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 CAVACO SILVA E A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA...

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Anarca



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MensagemAssunto: Re: CAVACO SILVA E A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA...   Sab Set 18, 2010 9:59 pm

Francisco Lopes critica Cavaco Silva

10.09.2010

O candidato do PCP, Francisco Lopes, afirmou que o actual Presidente da República, Cavaco Silva, é um dos responsáveis pela situação política.

O candidato presidencial apoiado pelo PCP, Francisco Lopes, afirmou esta sexta-feira que Cavaco Silva «tem enorme responsabilidade na grave situação do país», devido aos cargos políticos que exerceu.

Francisco Lopes falava no Funchal, num jantar de apoiantes na região, na primeira iniciativa desde o anúncio da sua candidatura, um projecto que pretende ser de «ruptura e mudança».

Para o candidato, «o actual Presidente da República tem uma enorme responsabilidade na grave situação do país».

«Olhando para o seu programa, a sua intervenção, a sua reeleição significaria o agravamento dos problemas nacionais», sustentou.

Francisco Lopes explicou que a escolha da Madeira baseia-se no facto de ter constatado as consequências do temporal de 20 de Fevereiro e a «diferença de tratamento» na resolução dos problemas nas zonas altas do Funchal.

O dirigente comunista sublinhou que a sua candidatura representa «um projecto novo para Portugal» e quer ser «um contributo para que Cavaco Silva não seja reeleito».

«O objectivo da minha candidatura é colocar ao povo português uma alternativa para o exercício das funções do Presidente da República que dê resposta e enfrente os problemas do país e concretize um rumo para o desenvolvimento, justiça e progresso social», referiu.

Francisco Lopes sustentou ser importante que «o Presidente da República não olhe para o lado, não esteja sintonizado com os interesses das finanças, grandes grupos económicos e financeiras, mas que conheça, compreenda, sinta e viva os problemas dos portugueses, incluindo o povo madeirense».

(DN)
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: CAVACO SILVA E A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA...   Seg Set 27, 2010 6:59 pm

UMA JANGADA SOBRE TRAMPA

26.09.2010

«Cavaco apoiou Sócrates dezenas de vezes. Cavaco lixou MFL em plena campanha e não tenho nada de bom a dizer de MFL. Cavaco aceitou uma eleição fraudulenta onde o defice saltou de 5,9% antes para 9,3% depois. Cavaco foi o Cúmplice. Só a quem resta menos de 5 anos de esperança de vida tem razões para votar em Cavaco.» Concordo com o lucklucky-who-ever-he-is, mas o trágico nisto tudo é ser Cavaco, jangada de dignidade a boiar no grande oceano de trampa rapace "socialista", o mal menor e até o mal necessário.

Publicada por joshua
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: CAVACO SILVA E A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA...   Qua Set 29, 2010 12:59 pm

Cavaco Silva não deve condicionar ou tentar forçar o PSD a manter o PS no Governo

29.09.2010

Passos Coelho e o PSD não querem viabilizar o Orçamento, se aumentar os impostos.

O que é uma posição de grande responsabilidade.

Cavaco Silva não pode, nem deve - até pela equidistância que tem de ter face aos partidos - condicionar o PSD e Passos Coelho "obrigando-o" a aceitar, ainda que pela abstenção, que significa nada mais que o apoio, um orçamento com aumento da carga fiscal.

Marcelo Rebelo de Sousa , Conselheiro de Estado e muito próximo de Cavaco Silva, deve ter cuidado com o que diz, pois ele e um dos responsáveis pelo facto do PS estar no Poder.

E preferível fazer cair o Governo já, pois corta-se o mal pela raiz, o que ira dar confiança aos mercados.

Este Governo de Sócrates esta desacreditado, não tem a confiança dos mercados , nem dos outros países da União Europeia.

Publicada por josé maria martins
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MensagemAssunto: Re: CAVACO SILVA E A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA...   Sab Out 09, 2010 2:16 pm

Opiniões de A. J. Jardim, sobre o actual Presidente da República...

"Cavaco Silva é um tecnocrata, um político muito caloiro.
Vejo nele um bom ministro, mas não lhe reconheço capacidade para chefiar um governo"
1982, AGOSTO

"Não é fácil esta relação financeira com o governo da República [chefiado por Cavaco Silva].
Pensar que vai aparecer um primeiro-ministro, seja de que partido for,
a dizer que está perdoada a dívida da Madeira, sem mais nem menos,
isto é acreditar que o Céu vai transferir-se para a Terra.
Isso não vai acontecer, não acredito no perdão da dívida".
1991, NOVEMBRO

"A ida do prof. Cavaco para Belém seria nociva ao País e ao PSD"
1993, NOVEMBRO

"Não é com as caras de ministros do último governo de Cavaco Silva
que se vai fazer a renovação do PSD"
1996, JANEIRO

"Marcelo está a conduzir bem o partido.
Isso não podia continuar num certo dogmatismo e na teimosia política
que marcou desastrosamente os últimos dois anos do cavaquismo"
1996, DEZEMBRO

"Para voltar aos tempos do cavaquismo, só por cima do meu cadáver.
Os fantasmas do cavaquismo não assustam, têm é de ser exorcizados de vez"
1996, DEZEMBRO

"As nossas lutas [pela autonomia] tiveram obstacularização dentro do nosso
partido no tempo de Cavaco Silva e dos seus colegas de direcção"
1998, FEVEREIRO

"Se é para voltar ao cavaquismo, serei oposição dentro do partido"
1999, MARÇO

"Ele [Cavaco] não gosta muito da minha maneira de fazer política,
pois enquanto esteve no poder nunca me convidou para colaborar
em qualquer actividade partidária. Não me fez falta nenhuma".
2000, ABRIL

"É natural que eles queiram ver-se livres de mim.
Dentro do PSD cavaquista não morrem de amores por mim"
2001, OUTUBRO

"Só o facto de Cavaco Silva não gostar que ele seja o líder do PSD
é mais uma razão para eu apoiar Santana Lopes"
2004, JANEIRO

"Se Santana Lopes não avançar para Belém, Cavaco Silva não terá caminho livre"
2004, MAIO

"Não gostava de ver Cavaco Silva como candidato do PSD à Presidência da República"
2004, OUTUBRO

Cavaco Silva teve um comportamento "inqualificável" e proferiu declarações que "prejudicam o PSD e causam instabilidade no país".
"Em democracia os maus políticos são aqueles que são rejeitados pelo povo (…)
o povo já o rejeitou numas eleições presidenciais".
2004, DEZEMBRO

Cavaco Silva “é um homem do sistema (…)
Não espere que alguém do partido na Madeira se levante cedo para ir pedir os votos nele”.
2004, DEZEMBRO

"Estou farto deste PSD e ideologicamente num campo oposto às opções neoliberalistas e cavaquistas"
2005, FEVEREIRO

[Como Cavaco] "diz que a Constituição não é um problema do País,
ninguém levanta aqui o rabo da caminha para trabalhar para o cavalheiro" [nas presidenciais]
2005, JUNHO

“A atitude do professor Cavaco justifica a abertura de um processo disciplinar que, se houver vergonha, culmina com a expulsão do senhor Silva”
2005, FEVEREIRO

Cavaco Silva “apesar de ter uma maioria absoluta, deixou as Forças Armadas e as forças de segurança no estado subversivo em que se encontra.
Deixou a Educação no estado decadente e sem valores em que se encontra, a justiça com a falta de credibilidade que tem. E a cultura foi o que se viu.
Nas áreas que eram essencialmente políticas não mexeu uma palha”.
2005, AGOSTO

PS - Eles lá sabem...
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: CAVACO SILVA E A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA...   Sab Out 16, 2010 9:51 pm

"Faça alguma coisa pelo país, senhor Presidente"

16.10.2010

No dia em que o ministro das Finanças apresentou o Orçamento de Estado, Cavaco Silva ouviu apelos por parte das dezenas de populares que o aguardavam em frente à Câmara municipal de Santa Comba Dão.

“Faça alguma coisa por este país, Sr. Presidente!”, suplicava um homem já de idade avançada, ao mesmo tempo que dava um longo aperto de mão ao Presidente da República.

Outro habitante do concelho também não escondia a preocupação faca às dificuldades do país: “Sr. Presidente, endireite isto. Olhe por nós!”, exclamava.

Cavaco Silva ouviu, mas limitou-se a sorrir ao mesmo tempo que se desdobrava em cumprimentos até conseguir alcançar a viatura presidencial que o conduziu até ao centro escolar norte, em Treixedo, que inaugurou de seguida.

Cavaco Silva já estava dentro da viatura quando um outro habitante que falava sem parar, desabafou: “Isto está tão mal que as pessoas querem é protestar!”- atirou.

(Público)
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MensagemAssunto: Re: CAVACO SILVA E A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA...   Dom Out 24, 2010 2:39 pm

FROUXO

23.10.2010

Nestes dias, torna-se indiscutível sublinhar que o Mal é Mau e explicar porquê.
Não basta ao Presidente da República ser boa pessoa, considerar coisas óbvias como Portugal estar a viver uma «situação particularmente complexa e mesmo grave», mas sem culpados, sem veredictos, sem saídas [ok, «o Mar», mas o mar serve sempre para tudo quando já não há mais nada].
A estabilidade de Cavaco é mórbida. A estabilidade de Cavaco merdaliquefaz a vida pública e as clarificações de que carecemos para começar tudo de novo.
Uma crise política não «seria extremamente grave», como ele concebe. Seria, será!, a única-última coisa regeneradora, na economia e no resto.
Um frouxo rei faz frouxa a farta gente. E está visto que estamos fartos da paz podre estável, fartos da pasmaceira estável de Cavaco. Priorizou a reeleição, cooperando com o bandido a quem deu o ouro e o salvo-conduto para chegarmos até aqui.
Por isso, nada mais anormal que afirmar ter relações absolutamente normais com ele, Primadonna, e com os restantes inimputáveis da bandalheira abandalhante.
Não bastava a fantasia louca de um, tinha de se lhe somar a loucura fantasiosa de outro.

Publicada por joshua
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MensagemAssunto: Re: CAVACO SILVA E A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA...   Ter Out 26, 2010 2:48 pm

CHEFE MAS POUCO

26.10.2010

O Chefe de Estado foi pouco chefe e menos ainda de Estado. Não me lembro de figura mais inútil e decorativa desde o General Óscar Carmona.
Amanhã ritualizará a sua recandidatura a Belém. Não é, naturalmente, o meu candidato.
Acabou-se a minha lealdade política à inanidade e à fonte de toda a espécie de insatisfações de Regime. Sócrates representou a Razão mais absoluta, desde o Ultimato Inglês, para uma ruptura abrupta, custasse o que custasse: mesmo a reeleição, mesmo uma Crise Política.
Uma Crise Política a tempo e horas salvar-nos-ia disto-Bancarrota, deste haraquiri à economia, deste esmagamento do português comum. Onde estava Cavaco, enquanto o socratismo cevava os seus, desbaratava recursos, malbaratava o nosso futuro, medrava no seu perpétuo embuste propagandesco?!
Clamámos por Cavaco de sobejo. Depois da vitória de 2006, vejo que o mandato cessante não serviu de nada: alertou subtilmente para os problemas que agora deflagram e os seus agentes políticos, pulgões-glutões dos Orçamentos, mas não impediu o descalabro presente, tendo até traços de perversa ou ingénua conivência silenciosa com o pomposo tiranete Primadonna.
Por isso, Cavaco e não Cavaco dá no mesmo. «Prefiro lírios, meu amor, à Pátria».

Publicada por joshua
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MensagemAssunto: Re: CAVACO SILVA E A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA...   Qua Out 27, 2010 3:53 pm

HÉRCULES SOERGUE ANTEU

26.10.2010

Agora é que é. Cavaco deixará de se sentir aterrorizado pelo Primeiro-Ministro e tolhido pela máquina de assassinar adversários do PS-Governo.
Agora é que é. «Pela situação delicada em que o País se encontra, pela experiência que reconhece ter e por reconhecer que pode ser útil», Cavaco diz-se candidato.
Porque agora é que é - perpétuo tirocínio à Presidência da República. Tarde de mais.
Cavaco tem sido a prótese de Sócrates.
Cavaco tem sido os chinelos de Sócrates e o seu Viagra.
Sócrates tem sido a praga de gafanhotos de Portugal, coisa a que o Viagra-Presidente assiste impávido.
Eu votarei em Nobre. Lutarei por Nobre.
Para matar Anteu foi preciso separá-lo do solo. Hércules ergueu-o até ficar bem morto.
Sobre as nuvens da fantasia flutua Sócrates e não há nada que o devolva à realidade ou, melhor ainda, o evacue da completa falta de seriedade e desprendimento com que ensaia Governar o País.
Era suposto colocar-se ao nosso serviço e não ao serviço da extensa prole devorista de Almeida Santos.
Cavaco foi incapaz. Nunca "estabilidade" significou tamanha putrescência, rigidez cadavérica.
O Regime pesa como uma cruz sobre o Povo molusco.
Mais Cavaco, escova de dentes de Sócrates, espécie de Pinto Monteiro na Presidência da República?
Não, obrigado. Basta.

Publicada por joshua
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MensagemAssunto: Re: CAVACO SILVA E A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA...   Qui Out 28, 2010 9:01 pm

“A B C do cavaquismo”

28 .10. 2010

«Estamos hoje muito pior do que há cinco anos – aqueles que asseguram que Cavaco Silva nada podia fazer para evitar o presente trambolhão estão, sem o saberem, a decretar a inutilidade política da pessoa ou da função presidencial (talvez de ambas).

Se o Presidente da República é incapaz de impedir este trágico afocinhar do País no lodaçal da ineptidão governamental, para que perdemos tempo a eleger directa e universalmente um órgão tão pomposamente supérfluo?»

(DN - Carlos Abreu Amorim)
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MensagemAssunto: Re: CAVACO SILVA E A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA...   Ter Nov 09, 2010 10:13 pm

CAVACO. TABU. BPN!

9.11.2010

«Pedro Passos Coelho é um ingrato. O que ele quer realmente é denegrir a imagem de Cavaco Silva pois sabe que o seu escolho na vida política é o actual Presidente da República. Pode-se responsabilizar criminalmente o Primeiro-Ministro sem fazer o mesmo a quem tem o poder de o destituir? Por que razões só os partidos das “franjas” se indignam e exigem explicações sobre o poço sem fundo chamado BPN? Por que não dizem toda a verdade? Será porque um governo PSD investiu milhões do Estado nos chamados fundos tóxicos? Será porque conjuntamente com figuras do PSD também do PS há gente que quer recuperar o “seu”? Sabe-se que Cavaco Silva foi avisado e recuperou grande parte do dinheiro. Dinheiro que já era juros de juros, não perdeu nada, só ganhou. Já o seu genro, que não é obrigado a apresentar lista de bens, continua com alguns milhões lá (no BPN) enterrados. O primeiro passo para mudar isto é votar Fernando Nobre.»

Publicada por joshua
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MensagemAssunto: Re: CAVACO SILVA E A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA...   Qui Nov 25, 2010 10:00 pm

Cavaco "destruiu" o PSD de Sá Carneiro, aumentou o peso do Estado e foi autoritário

25.11.2010

José Miguel Júdice, da comissão de honra da candidatura de Cavaco, reflecte sobre o legado do fundador do PSD. O Presidente foi um dos "coveiros" do pensamento estratégico de Sá Carneiro.

Ao longo dos últimos 30 anos, o pensamento político de Francisco Sá Carneiro desapareceu no PSD, apesar de as sucessivas lideranças invocarem constantemente o legado do fundador do partido. Mas terá sido nos governos de Cavaco Silva (1985/1995) que a mensagem política de Sá Carneiro foi completamente banida. Em 10 anos, assistiu-se à acentuada alteração da "matriz ideológica" do PSD, à "destruição do pensamento estratégico" do antigo primeiro-ministro da AD e à "mudança da natureza sociológica" do partido.

Um retrato muito pouco simpático de Cavaco Silva e do consulado cavaquista consta do livro O meu Sá Carneiro - Reflexões sobre o seu pensamento político (D. Quixote), do advogado José Miguel Júdice, que, à semelhança do que aconteceu nas últimas presidenciais, voltou a ser convidado para integrar a Comissão de Honra da recandidatura do Presidente da República. A obra chega às livrarias no fim-de-semana e será apresentada no dia 30, às 18h30, no El Corte Inglés, por Manuel Braga da Cruz, reitor da Universidade Católica.

Cavaco Silva, que "entrou na cena política como o verdadeiro herdeiro" de Sá Carneiro, "procurando assumir o seu estilo frontal e sem cedências", acabou por transformar o PSD num partido "feito à sua imagem e semelhança: um partido tecnocrático, um catch all party, ou seja, um partido sem fronteiras, onde todos poderiam vir plantar a sua tenda, desde que aceitassem a liderança indiscutida do então primeiro-ministro, e assim ajudassem a conquistar votos e a manter suseranias".

O livro, que também reproduz excertos de uma conferência dada por Júdice em 1981, quando se filiou no PSD, serviu para o autor reflectir sobre "o que falhou" nas últimas três décadas. E as falhas, que provocaram a "destruição do edifício" que Sá Carneiro tinha começado a construir, não são notórias apenas nos governos de Cavaco, mas também no Bloco Central, na governação de António Guterres e de Durão Barroso.

Contudo, Júdice dedica grande parte do capítulo A herança desbaratada a Cavaco, notando que, a partir de 85, as mudanças no PSD aproximaram-no do PS e dissiparam o legado de Sá Carneiro. Ao ponto de o PSD, nos dias de hoje, se apresentar como um partido "feudalizado, com militantes criados aos milhares para as trocas políticas". "Cavaco Silva fez um partido de consumidores e abdicou da bipolarização", afirma Júdice ao PÚBLICO, qualificando ainda o Presidente como "um grande político, que não é ideólogo, e que olha para a sociedade civil com uma certa suspeição". Entre 85 e 95, com duas maiorias absolutas, o então primeiro-ministro "aumentou o peso do Estado e apresentou-se como um líder autoritário, não permitindo a libertação da sociedade civil, como Sá Carneiro sempre defendera".

Ou seja, "desperdiçou" 10 anos: "Teve poder e tinha dinheiro a rodos. Se o Estado tivesse emagrecido, se ele tivesse alterado a lei laboral e libertasse a sociedade civil, hoje estaríamos melhor." "Com Cavaco teria podido ser diferente", lê-se no final do livro. Não foi.

(Público)
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MensagemAssunto: Re: CAVACO SILVA E A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA...   Qui Dez 23, 2010 7:06 pm

O ANESTESISTA REGIMENTAL

Dou-me conta agora mesmo que Cavaco, com o seu velho enunciado pastoso por estabilidade, foi sendo desde há muito um dos anestesistas da sociedade civil, da urgência em discordar, das rupturas por decência. Dou razão ao opinador a seguir citado que resume a quantidade de culpas e culpados que nos trouxeram a esta deriva irresistível, vocação terceiro-mundista de contumazes mal governados: «Os órgãos de controlo do Estado, desde essas pomposas inutilidades denominadas presidentes da República até às entidades que vigiam as derrapagens públicas, limitaram-se a avisos ténues e sibilinos, quando não alimentaram os piores equívocos.»

CAA
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MensagemAssunto: Re: CAVACO SILVA E A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA...   Qui Jan 06, 2011 10:49 pm

“Seriedade à moda de Cavaco Silva”

05.01.2011

«Num dos debates televisivos da pré-campanha, Cavaco Silva, com a modéstia que habitualmente lhe é reconhecida quando se avalia a si mesmo, garantiu aos portugueses que “para serem mais honestos do que eu, têm que nascer duas vezes“. A frase é sintomaticamente interessante - revela-nos o quanto Cavaco Silva se deleita com as qualidades que imagina exclusivamente suas, e, especialmente, levanta o véu a um dos maiores equívocos da portugalidade: o conceito de honestidade.»

(Diário de Notícias)
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MensagemAssunto: Re: CAVACO SILVA E A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA...   Seg Jan 17, 2011 11:42 pm

Um mandato politicamente frustrado

15.01.2011

É tempo de recordar que o intento essencial do primeiro mandato de Cavaco Silva consubstanciava-se numa versão muito própria de tutela sobre o Governo, a que Cavaco, abusando do eufemismo, apelidava de «cooperação estratégica». A partir do episódio da aprovação do Estatuto dos Açores, esboroou-se a estratégia tutorial que tanto almejava. E, sem rebuço, inverteu tudo aquilo que tinha marcado os primeiros dois anos do seu mandato. À «cooperação estratégica» seguiu-se uma intervenção despudorada na vida partidária – Cavaco fez mover os seus valetes dentro do PSD e colocou na liderança desse partido o seu pálido, mas fiel, reflexo feminino. A partir daí, fez de Oposição ao Governo por interposta pessoa, de forma mascarada e furtiva, mas, contudo, indisfarçável. Belém dava o mote, até os slogans, e Ferreira Leite recitava o guião com a imaginação política que Deus lhe terá ofertado num momento especialmente avaro. Os resultados desta prática concertada são conhecidos: Sócrates vitimizou-se até à exaustão acabando por se robustecer com a compungente disfunção eréctil da sua Oposição.

Antes das Legislativas de 2009, Cavaco, mais uma vez, inverteu a táctica sem o mínimo de consideração pelos infelizes que escolheram, em exclusivo, o itinerário político de serem seus subalternos – percebeu que uma crise antes das presidenciais poderia prejudicá-lo e ressuscitou a sua «cooperação estratégica».

Só que o fez no pior momento para o País. Deixou Sócrates à rédea solta precisamente na altura em que este mais merecia uma rédea muito curta. Consentiu, quedo e mudo, no desastre da execução orçamental que o País viveu durante todo o ano de 2010. Cavaco foi cúmplice da desgraça socrática apenas porque não queria tempestades políticas que prejudicassem a quietude das «suas» eleições presidenciais. Prescindiu dos seus deveres com o único fito de assegurar a sua própria reeleição. Vai consegui-la, certamente. Mas Portugal vai pagar bem caro e durante muito tempo o malefício de termos ficado sem Presidente nos últimos dois anos.

A honestidade do Presidente

Cavaco provou que tem uma interpretação muito peculiar da sua honestidade política no caso das escutas do Verão de 2009. Tudo se terá iniciado com a revelação de que um dos seus predilectos teria facultado informações a um jornalista que indiciariam escutas ilegais aos telefones da presidência, deduzia-se sem grande esforço, efectuadas por gente ligada ao Governo. Porém, cedo se percebeu que tudo não passava de uma «inventona» ameninada com o intuito óbvio de reverter as sondagens a poucos meses das Legislativas. A questão seria de uma gravidade insuperável em qualquer democracia normal. Como é costume, Cavaco remeteu-se a um silêncio pesadíssimo fingindo não dar importância ao facto. Após as eleições de Setembro de 2009, foi forçado a fazer uma alocução ao País. Nada explicou – pelo contrário, enredou-se em novas e bizarras teorias de conspiração alegando suspeitas pueris de que também os e-mails de Belém estariam sobre vigilância. Este imbróglio arredaria da vida política os seus protagonistas se Portugal não fosse aquilo que é. Escrevi, à data, ter sentido vergonha por ter votado em Cavaco Silva e que nunca mais o voltaria a fazer por notória desqualificação ética e política da sua pessoa. Não mudei de opinião.

Serviço público

O Diário de Notícias publicou durante sete dias um estudo acerca do «monstro» em que se converteu a Administração Pública. É um dos trabalhos mais oportunos e esclarecedores que já vi na comunicação social portuguesa. O Diário de Notícias fez aquilo que o Governo e as Universidades não se deram ao trabalho de realizar. E já ninguém tem desculpas para desconhecer por que razão estamos assim.

(Blasfemias)
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MensagemAssunto: Re: CAVACO SILVA E A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA...   Qui Jan 20, 2011 12:45 pm

Cavaco rico, Cavaco pobre

20.01.2010

Cavaco Silva é um homem austero. Nas palavras. Explicou que não tinha cartazes por causa dos nossos sacrifícios. É o que mais vai gastar em campanha. Explicou que o Estado gasta demais. Aumento muito as despesas da Presidência.
8:00 Quinta feira, 20 de Janeiro de 2011 Última atualização há 57 minutos

O que Cavaco diz sobre os gastos de campanha: "Não me sentiria bem com a minha consciência, num tempo em que são pedidos tantos sacrifícios aos portugueses, gastar centenas de milhares de euros por todo o Pais" .

O que Cavaco faz em relação aos gastos de campanha: O candidato à Presidência da República Cavaco Silva foi o candidato que apresentou o orçamento mais elevado para a campanha eleitoral, de 2,1 milhões de euros, seguido de Manuel Alegre, que prevê gastar 1,6 milhões.

O que Cavaco diz sobre a despesa pública: O Presidente da República, Cavaco Silva, alertou ontem para o "problema grave nas finanças públicas" portuguesas e sugeriu que os esforços feitos pelos últimos governos foram insuficientes para inverter a situação.

O que Cavaco faz em relação à despesa pública: As despesas da Presidência da República aumentaram de forma constante ao longo dos cinco anos de mandato de Cavaco Silva. Em 2006, primeiro ano de mandato, a despesa inscrita no OE foi de 14,1 milhões de euros, subindo progressivamente até atingir o valor máximo de 17,4 milhões de euros, em 2010. Em 2005, último ano de mandato do anterior presidente, as despesas da Presidência da República situavam-se em 13,3 milhões de euros. Nos cinco anos de mandato de Cavaco Silva os gastos da Presidência tiveram um crescimento total de 31, valor que ultrapassa a média de aumento da despesa pública, contribuindo para o agravamento do défice orçamental.

Estou dispensado de qualquer comentário. Quando Cavaco pobre fala, Cavaco rico gasta. A coerência não é, nunca foi, o seu forte.

(Expresso - Daniel Oliveira)
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MensagemAssunto: Re: CAVACO SILVA E A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA...   Sab Jan 22, 2011 2:36 pm

ENCAVACADOS E MAL PAGOS

21.01.2011

A situação portuguesa é clara: desastre económico e financeiro. Malditamente, nunca uma gestão de um primeiro mandato presidencial, no seu calculismo neutral, se mostrou tão complacente e cúmplice com o mal absoluto feito a Portugal e aos Portugueses pelos socialistas-socratistas, como a de Cavaco. Parte do nosso desastre radica aí. Há um corpo disforme repleto de pecados e erros cometidos contra nós, a organização do Estado, que ninguém ousa corrigir e tornar sóbrio. Há uma espécie de crime político continuado que se traduz em 600 000 desempregados, um Parlamento decorativo e funcionarizado, a invenção da desgraceira chamada sector empresarial do Estado. Cavaco, no meio disto, falou? Não. Navegou à vista e demasiado a medo. Não sabemos se o perdeu.

Publicada por joshua
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MensagemAssunto: Re: CAVACO SILVA E A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA...   Qua Fev 01, 2012 1:10 pm

Cavaco diz que as reformas dele não chegarão para pagar despesas

20.01.2012

"Devo receber 1300 por mês, não sei se ouviu bem 1300 euros”, disse Cavaco aludindo à pensão da CGA. Além disso, terá direito à pensão do BdP. "Tudo somado não dá para pagar as despesas".

Em declarações aos jornalistas no final da primeira etapa da visita de dois dias que está a fazer ao Porto, Santo Tirso, Famalicão e Guimarães, o Presidente da República recusou pronunciar-se sobre as recentes nomeações políticas para a EDP, afirmando que não devia expressar a sua opinião.

“Como Presidente da República não tenho qualquer intervenção em qualquer nomeação para cargos empresariais ou para cargos na administração pública. É uma matéria que é totalmente da competência de outros cargos ou da competência de accionistas não devo, de facto, de expressar a minha opinião”.

No turbilhão de perguntas que os jornalistas lhe colocaram, a que criou maior embaraço a Cavaco foi a que teve a ver com o facto de o chefe de Estado receber subsídio de férias e de Natal, como reformado do Banco de Portugal. O Presidente da República olhou o jornalista durante alguns instantes e depois de fazer uma prolongada pausa disse: “Vou responder.”

“Neste momento já sei quanto é que irei receber da Caixa Geral de Aposentações. Descontei quase 40 anos uma parte do meu salários para a CGA como professor universitário e também descontei durante alguns 30 anos como investigador da Fundação Calouste Gulbenkian e devo receber 1300 por mês, não sei se ouviu bem 1300 euros por mês”, disse Cavaco, olhando o jornalista. “Tudo somado, o que irei receber do Fundo de Pensões do Banco de Portugal e da Caixa Geral de Aposentações quase de certeza que não vai chegar para pagar as minhas despesas porque como sabe eu também não recebo vencimento como Presidente da República”, disse Cavaco.

Porém, o Presidente da República não esclareceu o valor da pensão relativa ao Banco de Portugal (BdeP).

Mas uma fonte não oficial do Banco de Portugal assegurou ao PÚBLICO que Cavaco Silva nunca deixou de descontar para o fundo de pensões do BdeP. Está acima do nível 18, o que equivale a uma pensão entre os 4.000 e os 6.000 euros por mês.

Refira-se que a pensão máxima do Banco de Portugal ronda os 8.000 mil euros.

Há precisamente um ano, o chefe de Estado decidiu prescindir do seu vencimentos como Presidente da República, no valor de 6.523 euros, e hoje, em declarações aos jornalistas, no final de uma visita ao gabinete do munícipe da Câmara do Porto, Cavaco fez questão de referir que não recebia qualquer vencimento pelas suas funções.

A decisão do Presidente surgiu depois da aprovação da legislação que põe fim à acumulação de pensões com vencimentos do estado, a partir de 1 de Janeiro de 2011.
O Presidente da República acumula duas pensões, a de professor catedrático na Universidade Nova de Lisboa e a de reformado do Banco de Portugal, que totalizam cerca de dez mil euros.

(Expresso)
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MensagemAssunto: Re: CAVACO SILVA E A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA...   Qua Fev 01, 2012 1:16 pm

AS MELHORES FRASES SOBRE AS PENSÕES DE CAVACO

21 Janeiro 2012

O presidente deu o mote ao afirmar que a sua reforma dificilmente iria chegar para pagar todas as suas despesas. As reacções não se fizeram esperar.

"Tudo somado, o que irei receber do Fundo de Pensões do Banco de Portugal e da Caixa Geral de Aposentações quase de certeza que não vai chegar para pagar as minhas despesas porque como sabe eu também não recebo vencimento como Presidente da República".
"Felizmente, durante os meus 48 anos de casado, eu e a minha mulher fomos sempre muito poupados e fazíamos questão de todos, todos os meses colocar alguma coisa de lado e portanto agora posso gastar uma parte das minhas poupanças e é por isso que eu não faço questão quanto a isso".
(Cavaco Silva, presidente da República)

"Fiquei tão surpreendido que voltei a ouvi-las [as afirmações], para ver se tinha percebido bem. São declarações surpreendentes, que me deixaram absolutamente estupefacto, porque me recordo que ainda há bem pouco tempo o presidente Cavaco Silva promulgou um Orçamento de Estado que elimina o 13.º e 14.º meses para os reformados com rendimento mensal de 600 euros".
(João Semedo, deputado do Bloco de Esquerda)

"Se efectivamente o que o Presidente da República disse está correcto, e se ouvi bem, pergunto-me o que estarão agora a pensar os mais de 300 mil portugueses que têm reformas inferiores a 300 euros. (...) Por isso, lamento porque na situação que estamos a viver, em que muitas vezes se fala de coesão social, acho que tem que haver recato e porque não dizê-lo também: haja decência".
(Fernando Nobre, presidente da AMI e ex-candidato à presidência da República, à TSF)

"Uma vez que a acumulação de reformas que tem pode atingir cerca de 10 mil euros, ora dizer que este valor não dá para pagar as suas despesas por parte de alguém que tem apoiado todas as medidas de corte de salários, de subsídios, de pensões de reforma, não deixa de ser profundamente insultuosa".
(Francisco Lopes, ex-candidato à presidência da República, à TSF)

"Das duas uma, ou o senhor Presidente da República vive claramente acima das suas possibilidades, portanto, resta-lhe eliminar alguns luxos. Ou então, revela uma enorme insensibilidade e diria mesmo que são declarações obscenas do senhor Presidente da República, sobretudo no tempo em que vivemos".
(João Galamba, deputado do PS à Rádio Renascença)

"Num contexto tão difícil para os portugueses, particularmente os que vivem das suas baixas reformas e pensões, sabendo que o atual Presidente da República - e não vamos agora questionar o quantitativo - beneficia de um rendimento de 10 mil euros, isso é quase ofensivo para os ouvidos e a vida desses portugueses que não sabem como é que se hão de governar com 200 e 300 euros de reforma".
(Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP)

(D.N.)
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