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 SCHILLER - Vida, época, filosofia e obras

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Anarca



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MensagemAssunto: SCHILLER - Vida, época, filosofia e obras   Sex Abr 16, 2010 6:36 pm

Vida.

Johann Christoph Friedrich von Schiller, importante poeta, dramaturgo e filósofo alemão, interessado sobretudo na Estética, faleceu jovem, mas deixou poesias e peças teatrais e escritos que marcaram a literatura e a filosofia alemãs.
Schiller nasceu em Marbach am die Neckar em 10 de novembro de 1759. Seu pai, Johann Kaspar (1723-1796), era um cirurgião militar que serviu em Marbach onde casou com Elisabeth Dorothea Kodweis (1732-1702) filha de um taberneiro.

Como militar, o pai mudou-se várias vezes com a família, mas os períodos passados em Lorch e Ludwigsburg, permitiram que Schiller recebesse educação regular. Em 1773 o duque Karl Eugen de Wurttemberg, exigiu que o jovem fosse matriculado na escola militar do ducado, perto de Ludwigsburg onde, apesar de ser desejo da família que ele estudasse teologia, foi obrigado a estudar Leis. Com a mudança da escola para Stuttgart em 1775, ele teve a chance de mudar para o estudo da Medicina . A brutalidade do regime militar a que estava sujeito e a influência da leitura de Rousseau e dos poetas do movimento Sturm und Drang,, fizeram crescer sua revolta contra a tirania dos governos, revolta que deixou erxtravazar em sua primeira obra, a peça Die Räuber ("Os assaltantes"), que escreveu de 1777 a 1778 enquanto estudante. É o drama entre dois irmãos em que um é deserdado devido a intrigas feitas pelo outro, e se torna um assaltante até se convencer de que o crime nunca haveria de reparar sua perda. Formado em 1780 Schiller foi designado para servir no regimento em Stuttgart. A peça Die Räuber, publicada às suas expensas, tornou-se um sucesso, e é considerada um dos mais importantes dramas do teatro germânico no século XVIII.

Por ausentar-se de Stuttgart para ver a primeira representação de sua peça em Mannheim, no reino vizinho do Palatinado, ficou na prisão por quinze dias por ordem do duque, e foi proibido de escrever para o teatro. Desertou e depois de passar por Mannheim, procurou refúgio em Bauerbach, na Turingia, em casa de um ex-colega da universidade. La completou o drama Luise Millerin e escreveu outras peças, todas elas, - inclusive a primeira Die Röuber -, levadas ao palco no Teatro Nacional de Mannheim a partir de 1781.

Seus dramas escritos na juventude, Die Räuber, de 1781, e Kabale und Liebe ("Amor e intriga") de 1784, foram escritos dentro do espírito do Sturm und Drang, mas com uma crítica bastante acentuada do individualismo idealista.

Em abril de 1785 deixou Mannheim, para ir a Leipzig, Dresden e Loschwitz no Elba, atendendo a convite de alguns amigos que havia feito por correspondência. Neste último local completou o seu Don Carlos, Infant von Spanien, em que revela o conflito entre o Rei Filipe II da Espanha e seu filho do primeiro casamento, Dom Carlos, que ama sua madrasta, a segunda mulher de seu pai. Aproveitando essa trama, Schiller, que havia sofrido com a tirania, expressa idéias de liberdade intelectual e política, como um discípulo de Rousseau. Vivendo às expensas do novo amigo Christian Körner, escreveu Der Verbrecher aus Infamie ou Der Verbrecher ens verlorener Ehre, publicado em 1786. Neste período de adversidade Schiller sofreu tanto pela permanente pobreza como por sua paixão por uma mulher casada, Charlotte von Kalb.
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: SCHILLER - Vida, época, filosofia e obras   Dom Abr 18, 2010 11:30 am

Já uma personalidade famosa, visitou Weimar em 1787. Lá tornou-se amigo de Herder e publicou, no jornal Der teutsche Merkur ("Mercúrio Alemão") do também poeta Christoph Martin Wieland (1733-1813), o seu Die Küstler ("O Artrista") um longo pema sobre o papel das artes como grande força civilizadora.

Nessas obras, como em Don Carlos, de 1787, o leitor ou espectador é constantemente confrontado por um lado com a imagem de uma sociedade que sufoca toda iniciativa individual, e por outro com as dificuldades que enfrenta o indivíduo para manter a pureza de seus motivos e de seus objetivos.

Amizade com Goethe.

Em Weimar tornou-se amigo de Goethe, que fora atraído por seus poemas, Die Goiter Griechenlands, de 1788, e Die Kunstler, de 1789. Goethe prontamente atendeu ao convite de Schiller para colaborar em seu jornal Die Horen.

A pesquisa histórica que fez na preparação do Dom Carlos levou-o a interessar-se pela História e publicar, em 1788, o primeiro volume de Geschichte des Abfails des vereinigten Niederlande von der spanischen Regierung, o que lhe valeu o lugar de professor na Universidade de Jena, obtido em 1789 por influência de Goethe. Escreveu em seguida Geschichte des dreisssgjahrigen Krieges ("História da Guerra dos Trintra Anos").

Em 1790 Schiller casou-se com Charlotte Lengefeld, mulher culta e de boa família, com quem teve dois filhos e duas filhas.

Em 1792 Schiller veio a adoecer. No ano seguinte, recebeu de dois beneméritos nobres holandeses recursos para se tratar e se manter, e enquanto tentava recuperar a saúde entregou-se a leituras de filosofia, despertando-lhe grande interesse o livro de Kant, Kritik der Urteilskraft ("Crítica do Juízo") que acabava de ser publicado. De 1793 a 1801 escreveu vários ensaios tentando definir a atividade estética, sua função social e suas relações com a moral. Com fundamento no pensamento de Kant, Schiller desenvolveu uma teoria da "educação estética", a ser possível por efeito de um equilíbrio entre a dominação da inteligência e a dominação dos sentidos. De acordo com ele, a tragédia materializa a vitória moral do homem sobre seus instintos e seu egoísmo. Essas idéias aparecem não apenas nos ensaios que escreveu, mas também em seus poemas, como o Das Ideal und das Leben ("O ideal e a vida"), de 1795, e em certa medida também nos dramas: Wallenstein, de 1798-1801, Maria Stuart, de 1800; Die Jungfrau von Orleans ("A jovem de Orleans"), de 1801, e Wilhelm Tell (Guilherme Tel"), de 1804, este o último drama que chegou a completar, e no qual exalta a luta do povo suíço para livrar-se da tirania.

Ocorreu em 1796 o falecimento de seu pai. Schiller faleceu em Weimar em maio de 1805.
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: SCHILLER - Vida, época, filosofia e obras   Seg Abr 19, 2010 4:58 pm

FILOSOFIA

A preocupação central de Schiller é precisamente a relação entre razão e sensibilidade, entre o dever que nos é indicado pela razão, e as nossas inclinações naturais, e o seu principal pensamento filosófico parece ser com respeito ao papel da Estética como força civilizadora. Ele parte do pensamento de Rousseau, de que o povo quer o bem, mas é incapaz de reconhecê-lo sem uma educação e que a mestra para essa educação é a natureza, ou seja, as nossas próprias inclinações. Parte também da posição de Kant, que é contrária à de Rousseau, porque Kant diz que a razão é que aponta o dever e indica o que é bom e correto.

Com respeito a Rousseau, Schiller considera que a natureza (nossas inclinações) não é mestra confiável, pois suas lições muitas vezes chegam perto de aniquilar o homem. Com respeito a Kant, acha que seguir exclusivamente a razão como quer Kant, simplesmente levaria a uma forma de opressão política. De um lado o retorno à selvageria, de outro o cansaço e o desestímulo Portanto, nem as inclinações nem a razão são capazes, isoladamente, de tirar o homem da brutalidade para a civilização.

A solução, para Schiller, é que os dois elementos, nossas inclinações e nossa razão, atuem juntos. Não podem os sentimentos dominarem a razão nem pode a razão destruir os sentimentos. E a natural convergência desses dois elementos está na Estética, na apreciação do belo, que exige tanto de nossos sentimentos quanto de nossa razão na sua apreciação. A razão precisa do sentimento, a fim de que a moral racional seja desejada, e o comportamento moral seja valorizado.

A sensibilidade tem que colocar seu peso total por trás da razão. Somente quando a razão tem o peso total da sensibilidade atrás de si é que é possível para nós saltar fora do estado da natureza. Devido à presença de inclinações, qualquer que sejam, deixamos de ser seres morais confiáveis.- Pode em alguns casos funcionar, mas em outros as chances são pesadamente contra a razão vencer a competição, o que é parte do argumento de Schiller. - dever e inclinação precisam fluir na mesma direção. - Assim, para Schiller, o carater inteiro será vigoroso, porque será um carater no qual a razão e a inclinação não são mais antagônicos, e no qual a razão terá a plena força do impulso atrás de si. Energia de carater, ele dirá, é a principal fonte de tudo que é grande e excelente no homem.

Assim Schiller via a sociedade de seu tempo: os vícios da natureza misturados com a racionalização para justificar os piores aspectos do egoísmo social e político - Essa divisão no Estado reflete a mesma divisão que existe em cada indivíduo. Por isso o Estado nada pode fazer para reunificar o indivíduo, de modo que o sentimento encorage a moral. Ao contrário "longe de ser capaz de lançar os fundamentos para essa humanidade melhor, o próprio Estado teria que se fundar nela"

A solução tem que ser alguma coisa capaz de unir, no homem, essas duas partes antagônicas, e Schiller se volta para as Artes. Schiller apela para o poder energizante da beleza - O homem dominado exclusivamente pelo sentimento será libertado através da disciplina - O homem totalmente dominado pela disciplina espiritual será libertado através de certa medida de materialidade (sensualidade) - é um estado no qual a pessoa ganha um sentido de sua própria totalidade. O argumento é que na experiência estética, de acordo com Schiller, nos tornamos conscientes de aspectos de nós mesmos que revelam uma inteireza (ou plenitude) que de outro modo poderíamos não saber existente. Nós provavelmente compartilharemos o ceticismo geral a respeito de sua pretensão de que "é somente através da Beleza que o homem faz seu caminho para a liberdade.
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