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 AS COISAS QUE FAZEM CHORAR...

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Anarca



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MensagemAssunto: AS COISAS QUE FAZEM CHORAR...   Ter Dez 08, 2009 2:57 pm

Os Dalits - Os intocáveis da Índia

Poucas pessoas no mundo tem experimentado um nível de abuso e pobreza como os 300 milhões de Dalits ou “intocáveis” da Índia. Por 3.000 anos eles tem vivido num ciclo de discrimação e desespero sem esperança de escape.

Para os Dalits, dor e sofrimento são parte da vida. Eles estão presos a um sistema de castas que nega a eles adequada educação, água potável, empregos com decente pagamento e o direito à terra ou à casa própria. A cada duas horas Dalits são assaltados e duas casas de Dalits são queimadas. A cada dia, dois Dalits são assassinados.

Discriminados e oprimidos, Dalits são freqüentemente vítimas de violentos crimes. Em 15 de Outubro no Estado de Haryana, cinco jovens Dalits foram linchados por uma multidão por tirarem a pele de uma vaca morta, da qual eles tinham legal direito para fazer. A Polícia, segundo consta, ficou parada sem nada fazer e permitiu que a violência continuasse. Em 1999, vinte e três trabalhadores agrícolas Dalits (incluindo mulheres e crianças) foram assassinados por seguranças particulares de um fazendeiro de alta-casta. O crime deles? Ouvir a um partido político local com considerações que ameaçavam o domínio do fazendeiro sobre Dalits locais como mão de obra barata.

Embora leis contra a descriminação de castas tenham sido aprovadas, a discriminação continua e pouco é feito para processar os acusados. Em anos recentes, porém, tem havido um crescente desejo por liberdade entre os Dalits e castas baixas hindus. Líderes como Ram Raj tem vindo a frente exigindo justiça e liberdade da escravidão das castas e da perseguição. Um detalhada “Carta dos Direitos Humanos dos Dalits” foi redigida com apelos para a Comunidade Internacional e para a ONU, na esperança que isto colocaria um pressão possitiva sobre o Governo Indiano. Mas pouco tem mudado – até recentemente.

Em Outubro de 2001, líderes Dalits se encontram com 740 líderes cristãos na Índia em uma histórica reunião. Pela graça de Deus, os líderes Dalits reconheceram que a verdadeira esperança e liberdade para seu povo não será encontrada numa revolução social, mas em uma nova crença. Eles concordaram em permitir que as pessoas sigam a Cristo, se estas pessoas decidirem por isso. Os líderes cristãos, em troca, se comprometeram ajudar esse movimento em massa, apesar dos riscos envolvidos.

Originalmente, alguns anos atrás, o líder Dalit (especificamente Ram Raj e outros) tinham se encontrado com certos cristãos na Índia que tinham recusado aceitar este esmagador número de pessoas em suas igrejas. Desencorajado, os líderes Dalits, como o líder Dr. Ambedkar então se converteram ao Budismo. Pela graça de Deus, a porta está agora aberta para milhões experimentarem esperança e verdadeira liberdade através de nosso Senhor.

Fatos sobre os Dalits:

• A cada dia, três mulheres Dalits são estrupadas;
• Crianças Dalits são freqüentemente forçadas a sentarem de costas nas suas salas de aula, ou mesmo fora da sala;
• A cada hora, duas casas de Dalits são queimadas;
• A maioria das pessoas das castas altas evitarão terem Dalits preparando a sua comida, por medo de se tornarem imundos;
• A cada hora, dois Dalits são assaltados.
• Em muitas partes da Índia, Dalits não são permitidos entrar nos templos e outros lugares religiosos;
• 66% são analfabetos;
• A taxa de mortalidade infantil é perto de 10%;
• A 70% são negado o direito de adorarem em templos locais;
• 57% das crianças Dalits abaixo da idade de quarto anos estão muito abaixo do peso;
• 300 milhões de Dalits vivem em Índia;
• 60 milhões de Dalits são explorados através do trabalho forçado;
• A maioria dos Dalits são proibidos de beber da mesma água que os de castas mais altas.
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: AS COISAS QUE FAZEM CHORAR...   Qui Dez 10, 2009 4:44 pm

Os Animais de Circo

Hoje eles são tigres, leões e chimpanzés. Também são elefantes, ursos e pequenos animais. Na verdade, os circos não poupam quase nenhuma espécie. Cangurus, hipopótamos, girafas. Avestruzes, porcos, serpentes. O que puder ser capturado e exibido. E, principalmente, os que não sejam protegidos. A África, continente por décadas sem leis ou limites, foi insistentemente saqueada para abastecer os circos do mundo todo com suas espécies exuberantes e incomuns. O mesmo se pode falar de regiões asiáticas.

Assim os circos tradicionais sobrevivem. Da ausência de leis e da miséria. Sem isso, não há circo. Os elefantes, por exemplo, sempre foram comprados por bagatela em regiões africanas onde o tráfico que abastece circos consegue mão de obra barata para captura dos animais e qualquer resistência é facilmente corrompida. Regiões pobres da Índia e Tailândia têm fornecido elefantes asiáticos nos últimos anos, além de tigres.

Enquanto na América se exibem estes, o tráfico leva animais do Amazonas para longe.

Antas, micos-leões, macacos-aranha, araras, onças e outras tantas espécies exclusivas da fauna sul-americana são vistas em países da Europa que ainda insistem neste tipo de negócio. Sem leis para defendê-los são hoje as vítimas do lucro fácil dos circos, que nunca viveram de outra forma.

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Anarca



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MensagemAssunto: Re: AS COISAS QUE FAZEM CHORAR...   Dom Dez 13, 2009 3:13 pm

Os Sempre Escravos

Há algumas décadas os escravos tinham uma outra face. Até que a abolição da escravatura fosse assinada e as leis de direitos humanos começassem a tomar força pelos países influentes, os picadeiros e cartazes dos circos anunciavam outra atração: a exibição humana. Pobres, doentes, escravos, órfãos, estrangeiros, ingênuos ou gente infeliz que, por qual razão seja, se submetia aos comandos de seus "patrões". Estes, cuja vida, como menciona a obra ''Freaks Monstrous'', "era freqüentemente uma miséria", ou ainda, "mais semelhante à escravidão que a emprego.". A preferência dos circos era por negros escravos, crianças ou adolescentes, pessoas com retardamento mental ou mesmo aqueles que não tivessem outra opção na sociedade devido a alguma deformidade ou doença. Os circos compravam crianças de pais pobres ou mães solteiras ou as ganhava, com a promessa de que lhes daria uma vida digna. Tudo ilusão, como os próprios espetáculos.

Somente uma minoria conseguia ter dinheiro suficiente para se aposentar quando velho e deixar a vida sob a lona.

Haviam até mesmo os "caçadores de talento", que viviam de encontrar aqueles que seriam os "números" dos picadeiros. Não eram artistas, nem apresentavam qualquer forma de arte. Eram anunciados como "as aberrações da natureza". Os cartazes e os megafones dos circos conclamavam a população a assistir a apresentação das criaturas mais bizarras da Terra: uma mulher gorda, anões, gigantes, uma mulher barbada e pessoas com as mais inimagináveis anomalias.

Crianças com duas cabeças, mulheres sem os braços ou as pernas, homens que eram fusão com alguma espécie animal, gêmeos "siameses" e tudo o que a mente dos donos de circos pudesse alcançar. O próprio têrmo "siameses" passou a ser usado popularmente para gêmeos xifópagos a partir dos primeiros irmãos a surgir nos picadeiros, Chang e Eng, comprados de pais pobres do Sião (atual Tailândia) e exibidos como monstros no Barnum Circus, a partir de 1829, até sua morte.

Um circo inglês apresentava Sara Baartma, uma negra trazida da África, do povo hotentote. Os cartazes do circo valorizavam o volume incomum de suas nádegas, chamando-a de "A Vênus Negra". Era exposta seminua por 12 horas diárias no circo, além do que sofria abusos sexuais. Millie-Christine, "A Rouxinol de Duas Cabeças" era, na verdade, duas irmãs xifópagas, unidas na altura do osso sacro. Nascidas escravas, foram vendidas para um empresário de eventos. Ensinadas a cantar, foram exibidas em diversos lugares e vendidas outras vezes. Eram submetidas a uma rotina cansativa de trabalho, além de sofrerem constantes abusos sexuais.

Um dos mais conhecidos, sem dúvida, foi Joseph Merrick, ou "O Homem-Elefante". Nascido com uma deformidade que tomou conta de 90% de seu corpo e perdendo a mãe logo cedo, acabou por submeter-se ao dono de um circo, onde era exibido numa jaula. Durante uma certa apresentação em Paris, em que, devido à doença, não conseguia se pôr de pé, foi espancado pelo dono do circo com tanta violência, que revoltou a platéia.

Os donos de circo, sempre oportunistas, souberam viver das ocasiões que lhes favorecia. Da escravidão ou da pobreza. Da falta de leis ou mesmo da ignorância da população comum. Ricos empresários de circo como o famoso Phineas T. Barnum que "importava" as "aberrações" de qualquer parte do globo para expor em seu picadeiro, logo eram imitados pelos circos menores. Lembremos que Barnum, é o grande inspirador dos empresários de circos tradicionais que existem por todo o mundo até hoje. A astúcia de Barnum pelo lucro, aliás, é inquestionável. A historiadora Marian Murray, em seu livro ''Circus!'', menciona que Barnum foi conhecido por muitos como um "malandro, eterno mentiroso e um trapaceiro sem escrúpulos que perpetuou uma série de fraudes engenhosas a um público que ele via como bobos.".

E não é para menos. Apenas três meses após o lançamento da obra "A Teoria das Espécies", por Charles Darwin, Barnum apresentou em seus espetáculos "O Elo", um ser que ele anunciava ser "o elo perdido de Darwin", "a criatura intermediária entre o Homem e o macaco". Não era nada mais que um dos "artistas" de Barnum, dentro de uma jaula e emitindo sons tentando imitar um animal.

Os "Homens Selvagens de Bornéo" não eram, na verdade, selvagens nem de Bornéo. Eram um par de anões gêmeos que sofriam de retardamento mental, que Barnum vestia e apresentava como pigmeus selvagens que falavam em sua "língua nativa". O "Homem-Cachorro" era, na verdade, um homem que, apesar de falar, pensar e realizar qualquer coisa de modo normal, apenas por sofrer de uma anomalia que provocava excesso de pêlos pelo corpo, era mostrado em uma jaula, rosnando e imitando uma fera. O circo anunciava que ele havia sido capturado em uma caverna, por caçadores na Rússia.

Mas esses são, apenas alguns breves casos que faziam parte dos espetáculos que visitavam cidades e cidades, impressionando gente humilde e enriquecendo os "empresários" de coleções bizarras que assombravam a Terra. O "Homem de Três Pernas", o "Homem de Três Olhos", O "Monstro Sem Pernas", a "Mulher Cara de Mula", o "Esqueleto-Vivo" e outros "monstros" estariam ainda nos cartazes de circos pregados pelos postes das nossas cidades, não fossem as leis que começaram, pouco a pouco, proibir a exploração desses infelizes e impedir os donos das casas de "maravilhas" de os exibirem. Primeiro, com a conquista dos grupos abolicionistas, que fez com que negros escravos não fossem mais objetos sem direito. Depois, os advogados e gente empenhada por direitos humanos a pessoas com síndrome de Down ou, por fim, qualquer outra condição que tornasse um indivíduo indefeso.

A princípio, os donos de circo se deslocavam de cidades e países, procurando aqueles locais que ainda facilitassem os espetáculos livres. Mas, à medida que as leis foram se tornado cada vez mais rigorosas e que cada vez mais cidades abraçavam a mesma mentalidade de direitos a pessoas e protegiam esses indefesos, não restava outra coisa aos "empresários" de espetáculos senão, abandonarem a rotina destes eventos...

Assim, a exibição das "aberrações" começaram a ser proibidas pouco a pouco por todo o Mundo,

No entanto, hoje, no Séc XXI ainda se apresentam "anomalias" para impressionar o público que acredita que por trás da lona todos são felizes e que depois do espetáculo a alegria permanece.
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: AS COISAS QUE FAZEM CHORAR...   Seg Jan 11, 2010 11:23 pm

Chamava-se Du’a Khalil Aswad.

Era uma menina curda de 17 anos que vivia na cidade iraquiana de Mosul.

Um dia, como tantas outras meninas de 17 anos, Du’a começou a namorar com um rapaz da sua idade por quem se tinha apaixonado.

Mas, acontece que a menina e o rapaz tinham religiões diferentes: ela era yezidi, uma antiga religião pré-islâmica; ele era um muçulmano sunita.

Até que um dia, quando regressava pacificamente a casa, Du’a foi subitamente emboscada por uma multidão de mais de mil homens em incontrolável fúria.

Tinham decido matá-la da maneira mais brutal que lhes era possível: apedrejando-a!

De imediato os homens apanharam-na de surpresa, rodearam-na e, sem sequer uma palavra, começaram a atirar-lhe grandes pedras à cabeça, enquanto eles próprios, num sádico gozo assassino, iam fotografando e filmando tudo com os seus telemóveis.

É possível encontrar na Internet alguns filmes da menina (embora me recuse a colocar aqui qualquer link), provavelmente sem sequer perceber o que lhe estava a acontecer, já caída no chão e coberta de sangue e a gritar desesperadamente por socorro, a voz cada vez mais fraca, enquanto ia sendo atingida pelas pedras.

Com uma violência cega e fanática, enquanto lhe atiram pedras todos lhe vão gritando insultos.
Nalgumas imagens podem mesmo ver-se alguns homens a pontapeá-la no corpo e na cabeça.

Depois, para simbolizar o quanto ela tinha desonrado a religião yezidi por namorar com um rapaz sunita e, por isso, por ter ofendido também toda a sua família, os homens rasgaram-lhe as roupas à força e despiram-na completamente.

Nas imagens seguintes vê-se a menina deitada no chão, já completamente nua, rodeada por um mar de sangue, com cabeça esmagada, a sua cara de menina inocente já irremediavelmente desfigurada pelas pedras.

Já não grita.

No entanto, embora já imóvel, é possível ver-se que ainda respira.

Até que, do meio da multidão, surge alguém que se aproxima e acaba de uma vez com o seu sofrimento, atirando-lhe do alto uma pedra mais pesada, directamente à cara.

E assim morreu Du’a Khalil Aswad.
Uma menina curda de 17 anos que vivia na cidade iraquiana de Mosul.

Morreu em nome de uma religião.
Morreu em nome da irracionalidade fanática da fé.
Morreu em nome de Deus.

Adeus, Du’a!
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MensagemAssunto: Re: AS COISAS QUE FAZEM CHORAR...   Sex Jan 15, 2010 10:21 pm

As práticas macabras do Tsahal...

O Courrier International, cita o Yediot Aharonot, o diário hebreu mais lido em Israel, que publicou um dossier com revelações dos actos de violência praticados pelos soldados israelitas sobre os corpos dos palestinianos mortos.

Segundo informações comunicadas ao jornal por soldados chocados com o comportamento macabro dos seus camaradas, circulam fotos e vídeos de militares em poses dignas de filmes de terror, em que os restos dos cadáveres são objectos de brincadeiras da pior espécie.

Perante o impacto da divulgação destas práticas a uma população muitas vezes mal informada sobre o que se passa nos territórios ocupados, o exército está a tentar minimizar o escândalo dizendo que essas fotos não passam de recordações comparáveis àquelas que qualquer pessoa pode tirar numa festa ou numa excursão.

É triste a constatação de que os soldados de Israel estão cada vez mais parecidos com os carrascos dos seus antepassados nas câmaras de gás de Auschwitz e Daschau.
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MensagemAssunto: Re: AS COISAS QUE FAZEM CHORAR...   Seg Jan 25, 2010 12:05 am

O "sucesso" Chinês...

Os mendigos de Pequim demoram aproximadamente três minutos e meio para vasculhar cada lixeira em busca de comida, latas e garrafas que serão vendidas à reciclagem, indústria na qual o governo aposta e que sustenta dez milhões de chineses.

Os transeuntes que se passeiam pela habitualmente concorrida rua de peões Wang Fu Jing, parando ocasionalmente diante das montras ou para beber um gole da lata ou da garrafa que transportam, são observados pelos "mendigos-recicladores", que chegam mesmo a segui-los, esperando que eles deitem o recipiente no lixo.

Também há aqueles que são mais atrevidos e perguntam ao dono da garrafa ou da lata quanto tempo ele demorará para consumir o conteúdo.

Caso não consigam acabar rapidamente, podem até ser seguidos à distância, numa tentativa de bater a concorrência na “corrida recicladora”.

Na capital da China tudo é reciclado, começando pelos restos de comida dos restaurantes, que à hora de fechar recebem cidadãos de bicicletas com vasilhas, onde colocam os restos pelos quais pagam uma quantia mínima, e que irão revender depois como alimento para animais.
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MensagemAssunto: Re: AS COISAS QUE FAZEM CHORAR...   Sex Fev 05, 2010 6:54 pm

Enterrada viva por falar com rapazes

Uma rapariga foi enterrada viva pelos seus próprios familiares, como castigo por falar com rapazes, apurou o jornal britânico 'The Guardian'.

O corpo de uma rapariga de 16 anos foi encontrado com as mãos atadas, sentado e dentro de um buraco de três metros por baixo de um galinheiro ao lado da sua casa em Kahta, uma província a sudeste de Adiyaman, na Turquia.

A rapariga já havia sido dada como desaparecida e a justificação que se dá para o crime é a defesa da sua 'honra', uma vez que tinha sido vista a conversar com rapazes.

O pai e o avô da vítima foram presos e mantidos sob custódia, enquanto esperam julgamento. Não é claro, porém, se terão sido acusados. Quanto à mãe, também foi presa mas, posteriormente, libertada.

A comunicação social afirma que o pai da vítima disse aos seus familiares que estava descontente com o comportamento da sua filha, porque esta tinha amigos do sexo oposto. Diz-se também que o avô lhe bateu por ter relações com rapazes.

O exame do cadáver indica que a rapariga continha uma grande quantidade de terra nos pulmões e estômago, o que dá a entender que foi enterrada viva. Não havia, porém, sinais de feridas no seu corpo.

Esta descoberta reabre a polémica sobre os assassinatos por ‘honra’ que ocorrem frequentemente no empobrecido sudeste turco.

As entidades oficiais revelaram que mais de 200 assassinatos desta índole têm lugar todos os anos, o que perfaz cerca de metade dos crimes de assassinato na Turquia.

(Correio da Manhã)
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MensagemAssunto: Re: AS COISAS QUE FAZEM CHORAR...   Seg Fev 08, 2010 5:48 pm

Diário de um cão...

1a semana.
Hoje completei uma semana de vida. Que alegria ter chegado a este mundo !

1 mês.
Minha mãe cuida muito bem de mim. É uma mãe exemplar!

2 meses.
Hoje separaram-me da minha mãe. Ela estava muito irrequieta e,com seu olhar, disse-me adeus. Espero que a minha nova "familia humana" cuide tão bem de mim como ela o fez.

4 meses.
Cresci rápido; tudo me chama a atenção. Há varias crianças na casa e para mim são como "irmaozinhos". Somos muito brincalhões, eles puxam-me o rabo e eu mordo-os na brincadeira.

5 meses.
Hoje deram-me uma bronca. A Minha dona ficou incomodada porque fiz xixi dentro de casa. Mas nunca me haviam ensinado onde deveria faze-lo. Além do que, durmo no hall de entrada. Nao deu para aguentar.

8 meses.
Sou um cao feliz! Tenho o calor de um lar; sinto-me tão seguro, tão protegido... Acho que a minha familia humana me ama e me dá muitas coisas. O pátio é todinho para mim e, as vezes,excedo-me, cavando na terra como meus antepassados, os lobos quando escondiam a comida. Nunca me educam. Deve ser correto tudo o que faço.

12 meses.
Hoje completo um ano. Sou um cão adulto. Os meus donos dizem que cresci mais do que eles esperavam. Que orgulho devem ter de mim.

13 meses.
Hoje acorrentaram-me e fico quase sem poder movimentar-me até onde tem um raio de sol ou quando quero alguma sombra. Dizem que me vão observar e que sou um ingrato. Nao compreendo nada do que esta a acontecer.

15 meses.
Ja nada é igual... moro na varanda. Sinto-me muito só. A Minha familia já nao me quer! As vezes esquecem-se que tenho fome e sede. Quando chove, nao tenho tecto que me abrigue...

16 meses.
Hoje tiraram-me da varanda. Estou certo de que a minha familia me perdoou. Eu fiquei tao contente que pulava com gosto. O meu rabo parecia um ventilador. Além disso, vão levar-me a passear!! Dirigimo-nos para a estrada e, de repente, pararam o automóvel. Abriram a porta e eu desci feliz, pensando que passaríamos o nosso dia no campo. Não compreendo porque fecharam a porta e se foram. "Ouçam,esperem!" lati... esqueceram-se de mim... Corri atras do carro com todas as minhas forças. A minha angustia crescia ao perceber que quase perdia o folego e eles nao paravam. Haviam me esquecido!

17 meses.
Procurei em vão achar o caminho de volta ao lar. Estou só e sinto-me perdido ! No meu caminho existem pessoas de bom coração que me olham com tristeza e me dão algum alimento. Eu agradeço-lhes com o meu olhar, desde o fundo da minh'alma. Eu gostaria que me adoptassem: seria leal como ninguém! Mas apenas dizem: " pobre caozinho, deve ter-se perdido."

18 meses.
Um dia destes, passei perto de uma escola e vi muitas crianças e jovens como os meus " irmaozinhos " aproximei-me e um grupo deles, rindo, atirou-me uma chuva de pedras "para ver quem tinha melhor pontaria". Uma dessas pedras, feriu-me o olho e desde entao, nao vejo com ele.

19 meses.
Parece mentira. Quando estava mais bonito,tinham compaixao de mim. Já estou muito fraco; meu aspecto mudou. Perdi o meu olho e as pessoas mostram-me a vassoura quando pretendo deitar-me numa pequena sombra.

20 meses
Quase não posso mexer-me! Hoje, ao tentar atravessar a rua por onde passam os carros, um acertou-me! Eu estava no lugar seguro chamado "calçada ", mas nunca esquecerei o olhar de satisfação do condutor, que até se vangloriou por acertar-me. Oxala me tivesse matado! Mas so me deslocou as patas traseiras! A dor e terrivel! As minhas patas traseiras não me obedecem e com dificuldade arrastei-me até a relva, na beira do caminho. Faz dez dias que estou embaixo do sol, da chuva, do frio, sem comer. Já não posso mexer-me! A dor é insuportavel! Sinto-me muito mal,fiquei num lugar humido e parece que até o meu pelo esta cair... Algumas pessoas passam e nem me veem; outras dizem: "nao te chegues perto". Ja estou quase inconsciente; mas alguma força estranha me faz abrir os olhos. A doçura de sua voz fez-me reagir. "Pobre caozinho, olha como te deixaram ", dizia... com ela estava um senhor de avental branco. Começou a tocar-me e disse: "Sinto muito senhora,mas este cão ja nao tem remédio. É melhor que pare de sofrer". A gentil senhora, com as lagrimas rolando pelo rosto, concordou. Como pude, mexi o rabo e olhei-a, agradecendo-lhe que me ajudasse a descansar. Somente senti a picada da injeçao e dormi para sempre, pensando porque tive que nascer se ninguém me queria...
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: AS COISAS QUE FAZEM CHORAR...   Sab Abr 17, 2010 5:17 pm

A Mutilação Genital Feminina

A excisão/mutilação genital feminina (E/MGF) ocorre a uma escala muito maior do que se pensava anteriormente.

Só no Continente Africano (África Sub-Sariana, Egipto e Sudão), três milhões de raparigas e mulheres são, anualmente, submetidas à excisão/mutilação genital.

Há quatro tipos de circuncisão feminina:

Primeiro grau – remoção da parte superior do clítoris – isto é semelhante à circuncisão masculina.

Segundo grau – remoção completa do clítoris e de parte dos pequenos lábios.

Terceiro grau – remoção completa do clítoris e dos pequenos e grandes lábios.

Quarto grau ou infibulação – isto consiste em suturar os dois lados da vulva após a remoção do clítoris e dos pequenos e grandes lábios. É deixado um orifício pequeno para a menstruação.

As razões para a circuncisão:

Muitas razões são dadas.

No entanto, o objetivo principal é manter a mulher submissa ao homem.

A excisão impede a mulher de desfrutar do sexo na sua totalidade e, sendo assim, as mulheres têm uma vida sexual de completa resignação.

São mais dóceis porque sentem menos prazer.

Algumas pessoas dizem que as mulheres que não foram circuncidadas não podem conceber.

No caso da infibulação, é para garantir a fidelidade da mulher.

Na verdade, cada vez que o marido sai em viagem ele realiza a infibulação e no seu retorno ele ‘rasga’ os pontos.

As complicações:

Sangramento grave, às vezes resultando em morte

Ferimentos causados a órgãos vizinhos como a uretra e reto

Infecção devido à falta de higiene, sendo a mais séria o tétano

Dores severas durante as relações sexuais

Problemas sexuais, pois a mulher não sente desejo nem prazer

Infecções vaginais repetidas

Fístulas

Nas mulheres circuncidadas, geralmente é forçoso fazer-se cortes grandes – episiotomias – durante o parto pois a abertura da vagina é muito reduzida, correndo-se assim o risco de lesar o reto ou a uretra.
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: AS COISAS QUE FAZEM CHORAR...   Dom Maio 02, 2010 9:03 pm

O que leva os seres-humanos a perpretar actos desumanos?

Existem duas correntes explicativas na sociopsicologia: as disposições individuais e as situações em que o indivíduo se encontra.

Philip G. Zimbardo no seu livro “The Lucifer effect: understanding how good people turn evil” defende a segunda como a fundamental.

Ele descreve a sua experiência de 1971, em que colocou 24 voluntários, todos eles considerados saudáveis e normais, todos eles estudantes universitários, numa situação de prisão, 12 actuando como guardas e 12 como prisioneiros.

Nas entrevistas que foram realizadas previamente, todos eles tinham afirmado que prefeririam actuar como prisioneiros, pois não se imaginavam na situação de serem guardas, mas na cultura universitária do tempo, com as demonstrações anti-guerra, eles pensavam que poderiam ser presos e a experiência poderia ser-lhes útil.

Supostamente a experiência deveria durar duas semanas.

Durou 6 dias.

Por esta altura os guardas tinham-se tornado agressivos e desumanos, obrigando os prisioneiros a punições degradantes e humilhantes, de tal forma, que vários tiveram de ser libertados e os que ficaram comportavam-se como zombies.

Com base nesta experiência e outros casos exemplificativos ele defende que todos nós podemos na situação adequada tornarmo-nos “guardas”.

Ele defende um processo de despersonalização e anonimatização, em que em ordem para a actuação como “guarda”, adquirimos para nós o papel de “guarda” entre “guardas”.

Na despersonalização livramo-nos dos nossos próprios pruridos morais, na anonimatização adquirimos o senso de impunidade.
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MensagemAssunto: Re: AS COISAS QUE FAZEM CHORAR...   Seg Jun 07, 2010 10:13 pm

Bandeiras realistas

O diplomata noruegues Charung Gollar, foi incumbido de apresentar, na ONU, no mes passado, um gráfico mostrando os principais problemas que preocuparam o mundo no decorrer de 2005.

Apresentou uma serie de oito graficos, intitulados "O Poder das Estrelas".




(Angola)
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MensagemAssunto: Re: AS COISAS QUE FAZEM CHORAR...   Qui Jun 10, 2010 11:35 pm



(Somália)
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MensagemAssunto: Re: AS COISAS QUE FAZEM CHORAR...   Sex Jun 11, 2010 4:49 pm



(E.U.A.)
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MensagemAssunto: Re: AS COISAS QUE FAZEM CHORAR...   Qui Jul 01, 2010 11:42 pm



(Brasil)
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MensagemAssunto: Re: AS COISAS QUE FAZEM CHORAR...   Ter Jul 06, 2010 9:23 pm



(China)
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MensagemAssunto: Re: AS COISAS QUE FAZEM CHORAR...   Qui Jul 22, 2010 9:39 pm



(Brukina Faso)
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MensagemAssunto: Re: AS COISAS QUE FAZEM CHORAR...   Sex Ago 13, 2010 5:39 pm

A bombeira Josefa...

Se em vez de Josefa se chamasse Francisca ou Catarina chamaria a atenção, mas Josefa já teve a sua época e ao seu lado ninguém espera encontrar um apelido do tipo Ricardo Salgado .

A Josefa não estava na Praia dos Tomates ou a refrescar-se numa sombra da Quinta do Lago, se estivesse ninguém ousaria questionar tal nome e mesmo sem fazer nada poderia ter direito a um convite para umas das muitas festas glamorosas.

Chamava-se Josefa como se poderia chamar Filomena ou muitos dos nomes deste povo, de um povo que não lê os artigos da Felícia Cabrita no Sol, que não se preocupa com as dúvidas existenciais de procuradores remunerados muito acima da média e que desde que inventaram os computadores nem nos dedos têm calos.

Enquanto a classe política fazia as pazes nas águas quentes do Algarve a Josefa morreu anónima num dos muitos incêndios ateados, pela incúria, pela falta de civismo ou pelo simples prazer criminoso de ver o país arder. Num país onde cada um faz o possível por enriquecer o mais possível, onde são cada vez menos os que lhe dão alguma coisa, a Josefa deu a vida.

Era estudante e estava de férias, mas apenas meias férias pois trabalhava em part-time, mesmo assim ainda era bombeira e quando a sirene tocou partiu para os incêndios, talvez ao mesmo tempo que uma boa parte das nossas elites punha os chinelos para irem para a praia.

Há dois países neste Portugal, os que têm férias e os que não têm, os que enriquecem de forma fácil e os que fazem pela vida, os que chulam o orçamento ao abrigo de estatutos corporativos e os que têm de trabalhar duro se querem comer, os que tudo querem e se sentem no direito de pedirem mais e os que tudo dão sem esperar receber.

Josefa pertencia ao segundo país, ao país que luta, que constrói, que dá que dá a Portugal o que resta do sentido de Nação.
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MensagemAssunto: Re: AS COISAS QUE FAZEM CHORAR...   Qua Out 06, 2010 3:53 pm

Lolo Ferrari - A escrava do bisturi...

Eis a história de uma vida, que descobri meio por acaso, e que abre portas para uma reflexão sobre alguns problemas muito actuais como as consequências da insatisfação com o corpo, a busca de um ideal de beleza que ultrapassa o humanamente viável, a violência que o cônjuge pode exercer usando a sua ascendência psicológica.

Eve Valois ficou conhecida por Lolo Ferrari, a grotesca Vénus de silicone.

Sujeitou-se a 22 operações plásticas em 5 anos, mas nem por isso teve uma existência mais feliz.

Nascida em França, a 8 de Novembro de 1970 (outras biografias dão como ano de nascimento 1963), Eve disse ter tido uma infância e adolescência marcadas por um pai ausente e por uma mãe que a chamava de “feia” e “estúpida”.

Apesar dos seus sempre bons resultados escolares, de ser uma rapariga esperta com uma potencial carreira em Medicina ou no Ensino, a realidade tornou-se bem diferente. Acabando o Liceu, Eve, então com 17, inicia uma carreira como modelo e conhece Eric Vigne, um empresário de 39 anos que mais do que seu agente se torna seu marido.

Desde cedo, Eric apercebeu-se da necessidade de afecto sentida por Eve, da má relação da jovem com o seu corpo, da vontade de se querer transformar em alguém diferente, encorajando-a a entregar-se à cirurgia plástica. Foi o próprio Eric que orgulhosamente desenhou a boca e os seios, alimentando a obsessão de Eve em ser fisicamente transformada.

Eve Valois foi cedendo o seu lugar à fabricada Lolo Ferrari. “Lolo” é o calão francês para mamas e “Ferrari” o nome carinhoso que lhe dava o seu avô e que valeu uma guerra em tribunal com a célebre marca de automóveis, quando Eve tentou lançar uma linha de lingerie e uma boneca com esse nome.

Em vez de conseguir lidar com os seus problemas de auto-estima e submeter-se a um tratamento sério de psicoterapia, Lolo sofreu de uma depressão crónica, agravada pelas constantes operações que apenas a deixavam momentaneamente mais satisfeita com o seu corpo. Não demorava muito a Lolo a encontrar “pontos de melhoria” - vivia com a necessidade se abandonar à anestesia geral com a certeza de acordar transformada.

O tamanho 54G do busto foi atingido em 1995 após cinco operações, o recurso aos moldes de fuselagem da indústria aeronáutica e uma longa procura de um cirurgião disposto a realizar tal empresa - cada seio equivalia a uma bola de futebol.

Em 1999, Lolo Ferrari entra no Guinness Book como a detentora dos seios mais pesados do mundo – 2.8 kgs!

Escusado é dizer que a sua carreira foi orientada para a pornografia. Ainda que o seu sonho fosse tornar-se numa actriz e cantora, todos os trabalhos que apareciam eram relacionados com a exploração do corpo e da sua imagem sexual.

Lolo apresentava uma ambivalência de sentimentos. Capaz de dizer que os enormes seios lhe davam conforto e segurança, também dizia que todas as modificações do seu corpo se deviam ao facto de não aguentar a vida. O sofrimento físico era inevitável e Lolo afogava-se em álcool e café que misturava com comprimidos vários.

O gigantismo mamário implicava o uso, dia e noite, de um soutien especial.

Lolo só podia dormir de lado e tinha dificuldades respiratórias.

Tinha horror a trepidações, não podia andar de avião sob pena dos implantes poderem rebentar e vivia aterrorizada com a possibilidade de um fan lhe furar os seios durante uma actuação em clubes nocturnos.

Além das dores, tinha pesadelos constantes – sonhava que ao acordar ia voltar a ter o rosto original!

Frases como “Odeio a realidade – quero ser totalmente artificial” ou “Criei uma feminilidade que é completamente artificial” denotam o seu estado mental doente.

Lolo morreu em circunstâncias misteriosas aos 35 anos na sua casa em Cannes.

A sua mãe, Catherine Valois, reclama a condenação de Eric Vignes pelo homicídio da filha, mas, até à data, não foram reunidas provas suficientes.

De acordo com a mãe de Lolo, o marido já não precisava dela, já tinha dinheiro, a casa em Cannes e uma empresa, pelo que seria a altura ideal para se livrar de uma mulher que já não podia esconder os sinais do tempo e era demasiado temperamental.

Eric esteve em prisão preventiva, mas decorrido um ano de aplicação da medida de coacção saiu em liberdade.

Diz estar inocente, que Lolo cometeu suicídio, que falava frequentemente da morte.

Refere mesmo que Lolo visitara uma agência funerária e encomendara o caixão, falecendo no dia seguinte, alegamente por overdose dos habituais comprimidos que tomava.
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MensagemAssunto: Re: AS COISAS QUE FAZEM CHORAR...   Qui Out 21, 2010 12:12 pm

"Nós acreditamos na morte. Vocês acreditam na vida."

(Hamas)
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MensagemAssunto: Re: AS COISAS QUE FAZEM CHORAR...   Sex Out 22, 2010 9:38 pm

Do Altar às Passarelas - Da Anorexia Santa à Anorexia Nervosa

A privação alimentar é um fenómeno muito antigo, do período medieval, que teria origem na mística religiosa.

Um dos modelos de inspiração do jejum entre as religiosas foi Santa Catarina de Siena.

"Nas biografias são frequentes os relatos de que elas teriam iniciado seu comportamento ascético tendo como inspiração Santa Catarina de Siena.

E dentre essas seguidoras de Catarina, como por exemplo Santa Rosa de Lima, muitas foram tomadas como modelo por tantas outras jejuadoras".

Santa Catarina de Siena viveu entre 1347 e 1380, na Itália.

Com apenas sete anos ela decidiu dedicar sua virgindade à Virgem Maria, e ao mesmo tempo, tomou a decisão de nunca mais comer carne.

O emagrecimento exagerado também foi perseguido no século XIX pelas "meninas cloróticas"

"O diagnóstico de clorose ou 'doença verde' fazia-se na presença de palidez, fraqueza, cansaço, irritabilidade, constipação e irregularidade menstrual ou amenorréia.

Este quadro foi descrito pela primeira vez em 1554, por Johannes Lange.

Ele chamava a clorose de "doença das virgens", que era causada por uma "febre amorosa" e que se curaria com o casamento, o intercurso sexual e a maternidade.

A primeira descrição na literatura médica da anorexia nervosa foi feita pelo médico inglês Richard Morton, em 1691.

Em Julho de 1684, quando Miss Duke tinha 18 anos, seu ciclo menstrual foi interrompido, motivado por "preocupações e paixões de sua mente, sem nenhum outro sintoma da doença verde".

Morton descreveu a paciente, após o primeiro contacto, como "um esqueleto apenas coberto de pele" e afirmou que nunca havia visto nada igual em toda sua prática médica.

"Se as santas medievais almejavam a comunhão eterna com Deus, as anoréxicas de hoje se contentam com a glória efémera das passarelas"
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