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 GRANDES MISTÉRIOS - Atlântida e Lemúria, o Elo Perdido

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Anarca



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MensagemAssunto: GRANDES MISTÉRIOS - Atlântida e Lemúria, o Elo Perdido   Ter Mar 02, 2010 10:55 pm

Atlântida e Lemúria, o Elo Perdido - I

A descoberta de restos culturais milenares e as referências que aparecem nos textos mais primitivos, dão base real à possibilidade sempre baralhada de que existiram civilizações anteriores às mais antigas que conhecemos, que estiveram localizadas em regiões ignoradas do globo e possivelmente submersas no fundo dos oceanos. Pode falar-se seriamente da Atlântida, de Mu, da Lemuria? A recontagem das provas positivas parece apontar que sim.

Atlântida, o Paraíso Perdido

Nada sabemos de nossos mais remotos antepassa dos. Pouco a pouco vão saindo à luz restos de culturas milenares que possuiam alguns conhecimentos científicos extraordinários. Porém um dia ocorreu uma catástrofe de enormes dimensões, que as varreu da face da terra. O mais alarmante de tudo é que talvez seja exatamente esse, o destino que nos aguarda.

A Atlântida segundo Platão

Se então existe muitas civilizações que parecem ter desaparecido sem deixar rastro, a mais popular de todas elas não resta dúvida de que é a Atlântida.

Pese a isso todos os relatos mais ou menos fantásticos que povoam as bibliotecas de todo o mundo relativos ao tema, existem uma série de documentos que não podem ser deixados de lado. Iniciando pelo primeiro de todos os conhecidos, devido a um dos escritores de mais prestígio de todos os tempos. Platão, a quem se tem por um dos grandes gênios da história, dedicou a este tema três de seus Diálogos, dos quais infelizmente somente nos chegaram dois, "Timeu" e "Critias", sem que se saiba a ciência certa se o último da trilogia, correspondente ao relato de Hermócrates, chegou a ser escrito alguma vez ou se pelo contrário permaneceu inédito.

Uma Lenda Egípcia

Disse Timeu que ouviu contar esta história a Solón, um dos sete sábios da Grécia, quem por sua vez havia escutado dos lábios de um sacerdote egípcio em Sais. O começo do relato não poderia ser mais catastrófico: os homens já haviam sido destruídos e o tornaram a ser de muitas maneiras. A última, e talvez a mais dramática das vezes, havia ocorrido 9.560 anos antes da narração. Naquele tempo, mais além das Colunas de Hércules, existia uma ilha do tamanho de um continente, mais extensa que a Líbia e a Ásia Menor juntas, à qual chamaram Atlântida em honra de seu primeiro rei e fundador, Atlas, filho de Poseidon. Do contexto se desprende que estava no meio do oceano, e que se tratava de um arquipélago, pois se afirma que saltando de uma a outra ilha se podia passar de um continente a outro. Na repartição do mundo que fazem os deuses, a ilha correspondia a Poseidon, senhor dos mares. Ali habitava um dos homens que originalmente havia nascido da Terra, Eveneor, convivendo com uma mortal, Leucipa, com a qual havia tido uma filha, Clito, de extraordinária beleza. Ao morrer seus pais, Poseidon a desejou e uniu-se a ela, nascendo uma série de filhos com os quais seria populada a ilha, sob o reinado do primogênito Atlas.

A cidade inexpugnável

Para proteger a seus filhos e separar a sua amada do resto dos mortais, o deus decide fortificar o território por meio de um canal de cem metros de largura, outro tanto de profundidade e dez quilômetros de comprimento, que conduzia a outro canal interior, que fazia as vezes de porto, no qual puderam ancorar os maiores navios da época. Em seguida foram abertas eclusas para atravessar os outros dois cinturões de terra que rodeavam a cidadela situada na ilha central, de forma que somente poderia passar um navio de cada vez. Estes canais estavam cobertos com tetos, pelo que a navegação se fazia por baixo da superfície, que estava elevada com relação ao nível do mar.

Riquezas inigualáveis

O primeiro fosso tinha 500 metros de largura, igual à porção de terra que circundava, à modo de atol. O segundo era menor, 300 metros, o mesmo que o seguinte anel de terra. Por último havia uma terceira franja de água de 150 metros de largura que rodeava a cidadela ou acrópole, com um diâmetro de 69 quilômetros. Esta ilha central estava totalmente amurada, com torres de vigilância de pedra de diversas cores, branco, negro e vermelho, artisticamente combinados. O muro que protegia a primeira das ilhas estava revestido inteiramente de cobre, e de estanho fundido o da segunda. A cidade tinha um muro coberto por um desconhecido metal, o oricalco, que etimologicamente quer dizer cobre das montanhas, e que somente era inferior ao ouro. No centro da acrópole se levantava um templo dedicado a Poseidon e Clito, rodeado de uma cerca de ouro. Tinha 200 metros de comprimento, 50 de largura e uma altura proporcional. O exterior estava revestido em prata, menos os ângulos do teto, que estavam cobertos de ouro. O interior era de oricalco, com artesanato de marfim e adornos de ouro e prata. Presidia o templo uma estátua do deus, sobre um carro puxado por seis cavalos alados, todo ele de ouro maciço, rodeado por 100 nereidas (ninfas do mar) montadas sobre delfins, junto a outras estátuas doadas pelos cidadãos.

O paraíso perdido

Toda a ilha estava repleta de artísticas figuras em metais preciosos, o que pode dar-nos uma idéia das riquezas existentes, não somente em metais, com reservas de todos eles, duros e maleáveis, que puderam ser extraídos das minas, mas também em madeiras, animais domésticos e selvagens, incluindo um tipo desconhecido de elefante. Proliferavam as essências aromáticas, grandemente apreciadas, todo tipo de vegetais e frutas exóticas, e havia alimentos em abundância. Platão nos fala de um fruto de aspecto lenhoso que era toda uma panacéia. Proporcionava bebida, com dotes medicinais, comida e perfume.

Além disso contava a ilha com duas fontes inesgotáveis de água, um fria e a outra quente, descobertas pelo próprio Poseidon, que serviam para rega agrícola e para atender todas as necessidades humanas. Construíram tanques e piscinas, algumas cobertas, que serviam para tomar banhos quentes durante o efêmero inverno. Seu grau de civilização era tão grande que inclusive havia banhos para atender à higiene dos animais, pelos quais sentiam uma grande paixão, especialmente pelos cavalos, não faltando um imponente hipódromo para congregar à afeição.

Floresciam as artes, as ciências e os ofícios, havia um extenso comércio com o exterior e seus habitantes realizavam viagens a todas as terras conhecidas do planeta, levando com eles sua cultura e civilização.

Um extenso império

Os domínios atlânticos não ficavam limitados a esta ilha, que viria a ser a capital do reino, mas havia todo um arquipélago, dos quais as atuais Canárias, CaboVerde e Madeira podem ser um mínimo vestígio. Além disso seu domínio se estendia pela África até o Egito e pela Europa até a Etruria. Contava com um exército de mais de um milhão de soldados, 10.000 carros de combate, 250.000 cavalos e 1.250 navios, que a faziam invencível ante qualquer outra potência da época. Este império era governado por dez reis, que se reuniam alternativamente cada cinco e seis anos no Templo de Poseidon, para deliberar sobre os assuntos comuns, julgando as possíveis infrações que algum deles houvesse cometido, e realizando uma série de cerimônias rituais nas quais lutavam a corpo limpo com touros selvagens.

Platão de Atenas

(428/27 a.C. — 347 a.C.) foi um filósofo grego. Discípulo de Sócrates, fundador da Academia e mestre de Aristóteles. Acredita-se que seu nome verdadeiro tenha sido Aristócles; Platão era um apelido que, provavelmente, fazia referência à sua caracteristica física, tal como o porte atlético ou os ombros largos, ou ainda a sua ampla capacidade intelectual de tratar de diferentes temas. ???t?? (plátos), em grego significa amplitude, dimensão, largura. Sua filosofia é de grande importância e influência. Platão ocupou-se com vários temas, entre eles ética, política, metafísica e teoria do conhecimento.

Atlântida Localizações atribuídas

Há diversas correntes de teóricos sobre onde se situaria Atlântida, e quem seria o seu povo. A lenda que postula Atlântida, Lemúria e Mu como continentes perdidos, ocupados por diferentes raças humanas, ainda encontra bastante aceitação popular, sobretudo no meio esotérico. (Não confundir com os antigos continentes que, de acordo com a teoria da tectónica de placas existiram durante a história da Terra, como a Pangéia e o Sahul).

Alguns teóricos sugerem que Atlântida seria uma ilha sobre a Dorsal Atlântica, que teria sido destruída por movimentos bruscos da crosta terrestre naquele local. Essa teoria baseia-se em supostas coincidências, como a construção de templos em forma de pirâmide na América, semelhantes às pirâmides do Egito, fato que poderia ser explicado com a existência de um povo no meio do oceano que separa estas civilizações, suficientemente avançado tecnologicamente para navegar à África e à América para dividir seus conhecimentos. Esta posição geográfica explicaria a ausência concreta de vestígios arqueológicos sobre este povo.

Alguns estudiosos dos escritos de Platão acreditam que o continente de Atlântida seria na realidade a própria América, e seu povo culturalmente avançado e cobertos de riquezas seria ou o povo Chavín, da Cordilheira dos Andes, ou os Olmecas da América Central, cujo uso de ouro e pedras preciosas é confirmado pelos registros arqueológicos. Terremotos, comuns nestas regiões, poderiam ter dado fim a estas culturas, ou pelo menos poderiam tê-las abalado de forma violenta por um período de tempo. Através de diversos estudos, alguns estudiosos chegaram a conclusão que Tiwanaku, localizado no altiplano boliviano seria a antiga Atlântida. Essa civilização teria existido de 17.000 a.C. a 12.000 a.C. em uma época que a região era navegável. Foram encontrados portos de embarcações em Tiwanaku faltando escavar 97,5% do local.

Para alguns arqueólogos e historiadores, Atlântida poderia ser uma mitificação da cultura Minóica, que floresceu na ilha de Creta até o final do século XVI a.C.. Os ancestrais dos gregos, os Micênicos, tiveram, no início de seu desenvolvimento na Península Balcânica, contato com essa civilização, culturalmente e tecnologicamente muito avançada. Com os Minóicos, os Micênicos aprenderam arquitetura, navegação e o cultivo de oliveiras, elementos vitais da cultura helênica posterior. No entanto, dois fortes terremotos e maremotos no Mar Egeu solaparam as cidades e os portos minóicos, e a civilização de Creta rapidamente desapareceu. É possível que as histórias sobre este povo tenham ganhado proporções míticas ao longo dos séculos, culminando com o conto de Platão.

Uma interessante formulação moderna da história da Atlântida e dos Atlantes foi feita por Helena Petrovna Blavatsky, fundadora da Teosofia. Em seu principal livro, A Doutrina Secreta, ela descreve em detalhes a Raça Atlante, seu continente e sua cultura, ciência e religião.
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: GRANDES MISTÉRIOS - Atlântida e Lemúria, o Elo Perdido   Sab Mar 06, 2010 11:17 pm

Atlântida e Lemúria, o Elo Perdido - II

Atlântida, o Paraíso Perdido

Nada sabemos de nossos mais remotos antepassa dos. Pouco a pouco vão saindo à luz restos de culturas milenares que possuiam alguns conhecimentos científicos extraordinários. Porém um dia ocorreu uma catástrofe de enormes dimensões, que as varreu da face da terra. O mais alarmante de tudo é que talvez seja exatamente esse, o destino que nos aguarda.

A Atlântida segundo Platão

Se então existe muitas civilizações que parecem ter desaparecido sem deixar rastro, a mais popular de todas elas não resta dúvida de que é a Atlântida.

Pese a isso todos os relatos mais ou menos fantásticos que povoam as bibliotecas de todo o mundo relativos ao tema, existem uma série de documentos que não podem ser deixados de lado. Iniciando pelo primeiro de todos os conhecidos, devido a um dos escritores de mais prestígio de todos os tempos. Platão, a quem se tem por um dos grandes gênios da história, dedicou a este tema três de seus Diálogos, dos quais infelizmente somente nos chegaram dois, "Timeu" e "Critias", sem que se saiba a ciência certa se o último da trilogia, correspondente ao relato de Hermócrates, chegou a ser escrito alguma vez ou se pelo contrário permaneceu inédito.

Uma Lenda Egípcia

Disse Timeu que ouviu contar esta história a Solón, um dos sete sábios da Grécia, quem por sua vez havia escutado dos lábios de um sacerdote egípcio em Sais. O começo do relato não poderia ser mais catastrófico: os homens já haviam sido destruídos e o tornaram a ser de muitas maneiras. A última, e talvez a mais dramática das vezes, havia ocorrido 9.560 anos antes da narração. Naquele tempo, mais além das Colunas de Hércules, existia uma ilha do tamanho de um continente, mais extensa que a Líbia e a Ásia Menor juntas, à qual chamaram Atlântida em honra de seu primeiro rei e fundador, Atlas, filho de Poseidon. Do contexto se desprende que estava no meio do oceano, e que se tratava de um arquipélago, pois se afirma que saltando de uma a outra ilha se podia passar de um continente a outro. Na repartição do mundo que fazem os deuses, a ilha correspondia a Poseidon, senhor dos mares. Ali habitava um dos homens que originalmente havia nascido da Terra, Eveneor, convivendo com uma mortal, Leucipa, com a qual havia tido uma filha, Clito, de extraordinária beleza. Ao morrer seus pais, Poseidon a desejou e uniu-se a ela, nascendo uma série de filhos com os quais seria populada a ilha, sob o reinado do primogênito Atlas.

A cidade inexpugnável

Para proteger a seus filhos e separar a sua amada do resto dos mortais, o deus decide fortificar o território por meio de um canal de cem metros de largura, outro tanto de profundidade e dez quilômetros de comprimento, que conduzia a outro canal interior, que fazia as vezes de porto, no qual puderam ancorar os maiores navios da época. Em seguida foram abertas eclusas para atravessar os outros dois cinturões de terra que rodeavam a cidadela situada na ilha central, de forma que somente poderia passar um navio de cada vez. Estes canais estavam cobertos com tetos, pelo que a navegação se fazia por baixo da superfície, que estava elevada com relação ao nível do mar.

Riquezas inigualáveis

O primeiro fosso tinha 500 metros de largura, igual à porção de terra que circundava, à modo de atol. O segundo era menor, 300 metros, o mesmo que o seguinte anel de terra. Por último havia uma terceira franja de água de 150 metros de largura que rodeava a cidadela ou acrópole, com um diâmetro de 69 quilômetros. Esta ilha central estava totalmente amurada, com torres de vigilância de pedra de diversas cores, branco, negro e vermelho, artisticamente combinados. O muro que protegia a primeira das ilhas estava revestido inteiramente de cobre, e de estanho fundido o da segunda. A cidade tinha um muro coberto por um desconhecido metal, o oricalco, que etimologicamente quer dizer cobre das montanhas, e que somente era inferior ao ouro. No centro da acrópole se levantava um templo dedicado a Poseidon e Clito, rodeado de uma cerca de ouro. Tinha 200 metros de comprimento, 50 de largura e uma altura proporcional. O exterior estava revestido em prata, menos os ângulos do teto, que estavam cobertos de ouro. O interior era de oricalco, com artesanato de marfim e adornos de ouro e prata. Presidia o templo uma estátua do deus, sobre um carro puxado por seis cavalos alados, todo ele de ouro maciço, rodeado por 100 nereidas (ninfas do mar) montadas sobre delfins, junto a outras estátuas doadas pelos cidadãos.

O paraíso perdido

Toda a ilha estava repleta de artísticas figuras em metais preciosos, o que pode dar-nos uma idéia das riquezas existentes, não somente em metais, com reservas de todos eles, duros e maleáveis, que puderam ser extraídos das minas, mas também em madeiras, animais domésticos e selvagens, incluindo um tipo desconhecido de elefante. Proliferavam as essências aromáticas, grandemente apreciadas, todo tipo de vegetais e frutas exóticas, e havia alimentos em abundância. Platão nos fala de um fruto de aspecto lenhoso que era toda uma panacéia. Proporcionava bebida, com dotes medicinais, comida e perfume.

Além disso contava a ilha com duas fontes inesgotáveis de água, um fria e a outra quente, descobertas pelo próprio Poseidon, que serviam para rega agrícola e para atender todas as necessidades humanas. Construíram tanques e piscinas, algumas cobertas, que serviam para tomar banhos quentes durante o efêmero inverno. Seu grau de civilização era tão grande que inclusive havia banhos para atender à higiene dos animais, pelos quais sentiam uma grande paixão, especialmente pelos cavalos, não faltando um imponente hipódromo para congregar à afeição.

Floresciam as artes, as ciências e os ofícios, havia um extenso comércio com o exterior e seus habitantes realizavam viagens a todas as terras conhecidas do planeta, levando com eles sua cultura e civilização.

Um extenso império

Os domínios atlânticos não ficavam limitados a esta ilha, que viria a ser a capital do reino, mas havia todo um arquipélago, dos quais as atuais Canárias, CaboVerde e Madeira podem ser um mínimo vestígio. Além disso seu domínio se estendia pela África até o Egito e pela Europa até a Etruria. Contava com um exército de mais de um milhão de soldados, 10.000 carros de combate, 250.000 cavalos e 1.250 navios, que a faziam invencível ante qualquer outra potência da época. Este império era governado por dez reis, que se reuniam alternativamente cada cinco e seis anos no Templo de Poseidon, para deliberar sobre os assuntos comuns, julgando as possíveis infrações que algum deles houvesse cometido, e realizando uma série de cerimônias rituais nas quais lutavam a corpo limpo com touros selvagens.

Platão de Atenas

(428/27 a.C. — 347 a.C.) foi um filósofo grego. Discípulo de Sócrates, fundador da Academia e mestre de Aristóteles. Acredita-se que seu nome verdadeiro tenha sido Aristócles; Platão era um apelido que, provavelmente, fazia referência à sua caracteristica física, tal como o porte atlético ou os ombros largos, ou ainda a sua ampla capacidade intelectual de tratar de diferentes temas. ???t?? (plátos), em grego significa amplitude, dimensão, largura. Sua filosofia é de grande importância e influência. Platão ocupou-se com vários temas, entre eles ética, política, metafísica e teoria do conhecimento.

Atlântida Localizações atribuídas

Há diversas correntes de teóricos sobre onde se situaria Atlântida, e quem seria o seu povo. A lenda que postula Atlântida, Lemúria e Mu como continentes perdidos, ocupados por diferentes raças humanas, ainda encontra bastante aceitação popular, sobretudo no meio esotérico. (Não confundir com os antigos continentes que, de acordo com a teoria da tectónica de placas existiram durante a história da Terra, como a Pangéia e o Sahul).

Alguns teóricos sugerem que Atlântida seria uma ilha sobre a Dorsal Atlântica, que teria sido destruída por movimentos bruscos da crosta terrestre naquele local. Essa teoria baseia-se em supostas coincidências, como a construção de templos em forma de pirâmide na América, semelhantes às pirâmides do Egito, fato que poderia ser explicado com a existência de um povo no meio do oceano que separa estas civilizações, suficientemente avançado tecnologicamente para navegar à África e à América para dividir seus conhecimentos. Esta posição geográfica explicaria a ausência concreta de vestígios arqueológicos sobre este povo.

Alguns estudiosos dos escritos de Platão acreditam que o continente de Atlântida seria na realidade a própria América, e seu povo culturalmente avançado e cobertos de riquezas seria ou o povo Chavín, da Cordilheira dos Andes, ou os Olmecas da América Central, cujo uso de ouro e pedras preciosas é confirmado pelos registros arqueológicos. Terremotos, comuns nestas regiões, poderiam ter dado fim a estas culturas, ou pelo menos poderiam tê-las abalado de forma violenta por um período de tempo. Através de diversos estudos, alguns estudiosos chegaram a conclusão que Tiwanaku, localizado no altiplano boliviano seria a antiga Atlântida. Essa civilização teria existido de 17.000 a.C. a 12.000 a.C. em uma época que a região era navegável. Foram encontrados portos de embarcações em Tiwanaku faltando escavar 97,5% do local.

Para alguns arqueólogos e historiadores, Atlântida poderia ser uma mitificação da cultura Minóica, que floresceu na ilha de Creta até o final do século XVI a.C.. Os ancestrais dos gregos, os Micênicos, tiveram, no início de seu desenvolvimento na Península Balcânica, contato com essa civilização, culturalmente e tecnologicamente muito avançada. Com os Minóicos, os Micênicos aprenderam arquitetura, navegação e o cultivo de oliveiras, elementos vitais da cultura helênica posterior. No entanto, dois fortes terremotos e maremotos no Mar Egeu solaparam as cidades e os portos minóicos, e a civilização de Creta rapidamente desapareceu. É possível que as histórias sobre este povo tenham ganhado proporções míticas ao longo dos séculos, culminando com o conto de Platão.

Uma interessante formulação moderna da história da Atlântida e dos Atlantes foi feita por Helena Petrovna Blavatsky, fundadora da Teosofia. Em seu principal livro, A Doutrina Secreta, ela descreve em detalhes a Raça Atlante, seu continente e sua cultura, ciência e religião.
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MensagemAssunto: Re: GRANDES MISTÉRIOS - Atlântida e Lemúria, o Elo Perdido   Ter Mar 09, 2010 10:21 pm

Atlântida e Lemúria, o Elo Perdido - III

De Semideuses a simples mortais

Pese a seu enorme poder e a todas as riquezas que os rodeavam, os atlântidas depreciavam tudo aquilo que não fosse virtude. Rendiam culto à moral e prevalecia sempre a verdade acima de qualquer coisa. Não se sentiam apegados aos bens materiais e desconheciam o que era ambição. Seu tratamento era afável, próprio de sábios e apenas conheciam o significado do luxo e da ostentação. Estamos no momento ao que a Bíblia se refere como a idade em que os deuses transitavam pelas terras. Mas desgraçadamente esse caráter divino iria desvanecer-se por causa da familiaridade com os humanos. As numerosas uniões com elementos mortais corrompiam sua forma de ser, e pouco a pouco surge a avareza, o desejo de conquistar novos domínios, de subjugar a outros povos as quais acreditavam inferiores. Se enredam em uma cruel guerra com a Grécia à qual vencem irremissivelmente. Então Zeus, vendo que uma raça memorável havia caído em um triste estado e que se levantavam em armas contra toda a Europa e a Ásia, os fez desaparecer da face da Terra.

Tragada pelas águas

Se produziram enormes terremotos e choveu torrencialmente durante um dia e uma noite. Todos os habitantes foram afogados e a ilha submergiu no mar. No entanto, Platão não nos dá muitos detalhes sobre este desastre que levou a Atlântida para sempre. Seu relato é interrompido quando Zeus reune aos deuses para informar-lhes do corretivo que pensa aplicar. A história deveria continuar em um terceiro diálogo, que infelizmente não se sabe se foi escrito, porque não se tem notícias de sua existência.

Realidade ou ficção científica

Não existe indícios de que a história escrita por Platão se trata somente de pura fantasia. Pelo contrário, adverte repetidamente que tudo o que conta ocorreu de verdade, inclusive avisando que os fatos podem parecer irreais por sua magnitude. Somente mudam os nomes originais para aproximar mais o relato à vida cotidiana da Grécia. Em suas obras sempre fica evidente que se trata de histórias reais ou utópicas, e, portanto, temos que entender que Platão acreditava na existência da Atlântida e na veracidade dos acontecimentos que nos narra. Hoje os estudiosos do grande filósofo, especialmente os que o tratam sob o prisma da escolástica, silenciam de forma sistemática o conteúdo destes Diálogos, mas em uma época, especialmente durante o renascimento, as teorias atlântidas platonianas gozaram de um auge e credibilidade inusitados. Basta dizer que Rafael, na hora de pintar Platão na "A Escola de Atenas", escolhe precisamente o Timeu como o livro que o filósofo sustenta em suas mãos, e não faltou quem disse que com ele se pretende indicar que no mesmo está encerrada a mais profunda sabedoria.

A odisséia da Atlântida

Não é este o único relato que existe de um país perdido no meio do oceano Atlântico, que, por certo, deve seu nome a este continente desaparecido. Está claro, pelas instruções que Ulisses recebe da rainha Calypso, que lhe diz que para voltar a sua pátria e manter a ursa polar à sua esquerda, que em seu longo périplo (diário de navegação) havia abandonado o Mediterrâneo adentrando-se em mar aberto. Ali lhe apareceu Poseidon, inimigo acérrimo do herói homérico, e tem que refugiar-se em uma ilha que chama Esqueria. Estava cheia de escarpados alcantilados, com uma enorme entrada para que os navios chegassem a um porto interno no qual cabia folgadamente a frota grega. O canal estava coberto, de forma que a navegação era subterrânea. A ilha gozava de um clima tropical, de noites quentes, que propiciava duas colheitas ao ano e uma vegetação exuberante. Havia riquezas nunca vistas por todas as partes, especialmente no palácio real, que estava totalmente coberto de metais preciosos. É francamente surpreendente a semelhança dos relatos, que não se reflete unicamente na descrição da ilha, como também em sua história. Segundo Homero, seu fundador havia sido Poseidon ao unir-se a uma semimortal de grande beleza chamada Peribea, cuja descendência povoou a ilha até o momento em que chega Ulisses, em que governava Alcinoo, rei dos feacios, que tinha um nutrido exército praticamente invencível. As ciências estavam extraordinariamente desenvolvidas, especialmente quanto se refere à navegação. Cabe supor o assombro de Ulisses, costumado marinheiro que demorou dez anos para encontrar seu porto, ao saber que os insulanos contavam com navios sem timão, governados por pilotos automáticos, que sabiam perfeitamente aonde dirigir-se e que possuiam um inquietante conhecimento sobre o pensamento e querer dos homens.

A Atlântida na Bíblia

Rebuscando entre os velhos livros sempre um se acaba topando com a Bíblia. E também ali se encontram alguns vestígios de um continente engolido pelas águas. Ezequiel dedica várias passagens de seu livro a um arquipélago ao qual denomina as Ilhas Tarsis. Nos refere suas riquezas, o luxo, os metais e prazeres que levam a uma completa decadência e por último o aviso de Deus, que seria cumprido em vista da escassa efetividade que teve: "farei subir por ti o abismo e muitas águas te cobrirão" (Ez. XXVI-19).

Outros indícios

Os índios americanos, especialmente os maias e aztecas, diziam ter vindo de uma ilha situada no meio do oceano mais além do Golfo do México à qual chamavam Aztlan, na qual reinava um soberano conhecido como Atlanteoltl. Coincidência? Pode ser, mas na Grécia "atlas" é um adjetivo que significa "incansável", e que foi aplicado a um filho de Zeus porque em castigo por transformar os Titãs em montanhas, os deuses do Olimpo o condenaram a sustentar o céu sobre suas costas, e que como tal vocábulo não tem nenhuma conotação marinha, como ocorre com este radical nos idiomas pré-colombianos. Resulta curioso, além disso, que Orellana nos relata que no transcurso de sua conquista em terras venezuelanas, os índios lhe mostrassem alguns mapas que nos descrevem exatamente igual que Platão o fizera, a ilha Atlântida.

Outros relatos nos trazem memórias de paraísos nos quais praticamente não se conhecia a propriedade individual, nem o dinheiro; onde a terra era de todos e não existia a mentira, nem as enfermidades, e reinava a mais absoluta paz. Com estas ou parecidas palavras evocavam um passado remoto, que não voltaria jamais.

Uma crença compartilhada

E todos coincidem mais ou menos em sua localização, mais além do Mediterrâneo, no meio de um grande oceano desconhecido. E também se assemelham quanto à catástrofe que os sepultou para sempre debaixo das águas. Os vascos tem uma lenda de um povo submerso em meio de um enorme cataclismo no qual se desenvolve uma singular batalha entre o fogo e a água. Gilgamés se lamenta do destino de alguns homens para os quais teria sido melhor morrer por causa da fome, que em conseqüência de um dilúvio. De forma parecida se refere o Alcorão (livro sagrado dos muçulmanos) às pessoas de Ad, uma raça muito avançada, que havia construído a cidade das colunas e que foi aniquilada por Alá por causa de sua maldade.

Talvez estamos nos referindo, com outros nomes e sem sabê-lo, aos povos perdidos de variadas culturas. Por exemplo, Avalão, a ilha das maçãs, também chamada Afortunada, paraíso dos galeses, famosa pela longevidade de seus habitantes; Walhala, o paraíso dos guerreiros germanos onde somente repousavam os valentes. O caso é que em quase todas as civilizações, incluída a tibetana, egípcia, hindú, mesopotâmica, maia, pré-inca e chinesa sempre aparece um povo desaparecido sob as águas do mar, cujos habitantes se espalharam por todo o mundo, derramando ali onde passavam a semente de uma cultura superior extraordinariamente desenvolvida.

Há 12.000 anos

Platão morreu em 348 antes da era cristã, o que somado aos 9.560 anos, segundo nos diz, até que ocorreu o desastre que submergiu a Atlântida, nos situa na barreira dos 12.000 anos, época em que se tem absoluta constância de que algo ocorreu que varreu por completo a face da terra.

Existe uma quantidade enorme de dados que, processados com radiocarbono 14, confirmam uma repentina mudança em sua estrutura além dessas datas. O bosque petrificado de Wisconsin (EE.UU), os fiordes argentinos em cujo fundo foram detectadas gargantas que somente puderam ser formadas pelo curso das águas fluviais de superfície, os mamutes congelados que foram encontrados na Sibéria e que serviram de almoço aos cachorros e cientistas, que encontraram ervas sem digerir em seus estômagos, o que é prova da súbita morte dos animais por causa de um repentino esfriamento. Tudo evidencia uma catástrofe que se desenvolveu ao mesmo tempo em todo o planeta.

Há alguns anos, enquanto se reparava um cabo submarino, apareceu próximo das Açores uma estranha pedra que resultou estar formada de traquilita, isto é, lava vítrea. Mas para que isto acontecesse era preciso que a erupção tivesse tido lugar na superfície, posto que a vitrificação da lava não se produz em contato com a água. Os cientistas não puderam negar que há menos de 15.000 anos o solo marinho do atlântico estava elevado sobre as águas e que após múltiplas erupções vulcânicas, foi afundado.

Uma glaciação em 24 horas

Muito foi discutido sobre as causas deste desastre. Existe quem pensa que a terra deu a volta sobre si mesma, que houve uma variação em sua órbita, e inclusive que se produziu um corrimento da camada terrestre, que deslizou sobre o núcleo, no qual descansa como se tivesse almofadas.

No entanto, parece que a teoria que conta com mais adeptos é a de um súbito aquecimento nas calotas polares, que provocou o derretimento do gelo, produzindo uma elevação do nível das águas da ordem de uns 100 metros, e formando uma onda de proporções descomunais que varreu por completo tudo quanto encontrou em sua passagem. O departamento de geologia da Universidade de Miami aponta sem dúvidas a esta tese, apoiando-se em suas investigações levadas a cabo no Golfo do México. Foi isto o que levou a Atlântida? Isso acreditam aqueles que opinam que a glaciação européia termina precisamente quando a corrente quente do golfo chega até suas costas, coisa que antes não ocorria, segundo eles porque havia um obstáculo no meio do oceano que o impedia e que eles identificam como um continente perdido.

Mas existiu realmente?

Grandes tem sido as mudanças ocorridas no oceano Atlântico. As ilhas e arquipélagos que hoje estão disseminados, poderiam muito bem formar no passado um agrupamento muito mais próximo. Inclusive a Groelândia e Islândia, tão longe às Canárias, por exemplo, pode ser que não o estivessem tanto há alguns miIhares de anos. Groenlândia significa "terra verde", o que é um paradoxo em nossos dias ao estar completamente coberta de neve e gelo praticamente todo o ano. Mas antes não era assim. A arqueologia descobriu restos de culturas tropicais, arados e outros utensílios que indicam o uso contínuo da agricultura, e portanto, a existência de um clima muito mais benigno. Além disso, temos os geisers e mananciais de água quente, que muito bem poderiam ser os mesmos de que nos fala Platão.

Migrações frustradas ao centro do Atlântico

Mas ainda existe mais: cada ano pode contemplar-se um nutrido grupo de aves que se dirigem em formação ao centro do oceano e que revoam desesperadamente por cima das águas, como querendo pousar sobre elas. Seu instinto as levou ali, prometendo-lhes uma feliz existência ao chegar à meta, mas quando terminam sua viagem não encontram nada mais que água salgada. Seu instinto não lhes engana, o que acontece é que desapareceu a terra que esperavam encontrar.

O mesmo acontece com outros animais e não vamos falar precisamente das enguias, e crias da enguia cujo comportamento continua sendo uma incógnita, mas dos lemines, um pequeno grupo de roedores escandinavos que periodicamente, cada três anos e meio, abandonam as terras em que vive, para ir em manada mormorrer no centro do Atlântico.

Além disso é indubitável que teve de existir um caminho para que a grande quantidade de plantas iguais que existem nos continentes que delimitam o Atlântico, pudessem cruzá-lo. Da mesma forma que o cruzaram os artistas que esculpiram elefantes em território maia e azteca, quando na América nunca existiram estes animais. Mas para certificar a veracidade do relato de Platão, falta ainda que a ciência mergulhe e nos dê a prova definitiva da existência do que chamamos Atlântida. Enquanto isso, muita gente ficará com a vontade de ter o meio para fechar a boca definitivamente aos céticos que necessitam ver para crer.

Antropogênese segundo a Doutrina Secreta

A antropogênese descreve a origem e evolução da humanidade. Nela são descritas as diversas raças humanas (chamadas Raças-raiz) que já evoluíram neste planeta na atual Ronda.

Para Blavatsky, um mesmo elenco de almas evoluem no teatro da existência desde o início do Manvantara, até o seu final, quando então estas almas atingirão a perfeição espiritual. Assim, a Teosofia adota o conceito de transmigração das almas.

O livro afirma que evoluem em nosso Globo sete grupos humanos em sete regiões diferentes do Globo. Assim, Blavatsky defende uma origem poligenética do Homem.

A tese revolucionária de Blavatsky é, em uma época que não se supunha o Homem mais antigo que 100 mil anos, afirmar que o Homem físico tem mais de 18 milhões de anos de existência.

A antropogênese, descrita em "A Doutrina Secreta", opõe-se à evolução darwinista que era largamente aceita na época. Blavatsky não nega o mecanismo da evolução, mas não aceita que uma "força cega e sem objetivo" possa ter resultado no aparecimento do Homem. Para ela, a criação do Homem deu-se por meio de esforços conscientes de seres divinos, que ela chama de Dhyan-Chohans, que são a origem da Mônada que habita todo ser humano.

Blavatsky não nega que a evolução dos animais e do Homem estão relacionadas. No entanto, ela alega que os homens não são descendentes dos primatas, como afirma a teoria da evolução. Ao contrário, para Blavatsky, os primatas são descendentes de antigas raças humanas que se degeneraram.

Segundo o livro, a criação e evolução do Homem ocorre de forma semelhante à cosmogênese. Então, cada evento que ocorreu na cosmogênese tem seu equivalente na antropogênese. Assim, por exemplo, também o Homem é hermafrodita em seus primeiros estágios (como o Brahmâ Masculino-Feminino da cosmogênese), até que se divide em Macho e Fêmea no final da terceira Raça-raiz e início da quarta raça, que Blavatsky chamou de Atlante. Segundo a autora, este fato está relatado de forma alegórica no livro do Gênesis, quando ele relata o momento em que Deus retira a mulher da costela de Adão.

Como no caso da cadeia planetária, em que o ciclo de existência e evolução desce desde o primeiro Globo, mais etéreo, até o quarto Globo, o mais denso, para então retornar até o sétimo, novamente etéreo, também a evolução humana se processa em um ciclo que inicia com a primeira raça que era etérea, até a Atlante (a quarta raça), a primeira raça a possuir corpo físico, e então retornando até a sétima raça que será novamente etérea.

A criação do Homem é apresentada como uma "queda na matéria". Blavatsky inspira-se nos mitos de "rebelião nos céus" do Catolicismo e na mitologia grega, com Prometeu, que rouba o fogo de Vulcano para dar vida aos homens (que haviam sido criados por seu irmão Epimeteu, que não fora capaz de lhes dar a consciência) e é condenado por Zeus a ficar acorrentado no Cáucaso. Para Blavatsky, estes mitos são ecos de antigas tradições sobre a queda dos seres divinos na humanidade primitiva, para dar aos homens a alma imortal, a consciência divina.

Para Blavatsky, a criação do Homem é dual. Primeiro foram feitos seus princípios inferiores (pelos Elohim inferiores), depois lhe foi infundido o "sopro de vida", sua Alma Imortal, sua consciência.

Seres divinos mais avançados, chamados, no livro, de Kumaras, foram incumbidos com a tarefa de criar o Homem: no entanto, eles se negaram a fazê-lo pois, sendo demasiadamente espirituais, eram incapazes de criar o Homem físico. Assim, hierarquias de seres menos avançados (os Pitris lunares) criaram o Homem, emanando-o a partir de seu próprio corpo astral (que serviu como molde). Eram, contudo, incapazes de lhe dar sua Alma Imortal, a consciência. Então, os Kumaras, associando-se a estes seres humanos primitivos, forneceram o sopro divino (como no Gênesis, quando Deus coloca o sopro de vida no Adão "feito de barro"), a Alma Imortal do Homem. Acabaram condenados a ficar presos na matéria, como o Prometeu acorrentado no Cáucaso.

Ecos destes eventos aparecem de forma alegórica, segundo Blavatsky, no mito Católico da "rebelião nos céus" e na "expulsão dos anjos maus". Estes "anjos maus" ou "rebeldes" são aqueles que se recusaram a criar e foram "expulsos dos céus" e "lançados no abismo" (a matéria). Então, no dizer de Blavatsky, os deuses tornaram-se não-deuses, os suras tornaram-se asuras.
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MensagemAssunto: Re: GRANDES MISTÉRIOS - Atlântida e Lemúria, o Elo Perdido   Qui Mar 11, 2010 4:34 pm

Atlântida e Lemúria, o Elo Perdido - IV

Lemúria ou Continente Mu

Lemúria é o nome de um suposto continente perdido, localizado no Oceano Índico ou no Oceano Pacífico. A idéia teve origem no século XIX, pela teoria geológica do Catastrofismo, mas desde então tem vindo a ser adotada por escritores do Oculto, assim como pelo povo Tâmil, da Índia. Relatos sobre a Lemúria diferem quanto à maioria dos pormenores. No entanto, todos partilham a crença comum de que o continente existiu na pré-história mas afundou no oceano devido a alterações geológicas. A maioria dos cientistas considera hoje continentes submergidos uma impossibilidade física, dado a teoria da Isostasia. De onde tiraram sua civilização os moradores da mítica Atlântida? Talvez foram eles mesmos que lavraram degrau por degrau. No entanto, existe quem acredite que antes deles houve um povo todo-poderoso e conhecedor de uma enorme cultura, que seria o que difundiu pelo planeta seus conhecimentos, dando base a todos os pontos comuns que podem ser encontrados nas diversas civilizações.

Para alguns, este país Mu, estaria no meio do oceano Pacífico, entre a Austrália e a América, e para outros, seria parte de um supercontinente formado, em bloco, pela Sulamérica, África, o Indico, a península Índia, Austrália e Polinésia, ao qual se denominou caprichosamente Gondwana.

No que parecem estar de acordo todos, é em que uma cultura superior floresceu na terra desde há 100.000 anos até há 25.000, ainda que alguns a estendam até os 12.000, incluindo a Atlântida como pertencente à mesma.

As Tábuas Naacal

Poucas notícias se tinham deste continente perdido até finais do século passado. Um militar britânico, J. Churchward, disse que um sacerdote hindú lhe ensinou uma língua, a nagamaia, morta desde há milhares de anos, e posteriormente lhe mostrou algumas tábuas nas quais se falava da criação do mundo e da primeira colonização da terra, levada a cabo pelos habitantes de Mu, chamados uigures. Nelas se descreve uma religião de tipo monoteísta, que parece ser o modelo em que foram baseadas as demais. O universo é criado em sete dias a partir das ordens que dão as sete inteligências supremas do Deus Celeste, e o homem é criado à imagem e semelhança de Narayana, o intelecto do espírito criador, que o dota de alma para que seja o rei da criação. A origem da humanidade teria estado no hipotético Mu, e seus povoadores parece que foram abandonando pouco a pouco suas primitivas formas religiosas, até que seu deus decidiu castigá-los pelo estado de decadência a que haviam chegado, e lançou um cataclismo que se apagou da face da terra.

As histórias de J. Churchward não pareceram ser acolhidas com excessivo entusiasmo pelos cientistas da época. Mas logo apareceram novos dados em que apoiar esta suposta coluna fundamental na qual se baseariam, direta ou indiretamente, todas as culturas que no mundo aconteceram.

Os Lémures

Já o cientista Slater, em meados do século passado, havia ficado estupefado ao descobrir que um grupo de primatas, os lémures, habitavam tanto em Madagascar como na Malásia. Dado que era impossível que estes monos tivessem atravessado o oceano indico a nado, se fazia obrigado a pensar que, em algum momento indeterminado da história, ambas as regiões haviam estado unidas. Foram muitos aqueles que a partir desta teoria, rebatizaram a Mu com o nome de Lemuria, em honra destes animais tão viajantes. Darwin sentiu-se ditoso de saber que o berço do mundo levava nome de macaco.

Semelhança de Culturas

Por outra parte, sempre havia assombrado o paralelismo existente entre as culturas mais az-teca, por um lado, e as do Egito e Mesopotamia, por outro. Havia algo de comum em todas elas? Evidentemente uma série de sinais externos assim o fazia pensar, como indicando que todos eram provenientes de um crisol comum. A esta mesma conclusão chegou o cientista norte-americano Willian Niven que encontrou em Ahuizoctla, México, por volta de 1921, nada menos que 2.500 tábuas de terra cozida, que respousam no Museu Smithsonian e no Instituto Carnegie de Washington, e que tinham a particularidade de não ter nenhum traço comum nas diversas escritas pré-colombianas. O descobrimento foi realizado sob um altar de sacrifícios, como dando a entender o valor da relíquia sagrada que possuíam. Foi o próprio Churchward, verdadeira figura estrelar de tudo quanto toque acerca do desaparecido continente de Mu, quem decifrou o significado achado de W. Niven. Segundo ele, estavam escritas na mesma língua que as Naacal, ainda que os sinais de muitas delas pareciam estar talhados por mãos muito inexperientes. Se falava de conhecimentos incrivelmente avançados sobre as forças cósmicas. Também se falava de uma geração das dez tribos primitivas que povoaram Mu e que deram origem a todos os povos e raças. De como se internaram no mar e se estabeleceram em outras terras, o que explicaria o porque os habitantes do Nilo dizem vir do leste ou do oeste segundo sejam da bacia alta ou baixa. Parece haver alusões à Atlântida, desde a que por sua vez empreenderam! novas colonizações pela África, Europa e América. Inclusive se dá a entender que os habitantes desta nação fundaram Atenas e que uma de suas rainhas, Moo, é a modelo da esfinge de Gize, a quem estaria dedicada como tributo por ter visitado as colônias egípcias em uma de suas viagens. O que não cabe dúvida o teor das interpretações sobre o conteúdo de ambos os grupos de tábuas, é que Mu era a mãe pátria dos primeiros colonizadores da terra.

Os códigos Maias

Algo parecido pretendem inferir os aficionados ao tema,de sendo códigos maias escritos há uns 3.500 anos. O primeiro deles, chamado Manuscrito Troano, em honra de seu proprietário Dom Juan Tro e Ortelano, professor da Universidade de Madri, e que atualmente está depositado no Museu Britânico de Londres, fala de um país cuja exitência se remonta a mesma margem dos tempos. O texto diz; "Depois de ter sido levantado duas vezes, o país de Mu, desapareceu em uma só noite, depois de rebentar por baixo por causa de vulcões subterrâneos.

O continente subiu e baixou repetidas vezes Suas dez nações afundaram com seus 64 milhões de habitantes.

O resto do relato dá a entender que isto ocorreu há muitos anos, antes inclusive de que desaparecesse a Atlântida e de que se produzisse o Dilúvio Universal.

Pouco mais ou menos, o mesmo resulta do Código Cortesiano e outros registros. Por eles sabemos que predominava a raça branca, ainda que já existiam diversas tonalidades de pele, que seus habitantes viajaram por todo o mundo e que foi aniquilado pelos deuses. No Código Cortesiano, escrito por Yucatán e atualmente na Biblioteca Nacional de Madri, se diz:

"Com seu poderoso braço Homem fez que a terra tremesse depois do por do sol, e durante a noite, Mu, o país das colinas, foi submerso".

Balas de há 40.000 anos

Já existia o homem como ser civilizado e possuidor de uma cultura há 100.000 anos? A arqueologia somente descobriu restos humanos muitos primitivos que datam daquela época. Ao mais que se chegou é a estabelecer a existência de um ser ereto que não se sabe se estava aparentado com os primatas que conosco. Como é possível então que apareçam restos de um cujo esqueleto apresenta claramente um orifício limpo de estrias, que somente pode ter sido causado por uma bala. E guardado como ouro em pó em pano no Museu Paleontológico de Moscou e os cientistas que o examinaram não lhes concedem menos de Mais ainda existe mais. No Museu da História Natural de South Kensington, Londres, pode ser contemplada uma caveira humana, encontrada em Broken Hill(Rodesia), que apresenta outo orifício limpo no meio da frente. Nenhum utensílio pré-histórico poderia tê-lo causado, qualquer um teria estriado o osso, somente a bala de uma arma de fogo poderia deixar um buraco tão cilíndrico. Este crânio foi analisado de todos os pontos de vista possíveis. Impossível outorgar-lhe menos de 40.000 anos. A melhor explicação seria, então, que passaram pela terra alguns seres que tiveram a suficiente tecnologia como para servir-se de armas de fogo. O seguinte escalão, seriam as armas nucleares, e daí a possibilidade de uma catástrofe mundial, somente existe um passo. Um passo que talvez já foi produzido por partida dupla neste planeta, levando primeiro a Mu e mais tarde a Antártida.

Lemúria, o Elo Perdido

A Lemúria estendia-se de Madagascar a Ceilão e Sumatra. Incluía algumas partes do que é hoje a África. Porém o gigantesco continente, que ia do Oceano Índico à Austrália, desapareceu por completo sob as águas do Pacífico, deixando ver, aqui e ali, somente alguns topos de seus montes mais elevados.

Amplia a Austrália dos períodos terciários à Nova Guiné e às ilhas Salomão, talvez a Fidji, e de seus tipos marsupiais inferem uma conexão com o continente do Norte durante a era secundária.

Uma das lendas mais antigas da Índia, conservada nos templos por tradição oral e escrita, reza que há várias centenas de mil anos, havia no Oceano Pacífico um imenso continente, que foi destruído por convulsões geológicas e cujos fragmentos podem ver-se em Madagascar, Ceilão, Sumatra, Java, Bornéu e ilhas principais da Polinésia. As altas mesetas do Industão, não estariam representadas senão pelas grandes ilhas contíguas ao continente central... Segundo os Brahmanes, essa região havia alcançado um alto grau de civilização e a península do Industão, acrescida pelo deslocamento das águas na ocasião do grande cataclisma, não fez mais que continuar a cadeia das primitivas tradições originadas no mesmo continente. Essas tradições dão o nome de Rutas aos povos que habitavam o imenso continente equinocial; e de sua linguagem é que derivou o sânscrito...

Durante os primeiros dias da Lemúria, erguia-se como um pico gigantesco surgido do fundo do mar, e a área compreendia entre o Altas e Madagascar estava coberta pelas águas até o primeiro período da Atlântida, após o desaparecimento da Lemúria, quando a África emergiu do Oceano e o Altas foi submerso pela metade.

Os pormenores quanto à submersão do Continente habitado pela segunda raça raiz (ver Saint germain - Fraternidade Branca) são algo escassos. Menciona-se a história do Terceiro Continente, ou Lemúria, mas no tocante aos outros há simples alusões. Diz-se que a Lemúria pereceu 700.000 anos antes do começo da chamada era Terciária (período Eoceno).

O cataclisma que destruiu o enorme continente, do qual é a Austrália o principal remanescente, foi ocasionado por uma série de convulsões subterrâneas e pela violenta ruptura de solo no fundo dos oceanos.

Talvez seja esta a razão por que a ilha de Páscoa, com suas maravilhosas estátuas gigantescas testemunho eloqüente da existência de um continente que submergiu, com sua humanidade civilizada, quase não é mencionada nas enciclopédias modernas. Evita-se cuidadosamente fazer-lhe referência, a não ser em algumas narrativas.

Entre a evolução fisiológica final e a construção da primeira cidade lemuriana transcorreram muitas centenas de mil anos. Sem embargo, já estavam os Lemurianos, em sua sexta sub-raça, construindo com pedras e lava suas primeiras cidades rochosas. Uma dessas grandes cidades de estrutura primitiva foi toda construída de lava, a umas trinta milhas (...) do sítio e que agora a ilha de Páscoa estende sua estreita faixa de solo estéril; cidade que uma série de erupções vulcânicas destruiu por completo. Os restos mais antigos das construções ciclópicas foram obras das últimas sub raças lemurianas.

Naqueles dias, frações consideráveis do futuro continente da Atlântida ainda faziam parte integrante do leito do Oceano. A Lemúria, nome que convencionamos dar ao Continente da Terceira Raça, era então uma terra gigantesca. Ocupava toda a área compreendida desde a base dos Himalaia, que a separavam do mar interior, cujas ondas rolavam sobre o que hoje é o Tibet, a Mongólia e o grande deserto de Shamo (Gobi), até Chittagong, prolongando - se a Oeste na direção de Hardward, e a Este até Assam (Annam). Daí se estendia para o Sul, através da Índia Meridional, Ceilão e Sumatra; e abarcando, no rumo do Sul, Madagascar à direita, Austrália e Tasmânia à esquerda, avançava até alguns graus do círculo Antártico. A partir da Austrália, que era então uma região interior do continente principal estendia - se ao longo do Oceano Pacífico, além de Rapa Nuí (Ilha de Páscoa). Esta informação parece estar corroborada pela Ciência, ainda que parcialmente. Quando fala sobre a direção (e movimento) dos continentes e demonstra que as massas infra - árticas acompanham geralmente o meridiano, está a ciência referindo-se a vários continentes antigos, embora indiretamente e como conseqüência devia existir uma proximidade muito grande entre a Índia e a Austrália, e em época tão remota que era seguramente pré-terciária, a Lemúria pereceu, e o que restou dela, resurgiu mais forte do que nunca, conhecida como Atlântida.
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MensagemAssunto: Re: GRANDES MISTÉRIOS - Atlântida e Lemúria, o Elo Perdido   Dom Mar 14, 2010 9:06 pm

Atlântida e Lemúria, o Elo Perdido - V

Mohenjo-Daro a Bimini - Possibilidades

Há mais de 4.000 anos floresceu uma cultura, que hoje é conhecida como a Idade de Bronze Indo-Paquistã, pertencente à cultura Calcolítica. Suas principais cidades foram jogadas à luz em 1921 e 1922. Até então nada se sabia de Harappa nem de Mohenjo-Daro. Seu descobrimento, no entanto, revolucionou a história. Os arqueólogos tinham ante si os restos de algumas cidades que em muitos sentidos estavam melhor concebidas que as grandes cidades de hoje em dia. A primeira a ser fundada, e a mais interessante arqueologicamente, é Mohenjo-Daro, a capital do reino, que foi transladada a 645 Km para escapar das terrí veis inundações do rio Indo, dando lugar à segunda capital, Harappa.

Água corrente, quente e fria

Os escavadores ficaram maravilhados ao ver a magnitude das obras públicas. Havia barreiras artificiais para conter as crescentes do rio que, como as atuais, nem sempre resultaram eficazes. As ruas estavam afastadas, tendo a seus habitantes como os descobridores deste material. Porém o mais surpreendente foi comprovar a existência de um complicado sistema de esgoto e transporte de águas. Tinham grandes depósitos comunais, que passavam por uns dispositivos depuradores antes de ir a uns algibes calafetados de menor tamanho. Desde ali se distribuia às moradias por pavimentos, que contavam com instalação de água quente e fria, banhos e toda a classe de aparelhos sanitários, com recolhimentos de águas residuais. Algo que nos felizes vinte anos estava sendo iniciado para gerar nas cidades mais importantes do mundo!

Agnósticos Republicanos

Os arqueólogos levaram outra surpresa. Pese ao avançado conceito urbanístico da cidade e à proliferação de edifícios públicos dedicados a tarefas administrativas, não foram encontrados templos nem palácios. Parecia como se somente houvesse um tipo de classe social e que não participavam de nenhuma classe de culto à divindade. Algo insólito, que não se repete em cultura alguma deste planeta. A evolução deste povo os havia levado a forma um só grupo social homogêneo e a esquecer-se de seus deuses primitivos.

Porque, desde logo, em um momento anterior se tivessem uma religião a que venerar. E isto foi demonstrado ao continuar cavando, até encontrar uma nova surpresa. A cidade estava construída sobre os restos de outras cidades, e estas ruínas repousavam sobre os de uma mais antiga, e assim sucessivamente até que fossem descobertas sete cidades superpostas. E então se deram conta que a mais antiga era a mais perfeita, a mais rica e a mais bela. Parecia que a evolução havia sido produzida para trás, regressivamente. Seus habitantes eram cada vez mais toscos e primitivos, deixando grande parte de sua cultura e conhecimentos iniciais à medida que passava o tempo.

Para trás

A arte era não somente decadente, como também mais rústica em cada estrato superior. O emprego de metais ia sendo perdido, a olaria decaía, e a escrita sânscrita, era cada vez menos empregada. Seus moradores haviam voltado à pré-história se algo não tivesse acontecido. Algo que passou, porém que ninguém explica-o que foi. Foram encontrados restos de comida colocadas ao fogo, mesas preparadas para comer, e alguns cadáveres em atitudes domésticas e que não parecem ter morrido por causas violentas. Parece que as pessoas se evaporaram de imediato, deixando a meio fazer o que tinham entre as mãos e sem nem sequer enterrar seus mortos.

Pode ser uma invasão repentina, talvez a dos ários que nos narra o Rigveda, porém se supõe que os vencedores teriam levado a presa que ficou ali mais de 3.500 anos, para que o descobrissem outros colonizadores ocidentais. Cidades intactas e mortas sem aparente violência. Talvez fosse uma bomba de neutrons enviada por esses deuses longo tempo esquecidos. De imediato, alguma catástrofe deve ter ocorrido e é uma lástima que passou a um povo que, pese a sua agressão, tinha melhores vivendas que as da índia atual, e, sobretudo, que não conhecia nenhuma arma, posto que dentre seus inúmeros restos não foi desenterrada nenhuma. Em qualquer caso, é um exemplo a seguir.

Zimbabwe, a Tumba dos Chefes

Os primeiros expedicionários à África ouviram aos nativos falar de algumas gigantescas edificações às quais chamavam "dzimbahwe", que em língua "shona" queria dizer casa de pedra e que hoje é aplicada para designar as tumbas nas quais são enterrados os chefes das tribos. Puderam contemplar umas cem ruínas dispersadas ao longo do Sul da África e Bechuanalândia, porém não contavam em ver algo de proporções ciclópeas como as construções que encontraram a uns 20 Km de Fort Victoria, na Rodésia.

Muros de 10 metros de altura

No centro do vale se levanta sobre um solo nivelado, porém sem cimentos, uma parede de pedra de 2,40 metros que forma uma espécie de labirinto. No ponto mais elevado está emprazado um templo elíptico, rodeado de um muro de 10 metros de altura e cinco metros de largura, e dentro do templo existe uma torre em forma de cone truncado, com 5,50 metros de diâmetro na base e uma altura de 9,40 metros. Sua utilidade não está muito clara, posto que seu interior é maciço, cheio de pedras por completo, sem que fique nenhum resquício oco. Bem poderia ser que no mesmo centro se escondesse algo que para ser descoberto precisaria o irreparável desmantelamento do monumento. De um lado, sobre uma pequena colina de granito, existe um acrópole em ruínas, que é o que propriamente se chama zimbabwe. Ali podem ser contempladas uma série de esculturas de estranhos pássaros, que se supõe representam aos chefes da tribo mortos.

Ninguém sabe nada

O peculiar desta cidade perdida, que é uma das construções mais importantes do continente africano, se excetuamos as egípicias, é que os habitantes atuais da zona desconhecem por completo aqueles que moravam nela. Não ficaram restos de sua cultura, são desconhecidas suas tradições. Nem sequer se sabe se eram brancos ou negros. Porém ali viveu alguém, porque foram encontrados restos de moradias, e que, além disso, participavam de um extenso comércio, revelado pelas relíquias que foram encontradas de produtos originários da Ásia, China, Pérsia e Arábia. pese a tudo isso ninguém sabe quem viveu ali uns 500 anos antes de nossa era. No entanto, certas tribos próximas ao lugar rendem culto destes tempos imemoriais a uma pequena estrela próxima a Si-rio, que a ciência ocidental não chegou a descobrir até o século XX. Não falta quem relacione estes dois fatos. Como tampouco falta quem relacione o aspecto tão pouco africano dos zulus e outras raças do cone sul, com remotos ancestrais vindos do espaço.

Bimini, um porto fenício no Caribe

A minúscula ilha de Bimini, nas Bahamas, foi descoberta em 1512 por Juan Ponce de León, quem ouviu nominar aos nativos, que lhe imputava inumeráveis tesouros, assim como a existência de uma fonte da qual jorrava o elixir da eterna juventude. A falta de tão apreciado achado, que muitos continuam procurando, em setembro de 1968, foi descoberta uma estrutura submersa no mar de 70 metros de comprimento e 10 de largura, construída com grandes blocos de pedras perfeitamente regulares e unidas por uma espécie de cimento. Se calculou então que alguns destes monolitos deviam pesar cerca de cinco toneladas.

Parece impossível que se trate de uma estrutura natural pela simetria que apresenta todo o conjunto. Foram efetuadas as consabidas análises para determinar sua antiguidade, com o carbono 14, e foi estabelecido que havia sido construída há uns 9.000 anos. Logo apareceram vestígios de culturas mediterrâneas, que muitos identificaram como a Atlântida, mas que finalmente foram atribuídas aos fenícios. Efetivamente, as investigações mostravam uma alarmante semelhança com as embarcações que costumam construir estes mercadores em águas do Mediterrâneo e desde os que saiam em suas naves para comercializar suas riquezas por todos os mares conhecidos.

Evidentemente, em um dado momento da história, o muro estava por cima da superfície. Nos encontramos ante um novo caso de afundamento produzido sem lugar a dúvidas pelo término da época glacial no norte da América, o que fez com que os gelos derretessem com a conseqüente subida das águas.

O que é indubitável é que ali existiu, há milhares de anos, uma cultura da qual somente restou um efêmero rastro de pedras submersas. Algumas moedas supostamente fenícias, viriam a confirmar a presença de povos mediterrâneos em terras americanas muito antes de que Colombo tivesse nascido. Mas se isso é assim, por que passou inadvertida a existência do novo continente até que alguns espanhóis foram a redescobrí-lo em fins do século XV? O que foi dos povos que se assentaram na outra margem do Atlântico? São perguntas que infelizmente ficam sem resposta, ao menos pelo momento.

Os estranhos visitantes de Ponape

Diz a lenda que um dia apareceram nas Ilhas Carolinas alguns homens brancos, que diziam vir de um continente desaparecido sob o mar. Tinham grandes conhecimentos sobre agricultura, construções, medicina e ciências em geral. Ajudaram e ensinaram aos nativos, edificando uma maravilhosa cidade, que também desapareceu, arrasada por terríveis tempestades.

A primeira crônica que temos também é de um descobridor espanhol, ainda que português de nascimento, Pedro Fernandez de Quirós, que chegou a Ponape em 1595, descobrindo para o ocidente as fabulosas ruínas de Nan Madol. Uma muralha de 860 metros de comprimento e de mais de 14 de altura, rodeia a quase 100 dependências agrupadas em torno ao edifício central, e tudo isto construído em colunas hexa e octogonais do mais puro basalto, que medem entre três e nove metros de comprimento, chegando a pesar até 10 toneladas.

Haverá pelo menos 400.000 destas colunas, que ninguém sabe como foram parar ali, ainda que basta contemplar o conjunto para dar-se uma idéia da magnitude da obra.

Mas se importantes são as construções de superfície, muito mais o são as ruínas que se escondem sob a água e que às vezes são visíveis da mesma margem. Se diz que sob o mar existem quantidades de cidades, com suas avenidas, templos e palácios, construídos nos mais preciosos metais. Todavia se conservam os cemitérios, onde estão enterrados os primitivos habitantes em sarcófagos de platina, e que seria a base de profanar estas tumbas como os japoneses se aprovisionaram deste metal desde sua ocupação das ilhas em 1919. Por que foi levada a cabo esta obra ciclópea? Niguém pode contestar a esta interrogante, mas nos contam as lendas que em toda a Polinésia existia um império florescente que dominava todo um território que hoje já não existe, mas que muitos começam a identificar como o continente perdido de Mu que J. Chuchward desenterrado de algumas tábuas encontradas em algum templo da índia.

Mohenjo-daro - Uma Civilização Perdida

Mohenjo Daro é um sítio arqueológico com mais de 4.000 de antigüidade que apresenta uma apaixonante interrogação. Antiga sede de uma civilização, da qual, se ignoram as causas de seu repentino desaparecimento, foi o local onde se adotou uma forma de escrita de tipo pictográfico, cujo significado nos é ainda desconhecido, e onde, também, se usavam roupas de algodão, as mais antigas já descobertas. Mohenjo Daro é um local onde não existem tumbas, mas que é chamado de Colina dos Mortos, sendo que o lugar, onde estão os esqueletos, é extremamente radioativo.

Esqueletos com traços de carbonização e calcinação, de vítimas de uma morte repentina e violenta. Não são corpos de guerreiros mortos nos campos de batalha, mas sim, restos de homens, mulheres e crianças. Não foram encontradas armas e nenhum, resto humano, trazia feridas produzidas por armas de corte ou de guerra. As posições e os locais onde foram descobertas as ossadas, indicam que as mortes foram repentinas, sem que houvesse tempo hábil para que as vítimas dessem conta do que estava ocorrendo. As vidas das pessoas foram ceifadas, enquanto, realizavam suas atividades diárias. Passaram do sono à morte, junto a dezenas de elefantes, bois, cães, cavalos, cabras e cervos.

Bimini nas Bahamas

As Bahamas (ou Baamas) são um país das Caraíbas, situado entre o Oceano Atlântico, a nordeste, e o Mar das Caraíbas, a sudoeste. Os territórios mais próximos são a colónia britânica de Turks e Caicos, a sueste, os Estados Unidos da América, a noroeste, Cuba, a sudoeste, e o Haiti, a sueste. Capital: Nassau.

História

O arquipélago das Lucaias, ou Bahamas (nome derivado do espanhol marbaja, mar baixo), é habitado por índios arauaques antes da chegada de Cristóvão Colombo, em 1492. Ocupadas por ingleses desde o século XVI, as Bahamas servem de refúgio a piratas. A lavoura de algodão entra em declínio com o fim da escravidão, em 1834. Após a II Guerra Mundial, cresce o turismo no país.

Lynden Pindling, do Partido Liberal Progressista (PLP), de maioria negra, torna-se primeiro-ministro em 1967, depois das primeiras eleições legislativas no país. Em 1973, as Bahamas conquistam a independência. Nas eleições de 1992, o Movimento Nacional Livre (FNM) obtém maioria. Pindling, denunciado por corrupção, é substituído por Hubert Alexander Ingraham na chefia de governo. A vitória do FNM nas eleições de 1997 é atribuída aos resultados econômicos positivos e ao envolvimento do PLP em escândalos financeiros. A passagem do furacão Floyd pelo país, em 1999, provoca sérios danos e prejudica o turismo.
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MensagemAssunto: Re: GRANDES MISTÉRIOS - Atlântida e Lemúria, o Elo Perdido   Hoje à(s) 1:06 am

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GRANDES MISTÉRIOS - Atlântida e Lemúria, o Elo Perdido
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