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 GREVE - A ARMA DO POVO

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Anarca

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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Qui Nov 11, 2010 10:14 pm

Sindicatos antecipam mais de 1,7 milhões em greve geral

11.11.2010

CGTP e UGT esperam superar a adesão de 1988, a única greve feita em conjunto até hoje. Hipermercados participam, mas camionistas ficam fora do protesto.

Entre os dirigentes da CGTP e da UGT directamente envolvidos na organização da greve geral, já há quem fale numa «adesão sem precedentes» à paralisação de 24 de Novembro. Depois do pré-aviso conjunto, há duas semanas, sucedem-se os plenários nas empresas, e os resultados têm sido sucessivos anúncios de apoio ao protesto. A greve geral com mais participantes ocorreu em 1988 - a única convocada pelas duas centrais sindicais - e mobilizou 1,7 milhões de trabalhadores. As expectativas passam por superar essa fasquia.

Por detrás de um dia de greve, há longas semanas de trabalho árduo. Às inúmeras reuniões de dirigentes somam-se um sem número de plenários para mobilizar os trabalhadores que, juntamente com a preparação do material de propaganda, ocupam a totalidade das estruturas dos sindicatos. Carvalho da Silva e João Proença afirmaram que queriam «a maior greve geral de sempre» e milhares de sindicalistas estão a fazer por isso.

«Ainda há muito trabalho de mobilização por fazer até à greve, mas estamos confiantes», diz ao SOL Deolinda Machado, da CGTP. A dirigente é co-responsável pela coordenação dos trabalhos da greve geral, e, apesar de haver ainda «muitos plenários» até 24 de Novembro, garante que a disponibilidade já demonstrada pelos trabalhadores é «positiva». Os trabalhos estão mais avançados nos transportes e o coordenador da CGTP para esta área, Amável Alves, admite que o «descontentamento generalizado» e a participação nos plenários «mais intensa do que no passado» permitem antever uma «grande greve geral».

Adesão sem precedentes.

Na UGT, os trabalhos preparatórios são coordenados pelo secretário-geral adjunto, Pedro Roque Oliveira, que não esconde o optimismo: «Acreditamos que haverá uma adesão sem precedentes», diz, admitindo que os 1,7 milhões de aderentes de 1988 deverão ser ultrapassados. O sindicalista indica que a paralisação deverá ter maior impacto nos transportes, serviços da administração pública, sector financeiro e telecomunicações, nomeadamente nos CTT e na PT.

Mesmo sectores onde organizar greves é tradicionalmente complicado, devido ao elevado número de trabalhadores a prazo, têm manifestado apoio. É o caso do CESP, o sindicato com maior representatividade nos super e hipermercados, que emitiu esta semana o seu próprio pré-aviso de greve. «Pelos plenários nas grandes superfícies, vamos ter gratas surpresas neste sector», diz Manuel Feliciano, da direcção, antecipando que o Pingo Doce, o Mini Preço e o Lidl serão os mais afectados.

De fora do protesto ficam os camionistas. Ao contrário do que sucedeu recentemente em França, onde os camionistas foram essenciais nas greves contra o aumento da idade de reforma, a ANTP - Associação Nacional de Transportadoras Portuguesas «discutiu a questão e decidiu não aderir», admite António Loios, presidente da mesa da assembleia. «Uma paralisação neste momento não traz benefício nenhum ao sector e à actividade económica do país», justificou o responsável da ANTP, que foi criada na sequência das paralisações de camionistas no Verão de 2008.

joao.madeira@sol.pt
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Anarca

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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Qua Nov 17, 2010 10:37 pm

Fernando Nobre apoia greve geral

16.11.2010

Fernando Nobre declarou hoje o seu total apoio à greve geral convocada para o próximo dia 24 de Novembro.

Após o encontro com Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP, o candidato presidencial disse que “estará com a Greve Geral enquanto cidadão que exerce o seu direito cívico” e afirmou que a sua candidatura “só pode ter uma atitude de apelo às pessoas na luta por uma vida melhor.”

Nobre sublinhou ainda a importância de um Presidente da República estar ao lado dos mais desfavorecidos e procurar modelos de desenvolvimento que devolvam a esperança.

Da reunião entre ambos ficou clara a convergência entre a candidatura presidencial de Nobre e a CGTP, no que respeita aos “devastadores efeitos para a economia nacional deste Orçamento e da importância e legitimidade do direito à indignação expresso na greve geral.”

A diminuição do poder de compra e das prestações sociais, os cortes nos salários e o aumento do desemprego e da pobreza foram outros dos assuntos que estiveram em cima da mesa.

(Público)
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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Dom Nov 21, 2010 3:30 pm

Sectores-chave da economia vão parar dia 24

21.11.2010

Vinte e dois anos depois de uma greve geral que uniu as duas centrais sindicais, Portugal vai ter novamente uma paralisação global que deverá afetar serviços chave da sociedade como educação, saúde, justiça, transportes e banca
Desde o momento em que as duas centrais sindicais - CGTP e UGT - anunciaram a realização de uma greve geral a 24 de Novembro foram vários os setores a anunciar a sua adesão.

A paralisação visa contestar as medidas de austeridade anunciadas em setembro pelo governo com o objetivo de consolidar as contas públicas, entre as quais o corte de cinco por cento na massa salarial da função pública, o congelamento das pensões em 2011 e o aumento em dois pontos percentuais do IVA.

O secretário geral da UGT, João Proença, está convicto de que a greve geral de será a «maior de sempre» classificando-a como «justa e fundamental» para mudar as políticas.

Já para Carvalho da Silva, secretário geral da CGTP, os números dos desemprego, mais de 610 mil trabalhadores sem emprego no terceiro trimestre, «confirmam a justeza da greve geral» que, na sua opinião, deverá ter uma forte adesão.

Pela primeira vez numa greve geral vai estar a União dos Sindicatos Independentes, que integra, entre outros, o Sindicato dos Quadros e Técnicos Bancários.

Nos transportes existem pré-avisos de greve na TAP, SATA (transportadora aérea açoriana), Metropolitano de Lisboa, CP, Soflusa (empresa que faz a ligação fluvial entre Lisboa e Barreiro), Carris, Transtejo (empresa que assegura a travessia fluvial de Lisboa para Cacilhas, Trafaria/Porto Brandão, Seixal e Montijo) e na Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP).

Na Banca, os trabalhadores da actividade financeira anunciaram a sua adesão em protesto contra as «políticas restritivas» que afetam o setor apesar dos elevados lucros dos maiores bancos privados.

Também estarão em greve os funcionários da ASAE (Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica), órgão de polícia criminal responsável pela avaliação de riscos alimentares e fiscalização de atividades económicas dos setores e alimentar e não alimentar.

Respondendo a um apelo do secretário geral da UGT dirigido aos estudantes para que apoiem a greve geral faltando às aulas, os alunos da Faculdade de Ciências de Lisboa já anunciaram a sua participação.

Na educação há também pré-avisos de greve dos docentes e não docentes de todos os níveis de ensino anunciados pelas estruturas sindicais do setor, entre as quais a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e a Federação Nacional da Educação (FNE).

No entanto, o Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup) convocou uma greve de professores e investigadores para 24 de Novembro, mas fora do âmbito da paralisação agendada pelas duas centrais sindicais.

No setor da justiça, Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) decidiu em assembleia-geral, em Coimbra, aderir à greve geral do dia 24 tendo o seu presidente declarado que «há uma necessidade de expressar a revolta dos magistrados do Ministério Público», declarou aos jornalistas o presidente do SMMP, João Palma.

Já no que respeita à área da Saúde, médicos e enfermeiros já anunciaram a sua adesão à greve através do Sindicato Independente dos Médicos e o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses.

SOL
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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Seg Nov 22, 2010 11:45 pm

A Greve

A coisa mais útil que se pode fazer num país que não produz a ponta de um chavelho é uma greve. As greves são libertadoras, são relaxantes, e acima de tudo são produtivas. Produzem belos dias de lazer, na praia, na cidade ou no campo, sem fazer absolutamente nenhum.

És funcionário público e achas mal trabalhares as mesmas horas que um empregado privado? Faz uma greve. És motorista da Carris e chateia-te fazer 40 horas de trabalho por semana? Faz uma greve. És professor e babas-te que nem um camelo? Faz uma greve no dia dos exames nacionais para lixares a vida a uma série de miúdos que inocentemente acharam que lhes ias ensinar alguma coisa de produtivo. És polícia e aborrecem-te os arrastões? Faz duas greves. És bombeiro e enerva-te haver falta de água para os fogos? Faz uma greve. És um magistrado e estás escandalizado porque já não podes ter 3 meses de férias judiciais? Faz uma greve. Mas antes de fazeres uma greve certifica-te se tens condições para fazer uma boa greve:

A boa greve faz-se de Verão. Não tem jeito nenhum fazer greves à chuva e ao frio. As disputas ideológicas ficam mais quentes no Verão.

A boa greve faz-se à segunda ou à sexta-feira (de preferência à segunda e à sexta-feira) porque assim podes gozar à brava com os babacas privados que vão de manhãzinha trabalhar para pagarem o prejuízo de tu não trabalhares porque estás em greve.

A boa greve faz-se com catering. Uma greve sem catering não é uma greve, é um grupo de javardos que acredita que vai conseguir alguma coisa do patronato só porque ficam todos juntos de pé e aos berros.

A boa greve começa à primeira hora do dia, mas só tem manifestação por volta das 20:30h em frente da Assembleia da República, já vazia. Isto permite-te dares um pulinho à praia, dares uma voltinha pelos centros comerciais, ver as garinas, e depois da manif (que não deve exceder os 60 minutos) ires alegremente jantar com os colegas.

Se pelo menos uma destas condições não estiver cumprida, queixa-te ao sindicato e faz uma greve para obteres condições. Lembra-te que só os bons bandalhos fazem boas greves. Avante Labregos!
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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Ter Nov 23, 2010 3:48 pm

A luta sindical mais importante da década para os jovens

22.11.2010

O secretário-geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, afirmou que os objectivos da greve geral «estão a ser assumidos pela generalidade dos trabalhadores» e considerou que esta é a luta sindical mais importante da última década para os jovens.

«Já ganhámos muita coisa [desde a altura em que a greve geral do dia 24 de Novembro foi convocada pelas CGTP e UGT] e uma delas foi trazer à sociedade a percepção de que esta luta do movimento sindical é, talvez, na última década, aquela que traz mais conteúdo para a juventude», declarou Carvalho da Silva, no domingo, à margem de uma acção de mobilização dos trabalhadores dos centros comerciais.

O líder da CGTP destacou que Portugal vive «uma situação inédita: num contexto em que é possível produzir riqueza e distribuir melhor essa riqueza, querem convencer a juventude de que a situação no futuro, a sua vida, vai ser pior do que a dos pais e dos avós».

Carvalho da Silva frisou que se trata «de uma injustiça enorme» e que «começa a haver um grande despertar da sociedade e dos próprios jovens para esta realidade e para a necessidade de responder a estes problemas».
Prova disso, continuou, é que «os objectivos desta greve estão a ser assumidos pela generalidade dos trabalhadores e da sociedade».

O sindicalista fez um balanço muito positivo das iniciativas para incentivar os trabalhadores a aderirem à greve, sublinhando a «disponibilidade das pessoas para dialogarem» e conversarem sobre as causas das dificuldades cada vez maiores dos trabalhadores.

«Há uma grande disponibilidade, uma grande sensibilidade. Apesar de haver muitos [trabalhadores] que estão numa precariedade absoluta e sofrem chantagens, vamos ter uma enorme greve geral», assegurou.

Para Carvalho da Silva, a greve geral tem servido também introduzir na discussão política temas que interessam.
«Com esta greve, conseguiu-se a introdução de temas que interessam e as pessoas estão a perceber que é importante discutir como é que a agricultura pode produzir melhor, como é que a indústria e os serviços podem ser úteis ao desenvolvimento da sociedade e como é que se cria esperança, como é que se pode substituir o baixar dos braços por uma atitude de responsabilização e de valorização do trabalho», declarou.

SOL
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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Ter Nov 23, 2010 3:58 pm

“Esta greve geral vai travar a onda de cortes nos salários”

23.11.2010

Carvalho da Silva diz que “a mudança de ministros não resolve nada” e que “há governantes e gente da oposição que anda quase a pedir que venham de fora (FMI) impor medidas”.

O líder da CGTP, Carvalho da Silva, conta que os empresários compreendem as razões da grege geral de amanhã mas muitos defendem que esta devia ser apenas contra o Governo.

Como estão a correr os preparativos para a greve?

Bem. Muito trabalho, muitos plenários, muitas discussões com os trabalhadores, uma identidade e aceitação e compromisso com a greve e, em simultâneo, uma manifestação também por parte da sociedade. Tenho encontrado muitos empresários que dizem "as vossas razões são justas e é preciso colocá-las em evidência". Às vezes tentam é dizer que a greve devia ser só contra o Governo, porque o sector privado não tem culpa, mas rapidamente descambam para receitar mais sacrifícios aos trabalhadores, em nome das dificuldades que os empresários sentem na gestão das empresas.

Também há empresários que têm a reacção contrária?

Empresários e não só. Há tentativas de destruição da propaganda do movimento sindical, coisas absolutamente vergonhosas como é o caso da actuação da Câmara Municipal do Porto, que se deu ao exagero absoluto de ir tirar propaganda de uma fachada de um sindicato. Continua a existir na sociedade portuguesa estes tiques de desrespeito pela democracia. E claro que há muitos espaços de trabalho, tanto no sector privado como no público, onde as ameaças e as pressões sobre os trabalhadores são imensas. Todos os dias recebo e-mails de trabalhadores que se manifestam preocupados com isso. A chantagem sobre os precários é "vocês vão fazer greve, mas não há renovação de contrato". É imenso o rol de pressões que estão a ser feitas. E até no plano da determinação dos serviços mínimos, há a cartilha do fundamentalismo económico.

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Qua Nov 24, 2010 3:54 pm

Greve Geral: Francisco Louçã diz que "sucesso da greve vai ter consequências políticas"

24.11.2010

O líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, afirmou hoje na Autoeuropa, em Palmela, que a greve geral é um "enorme sucesso" com consequências políticas, mostrando a José Sócrates e a Pedro Passos Coelho que não representam o país.

"A greve geral vai ter enormes consequências: vai a mudar o país e vai começar a mudar a política. Vai mostrar a José Sócrates e a Pedro Passos Coelho que eles não representam o país e que há uma maioria que quer sensatez, que quer decência na economia, quer justiça no fisco", disse.

"Isto quer dizer que queremos uma política para criar emprego, para combater a precariedade, para defender os reformados, que são os mais pobres, e para trazer consistência à economia, respostas e futuro", acrescentou o dirigente bloquista.

(Jornal i)
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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Qua Nov 24, 2010 4:07 pm

A greve geral de 24-10-2010

24.11.2010

A greve geral de hoje, 24-10-2010, suscita um comentário.

No sítio da CGTP-Intersindical, os motivos da greve geral são assim apresentados:

«A greve geral é contra:

· As medidas ditas de austeridade;
· Os cortes nos salários dos trabalhadores da aministração pública e das empresas públicas e redução generalizada do poder de compra dos salários de todos os trabalhadores;
· O agravamento do custo de vida;
· As práticas patronais de ataque aos direitos dos trabalhadores;
· O bloqueio da negociação colectiva;
· Os cortes na protecção social, congelamento das pensões de 3,5 milhões de pensionistas e a diminuição ou eliminação de abonos de família a cerca de 1,5 milhões de crianças e jovens;
· O empobrecimento dos trabalhadores e da população e o aumento das desigualdades.»

Menos organizada, como habitualmente, a UGT, para além da justificação mais longa apresentada no pré-aviso de greve, subscrito, em 19-10-2010, em conjunto com a CGTP, indica no seu cartaz da greve geral:

«Assim não:

· Mais desemprego
· Menores salários
· Congelamento de pensões
· Mais pobreza
· Mais precariedade
· Menos Estado Social
· Mais IRS e IVA e menos IRC
· Mais injustiça»

A greve é um direito dos trabalhadores para aplicar quando vêm afectados os seus direitos ou aumentados os seus deveres para níveis que consideram indevidos ou insuportáveis. E justamente os trabalhadores entendem que os seus direitos foram afectados e prejudicados pelo Governo com os pacotes de austeridade imposta para responder à subida exponencial da taxa de juro nas obrigações do tesouro, uma consequência do descalabro das finanças públicas e da depressão económica. Portanto, os motivos são sérios e justificáveis.

Podem ponderar-se outros argumentos:

· A necessidade imperiosa de equilibrar o orçamento de Estado
· A indispensabilidade de estimular a economia, não aumentando os impostos sobre as empresas
· A alocação das magras receitas a parcerias público-privadas das obras socraónicas e a esquemas de ociosidade

Mas, ao que se assiste e combate, existe uma rigidez na satisfação da clientela do complexo bancário-construtor, visível na insistência da inscrição de verbas no Orçamento de Estado de 2011, que torna os sacrifícios de quem trabalha insuportáveis sem protesto. Portanto, entendo a greve geral como um protesto face a uma política de desperdício e corrupção.

Pode ter-se como perspectiva de análise que uma greve geral é uma medida extrema que se faz para mudar, de vez, um regime, mas não pode deixar de se apoiar o protesto dos trabalhadores em face da política deste Governo socialista de desperdício e afectada pela corrupção.

Publicada por António Balbino Caldeira
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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Qua Nov 24, 2010 4:08 pm

FAZ TODO O SENTIDO

«Estar na Greve Geral porque se é possível isentar os accionistas da PT de mais de 250 Milhões em impostos, seria possível não cortar o abono de família; se é possível entregar mais de 7.000 Milhões de euros ao BPN, seria possível aumentar o salário mínimo em 25 euros ilíquidos; se é possível a banca pagar 4,3% de impostos (em vez dos 26,5% da generalidade das empresas), seria possível não aumentar o IVA para 23%; se é possível a banca ter um lucro diário de 4,6 Milhões de euros, seria possível não congelar as carreiras e não roubar mais um ano de serviço; se é possível manter elevados níveis de gastos com benesses e mordomias, publicidades e diversas despesas inúteis, seria possível não reduzir o salário a quem trabalha. É muito importante tornar visível a nossa indignação e o nosso desacordo face a tamanhas injustiças, exigindo a mudança de políticas!»

Publicada por joshua
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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Qua Nov 24, 2010 9:46 pm

'Esta é a maior greve de sempre'

24.11.2010

O secretário geral da UGT, João Proença, disse que a greve geral de hoje é a maior de sempre e ultrapassa a adesão registada há 22 anos, aquando da última paralisação conjunta.

«Podemos fazer o balanço da greve dizendo que é a maior greve de sempre, maior do que a de 1988», disse João Proença num encontro com jornalistas na sede da UGT.

O responsável preferiu não fazer um balanço geral da greve e não dar números, nem comentar os dados do Governo. Ainda assim, referiu que a greve «não afectou só os sectores da Educação e da Saúde», que tradicionalmente aderem às greves, mas também aqueles que «tradicionalmente não aderem às greves, o que traduz o forte descontentamento dos trabalhadores».

O Tribunal de Contas, exemplificou, teve uma adesão de 80 por cento.

O dirigente sindical justificou o protesto tanto pelas medidas de austeridade anunciadas em Fevereiro como em Setembro que apenas no se centram no combate ao défice, esquecendo-se da luta do crescimento do emprego.

«O combate ao défice tudo justifica, cortes salariais, congelamento das pensões, cortes sociais. A mobilização dos trabalhadores é um sinal de alerta de que é preciso políticas diferentes», afirmou João Proença.

Na conferência de imprensa, o sindicalista aproveitou a ocasião para denunciar as situações da Soflusa onde, segundo o próprio, os serviços mínimos não estão a ser assegurados porque «a administração não respeitou a lei», e da CP, em que a administração terá enviado uma carta aos trabalhadores «a pressionar», informando que poderiam ficar sem prémios de desempenho se aderissem à greve.

Seguiu ainda uma queixa para a Inspecção Geral do Trabalho sobre a EDP de Palhavã onde estarão a ser «substituídos grevistas», afirmou.

Um segundo balanço da greve geral ocorrerá, pelas 16h30, na sede da CGTP, em Lisboa.

SOL
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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Qui Nov 25, 2010 10:02 pm

CGTP e UGT dizem que três milhões fizeram greve

25.11.2010

"Temos uma extraordinária greve geral em Portugal e queremos trasmitir uma grande saudação aos trabalhadores e trabalhadoras portugueses", declarou Carvalho da Silva, líder da CGTP. Três milhões de pessoas aderiram, numa população activa de quatro milhões, salientou João Proença, o que perfaz uma adesão de 75%.

Carvalho da Silva, líder da CGTP, tomou primeiro da palavra para fazer o balanço conjunto da greve geral com João Proença, da UGT, às 16.45 horas, na sede da Intersindical.

"Temos uma extraordinária greve geral em Portugal e queremos transmitir uma grande saudação aos trabalhadores e trabalhadoras portugueses", declarou Carvalho da Silva.

"Estiveram envolvidos nesta greve mais de três milhões de trabalhadores", frisou.

"É a greve com maior impacto até hoje", acrescentou, salientando o contexto económico e laboral em que esta se realiza, com baixos salários e precariedade.

"No sector privado a adesão é muito variável mas com impacto", disse ainda, dando como exemplos as actividades corticeira, de metalurgia, metalomecânica, etc.

"Os transportes têm uma participação excepcional" na greve geral, reconheceu Carvalho da Silva.

Adesão de 75%

Já o líder da UGT, João Proença, destacou que a população activa é actualmente de quatro milhões de pessoas, pelo que, a participação de três milhões de trabalhadores na greve geral de hoje (na ordem dos 75%) significa uma maior adesão em comparação com a paralisação de 1988.

"Foi uma jornada de contestação às políticas do PEC III e do Orçamento do Estado. Foi uma jornada que traduziu esperança num futuro melhor", defendeu.

João Proença destacou ainda que "muita gente não fez greve mas mostrou solidariedade com a greve".

(Jornal de Notícias)
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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Qui Nov 25, 2010 10:03 pm

Ministro da Economia diz que "obviamente não foi uma greve geral"

25.11.2010

O ministro da Economia, Vieira da Silva, desvalorizou hoje, quinta-feira, os efeitos da greve geral de quarta-feira classificando-a de "greve parcial" com "algum impacto" na administração pública" e "muito minoritário" no privado.

"Obviamente não foi uma greve geral, foi uma greve parcial", disse Vieira da Silva em Bruxelas, à margem de uma reunião dos ministros responsáveis pela Competitividade da União Europeia.

O responsável governamental acrescentou que a greve "teve algum impacto, ainda que minoritário, na administra pública, teve um impacto com algum significado no sector dos transportes, mas teve um impacto muito minoritário na actividade privada".

Para Vieira da Silva o impacto económico "não é fácil ainda de ser medido com rigor".

O ministro acrescentou que "o que sabemos é que a greve geral se desenrolou com normalidade do ponto de vista dos diferentes agentes".

A CGTP e a UGT realizaram uma greve geral conjunta contra as medidas de austeridade, anunciadas pelo Governo em Setembro, que têm como objectivo consolidar as contas públicas, entre as quais os cortes de salários nos trabalhadores do Estado, o congelamento das pensões em 2011 e o aumento em 2% do IVA.

"Respeitamos essas manifestações de protesto, mas Portugal continuará a seguir o caminho que tem vindo a seguir , nomeadamente na sua política orçamental", assegurou Vieira da Silva.

O ministro defendeu as medidas tomadas como sendo "imprescindíveis" e constatou que "não foram ainda até hoje apresentadas alternativas sólidas" a essas medidas de austeridade.

Foi a segunda greve geral marcada pelas duas centrais sindicais. A primeira realizou-se há 22 anos contra o pacote laboral.

(Jornal de Notícias)
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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Qui Nov 25, 2010 10:08 pm

Greve Geral - Inutilidade ou a prova que a UGT e a CGTP não defendem os trabalhadores

24.11.2010

A UGT e a CGTP marcaram greve geral.
A greve nestas circunstâncias só prejudica os trabalhadores.
Prejudica porque o único efeito é perderem um dia de trabalho, pois face aos condicionalismos económicos externos o Governo vai cortar nos salários, nas pensões, nos abonos, aumenta os impostos.
A greve geral apenas existe para as centrais sindicais marcarem posição.
A CGTP está enfeudada ao PCP e serve os interesses dos seus dirigentes.
A UGT está enfeudada ao PS e teve de ir a reboque para não perder a fatia dos trabalhadores que são sindicalizados nos sindicatos afectos.
Um dos grandes problemas nacionais é que é o PCP que molda o agir dos sindicatos da CGTP.
A UGT enquadra os outros trabalhadores, mas faz de correia de transmissão do PS.
Nem a CGTP nem a UGT defendem os trabalhadores, mas apenas os interesses pessoais e políticos dos seus dirigentes.
Carvalho da Silva da CGTP, e o João Proença da UGT vivem como meras correias de transmissão dos partidos em que estão filiados.
Ambos têm um discurso gasto, velho, não adaptado aos tempos modernos.
Portugal enquanto tiver sindicalistas - por exemplo no caso dos professores - profissionais, que há décadas não ensinam, apenas fazem sindicalismo, não vai a lado nenhum.
Os sindicatos têm de fazer a batalha da produção, da produtividade, pois só dessa forma há capacidade de impor melhores condições de vida para os trabalhadores.
Portugal tem uma CGTP que é um resquício do comunismo internacional.
Esta greve é uma perda de tempo e só tem efeitos nefastos no sector público - os funcionários públicos sabem que têm o trabalho assegurado - e nas empresas de transportes.
O resto do país fica refém da CGTP, mas os trabalhadores além de perderem o salário do dia da greve não têm qualquer benefício.
O actual sistema tem de ser mudado no sentido de haver mais trabalho, mais horas de trabalho e então mais salários, mais benefícios.
O Mundo Ocidental foi ultrapassado pelos países asiáticos, onde os trabalhadores têm mais horas de trabalho e produzem a preço mais baixo.
As coisas têm de ser novamente vistas, porque o tempo em que era o Ocidente a mandar acabou.
Hoje é a China, a India, a Indonésia, a Malásia , a Rússia que dominam.
A CGTP e a UGT deveriam antes trabalhar no sentido de a produção ser superior, de a agricultura produzir bens, de as pescas produzirem bens.
Um trabalhador da Groundforce ou de um ministério entrar de serviço e logo a seguir ir tomar o pequeno almoço não pode continuar.
Tem de haver mudanças na mentalidade.
Eu trabalho mais de 10 horas por dia. Os juízes trabalham mais de 10 horas por dia. Qualquer médico ou engenheiro trabalha mais de 10 horas por dia.
A CGTP e a UGT têm de mudar de filosofia.
Os trabalhadores devem ter bons salários mas a nível da produção e da atitude laboral há que mudar.
Quando a CGTP deixar de ser uma filial do PCP as coisas mudam.
A greve só serviu para manter no Poder os dirigentes da CGTP e da UGT. Nada mais.
O novo sindicalismo tem de estar associado à produção.
Portugal já não tem colónias e ou produz ou se torna ainda mais um território da Espanha, da Alemanha ou da França.

PS:
Para os que me criticaram aqui fica a posiçao de D. Manuel Martins, Bispo de Setúbal: http://aeiou.expresso.pt/d-manuel-martins-preferia-manifestacao-contra-o-governo=f617612

Publicada por josé maria martins
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GREVE - A ARMA DO POVO
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