A LIBERDADE É AMORAL

Local de discussão livre sobre todos os temas sociais.
 
InícioInício  CalendárioCalendário  FAQFAQ  Registrar-seRegistrar-se  LoginLogin  

Compartilhe | 
 

 PSD - A OUTRA FACE DA MESMA MOEDA

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo 
Ir à página : Anterior  1, 2
AutorMensagem
Anarca



Mensagens : 13405
Data de inscrição : 02/06/2009

MensagemAssunto: Re: PSD - A OUTRA FACE DA MESMA MOEDA   Qua Jul 21, 2010 11:36 am

Alteração da Constituição - As carpideiras imobilistas - Com esta Constituição o PS tornou Portugal numa Albânia na União Europeia

20.07.2010

Pedro Passos Coelho e o PSD querem alterar a Constituição.
Em Democracia é esse um desiderato banalissimo.
As Constituições têm de se adaptar ao evoluir dos tempos.
O Portugal de hoje não é o mesmo que era em 1982.
Mas eis que se levanta um coro de carpideiras que fazem muito barulho para ver se mantêm na sombra os verdadeiros problemas: Desemprego;Subdesenvolvimento; Analfabetismo; Emigração; Abandono do Interior; Ineficácia da Saúde; Maternidade em Badajoz; Todos os sectores estratégicos nas mãos dos estrangeiros;Criminalidade galopante; Ineficácia da Justiça e Politização da Justiça;Perseguição Criminal via crimes de difamação e injurias; Um PS que meteu o socialismo na gaveta; Pobreza endémica; Falta de horizontes.
O PS e seus amigos fazem um barulho ensurdecedor para embebedar o Povo e tentarem tapar os buracos.
Ora, a Constituição não pode manter-se se não for eficaz.
Que interessa ter muitos direitos sociais consagrados se depois na prática as pessoas não têm médico nem serviços de urgência de próximidade, se os nossos jovens têm de emigrar; se não há emprego, se há cada vez mais pobres, se uma camada de gente vive da corrupção e da mama no Estado, sugando a riqueza produzida que vai para o bolso de meia dúzia?
O PS é perito em manobrar o Povo.
Com um Governo sem norte, incompetente, tem de haver soluções para evitar a balcanização de Portugal.
Portugal hoje é um caso de insucesso, de pobreza, numa Europa desenvolvida.
Vamos abrir os olhos e castigar o PS, atirando-o do Poder abaixo.
O PR não pode ser apenas uma figura decorativa, que gasta milhões por ano mas sem poder efectivo, sem poder influenciar a vida política nacional.
Temos de responsabilizar o PR nas soluções governativas e para isso ele tem de ser co-responsável com o Governo na resolução dos grandes problemas nacionais.

Publicada por josé maria martins
Voltar ao Topo Ir em baixo
Anarca



Mensagens : 13405
Data de inscrição : 02/06/2009

MensagemAssunto: Re: PSD - A OUTRA FACE DA MESMA MOEDA   Seg Set 20, 2010 5:45 pm

Pedro Passos Coelho - Fazer de morto

16.09.2010

A entourage de José Sócrates é hoje constituída por alguns indivíduos que fazem o que for preciso para atingir os fins estabelecidos.

«Se ele for para o Governo acaba com o Serviço Nacional de Saúde».

«O objectivo dele é facilitar os despedimentos».

«Se fosse ele a mandar, o Ensino deixava de ser gratuito».

«Vejam o que se passa com as SCUT: ele quer que sejam todas pagas».

«Caso ele chegasse a primeiro-ministro os salários iam baixar».

Com estas e outras frases do género, José Sócrates e a sua entourage foram minando a imagem de Passos Coelho nos últimos meses.

E a campanha teve resultados: o presidente do PSD, que chegou a liderar as sondagens, foi perdendo progressivamente terreno e hoje já está atrás do PS.

Passos Coelho revelou grande ingenuidade.

Não percebeu com que tipo de gente tinha de lidar quando se relacionava com o Governo.

A entourage de José Sócrates é hoje constituída por alguns indivíduos que fazem o que for preciso para atingir os fins estabelecidos.

Para essas pessoas, a acção política não tem freios: o objectivo é liquidar quem se oponha ao PS e ao Governo, seja por que meios for.

E a táctica usada é sempre a mesma: o gabinete do primeiro-ministro pega nas afirmações e nas propostas dos adversários, vira-as do avesso, ridiculariza-as - e atira-as à cara de quem as fez.

Assim aconteceu com a proposta de revisão constitucional do PSD, agora apresentada.

Quando se começou a falar dela, o staff de Sócrates chamou-lhe um figo.

Escolheu os pontos que lhe interessavam, estudou o modo de os apresentar ao povo de forma terrível - e a partir daí nem quis falar de mais nada.

Uma proposta que Passos pensava que ia servir-lhe para liderar a agenda e estar na ofensiva acabou por virar-se completamente contra ele e obrigá-lo a pôr-se à defesa.

Num ápice e sem contemplações, os homens de Sócrates transformaram Passos Coelho no mau da fita, que quer acabar com o Estado Social e com as conquistas dos trabalhadores.

A acusação tem requintes de malvadez, porque Sócrates sabe que muitas das propostas que Passos Coelho faz são inevitáveis.

Todo o Governo já percebeu que o Estado Social que temos é insustentável.

Não é possível, por exemplo, manter os actuais gastos com a Saúde.

Os enormes encargos com o Estado Social estão a asfixiar as empresas, mobilizando capitais que deveriam ser investidos de forma reprodutiva - e a consequência disso será o definhamento progressivo da economia.

E o definhamento da economia fará com que a percentagem do Estado Social no produto interno vá sempre aumentando, obrigando a aumentos consecutivos de impostos e ao crescimento da dívida externa.

Trata-se de uma espiral infernal que é preciso interromper.

Sócrates sabe isto muito bem.

Mas agora o importante é atacar Passos Coelho.

Uma vez arrumado mais este adversário, logo se verá.

E este tipo de comportamento por parte do staff de Sócrates é popular, porque o país ainda não está preparado para um discurso de verdade.

Se o próprio primeiro-ministro diz que está tudo no bom caminho, por que razão hei-de acreditar num senhor que me vem dizer que o país está muito mal e é preciso mudar de rota? - é o que muita gente pensa com os seus botões.

Por que hei-de apostar num senhor que nos mete medo com as desgraças do país e não naquele que promete levar-nos ao paraíso? .

O staff do primeiro-ministro conseguiu habilidosamente levar a cabo uma espécie de troca de papéis entre Sócrates e Passos.

Assim, Sócrates, o chefe do Governo, de quem se esperaria uma atitude realista, aparece a prometer mundos e fundos - e Passos, que era suposto estar a semear ilusões, é apresentado como o papão que quer sacrifícios para o povo.

Quando se aproximava o fim do cavaquismo, António Guterres disse-me várias vezes a seguinte frase: «A partir de agora basta-me fazer de morto».

Queria ele dizer na sua que não precisaria de fazer nada para ganhar as eleições seguintes: bastava-lhe existir.

Ora Passos Coelho, se queria ganhar as próximas eleições, devia ter feito o mesmo.

Quando se apanhou à frente nas sondagens, devia ter feito de morto.

Devia ter começado a produzir declarações anódinas, mostrando sempre boa vontade para colaborar com o Governo e o ajudar a resolver os problemas do país - mas espalhando subtilmente a ideia de que esta não era a sua política, sendo possível fazer muito melhor.

Mas Passos não percebeu com quem estava a lidar, caindo na esparrela de começar a falar demais - e expondo-se totalmente às setas envenenadas dos socialistas.

Se o PSD quer ter ainda alguma esperança de ser Governo num horizonte razoável, o melhor é estar quietinho - e esperar que a realidade faça o seu trabalho.

Só a realidade pode vencer um poder que se especializou no golpe baixo, que não olha a meios para alcançar os fins e que há muito substituiu a estratégia política pelo tacticismo imediatista e pelo marketing.

Só a realidade pode vencer a clique que se instalou no poder à volta do primeiro-ministro.

(José António Saraiva)
Voltar ao Topo Ir em baixo
Anarca



Mensagens : 13405
Data de inscrição : 02/06/2009

MensagemAssunto: Re: PSD - A OUTRA FACE DA MESMA MOEDA   Dom Set 26, 2010 7:33 pm

PROPOSTA DO PSD, PARA A REVISÃO CONSTITUCIONAL!

25.09.2010

Retirar da Constituição o desarmamento geral, simultâneo e controlado, bem como a dissolução dos blocos político-militares.

Retirar o respeito pelos princípios fundamentais do Estado de direito democrático.

Incluir em direitos das pessoas colectivas o bom nome, a imagem e a reserva das sedes e da comunicação, como se não fosse um dever das organizações ter bom nome e boa imagem!

Incluir o benefício dos arguidos, pela aplicação da pena mais suave, quando se promulgarem Leis com retroactividade.

Ampliar direitos dos arguidos, pelo direito ao silêncio e à não auto-inculpação.

Interditar o acesso às sedes das pessoas colectivas, por limitação da acção judicial.

Limitar a autorização judicial, nos mandatos à invasão de domicílios e sedes de pessoas colectivas.

Limitar a infiltração informática, para efeitos de investigação criminal.

Extrair a importância do sector público na comunicação social.

Limitar o seguimento de pessoas, em investigação criminal.

Permite ao legislador de ocasião definir o que é motivo de despedimento.

Retira as comissões de trabalhadores e os sindicatos da elaboração dos planos sócio-económicos.

Inclui os incentivos à iniciativa económica privada, como elemento fundamental da política de emprego.

Inclui compensações pela cessação contratual em direitos e garantias especiais, de acordo com a vontade do legislador de ocasião.

Proíbe o confisco de bens privados.

Define introdução de regras especiais de protecção social, consoante os casos.

O SNS deixa de ser tendencialmente gratuito.

Acaba-se com o desenvolvimento da educação sanitária do povo.

Introduz a liberdade de escolha pela unidade de saúde.

Elimina a criação de sistema público de ensino, sendo apenas obrigação do Estado assegurar por outros sistemas a cobertura das necessidades de ensino.

Elimina o direito de participação na gestão democrática da escola, condicionando-a à vontade do legislador.

Elimina o direito à cultura física e foca-se apenas no direito ao desporto.

Elimina a coexistência do sector público, com privado e com cooperativo e social na propriedade dos meios de produção.

Elimina o zelo pela eficiência do sector público e prefere o incentivo à actividade empresarial e ao investimento estrangeiro.

Elimina a obrigação de promover a correcção das desigualdades das regiões e prefere o desenvolvimento das relações económicas externas.

Elimina a obrigação de acabar com os latifúndios.

Substitui os instrumentos jurídicos e técnicos de planeamento democrático do desenvolvimento económico, por apoio ao empreendedorismo.

Elimina a cooperação internacional na política de energia, na área da preservação de recursos.

Elimina a obrigação do Estado de apoiar as experiências de auto-gestão.

Introduz a possibilidade de as tributações terem uma contrapartida económica, a definir pelo legislador, como já se faz para os bancos.

Reforça as restrições para a elegibilidade, que se mantém nos 35 anos.

Elimina o limite de revisão constitucional quanto à coexistência do sector público e privado na detenção dos meios de produção e quanto à existência de planos económicos, no âmbito da economia mista. (esta intenção anula o projecto de revisão, já que este prevê uma alteração que a presente Constituição não autoriza; era necessário fazer uma revisão intercalar para os limitas da Constituição.

Assim, informando, damos a conhecer as intenções do actual directório, que se diz social-democrata...!

Publicado por José M. Barros
Voltar ao Topo Ir em baixo
Anarca



Mensagens : 13405
Data de inscrição : 02/06/2009

MensagemAssunto: Re: PSD - A OUTRA FACE DA MESMA MOEDA   Seg Out 04, 2010 6:24 pm

PSD prepara campanha para desacreditar Sócrates

04.10.2010

Os tempos de antena que o PSD vai pôr no ar no auge da discussão sobre o Orçamento vão mostrar as contradições do primeiro-ministro.

O PSD está a preparar três tempos de antena para pôr em causa a "credibilidade" de Sócrates, um dos principais mantras da campanha do partido. As várias contradições entre o discurso do primeiro-ministro antes e depois do pacote de austeridade vão percorrer os três "filmes" de propaganda social-democrata em plena apresentação do Orçamento do Estado pelo governo (que tem de ser feita até 15 de Outubro), somando argumentos para um possível chumbo das contas do Estado.

Para já, Passos Coelho não se vai comprometer com qualquer solução definitiva antes de ver os números que o governo apresentará. Mas o risco de ficar associado - pela abstenção - à onda de previsível revolta que varrerá o país na sequência da aprovação do Orçamento pelo "bloco central" é um cenário temido da São Caetano à Lapa.

A confirmar-se o cenário do chumbo do Orçamento por parte do PSD - aquele "que não passa pela cabeça" ao próprio Presidente da República e à ala cavaquista-barrosista do PSD -, a crise política será imediata. José Sócrates demite-se, como já anunciou, e o Presidente da República tem duas opções, uma vez que não pode dissolver a Assembleia da República: pedir ao PS que forme um novo governo (o que Sócrates não aceita), pedir a outro partido (não há maioria alternativa, ou seja, PSD e CDS juntos não chegam para formar governo) ou então aguentar um governo demissionário à espera de umas eleições que só poderão ser convocadas depois da tomada de posse do Presidente da República eleito, que ocorre em Março. Queimando todos os prazos, as eleições poderiam ainda ocorrer em Maio e o país viveria sem Orçamento do Estado - e sem ver aprovado o pacote de austeridade que contenta a Comissão Europeia e a OCDE.

Ser responsabilizado pela abertura da crise política num momento frágil para a economia portuguesa acossada pelos juros da dívida pública ou ser co-responsabilizado pelo maior pacote de cortes desde 1983 (e pela sua consequente impopularidade) é a escolha difícil de Passos Coelho.

Ontem, a Lusa divulgou que o gabinete de estudos do PSD se prepara para lançar uma discussão pública sobre o corte de despesas do Estado, que será divulgada num site - www.cortardespesas.com. "Queremos ouvir as pessoas, o funcionário do Estado, o colaborador duma empresa pública, o funcionário duma autarquia, o empresário que se relaciona com o Estado, o cidadão comum que procura serviços públicos, do estudante ao pensionista. Acreditamos que as pessoas podem dar ideias e definir acções importantes para que se possa fazer melhor com a redução da despesa, sem prejudicar a qualidade do serviço prestado", afirmou José Manuel Canavarro, do gabinete de estudos do partido, à agência Lusa. O PSD promete "total confidencialidade e anonimato".

(Lusa)
Voltar ao Topo Ir em baixo
Anarca



Mensagens : 13405
Data de inscrição : 02/06/2009

MensagemAssunto: Re: PSD - A OUTRA FACE DA MESMA MOEDA   Qui Out 28, 2010 9:05 pm

PSD disposto a apoiar governo de emergência

28.10.2010

Passos Coelho diz que não deixará o país sem governo até às eleições. Mas antes quer pressionar o governo para entregar novo Orçamento

O PSD está disponível para assegurar, ou para apoiar, um governo interino até à realização de eleições legislativas. Este será um dos cenários a analisar no Conselho de Estado que o Presidente Cavaco Silva convocou para amanhã. O anúncio da reunião do Conselho de Estado, marcado com inusitada rapidez, foi feito ontem de manhã, imediatamente após o anúncio do fim das negociações entre PS e PSD.

Passos Coelho estava preparado para este desfecho. "Nunca nenhum país ficou sem governo por aquele que está em exercício desertar. E, se este governo quiser desertar, podem acreditar que o PSD não deixará o país sem governo até às eleições", disse o presidente no discurso que fez aos membros do conselho nacional social-democrata que o ouviram, na semana passada, antes de serem anunciadas as condições do PSD para viabilizar o Orçamento do Estado (OE) para 2011.

No discurso perante o conselho nacional, no dia 19, Passos Coelho foi claro. Caso o Orçamento chumbe no parlamento, o PSD deve comunicar ao país no próprio dia 29 "que toda a pressão que até hoje se faz sobre o PSD para que aprove um mau Orçamento possa ser agora feita em relação ao governo, para que o governo apresente um melhor Orçamento". O PSD sabe que o governo não estará, certamente, interessado nisso. A direcção do PSD tem noção de que a crise política que o chumbo do Orçamento do Estado desencadeará pode obrigar o partido a participar numa solução de governo, ou a apoiar uma solução de governo sugerida ou apoiada pelo Presidente da República.

O líder social-democrata disse claramente aos conselheiros que não aceita chantagens: "Haveremos de encontrar uma forma de o país ter uma solução, até às eleições. Não aceitaremos é, por isso, nenhuma chantagem de tudo ou nada."

santos ferreira apela a cavaco O presidente do BCP dirigiu ontem um apelo ao Presidente da República para que actue perante o fracassso das negociações sobre a aprovação do OE. Numa alusão clara ao anúncio da reunião do Conselho de Estado, Carlos Santos Ferreira disse claramente ter "toda a confiança no Presidente da República e na acção que está a desenvolver", fazendo "votos para que tenha sucesso". O líder do BCP acredita que o Presidente está a desenvolver já diligências junto das forças partidárias. E considera que os apelos dos maiores bancos não são pressões. "O que dissemos foram as consequências de não haver este Orçamento." Segundo Santos Ferreira será "gravíssima" a situação para o país se o Orçamento do Estado para 2011 não for aprovado. Sublinhando, todavia, que "carregar demasiado nesta afirmação poderá ser considerado uma pressão. Eu não faço pressões".

O presidente do BCP está convicto de que os mercados financeiros não se abrirão para Portugal enquanto não estiver regularizada a situação das finanças públicas.

(JN)
Voltar ao Topo Ir em baixo
Anarca



Mensagens : 13405
Data de inscrição : 02/06/2009

MensagemAssunto: Re: PSD - A OUTRA FACE DA MESMA MOEDA   Sex Nov 12, 2010 9:21 pm

Portugueses escolheriam hoje PSD para governar o país

12.11.2010

Se hoje os portugueses fossem às urnas escolher o Governo, o PSD teria vantagem clara sobre o PS. Esta é a conclusão de estudo da Eurosondagem feito para a SIC, Expresso e Rádio Renascença.

De acordo com o estudo, o PSD ganhou uma vantagem clara na intenção de voto face ao PS no último mês. Os socialistas caíram 5,3%.

O PSD subiu mais de 1,5%, um pouco mais que o CDS-PP, partido que recuperou o terceiro lugar. O Bloco de Esquerda e a CDU também cresceram, crescimento mais acentuado no caso dos bloquistas.

Em Novembro, Cavaco Silva foi o político mais subiu em termos de popularidade. Seguem-se Jerónimo de Sousa, Francisco Louçã e Paulo Portas.

SOL
Voltar ao Topo Ir em baixo
Anarca



Mensagens : 13405
Data de inscrição : 02/06/2009

MensagemAssunto: Re: PSD - A OUTRA FACE DA MESMA MOEDA   Sex Nov 12, 2010 9:23 pm

E se O PSD virasse à esquerda ?

Todos sabemos que o PS, ocupou o espectro partidário que anteriormente era ocupado pelo PSD, esvaziando-se ideologicamente do socialismo democrático e da social-democracia, passando a ser o PS o partido mais à direita do centro-direita actual, com a praxis política mais reacionária de que temos conhecimento desde o 25 de Abril, fazendo os governos do Cavaco Silva parecerem de extrema-esquerda, e dum socialismo tão profundo como o governo provisório do Vasco Gonçalves, comparado é claro com as medidas deste governo do PS.

Os motivos são óbvios demais, mas para que ainda dois ou três Portugueses que não vivem à custa do estado os percebam, são eles:

- A tentativa de fazer passar a regionalização sem recurso a um novo referendo

- A tentativa de criação de cinco novos parlamentos regionais, que além de serem um coito para os arquistas abaixo do mediocre que não conseguem atingir o poder central, nem como deputados nem como sub-secretários de qualquer sub-ministério, serão um poço onde os portugueses irão lançar o seu dinheiro num País que tem 300 Km de largura e 600 Km de comprimento

- A construção de uma nova ponte sobre o Tejo, só para esse projecto que irá servir para o governo espanhol, justique o investimento que fez ou irá fazer com o seu TGV, até Badajoz e que não tem rentabilidade alguma sem atingir Lisboa...

- A destruição do sistema de ensino nacional

- A destruição do sistema nacional de saúde

- A tentativa de implementar um sistema de saúde privado, só para os abonados ou para os parasitas que rodeiam os diversos poderes

- A completa partidarização das TVs e Rádios públicas e agora também dos meios de comunicação privados, veja-se o caso da TVI e mais camufladamente do Diário de Notícias e da TSF

- O regresso da emigração

- O despovoamento do interior do País, com objectivos concretos de criar nos portugueses a ideia que a solução para o seu repovoamento será a regionalização, o que é uma grande mentira

- A implementação dum fascismo do políticamente correcto, onde não se deve fumar, mas que hipócritamente o estado detêm os lucros do monopólio tabagista

- A tentativa de cercear a liberdade dos indivíduos em nome dum pseudo-colectivo, isto também uma forma de fascismo moral

- A tentativa de se tornar tão socialmente aceite e banal a homossexualidade, que a heterossexualidade passe a ser de mau tom e demodé

- A mentira da qualificação escolar, quando ao mesmo tempo se desprestigia o 12º Ano de escolaridade, banalizando-o tanto que será dado depois a qualquer um, como qualquer medalha de participação num qualquer evento de tiro aos pratos ou de rally-paper, tudo isto só para nas estatísticas pareça à UE que os portugueses são mais letrados, o que será outra mentira, porque o 12º Ano terá dois valores o antes do Socretinismo e o pós-Socratinismo.

- A mentira do valor dos canudos, quando o próprio PM os apresenta em vasta quantidade e muito pouca qualidade

- O desprestígio das Universidades Privadas ...e sinceramente poderia estar aqui a escrever durante mais uma hora, que iria encontrando temas de relevancia para que este governo e este primeiro-ministro fossem imediatamente demitidos, mas o tema do post é;

E se O PSD virasse à esquerda ?

PS: Este texto é antigo, mas os problemas são sempre os mesmos...
Voltar ao Topo Ir em baixo
Anarca



Mensagens : 13405
Data de inscrição : 02/06/2009

MensagemAssunto: Re: PSD - A OUTRA FACE DA MESMA MOEDA   Sab Nov 13, 2010 9:27 pm

" A Via Justa" do PSD - O que faz o meu número de fax na proposta de adesão?

12.11.2010

Nada tenho a ver com a "Via Justa do PSD".
No entanto, verifiquei hoje que na proposta de adesão está indicado o meu número de fax.
Veja-se aqui:http://viajusta.blogspot.com/
Quando se abre a proposta de adesão aparecem os contactos e o meu número de fax.
Pelo que não devem ser enviadas propostas para esse fax, que nada tem a ver com os responsáveis da iniciativa.

Publicada por josé maria martins
Voltar ao Topo Ir em baixo
Anarca



Mensagens : 13405
Data de inscrição : 02/06/2009

MensagemAssunto: Re: PSD - A OUTRA FACE DA MESMA MOEDA   Qua Nov 17, 2010 10:41 pm

A armadilha do golpe palaciano de criação de um governo provisório do Bloco Central

17.11.2010

Choca que os estrategos e defensores da campanha eleitoral morna, e ideologicamente neutra, do PSD em Setembro de 2009, pressionem agora uma intervenção do Presidente da República numa bênção a priori de um golpe palaciano para protecção do futuro do Partido Socialista e, ao mesmo tempo, de salvo-conduto para o poder de um certo sector do PSD e, eventualmente, do CDS. Choca porque (in)consiste numa viragem de casaca da irredutabilidade face ao socratismo para uma aliança contra-natura com o mesmo socialismo corrupto, cenograficamente despojado de Sócrates. Não seria um Governo de Salvação Nacional, mas apenas de salvação do Partido Socialista - como Helena Matos muito bem disse, uma Operação Pirâmide de socorro ao PS.

Esta conjunção entre os pressurosos do poder, no PSD, e os medrosos do castigo, no PS, precipita-se sobre o Presidente, a quem não valeram no combate real com o socratismo (os do PSD) e que colaboraram no cerco ao Presidente (os do PS). Portanto, não é crível que o Prof. Cavaco Silva, que aguentou esse cerco dos meios do poder, agora esquecesse essas abstenções e cumplicidades, para os premiar ou livrar. Não é possível esse Governo de Salvação Nacional, após demissão do primeiro-ministro Sócrates pelo Presidente, por três razões:

1. O Prof. Cavaco Silva não tem interesse em ficar com a responsabilidade de apadrinhamento da salvação do Partido Socialista (em cima da mágoa que efectivamente existe nas forças que o apoiaram, por não ter enfrentado e demitido Sócrates), nem esta decisão se enquadra na interpretação que afirma da Constituição da República;

2. Sócrates não se demite, não larga o poder nem quer entrar na sujeição judicial incontornável e imediata, nem será possível uma solução palaciana semelhante à substituição de Margaret Thatcher por John Major, na sequência da impopularidade da «poll tax», em 1990, porque ninguém tem coragem para o afrontar internamente.

3. Este golpe palaciano não é útil à limpeza do Estado, a que se tem de proceder para repor o País no caminho do desenvolvimento.

Publicada por António Balbino Caldeira
Voltar ao Topo Ir em baixo
Anarca



Mensagens : 13405
Data de inscrição : 02/06/2009

MensagemAssunto: Re: PSD - A OUTRA FACE DA MESMA MOEDA   Dom Nov 21, 2010 3:48 pm

Passos Coelho contrapõe défice de 9,5 por cento aos “números fictícios” do Governo

20.11.2010

O presidente do PSD estimou este sábado que a dívida pública e o défice são muito superiores aos “números fictícios” do Governo e considerou que “o pior que pode acontecer é invocar a necessidade” de um consenso partidário “para não fazer nada”.

O líder social-democrata defende que "não vale a pena chorar por falta de consenso"

Falando no encerramento de um encontro do GenePSD, responsável pela revisão do programa do Partido Social Democrata, em Lisboa, Pedro Passos Coelho considerou que “o facto de o Estado, de há muitos anos a esta parte, ter vindo a desorçamentar uma série de actividades, tornou boa parte dos nossos números fictícios”.

O líder social-democrata sublinhou que “na verdade, a dívida pública é muito maior” que 82 por cento do PIB este ano e cerca de 90 por cento em 2011, “só que não vem nas contas”. “Esquecemo-nos de juntar a essa dívida aquela que está nos passivos das empresas públicas, bem como aquela que resultará do impacto orçamental anual de todas as parcerias público privadas que fomos realizando ao longo destes anos e que para já não têm custos, mas que a partir de 2014 vão ter um custo que pode chegar a muito perto de dois por cento do produto todos os anos”, referiu Passos Coelho.

O presidente do PSD aponta números muito superiores aos do Governo socialista. “Esta é a verdade hoje: 112 por cento de dívida pública, 9,5 por cento de défice, PIB potencial de 0,5 por cento. Não há capacidade para criar emprego, não há dinamismo na economia. Bom, só pode melhorar”, disse, motivando risos entre a audiência.

O partido deve “fazer tudo” para inverter estes números, mas Passos Coelho afasta a possibilidade de um consenso. “Se o pudéssemos fazer em consenso partidário, isso seria excelente, porque dava ao país um horizonte de estabilidade das principais políticas muito maior. Mas nós temos de ser pragmáticos e realistas, não podemos ficar a chorar quando não existe esse consenso. O pior que pode acontecer é invocar a necessidade de um consenso para não fazer nada, e portanto nós vamos ter de dar o nosso contributo para essa mudança”, sustentou. Passos Coelho aponta desde já um prazo para ultrapassar estes dados.

“Estamos convencidos que em duas legislaturas, em oito, dez anos, somos capazes - não é só o PSD, somos capazes o país -, de mudar estes dados actuais, de inverter esta situação”, disse o líder. Para tal, sustentou, “basta remover alguma demagogia do caminho e traçar um caminho de que não nos desviemos”.

Para Passos Coelho, a sociedade espera que os políticos “não se percam nos meandros do curto prazo e saibam traçar objectivos a mais largo prazo, e depois aceitem ser responsabilizados por eles, mas não no fim, que pode ser muito tarde”. “Temos sempre a possibilidade de substituir os nossos gestores e os nossos políticos. Temos de criar períodos de responsabilização intercalares”, nomeadamente através de avaliações anuais das políticas.

À saída do encontro, o presidente do PSD escusou-se a comentar as declarações do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, sobre a necessidade de baixar os salários também nos privados, afirmando que “tem havido declarações que cheguem sobre o que está a passar em Portugal”.

(Lusa)
Voltar ao Topo Ir em baixo
Anarca



Mensagens : 13405
Data de inscrição : 02/06/2009

MensagemAssunto: Re: PSD - A OUTRA FACE DA MESMA MOEDA   Ter Nov 23, 2010 3:53 pm

PSD - pressupostos e estratégia.

22.11.2010

Pressuposto 1. O Presidente da República é novamente eleito.

Atenta a actual situação política do país, será muito difícil que o Presidente da República (PR), e agora candidato presidencial, não seja eleito de novo. Vamos dar por muito provável este ponto.

Pressuposto 2. O Presidente da República não demite o governo.

O PR pautou o seu (primeiro) mandato pela cooperação estratégica com o Governo, e pese embora o agravamento da situação financeira, económica, política e social do país, parece pouco provável que se venha a verificar a demissão do Governo por iniciativa do PR. Poderá mudar o tom do discurso do PR, após a eleição, e poderá o Governo deixar de contar com qualquer tipo de efectivo apoio por parte do PR, mas dificilmente se verificará a demissão. Em suma, o Governo passará apenas a contar consigo próprio, mas não será, muito provavelmente, demitido pelo PR.

Pressuposto 3. O PSD quer chegar ao governo.

Claro que a situação do país é lastimável e que quem tiver que governar terá pela frente condições que se irão agravar nos anos subsequentes à eleição. Contudo, não faz sentido chamar a atenção para a má governação e recusar-se a assumir a responsabilidade de uma governação alternativa. Por outro lado, a direcção do PSD está pressionada pelo seu próprio calendário interno a tentar chegar ao poder antes do início de 2012, caso contrário corre o risco de ser substituída. É fácil vender a ideia que a substituição do actual governo constitui um imperativo nacional – grande parte da população pensa provavelmente desta forma. Podemos dar como muito provável que a direcção do PSD esteja interessada em chegar ao poder.

Pressuposto 4. Não haverá governo de coligação.

Um governo de coligação seria constituído na base dos resultados eleitorais de 2009, sendo certo que as sondagens mostram que esses resultados “passaram à História”. O PSD não deverá aceitar integrar um governo de coligação sem novas eleições, e muito provavelmente não o fará.

Pressuposto 5. Para chegar ao governo o PSD tem que derrubar o governo.

O PSD não pode contar com o PR para derrubar o governo – terá que o fazer com as suas próprias mãos. Para o efeito, será necessário apresentar uma moção de censura que recolha uma maioria de votos.

Pressuposto 6. É irrelevante se há ou não remodelação governamental.

Desde que não mude o primeiro-ministro, podemos “dar de barato” que é relativamente irrelevante quem são os ministros, uma vez que terá sempre que existir um mínimo de continuidade relativamente à situação actual.

Pressuposto 7. O governo controla o timing da vinda do FMI, o PSD não.

É importante ter em conta que a eventual vinda (regresso) do FMI para Portugal seguirá um timing que será ditado, em larga escala, pelo governo. Por várias ordens de razões que não vou enumerar, encontra-se o PSD em situação mais ingrata a esse título. Note-se que a boa afinidade entre sectores do governo e a administração norte-americana ficou patente na recente cimeira NATO, aliás tal como seria de esperar.

Estratégia 1. Deixar o governo auto-destruir-se, assistindo sentado no sofá.

A tendência do governo para a auto-destruição é significativa, e, em consequência, a melhor estratégia para o PSD é não fazer nada. Assistir no sofá é uma boa estratégia, nesta fase. O governo não irá provavelmente dar os passos necessários para recuperar o país. Se desse esses passos, não seria necessária a sua remoção. Fala-se, ao mesmo tempo, de FMI e de TGV – e está tudo dito.

Estratégia 2. Não dar tiros nos pés.

É imperioso não fazer disparates e deixar o governo desgastar-se por si só. Não interessam, portanto, mais iniciativas como o projecto de revisão constitucional. É necessário compreender que já não é necessário “marcar” a agenda mediática – os media vão ter muito com que se entreter com o governo, e não por boas razões.

Estratégia 3. Envolver o CDS no projecto alternativo de poder.

Seria de interesse envolver o CDS no projecto de um novo poder para Portugal, uma vez que não só existirão no CDS elementos úteis para a governação, como por outro lado um CDS desalinhado e pensando na sua própria sobrevivência pode causar danos consideráveis, desde logo apresentando uma moção de censura sem condições para ter êxito.

Estratégia 4. Jogar ao gato e ao rato com a extrema-esquerda.

O PSD carece dos votos da extrema-esquerda para passar a moção de censura. A extrema-esquerda, pelo seu lado, escolhe os momentos de acordo PSD/ governo para lançar as suas agitações. É necessário ter paciência. O provável agravamento das condições do país levará certamente a que a extrema-esquerda faça agitações na altura “errada” – aquela em que fica sem condições para votar contra uma moção de censura. Em último caso, existe sempre a alternativa de 1 de Maio – uma data na qual a extrema-esquerda se agita de forma previsível.

Estratégia 5. OE 2012.

Se a moção de censura falhar, fica sempre a discussão do OE 2012. Conviria, nesse caso, e tal como aconteceu este ano, deixar a extrema-esquerda falar primeiro. É em todo o caso difícil de imaginar a quantidade de dívidas que o país acumularia se o actual governo permanecesse em funções por mais um ano, sem o FMI.

(Blasfémias)
Voltar ao Topo Ir em baixo
Anarca



Mensagens : 13405
Data de inscrição : 02/06/2009

MensagemAssunto: Re: PSD - A OUTRA FACE DA MESMA MOEDA   Qui Nov 25, 2010 10:06 pm

CUMPLICIADOS

25.11.2010

Que PSD e Cavaco são cúmplices do PS não resta qualquer espécie de dúvida. A diferença é que o PSD (e Cavaco) amam-nos um poucochinho mais e sabem fazer as coisas mais bem feitas, quando mandam, entre a delicadeza e a excelência técnica dos seus quadros, quando não entram em tentação. Com o PS, a ladroagem é à bruta e à descarada tal como a impunidade. O assalto ao Estado é mais que evidente, apesar de todos os sinais e recomendações, como quem pede urgente intervenção externa.
Note-se como a excepcionalidade manhosa, as más surpresas e as más notícias - tudo se faz à bruta, sem respeito pelo facto de estarmos todos a ver. Que pena, nesta hora, PSD e Cavaco ficarem do lado do PS e da magna corporação clientelar, miríade incontável de sanguessugas sem sentido de justiça ou de povo ou de Pátria ou de bem comum! Não fosse essa fraqueza terrível que os cumplicia bem cumpliciados, feita de sussurros, medos, cautelas, uma estúpida prudência sem par, poderíamos ser tão mais felizes, há imenso tempo livres do socratismo "socialista", do seu galope infrene rumo ao abismo, das suas malfeitorias contra os mais frágeis e inermes da população.

Publicada por joshua
Voltar ao Topo Ir em baixo
Anarca



Mensagens : 13405
Data de inscrição : 02/06/2009

MensagemAssunto: Re: PSD - A OUTRA FACE DA MESMA MOEDA   Qui Dez 02, 2010 10:10 pm

PS e PSD deverão chumbar proposta do PCP para taxar dividendos em 2010

02.12.2010

O Parlamento discute esta quinta-feira uma proposta do PCP para antecipar para este ano a tributação de dividendos distribuídos a acionistas de grupos económicos, iniciativa que deverá ser chumbada pelo PS e PSD.

O PCP agendou potestativamente para esta quinta-feira uma proposta que pretende antecipar o regime fiscal previsto para o próximo ano - de acordo com o Orçamento do Estado -, de forma a que os dividendos de grandes empresas distribuídos ainda este ano sejam alvo de impostos.

Embora PS e PSD não tenham divulgado as suas posições em relação à proposta, fontes dos dois partidos disseram à Lusa que as respetivas bancadas estão inclinadas para votar contra o diploma comunista.

PS e do PSD realizam as reuniões das respetivas bancadas parlamentares na quinta-feira de manhã, horas antes da discussão e votação em plenário da proposta do PCP.

O CDS também não adiantou à Lusa qual será o sentido de voto em relação à iniciativa. Apenas o Bloco de Esquerda já formalizou o apoio ao diploma do PCP, que contará também com os votos favoráveis dos Verdes.

O vice-presidente do grupo parlamentar do PS Strecht Ribeiro afirmou à Lusa que se o projeto do PCP fosse aprovado pelo Parlamento, seria equivalente "à criação de um imposto extraordinário, que poderia gerar sérias dúvidas entre os investidores, sobretudo estrangeiros".

Esta matéria não reúne no entanto unanimidade na bancada socialista. O deputado e ex-ministro António José Seguro, apontado como um dos potenciais candidatos à liderança do PS, foi uma das vozes que na última reunião da bancada socialista se levantou para defender que se adote uma solução legislativa que impeça práticas de distribuição antecipada de dividendos.

O PSD não divulgou o seu sentido de voto, mas na terça-feira, questionado se a rejeição do projeto do PCP não seria contraditória com o que o PSD tem dito sobre a distribuição de dividendos, o líder do grupo parlamentar social-democrata respondeu desta forma: "Mas nós não temos dito nada sobre isso".

"Eu acho que o valor da estabilidade fiscal é importante, sobretudo para um país como o nosso, que pretende captar mais investimento estrangeiro. E, portanto, é bom também não esquecer esse princípio, esse valor", acrescentou Miguel Macedo, em declarações aos jornalistas, no Parlamento.

Já o líder do BE, Francisco Louçã, afirmou concordar "inteiramente que (o regime fiscal) deve ser antecipado, para que os acionistas que recebem dividendos paguem o imposto sobre aquilo que receberam".

Esta terça-feira os deputados comunistas apresentaram um aditamento à sua proposta, definindo que este regime abrange todas as entidades que tenham uma participação na sociedade distribuidora dos lucros, as empresas não residentes, mas que tenham "a direção efetiva" em Portugal, e as pessoas singulares que recebam estes dividendos.

A proposta do PCP especifica ainda que os impostos podem ser cobrados por via da retenção na fonte, à taxa de 21,5%, ou através "de tributação por taxa autónoma", do mesmo valor, anunciou o presidente da bancada do PCP, Bernardino Soares.

(Lusa)
Voltar ao Topo Ir em baixo
Anarca



Mensagens : 13405
Data de inscrição : 02/06/2009

MensagemAssunto: Re: PSD - A OUTRA FACE DA MESMA MOEDA   Sex Dez 10, 2010 1:37 pm

PSD e CDS estabelecem pacto de não agressão

10.12.2010

O PSD e o CDS selaram um pacto que prevê a não-hostilização das iniciativas alheias e a colaboração no Parlamento. É a antecâmara da AD.

PSD e CDS garantem que vão sozinhos a eleições. E apenas admitem uma coligação a seguir às legislativas. Mas o certo é que sociais-democratas e centristas já têm um pacto de não agressão.

Ainda que informalmente, e sem nada escrito, as direcções dos dois partidos estão articuladas e, como confirmou ao SOL fonte próxima do líder do CDS, «já está a ser feito no Parlamento e fora dele um trabalho para evitar um excesso de desencontros de posições».

Com os dois partidos a apoiarem a recandidatura de Cavaco Silva a Belém, PSD e CDS já acertaram que até às eleições presidenciais não haverá mesmo ataques de parte a parte, nem sequer do lado dos centristas pelo facto de os sociais-democratas terem viabilizado o Orçamento do Estado para 2011.

Esta semana, às suas comissões de direcção (respectivamente, Permanente e Política), Passos Coelho fez questão de clarificar a posição do partido sobre coligações. O líder do PSD reafirmou que a estratégia passa por se apresentarem com listas próprias nas próximas eleições legislativas, tal como recordou que dissera no Congresso de Abril. Porém, reconheceu que a situação do país é tão grave que «devem ser criadas condições para um entendimento mais vasto que vá até para além do CDS».

Disponibilidade para conversar

O esclarecimento do líder social-democrata foi feito depois de, no passado fim-de-semana, à margem da cerimónia conjunta promovida pelo PSD e pelo CDS para assinalar os 30 anos da morte de Sá Carneiro e Amaro da Costa, tanto Passos Coelho como Paulo Portas terem manifestado abertura para um entendimento.

«Um futuro Governo de mudança precisa de mais do que da legitimidade eleitoral de um só partido», defendeu o líder do PSD nessa sessão; enquanto o líder do CDS, numa declaração mais contida, sublinhou que «o CDS e o PSD são partidos diferentes, têm valores diferentes, têm políticas diferentes, têm atitudes diferentes, mas há capacidade de diálogo entre estes dois partidos».

(Sol)
Voltar ao Topo Ir em baixo
Anarca



Mensagens : 13405
Data de inscrição : 02/06/2009

MensagemAssunto: Re: PSD - A OUTRA FACE DA MESMA MOEDA   Ter Dez 14, 2010 2:43 pm

Miguel relvas: Portugal não suportará mais um Governo socialista

14.12.2010

Miguel Relvas disse não saber se a actual legislatura chegará até ao fim.

O secretário-geral do PSD afirmou que confiança que o eleitorado deposita no PSD a nível autárquico deveria alargar-se às legislativas.

Na tomada de posse de Ricardo Tavares como presidente da comissão concelhia de Oliveira de Azeméis, Miguel Relvas defendeu que "Portugal não suportará mais um Governo que diga uma coisa e faça outra".

"O País precisa de um projecto de confiança e esse vai ser construído com dificuldades, mas temos que saber viver com elas", sustentou o social-democrata ontem à noite.

Comparando a "constância" do PSD na liderança do poder autárquico com os "desequilíbrios" do PS na gestão do País, o secretário-geral dos sociais-democratas declarou que "o PSD sempre foi o grande partido do poder local e da abertura aos independentes e tem sabido manter uma gestão de confiança".

Já no que se refere aos socialistas, Miguel Relvas acusou-os de incorrerem repetidamente no mesmo erro.

"Nós estamos hoje a pagar por aquilo que fizeram 13 a 15 anos de governação socialista, que pensou que o Estado podia crescer sem limites e que a despesa ia ser sempre paga à custa do cidadão", apontou.

O secretário-geral do PSD admitiu que os socialistas possam não se aperceber de que estão a viver uma ficção - "concedo que eles não vejam isso e confundam realmente ficção com realidade" - mas reclama o fim de uma "relação desequilibrada entre os cidadãos e a administração", com o prejuízo a verificar-se "sempre para o lado do
cidadão".

Para o dirigente social-democrata, não está em causa evitar sacrifícios, mas sim "ter a certeza de que eles são para valer" e que "uns não vão ter que fazer mais sacrifícios do que outros".

"Não sei se esta legislatura chegará até ao fim, mas não é isso que importa", observou.

"O que é preciso é o país ter um prometo alternativo não socialista", declarou.

Na mesma cerimónia, num recado expressamente dirigido ao secretário-geral dos sociais-democratas, o presidente da distrital do partido, António Topa, reconhecera minutos antes: "Estamos aqui para ganhar eleições para o PSD, mas só podemos gastar aquilo que temos e gastá-lo naquilo que é fundamental".

Defendendo que a prioridade deverá ser o investimento na criação de emprego e que essa é uma competência das empresas e não do Estado, António Topa deixou o aviso: "Acredito na sensibilidade de Pedro Passos Coelho, mas vamos estar vigilantes. O dinheiro tem que ser bem gasto e não podemos andar é a arranjar empregos para os amigos".

Na sua intervenção, Miguel Relvas saudou o presidente da distrital "pela forma como se exprimiu".

Reconhecendo que António Topa "provocou sorrisos", observou que "isso é positivo num país em que se ri pouco".

(Diário Económico)
Voltar ao Topo Ir em baixo
Conteúdo patrocinado




MensagemAssunto: Re: PSD - A OUTRA FACE DA MESMA MOEDA   Hoje à(s) 6:51 am

Voltar ao Topo Ir em baixo
 
PSD - A OUTRA FACE DA MESMA MOEDA
Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo 
Página 2 de 2Ir à página : Anterior  1, 2
 Tópicos similares
-
» vocês acham certo o namorado dormir na casa da namorada na mesma cama
» PARADOX ( A Outra Dimensão/O Mundo Paralelo)
» Quando a Igreja resolve buscar a face de Deus (parte 1) Por Anderson Cassio de Oliveira
» Antes, depois e durante (nessa mesma ordem) Nicapinica
» Curl Formes

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
A LIBERDADE É AMORAL :: POLÍTICA-
Ir para: