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 DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL

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Anarca



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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Sex Nov 12, 2010 9:47 pm

Economia portuguesa cresceu 1,5%. Ministro satisfeito

12.11.2010

A economia portuguesa cresceu 0,4 por cento no terceiro trimestre face ao três meses anteriores e 1,5 por cento face ao mesmo período do ano passado, de acordo com a estimativa rápida divulgada hoje pelo INE.

O ministro das Finanças já reagiu e diz que estes números "reforçam a justeza da revisão em alta do crescimento apresentada pelo Governo".

"A Estimativa Rápida do Produto Interno Bruto aponta para um aumento de 1,5 por cento em volume no terceiro trimestre de 2010 face ao período homólogo (1,4 por cento trimestre anterior). Face ao trimestre precedente, o PIB terá registado um aumento de 0,4 por cento", afirma o Instituto Nacional de Estatística.

O crescimento do PIB no terceiro trimestre "traduz o contributivo positiva da Procura Externa Líquida, ao contrário do sucedido no trimestre anterior, sobretudo em resultado do aumento expressivo das Exportações de Bens e Serviços", afirma o INE.

Já a Procura Interna, cujo contributo para a evolução do PIB "tinha sido positivo no segundo trimestre, foi negativo no terceiro trimestre de 2010, devido essencialmente ao comportamento do Investimento".

Os valores hoje apresentados fazem também uma revisão dos dados anteriores, devido a "revisões na informação de base utilizada", destacando-se "os dados mais recentes do comércio internacional de bens, com revisões em termos nominais desde 2009, e os novos deflatores para o segundo trimestre de 2010, implicando uma redução de 0,1 pontos percentuais na variação homóloga do PIB estimadas para os dois trimestre anteriores", explica o INE.

(Jornal i)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Dom Nov 14, 2010 1:11 pm

Timor-Leste disponível para comprar dívida portuguesa

14.11.2010

O Presidente timorense revelou que o país poderá vir a comprar, em breve, títulos de dívida pública portuguesa.

"Não vejo dificuldades em Timor-Leste comprar também dívida pública portuguesa, na medida em que o próprio Governo timorense já tomou a decisão de diversificar a aplicação do Fundo do Petróleo, comprando outras dívidas públicas, incluindo a australiana e de outros países", disse Ramos-Horta, escusando-se a comentar se o tema tinha sido abordado num encontro que hoje manteve com o primeiro ministro de Portugal, José Sócrates, à margem da conferência ministerial do Fórum Macau.

A compra de dívida pública portuguesa é avaliada à luz da diversificação de investimentos do Fundo do Petróleo timorense, que terá mais de 6.000 milhões de dólares (4,38 mil milhões de euros).

Instado a comentar quanto poderia Timor-Leste investir, Ramos-Horta disse que é um tema que não lhe compete, mas assegurou que o investimento poderá ser "discutido quando o senhor primeiro ministro Sócrates visitar Timor-Leste".

"Espero que o possa fazer muito brevemente tendo já manifestado interesse em visitar (Timor-Leste)", disse, salientando que Sócrates "agora está muito interessado em visitar" o país.

Ramos Horta apontou outros caminhos, que considerou rentáveis, para investimentos em Portugal, nomeadamente em empresas públicas ou semi-públicas como é o caso das energias renováveis ou as telecomunicações.

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Seg Nov 15, 2010 10:28 pm

Governo assume que risco de Portugal pedir ajuda é "elevado"

15.11.2010 - 11h50

Em declarações ao Financial Times, o ministro das Finanças diz hoje que a probabilidade de Portugal pedir ajuda externa é elevada.
"O risco [de Portugal ter de recorrer a ajuda internacional] é elevado porque não se trata de um problema nacional ou de apenas um país. São os problemas da Grécia, Portugal e Irlanda. Não se trata de um problema circunscrito a apenas um país", disse o governante português.

E é devido a esse risco de contágio que o ministro das Finanças admite, pela primeira vez desde a aprovação do Orçamento, que pedir assistência financeira a Bruxelas e ao FMI já é uma hipótese em Lisboa.

"Isto está relacionado com a zona euro e com a estabilidade da zona euro e por isso é que o contágio é o cenário mais provável. Não é porque os mercados considerem que nós temos situações similares. Elas só são similares em termos do que preocupa o mercado", notou o ministro das Finanças.

Se a zona euro não existisse talvez a situação fosse diferente, sublinhou Teixeira dos Santos: "Os mercados olham para estas economias da mesma forma porque elas estão juntas na zona euro e talvez pudessem analisar de forma diferenciada se nós não estivéssemos na zona euro. Suponha que não estávamos na zona euro, o risco de contágio poderia ser menor".

O penalty de Merkel

Ainda assim, nas contas de Teixeira dos Santos, pedir a intervenção do fundo de resgate europeu não faz sentido actualmente, em termos financeiros. Isto porque, disse ao Financial Times, Portugal está a pagar um custo médio de 3,6% para obter financiamento nos mercados internacionais. E se as taxas se mantiverem nos próximos três anos esse valor poderá subir até 4,9% e, portanto, ainda abaixo dos 5% cobrados pelo fundo europeu, notou.

No mesmo depoimento, o ministrou culpou a proposta franco-alemã - em que os credores podem ser responsabilizados em caso de incumprimento - pelo recente nervosismo nos mercados de dívida e defendeu uma maneira mais eficiente da Europa comunicar com os mercados.

"As nossas propostas orçamentais foram recebidas de forma positiva pelos mercados, mas depois as coisas foram invertidas por causa da incerteza em torno do mecanismo para lidar com os resgates", disse Teixeira dos Santos. "Nós estávamos como que num jogo de futebol, muito perto de fazer golo, e quando estávamos prestes a marcar alguém pregou-nos uma rasteira...só que desta vez não houve penalty", ironizou, referindo-se claramente à Alemanha.

"A informação é o ar que se respira nos mercados. Precisamos que esse ar seja o mais puro possível. Quando é impuro, os mercados ficam intoxicados", concluiu.

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Seg Nov 15, 2010 10:31 pm

"Não há contactos" e "não está iminente" pedido de ajuda

15.11.2010 - 14H20

Depois de admitir ao FT que o risco de Portugal pedir ajuda é elevado, Teixeira dos Santos diz à Reuters que "não há contactos nesse sentido".

Em declarações à agência, o ministro das Finanças afirma que "não há contactos formais ou informais" para que Portugal seja auxiliado por Bruxelas e garante que tal pedido de ajuda "não está iminente".

"Não está iminente esse pedido. Não há contactos nenhuns, nem formais, nem informais, de forma alguma. São rumores e especulação, mas não têm comunicado", afirmou.

O governante descreveu ainda a situação portuguesa como sendo "muito diferente" da Irlanda e defendeu que Portugal tem condições para acomodar e responder as recentes subidas nas taxas de juro.

"Apesar de serem condições mais penalizadoras, estamos em condições de ir ao mercado pois dado esse nível médio de taxa de juro, temos capacidade de acomodar as actuais condições" e, nesse sentido, "Portugal continua empenhado no financiamento através de mercado e é isso que quer fazer".

Recusando comentar as suas declarações ao Financial Times - em que admitiu que o risco de Portugal pedir ajuda é "elevado" -, Teixeira dos Santos insistiu nas diferenças entre Lisboa e Dublin. "A situação de Portugal é muito diferente da da Irlanda porque os níveis de dívida e défice públicos são muito inferiores em Portugal", declarou, acrescentando que "felizmente não temos os mesmos problemas da banca da Irlanda".

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Ter Nov 16, 2010 4:17 pm

Governo recusa pedir ajuda mesmo que a Irlanda o faça

16.11.2010

Teixeira dos Santos admite que o risco de contágio é elevado, mas deixa claras as diferenças entre os dois países. De São Bento parte a garantia: mesmo que a Irlanda o faça, Portugal não pedirá ajuda à UE.

O risco de Portugal recorrer à ajuda internacional "é elevado" porque o País faz parte da Zona Euro, tendo a situação de ser analisada no seu conjunto, defendeu ontem o ministro das Finanças. Mas, apesar de admitir que o caso da Irlanda pode gerar um efeito de contágio a outros países sob a mira dos mercados, nomeadamente Portugal, Teixeira dos Santos deixou claro que a situação dos dois países é bem diferente.

As pressões para a Irlanda aceitar a ajuda da União Europeia, numa tentativa de acalmar os mercados e conter a escalada dos juros das dívidas soberanas, são cada vez mais fortes, e muitos falam num possível efeito-dominó que empurraria a seguir Portugal para o mesmo destino. Mas a gravidade da situação nos dois países é bem distinta, e não é líquido que Portugal venha a pedir ajuda, se a Irlanda o fizer. "Portugal não vai pedir ajuda só porque a Irlanda o faz, não temos de ir atrás", garantiu ao DN fonte oficial do gabinete do primeiro-ministro, acrescentando que "tudo o resto que se disser é pura especulação".

Teixeira dos Santos também assegurou não haver qualquer contacto, "nem formal, nem informal", com as autoridades de Bruxelas com vista a um pedido de auxílio, não entendendo o "rumor" e a "especulação" nesse sentido, "porque não tem qualquer fundamento". O porta-voz do comissário europeu dos Assuntos Económicos corroborou essas afirmações dizendo taxativamente que "não houve qualquer pedido". E lembrou que o Orçamento para 2011 e a redução do défice prevista foram "boas notícias", que fizeram aumentar a "credibilidade" de Portugal.

Por isso mesmo, o ex-ministro Bagão Félix considera que a afirmação de Teixeira dos Santos, apesar de constatar uma realidade, "foi tardia e inoportuna", porque "uma afirmação tão clara tem sempre efeito nos mercados", explicou ao DN. Mas também não vê numa eventual intervenção do FMI, "nem a panaceia para resolver todos os problemas, nem o papão para a identidade do País" que outros apontam.

Seis meses depois de terem ido em socorro da Grécia, os ministros das Finanças dos 16 países da Zona Euro voltarão hoje a abordar o assunto da estabilidade financeira na UE na reunião do Ecofin, em Bruxelas. As inquietações voltaram e o assunto deverá continuar sobre a mesa ainda na quarta-feira, na reunião com os ministros dos 27 Estados membros. O desafio é acalmar os mercados, uma vez que não será possível sustentar uma situação em que os juros das dívidas soberanas permaneçam nos níveis actuais.

Como se não bastassem as preocupações em relação à Irlanda, havendo cada vez mais dúvidas de que o país consiga recompor as finanças públicas sozinho, o Eurostat reviu ontem em alta o défice grego de 2009, para 15,4%, contra os 13,6% iniciais, aumentando os receios de que a Irlanda possa falhar o objectivo fixado de uma redução do défice para 8,1% do PIB este ano.

A Irlanda continua a afastar a possibilidade de recorrer ao fundo de estabilização europeia, apoiada no facto de não precisar de voltar a financiar-se nos mercados internacionais até Junho do próximo ano, mas muitos entendem que devia fazê-lo para conter a escalada dos juros da dívida no mercado, que alastra aos outros países, como Portugal, Grécia, Espanha ou mesmo Itália. O próprio Teixeira dos Santos apelou ontem ao Governo de Dublim para "tomar a decisão mais adequada" tendo em conta "o que é melhor para a Zona Euro e para o País".

O presidente do Ecofin, Claude Juncker, também deixou o recado a Dublim numa entrevista à Bloomberg: "Acredito que os irlandeses estão conscientes de que qualquer passo em falso pode deixar outros países em grandes dificuldades." E não deixou de frisar que "o sector bancário português não enfrenta os mesmos problemas do irlandês".

(Diário de Notícias)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Ter Nov 16, 2010 4:23 pm

Dança da chuva

16.11.2010

Nos últimos dias o governo explorou várias formas de resolver os problemas financeiros do país:

. Hugo Chavez vai comprar produtos portugueses

. Os chineses vão comprar dívida portuguesa e investir nas empresas portuguesas

. Timor vai comprar dívida portuguesa

Estas soluções seguem todas o mesmo fio condutor: Portugal não precisa de mudar, os portugueses não precisam de fazer qualquer esforço e o governo só tem que ser responsabilizado pelas coisas boas.

(Blasfémias - JoaoMiranda)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Ter Nov 16, 2010 10:39 pm

Crise: 70 novos pedidos de ajuda à Igreja todos os dias

16.11.2010

A Cáritas já está a ajudar 62 mil pessoas. Cerca de 35 mil pedem ajuda para comer .

A Igreja recebe todos os dias 70 novos pedidos de ajuda. A maioria destas pessoas pede ajuda para bens de primeira necessidade, nomeadamente comida.

Os dados são avançados pela edição desta terça-feira do jornal «Correio da Manhã» (CM): a Cáritas já atende 62 mil pessoas e cerca de 35 mil pedem ajuda para comer. Citado pelo CM, o presidente da Cáritas, Eugénio da Fonseca, diz que, de Outubro do ano passado a Outubro deste ano, «o número de pessoas atendidas nos 78 serviços da Cáritas em paróquias de 13 dioceses passou de 5 mil para 62 mil».

Há também muitos pedidos de ajuda para pagamentos de serviços fundamentais, como luz, água, renda de casa ou mesmo medicamentos. Muitos destes pedidos de ajuda são motivados por situações de desemprego e o responsável da Cáritas teme que a situação se agrave.

(Diário Digital)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Qua Nov 17, 2010 10:44 pm

Juros disparam em emissão de dívida de curto prazo

17.11.2010

A emissão de bilhetes do tesouro resultou num preço superior e numa procura inferior à da última emissão com as mesmas características.

O Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) realizou hoje o antepenúltimo leilão de Bilhetes do Tesouro deste ano com uma emissão a 12 meses no valor de 750 milhões de euros.

O preço que os investidores exigiram hoje para comprar dívida de curto prazo nacional ascendeu aos 4,813%, mais 1,55 pontos percentuais que o preço do último leilão com características semelhantes realizado no passado 3 de Novembro.

"Esta subida nos juros foi muito acentuada e surpreendente porque o mercado apontava para valores na ordem dos 4,3% ou 4,4%. É um desvio muito forte face ao que o mercado estava a praticar, que até a mim me surpreendeu", revelou Filipe Silva, Gestor do Mercado de Dívida do Banco Carregosa.

Ontem a ‘yield' média dos Bilhetes do Tesouro a 12 meses fechou nos 4,61% após registar uma forte correcção de 1,2 pontos percentuais ao longo da sessão, e hoje estão a negociar nos 4,45%.

É ainda de salientar que este leilão contou com uma procura inferior ao da emissão anterior, apesar de esta ter superado em 1,8 vezes a oferta, e de os investidores estarem hoje a exigir a Portugal um preço pela dívida de curto prazo equivalente ao que exigiam em Abril para comprarem Obrigações do Tesouro a 10 anos.

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Ter Nov 23, 2010 3:47 pm

“Portugal vai ser o próximo”

22.11.2010

Com o resgate europeu à Irlanda oficializado, o foco dos mercados vai virar definitivamente para a economia portuguesa.
É essa a opinião dos analistas internacionais - com Nouriel Roubini à cabeça - que esperam que os próximos dias e semanas sejam de alta tensão para a dívida nacional. Ontem, Cavaco Silva disse esperar que não fosse preciso recorrer à ajuda externa.

"Espero que não seja preciso [pedir ajuda a Bruxelas e ao FMI]", disse ontem o Presidente da República (PR). Cavaco disse ter explicado ao presidente dos EUA, Barack Obama, que a economia nacional é diferente dos restantes países periféricos, porque "Portugal não tem qualquer crise no sistema bancário, não teve nenhuma bolha imobiliária e o nível de endividamento público está na média da União Europeia". O PR afirmou que Obama reconheceu as diferenças e mostrou-se esperançado que os mercados também as reconheçam.

Mas os analistas internacionais têm outra opinião. "Portugal vai ser o próximo [a ter que pedir ajuda]", disse ontem o economista Nouriel Roubini, numa entrevista à CNBC, depois de se ficar a saber que a Irlanda vai mesmo ter que ser resgatada. Para o famoso ‘Dr. Doom', que ficou conhecido por prever a crise mundial, "devido aos graves problemas da dívida pública, Portugal vai perder o acesso ao mercado - e isso significa que também irá pedir ajuda ao FMI".

Lá fora, não só não se acredita que o pedido de ajuda irlandês acalme os mercados, como o cenário apontado como mais provável até é o contrário: Com resgate a Dublin, a pressão sobre Portugal aumenta. "Esperem algumas semanas e os mercados vão voltar-se para outro país qualquer, com Portugal mesmo ao virar da esquina", avisa Charles Diebel, chefe do departamento de mercados do Lloyds Bank, para quem "os mercados empurraram a Irlanda para a mesma situação em que a Gércia está". "Porque havemos de concluir que não farão o mesmo a Portugal?", questiona.

Já Nick Firoozye, economista do Nomura, concorda que "o mercado dá sinais de alerta em relação a Portugal, porque o país está significativamente em risco". Até porque, recorda, Portugal "precisa de mais dinheiro do que a Irlanda, já que vai ao mercado com uma base regular".

Nesse sentido, a "Economist" apelou a Bruxelas para oferecer ajuda a Portugal. Num artigo intitulado "Salvando o euro", a revista britânica escreve que "seria sensato oferecer um acordo semelhante [ao da Irlanda] a Portugal", porque tal como acontece no trigre celta, "os bancos [portugueses] dependem do apoio do BCE, e [o país] também está na mira dos mercados de dívida".

Nesta altura, aliás, todos os países do euro estarão em risco. Roubini traçou um cenário de efeito dominó no colapso da dívida europeia, afirmando que a dada altura será preciso restruturá-la. "Agora temos um punhado de super-soberanos - FMI, UE e Zona Euro - a resgatar estas dívidas", disse. "Mas a certa altura até isso deixa de ser possível. Não vai haver ninguém a vir de Marte ou da Lua para resgatar o FMI ou a Zona euro".

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Ter Nov 23, 2010 3:55 pm

Sócrates diz que Portugal "não precisa de qualquer ajuda"

22.11.2010

O primeiro-ministro português reforçou hoje que o País não precisa de ajuda e que não há razão para desconfianças sobre Portugal.

"O País não precisa de nenhuma ajuda. O que o País precisa é de fazer aquilo que deve fazer: aprovar o Orçamento, fazer o esforço que estamos a fazer", disse José Sócrates em declarações citadas pela Reuters.

"A única coisa que precisa é a ajuda dos portugueses para executarmos o Orçamento", acrescentou.

O primeiro-ministro afirmou também esperar que a decisão da Irlanda de recorrer à ajuda externa trave "a especulação" e "acalme" os mercados, insistindo que não há relação entre os problemas financeiros irlandeses e os portugueses.

José Sócrates falava aos jornalistas no Parque das Nações, no final da sessão sobre os resultados de Portugal em 2009 em termos de potencial científico.

Para o primeiro-ministro, o recurso da Irlanda à ajuda externa para solucionar a sua crise financeira deve ter como consequência "uma acalmia dos mercados, parando com a especulação, que não tem nenhum sentido".

"Espero que a Irlanda, ao recorrer ao fundo da União Europeia, faça com que se normalize a situação nos mercados, porque Portugal estava a sofrer um nítido efeito de contágio. Não há nenhuma relação entre Portugal e a Irlanda", disse.

Segundo Sócrates, ao contrário da Irlanda, "Portugal não tem qualquer problema no seu sistema financeiro".

"Temos mesmo um dos sistemas financeiros que menos consequências sofreu em 2008 e em 2009. Mas Portugal também nunca teve qualquer bolha imobiliária - e isso não criou no país qualquer problema financeiro - e temos uma situação orçamental sem comparação", sustentou.

De acordo com o líder do Executivo, Portugal fechará este ano com "um défice orçamental de 7,3%, que é menor do que o da França, para já não falar em comparação com a Grécia, Irlanda, Reino Unido, Estados Unidos ou Japão".

"Portugal tem uma dívida pública que está em linha com a média da União Europeia e teremos um Orçamento aprovado para 2011 que prevê um défice de 4,6% - valor também abaixo da média europeia. Estes dados dão-nos razões para ter confiança com o que se está a passar em Portugal. Nós vamos resolver os nossos próprios problemas", acrescentou.

A Irlanda anunciou ontem à noite que vai pedir ajuda à União Europeia e ao FMI, após semanas de especulações de que precisaria de ajuda para suportar os bancos do país e conseguir um financiamento mais barato nos mercados internacionais.

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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Ter Nov 23, 2010 3:56 pm

Risco da dívida portuguesa sobe, Juros nos 6,8%

23.11.2010

A percepção de risco da parte dos investidores em relação aos países periféricos da zona euro está a agravar-se, apesar da ajuda à Irlanda.

O juro das Obrigações do Tesouro (OT) portuguesas a 10 anos sobe para 6,785%, contra os 6,701% registados na sessão de ontem. Trata-se da linha de dívida pública portuguesa viva com maturidade a 10 anos mais negociada no mercado secundário.

No mesmo sentido, a 'yield' genérica das OT a 10 anos avançava para 6,805%, após ter ficado ontem nos 6,721%. O diferencial entre a dívida soberana portuguesa e os títulos alemães com a mesma maturidade (as 'bunds'), que são a referência para o mercado, subia para 413,6 pontos base.

Também os juros das OT a 10 anos da Irlanda (8,147%), da Itália (4,204%) e de Espanha (4,770%) sobem hoje.

Os analistas consideram que a ajuda externa não resolve os problmas de fundo dos países. "A realidade é que a estrutura está a postos para colocar países em suporte de vida, mas o elo em falta continua a ser o grande problema, que é ‘o que é que fazemos depois disso?'", comentava à Bloomberg Cambiz Alikhani, gestor do Iveagh Wealth Fund, em Londres. Já Filipe Garcia, presidente da IMF, chama-lhe "medidas de cuidados paliativos".

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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Ter Nov 23, 2010 4:08 pm

Défice do Estado sobe para 11,88 mil milhões até Outubro

22 Novembro 2010

A despesa do Estado subiu 2,8% nos primeiros 10 meses do ano, enquanto as receitas fiscais registaram um crescimento superior.

O Ministério das Finanças anunciou hoje que o défice do sector Estado, entre Janeiro e Outubro deste ano, situou-se em 11,88 mil milhões de euros, o que representa um agravamento de 215 milhões de euros face ao mesmo período do ano passado.

Em comunicado, o ministério liderado por Teixeira dos Santos salienta que, “considerando a consolidação da Administração Central e Segurança Social, o saldo primário registou uma melhoria de 62 milhões em termos homólogos”, o que acontece “pela primeira vez”.

Nos primeiros 10 meses do ano, as receitas fiscais subiram 4,6%,o que representa um aumento de 1,3 pontos percentuais face ao crescimento verificado no mês de Setembro.

Já a despesa pública registou um acréscimo de 2,8% no mesmo período, uma aceleração no crescimento de 0,8 pontos percentuais face ao verificado em Setembro. Ainda assim, o ministério das Finanças nota que este aumento é explicado pela “inflexão do comportamento dos ‘juros e outros encargos’”.

A despesa corrente primária, que exclui os encargos com juros, aumentou 2,5% até Outubro, quando até Setembro estava a crescer 3%. Em Julho, o crescimento era de 5%.

Parte dos dados mais relevantes da execução orçamental tinha já sido antecipados pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, no Parlamento na semana passada.

Entre eles a evolução dos gastos do Estado com o pagamento de juros da dívida pública, que cresceram 4,9% nos primeiros 10 meses do ano.

Evolução da despesa assegura que objecto de 2010 será cumprido

O Ministério das Finanças salienta que o grau de execução da despesa situa-se em 81,2%, em linha com o perfil intra-anual de execução da despesa nos quatro anos precedentes, dando sinais seguros de que o objectivo orçamental para 2010 será cumprido.

O Executivo português pretende reduzir o défice para 7,3% do PIB este ano.

Além da despesa com juros, o Ministério justifica o crescimento da despesa pública com o aumento das transferências do Orçamento para a Segurança Social, no âmbito da respectiva lei de bases, e para o Serviço Nacional de Saúde.

Receitas fiscais acima do previsto

O Ministério salienta ainda que as receitas fiscais estão a crescer a um ritmo superior ao previsto no Orçamento (1,2%), sendo que o crescimento de 4,6% verificado nos primeiros 10 meses do ano resulta de um aumento de 9,2% na execução da receita dos

impostos indirectos e de uma variação negativa de 1,3% na execução da receita dos impostos directos”. As receias com a cobrança de IVA subiram 12,3% para 9,7 mil milhões de euros.

A Segurança Social registou no final de Outubro de 2010 um excedente orçamental de 999 milhões de euros, semelhante ao verificado no período homólogo mas superior em 112 milhões de euros face ao mês anterior.

No terceiro trimestre de 2010, a Administração Local apresentou um saldo positivo de 153 milhões de euros, enquanto o da Administração Regional apontou para um saldo negativo de 47 milhões de euros, que representa uma melhoria de 34,5 milhões relativamente ao primeiro semestre.

(Jornal de Negócios)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Ter Nov 23, 2010 4:09 pm

O Défice aumenta e Portugal afunda-se

23.11.2010

O seguinte título de notícia do Público Défice do Estado aumentou 215 milhões até Outubro é um sinal de alarme que merece séria e honesta meditação dos responsáveis por este descalabro, os quais tinham sido eleitos pelos portugueses para defenderem os interesses nacionais, mas cuja actividade ou inactividade está a dar estes resultados.

De que estão à espera? Não é legítimo estarem a continuar com este saque. Façam o favor de desaparecer e de chamar o FMI ou uma equipa de gestores com provas dadas. Não queremos sábios professores universitários. Precisamos de pessoas com inteligência, bom senso, experiência prática de gestão e dedicação a Portugal, aos portugueses.

(Democracia em Portugal)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Ter Nov 23, 2010 9:00 pm

Moody's: "Estamos preocupados com Portugal"

23.11.2010

A agência de notação financeira está "preocupada" com a dependência da banca portuguesa em relação aos cofres do Banco Central Europeu.
"Estamos preocupados com Portugal, porque o seu sistema bancário está novamente dependente do financiamento do BCE", afirmou Daniel McGovern, o responsável pela unidade de dívida soberana para a Europa da Moody's, em entrevista à Bloomberg.
Segundo um relatório do Banco de Portugal libertado este mês, o valor do financiamento do BCE à banca portuguesa teve uma descida de 0,6% para 40,04 mil milhões de euros em Outubro, face a Setembro.
Foi a segunda descida mensal consecutiva depois de, em Agosto, o indicador ter atingido 49 mil milhões de euros no acumulado do ano. Contudo, o número continua a traduzir a elevada dependência da banca nacional do BCE.
Já quanto a Espanha, Daniel McGovern diz que o país está numa posição "fundamentalmente forte em relação aos outros países da periferia".

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Ter Nov 23, 2010 9:00 pm

Louçã : "Vamos no caminho da desgraça irlandesa"

22.11.2010

Francisco Louçã afirmou hoje que Portugal segue no "caminho da desgraça irlandesa" e que o problema dos portugueses hoje é o orçamento do PS e PSD.

"Já se vê para onde vamos, vamos a caminho da desgraça irlandesa", afirmou Francisco Louçã, no Parlamento, durante o debate na especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2011, após citar uma manchete de um jornal esta semana que dava conta dos valores ganhos por grandes empresários livres de impostos.

"Isto é consolidação. Isto é a forma de consolidar contra as contas públicas, livre de impostos", afirmou, depois de citar quanto ganhariam cada um desses empresários.

O líder do Bloco de Esquerda justificou as propostas que o seu partido apresentou para alterar a proposta de orçamento, que pretende evitar a redução de salários "em nome da justiça e da decência".

O responsável terminou a sua intervenção afirmando que o problema dos portugueses hoje "é este orçamento do PS e do PSD".

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Qua Nov 24, 2010 3:57 pm

Juros da dívida pública em 7,12%

24.11.2010

Os juros implícitos da dívida pública portuguesa a 10 anos abriram acima de 7% e o risco português atinge novo máximo. Um movimento que é seguido pelos juros das dívidas da Grécia, Irlanda e Espanha.

As yields (taxas de remuneração que funcionam como juros implícitos) da dívida pública portuguesa a 10 anos abriram em 7,12%, bem acima do valor de fecho de ontem, segundo dados de há minutos da Bloomberg.E fixa novo máximo, desde a adesão ao euro em 1999, acima dos 7,04%, em valor de fecho, em 10 de novembro.

Em termos de pico atingido durante o dia, o máximo está em 7,247%, no dia 11 de novembro, para dados da Bloomberg. Resta ver como se vai comportar hoje.

Apesar do juro implícito dos títulos alemães (Bunds, que servem de referência na zona euro) a 10 anos, também, ter subido, o spread (diferença) entre os dois níveis de yields aumentou de 4,36% no fecho ontem para 4,54% agora.

Este movimento de subida no caso português é acompanhado pela alta das yields para os restantes três países "periféricos" - Grécia, Irlanda e Espanha, que abriram, respectivamente, com 11,91%, 8,59% e 5,05% (no caso do nosso vizinho é a primeira vez que sobe acima do patamar dos 5%, fixando novo máximo histórico desde a adesão do país ao euro).

Risco de default continua em alta

Também a probabilidade de default num horizonte de cinco anos, ou seja de incumprimento, a médio prazo, da dívida soberana, obrigando a reestruturações, reescalonamentos ou mesmo "emagrecimento" dos valores em divida, com claro prejuízo para os investidores, está em alta para os quatro países, tendo aberto com valores de risco superiores ao do fecho ontem.

Neste momento, os quatro países "periféricos" (denominados pejorativamente de PIGS - acrónimo, em inglês, para Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha) encontram-se no "clube" mundial dos 10 países com maior nível de risco, monitorizado pela CMA DataVision.

A Irlanda abriu com 39,65% de risco, conservando o 3º lugar, Portugal com 34,89% (novo máximo durante esta crise), em 6º lugar, e a Espanha com 23,45% (novo máximo), em 9º lugar, segundo dados da CMA. A Grécia mantém o primeiro lugar deste TOP 10 mundial com 57,42%, acima da Venezuela com 55,3%.

Devido à deterioração das condições de crédito da Irlanda, a agência de notação Standard & poor's acaba de baixar o rating deste país de AA- para A. Recorde-se que Portugal tem, por ora, uma notação de A-, a Espanha de AA e a Grécia de BB+ (a pior, equivalente a "lixo" no jargão técnico).

O TOP 10 mundial da probabilidade de incumprimento é constituído, por ordem decrescente, pelos seguintes países e estados: Grécia, Venezuela, Irlanda, Argentina, Paquistão, Portugal, Ucrânia, Dubai, Espanha e estado americano do Illinois.

(Expresso)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Qua Nov 24, 2010 3:58 pm

FMI: há «instrumentos» para ajudar Portugal

24.11.2010

Número dois do Fundo Monetário Internacional diz que há contactos com o nosso país, sem esclarecer se prenunciam um pedido de auxílio

O número dois do FMI, John Lipsky, disse esta terça-feira, numa entrevista à televisão da agência financeira Bloomberg, que os «instrumentos existem» caso Portugal peça ajuda ao Fundo Monetário Internacional.

O responsável confirmou que há contactos com Portugal, mas não esclareceu se estes contactos prenunciam um pedido de ajuda ou se são contactos regulares com os países europeus. Lipsky limitou-se a garantir que tem visto «reformas estruturais» a acontecerem no nosso país.

Sobre a Irlanda, o responsável disse que «a retórica sozinha» não vai resolver o problema da dívida irlandesa, mas sublinhou considerar que o Governo irlandês tem estado a fazer «planos para restaurar a confiança».

(Agência Financeira)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Qua Nov 24, 2010 3:59 pm

Resgate a Portugal ascende a 51,5 mil milhões

24.11.2010

Se Portugal pedir auxílio, o Fundo Europeu de Estabilização Financeira terá de emprestar 51,5 mil milhões para os próximos três anos

Se Portugal pedir ajuda, a União Europeia e FMI terão de emprestar 51,5 mil milhões de euros para os próximos três anos. É o preço para tirar o país da crise, segundo as contas dos analistas do banco britânico HSBC, referidas no «The Wall Street Journal».

O valor será para cobrir os défices orçamentais previstos e para refinanciar a dívida pública.

Para Jeffrey T. Lewis e Cristopher Bjork, autores do artigo «Pânico de dívida da Europa volta-se para Portugal», se Portugal pedir para recorrer ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira, terá de pedir «apenas» 51,5 mil milhões de euros. Um valor que contrasta com os mais de 350 mil milhões de euros apontados para um resgate a Espanha.

Portugal é cada vez mais apontado como o próximo «alvo» do fundo de emergência europeu, depois do resgate da Irlanda não ter acalmado os mercados financeiros internacionais.

Já o primeiro-ministro, José Sócrates, garantiu ontem que Portugal não precisa de ajuda externa e que a especulação «não tem sentido nenhum».

(Agência Financeira)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Qua Nov 24, 2010 4:01 pm

Dívida: juros perto de 7,3% e spread em novo recorde

24.11.2010

Os investidores estão dispostos a não dar descanso a Portugal. Os juros da dívida pública continuam elevados, acima dos 7%, e o risco atribuído ao país também.

Numa altura em que já se sabe que a Irlanda receberá uma ajuda de 85 mil milhões de euros da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI), os mercados começam a ajustar a mira aos outros países considerados frágeis, como Portugal e também a vizinha Espanha.

Esta manhã, os juros da dívida portuguesa a 10 anos estavam novamente a crescer para 7,286%. O spread entre aquilo que Portugal paga pelas suas obrigações face àquilo que a Alemanha desembolsa pelas sua dívida com o mesmo prazo (e que é a referência para a Europa) estava assim nos 473 pontos base, depois de ter atingido um novo recorde histórico nos 481.

No caso da vizinha Espanha, a pressão também começa a subir, um cenário ainda mais preocupante para os responsáveis europeus, tendo em conta a dimensão da economia vizinha e o seu peso, muito mais elevado, no conjunto da moeda única. Os juros espanhóis para as obrigações a 10 anos estão nos 5,107%.

A tendência é acompanhada pelos juros das obrigações irlandesas, que estão nos 8,876%, e gregas, nos 12,082%.

O risco atribuído aos países mais frágeis pelos investidores, que se reflecte nos credit default swaps (CDS) também está a aumentar. Esta espécie de seguros para os investidores, contra o risco de incumprimento dos países emissores de dívida, está cada vez mais caro para Portugal e Espanha. No caso das obrigações a 5 anos, foram registados novos máximos históricos esta manhã, nos 510 e 312 pontos base, respectivamente.

(Agência Financeira)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Qui Nov 25, 2010 10:11 pm

Mira Amaral: "A situação portuguesa é diferente da Irlandesa. É muito mais grave"

25.11.2010

A banca portuguesa não enfrenta uma situação tão grave como a irlandesa mas "Portugal tem um sério problema económico". Veja aqui o vídeo.

"O caso português é diferente do irlandês. É verdade. Só que eu acho que o caso português é muito mais grave que o caso irlandês", afirmou Mira Amaral à margem da conferência "Orçamento do Estado 2011".

Apesar da Irlanda ter um problema "sério" no sector bancário, devido à bolha imobiliária, resolvido esse problema tem "condições económicas que nós não temos".

"Vejo com mais dificuldade Portugal a crescer nos próximos anos. É mais fácil isso acontecer na Irlanda", prevê Mira Amaral, que criticou a postura optimista que o governo português e que "infelizmente, nunca se tem concretizado".

"Este não é o orçamento que o país precisa"

Questionado sobre o Orçamento do Estado para 2011, Mira Amaral afirmou que este não é o orçamento que o "país precisa". Mas "graças a alguma intervenção do PSD foram limadas algumas arestas menos más".

No entanto, acrescentou Mira Amaral, "isto é obviamente o início de um longo caminho de ajustamento da economia portuguesa". O actual presidente do Banco BIC defende que, nos próximos anos, vão ser necessários novos "ajustamentos mais forte e mais poderosos".

Miral Amaral criticou ainda o Executivo de José Sócrates por ter acordado "tarde e a más horas". "[O governo] anda há dois anos a ver o filme ao contrário", afirmou.

(Jornal de Negócios)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Sex Nov 26, 2010 9:43 pm

BCE quer que Portugal peça ajuda financeira para aliviar tensões sobre Espanha

26.11.2010

O Banco Central Europeu e a maioria dos países da Zona Euro está a instar Portugal a recorrer ao fundo de resgate europeu, avança o "Financial Times Deutschland" na edição de hoje. O objectivo é salvar Espanha.
O jornal alemão, sem revelar as suas fontes e citado pela Reuters, diz que o BCE e a maioria das economias da Zona Euro estão a pressionar Portugal para que peça ajuda financeira, de forma a poupar Espanha de ter que fazer o mesmo.

Nos últimos dias, têm sido cada vez mais os analistas, economistas e observadores que dizem que a UE e o FMI não têm dinheiro suficiente para resgatar também a Espanha – que é ‘o elefante na sala’, como lhe chamou o economista Nouriel Roubini - e que defendem que, depois da Grécia e Irlanda, também Portugal deve ser financiado.

Isto na tentativa de acalmar os mercados, que não têm acreditado que a Europa vai conseguir sair dos apuros financeiros e que têm, com esses receios, feito disparar os juros das chamadas economias periféricas da Zona Euro.

Na sessão de ontem, os juros da dívida pública espanhola subiram pela oitava sessão consecutiva, ao passo que os de Portugal estabilizaram em torno dos 7%.

O “Financial Times Deutschland” cita uma fonte do Ministério alemão das Finanças, que diz que “se Portugal recorrer ao fundo [de estabilização financeira], isso será bom para Espanha, porque é um país que está fortemente exposto a Portugal”.

Não esqueçamos, contudo, que era também essa a ideia que corria em relação às pressões exercidas sobre a Irlanda, dada a convicção de que isso aliviaria as tensões sobre a dívida portuguesa e espanhola.

O jornal alemão diz que Portugal está a ser instado, pelo BCE e a maioria dos países do Euro, a seguir o exemplo da Irlanda e a fazer um pedido formal de ajuda, refere o website “Automated Trader”.

"Apesar de os bancos portugueses não serem considerados endividados, ao contrário dos seus homólogos irlandeses, eles também dependem da liquidez do BCE para as suas actividades", salienta o "Financial Times Deutschland", citado pela agência noticiosa francesa AFP.

Recorde-se que o fundo europeu de estabilização financeira, no valor de 750 mil milhões de euros, é alimentado pela UE e pelo FMI.

O euro continua a ser pressionado por este clima de tensão e segue a negociar perto do mais baixo nível de dois meses em Tóquio.

A moeda única negoceia a cair 0,3% para 1,3328 dólares por euro, muito perto do mínimo de dois meses atingido na quarta-feira nos 1,3284 dólares.

(Jornal de Negócios)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Sex Nov 26, 2010 9:44 pm

Governo: Notícia de pressões para Portugal pedir ajuda é "completamente falsa"

26.11.2010

O Governo já reagiu à noticia do jornal alemão que diz que Portugal está a ser pressionado a pedir ajuda internacional. “è completamente falsa”, disse à Reuters uma fonte oficial.

O Governo diz que é "completamente falsa" a notícia de que Portugal esteja a ser pressionado para procurar ajuda financeira internacional, disse fonte oficial do Governo.

O jornal alemão “Financial Times Deutschland”, sem revelar as suas fontes e citado pela Reuters, diz que o BCE e a maioria das economias da Zona Euro estão a pressionar Portugal para que peça ajuda financeira, de forma a poupar Espanha de ter que fazer o mesmo.

"Essa notícia é completamente falsa e não tem qualquer fundamento", disse fonte oficial do Governo à Agência Reuters.

Também fonte oficial da Comissão Europeia, já negou a notícia. “Desconhecemos qualquer pressão sobre Portugal para pedir ajuda”, disse o porta-voz da Comissão Europeia, Amadeu Altajaf, em declarações citadas pela Bloomberg.

O “Financial Times Deutschland” cita uma fonte do Ministério alemão das Finanças, que diz que “se Portugal recorrer ao fundo [de estabilização financeira], isso será bom para Espanha, porque é um país que está fortemente exposto a Portugal”.

(Jornal de Negócios)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Sex Nov 26, 2010 9:44 pm

BCE "não comenta rumores" de pressões sobre Portugal

26.11.2010

O Banco Central Europeu (BCE) escusou-se a comentar a notícia divulgada hoje pela edição alemã do Financial Times segundo a qual esta instituição está a pressionar Portugal para recorrer ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira.

Contactada pela Agência Lusa, fonte do serviço de imprensa do BCE disse que a instituição não tem "nada" a dizer sobre a notícia, alegando que o Banco "não comenta rumores", seja sobre a situação concreta de Portugal, seja sobre taxas de juro, seja sobre qualquer outro tema.

"Não comentamos. É tudo o que temos a dizer", reforçou a mesma fonte.

De acordo com o “Financial Times Deutschland”, uma maioria de países da zona euro e o BCE estão a pressionar Portugal a recorrer ao mesmo mecanismo de ajuda a que já recorreu, na semana passada, a Irlanda, com o intuito de evitar que a Espanha, a quarta maior economia da zona euro, tenha de fazer o mesmo.

O jornal aponta que, embora os bancos portugueses não estejam endividados como os irlandeses, dependem também dos empréstimos do BCE.

(Jornal de Negócios)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Sab Nov 27, 2010 8:04 pm

Mercado já está a pedir juros de 9% à banca portuguesa

27.11.2010

Investidores pedem mais de 6% ao Estado e risco de incumprimento não pára de subir, afectando bancos nacionais. Governo admite contactos com o FMI, mas garante que são habituais .

A banca portuguesa já teria de pagar 9% para se financiar se quisesse ir ao mercado obrigacionista. Este é o valor que está implícito no preço de alguns títulos que estão a negociar no mercado, espelhando a desconfiança dos investidores em relação ao país e também face ao sector bancário. Numa altura em que cresce o sentimento da inevitabilidade de um pedido de ajuda externa de Portugal, o Governo admite haver contactos com o FMI - Fundo Monetário Internacional, ainda que garanta que são «habituais».

O pedido de auxílio da Irlanda colocou mais pressão sobre Portugal e há receios de também a Espanha - um país grande demais e para o qual pode não haver dinheiro no fundo europeu - tenha de ser resgatada. Quanto a Portugal, não é líquido que seja benéfico fazer no curto prazo um pedido de ajuda externa, mas é consensual que o Governo precisa urgentemente de dar provas de que consegue implementar as medidas anunciadas e controlar as contas públicas.

O pedido de auxílio da Irlanda surgiu sete meses após o da Grécia, mas o anúncio, ao contrário do esperado, não acalmou os mercados, com a percepção do risco em relação a Portugal (e Espanha) a manter-se em alta (ver gráfico).

Banca penalizada

Com a escalada do risco-país, e numa altura em que há dúvidas sobre a capacidade de crescimento da economia portuguesa, os bancos continuam a ter dificuldades no financiamento. Há meses que não vão buscar dinheiro sob a forma de obrigações e o mercado interbancário mantém-se fechado. Neste cenário, o BCE - Banco Central Europeu tem sido a tábua de salvação, mas se, como se espera, a instituição começar, no final do ano, a retirar as ajudas, o sector pode ficar numa situação ainda mais complicada.

Em Outubro, a banca portuguesa devia 40 mil milhões de euros ao BCE, cerca de 3,5 vezes mais do que no homólogo.

A título de exemplo, e de acordo com os preços a que as obrigações de dívida sénior estão a transaccionar no mercado secundário, o BES teria hoje de pagar 9% para se financiar a quatro anos, bem acima dos 6% exigidos à República. O BCP, a três anos, teria de pagar 8%, mais 2,3 pontos do que o Estado, e o BPI, a dois anos, 5,7% - acima dos 5% cobrados ao Estado. Face a Janeiro, estas obrigações viram o seu preço (que varia na relação inversa às taxas) cair entre 5% e 20%, oscilações elevadas em termos históricos.

(Sol)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Seg Nov 29, 2010 9:57 pm

Juro da dívida bate novo máximo nos 7,271%

29.11.2010

O juro das Obrigações do Tesouro a 10 anos acaba de atingir um novo máximo nos 7,271%.

A percepção de risco da parte dos investidores em relação a Portugal continua a agravar-se, o que é visível tanto na evolução do juro das OT a 10 anos como na evolução do preço dos CDS sobre obrigações a cinco anos.

"A noção de que o pacote de ajuda à Irlanda iria criar uma barreira e travar os receios de contágio está claramente desacreditada", afirmou Preston Keat, director de ‘research' na Eurasia Group, citado pela Bloomberg. "Portugal e Espanha estão já a enfrentar pressões nos mercados", acrescentou.

O juro da dívida soberana nacional avançava até aos 7,271%, um novo máximo, depois de já ter estado a deslizar para 6,950% durante a manhã, numa primeira reacção ao acordo quanto ao pacote de ajuda à Irlanda, no valor de 85 mil milhões de euros. Esta é a linha de dívida pública portuguesa viva com maturidade a 10 anos mais negociada no mercado secundário. Na sexta-feira o juro fechou nos 7,145%.

No mesmo sentido, a 'yield' genérica das OT a 10 anos subia para 7,037%, após ter encerrado nos 6,987% na sexta-feira. Já o diferencial entre a dívida soberana portuguesa e as 'bund' alemãs com a mesma maturidade, que são a referência para o mercado, seguia nos 428 pontos.

Também o preço dos CDS sobre obrigações a cinco anos portugueses disparava 42 pontos até aos 546,26 mil euros, o que corresponde à subida mais expressiva no mundo. Os indicadores de risco da dívida de Portugal começaram a agravar-se depois de a Comissão Europeia ter divulgado as suas Previsões Económicas de Outono.

O relatório de Bruxelas aponta para que o défice das contas portuguesas passará de 9,3% do PIB em 2009 para 7,3% este ano, 4,9% no próximo e voltará a crescer para 5,1% em 2012, se o Governo não tomar mais medidas de contenção orçamental.

Os números avançados por Lisboa dão conta de um défice orçamental de 9,3% do PIB em 2009 para 7,3% este ano, 4,6 no próximo e 3% em 2012.

Olli Rehn já veio dizer que Portugal pode ter de avançar com novas medidas de austeridade se o crescimento económico do país ficar abaixo do que é esperado.

Mas também os indicadores de risco de Espanha e da Irlanda se agravam. O juro das Obrigações a 10 anos espanholas avançava para 5,44%, enquanto a 'yield' da dívida irlandesa com a mesma maturidade progredia até aos 9,274%.

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Hoje à(s) 9:25 pm

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