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 DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL

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Anarca



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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Ter Nov 30, 2010 3:48 pm

Juro da dívida bate novo máximo nos 7,271%

29.11.2011

A percepção de risco da parte dos investidores em relação a Portugal continua a agravar-se, o que é visível tanto na evolução do juro das OT a 10 anos como na evolução do preço dos CDS sobre obrigações a cinco anos.

Segundo dados da Bloomberg, o juro da dívida soberana nacional avançava até aos 7,271% depois de já ter estado a deslizar para 6,950% durante a manhã. Esta é a linha de dívida pública portuguesa viva com maturidade a 10 anos mais negociada no mercado secundário.

Na sexta-feira o juro fechou nos 7,145%. O valor de fecho mais elevado fixou-se em 7,229% no dia 11 deste mês.
No mesmo sentido, a 'yield' genérica das OT a 10 anos subia para 7,037%, após ter encerrado nos 6,987% na sexta-feira. Já o diferencial entre a dívida soberana portuguesa e as 'bund' alemãs com a mesma maturidade, que são a referência para o mercado, seguia nos 428 pontos.

As Previsões Económicas de Outono, divulgadas hoje em Bruxelas, apontam para que o défice das contas portuguesas passará de 9,3% do PIB em 2009 para 7,3% este ano, 4,9% no próximo e voltará a crescer para 5,1% em 2012, se o Governo não tomar mais medidas de contenção orçamental.

Os números avançados por Lisboa dão conta de um défice orçamental de 9,3% do PIB em 2009 para 7,3% este ano, 4,6 no próximo e 3% em 2012.

Olli Rehn já veio dizer que Portugal pode ter de avançar com novas medidas de austeridade se o crescimento económico do país ficar abaixo do que é esperado.

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Ter Nov 30, 2010 4:01 pm

Citigroup diz que Portugal está "insolvente"

30.11.2010

O Citi afirmou hoje que "o contágio da zona euro está a tornar-se bastante indiscriminado”.

O Citigroup diz que Portugal deverá recorrer em breve ao fundo de resgate europeu, tal como já fizeram a Grécia e a Irlanda.

"A atenção dos mercado deverá virar-se para a dívida soberana de Portugal, que aos actuais níveis dos juro e das taxas de crescimento é menos dramática mas igualmente insolvente, na nossa perspectiva", afirma Willem Buiter, economista-chefe do Citigroup, numa nota de análise, citada pela Bloomberg.

O especialista do banco americano acrescenta: "Consideramos que é provável que o País precise de recorrer ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira, em breve".

Os comentários do Citigroup surgem numa altura em que a dívida pública portuguesa continua sob pressão vendedora. É que o preço dos credit-default swaps' (CDS) - que mede o risco de incumprimento de um Estado ou empresa - sobre obrigações do Tesouro portuguesas a cinco anos, é o que mais sobe no monitor da Bloomberg que acompanha este indicador de todos os países do mundo. Regista um avanço de 27,6 pontos para 566,4 pontos, o que quer dizer que por cada 10 milhões de euros aplicados em dívida pública portuguesa os investidores têm de pagar um 'seguro' anual de 566,4 mil euros.

Já o juro das Obrigações a dez anos do País está hoje a aliviar ligeiramente para os 7,259%, muito próximo do máximo de 7,288% atingido ontem.

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Sex Dez 03, 2010 8:10 pm

Juro da dívida de Portugal cai abaixo dos 6%

03.12.2010

O anúncio de Jean-Claude Trichet da manutenção das medidas de ajuda à economia da zona euro está a aliviar os indicadores de dívida de Portugal.

O juro das Obrigações do Tesouro a 10 anos segue nos 5,81%, mínimos de mais de um mês. O 'spread' está no valor mais baixo desde Agosto.

A percepção de risco da parte dos investidores em relação a Portugal está hoje novamente em queda acentuada. Sinal disso é que o juro das Obrigações do Tesouro a 10 anos descia para 5,811%, o valor mais baixo desde finais de Outubro, depois de ter fechado ontem nos 6,14%.

Esta descida está a empurrar o ‘spread' - prémio que os investidores exigem para comprar dívida portuguesa a 10 anos em vez das ‘bund' que são a referência para o mercado - para uma queda de 35 pontos base até aos 297,4 pontos, o valor mais baixo desde Agosto.

As quedas surgem depois de Jean-Claude Trichet ter ontem garantido que as medidas extraordinárias tomadas pelo BCE para estancar a crise de dívida se irão manter até, pelo menos, Abril. Apesar de as definir como "temporárias por natureza", o presidente do BCE assegurou que a compra de dívida no mercado secundário e as facilidades de liquidez à banca estarão em vigor até, pelo menos, Abril do próximo ano e "enquanto for necessário".

Já no dia de ontem o juro da dívida de Portugal tinha sofrido a descida mais acentuada desde 10 de Maio, após o anúncio da manutenção das medidas de estímulo à economia do euro.

"A manutenção das medidas extraordinárias é positiva tanto que, como se viu, foram muito bem recebidas pelos mercados, tendo possibilitado a queda dos ‘spreads' nos países mais pressionados pela crise da dívida soberana", afirmou a economista-chefe do BPI, Cristina Casalinho.

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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Sex Dez 03, 2010 8:13 pm

Risco de Portugal é o que mais cai no mundo.

03.12.2010

A percepção de risco da parte dos investidores em relação a Portugal continua hoje a aliviar.

O alerta da agência de notação financeira S&P, que colocou hoje de manhã o 'rating' dos bancos portugueses sob observação negativa, não está a agravar a percepção de risco dos mercados em relação a Portugal.

Reflexo disso é que o preço de fazer um seguro contra o eventual incumprimento de Portugal, medido através da evolução do preço dos 'credit-default swaps' (CDS) sobre obrigações do Tesouro portuguesas a cinco anos, descia 30,9 pontos até aos 417,37 pontos, a maior queda no monitor da Bloomberg que acompanha este indicador de todos os países do mundo.

Isto quer dizer que por cada 10 milhões de euros aplicados em dívida pública portuguesa, os investidores têm de pagar um seguro anual de 417,37 mil euros.

No mesmo sentido, o preço dos CDS sobre obrigações irlandesas a 5 anos cedia 8,9 pontos enquanto os gregos com a mesma maturidade registavam uma descida de 13,1 pontos, após o BCE sinalizar que nunca estabeleceu limites à compra de dívida de países da zona euro. Ontem, Jean-Claude Trichet anunciou o prolongamento das medidas extraordinárias de estímulos às economias da região.

Também a 'yield' das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos desliza hoje para 6,026%, após ter encerrado ontem nos 6,3%. Esta é a linha de dívida pública portuguesa viva com maturidade a 10 anos mais negociada no mercado secundário.

O diferencial entre a dívida soberana portuguesa e as 'bund' alemãs com a mesma maturidade, que são a referência para o mercado, seguia, por seu turno, nos 307,7 pontos base (apesar de hoje já ter negociado abaixo dos 300 pontos.).

Nos mercados accionistas, o PSI 20 segue agora a valorizar 0,32% com treze cotadas a negociar em terreno positivo.

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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Sab Dez 11, 2010 2:04 pm

Juros voltaram a subir depois de BCE parar de comprar dívida

11.12.2010

A dívida pública nacional voltou a registar uma semana de subidas depois de o BCE ter deixado de intervir no mercado. Um factor que associado à instabilidade na zona euro voltou a colocar os juros nacionais perto dos 6,3%.

A taxa de juro das obrigações portuguesas a dez anos voltou ontem a subir pela quinta sessão consecutiva. A ‘yield' exigida pelos investidores aumentou 5,79%, ou seja, 34 pontos base, para fecharem a semana nos 6,274%. O montante absorvido pelo Banco Central Europeu (BCE) só será conhecido na segunda-feira, no entanto, ‘players' de mercado citados pela Reuters avançam que a compra de obrigações por parte do BCE esmoreceu nos últimos dias.

A instituição liderada por Jean-Claude Trichet parece ser assim a única a "conseguir limitar o impacto das incertezas" que se vivem no seio na união monetária, considera João Zorro, Director de Investimentos de ‘Fixed Income' da ESAF. E os números da semana anterior falam por si: no ciclo de cinco sessões terminado a 3 de Dezembro, o BCE comprou 1,97 mil milhões de euros em dívida soberana, o maior montante desde, pelo menos, 2 de Julho. Nessa semana, a taxa de juro dos títulos portugueses a dez anos corrigiu 15,12%, a maior queda desde 14 de Maio, no rescaldo da apresentação do mega fundo europeu.

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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Seg Dez 13, 2010 5:33 pm

Risco de pobreza ameaça dois milhões de portugueses

13.12.2010

Os apoios sociais não evitaram que o risco de pobreza atingisse 19% da população portuguesa em 2008.

Um relatório de Bruxelas hoje divulgado mostra em que em 2008 - ano em que rebentou a crise financeira - o risco de pobreza afectava dois milhões de portugueses, ou 19% da população do país. Nesta situação estavam 81 milhões de europeus, com Letónia (26%), Roménia (23%) e Bulgária (21%) a registarem as taxas mais preocupantes e a República Checa (9%), a Holanda (11%) e a Eslováquia (11%) a apresentarem os níveis mais baixos.

O mesmo documento também adianta que nesse ano cerca de um milhão de portugueses vivia com graves privações materiais, tais como a incapacidade de pagar despesas inesperadas, gozar uma semana de férias fora de casa ou comprar um carro, um telefone ou uma televisão a cores. Em 2008, Bruxelas calcula que 41 milhões de europeus vivessem nesta situação.

O relatório do Eurostat aparece numa altura em que a Comissão Europeia prossegue o objectivo de retirar, nos próximos dez anos, 20 milhões de cidadãos do grupo que está actualmente em risco de pobreza.

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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Ter Dez 14, 2010 2:37 pm

Juro de Portugal já sobe há sete dias e está acima de 6,5%

14.12.2010

Teixeira dos Santos terminou hoje uma visita à China para vender dívida pública.

O risco nacional está hoje a agravar-se apesar da garantia de Teixeira dos Santos de que a China vai "reforçar" apoio financeiro a Portugal.

O juro das Obrigações do Tesouro (OT) a 10 anos da República, com maturidade em 2020, está hoje a subir ligeiramente até aos 6,529%, contra os 6,509% a que encerrou na segunda-feira. Também a 'yield' das OT com a mesma maturidade de Espanha avança para 5,504% .

Os juros das OT a 10 anos portuguesas e espanholas já sobem há sete dias.

A subida da 'yield' das OT a 10 anos de Portugal surge num dia em que o ministro das Finanças terminou uma visita de dois dias à China para tentar vender dívida pública. Sem pormenorizar o montante dos títulos do tesouro português já comprados e a comprar por instituições chinesas, Teixeira dos Santos disse que "a China apoia e vai continuar a apoiar Portugal".

"Demos um grande salto em frente no reforço das nossas relações a todos os níveis, comerciais e de investimento, e também no domínio do financiamento", acrescentou o ministro das Finanças.

Já a 'yield' dos Bilhetes do Tesouro dívida de curto prazo) a três meses de Portugal desce para 3,566%, com as ajudas do Banco Central Europeu (BCE). Na semana passada, o banco central da zona euro abriu os cordões à bolsa e comprou 2.667 milhões de euros de obrigações europeias. Foi o montante mais elevado despendido pela autoridade monetária da zona euro desde 2 de Julho.

Segundo Filipe Garcia, administrador da consultora Informação de Mercados Financeiros (IMF), "a ideia do BCE foi defender as últimas emissões de dívida deste ano". Garcia refere-se, por exemplo, ao leilão no montante indicativo de 500 milhões de euros de Bilhetes do Tesouro a três meses que Portugal realizará amanhã.

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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Qua Dez 15, 2010 6:10 pm

Juro de Portugal não pára de subir e está acima de 6,6%

15.12.2010

O IGCP vai hoje ao mercado vender 500 milhões de euros.

O risco nacional está hoje a agravar-se em dia de emisão de dívida e depois de a Moody's ter ameaçado descer o 'rating' de Espanha

O juro das Obrigações do Tesouro (OT) a 10 anos da República, com maturidade em 2020, está hoje a subir até aos 6,635%, contra os 6,551% a que encerrou na terça-feira. O Estado português vai hoje ao mercado vender 500 milhões de euros de dívida a três meses. Portugal deverá pagar um dos valores mais altos dos últimos anos para vender dívida a três meses, segundo operadores de mercado contactados pelo Diário Económico.

Apesar das subidas dos últimos oito dias, os juros da dívida a 10 anos estão abaixo do máximo registado em Novembro, 7,2%, com a maior actividade do BCE na compra de dívida a dar alguma estabilidade. Por seu lado, José Sócrates procurou ontem tranquilizar os investidores. Numa entrevista ao Financial Times, disse que o Governo "está a fazer o necessário" para controlar as contas públicas e que "os mercados irão compreender isso cada vez mais".

Entretanto, o Governo aprova hoje um pacote de medidas para relançar a economia.

Também a 'yield' das OT com a mesma maturidade de Espanha avança para 5,6%. A Espanha teve ontem que pagar mais 40% para colocar Bilhetes do Tesouro que há um mês atrás. O país colocou 2,5 mil milhões de euros em títulos a 12 e a 18 meses. Na maturidade mais longa, a taxa situou-se nos 3,79%, enquanto na dívida a 12 meses fixou-se nos 3,52%. O teste mais difícil ocorrerá amanhã, quando Espanha tentar colocar entre dois mil e três mil milhões de euros em obrigações de 10 e 15 anos.

O agravamento dos juros de Portugal e Espanha surge no dia em que a Moody's colocou o 'rating' da dívida espanhola sob vigilância negativa, devido à elevada necessidade de financiamento que o país tem e ao cepticismo em relação à capacidade do Governo reduzir o défice orçamental.

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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Ter Dez 21, 2010 3:28 pm

Dívida : Juro nacional supera 6,7% com possível 'downgrade' do País

21.12.2010

Moody's avisou que pode cortar o 'rating' de Portugal.

O risco de Portugal está hoje a agravar-se, depois de a Moody's ter ameaçado cortar o 'rating' do risco da dívida da República.

A 'yield' dos títulos de dívida Portugal estão a registar ligeiras subidas em todas as maturidades. É o caso do juro das Obrigações do Tesouro (OT) a 10 anos, que está actualmente a subir para os 6,726%, contra os 6,694% pontos base a que encerrou na segunda-feira.

Também os juros de Espanha (5,536%), da Irlanda (8,875%) e da Itália (4,642%) estão hoje a subir.

O diferencial entre a 'yield' das OT a 10 anos nacionais face às congéneres alemãs ('bunds'), indicador conhecido como 'spread', está actualmente nos 376,78 pontos

No mesmo sentido, o preço dos ‘credit-default swaps' (CDS) sobre Obrigações do Tesouro a 5 anos portuguesas - uma espécie de seguro em caso de incumprimento de uma empresa ou Estado - registam um aumento de 5,9 pontos base para os 474,92 pontos base. É a terceira subida mais expressiva em todo o mundo.

Isto significa que por cada 10 milhões de euros que os investidores aplicam em dívida pública portuguesa, têm de pagar um seguro anual de 474,92 mil euros.

Este desempenho surge depois de a Moody's ter avisado hoje que pode cortar a classificação do risco da dívida de curto e longo prazo em um ou dois níveis.

Os especialistas da agência de notação financeira norte-americana justificam a colocação do ‘rating' de Portugal sob vigilância negativa por haver algumas incertezas em redor do crescimento económico do país e pela possibilidade do preço de financiamento do país nos mercados externos poder aumentar no próximo ano.

Recorde-se que para o próximo ano Portugal necessita de ir ao mercado com o intuito de refinanciar a sua dívida em 27 mil milhões de euros e que a revisão do ‘rating' do risco da dívida portuguesa ocorre cinco dias depois de a Moody's ter feito o mesmo com a Espanha.

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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Qua Dez 22, 2010 8:18 pm

Dívida : Juro de Portugal já sobe há 13 sessões e está nos 6,8%

22.12.2010

Um dia depois de a Moody's ter ameaçado cortar o 'rating' de Portugal, o juro nacional regista uma subida acentuada.

A 'yield'das Obrigações do Tesouro (OT) a 10 anos, com maturidade em 2020, está actualmente a subir para os 6,805% contra os 6,745% a que encerrou na terça-feira. Já os juros de Espanha descem ligeiramente para 5,507%.

O diferencial entre a 'yield' das OT a 10 anos nacionais face às congéneres alemãs ('bunds'), indicador conhecido como 'spread', avança quase 9 pontos base para 362 pontos.

No mesmo sentido, o preço dos ‘credit-default swaps' (CDS) sobre Obrigações do Tesouro a 5 anos portuguesas - uma espécie de seguro em caso de incumprimento de uma empresa ou Estado - regista um aumento de 4,2 pontos base para os 488,18 pontos base. É a quinta subida mais expressiva em todo o mundo.

Isto significa que por cada 10 milhões de euros que os investidores aplicam em dívida pública portuguesa, têm de pagar 488,18 mil euros anuais para se protegerem com este seguro.

Este desempenho surge depois de a Moody's ter avisado ontem que pode cortar a classificação da dívida de Portugal em um ou dois níveis.

Os especialistas da Moody's apontam essencialmente três motivos para a sua decisão: algumas incertezas em redor do crescimento económico do País, possibilidade de o preço de financiamento do Estado nos mercados externos poder aumentar no próximo ano e, por último, o aumento dos "desafios" que enfrenta a banca e que podem ter um impacto financeiro nas contas públicas.

A revisão da Moody's está a pesar mais do que as palavras do vice-primeiro-ministro chinês, Wang Qishan, que ontem revelou que Pequim já tomou medidas concretas para ajudar alguns membros da União Europeia a conter a crise. E, na sequência destas declarações, o Financial Times noticiou que a China irá continuar a comprar dívida pública dos países que enfrentam maiores dificuldades, tais como Portugal.

Entretanto, o banco central da China recusou hoje comentar uma notícia de que o país teria celebrado um acordo com Portugal para comprar dívida nacional entre quatro e cinco milhões de euros.

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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Qui Dez 23, 2010 8:44 pm

Classe média sem dinheiro para comer

Desemprego deixa famílias em situação desesperada. Recorrem a instituições para poder pagar alimentação e renda

Os portugueses da classe média/baixa, afectados pela crise económica, estão a fazer cada vez mais pedidos de ajuda à Cáritas, que, de norte a sul do país e regiões autónomas, apoia os mais necessitados.

A informação foi avançada à Agência Lusa por Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas Portuguesa, no âmbito da Semana Nacional da Cáritas, que começa na segunda-feira e termina no dia 15 de Março. «Estamos em tempos difíceis, de crise e desemprego, e é urgente que os cidadãos tenham consciência de que é necessário apostarmos na partilha dos bens entre a sociedade», diz Eugénio Fonseca.

Sem dinheiro para comer

Nas Cáritas Diocesanas, distribuídas pelo Continente e Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, «têm aumentado significativamente os pedidos de ajuda da classe média/baixa, de famílias que, de súbito, ficam no desemprego, fruto da crise que não cessa», segundo informa o presidente.

Na Diocese de Beja, a assistente social Ana Soeiro confirma que os pedidos têm aumentado e garante que, «ainda assim, há muitas famílias a passar por situações extremas de pobreza».

No refeitório social da associação, não param de aumentar os pedidos de refeições de «pessoas que deixam de conseguir pagar as rendas, por ficarem desempregas ou por não terem dinheiro que chegue para comer todos os dias, simplesmente».

Enquanto em 2007 o refeitório de Beja serviu 32.366 refeições, em 2008 esse número subiu para 41.690, um aumento de quase dez mil refeições.

«E só este ano, de Janeiro para Fevereiro, já houve mais quatro mil pedidos de refeições», alerta a assistente.

Desemprego empurra-os para a pobreza

Já em Braga, onde fábricas e indústrias têm fechado todos os dias, «aparecem cada vez mais pessoas desempregadas, que não têm dinheiro para pagar rendas e alimentação», segundo o presidente da Caritas local, José Carlos Dias. «Em 2008, alimentámos no nosso refeitório social 715 agregados familiares, mas, este ano, esse número vai ser largamente ultrapassado, porque não param de aumentar os pedidos de ajuda», refere.

Para responder a todos estes problemas, a Cáritas Portuguesa vai organizar um peditório nas ruas a nível nacional, entre 12 e 15 de Março. Os contributos recolhidos serão distribuídos pelas diversas dioceses aos mais necessitados, «permitindo, assim, responder a alguns pedidos de ajuda».

No ano passado, o peditório angariou cerca de 252 mil euros, «mas esperamos que este ano, dada a conjuntura que atravessamos, as pessoas tenham uma maior disponibilidade para contribuir», refere.

A Cáritas Portuguesa é uma instituição oficial da Conferência Episcopal, destinada à promoção e dinamização da acção social da Igreja Católica, procurando ajudar os que são «atingidos por qualquer forma de exclusão ou emergência, sem olhar a crenças, culturas, etnias ou origem.

(TVI24)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Sex Dez 24, 2010 2:24 pm

Risco de Portugal é o que mais sobe no mundo - 6,84%

24.12.2010

O preço de segurar um eventual incumprimento de Portugal é o que mais sobe no mundo. O juro da dívida a 10 anos está nos 6,840%.

No mercado de 'credit-default swaps' (CDS) - que mede o risco de incumprimento - é visível o nervosismo dos investidores em relação a Portugal. É que o preço dos CDS sobre obrigações do Tesouro portuguesas a cinco anos, é o que mais sobe no monitor da Bloomberg que acompanha este indicador de todos os países do mundo.

O valor dos CDS nacionais subia 4,6 pontos base para 499,31 pontos, o que significa que, por cada 10 milhões de euros aplicados em dívida pública portuguesa, os investidores têm de pagar um seguro anual de 499,31 mil euros.

Também 'Yield' da linha viva de títulos que atingem a maturidade em 2020 aumenta para os 6,840%, o valor mais alto desde 1 de Dezembro.

A Fitch baixou ontem em um nível o ‘rating' de Portugal, de AA- para A+. O ‘outlook' é negativo, um aviso de que poderão haver cortes adicionais.

"O ‘downgrade' reflecte uma redução ainda mais lenta que o previsto do défice da balança de pagamentos e um ambiente de financiamento muito mais difícil para o governo português, bem como uma deterioração do ‘outlook' de curto prazo para a economia", explica o analista da Fitch Douglas Renwick, lembrando que a dívida externa (líquida) portuguesa equivale a 90% do PIB, sendo a terceira mais elevada na zona euro.

A agência de notação financeira, uma das mais poderosas do mundo, diz que poderão ser necessárias medidas adicionais para emagrecer o défice até 4,6% no próximo ano.

Também esta semana, a Moody's sinalizou que se prepara para fazer o mesmo, ao colocar a sua notação de A1 para a República Portuguesa em revisão para eventual 'downgrade'.

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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Seg Dez 27, 2010 8:25 pm

Juro da dívida nacional sobe há 16 sessões - 6,858%

27.12.2010

O juro das Obrigações do Tesouro a 10 anos está novamente em alta e reaproxima-se dos 7%.

A percepção de risco da parte dos investidores em relação a Portugal continua a agravar-se. Sinal disso é que a 'yield' da linha viva de Obrigações do Tesouro a 10 anos mais negociada no mercado subia até aos 6,858%, o valor mais elevado desde o início do mês.

No mesmo sentido, o juro genérico das OT a 10 anos avançava até aos 6,676%, naquela que é a 16ª sessão consecutiva de avanços. No início do ano, este indicador de risco cotava nos 4,077%. Este avanço está a levar o 'spread' da dívida a 10 anos para os 363,8 pontos.

O agravamento dos indicadores de risco da dívida de Portugal surge depois de a agência Fitch ter cortado, na passada quinta-feira, o ‘rating' de Portugal de AA- para A+. Em entrevista ao Diário Económico, Paul Rawkins, director sénior desta agência, considera hoje que um pedido de ajuda externa por parte de Portugal não é inevitável, podendo no entanto acontecer "se o Governo perder o acesso aos mercados por falta de confiança ou se perder o controlo da execução do Orçamento e não conseguir cumprir as metas" anunciadas.

Também no dia de hoje, o governo eslovaco disse que Portugal e Grécia estariam melhor fora da zona euro numa perspectiva de longo prazo.

É neste cenário que o juro das OT a 10 anos gregas subia até aos 12,28% enquanto a 'yield' das OT irlandesas com a mesma maturidade subia até aos 9,05%. Já o juro espanhol avançava até 5,473%.

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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Qua Jan 05, 2011 8:19 pm

Dívida: Juros sobem para 3,686% na primeira emissão do ano.

05.01.2011

Foi a primeira emissão de dívida portuguesa em 2011.

Portugal pagou caro para colocar hoje 500 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro a seis meses nos mercados.

A taxa média ponderada da emissão de hoje, a primeira de 2011, subiu para 3,686% face aos 2,045% registados na emissão anterior comparável, realizada em Setembro último. Foram colocados 500 milhões de euros, o valor indicativo da emissão definido pelo IGCP, órgão responsável pela gestão da dívida pública.

A procura superou em 2,6 vezes a oferta na operação de hoje, um rácio superior aos 2,4 observados na emissão anterior equivalente.

"Portugal continua a pagar custos de financiamento muito elevados e os mercados vão continuar a esperar que o Governo mostre resultados no plano de austeridade para cortar o défice", disse Filipe Silva, do Banco Carregosa, à Reuters.

O primeiro teste de Portugal nos mercados internacionais foi acompanhado com máxima atenção pelos investidores, estando mesmo a condicionar a cotação do euro e também a negociação nas bolsas europeias.

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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Qui Jan 06, 2011 6:42 pm

Risco de Portugal sobe para 6,9%

06.01.2011

Os juros de Portugal registam a maior subida desde 11 de Novembro, quando superaram a barreira dos 7%. Estão nos 6,934%.

A ‘yield' da linha viva de obrigações do Tesouro (OT) português a 10 anos - a mais negociada no mercado - agravava-se hoje para 6,934%, o valor mais elevado em mais de um mês, face aos 6,630% registados na sessão de ontem. É a subida mais expressiva desde 11 de Novembro do ano passado, dia em que os juros quebraram os 7%, o limite que, segundo Teixeira dos Santos, separa Portugal do FMI.

Já o índice que reflecte a taxa exigida pelos investidores para comprar dívida portuguesa nesta maturidade está em 6,940%, nível que não alcançava desde final de Novembro. Esta evolução agravou o diferencial face a dívida alemã, também a 10 anos, para 399 pontos base, uma subida de perto de 30 pontos.

Esta subida nos juros acontece depois de Portugal ter realizado ontem a sua primeira emissão de dívida do ano. O IGCP emitiu 500 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro a 10 anos e viu a taxa média ponderada passar de 2,045% (em Setembro) para 3,686%.

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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Qui Jan 06, 2011 9:01 pm

JUROS DE PORTUGAL OUTRA VEZ ACIMA DE 7%

06.01.2011

A taxa exigida pelos investidores para comprar dívida portuguesa a 10 anos acaba de superar a barreira dos 7%.

O índice que mede a taxa cobrada pelos mercados internacionais para absorver obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos agravou-se hoje até aos 7,022%. Desde Novembro do ano passado que os juros não quebravam os 7%, barreira definida por Teixeira dos Santos como o limite que separa Portugal do FMI. Este agravamento colocou o diferencial face à dívida alemã da mesma maturidade acima dos 400 pontos base.

A linha viva de dívida pública portuguesa mais negociada a 10 anos também superou a fasquia dos 7%, estava em 7,025%, registando a subida mais acentuada desde 4 de Maio, no rescaldo do pedido de ajuda da Grécia à União Europeia e ao FMI.

No universo dos 'credit-default swaps' (CDS) - uma espécie de seguro contra o eventual incumprimento de Portugal - os CDS sobre obrigações portuguesas a 10 anos aumentavam 12 pontos, a segunda subida mais expressiva no monitor da Bloomberg para 157 países. Este seguro contra o 'default' português está agora a valer 512 mil euros anuais por cada 10 milhões de euros aplicados em dívida pública de Portugal.

Esta subida surge no dia em que o Governo de Sócrates adiantou que Portugal cumpriu a meta do défice de 7,3% em 2010 e depois de ontem o IGCP ter colocado 500 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro a seis meses. A taxa média ponderada passou de 2,045% para 3,686%.

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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Sex Jan 07, 2011 3:55 pm

Juros batem máximos históricos de 7,13%

07.01.2011

O índice que mede a taxa cobrada pelos mercados internacionais para absorver obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos subiu hoje até aos 7,133%. Este agravamento colocou o diferencial face à dívida alemã da mesma maturidade acima dos 420 pontos base.

A linha viva de dívida pública portuguesa negociada a 10 anos também continua acima dos 7%, estava em 7,4%, o valor mais elevado de sempre, segundo dados da CBBT e compilados pela Bloomberg.

No universo dos 'credit-default swaps' (CDS) - uma espécie de seguro contra o eventual incumprimento de Portugal - os CDS sobre obrigações portuguesas a 5 anos aumentavam 4 pontos, a décima segunda subida mais expressiva no monitor da Bloomberg para 157 países. Este seguro contra o 'default' português está agora a valer 520 mil euros anuais por cada 10 milhões de euros aplicados em dívida pública de Portugal.

Esta subida acontece mesmo depois de o Governo português ter garantido ontem que o objectivo de baixar o défice para 7,3% do PIB em 2010 foi cumprido.

O próximo teste de Portugal nos mercados internacionais está marcado para a próxima quarta-feira, dia 12 de Janeiro, altura em que o IGCP realizará a primeira emissão de obrigações do Tesouro em 2011.

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Sex Jan 07, 2011 4:03 pm

Nervosismo: juros da dívida dispararam para 7,28%

07.01.2011

Os juros da dívida portuguesa a 10 anos voltaram a disparar esta sexta-feira. Desta vez acima dos 7,2%, com o mercado a especular que nos leilões da próxima semana os investidores exijam juros mais elevados.

Às 9h39, os juros das Obrigações do Tesouro a 10 anos subiam para 7,28%, depois de já terem negociado num valor mínimo do dia 7,047%, de acordo com informação da agência «Reuters».

A subida dos juros intensificou-se desde ontem, depois de o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) ter anunciado a realização de um leilão de dívida pública de longo prazo para dia 12, quarta-feira, e depois de o Governo português ter garantido que cumpriu a meta do défice de 7,3%, em 2010. Recorde-se que Espanha e Itália também têm leilões marcados para a próxima semana.

O «Jornal de Negócios» escreve na sua edição desta sexta-feira que o banco central da Suíça deixou de aceitar dívida de Portugal. Ou seja, a dívida da República já não serve como garantia para financiamento por parte do Banco Nacional da Suíça (BNS) desde 2009, devido aos ratings do País.

Na Alemanha, que serve de termo de comparação, as yields da mesma maturidade negoceiam abaixo dos 3%, nos 2,92%, o que leva o spread, ou seja, a diferença entre o que os investidores cobram para comprar dívida portuguesa e o que cobram para adquirir dívida alemã a ultrapassar os 432 pontos base.

Recorde-se que o valor dos 7% foi dado pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, a 9 de Outubro como referência para uma eventual intervenção do FMI no país. Mas este valor já foi ultrapassado a 11 de Novembro, quando os juros atingiram um recorde de 7,51%.

(Agência Financeira)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Qua Jan 12, 2011 1:31 pm

Europa prepara ajuda a Portugal de 100 mil milhões

12.01.2011

A Comissão Europeia e o fundo de resgate europeu estão a preparar garantias de crédito para Portugal no valor de 100 mil milhões.

A notícia é avançada hoje pelo Financial Times Deutschland (FTD), que cita responsáveis europeus não identificados.

Segundo o jornal, citado pela Bloomberg, a ajuda poderá ser fornecida rapidamente se Portugal obtiver um mau resultado no leilão de dívida de longo prazo marcado para esta manhã, o primeiro em 2011.

O IGCP pretende vender entre 750 milhões e 1,25 mil milhões de euros em duas linhas de obrigações a três e dez anos, que negociavam ontem no mercado secundário nos 5,577% e 6,879%, respectivamente.

Os analistas sondados pelo Diário Económico acreditam que Portugal vai conseguir passar este teste de fogo, depois de ontem o BCE ter voltado às compras de dívida nacional.

"Não duvido que [a operação] vai correr bem. Tivemos a ajuda do BCE que deverá ter comprado acima de mil milhões de euros de dívida periférica", adiantou o director de investimento da ESAF, João Zorro.

No mesmo sentido, o gestor de dívida do Banco Carregosa, Filipe Silva afirma que "se as emissões seguirem, como tem acontecido até aqui, as taxas praticadas no mercado secundário, a intervenção do BCE pode contribuir para um alívio das condições da emissão".

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Qui Jan 13, 2011 4:05 pm

Dívida: Portugal volta ao mercado para emitir 750 milhões de euros

13.01.2011

O Estado volta ao mercado na próxima quarta feira para emitir dívida com maturidade a um ano, com um montante indicativo de 750 milhões de euros.
De acordo com o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), o Estado volta ao mercado para emitir uma nova linha de Bilhetes do Tesouro no próximo dia 19 de Janeiro, que terá maturidade em 20 de Janeiro de 2020.

O montante indicativo fixado é de 750 milhões de euros.

Desde o início do ano o Estado tem recorrido ao mercado todas as semanas para emitir dívida. Na primeira semana do ano o Estado emitiu Bilhetes do Tesouro e ainda esta semana com a reabertura de linhas de Obrigações do Tesouro, a primeira do ano.

O Estado já recorreu também à colocação privada de dívida, fora do mercado, vendendo 1,1 mil milhões de euros alegadamente à China, de acordo com notícias publicadas quarta-feira pela Dow Jones Newswires.

Lusa/SOL
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Sab Jan 15, 2011 10:10 pm

SITUAÇÃO FINANCEIRA RELATIVA DE PORTUGAL!

14.01.2011

Portugal deve cerca de 520 mil milhões de Euros ao exterior; dos quais 150 mil milhões é a dívida do Estado português.

Está abaixo dos 75% do nível médio de vida da UE, com excepção para a região de Lisboa, ao passo que a Espanha já ultrapassou os 90%.

Tendo em conta que o Estado cobra-nos 40% da riqueza gerada, o que faz com que os particulares tenham mais 50% de riqueza do que o Estado, para gastar, era expectável que os particulares tivessem uma dívida de 225 mil milhões, se fossem igualmente gastadores. Mas não; os particulares têm uma dívida de cerca de 370 mil milhões.

Afinal, os particulares são mais irresponsáveis do que o Estado, que tanto condenam!

Todos iguais, mas alguns diferentes...

Entretanto, temos cerca de 15 milhões de Euros por dia, para gastar dos fundos de coesão da UE, o que dá um total anual de mais de 5 mil e 400 milhões de Euros; tendo em conta que temos de comparticipar com igual quantidade, para recebê-los, onde é que o Estado vai buscar mais de 5 mil milhões de Euros ao orçamento de Estado, se já os afectou ao buraco do BPN?

Medidas de austeridade? Se os políticos fossem honestos com quem os paga e não aldrabassem, éramos um povo mais consciente e mais participativo..., o que não convém à ditadura bi-partidária, ocupada a satisfazer os seus tachos!

Para finalizar, o orçamento da UE corresponde a 1% (cerca de 270 mil milhões) do PIB europeu e a administração da UE consome 6% (7 mil milhões) desse orçamento, sendo que a Alemanha contribui com 10% e a França com 7%, enquanto Portugal pode vir a pagar mais do que aquilo que recebe, se não gastar os fundos!

A UE quer aumentar a capacidade de financiamento, via lançamento de impostos próprios, dando em troca a possibilidade de os Estados membros cortarem em despesas duplicadas dos exércitos nacionais, das representações diplomáticas nacionais, etc.; a pouco e pouco, o federalismo Americano quer replicar-se na Europa multi-cultural e multi-étnica.

Conseguirão a coesão obtida pela federação americana, baseada na conquista de um só povo?... isso será algo novo...; não chegava Portugal querer ser tudo o que via lá fora, para agora a civilização mais velha querer ser outra...! Com Portugal não resultou; Portugal tem de ser ele mesmo e a Europa tem de ser ela mesma, se quiser ter sucesso, que é sempre o resultado da adequação cultural à sua produção!

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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Qui Jan 20, 2011 12:41 pm

Portugal é o terceiro país do euro que mais se endivida

20.01.2010

As necessidades brutas de financiamento valem 23% do PIB. Lisboa vai pedir mais dinheiro emprestado em 2011 do que em 2010.

Portugal vai ser o terceiro país da zona euro que maior percentagem do PIB vai penhorar este ano. O país tem que obter junto dos mercados o equivalente a 23% da riqueza que vai produzir em 2011. Os dados foram ontem avançados pela Fitch, no dia em que o Estado realizou mais um leilão de dívida, pagando pouco mais de 4% para vender 750 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro a doze meses.

Num relatório intitulado "European Government Borrowing", a Fitch afirma que a Europa está a dar "passos no bom sentido", uma vez que vai reduzir o seu financiamento este ano, face a 2010 - a agência de ‘rating' faz, no entanto, a ressalva que no ano passado as necessidades de financiamento europeias foram as mais elevadas das últimas décadas.

Já a economia nacional vai em sentido contrário. A Fitch avança que as necessidade de financiamento em 2011 caíram em termos homólogos para a maioria dos governos europeus e que "Dinamarca, Grécia, Portugal e Reino Unido são a excepção", já que vão ter que obter mais dinheiro junto dos mercados este ano do que em 2010. Tendo em conta que Dinamarca e Reino Unido não pertencem ao euro, Portugal é, a par da Grécia, o país mais mal comportado da moeda única neste capítulo.

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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Qui Jan 20, 2011 12:56 pm

O périplo da pedinchice e a ruptura iminente de tesouraria do Estado português

18.01.2011

A ida, vinda e regresso, do ministro das Finanças aos Emirados Árabes Unidos, nesta semana do pagamento de salários, pensões, subsídios sociais (além dos juros), sugere uma ruptura iminente de tesouraria do Estado português.

Motivos:

As necessidades de financiamento do Estado português em 2011 são de cerca de 39 mil milhões de euros. Isto significa cerca de 3,25 mil milhões de euros por mês e a quota de Janeiro ainda não está assegurada.
Depois do cancelamento espanhol, o leilão internacional de Obrigações do Tesouro portuguesas, que os mercados tinham detectado estar a ser simulado, torna-se quase impossível.
O leilão de Bilhetes do Tesouro de curto prazo tem como condicionantes o limitado aforro nacional e o desvio dos depósitos dos depauperados bancos nacionais.
Portugal não pode recorrer facilmente a um syndicate of banks (conjunto de bancos) fortes - como a Espanha hoje, 18-1-2011, que se financiou a dez e quinze anos junto de «BBVA, Barclays, BNP Paribas, Citigroup, Santander e Société Générale», pois os bancos nacionais estão muito endividados e os grandes bancos internacionais não confiam no Governo socialista - ainda que o NYTimes revele, hoje, que Portugal pretende fazê-lo «este ano»...
Segundo o WSJ, de hoje, 18-1-2011, os dezassete países do Eurogrupo (os países do euro) não se entenderam na reunião de de ministros das Finanças, ontem, 17-1-2011, em Bruxelas sobre o aumento do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (ESFS) de 440 mil milhões de euros para um bilião, a taxa de juro a praticar, a compra pelo próprio fundo de títulos de dívida de Estados a quem os mercados não fiam (Portugal é agora o mais aflito) e a dilatação do prazo de pagamento da Grécia para que não entre na bancarrota. É previsível que um acordo só se alcance na cimeira de 24-25 de Março de 2011.
Sócrates está num beco. Não tem dinheiro, nem espaço, nem tempo, nem imunidade.

Publicado por António Balbino Caldeira
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Ter Jan 25, 2011 1:59 pm

Juro nacional sobe e volta a fixar-se acima de 7%

25.01.2011

O juro da divida pública a 10 anos continua a subir no mercado secundário.

O índice que mede a taxa cobrada pelos investidores para comprar obrigações do Tesouro português a 10 anos avançava para 7,023%, face aos 6,910% verificados ontem, ao mesmo tempo que o juro da linha viva da dívida portuguesa nesta maturidade mais negociada no mercado subia agora para 6,8%, ligeiramente acima dos 6,798% registados segunda-feira. Esta evolução aumentou o diferencial face às ‘bunds' alemãs da mesma maturidade em 8 pontos para 386,635 pontos base.

Também a percepção de risco de incumprimento de Portugal, medida pelo preço dos ‘credit default swaps', seguia a subir 3,3 pontos, com o preço destes instrumentos financeiros sobre obrigações a 5 anos a situar-se nos 436,67 pontos base, o que significa que por cada 10 milhões de euros aplicados em dívida portuguesa, os investidores têm que pagar 436,67 mil euros por esta espécie de seguro para se protegerem contra o eventual incumprimento de Portugal.

Tudo isto no dia em que o FMI defendeu que o Fundo Europeu de Establização Financeira deve ser aumentado. No 'World Economic Outlook', divulgado hoje, o Fundo alerta ainda que "as pressões financeiras deverão manter-se elevadas na periferia da zona euro, onde o mercado ainda está preocupado com o risco soberano e o risco das instituições bancárias, a viabilidade política das medidas de austeridade actuais e previstas e a falta de uma solução global".

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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Seg Fev 14, 2011 9:44 pm

Juro de Portugal avança para 7,4% após dados do PIB

14.02.2011

A notícia de que a economia portuguesa contraiu no final de 2010 reforçou os receios dos investidores para com Portugal.

A tensão nos títulos da dívida pública portuguesa a 10 anos acentuou-se depois de ter sido conhecido que o PIB do País derrapou 0,3% em cadeia no último trimestre de 2010, embora no conjunto do ano tenha crescido 1,4%.

Sinal disso é a subida do índice que mede a taxa cobrada pelos investidores para comprar obrigações do Tesouro (OT) português a 10 anos para 7,403%, face aos 7,312% registados na sexta-feira, segundo dados da Bloomberg.

No mesmo sentido, o juro da linha viva da dívida portuguesa da mesma maturidade mais negociada no mercado sobe para 7,293%, contra os 7,174% da sessão anterior.

O diferencial destes títulos a 10 anos face às ‘bunds' alemãs, a referência no mercado europeu, também se agravou para 410 pontos base.

O agravamento do risco nacional surge no dia da reunião dos ministros das Finanças da zona euro. Segundo diplomatas ouvidos pelo Diário Económico, a recente escalada do juro de Portugal e a situação orçamental do País deverão estar no topo da agenda do encontro do Eurogrupo. Porém, todos os responsáveis sondados reconhecem que a hipótese de precipitar um resgate a Portugal está neste momento posta de lado.

"O mercado vai estar atento às decisões da reunião de hoje", comentou Niels From, analista do Nordea Bank, à Bloomberg.

Ficou ainda a saber-se hoje que o BCE não terá comprado obrigações de países europeus pela terceira semana seguida, embora os dados não sejam definitivos, devido ao 'time-lag' das operações.

Fontes citadas pela Reuters e pela Bloomberg revelaram que o banco central da zona euro terá comprado dívida portuguesa na quinta-feira passada, dia em que o juro das OT portuguesas a 10 anos atingiu um novo máximo acima dos 7,6%. Foi, aliás, esta a justificação avançada para o recuo das 'yields' nesse mesmo dia.

Nem mesmo as emissões de dívida bem sucedidas realizadas hoje pela Itália e pela França aliviaram os receios em relação a Portugal. Na quarta-feira é a vez de o Estado Português testar o mercado de dívida. O IGCP, a entidade que gere a dívida pública portuguesa, vai emitir Bilhetes do Tesouro, com maturidade a 12 meses, no montante indicativo de entre 750 e 1.000 milhões de euros. Este será o quinto leilão de dívida pública de Portugal do ano.

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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Hoje à(s) 6:53 am

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