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 GRANDES MISTÉRIOS - O Templo de Salomão

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Anarca



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MensagemAssunto: GRANDES MISTÉRIOS - O Templo de Salomão   Ter Fev 02, 2010 10:55 pm

O Templo de Salomão - I

A importância do templo de Salomão é capital na história do esoterismo. O famoso monarca não foi somente um rei sábio e excelente governante de seu povo; foi, sobretudo, um grande mago, conhecedor de saberes ocultos e propiciador de surpreendentes e incríveis poderes sobrenaturais. A biografia de Salomão, as características e história de seu templo conformam um dos capítulos mais fascinantes do passado.

O Rei Salomão e a Rainha de Sabá

Para que o clero e o povo lhe deixassem em paz, o Rei Salomão decidiu que a melhor maneira era presentear-lhes com um magnífico Templo, em substituição do antigo de Silo, que na realidade era uma tenda na qual era guardada a Arca Santa, tradicionalmente, desde os tempos de Abrahão.

A construção do novo templo que traria muitas conseqüências, até nossos dias, pois resulta que foi construído não pela mão de obra e arquitetos judeus, mas por especialistas fenícios, enviados por Hiram, rei de Tiro, integrados em uma irmandade "esotérica" todavia viva em nossos tempos e denominada "Maçonaria", que a si mesmos denominam "filhos da cidade" de Hiram.

Em matéria de religião, Salomão tinha uma mentalidade "abominável", pois para ele todos os deuses eram bons se o ajudavam em seus propósitos; de forma que depois de ter edificado o Templo aos judeus, em Jerusalém também fez edificar templos a Astarte, a deusa do amor, a Milcom, e a outros deuses de todos os povos com os quais estava em relações.

Um rei com mil esposas

Quanto a mulheres, sua primeira esposa foi uma egípcia, filha do faraó Siamon, da XXI dinastia; mas em seguida as coisas transbordaram um pouco, pois manifesta-se que o piedoso rei reuniu em seu harém nada menos que a 1.000 esposas mais, 700 oficiais e 300 concubinas, todas elas estrangeiras e de todas as raças, importadas e pagas a preço de ouro.

O episódio da visita que a rainha de Saba fez a Jerusalém, mais que nada para certificar-se se a fama do explendor e sabedoria do monarca era merecida, carece de importância enquanto ao conseguinte pressumível idílio que pode ser desenvolvido, enquanto que a teve e a tem por razão de duas notícias reveladoras: a que indica a presença geográfica da rainha e a que sugere o tipo de sabedoria que ela e Salomão possuiam. O texto bíblico relata assim as coisas: "Depois de terminado o Templo, o rei Salomão construiu também uma frota em Esionguéber (hoje Aqaba), que está junto a Elat, sobre a margem do Mar Vermelho, no país de Edom. Com essa frota enviou Hiram a seus servos, marinheiros, peritos na navegação, juntamente com os servos de Salomão. Foram a Ofir, de onde tiraram quatrocentas e vinte moedas de ouro que trouxeram ao rei Salomão". Onde estava Ofir?

De onde chegou o ouro?

Obviamente devia ser um país civilizado e produtor de ouro, ao qual se chegava navegando desde o Mar Vermelho, verdadeiramente localizável na costa oriental da África. Etiópia, como tradicionalmente foi sugerido? É muito pouco provável, já que a exploração de ouro neste país é modestíssima e dependente das minas de Sidamo, francamente pobres. Somália? Impossível, pois carece de minas de ouro. Quênia? Com relação a ouro, estamos no mesmo caso que a Etiópia. Tanzânia? E o mais provável, já que com Moçambique, Zâmbia, Zimbabwe e Transvaal nos encontramos em uma ampla região riquíssima em ouro, e com exploração mineira desde a mais remota antiguidade, sobretudo na zona da desembocadura do rio Limpopo ao sul de Moçambique, onde os portugueses encontraram o reino de Monomotapa, isto é do "Senhor das Minas".

Portanto, quase seguramente, a rainha de Saba deveria ser a "Senhora das Minas", e, por suas características raciais, ou negra ou bantú ou hotentote, ou melhor uma "amarela da África". Localizado Ofr, perguntemo-nos como os servos de Hiram e de Salomão conseguiram trazer o ouro de que fala a Bíblia. Por intercâmbio comercial ou pirataria? Mistério, ainda que, talvez, seja mais verossímil a segunda hipótese. É uma absoluta tonteira supor que a "Senhora das Minas" fizesse um gracioso presente assim de bom grado a alguns marinheiros porque eram "servos do famosíssimo rei Salomão".

Salomão e a rainha de Saba

O texto bíblico, em certo sentido, dá margem para conjecturar como acabamos de fazer, pois diz: "a rainha de Saba teve notícia da fama que Salomão havia adquirido pela glória do Senhor, e veio provar-lhe com enigmas. Chegou, pois, a Jerusalém com um séquito muito grande, com camelos que traziam especiarias aromáticas, muitíssimo ouro e pedras preciosas. E foi ver Salomão, com o qual falou de tudo o que havia em seu coração. Salomão respondeu a todas as perguntas: não houve coisa que fosse desconhecida ao rei, da qual não pudesse dar solução. Ao ver a rainha de Saba toda a sabedoria de Salomão, o Templo que havia edificado, os manjares de sua mesa, a maneira de servir de seus criados e os trajes deles, seus copeiros, e os holocaustos que oferecia na Casa do Senhor, ficou atônita e disse ao rei Salomão: "Verdade é o que ouvi dizer em minha terra com relação a ti e de tua sabedoria. Eu não acreditava no dito antes de ter vindo e de tê-lo visto com meus próprios olhos; e eis aqui que não haviam me contado nem sequer a metade. Tua sabedoria e tua prosperidade são maiores do que eu havia ouvido. Ditosa sua gente, ditosos estes teus servos, que de contínuo estão em tua presença e ouvem tua sabedoria! Bendito seja o Senhor, teu deus, que foi complacente em ti e te colocou sobre o trono de Israel! Porque o Senhor ama eternamente a Israel, e ele te constitui rei para que faças juízo e justiça".

Os presentes da rainha

Em seguida presenteou ao rei cento e vinte moedas de ouro, enorme quantidade de especiarias aromáticas e pedras preciosas. Nunca mais veio tanta quantidade de especiarias aromáticas como a que a rainha de Saba deu ao rei Salomão. A frota de Hiram que trazia ouro de Ofir, trouxe também muitíssima quantidade de madeira de sândalo e de pedras preciosas... O rei Salomão deu à rainha de Saba tudo quanto ela quis e tudo quanto pediu sem contar o que além disso recebeu da régia generosidade de Salomão. Depois voltou e regressou a seu país, acompanhada de seus servidores".

Dizíamos que o relato bíblico dava margem para supor que o resultado da primeira expedição foi de pirataria, porque a atitude da rainha de Saba está claríssima: haviam me contado "maravilhas" de ti e de "teu saber". De que saber? simplesmente teórico?

E o que podiam saber os ofirianos do saber teórico de Salomão? Naturalmente não iam acreditar como "grosseiros" os contos dos marinheiros de Hiram e dos "marinheiros" de Salomão. Deveriam ter alguma prova experimental, deveriam ter sofrido alguma "amostra prática" do poder da "sabedoria de Salomão e de seu deus o Senhor". De que gênero? Não se trataria de alguma ao São Jorge ou Santiago valentão" ante litteram? Derrotados e depredados, os súditos da rainha teriam, segundo a mentalidade própria de suas crenças animistas, "reconhecido" o grande "poder enfeitiçador do grande rei" e a superioridade da "força" (Senhor) que lhe obedecia. O qual, traduzido a linguagem de então, seria expressado assim: a sabedoria de Salomão é grande porque grande é o poder de sua "palavra" que "move" ao Senhor. No contexto do animismo, "sábio" é o "senhor das palavras mágicas", é o "grande feiticeiro".

Sabedoria e magia?

Dali a fama de que fala a rainha de Saba e sua curiosidade para comprovar até que ponto era grande a "magia" de Salomão, sua "sabedoria". Não se trata de forçar o sentido do texto bíblico, mas de explicitá-lo, para que se entenda o que significava, e significa, para os animistas, a sabedoria e o poder da sabedoria; a rainha de Saba não foi a Jerusalém movida por uma curiosidade intelectual ou teológica, foi para "comprar", com seus ouros e pedras preciosas e especiarias, essa "sabedoria", não para converter-se à religião de Israel, depois de ter colocado à prova diretamente o "nommo" de Salomão. Não fez em vão sua viagem, porque naturalmente Salomão foi um autêntico venerador de todas as artes e tecnologias capazes de produzir "prodígios", um singular colecionador de "fórmulas", nada preocupado de torná-las repugnantes aos procedentes dos "idólatras" para comprazer aos teólogos. Salomão, em questão de mulheres e de saberes, não tinha prejuízos, e se para conseguir efeitos mágicos fazia falta dar culto a deuses e demônios exóticos, não andava com precauções: sem mais construia os templos precisos, seguro que o Senhor não se enfadaria por isto, pois a ele lhe dava o seu.

Os interesses da rainha africana

A rainha de Saba, seguramente, pertencia à cultura negra, independentemente de seus antecedentes raciais, porque sua atitude de deslocar-se para Jerusalém para ver se conseguia os segredos mágicos de um deus estrangeiro poderoso, é tipicamente expressiva da mentalidade que todavia ostentam os africanos com relação aos deuses estrangeiros. Os estudam, experimentam seu "poder" e se julgam que são efetivos, sem mais, os incorporam a seu panteão. Dali a insistência da rainha de Saba em interrogar a Salomão e seu ficar atônita pelas respostas e efetividade do que era conseguido no "Templo" com os ritos e "sacrifícios" que ali eram empregados. Que tipo de cerimônias podiam produzir prodígios que deixaram atônita a rainha? Não é muito difícil intuí-lo, vista a fama de grande feiticeiro e bruxo que Salomão deixou à posteridade, sem faltar à sua memória de "grande rei bíblico".

O agradecimento em ouro, especiarias e pedras preciosas que a rainha deixou por ter sido "instruída" nos mistérios do todo-poderoso Senhor seria uma ingenuidade supor que foi pago a lições teológicas. Foi para conhecer a um "grande senhor da palavra" e para aprender sua arte de "obter poder e prosperidade" com o auxílio de um "grande deus". De passagem, Salomão aproveitou para encontrar-se também com algum deus que completasse sua coleção, pois a rainha não ia sem nenhum, obviamente; seguro que em seu séquito figuraria algum "competentíssimo" senhor da palavra, dono de fórmulas desconhecidas no hemisfério boreal, de forma que o concílio ecumênico de "alta sabedoria" deve ter resultado sumamente satisfatório para os participantes de ambas as latitudes.

O Rei Salomão

Salomão ou Shlomô (significando "paz" ,às vezes chamado Jedidias, em árabe Sulayman ), foi o terceiro Rei dos Judeus, do Reino de Israel (ainda unificado) e filho de Davi. Comandou a construção do templo de Jerusalém (o Templo de Salomão) e personagem de muitas histórias bíblicas e lendas, teria recebido grande sabedoria, riqueza e poder da parte de Deus.

Após a sua morte ocorre o cisma entre as 12 tribos de Israel que viviam na Palestina, originando o reino de Judá ao sul e o reino de Israel ao norte.

Rainha de Sabá

A Rainha de Sabá é mencionada no Antigo Testamento e no Corão, como a soberana dum reino muito rico, o reino de Sabá, que teria visitado o rei Salomão. Os árabes chamam a esta mulher Bilqus ou Balkis; na Etiópia, Makedda, Magda, Maqda ou Makera, que significa "grandeza". Anos mais tarde, o historiador judeu Flavius Josephus refere-se a ela como "Nikaulis, rainha da Etiópia." Na Bíblia ela é descrita como "negra e bonita".

No Kebra Negast, ou "As Gloriosas Memórias do Império", um livro sagrado da Etiópia, diz-se que a própria Makedda teria criado uma regra segundo a qual "apenas uma mulher pode reinar". Aparentemente, Sabá era uma sociedade matrilinear, em que o poder é passado aos descendentes pela via feminina. No mesmo livro, afirma-se que a dinastia dos reis da Etiópia provém do filho do rei Salomão e de Makkeda e ainda que foi desta união que a lei mosaica foi trazida para a Etiópia.
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MensagemAssunto: Re: GRANDES MISTÉRIOS - O Templo de Salomão   Sex Fev 05, 2010 11:11 pm

O Templo de Salomão - II

A construção do Templo e a Arca da Aliança

Segundo a tradição esotérica, o "templo" feito, construido por Salomão encerrava, em sua estrutura, algo mais que finalidades estético-arquitetônicas; e vista a personalidade e as afeições do grande rei, é para não duvidar que essas foram suas intenções quando encarregou a obra aos arquitetos do rei fenício Hiram. Os fenícios, como os israelitas, eram oriundos da Suméria, e apesar dos muitos milhares de anos que separavam aos dois monarcas mediterrâneos da desaparecida civilização do golfo Pérsico, algo dos conhecimentos de seus ancestrais devia restar-lhes por via das tradições, ainda que fosse como "superstição": visto que o subseqüente semitismo, da ciência dos antigos sumérios, não havia sido capaz de entender nem a metade da missa, limitando-se a conservar delas técnicas e rituais como "magia".

Da Suméria a Salomão

Quanto tempo havia transcorrido desde a eclipse da antiga Suméria à época de Salomão? Tendo em conta que este reinou ao redor do 1.000 a.C., vários milênios, um lapso mais que suficiente para que as recordações do passado tivessem sido transformadas em mitologia e os conhecimentos tecnológicos-práticos dessa idade áurea em rituais e fórmulas, algumas religiosas e culturais, outras esotéricas.

Estando assim as coisas, não andam desencaminhados os que vêem no Templo de Jerusalém uma espécie de compêndio de saberes misteriosos. No entanto seria uma ingenuidade buscar as raízes culturais desse compêndio somente na antiga Suméria: se Abrahão e os seus procediam de Ur, os israelitas da época do rei Salomão também haviam acumulado cultura egípcia, depois de ter permanecido no reino dos faraós seus mais imediatos antepassados de muitas gerações.

A tarefa de ver como decifrar o enigma da concepção esotérica do Templo salomônico não é nada simples, apesar de que se conheça bastante bem sua arquitetura. De todos os modos, de sua descrição temos que partir; em seguida, à vista de sua características e tendo em conta sua natureza de compêndio de diferentes aportações misteriosas, tentar-se-á relacionar aquelas com os protótipos culturais das áreas de procedência destas, através do método comparativo.

Uma capela privada?

Em primeiro lugar temos que dizer que o templo salomônico do Senhor em Jerusalém não foi o primeiro nem o único centro de culto de Israel. Mas é bem certo que o Templo foi uma dependência do palácio real do monarca, uma "capela privada" que naturalmente não pretendia suplantar aos anteriores centros de culto de Bethel, Shilon, Hebron, Gilgal, Dan e Bersheba, que continuaram exercendo suas funções todavia muito tempo depois do estabelecimento cultural salomônico em Jerusalém. E consta que até o século VII a.C. não se tentou fazer deste o único lugar onde realizar legitimamente o culto ao Senhor.

Sobre uma rocha do monte Sião

O emprazamento do templo escolhido por David para construir seu palácio, era a superfície de uma rocha situada no cume oriental do monte de Sião (literalmente a montanha da casa), atualmente solar sobre o qual surge a mesquita islâmica de Omar. Recentes escavações, que levantaram irados protestos dos rabinos "ortodoxos", demonstraram que o terreno contém restos evidentes de cultos megalíticos aos mortos e a "divindades" politeístas.


O palácio de Salomão compreendia um conjunto de diversos edifícios: sua residência, a "casa do bosque do Líbano", assim chamada por seus pilares de madeira de cedro, um pórtico de pilares, o salão do trono e, em outro pátio, uma casa para a "filha do faraó", com a qual o rei havia casado. A esta foi acrescentada a "casa do Senhor", como uma dependência do palácio, com uma entrada privada desde os departamentos reais, independente da que dava acesso aos fiéis em geral.

Tal como é descrita na Bíblia, sua planta era a de "uma casa longa mesopotâmica" ou templo com vestíbulo (salão largo), nave (salão longo) e "adytum" (sala quadrada). Era retangular o conjunto, orientado de Leste a Oeste, e no pátio central estava o altar dos holocaustos, erigido sobre a rocha viva do solo sagrado (a sakhra). Ao pátio se acedia por um pórtico ou ra de cipreste. Diante da entrada, e franqueando-a, havia duas colunas de bronze chamadas Jachin e Boaz, adornadas com motivos de romãs e capitéis, de doze côvados de altura e quatro de diâmetro, evidentes evoluções das colunas megalíticas situadas à entrada dos templos malteses, e estas dos mais antigos menires espalhados por toda a geografia mundial das culturas dos "povos do mar".

O recinto da Arca

Na parte interior do alpendre, o lugar sagrado (hekal), de quadro côvados de comprimento por vinte de largura e trinta de altura, ao que se acedia por duplas portas. O hekal encontra-se em penumbra, recebendo a luz por uma fileira de janelas gradeadas situadas no alto da parede. Atrás da nave estava a "sancta sanctorum", isto é, o "dever", no extremo oeste do edifício. Formava este ambiente fechado um cubo perfeito de vinte côvados de altura, comprimento e largura. Nele era guardada "a Arca", franqueada por dois querubins de madeira de oliveira, tendo o tamanho de 10 côvados de altura e estando recobertas de ouro. Sua posição era similar a das esfinges aladas que suportam o trono do rei, como é apreciado em um marfim de Megiddo, e as egípcias que com suas asas estendidas protegem a Horus menino. O hekal e suas duplas portas estavam decorados com motivos de palmeiras, flores e querubins, todos forrados de ouro, e na sala eram guardados os candelabros de ouro, a mesa dos doze pães e um altar de cedro, também recoberto de ouro, colocado em frente de uma escada que conduzia ao dever. O santo lugar portanto, encontra-se como um nicho na parede de fundo, disposição habitual na Fenícia para o "quarto do deus" dos templos idólatras.

Pelos lados norte e sul do hekal abriam-se pequenas portas que conduziam a uma escada pela qual se subia aos três pisos superiores do edifício, onde haviam habitações pequenas, tipo celas.

Templo de Salomão

O Templo de Salomão foi o primeiro Templo em Jerusalém, construído no século XI AC, e funcionou como um local de culto religioso judaico central para a adoração e os sacrifícios conhecidos como korbanot.

O Rei Davi, da tribo de Judá, desejava construir uma casa para YHWH, onde a Arca da Aliança ficasse definitivamente guardada, ao invés de permanecer na tenda provisória ou tabernáculo, existente desde os dias de Moisés. Segundo a Bíblia, este desejo foi-lhe negado por Deus em virtude de ter derramado muito sangue em guerras. No entanto, isso seria permitido ao seu filho Salomão, cujo nome significa "paz". Isto enfatizava a vontade divina de que a Casa de Deus fosse edificada em paz, por um homem de paz. (2Samuel 7:1-16; 1Reis 5:3-5; 8:17; 1Crónicas 17:1-14; 22:6-10).

Davi comprou a eira de Ornã ou Araúna, um jebuseu, que se localizava monte Moriah ou Moriá, para que ali viesse a ser construído o templo. (2Samuel 24:24, 25; 1Crónicas 21:24, 25) Ele juntou 100.000 talentos de ouro, 1.000.000 de talentos de prata, e cobre e ferro em grande quantidade, além de contribuir com 3.000 talentos de ouro e 7.000 talentos de prata, da sua fortuna pessoal. Recebeu também como contribuições dos príncipes, ouro no valor de 5.000 talentos, 10.000 daricos e prata no valor de 10.000 talentos, bem como muito ferro e cobre. (1Crónicas 22:14; 29:3-7) Salomão não chegou a gastar a totalidade desta quantia na construção do templo, depositanto o excedente no tesouro do templo (1Reis 7:51; 2Crónicas 5:1).

Aspectos da Construção

O Rei Salomão começou a construir o templo no quarto ano de seu reinado seguindo o plano arquitectónico transmitido por Davi, seu pai (1Reis 6:1; 1Crónicas 28:11-19). O trabalho prosseguiu por sete anos. (1Reis 6:37, 38) Em troca de trigo, cevada, azeite e vinho, Hiram ou Hirão, o rei de Tiro, forneceu madeira do Líbano e operários especializados em madeira e em pedra. Ao organizar o trabalho, Salomão convocou 30.000 homens de Israel, enviando-os ao Líbano em equipas de 10.000 a cada mês. Convocou 70.000 dentre os habitantes do país que não eram israelitas, para trabalharem como carregadores, e 80.000 como cortadores (1Reis 5:15; 9:20, 21; 2Crónicas 2:2). Como responsáveis pelo serviço, Salomão nomeou 550 homens e, ao que parece, 3.300 como ajudantes. (1Reis 5:16; 9:22, 23)

O templo tinha uma planta muito similar à tenda ou tabernáculo que anteriormente servia de centro da adoração ao Deus de Israel. A diferença residia nas dimensões internas do Santo e do Santo dos Santos ou Santíssimo, sendo maiores do que as do tabernáculo. O Santo tinha 40 côvados (17,8 m) de comprimento, 20 côvados (8,9 m) de largura e, evidentemente, 30 côvados (13,4 m) de altura. (1Rs 6:2) O Santo dos Santos, ou Santíssimo, era um cubo de 20 côvados de lado. (1Reis 6:20; 2Crónicas 3:8)

Os materiais aplicados foram essencialmente a pedra e a madeira. Os pisos foram revestidos a madeira de junípero (ou de cipreste segundo algumas traduções da Bíblia) e as paredes interiores eram de cedro entalhado com gravuras de querubins, palmeiras e flores. As paredes e o tecto eram inteiramente revestidos de ouro. (1Reis 6:15, 18, 21, 22, 29)

Após a construção do magnífico templo, a Arca da Aliança foi depositada no Santo dos Santos, a sala mais reservada do edifício.

Foi pilhado várias vezes. Seria totalmente destruído por Nabucodonosor II da Babilónia, em 586 a.C., após dois anos de cerco a Jerusalém. Os seus tesouros foram levados para a Babilónia e tinha assim início o período que se convencionou chamar de Captividade Babilónica na história judaica.

Décadas mais tarde, em 516 a.C., após o regresso de mais de 40.000 judeus da Captividade Babilónica foi iniciada a construção no mesmo local do Segundo Templo, o qual foi destruído no ano 70 d.C., pelos romanos, no seguimento da Grande Revolta Judaica.

Alguns afirmam que o actual Muro das Lamentações era parte da estrutura do templo de Salomão.

Arca em Jerusalém e o Templo de Salomão

No início de seu reinado Davi ordenou que a Arca fosse trazida para Jerusalém, onde ficaria guardada em uma tenda permanente no distrito chamado Cidade de Davi. Com o passar do tempo, Davi tomou consciência de que a Arca, para ele símbolo da presença de Deus na Terra, habitava numa tenda, enquanto ele mesmo vivia em um palácio. Então Davi começou a planejar e esquematizar a construção de um grande Templo. Entretanto, esta obra passou às mãos de seu filho Salomão.

No Templo, foi construído um recinto (chamado na Bíblia de "oráculo") de cedro, coberto de ouro e entalhes, dois enormes querubins de maneira à semelhança dos que havia na Arca, com um altar no centro onde ela repousaria. O recinto passou a ser vedado aos cidadãos comuns, e somente os levitas e o próprio rei poderiam se colocar em presença da Arca.

Desaparecimento

A Arca permaneceu como um dos elementos centrais do culto a Deus praticado pelos israelitas durante todo o período monárquico, embora poucas referências sejam feitas a ela entre os livros de Reis e Crônicas.

Em 587 a.C (ou [[607 a.C, segundo alguns estudiosos), Nabucodonosor, rei da Babilônia, invadiu o reino de Judá e tomou a cidade de Jerusalém. O relato bíblico menciona um grande incêndio que teria destruído todo o templo. A Arca desaparece completamente da narrativa a partir desse ponto, e o próprio relato é vago quanto ao seu destino.

Para os católicos e para os judeus que se utilizam da Septuaginta, Sagradas Escrituras na versão grega dos LXX, o desaparecimento da Arca é narrado no livro de II Macabeus, não aceito pelos protestantes. Nessa situação o profeta Jeremias haveria mandado que levassem a Arca até o monte Nebo para ali a escondeu em uma caverna (II MAC Cap. 2).

" O escrito mencionava também como o profeta, pela fé da revelação, havia desejado fazer-se acompanhar pela arca e pelo tabernáculo, quando subisse a montanha que subiu Moisés para contemplar a herança de Deus. No momento em que chegou, descobriu uma vasta caverna, na qual mandou depositar a arca, o tabernáculo e o altar dos perfumes; em seguida, tapou a entrada. Alguns daqueles que o haviam acompanhado voltaram para marcar o caminho com sinais, mas não puderam achá-lo. Quando Jeremias soube, repreendeu-os e disse-lhes que esse lugar ficaria desconhecido, até que Deus reunisse seu povo e usasse com ele de misericórdia. Então revelará o Senhor o que ele encerra e aparecerá a glória do Senhor como uma densa nuvem, semelhante à que apareceu sobre Moisés e quando Salomão rezou para que o templo recebesse uma consagração magnífica." (II Mac, 2, 4-7, Bíblia Ave-Maria)

A busca pela Arca

A Arca da Aliança desapareceu da narrativa bíblica depois do incêndio ao Templo. Por isso, não há certezas da sua existência nem da sua destruição. É possível que, antes de atear fogo ao Templo, os soldados de Nabucodonosor tenham tomado todos os objetos de valor (incluindo a arca coberta de ouro) e a levado como prêmio pela conquista. Uma vez em posse dos babilônicos, ela pode ter sido destruída para se obter o ouro, ou ter sido conservada como troféu. Babilônia também foi conquistada posteriormente por persas, macedônios, partos e outros tantos povos, e seus tesouros (incluindo possivelmente a Arca) podem ter tido incontáveis destinos possíveis.

De qualquer modo, ela tem sido um dos tesouros arqueológicos mais cobiçados pela humanidade, e inúmeras expedições à Mesopotâmia e à Palestina foram realizadas, sem sucesso. Existem hoje em vários museus réplicas da Arca baseadas nas descrições bíblicas, mas a verdadeira jamais foi encontrada.

Corre uma estória entre alguns de que a Arca teria sido retirada do templo e escondida em um lugar seguro antes que os invasores a capturassem. É possível que tal estória seja verdadeira devido ao fato de que a Arca era o objeto mais valioso e importante em todo o Israel, sendo razoável acreditar que a primeira providência dos judeus, após o início do ataque dos invasores, tenha sido transportar, de forma discreta, a Arca para um local seguro. Segundo essa estória, que alguns chamam de lenda, a Arca encontra-se atualmente guardada por pessoas de confiança dos antigos.
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MensagemAssunto: Re: GRANDES MISTÉRIOS - O Templo de Salomão   Dom Fev 07, 2010 4:37 pm

O Templo de Salomão - III

O enigmático Mar de Bronze

No pátio central havia duas construções muito significativas; o altar dos holocaustos e o "mar de bronze". Este último era uma gigantesca pia de bronze, de 10 côvados de diâmetro, pois era redonda, e 5 de profundidade, apoiada em doze touros, também de bronze, dispostos de três em três segundo a orientação dos quatro pontos cardeais. Tendo em conta que a pia era de uma só peça, e que o método para obter os objetos de bronze era o da "cera perdida", é evidente que os artífices da obra deviam ser alguns metalúrgicos consumados, procedentes de um país de longa tradição em metalurgia, culturalmente relacionado com os fenícios, provavelmente iberos ou sardônios, lembrando o alto nível destes dois povos na tecnologia do bronze, a julgar pelos objetos produzidos em suas regiões arqueológicas respectivas.

Calculava-se que o mar de bronze continha uns 45.000 litros de água, e seu significado não tem nada a ver com a explicação que tradicionalmente vem sendo repetida desde os tempos de Flavio Josefo, isto é que era usado como pia para as abluções sacerdotais. O mar de bronze era, nem mais nem menos, que uma representação do Cosmos sumério, segundo sua teoria do Eab-Zu, explicada no artigo dedicado a esta civilização na mesma obra, e presente, como difusão dela, em todas as culturas megalíticas do mundo.

O Eab-Zu era o "espírito sujeitador das ondas energéticas do caos", o princípio de todas as coisas visíveis e invisíveis, o "construtor" do "átomo primitivo" que entra em todas as matérias, isto é, do hidrogênio. Eab-Zu era o "criador do Universo", e o nome do Senhor, como já dissemos, não é mais que uma corrupção do antigo nome sumério, segundo a seguinte série de conversões fonéticas semíticas: Eab-Zu, Eav-Zu, Aau-Zú, Yau-Zú, Yahué, Yahvé (Senhor). Sua representação mitológica era, com referência a seu duplo aspecto de antepassado de todas as coisas, inclusive dos homens, associado ao macho cabra-peixe dos acádios e babilônios (o Oanes ou Ea, deus da água vital ou da água fértil) em sua manifestação masculina, e a sereia Dogón em seu complemento feminino. Sendo assim, depois de sua estância no Egito, o Yahú aquático dos seguidores de Abrahão voltou à Palestina revestido da imagem ofídica que os egípcios, como todas as culturas megalíticas e pós-megalíticas do mundo inteiro, atribuiam aos antepassados, segundo a crença que as serpentes eram as reencarnações dos mortos.

O senhor, Serpente de Bronze

Acerca desta representação ofídica do Senhor não cabem dúvidas nem poréns: o próprio Moisés foi quem fabricou a "Serpente de Bronze" por mandato do próprio Senhor, para que aqueles que haviam sido mordidos por serpentes venenosas ficassem curados somente olhando a efígie, e essa imagem recebeu culto oficial até que o rei Ezequias a destruiu no ano 680 a.C., uns 300 anos depois de que Salomão edificara seu Templo, pelo qual é de supor que também ela, como o "mar de bronze", figurou entre as sagradas representações da divindade na "casa do Senhor".

As piscinas milagrosas

Quanto aos "mares de bronze" e as piscinas e tanques sagrados, bem próximo da salomônica estava a piscina de Shilon (Siloé), cuja fama milagrosa em seguida tentaremos explicar, mas o fato é que tais construções sagradas não faltavam nunca nos santuários e enterros das culturas sumério-megalíticas e pós-megalíticas dos povos do mar; recordemos, de passagem, o célebre tanque sagrado de Oanes em Ur, o de Karnak no Egito, a piscina sagrada de Mohenjo-Daro e o lago Titicaca dos Unis préincáicos, assim como o costume de construir tumbas e sepulcros em cima dos lençóis freáticos ou nas proximidades de rios e lagos, para que os mortos recebessem o influxo benéfico da "água vital"; e não havia água nem subterrânea nem nas proximidades, então costumavam colocar ao lado do morto muitos recipientes cheios.

Não nos estendemos sem intenção acerca da importância da água nas antigas culturas e civilizações, mas todavia não chegou o momento de oferecer uma explicação na qual este ele mento possa figurar como a chave de todas as artes esotéricas e ciências ocultas, antes e depois de Salomão; tal chave a descobriremos e usaremos depois de haver tratado de outras peças essenciais que integram a estrutura básica de todas as práticas mágicas, e quando esse momento chegar a surpresa será desconcertante.

Um altar de bronze

Muita atenção com o altar dos holocaustos. Segundo a descrição de Ezequiel, estava feito também de bronze, e tinha a forma de um "ziggurat" de três pisos, cada um dois côvados mais curto que o inferior. A estrutura inteira, estimada em 11 côvados de altura, descansava sobre uma base de 18 côvados quadrados. Para subir aos três pisos havia uma escada. Todo o conjunto era chamado "harel", que significava "a montanha do Senhor", igual ao "ziggurat" caldeus e babilônios, e as pirâmides pré-colombianas da América. No terraço superior, os parapeitos tinham nos quatro cantos projeções ponteagudas em forma análoga aos apêndices de todos os altares fenícios e palestinos. Os holocaustos eram realizados nesse terraço, considerado a "morada dos deuses ou forças cósmicas", e a plataforma de rocha sobre a qual descansava o harel era denominada "a entrada da Terra" (o En-Ki dos sumérios). O harel de bronze salomônico foi removido por Ahaz (736-716 a.C.) da rocha central do pátio. Em seu lugar foi erigido um novo altar segundo o modelo de pedra do templo de Hadad (Damasco), e remate da anterior construção, a antiga ara, uma vez situada no lado norte do terraço, passou a ser o altar privado dos reis, onde estes podiam celebrar seus holocaustos particulares.

Porquê o bronze?

Por que o harel ou "montanha do Senhor" do templo salomônico foi feito em bronze, e não de pedra, como o posterior que mandou construir Ahaz, e os anteriores caldeus, babilônios, fenícios, etc.? Por que os dois menires Jachin e Boaz, também foram feitos de bronze e não de pedra como desde sempre haviam sido feitos? Por quê ao invés de construir um tanque ou piscina, à maneira tradicional, Hiram e Salomão decidiram que era melhor construir o recipiente do "mar" em bronze? Em uma palavra, por quê essa preferência no uso do metal?, que segredo era ocultado atrás dele? Paciência, estamos nos aproximando à "grande sabedoria de Salomão", e vale a pena reter um pouco mais a resposta. Todas as peças vão encaixando...

O Bronze

O bronze (do persa biring, cobre) é o nome com o qual se denomina toda uma série de ligas metálicas que tem como base o cobre e proporções variáveis de outros elementos como estanho, zinco, alumínio, antimônio, fósforo e outros com o objetivo de obter características superiores a do cobre.

A conscientemente: consistia em misturar um mineral de cobre (calcopirita, malaquita ou outro) com o estanho (cassiterita) em um forno alimentado com carbono (carvão) vegetal. O anidrido carbônico reduz os minerais a metais: cobre e estanho que se fundem e se ligam entre 5 a 10% de estanho.

De bronze foram as primeiras armas e ferramentas, também utilizado para a produção de estátuas.

Material que, polido, chega ao amarelo ouro, o mais usado no campo da escultura. Sua grande popularidade se deve à sua enorme resistência estrutural, à não corrosão atmosférica, à facilidade de fundição e uma capacidade de acabamento que permite excelente polimento ou o uso de diversas cores e tipos de pátinas.

O bronze não é um metal puro, e sim uma liga, basicamente de cobre + zinco + estanho + chumbo (podendo ter outros metais) e seu ponto de fusão varia entre 900-925/985-1000ºC.

Arca da Aliança

A Arca da Aliança é descrita na Bíblia como o objeto em que as tábuas dos Dez mandamentos teriam sido guardadas, e também como veículo de comunicação entre Deus e seu povo escolhido. A Arca foi objeto de veneração entre os hebreus até seu desaparecimento, especula-se que ocorreu na conquista de Jerusalém por Nabucodonosor, segundo o livro de II Macabeus, o profeta Jeremias foi o responsável por esconder a Arca.

A Arca é primeiro mencionada no livro do Êxodo. Sua construção é orientada por Moisés, que por sua vez recebera instruções divinas quanto à forma e tamanho do objeto. Na Arca estavam guardadas as duas tábuas da lei; a vara de Aarão; e um vaso do maná. Estas três coisas representavam a aliança de Iahweh com o povo de Israel, para judeus e cristãos a Arca não era só uma representação, mas era a própria presença de Deus.

Construção

A bíblia descreve a Arca da Aliança (Êxodo 25:10 a 16) da seguinte forma: caixa e tampa de madeira de acácia, com 2 côvados e meio de comprimento (um metro e onze centímetros ou 111cm), e um côvado e meio de largura e altura (66,6 cm). Cobriu-se de ouro puro por dentro e por fora.

Para transportá-la foram colocadas quatro argolas de ouro puro, cada uma, nas quatro laterais da mesma, duas de um lado e duas do outro, para que varais pudessem ser encaixados. As varas para este transporte eram de acácia também e toda recoberta de ouro puro. As varas eram metidas nas argolas de ouro e assim a Arca da Aliança era transportada pelo meio do povo. Os varais não podiam ser retirados da arca após sua colocação.

Sobre a tampa, chamada Propiciatório "o Kapporeth"(Êxodo 25: 17 a 22), foram esculpidos dois querubins de ouro ajoelhados de frente um do outro, com os rostos voltados um para o outro, com as asas esticadas para frente, tocando-se na extermidade. Suas faces eram voltadas uma para a outra e as asas cobriam o propiciatório encontrando-se como um arco. Esta peça era uma peça só, não sendo fundidas em separado. Segundo relato do verso 22, Deus se fazia presente no propiciatório no meio dos dois Querubins de ouro em uma presença misteriosa que os Judeus chamavam Shekinah ou presença de Deus.

Foi colocado dentro da Arca as Tábuas com os Dez Mandamentos escritos por Deus, um pote com Maná e o Cajado de Arão que floresceu.

A Arca fazia parte do conjunto do Tabernáculo, com outras tantas especificações. Ela ficaria repousada sobre um altar também de madeira coberto de ouro, com uma coroa de ouro ao redor. Como os hebreus ainda vagavam pelo deserto no momento da construção da arca, esta precisava ser carregada, e por isso a previsão para os varais.

Somente os sacerdotes poderiam transportar a arca ou tocá-la e no dia da expiação, quando o Shekiná se manifestava, somente o Sumo-Sacerdote poderia adentrar no templo. Estando ele em pecado, morreria instantaneamente.

Outros relatos Bíblicos se referem ao roubo da arca por outros povos inimigos de Israel, que sofreram chagas e doenças enquanto tinham a arca em seu poder. Homens que a tocavam que não eram levitas ou sacerdotes morriam instantaneamente.

Função e simbologia

A partir do momento em que as tábuas dos Dez Mandamentos foram repousadas no interior da Arca e esta foi fechada, ela é tratada como o objeto mais sagrado, como a própria representação de Deus na Terra. A Bíblia relata complexos rituais para se estar em presença da Arca dentro do Tabernáculo (o que normalmente era feito por Moisés ou algum sacerdote levita).

Segundo os relatos, Deus revelava-se como uma figura etérea que se manifestava sobre os querubins que esticavam suas asas sobre a Arca. Tocar a Arca era um ato de atrevimento punido severamente, e a Bíblia conta de alguns casos em que pessoas tiveram morte instantânea apenas por tocar na Arca (em I Samuel, um israelita tenta agarrar a Arca que está caindo no chão, e mesmo assim é morto). Os varais permitiriam que ela fosse transportada sem que fosse tocada.
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MensagemAssunto: Re: GRANDES MISTÉRIOS - O Templo de Salomão   Ter Fev 09, 2010 10:33 pm

O Templo de Salomão - IV

Energia Cósmica, Magia, Ciência e Tecnologia

Vejamos. Temos a água, a terra, o ar (pois os sacrifícios e os atos de culto se realizavam ao ar livre, isto é no espaço contínuo do "céu"); mas nos falta o outro fator essencial: o fogo, o raio, a força energética e cósmica, a radiação que tudo o transforma. Em uma palavra nos falta o deus mesopotâmico que os sumérios chamavam En-lil, o vento cósmico. a radiação cósmica. Pois bem, Salomão e Hiram haviam entendido que o raio descarrega preferencialmente no metal, e que o melhor modo de atraí-lo era "fabricar pára-raios sagrados" capazes de processar sua força. E além disso, não eram de metal os meteoritos procedentes do espaço?; não se esquentam mais os metais que as pedras expostas aos raios do sol? Sendo assim, o raio e as radiações "magnetizam". Vejamos o que acontece com a água. O sol carrega diretamente de magnetismo a água como a todo outro corpo, e a polaridade resultante será negativa, também o resplendor da lua magnetiza a água, e a polaridade também resultará negativa. Os cristais carregam a água de magnetismo, que emana de seus pólos e correspondem a ambas as polaridades. O imã carrega de magnetismo a água, e este emanará de cada um dos dois pólos. A água pode ser carregada magneticamente por indução elétrica, seja positiva, seja negativamente, segundo a direção da corrente. Todo corpo que seja submerso na água a carrega de magnetismo positivo. O magnetismo resultante de um processo químico carregará a água com sua polaridade própria. Se fontes tão diversas podem carregar magneticamente a água, será oportuno recordar que nosso organismo é composto em grande parte de água (uns 70%), portanto o ser humano não seria mais que um caso especial da magnetização da água.

Eletromagnetismo e magia

Quando se fala de magnetismo, é impossível não falar de eletricidade, de fenômenos elétricos, de correntes elétricas e do modo de produzi-las, de diferenças de potenciais, de tensões, de eletrolitos, de eletrodos, de íons, de elétrons, de intercâmbios quânticos, do efeito fotoelétrico... Desde sempre suspeitou-se que a antiga magia de alguma maneira tinha algo que ver com o eletromagnetismo e que a alquimia, no fundo, perseguia o ideal das reações termonucleares. E no entanto nunca, por complexo de superioridade, foi abordada a perspectiva de averiguar se por casualidade gente como Salomão e demais ocultistas, à vista dos dispositivos e materiais que usavam, e das "idéias acerca da natureza e vida do universo, assim como de sua origem", (dos conceitos de energia, formas de energia, transformação de energia, ondas, eletrons, fotons, átomos, moléculas, campos elétricos e magnéticos de forças, etc., em definitivo; eles foram os autores, assim como de radiações, transmutações, acção de distância, etc.) não eram considerados "magos" por dominar esses conhecimentos e aplicá-los a utilidades práticas, conforme tecnologias simples.

Magia e ciência

Não nos esquecemos, acerca do que cabe pensar de sua fama de "magos", que na realidade todos os homens de ciência, possuidores de alguns conhecimentos e algumas técnicas que estão longe do alcance do saber vulgar e comum das massas, aos olhos destas realizam prodígios "mágicos". E que a história é melhor manifestada pelos "homens de letras que de ciência", ou melhor, pessoas cuja inteligência não se encontra precisamente dedicada a averiguar os mistérios da física, da química e da biologia, ramos do saber que frenqüentemente os encontram a nível de analfabetos e semianalfabetos.

Existem indícios sérios de que o grande saber oculto, de Salomão neste caso, fosse oculto porque era ininteligível para a imensa maioria dos homens de sua época, e que esse saber, era escarvado em busca do sentido recôndito das religiões sumérias e egípcias das épocas mais longínquas, se fossem decifradas as analogias das linguagens e relatos míticos, indubitavelmente posteriores, ou obra de pessoas não versadas em matéria, aparece simples e majestosamente como ciência, experimental, teórica e aplicada.

A aquisição do conhecimento

Costuma-se objetar, a propósito, que é impossível que homens vivos há milhares de anos possam ter usado sua inteligência de maneira semelhante aos cientistas de nossos dias "porque careciam de meios e de métodos", e todo o mundo se cala, porém resulta que a objeção somente aparentemente tem força, e em seguida vamos ver como não é mais que um sofisma. Abordemos a questão por partes. Primeiro, qualquer ser humano, no momento de nascer, e da mesma forma que nasça em 1986 ou tenha nascido no ano 20000 a.C., não possui ciência infusa nenhuma. Enquanto indivíduo, possui "curiosidade de saber" e capacidade de observação. A sociedade em que nasceu lhe "ensina", porém nem todos se conformam com receber passivamente "os saberes oficiais de sua época"; sempre existe quem não ache satisfatórias as explicações e as respostas que são en- sinadas, não por espírito de contradição, mas porque obviamente descobre que não são mais que hipóteses dogmatizadas, pontos de vista parciais, aparentemente sólidos não por vera- cidade essencial, mas por virtude de coerência lógico-sistemática-estrutural.

Ciência e tecnologia heterodoxas

Esta vitalidade crítico-construtiva do ser humano não é monopólio da sociedade ocidental do século XVII e seguintes; e se não a ver como foram construídas as pirâmides e as máquinas a vapor e a ar comprimido dos egípcios, ou as pilhas elétricas de Bagdá, ou os discos magnéticos da Mongólia, ou a cartografia suméria e egípcia, etc. Por arte de magia? Como se conheceu a astronomia e foram confeccionados os calendários astronômicos? Para que foram feitas as lentes telescópicas da Mesopotâmia, da Austrália central e da civilização pré-incáica? Como foi possível a metalurgia e a navegação, se consta que a bússola e o magnetismo não eram nenhum mistério para os antigos? Tudo isso foi realizado não racionalmente, por "azar", assistematicamente, por "acaso"? Tudo isso foi feito usando ordenadamente, isto é, com método, a inteligência e as observações e dados recolhidos por esta. E quanto à questão de que não dispunham, em épocas longínquas, de aparelhos e instrumentos, a coisa dá um pouco de riso. Sejamos sinceros. De quais instrumentos dispunham Galvani, Volta, Galileu, Faraday, Franklin, Edison, etc.? Ninguém pretende tirar destes grandes personagens da história de nossa Ciência a glória que merecem, porém se eles conseguiram realizar suas decisivas descobertas com instrumentos mínimos, precários, etc., se a Newton foi suficiente refletir sobre o porque caiu uma maçã sobre sua cabeça para tirar da manga a teoria da gravitação universal, porque não conceder a pensadores de épocas longínquas, vistos os resultados práticos de sua ciência em obras e realizações, a mesma capacidade de efetuar descobertas e configurar teorias científicas idênticas, análogas ou semelhantes às que efetuaram os pioneiros e fundadores do saber científico de nosso tempo e de sua tecnologia derivada?

As Quatro Grandes Colunas do Conhecimento Gnóstico

“Investigamos nas fontes da China, nas obras sânscritas da Índia, nos velhos manuscritos tibetanos... Nos preocupamos pelo estudo das peças arqueológicas, investigamos profundamente muitos códices, analisamos a sabedoria das antigas civilizações, realizamos estudos comparativos entre o México, Egito, Índia, Tibete, Grécia, etc., etc., e chegamos à conclusão de que a Sabedoria Universal é sempre a mesma, só mudam seus aspectos, de acordo com os povos, nações e línguas.” (Samael Aun Weor, na conferência: “Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos?”)

A FILOSOFIA

Realmente a Gnose, como filosofia, implica sempre uma mensagem, uma orientação, um ensinamento dirigido sempre para a Consciência do ser humano, que convida o homem à reflexão consciente. A filosofia gnóstica busca sempre, mediante uma reflexão serena, elevar o homem às alturas do Real Ser (o divino que existe em cada criatura humana).

O gnóstico filósofo ama a sabedoria e busca sem descanso a verdade que existe em suas profundezas mais íntimas.

Quando se fala de filosofia, é um grave erro referir-se apenas à filosofia dos antigos gregos, à filosofia de um Platão, um Sócrates ou um Sólon.

Realmente, como filosofia, a Gnose é uma atividade muito natural da Consciência e brota, como já afirmamos, de diversas latitudes. Aqueles que pensam que sua origem está unicamente na Grécia, na Pérsia, no Iraque ou na Palestina, ou na Europa medieval, estão equivocados; a Gnose, como Philosophia Perennis et Universalis, se encontra em qualquer obra hindu, em qualquer pedra arqueológica etc.

Chegou a hora de compreender que em todos os países do mundo palpita a sabedoria oculta. Chegou a hora de entender que sob as pirâmides do Egito floresceu a sabedoria dos hierofantes. Chegou o momento de saber que nas pirâmides de Teotihuacan ainda se escuta o Verbo que ressoa dos antigos mestres de Anahuac...

Em nome da verdade, temos que dizer que a sabedoria cósmica vibra e palpita em tudo o que foi, é e será.

Através do tempo, distintos Hierofantes do saber resplandeceram na noite profunda de todas as idades; ora Hermes Trismegisto, o Três Vezes Grande Deus Íbis de Thot, gravando sua sapiência na Tábua Esmeraldina; ora os grandes sábios da antiga Grécia, ensinando às multidões nos Mistérios de Eleusis; ora os sacerdotes Incas, que brilharam como sóis resplandecentes no Alto Cuzco do Peru; ora a sapiência soberana dos grandes iniciados de Anahuac.

Sim, por aqui, lá e acolá resplandece a sabedoria de todas as idades, a sabedoria oculta.

Este é um momento de confusão; a humanidade se encontra em estado caótico, há crise mundial e bancarrota de todos os princípios éticos e morais. As pessoas se lançaram à guerra, uns contra outros e todos contra todos.

Nestes momentos, não nos resta mais remédio que aprofundar-nos na sabedoria do passado, extrair dos códices a orientação precisa para guiar-nos no momento presente, beber na fonte tradicional da augusta sabedoria da natureza, buscar as vertentes originais da sapiência cósmica.

Este, amigo leitor, é o propósito da Antropologia Gnóstica. Mediante um estudo amplo, a Antropologia Gnóstica busca redefinir aqueles PRINCÍPIOS ÉTICOS que constituem a pedra fundamental das grandes culturas do passado.

A Antropologia Gnóstica é uma Antropologia Psicoanalítica. Podemos, por meio da psicoanálise, extrair de cada peça (nicho, pirâmide, tumba etc.), os princípios psicológicos contidos em tais peças.

Através da Antropologia Gnóstica, conhecemos os distintos cenários do mundo, esquadrinhando neles os arcanos ou segredos que, de forma transcendente, lancem luz sobre os controvertidos enigmas da existência.

Chegou o momento em que devemos voltar a estudar os ensinamentos do passado, mas com a visão correta, sabendo extrair, da letra morta, o espírito que dá vida.

É evidente, contudo, que sem uma prévia informação sobre Antropologia Gnóstica, será mais que impossível o estudo rigoroso das diversas peças antropológicas das culturas Asteca, Tolteca, Maia, Egípcia etc.

Em questões de “antropologia profana” (desculpem-me a similitude), se se quer conhecer resultados, deixe-se um macaco, símio ou mico em plena liberdade dentro de um laboratório e observe-se o que acontece.

Os códices mexicanos, papiros egípcios, tijolos assírios, pergaminhos do Mar Morto, estranhos pergaminhos, templos antiquíssimos, monólitos sagrados, velhos hieróglifos, pirâmides, sepulcros milenares, etc., oferecem, em sua profundidade simbólica, um sentido Gnóstico que, definitivamente, escapa à interpretação literal e que nunca teve um valor explicativo de índole exclusivamente intelectual.

O racionalismo especulativo dos antropólogos e historiadores modernos, em vez de enriquecer a linguagem, a empobrece terrivelmente, já que os relatos gnósticos, escritos ou alegorizados em qualquer forma artística, orientam-se sempre para o SER. E é nesta interessantíssima linguagem da Gnose, semi-filosófica e semi-mitológica, onde se apresentam uma série de invariantes extraordinárias, símbolos com um fundo esotérico que falam à Consciência em silêncio. Bem sabem os Divinos e os humanos que “o silêncio é a eloquência da Sabedoria”.

A ARTE

Existem dois tipos de arte: primeiro, a arte subjetiva que a nada conduz; segundo, a Arte Régia da Natureza, a arte objetiva, real, transcendental.

Obviamente, esta última arte contém em si mesma preciosas verdades cósmicas... Esta, amigos, é a arte gnóstica, a arte que encontramos em todas as peças antigas, nas pirâmides e nos velhos obeliscos, nos hieróglifos e nos baixos-relevos do Egito dos Faraós, em todas as obras do México antigo, nas relíquias arqueológicas dos Maias, Astecas, Zapotecas, Toltecas, etc.; nos velhos pergaminhos da Idade Média, nas pinturas e esculturas de Michelangelo; na música de Beethoven, Mozart, Lizst, Richard Wagner, nas obras da literatura universal, a Ilíada de Homero, a Divina Comédia de Dante etc.

Indubitavelmente, a arte gnóstica se baseia na “Lei do Sete”, na “Lei do Eterno Heptaparaparshinock” (a lei que põe em ordem todo o criado: os sete dias da semana, as sete cores do prisma, as sete notas musicais etc.).

Quando se descobre qualquer relíquia, qualquer peça arqueológica, normalmente se pode observar certas inexatidões intencionais, pequenas rupturas que quase sempre são atribuídas à picareta dos trabalhadores. Em todo caso, qualquer inexatidão dentro da “Lei do Sete” foi colocada intencionalmente, como para indicar-nos que ali, naquela peça, se transmite à posteridade um ensinamento, uma doutrina, uma verdade cósmica.

Com as pinturas acontece a mesma coisa; a “Lei do Sete” domina todas essas pinturas antigas. Todas as gravuras e desenhos dos astecas, maias, egípcios, fenícios, etc., transmitem preciosos ensinamentos. Também encontramos belas representações de grandes ensinamentos em todos esses velhos quadros medievais, nas catedrais góticas etc.

Recordemos a Gioconda, por exemplo. Nessa magna obra podemos ver a Divina Mãe, “Stella Maris”, como diziam os alquimistas medievais, a Virgem do Mar, que guia sabiamente os trabalhadores da Grande Obra. Entre os astecas ela é Tonantzin, entre os gregos é a casta Diana, entre os egípcios é Ísis, a Mãe Divina, a quem nenhum mortal levantou o véu... Não é demais aclarar de forma enfática que cada um de nós tem sua própria Mãe Divina particular, individual.

Realmente devemos afirmar que a Arte Régia da Natureza é um meio transmissor dos ensinamentos cósmicos.

As danças sagradas, por exemplo, eram verdadeiros livros informativos que transmitiam deliberadamente certos conhecimentos cósmicos transcendentais.

Os dervixes dançantes não ignoravam as “sete tentações” mutuamente equilibradas dos organismos vivos.

Os dançarinos antigos conheciam as sete partes independentes do corpo e sabiam muito bem o que são as sete linhas distintas do movimento. Os dançarinos sagrados sabiam muito bem que cada uma das sete linhas do movimento possui sete pontos de concentração dinâmica.

Os dançarinos da Babilônia, da Grécia e Egito não ignoravam que tudo isto cristalizava no átomo dançarino e no planeta gigantesco que dança ao redor de seu centro de gravitação cósmica.

Se pudéssemos inventar uma máquina que imitasse com plena exatidão todos os movimentos dos sete planetas de nosso sistema solar ao redor do sol, descobriríamos com assombro o segredo dos dervixes dançantes. Realmente, os dervixes dançantes imitam, com perfeição, todos os movimentos dos planetas ao redor do Sol.

As danças sagradas dos templos do Egito, Babilônia, Grécia, etc., vão ainda mais longe, transmitindo tremendas verdades cósmicas, antropogenéticas, psicobiológicas, matemáticas etc.

O sábado, o dia do teatro, o dia dos Mistérios, foi muito popular nos antigos tempos. Então se apresentavam dramas cósmicos maravilhosos.

O drama serviu para transmitir aos iniciados valiosos conhecimentos. Por meio do drama, transmitiu-se aos iniciados diversas formas de experiência do Ser e manifestações do Ser.

Entre os dramas, o mais antigo é o do Cristo Cósmico. Os iniciados sabiam muito bem que cada um de nós deve converter-se no Cristo de tal drama, se é que de verdade aspiramos o Reino do Super-Homem.

Os dramas cósmicos se baseiam na “Lei do Sete”. Certos desvios inteligentes de tal lei, como dissemos, foram sempre utilizados para transmitir ao neófito conhecimentos transcendentais.

Em música, é bem sabido que certas notas podem produzir alegria no centro pensante, outras podem produzir tristeza no centro sensível e, por último, outras podem produzir religiosidade no centro motor.

Realmente, os velhos Hierofantes jamais ignoraram que o conhecimento íntegro somente pode ser adquirido com os três cérebros; um só cérebro não pode dar informação completa.

A dança sagrada e o drama cósmico, sabiamente combinados com a música, serviram para transmitir aos neófitos tremendos conhecimentos arcaicos de tipo cosmogenético, psicobiológico, físico-químico, metafísico, etc.

Cabe aqui mencionar também a escultura. Esta foi grandiosa em outros tempos. Os seres alegóricos cinzelados na dura pedra revelam que os velhos Mestres não ignoraram nunca a “Lei do Sete”.

Recordemos a Esfinge de Gizé, no Egito. Ela nos fala dos quatro elementos da natureza e das quatro condições básicas do Super-Homem.

Contudo, conforme o ser humano se precipitou pelo caminho da involução e da degeneração, conforme foi se tornando cada vez mais e mais materialista, seus sentidos também foram se deteriorando e degenerando, e o amor pela verdadeira sabedoria, como é lógico, foi desaparecendo.

Depois da Segunda Guerra Mundial nasceram a filosofia e a arte existencialistas. Quando vimos os atores existencialistas em cena, chegamos à conclusão de que são verdadeiros doentes, maníacos e perversos.

Os artistas de cada nova geração se converteram em verdadeiros apologistas da dialética materialista. Todo alento de espiritualidade desapareceu da arte ultramoderna.

Está comprovado pela observação e experiência que a ausência de valores espirituais produz degeneração.

Os artistas modernos já nada sabem sobre a “Lei do Sete”, nada sabem de Dramas Cósmicos, nada sabem sobre as Danças Sagradas dos antigos Mistérios.

A pintura atual, a música, a escultura, o drama, etc., não são senão o produto da degeneração.

Já não aparecem no cenário os iniciados de outros tempos, as dançarinas sagradas, os verdadeiros artistas dos grandes tempos. Agora só aparecem nos palcos autômatos doentes, cantores degenerados, rebeldes sem causa.

Os teatros ultramodernos são a antítese dos teatros sagrados dos grandes mistérios do Egito, Grécia, Índia etc.

A arte atual é tenebrosa, é a antítese da Luz, e os artistas modernos são tenebrosos.

A pintura surrealista e marxista, a escultura ultramoderna, a música afro-cubana e as bailarinas modernas são o resultado da degeneração humana.

Os rapazes e moças das novas gerações recebem, por meio de seus três cérebros degenerados, dados suficientes para converterem-se em estelionatários, ladrões, assassinos, bandidos, homossexuais, prostitutas, etc.

Ninguém faz nada para acabar com a arte ruim e tudo caminha para uma catástrofe final por falta de uma Revolução da Dialética...

A CIÊNCIA

Quando falamos em ciência, pensamos na Ciência Pura, não nessa podridão de teorias que hoje abundam por toda parte; ciência pura como a da Grande Obra, a ciência dos alquimistas medievais; ciência pura como a de um Paracelso ou a de um Paulo de Tarso; ciência pura como a que utilizaram Jesus ou Moisés para realizar prodígios.

A ciência pura é experiência direta, vívida e real. A ciência pura é ética superior, análise posta a serviço do SER.

A ciência destes tempos é uma ciência falsa, uma ciência cheia de interesses personalistas; uma ciência que não respeita os interesses espirituais do ser humano; uma ciência onde o fim justifica os meios, ainda que estes incluam o sofrimento físico e psicológico de qualquer criatura vivente; uma ciência para a qual a palavra “progresso” serve para justificar as mais terríveis atrocidades.

Além disso, a ciência de hoje em dia é uma ciência que afirma dogmaticamente uma tese e amanhã, com essa soberba que a caracteriza, afirma totalmente o contrário. Uma ciência cheia de contradições, que paradoxalmente diz acreditar só no que vê e, não obstante, sustenta com firmeza hipóteses absurdas que nunca foram comprovadas. Esta é a ciência moderna...

Atualmente, estão sendo feitos certos comentários muito simpáticos. A ciência materialista inventa todos os dias novas hipóteses. Estabeleceu-se uma cadeia curiosa e ridícula por excelência com relação aos nossos possíveis antepassados. Como rei dessa cadeia aparece o tubarão, do qual descendem, segundo dizem os antropólogos, os lagartos. Teoria que chega a ser ridícula, não?

Depois, prosseguem com o famoso oposum, criatura similar ao crocodilo, um pouquinho mais evoluída segundo enfatizam. Daí passam, seguindo o curso da grande cadeia de maravilhas, para certo animalzinho ao qual se tem dado muita importância. Refiro-me de forma enfática aos lêmures. Atribuem-lhes uma placenta discoidal, questão que é refutada pelos zoólogos.

Contradições gigantescas são encontradas nos labirintos da falsa ciência, que prossegue dizendo que dos lêmures, que podem ter existido há uns 150 milhões de anos, descende por sua vez o macaco e, por fim, o gorila. Nessa fantástica cadeia, o gorila é o nosso antecessor imediato, o predecessor do homem.

Alguns antropólogos não deixam de encaixar nestas questões o pobre rato, e até querem inclui-lo nesta cadeia. Como? De que maneira? Procuram semelhanças, querem fazer crer que a forma da cabeça e da boca do tubarão dá origem a outros mamíferos, entre eles o irmão rato.

Isso de que certos traços do rosto se parecem não pode servir de base para a hipótese de uma possível descendência. Isso é no fundo tão empírico como supor que o homem foi feito de barro, no sentido literal, sem perceber que a frase tem um sentido simbólico.

Onde estão os elos? Como é possível que do esqualo, sem mais nem menos, da noite para o dia ou através de uns quantos séculos, apareça o lagarto? Milhões de anos se passaram e os tubarões continuam tranquilos. Nunca se viu nascerem novos lagartos de uma espécie de tubarão, seja no Atlântico ou no Pacífico.

Contudo, não são eles por acaso os senhores da ciência materialista, que dizem que não acreditam senão no que vêem, que não aceitam nada que não hajam visto? Que terrível contradição! Acreditam em suas hipóteses e nunca as viram.

São esses mesmos cientistas modernos os que se opõem a essa questão das dimensões superiores da natureza e do cosmos. A que se deve isso? Simplesmente a que suas mentes estão decrépitas, degeneradas, não conseguem ver além de seus narizes, isso é óbvio.

Que existe uma quarta coordenada, uma quarta vertical, é inegável, mas isso incomoda os materialistas. No entanto, Einstein aceitou a quarta dimensão.

Em matemática, ninguém pode negar a quarta vertical. Mas os materialistas desta época nem sequer consideram que possa existir outra dimensão ou dimensões superiores na natureza. Querem, à força, que nos encerremos ou nos auto-encerremos todos no mundo tridimensional de Euclides. E, devido a essa falsa posição absurda, o avanço da física está completamente paralisado.

A estas horas, já deveriam existir naves cósmicas capazes de viajar através do infinito, mas tal aspiração não seria possível enquanto a física continue engarrafada no dogma tridimensional de Euclides.

Não está longe o dia em que estas dimensões da Natureza poderão ser vistas através de sofisticados aparelhos de ótica. Mas até esse dia chegar, seguramente nós, os antropólogos gnósticos, teremos que suportar a mesma zombaria que Pasteur suportou quando falava de seus micróbios.

Mas um dia essas dimensões serão perceptíveis por meio da ótica e então a zombaria acabará. Já estão sendo feitas experiências para transformar as ondas sonoras em imagens e, quando isto for feito, poderemos ver todos os processos evolutivos e involutivos da Natureza. Então o Anticristo da falsa ciência será desnudado diante do veredicto solene da consciência pública.

Assim, existem dois tipos de ciência: a ciência profana e a ciência pura. Na ciência pura não existem teorias, mas fatos. Se eu dissesse a vocês que o Conde Saint-Germain viveu durante os séculos 15, 16, 17, 18 e 19 e que ainda vive, vocês me achariam louco. Conheço o Conde Saint-Germain, e dou testemunho disso. Vive sim, sustentado por uma ciência que vocês não conhecem, a ciência pura, a ciência do Super-Homem, a ciência que conhecem os extraterrestres que viajam através do espaço infinito, a ciência dos senhores da vida e da morte, a ciência daqueles que abriram a Mente Interior...

Aqueles que ainda não abriram sua Mente Interior se baseiam somente em teorias, em hipóteses que não comprovaram. Por que teríamos que aceitar todas as utopias materialistas? Por que teríamos que aceitar o dogma da evolução, o dogma tridimensional? Por que teríamos nós que viver dentro do mundo das hipóteses?

O cientista gnóstico tem sistemas diferentes para a investigação; temos disciplinas especiais que permitem ao ser humano pôr em atividade certas faculdades latentes no cérebro, certos sentidos de percepção completamente desconhecidos para a ciência materialista e que permitem verificar diretamente todas estas interrogações...

A RELIGIÃO

Se fizermos um estudo comparativo das grandes religiões, descobriremos que todas elas descansam sobre os mesmos pilares.

RELIGIÃO provém do termo “RELIGARE”, ou seja, o objetivo fundamental de todo princípio religioso é “re-ligar-se”, voltar a se unir com sua própria Divindade, regressar ao ponto de partida original, ao SER da filosofia experimental.

Realmente, de fato, somente existe UMA só RELIGIÃO, ÚNICA E CÓSMICA. Esta religião assume diferentes formas religiosas segundo os tempos e as necessidades da humanidade.

Portanto, as lutas religiosas são absurdas, porque no fundo todas são unicamente modificações da RELIGIÃO CÓSMICA UNIVERSAL.

Isso que estamos afirmando tem seu máximo expoente na enorme semelhança simbólica e teológica de todas as religiões.

É evidente o amor que todas as instituições místicas do mundo inteiro sentem pelo Divino: ALÁ, BRAHMA, TAO, ZEN, I.A.O., INRI, MÔNADA, SER, DEUS etc.

Os Mártires, Santos, Virgens, Anjos e Querubins são os mesmos Deuses, Semideuses, Titãs, Sílfides, Cíclopes e Mensageiros da mitologia pagã.

A trimurti cristã, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, tem seu expoente em todas as trimurtis religiosas: Osíris, Ísis e Hórus, no Egito; Brama, Vishnú e Shiva, na Índia; Kether, Chokmah e Binah, na Cabala etc.

Todos os cultos têm seus Céus (dimensões superiores, Aeons da Cabala hebraica) e sua contraparte, os Infernos, conhecidos também como “Averno” (romano), “Tártaro” (grego), “Patala” (indiano), “Mixtlán” (asteca), “Xibalbá” (maia) etc.

Entre os Persas, Cristo é Ormuzd, Ahura-Mazda, o terrível inimigo de Arimã (o Satã que levamos dentro de nós). Entre os hindus, Krishna é o Cristo. O evangelho de Krishna é muito semelhante ao de Jesus de Nazaré. Entre os Egípcios, Cristo é Osíris, e todo aquele que O encarnava era, de fato, um Osirificado. Entre os Chineses é Fu-Hi, o Cristo Cósmico, que compôs o “I-Ching”, O Livro das Leis, e nomeou ministros dragões. Entre os gregos, o Cristo chamava-se Zeus, Júpiter, O Pai dos Deuses. Entre os astecas é Quetzalcoatl, o Cristo mexicano. Nos Eddas germânicos é Balder, o Cristo que foi assassinado por Hoder, Deus da Guerra, com uma flecha de agárico. Assim, poderíamos citar o Cristo Cósmico em milhares de livros arcaicos e velhas tradições que vêm de milhões de anos antes de Jesus.

Maria, a Mãe de Jesus, é a mesma Ísis, Juno, Deméter, Ceres, Maya, Tonantzin, etc., que recebem seu filho em uma imaculada concepção. Fu-Hi, Quetzalcoatl, Buda e muitos outros são o resultado de imaculadas concepções, que são realmente abundantes em todos os cultos antigos.

Maria Madalena é, fora de qualquer dúvida, a mesma Salambo, Matra, Ishtar, Astarté, Afrodite e Vênus de todas as religiões. Maria Madalena, a pecadora arrependida, é a mesma Gundrígia, a Kundri do drama wagneriano.

Todos os cultos antigos tentaram conduzir o homem à ÚNICA GRANDE VERDADE, e por isto é assombrosa a grande semelhança entre todas as formas religiosas, a repetição de símbolos, idéias etc.

Frases como: ”eu estou com a verdade” ou “minha religião é a única que serve” denotam soberba e uma supina ignorância.

Contudo, seguindo esta ordem de idéias, temos que levar em conta uma coisa extremamente importante: todos os preceitos, ensinamentos ou indicações dos cultos religiosos de nada servem, se não os experimentamos em nós mesmos...

Por isso, em questões de religião, estudamos a religiosidade em sua forma mais profunda. A Gnose estuda a Ciência das Religiões.

A religiosidade que possuímos é altamente científica. A Gnose não se conforma com aceitar a existência de um Deus sentado em um trono, julgando os vivos e os mortos. O gnóstico cria a fé a partir da experiência, da vivência, da comprovação, não de teorias.

Nos tempos atuais, a religião se divorciou da ciência e a ciência da religião. Uns lutam contra outros e outros contra uns. Todos se sentem de posse da verdade, ninguém se sente equivocado.

Contudo, a religião que despreza a ciência é uma religião oca, cem por cento fanática e dogmática. A ciência que rejeita a religião é uma ciência materialista, ateísta, carente totalmente de valores e princípios.

O bálsamo procurado por quem quer a verdade não está nos opostos. Tese e antítese devem tender à síntese; devemos entrar em um espiritualismo científico e uma ciência espiritual. É necessário deixar de lado o dualismo conceitual, é urgente e inadiável filiar-nos a um monismo transcendental, é necessária uma ciência religiosa e uma religião científica.

A Magia

Magia (não confundir com mágica ou truque), antigamente chamada de "Grande ciência satanica", é uma ciência oculta que estuda os segredos da natureza e a sua relação com o homem, criando assim um conjunto de teorias e práticas que visam ao desenvolvimento integral das faculdades internas espirituais e ocultas do Homem, até que este tenha o dominio total sobre si mesmo e sobre a natureza. A magia tem características ritualísticas e cerimoniais que visam a entrar em contato com os aspectos ocultos do Universo e da divindade. A etimologia da palavra Magia, provém da Lingua Persa, magus ou magi, significando tanto imagem quanto "um homem sábio". Também pode significar algo que exerce fascínio, como por exemplo quando se fala da "magia do cinema".

Origem e história

Há registros de práticas mágicas em diversas épocas e civilizações. Supõe-se que o caçador primitivo, entre outras motivações, desenhava sua presa na parede da caverna antevendo o sucesso da caça. Adquiriu o ritual de enterrar os mortos. Nomeou as forças da natureza que (provisoriamente) desconhecia, dando origem à primeira tentativa de compreensão da realidade, o que chamamos de mito.

Segundo o Novo Testamento bíblico, por exemplo, são três Magos os primeiros a dar as boas vindas ao Messias recém-nascido. No Velho Testamento, há a disputa mágica entre Moisés e os Magos Egípcios. Nos Vedas, no Bhagavata-Gita, no Alcorão, nos diversos textos sagrados existem relatos similares.

Praticamente todas as religiões preservaram suas atividades mágicas ritualísticas, que se confundem com a própria prática religiosa - a celebração da Comunhão pelos católicos, a incorporação de entidades pelos médiuns espíritas, a prece diária do muçulmano voltado para Meca ou ainda o sigilo (símbolo) do Orixá riscado no chão pelo umbandista.

Os antigos acreditavam no poder dos homens e que através de magia eles poderiam comandar os deuses. Assim, os deuses são, na verdade, os poderes ocultos e latentes na natureza.

Durante o período da Inquisição, os magos foram perseguidos, julgados e queimados vivos pela Igreja Católica, pois esta acreditava que a magia estava relacionada com o diabo e suas manifestações.

A magia, segundo seus adeptos, é muitas vezes descrita como uma ciência que estuda todos os aspectos latentes do ser humano e das manifestações da natureza. Trata-se assim de uma forma de encarar a vida sob um aspecto mais elevado e espiritual. Os magos, através de diversas atividades místicas e de autoconhecimento, buscam a sabedoria sagrada e a elevação de potencialidades do ser-humano.

A magia seria também a ciência de simpatia e similaridade mútua, como a ciência da comunicação direta com as potências supernaturais, um conhecimento prático dos mistérios ocultos na natureza, intimamente relacionada as disciplinas ditas ocultas, como o hermetismo do antigo Egito, como a Alquimia, a Gnose, a Astrologia. Para Aleister Crowley, "a arte e a ciência de causar Mudanças com o Desejo".

No final do século XIX ela teve um renascimento, principalmente após a publicação do livro "A Doutrina Secreta" de Helena Petrovna Blavatsky e pela atuação da Ordem Hermética do Amanhecer Dourado ("Hermetic Order of the Golden Dawn"), na Inglaterra, que reviveu a magia ritualística e cerimonial.
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MensagemAssunto: Re: GRANDES MISTÉRIOS - O Templo de Salomão   Dom Fev 28, 2010 8:27 pm

O Templo de Salomão - V

O Templo Esoterico, Simbolos e Revelação

Onde está a raiz do esoterismo ocidental? No gnoticismos ou na escrituração hebraica? Está claro que o hermetismo tem origem gnóstica, mas também está fora de dúvida que a Cabala é puramente hebráica. Ambos os sistemas esotéricos têm uma característica comum: a crença segundo a qual o iniciado, situando-se por cima do saber comum e penetrando no autêntico significado da realidade natural, poderá alcançar o conhecimento do Universo. E em ambos os esoterismos vale o mesmo preceito: Ai, daquele que interpreta literalmente os textos em que são ocultados os sublimes segredos! A pena é que o afã pela magia, em finais da Idade Média e sobretudo no Renascimento, produziu uma simbiose entre as duas fontes esotéricas muito dificilmente demarcável.

A força divina dos símbolos

No entanto, para nossos propósitos, acreditamos mais conveniente, visto que começamos com a construção do Templo de Salomão, tentar uma explicação descritiva do que os esoteristas ocidentais buscavam seguindo a trajetória da tradição cabalista, tanto mais que ao surgir uma cabala cristã na Idade Média, sob ela foram amparadas outras disciplinas, e até seitas, com a tolerância da Igreja.

O instrumento primário dos cabalistas era a crença de que as letras hebráicas, com as quais foram escritos os Livros Sagrados, não são simplesmente sinais inventados pelo homem para registrar coisas, acontecimentos e pensamentos. As letras hebráicas, e os números que também representavam, seriam sinais que contêm "força divina", como explica Agripa de Nettesheim, de forma que tarefa do cabalista seria o decifrar seu significado oculto mediante métodos que são remontados aos fundadores de tal arte interpretativa.

Significado da revelação

Mas, quem foram tais fundadores? Existem várias tradições sobre a questão. Em alguns textos cabalísticos se diz que Deus próprio revelou os métodos a Adão, pois recebeu do "anjo Raziel" a chave do "código secreto". Por estranhos e inexplicados caminhos, este livro de Raziel chegou às mãos do Rei Salomão, que o teria utilizado para submeter à sua vontade a terra e o inferno. Dali sua grande sabedoria "teológica" e "demonológica", que a tradição legou descrevendo-o com sua "lâmpada mágica" e seu "famoso sinete" que o permitiam mandar nos espíritos infernais, sentado em seu trono de marfim entre dois leões esculpidos sobre os quais estavam dois entalhes de águia. A seu mando os leões rugiam e as águias desprendiam as asas para protegê-lo. Entre os magos do renascimento, circulavam muitos textos "originais" de suas terríveis fórmulas, todos de palavras hebráicas escritas em caracteres latinos. Também seu sinete "autêntico" reproduzia o desenho dos símbolos a traçar para evocar, segundo recomenda Pedro de Abano, aos "espíritos aéreos", operação a realizar com "lua crescente". O mesmo autor também recomenda encarecidamente outro desenho salomônico, para invocar aos espíritos benignos na hora primeira do primeiro domingo de primavera.

A interpretação cabalística

Outra tradição, narra que o codigo para decifrar, chamado Livro de Yetzirah, deve atribuir-se a Abrahão, porém outra fonte diz que quem o obteve sobrenaturalmente foi Moisés no monte Sinai, quando lhe entregaram as Tábuas da Lei, e em tal ocasião o Senhor lhe havia recomendado o seguinte: "à Lei a revelarás, ao código o manterás secreto".

Os livros cabalistas mais recentes, no entanto, são atribuídos ao período gaônico, que vai de 591 a 1038 d.C., da Babilônia, onde os "geonim", isto é, os iniciados israelitas ensinavam aos "mekkubalim", aos discípulos escolhidos, os segredos da interpretação cabalística dos Textos Sagrados. O livro cabalístico mais antigo desta época é o Sefer Yetzirah (a formação), enquanto que o Zohar (a luz) é do século XIII, e deve sua forma definitiva a Moisés de León e é considerado o "livro santo", o "pilar sagrado" da Cabala.

No "Adão Kadmon", na "Midrash", e no "En Soph", está clara a conjução das idéias cabalísticas com as gnósticas e a interpretação esotérica do pitagorismo e do platonismo, pois o interno é, em substância, o de fazer coincidir a ciência acerca do mundo e do homem com a ciência de deus e da ação de deus.

O sentido oculto da Bíblia

Quais são os métodos para dominar o sentido oculto da Bíblia? O primeiro e mais importante deles era algo...nada novo, pois não fazia mais que "imitar" e adaptar à língua hebraica um procedimento típico dos egípcios e dos povos africanos em geral, consistente em "detectar" as palavras e nomes "arcanos", isto é, dotados de poder porque estranhavam duas essencialidades; a natureza e a função das entidades, reconhecível a primeira no sufixo do nome (por exemplo "ele", senhor) e a segunda na raiz (por exemplo São, veneno), pelo qual Samael é o anjo e senhor do mal, Yarhiel é senhor da Lua (Yarh, lua), etc. Detectados estes nomes "secretos" podia ser exercido com eles o "poder da palavra", o "nommo" dos egípcios hoje africanos. Por seu meio eram realizados os prodígios e os milagres, como o realizado, segundo a lenda, no século XVI por Elijah de Chelm, em Praga, quando "fabricou um homem de argila, o Golem, e lhe deu vida escrevendo em sua frente o nome secreto de Deus"; "golem" literalmente significa "matéria informe". Esta mesma façanha foi atribuída a outro rabino de Praga, Judah Lõw ben Bezael, porém este, aterrorizado pelo descomunal crescer de sua "criatura", a matou apagando-lhe da frente o nome arcano. Anteriormente Eleazar de Worms, do século XIII, havia configurado uma fórmula muito mais complicada para fabricar "homens artificiais", idéia que não deixou de tentar a muitos magos do Renascimento e posteriormente, até desembocar no mito literário do doutor Frankestein.

O significado dos anagramas

O segundo método que usavam os cabalistas para suas decifrações consistia em formar anagramas ou em tirar "números", pois em hebreu, como em grego e em latim, as letras tinham valor numérico. Esta técnica de obter os valores numéricos das palavras é conhecido como "gematria" e era complementada com algumas poucas regras: as palavras cujo valor numérico coincidem, são intercambiáveis ou servem para indicar novos significados. Por exemplo, o valor numérico de Yehová (Jeová) é 10, 5, 6, 5, em total 26; no entanto, posto que o nome de Deus não é somente um, os cabalistas deduziram que o mais eficaz deles devia conter 72 letras, e que quem conseguia alcançar seu conhecimento, seria o homem mais sábio da terra. Ultima regra da gematria: podem ser fundidas entre si palavras de valor numérico equivalente para formar novas, obscuras e mais poderosas palavras. A anagramática tinha dois procedimentos. a formação de acrósticos ou "notarikon", e o "ternura" ou formação de anagramas propriamente ditos.

O mais intrigante de toda a documentação esotérica são os "esquemas" ou representações geométricas do sistema do Universo, curiosamente análogas às representações espaciais de "fórmulas de estrutura de química orgânica" ou a "esquemas de circuitos elétricos e eletrônicos".

São a prova secreta de um disfarce teológico que os esoteristas adotaram para continuar trabalhando e pesquisando na linha de pensamento científico-dialético das civilizações pré-gregas, ou são a desesperada tentativa de fazer encaixar aquele em uma teologia dogmática e ética por antonomásia?

Nunca poderemos decifrar este enigma. Não existe maneira.

Invocação Cabalística do Sábio Salomão:

Potências do Reino, colocai-vos sob meu pé esquerdo e em minha mão direita.

As Potências da Árvore Cabalística, de Malacut, transformando meu corpo na letra Aleph, a Unidade.

Glória e Eternidade, tocai meus ombros e levai-me pelos caminhos da vitória.

Glória do mundo elemental, etérico; e Eternidade do mundo astral, equilibrai e levai-me ao mundo da Vitória, ao mundo da Mente. Só se é vitorioso quando se entra dominando a mente.

Misericórdia e Justiça, sede o equilíbrio e o esplendor de minha vida.

O Íntimo e a Consciência, Misericórdia e Justiça, devem equilibrar nossas vidas. Justiça sem misericórdia é tirania; misericórdia sem justiça é conivência divina ao erro. Esse equilíbrio deve fazer nossa vida brilhar, triunfar.

Inteligência e Sabedoria, dai-me a coroa.

Esses 3 Atributos divinos formam o Triângulo Logóico Interno. Inteligência é Binah, o Espírito Santo; Sabedoria é Chokmah, o Cristo e a Coroa são Kether, o Pai Celestial.

Espíritos de Malacut, conduzi-me por entre as duas colunas sobre as quais se apóia todo o edifício do Templo.

Os espíritos de Malacut (o mundo físico) são os Ischin (os Viventes). As duas colunas do templo são as pernas até o Fundamento do Reino, que é o mundo de Yesod, nossos órgãos sexuais. Eles estão entre as duas colunas (as pernas).

Anjos de Netzach e de Hod, afirmai-me sobre a pedra cúbica de Yesod!

Átomos da Mente e das Emoções, equilibrem-se para que eu possa iniciar meus trabalhos em Yesod, o Sexo.

Ó Gedulael! Ó Geburael! Ó Tipheret!

Ó Seres da Sagrada Trindade Ética (Íntimo, Consciência e Causal).

Binael, sede meu Amor.

Seres de Binah, meu Espírito Santo, despertai o Amor por meio da Magia Sexual.

Ruach-Chokmael, sede minha luz!

Espíritos das dimensões de Chokmah, do Cristo, iluminai meu Caminho.

Sê o que tu es e o que tu serás, ó Ketheriel!

Tu, ó Kether, ó Pai, seja a minha Verdade em minha vida.

Cherubim, sede minha força em nome de Adonai!

Seres de Yesod, dai-me a Força por meio da energia sexual, para eu alcançar a Deus (Adonai).

Beni-Elohim, sede meus irmãos, em nome do Filho, o Cristo, e pelas virtudes do Sabaoth.

Filhos dos Ehohim, seres do mundo astral, que eu entre na 5ª dimensão, em nome do Cristo, sempre, que também é pelos poderes do Exército da Palavra.

Elohim, combatei por mim, em nome do Tetragrammaton.

Elohim, Senhores da Mente Cósmica, ajudai a vencer o bom combate (o trabalho interno) equilibrando-me e vencendo nas 4 Provas Elementais.

Malachim, protegei-me em nome de Iod-He-Vau-He!

Seres do mundo causal, protegei-me dos Karmas Negativos pela Lei do 4.

Seraphim, depurai meu amor, em nome de Eloah!

Seres do mundo da Consciência, que eu desperte a minha com a energia do Amor. Avivai meus fogos internos para o despertar da minha consciência.

Hasmalim, iluminai-me com os esplendores dos Elohim e da Shekinah.

Só com a Magia Sexual, o Espírito Santo pode nos iluminar e criar corretamente nossa Shekinah, os 4 Corpos Inferiores equilibrados.

Aralim, obrai! Ophanim, girai e resplandecei.

(Aralim) Divino Espírito Santo, realiza a tua Grande Obra dentro e fora de nós.

(Ophanim) Seres Crísticos, girai como o Sol e iluminai meus caminhos.

Hajoth, ha Kadosh, gritai, falai, rugi, mugi!

Pai de todo o Criado, domina meus 4 corpos inferiores para que eu faça a Tua Vontade.

Kadosh, Kadosh, Kadosh.
Shadai, Adonai, Jot-chavah...


Kadosh significa Santo (Santificado 3 vezes).

Eheie Ashr Eheie significa Eu sou o que Eu Sou!!! Por que ele é santificado (glorificado) por 3 vezes? Kadosh pronunciado 3 vezes nos dá a energia dos mundos superiores, essa energia vem da Santíssima Trindade.

Halelu-Yah, Halelu-Yah, Halelu-Yah
Amén, Amén, Amén...


Salve, Yah! (Eu Sou.)
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MensagemAssunto: Re: GRANDES MISTÉRIOS - O Templo de Salomão   Hoje à(s) 10:57 am

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GRANDES MISTÉRIOS - O Templo de Salomão
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