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 MISÉRIAS AMERICANAS...

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MensagemAssunto: Re: MISÉRIAS AMERICANAS...   Sex Jan 29, 2010 10:59 pm

O OBAMA E O MEU GATO...

Eu tenho um gato que também é um ressabiado como o Obama...

Quando o criador me perguntou o nome para o registo no Clube Português de Fenicultura e eu lhe disse que queria chamar-lhe Presidente - porque tal como os Presidentes da Republica Portuguesa ia comer e beber à minha custa sem quer saber de mim para nada - o homem ficou mesmo chateado...

O pai - Meringa Di Borgo Ala - e a mãe - Dalila de Ana - ambos campeões, não podiam ter um filho com aquele nome...

Acabei por não ligar ao nome que lhe meteram, e é mesmo o Presidente...

Depois, comecei a gostar do bicho...

Até lhe arranjei uma namorada - a Carolina - mas o gato é mesmo marreta...

Anda atrás de mim pela casa toda...

Fica sempre onde eu estou...

O pior é que o ressabiado do bicho não deixa que ninguém lhe toque, nem eu, que lhe encho a barriga...

Para o arreliar, por vezes faço-lhe festas até ele começar a reagir mal...

Não sei se ele sabe que se algum dia se virar a mim, vai logo pela janela - moro num 2º andar - mas acaba sempre por se ir embora com o rabo entre as pernas...

O Obama é como o meu gato...
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Anarca

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MensagemAssunto: Re: MISÉRIAS AMERICANAS...   Qui Mar 04, 2010 7:30 pm

Num cartaz nazi, publicado no excelente livro de Niall Ferguson (A Guerra do Mundo), os EUA são retratados como um monstro que congrega em si todos os estereótipos segundo os quais tanto a extrema-direita como a esquerda eurábica olham ainda hoje para o aliado transatlântico...

Uma síntese de concursos de beleza, música jazz, pugilistas negros, gangsters, KKK e, evidentemente, a maléfica comunidade judaica...

A propaganda do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, expandiu-se e é hoje actual nos EUA...

PS - Até o Hitler os topava...
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MensagemAssunto: Re: MISÉRIAS AMERICANAS...   Sex Mar 05, 2010 2:43 pm

O Pentágono é a 10ª nação mais rica do mundo...

A "mãe de todas as guerras" foi como lhe chamou Rumsfeld, para colar a guerra no Iraque às memórias heróicas da Segunda Guerra Mundial.
Ninguém se convenceu: faltava a ameaça global para justificar a ofensiva, faltavam os aliados para a combater, e os caninos dentes do imperialismo estavam bem à mostra para sugerir outros paralelos históricos.

Mas Rumsfeld afinal tinha razão porque em despesa as duas guerras são comparáveis...
O seu substituto no Departamento da Defesa (mais da Guerra do que da Defesa), Robert Gates, pediu ao Congresso 700 biliões de dólares (ou milhares de milhões) de orçamento.
O valor coloca o Pentágono como a 10º maior "economia" do Mundo, dependendo dos ajustes monetários.
E a guerra do Iraque fica logo atrás da Segunda Guerra como a mais cara da história. Dêem-lhe mais uns anitos e até lhe passa a perna.

O senhor Bush e o senhor Blair garantem inscrição nos livros de história.

(A. Cabral)
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MensagemAssunto: Re: MISÉRIAS AMERICANAS...   Ter Mar 23, 2010 2:19 pm

Um animal morto no prato...

"Tenho um animal morto no meu prato!", assim exclamou um amigo, filho de emigrantes portugueses nos EUA, após regressar ao país e lhe servirem um robalo grelhado num restaurante de Peniche.

Nos EUA este amigo habituou-se a comer comida embalada em caixinhas, café fechado em goblets de cartão, queijos coloridos e sem cheiro, croquetes de todos os tipos de carne moída com formazinhas do Mickey e de peixinhos iguais aos desenhos da escola primária, pipocas da cor dos marcadores fluorescentes da Stabilo e bolachas com pepitas de morango, mas sem morango, pepitas feitas de pequenas gomas vermelhas com aroma artificial a morango.

Nos EUA ninguém proibiu que se coma peixe grelhado, que se veja a cor do café, que se toque num grão de milho ou que se comam morangos frescos, mas na realidade a "mão invisível" da religião do Mercado encarregou-se de que a esmagadora maioria dos americanos já não saiba o que de facto come.

Sabem que comem marcas, que comem coisas trituradas, depois enformadas e coloridas como nos filmes da Disney e de Hollywood, sabem o número dos menus do restaurante X e a cor do "queijo" (em geral são emulsões lácteas e não queijo) que sai fora da sanduíche do menu Y.

Na prática, a ideologia do ultraliberalismo, da mão invisível responsável pela alienação alimentar da maior parte dos americanos (os mais pobres), é muito mais proibitiva, sem proibir, do que os preconceitos alimentares religiosos comuns às religiões do livro (os católicos também os têm).

É particularmente uma ideologia mais proibitiva do que o Islão.

Na verdade, e apesar da diferença de níveis de vida, em média, a alimentação de um muçulmano é muito mais variada do que a alimentação de um americano.

Se deixássemos, seria essa alimentação "americana" que a Europa teria à mesa "daqui a uns anos", nada de peixes mortos no prato, nem queijos que cheiram mal, nem legumes crus, tudo seria servido em caixinhas da Disney, com histórias dos sobrinhos do Mickey.

Dos sobrinhos, obviamente!

É que as criancinhas poderiam ficar chocadas se fossem filhos do Mickey.

Como é que se iria depois explicar que o Mickey tem um pénis a Minie uma vagina que servem para copular e ter filhos?

(Vermelho Faial)
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MensagemAssunto: Re: MISÉRIAS AMERICANAS...   Qua Mar 24, 2010 12:31 pm

Reforma da saúde de Obama beneficia Laboratórios e Seguradoras

A reforma do sistema de saúde nos Estados Unidos será uma bênção para os laboratórios farmacêuticos, que se beneficiarão de milhões de clientes potenciais, mas seu impacto será menor para companhias de seguro.

A reforma aprovada no domingo e promulgada pelo presidente Barack Obama nesta terça-feira, permitirá ampliar a cobertura médica a 32 milhões de americanos que careciam de qualquer proteção.

Esta lei "deverá ser positiva para os laboratórios farmacêuticos, já que milhões de pessoas vão poder comprar medicamentos agora", destacou Kenneth Sperling, encarregado do seguro médico no gabinete do conselho em recursos humanos Hewitt Associates.

Em troca desta imensa fatia de mercado, os laboratórios "concederam descontos de 50% para as pessoas idosas no âmbito do programa federal Medicare (+ de 65 anos)", acrescentou Sperling.

O setor farmacêutico também aceitou pagar 23 bilhões de dólares em novos impostos no prazo de 10 anos para contribuir para o financiamento da reforma.

Este excedente de impostos alcança 20 bilhões no caso dos fabricantes de equipamentos médicos e 67 bilhões para seguradoras de saúde.

As seguradoras também se beneficiarão da ampliação da cobertura médica para milhões de americanos.

"Significa mais gente pagando prêmios de seguro", explicou Sperling.

No entanto, serão proibidos agora de rejeitarem o seguro a pessoas com doenças preexistentes, o que supõe uma grande incógnita para eles e gastos potencialmente maiores.

Entre os milhões de pessoas que a partir de agora terão cobertura também há uma grande parte que goza de boa saúde e pagará prêmios sem gerar muita despesa médica, razão pela qual "isto compensa", acrescentou Sperling.

Além disso, antecipando-se a eventuais despesas maiores devido à obrigação de segurar pessoas com doenças preexistentes, "muitas seguradoras de saúde aumentaram fortemente seus prêmios faz pouco tempo, com altas que às vezes alcançam 30%, 40%, 50%. A questão é saber se haverá medidas corretivas" decididas pelo governo, destacou Marc Pado, analista da Cantor Fitzgerald.

O texto atual não contempla um controle real sobre os preços que as seguradoras de saúde cobram, nem sobre os medicamentos, só combater as altas de tarifas "pouco razoáveis ou injustificadas".

"O que o governo espera é que a criação de bolsas de negociação de seguros médicos prevista gere um mercado competitivo que modere a alta de preços", destacou Sperling.

O texto de lei prevê, de fato, criar em cada estado uma bolsa de apólices de seguro para promover a concorrência e, assim, tentar baixar os preços.

Frederic Dickson, principal estrategista na Bolsa da casa de corretagem D.A. Davidson, estimou, apesar de tudo, que "a rentabilidade das empresas do setor se mantém em questão, já que o texto da lei inclui mecanismos de vigilância federais que poderiam limitar as taxas de aumento das apólices de seguro e a taxa de reembolso (dos seguradores) aos profissionais da saúde".

Mas os eventuais mecanismos de controle da alta de preços dos seguradores ou dos custos médicos ainda não foram definidos, o que representa a outra grande incógnita gerada pelo texto.

(Diário Digital)
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MensagemAssunto: Re: MISÉRIAS AMERICANAS...   Sex Mar 26, 2010 12:40 am

Se Deus quisesse que votássemos, tinha-nos dado candidatos.
(Jay Leno)
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MensagemAssunto: Re: MISÉRIAS AMERICANAS...   Seg Mar 29, 2010 5:03 pm

EUA arranjam novos pretextos para guerras: atacar países que não protegem o urso polar

O Departamento do Interior norte-americano propôs a inclusão do urso polar na lista das espécies ameaçadas de extinção como mera manobra de diversão.

O pretexto de destruir países por alegadamente terem armas de destruição maciça já não é suficiente para a Administração Americana porque esse pretexto não engloba muitos países.

A maior ameaça ao urso polar é o sobreaquecimento global, o que no fundo significa que qualquer país do mundo poderá ser responsável, alargando o leque de escolhas dos Americanos para a guerra.

Esta estratégia tem outras vantagens como o facto de não precisar de mentir tão descaradamente e porque a ONU não tem inspectores especializados em medir o índice de gases com efeito de estufa.

O que terá provocado esta súbita mudança de estratégia terá sido o facto de Bush ter sido informado que os países com maior número de ursos polares são alguns dos maiores produtores de petróleo.

(João Henrique)
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MensagemAssunto: Re: MISÉRIAS AMERICANAS...   Qui Abr 01, 2010 9:19 pm

Está calor, não está?...

As emissões de gases com efeito de estufa estão de novo a aumentar no planeta, apesar dos esforços requeridos no Protocolo de Quioto para as reduzir e travar o aquecimento global, indica um relatório da ONU.

Os EUA, principal poluidor do planeta, rejeitou este acordo.

Entre 1990 e 2004, as emissões de todos os países industrializados baixaram 3,3%, sobretudo devido a uma redução de 36,8% no antigo bloco soviético, segundo um relatório da ONU.

Porém, desde 2000 «essas economias em transição» aumentaram as emissões em 4,1%.

«Dos 41 países industrializados, 34 aumentaram as emissões entre 2000 e 2004», refere o documento.

O grupo de 41 países definidos como industrializados na Convenção Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (1992) não inclui nações em rápido desenvolvimento do Terceiro Mundo como a China e a Índia.

Entre os países subscritores do Protocolo de Quito, a Alemanha reduziu as suas emissões em 17% entre 1990 e 2004, o Reino Unido em 14% e a França em cerca de 1%, diz a ONU.

De acordo com as projecções de Bruxelas, mesmo recorrendo a políticas e medidas adicionais, aos denominados «mecanismos de Quioto» e à reflorestação, Portugal apresentará em 2010 um aumento das emissões de gases com efeito de estufa de 31,9%, quando o seu compromisso é de não exceder os 27%.

Entre os países incumpridores, que mesmo nas perspectivas mais optimistas não esperam cumprir os objectivos de Quioto, apenas a Espanha, de forma destacada, e a Áustria ficam mais longe dos objectivos traçados que Portugal.

(Diário Digital)
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MensagemAssunto: Re: MISÉRIAS AMERICANAS...   Dom Abr 11, 2010 7:20 pm

SERVIÇOS SECRETOS

Um velho árabe muçulmano iraquiano, a viver há mais de 40 anos nos EUA, quer plantar batatas no seu jardim, mas cavar a terra já é um trabalho demasiado pesado para ele. O seu filho único, Ahmed, está a estudar em França, e o velhote envia-lhe a seguinte mensagem: "Querido Ahmed, sinto-me mal porque este ano não vou poder plantar batatas no jardim. Já estou demasiado velho para cavar a terra. Se tu estivesses aqui, todos estes problemas desapareceriam. Sei que tu remexerias e prepararias toda a terra. Beijos do papá."

Poucos dias depois, recebe a seguinte mensagem:
"Querido pai, por favor, não toques na terra desse jardim. Escondi aí umas coisas. Beijos, Ahmed."

Na madrugada seguinte, aparecem no local a Polícia, agentes do FBI e da CIA, os S.W.A.T., os Rangers, os Marines, os Steven Seagal's, os Silvester Stallone's e alguns mais da elite norte-americana, bem como representantes do Pentágono, da Secretaria de Estado, etc. Removem toda a terra do jardim à procura de bombas, ou material para as construir. Porém, não encontram nada e vão-se embora, não sem antes interrogarem o velhote, que não fazia a mínima ideia do que eles procuravam.

Nesse mesmo dia, o velhote recebe outra mensagem:
"Querido pai, certamente a terra já está pronta para plantar as batatas. Foi o melhor que pude fazer dadas as circunstâncias. Beijos, Ahmed."
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MensagemAssunto: Re: MISÉRIAS AMERICANAS...   Ter Abr 20, 2010 5:54 pm

George Bush vai a um colégio falar sobre a guerra. Após o discurso, diz às crianças que podem perguntar o que quiserem.

Um menino levanta a mão e Bush pergunta qual o seu nome.

-O meu nome é Bob.

-E qual é a tua pergunta, Bob?

-Tenho 3 perguntas:

Primeira, porque é que os EUA invadiram o Iraque sem o apoio da ONU?

Segunda, porque o senhor é o presidente se Al Gore teve mais votos?

Terceira, o que aconteceu ao Bin Laden?

Quando Bush se preparava para responder à pergunta, tocou a campaínha para o recreio...

Bush disse às crianças que continuariam depois. Acabou o recreio e Bush pergunta:

- Onde estávamos? Ah, sim! Estávamos nas perguntas. Alguém me quer perguntar alguma coisa?

Outro menino levanta a mão. George Bush pergunta-lhe o nome.

- Steve.

E qual é a tua pergunta, Steve?

-Tenho 5 perguntas:

1ª - Porque é que os EUA invadiram o Iraque sem o apoio da ONU?

2ª - Porque o senhor é presidente se Al Gore teve mais votos?

3ª - O que aconteceu com Bin Laden?

4ª - Porque é que campaínha para o recreio tocou 20 minutos antes?

5ª - Onde está o Bob?...
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MensagemAssunto: Re: MISÉRIAS AMERICANAS...   Qui Abr 29, 2010 1:08 pm

Está (quase) tudo explicado - QI de Bush é dos mais baixos

George W. Bush tem, dizem, Quoficiente de Inteligência (QI).

A ser verdade é, contudo, o mais baixo de todos os presidentes norte-americanos, desde o início do século XX, à excepção de um.

Warren Harding, considerado como «o presidente falhado», ocupou a Casa Branca nos anos vinte.

Já se desconfiava…

Estima-se que o QI de Bush seja 20 pontos mais baixo do que o do seu predecessor, Bill Clinton, o que criou um efeito de contraste, que salientou as fraquezas do actual chefe do governo.

Dean Keith Simonton, psicólogo na Universidade da Califórnia, fez uma tabela dos valores de QI aproximados de vários presidentes norte-americanos.

De acordo com o diário Political Psycology, Keith Simonton estima que o QI de Bush se situe entre 111,1 e 138,5.

«O valor normal para um licenciado é de 120.

Assim, o presidente norte-americano está dentro da média.

Bush pode ser «muito mais inteligente» do que o estudo mostra, mas revela uma prestação medíocre no que diz respeito a questões estéticas e culturais, demonstrando ser pouco aberto a novas experiências ou ideias.

No estudo psíquico, o presidente norte-americano obteve um resultado de zero, ao passo que Bill Clinton e Kennedy obtiveram 82.

O estudo mostra também que Bush pontuou pouco num indicador chamado «complexidade interactiva», que significa que «só vê as coisas por uma perspectiva, a sua».

Este resultado, de acordo com especialistas, «só é comparável ao de fundamentalistas islâmicos», embora o de Bin Laden «seja mais baixo ainda».
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MensagemAssunto: Re: MISÉRIAS AMERICANAS...   Qui Maio 20, 2010 1:35 pm

O xerife é o maior...

Joe Arpaio é o xerife do Condado de Maricopa, no Arizona há já bastante tempo e continua sendo re-eleito a cada nova eleição.

Ele criou a “cadeia-acampamento” , que são várias tendas de lona, cercadas por arame farpado e vigiado por guardas como numa prisão normal.

Baixou os custos da refeição para 40 centavos de dólar que os detidos, inclusivé, têm de pagar.

Proibiu fumar, não permite a circulação de revistas pornográficas dentro da prisão e nem permite que os detidos pratiquem halterofilismo.

Começou a montar equipas de detidos que, acorrentados uns aos outros (chain gangs), são levados à cidade para prestarem serviços para a comunidade e trabalhar nos projectos do condado.

Para não ser processado por discriminação, começou a montar equipas de detidas também, nos mesmos moldes das equipas de detidos.

Cortou a TV por cabo aos detidos mas quando soube que TV por cabo nas prisões era uma determinação judicial, voltou a permitir mas só entra o canal do tempo e da Disney.

Quando lhe perguntaram por que o canal do tempo, respondeu que era para os detidos saberem que temperatura iriam enfrentar durante o dia quando estivessem a prestar serviço comunitário, trabalhando nas estradas, construções, etc.

Em 1994, cortou o café , alegando que, para além do baixo valor nutritivo, estava a proteger os próprios detidos e os guardas que já haviam sido atacados com café quente por outros detidos, sem falar na economia dos cofres públicos de quase US$ 100.000,00/ano.

Quando os detidos reclamaram, ele respondeu:

- Isto aqui não é um hotel 5 estrelas e se vocês não gostam, comportem-se como homens e não voltem mais .

Distribuiu uma série de vídeos religiosos aos prisioneiros e não permite qualquer outro tipo de vídeos na prisão.

Perguntado se não teria alguns vídeos com o programa do partido democrata para distribuir aos detidos, respondeu que nem que tivesse, pois provavelmente essa era a causa de a maioria dos presos ali estarem.

Com a temperatura batendo recordes a cada semana, uma agência de notícias publicou:

Com a temperatura atingindo 116 F, (47º C), em Phoenix no Arizona, mais de 2000 detidos na prisão-acampamento de Maricopa tiveram permissão de tirar o uniforme da prisão e ficar só de shorts (cor-de-rosa), que os detidos recebem do governo.

Na última quarta-feira, centenas de detidos estavam recolhidos nas barracas, onde a temperatura chegou a atingir os 138°F ( 60°C ). Muitos com toalhas cor de rosa enroladas no pescoço estavam completamente encharcados de suor.

“Parece que estávamos dentro de um forno”, disse James Zanzot que cumpriu pena nessas tendas por um ano.

Joe Arpaio, o xerife durão que inventou a prisão-acampamento, faz com que os detidos usem uniformes cor-de-rosa e não faz questão alguma de parecer simpático.

Diz ele aos detidos:

- Os nossos soldados estão no Iraque, onde a temperatura atinge 120°F ( 50°C ), vivem em tendas como vocês e ainda tem de usar fardamento, botas, carregar todo o equipamento de soldado e, além de tudo, não cometeram crime algum como vocês, portanto, calem a boca e parem de reclamar!

Se houvesse mais prisões como esta, talvez o número de criminosos e reincidentes diminuísse consideravelmente.

Criminosos graves têm de ser punidos pelos crimes que cometeram e não serem tratados a “pão-de-ló” , tendo do bom e do melhor, até serem soltos para voltar a cometer os mesmos crimes e voltar para a vida na prisão, cheia de regalias e reivindicações.

Muitos cidadãos honestos, cumpridores da lei e pagadores de impostos não têm, por vezes, as mesmas regalias que esses bandidos tem na prisão.

(Artigo extraído e traduzido de um documentário da televisão americana)
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MensagemAssunto: Re: MISÉRIAS AMERICANAS...   Ter Maio 25, 2010 1:37 pm

Bomba Gay

Em 1994, as Forças Armadas dos Estados Unidos analisaram uma idéia de criar uma “bomba gay”, que faria os soldados inimigos exercerem um irresistível apelo sexual uns aos outros.

É o que revelam documentos do governo americano que vieram à tona e detalham planos de construir armas pouco convencionais...

Um outro exemplo é a substância que revelaria a presença dos soldados adversários causando-lhes um hálito horrível ou ataques de flatulência.

E um outro previa a criação de uma arma química que tornaria os inimigos irresistíveis para ratos e vespas, que os atacariam com ferocidade.

A ideia da "bomba do amor" previa a criação de uma substância afrodisíaca que iria provocar um comportamento homossexual generalizado entre os soldados inimigos, no que seria um golpe “de mau gosto, mas não mortal” contra a moral dos adversários, nas palavras dos militares.

PS - A experiência foi abandonada, quando descobriram que a cobaia tinha sido o José Castelo Branco...
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MensagemAssunto: Re: MISÉRIAS AMERICANAS...   Qui Maio 27, 2010 1:43 pm

Um Americano, um Inglês e um Iraquiano estão a beber num bar.

O americano bebe a sua cerveja e de repente, atira o seu copo vazio para o ar, puxa da arma e estilhaça o copo em pleno ar com um tiro certeiro.
Depois olha para os assustadissimos presentes e diz:
- Na America os copos sao tao baratos que nos nao precisamos beber pelo mesmo duas vezes!

O ingles, obviamente impressionado, acaba de beber a sua cerveja, manda o copo para o ar, puxa da arma e atira, espatifando o copo. Depois diz:
- Nas Ilhas Britanicas temos tanta areia para fazer copos que tambem nao precisamos beber pelo mesmo duas vezes!

O iraquiano, ate entao impassivel como um pepino, bebe o ultimo gole da sua agua mineral, manda o copo ao ar, puxa do revolver e atira no americano e no ingles, e diz:
- Em Bagdad temos tantos americanos e ingleses que nâo precisamos beber com os mesmos duas vezes...
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MensagemAssunto: Re: MISÉRIAS AMERICANAS...   Dom Maio 30, 2010 2:42 pm

Um almoço diferente...

Um restaurante de Nova York surge com um "menu" verdadeiramente inovador.

Não se trata de nenhum prato novo, mas uma maneira "transparente" de permanecer no local.

O mês do "jantar das roupas opcionais" é nada mais nada menos do que 30 dias nos quais os frequentadores podem despir-se à vontade e degustar a refeição sem qualquer peça de roupa...

Assim, os comilões chegam ao local com calças, botas, cachecóis, chapéus, luvas e casacões.

Começam por tirar os acessórios e não páram por aí.

Vão camisolas, calças, saias e tudo o mais que estiver por cima.

As roupas são guardadas num saco plástico no bar, algures entre os wiskies e as vodkas.

Badalhoquice? Nada disso...

Regras sanitárias dizem que os frequentadores do local podem permanecer de roupa caso queiram.

E o jantar tem de vir com algo para pôr no colo, como uma toalha ou um pano...
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MensagemAssunto: Re: MISÉRIAS AMERICANAS...   Qua Jun 02, 2010 6:44 pm

A decepção Obama

A realidade levantou a sua cabeça feia. Barack Obama foi eleito com aprovação esmagadora para inaugurar uma era de mudança. E na sua conferência de imprensa de 25 de Novembro afirmou que a sua vitória decisiva lhe conferira um mandato para alterar a direcção em que se movia a América. Mas as suas recentes nomeações em economia e política externa tornam claro que ao escolher "mudança" como seu slogan de campanha ele NÃO se estava a referir aos sectores financeiro, dos seguros e do imobiliário, nem à política externa. São nestes que os interesses estabelecidos concentram a sua riqueza e poder. E a mudança já está a ser acelerada aqui. Infelizmente, a sua direcção tem sido no sentido de os 1% do topo da população americana aumentarem a sua fatia de riqueza, que era de 37% há dez anos, 57% cinco anos atrás e hoje de aproximadamente 70%.

A mudança de que o sr. Obama está a falar é em grande medida marginal a esta riqueza, não afectando a sua substância económica – ou a sua direcção. Não há dúvida de que ele provocará uma mudança benvinda nas relações raciais, regulamentações ambientais e uma regra da lei mais civil. E ele provavelmente dará aos assalariados uma folga no imposto sobre o rendimento (permitindo-lhes com isso que se mantenham a pagar as suas dívidas aos bancos). Quanto aos ricos, em primeiro lugar eles preferem não ganhar rendimentos. Sobre os rendimentos há que pagar impostos, de modo que eles obtêm os seus retornos na forma de ganhos de capital. E simplesmente evitar perdas é a ordem do dia no actual colapso.

Quando não podem ser evitadas perdas, o governo salvará os ricos nos seus investimentos financeiros, mas não os assalariados nas suas dívidas. Naquela noite de sexta-feira em que o sr. Obama e o sr. McCain efectuaram o seu debate final, o sr. Obama estava plenamente embarcado nos salvamentos. E a nomeação desta semana da equipe "Yeltsin" que patrocinou as dádivas da privatização da Rússia em meados de 1990 – Larry Summers e os seus protegidos do infame regime Robert Rubin de Clinton – mostra que ele sabe o seu lugar quando se trata do relacionamento adequado entre um candidato político e seus principais apoiantes. É proteger os interesses estabelecidos antes de mais nada, enquanto concentra a atenção dos eleitores em políticas cuja principal qualidade é a sua capacidade para distrair a atenção do facto de que nenhuma mudança real está a ser feita no núcleo económico e no seu relacionamento de poder.

Não era isto o que a maior parte do povo esperava. Mas as suas esperanças eram tão fortes que era mais fácil afundar em sonhos felizes e depositar a fé num príncipe do que olhar para os problemas sistémicos que precisavam ser reestruturados a fim de se verificarem mudanças reais. Indivíduos não determinam quem deve o que a quem, quem é empregado por quem ou que leis governam o seu trabalho e investimento. As estruturas económicas e políticas institucionais são a chave. E de certa forma o foco tem sido sobre a política de personalidades, não sobre as forças económicas em actuação.

Isto é tão verdadeiro no exterior quanto nos Estados Unidos. Duas semanas atrás estive numa reunião económica sobre "financiarização" na Alemanha. A maior parte dos participantes com quem falei exprimiu a esperança – na verdade, quase uma convicção presunçosa – de que Obama seria como Gorbachev na Rússia: um homem que via a necessidade de mudança estrutural profunda mas preferiu aguardar o seu momento, aparentemente a "jogar o jogo" com a camuflagem protectora de cooperar, mas a seguir, uma vez no gabinete, introduzindo um programa de reforma revolucionária.

Ao contrário, depois de recordar o presidente Carter ao efectuar uma brilhante campanha primária presidencial para obter a nomeação (será que uma administração analogamente decepcionante está para vir?), Obama está a parecer-se mais como Boris Yeltsin – um político biombo para os cleptocratas aos quais foi dado o domínio público e décadas de riqueza pública sem qualquer contrapartida.

As ligações de Obama com a administração Yeltsin são as mais directas possíveis. Ele nomeou como seus conselheiros económicos a mesma equipe anti-trabalho e pro-finanças que nos meados de 1990 levou os cleptocratas ao poder na Rússia. Seu conselheiro Robert Rubin conseguiu colocar os seus protegidos em postos chave da administração Obama. Larry Summers, que como chefe do Banco Mundial forçou a privatização a preços de dádiva aos cleptocratas; Geithner no Fed de Nova York; e um economista monetarista de Berkeley, uma universidade tão de direita quanto a de Chicago. Estes são os cães de guarda dos interesses estabelecidos da América.

Se você é um bilionário, a sua primeira preocupação é simplesmente preservar a sua riqueza, evitar ter de assumir perdas no valor das suas obrigações de pagamento na economia – obrigações por repagamento de empréstimos e investimento, bem como juros e dividendos, e bastantes ganhos de capital para compensar a inflação de preços que desgasta o poder de compra dos que ganham rendimentos mais baixos.

Este ano alterou-se o destino típico da riqueza financeira devido à explosão das bolhas financeiras. Tradicionalmente, os booms de negócios culminam numa onda de bancarrotas que eliminam as dívidas podres – e as poupanças que foram investidas no lado "activo" do balanço. Neste ano tudo foi alterado. As dívidas podres são mantidas nas contabilidades – mas transferidas dos bancos para o governo federal, principalmente o Federal Reserve e o Tesouro. Os salvamentos bancários objectivavam não tanto proteger os próprios bancos, mas sim permitir-lhes liquidar (pay off) as más apostas que haviam feito em relação aos hedge funds do país e outros investidores institucionais no mercado de derivativos.

Para participar num hedge fund, alguém precisa provar que pode permitir-se perder o seu dinheiro e não ficar muito pior em termos de condições de vida reais. Assim, os US$306 mil milhões em garantias federais dos pacotes de hipotecas lixo vendidos pelo Citibank, e os US$135 mil milhões do salvamento dos contratos de seguros assinados pela AIG para proteger de perdas contratos swap, podiam ter sido evitados sem muito impacto sobre a economia "real".

De facto, cancelar estas obrigações financeiras SOBRE a economia teria pavimentado o caminho para cancelar o seu fardo de dívida. Se houvessem permitido que as dívidas subprime e outras hipotecárias declinassem para cerca de 22 centavos em relação ao um dólar a que estavam a ser negociadas, isto teria tornado possível cancelar dívidas de modo a compatibilizar com o preço ao qual os possuidores das hipotecas haviam comprado estes empréstimos. Mas o predomínio financeiro da riqueza americana "salvo" na forma de obrigações do credor sobre endividados proprietários de casas, companhias industriais e companhias de seguros de lixo tais como a AIG foi protegido contra a erosão pelo programa federal de salvamento deste ano.

A Bloomberg somou estes programas e descobriu que eles chegam aos 7,7 milhões de milhões (trillion) de dólares – aproximadamente a metade de um ano inteiro do PIB. Ao actuar para apoiar o mercado de empréstimos de hipotecas podres (mas não para o próprio imobiliário), as aparentemente infindáveis séries de salvamentos de Paulson procuram manter os custos da dívida intactos ao invés de cancelá-los. Os encargos de serviço sobre este endividamento desviarão o rendimento do povo do consumo a fim de pagar credores. Isto ajudará os investidores financeiros, não o trabalho ou a industria. Manterá o custo de vida e de fazer negócios elevado, impedindo a economia dos EUA de livrar-se da dívida tornando-se competitiva outra vez.

Com todos estes triliões de dólares de salvamento da riqueza, alguém pode facilmente esquecer de perguntar o que é que está a ser deixado de fora. Antes de mais nada, o Pension Benefit Guarantee Corp do governo, cujo défice de US$25 mil milhões não é salvo. Este ano, planos de pensão corporativos subfinanciados são supostos "alcançar" pleno financiamento de modo a proteger o PBGC, de acordo com uma lei aprovada pelo Congresso dois anos atrás. Se planos subfinanciados não cumprirem a cobertura de 92% determinada para este ano, eles têm de trazer suas contas plenamente ao nível dos 100%. O mergulho do mercado de acções frustrou as suas esperanças de conseguirem isto. O resultado será forçar muitas companhias industriais à restrição financeira.

Na frente do automóvel, a administração Bush tem efectuado pressão para forçar as três grandes companhias de Detroit à bancarrota como um meio de anular os seus planos de pensão com benefício definido – sem planos de todo para salvar o dinheiro devido ao trabalho pela restauração da solvência do PBGC. Os planos de pensão estaduais e locais estão quase totalmente subfinanciados, e correm o mesmo risco quando os seus rendimentos fiscais mergulharem e os pagamentos de impostos de propriedade cessarem sobre os edifícios habitacionais e comerciais que foram arrestados.

E por falar em finanças estaduais e locais, que papel o governo local deve ter na promessa do sr. Obama de reconstruir a infraestrutura, a começar pelos transportes? Dada a sua posição de carência de dinheiro, poder-se-ia esperar uma agitação nos planos da Wall Street para gastar somas enormes. Considerando que a equipe económica de Obama fez fortunas para cleptocratas russos ao dar-lhes activos do sector público já existentes, os seus equivalentes americanos vão ter de ficar ricos construindo realmente novos projectos. Em tais casos os benefícios são tão grandes quanto a quantia total do dinheiro a ser gasto – mas não do modo como a maior parte das pessoas entende à primeira vista. Contratos de construção para novos sistemas de transportes públicos, pontes, estradas e modernização urbana ou rural podem ser inteiramente honestos e proporcionados a um custo razoável. Mas é um subproduto de tal investimento que cria uma quantia que é de uma magnitude igual ou muitas vezes maior na forma de renda de locação – isto é, vastos ganhos inesperados para propriedades imobiliárias bem localizadas.

É aqui que a experiência política de Chicago do sr. Obama torna-se tão conveniente. Trata-se de facto de um jogo sob medida para a sua equipe. Centenas de milhões de dólares foram feitos na reabilitação de infames mas centralmente bem localizadas habitações para famílias de baixos rendimentos. Os desenvolvimentos patrocinados pelos mentores do sr. Obama, a família Pritzker, a Universidade de Chicago e variados reverendos do imobiliário abriram vastos novos terrenos, além disso com apoio público. (A casa em que cresci em Hyde Park-Kenwood, a cerca de um quarteirão da casa de Obama, foi destruída juntamente com resto de todo o quarteirão no âmbito do programa de renovação urbana do mayor Daley no fim dos anos 1950 – depois de rufiões terem andado pelas vizinhanças, assustando os brancos quanto a venda aos negros com margens de preços extorsivas e prémios sobre taxas hipotecárias, destruindo a seguir as casas para as quais os negros se haviam mudado. Trata-se de um antigo jogo imobiliário que se aprende rapidamente na política de Chicago.) Como observou Thorstein Veblen, qualquer política de cidade americana é melhor entendida examinando como se desenvolve o seu imobiliário.

Os ganhos com o fornecimento de melhor infraestrutura de transporte tipicamente são tão grandes que o investimento no transporte poderia ser auto-financiado lançando impostos sobre estes ganhos de propriedade – recapturando o valor locativo acrescentado na forma de impostos inesperados de propriedade. A extensão do metro de Londres para Canary Wharf, por exemplo, custou à cidade £8 mil milhões – mas aumentou os valores imobiliários ao longo do traçado em cerca de £13 mil milhões. A cidade poderia ter financiado todo o projecto pela emissão de títulos que teriam sido reembolsados com os impostos lançados sobre os ganhos inesperados criados por esta despesa pública.

Analogamente na Cidade de Nova York, a autoridade de transporte simplesmente anunciou que as tarifas do metro e do autocarros serão elevadas (acrescentando não menos de US$10 ao cartão mensal de transporte) e os serviços cortados drasticamente. O mayor Bloomber simplesmente parou a obra do metro na 2ª Avenida, o seu acabamento aumentará pelo menos tanto valor à propriedade no East Side quanto os custos do próprio metro. A cidade poderia então financiar a sua construção não pela emissão de títulos a serem reembolsados pelos contribuintes do estado e da cidade com o pagamento de taxas dos utilizadores. Os contribuintes não teriam de pagar, e os passageiros poderiam desfrutar tarifas subsidiadas simplesmente pela tributação dos proprietários imobiliários.

Mas não vejo perspectiva de isto ser feito. Imobiliário ainda é o nome do jogo, porque ele continua a ser a maior categoria de activo em toda a economia de hoje, tal como sob o feudalismo. A diferença em relação ao feudalismo é que enquanto os senhores feudais recebiam o valor da renda das suas terras em séculos passados, os proprietários de hoje adquirem a propriedade não pelo conquista militar (como no caso da invasão normanda da Inglaterra em 1066) mas contraindo empréstimo junto aos bancos. Para um banqueiro hipotecário, um urbanizador comercial ou uma companhia imobiliária é um cliente principal, o baluarte do balanço do banco. É difícil imaginar um novo programa americano de infraestrutura que não caia num novo buraco de ganhos imobiliários para o sector FIRE (finanças, seguros e imobiliário). Os proprietários imobiliários em lugares situados favoravelmente venderão para compradores a crédito, criando um novo vasto e lucrativo mercado de empréstimos para os bancos. A espiral da dívida continuará a subir.

O facto de os orçamentos estaduais e locais estarem demasiado sobrecarregados para permitir gastos em infraestrutura levará a que isto seja privatizado desde o princípio. Provavelmente o notório partenariado público-privado de Londres (um refinamento do Partido Trabalhista, mais thatcheriano do que a própria Margaret Thatcher poderia ter sido) provavelmente tornar-se-á o modelo básico. Utilizadores pagarão taxas mais elevadas ao invés de desfrutarem o acesso subsidiado ou gratuito típico dos gastos em infraestrutura durante a Era Progressista. A principal finalidade das empresas públicas de então era manter baixos os preços de serviços públicos, permitindo portanto a redução do custo de vida e fazer negócios na América. Mas hoje, a despesa em infraestrutura será apenas mais um ítem a ser acrescentado ao fardo da dívida da América, para tornar a sua economia ainda menos competitiva com as estrangeiras do que já é.

A moral é: da próxima vez que um candidato prometa mudança, peça-lhe para especificar que mudanças tem em mente. Durante os debates presidenciais, só Dennis Kucinich clarificou e disse cada lei específica que havia apresentado ao Congresso para implementar cada mudança que prometera. Mas a maior parte do público não queria saber os pormenores – eles simplesmente gostavam de ouvir a palavra "mudança".

Aqui estão algumas mudanças puramente fiscais e financeiras que um futuro candidato presidencial poderia propor – mudanças que não espero ouvir falar mais durante os próximos quatro anos. Apenas para manter a discussão em andamento, porque estas mudanças meramente marginais dentro do sistema existente não deveriam ser implementadas desde já por um candidato presidencial que ainda está a jactar-se quanto ao seu "mandato para mudar":

Quanto à política fiscal, reintroduzir o imposto sobre o património, juntamente com o escalonamento progressivo da era de Clinton.

Tributar ganhos de capital à mesma taxa dos salários e lucros, ao invés da metade da taxa, e fazer com que estes impostos sejam pagos no ponto de venda do imobiliário ou outros activos, não adiados ad infinitum se os ganhos simplesmente forem investidos em ainda mais riqueza.

Exigir uma análise custo-benefício de qualquer gasto em infraestrutura financiado publicamente de modo a recapturar todas as "economias externas" (tais como ganhos imobiliários inesperados) como primeira prioridade de financiamento de tal investimento.

Tributar tomadas de empréstimos corporativos que sejam utilizadas simplesmente para pagar dividendos de acções ou comprar as próprias acções a pelo menos 50%.

Encerrar a prática de evitar o pagamento de impostos offshore, e iniciar processos criminais contra firmas de contabilidade cúmplices destas prática.

Permitir que um edifício seja reintegrado apenas uma vez, não repetidamente como um cancelamento de imposto.

Recentrar a tributação estadual e local sobre a propriedade, recordando que qualquer colecta fiscal abandonada é simplesmente "libertada" para ser paga aos bancos como juros.

Na esfera das dívidas podres à banca, quando uma agência do governo toma o controle de um banco ou companhia que tem valor líquido negativo, os accionistas devem ser eliminados quando as suas acções perdem todo valor de mercado. Os detentores de títulos devem ficar na fila atrás do governo em caso de insolvência.

Reduzir o valor de dívidas hipotecárias à capacidade dos proprietários de pagarem e/ou ao valor actual do mercado. Bancos que fizeram empréstimos a estes tomadores de empréstimos devem assumir a responsabilidade pela sua decisão de que os proprietários podiam pagar. Ainda melhor, aplicar a já existente lei da Conivência Fraudulenta do estado de Nova York e simplesmente anular empréstimos que estão para além da capacidade de pagamento dos devedores.
Nada disto envolve mudança estrutural real. É simplesmente mais economicamente eficiente sob as leis e práticas existentes – algo como realmente aplicar a lei ambiental, anti-fraude e as leis anti-crime, e de acordo com a intenção original da nossa legislação fiscal. É um pequeno passo em direcção à Era Progressista de um século atrás – a era que pôs a América no caminho da prosperidade que tornou o século XX o século americano.

mh@michael-hudson.com

O original encontra-se em http://www.counterpunch.org/hudson11262008.html

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
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MensagemAssunto: Re: MISÉRIAS AMERICANAS...   Qua Jun 09, 2010 7:12 pm

Uma escola americana na cidade de Danbury, no estado de Connecticut, foi processada por um aluno que alega ter sofrido “danos auditivos” quando foi acordado por uma professora enquanto dormia durante a aula.

Segundo documentos do processo, Vinicios Robacher, um estudante de 15 anos, alega que a professora, Melissa Nadeau, teria dado “uma forte batida com a palma da mão” na carteira quando ele dormia. Resultado? «Danos muito severos em seu tímpano esquerdo».

(Público)
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MensagemAssunto: Re: MISÉRIAS AMERICANAS...   Qui Jun 10, 2010 1:50 pm

‘America’s Next Porn Star’

A estação norte-americana CNBC estreou, na passada quinta-feira, o último delírio em matéria de reality shows. Doze candidatas a actrizes porno têm de protagonizar cenas de sexo explícito num novo programa intitulado ‘America’s Next Porn Star’.

As concorrentes são fechadas numa mansão em Los Angeles e têm de mostrar o que valem para chegar à final: a vencedora arrecadará cerca de sete mil euros e um contrato com um estúdio cinematográfico.‘America’s Next Porn Star’ vai para o ar uma vez por mês, durante cinco meses, e as 12 candidatas sujeitam-se a várias provas. Têm, por exemplo, de fazer striptease para os membros do júri, posar para fotos sensuais e participar em cenas de sexo explícito com actores já experimentados no mundo da pornografia. Cada programa tem a duração de uma hora e a apresentação está a cargo de Kirsten Price, uma antiga estrela ‘Playboy’.
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MensagemAssunto: Re: MISÉRIAS AMERICANAS...   Seg Jul 12, 2010 1:19 pm

Mais uma explicação sobre o "Bushismo"...

George W. Bush não é estúpido nem idiota. Sofre apenas de um principio de demência pré-senil, uma patologia que prefigura a doença de Alzheimer.
Quem o afirma é o médico do Michigan, Joseph Price que estudou os célebres lapsos do presidente americano.
A notícia foi dada pelo jornal The Boston Globe.
"Os bushismos são recolhidos diariamente e foram compilados em imensos livros" lembra o jornal do Massachusetts.
Dois dos mais célebres são : "Eu sei como vos é difícil atirar com comida à vossa família" e "É nas famílias que o país encontra a esperança e onde as asas se põem a sonhar."
Para o Dr. Price, "estes erros são reveladores daquilo que os médicos chamam a fabulação e são específicos do diagnóstico de demência".
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MensagemAssunto: Re: MISÉRIAS AMERICANAS...   Qua Jul 28, 2010 4:26 pm

"60% DOS AMERICANOS NÃO SABEM O QUE É A UNIAO EUROPEIA!"

68 % dos Portugueses não sabem que os EUA são formados por vários Estados...

96% dos Portugueses - comigo incluído - não sabem quantos Estados compõem os EUA...

PS: Não me digam, porque não quero saber...
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MensagemAssunto: Re: MISÉRIAS AMERICANAS...   Seg Ago 02, 2010 8:01 pm

(Mais um Vietname para os Rambos)

Forças combatentes norte-americanas deixam o Iraque no final do mês

2.08.2010

As forças combatentes norte-americanas deixarão o Iraque no final do mês "como prometido, de acordo com as previsões", declara o presidente Barack Obama num discurso que deve fazer hoje, segunda-feira, segundo os extractos divulgados.

"Quando era candidato à presidência jurei pôr fim à guerra do Iraque de modo responsável. Pouco depois de ter assumido funções anunciei a nossa nova estratégia para o Iraque e uma transição total (do controlo do país) para os iraquianos", deve indicar Obama num congresso de antigos combatentes em Atlanta (Geórgia, sudeste).

"E fui claro quanto ao facto de até ao final do mês de Agosto de 2010 ser terminada a missão de combate norte-americana no Iraque. E é exactamente o que fazemos, como prometido, de acordo com as previsões", insiste o presidente, de acordo com os extractos do discurso divulgados pela Casa Branca.

O mês de Julho foi o mais mortífero no Iraque nos últimos dois anos, com 535 mortos, entre os quais 396 civis, disseram as autoridades iraquianas. Os números foram contestados pelo exército norte-americano, que indicou "222 mortos e 782 feridos".

No mesmo discurso, Obama considera que a violência no Iraque não é elevada e adianta que "no próximo mês" a missão militar norte-americana "vai passar do combate ao apoio e ao treino das forças iraquianas de segurança".

"Estas tarefas são perigosas. E haverá sempre (pessoas) armados com bombas e balas que tentarão interromper os progressos do Iraque. A verdade, mesmo que seja difícil, é que o sacrifício norte-americano no Iraque não terminou", deverá reconhecer o presidente.

No final de Agosto, não ficarão no Iraque mais que 50 000 soldados norte-americanos, contra 144.000 quando Obama assumiu funções. De acordo com o plano de Washington, os últimos militares devem deixar o Iraque no final de Dezembro de 2011.

(Jornal de Notícias)


Última edição por Anarca em Dom Ago 29, 2010 7:53 pm, editado 3 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: MISÉRIAS AMERICANAS...   Seg Ago 16, 2010 11:20 pm

Artista faz retrato de Bush com fotos pornográficas...

Várias imagens pornográficas compõem o rosto do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, em uma polêmica colagem de um artista britânico, que decidiu criar esta peculiar versão do chefe da Casa Branca depois que seus serviços como fotógrafo foi dispensado.

Jonathan Yeo mostra a partir desta semana na galeria Lazarides, em plena Soho londrina, sua controvertida obra, que, a primeira vista, parece totalmente casta.

Mas, se uma pessoa fixar sua atenção, descobre que os pedaços que representam as feições do presidente são imagens sexuais explícitas, entre elas algumas de felação.

A própria galeria explica em comunicado que Yeo recebeu uma encomenda para fazer um retrato do presidente, sem dúvida com um tom mais "governista".

O pedido, segundo o jornal The Sun, veio da Biblioteca Bush, que lembrará o legado do presidente americano após seu mandato, mas a idéia não foi para frente.

Mas Yeo decidiu continuar com o trabalho embora com outra idéia em mente.

E para isso selecionou fragmentos de imagens pornográficas de mais de uma centena de publicações e as uniu para compor o rosto de Bush, que deixará o cargo em janeiro de 2009.

"Fiz isso por diversão, não para ofender, mas estou satisfeito com o resultado", disse o artista ao apresentar esta semana sua obra.

O retrato de Yeo, que curiosamente é filho de um deputado conservador britânico, Tim Yeo, causou mal-estar nas fileiras republicanas americanas.

Um porta-voz do partido, citado pelo The Sun, prevê que o retrato causará indignação nos Estados Unidos.

"Algumas pessoas acharão divertido, mas pessoalmente acho que é uma montagem barata", considera.

"Por que alguém ia querer fazer uma imagem de nosso presidente a partir de material pornográfico?", se pergunta outro porta-voz republicano.

(Agência EFE)
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MensagemAssunto: Re: MISÉRIAS AMERICANAS...   Dom Ago 29, 2010 7:52 pm

EUA fizeram "coisas más" em Guantánamo

29.08.2010

O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros britânico garante que o Reino Unido só soube bastante depois.

"O facto é que coisas más foram feitas pelos norte-americanos a partir de 2002 e não disseram a ninguém", disse David Miliband numa entrevista publicada hoje, no londrino "The Independent", a propósito dos maus tratos aos detidos da chamada guerra contra o terrorismo.

O ex-ministro, que é agora um dos principais candidatos à liderança do Partido Trabalhista, após a derrota nas eleições de Maio passado, explicou que foi necessário que passasse algum tempo para que as provas mostrassem a realidade.

"Lentamente, as peças do puzzle começaram a juntar-se e, quando estavam juntas, o Governo britânico agiu", afirmou Miliband que, durante os seus três anos como ministro dos Negócios Estrangeiros, foi criticado por tentar impedir que fossem publicados documentos relacionados com os maus tratos sofridos por um cidadão britânico em Guantánamo.

O chefe da diplomacia perdeu a sua batalha junto dos tribunais britânicos, que deram luz verde à publicação de relatórios dos serviços secretos norte-americanos que revelavam provas dos maus tratos sofridos por Binyam Mohamed, detido no Paquistão em Abril de 2002.

O então ministro aceitou facultar tais documentos à defesa de Mohamed, que tinha sido entregue às autoridades britânicas, mas não quis que se tornassem públicos porque, como diz na entrevista, "não eram documentos nossos".

As organizações de defesa dos direitos civis criticaram duramente Miliband - ministro entre 2007 e 2010 - e acusaram-no de tentar proteger o ex-primeiro ministro Tony Blair, seu mentor político, e o seu antecessor no cargo, Jack Straw, para que não se tornasse evidente que tinham conhecimento de que um cidadão britânico estava a ser torturado em Guantánamo.

David Miliband reconheceu que se poderia ter agido mais rapidamente para fazer frente às acusações e suspeitas sobre tortura e detidos, mas acrescentou que a necessidade de agir segundo a lei não o permitiu.

Defendendo o seu mandato à frente do ministério, assegurou que tentou encontrar um equilíbrio "entre a defesa da segurança da nação e a manutenção dos valores da nação".

"A decisão mais difícil que no Governo é descartar uma iniciativa com base na possibilidade de haver um risco substancial contra os direitos humanos fora das tuas fronteiras, sabendo que descartando-a estás a perder a oportunidade de fazer alguma coisa para melhorar a segurança do teu povo", argumentou.

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: MISÉRIAS AMERICANAS...   Sab Set 25, 2010 3:37 pm

Michael Moore realiza filme sobre sistema de saúde dos EUA!

O norte-americano Michael Moore, autor do filme «Fahrenheit - 11 de Setembro», estreou em 2007 o seu filme, «Sicko», dedicado ao sistema de saúde norte-americano.

O realizador, que lançou um apelo para recolher depoimentos sobre o tema, diz ter recebido cerca de 19 mil respostas, que levaram cerca de um mês a serem analisadas.

«Ler sobre o sofrimento diário das pessoas no nosso sistema (de saúde) baseado nos benefícios foi ao mesmo tempo comovente e revoltante», acrescentou.

Sinopse

As palavras "sistema de saúde" e "comédia" não são facilmente encontradas na mesma frase, mas no mais recente filme de Michael Moore elas podem ser vistas lado a lado. Para mostrar como as coisas funcionam na terra do Tio Sam, Moore ouve as histórias de vários americanos comuns cujas vidas foram despedaçadas, ou arruinadas pelo sistema de saúde americano. O filme mostra que a crise não somente afeta os milhões de cidadãos que não têm seguro de saúde - mas também milhões de outros que pagam religiosamente suas prestações e que estão freqüentemente lutando com a burocracia e com suas regras oficiais obscuras. Para provar que nem tudo está perdido, o cineasta compara outros sistemas de saúde visitando o Canadá, a Inglaterra, a França e a Cuba onde todas as pessoas recebem um bom atendimento médico de forma gratuita.

In "Diariodigital, 2008-07-11"
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MensagemAssunto: Re: MISÉRIAS AMERICANAS...   Sex Out 01, 2010 3:14 pm

"O Petróleo é que originou a guerra contra o Iraque"

Greenspan, ex-presidente da Reserva Federal dos EUA, contesta política "populista" de George W. Bush

No livro de memórias que hoje lança, o ex-presidente da Reserva Federal (banco central) dos Estados Unidos da América (EUA) põe a nu algumas das estratégias quer do presidente George W. Bush, quer do Partido Republicano. "A guerra lançada contra o Iraque de Saddam Hussein não se deveu a razões alegadamente políticas, mas isso sim ao petróleo", afirma Alan Greenspan.

"Entristece-me que seja politicamente inconveniente reconhecer o que todo o Mundo sabe que foi o petróleo que originou a guerra conta o Iraque", diz Greenspan num livro em que, ao longo de 500 páginas, disseca vários aspectos da vida dos EUA.

Bush e o Partido Republicano "merecem ter fracassado", diz o ex-chefe de uma das mais poderosas instituições financeiras do Mundo, referindo-se não só à política económica encetada pelo presidente mas, sobretudo, ao que considera falta de disciplina fiscal e orçamental.

No livro "The Age of Turbulences" (A idade das turbulências), Greenspan (que deixou a Reserva Federal, em 2006, ao fim de 18 anos) narra o seu infrutífero contributo para que a Casa Branca tomasse decisões de política fiscal (na altura os republicanos controlavam o Congresso), diferentes das adoptadas e que, na sua opinião, "foram um erro".

Embora adepto da baixa de impostos, mas aliada a igual redução nas despesas, Greenspan não aceita a metodologia de Bush que, alegando que a redução evitaria a recessão pós atentados do 11 de Setembro, ajudou os ricos a serem mais ricos e os pobres a serem mais pobres.

Foi, aliás, a falta de disciplina nas despesas reais que levou o défice a atingor alguns níveis alarmantes.

Alan Greenspan, também conhecido nos aerópagos da macro-economia internacional, como "oráculo", tem feito a vida negra ao seu sucessor na Reserva Federal, Ben Bernanke.

Até mesmo o dia do lançamento do livro parece ser mais um ataque, já que acontece na véspera da reunião do comité de política monetária da Reserva Federal, que é aguardada com especial interesse por se esperar que vá reduzir a taxa de juros.

Para o futuro imediato, Greenspan prevê a subida da inflação e diz que a Reserva Federal terá de endurecer a política monetária, "o que chocará com a resistência populista do Congresso e até mesmo de Bush".

(Diário de Notícias)
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