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 O DESEMPREGO EM PORTUGAL

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Anarca

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MensagemAssunto: O DESEMPREGO EM PORTUGAL   Sab Abr 24, 2010 11:24 am

Desemprego jovem: Portugal fica acima dos 20% até 2012

Um em cada cinco portugueses entre os 15 e os 24 anos está desempregado. A crise actual, que passou de financeira a económica, é também social. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Portugal tem uma taxa de desemprego jovem de 21,1%, um número que não deve descer significativamente nos próximos anos.

O desemprego jovem em Portugal vai manter-se acima dos 20% até 2012.

Nos últimos dois anos, assistiu-se em Portugal a uma escalada da taxa de desemprego. Fábricas a fechar, trabalhadores despedidos e empresas impedidas de contratar. No entanto, apesar de os trabalhadores com mais de 25 anos constituírem a fatia principal da mão-de-obra, se há segmento que tem sentido a curva ascendente no desemprego é o dos jovens. Em 2007, a taxa de desemprego entre os 15 e os 24 anos era 16,1%. Hoje é cinco pontos percentuais superior e a OCDE estima que no final de 2011 continuará elevada, nos 20,9%, mais do dobro da taxa de desemprego entre os adultos (ver gráfico). Uma perspectiva que pode ter como consequência o adiamento do tão falado processo de qualificação da mão-de-obra disponível em Portugal.

"Até 2009 assistiu-se a uma criação líquida de emprego qualificado significativo, apesar de nessa altura já se registar um ligeiro aumento do desemprego", afirma Pedro Adão e Silva, investigador do Instituto Universitário Europeu. "O problema é que o mercado vai estar congelado. A destruição de emprego pode até nem continuar, mas também não haverá uma dinâmica de criação", conclui.

A crise económica impôs uma travagem a fundo na criação de emprego, com limitações que dificultam a obtenção de emprego pelos mais novos. A OCDE também não tem dúvidas: "As perspectivas a curto prazo para o desemprego jovem nos países da OCDE continuam sombrias", pode ler-se no relatório. A organização que junta os países mais desenvolvidos do mundo estima que, apesar de a retoma já ter começado em alguns países, o nível de desemprego continuará a ser preocupante. "A criação de emprego deverá ficar significativamente para trás em relação à recuperação económica. Neste contexto, estima-se que o desemprego jovem permaneça a um nível elevado nos próximos dois anos e muitos jovens desempregados deverão passar por períodos prolongados de desemprego."

O perfil adiado A elevada taxa de desemprego jovem é ainda mais preocupante para Portugal, tendo em conta os esforços para mudar o perfil de mão-de-obra do país. A crise veio atrasar o processo de qualificação da população activa, que tinha como objectivo deixar de apresentar a mão-de-obra barata como o principal cartão de visita do país.

"Esta crise é mais dramática, porque além das dificuldades económicas que acarreta, acentua as nossas debilidades estruturais e torna mais difícil ultrapassá-las", explica Adão e Silva. "O processo de mudança de perfil da mão-de-obra, que, por si só, já é uma transição demorada e que não seria feita nesta ou na próxima legislatura, é adiado", garante.

No entanto, Portugal está longe de ser o único nesta posição. A subida do desemprego é um fenómeno comum a todos os países da OCDE, onde nos últimos dois anos o desemprego jovem subiu seis pontos percentuais. Actualmente, existem 15 milhões de jovens desempregados nos países da OCDE, mais quatro milhões do que no final de 2007. Em Espanha, por exemplo, a taxa de desemprego jovem é de quase 40% e na Irlanda registou-se uma subida de mais 18 pontos percentuais nos últimos dois anos.

Porquê os jovens? Toda a gente conhece pelo menos uma história de um recém-licenciado que não consegue arranjar emprego. Mas por que são os jovens sempre muito penalizados quando o desemprego sobe? Segundo Pedro Adão e Silva, existem algumas dificuldades que vêm sempre à tona em contextos de crise. "As crises tendem a aprofundar a segmentação do mercado e a diferença entre emprego mais protegido e menos protegido. No último segmento estão obviamente incluídos os jovens, uma faixa etária onde os vínculos precários são mais comuns", sublinha. "Além disso, é muito mais difícil entrar num mercado do que já lá estar presente"

O relatório da OCDE refere ainda que falhar na procura do primeiro emprego ou ter dificuldades em conservá-lo poderão deixar cicatrizes para o futuro. "Além dos efeitos negativos no salário e empregabilidade futura, períodos longos de desemprego enquanto jovem criam muitas vezes cicatrizes permanentes através de efeitos nocivos, incluindo felicidade, satisfação no trabalho e saúde", revela o relatório.

(Diário Económico)
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The Great Mexican Virus

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MensagemAssunto: Re: O DESEMPREGO EM PORTUGAL   Ter Abr 27, 2010 1:22 pm

Sempre ouvi dizer que "em tempo de guerra, não se limpam armas"...

Ora o que se verifica, é que muitos jovens e não só, não se adaptam à realidade da problemática do desemprego e recusam trabalhos que, podem não estar de acordo com as qualificações (reconheço a justiça dessa posição, em tempos de vacas gordas), mas que resolvem momentaneamente parre do problema e quase sempre servem de rampa de lançamento, para situaçõea de emprego melhores, ou mais adequadas ao perfil de cada um.

Isto faz-me lembrar a questão das estradas em mau estado de conservação, onde os condutores, em vez de adaptarem a sua condução à realidade que têm ante si, não se coibem de asnear, com resultados desastrosos, como as estatísticas demonstram.

Para ambos os casos, é preciso que as más condições deixem de existir, para que se possa usufruir depois do pleno emprego ou das vias devidamente reparadas...


Última edição por The Great Mexican Virus em Qua Abr 28, 2010 11:58 am, editado 1 vez(es)
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REGINALDO

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MensagemAssunto: Re: O DESEMPREGO EM PORTUGAL   Qua Abr 28, 2010 8:23 am

SO E FACIL CONTRATAR, QUANDO E FACIL DESPEDIR. a\AS LEIS DO TRABALHO EM portugal SAO AS MAIS RIGIDAS DA Europa E POR ISSO CHEGAMOS A HORA DO ABISMO! Hoje mesmo o ECONOMIST fala desse problema de PORTUGAL!
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Anarca

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MensagemAssunto: Re: O DESEMPREGO EM PORTUGAL   Qui Abr 29, 2010 5:42 pm

Subsídios de desemprego podem baixar até 20%

Novas regras vão ser postas em prática já no segundo semestre deste ano

Os cortes no valor do subsídio de desemprego deverão afectar sobretudo os desempregados da classe média e podem chegar até aos 20%.

O Governo deu a conhecer ontem, aos parceiros sociais, as propostas de alteração ao subsídio de desemprego e, segundo o «Jornal de Negócios» o valor da prestação social pode baixar até àquela percentagem. Sem grandes cortes directo no subsídio, estão os apoios recebidos pelos trabalhadores mais pobres.

Quem mais perde com as novas regras?

Contas feitas, quem mais vai sofrer com o decréscimo do valor atribuído são os trabalhadores que antes auferiam salários mais elevados. Já que o subsídio não pode ultrapassar os 1.258 euros, quem chegou a ganhar 2.300 euros no último emprego, bem pode ver o saldo da sua conta bancária mais magro no final do mês.

O Governo quer que o montante mensal do subsídio de desemprego nunca seja superior a 75% do valor líquido da remuneração de referência, isto em relação aos ordenados do trabalhador nos últimos meses de actividade. O que contraria o valor de 419,22 euros fixado como o limite mínimo do subsídio de desemprego.

Tudo o que muda aqui

E se antes a taxa de substituição do subsídio, isto é, a relação entre a prestação social e o salário bruto correspondia a 65% deste último, com as novas alterações vai passar a cair para os 52%, revela o mesmo jornal.

E tudo a partir de agora. As novas regras vão ser postas em prática no segundo semestre deste ano e não vão abranger apenas os novos beneficiários. Ou seja, quem estiver desempregado há mais de um ano, vai ser obrigado a aceitar um emprego, no caso de passar a receber o mesmo valor do subsídio.

A ministra do Trabalho, Helena André, argumentou ontem que «isto é para casos em que o subsídio de desemprego era idêntico ao salário líquido recebido, o que não incentivava a regressar ao mercado de trabalho», disse, segundo a agência Lusa. Na prática, explica o «Jornal de Negócios» os impactos vão ser maiores para os trabalhadores cujos salários brutos variem entre os 700 e os 2300 euros.

(Público)


PS: O Patronato quer é uma legião de famintos a trabalhar com ordenados de miséria...
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Anarca

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MensagemAssunto: Re: O DESEMPREGO EM PORTUGAL   Sex Abr 30, 2010 11:00 pm

Desemprego em Portugal atinge os 10,5%

30 04 2010

A taxa de desemprego em Portugal atingiu os 10,5 por cento em Março, mais 0,2 pontos percentuais que em Fevereiro, segundo dados revelados pelo Eurostat. Na zona euro a taxa de desemprego estabilizou nos 10 por cento.Desemprego em Portugal atinge os 10,5%.

Segundo os números hoje divulgados pelo Gabinete de Estatísticas da União Europeia (Eurostat), a taxa de desemprego em Portugal de Fevereiro para Março terá crescido 0,2 pontos percentuais. De Janeiro para Fevereiro a taxa manteve-se nos 10,3 por cento.

Os dados hoje divulgados revelam ainda que, na Zona Euro, a taxa de desemprego estabilizou em Março, nos 10 por cento, valor igual ao de Fevereiro. Entre Dezembro de 2009 e Janeiro de 2010, os valores já haviam estabilizado nos 9,9 por cento.

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: O DESEMPREGO EM PORTUGAL   Ter Jun 01, 2010 2:05 pm

Desemprego perto dos 11% em Abril

1.06.2010

A taxa de desemprego em Portugal, medida pelo Eurostat, atingiu um novo máximo em abril, alcançando os 10,8 por cento da população ativa, de acordo com os dados hoje divulgados pelo gabinete europeu de estatísticas

Segundo o Eurostat, a taxa de desemprego passou dos 10,4 por cento em janeiro e fevereiro, para os 10,6 por cento em março e 10,8 por cento em abril.

O valor de abril compara com os 9,2 por cento registados um ano antes.

Lusa/SOL
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MensagemAssunto: Re: O DESEMPREGO EM PORTUGAL   Dom Jul 04, 2010 4:35 pm

Desemprego não pára de subir

4.07.2010

Em Maio, o desemprego chegou a 610 mil portugueses, diz o Eurostat. Em vez de abrandar, com o início da época do turismo, continua a subir. Os dados foram conhecidos ontem, dia em que falhou uma tentativa de impedir o fim do reforço das ajudas aos desempregados.

Com o voto de apoio do PSD, o PS chumbou a iniciativa dos restantes três partidos com assento parlamentar: comunistas, bloquistas e democratas-cristãos tentaram manter activas uma série de medidas adoptadas pelo Governo para combater a crise e ajudar os desempregados, mas retiradas na semana passada, em nome da redução do défice do Estado. Entre elas está o aumento por mais meio ano do prazo de concessão do subsídio social de desemprego, a majoração em 10% do subsídio e do abono de família de desempregados com filhos e a diminuição do tempo de descontos necessários para ter direito à prestação.

O bloco PS/PSD travou a medida precisamente no dia em que o Eurostat divulgou a estimativa de desemprego em Maio. De acordo com o organismo estatístico europeu, a taxa de desemprego nacional subiu para 10,9%. Portugal foi um dos quatro países onde a falta de trabalho se agravou: os restantes são precisamente os países onde o este problema é ainda mais grave do que por terras lusas: a Espanha (19,9%), a Eslováquia (14,8%) e a Irlanda (13,3%).

Atendendo aos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) do primeiro trimestre, a estimativa do Eurostat atira para mais de 610 mil os desempregados em Portugal. Em anos "normais", o mês de Abril já começa a mostrar um abrandamento do desemprego, uma vez que as empresas de turismo contratam trabalhadores para os meses do Verão; em Maio, essa tendência ainda se acentua. Este ano, contudo, nada disso está a acontecer, pelo menos de acordo com as estimativas Europeias.

Os dados oficiais portugueses do período Abril/Junho, apurados pelo INE, só serão conhecidos em Agosto. Ontem, o primeiro ministro, José Sócrates, dizia ter "esperança que estes meses" de Verão mostrem sinais de abrandamento do desemprego.

Enquanto isso, os jovens continuam a ser muito mais atingidos do que os adultos, embora os portugueses estejam, ainda assim, em melhores circunstâncias do que os jovens de outros países. Por cá, 22 em cada cem trabalhadores com menos de 25 anos não tinham trabalho.

Em toda a Europa, havia em Maio 23 milhões de desempregados, mais de metade dos quais nos países que usam o euro.

(Jornal de Notícias)
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MensagemAssunto: Re: O DESEMPREGO EM PORTUGAL   Qua Jul 14, 2010 5:46 pm

Diminuição de inscritos nos centros de emprego é «um sinal positivo e de inversão» diz Vieira da Silva

14.07.2010

O ministro da Economia, Vieira da Silva, classificou hoje de «sinais positivos e de inversão» a diminuição de 1,6 por cento em Junho, face a Maio, de desempregados inscritos nos centros de emprego, reforçando a necessidade da recuperação económica.

«Nós sabemos que a economia portuguesa, durante o início de 2010, teve um comportamento mais favorável do que todos os analistas esperavam - mais até favorável do que o próprio Governo tinha projectado – e por é natural esse comportamento», respondeu Vieira da Silva aos jornalistas quando questionado sobre os dados hoje divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) que dão conta da diminuição do número de desempregados inscritos nos centros de desemprego em Junho, face a Maio.

O ministro da Economia afirmou que o «crescimento da economia portuguesa foi um dos mais altos da União Europeia e que os dados apontam para que no segundo trimestre tenha continuado a haver um crescimento», sendo por isso natural que haja consequências no conjunto da economia, apesar de não ir «inverter definitivamente» as dificuldades.

«Estes são sinais positivos, de inversão do ponto de vista da economia», reiterou.

Questionado pelos jornalistas sobre se estes seriam dados «artificiais», consequentes da sazonalidade imposta pela época de verão, Vieira da Silva respondeu que, apesar dos dados do desemprego serem sazonais, têm também a ver com a maior ou menor recuperação económica.

«O ano passado, mesmo com a sazonalidade, nestes meses o desemprego estava-se a agravar», sustentou.

Para o ministro, «a recuperação económica é o factor chave para a inversão do desemprego», considerando que apesar deste serem «dados positivos» ainda não representam a inversão económica.

«Só o crescimento continuado da economia o vai permitir e portanto enquanto isso não acontecer torna-se mais difícil que os postos de trabalho que se perderam da recessão de 2009 possam ser recuperados. Isso é uma realidade que ninguém pode negar», afirmou.

Vieira da Silva salientou ainda que sem o início do crescimento «como está a acontecer nenhuma alteração da situação económica social é possível».

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego em Portugal caiu 1,6 por cento em Junho, face a Maio, e aumentou 12,7 por cento face ao mesmo mês do ano passado.

De acordo com a informação mensal publicada pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), no final de Junho, encontravam-se inscritos nos Centros de Emprego do Continente e das Regiões Autónomas 551.868 desempregados, mais 62.048 do que um ano antes.

Em Junho existiam menos 8.883 desempregados do que em Maio.

Lusa/SOL
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MensagemAssunto: Re: O DESEMPREGO EM PORTUGAL   Seg Jul 26, 2010 12:16 pm

Recusa de «emprego conveniente» cancelará rendimento mínimo

A Segurança Social vai cancelar o apoio aos beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI), entre os 18 e os 55 anos, que recusem «emprego conveniente», trabalho socialmente necessário ou propostas de formação

A medida, inserida na nova lei de condição de recursos, entra em vigor a 1 de Agosto.

Após a «cessação da prestação» por motivo de recusa de emprego conveniente, trabalho socialmente necessário, formação ou outras medidas activas de emprego, o beneficiário do RSI ficará inibido de aceder a esta prestação durante um período de 24 meses.

O diploma terá também impacto directo nas regras de atribuição do RSI, já que todos os beneficiários desta prestação entre os 18 e os 55 anos – não estando no mercado de trabalho mas tenham capacidade para trabalhar – serão abrangidos por medidas de reconhecimento e de validação de competências.

As medidas de formação, educação ou aproximação ao mercado de trabalho ocorrerão «num prazo máximo de seis meses após a subscrição do programa de inserção», mantendo-se a imposição de que todos os menores em idade escolar frequentem o sistema de ensino.

De acordo com os dados da Segurança Social, no final de Junho existiam 395.341 beneficiários com processamento de RSI, correspondentes a 156.936 famílias.

O valor médio desta prestação social era de 95,53 euros por beneficiário e 248,31 euros por família.

Segundo o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), as verbas disponíveis para o Rendimento Social de Inserção vão progressivamente reduzir-se para os 400 milhões de euros em 2011 e 370 milhões de euros em 2012 e 2013.

Criado no primeiro governo de António Guterres (na altura chamava-se Rendimento Mínimo Garantido), o RSI é uma prestação que procura apoiar as famílias mais carenciadas e promover o seu regresso ao mercado de trabalho.

Lusa / SOL
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MensagemAssunto: Re: O DESEMPREGO EM PORTUGAL   Qui Ago 12, 2010 4:59 pm

Número de jovens desempregados atingiu nível histórico em 2009 e vai continuar a aumentar em 2010

10.08.2010

81 milhões de jovens estavam desempregados em 2009. A taxa de desemprego jovem bateu, no ano passado, o recorde e atingiu os 13 por cento. Para 2010, o estudo da Organização Internacional do Trabalho prevê um aumento do número de desempregados jovens

A divulgar quarta-feira no âmbito do lançamento do Ano Internacional da Juventude das Nações Unidas, o trabalho refere que, no final de 2009, 81 dos 620 milhões de jovens economicamente activos entre os 15 e os 24 anos estavam desempregados.

Face a 2007, houve um aumento de 7,8 milhões de jovens desempregados (1,1 milhões em 2007/2008 e 6,7 milhões em 2008/2009), com a taxa de desemprego neste segmento a subir de 11,9 para 13 por cento entre 2007 e 2009. Comparativamente, nos 10 anos que antecederam a crise económica (de 1996/97 A 200/07) o ritmo de crescimento anual dos jovens desempregados ficou-se pelos cerca de 191.000.

Em termos percentuais, o aumento de um ponto percentual registado entre 2008 e 2009 na taxa de desemprego jovem representa a maior variação anual dos últimos 20 anos e reverteu a tendência anterior à crise que apontava para uma diminuição das taxas de desemprego jovem desde 2002. Segundo as principais conclusões do estudo, entre 2008 e 2009 o número de jovens desempregados aumentou nove por cento, o que compara com um aumento de 14,6 por cento no número de adultos desempregados, mas em termos de taxa de desemprego o impacto sobre os jovens foi maior, subindo um ponto percentual contra 0,5 pontos nos adultos durante 2008/09. De acordo com a da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 2008 os jovens representavam 24 por cento dos trabalhadores pobres no mundo e 18,1 por cento do total de desempregados a nível mundial.

Do trabalho resulta ainda que as mulheres jovens têm maiores dificuldades que os homens em encontrar emprego: em 2009 a taxa de desemprego juvenil feminina foi de 13,2 por cento, contra 12,9 por cento nos homens. As projecções da OIT apontam para uma recuperação do emprego mais lenta para os jovens do que para os adultos, antecipando-se um aumento contínuo do desemprego juvenil mundial este ano até ao nível histórico de 81,2 milhões e uma taxa de 13,1 por cento. Só durante o ano seguinte o número de jovens desempregados deverá cair para 78,5 milhões e uma taxa de 12,7 por cento.

Já a taxa de desemprego entre os adultos terá já alcançado o seu nível máximo em 2009 (4,9 por cento), devendo recuar 0,1 pontos percentuais quer em 2010, quer em 2011. Intitulado ‘Tendências Mundiais do Emprego Jovem 2010’, o relatório da OIT apresenta as tendências do emprego de jovens entre os 15 e os 24 anos a nível mundial e regional, com especial enfoque para o impacto da crise económica sobre este grupo.

Lusa/SOL
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MensagemAssunto: Re: O DESEMPREGO EM PORTUGAL   Ter Ago 17, 2010 1:41 pm

INE - Desemprego está nos 10,6%

A taxa de desemprego em Portugal estabilizou nos 10,6 por cento no 2º trimestre do ano, o mesmo valor observado no primeiro trimestre do ano, segundo dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE)

Relativamente ao período homólogo de 2009, o desemprego aumentou 1,5 pontos percentuais.

Entre Abril e Junho, o INE contabilizou um total de 589,8 mil desempregados, um acréscimo de 6,2 por cento face ao trimestre homólogo e um decréscimo de 0,4 por cento em relação ao trimestre anterior, refere o instituto.

O número hoje divulgado interrompe o ciclo de subidas da taxa de desemprego em Portugal iniciado há um ano atrás (no segundo trimestre de 2009), com o mercado laboral a sofrer os efeitos da crise económica que se alastrou por toda a Europa.

Na altura, a taxa de desemprego situava-se nos 9,1 por cento, o equivalente a 507,7 mil desempregados.

Lusa / SOL
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MensagemAssunto: Re: O DESEMPREGO EM PORTUGAL   Sex Ago 20, 2010 12:25 pm

Desemprego - Novos desempregados inscritos no IEFP caem 14%

20.08.2010

Apesar do aumento mensal de 12,5%, em termos homólogos, o número de novos desempregados desceu 13,8%, a maior queda desde Dezembro de 2007.

Em Julho deste ano, inscreveram-se nos centros de emprego menos 8.331 desempregados do que no mesmo mês do ano passado, avançou ontem o Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP). Mas os números não são ainda influenciados pelas novas regras do subsídio de desemprego, cujos efeitos em Julho são reduzidos, diz o presidente Francisco Madelino.

A queda de 13,8% dos novos inscritos supera a do mês anterior e passa a ser a maior desde Dezembro de 2007. Este ritmo de descida tem acelerado nos últimos meses, o que também ajuda a explicar a descida mensal do total de desempregados e a deseceleração do crescimento homólogo. Ao todo no final de Julho, estavam inscritos 548.067 pessoas no IEFP. Em termos homólogos falamos de uma subida de 10,4% - a mais baixa desde Dezembro de 2008 - quando em Julho de 2009 o crescimento quase atingia 50%.

Em termos mensais, a análise é outra: os novos inscritos subiram 12,5% (mais 5.741 pessoas), invertendo a tendência de queda registada nos últimos três meses.

(Diário Económico)


Comentários:

vitor neves , sintra | 20/08/10 10:19
Este mau professor do ISCTE, não passa de um mentiroso, Hoje à mais 52.000 desempregos que o ano passado, esta é a verdade.
O que este careca quer é ver se nos engana; com mais n que n com mais j que j com mais i menos i.....é pá cala-te antes que te sovem.

Jv , | 20/08/10 09:20
Esgotaram o subsidio de desemprego, e passaram a reforma antecipada

Joseph People , LX | 20/08/10 09:20
Em Portugal não temos um estado de Direito
- Há em Portugal uma entidade que é accionista de 1/4 de todas as empresas, mas que não investiu um cêntimo no seu capital e ainda cria dificuldades para que estas se desenvolvam, e que ainda assim não paga a tempo e horas.
- Há em Portugal uma entidade que tem uma comissão de mais de 1/5 de todas as transacções, contudo não garante que caso o cliente não pague ao fornecedor seja devidamente punido a tempo e horas.
- Há em Portugal uma entidade que apesar de cobrar metade do valor gerado por cada português, obriga este português a pagar impostos sobre impostos nos carros, portagens sobre impostos nas autoestradas, impostos sobre bens essenciais como a energia, a água, o solo e que ainda assim não garante a manutenção das florestas, o pagamento aos bombeiros, a segurança de pessoas e bens que é suportado novamente pelos privados.
- Há em Portugal serviços públicos que servem de fachadas para angariação de clientes de empresas privadas de funcionários "públicos", que funcionam mal para que os privados se vejam obrigados a corromper ou a recorrer aos serviços destas empresas.
- Há em Portugal uma entidade que apesar de gastar mais per capita que todos os países da EU em saúde, os cidadãos cumpridores não tenham devido acesso ao SNS.
- Há em Portugal uma entidade que apesar de gastar uma fortuna em educação tem os índices mais baixos de aproveitamento escolar e maior necessidade de formação adicional, paga pelas empresas se querem ter colaboradores qualificados.
- Há em Portugal uma entidade que faz as leis, mas que é sempre a primeira a transgredir, seja no cumprimento do orçamento de estado, seja na contratação de trabalhadores a recibos verdes, seja na violação do segredo de justiça, seja no alimento à corrupção.
- Há em Portugal terreno fértil para uma revolução que termine com estas injustiças de tirar a quem trabalha para quem não quer trabalhar, para tirar a quem estuda a quem não quer estudar, de tirar a quem merece para dar a quem não cumpre.
O estado não é pessoa de Bem.

José Povinho , LX | 20/08/10 09:18
O IEFP é um antro de podridão. Pagam subsídios sem se preocuparem se as pessoas estão sistemáticamente à procura de emprego. Colocam as pessoas em formação e quando estas são chamadas para trabalhar não as deixam completar as formações em regime pós laboral, e estas se querem trabalhar (geralmente não querem) têm de deixar a formação incompleta. Um empresário em Portugal que queira contratar colaboradores habitualmente esbarra no sistema que está "montado". Em Portugal multa-se e prende-se quem trabalha e liberta-se e apoia quem não quer trabalhar, ou até mesmo quem rouba. O ESTADO não é pessoa de bem!

P , | 20/08/10 05:42
Esperemos que não seja porque as pessoas simplesmente desistiram.

Furioso , | 20/08/10 02:44
Muito bem!!! Estão cada vez mais inventivos com os números! Até parece que estudaram matemática a sério...
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MensagemAssunto: Re: O DESEMPREGO EM PORTUGAL   Ter Ago 31, 2010 6:15 pm

Desemprego - Portugal ultrapassa 600 mil desempregados

31.08.2010

O Eurostat reviu hoje em alta a taxa de desemprego em Portugal de Maio e Junho, em que o universo de desempregados ultrapassou, pela primeira vez, a barreira dos 600 mil. Durante o mês de Julho os números desceram ligeiramente abaixo dessa marca

O gabinete de estatísticas da União Europeia reviu em alta os números do desemprego em Portugal, situando em 11 por cento as taxas referentes a Maio e Junho, quando os valores anteriores apontavam para 10,9 por cento e 10,8 por cento, respectivamente.

Os valores divulgados hoje e referentes aos meses de Maio e Junho correspondem a um novo máximo, ultrapassando assim a marca psicológica de 600 mil desempregados.

Em Julho, Portugal manteve-se na quarta posição dos países da União Europeia (UE) com a taxa de desemprego mais elevada, segundo os cálculos do Eurostat.

No primeiro lugar da lista dos países para os quais o valor ajustado sazonalmente em Julho se encontra disponível continua a ser Espanha (com 20,3 por cento), seguida pela Eslováquia (com 15 por cento) e pela Irlanda (com 13,6 por cento).

As mais baixas taxas de desemprego, por sua vez, situam-se na Áustria (3,8 por cento) e Luxemburgo (5,3 por cento).

De acordo com o Eurostat, na zona euro, a taxa de desemprego ajustada sazonalmente manteve-se pelo quinto mês consecutivo inalterada nos 10 por cento.

No conjunto da UE a taxa de 9,6 por cento manteve-se estável em Julho pelo sexto mês consecutivo.

O Eurostat estimou, para o conjunto dos 27, a existência de 23,05 milhões de desempregados, dos quais 15,83 milhões concentrados na zona euro.

No espaço de um ano, a taxa de desemprego nos homens manteve-se nos 9,8 por cento na zona euro e situou-se nos 9,6 por cento na UE.

Nas mulheres, a taxa de desemprego situou-se nos 10,3 por cento na zona euro e nos 9,6 por cento no conjunto dos 27.

A taxa de desemprego nos jovens (com menos de 25 anos) manteve-se, por sua vez aos 19,6 por cento na zona euro (19,8 por cento em julho de 2009) e desceu para os 20,2 por cento na UE (20,1 por cento em Julho de 2009).

Em Portugal, a taxa de desemprego nos jovens fixou-se nos 20,6 por cento (20 por cento em Julho de 2009 e 21,1 por cento em Junho de 2010).

Nos homens recuou de 10 por cento em Junho para 9,8 por cento em Julho e nas mulheres recuou dos 12,1 por cento em Junho para 11,8 por cento em Julho.

(Sol / Lusa)
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MensagemAssunto: Re: O DESEMPREGO EM PORTUGAL   Ter Ago 31, 2010 6:22 pm

Desemprego: CDS chama ministra ao Parlamento

31.08.2010

O CDS-PP vai requerer a presença da ministra do Trabalho e de Valter Lemos no Parlamento para discutir os últimos números do desemprego.

"Quando os dados são maus desmente-os, quando são péssimos recusa-se a falar deles. A verdade é que, em Junho, quando saíram dados do Eurostat que diziam que o desemprego ia ser de 10,8%, o secretário de Estado veio a público dizer que esta taxa era inadequada e que o Eurostat ia rever em baixa os números do desemprego. Aconteceu exactamente o contrário", afirmou Pedro Mota Soares, líder parlamentar do CDS-PP.

O deputado frisou ainda que "nos últimos seis meses, sempre que o Eurostat actualizou os dados do desemprego, houve uma revisão em alta".

O secretário de Estado do Emprego e Formação Profissional, Valter Lemos, considerou hoje que os dados do Eurostat sobre desemprego em Portugal têm revelado constantes oscilações e frisou que a percentagem oficial no segundo trimestre deste ano é do Instituto Nacional de Estatística (INE), de 10,6.

"Os números que o Eurostat tem dado para o desemprego em Portugal têm mudado todos os meses. Todos os meses o Eurostat tem corrigido as estimativas que tem apresentado. Aliás, a estimativa agora corrigida corrigiu a estimativa de Junho do ano passado", observou ainda Valter Lemos.

Entre Maio e Junho, o Eurostat reviu em alta para um máximo de 11% e confirmou que a taxa de desemprego em Julho recuou para 10,8%.

A posição do secretário de Estado foi criticada pelo líder parlamentar do CDS-PP, que acusou o Executivo de "lidar mal" com as "fontes oficiais" e com "organismos credíveis que não são nomeados pelo Governo".

"O Eurostat é um instituto [da União Europeia] credível, que não é nomeado pelo Governo cujos dados merecem uma reflexão e é por isso que o CDS (...) vai chamar ao Parlamento o secretário de Estado e a ministra do Trabalho para virem falar sobre estes dados que o Governo sistematicamente tenta ignorar", disse.

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: O DESEMPREGO EM PORTUGAL   Qua Set 01, 2010 12:23 pm

OITO MEDIDAS ANTI-DESEMPREGO

01.09.2010

O admirável País novo a seguir proposto em oito medidas para acabar com o desemprego, com o funcionamento livre do mercado e da concorrência, destruiria o peso bloqueador e arcaico dos Partidos, os seus pequenos-grandes poderes locais e nacionais, a sua hegemonia na determinação decisória e condicionadora da economia, castradora da Sociedade Civil. À proposta de duas medidas, na caixa de comentários do Blasfémias, para acabar com o desemprego: «“Senhor João Miranda ensine-nos lá quais as suas medidas para acabar com o desemprego. Duas apenas, por favor.”» A resposta veio pronta e generosa pelo Rui A. do blogue Portugal Contemporâneo:

«1.ª Reduzir a tributação das empresas;

2.ª Reduzir a tributação dos rendimentos (cada vez mais insignificantes) das pessoas;

3.ª Acabar com o salário mínimo;

4.ª Acabar com a falsa protecção do trabalho, por via de leis supostamente protectoras do emprego que obrigam qualquer empresário mediano a pensar 50 vezes antes de contratar um porteiro;

5.ª Acabar com as limitações dos horários de abertura do comércio;

6.ª Reduzir drasticamente as taxas pagas aos poderes públicos para a abertura dos estabelecimentos de comércio e de serviços;

7.ª Não roubar os cidadãos e as empresas com a tributação dos combustíveis e da energia;

8.ª Deixar funcionar o livre mercado e a concorrência.» Tudo o que conduzisse a menos saque fiscal, menos abusos com os recursos públicos e sobretudo mais liberdade para empreender por parte dos cidadãos parece bom. Há, porém, uma floresta de obstáculos legislativos e culturais a queimar para uma nova mentalidade desempoeirada do bafio dos partidos e da pátina ideológica. Pode ser que ainda se vá a tempo de recriar Portugal enviando hordas de alunos de economia para Noruega, a Suécia, a Dinamarca e a sua hibridez feliz: as pessoas no centro de tudo. A produtividade acrescida e natural de se andar seguro e feliz.

(Publicada por joshua)
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MensagemAssunto: Re: O DESEMPREGO EM PORTUGAL   Qua Set 01, 2010 7:52 pm

Cada vez há mais desempregados sem protecção social

01.09.2010

Os subsídios dirigidos a quem perde o emprego não acompanham o ritmo de crescimento do desemprego

O Jornal de Negócios avança que o número de desempregados com direito a subsídio desceu dois pontos percentuais no último ano, de 62 para 60%.

O aumento do desemprego de longa duração, que atinge já 55% dos desempregados, é uma das explicações para esta diminuição da cobertura dos subsídios, havendo pessoas que esgotam o tempo de subsídio sem terem conseguido encontrar trabalho.

Os recibos verdes e a instabilidade contratual dos jovens trabalhadores, que não conseguem descontar por tempo suficiente para obterem o direito ao subsídio, é outro motivo para a diminuição da taxa de cobertura da protecção social.

Se num primeiro momento o Governo chegou a reduzir o período mínimo de descontos necessário para a atribuição do subsídio, tal facilidade foi depois revogada, levando a um aumento da desprotecção social.

SOL
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MensagemAssunto: Re: O DESEMPREGO EM PORTUGAL   Seg Set 20, 2010 6:33 pm

Perto de cinco mil pessoas em risco de perder o subsídio de desemprego

20.09.2010

As novas regras do subsídio de desemprego vão levar a que cerca de cinco mil desempregados percam o direito ao subsídio nos próximos meses.

A nova legislação entrou em vigor em Julho e é mais apertada para os desempregados

Isto acontece porque a lei que está em vigor desde Julho alarga as situações que obrigam as pessoas a aceitar uma proposta de trabalho.

O número foi avançado pelo presidente do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), Francisco Madelino, que até ao final do ano conta duplicar as anulações por recusa de emprego conveniente.

Desde o início de Julho, os desempregados são obrigados a aceitar as propostas de trabalho que lhes ofereçam salários mais reduzidos do que até então. Estas mudanças surgiram na sequência do Programa de Estabilidade e Crescimento e da necessidade de controlar as despesas sociais, para reduzir o défice público.

O Decreto-Lei 72/2010 prevê que, durante o primeiro ano de desemprego, os beneficiários de subsídio são obrigados a aceitar propostas de emprego que ofereçam salário ilíquido igual ao valor da prestação ou 10 por cento superior. A partir do primeiro ano, os desempregados têm que aceitar as propostas de trabalho que lhe garantam uma remuneração mensal ilíquida igual ao valor do subsídio.

Trata-se de uma alteração substancial face à que vigorava até então e que considerava emprego conveniente nos primeiros seis meses de desemprego o que oferecesse um salário 25 por cento acima do subsídio e a partir do sétimo mês o trabalho que garantia um salário 10 por cento acima do valor da prestação.

Na prática, qualquer desempregado que recuse as propostas de emprego que lhe garantam as condições salariais previstas na legislação verão a prestação de desemprego retirada automaticamente. Ora é precisamente isto que deverá acontecer a dois por cento do total de 244.396 beneficiários que no final de Julho estavam a receber subsídio de desemprego, permitindo alguma poupança nas despesas com esta prestação que têm vindo a aumentar ao longo do último ano por causa do número-recorde de pessoas que caíram no desemprego na sequência da recessão económica.

Mas, além disso, os cofres da Segurança Social vão também poupar com o fim da redução extraordinária do tempo necessário para se ter direito ao subsídio de desemprego e com o novo travão criado para o subsídio de desemprego.

Mas não são apenas os desempregados a ter regras mais apertadas. Os beneficiários de prestações sociais não-contributivas também. Desde o início de Agosto, o acesso ao abono de família, subsídio social de desemprego ou rendimento social de inserção passa a depender das novas regras da condição de recursos.

Todos os beneficiários que tenham contas bancárias ou acções que perfaçam um montante superior a 100 mil euros ficam excluídos. Os restantes já foram ou estão a ser notificados pelos serviços da Segurança Social para que provem os seus rendimentos à luz dos novos critérios que consideram os apoios à habitação ou as bolsas de estudo dos filhos.

(Público)
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MensagemAssunto: Re: O DESEMPREGO EM PORTUGAL   Qui Out 07, 2010 1:29 pm

Previsões do FMI - Portugal terá das maiores subidas do mundo na taxa de desemprego

07.10.2010

Austeridade vai sair cara. País terá segunda maior subida no desemprego até 2013. Economia será das piores do globo: em 2011, apenas Portugal e Grécia caem em recessão, diz FMI

Sócrates e Passos Coelho terão de acordar um OE 2011 cujas medidas de austeridade vão agravar ainda mais a situação do mercado de trabalho português.

A austeridade nas contas públicas e a ineficiência do tecido produtivo vão empurrar a taxa de desemprego portuguesa para os 11% da população activa, um recorde nacional que encerrará algo ainda pior: esse valor resulta de um dos maiores aumentos previstos a nível mundial na taxa de desemprego em 2013, ano em que termina o programa de consolidação orçamental. Estas projecções, ontem divulgadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), ainda não incluem os novas medidas de corte no défice, logo o cenário deve ser ainda mais recessivo.

Segundo os cálculos do FMI, inscritas no relatório semestral do "World Economic Outlook", entre 2009 e 2013 o país terá o segundo maior agravamento mundial na taxa de desemprego. No capítulo do crescimento, o resultado da "mudança de vida" que alguns reclamam é este: em 2011 Portugal arrisca nova recessão (-0,05% em 2011) e deverá ter o segundo pior desempenho económico do mundo; em 2012, será o mais fraco a nível global.

Mas a situação deverá ser mais grave. Em conferência de imprensa, um dos directores-adjuntos da organização sedeada em Washington, Jorg Decressin, avisou que as previsões ainda não incluem as novas medidas de austeridade. Portugal "deverá sofrer um contracção de cerca de 1,4%", incluindo as medidas de corte como a redução de salários na função pública, o congelamento das pensões, o aumento generalizado de impostos, a pausa dos investimentos por tempo indeterminado. Uma contracção maior significa maior destruição de empregos e um desemprego superior ao agora previsto. O governo, através do ministro da Economia, José Vieira da Silva, preferiu centrar a discussão no crescimento deste ano, sublinhando que "as estimativas de todas as organizações para 2010 falharam significativamente" e que afinal Portugal pode crescer mais que o esperado: de facto, o FMI prevê que a economia cresça 1,1%; o governo aposta em 0,7%.

O pior pode ser mesmo 2011, como já deram a entender a Standard & Poor''s e a Economist Intelligence Unit. O diagnóstico do FMI é sombrio para a maioria dos parceiros económicos de Portugal, como Espanha, mas no caso da economia portuguesa pode ser mesmo alarmante. O Fundo congratula-se com o facto de o governo ter tomado as medidas de austeridade certas para esvaziar o modelo assente no crédito fácil, fazendo assim cair consumo e investimento público e forçando, para tal, uma desvalorização salarial em larga escala, mesmo no privado. A actualização do salário mínimo, por exemplo, não deverá acontecer como combinado.

O FMI observa, no entanto, que os desempenhos económicos de Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha estão "constrangidos pelos desequilíbrios orçamentais e de competitividade", pelo que serão "muito mais baixos" que os dos seus pares. E sublinha que os países têm hoje no terreno as medidas mais duras de redução do défice, a opção de política que melhor explica as dores da economia e do mercado de trabalho nesta conjuntura.

O cenário traçado para o mercado de trabalho é desanimador. Entre 2009 e 2013, Portugal surge entre os 13 únicos países com aumento do desemprego no mundo (ver gráfico). A pior marca é a da Grécia, depois vem a portuguesa. Assumindo o crescimento médio da população activa dos últimos sete anos (0,4% ao ano), percebe-se que o número de desempregados vai subir, podendo superar os 615 mil casos em 2012. Ou seja, o pacote da austeridade pode gerar mais 120 mil desempregados até ao ano em que o défice descerá até 3% do PIB, segundo o plano do governo.

O ajustamento no mercado de emprego é igualmente violento. A crise que deu os primeiros sinais em 2007 custou ao país a destruição de 109 mil postos de trabalho até 2009; depois vem a consolidação orçamental (2009-2011), que, segundo as contas do FMI, roubará mais 31 mil empregos na economia portuguesa.

Portugal é um dos oito países do mundo desenvolvido em que os respectivos governos, com os planos de austeridade, vieram agravar ainda mais as situações do mercado de trabalho após 2009. Vieira da Silva defende o contrário: "Sem estas medidas entraríamos em recessão profunda."

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MensagemAssunto: Re: O DESEMPREGO EM PORTUGAL   Ter Out 26, 2010 8:46 pm

"Depois de 36 anos de profissão, 18 dos quais ao serviço do Jornal de Notícias (Porto – Portugal), estou há mais de um ano a tentar aprender a viver sem comer (desemprego). Antes que se descubra que é uma missão impossível, preciso de trabalho. Se alguém tiver por aí uma vaga, faça o favor de me avisar. Obrigado!"

Orlando Castro
Jornalista (CP 925)
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MensagemAssunto: Re: O DESEMPREGO EM PORTUGAL   Sex Out 29, 2010 8:23 pm

Desemprego em Portugal estabiliza nos 10,6% em Setembro

29.10.2010

Taxa de desemprego de Setembro iguala o registo de Agosto, que o Eurostat reviu em baixa, situando-se abaixo do pico de 11% atingido em Junho. Entre os jovens a taxa de desemprego desceu abaixo dos 20%.
A taxa de desemprego em Portugal situou-se em Setembro nos 10,6%, igualando o verificado em Agosto, anunciou hoje o Eurostat, que reviu em baixa o valor desse mês. Antes o Eurostat tinha avançado que o desemprego de Agosto deste ano se tinha situado nos 10,7%, mas hoje avança que ficou nos 10,6%.

De acordo com o instituto de estatística europeu, a taxa de desemprego permanece assim igual durante dois meses seguidos, depois de em Julho ter atingido o valor mais elevado de sempre nos 11% durante dois meses (Maio e Junho). Em Julho atingiu 10,8%.

A taxa de desemprego de Setembro deste ano compara com os 10,2% verificados no mesmo mês do ano passado.

Os dados do Eurostat mostram que a taxa de desemprego entre os jovens (menos de 25 anos) desceu em Setembro para os 19,8%, baixando assim da fasquia dos 20% que se situava em Agosto.

Na Zona Euro a taxa de desemprego subiu em Setembro para 10,1%, contra os 10% verificados em Agosto. De acordo com o Eurostat, existem 23,109 milhões de desempregados na União Europeia, dos quais 15,91 milhões de euros são da Zona Euro.

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MensagemAssunto: Re: O DESEMPREGO EM PORTUGAL   Sab Out 30, 2010 7:29 pm

Mais de 40% dos desempregados não recebe subsídio

30.10.2010

A taxa de cobertura voltou a cair e, em Setembro, eram cerca de 225 mil os desempregados inscritos nos centros de emprego sem apoio.

Há cerca de 225 mil pessoas sem emprego e sem subsídio. Em Setembro, o número de desempregados sem protecção voltou a bater recordes e a taxa de cobertura ficou abaixo de 60%, um valor que já não se registava desde, pelo menos, 2005.

A justificação do valor da taxa de cobertura em Setembro, face a Agosto, diz o Ministério do Trabalho, prende-se com "um crescimento em cadeia do desemprego registado (procura de novo emprego) de 0,48%, assim como pela redução do número de subsidiados em 3,2%". Neste segundo caso, sublinha o Ministério de Helena André, a variação decorre também da retirada dos apoios extraordinários em resultado do PEC II. Recorde-se que em Julho, o Executivo retirou antecipadamente algumas das medidas anti-crise. Uma delas reduzia em três meses o período de contribuições necessário para aceder ao subsídio de desemprego; outra permitia que o subsídio social (atribuído a beneficiários de fracos rendimentos e insuficiente carreira contributiva) fosse pago por mais seis meses.

Em Setembro, avançam os dados ontem publicados pela Segurança Social, existiam 331.092 pessoas a receber um dos quatro tipos de subsídio de desemprego (73% dos quais a receber o apoio principal). Olhando depois para os dados do Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP) são 555.820 os desempregados inscritos (mais 8% em termos homólogos e mais 1% em cadeia). Contas feitas, 40,4% dos inscritos não tem direito a subsídio (ainda que possa receber outros apoios). Isto no mesmo mês em que a taxa de desemprego se manteve inalterada nos 10,6%, segundo informou ontem o Eurostat.

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MensagemAssunto: Re: O DESEMPREGO EM PORTUGAL   Qua Nov 17, 2010 10:34 pm

A Taxa de desemprego registado pelo INE alcança recorde de 10,9%

17.11.2010

A taxa de desemprego em Portugal subiu no terceiro trimestre do ano para os 10,9 por cento, contra os 10,6 por cento observados no trimestre anterior, divulgou hoje o INE.

Relativamente ao período homólogo de 2009, o desemprego aumentou 1,1 pontos percentuais, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística.

Entre Julho e Setembro, o INE contabilizou de 609,4 mil desempregados, uma subida de 11,3 por cento face ao trimestre homólogo e de 3,3 por cento em relação ao trimestre anterior.

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MensagemAssunto: Re: O DESEMPREGO EM PORTUGAL   Qui Nov 18, 2010 10:56 pm

OCDE prevê desemprego português nos 11,4%

18.11.2010

O desemprego em Portugal vai aumentar para os 11,4 por cento no próximo ano, abrandando para os 11,1 por cento no ano seguinte, prevê a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico.

No relatório sobre as Perspectivas Económicas, a organização com sede em país estima, para este ano, uma taxa de desemprego de 10,7 por cento, em linha com a previsão do Executivo, que aponta para 10,6 por cento no final de 2010.
O Governo tem inscrito no Orçamento do Estado para 2011 uma taxa de desemprego de 10,8 por cento para o próximo ano. Já para 2012, o Executivo prevê no relatório orientação de política orçamental uma taxa de 9,8 por cento.

As previsões da OCDE para Portugal, quando comparadas com as estimativas para a zona euro e para o conjunto dos países da Organização, são mais negativas para a economia nacional.

Para a média dos 16 países que compõem a zona euro, a OCDE prevê uma taxa de desemprego de 9,9 por cento neste ano, abrandando para 9,6 e 9,2 por cento em 2011 e 2012.

Já para o conjunto dos países da OCDE, os valores são ainda mais baixos: de 8,3 por cento, este ano, para 8,1 e 7,5 por cento nos dois anos seguintes.

A taxa de desemprego em Portugal subiu no terceiro trimestre do ano para os 10,9 por cento, contra os 10,6 por cento observados no trimestre anterior, divulgou na quarta-feira o INE.

Relativamente ao período homólogo de 2009, o desemprego aumentou 1,1 pontos percentuais, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística.

Também na quarta-feira, a ministra do Trabalho disse que o aumento da taxa de desemprego para os 10,9 por cento no terceiro trimestre não implica uma revisão da meta para 2010 e lembrou que o crescimento neste período é habitual.

«Neste momento, não», afirmou a ministra, quando questionada pela Lusa sobre se o aumento de 0,3 pontos percentuais na taxa de desemprego do segundo para o terceiro trimestre implica uma revisão das metas para 2010, que são de 10,6 por cento.

«Vamos ver o comportamento até final do ano, [até porque] os dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional mostram que houve uma queda das entradas no desemprego em Outubro, e a conclusão que tiramos, ao longo do ano, é que existe alguma volatilidade na forma como o desemprego evolui positiva e negativamente, [por isso] é prematuro dizer que vamos rever as metas», afirmou a ministra do Trabalho.

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MensagemAssunto: Re: O DESEMPREGO EM PORTUGAL   Ter Nov 23, 2010 3:59 pm

Desemprego real é de 14,2%

22 .11.2010

O número oficial de desempregados em Portugal superou pela primeira vez a barreira dos 600 mil trabalhadores, mas há milhares de pessoas sem emprego que não estão a ser contabilizadas nas estimativas do INE - Instituto Nacional de Estatística. A taxa oficial de 10,9% não incluiu 184 mil pessoas que surgem como inactivos disponíveis e desencorajados, ou como subemprego visível. Se fossem somadas aos desempregados, a taxa real de desemprego seria de 14,2%.

As estatísticas do desemprego do terceiro trimestre foram anunciadas pelo INE esta semana. A taxa entre Julho e Setembro subiu para 10,9%, contra os 10,6% observados no trimestre anterior. É o valor mais alto de sempre, segundo os registos do INE, e corresponde a uma subida de 1,1 pontos percentuais face ao período homólogo. O número total de desempregados atingiu 609,4 mil, uma subida de 11,3% face ao trimestre homólogo. E cerca de um terço (182 mil) estava há mais de 25 meses à procura de emprego.

Mas os conceitos usados nas estatísticas oficiais escondem realidades muito próximas do desemprego. Os próprios economistas do Banco de Portugal, num estudo publicado este ano, alertaram para a insuficiência do conceito convencional de desemprego, considerando que a taxa oficial «não é suficiente para captar todas as fronteiras relevantes de uma medida de não-emprego».

O INE classifica como inactivos disponíveis todas as pessoas sem trabalho que não fazem diligências para encontrar emprego, como enviar currículos, e há 79,7 mil desempregados registados como tal. Na categoria de inactivos desencorajados, op INE coloca quem está sem emprego e não o procura, porque «considerou não ter idade apropriada ou instrução suficiente, achou que não valia a pena procurar que não havia empregos disponíveis». Estão nesta categoria 31,9 mil pessoas. Já o conceito de subemprego visível, inclui quem está numa actividade com duração inferior à duração normal do posto de trabalho e pretende trabalhar mais horas, sem encontrar empregos disponíveis. Há 72,4 mil pessoas nestas condições.

Governo mantém previsões

O desemprego atingido no terceiro trimestre está acima da previsões do Governo quer para 2010 (10,6%) quer para 2011 (10,8%). Mas a ministra do Trabalho, Helena André, recusou rever em alta as projecções, lembrando que tem havido um comportamento «atípico» do número de desempregados. «Vamos ver o comportamento até fim do ano. Os dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional mostram que houve uma queda das entradas no desemprego em Outubro».

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MensagemAssunto: Re: O DESEMPREGO EM PORTUGAL   Ter Nov 30, 2010 3:59 pm

Desemprego em Portugal atinge 11% em Outubro

30.11.2010

O Eurostat reviu em alta os números do desemprego para Portugal.

O Eurostat revela que a taxa de desemprego em Portugal fixou-se nos 11% em Outubro, a quarta mais elevada da União Europeia.

O Eurostat reviu em alta os dados relativos à taxa de desemprego em Portugal desde Abril. Para Maio, Junho, Julho, Agosto e Setembro aponta agora um valor de 11,1%, um novo máximo histórico, visto que o anterior recorde era de 11%.

Quanto à taxa de Outubro, fixou-se em 11%, acima do último valor avançado pelo INE, que apontava para um nível de 10,9% no final do terceiro trimestre.

Os mesmos dados do Gabinete de Estatística Europeu revelam que no conjunto da zona euro, o desemprego ficou nos 10,1% em Outubro, abaixo do valor registado em Setembro, que foi agora revisto em baixa para 10%.

O Gabinete de Estatística Europeu mostra ainda que Espanha apresenta a taxa de desemprego mais elevada, nos 20,7% (o mesmo nível de Setembro). Além de Espanha, só Eslováquia (14,7%) e a Irlanda (14,1%) registam taxas superiores à verificada em Portugal, de acordo com os dados disponíveis.

Na União Europeia a 27 a taxa manteve-se nos 9,6%, inalterada desde Março.

No total, o Eurostat estima que existissem 23.151 milhões de homens e mulheres desempregados nos 27 da UE, em Agosto, e 15.947 milhões na zona euro.

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