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 MÁRIO SOARES - O ESPERTALHÃO

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Anarca

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MensagemAssunto: MÁRIO SOARES - O ESPERTALHÃO   Qua Mar 31, 2010 12:00 pm

Mário Alberto Nobre Lopes Soares (Lisboa, 7 de Dezembro de 1924) é um político português.

Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1951, e em Direito, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em 1957.

O pai, João Lopes Soares, foi sacerdote, pedagogo e ministro na I República, tendo também combatido o regime salazarista. Um dos fundadores do Partido Socialista de Portugal, em 19 de Abril de 1973, Mário Soares foi um dos mais famosos resistentes ao Estado Novo, pelo que foi preso doze vezes, deportado em São Tomé até se exilar em França, onde desenvolveu trabalho em várias universidades.

A 28 de Abril de 1974, depois da Revolução de 25 de Abril, desembarcou em Lisboa, vindo do exílio em Paris no chamado "Comboio da Liberdade". Foi recebido, entre uma multidão de portugueses.[2] Dois dias depois, esteve presente na chegada a Lisboa de Álvaro Cunhal. Ainda que tivessem ideias políticas diferentes, subiram de braços dados, pela primeira e última vez, as ruas da Baixa Pombalina e a avenida da Liberdade.

Durante o período revolucionário que ficou conhecido como Processo Revolucionário em Curso (PREC) foi o principal líder civil do campo democrático, tendo conduzido o Partido Socialista à vitória nas eleições para a Assembleia Constituinte de 1975.

Foi ministro dos Negócios Estrangeiros de Maio de 1974 a Março de 1975.

Mário Soares foi um dos impulsionadores da independência das colónias portuguesas.

Em Março de 1977 iniciou o processo de adesão de Portugal à CEE e subscreveu, como primeiro-ministro, o Tratado de Adesão, em 12 de Julho de 1985.

Foi primeiro-ministro de Portugal nos seguintes períodos:

I Governo Constitucional entre 1976 e 1977;
II Governo Constitucional em 1978;
IX Governo Constitucional entre 1983 e 1985.
Presidente da República entre 1986 e 1996 (1º mandato de 10 de Março de 1986 a 1991, 2º mandato de 13 de Janeiro de 1991 a 9 de Março de 1996).

Deputado ao Parlamento Europeu entre 1999 e 2004. Foi candidato a presidente do parlamento, mas perdeu a eleição para Nicole Fontaine, a quem não teve problema em chamar "dona de casa" (no sentido pejorativo do termo).
Fundador da Fundação Mário Soares - 1991.

Em 13 Dezembro de 1995 assume a Presidência da Comissão Mundial Independente Sobre os Oceanos; em Março de 1997 a Presidência da Fundação Portugal África e a Presidência do Movimento Europeu; em Setembro a Presidência do Comité Promotor do Contrato Mundial da Água. Como ex-presidente da república, é também Conselheiro de Estado.

Foi, em 2005, aos 80 anos, o segundo candidato - após Jerónimo de Sousa pelo PCP - a assumir a candidatura à Presidência da República (o que seria um inédito terceiro mandato) após algumas crispações no PS, principalmente com o seu amigo de longa data Manuel Alegre. Na eleição, a 22 de Fevereiro de 2006, obteve apenas o terceiro lugar, com 14% dos votos.


Última edição por Anarca em Qua Mar 31, 2010 12:11 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: MÁRIO SOARES - O ESPERTALHÃO   Qua Mar 31, 2010 12:02 pm

Mário Soares e a Bandeira Nacional

Muitas vezes já se disse que Mário Soares terá pisado a bandeira nacional, na manifestação em Londres, em 1973, contra a visita de Marcelo Caetano ao Reino Unido.

Não tenho provas que Mário Soares terá pisado a Bandeira Nacional.

Pisado no sentido literal do termo, ou seja, posto os pés em cima.

No entanto, não há dúvida alguma , que na manifestração de protesto, 01 de Julho de 1973, milhares de pessoas concentraram-se junto à Embaixada de Portugal em Londres.

Mário Soares figurava no cortejo. no qual se queimaram bandeiras de Portugal N o mesmo cortejo onde flutuava uma bandeira do "Portuguese Socialist Party".

Ou seja:

1 - Mário Soares estava a manifestar-se num cortejo onde foram queimadas bandeiras nacionais portuguesas;
2 - Nunca ouvi Mário Soares dizer que se opôs a que fossem queimadas bandeiras portuguesas;
3 - Mário Soares quis ser deputado à Assembleia Nacional em 1969;
4 - A Bandeira Nacional, e A Portuguesa, começaram por ser um símbolo do Movimento Republicano Portruguês, em 1910;
5 - Depois por Decreto da Assembleia Nacional Constituinte, de 11 de Junho de 1911, a Bandeira e A Portuguesa, passaram a ser símbolos nacionais.
5- Centenas de milhares de portuguses juraram dar a própria vida, perante a Bandeira Nacional ;
6 - A Bandeira Nacional é um símbolo da soberania da República, da independência, da unidade e da integralidade de Portugal.
7 - A Bandeira não era em 1973 o símbolo da União Nacional, ou seja do Partido de Marcello Caetano.

Para além de ser de mau tom que alguém sendo Português integre um cortejo ,ou manifestação, onde são queimados símbolos portugueses, é manifesto que Màrio Soares nunca poderia ter assistido impávido a tal ofensa a Portugal.

A História tem de se debruçar sobre tudo isto. E julgar.

Posto por José Maria Martins
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MensagemAssunto: Re: MÁRIO SOARES - O ESPERTALHÃO   Qua Mar 31, 2010 12:04 pm

Mário Soares - Vinde a mim as criancinhas

A rainha de todas as gaffes cabe a Mário Soares. na campanha eleitoral para as eleições presidenciais de 1986, dava mostras do seu carácter afável e afectuoso...
Era frequente vê-lo a abraçar o povo e a beijar os mais pequenos. Só que numa dessas sessões de ósculo, em Faro, pegou num anão pensando que se tratava de mais uma criancinha.
Foi particular o embaraço, sobretudo para ele e para o anão, mas geral a galhofa."
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MensagemAssunto: Re: MÁRIO SOARES - O ESPERTALHÃO   Qua Mar 31, 2010 12:09 pm

Mário Soares é o maior fracasso da democracia portuguesa

Eis parte do enigma. Mário Soares, num dos momentos de lucidez que ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana, para a voz da rua.

A lucidez, uma das suas maiores qualidades durante a sua longa carreira politica.
A lucidez que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bom par de anos, num exílio dourado, em hotéis de luxo em Paris.
A lucidez que lhe permitiu conduzir da forma "brilhante" que se viu, o processo de descolonização.
A lucidez que lhe permitiu conseguir que os Estados Unidos financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia.
A lucidez que o fez meter o socialismo na gaveta durante a sua experiência governativa.
A lucidez que lhe permitiu tratar da forma despudorada amigos como Jaime Serra, Salgado Zenha, Manuel Alegre e tantos outros.
A lucidez que lhe permitiu governar sem ler os "dossiers".
A lucidez que lhe permitiu não voltar a ser primeiro-ministro depois de tão fantástico desempenho no cargo.
A lucidez que lhe permitiu pôr-se a jeito para ser agredido na Marinha Grande e, dessa forma, vitimizar-se aos olhos da opinião pública e vencer as eleições presidenciais.
A lucidez que lhe permitiu, após a vitória nessas eleições, fundar um grupo empresarial, a Emaudio, com "testas de ferro" no comando e um conjunto de negócios obscuros que envolveram grandes magnatas internacionais.
A lucidez que lhe permitiu utilizar a Emaudio para financiar a sua segunda campanha presidencial.
A lucidez que lhe permitiu nomear para Governador de Macau Carlos Melancia, um dos homens da Emaudio.
A lucidez que lhe permitiu passar incólume no caso Emaudio e no caso Aeroporto de Macau e, ao mesmo tempo, dar os primeiros passos para uma Fundação na sua fase pós-presidencial.
A lucidez que lhe permitiu ler o livro de Rui Mateus, "Contos Proibidos", que contava tudo sobre a Emaudio, e ter a sorte de esse mesmo livro, depois de esgotado, jamais voltar a ser publicado.
A lucidez que lhe permitiu passar incólume às "ligações perigosas" com Angola, ligações essas que quase lhe roubaram o filho no célebre acidente de avião na Jamba (avião esse carregado de diamantes, no dizer do Ministro da Comunicação Social de Angola).
A lucidez que lhe permitiu, durante a sua passagem por Belém, visitar 57 países ("record" absoluto para a Espanha - 24 vezes - e França - 21), num total equivalente a 22 voltas ao mundo (mais de 992 mil quilómetros).
A lucidez que lhe permitiu visitar as Seychelles, esse território de grande importância estratégica para Portugal.
A lucidez que lhe permitiu, no final destas viagens, levar para a Casa-Museu João Soares uma grande parte dos valiosos presentes oferecidos oficialmente ao Presidente da Republica Portuguesa.
A lucidez que lhe permitiu guardar esses presentes numa caixa-forte blindada daquela Casa, em vez de os guardar no Museu da Presidência da Republica.
A lucidez que lhe permite, ainda hoje, ter 24 horas por dia de vigilância paga pelo Estado nas suas casas de Nafarros, Vau e Campo Grande.
A lucidez que lhe permitiu, abandonada a Presidência da Republica, constituir a Fundação Mário Soares. Uma fundação de Direito privado, que, vivendo à custa de subsídios do Estado, tem apenas como única função visível ser depósito de documentos valiosos de Mário Soares. Os mesmos que, se são valiosos, deviam estar na Torre do Tombo.
A lucidez que lhe permitiu construir o edifício-sede da Fundação violando o PDM de Lisboa, segundo um relatório do IGAT, que decretou a nulidade da licença de obras.
A lucidez que lhe permitiu conseguir que o processo das velhas construções que ali existiam e que se encontrava no Arquivo Municipal fosse requisitado pelo filho e que acabasse por desaparecer convenientemente no incêndio dos Paços do Concelho.
A lucidez que lhe permitiu receber do Estado, ao longo dos últimos anos, donativos e subsídios superiores a cinco milhões de Euros.
A lucidez que lhe permitiu receber, entre os vários subsídios, um de dois milhões e meio de Euros, do Governo Guterres, para a criação de um auditório, uma biblioteca e um arquivo num edifico cedido pela Câmara de Lisboa.
A lucidez que lhe permitiu receber, entre 1995 e 2005, uma subvenção anual da Câmara Municipal de Lisboa, na qual o seu filho era Vereador e Presidente.
A lucidez que lhe permitiu que o Estado lhe arrendasse e lhe pagasse um gabinete, a que tinha direito como ex-presidente da República, na... Fundação Mário Soares.
A lucidez que lhe permite que, ainda hoje, a Fundação Mário Soares receba quase 4 mil euros mensais da Câmara Municipal de Leiria.
A lucidez que lhe permitiu fazer obras no Colégio Moderno, propriedade da família, sem licença municipal, numa altura em que o Presidente era claro está... João Soares.
A lucidez que lhe permitiu silenciar, através de pressões sobre o director do "Público", José Manuel Fernandes, a investigação jornalística que José António Cerejo começara a publicar sobre o tema.
A lucidez que lhe permitiu candidatar-se a Presidente do Parlamento Europeu e chamar dona de casa, durante a campanha, à vencedora Nicole Fontaine.
A lucidez que lhe permitiu considerar Jose Sócrates "o pior do guterrismo" e ignorar hoje em dia tal frase como se nada fosse.
A lucidez que lhe permitiu passar por cima de um amigo, Manuel Alegre, para concorrer às eleições presidenciais uma última vez.
A lucidez que lhe permitiu, então, fazer mais um frete ao Partido Socialista.
A lucidez que lhe permitiu ler os artigos "O Polvo" de Joaquim Vieira na "Grande Reportagem", baseados no livro de Rui Mateus, e assistir, logo a seguir, ao despedimento do jornalista e ao fim da revista.
A lucidez que lhe permitiu passar incólume depois de apelar ao voto no filho, em pleno dia de eleições, nas últimas Autárquicas.
No final de uma vida de lucidez, o que resta a Mário Soares? Resta um punhado de momentos em que a lucidez vem e vai. Vem e vai. Vem e vai. Vai... e não volta mais.

Clara Ferreira Alves

Expresso
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Anarca

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MensagemAssunto: Re: MÁRIO SOARES - O ESPERTALHÃO   Qua Mar 31, 2010 12:13 pm

O AVÔ MAROCAS É O MAIOR...

A família estava à mesa a almoçar o prato preferido do avô Mário Soares.

Após o repasto, acompanhado de muitas “estórias”, os garotos resolveram gozar com o avô e meteram-lhe um comprimido de Viagra no café.

Passados uns minutos, vovô Marocas levanta-se e anuncia que precisa de ir ao WC.

Quando regressa, passados uns minutos, tem as calças ensopadas...

- Que é que aconteceu, avô?

- Sinceramente não faço ideia... Precisei de fazer xixi, tirei a pila para fora, vi que não era a minha e voltei a pô-la para dentro...
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MensagemAssunto: Re: MÁRIO SOARES - O ESPERTALHÃO   Qua Jul 14, 2010 5:19 pm

Mário Soares critica privatizações previstas no PEC

13.6.2010

Mário Soares criticou hoje as privatizações de grandes empresas, previstas no Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC), e defendeu que o Governo devia concentrar atenções no combate ao desemprego, à pobreza e às desigualdades sociais.
Mário Soares criticou hoje as privatizações de grandes empresas, previstas no Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC), e defendeu que o Governo devia concentrar atenções no combate ao desemprego, à pobreza e às desigualdades sociais.

“Não compreendo como é que se vai privatizar os CTT, uma companhia de bandeira como é a TAP, ou outras companhias assim”, disse Mário Soares que falava num encontro ‘A Crise e as Respostas do Socialismo Democrático’, promovido pela pelo presidente da Federação Distrital de Setúbal do PS, Vítor Ramalho.

“Quando o País está em dificuldade e é preciso que o Estado tenha poder e capacidade monetária, que venha não somente de fora mas de dentro, para resolver o problemas que afetam as classes mais desfavorecidas - e é para isso que nós socialistas servimos, para servir as classes mais desfavorecidas -, é evidente que não podemos estar assim a desbaratar o nosso próprio património. Não tem sentido, não faz sentido”, disse.

Muito aplaudido pelos cerca de 300 participantes no encontro, Mário Soares também fez alguns elogios às medidas do Governo para combater o desemprego, salientando que é no combate ao desemprego e à pobreza que o governo deve concentrar atenções. “Há algumas políticas de apoio ao emprego que eu acho que são boas, e esse é o principal problema que temos hoje.

O problema não é dos que estão empregados quererem mais ou menos salários. Eu reconheço que os salários em Portugal são muito baixos, mas são o que podem ser”, disse, alertando para a necessidade de haver “justiça social”.“Para que haja justiça social é preciso que nós não façamos de conta que entrámos com milhões (de euros) para salvar os bancos, que depois não sabemos nada desses bancos, não culpamos ninguém dos culpados que lá estão, deixamos andar”, disse Soares.

Reiterando as críticas feitas minutos antes aos bancos pela a ministra do Trabalho Helena André, que também integrou o painel de convidados, juntamente com o ministro da Economia, Vieira da Silva, o secretário de Estado Adjunto, da Indústria e do Desenvolvimento, Fernando Medina, e o economista Ferreira do Amaral, Mário Soares disse que esse clima de impunidade não pode continuar.

“Isso não pode ser porque essa impunidade nos deixa a nós todos mal com a nossa própria consciência. E nós estamos numa altura em que temos de lutar contra o desemprego, a pobreza e as desigualdades sociais”, frisou.“O desemprego, a pobreza e as desigualdades sociais são um triângulo trágico para nós. Sem isso (combate ao desemprego e à pobreza) pode acontecer-nos qualquer de coisa de semelhante ao que está a acontecer noutros pontos da Europa e do mundo, que são as revoltas”, advertiu.

O antigo Presidente da República lembrou que, quando não há coesão social as pessoas acabam por provocar revoltas que são perigosas. “É por isso que o principal esforço para o equilíbrio do sistema está nestes três pontos [combate ao desemprego, pobreza e desigualdades socais] e só depois no endividamento externo e no défice”, concluiu Mário Soares.

(Lusa)
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MensagemAssunto: Re: MÁRIO SOARES - O ESPERTALHÃO   Qua Jul 14, 2010 5:20 pm

O coveiro de Portugal.

Foi com esta nulidade no poder que Portugal começou o caminho que levou á situação actual. A Descolonização Exemplar!!! que levou a milhões de mortos em Ãfrica e o desbarato num sò ano das enormes reservas de ouro do País (o que levou o FMI a intervir) já foram esquecidas? Como todos os burros não tem vergonha e continua a querer aparecer em todas.

(JN - EMVAP14 Março2010)
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MensagemAssunto: Re: MÁRIO SOARES - O ESPERTALHÃO   Seg Ago 02, 2010 8:06 pm

Mário Soares sugere conselho de ministros ibérico

23.06.2010

Portugal e Espanha devem avançar para uma política mais iberista, realizando conselhos de ministros conjuntos.

Em entrevista à Renascença, o socialista salienta que juntos "somos mais de um décimo da humanidade" e que só assim "podemos discutir de igual para igual com Merkel ou Sarkozy" e "ganhar peso na Europa".

Mário Soares disse ainda que discorda das medidas que têm sido implementadas pelo Governo de Sócrates para fazer face à crise, que são um "ataque ao estado social" e acrescenta que, para além de "não resolverem o problema, vão conduzir a uma outra crise".

"É preciso é não gastar dinheiro mal gasto, não me venham dizer que não temos sustentabilidade para o estado social, e temos sustentabilidade, uns tantos portugueses para comprarem carros, aviões e iates de luxo", contesta.

Soares diz que partilha da mesma opinião que as centrais sindicais. "O estado social é sustentável e economistas como Stiglitz e Krugman, que nem são socialistas, estão a fazer esses avisos: Ou mudamos de paradigma, ou a Europa vai entrar em grande decadência", avisa.

Na mesma entrevista, o militante do PS explica (outra vez) porque não vai apoiar a candidatura de Manuel Alegre às presidenciais. "Acho que ele não tem condições para isso e não é uma questão de ressentimento, digo-o em consciência", concluiu.

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: MÁRIO SOARES - O ESPERTALHÃO   Seg Ago 02, 2010 8:09 pm

Faz parte de uma geração que aprisionou o País e se apropriou de um conjunto de beneficios e mordomias que a geração actual e futura jamais poderá usufruir, para além de terem de pagar os desvarios que esta gente cometeu sob a sombra de ideologias calmantes, mas anestesiantes, com que adormeceram o POVO. Agora vem com a ideia peregrina da socialização ibérica, que passará pela reunião de conselhos ibéricos, como forma de manter o satus quo, quando se percebeu já que não será com esta gente que vamos lá. Amigo Soares a sustentabilidade de qualquer coisa é por definição ser-se capaz de resolver as necessidades de hoje sem hipotecar necessidades futuras. É precisamente o contrário do que andaram a fazer. O futuro está hipotecado, portanto o hoje não tem qualquer sustentatbilidade. Por mais respeito que estas pessoas nos merecem, é doloroso dizer que nunca mais percebem que o seu tempo já passou!

(Diário Económico - Soares, | 23/06/10)
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MensagemAssunto: Re: MÁRIO SOARES - O ESPERTALHÃO   Seg Ago 02, 2010 8:11 pm

Este senhor (com letra pequena) primeiro vendeu Portugal aos soviéticos e aos cubanos, deixando na miséria centanas de milhares de portugueses que viviam em África. Agora tal como Saramago quer vender a nossa Pátria aos espanhois. Viva Portugal, viva o 1º de Dezembro de 1640 e abaixo todos os traidores Vasconcelos

(Diário Económico - J.Faria, Arruda dos Vinhos | 23/06/10)
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MensagemAssunto: Re: MÁRIO SOARES - O ESPERTALHÃO   Seg Ago 02, 2010 8:16 pm

Confesso que nao fico surpreso com nada que saia da boca deste indiìduo. Reconheco-lhe, contudo, uma - e uma sò - qualidade: conseguiu que atraves de uma impressionante publicidade a estrumeira ambulante que e e sempre foi fosse habilmente transformada em icono pacovio de "intelectual" e "estadista".
Ignorante, invejoso, mentiroso, safado, aproveitador, ordinario, zero a esquerda, soube fazer-se servente de estadounidenses e sovieticos para encher o ego e as algibeiras as custas de Portugal e dos portugueses.
Criatura sinistra, foi com imenso e indisfarcado gozo que esquartejou o territorio nacional e, entre abracos e sorrisos, entregou terras e gentes portuguesas aos assassinos marxistas seus companheiros.
A destruicao apocaliptica e as mortes aos milhoes no Ultramar estao ai para quem quiser ver.
Coroada a "gesta" soarina com a destruicao fisica e moral da Nacao Portuguesa, havia, claro esta, que dar cabo do poucochinho que restou, do rectangulito a beira mar plantado. Toca, pois, a arruinar as financas e a economia e mergular de cabeca na querida CEE, de preferencia abdicando desta velharia alfonsina que da pelo nome de soberania...
Muitos dizem-me que este sujeito e um "traidor" a Patria. Discordo. Traidor e aquele que quebra um juramento solenemente prestado. Traidores e a tropa fandanga da abrilada 74, que abandonaram contentes ao inimigo as terras e as gentes que haviam jurado defender com a vida se necessario.
Nem falemos da ignominiosa entrega dos companheiros de armas aos terroristas derrotados na vespera.
O descolonizador exemplar, multi-doutor honoris causa (porque para doutor a seria o cachaco nao da), globetrotter recordista de milhagem, prolifico autor (de livros que nao escreveu) e fabuloso milionario, e verdadeiramente um patriota.
Serviu a "sua" patria: a vaidade infinita, o odio mesquinho, o bolso, a URSS e os EUA e tudo o mais que o catapultasse a ribalta. O que entristece e ver que que este desqualificado ainda encontra espaco para pontificar as suas alarvidades. Sintomatico, infelizmente, do estado terminal em que se encontra este resto de Portugal. Falta mesmo muito pouco para chegarmos ao fim.

(Diário Económico - Marcos de Porto Seguro, Montevideo/Uruguai | 23/06/10)
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The Great Mexican Virus

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MensagemAssunto: Re: MÁRIO SOARES - O ESPERTALHÃO   Ter Ago 03, 2010 5:12 pm

Citação :
A lucidez que lhe permitiu tratar da forma despudorada amigos como Jaime Serra, Salgado Zenha, Manuel Alegre e tantos outros.

Já por várias vezes me referi a Mário Soares, como persona non grata para mim.

E entre as variadas razões, que concorreram para que passasse de grande admirador a anti-soarista primário, foi exactamente a tratantada feita a Salgado Zenha, que por uma unha negra não passou à segunda volta das Presidenciais e de cuja rectidão e príncipios Soares está tão distante, como a mais longínqua galáxia.
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MensagemAssunto: Re: MÁRIO SOARES - O ESPERTALHÃO   Seg Set 20, 2010 5:32 pm

"Mário Soares - O maior fracasso da democracia portuguesa"

Eis parte do enigma. Mário Soares, num dos momentos de lucidez que ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana, para a voz da rua.

A lucidez, uma das suas maiores qualidades durante uma longa carreira politica. A lucidez que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bom par de anos, num exílio dourado, em hotéis de luxo de Paris.

A lucidez que lhe permitiu conduzir da forma "brilhante" que se viu o processo de descolonização.

A lucidez que lhe permitiu conseguir que os Estados Unidos financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia.

A lucidez que o fez meter o socialismo na gaveta durante a sua experiência governativa.

A lucidez que lhe permitiu tratar da forma despudorada amigos como Jaime Serra, Salgado Zenha, Manuel Alegre e tantos outros.

A lucidez que lhe permitiu governar sem ler os "dossiers".

A lucidez que lhe permitiu não voltar a ser primeiro-ministro depois de tão fantástico desempenho no cargo.

A lucidez que lhe permitiu pôr-se a jeito para ser agredido na Marinha Grande e, dessa forma, vitimizar-se aos olhos da opinião pública e vencer as eleições presidenciais.

A lucidez que lhe permitiu, após a vitória nessas eleições, fundar um grupo empresarial, a Emaudio, com "testas de ferro" no comando e um conjunto de negócios obscuros que envolveram grandes magnatas internacionais.

A lucidez que lhe permitiu utilizar a Emaudio para financiar a sua segunda campanha presidencial.

A lucidez que lhe permitiu nomear para Governador de Macau Carlos Melancia, um dos homens da Emaudio.

A lucidez que lhe permitiu passar incólume ao caso Emaudio e ao caso Aeroporto de Macau e, ao mesmo tempo, dar os primeiros passos para uma Fundação na sua fase pós-presidencial.

A lucidez que lhe permitiu ler o livro de Rui Mateus, "Contos Proibidos", que contava tudo sobre a Emaudio, e ter a sorte de esse mesmo livro, depois de esgotado, jamais voltar a ser publicado.


A lucidez que lhe permitiu passar incólume as "ligações perigosas" com Angola , ligações essas que quase lhe roubaram o filho no célebre acidente de avião na Jamba (avião esse carregado de diamantes, no dizer do Ministro da Comunicação Social de Angola).

A lucidez que lhe permitiu, durante a sua passagem por Belém, visitar 57 países ("record" absoluto para a Espanha - 24 vezes - e França - 21), num total equivalente a 22 voltas ao mundo (mais de 992 mil quilómetros).

A lucidez que lhe permitiu visitar as Seychelles , esse território de grande importância estratégica para Portugal .

A lucidez que lhe permitiu, no final destas viagens, levar para a Casa-Museu João Soares uma grande parte dos valiosos presentes oferecidos oficialmente ao Presidente da Republica Portuguesa.

A lucidez que lhe permitiu guardar esses presentes numa caixa-forte blindada daquela Casa, em vez de os guardar no Museu da Presidência da Republica.

A lucidez que lhe permite, ainda hoje, ter 24 horas por dia de vigilância paga pelo Estado nas suas casas de Nafarros, Vau e Campo Grande

A lucidez que lhe permitiu, abandonada a Presidência da Republica, constituir a Fundação Mário Soares. Uma fundação de Direito privado, que, vivendo à custa de subsídios do Estado, tem apenas como única função visível ser depósito de documentos valiosos de Mário Soares. Os mesmos que, se são valiosos, deviam estar na Torre do Tombo.

A lucidez que lhe permitiu construir o edifício-sede da Fundação violando o PDM de Lisboa, segundo um relatório do IGAT, que decretou a nulidade da licença de obras.

A lucidez que lhe permitiu conseguir que o processo das velhas construções que ali existiam e que se encontrava no Arquivo Municipal fosse requisitado pelo filho e que acabasse por desaparecer convenientemente num incêndio dos Paços do Concelho.

A lucidez que lhe permitiu receber do Estado, ao longo dos últimos anos, donativos e subsídios superiores a um milhão de contos.

A lucidez que lhe permitiu receber, entre os vários subsídios, um de quinhentos mil contos, do Governo Guterres, para a criação de um auditório, uma biblioteca e um arquivo num edifico cedido pela Câmara de Lisboa.

A lucidez que lhe permitiu receber, entre 1995 e 2005, uma subvenção anual da Câmara Municipal de Lisboa, na qual o seu filho era Vereador e Presidente.

A lucidez que lhe permitiu que o Estado lhe arrendasse e lhe pagasse um gabinete, a que tinha direito como ex-presidente da República, na... Fundação Mário Soares.

A lucidez que lhe permite que, ainda hoje, a Fundação Mário Soares receba quase 4 mil euros mensais da Câmara Municipal de Leiria.

A lucidez que lhe permitiu fazer obras no Colégio Moderno, propriedade da família, sem licença municipal, numa altura em que o Presidente era... João Soares.

A lucidez que lhe permitiu silenciar, através de pressões sobre o director do "Público", José Manuel Fernandes, a investigação jornalística que José António Cerejo começara a publicar sobre o tema.

A lucidez que lhe permitiu candidatar-se a Presidente do Parlamento Europeu e chamar dona de casa, durante a campanha, à vencedora Nicole Fontaine.

A lucidez que lhe permitiu considerar José Sócrates "o pior do guterrismo" e ignorar hoje em dia tal frase como se nada fosse.

A lucidez que lhe permitiu passar por cima de um amigo, Manuel Alegre, para concorrer às eleições presidenciais uma última vez.

A lucidez que lhe permitiu, então, fazer mais um frete ao Partido Socialista.

A lucidez que lhe permitiu ler os artigos "O Polvo" de Joaquim Vieira na "Grande Reportagem", baseados no livro de Rui Mateus, e assistir, logo a seguir, ao despedimento do jornalista e ao fim da revista.

A lucidez que lhe permitiu passar incólume depois de apelar ao voto no filho, em pleno dia de eleições, nas últimas Autárquicas.

No final de uma vida de lucidez, o que resta a Mário Soares? Resta um punhado de momentos em que a lucidez vem e vai. Vem e vai. Vem e vai.

Vai... e não volta mais.

Clara Ferreira Alves

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MensagemAssunto: Re: MÁRIO SOARES - O ESPERTALHÃO   Qui Set 23, 2010 12:44 pm

Mário Soares - "Não era uma desgraça que o FMI viesse a Portugal”

23.09.2010

Mário Soares pediu um entendimento pessoal entre Sócrates e Passos Coelho sobre o Orçamento para 2011.

"Quero que eles se entendam pessoalmente e não só os dois partidos", disse ontem Mário Soares, em defesa de um acordo entre PS e PSD para aprovar o próximo Orçamento do Estado.

O antigo Presidente da República falava aos jornalistas na Universidade do Minho, à margem de um debate sobre a primeira República, em que também participaram o ex-primeiro ministro Pinto Balsemão, o banqueiro Artur Santos Silva e o administrador da Rádio Renascença, padre João Aguiar.

Mário Soares disse concordar com o apelo "à calma" feito pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e disse que "ninguém sabe o que está a fazer o Governo" nem "o que está a combinar com o líder do PSD", Passos Coelho.

Na sua opinião, o Fundo Monetário Internacional (FMI) não terá de vir a Portugal. "Não era uma desgraça que o FMI viesse, mas é melhor que não venha, até porque ele próprio reconheceu que não é necessário", salientou, lembrando que quando chefiou o Governo "teve de o aguentar duas vezes".

Sobre a recente polémica acerca do crescimento da despesa pública em Portugal, Soares desvalorizou o assunto. "Em Portugal, a despesa não tem sido assim tão aumentada", declarou.

(Diário Económico)


PS: ¿Por qué no te callas?
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