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 DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL

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Anarca



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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Qui Out 21, 2010 9:47 pm

Juro da dívida portuguesa avança rumo aos 5,8%

21.10.2010

Os indicadores de risco da dívida de Portugal continuam a subir, com os mercados atentos às negociações do Orçamento.
Pelo terceiro dia consecutivo, o juro das Obrigações do Tesouro a 10 anos subia 5 pontos base rumo aos 5,784%, depois de ter negociado nos 5,52% no início da semana e de ter fechado nos 5,7% no dia de ontem.

No mesmo sentido, o diferencial destes títulos face às 'bunds' alemãs com a mesma maturidade, que são a referência para o mercado, subiam para 331,4 pontos, após terem encerrado esta segunda-feira nos 314,4 pontos.

Já o preço dos 'credit-default swaps' sobre obrigações do Tesouro a 5 anos, uma espécie de seguro no caso de incumprimento de uma empresa ou Estado, registavam uma queda ligeira de 3 pontos para negociar nos 344 pontos, o que significa que os investidores têm de pagar um seguro anual de 344 mil euros por cada 10 milhões de euros aplicados em dívida pública portuguesa.

As atenções dos investidores mantêm-se focadas no cenário de aprovação ou não do Orçamento do Estado para 2011. O ministro da Presidência afirmou ontem à noite que o Governo está disponível para negociar as propostas do PSD para o Orçamento e desafiou o PSD a concretizar a sua "disponibilidade", indicando o seu interlocutor na mesa das negociações com o representante do Governo, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos.

Já o juro das OT a 10 anos irlandesas - outro país que está na mira dos mercados -, regista um avanço de 4 pontos para os 6,226% face ao nível de fecho no dia de ontem.

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Seg Out 25, 2010 2:45 pm

Governo quer limpar mil milhões no BPN para acelerar venda

25.10.2010

O travão às propostas de compra ao BPN é a carteira de crédito às subsidiárias, que deverá ascender a perto de mil milhões.

O Governo continua a estudar formas de tornar o BPN apetecível para comprar. Por isso está já a analisar um mecanismos para retirar do balanço do banco uma carteira de crédito às subsidiárias no valor que se aproxima dos 1.000 milhões de euros, segundo revelou ao Diário Económico uma fonte que analisou o caderno de encargos do banco. O mais provável é que esses créditos sejam assumidos pela CGD, com a garantia do Estado. Mas ainda não está definido de que forma se fará essa operação de transferência de créditos.

Estes créditos são o principal motivo pelo qual nenhum dos três bancos (Barclays, Montepio Geral e BIC Angola) que levantaram o caderno de encargos da privatização, se apressaram a avançar para uma proposta de compra do banco. É por isso a principal pedra no caminho da privatização do BPN.

Segundo as nossas fontes esses créditos estão contabilizados ao valor nominal, mas não há garantias de que essa carteira de activos seja boa, uma vez que os colaterais destes créditos não têm valor. É precisamente por considerarem que o valor desta carteira de crédito está sobrevalorizada no caderno de encargos, que os interessados têm referido que o banco precisa de uma injecção de capital na ordem dos 600 milhões de euros, a que acrescem os 180 milhões que é necessário despender na compra do BPN.

No folheto informativo disponibilizado aos interessados é referido que "a transacção engloba a reprivatização de 100% das acções do BPN, excluindo todas as participações do banco em subsidiárias (com excepção do BPN Serviços ACE, BPN Participações financeiras SGPS e o BPN Internacional). Ora é precisamente na BPN Serviços e Participações Financeiras que estão concentrados os créditos a subsidiárias como o Banco Efisa, BPN Crédito IFIC, BPN Brasil, BPN Imofundos entre outras.

O mesmo folheto informativo explica ainda aos interessados que "adicionalmente, será removido do balanço do BPN parte da sua carteira de crédito, assim como parte dos títulos, fundos de investimento e outros activos". Mas estava previsto que o banco ficasse com os créditos às subsidiárias. Ao todo a carteira de crédito do BPN somava no fim do ano passado, 4.674 milhões de euros, após a venda de activos estava previsto que essa carteira se reduzisse para 3.213 milhões. Agora poderá reduzir-se ainda mais, para pouco mais de dois mil milhões.

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Seg Out 25, 2010 8:15 pm

Clube da bancarrota: Portugal desce para 8º lugar

25.10.2010

A descida do risco de incumprimento da dívida portuguesa ao longo do dia valeu ao país baixar um lugar no TOP 10 mundial, segundo o monitor de probabilidade de default da CMA DataVision
A descida da probabilidade de default (incumprimento da dívida soberana) de Portugal abaixo do patamar dos 26% levou, esta tarde, à passagem do 7º para o 8º lugar no TOP 10 mundial desse risco, desagravando a deterioração das condições de crédito, segundo o monitor da CMA Datavision.
Alargou-se, assim, a distância em relação à Irlanda que conserva a 5ª posição e um risco superior a 30%.
Os juros da dívida pública portuguesa a 10 anos continuam a descer, situando-se, agora, nos 5,69%, segundo a Bloomberg, e nos 5,75%, segundo a Reuters.

(Expresso)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Ter Out 26, 2010 7:53 pm

"Já devíamos ter chamado o FMI há um ano"

26.10.2010

João César das Neves defende que Portugal devia ter pedido ajuda ao FMI há um ano e estima que a economia entrará em recessão em 2011.

"Já devíamos ter chamado o FMI há um ano. [...] Acho que com o FMI as coisas seriam muito mais difíceis de violar. Teríamos alguma benevolência por sermos nós a pedir, e não sermos obrigados pelos nossos credores, coisa que provavelmente vai acontecer daqui a dois ou três anos, daqui a um ou dois anos, que será muito pior", disse ontem à noite o economista.

João César das Neves - que falava à margem do debate 'Outro PEC que PEC?' - disse que, na sua opinião, a intervenção do FMI seria uma questão política e não técnica, que levaria a que o ajuste fosse efectivamente realizado.

Segundo o economista da Universidade Católica, com o FMI em Portugal politicamente seria mais fácil", pois a responsabilidade das acções passaria para o FMI e porque seria assumido um compromisso externo.

Quanto ao Orçamento do Estado, o economista afirmou, durante a conferência, que este indicia que, pela primeira vez desde 1985, haverá austeridade. E apontou que este Governo sempre indicou que haveria redução da despesa, mas que tal não se veio a verificar.

"Vamos ter certamente uma recessão" no próximo ano, antecipou ainda, estimando que esta ronde os 0,7%.
Relativamente ao défice de 2010, João César das Neves lembrou que este Governo "sempre se orgulhou" de não recorrer a medidas extraordinárias para resolver os problemas de contas públicas, calculando que, sem a transferência do fundo de pensões da Portugal Telecom (PT) para o Estado, o défice rondaria os 9%.

"Mais esta jogada, ainda por cima deste Governo que sempre se orgulhou de não recorrer a medidas extraordinárias. [...] A PT não é parva, se tivesse ali um activo que era bem provido não o estava a entregar ao Estado. A única razão por que está a dar este activo é porque tem responsabilidades superiores ao activo", disse.

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Qui Out 28, 2010 8:55 pm

Teixeira dos Santos admite derrapagem de 1,8 mil milhões

27.10. 2010

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, admitiu hoje a existência de uma derrapagem entre 1,7 e 1,8 mil milhões de euros na execução orçamental deste ano.

O ministro, que está a ser ouvido na Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças, disse que o "problema da execução em 2010 está fora do subsetor Estado", afirmando que a Estradas de Portugal e as autarquias e regiões autónomas terão um desvio superior ao esperado.

Teixeira dos Santos disse que, no caso da Estradas de Portugal, o desvio será na ordem dos 580 milhões de euros e está relacionado, entre outros fatores, com o atraso na cobrança de portagens e a receitas inferiores ao previsto na alienação de património.

O ministro acrescentou que a quebra da receita não fiscal representa "cerca de 400 milhões de euros" e as autarquias e regiões um desvio que "rondará os 200 a 250 milhões de euros".

Teixeira dos Santos disse que, no total, o desvio ascende a "1,7 a 1,8 mil milhões de euros", avançando que o valor será coberto com a receita extraordinária que o Governo espera obter com a transferência do fundo de pensões da PT para a Caixa Geral de Aposentações.

(Lusa)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Seg Nov 01, 2010 10:58 pm

Juros da dívida pública sobem para 6,10%

1.11.2010

A tendência altista nos juros da dívida pública portuguesa a 10 anos continua. Ao final da tarde fixam-se em 6,10% e o risco de incumprimento mantém a subida

Os juros da dívida pública portuguesa a 10 anos não dão tréguas, mesmo em dia feriado - estão, ao final da tarde, em 6,10%, depois de terem aberto hoje em 5,93%, segundo dados da Bloomberg.

A probabilidade de default (incumprimento da dívida soberana) continua, também, a subir - situando-se, no final da tarde, em 28,85%, depois de ter aberto nos 27,59%, segundo o monitor deste risco da CMA DataVision.

A tendência de alta nos casos da Grécia e da Irlanda também se mantém, revelando que há um movimento sincronizado dos três países em termos de deterioração das condições de crédito e de perceção pelos investidores da incerteza da gestão política da dívida nesta "periferia" da zona euro.

Os juros da dívida pública grega a 10 anos (que servem de indicativo, pois a Grécia não tem recorrido ao mercado financeiro, dado estar "intervencionada" pelo Fundo Monetário Internacional e por Bruxelas) situavam-se, ao final da tarde, em 10,70%, depois de terem aberto nos 10,56% e a probabilidade de incumprimento subiu de 50,14% para 51,36%.

No caso da Irlanda, os juros da dívida pública a 10 anos subiram para 7,10% e o risco de default para 35,13%. A Irlanda está,de novo, em matéria de juros a fixar novo recorde, desde o início desta crise.

Este trio, mais Espanha e Itália, são hoje cinco dos 10 países cujo risco de incumprimento da dívida soberana mais está a subir no monitor da CMA DataVision.

(Expresso)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Ter Nov 02, 2010 11:58 pm

Risco da dívida portuguesa avança para 6,26%

02.11.2010

A percepção de risco da parte dos investidores em relação a Portugal não pára de piorar.

No dia em que o Parlamento debate a proposta de Orçamento do Estado para 2011, os indicadores de risco da dívida de Portugal agravam-se aos olhos dos mercados.

Sinal disso é que o prémio que os investidores exigem para comprar obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos em vez das bunds alemãs com a mesma maturidade, que são a referência para o mercado, subia 19 pontos até aos 381,4 pontos-base, o valor mais elevado desde 13 de Outubro.

Esta evolução do ‘spread' está a empurrar o juro das OT para 6,261%, o valor mais elevado desde 7 de Outubro e um nível superior aos 6,1% registados no fecho de ontem.

Um outro indicador de risco, avaliado através do preço dos ‘credit-deafult swaps' (CDS) sobre obrigações a cinco anos, que é uma espécie de seguro em caso de incumprimento de um Estado ou empresa, também subia 16,5 pontos até aos 406,18 pontos, a subida mais expressiva em todo o mundo. Quer isto dizer que por cada 10 milhões de euros aplicados em dívida portuguesa, o investidor tem de pagar um seguro anual de 406,18 mil euros.

Também o preço dos CDS gregos e irlandeses a cinco anos está a subir, registando a terceira (+12,6) e quarta (+9,6) subidas mais expressivas, respectivamente.

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Ter Nov 02, 2010 11:59 pm

Clube da bancarrota: Portugal sobe para a 6ª posição.

02.11.2010

Depois da Irlanda ter subido para 3º lugar, foi a vez, agora, de Portugal ascender ao 6º lugar do TOP 10 mundial do risco. Os juros da dívida a 10 anos estão acima de 6,2%.

Portugal acaba de ascender à 6ª posição no TOP 10 mundial do risco de default (incumprimento da dívida soberana), depois da Irlanda ter subido ao 3º lugar desse "clube" ao final desta manhã.

A probabilidade de incumprimento por parte de Portugal situa-se acima dos 30% e ultrapassou, agora, a meio da tarde o risco da Ucrânia, segundo o monitor da CMA DataVision.

(Expresso)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Qua Nov 03, 2010 10:45 pm

Juros da dívida já ultrapassam 6,34%

03.11.2010

Mercados voltam a penalizar Portugal no dia em que OE2011 vai a votos

Os juros da dívida das obrigações portuguesas a 10 anos já ultrapassaram os 6,34%, a reflectirem a situação de instabilidade política no nosso país, no dia da votação do Orçamento do Estado para 2011, no Parlamento.

A esta hora, a taxa de juro das obrigações a 10 anos está a negociar nos 6,3450%, acima dos 6,3% desta terça-feira, dos 6,102% de segunda-feira e dos 5,952% de sexta-feira, antes de haver acordo para a viabilização do Orçamento.

Apesar do acordo alcançado entre Governo e PSD, os investidores querem garantias sobre como será o executado o Orçamento, sendo que a «sombra» de uma crise política a partir de Março não deixa ninguém descansado.

A troca de acusações «acesa» entre os maiores partidos de assento parlamentar esta terça-feira, no Parlamento, é prova disso: mostra que os dois lados ainda estão distantes, o que não resolve o problema de desconfiança dos mercados em relação a Portugal.

Além disso, vários analistas têm avançado que continuam os receios quanto ao impacto que as medidas de austeridade podem vir a ter na economia, já que poderão arrastar o país a uma recessão, o que a acontecer poderá comprometer a meta de redução do défice.

Recorde-se que o máximo histórico dos juros da dívida foi de 6,5%, a 28 de Setembro, precisamente um dia antes de o Governo apresentar as novas medidas de austeridade.

(Agência Financeira)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Qui Nov 04, 2010 2:41 pm

Juros cobrados a Portugal já estão nos 6,5%

04.11.2010

Sócrates diz que a subida dos juros resulta de um "comportamento especulativo".

A aprovação do Orçamento não conseguiu acalmar os mercados de dívida que continuam a castigar Portugal.

O juro das Obrigações do Tesouro a 10 anos sobe hoje para os 6,516%, o valor mais elevado desde 29 de Setembro. O recorde foi atingido a 28 de Setembro, altura em que as ‘yields' superaram os 6,6%. Há sete sessões que o juro cobrado a Portugal não pára de subir, mesmo depois de ter sido anunciado um acordo entre o Governo e o PSD para viabilizar o Orçamento.

Pior que Portugal só mesmo a Irlanda, outro dos países que têm estado na mira dos mercados. É que as 'yields' irlandesas da mesma maturidade aceleram para 7,475%, um novo recorde.

No mesmo sentido, o diferencial entre as obrigações do Tesouro português a 10 anos e as ‘bunds' alemãs com a mesma maturidade, indicador conhecido por ‘spread', avança para 401,3 pontos base, um máximo de 30 de Setembro.

Também o preço dos ‘credit default swaps' - espécie de seguro contra o incumprimento - das obrigações do Tesouro a 5 anos portuguesas sobe para os 416,67 pontos base. Na prática, isto significa que por cada 10 milhões de euros aplicados em divida pública portuguesa, os investidores têm de pagar um seguro anual de 416,67 mil euros.

"É expectável uma grande volatilidade dos juros e ‘spread' das Obrigações do Tesouro portuguesas, porque com as medidas de austeridade apresentadas, é previsível que haja uma contracção do crescimento económico", afirmou Jamie Stuttard, da Schroders.

"A aprovação do Orçamento não foi uma novidade, era algo que já sabíamos há alguns dias que iria acontecer. Mais importante do que a aprovação será a sua execução. Não estou à espera de um impacto muito positivo no mercado", acrescentou Filipe Silva do Banco Carregosa.

O agravamento dos indicadores de risco de Portugal surge um dia depois de Portugal ter pago juros mais elevados que nas emissões anteriores para colocar 1,03 mil milhões de euros em Bilhetes do Tesouro, com maturiades a três e doze meses

Quando faltam dois meses para terminar o ano, Portugal tem ainda pela frente um duro desafio: colocar, no mínimo, 3,02 mil milhões de euros em dívida pública.

José Sócrates afirmou ontem, à saída do Parlemento, que a subida dos juros da dívida pública portuguesa, resulta de um "comportamento especulativo que nada tem de justificação do ponto de vista económico", sublinhando que "foi um movimento conjunto de vários países", exemplificando que "os juros da Irlanda bateram um novo recorde".

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Qui Nov 04, 2010 10:09 pm

Dívida: Juros a 10 anos em máximo histórico de 6,66%.

04.11.2010

Os juros exigidos pelos investidores para comprar dívida pública portuguesa a dez anos bateram hoje o máximo histórico e estão agora em 6,66 por cento no mercado secundário, um dia depois da aprovação do Orçamento do Estado.

Pelas 11:11, os investidores exigiam 6,66 por cento pelas obrigações a dez anos, acima do anterior recorde histórico de 6,512 por cento, atingido a 28 de Setembro.

Esta subida dos juros da dívida soberana acontece um dia depois de o Orçamento do Estado ter sido viabilizado na generalidade, com os votos a favor do PS, a abstenção do PSD e a oposição dos restantes países da oposição.

(Lusa)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Qui Nov 04, 2010 10:11 pm

Portugal tem de pedir 100 mil milhões emprestados em 2011

04.11.2010

Portugal vai precisar de pedir empréstimos externos de quase 100 mil milhões de euros no próximo ano. O número foi avançado hoje pelo economista Augusto Mateus no XVIII Congresso da Ordem dos Engenheiros a decorrer em Aveiro até amanhã.

Esta soma inclui as necessidades de refinanciamentos do Estado e do sistema financeiro para fornecer recursos à economia nacional e ainda a cobrir o défice externo público e do país.

Segundo Augusto Mateus, a soma é mais ou menos dividida em dois pelo Estado e bancos. Em causa está um valor que representa mais de metade do PIB português que é da ordem dos 170 mil milhões de euros.

Para o ex-ministro da Economia do PS, estes números ilustram o “enorme problema do financiamento externo” que não se deixa iludir com “declarações voluntaristas sobre a situação portuguesa”.

(Público)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Seg Nov 08, 2010 8:30 pm

Risco de Portugal bate novo máximo em 6,8%

08.11.2010

Os juros aproximam-se da barreira dos 7%.

Os mercados internacionais dão hoje sinais renovados de nervosismo para com Portugal e Irlanda.

As ‘yields' das obrigações do Tesouro português a 10 anos fixaram mesmo um novo máximo histórico da era euro ao atingirem os 6,80%. Este agravamento alargou o diferencial para a dívida alemã da mesma maturidade em 33 pontos, com o ‘spread' a situar-se agora nos 442,4 pontos base, também um valor recorde desde o nascimento da moeda única.

Os juros aproximam-se assim, ainda mais, do limite de 7% definido pelo ministro Teixeira dos Santos como sendo o patamar para se começar a pensar numa solução que envolva Bruxelas e o FMI. Já depois disso, o Governo disse repetidamente que pedir ajuda externa não é opção.

Traders contactados pela agência Reuters justificam esta subida com o efeito de contágio irlandês, mas também com os números hoje divulgados sobre a cedência de liquidez do Banco Central Europeu (BCE) à banca portuguesa, que recuou de forma residual em Outubro. Estes factores terão neutralizado a intervenção do BCE na semana passada - Trichet comprou dívida portuguesa e irlandesa para travar a escalada dos juros -, e também a garantia da China que, em visita oficial a Portugal, prometeu ajudar o País a sair da actual crise. As declarações de Alberto Soares, presidente do IGCP, à agência Bloomberg, onde destacou a diversificação da base de credores de Portugal, também parecem não ter surtido efeito.

A tensão nos mercados de dívida é ainda mais evidente em Dublin, mesmo depois do governo irlandês ter anunciado, na semana passada, um novo plano de austeridade para corrigir as contas públicas do país. Os juros cobrados pelos investidores para comprarem títulos a 10 anos de dívida pública irlandesa agravaram-se para 7,8%. O ‘spread' face as ‘bunds' alemãs da mesma maturidade subiram até aos 540,4 pontos base.

Outra forma de medir o risco de país é o preço dos ‘credit default swaps'. Também aqui Portugal (456 pontos) e Irlanda (598 pontos) se destacam pela negativa com subidas de 13 pontos base.

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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Ter Nov 09, 2010 12:38 pm

Dívida - Risco de Portugal bate novo máximo em 6,847%

09.11.2010

Os juros da dívida pública portuguesa aproximam-se dos 7%.

Na véspera de Portugal voltar a testar os mercados de dívida, os juros da República continuam a escalada.

As ‘yields' das obrigações do Tesouro português a 10 sobem hoje para 6,847%, contra os 6,819% atingidos ontem.

Uma subida que ocorre na véspera de Portugal voltar ao mercado para a sua última emissão de Obrigações do Tesouro em 2010. Com 93% das necessidades de financiamento cumpridas, Portugal prepara-se para emitir a seis e dez anos, num montante indicativo entre os 750 e os 1.250 milhões de euros.

"É muito provável que a dívida pública venha a atingir os 7% e para já não está nas mãos de Portugal evitá-lo. Só um sucesso do lado da execução orçamental poderia reverter a actual tendência, mas só para 2011 é que se poderá fazer essa avaliação e até lá Portugal terá de continuar a emitir", defende João Zorro, director de Investimento da ESAF.

Recorde-se que o ministro Teixeira dos Santos definiu o limite de 7% como sendo o patamar para se começar a pensar numa solução que envolva Bruxelas e o FMI. Já depois disso, o Governo disse repetidamente que pedir ajuda externa não é opção.

Também o diferencial entre as obrigações do Tesouro português a 10 anos e as ‘bunds' alemãs com a mesma maturidade, indicador conhecido por ‘spread', avança para 447,8 pontos base, igualmente um valor recorde.

No mesmo sentido, o preço dos 'credit-default swaps' (CDS) sobre obrigações do Tesouro a cinco anos, sobe para os 460 pontos, o que significa que os investidores têm de pagar um seguro anual de 460 mil euros mensais por esta espécie de seguro contra o eventual incumprimento de Portugal.

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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Ter Nov 09, 2010 10:12 pm

Juros da dívida nos 7,01 %,

9.11.2010

Os juros cobrados pelos mercados internacionais para comprar dívida pública portuguesa ultrapassaram, esta manhã, os 7%, o máximo aceitável, segundo Teixeira dos Santos, antes de levar Portugal a recorrer ao FMI.

O Estado português vai fazer, amanhã, uma nova emissão de dívida pública, numa altura em que os mercados continuam a afiar o dente sobre Portugal, com os juros da dívida pública a passarem dos 7%.

"Portugal continua a bater recordes na sua dívida a dez anos. Neste momento, estamos nos 7,01%, a taxa que o Estado iria pagar se se tivesse endividado hoje", terça-feira, disse Filipe Silva, gestor do mercado e dívida do Banco Carregosa, em declarações à Rádio Renascença.

"Amanhã iremos fazer um leilão desta mesma dívida, por isso, a não ser que haja uma recuperação forte, será à volta desta taxa que o Estado irá pagar", acrescentou Filipe Silva.

Ontem, os juros da dívida pública portuguesa tinha batido um novo recorde, nos 6,819%, ultrapassado na manhã de hoje, com os juros a subirem para os 6,867% às primeiras horas do dia.

Em entrevista ao Expresso, no passado dia 9, Teixeira dos Santos admitia que 7% era o máximo de juros suportáveis por Portugal e que, atingida esta barreira Portugal "entra num terreno" em que é melhor recorrer ao fundo europeu e ao FMI.

O Governo, pela voz do ministro da Economia veio hoje desdizer Teixeira dos Santos: "Não há nenhum limite objectivo, nem a fixação de nenhuma fronteira. A situação internacional tem evoluído muito rapidamente e as avaliações têm de ser feitas à medida que essa evolução se verifica", disse Vieira da Silva.

Com esta renovação consecutiva do recorde dos juros, os mercados aguardam com expectativa o leilão de quarta feira de dívida de longo prazo pelo Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público, em que o Tesouro quer conseguir entre 750 e 1250 milhões de euros, numa altura em que já obteve financiamento para 93% da dívida...

Se nesta emissão Portugal conseguir suprir as suas necessidades de financiamento, este deverá ser o último leilão do ano.
A Irlanda é hoje o único país que acompanha Portugal nesta tendência de subida, com os juros da dívida irlandesa a dez anos a baterem o máximo de 7,903%, acima do valor de 7,859% registado segunda feira.

Na maturidade da dívida portuguesa a cinco anos, os juros exigidos pelos investidores negoceiam nos 5,819%, o maior valor desde o máximo histórico de 6,076 a 07 de maio de 2010.

Quanto ao 'spread' da dívida portuguesa face à alemã, ou seja, o prémio pedido pelos investidores para comprarem obrigações portuguesas em vez de alemãs, agrava-se para 464,1 pontos base nos títulos a 10 anos, enquanto o 'spread' dos juros a cinco anos está em 440,1 pontos base.

(Jornal de Notícias)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Ter Nov 09, 2010 10:22 pm

Ricciardi: "Subida de juros não tem nada a ver com o PS e PSD, mas sim com a senhora Merkel"

09.11.2010

CEO do BES Investimento culpa a Alemanha pela escalada recente dos juros da dívida portuguesa e considera que "a Europa tem líderes muito fracos".

"A subida dos juros não tem nada a ver com o PS e PSD, mas com a senhora Merkel”, afirmou José Maria Ricciardi num encontro com jornalistas.

José Maria Ricciardi comentou a subida de taxas de juro portuguesas hoje dizendo que a escalada recente não tem nada a ver com o acordo entre o PS e o PSD, mas com as intenções da Alemanha de envolver os financiadores privados nos casos de reestruturação de dívida de Estados.

Numa crítica directa à chanceler alemã, o presidente do BESI afirmou que “a Europa tem líderes fracos, que precisam da aprovação da sua própria opinião pública para se manterem líderes. Faltam estadistas, temos políticos muito fracos na Europa”.

Em relação a Portugal, Ricciardi diz que “é incompreensível que os partidos não se entendam”.

(Jornal de Negócios)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Ter Nov 09, 2010 10:24 pm

Schroders : "Taxas estão a aumentar para um nível que Portugal já não consegue pagar"

09.11.2010

A alusão de Teixeira dos Santos ao limite dos 7% foi “um erro”, diz Azad Zangana, da Schroders.

Para o economista da Schroders, uma das maiores gestoras de activos do mundo, "a situação [portuguesa] está a transformar-se numa profecia que se está a concretizar", referindo-se à escalada dos juros da dívida pública nacional, que estão hoje a escassas centésimas do tal patamar de 7%.

E para o especialista da Schroders "as taxas estão a aumentar para um nível tal que Portugal já não consegue pagar". Na mesma declaração, Azad Zangana considera ainda "um erro o Ministro das Finanças Português ter referido o patamar dos 7% para pedir intervenção do FMI".

"Infelizmente, com a UE a discutir a partilha da dívida do sector privado - o código para reestruturações e incumprimentos - os investidores privados estão a começar a incorporar o risco dos títulos de dívida pública portugueses, o que inevitavelmente leva ao aumento das taxas", explicou.

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Ter Nov 09, 2010 10:25 pm

Clube da bancarrota: Portugal sobe para 5.º lugar

09.11.2010

Os mercados abriram hoje com a subida de Portugal para o 5.º lugar do top 10 mundial do risco de default, ultrapassando o Paquistão.Juros da dívida pública a 10 anos estão de novo em alta.

Como já indicava a evolução do risco de default (incumprimento da dívida soberana) ontem no fecho, Portugal subiu, hoje, pela manhã, ao 5.º lugar do top 10 mundial da probabilidade de incumprimento, com 33,8%, segundo o monitor da CMA DataVision, ultrapassando o Paquistão.

Dado que a diferença de risco é muito pequena em relação ao Paquistão, poderá ocorrer um sobe e desce ao longo do dia entre os dois países. No entanto, esta "graduação" negativa sinaliza o agravamento das condições de crédito em relação a Portugal.

Os juros da dívida pública portuguesa a 10 anos abriram a subir, de novo. Fecharam, ontem, nos 6,78% e estão hoje nos 6,85%, segundo a Bloomberg. O spread (diferença) em relação aos juros de remuneração dos Bunds alemães (títulos de referência na zona euro) aumentou, situando-se quase em 4,5%.

A linha vermelha dos 7% nos juros a 10 anos poderá estar a ser "testada" como antecâmara para o leilão de Obrigações do Tesouro (OTs) a ser colocado amanhã pelas 10H30 pelo IGCP (Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público). O leilão prevê OTs com maturidades em 2016 e 2020 num montante indicativo entre 750 e 1250 milhões de euros.

(Expresso)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Qua Nov 10, 2010 9:55 pm

Juro da dívida de Portugal avança para 7,19%

10.11.2010

A percepção de risco da parte dos investidores em relação a Portugal continua a aumentar. O juro das Obrigações a 10 anos está nos 7,19%.

Os indicadores de risco da dívida de Portugal continuam a agravar-se, mesmo depois de Portugal ter conseguido colocar hoje no mercado com sucesso 1.242 milhões de euros em Obrigações do Tesouro a 10 e a 6 anos.

Sinal disso é que o juro das Obrigações do Tesouro (OT) a 10 anos portuguesas, com maturidade em 2020, avança até aos 7,192%, acima da barreira de 7% que, segundo Teixeira dos Santos, nos separa do FMI. Esta é a linha de dívida pública portuguesa viva com maturidade a 10 anos mais negociada no mercado secundário.

No mesmo sentido, a 'yield' genérica das OT a 10 anos sobe para 7,026%.

Também o diferencial entre a dívida pública portuguesa e as ‘bund' alemãs com a mesma maturidade agrava-se até aos 460 pontos, 25 acima do valor de fecho de ontem.

O agravamento do risco de Portugal surge apesar de o País ter conseguido colocar hoje no mercado 1.242 milhões de euros em obrigações do Tesouro a 10 e a 6 anos, quase o montante máximo previsto, com a procura a duplicar a oferta.

Os juros subiram em ambas as maturidades, mas ficaram abaixo da barreira dos 7%, que, segundo o ministro Teixeira dos Santos, nos separa do FMI.

Teixeira dos Santos instou hoje todas as forças políticas a deixarem passar o Orçamento para 2011 na votação final. "Portugal não pode ignorar as consequências para o País da manutenção de taxas de juro elevadas", declarou o ministro das Finanças na segunda declaração aos mercados em dois dias, citado pela Reuters.

Na mesma declaração, o governante reiterou o objectivo de baixar o défice para 4,6% do PIB em 2011 e defendeu que "é este sinal de empenhamento que os mercados estão à espera".

Para acalmar os mercados, o ministro da Economia, Vieira da Silva, também garantiu ontem, no Parlamento, que "não há nesta área nenhum número mágico a partir do qual signifique a intervenção de organismos internacionais".

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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Qua Nov 10, 2010 9:56 pm

"Portugal e Irlanda terão de recorrer ao Fundo Europeu"

10.11.2010

Os analistas do Credit Suisse entendem que as condições de financiamento de Portugal e Irlanda são “insustentáveis”.
O Credit Suisse acredita que "a Irlanda e Portugal terão de recorrer ao fundo de resgate da União Europeia (UE)". Na base dos receios dos analistas do banco suíço estão "as condições de financiamento que aparentam ser insustentáveis para Portugal, Irlanda e Grécia", segundo um relatório divulgado hoje.

Os peritos alertam que, no longo prazo, "os pagamentos com juros em proporção do PIB serão acima da tendência de crescimento do PIB nominal" e referem que, em situações de elevado grau de endividamento, "os países têm de ter uma desvalorização da moeda ou excedentes de contas correntes". Até agora, segundo os especialistas do banco, "nenhuma destas condições aconteceu na Europa periférica".

A juntar a isto, o Credit Suisse teme que a instabilidade política dificulte ainda mais a tarefa de controlar as contas públicas nos países em pior situação. E Portugal não é excepção. "Há um Governo de minoria mas o partido da Oposição deixou passar o Orçamento para 2011. No entanto, a situação permanece incerta e é possível que ocorram eleições antecipadas no próximo ano", nota o Credit Suisse.

Caso Portugal e Irlanda tenham de recorrer ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira, o Credit Suisse estima que os custos da UE com o resgate, já incluindo as ajudas à Grécia, se situem nos 190 mil milhões de euros.

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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Qua Nov 10, 2010 10:05 pm

Juro da dívida de Portugal avança para 7,22%

10.11.2010

A percepção de risco da parte dos investidores em relação a Portugal continua a aumentar. O juro das Obrigações a 10 anos está nos 7,225%.

Os indicadores de risco da dívida de Portugal continuam a agravar-se, mesmo depois de Portugal ter conseguido colocar hoje no mercado com sucesso 1.242 milhões de euros em Obrigações do Tesouro a 10 e a 6 anos.

Sinal disso é que o juro das Obrigações do Tesouro (OT) a 10 anos portuguesas, com maturidade em 2020, avança até aos 7,225%, acima da barreira de 7% que, segundo Teixeira dos Santos, nos separa do FMI. Esta é a linha de dívida pública portuguesa viva com maturidade a 10 anos mais negociada no mercado secundário.

No mesmo sentido, a 'yield' genérica das OT a 10 anos sobe para 7,088%.

Também o diferencial entre a dívida pública portuguesa e as ‘bund' alemãs com a mesma maturidade agrava-se até aos 466,1 pontos, 30 acima do valor de fecho de ontem.

O agravamento do risco de Portugal surge apesar de o País ter conseguido colocar hoje no mercado 1.242 milhões de euros em obrigações do Tesouro a 10 e a 6 anos, quase o montante máximo previsto, com a procura a duplicar a oferta. Os juros subiram nas duas maturidades, mas ficaram abaixo dos 7%.

Numa declaração depois da emissão de hoje, Teixeira dos Santos instou todas as forças políticas a deixarem passar o Orçamento para 2011 na votação final. "Portugal não pode ignorar as consequências para o País da manutenção de taxas de juro elevadas", declarou o ministro das Finanças, citado pela Reuters, naquela que foi a segunda declaração aos mercados em dois dias.

Na mesma declaração, o governante reiterou o objectivo de baixar o défice para 4,6% do PIB em 2011 e defendeu que "é este sinal de empenhamento que os mercados estão à espera".

Para acalmar os mercados, o ministro da Economia, Vieira da Silva, também garantiu ontem, no Parlamento, que "não há nesta área nenhum número mágico a partir do qual signifique a intervenção de organismos internacionais".

Mas também os indicadores de risco da Irlanda registam hoje máximos históricos. O juro das OT a 10 anos irlandesas subia até aos 8,579%, com o 'spread' nos 615,2 pontos.

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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Qua Nov 10, 2010 10:06 pm

Juros da dívida batem recordes atrás de recordes e atingem 7,325 %

10.11.2010

Os juros das obrigações do Tesouro a dez anos têm estado hoje a bater consecutivamente recordes, atingindo agora um máximo de 7,325 por cento.

Por volta das 15h35 os juros dos títulos do Tesouro com maturidade de dez anos atingiram um novo máximo histórico de 7,325 por cento, seguindo a tendência ascendente que se vêm a verificar desde o início da manhã.

Os sete por cento eram o limite acima do qual o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, disse, há um mês, que Portugal tinha de começar a pensar numa intervenção do fundo europeu de estabilização financeira e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Hoje, o Estado fez a sua última emissão de obrigações do Tesouro deste ano e as taxas de juro pagas foram as mais elevadas de sempre, pelo menos desde que existe o euro. Nos títulos a dez anos, o Estado endividou-se a uma taxa média de 6,8 por cento, uma subida de nova por cento face à emissão com o mesmo prazo feita há um mês e meio.

Ontem os juros da dívida a dez anos já tinham tocado o limite dos sete por cento ao início da manhã na plataforma da agência Bloomberg, e à tarde atingiram 7,02 por cento às 16h53 na plataforma da agência Reuters (a que o PÚBLICO utiliza como fonte), mas depois desceram e encerraram a sessão em 6,919 por cento.

Na Europa, a tendência é também se subida no mercado secundário da dívida. Tal como Portugal, a Irlanda tem batido recordes atrás de recordes e as taxas de juro das suas obrigações negoceiam agora nos 8,803 por cento.

Na Grécia, os juros voltaram a subir, negociando agora nos 11,581 por cento. O mesmo acontece em Espanha e em Itália, que apresentam, contudo, taxas mais baixas do que os outros países com problemas orçamentais do euro - 4,505 e 4,039 por cento, respectivamente.

(Público)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Qui Nov 11, 2010 9:39 pm

Juro de Portugal avança para novo máximo acima dos 7,377%

11.11.2010

A percepção de risco da parte dos investidores em relação a Portugal não pára de aumentar.

O juro das Obrigações do Tesouro (OT) a 10 anos portuguesas, com maturidade em 2020, avança até aos 7,377%, um novo máximo. Esta é a linha de dívida pública portuguesa viva com maturidade a 10 anos mais negociada no mercado secundário.

No mesmo sentido, a 'yield' genérica das OT a 10 anos sobe para 7,139%, também um novo recorde.

A subida das 'yields' surge mesmo depois de Portugal ter conseguido colocar ontem no mercado com sucesso 1.242 milhões de euros em Obrigações do Tesouro a 10 e a 6 anos.

Também o diferencial entre a dívida pública portuguesa e as ‘bund' alemãs com a mesma maturidade agrava-se até aos 483 pontos, 15,5 pontos base acima do valor de fecho de ontem.

O agravamento do risco de Portugal surge apesar de o País ter conseguido colocar ontem no mercado 1.242 milhões de euros em obrigações do Tesouro a 10 e a 6 anos, quase o montante máximo previsto, com a procura a duplicar a oferta. Os juros subiram nas duas maturidades, mas ficaram abaixo dos 7%.

Numa declaração depois da emissão de ontem, Teixeira dos Santos instou todas as forças políticas a deixarem passar o Orçamento para 2011 na votação final. "Portugal não pode ignorar as consequências para o País da manutenção de taxas de juro elevadas", declarou o ministro das Finanças, citado pela Reuters, naquela que foi a segunda declaração aos mercados em dois dias.

Na mesma declaração, o governante reiterou o objectivo de baixar o défice para 4,6% do PIB em 2011 e defendeu que "é este sinal de empenhamento que os mercados estão à espera".

Para acalmar os mercados, o ministro da Economia, Vieira da Silva, também garantiu esta semana no Parlamento, que "não há nesta área nenhum número mágico a partir do qual signifique a intervenção de organismos internacionais".
A deterioração da situação de alguns Países periféricos, sobretudo da Irlanda, onde os investidores já exigem juros superiores a 8%, e a proposta vinda directamente da Alemanha representam a fórmula explosiva que está a afectar negativamente Portugal, depois da tensão provocada pelo Orçamento do Estado para 2011.

"Embora a situação dos Países periféricos seja fundamentalmente diferente, existe alguma tendência para olhar para o problema como se fosse único", afirmou Diogo Serras Lopes. O director de investimentos do Banco Best vai mais longe ao explicar que "a deterioração da situação num País, neste caso a Irlanda que está a braços com uma crise bancária muito significativa, influencia negativamente outros Países, como Portugal, que também se encontram numa situação frágil".

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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Qui Nov 11, 2010 9:47 pm

Juros da dívida a dez anos chegam aos 7,572 %

11.11.2010

As taxas de juro da dívida portuguesa a dez anos atingiram esta manhã momentaneamente os 7,5 por cento nos mercados secundários, pelo menos duas vezes, segundo o registo da agência Reuters.

Aquele nível foi atingido duas vezes, tendo o valor maior sido de 7,572 por cento, às 8h41, o que constitui um novo máximo histórico. Este é já o terceiro dia em que os juros da dívida a dez anos superam o limiar dos sete por cento, depois de o terem rompido pela primeira vez na terça-feira.

Os juros implícitos da dívida pública no mercado secundário estiveram hoje sempre acima do limiar dos sete por cento, que o ministro das Finanças considerou que poderia justificar uma intervenção externa no país, depois de ontem terem chegado ao fim do dia em 7,235 por cento.

Ontem os juros da dívida a dez anos já estiveram a bater sucessivos recordes acima de sete por cento, mas hoje abriram a cair, por um curto período. Depois dispararam, e perto das 10h30 estavam em 7,303.

A margem face às obrigações alemãs estava em 488,9 pontos-base, prolongando a tendência de subida que se regista desde 26 de Outubro, quando era de 290,5 pontos-base. Ontem tinham fechado em 453,8 pontos-base.

(Público)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Qui Nov 11, 2010 9:59 pm

O Estado ainda tem mais três emissões de dívida de curto prazo até final do ano.

11.11.2010

O Estado ainda tem pela frente mais três emissões de dívida de curto prazo até ao final do ano, onde espera arrecadar entre 1750 milhões de euros a 2750 milhões, para completar as necessidades de financiamento de 2010.

Depois de ter feito ontem o último leilão de obrigações do Tesouro, onde teve de pagar juros recorde, o Estado enfrenta mais três emissões de dívida até ao final do ano, mas desta vez de curto prazo, ou seja, os chamados Bilhetes do Tesouro (BT), que têm o prazo máximo de um ano.

O Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), a entidade que emite a dívida nacional, anunciou hoje que a próxima emissão de BT decorre na próxima semana, no dia 17 de Novembro, pelas 10h30. A maturidade é de 18 de Novembro de 2011 e o montante indicativo é de 750 milhões de euros a 1250 milhões.

De acordo com o programa de financiamento do IGCP relativo ao último trimestre, há ainda outros dois leilões até ao final do ano. Um deles está previsto para dia 1 de Dezembro, terá maturidade a 18 de Novembro de 2011 e deverá render entre 500 a 750 milhões de euros.

O último leilão de BT realiza-se no dia 15 de Dezembro, tem maturidade até 18 de Março de 2011 e um montante indicativo de 500 a 750 milhões de euros.

De acordo com os calendários do IGCP, o Estado já realizou este ano cinco emissões de BT, sempre com taxas de juro consideravelmente inferiores às dos leilões de obrigações do Tesouro.

Regra geral, os juros da dívida a um ano ou menos são bastante mais baixos do que os das obrigações, mas a verdade é que também não têm escapado ao aumento da desconfiança dos investidores.

Os juros dos títulos de dívida a um ano têm estado a subir e atingiram hoje os 4,567 por cento, mais de um ponto percentual face à última emissão de BT com essa maturidade. Também os juros da dívida a seis meses estão em alta, chegando aos 3,207 por cento. A única emissão de BT com uma maturidade semelhante, realizada no início deste mês, foi realizada a uma taxa média de 1,818 por cento.

(Público)
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MensagemAssunto: Re: DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ À BANCARROTA FINAL   Hoje à(s) 9:24 pm

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