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 GREVE - A ARMA DO POVO

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Anarca

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MensagemAssunto: GREVE - A ARMA DO POVO   Qui Abr 22, 2010 12:47 pm

Funcionários parlamentares em greve dentro de uma semana

21 ABR 10

A paralisação dos funcionários do Parlamento tem como objectivo protestar contra o actual regime de contratação, que prejudicam, segundo eles, as relações laborais destes trabalhadores.

Os funcionários da Assembleia da República vão entrar em greve dentro de uma semana em protesto contra o actual regime de contratação que substitui o vínculo de nomeação.

Para estes funcionários, as novas regras prejudicam as relações laborais destes trabalhadores, ao tornarem a admissão menos exigente e facilitando o despedimento.

A paralisação destes funcionários ocorrerá a 28 de Abril, no dia em que serão discutidas as propostas do Governo e da oposição sobre o Estatuto do Aluno.

(TSF)


Última edição por Anarca em Qui Maio 27, 2010 5:10 pm, editado 6 vez(es)
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Anarca

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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Qui Abr 22, 2010 12:49 pm

Greve não deve afectar abastecimento de combustível

18 ABR 10

Os trabalhadores da Galp iniciam esta segunda-feira uma greve de três dias, mas os revendedores e distribuidores de combustíveis não esperam problemas no abastecimento.

O porta-voz da Galp, Pedro Marques Pereira, garante que a empresa já tomou as medidas necessárias para enfrentar esta greveO presidente da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis, Virgilio Constantino, também não prevê quaisquer problemas para os consumidores

A Galp não prevê que a greve dos trabalhadores da empresa cause qualquer ruptura no abastecimento de combustível.

Os funcionários da companhia vão estar parados durante os próximos três como forma de protesto contra a recusa da Galp aumentar os salários dos trabalhadores em 2,8 por cento, o que significariam uma subida mínima de 55 euros nos vencimentos.

Contudo, a contraproposta da administração da Galp não vai além de um aumento de 1,1 por cento.

À TSF, o porta-voz da petrolífera, Pedro Marques Pereira, garantiu que a Galp tomou todas as medidas necessárias para enfrentar as consequências desta greve.

«Desde que se tornou conhecida esta greve foram tomadas todas as medidas para assegurar que o abastecimento ao público não é comprometido. E não se prevê que venha a haver qualquer ruptura no abastecimento nacional», referiu.

Ainda assim, o porta voz da Galp não concretizou o que está a empresa a fazer para minimizar os efeitos desta paralização, que inclui os trabalhadores das refinarias de Sines e Matosinhos.

A Galp é a única fornecedora dos postos de abastecimento, mas o presidente da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis, Virgilio Constantino, também não prevê quaisquer problemas para os consumidores.

«[Tendo em conta] o nível de consumo que os transportadores, empresas e particulares fazem, não deverá no espaço de três dias haver um esgotamento da capacidade de armazenagem que os postos costumam ter, que é de aproximadamente de quatro/cinco dias», explicou.

Também as principais empresas distribuidoras não adivinham qualquer situação crítica. Ainda assim, a BP desenhou um plano que prevê o reforço do abastecimento dos postos considerados mais importantes. Um reforço que também foi efectuado pela Cepsa, Já a Repsol acredita que tudo vai decorrer com normalidade.

(TSF)


Última edição por Anarca em Qui Abr 22, 2010 12:53 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Qui Abr 22, 2010 12:51 pm

Sindicatos anunciam adesão de 70% à greve dos Transportes Sul do Tejo

14 ABR 10

Os sindicatos dos Transportes asseguraram à TSF que dois terços dos autocarros estão parados pois a maioria dos trabalhadores está a participar no protesto contra o congelamento de salários.

Em declarações à TSF, Fernando Fildago, da Federação dos Sindicatos dos Transportes, sublinhou a grande adesão dos trabalhadores dos TST à greve convocada contra o congelamento de salários

Em declarações à TSF, Fernando Fildago, da Federação dos Sindicatos dos Transportes, afirmou que dois terços dos autocarros da empresa Transportes Sul do Tejo (TST) estão imobilizados devido à greve.

«Não será uma adesão inferior a 70 por cento nem superior a 80 por cento. A esta hora já se sentem os efeitos da greve. Há mais de dois terços da frota que está imobilizada. Nalguns autocarros calculamos que haja cerca de 20 a 25 por cento da frota em funcionamento. Isto é manifestamente insuficiente para responder às necessidades da população», sublinhou.

Já o administrador da empresa de transportes, António Sampaio garantiu, em declarações à TSF, que a circulação rodoviária será “obviamente” perturbada pela greve, mas assegurou que a empresa tudo fez para minimizar os problemas.

«Vai haver serviço nos principais corredores de deslocação na margem sul, no sentido de assegurarmos - o máximo possível - os transportes das pessoas para os principais interfaces. Temos a certeza de que vamos assegurar os principais corredores de deslocação, com algumas perturbações que decorrerão do facto de haver uma greve convocada pelos sindicatos», adiantou António Sampaio.

Os trabalhadores TST estão desde as 03h00 da madrugada desta quarta-feira a fazer uma greve de 24 horas devido à falta de acordo entre a administração e os sindicatos em relação aos aumentos salariais.

O sindicato tem prevista para as 10h00 uma concentração dos trabalhadores dos TST em frente ao ministério dos Transportes.

A TST presta serviços de transporte rodoviário de passageiros na Península de Setúbal.
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Anarca

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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Qui Abr 22, 2010 12:57 pm

Trabalhadores de Neves-Corvo marcam nova greve

18 ABR 10

Os trabalhadores da mina de Neves-Corvo (Castro Verde) decidiram avançar com uma nova greve entre 5 e 11 de Maio, em protesto contra a «postura anti-negocial» da empresa.

O sindicalista Jacinto Anacleto justifica a decisão de uma nova greve dos trabalhadores de Neves-Corvo

«Face à postura anti-negocial da Somincor, os trabalhadores decidiram hoje, em plenário, marcar uma nova greve, de 24 horas por dia, entre 5 e 11 de Maio», precisou à TSF o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira (STIM), Jacinto Anacleto.

A principal reivindicação dos funcionários da mina é o aumento de cem euros no subsídio que é atribuído a quem trabalha no fundo da mina.

«Os trabalhadores revoltaram-se e decidiram avançar com a nova ação de luta, porque a administração da Somincor agiu de má fé», disse o representante sindical, acrescentando que a empresa «comprometeu-se a negociar com os representantes dos trabalhadores, mas até agora não negociou nada», disse.

Desde o início do processo negocial, que arrancou no passado dia 7 de Abril, «negociação efectivamente nunca houve», lamentou, referindo que «a Somincor só quer discutir matérias propostas pela administração em vez de negociar as reivindicações dos trabalhadores».

«Nós estamos disponíveis para discutir tudo, mas primeiro queremos negociar as reivindicações dos trabalhadores que estiveram na origem do conflito» que motivou a greve anterior, frisou Jacinto Anacleto, considerando que «a postura anti-negocial da Somincor não tem vindo a contribuir para que o conflito tenha fim à vista».

Apesar da marcação da nova greve, os representantes dos trabalhadores vão continuar a participar no processo negocial, cuja próxima reunião está agendada para quinta-feira, disse o sindicalista.

As negociações pretendem resolver um conflito que já tinha motivado uma greve, de duas horas diárias no início de cada turno, que durou 43 dias e terminou no passado dia 1 de Abril, após a administração da Somincor se ter mostrado «disponível» para negociar.

Os trabalhadores reivindicam também «o pagamento dos 50 por cento em falta da compensação do dia de Santa Bárbara» (padroeira dos mineiros) de 2009 e «a garantia do pagamento da compensação na totalidade este ano e nos próximos anos».

(TSF)
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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Qui Abr 22, 2010 12:59 pm

Ligações internacionais fora da greve dos trabalhadores da CP

20 ABR 10

Por causa do transtorno causado pela falta de aviões, os sindicatos do sector ferroviário estarão disponíveis para não abrangerem as ligações internacionais por comboio na greve marcada para o próximo dia 27.

Presidente da CP, Francisco Reis, diz que por causa dos problemas no tráfego aéreo os sindicatos vão deixar de fora da greve as ligações internacionais

Na noite de terça-feira, na RTP, o presidente da CP, Francisco Reis, disse que foi essa a garantia que lhe foi transmitida: «Dois sindicatos que se dispuseram a não fazer greve que está prevista para o próximo dia 27, porque têm a consciência que o seu desempenho será importante nesses dias, vão assegurar os transportes internacionais, para que não haja uma ruptura».

(TSF)
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REGINALDO

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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Qui Abr 22, 2010 9:27 pm

A GREVE EXISTE, porque e permitida, nao por incompetencia dpos PATROES!
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Anarca

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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Seg Abr 26, 2010 11:22 pm

Greve: passageiros sem transportes alternativos a partir das 00h00 de 3ª feira

13.05.2010

Terça-feira «negra» nos transportes. Nem serviços mínimos foram decretados

A greve de várias empresas do sector dos transportes, que começa às 00h00 de terça-feira, deverá causar algumas dificuldades aos passageiros dos transportes públicos, uma vez que, em muitos casos, não existirão transportes alternativos.

CP: greve conta com 80% de adesão

Os trabalhadores da CP, CP Carga, Refer, Transtejo, Fertagus, Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF), Metro de Mirandela e Carris estarão em greve durante 24 horas.

A greve visa contestar o congelamento dos salários, o bloqueamento da contratação colectiva e a intenção do Governo de privatizar a CP, a CP Carga e a EMEF.

A paralisação deverá provocar algumas dificuldades aos passageiros, uma vez que algumas empresas não vão disponibilizar transportes alternativos.

A porta-voz da CP, Ana Portela, disse que terça-feira «será um dia complicado», uma vez que «não foram decretados serviços mínimos de qualquer espécie, com excepção para os comboios internacionais, escreve a Lusa.

Barcos parados

Ana Portela disse que a CP tentou disponibilizar transportes alternativos para os serviços urbanos de Lisboa e do Porto, mas «tal não foi possível porque como a greve se estende ao sector dos transportes, também não há autocarros disponíveis».

Sem alternativa estarão também os passageiros da Transtejo, tendo a empresa apelado para que os passageiros evitem concentrações nos terminais.

No caso das ligações fluviais, o pré-aviso de greve abrange as horas de ponta da manhã e da tarde, tendo a empresa definido a existência de serviços mínimo, embora admita que estes possam não ser assegurados.

A Fertagus, que assegura o comboio da Ponte 25 de Abril, diz ter reunidas «todas as condições, quer humanas quer materiais, para o normal funcionamento da sua actividade».
No entanto, a empresa admite, em comunicado, que «a greve na Refer poderá perturbar a circulação dos comboios».

Só Metropolitano de Lisboa pode ajudar

A Carris acredita que a paralisação deverá ter uma fraca adesão, disse o secretário-geral da empresa, salientando que estão previstas oito carreiras que vão assegurar os serviços mínimos.

Assim, durante a greve vão circular as carreiras 60 (Cemitério Ajuda - Martim Moniz), 108 (Galinheiras - Campo Grande), 706 (Est. Santa Apolónia - Terreiro do Paço), 738 (Quinta dos Barros - Alto de Santo Amaro), 742 (Casalinho da Ajuda - Bairro Madre Deus), 751 (Estação Campolide - Linda-a-Velha), 758 (Cais do Sodré - Portas de Benfica) e 781 (Cais do Sodré - Prior Velho). A Carris vai assegurar também o funcionamento do transporte exclusivo de deficientes e dos postos médicos.

O Metropolitano de Lisboa, que não estará em greve, não vai fazer qualquer reforço durante a greve.

«A circulação vai processar-se de modo normal», avançou fonte oficial explicando que nas horas de ponta o metro já circula praticamente na sua capacidade máxima.

(Público)


Última edição por Anarca em Qui Maio 27, 2010 5:14 pm, editado 3 vez(es)
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Anarca

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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Ter Abr 27, 2010 12:16 pm

Greves de transportes são suicídio colectivo

14.05.2010

Portugal vai ter 19 greves em três dias e são 20 mil os potenciais grevistas. Na esmagadora maioria dos casos tratam-se de empresas públicas de transportes.

Vão parar comboios, autocarros e transportes fluviais, essencialmente nas zonas de Lisboa e no Porto, gerando o caos em termos de transportes públicos e de mobilidade da maior parte das pessoas que pretendem chegar aos seus trabalhos. O objectivo dos grevistas são aumentos salariais.

Uma constante das empresas públicas de transportes é o facto de darem prejuízos há muitos anos e de estarem tecnicamente falidas. São os casos, por exemplo, da CP, Refer, Transtejo, Carris e STCP. O Tribunal de Contas, concluiu mesmo que a situação económica das 20 principais empresas públicas nacionais, em 2007, era tão má que só pagavam aos fornecedores com empréstimos. Mais, a dívida total dessas empresas ultrapassava os 17 mil milhões de euros - mais de 10% do PIB nacional -, dos quais cerca de cinco mil milhões referiam-se à Refer, o que é muito superior aos custos estimados de construção do TGV Lisboa-Madrid (entre 3,3 e 3,6 mil milhões) ou do novo aeroporto de Lisboa (3,1 mil milhões de euros).

A actividade grevista está a recrudescer, depois de ter passado por um período de alguma acalmia nos últimos 15 anos. Segundo uma análise do Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, entre 1996 e 2007, os anos onde houve maior contestação social em número de trabalhadores em greve foram os de 1986 a 1994. De então para cá o número de grevistas sofreu uma diminuição acentuada, sendo em 2007 quase um décimo do que era em 1986.

Os trabalhadores de qualquer empresa têm a aspiração, legítima, de ganhar mais, mas nestes, como noutros casos, pertencem a empresas se encontram em tão má situação que só não fecham porque são do Estado. Ora, com as contas do País sujeitas ao exame atento de entidades internacionais, como a Comissão Europeia, o FMI e as agências de ‘rating', para não falar dos mercados financeiros, entrar por esta via, que vem degradar ainda mais a já depauperada produtividade nacional, é um verdadeiro suicídio colectivo.

Os portugueses devem ter a noção que só podemos ultrapassar a situação difícil em que o País se encontra com sacrifícios colectivos. Alguns políticos, como Mário Soares, vieram chamar a atenção para os ataques ao euro e para as consequências nefastas que teria o fim da moeda única. Se Portugal saísse do euro, a desvalorização da moeda seria tal que não haveria aumentos salariais que a compensassem. Por isso, é preciso que o movimento sindical seja responsável e não entre em aventuras que só podem prejudicar o país e os portugueses como um todo.

(Diário Económico)


Última edição por Anarca em Qui Maio 27, 2010 5:15 pm, editado 1 vez(es)
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The Great Mexican Virus

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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Ter Abr 27, 2010 12:52 pm

Citação :
Por isso, é preciso que o movimento sindical seja responsável e não entre em aventuras que só podem prejudicar o país e os portugueses como um todo.
Mas existe movimento sindical?

Eu diria antes, que o que existe é um conjunto de sindicaleiros oportunistas, que conseguem manipular e encarneirar pobres incautos, que vão na onda dos amanhãs que cantam. Não os censuro pelo encarneiramento, mas lamento-os, por fortalecerem a ganância e a jactância dos que os espezinham, sem dó nem piedade.

É urgente um movimento de cidadania, que gere à sua volta um clima de confiança, plasmado na verdade a transmitir aos portugueses, sem peias nem tateias, doa a quem doer. Até lá, a par do analfabetismo natural, continuaremos a ser engolidos pelo anelfabetismo político, principal gerador dos fossos profundos entre pobres e ricos.


Última edição por The Great Mexican Virus em Qua Abr 28, 2010 11:45 am, editado 1 vez(es)
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REGINALDO

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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Qua Abr 28, 2010 8:25 am

PAIS MARAVILHA , PARAISO SOCIALISTA!
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Anarca

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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Sab Maio 15, 2010 8:36 pm

De 18 a 21 de Maio: Petrogal volta à greve

16.05.2010

Recorrem à paralisação da laboração também os trabalhadores do Grupo BA Vidro, da Nutriquim, da Renault Chelas e outras empresas.

A Fiequimetal/CGTP-IN reafirmou segunda-feira o apelo à participação dos trabalhadores da Petrogal (Grupo Galp Energia) na greve convocada para os dias 18 a 21, prosseguindo a luta por uma justa actualização salarial e pela garantia de distribuição de resultados em termos equivalentes aos anos anteriores.

Num comunicado que emitiu após mais uma reunião de negociação, realizada sexta-feira, a federação acusa a administração de, dizendo-se preocupada com o conflito, não dar as respostas necessárias para o resolver. Esta posição é ainda «mais estranha», porque a própria administração pediu aos representantes sindicais que apresentassem alternativa, «o que foi efectivamente feito». «Ficou perfeitamente claro que a administração não tem quaisquer argumentos válidos para rebater as justas exigências dos trabalhadores», refere a Fiequimetal, que notou até «desconforto» dos representantes da empresa perante a falta de justificação da desigualdade na distribuição de rendimentos, já que apenas um quarto dos rendimentos auferidos por 20 gestores daria para satisfazer totalmente as reivindicações dos cerca de quatro mil trabalhadores da Petrogal.

O recurso à greve foi decidido em plenários de trabalhadores, a 3 e 4 de Maio, e segue-se à paralisação de 19 a 21 de Abril, que teve muito forte adesão, encerrando as refinarias de Matosinhos e Sines.

Pela primeira vez, foi decidida uma forma de luta conjunta para as três fábricas do Grupo BA Vidro, assinala a Feviccom/CGTP-IN, no comunicado em que divulgou o pré-aviso de greve, para os dias 16 a 18 de Maio.
O Sindicato da Indústria Vidreira e a federação tiveram, a seu pedido, duas reuniões com a administração, mas esta não alterou a intenção de não aumentar salários este ano, admitindo apenas o pagamento do «prémio» por objectivos. Lembrando os milhões de euros de lucros obtidos nos últimos anos, a federação defende que os trabalhadores devem ser considerados como criadores desses lucros.

Abrangendo todos os turnos, a greve decorre das 16 horas de domingo, na Sotancro (Venda Nova, Amadora), até terça-feira (às 8 horas, em Avintes, e às 13 horas, na Marinha Grande).

A Feviccom anunciou ainda greves, também contra o congelamento de salários, na Postejo (Benavente), no dia 10, e na Rauschert (Trajouce, Cascais), amanhã. No sector decorrem «dezenas de plenários», adiantou a federação, admitindo que venham a ser decididas formas de luta e protesto.

Os trabalhadores da Nutriquim (Lavradio, Barreiro) decidiram realizar no final deste mês ou início de Junho mais quatro dias de greve, pela actualização dos salários. O Sinquifa/CGTP-IN recordou que, com duas horas de greve no final de cada período de trabalho, a 22, 23, 26 e 27 de Abril, a produção parou durante sete dias.

Na Renault Chelas mantém-se, com forte adesão nas oficinas, a série de greves, de uma hora por dia, iniciada no dia 3 de Maio e que deverá durar até dia 21, para exigir melhores salários e negociação do caderno reivindicativo. O Sindicato dos Metalúrgicos, que marcou para amanhã mais um plenário de trabalhadores, recordou que não houve aumentos salariais em 2009 e, agora, a administração «oferece» mais oito cêntimos por dia.

(Avante)


Última edição por Anarca em Qui Maio 27, 2010 5:15 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Qui Maio 27, 2010 5:08 pm

Trabalhadores das rodoviárias em greve

27.05.2010

A greve dos trabalhadores de várias empresas privadas de transporte de passageiros, iniciada hoje de madrugada, está a registar uma adesão «positiva», segundo a Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS)

«O balanço que fazemos da greve é, neste momento, de uma adesão bastante elevada e positiva», disse o coordenador da FECTRANS, Amável Alves, sublinhando que os trabalhadores «estão a aderir» e a «traduzir o seu descontentamento».

Desde as 3h de hoje que os trabalhadores das empresas de transporte de passageiros iniciaram uma greve de 24 horas, contra o bloqueio da negociação colectiva e o congelamento de salários.

De acordo com os números provisórios disponibilizados pelo responsável, e referentes às primeiras horas da paralisação, os transportes urbanos de Guimarães apresentam «uma paralisação a 100 por cento».

A empresa Transportes Sul do Tejo (que actua na zona de Setúbal), por sua vez, regista uma adesão de cerca de 70 por cento, enquanto que no centro do país, a paralisação está «entre os 70 e 85 por cento».

«Na Rodoviária entre o Douro e Minho (Braga) existe uma adesão estimada na ordem dos 80 por cento», declarou Amável Alves, acrescentando que noutros pontos do país, como em Bragança, Vila Real e Viana do Castelo, não existem ainda dados definitivos, embora os indícios apontem para «um bom resultado».

Em declarações à Lusa, Amável Alves destacou ainda que os trabalhadores do sector privado de transporte de passageiros «estão muito descontentes» pelo facto de as empresas «terem seguido as pisadas do Governo» e anunciado o congelamento dos salários, «sem razões para o fazer».

«Nos últimos anos, o aumento tem sido sempre inferior à inflação, o que significa a perda do poder de compra», começou por recordar o dirigente, considerando que a situação actual é ainda «mais grave», dado que as empresas do sector «têm apresentado índices de lucro».

(Lusa / SOL)
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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Sex Maio 28, 2010 12:08 pm

Greve - a arma do Povo?

Apenas se bem utilizada!
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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Ter Set 21, 2010 6:38 pm

Polícias apresentam sustentação jurídica da greve no Parlamento

21.09.2010

O Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL) vai apresentar hoje aos deputados da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias a sustentação jurídica da greve na PSP.

A pedido do SINAPOL, sindicalistas vão ser recebidos na primeira Comissão Parlamentar para debater a questão da «greve na PSP, um direito ou não».

Para o SINAPOL, os polícias têm direito a fazer greve e a sustentação jurídica vai ser apresentada hoje no Parlamento.

O SINAPOL mantém o pré-aviso de greve para os dias 19, 20 e 21 de Novembro, durante a realização da cimeira da NATO em Lisboa, paralisação que não foi apoiada pelos restantes oito sindicatos da Polícia de Segurança Pública (PSP).

Na origem da greve está o aumento das horas de serviço, regimes de avaliação e progressão na carreira, além da não regulamentação do estatuto profissional da PSP «quase um ano após a sua entrada em vigor», segundo o SINAPOL.

Após o pré-aviso de greve e declarações prestadas pelo presidente do SINAPOL aos órgãos de comunicação social, a Direcção Nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP) anunciou a instauração de um processo disciplinar e «a suspensão preventiva» da PSP de Armando Ferreira.

Na reunião de hoje com os deputados, o SINAPOL vai também denunciar a «violação de direitos e garantias sindicais».

Fonte do SINAPOL disse à agência Lusa que um dos exemplos da «perseguição policial» na Polícia é a suspensão preventiva da PSP de Armando Ferreira e a instauração do processo disciplinar.

Também hoje na Assembleia da República, o Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia (SNOP) vai ter uma reunião com o grupo parlamentar do CDS-PP.

Lusa / SOL
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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Sex Set 24, 2010 1:48 pm

Espanha: Igreja apela a participação na greve geral

O Arcebispado de Madrid considera que a greve geral convocada para o próximo dia 29 é «um protesto justo» e apela aos católicos para que se juntem à paralisação «com algum símbolo distintivo de cor branca».

Em comunicado, citado pelo El Mundo, o conselho de laicos do Arcebispado de Madrid defende que este «é o momento» para os católicos se «implicarem na política». «O nosso compromisso associativo, sindical e político é mais urgente que nunca», lê-se no texto.

O objecto é garantir uma «regeneração democrática», para que «a exigência de prestar contas ao povo por uma representatividade que demos e perdemos, seja permanente e não apenas de quatro em quatro anos».

(Público)


PS : Y Viva España...
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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Qua Set 29, 2010 12:50 pm

Espanha - Greve geral já provocou alguns incidentes e feridos.

29.09.2010

Espanha acordou hoje em plena greve geral, a sétima que se realiza no país vizinho, esta em protesto contra a reforma laboral. Bloqueios nos mercados abastecedores das principais cidades e nos autocarros públicos da cidade de Madrid já provocaram alguns incidentes, mas o Governo garante que a greve está a decorrer "com normalidade" e os serviços mínimos a ser cumpridos na sua quase totalidade. Os sindicatos falam em adesão de 70 por cento.
Greve geral já provocou alguns incidentes e feridos

Ligeiros incidentes em alguns piquetes informativos, dos quais resultaram pelo menos cinco feridos, são o balanço das primeiras horas de mais uma greve geral em Espanha que decorre desde as 00.00 horas desta quarta-feira.

Os principais incidentes registaram-se em zonas industriais, nos acessos aos grandes mercados de abastecimento nas principais cidades espanholas e bloqueios às saídas de autocarros públicos em Madrid.

O principal exemplo chegou do mercado Mercamadrid onde cerca de 600 pessoas conseguiram durante várias horas travar a entrada a centenas de camiões, tendo no caso do mercado em Barcelona usado pneus a arder e outras barreiras para conseguir o mesmo objectivo.

Os sindicatos já avançaram com os primeiros dados sobre a adesão à greve explicando que há paralisação total nas grandes fábricas do sector do metal, nas principais obras de infra-estrutura e nas fábricas de automóveis onde a maioria dos trabalhadores aderiu à greve obrigando à paralisação da produção.

Para o Governo as primeiras horas da greve geral decorreram "com normalidade" e os serviços mínimos estão a ser cumpridos na sua quase totalidade.

Segundo o ministro espanhol do Trabalho, Celestino Corbacho, "os serviços mínimos estão a ser cumpridos” pelo que “os cidadãos podem exercer tanto o direito à greve como o direito ao trabalho".

Obras no TGV paradas

A greve geral em Espanha já provocou a interrupção nas obras do TGV nos troços da linha de alta velocidade entre Madrid e a fronteira com Portugal assim como na auto-estrada entre Plasência e Portugal.

Estes são dois dos exemplos avançados pelos sindicatos para a paralisação da "quase totalidade (99 por cento)" dos trabalhadores das grandes obras de construção de infra-estruturas, tanto as que deveriam ter decorrido durante a madrugada como as que começaram esta manhã.

Jornada de luta europeia

A greve geral em Espanha decorre no mesmo dia em que alguns sindicatos europeus promovem uma jornada de luta à qual se juntou em Portugal a CGTP que irá promover duas concentrações em Lisboa e Porto onde esperam a adesão de "dezenas de milhares" de trabalhadores.

Estas concentrações irão decorrer em simultâneo com a grande manifestação em Bruxelas promovida pela Confederação Europeia de Sindicatos que juntará na capital belga delegações de todos os países sob o lema "No to Austerity" (Não à Austeridade).

Na manifestação em Bruxelas são esperados mais de 100 mil sindicalistas europeus, com delegações das duas centrais sindicais portuguesas, UGT e CGTP, que se juntam a delegações de países como a Letónia, Lituânia, República Checa, Chipre, Sérvia, Roménia, Polónia e Irlanda.

(Público)
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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Sex Out 01, 2010 4:44 pm

CGTP confia em "grande êxito" da greve geral de 24 de Novembro

01.10.2010

A CGTP decidiu convocar uma greve geral para 24 de Novembro de 2010 para protestar contra as medidas de austeridade do Governo, anunciou hoje Carvalho da Silva.

"Decidimos propor aos trabalhadores do nosso país a realização, a 24 de Novembro, de uma greve geral", disse o secretário-geral da maior confederação sindical de Portugal.

O líder da CGTP-IN, que tem cerca de 750 mil sindicalizados, adiantou que, nas próximas semanas, os trabalhadores e os activistas vão ser mobilizados para engrossar esta contestação.

"Temos consciência que é necessário realizar esta greve geral, temos a determinação, sem qualquer hesitação, de que se vai fazer e se vai fazer com grande êxito", frisou.

O Governo aprovou esta quarta-feira novas medidas de austeridade para garantir que Portugal alcançará o objectivo de reduzir o seu défice público dos 9,3% do PIB em 2009 para 7,3% em 2010 e 4,6% em 2011.

O pacote de medidas inclui o corte em 5% dos salários públicos em 2011, congelamento das pensões públicas e aumento da taxa normal do IVA em dois pontos percentuais para 23%.

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Seg Out 04, 2010 12:26 am

Greve geral já estava pensada «antes das férias», diz CGTP

03-10-2010

O secretário-geral da CGTP admitiu, este domingo, que a greve geral agora anunciada para 24 de Novembro já estava a ser ponderada há algum tempo.

«A reflexão para a possibilidade de avançarmos para isto vem de antes das férias. Quando a nível da União Europeia, em Maio/Junho, se debatia a possibilidade de uma luta conjunta que se realizou a 29 de Setembro fomos dos que defendemos que a luta devia ser mais ampla e que se deveria declarar greve em todos os países», disse Carvalho da Silva à TSF.

O sindicalista acusou, ainda, o ministro das Finanças Teixeira dos Santos de incorrer numa «aberração política» no anúncio das novas medidas de austeridade e considerou que o governante «não sabe interpretar o conhecimento para o pôr ao serviço do povo».

«Acho que é patético um ministro das Finanças quase apelar ao sector privado para reduzir mais salários. Então, ele não quer mais impostos? Não quer os portugueses a contribuírem para a Segurança Social? Não quer mais emprego?», acrescentou.

(Correio da Manhã)
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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Seg Out 04, 2010 1:10 pm

“Ministro das Finanças tornou-se inimigo do povo"

03.10.2010

"O ministro das Finanças tornou-se inimigo do povo e da economia", afirmou Carvalho da Silva no programa ‘Gente Que Conta', da TSF.

Na entrevista, o sindicalista comentou ainda as declarações feitas por Teixeira dos Santos, esta quinta-feira, no final de uma reunião dos ministros das Finanças da zona euro, em que considerou "difícil" aumentos dos salários no sector privado. "Acho que é patético um ministro das Finanças quase que apelar ao sector privado para reduzir salários. Então, ele não quer mais impostos? Não quer os portugueses a contribuírem para a Segurança Social? Não quer mais emprego?", perguntou o líder da CGTP.

"Como se alguma vez na história os patrões tivessem cometido o erro de pagar salários acima daquilo que podem pagar. Isto é uma aberração do ponto de vista objectivo de um actor político", continuou.

Sublinhando ter respeito por Teixeira dos Santos enquanto tecnocrata e académico, o líder da CGTP defendeu que o responsável pela pasta das Finanças mostrou que "não sabe interpretar esse conhecimento para o pôr ao serviço do povo".

Sobre a greve geral, Carvalho da Silva revelou esta já estava a ser ponderada "antes das férias", explicando que "quando a quando a nível da União Europeia, em Maio/Junho, se debatia a possibilidade de uma luta conjunta a nível Europeu, que se realizou a 29 de Setembro, fomos daqueles que defendemos que devia ser uma luta mais ampla e que se deveria equacionar mesmo a possibilidade de em todos os países se declarar greve.

Na passada sexta-feira, no dia do seu 40º aniversário, a CGTP anunciou uma greve geral para 24 de Novembro e estendeu o convite à UGT.

O plano de austeridade anunciado na quarta-feira pelo Governo poderá ser o motivo que levará as duas grandes centrais sindicais à rua, em conjunto. Se assim for, será a primeira vez em 22 anos que CGTP e UGT se unem em greve geral. De acordo com o secretário-geral da UGT, a última vez que isso aconteceu foi em 1988, tendo por base propostas de alteração à legislação laboral.

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Seg Out 04, 2010 6:27 pm

UGT e CGTP reúnem-se. Avança a greve geral conjunta

04.10.2010

Foi João Proença o primeiro a ligar a Carvalho da Silva para negociar protesto comum

Estava Carvalho da Silva reunido com a comissão executiva da CGTP quando tocou o telefone. Do outro lado, era João Proença. O líder da UGT tinha estado quinta-feira de manhã com a cúpula da central sindical - mesmo antes da CGTP debater o pacote de austeridade -, e vinha com uma ideia clara. Queria falar de greves (algo invulgar entre os dois líderes). Carvalho da Silva também. Ficaram de encontrar-se formalmente esta semana para acertar os pormenores.

A CGTP é a única das duas centrais sindicais a ter anunciado formalmente a greve geral para 24 de Novembro, esperando que a UGT se junte à paralisação - algo que, a verificar-se, iria acontecer pela segunda vez na história. A primeira e única foi há 22 anos, em 1988. Contudo, o primeiro contacto de aproximação partiu da UGT, o que indicia que haverá uma frente comum de protesto quase certa a juntar duas vontades coincidentes.

Esta é uma semana decisiva. Nos próximos dias estão agendados encontros com os dirigentes dos sindicatos afectos à UGT e também contactos formais com a CGTP para acertar posições entre as duas centrais. Poucos têm dúvidas sobre a convocação da greve. O próprio líder da UGT é um deles. "A greve geral está em cima da mesa. Basta ver a resolução que saiu da reunião da UGT [na quinta-feira] para ver que é possível a greve geral no mesmo dia", afirma ao i João Proença.

A avaliação feita pela central sindical, próxima do PS, ao pacote de austeridade é clara. "A situação exige uma resposta adequada dos trabalhadores e dos seus sindicatos. A UGT e os seus sindicatos lutarão contra estas medidas e afirmam-se disponíveis para encetar o diálogo com as restantes organizações sindicais", avisava o comunicado divulgado um dia após as medidas anunciadas pelo executivo de José Sócrates.

Depois do contacto telefónico no final da semana passada entre Carvalho da Silva e João Proença, o calendário formal de encontros deverá ficar definido entre hoje e amanhã, afirma uma fonte da CGTP. Também João Proença admite que "vai haver contactos oficiais [com a CGTP] esta semana com certeza". Para quarta-feira está marcada uma reunião do secretariado executivo e o secretariado nacional terá um encontro na quinta da próxima semana.

Tudo encontros oficiais, nada de reuniões clandestinas, como chegou a sugerir Torres Couto. Ao antigo secretário-geral da UGT, Proença responde: "Os tempos são muito diferentes, já não há encontros desses, os contactos vão ser oficiais."

À espera de uma clarificação da intersindical estão os funcionários públicos, que engrossam a primeira linha dos descontentes com os cortes anunciados. Nobre dos Santos, responsável pela Frente Sindical da Administração Pública (FESAP), diz que a decisão surgirá, "tudo indica, dentro de poucos dias". O responsável do sindicato afecto à UGT refere que estão "a criar-se condições para um protesto". Só falta formalizar quando e qual, com o cenário de 24 de Novembro "em cima da mesa". "Face à brutalidade das medidas anunciadas, os sindicatos da administração pública admitem uma série de formas de luta, e não excluem nenhuma. A disponibilidade é total", refere.

24 não é tarde? Quando os trabalhadores portugueses saírem à rua, já o Orçamento do Estado foi apresentado, divulgado, debatido e aprovado na generalidade na Assembleia da República. Não é demasiado tarde para um protesto? Os dirigentes da CGTP garantem que não. O calendário foi "amplamente debatido" pela Intersindical e acabou por cair já no fim de Novembro. Mas os sindicalistas estão convictos de que que a paralisação ainda vai a tempo da discussão do Orçamento na especialidade e de eventuais alterações. Por ter sido decretado um pré-aviso de greve para todos os sectores, todos os trabalhadores podem participar no protesto, independentemente de fazerem parte de um sindicato aderente.

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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Qua Out 06, 2010 6:43 pm

Função Pública junta-se à greve geral de Novembro

06.10.2010

A Frente Sindical, que junta seis sindicatos da Administração Pública, anunciou hoje, quarta-feira, a sua adesão à greve de 24 de Novembro, marcada pela CGTP, e sugeriu alternativas à redução de salários para controlar a redução da despesa.

Bettencourt Picanço, o presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), uma das organizações que integram esta frente afecta à UGT, classificou as medidas do Governo como "desastre" e lamentou "o ataque sem memória" do Governo que se reflectem na redução das remunerações e no "ataque às pensões".

Bettencourt Picanço afirmou que há alternativas que permitem cortar na despesa e aumentar as receitas, sem eleger como alvo os trabalhadores da Administração Pública.

Alertando para o crescimento do consumo intermédio (aquisições de bens e serviços, encargos com PPP, aquisição de submarinos e prestações em espécie), o dirigente sindical indicou que um corte de 10% nesta rubrica representaria uma poupança de 784 milhões de euros, superior à estimada com a redução salarial da Administração Pública.

Do lado da receita, Bettencourt Picanço exigiu mais esforço do Estado para reduzir a dimensão das empresas públicas e questionou a manutenção das dívidas fiscais que ascendia a cerca de 14 mil milhões de euros em 2009, ou seja, 8,4% do PIB.

A CGTP anunciou na semana passada uma greve geral para 24 de Novembro, tendo convidado a UGT a participar no protesto.

As duas centrais sindicais reúnem-se amanhã, quinta-feira, para discutir o assunto.

A Frente Sindical integra, além do STE, os sindicatos Nacional dos Professores Licenciados, dos Trabalhadores dos Impostos, dos Enfermeiros, dos Profissionais de Polícia e o Independente dos Profissionais de Enfermagem.

(Jornal de Notícias)
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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Dom Out 10, 2010 7:42 pm

A PSP, a PJ e a GNR devem poder fazer greve

08.10.2010

Os funcionários da PSP, da PJ e da GNR são trabalhadores.
Trabalhadores muitas vezes em situação muito difícil, sem horário, sem descanso.
São os funcionários públicos com menos direitos.
Assim, numa sociedade democrática devem ter o direito a fazer greve.
Fazer greve como quaisquer outros.
É que para o PM andar pelo País, para o PR andar pelo País, para tantos outros terem liberdade, os funcionários da PSP, da PJ e da GNR têm de ser escravos.
Sem horário, com noites e dias sábados e feriados de trabalho.
Há que compensar os funcionários da PSP, da PJ e da GNR.
O direito à greve é um direito "republicano", que não pode ser impedido.
Honra e acrescento aos nossos PSPs, PJs e GNRs, que têm muito mais mérito que o PM, porque eles trabalham e bem, o PM destrói Portugal.

Por Portugal!

Publicada por josé maria martins
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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Ter Out 19, 2010 7:11 pm

Governo já recebeu pré-aviso de greve da UGT e CGTP

19.10.2010

A CGTP e UGT entregaram hoje de manhã no Ministério do Trabalho o pré-aviso de greve geral, apelando a todos os trabalhadores para que adiram a esta «última forma de luta» marcada para 24 de Novembro.

Os dirigentes sindicais, que pela primeira vez entregaram juntos um pré-aviso de greve geral, esperavam ter sido recebidos por alguém do Ministério, mas viram as expectativas goradas: «Contactámos segunda-feira o gabinete da ministra para alguém nos receber, mas fomos surpreendidos ao termos de entregar o pré-aviso às relações públicas», afirmou João Proença, à saída do Ministério.

Falta ainda mais de um mês para a greve geral, mas o responsável da UGT, João Proença, defendeu que o pré-aviso já esta a produzir efeitos, uma vez que «as pessoas já estão a reflectir sobre o facto de as duas centrais sindicais estarem juntas numa greve».

Carvalho da Silva, dirigente da CGTP, afirmou querer com a greve geral «travar a precariedade [laboral] e a falta de uma perspectiva futura» para o país, acrescentando que «Portugal está a assistir a uma quebra muito acelerada dos salários dos trabalhadores e há camadas da população portuguesa em risco de cair na pobreza».

Para o sindicalista «o Orçamento do Estado não tem nenhuma perspectiva futura, centra-se apenas na redução da dívida, quando há outros problemas, como o desemprego».

À saída do Ministério do Trabalho, depois de entregue o pré-aviso de greve, uma ex-funcionária pública, que se identificou como uma antiga auxiliar de uma escola, agora reformada, gritava aos dirigentes sindicais ser «uma vergonha» a greve anunciada para 24 de Novembro.

«Não querem trabalhar e o país assim não vai para a frente», afirmou a antiga auxiliar aos dirigentes sindicais, acrescentando que actualmente as auxiliares das escolas «não querem fazer nada, nem limpar as mesas».

João Proença respondeu: «É indigno da sua parte dizer mal dos funcionários públicos, a senhora é uma colega».

O dirigente da UGT, em declarações à Lusa, disse que «só faz greve quem quer e que uma paragem tem sempre prejuízos para o país», mas os trabalhadores são logo «os primeiros prejudicados» uma vez que não recebem salário do dia de greve.

Lusa / SOL
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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Qua Out 20, 2010 4:58 pm

Bancários aderem à greve

20.102010

Os três sindicatos bancários, filiados na UGT, vão aderir à greve geral marcada para 24 de Novembro, o que acontece pela primeira vez.

O anúncio foi feito pelo secretário-geral da Federação do Sector Financeiro (FEBASE), Delmiro Carreira, que falava aos jornalistas à margem da cerimónia de assinatura do segundo acordo tripartido para a integração de cerca de 40 mil funcionários bancários no regime da Segurança Social.

Questionado sobre a participação dos sindicatos dos bancários na greve geral de 24 de Novembro, Delmiro Carreira revelou que os três sindicatos bancários, filiados na UGT, vão aderir.

"Fundamentos temos", disse, enumerando a situação do BPN que "continua por resolver", a da CGD, "cujos trabalhadores vão ser afectados com a diminuição dos salários e o aumento dos descontos para a Caixa Geral de Aposentações", bem como "os trabalhadores do Banco de Portugal" e ainda "a injusta repartição do rendimento em
bancos".

Delmiro Carreira mostrou-se convencido de que os três sindicatos vão aderir à greve geral, sublinhando que "é a primeira vez que tal acontece".

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: GREVE - A ARMA DO POVO   Qua Out 27, 2010 8:42 pm

Greve Geral: Confederação Europeia de Sindicatos dará todo o apoio

27.10.2010

A Confederação Europeia de Sindicatos vai dar «todo o apoio possível» à CGTP e UGT na greve geral convocada para Portugal para 24 de novembro, disse hoje à Agência Lusa em Bruxelas o secretário geral da organização.
John Monks comentou que «é muito invulgar as duas centrais sindicais (GGTP e UGT) envolverem-se, e por isso é muito importante que a Confederação dê todo o apoio possível», e se faça representar.
«Ainda não sei exatamente como vamos apoiar a jornada de luta, mas iremos certamente apoiar e irá alguém daqui», disse o responsável.

Lusa
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