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 QUESTÕES SALARIAIS

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Anarca

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MensagemAssunto: QUESTÕES SALARIAIS   Ter Abr 20, 2010 6:37 pm

Mexia ganha 3,1 milhões de euros em 2009

"Chocante". É deste modo que alguns empresários reagem ao facto de António Mexia, CEO da EDP, ter ganho 3,1 milhões de euros em 2009, o que dá 8500 euros por dia. Mas o líder executivo da EDP não é o único a ser bem remunerado nas empresas cotadas em bolsa. A ZON revelou ontem que Rodrigo Costa recebeu mais de 1,3 milhões de euros o ano passado entre salários e prémios.

A ZON pagou 4,8 milhões de euros em remunerações aos seus administradores (executivos e não-executivos), incluindo salários, prémios e o plano de acções e poupança acções. O chairman da empresa, o advogado Daniel Proença de Carvalho, teve direito a uma remuneração de 250 mil euros e Joaquim Oliveira, dono da Controlinveste, recebeu 21 mil euros por ser vogal não-executivo na empresa de telecomunicações.

Rodrigo Costa, CEO da ZON, recebe assim perto de 3500 euros por dia entre os 695 mil euros de remuneração fixa, e 300 mil euros de prémio ao que se somam 347 mil euros referentes a prémios de "exercícios anteriores" e que "não se repetirão no futuro", segundo a empresa.

Joaquim Pina Moura, que abandonou a presidência da Media Capital, proprietária da TVI, a 12 de Março de 2009, ganhou mais de 71 mil euros no ano passado.

Mesmo assim o alvo das críticas continua a ser António Mexia, que lidera a lista de CEO mais bem pagos do PSI 20. Para Mira Amaral, ex-ministro da Indústria, "um tipo que vive à custa dos bens não transaccionáveis do mercado doméstico português é chocante [o salário]". Em declarações ao ‘Negócios da Semana’, na SIC, também Henrique Neto considerou que se trata de "um escândalo". A EDP teve lucros de 1,024 mil milhões de euros.

(Correio da Manhã)...


PS: Trabalhei directamente com este "génio" e não o queria para meu empregado...


Última edição por Anarca em Qua Out 13, 2010 2:30 pm, editado 1 vez(es)
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REGINALDO

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MensagemAssunto: Re: QUESTÕES SALARIAIS   Ter Abr 20, 2010 7:08 pm

pARA MIM, O QUE E escandalo sao os 60 000 000/dia que PORTUGAL se endivida. para viver a FANTASIA!
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Vitory m
Convidado



MensagemAssunto: ]meus caros amigos financeiros   Ter Abr 20, 2010 8:34 pm

meus caros amigos financeiros

Quando rebentou o 25 de Abril o banco de Portugal tinha OURO que dava para o pessoal TODOOOOO passar 3 anos sem trabalhar

Os economistas tugas diziam nessa altura que dinheiro havia nao havia eram ideias

# anos depois só havia ideias e o OURO ..sumiu-se

Portugal nada a ver com os países que anda por ai no lamento

Portugal nao tem problemas de raças religiões lingua ou..ou..ou ou ainda de ...
%00.000 retornados apareceram por ai como uma mao á frente outra atras e os Portugueses ajudaram
Entramos na moeda sem problemas ...na reorganização das finanças via cavaco
Somos tao Bons que ate fornecemos tecnicos para a Europa

Por favor nao liguem aos economista eles baquearam totalmente na economia americana

Portugal nao é um PIB
Meus caros O Afonso Henriques ja sentia que nao devia pagar ao Papa
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Vitor mango

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MensagemAssunto: Re: QUESTÕES SALARIAIS   Ter Abr 20, 2010 8:36 pm

a mensagem é minha so para provar que é facil entramos num forum como convidados sem meter o login
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Anarca

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MensagemAssunto: Re: QUESTÕES SALARIAIS   Ter Abr 20, 2010 10:37 pm

Vitor mango escreveu:
a mensagem é minha so para provar que é facil entramos num forum como convidados sem meter o login

O Mango não leu o que escrevi:

http://liberdadeamoral.forumeiros.com/administracao-f5/novas-funcionalidades-para-os-visitantes-t325.htm

Mais liberdade do que isto não sei o que pode ser...
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Anarca

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MensagemAssunto: Re: QUESTÕES SALARIAIS   Qua Abr 21, 2010 1:19 pm

Para Mexia não há almoços grátis

A EDP é uma daquelas empresas portuguesas que factura milhões e ganha com uma margem de lucro muito grande. Os portugueses pagam mais pela electricidade do que os espanhóis e as empresas lusas desembolsam mais pelas suas facturas energéticas do que as de Espanha, logo: o país perde em todas as frentes, só a EDP ganha.

António Mexia é o presidente da EDP, um dos cargos mais bem pagos do país. O gestor esteve de ministro no governo de Santana e a sua carreira tem subido vertiginosamente. Para uns é um bluff como gestor, para outros um génio. Era um " enfant terrible" na juventude, andava barbudo à boleia e parece que o seu primeiro carro foi um mini, bem diferente do Mercedes S topo de gama e último modelo, de preto reluzente, em que se faz transportar todos os dias na sua qualidade de "patrão" da EDP.

Ora, o nosso Mexia lembrou-se que os reformados e pré-reformados da EDP andavam a almoçar de borla e que essa gorjeta custava cento e tal mil euros por ano, uma gota nos milhões de lucro da EDP. Cada "pobre" poupava 4 euros e tal por dose. Ele decidiu acabar com a benesse de trinta anos. Até pode ter alguma razão e veio logo dizer que tirava a uns para poder dar a outros. O que me parece desumano é uma empresa como aquela fazer contas a trocos ferindo a sensibilidade e o orgulho de quem durante anos se entregou de alma a uma empresa daquelas. Nem tudo são contas de somar e sumir.

Este é o Calcanhar de Aquiles dos neo-liberais. Acham sempre que há uns priviligiados que têm de abdicar da gorjeta em nome da justiça social e fazem-no com a arrogância de quem pode entre um almoço pago a cartão platina e o arranque no brutal Mercedes S.

http://instantefatal.blogspot.com/2007/08/mexia-corta-almoo-reformados-da-edp.html
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The Great Mexican Virus

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MensagemAssunto: Re: QUESTÕES SALARIAIS   Ter Abr 27, 2010 1:34 pm

Citação :
A ZON pagou 4,8 milhões de euros em remunerações aos seus administradores (executivos e não-executivos), incluindo salários, prémios e o plano de acções e poupança acções. O chairman da empresa, o advogado Daniel Proença de Carvalho, teve direito a uma remuneração de 250 mil euros e Joaquim Oliveira, dono da Controlinveste, recebeu 21 mil euros por ser vogal não-executivo na empresa de telecomunicações.

Não foi a ZON que pagou, como o não foram as outras empresas citadas.

Quem pagou e há-de continuar a pagar, somos todos nós, que aceitamos os preços exorbitantes das respectivas prestações de serviço.

Porque, se protestarmos e ameaçarmos com migração para outros servidores, com a mesma qualidade, mas mais em conta, a redução acontece (falo por experiência própria). Só é pena que não sejam todos a fazê-lo, o que obrigaria a que os tais salários de milhões deixassem de ser posíveis.

Mas a nossa proverbial brandura de costumes...
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REGINALDO

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MensagemAssunto: Re: QUESTÕES SALARIAIS   Dom Maio 02, 2010 10:19 am

So nao falam de qual o montante de IMPOSTOS desse dinheiro ,que voltoU para o ESTADO!!!
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Anarca

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MensagemAssunto: Re: QUESTÕES SALARIAIS   Ter Set 21, 2010 12:49 pm

TAP. Empresa tem 171 chefes. Cada um ganha 4,4 mil euros

Empresas públicas têm em média 60 chefes. Contas da TAP referem-se a um só ramo e não incluem CA

O ramo de transporte aéreo da TAP - que inclui os pilotos, tripulantes e o ramo de Manutenção Portugal - conta com um total de 171 chefes, ganhando cada um em média 4,4 mil euros brutos por mês - do mínimo de 2,4 mil euros ao máximo de 8,9 mil euros mês. Os valores da companhia aérea - que não se referem ao grupo todo nem contabilizam a administração de Fernando Pinto -, comparam com a média de 60 cargos de chefia nas empresas públicas - média calculada com a ANA, Naer - Novo Aeroporto, ANAM, REFER, Metro de Lisboa, Carris e STCP, as empresas que anteriormente divulgaram a mesma informação. Na REFER, por exemplo, há 158 chefes para 3500 trabalhadores.

Já o transporte aéreo da TAP - que não conta com a Groundforce ou a Manutenção Brasil -, empregava um total de 6,9 mil pessoas em 2009. Nessa altura, a companhia tinha um leque salarial de 8,58 vezes, ou seja, o melhor ordenado valia 8,58 vezes o salário mais baixo - valor 22,4% acima do registado na TAP em 2008, quando o leque era de 7 vezes.

Os valores relativos ao total de cargos de chefia na TAP, e respectivas remunerações, e a que o i teve acesso, foram compilados pelas Obras Públicas, em resposta a um requerimento do PSD sobre a falta de transparência das estruturas nas empresas públicas. "Têm-nos chegado informações relatando a existência de demasiados níveis de chefias", lê-se nas questões enviadas pelos sociais democratas ao governo.

Feitas as contas aos 11 níveis organizacionais com chefias na transportadora aérea, e respectiva média sobre o salário de cada um deles, conclui-se que a TAP gasta 748,7 mil euros brutos por mês com os cargos de chefia - 4,4 mil euros, de média, para cada chefe. São 10,5 milhões de euros por ano. A estes valores há ainda a juntar os 420 mil euros por ano auferidos de remuneração base por Fernando Pinto, CEO, e os 280 mil euros anuais de ordenado de cada um dos restantes administradores.

O grosso dos cargos de chefia na transportadora encontram-se no nível organizacional rotulado como 460. São 51 responsáveis que ganham em média 3,58 mil euros brutos por mês - entre o mínimo de 2,54 mil e o máximo de 4,5 mil euros/mês.

Na TAP, os cargos de chefia da empresa são analisados e avaliados e, em função dessa análise, são classificados com níveis entre o 304 e o 1216, números indicativos do nível de conhecimento exigido, complexidade e responsabilidade de cada cargo.

Empresas públicas Olhando para os números já conhecidos sobre ANA, Naer - Novo Aeroporto, ANAM, REFER, Metro de Lisboa, Carris, STCP e agora a TAP, conclui-se que a companhia aérea tem o recorde no salário mais alto pago às chefias, não só no primeiro nível, como também no segundo. Se o salário bruto mais elevado pago por uma destas empresas públicas estava nos 8,2 mil euros/mês, só na TAP há dez chefes - sem contar com a administração - a ganhar mais.

(Diário de Notícias)
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Anarca

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MensagemAssunto: Re: QUESTÕES SALARIAIS   Ter Set 21, 2010 1:33 pm

CP é a empresa pública com mais chefias

21.09.2010

Na CP há uma média de 16,4 trabalhadores por cada chefia. A empresa tem 3.213 colaboradores. A transportadora ferroviária tem 196 chefes, com salários médios de 3,1 mil euros brutos.

A CP - Comboios de Portugal EPE é a empresa do Estado com mais cargos de chefia na sua estrutura - um total de 196 chefes. Cada chefia ganha em média 3,1 mil euros brutos, a que acrescem despesas de representação de cerca de 500 euros mensais em média. Os valores dos salários variam entre os 4.864 euros no caso do director-geral e os 1.924 euros no caso dos três chefes de sector de nível 15.

A CP bate em larga escala a média de chefes das restantes empresas do Estado, que se situa em 60. Com um total de 3.213 colaboradores na dependência destes quadros da transportadora ferroviária, existe uma média de 16,4 trabalhadores por chefe. Os números constam da resposta a um requerimento enviado pelo PSD a todas as empresas públicas no sentido de mostrar que existem cargos de chefia a mais nestas estruturas.

A CP foi a última empresa a responder, depois de já serem conhecidos os números da ANA, NAER -Novo Aeroporto, ANAM, Refer, MEtro de Lisboa, Carris, STCP, que o Diário Económico noticiou em Junho, e da TAP, que foram enviados já em Setembro.

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: QUESTÕES SALARIAIS   Qua Out 13, 2010 2:29 pm

O 13º Mês...

Os ingleses pagam à semana e claro, administrativamente é uma seca! Mas ... diz-se que há sempre uma razão para as coisas! Ora bem, cá está um exemplo aritmético simples que não exige altos conhecimentos de Matemática mas talvez necessite de conhecimentos médios de desmontagem de retórica enganosa. Que é esta que constroi mitos paternalistas e abençoados que a malta mais pobre, estupidamente atenta e obrigada, come sem pensar!

Uma forma de desmascarar os brilhantes neo-liberais e os seus técnicos (lacaios) que recebem pensões de ouro para nos enganarem com as suas brilhantes teorias...

Fala-se que o governo pode vir a não pagar aos funcionários públicos o 13º mês. Se o fizerem, é uma roubalheira sobre outra roubalheira. Perguntarão porquê.

Respondo: Porque o 13º mês não existe.

O 13º mês é uma das mais escandalosas de todas as mentiras do sistema capitalista, e é justamente aquela que os trabalhadores mais acreditam.

Eis aqui uma modesta demonstração aritmética de como foi fácil enganar os trabalhadores.

Suponhamos que você ganha € 700,00 por mês. Multiplicando-se esse salário por 12 meses, você recebe um total de € 8.400,00 por um ano de doze meses.

€ 700 X 12 = € 8.400,00

Em Dezembro, o generoso patrão cristão manda então pagar-lhe o conhecido 13º mês.

€ 8.400,00 (Salário anual) + € 700,00 (13º mês) = € 9.100 (Salário anual mais o 13º mês)

O trabalhador vai para casa todo feliz com o patrão.

Agora veja bem o que acontece quando o trabalhador se predispõe a fazer umas simples contas que aprendeu no 1º Ciclo:

Se o trabalhador recebe € 700,00 mês e o mês tem quatro semanas, significa que ganha por semana € 175,00.

€ 700,00 (Salário mensal) / 4 (semanas do mês) = € 175,00 (Salário semanal)

O ano tem 52 semanas. Se multiplicarmos € 175,00 (Salário semanal) por 52 (número de semanas anuais) o resultado será € 9.100,00.

€ 700,00 (Salário semanal) X 52 (número de semanas anuais) = € 9.100.00

O resultado acima é o mesmo valor do Salário anual mais o 13º mês

Surpresa, surpresa ? Onde está portanto o 13º Mês?

A explicação é simples, embora os nossos conhecidos líderes nunca se tenham dado conta desse facto simples.

A resposta é que o patrão lhe rouba uma parte do salário durante todo o ano, pela simples razão de que há meses com 30 dias,
outros com 31 e também meses com quatro ou cinco semanas (ainda assim, apesar de cinco semanas o patrão só paga quatro semanas)
o salário é o mesmo tenha o mês 30 ou 31 dias, quatro ou cinco semanas.

No final do ano o generoso patrão presenteia o trabalhador com um 13º mês, cujo dinheiro saiu do próprio bolso do trabalhador.

Se o governo retirar o 13º mês aos trabalhadores da função pública, o roubo é duplo.

Daí que, como palavra final para os trabalhadores inteligentes. Não existe nenhum 13º mês. O patrão apenas devolve o que sorrateiramente lhe surrupiou do salário anual.

Conclusão: Os Trabalhadores recebem o que já trabalharam e não um adicional.
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Anarca

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MensagemAssunto: Re: QUESTÕES SALARIAIS   Sex Out 22, 2010 9:28 pm

Autoeuropa - Trabalhadores conseguem aumento salarial de 3,9%

22.10.2010

A Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa chegou a um pré-acordo com a administração, ontem, sobre o aumento salarial.

"A vigência do acordo é de 24 meses (1 de Outubro 2010 a 30 de Setembro de 2012) e o aumento salarial é de 3,9%, efectivo a 1 de Outubro de 2010", diz o comunicado da comissão de trabalhadores.

Nesse sentido serão realizados plenários de esclarecimento no próximo dia 2 de Novembro e a votação terá lugar no dia 4 de Novembro.

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: QUESTÕES SALARIAIS   Qui Jan 20, 2011 9:56 pm

Fenprof: Providências cautelares contra cortes salariais foram aceites

20.01.2011

A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) disse hoje que "todas as seis providências cautelares" apresentadas "foram liminarmente aceites", sublinhando que as decisões só serão definitivas quando surgir o "acórdão final referente às ações interpostas".

"A FENPROF esclarece que todas as providências cautelares que apresentou - 6 demandando os Ministérios da Educação e das Finanças e um conjunto de outras, que ainda continuam a ser apresentadas, demandando instituições de ensino superior -- foram liminarmente aceites", afirma um comunicado enviado à Agência Lusa.

A federação liderada por Mário Nogueira acrescenta, assim, que estas "não se integram, por isso, nas que o Governo dá como primeira vitória, resultando de um alegado indeferimento das providências cautelares apresentadas, pois nenhuma foi indeferida"

De resto, afirmam, "dada a impossibilidade prática de, por razões temporais, evitar o corte de janeiro, espera-se que o decretamento tenha lugar a tempo de impedir a repetição do injusto corte salarial que, na opinião da FENPROF, é inconstitucional".

Na nota, a FENPROF conclui que, "independentemente do curso das providências, o que contará será o acórdão final referente às ações interpostas" e salienta que "aí sim, ver-se-á se a vitória será de quem trabalha honestamente e é, por isso, justamente remunerado, ou de quem pretende roubar-lhes parte do salário.

Na quinta-feira, fonte oficial do Ministério das Finanças e da Administração Pública disse à agência Lusa que foram interpostas - contra o ministério e outras entidades - 14 providências cautelares, das quais dez tiveram indeferimento eliminar e quatro aguardam decisão.

Oposição do Estado contra providências cautelares

Foram ainda requeridas 16 providências cautelares contra várias entidades, nomeadamente o Ministério das Finanças e da Administração Pública, nas quais é pedido que as entidades demandadas sejam condenadas a não promulgar o ato administrativo de atribuição e processamento dos vencimentos e abonos dos associados da estrutura sindical requerente com fundamento no artigo 19.º da Lei do

Orçamento do Estado. "Estas providências cautelares não suspendem a prática dos atos inerentes ao processamento dos salários", diz o ministério.

Entretanto, o Estado está a ultimar a sua oposição a outra providência cautelar, requerida apenas contra o Estado, representado pelo Ministério Público.

O Governo anunciou em setembro um conjunto de medidas de austeridade entre as quais uma redução de 5%da massa salarial total da função pública, que se concretizará através de cortes graduais entre os 3,5 e os 10%para os trabalhadores com salários acima dos 1.500 euros, que ficaram definidos na lei do Orçamento do Estado.

Segundo o secretário de Estado da Administração Pública, "o universo de trabalhadores com remunerações ilíquidas [ordenado bruto] totais acima dos 1.500 euros/mês é de cerca de 350 mil trabalhadores em funções públicas e de 100 mil trabalhadores do sector público empresarial".

(Expresso)
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MensagemAssunto: Re: QUESTÕES SALARIAIS   Ter Jan 25, 2011 2:13 pm

O ESTADO PORNOGRÁFICO DO REGIME

24.01.2011

«Fico perfeitamente siderado quando vejo constitucionalistas a dizer que não há qualquer problema constitucional em decretar uma redução de salários na função pública. Obviamente que o facto de muitos dos visados por essa medida ficarem insolventes e, como se viu na Roménia, até ocorrerem suicídios, é apenas um pormenor sem importância. De facto, nessa perspectiva a Constituição tudo permite. É perfeitamente constitucional confiscar sem indemnização os rendimentos das pessoas. É igualmente constitucional o Estado decretar unilateralmente a extinção das suas obrigações apenas em relação a alguns dos seus credores, escolhendo naturalmente os mais frágeis. E finalmente é constitucional que as necessidades financeiras do Estado sejam cobertas aumentando os encargos apenas sobre uma categoria de cidadãos. Tudo isto é de uma constitucionalidade cristalina. Resta acrescentar apenas que provavelmente se estará a falar, não da Constituição Portuguesa, mas da Constituição da Coreia do Norte. É por isso que neste momento tenho vontade de recordar Marcello Caetano, não apenas o último Presidente do Conselho do Estado Novo, mas também o prestigiado fundador da escola de Direito Público de Lisboa. No seu Manual de Direito Administrativo, II, 1980, p. 759, deixou escrito que uma redução de vencimentos "importaria para o funcionário uma degradação ou baixa de posto que só se concebe como grave sanção penal". Bem pode assim a Constituição de 1976 proclamar no seu preâmbulo que "o Movimento das Forças Armadas [...] derrubou o regime fascista". Na perspectiva de alguns constitucionalistas, acabou por consagrar um regime constitucional que permite livremente atentar contra os direitos das pessoas de uma forma que repugnaria até ao último Presidente do Estado Novo. Diz o povo que "atrás de mim virá quem de mim bom fará". Se no sítio onde estiver, Marcello Caetano pudesse olhar para o estado a que deixaram chegar o regime constitucional que o substituiu, não deixaria de rir a bom rir com a situação. 'Perderei a minha utilidade no dia em que abafar a voz da consciência em mim'. Mahatma Gandhi.»
(Luís Menezes Leitão)

Publicada por joshua
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Anarca

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MensagemAssunto: Re: QUESTÕES SALARIAIS   Qui Fev 02, 2012 10:18 pm

A Razão da Improdutividade

De tempos a tempos Portugal aparece mencionado numa daquelas estatísticas da comunidade europeia que comparam os índices de produtividade dos Estados Membros. Inevitavelmente ocupamos um lugar cimeiro no pelotão dos mais improdutivos. O que torna os portugueses o povo mais improdutivo da Europa? Será a nossa proximidade do Norte de África? (provavelmente seríamos os mais produtivos do Norte de África!) Será por sermos arraçados de árabes? Ou apenas porque somos uns madraços incorrigíveis?

Eu tenho uma perspectiva bastante clara sobre este défice nacional de produtividade: o problema reside no empresário português, esse mamífero que consiste num enxerto de comerciante de feira com um MBA no levantamento do copo. Por mais esforçado que seja, o trabalhador português não consegue contrariar a chusma de disparates cometidos pelo empresário tuga que lhe paga (até ver) o ordenado. E o que torna o empresário português uma verdadeira pérola da gestão de mercearia? Eis algumas características fundamentais:

O empresário tuga não tem empregados, tem filhos. Os seus colaboradores são tratados como a sua prole – com berraria, chapadas, castigos, e chorudas recompensas. Exige-se portanto um respeitinho que é muito bonito, porque senão dá-se-lhes um par de galhetas e não se facilita aquele chequezinho não declarado no fim do mês.

O tuga empresário não tem objectivos estratégicos mais profundos do que um copo de tintol meio cheio. Parafraseando um empresário tuga que tive o prazer de ouvir uma vez: “a estratégia é não ter estratégia!” (deviam ver a cara de anormal que ele colocou a dizer isto, a esforçar um ar de intelijumência).

Para o tuga empresário os objectivos são metas que escarrapacham aos olhos de toda a gente o quão incompetente ele é na gestão do seu negócio. Portanto é melhor que não se fale muito nisso. Para qualquer empresário tuga o objectivo é ganhar o mais possível, pagar o menos possível, fazendo o menos aconselhável.

O empresário tuga nunca tem lucro. Tem sempre um prejuízo do caraças, nem que para isso que tenha fazer umas lavagenzitas por uns países africanos de nomes impronunciáveis. Ter lucro significa ter que dar dinheiro ao Estado, e isso é considerado contra-natura. “Prefiro cagar um pé todo até ao pescoço” é normalmente a sua postura oficial quanto a esta questão.

O escritório do empresário tuga é a mesa do restaurante por volta das 17:00h, depois dos aperitivos, do petisco, do prato principal regado com um bom tinto, do segundo prato principal acompanhado com outro tinto, do terceiro prato principal com vinho a condizer, das diferentes sobremesas, e de alguns penalties de buísque ou de vagaceira, do charuto da República Dominicana, e de sete cafés. Completamente atafulhado de comida e com uma taxa de alcoolémia que embebeda qualquer ser vivo num perímetro de duzentos metros, o tuga discute negócios nos 10 minutos que antecedem a sua saída ziguezagueante do tasco.

O tuga empresário é fisicamente diminuído: gordo que nem um porco, com a barriga a resvalar-lhe para os joelhos e a suster uma gravata que parece uma rampa de lançamento das suas aleivosias abrutalhadas. Não pratica qualquer tipo de desporto. O colesterol entope-lhe as “beias caragu”. E está permanentemente sujeito a um enfarte que faça surgir o seu sucessor natural: o seu filho retardado, ou outro javardolas aciganado e sem a mínima noção do que é um P&L.
O tuga empresário confunde política de incentivos com entradas-livre no bar de alterne mais próximo. Motivação para ele significa montar um apartamento à São, a sua secretária.

Portanto quando voltarem a ouvir falar da pouca produtividade deste país, não levem a mal os trabalhadores portugueses. Esses coitados não têm culpa dos exemplos que vêm de cima.

(A Razão das Coisas)
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