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 U.E. - O FIM DA SOBERANIA NACIONAL

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Anarca



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MensagemAssunto: U.E. - O FIM DA SOBERANIA NACIONAL   Qui Maio 13, 2010 7:19 pm

Hitler não conquistou o nosso País, mas Merkel faz ajoelhar Portugal...

O Euro substitui os Tanques...

Portugal tem que começar por se ver livre dos traidores, - que obedecem aos inimigos da Pátria - e sair do Euro e da União Europeia...


Última edição por Anarca em Qui Set 02, 2010 6:38 pm, editado 1 vez(es)
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REGINALDO



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MensagemAssunto: Re: U.E. - O FIM DA SOBERANIA NACIONAL   Qui Maio 13, 2010 7:21 pm

ALEMANHA TEM 500 000 000 000 DE DIVIDA PUBLICA espanhola E portuguesa E NAO QUEREM BRINCADEIRAS COM O DINHEIRO deles!
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BuFFis



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MensagemAssunto: Re: U.E. - O FIM DA SOBERANIA NACIONAL   Qui Maio 13, 2010 7:24 pm

Só Portugal, ... Anarca ???

Toda a Europa Mediterrânica.... sofre a política desta Lady


A Merkel é a Lady Dumping Social.... e tb está Ga-Ga ....


fará se não estivesse .....:-)
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: U.E. - O FIM DA SOBERANIA NACIONAL   Qui Maio 13, 2010 7:26 pm

REGINALDO escreveu:
ALEMANHA TEM 500 000 000 000 DE DIVIDA PUBLICA espanhola E portuguesa E NAO QUEREM BRINCADEIRAS COM O DINHEIRO deles!

A dívida Portuguesa resulta das exportações alemãs mafiosas - submarinos e bens de consumo sobrefacturados - que apenas serviram aos Alemães e aos corruptos que receberam as comissões...

Nem mais um Euro antes de se apurarem todas as vigaríces...
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BuFFis



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MensagemAssunto: Re: U.E. - O FIM DA SOBERANIA NACIONAL   Qui Maio 13, 2010 7:41 pm

a Merkel faz pressão sobre o euro .... dificultando ... com isso ... as exportações portuguesas e dos restantes países mediterrânicos


xacáver .... o kê ku REGGIE diz da minha humilde opinião...

já tou mêmo a ver .... pois ...
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REGINALDO



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MensagemAssunto: Re: U.E. - O FIM DA SOBERANIA NACIONAL   Qui Maio 13, 2010 7:43 pm

Buffa's prós... "Amigos" escreveu:
Só Portugal, ... Anarca ???

Toda a Europa Mediterrânica.... sofre a política desta Lady


A Merkel é a Lady Dumping Social.... e tb está Ga-Ga ....


fará se não estivesse .....:-)


MAS OS SOCIALISTAS da GRECIA,ESPANHA E PORTUGAL, gastam o que nao podem e a ALEMANHA e que tem a culpa?
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BuFFis



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MensagemAssunto: Re: U.E. - O FIM DA SOBERANIA NACIONAL   Qui Maio 13, 2010 7:49 pm

Reggie, e o ke axa da redução do valor do euro ka Merkel não permite .....?


Era isso que eu pensava que o REGGIE iria comentar....
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REGINALDO



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MensagemAssunto: Re: U.E. - O FIM DA SOBERANIA NACIONAL   Qui Maio 13, 2010 7:56 pm

compre dollars
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BuFFis



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MensagemAssunto: Re: U.E. - O FIM DA SOBERANIA NACIONAL   Qui Maio 13, 2010 8:23 pm

REGINALDO escreveu:
compre dollars


ó REGGIE explique melhor pq eu preciso de saber isso ....

a sério ...



se não quizer por aqui ... mande por mp
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REGINALDO



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MensagemAssunto: Re: U.E. - O FIM DA SOBERANIA NACIONAL   Qui Maio 13, 2010 8:38 pm

O EURO deve irm para 1.10 A 1.15 nos proximos meses. Esteve a 1.5 uns 3 meeses atraz! Nao tenho medo do meu dinheiro em PORTUGAL, porque a MAIORIA esta aqui e No BRASIL, pelo que GANHO MAIS euros!
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: U.E. - O FIM DA SOBERANIA NACIONAL   Seg Maio 17, 2010 12:12 pm

Crise - Alemanha propõe travão à dívida para a zona euro

O ministro das Finanças alemão vai propor um travão à dívida para os países da zona euro semelhante ao que já foi introduzido na Alemanha.

A notícia é avançada hoje pelo jornal alemão ‘Sueddeusche Zeitung'.

Os planos que estão a ser elaborados no Ministério das Finanças, em Berlim, destinam-se a evitar situações de endividamento excessivo, como aconteceu com a Grécia, afirma o mesmo matutino.

Um porta voz do ministério tutelado por Wolfgang Schaeuble confirmou, entretanto, que a Alemanha levará novas propostas para combater a crise monetária e financeira à reunião dos ministros das finanças da zona euro com o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, na sexta feira, em Bruxelas.

O mesmo porta-voz confirmou também que está a ser examinada a possibilidade, em consonância com outros ministérios, de propor a nível europeu um mecanismo de travão das dívidas públicas, baseado no modelo germânico.

A Alemanha aprovou, no ano passado, uma emenda constitucional que obriga a federação, a partir de 2011, a não contrair dívidas superiores a 0,35 por cento do Produto Interno Bruto (o que actualmente corresponde a cerca de nove mil milhões de euros por ano).

Os 16 Estados que compõem a federação, por sua vez, não poderão contrair mais dívidas a partir de 2020, e os mais fracos financeiramente - Berlim, Bremen, Sarre, Saxónia-Anhalt e Schleswig-Holstein - receberão subsídios de consolidação orçamental no total de 800 milhões de euros anuais, entre 2011 e 2019.

(Diário Económico)
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: U.E. - O FIM DA SOBERANIA NACIONAL   Qui Maio 27, 2010 5:23 pm

Freitas do Amaral avisa: "Cuidado com a Alemanha"

O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de José Sócrates diz que o Governo deveria estar já a trabalhar “afincadamente” para travar as aspirações da Alemanha de endurecer as sanções do Pacto do euro.

Berlim não gosta? Então lembrem-lhe que foi o voto de Durão Barroso, à época em que era chefe do Executivo português, que salvou os alemães da humilhação de serem castigados por terem também pisado o risco dos 3% para o défice.

A sugestão, em jeito de provocação, é feita por Diogo Freitas do Amaral. Num artigo de opinião hoje publicado na revista “Visão”, intitulado “Cuidado com a Alemanha”, o antigo chefe da diplomacia portuguesa discorre sobre uma década de união monetária europeia. Chega à conclusão de que esta foi um sucesso, mas apenas na medida em que garantiu uma moeda forte e estável. “Crescimento mínimo, desemprego crónico e endividamento excessivo: eis o resultado não previsto do euro mas muito negativo” para Portugal.

E agora? “Sair do euro, precipitadamente, seria um erro manifesto”. Mas, acrescenta, “será igualmente um erro deixar continuar tudo na mesma”. E o que está a ser pensado, designadamente tornar mais pesadas as sanções para quem não cumprir o limite de 3% para o défice “é condenar os mais pequenos e menos eficientes a caminharem sempre mais para o fundo”.

O que é preciso, defende Freitas do Amaral, é precisamente o contrário e “a nossa diplomacia, juntamente com as de Espanha, Itália, Grécia e Irlanda (pelo menos), já deveriam estar a trabalhar afincadamente para evitar que a Alemanha – de novo com pretensões hegemónicas – consiga agravar as sanções” do Pacto de Estabilidade e Crescimento, que é feito de regras “rígidas e cegas”.

A Alemanha não gosta? Então “seria bom recordar-lhe que, apesar de toda a sua pujança económica, também ela já infringiu as regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento” e que foi “por um triz” que não foi sancionada. “Só não foi assim porque o Governo de Durão Barroso votou contra”, recorda o antigo ministro. Freitas do Amaral escreve Gerhard Schröder e Joschka Fischer, então chanceler e chefe da diplomacia da Alemanha, “sempre nos disseram que o seu país nunca esqueceria esse mesmo gesto. Era bom que eles e nós o lembrássemos à srª. Merkel”.

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: U.E. - O FIM DA SOBERANIA NACIONAL   Qui Set 02, 2010 6:39 pm

OE2011 - Bruxelas deseja acordo rápido entre Governo e Oposição

02.09.2010

A Comissão Europeia espera que Governo e oposição cheguem «rapidamente» a um acordo sobre o Orçamento do Estado para 2011 que reflita os compromissos assumidos com os parceiros europeus
«Esperamos que se chegue rapidamente a um acordo entre o Governo e a oposição para se chegar a um orçamento de responsabilidade orçamental», disse hoje à agência Lusa o porta-voz para os Assuntos Económicos do executivo comunitário.

Para Amadeu Altafaj Tardio, o Orçamento para 2011 deve «refletir os compromissos que Portugal tomou com os seus parceiros do Eurogrupo e Ecofin».

O Governo português anunciou em maio um reforço das medidas de contenção orçamental já aprovadas anteriormente no âmbito do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).

Lisboa pretende acelerar a trajetória de redução do défice orçamental de 9,4 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 para 7,3 (o objetivo anterior era de 8,3) este ano, e 4,6 por cento em 2011 (a meta anterior era 6,6).

O Governo pretende reduzir até 2013 o desequilíbrio das suas contas públicas para um défice inferior a 3,0 por cento do PIB.

O Governo tem até 15 de outubro para apresentar o Orçamento do Estado para 2011 na Assembleia da República, mas o PSD tem defendido a necessidade de conhecer as principais linhas do documento ainda este mês.

Lusa/SOL
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MensagemAssunto: Re: U.E. - O FIM DA SOBERANIA NACIONAL   Seg Out 25, 2010 8:09 pm

Portugal opõe-se à suspensão de direito de voto nas instituições europeias

25.10.2010

O chefe da diplomacia portuguesa opôs-se hoje, no Luxemburgo, à proposta de suspensão do direito de voto nas instituições europeias dos países com grandes desequilíbrios nas suas contas nacionais.

"Portugal, como outros Estados-membros, não aceita que a suspensão de votos seja encarada neste momento como determinante para um acordo sobre todo o processo de revisão do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) e o seu reforço", disse Luís Amado, à entrada de uma reunião dos chefes da diplomacia da União Europeia.

A Alemanha e a França avançaram, na semana passada, com um projectos de revisão dos tratados europeus que prevê, entre outras alterações, a suspensão do direito de voto dos países que permitam grandes desequilíbrios das suas contas públicas.

Para Luís Amado, "há outras opções" que não afectam a soberania dos Estados-membros que já transferiram parte dela no quadro da criação da União Económica e Monetária europeia há mais de uma década.

Os chefes da diplomacia dos 27 estão a preparar as decisões que serão tomadas n quinta e na sexta-feira, numa reunião em Bruxelas dos chefes de Estado e de Governo da UE. Luís Amado defendeu, por outro lado, o reforço do mecanismo de sanções económicas contra os países com défice orçamentais considerados "excessivos" ou com dívidas públicas elevadas.

"A experiência que a União Monetária viveu na última década aconselha a que haja um reforço do mecanismo de sanções", defendeu o ministro dos Negócios Estrangeiros. A Comissão Europeia e um grupo de trabalho liderado pelo presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, avançaram com propostas no sentido da criação de um sistema em que os países com elevados défices tenham de depositar elevadas somas, podendo perder os juros associados caso não corrijam rapidamente a situação de desequilíbrio das suas contas nacionais.

Luís Amado pretende ainda "clarificações" sobre se é necessário alterar os tratados europeus para que esta proposta entre em vigor.

"Naturalmente não seremos um obstáculo a que isso se verifique, mas precisamos que essa situação seja clarificada", disse.

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: U.E. - O FIM DA SOBERANIA NACIONAL   Ter Nov 02, 2010 11:54 pm

Merkel: Novas regras do euro vão "morder"

02.11.2011

As novas regras de governação da Zona Euro vão passar a "morder", avisou hoje a chanceler alemã, que defendeu ainda os méritos do mecanismo permanente de resolução de crises que a Alemanha quer introduzir a breve trecho nos Tratados.
Num discurso proferido em Bruges, e citado pela agência Bloomberg, Angela Merkel disse estar “muito satisfeita” com as conclusões da cimeira europeia que terminou na sexta-feira em Bruxelas, frisando que o endurecimento acordado das sanções para quem deixe derrapar as contas públicas "protegerá o euro".

A chanceler defendeu ainda os méritos do novo mecanismo de resolução de crises, que obrigará a uma revisão do Tratado de Lisboa. “Temos de o montar de modo a garantir que os contribuintes europeus não voltarão a ficar encurralados por causa de eventuais erros ou turbulências nos mercados financeiros”, argumentou.

A Alemanha quer que a Zona Euro crie mecanismos de resgate que envolvam, em primeira instância, os privados que detenham títulos de Estados em apuros, forçando-os a renegociar o valor dos respectivos activos num cenário de insolvência em que tenham de ser ajudados pelos restantes países parceiros do euro.

Esta é a condição de Berlim para aceitar que a Europa continue a oferecer alguma rede de segurança aos Estados mais vulneráveis para além de 2013, data em que expira o fundo europeu de estabilização financeira, de 750 mil milhões de euros, criado no rescaldo da crise grega.

Por detrás desta exigência, está a convicção da Alemanha de que, se forem os privados os primeiros a serem chamados a reestruturar dívida (perdão parcial e/ou alargamento dos prazos de reembolso), os mercados financeiros passarão a reflectir melhor o risco de cada país do euro nas taxas de juro que lhe são cobradas, forçando-os a recorrer com muito mais parcimónia ao crédito.

O perigo – como está já a observar-se – é que os "spreads" face à dívida alemã se cristalizem nos valores recordes que actualmente castigam os países mais fragilizados, como Portugal, Grécia e Irlanda, tornado ainda mais dolorosos os processos de ajustamento em curso.

Os juros da dívida de Portugal continuam hoje a subir pela quarta sessão consecutiva, persistindo acima da fasquia dos 6,1%.

(Jornal de Negócios)
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: U.E. - O FIM DA SOBERANIA NACIONAL   Qui Nov 04, 2010 10:24 pm

UE quer défice português abaixo de 4,6% já em 2011

04.11.2010

Bruxelas pediu hoje a Portugal para apressar a consolidação orçamental de modo a poder conseguir um défice inferior aos 4,6% estimados.

"A UE pretende encorajar o governo português a implementar medidas de consolidação orçamental nos últimos meses deste ano e no próximo ano para assegurar que não haverá um aumento da despesa, com o objectivo de tornar possível que aconteça uma redução do défice mais acentuada do que o estimado", disse hoje Amaedeu Altafaj, porta-voz do comissário europeu Olli Rehn, citado pela Bloomberg.

A declaração aparece um dia depois de o Parlamento português ter aprovado, na generalidade, a proposta orçamental de 2011, onde se prevê uma redução do défice para 4,6% do PIB, face aos 7,3% previstos para 2010.

O aviso de Bruxelas surge também no meio de uma escalada dos juros cobrados a Portugal. A ‘yield' das OT a 10 anos atingiu hoje os 6,655%, um máximo de 1997.

(Diário Económico)
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: U.E. - O FIM DA SOBERANIA NACIONAL   Ter Nov 09, 2010 10:21 pm

A Alemanha é culpada pelos máximos nos Juros de dívida pública Portuguesa

8.11.2010

Coligação do governo alemã apoia proposta para responsabilizar investidores por parte das perdas em caso de bancarrota de algum país do euro.

A coligação da chanceler alemã Angela Merkel apoiou esta segunda-feira a proposta que prevê que os investidores assumam parte do risco da dívida pública que detêm casos os países que emitem essa dívida entrem em incumprimento e precisem recorrer ao fundo de estabilização do euro e ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

«Não podemos permitir que nos continuem a empurrar para mais acções destas e a resgates com o dinheiro dos contribuintes», afirmou o porta-voz parlamentar da União Democrática Cristã (CDU, na sigla do original), o partido de Merkel, para os assuntos financeiros, Leo Duatzenberg, num e-mail à Bloomberg. «Bancos e outros investidores devem ser obrigados a contribuir em caso de uma bancarrota soberana».

A atitude da coligação que suporta o actual governo alemão foi já responsável, durante esta segunda-feira, por uma nova escalada dos juros da dívida pública portuguesa. Os juros das obrigações a 10 anos atingiram um novo recorde nos 6,94%, aproximando-se perigosamente do limite de 7% apontado pelo ministro das Finanças como o ponto que poderá obrigar o país a pedir ajuda ao FMI.

Obrigações dos mais endividados podem vir a ter prazo mais alargado

Dautzenberg disse «apoiar completamente» os planos do ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble de alargar a maturidade das obrigações do Tesouro para os países endividados que forem forçados a aplicar medidas de austeridade.

Esta não é a primeira vez que a Alemanha pede que os investidores sejam co-responsabilizados em caso de incumprimento de um país, para evitar que outros casos como o da Grécia, se sucedam.

A posição alemã, diz a Bloomberg, choca com a do presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, para quem este discurso se arrisca a exacerbar a situação dos países endividados da Zona Euro, como a Irlanda, a Grécia e Portugal, enquanto estes lutam por reduzir os seus défices orçamentais.

Presidente do Ecofin concorda com Trichet

«A França e a Alemanha estão a dizer precisamente o contrário do senhor Trichet», disse o primeiro-ministro luxemburguês, que lidera também o Ecofin, perante o Parlamento Europeu esta segunda-feira. «Gostaria que o ouvíssemos com cuidado», pediu, explicando que, caso contrário, a Zona Euro se arrisca a ficar isolada ao declarar «antecipadamente que o sector privado tem de ser implicado na resolução de qualquer situação de crise».

O ministro das Finanças alemão, que revelou a sua proposta numa entrevista à revista «Der Spiegel», está a prepará-la para a apresentar na reunião do Ecofin em Bruxelas, nos próximos dias 15 e 16 de Novembro, adiantou o porta-voz do governante à Bloomberg.

(Agência Financeira)
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MensagemAssunto: Re: U.E. - O FIM DA SOBERANIA NACIONAL   Seg Nov 15, 2010 3:35 pm

Guerra à Alemanha

14.11.2010

Socialistas culpam Merkel pela subida dos juros da dívida. UE não é quintal da Alemanha , avisa Sousa Pinto
Os socialistas portugueses declaram guerra à Alemanha. Por causa da escalada na subida dos juros da dívida pública, vários dirigentes socialistas ouvidos pelo SOL não hesitam em apontar o dedo à chanceler Angela Merkel ao mesmo tempo que pedem uma intervenção mais musculada do Governo português.

«Não é aceitável que a política europeia seja uma espécie de quintal da política alemã», defendeu o deputado Sérgio Sousa Pinto, que na semana passada, em audição parlamentar com o secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Pedro Lourtie, pediu uma posição mais enérgica ao Governo português nesta matéria. «Temos que ter um discurso político e não burocrático sobre este fenómeno. A questão deve ser politizada», insiste.

Os pecados da Alemanha são vários: demorou vários meses a ajudar a Grécia por causa de razões de política interna, nomeadamente as eleições na Renânia Norte-Vestefália; opôs-se à criação de euro-bonds (uma espécie de bilhetes do tesouro europeus) e quer agora introduzir um novo mecanismo permanente de gestão de crises, que está a criar várias interrogações.

'A dona da UE'

A Alemanha não descansou com o acordo, no último Conselho Europeu, de novas sanções financeiras para os países com défice excessivo. Pôs em cima da mesa uma nova medida, a partilha de responsabilidades, ao defender que os financiadores privados devem ser envolvidos nos processos de reestruturação das dívidas soberanas, caso algum Estado falhe o pagamento. Um factor que pode afastar os novos credores, com receio de virem a ser chamados a suportar mais perdas.

A eurodeputada Ana Gomes, também considera que o Governo português devia ter feito um «combate mais militante no Conselho Europeu» a esta atitude da Alemanha, procurado sinergias com outros países e usado mais os seus eurodeputados nesse esforço. «Não nos devemos submeter ao diktat da Alemanha», avisa.

«Para a Alemanha ter o superavit que tem, alguém tem que ter o défice», defende, acusando Merkel de apostar na redução do défice dos outros países para «cortar as pernas a muitos Estados-membros». No entanto, se não houver crescimento económico, também não há emprego e estabilidade social no espaço da UE, avisa.

Já a eurodeputada socialista Edite Estrela é da opinião que «a senhora Merkel é muito responsável pela escalada de juros dos países em dificuldades» e «não tem dimensão política nem sabedoria para o cargo que ocupa».

«Não está à altura do legado de outros chanceleres como Helmut Schmidt, Helmut Kohl ou Willy Brandt», insiste.
Eduardo Cabrita, ex-secretário de Estado de Sócrates e membro da Comissão parlamentar de Economia e Finanças, não tem dúvidas de que «a senhora Merkel tem uma posição anti-europeia e uma visão pequenina».

«Pensará a Alemanha que é a dona e manda unilateralmente na UE? Foi essa arrogância que nos levou a duas guerras mundiais, no século passado, com as desastrosas consequências que tiveram para a Alemanha, em primeiro lugar», avisa, por seu lado, o veterano Mário Soares, no seu artigo desta semana no DN.

helena.pereira@sol.pt
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MensagemAssunto: Re: U.E. - O FIM DA SOBERANIA NACIONAL   Ter Nov 16, 2010 4:18 pm

UE está em risco de «sobrevivência», alerta Van Rompuy

16.11.2010

O presidente da União Europeia alertou, esta terça-feira, que a zona euro e a UE «não sobreviverão» caso persistam os actuais problemas orçamentais de alguns países.

«Estamos confrontados com a crise pela nossa sobrevivência», disse Herman van Rompuy em Bruxelas, numa intervenção no European Policy Center. «Temos que trabalhar todos em conjunto para permitir que a zona euro sobreviva. Porque se a zona euro não sobreviver, a União Europeia também não sobreviverá», acrescentou.

No entanto, o responsável europeu disse-se «confiante» de que esta fase será ultrapassada. Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha são os países na “linha vermelha” e que têm criado forte instabilidade nos mercados financeiros devido aos seus problemas de défices excessivos. Entretanto, os ministros das Finanças dos 16 países do euro reúnem-se esta tarde, em Bruxelas, para discutir a situação.

(Lusa)
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MensagemAssunto: Re: U.E. - O FIM DA SOBERANIA NACIONAL   Qua Nov 24, 2010 4:09 pm

CACICOCRACIA

23.11.2010

Goste-se dela ou não (na verdade, não adianta aos comentadores inscritos no caderno de encargos do PS insultar a mulher, conforme têm feito) o certo é que a chanceler alemã voltou a falar, o que tem sido grave só por si. Desta vez afirmou que a probabilidade de haver mais resgates na zona euro é “séria”, conforme dá conta a Bloomberg. Ela tem-se comportado como uma espécie de Teixeira dos Santos ao Finantial Times: dispara, erra e depois tenta (ou não) a corrigir o disparo, coisa impossível sobretudo quando é no pé que acerta. Enfim, dias negros virão e os portugueses o sentirão. Foi tudo contra. Um Governo rapace e ultraclientelar. Uma Europa desnorteada. A Europa só alberga aprendizes de líder e deles segrega os piores. Parecem todos clones do nosso PM, entra as lantejoulas e a arrogância, entre o fanfarrão e o trambiqueiro com lata. Sobrepõem o cálculo eleitoral interno imediato à sustentabilidade do projecto europeu e ao sossego dos mercados, enervando-os acrescidamente com anúncios alarmistas. Sócrates também comprou a vitória eleitoral de Setembro de 2009 com um afundanço clamoroso do erário nacional, com a devastação mortífera das contas gerais do Estado. Ano de ajustes directos massivos e despesas clientelares não previstas, a cacicocracia socialista rebentou com o País. Deve ter valido a pena, visto que o queixume é pequeno, amordaçado. Por um consentimento silencioso, por uma fome angustiada a sós, há demasiada gente a pactuar com isto: que a imoralidade e a irresponsabilidade permaneçam intactas no seu posto.

Publicada por joshua
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MensagemAssunto: Re: U.E. - O FIM DA SOBERANIA NACIONAL   Qui Nov 25, 2010 10:05 pm

MERKEL ESCAVACA

25.11.2010

Citando Teresa de Sousa, que não deixa de ter alguma razão, os corporativos, isto é, assessores governamentais, isto é, ninguém, perguntam sabiamente se Merkel acordará tarde? O objectivo destas sôfregas citações e referências é agora assessorar o governo no choro impostor de inocência e ajudá-lo a passar ao registo do coitadinho. Mas além de não pegar, já é tarde para isso.
Sócrates brincou aos berlindes, fantasias cortantes e ilusões mortíferas. Trapaceou primeiro o eleitorado. Depois teve a mão nupcial do PSD ingénuo, que atraiçoou duas ou mais vezes. Teve tudo. Beneficiou da infinita condescendência de quase toda a gente, até finalmente lhes espetar a frio com a realidade do défice e da dívida, dos cortes salariais e das perdas sociais. Quem poderia ser mais sonolento, irresponsável, e brincar mais à consolidação das contas públicas dos seus estados, Merkel ou Sócrates?
Sinceramente, há muitos portugueses que consideram providenciais os petelecos que a chanceler vai dando, sempre que fala, porque talvez sejam a única forma, porventura deliberada, de sacudir da União governos ineptos, desonestos, que prezaram muitíssimo mais a manutenção do poder, com os seus esquemas malignos, que o bem objectivo dos seus povos. Fala e de facto escavaca com as escassas hipóteses dos periféricos na sua crise. Povo que é Povo não admite abusos e enganos consecutivos. Nós admitimos. Nunca me rebelarei contra Merkel e a sua falta de tacto sem antes começar por demolir o socratismo e quem o apanhar por tudo o que vai destruindo à medida que dura por durar.

Publicada por joshua
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MensagemAssunto: Re: U.E. - O FIM DA SOBERANIA NACIONAL   Qui Nov 25, 2010 10:10 pm

Governos da zona euro não podem depender da Alemanha

25.11.2010

O partido de Angela Merkel alertou hoje que os governos da zona euro não podem depender indefinidamente da ajuda da Alemanha.

"A resposta não pode ser tornar as coisas mais simples" para os países sobreendividados, afirmou Michael Meister, o porta-voz dos assuntos económicos da bancada parlamentar do partido democrático cristão, numa entrevista de ontem em Berlim.

"Têm de ser eles a resolver os problemas que identificaram", acrescentou.

Na mesma ocasião, Meister recusou a responsabilidade da Alemanha na gestão da crise de dívida que levou os juros da dívida de Portugal e Espanha para níveis recorde.

A paciência dos deputados da coligação de Merkel "tem limites", adiantou, frisando que é preciso criar "soluções alternativas" em vez de mais medidas para ajudar os países em crise.

O responsável apoiou ainda a necessidade de criar um mecanismo de apoio permanente do euro, como tem defendido Angela Merkel, a partir de 2013, referindo que ainda não foram apresentadas alternativas à solução alemã.

Um dos títulos do jornal alemão Bild dizia ontem "Temos de deixar de pagar pelo conjunto da Europa".

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MensagemAssunto: Re: U.E. - O FIM DA SOBERANIA NACIONAL   Sab Nov 27, 2010 8:19 pm

E se o sonho da moeda única acabar em desastre?

27.11.2010

Há uma razão simples, crua, para esta semana vários líderes europeus, de Angela Merkel a Herman van Rompuy, terem dito que o euro estava em risco: a crise mostrou que o actual edifício da moeda única não tem forma de se manter de pé. Pode ser amparado, mas nunca sobreviverá tal como o conhecemos. Resta saber se pode ser reconstruído, mas já lá vamos.

Primeiro que tudo, o que é que se passou com a Irlanda? O que é que levou um país cujo produto per capita é sensivelmente o dobro do português, com uma economia privada saudável, um país com um salário mínimo três vezes mais elevado do que o nosso, a adoptar uma redobrada austeridade que passa, também, por reduzir esse salário mínimo? Talvez esse mesmo salário mínimo seja um entre muitos sintomas de alguns dos maus hábitos que levaram o “tigre celta” a engordar e a perder os seus reflexos.

Entendamo-nos: ao contrário do que muitos repetem por aí, há muita coisa que nos aproxima da Irlanda. E o pior é que o que nos aproxima da Irlanda são os defeitos comuns, não as virtudes que esta tinha e ainda tem. Apesar da crise bancária.

Esta semana, num texto no Financial Times, um antigo taoiseach (nome dado ao primeiro-ministro na Irlanda), Garret FitzGerald, atribuía os males do seu país a, no início desta década, se ter aumentado a despesa pública, o que provocou um aumento de preços e salários que degradou a competitividade da economia e permitiu um boomimobiliário irresponsável; esse boom, por seu turno, gerou impostos que criaram a ilusão de que o orçamento estava equilibrado quando já não era sustentável. A irresponsabilidade de alguns bancos fez o resto. Num outro texto, este bem mais colorido e publicado na Spectator, Kevin Myers, um colunista do Irish Independent, explicava como um mirabolante plano de novas auto-estradas, gastos sumptuários nas empresas públicas e reformas milionárias dos bonzos do regime tinham contribuído para o desastre. Ou seja, males que também nos são familiares…

Mas isto é a parte má da Irlanda, aquela que nos faz sentir (à excepção do sistema bancário) relativamente parecidos. A parte boa é aquela que está agora em risco: um tecido económico pujante que beneficia de um IRC especialmente baixo (apenas 12,5 por cento, mas mesmo assim capaz de gerar receitas em percentagem do PIB semelhantes às do IRC alemão), de uma mão-de-obra qualificada, de muito investimento estrangeiro e da especialização em dois sectores de ponta, as novas tecnologias e os produtos farmacêuticos. Este sector privado é tão competitivo que, apenas por efeito das medidas de austeridade já tomadas, está a recuperar parte da sua competitividade. Mais: a Irlanda, ao contrário de Portugal, da Espanha ou da Grécia, está de novo perto de ter uma balança de transacções positiva.

Apesar da irritação alemã com o baixo valor da taxa de IRC na Irlanda, a verdade é que, muito por efeito do sector exportador, o antigo “tigre celta” esteve sempre mais próximo de ser um “bom aluno” do clube da moeda única do que Portugal ou a Grécia. Esta última nem se esforçou, tratando de aldrabar alegremente os seus números, algo que a eurocracia tolerou. Já Portugal, para além de ter sido o primeiro país a incumprir o Pacto de Estabilidade, não cresce há dez anos e tem um desequilíbrio estrutural nas contas externas que gera uma dívida, entre Estado e particulares, que ninguém sabe como ou quando poderá ser paga.

Sucede que quando a Alemanha aceitou trocar a reunificação pelo euro – assim abandonando o seu adorado marco – impôs apenas uma parte das condições necessárias à criação de uma união monetária realmente saudável. Muitos na altura defenderam – até por se oporem ao euro – que, para 16 Estados partilharem a mesma moeda, não bastava limitar os défices e as dívidas públicas, era também necessário harmonizar políticas fiscais e, sobretudo, criar mecanismos de transferência de recursos para acudir a situações de crise regionais. Isso não foi feito e, é bom dizê-lo com clareza, não podia ser feito, pois iria contra a vontade dos cidadãos da maioria desses 16 Estados. Para além disso, o défice de legitimidade democrática das instituições europeias não teria autorizado então, como não autoriza hoje, que se transfiram para as autoridades da UE mais competências de tipo federal.

O resultado desta união monetária coxa está à vista nesta crise. A Alemanha, mais alguns vizinhos bem-comportados, mantiveram-se fiéis aos velhos princípios do marco, uma moeda forte que, para coexistir com economias competitivas, implicava que estas aumentassem constantemente a sua produtividade. Isso foi exigindo reformas que uns fizeram e outros não. Os que não fizeram já estão ou estarão na situação da Grécia e de Portugal, isto é, prisioneiros de uma moeda única que não pode ser desvalorizada e encerrados numa união monetária onde todos são supostamente iguais mas há uns mais iguais do que outros quando chega a hora de ir pedir dinheiro emprestado. Durante quase dez anos foi possível iludir esta situação devido à descida das taxas de juro e a os mercados tratarem os países da periferia quase tão bem quanto tratam a Alemanha. Esse tempo acabou e não será apenas uma sucessão de bail-outs que o fará regressar.
O que quer dizer que, pelo menos num futuro próximo, os PIIGS serão sempre PIIGS. E por culpa própria.

Está na moda, mesmo assim, culpar a Alemanha e Angela Merkel pelas dores dos mal-comportados. O colunista do Financial Times Martin Wolf tem sido mesmo uma das vozes mais críticas, chegando a exigir aos alemães que consumam mais bens importados sem se perceber bem por que hão-de estes trocar os seus BMW por Fiat ou Renault. Já o historiador Timothy Garton Ash pede um gesto de grandeza à chanceler: “Frau Bundeskanzlerin, a História está a bater à sua porta”, escrevia ontem no The Guardian. E que pede ele? Que, em nome da Europa, a Alemanha se torne 30 por cento “menos alemã”. E que os outros países consigam ser 70 por cento “mais alemães”. Sinceramente, não acho que seja um pedido muito razoável.

Também não creio que, ao contrário do que tem sido sugerido, o problema esteja na coragem ou falta de coragem de Frau Merkel para enfrentar o descontentamento do seu eleitorado. O problema está mesmo em que ninguém sabe realmente o que fazer. Um bom exemplo disso mesmo é dado pela possível passagem do actual fundo europeu de emergência a um mecanismo permanente de assistência a países em dificuldade. Os especialistas convergem em que tal mecanismo deva co-responsabilizar o sistema financeiro em caso de crise num determinado país, até para obrigar esse sistema a actuar de forma mais cuidadosa. Porém, ao falar no assunto, Merkel provocou uma tempestade nos mercados apesar só se preverem mudanças para 2013. Sugeriu-se logo que devia ter ficado calada, mas não se disse quando deveria, em alternativa, abrir uma discussão que será necessariamente demorada no seio da União Europeia. Advogou-se, no fundo, o adiamento e dissimulação.

Mais uma vez, também agora alguma coisa será feita. Talvez antes, talvez depois, de chegar a vez de Portugal ser obrigado a pedir ajuda. No entanto, a verdade é que a moeda única parece presa no seu próprio labirinto, incapaz de servir ao mesmo tempo aos países do marco e aos países do escudo ou do dracma. É insustentável, por exemplo, a manutenção das actuais diferenças de juros no seio da mesma união monetária – umas economias não podem estar a financiar-se a dois por cento e outras a sete por cento. Mas nenhuma solução que não passe por um “governo económico” inatingível no actual quadro político – e, a meu ver, intolerável porque insufragável pelos cidadãos – alteraria, se alterasse, os actuais desequilíbrios.

Por isso vou escrever o que nunca pensei escrever: é tempo de pensar em alternativas à actual arquitectura da moeda única para que o seu eventual fracasso não arraste consigo a obra muito maior e mais importante que é a União Europeia. Jornalista (twitter.com/jmf1957)

P.S.: Duas coisas impressionaram-me na greve geral. Uma foi a simpatia que esta suscitou mesmo entre a maioria de portugueses que a ela não aderiu, sinal de que os cidadãos estão saturados e, ao mesmo tempo, ansiosos, para não dizer aflitos. A outra foi a quase desistência do Governo, que desapareceu dos radares (por onde andou Sócrates?) e, quando aparecia, não sabia que dizer, sinal de que está psicologicamente derrotado e politicamente desorientado. A situação parece madura para o desembarque do FMI.

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MensagemAssunto: Re: U.E. - O FIM DA SOBERANIA NACIONAL   Sex Jan 21, 2011 12:23 pm

Berlim questiona rapidez das reformas em Portugal

21.01.2011

O porta-voz de Merkel explica que "não chega reduzir a despesa ou cortar no défice".
Já não é só o corte na despesa e no défice que conta. É preciso dar condições de crescimento à economia.

O governo alemão tem dúvidas que Portugal esteja a aplicar reformas com a urgência que o momento de crise exige. Steffen Siebert, o secretário de Estado que é porta-voz do executivo de Angela Merkel, disse ao Diário Económico que "existe a impressão que Portugal está no caminho certo, claramente. Agora, se está a agir com rapidez suficiente, isso é outra história".

O esforço português tem sido muito elogiado em Bruxelas e as recentes operações de colocação de dívida em mercado superaram as expectativas mas não é em vão que está dúvida de Berlim surge agora. Portugal, mais do que estar a ser alvo de pressão dos seus pares para recorrer ao fundo ou cortar mais o défice - algo que é negado por membros do Eurogrupo - , tem sido avisado pelas instâncias europeias para dar um novo sinal de empenho: "Seria bom" acelerar a apresentação do seu programa nacional de reformas.

Legalmente, isto está previsto apenas para meados de Abril, depois de conhecer a execução orçamental do primeiro trimestre. Algo que, segundo o DE apurou, o governo estará a ponderar. Isso daria um sinal importante da "determinação do governo e de previsibilidade" na política económica, afirma uma fonte comunitária que acompanha este dossier.

Este exercício de planeamento, que substitui o antigo programa de estabilidade (conhecido por PEC), incluirá o pacote das cinquenta medidas pró-crescimento anunciadas por José Sócrates, além de medidas para cumprir a meta orçamental de 4,6% do PIB este ano.

O porta-voz de Merkel explica que "não chega reduzir a despesa ou cortar no défice. Esse é o primeiro passo", mas "depois é preciso dar corpo ao crescimento, só assim se libertam da crise". É aí que parece faltar rapidez, sugere o responsável alemão. "E não é preciso dramatizar, é preciso uma comunicação discreta e detrás desse silêncio, fazer esforços verdadeiros", adianta.

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: U.E. - O FIM DA SOBERANIA NACIONAL   Sab Fev 11, 2012 8:47 pm

Carta ao estúpido - alemão - Presidente do Parlamento Europeu

09.02.2012

O Presidente do Parlamento Europeu não passa de um estúpido alemão.
Depois da "mal ++++++" Angela Merkel, como lhe chamou Berlusconi , é o Presidente do Parlamento Europeu que ataca Portugal.
Essa gente, manhosa, que depois da Alemanha ter cometido crimes imensos contra a Humanidade e de ter sido "reciclada" pelos EUA, anda numa rica vida, a atacar tudo e todos, e Portugal.
Acontece que a Alemanha não passa de um miserável país no contexto mundial.
Não tem matérias primas, está a passos de ser "eliminada" pela Rússia", terá de se vergar à China e agora anda a atacar Portugal.
Estúpido e irracional.
Pelo que, como português, enviei ao "racista" alemão que é Presidente do Parlamento Europeu a carta que a seguir público".


"Lisboa, 09 de Fevereiro de 2012

Exmº Senhor
Schulz
Presidente do Parlamento Europeu

Assunto: Ataque a Portugal

Senhor Suhulz.
Entendo que o senhor deve demitir-se das funções que exerce de Presidente do Parlamento Europeu.
Os comentários, que teceu sobre a política externa portuguesa em relação a Angola estão eivados de critérios racistas.
O senhor, como alemão que é, não deveria ter tido a aleivosia, a estupidez, de criticar o Governo Português quanto a critérios de politica externa de Portugal, no que diz respeito a Angola.
O senhor e a sua presidente Angela Merkel deve ter em atenção que ao contrário da Alemanha – um estado racista e perigoso para o Mundo – o Estado Português tem vida para além da sua Alemanha miserável em termos de direitos humanos.
E digo miserável porque cada Estado tem o seu passado histórico, sendo que a Alemanha é a maior vergonha da Europa.
A Alemanha cometeu crimes contra a humanidade inomináveis
Hoje, depois de os EUA a ajudarem no plano Marshal, a Alemanha está a ter comportamentos racistas que não lembram a ninguém.
Como sabe a Alemanha é um país sem expressão no contexto mundial.
O senhor ao atacar Portugal devia ter vergonha na cara.
Para Portugal, e para os portugueses, a aleivosia alemã além de meter nojo, não passa de uma manifestação imprópria contra África, a mesma África onde os seus concidadãos perderam a guerra.
Demita-se. E já!
Tenha vergonha na cara e lembre-se que os seres humanos e todos os países são iguais.
Como sabe, a Alemanha mais dia menos dia fica debaixo das patas dos Russos ou dos chineses, porque a Alemanha é um Estado fantoche no contexto Mundial.
Fantoche porque não tem expressão mundial. É um estado miserável no contexto europeu.
Demita-se!
Você não tem a estrutura democrática necessária para o cargo que exerce.
Portugal pode ter dificuldades económicas mas é um Estado cuja língua é falada nos 5 continentes, enquanto a Alemanha é apenas recordada pelos crimes cometidos na Segunda Grande Guerra Mundial.

O cidadão europeu

José Maria de Jesus Martins".
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MensagemAssunto: Re: U.E. - O FIM DA SOBERANIA NACIONAL   Hoje à(s) 6:52 am

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