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 OPERAÇÃO FACE OCULTA...

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Anarca



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MensagemAssunto: Re: OPERAÇÃO FACE OCULTA...   Sex Mar 26, 2010 6:28 pm

Ao ligar ás 13 horas a tv na Sic ouço um trecho das escutas da conversa Vara/Socrates em que o Vara diz « Hó Pá temos que aproveitar que isto só vai durar mais 2 anos»«» fiquei estupefacto !Isto em qualquer outro pais Europeu dava no mínimo demissão imediato ,quanto ao conteúdo da conversa ,bom nem tenho adjectivos para qualificar a conversa entre esses "ilustres".

(Sol - Sensatez, em 2010-03-26)
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: OPERAÇÃO FACE OCULTA...   Sex Mar 26, 2010 7:34 pm

O saloio chegou ao poder, e como saloio que é, conhece outros saloios e julga-os à sua imagem, e logo põe em prática a sua esperteza saloia: -vou ler Maquiavel, Sun tzu e talvez outros clássicos em como endrominar pacóvios.
Alguns meses depois, consegue montar uma eficiente máquina de propaganda, e colocar alguns boys em sectores estratégicos (empresas/bancos/comunicação social) tudo lhe corre bem, até que alguns dos supostos saloios que ele julgava tão bem conhecer, não alinharam com as suas politicas e começaram a protestar, e lá teve ele que aplicar a velha estratégia de dividir para reinar; declara guerra à função pública em geral e aos professores em particular, safa-se bem, não se esqueçam, ele conhece bem a mentalidade saloia, e com uma ajudinha dos boys na comunicação social, ganha a batalha. Depois deste confronto, alguns saloios começam finalmente a abrir os olhos, mas ainda são muito poucos….
Passados alguns anos, o saloio que chegou ao poder, deslumbrado com tudo o que é moderno: computadores, comboios de alta velocidade, auto-estradas, aeroportos hi tec, etc. e tal, para não falar do gayismo, tenta a todo custo carimbar o seu nome nestas obras (há saloios muito vaidosos e gabarolas), só que o pobre homem esqueceu-se que para levar estas obras por diante é preciso ter $$$$, algo que não abunda no nosso país, pelo menos para a grande maioria, mas teimoso como qualquer saloio que se preze, insiste e consegue convencer os saloios do costume, ganhando inclusive as eleições legislativas. Mas a falta de pilim é tão evidente, que acaba por adiar estas obras faraónicas por alguns anitos. Entretanto, alguns boys começam a abandonar o barco, o passado persegue, esconde-se à espreita, a comunicação social também já não lhe é tão favorável, e até a propaganda parece já não surtir efeito…resta agora saber, serão ainda muitos os saloios de olhos fechados?

(Sol - fmpt, em 2010-03-26)
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MensagemAssunto: Re: OPERAÇÃO FACE OCULTA...   Sex Mar 26, 2010 7:36 pm

Li tudo o que vem no jornal. É realmente fantástico o que ali se diz.E ainda há quem ingenuamente vem dizer que o sócrates talvez nao estivesse detro de toda a jogada da PT/TVI!O que se lê no Sol de hoje é uma descrição completa do polvo que nos tem asfixiado durante todos estes anos!Lê-se e compara-se com o que vem descrito nos piores relatos da mafia napolitana. Ele são os telefonemas encriptados,ele são as referências ao Rui que acabou de ser pai,ele são a referência ao Tagus,ele é o Sócrates chateado por saber que a "clínica" não fez nada,e a perguntar ao Vara se percebeu bem o que queria dizer!Ele é as reuniões com o Lopes Barreira em Vimioso,com a presença do Antero Luiz,um juiz-desembargador primo do Sócrates,mais a Edite Estrela,também prima do Sócrates,mais o Vitorino,o Coelhone,a Maria de Belém,o Vara!Ele é o tal Figueiredo de Sintra a dizer para o Nunes,casado com a prima do Sócrates,"que temos de nos apressar porque este governo só vai durar 2 anos".
Meus senhores:o que é preciso mais para que o PR demita estes capangas?
Aconselho vivamente que as pessoas comprem o SOL e vejam na sua edição de hoje a que ponto chegou o PolVO há dias denunciado por este mesmo jornal.
Por outro lado,não percebo mesmo porque é que o SOL não publica de uma vez por todas TODAS as conversas que tem em seu poder ,pois tenho a certeza de que as tem,por forma a correr de uma vez com esta malandragem,estes corruptos,enfim, toda a banda mafiosa que se governa e nos rouba descaradamente!

(Sol - Vilardemacada, em 2010-03-26)
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MensagemAssunto: Re: OPERAÇÃO FACE OCULTA...   Sex Mar 26, 2010 9:52 pm

O que faz um TRAFULHA quando o avisam que está a ser escutado?

- muda de telefone.
- assegura-se que os outros trafulhas também mudaram.
- passa a falar num código que mais ninguém entende.

E o que faz um TRAFULHA INCOMPETENTE?

- muda de telefone.
- não se assegura que todos os trafulhas mudaram.
- inventa um código tão óbvio, que qualquer um entende.

(Sol - joseduarte, em 2010-03-26)
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MensagemAssunto: Re: OPERAÇÃO FACE OCULTA...   Dom Mar 28, 2010 9:46 pm

‘Temos dois anos para fazer dinheiro’, disse Paiva Nunes

Procurador de Aveiro confrontou o arguido Paiva Nunes, gestor da EDP, com telefonemas que referem um plano de obtenção rápida de negócios, tendo em conta que o novo Governo PS já não tem maioria absoluta

Uma conversa telefónica entre Manuel Godinho e outro arguido do processo Face Oculta, Domingos Paiva Nunes, ocorrida logo após as eleições legislativas do ano passado, mostra que a rede indiciada no caso tentou pôr em acção um plano de obtenção rápida de negócios com empresas ligadas ao Estado, convencida de que o novo Governo do PS não duraria mais de dois anos.

«Agora só coisas concretas, deixem-se de tretas que não temos muito tempo para ganhar dinheiro» – diz Paiva Nunes (então administrador da EDP Imobiliária) a Godinho, três dias após as eleições. Isto depois de ter também falado com o empresário José Nascimento, em que este, analisando o escrutínio eleitoral, afirma que «nestes dois anos tem de se olhar para a frente» – estabelecendo um plano para fazerem negócios.

Estas conversas contribuíram para que o procurador João Marques Vidal (coordenador do inquérito) tenha concluído que Paiva Nunes e Nascimento, «em conjugação de esforços com um outro indivíduo (‘Daniel’) e com Armando Vara, teriam, através de mercadejar dos seus cargos e da sua influência, de aproveitar os próximos dois anos para fazer dinheiro, período que reportavam como sendo aquele que duraria a legislatura que se adivinhava».

O procurador refere-se, assim, a um telefonema de 28 de Setembro, o dia a seguir às legislativas. Paiva Nunes – que em 1994 fora convidado por Edite Estrela para seu assessor na Câmara Municipal de Sintra e no mandato seguinte foi vereador com o pelouro das obras e ambiente – recebe um telefonema de um empresário de Sintra desses tempos.

Ambos congratulam-se com o resultado do PS. José Nascimento faz análise política: «Sabes quais são as duas vantagens? Nem Bloco nem PC. Agora o próprio Presidente vai dizer ao PSD para estar calado e votar os dois orçamentos».

Não dão mais de dois anos de vida ao Governo. Nascimento avança a ideia: «Ó pá, neste momento, mais dois aninhos e a gente tem que olhar para a frente». Paiva Nunes: «Exactamente. Ok».

E um plano doméstico desenha-se. Referindo-se ao site da EDP Imobiliária, Nascimento diz: «Já vi anúncios teus lá daquela coisa da imobiliária. Temos de começar pá, para ver». «Está bem. Para a semana falamos, que é para combinar», diz Paiva Nunes.

Nascimento continua: «São coisas interessantes e também se podia depois ver, ó pá, o que é que tu tens, para ver o que é que eu posso colocar?».

Nascimento, que acumulava o lado empresarial com a presidência da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Sintra, vai desfiando a estratégia, que passa pelo seu filho: «Sabes que o Daniel agora mudou para a Aguirre Newman [multinacional espanhola, de mediação imobiliária]? Também era para te dizer isso no caso de te encontrares com ele. Ainda agora lhe dei um prédio em Lisboa e colocou-o em 48 horas. Tem gajos que querem investir e não sei o quê. Ele agora representa milhões… ». Paiva escuta-o com atenção: «Está bem! Está bem!».

Nascimento prossegue: «Olha, temos que ter sinergia. Eu porque sou ponta-de-lança e tenho uma empresa imobiliária e posso aparecer. Ele porque está a conhecer o mercado. Tu porque estás onde estás. Eh, pá, e o nosso amigo [Vara], que está onde está. Podemos fazer aqui uma multinacional bem feita». Paiva anuiu e o outro elabora: «Tens de pensar alto, percebes? Pensar alto. É que neste momento estou free para fazer coisas bonitas». «Temos que aproveitar porque isto passa num instante, pá», remata. «Eu dou-te um feedback», termina Paiva Nunes.

Escolhido para ajudar Godinho

Casado com uma prima do primeiro-ministro, o ex-administrador da EDP Imobiliária tem duas empresas, de que é sócio com a mulher: a Reforma, que comercializa antiguidades, e a Quinta do Amendoal, sociedade fundada em 2004 que tem como actividade a agência e administração de propriedades. Além disso, é membro do Conselho de administração da Azores Internacional Tourism Club Hotel S.A. – registada em 1999, em Angra do Heroísmo.

Em Maio de 2009, Paiva Nunes foi um dos homens escolhidos por Armando Vara para angariar trabalhos para Manuel Godinho. Nesta corrida, apresentara-lhe Paulo Costa, director de Relações Institucionais da Galp (e que ambos alcunham de ‘Gasolinas’). Paulo Costa comprometera-se a abrir caminho, no seu território, a Manuel Godinho. Mas o tempo passava, sem haver resultados – e em troca o sucateiro até já lhe dera um Mercedes como ‘sinal.

A 30 de Setembro, Paiva Nunes, que sabia que Godinho almoçara com Costa, liga-lhe para saber o resultado. «De concreto, zero», responde Manuel Godinho. E explica ao interlocutor que Paulo Costa nem lhe arranja, nem lhe dá trabalho. E acrescenta, referindo-se ao Mercedes: «O senhor estava muita à rasca e perguntou-me quando é que eu queria que me ele me devolvesse a esferográfica».

Uma hora depois, Paulo Costa liga a Godinho e propõe-lhe um negócio fora da Galp. Godinho aconselha-se a seguir com Paiva Nunes: «Ele ligou-me para que eu lhe indique outro trabalho fora do dele» (ou seja, para que Godinho indicasse outras empresas onde gostaria de ter trabalhos, além da Galp). Paiva Nunes percebe que o outro lhe tenta passar a perna e explica ao sucateiro, que conhecera há poucos meses, a forma de se livrar do amigo de longa data: «Ele está a inverter as coisas pá, diga-lhe que não precisa. O que acontece é que ele percebeu ao almoço que não há golpes, só coisas concretas». E avisa: «Deixem-se de tretas porque a gente não tem muito tempo para ganhar dinheiro».

Em Agosto, o administrador da EDP tentou arranjar mais uma empreitada para Manuel Godinho (além da limpeza já em curso de um terreno da EDP, no Porto): «Nós temos uma situação mais ou menos semelhante à do Porto, no Pocinho. Está uma série de demolições já feitas no antigo bairro, é isso que eu queria deitar abaixo e você levava para o vazadouro».

A 21 de Agosto, Paiva liga para o presidente da Câmara de Vila Nova de Foz Côa, Emílio Mesquita (que se recandidatava nas autárquicas, pelo PS) e pede-lhe que envie o projecto do Pocinho, que está encalhado. Sugere-lhe que seria interessante ele deitar «aquilo abaixo»: «Assim dá a ideia de que já está a fazer alguma coisa». O autarca concorda: «Isso seria bom». E Paiva sugere-lhe: «Para que aquilo se concretize, dirija uma carta oficial, pinte um cenário negro e solicite à administração da EDP Imobiliária, dando-me conhecimento, que proceda a uma limpeza àquela zona».

‘Rede tentacular’

Recorde-se que o procurador de Aveiro define como «rede tentacular» o grupo de arguidos do Face Oculta, – abrangendo desde políticos a quadros médios e superiores de empresas participadas pelo Estado, por traficarem influências a troco de alguma vantagem.

A 26 de Agosto, Paiva Nunes liga a um funcionário do balcão do BCP no Centro Comercial Colombo, em Lisboa, para saber qual é o valor máximo de um depósito em numerário, sem que se tenha de fazer prova da proveniência do dinheiro. O funcionário bancário responde-lhe que até 15 mil euros o dinheiro pode entrar em caixa sem que o banco necessite de alertar as autoridades judiciais.
Paiva Nunes pergunta também se uma factura serve como prova.

E como a quantia que terá para depositar é superior, pergunta se não pode simular apresentado uma factura. Com luz verde do banco, manda de imediato um sms a Manuel Godinho, com o seu número de identificação fiscal: «Aqui vai o meu NIF...».

A 12 de Outubro, José Nascimento, o empresário de Sintra, volta a insistir com Paiva Nunes que têm dois anos para ganhar dinheiro. Comentam o resultado das eleições autárquicas (do dia anterior) em Sintra – de onde Paiva tinha saído de vereador, com a derrota de Edite Estrela para Fernando Seara, em Dezembro de 2001.

Nascimento defende que Seara deveria substituir o vereador do PCP, Baptista Alves, do pelouro dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Sintra – uma lugar cobiçado pelos vereadores que constituem a maioria de qualquer órgão autárquico, tanto pelos investimentos que gere, como pelo número de funcionários que envolve.

Nascimento faz o diagnóstico: «O Seara não tem que voltar a dar o pelouro da SMAS ao vereador comunista. E o PSD e o CDS andam a ver se ele não faz isso, até porque sendo o último mandato não tem necessidade e os gajos também querem roer, como é lógico».

O empresário volta ao plano de que falara com Paiva Nunes. Voltara a espreitar o site de compras da EDP Imobiliária e diz-lhe que «têm que conversar», «para verem se arranjam forma de comprar umas coisas, porque ele tem lá muita coisa».

Repete que o filho Daniel está lançado na empresa imobiliária espanhola: «Com o Daniel dum lado que pode dar umas boas coisas e ele do outro a ver se fazem uns negócios… fazemos um triângulo fantástico. Ele tem tudo porque a empresa que criou tem todos os fundamentos legais, o Daniel tem conhecimento do mercado e já está a ser sénior na coisa e com o Paiva podem fazer o triângulo, já nem está a dizer o resto».

Paiva Nunes acabaria por ser constituído arguido no processo Face Oculta, por corrupção, e demitido da EDP Imobiliária, após ter sido ouvido pelo juiz de instrução de Aveiro, António Gomes. Confrontado com as conversas que manteve com José Nascimento, respondeu que «não deu qualquer importância àquelas duas conversas, nem as mesmas tiveram qualquer sequência».

(Sol)
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MensagemAssunto: Re: OPERAÇÃO FACE OCULTA...   Ter Mar 30, 2010 10:27 pm

Morais Sarmento: «Granadeiro confundiu a Assembleia e o país»

O antigo ministro com a tutela da comunicação social, Nuno Morais Sarmento, garantiu que nunca pediu a demissão dos jornalistas Leite Pereira, Pedro Tadeu e Joaquim Vieira, questionando a «credibilidade» do «insuspeitíssimo» Henrique Granadeiro

«Eu não pedi a demissão de nenhum dos jornalistas que o insuspeitíssimo Henrique Granadeiro referiu», disse Morais Sarmento, que está a ser ouvido na comissão parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura sobre liberdade de expressão em Portugal.

O ex-ministro considerou que as acusações do presidente da PT «não fazem sentido» e questionou a sua credibilidade argumentando que Henrique Granadeiro se contradisse várias vezes.

«O Dr. Henrique Granadeiro confundiu esta Assembleia e o país» com a «absoluta falta de sentido das [suas] declarações», afirmou.

Henrique Granadeiro afirmou, na mesma comissão, que quando desempenhava o cargo de presidente da Lusomundo Media foi alvo de pressão por Morais Sarmento para que demitisse os jornalistas Leite Pereira, Pedro Tadeu e Joaquim Vieira.

«Henrique Granadeiro cessou funções na Lusomundo Media em 2004 e o jornalista Leite Pereira assumiu funções como director em 2005. Era impossível pedir para demitir alguém que nem exercia as funções que alegadamente exercia», referiu Morais Sarmento.

Outra contradição é que «o Dr. Henrique Granadeiro afirma que na sequência de todas essas pressões se teria demitido. Eu estive a verificar e o Dr. Henrique Granadeiro nunca se demitiu. [o que aconteceu foi que] saiu da Lusomundo Media quando assumiu funções na PT Multimédia», afirmou.

Morais Sarmento questionou ainda a credibilidade de Henrique Granadeiro, mostrando dúvidas sobre as memórias do presidente da PT relativamente a acontecimentos de há 6 anos «na mesma altura em que se baralha com datas de há 6 meses».

Além disso, «qual é a credibilidade de alguém que, confrontado com a alegadamente maior pressão que sentiu na vida, se calou?», acrescentou.

(Lusa / SOL)
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MensagemAssunto: Re: OPERAÇÃO FACE OCULTA...   Seg Maio 17, 2010 7:13 pm

O PS aflito com as escutas do caso "Face Oculta" - Um PS sem memória e que pensa que a sua salvação está nos acórdãos, políticos, do Tribunal Constitucional

Nota Prévia:

Antes do texto infra, vamos até ao Bar do Alcides , para desenfastiar:
Aqui:
http://bardoalcides.blogspot.com/

Hoje na Comissão Parlamentar os deputados do PS mostraram o medo que lhes causa o conhecimento pela Comissão das Escutas oriundos do processo "Face Oculta".
O "ataque" passou por alegarem inconstuitucionalidade no acesso às escutas judiciais, mesmo sabendo que as Comissões de Inquérito Parlamentar têm estatuto de Tribunais.
Depois ouvimos Vitalino Canas dizer a maior asneira que já vi a um deputado ex-assessor do Tribunal Constitucional .
Disse Vitalino Canas que as escutas obtidas em processo crime não podem ser usadas em processo disciplinar e nas comissões de inquérito!
O que não é verdade.
Nada na lei e na Constituição sustenta esta versão.
Em Itália foram usadas nos processos disciplinares do escândalo "Calciocaos", o escândalo no futebol italiano.
Claro que aqui neste Portugal o Tribunal Constitucional Português pode ser sempre a salvação.
Repare-se que em Itália e em Portugal está em vigor a mesma Comvenção Europeia dos Direitos do Homem!
O Tribunal Constitucional Português tem tido um papel que deve ser repensado num Novo Portugal que se impõe .
Há muita gente a discordar da linha de orientação do TC e a sussurrar que tem servido para salvar muita gente com cargos de trabalhos enormes.
Nos EUA, no caso Watergate, as escutas obtidas pelo poder judicial serviram para obrigar Nixon a resignar!
Politicazinha à Portuguesa!
Mesquinha, incompetente, carreirista e das catacumbas Maçónicas!
Em Portugal não podem ser usadas as escutas!!!
Eu compreendo bem o PS e o CDS. Este por causa das escutas no caso "Portucale" e no "Operação Furacão".
O CDS e o PS têm as barbas a arder.
A democracia fica ali à porta em Vilar Formoso ou no Caia!

PS:

Para terminar isto ou vamos beber um verde tinto a Guimarães, para desanuviar do lixo, ou então lemos o livro do Rui Mateus: "Contos Proíbidos - Histórias de Um PS Desconhecido", para ficarmos ainda mais enojados com os rosinhas de pacotilha e pais, progenitores, do Estado de "Canalhocracia" (esta é do Rei D. Pedro V) a que isto chegou.

(José Maria Martins)
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MensagemAssunto: Re: OPERAÇÃO FACE OCULTA...   Sex Maio 28, 2010 11:40 am

«A Manela não apresenta mais o jornal» - Armando Vara

«A Manuela não apresenta mais o jornal. Direcção demitiu-se. Mas não digas nada». Foi com este sms que Armando Vara, às 12h26 do dia 3 de Setembro de 2009, informou José Sócrates da suspensão do Jornal Nacional de 6.ª da TVI. Nas respostas à comissão parlamentar de inquérito ao caso PT/TVI, o primeiro-ministro respondeu, porém, que soube pela comunicação social.

«Quando soube que Moura Guedes deixaria de apresentar o Jornal Nacional e da decisão de suspensão do Jornal Nacional? Como obteve essas informações e quem lhas transmitiu?» – questionaram o PCP e o PSD. «Tomei conhecimento disso quando tais factos foram divulgados nos meios de comunicação social» – respondeu o primeiro-ministro.

Segundo uma pesquisa feita pelo SOL, as primeiras notícias sobre a suspensão do programa de Moura Guedes só surgiram depois das 13h daquele dia 3 de Setembro.

Na SIC, a informação surgiu às 13h11 (em nota de rodapé como informação de «Última Hora»). No SOL Online a primeira notícia foi às 13h14.

O afastamento de Manuela Moura Guedes do ecrã foi comunicado a Vara às 12h25 pelo seu amigo e empresário Joaquim Oliveira (líder do grupo Controlinveste, dono do DN/JN/TSF) que lhe pediu reserva pois a notícia ainda não era oficial. Poucos segundos depois, Vara enviou o referido sms a Sócrates.

(Sol)
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MensagemAssunto: Re: OPERAÇÃO FACE OCULTA...   Qua Jul 21, 2010 7:00 pm

PGR manda destruir despachos sobre escutas a Sócrates

21.07.2010

Todas as referências aos conteúdos das gravações relativos a comunicações telefónicas que envolviam o primeiro-ministro no âmbito do processo Face Oculta e que constavam nos despachos proferidos pelo procurador-geral da República já foram mandadas destruir, em cumprimento do que foi decidido pelo Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, confirmou hoje ao PÚBLICO, o procurador-geral da República, Pinto Monteiro.

(Público)
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MensagemAssunto: Re: OPERAÇÃO FACE OCULTA...   Qua Jul 21, 2010 7:02 pm

No comment!

Houve conversas, há processo, houve escutas, parece haver crimes e antes de haver julgamento há destruição de possíveis provas e de referências a essas provas. Isto emanado de um orgão de soberania que se deseja independente. E mais grave, destruindo em vez de arquivar com acesso restrito, confidencial ou mesmo secreto impede-se que mais tarde se possa ter a perspectiva histórica do que realmente se terá passado neste início de século. Se algo aprendemos, ou que deveríamos aprender, é que guardar documentação só pode trazer benefícios no futuro. Guardar não prejudica ninguém. Destruir sim.

(Público - M Freitas . 21.07.2010)


Última edição por Anarca em Qua Out 27, 2010 8:41 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: OPERAÇÃO FACE OCULTA...   Qua Jul 21, 2010 7:03 pm

O polvo

Ó senhor PGR, volte lá para Porto de Ovelha, que esta coisa das destruições por quebra de procedimentos... enfim. O que importa à nação é o conteúdo, não é o facto de elas serem ou não ilegais. E o conteúdo, senhor PGR, é que deveria fazer V. Exa. proceder criminalmente contra Sócrates. O resto, foram contumélias tecidas entre os vários poleiros do Estado para nos confundir. No fim quem perde é a justiça, a credibilidade dos postos ocupados por V. Exas. Que raio, não há meio de aparecer um tipo com eles no sítio ?

(Público - Miguel Sousa , 21.07.2010)


Última edição por Anarca em Qua Out 27, 2010 8:40 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: OPERAÇÃO FACE OCULTA...   Qua Out 27, 2010 8:40 pm

Face Oculta: Ana Paula Vitorino «sofreu» pressões de Lino

27.10.2010

Ana Paula Vitorino, ex-secretária de Estado dos Transportes, implicou Mário Lino no processo “Face Oculta” ao dizer à Polícia Judiciária que foi pressionada pelo ex-ministro das Obras Públicas para resolver os problemas entre o empresário Manuel Godinho e a REFER, informam o Diário de Notícias e o Correio da Manhã.
Mário Lino terá dito a Ana Paula Vitorino que o empresário das sucatas, Manuel Godinho, era “amigo do PS”.
A antiga secretária de Estado interpretou a mensagem como uma forma de pressão e as suas declarações às autoridades serviram para solidificar as acusações de ligações políticas e suspeita de tráfico de influências para beneficiar Manuel Godinho.
Além disso, Manuel Godinho terá tentado intervir junto de Armando Vara, ex-administrador do BCP, e de Lopes Barreira, consultor, para obter mais contratos de recolha de lixo junto de empresas públicas.
Até agora há 30 arguidos indiciados pela Polícia Judiciária, no âmbito do processo “Face Oculta”.

Lusa
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MensagemAssunto: Re: OPERAÇÃO FACE OCULTA...   Qui Out 28, 2010 9:06 pm

Face Oculta: Vara acusado de três crimes de tráfico de influência

28.10.2010

O ex-ministro Armando Vara foi acusado de três crimes de tráfico de influência no caso "Face Oculta", apurou o Expresso junto de fontes judiciais.

Segundo a acusação revelada hoje pelo DIAP do Baixo Vouga, em Aveiro, Armando Vara teria recebido 25 mil euros em 20 de Junho de 2009, das mãos de Manuel Godinho, na casa deste sucateiro, em Furadouro, Ovar.

Fernando Lopes Barreira, conterrâneo e amigo de longa data de Armando Vara, teria recebido também 25 mil euros na mesma ocasião, segundo o Ministério Público, que acusa igualmente o fundador da polémica Fundação para a Prevenção e Segurança Rodoviária, quando Armando Vara era ministro da Administração Interna. Armando Vara foi então demitido, por interferência do então Presidente da República, Jorge Sampaio.

José Penedos, à data presidente da REN, está acusado de dois crimes de corrupção passiva e dois delitos de participação económica em negócio.

Paulo Penedos, advogado e filho do ex-presidente da REN, que era assessor jurídico do então administrador da PT, Rui Pedro Soares, foi acusado de um crime de tráfico de influência, conforme no primeiro interrogatório judicial ficou definido, depois de estar indiciado por dois crimes de tráfico de influência.

34 pessoas e duas empresas acusadas

O sucateiro Manuel Godinho, que é o único preso preventivo do processo, foi o arguido mais acusado: cerca de 60 crimes, mais concretamente de um crime de associação criminosa, duas dezenas de crimes de corrupção e oito de tráfico de influência. Manuel Godinho é ainda acusado de três crimes de furto qualificado, 14 crimes de burla, doze de falsificação de notação técnica e ainda um de perturbação de arrematação pública, segundo o despacho que o Ministério Público revelou ao princípio da tarde, em Aveiro, aos advogados.

No despacho final do Ministério Público foram acusados 34 pessoas e duas empresas, que neste último caso estão sujeitas a penas até à sua dissolução.

Os crimes imputados genericamente aos arguidos são de associação criminosa, corrupção activa e passiva para acto ilícito, furto qualificado, burla, falsificação de notação técnica e perturbação de arrematação pública.

A operação "Face Oculta" foi desencadeada a 28 de Outubro de 2009, pela Polícia Judiciária de Aveiro, na sequência de investigações a alegados crimes fiscais atribuídos ao sucateiro Manuel Godinho.

Alguns dos principais arguidos que hoje conheceram em linhas gerais a sua acusação vão pedir a instrução do processo, segundo revelaram ao Expresso os seus advogados.

(Expresso)
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MensagemAssunto: Re: OPERAÇÃO FACE OCULTA...   Sex Out 29, 2010 8:22 pm

Godinho prometeu financiar PS

29.10.2010

Ministério Público de Aveiro diz no despacho de acusação do processo Face Oculta que Armando Vara e Lopes Barreira aceitaram ajudar o sucateiro a ser favorecido na Refer a troco de 25 mil euros e de donativos para o PS. Acusação descreve pormenorizadamente a forma como o ex-ministro Mário Lino, a pedido de Vara e de Lopes Barreira, pressionou Ana Paula Vitorino, ex-secretária de Estado dos Transportes, de forma a que a Refer contratasse as empresas de Godinho. Lino chegou mesmo a falar duas vezes com Luís Pardal, presidente da Refer.

É uma das novidades do despacho final do processo Face Oculta.

O Ministério Público (MP) de Aveiro diz que Manuel Godinho solicitou a Armando Vara e a Lopes Barreira que exercessem a sua influência junto de membros do Governo para que o grupo O2 voltasse a ser contratado pela Refer, prometendo «dar-lhes dinheiro e contrapartidas não patrimoniais, bem como donativos para o PS», afirma o procurador Carlos Filipe Ferreira.

A promessa de financiamento partidário para o PS foi feita por Manuel Godinho, segundo o MP, em 2006 e em 2009 - ano que ocorreram as eleições legislativas que conduziram ao segundo Governo de José Sócrates.

No despacho de acusação não fica esclarecido se o financiamento partidário chegou a ocorrer. Ao contrário do dinheiro pago por Godinho a Vara e a Lopes Barreira, já que o MP entende ter provas de que o ex-vice-presidente do BCP e o empresário receberam, cada um, 25 mil euros em dinheiro vivo no dia 20 de Junho de 2009 em Ovar, na casa de Godinho.

Mário Lino, ministro das Obras Públicas entre 2005 e 2009, e Ana Paula Vitorino, secretária de Estado dos Transportes no mesmo período, foram os titulares de cargos governativos que foram alvo da influência de Vara e de Lopes Barreira.
Com uma grande diferença, segundo o MP de Aveiro: Lino aceitou exercer em 2006 e em 2009 as pressões solicitadas por Lopes Barreira e por Vara, enquanto que Vitorino recusou prontamente.

Em Fevereiro de 2006, diz o procurador Carlos Ferreira, Godinho começou a ter os primeiros problemas com a Refer. No Entroncamento, técnicos da Refer constaram que a O2 estava a sobrefacturar resíduos ferrosos, provocando à gestora da rede ferroviária nacional um prejuízo superior a 10 mil euros. O contrato com a empresa de Godinho acabou por ser rescindido na sequência dessas irregularidades.

Imediatamente, Manuel Godinho pediu ajuda a Armando Vara e Lopes Barreira e estes falaram com Mário Lino.

Lino apanhado, mas não acusado.

O ministro das Obras Públicas, segundo o MP, aceitou a solicitação do então administrador da Caixa Geral de Depósitos e do fundador da Consulgal para falar com Ana Paula Vitorino - que tinha a tutela da Refer.

Lino, segundo o despacho de acusação, perguntou a Vitorino o que se passava no Entroncamento, «expressando-lhe que Vara e Lopes Barreiras, indivíduos que qualificou como muito importantes no PS, se achavam muito preocupados com o comportamento inflexível do presidente do Conselho de Administração da Refer, Luís Pardal, para com a O2», lê-se no despacho de acusação.

Mas Mário Lino, tal como o SOL já tinha noticiado em Março, foi mais longe. «Como forma de reforçar a sua argumentação e persuadir Ana Paula Vitorino a aceitar as suas pretensões, Mário Lino referiu-se à O2 como uma empresa amiga do PS e que Vitorino, como membro do Secretariado Nacional (SN) daquele partido, não podia deixar de levar esse facto em consideração», escreve o procurador Carlos Ferreira.

Ana Paula Vitorino não só é membro do SN, orgão executivo máximo do PS, como é uma das três pessoas responsáveis pelas contas nacionais do partido.

Mas a então secretária de Estado dos Transportes «repudiou, de pronto, qualquer abordagem sobre o assunto», assegura o MP. Logo, o assunto morreu ali.

Carril Dourado.

Em Novembro de 2006 a administração da Refer, liderada por Luís Pardal, decidiu mesmo excluir o grupo de Manuel Godinho da lista de fornecedores qualificados pela gestora ferroviária nacional.

E em 2008 processou judicialmente a O2 por ter furtado travessas de madeira da linha do Tua - no que ficou conhecido como o processo Carril Dourado .

O Tribunal de Macedo de Cavaleiros deu razão à Refer e condenou a O2 em Dezembro de 2008 a pagar uma indemnização de 105 mil euros pelo material retirado sem a autorização da empresa pública.

Manuel Godinho, segundo o MP de Aveiro, voltou à carga e no início de 2009 solicitou novamente a Armando Vara e a Lopes Barreira que intercedessem junto do Governo para que Luís Pardal, que tinha um forte apoio de Ana Paula Vitorino, fosse exonerado da administração da Refer. O sucateiro de Ovar foi ainda mais longe e solicitou que Vara e Barreira utilizassem a sua influência para Vitorino ser igualmente afasta do Ministério das Obras Públicas.

Godinho voltou a prometer-lhes 25 mil euros a cada um e a «entrega de donativos ao PS», lê-se no despacho de acusação.

Lino fala com Pardal.

Vara, que na altura já era vice-presidente do BCP, e o fundador da Consulgal voltaram a falar com Mário Lino para convencer o ministro a tomar as decisões desejadas por Godinho. Lopes Barreira, por seu lado, decidiu falar também com Vitorino.

Desta vez, o ministro das Obras Públicas decidiu ele próprio, na sequência das solicitações de Vara e de Barreira, falar com Luís Pardal e saltar por cima de Ana Paula Vitorino. Lino deu conta ao presidente da Refer que lhe tinham dito que a gestora da rede ferroviária nacional estava a prejudicar a empresa de Godinho e «instou-o a modificar o comportamento da Refer para com a O2» e a «procurar a resolução do contencioso que as opunha», diz o procurador Carlos Ferreira.
Nada aconteceu. Em Junho, contudo, a Relação do Porto dá razão à O2 e anula o pagamento de indemnização decidido pelo Tribunal de Macedo Cavaleiros.

Godinho vê aí nova oportunidade e insiste com Armando Vara e com Lopes Barreira para falarem uma terceira vez com Mário Lino.

O banqueiro e o consultor informaram Lino de que a O2 continuava a ser prejudicada pela Refer. O ministro das Obras Públicas, na sequência dessa insistência, fala pela segunda vez com Ana Paula Vitorino e também com Luís Pardal. E convence este último a ter uma reunião com Godinho.

O presidente da Refer aceitou a ordem de Lino e recebeu Godinho. Mas o conflito manteve-se, visto que a gestora ferroviária recorreu da decisão da Relação do Porto para o Supremo Tribunal de Justiça - tribunal superior que veio a dar razão à Refer no sentido de ser indemnizada em mais de 100 mil euros por parte da O2.

Por todos os factos relacionados com a Refer, os relacionados com Vara e Lopes Barreira juntamente com outros referentes a funcionários daquela empresa pública, Manuel Godinho foi acusado de oito crimes de corrupção activa para acto ilícito, quatro de tráfico de influência e dois de furto qualificado, oito de burla qualificada, quatro de falsificação de notação técnica e três de perturbação de arrematações.

Armando Vara e Lopes Barreira, por seu lado, foram acusados, cada um, de dois crimes de tráfico de influência.
Mário Lino acabou por não ser acusado pelo facto de o MP ter entendido que os indícios não eram suficientes para acusá-lo de tráfico de influência.

(Sol)
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MensagemAssunto: Re: OPERAÇÃO FACE OCULTA...   Ter Nov 02, 2010 3:51 pm

Face Oculta. Estado quer 5,6 milhões de euros do processo

02.11.2010

De automóveis a centros de mesa, telefones, computadores garrafas de uísque e dinheiro. Tudo a favor do Estado

Armando Vara tem de devolver um estojo com decantador Herdade da Prata no valor de 685 euros, uma caneta Montblanc e um relógio com um valor global de 1500 euros. Além disto, terá de devolver mais 25 mil euros. Isto, se o tribunal der como provado que este dinheiro e os objectos descritos são recompensas dadas ou prometidas.

Este pedido está incluído na acusação do Caso Face Oculta conhecida esta semana e junta presentes, dinheiro recebido indevidamente e proveniente de crimes num valor total de 5 652,534 euros que podem vir a reverter a favor do Estado.

Em caso de condenação, também o antigo presidente das Rede Energética Nacional (REN), José Penedos, vai ter de entregar um centro de mesa Grand Lagoon que vale 1433 euros, uma fruteira com um valor de 1898 euros, uma jarra em prata de 1689 euros, uma caneta Dupont que custa cerca de 260 euros e um cantil D. João II que vale 330 euros. Ao filho, Paulo Penedos, o tribunal pede apenas a devolução de uma jarra Kimono, mas em contrapartida terá, se a acusação se provar, de restituir cerca de 1,5 milhões de euros: uma das maiores quantias pedidas no processo. O principal arguido, Manuel Godinho só tem contabilizado, para já, um pagamento de 105 mil euros.

De fora, ou sem identificação definida, estão cerca de três milhões de euros contabilizados como dinheiro adquirido através de crimes de burla, participação económica em negócio, corrupção, furto, falsificação e abuso de poder.

Mercedes de 280 mil euros Entre os presentes que a acusação pede que sejam perdidos a favor do Estado, os mais dispendiosos são três Mercedes, um BMW e um Audi no valor de 410 mil euros. A saber: os empresários Paulo Pereira Costa - um Mercedes SL 500 no valor de 50 mil euros - e Manuel Nogueira da Costa - um BMW 525 TDS no valor de 10 mil euros. O ex-chefe da repartição de Finanças de S. João da Madeira, Mário Pinho - um Audi A4 Avant no valor de 15 mil euros -, o Mercedes SL 500 entregue a Paiva Nunes da EDP no valor de 50 mil euros e, o mais caro de todos, um Mercedes CL 65 AMG na posse de António Paulo Costa da Galp, que vale 284 mil euros.

Além do dinheiro, os envolvidos podem ficar sem uma série de presentes como garrafas de vinho, decanter com bases em prata, canetas Montblanc e Dupont, relógios, garrafas de uísque de 18, 20 e 30 anos, castiçais, jarras, copos, centros de mesa e baldes de gelo.

Relativamente ao património dos arguidos, o Ministério Público, sem especificar valores quanto a Manuel Godinho, pede em conjunto a João Godinho, Mário Pinho, Paulo Penedos, Mário Pinho, José Valentim, Manuel Guiomar, Carlos Vasconcellos, Manuel Nogueira da Costa, Lopes Barreira e Namércio Cunha, cerca de 84 mil euros. Todos estes arguidos têm bens arrestados, a maior parte valores imobiliários e contas bancárias.

(Público)
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MensagemAssunto: Re: OPERAÇÃO FACE OCULTA...   Sab Dez 11, 2010 1:50 pm

Sá Fernandes requer hoje anulação do Face Oculta

10.2.2010

A destruição das escutas a Sócrates pode provocar a nulidade de todas as escutas telefónicas, fazendo abortar o processo Face Oculta.

Paulo Penedos apresenta hoje um requerimento de abertura de instrução em que pede a nulidade das escutas efectuadas no processo Face Oculta e, consequentemente, a anulação da acusação do Ministério Público.

O advogado e arguido no caso invoca para isso as polémicas decisões de Noronha Nascimento, presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), e de Pinto Monteiro, procurador-geral da República, de destruição imediata das escutas que envolviam José Sócrates, sem audição prévia dos arguidos e dos assistentes no processo.

Ao que o SOL apurou, Ricardo Sá Fernandes, advogado de Penedos - que está acusado de um crime de tráfico de influência - argumenta que toda e qualquer escuta que não seja transcrita tem que ser conservada até ao final do processo, para os arguidos poderem exercer os seus direitos de defesa.

Se o juiz que vier a presidir à fase instrução concordar com este argumento, a acusação do DIAP de Aveiro arrisca-se a não chegar a julgamento. Isto porque as escutas telefónicas foram essenciais para o Ministério Público (MP) acusar Manuel Godinho e mais 33 arguidos.

(Sol)
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MensagemAssunto: Re: OPERAÇÃO FACE OCULTA...   Qui Dez 23, 2010 1:06 pm

Escutas a Sócrates não foram todas destruídas

23.12.2010

Segundo avançam hoje as edições do "Sol" e do "Correio da Manhã", ainda existe uma cópia das escutas ao primeiro-ministro guardadas, às ordens do juiz Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Instrução Criminal.

Gravações das conversas telefónicas de José Sócrates com Armando Vara foram mandadas destruís pelo presidente do Supremo Tribunal de Justiça em abril

A manchete do semanário "Sol" e uma referência na capa da edição de hoje do "Correio da Manhã" afirmam que nem todas as escutas a José Sócrates, nas suas conversas telefónicas com Armando Vara, foram destruídas, como se pensava. Ainda há uma cópia, o que se deveu ao sistema informático, que automaticamente duplicou as gravações.

A cópia encontra-se agora bem guardada e devidamente selada no Parque das Nações, a aguardar qualquer decisão sobre o seu destino.

Será Carlos Alexandre, o juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, que terá de decidir se esta também deverá ser destruída ou não.

Cópia é resultado do processo de escuta

Segundo avança o "Sol", a cópia surgiu porque quando se utilizam escutas, a Polícia Judiciária tem autorização do juiz de instrução para que estas fiquem registadas no cartão e no aparelho. Se o cartão for transferido para outro aparelho, a gravação é automaticamente duplicada. Faz parte do próprio processo das escutas.

Quando foram supostamente destruídas todas as escutas, alguns dos advogado alegaram que essa destruição poderia comprometer todo o processo, uma vez que se eliminavam as provas. Agora, com a existência desta cópia pode voltar-se a levantar a discussão.

(Expresso)
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MensagemAssunto: Re: OPERAÇÃO FACE OCULTA...   Hoje à(s) 9:24 pm

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