementos das forças armadas poderão estar envolvidos no alegado esquema de corrupção.

Segundo referem alguns jornais portugueses, Durão Barroso, actualmente presidente da Comissão Europeia, terá tido uma reunião com o grupo alemão Ferrostaal para a compra de submarinos no Verão de 2002.

“Diário de Notícias” e “Público” citam uma notícia publicada revista alemã Der Spiegel, que dá conta que o cônsul honorário de Portugal em Munique, Jürgen Adolff, terá exercido influência junto do Governo, na altura liderado por Durão Barroso, para que Portugal comprasse dois submarinos no valor de 880 milhões de euros à Ferrostaal.

Apesar do nome de Durão Barroso surgir ligado à investigação realizada pelas autoridades alemãs, o Dier Spiegel não refere ao certo qual o envolvimento do então primeiro-ministro português neste possível negócio ilícito.

De acordo com a imprensa de hoje, Jürgen Adolff, que já foi entretanto demitido das funções de representante português na Alemanha, terá recebido um suborno de 1,6 milhões de euros pela concretização do negócio e sido ainda contratado pela Ferrostaal, detida pelo fundo soberano do Abu Dhabi e pela Volkswagen, como consultor em Janeiro de 2003.

Advogados portugueses suspeitos de envolvimento

Para além de alguns membros do Governo, a edição de hoje do “Diário de Notícias” afirma que alguns escritórios de advogados portugueses possam ter tido alguma intervenção no desenrolar de todo o processo.

Sérvulo Correia, Vasco Vieira de Almeida e José Miguel Júdice, são alguns dos possíveis visados, uma vez que o primeiro representou o Estado em todo o processo, o segundo a empresa alemã e o terceiro o concorrente francês à adjudicação dos submarinos.

O mesmo jornal refere ainda que se acredita que exista um contra-almirante da marinha portuguesa envolvido no alegado esquema de corrupção.

(Jornal de Negócios)
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