A LIBERDADE É AMORAL

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 O KARMA

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MensagemAssunto: O KARMA   Dom Set 27, 2009 2:58 pm

O Karma

Kamma ou karma é um termo de uso religioso dentro das doutrinas budista, hinduísta e jainista, adotado posteriormente também pela Teosofia, pelo espiritismo e por um subgrupo significativo do movimento New Age, para expressar um conjunto de ações dos homens e suas consequências.

Este termo, na física, é equivalente a lei: "Para toda ação existe uma reação de força equivalente em sentido contrário".

Neste caso, para toda aCção tomada pelo Homem ele pode esperar uma reacção. Se praticou o mal então receberá de volta um mal em intensidade equivalente ao mal causado. Se praticou o bem então receberá de volta um bem em intensidade equivalente ao bem causado.

Dependendo da doutrina e dos dogmas da religião discutida, este termo pode parecer diferente, porém sua essência sempre foca as acções e suas consequências.

Budismo
No budismo, Kamma ou Karma é a palavra para "acto" ou "acção", e nesse sentido usa-se a palavra em textos mais antigos para ilustrar a importância de desenvolver atitudes e intenções correctas. Considera-se que por gerar Karma os seres encontram-se presos ao samsara, e portanto a última meta da prática budista é extinguir o Karma.


Esoterismo
Alguns movimentos esotéricos costumam falar em karma no sentido de "conjunto de deméritos acumulados" e em dharma como "conjunto de méritos acumulados" (portanto o contrário de karma). Essa terminologia não é consistente com o uso tradicional das religiões orientais, principalmente porque Dharma significa ensinamento ou verdade em vez de mérito ou virtude. Outros adotam um conceito semelhante ao do Espiritismo.

Espiritismo
Na visão espírita cada ser humano é um espírito imortal encarnado que herda as conseqüências boas ou más de suas encarnações anteriores. Embora Allan Kardec não tenha usado em momento algum a palavra "karma" ou qualquer de suas variações, esta veio a ser mais tarde incorporada ao jargão espírita por alguns espíritas, para designar o nível de evolução espiritual de cada indivíduo, ao qual se devem as circunstâncias favoráveis ou desfavoráveis que venha a encontrar. No entanto, para explicar isto o espiritismo apresenta um conceito mais abrangente: a lei de causa e efeito. Enquanto que normalmente o conceito de karma sugere uma dívida a ser resgatada, a lei de causa e efeito nos apresenta a idéia de que o futuro depende das ações e decisões do presente. Uma causa positiva gera uma efeito positivo, enquanto que uma causa negativa gera um efeito igualmente negativo.
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MensagemAssunto: Re: O KARMA   Sex Nov 06, 2009 7:18 pm

A Lei do Karma

É preciso que as pessoas compreendam o que significa a palavra "Karma".

A lei da balança, a lei do Karma rege toda a criação. Toda causa se transforma em efeito e todo efeito se transforma em causa novamente.

Foi nos dada liberdade e livre escolha e podemos fazer o que quisermos, porém é claro que temos que responder diante de Deus por todos nossos atos. Qualquer ato de nossa vida, bom ou mau, tem conseqüências. A lei de ação e reação governa o curso de nossas vidas, e cada nova existência é produto da vida anterior.

Compreender integramente as bases e o "Modus Operandi" da lei do Karma é indispensável para podermos conduzir o barco de nossa vida de forma positiva e digna através das diferentes escalas da vida.

O Karma é lei de compensação, não de vingança. Há quem confunda essa Lei Cósmica com "determinismo" ou com "fatalismo", ao crer que tudo que nos acontece já está previamente determinado. É verdade que os atos humanos determinam nossa herança, a educação e o meio [em nascemos]. Mas também é verdade que o homem tem o livre arbítrio e pode modificar seus atos, educar seu caráter, formar hábitos superiores, combater debilidades e fortalecer virtudes.

O Karma é um remédio aplicado para nosso próprio bem. Infelizmente, as pessoas em vez de se inclinarem reverentemente diante do eterno Deus vivo, protestam, blasfemam, se justificam, se desculpam, lavam as mãos. Com tais protestos em nada modificam o Karma; ao contrário: torna-se ainda mais duro e severo.

Quando nascemos neste mundo trazemos nosso destino. Uns nascem em berço de ouro e outros na miséria. Se na passada existência matamos, agora nos matarão; se ferimos, agora nos ferirão; se roubamos, agora nos roubarão; e com a vara que medimos seremos medidos.

Felizmente, caros amigos, a Justiça e a Misericórdia são as duas colunas de sustentação da Grande Fraternidade Branca.

Justiça sem Misericórdia é tirania; Misericórdia sem Justiça é tolerância e complacência com o delito. O Karma é negociável. Isso pode surpreender muita gente de diversas escolas esotéricas tradicionais. Por certo alguns pseudo-esoteristas e pseudo-ocultistas tornaram-se muito pessimistas em relação à lei de causa e efeito. Supõem equivocadamente que esta se desenvolve em forma mecânica, automática e cruel. Os eruditos crêem que não é possível alterar essa lei, mas lamento sinceramente ter que discordar dessa forma de pensar.

Se a lei de ação e reação, se o Nêmesis da existência não fosse negociável, então onde ficaria a misericórdia divina? Francamente, não posso aceitar crueldade de parte da divindade. Brahman, Deus ou Deuses de forma alguma poderia ser algo sem misericórdia, algo cruel e tirânico. Por tudo isso repito em forma enfática: O Karma é negociável.

É possível modificar nosso próprio destino. Modificando-se a causa modifica-se o efeito. "O Leão da Lei se enfrenta com a Balança". Se em um prato da Balança colocamos nossas boas obras e no outro as nossas obras negativas, ou teremos equilíbrio ou um dos pratos pesará mais que outro. Se o prato das más obras pesar mais devemos corrigir o desequilíbrio pondo mais boas obras no prato correspondente, para inclinarmos a Balança a nosso favor. Dessa forma pagamos Karma. Fazendo boas obras para pagar nossas dívidas. Lembremos que não se paga Karma somente com dor, também podemos pagar karma com boas obras.

Agora vocês podem compreender, queridos amigos, como é maravilhoso praticarmos o bem. Sem dúvida, o reto pensar, o reto sentir e o reto agir são o melhor negócio.

Nunca devemos protestar contra o Karma. O importante é saber negociar. Infelizmente, quando as pessoas se encontram em grandes amarguras o único que sabem fazer é lavar as mãos dizendo que nunca fizeram mal a ninguém, que não têm culpa de nada e que sempre foram pessoas justas e corretas.

Que me seja permitido dizer aos que estão na miséria que revisem sua conduta, que julguem a si mesmos, que se sentem no banco dos réus, mesmo que por alguns poucos momentos para fazer uma análise de si mesmos; depois, modifiquem sua conduta.

Se esses que estão sem trabalho se tornassem castos, caridosos, agradáveis, serviçais em cem por cento é claro que mudariam radicalmente a causa de sua desgraça e conseqüentemente, seus efeitos.

Não é possível modificar um efeito se antes não se modificou a causa que o gerou, porque, como dissemos: não existe efeito sem causa nem causa sem efeito.

Devemos trabalhar sempre de forma desinteressada e com infinito amor em favor da humanidade. Assim, mudaremos as causas negativas que geram os nefastos efeitos.

Sem dúvida, a miséria tem suas causas nas bebedeiras, na luxúria, na violência, no adultério, no desperdício, na avareza, etc.

Quer ser curado? Cure os outros. Tem familiares na prisão? Trabalhe pela liberação de outros. Está com fome? Divida teu [pedaço de] pão com quem está pior que você.

Muitas pessoas que sofrem só se lembram de suas amarguras, desejando remediá-las, mas não se lembram dos sofrimentos alheios, nem remotamente pensam em remediar os sofrimentos do próximo. Esse estado egoísta de sua existência não serve para nada. Assim, o único que conseguem realmente é agravar seus sofrimentos.

Se essas pessoas pensassem nos demais, em servir seus semelhantes, em dar de comer ao faminto, dar de beber ao sedento, em vestir o desnudo, em ensinar ao que não sabe, é claro que poriam boas obras no prato da balança cósmica para incliná-la a seu favor, e assim mudariam seu destino e viria a sorte a seu favor. Mas as pessoas são muito egoístas, e por isso sofrem. Ninguém se lembra de Deus nem de seus semelhantes se não quando estão em desespero, e isso é algo que todo mundo pode comprovar por si mesmo. Assim é a humanidade.

Infelizmente, esse ego que todos levamos dentro, faz tudo ao contrário do que estamos dizendo aqui. Por isso mesmo considero urgente, inadiável e irremediável reduzir o ego à poeira cósmica.

O único que é necessário fazer para ter direito à verdadeira felicidade é, antes de tudo, eliminar o ego. Certamente, quando não existirem mais egos dentro de nós, esses horríveis elementos que nos fazem tão perversos e malvados, não haveria mais Karma a ser pago e o resultado disso seria a felicidade.

A Lei do Karma, a Lei da Balança Cósmica não é uma lei cega. Também é possível pedir crédito aos Mestres do Karma, e isso é algo que muitos desconhecem. Contudo, é bom saber que todo crédito precisa ser pago com obras de caridade. Se não for pago, então a Lei cobrará com muito sofrimento.

Quem despertar a consciência poderá viajar com seu corpo astral plenamente consciente e estudar no Templo da Justiça seu próprio Livro do Destino. O Chefe dos Sacerdotes do Tribunal do Karma é o Grande Mestre Anúbis. O Templo de Anúbis, Supremo Regente do Karma, encontra-se no mundo molecular, chamado por muitos de Plano Astral.

No Tribunal da Justiça impera unicamente o amor e a justiça. Ali existe um livro com as colunas "Dever - Haver" para cada ser humano, onde diariamente se registra tudo que se faz de positivo e de negativo.

As boas ações são representadas por um tipo incomum de moeda que os Mestres acumulam em benefício daqueles que realizam boas obras. Nesse Tribunal também existem advogados defensores. Mas, paga-se por tudo. Nada nos é dado gratuitamente. Quem tem boas obras paga suas contas e se sai bem em seus negócios. Os créditos solicitados devem ser pagos com trabalhos desinteressados e inspirados no amor pelos que sofrem.

Negociar com os Senhores da Lei é possível por intermédio da Meditação: orai e meditai. Concentrai-vos em Anúbis, o Supremo Regente da Boa Lei.

Lembrem-se: Para o indigno todas as portas estão fechadas, menos uma: a do arrependimento. Pedi e vos será dado; batei e se vos abrirá.
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MensagemAssunto: Re: O KARMA   Seg Nov 09, 2009 1:50 pm

Os Tribunais do Karma

O "Livro Tibetano dos Mortos" diz: "estiveste em um desmaio durante os últimos três dias e meio. Logo que recuperes deste desmaio, terás o pensamento" Que se passou? Pois, nesse momento, todo o Samsara (Universo fenomênico) estará em revolução.

O ingresso nos mundos eletrônicos e moleculares, no momento da morte, é uma prova tremenda para a Consciência do homem. O "Livro Tibetano dos Mortos" assegura que todos os homens caem, no momento da morte, em um desmaio que dura três dias e meio. Max Heindel, Rudolf Steiner e muitíssimos outros autores sustentam que, durante esses três dias e meio, o Ego desencarnado vê acontecer toda sua vida em forma de imagens e em ordem retrospectiva. Asseguram ditos autores que estas lembranças se acham contidas no Corpo Vital. Isto é certo, mas, só é uma parte da verdade. As imagens e lembranças contidas no Corpo Vital, e sua visão retrospectiva, só é repetição automática de algo semelhante no mundo eletrônico.

No momento da morte, e durante os três dias e meio seguintes à morte, nossa Consciência e nosso julgamento interno são liberados pela descarga eletrônica. Então, vemos passar toda nossa vida em forma retrospectiva. A descarga é tão forte que o homem cai depois em um estado de coma e de sonhos incoerentes. Só aqueles que possuem isso que se chama Alma podem resistir a descarga eletrônica sem perder a Consciência.

Passados os três dias e meio, a essência entra num estado de consciência de tipo lunar. No momento da morte, revivemos a vida em forma retrospectiva, sob a descarga eletrônica, mas, em forma muito rápida e terrível. No mundo molecular, voltamos a reviver nossa vida que acaba de passar em forma muito mais lenta, porque o tempo no mundo molecular é mais lento que no mundo eletrônico.

Sob a influência lunar, revivemos nossa vida da ancianidade até a infância e nascimento. Os desencarnados visitam, então, aqueles lugares com os quais se relacionaram, revivem cada cena de sua vida, dizem e fazem quão mesmo fizeram, sentindo alegria pelas boas obras e profunda dor pelas más.

Terminado o trabalho retrospectivo, é claro que temos plena consciência do resultado final da vida que acaba de passar. É então, e só então, quando todo aquele que não esteja definitivamente perdido, toma a decisão de emendar seus erros e pagar o débito. Só os completamente perdidos não respondem aos impactos terríveis dos mundos molecular e eletrônico. Realmente, esses seres já estão tão materializados, que, de fato, retornam ao mundo mineral; este é o inferno cristão. Ammit, o monstro egípcio devorador dos mortos com suas gigantescas fauces de crocodilo; o devorador dos corações, o abutre cósmico que consome os refugos ou despojos da humanidade, o Inferno romano, o Avitchi indostão, etc.

Todos os planos de existência mencionados pela teosofía podem ser perfeitamente sintetizados em quatro regiões: Inferno, Terra, Paraíso e Céu. Quer dizer, Mundo Mineral, Mundo Celular, Mundo Molecular e Mundo Eletrônico.

O Julgamento Final é o que decide a sorte dos desencarnados. Terminado o trabalho retrospectivo, temos que nos apresentar ante os Tribunais do Carma. Em ditos tribunais, temos que responder por nossos cargos; a sentença dos juizes é definitiva. Realmente, não é exato afirmar que todos os seres passam às regiões do Paraíso ou aos estados de felicidade de tipo celestial depois do julgamento. Realmente, só passam às regiões inefáveis mencionadas pela teosofía, uma pequena minoria de seres. O Julgamento Final divide aos desencarnados em três grupos:

1.- Os que se reencarnam imediatamente.
2.- Os que sobem aos estados paradisíacos e celestes e que se reencarnam muito tempo depois.
3.- Os que entram em Reino Mineral (Inferno).
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MensagemAssunto: Re: O KARMA   Qui Nov 12, 2009 1:49 pm

Os 42 Juízes do Karma

Nos mundos Internos, existe um templo aonde oficiam os 42 Juízes do Karma. Estes são os quarenta e dois chacais. Chamam-lhes assim porque cobrem sua cabeça com uma espécie de máscara religiosa que tem a forma de cabeça de cão lobo ou chacal. Estes Quarenta e Dois Mestres são os da Lei da Compensação, denominada Lei do KARMA.

Todos os males que fazemos a outros em passadas reencarnações nos toca pagá-los na próxima encarnação.

Não só se paga Carma pelo mal que se faz, mas, também pelo bem que se deixa de fazer podendo fazê-lo. Quem tem com que pagar, paga e sai bem em seus negócios. Quem não tem com que pagar, indubitavelmente, tem que pagar com dor inevitavelmente.

Dizem os Senhores do Carma: "Façam boas obras para pagar suas dívidas" "AO LEÃO DA LEI SE COMBATE COM A BALANÇA". Se as más ações pesam mais; então, podemos pôr boas ações no pires das boas ações. Diz-se: Aumenta o peso da platina das boas ações para inclinar o pires a nosso favor. Assim é como podemos cancelar as velhas dívidas e evitar a dor.

Quando uma Lei Inferior é transcendida por uma Lei Superior, a Lei Superior lava a Lei Inferior.

Nossos discípulos devem aprender a viajar de Corpo Astral para visitar o Templo dos Senhores do Carma. O Chefe deste Templo é Anúbis.

A chave para viajar em Corpo Astral é muito singela: O discípulo se deitará em seu leito e procurará dormir tranqüilamente. Logo, o discípulo se levantará de seu leito naqueles instantes em que esteja dormitando e sairá de seu quarto. Se o discípulo der um saltinho com a intenção de ficar flutuando no ar, então, verá, com assombro, que flutuará deliciosamente no ar e que poderá transladar-se em corpo astral a qualquer lugar da Terra. O discípulo pode ir em Corpo Astral ao palácio dos Senhores do Carma. Neste Templo, poderá arrumar seus negócios com os Senhores do Carma. Quando dizemos negócios estamos nos referindo às dívidas que temos pendentes com a Justiça Cósmica. Os Senhores da Lei também concedem crédito, mas, todo crédito terá que pagá-lo fazendo boas obras em benefício da humanidade.

Devemos aprender a sair em Corpo Astral para arrumar pessoalmente nossos negócios com os Senhores do Carma.

Quando o homem aprende a dirigir seu livro de contas, pode processar melhor sua vida.
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MensagemAssunto: Re: O KARMA   Qua Nov 18, 2009 6:33 pm

Reencarnação e Karma

A alma abatida dentro do seio do infinito vê milhares de seres inefáveis ou anjos, Arcanjos, Tronos, Virtudes, Potestades, etc., e, então, compreende que esses seres divinos foram homens que se aperfeiçoaram e que sofreram muitíssimo na escola da vida. A alma compreende que a vida é uma escola e deseja voltar para essa escola da vida para aperfeiçoar-se. Quando a Alma quer voltar para essa escola da vida para aperfeiçoar-se, quando a Alma quer voltar para mundo, então, os anjos do destino levam essa alma a um novo lar: os Anjos do Destino unem à Alma, ou melhor diríamos, conectam a alma ao espermatozóide do Sêmen do Pai.

Esse espermatozóide eleito pela alma que vai nascer faz fecunda a matriz. Entre o ventre materno, a alma permanece durante nove meses, formando seu novo corpo físico. Não obstante, a alma não está prisioneira porque pode entrar e sair do ventre materno e de seu corpo cada vez que quiser. Aos nove meses, nasce a alma com seu novo corpo de menino.

Se, na passada reencarnação, fizemos muito mal ao próximo, então, nos toca agora sofrer as conseqüências e nascemos com muita má sorte; os negócios fracassam, a miséria nos persegue e sofremos imensamente. Se, antes, tiramos a mulher de outro, então, agora, nos tiram isso; se fomos maus pais, se não soubemos ser bons com os filhos, então, nos toca nascer em um lugar mais amargo que o fel. Os pais nos farão sofrer na mesma forma em que nós fizemos sofrer a nossos filhos na passada reencarnação. Quem semeia raios não tem outro remédio do que colher tempestades. Quem semeia seu milho que coma seu milho, cada qual colhe o que semeia. Se Deus enviasse uma alma a nascer entre as comodidades sem ter feito algum bem, e a outros, sem ter feito algum mal e os fizessem nascer na miséria, onde estaria a Justiça de Deus?

Um gênio chega a ser gênio porque, em milhões de vidas, veio lutando por aperfeiçoar-se. Nós somos a resultante de nossas passadas reencarnações. Com a vara com que medimos, seremos medidos. Existem 42 Mestres do Carma. O Carma é a Lei da Compensação.

Em cada reencarnação somos nós mais e mais perfeitos. Viemos milhões de vezes a este mundo, e nos toca seguir vivendo, até que nos tornemos perfeitos.

Existe um sistema para recordar nossas passadas reencarnações: Este sistema é o exercício retrospectivo. O discípulo deita em sua cama todas as noites e, então, pratica os exercícios retrospectivos. Começará o discípulo por recordar todas as coisas acontecidas a uma hora antes de deitar-se, duas horas antes de todos os instantes da tarde e da manhã ocorridos durante o dia. Esforçar-se-á o discípulo por recordar todas as coisas da véspera e da antevéspera. Deve-se fazer por recordar todo o acontecido durante um mês, em dois meses, em três, em um ano, em dez anos, vinte anos atrás, até recordar minuciosamente toda a história de sua vida.

Faça o discípulo por recordár os primeiros cinco anos de sua vida. O Discípulo notará, então, que isto é muito difícil. Estes anos são muito difíceis de se recordar; mas, há um segredo para recordá-los: O discípulo deve adormecer-se pronunciando mentalmente os mantras (Palavras de poder) seguintes: RA-ON... GA-OM... O discípulo se adormecerá pronunciando estas duas palavras mentalmente e esforçando-se em recordar em seu sonho todas as coisas que lhe aconteceram nos cinco primeiros anos de sua história, da infância.

Os sonhos são verdadeiros. Nossos discípulos devem abrir a Bíblia e estudar o Livro do Daniel para que aprendam.

Depois de ter recordado nossos discípulos toda sua vida atual, então, devem se esforçar por recordar os últimos momentos de sua passada reencarnação. Se o Discípulo conseguir dormir tranqüilamente fazendo esta prática, então, no próximo dia, poderá recordar em seus sonhos toda sua passada reencarnação. Com este segredo, todo discípulo, não somente poderá recordar sua passada reencarnação, mas, também, além disso, poderá recordar todas suas passadas reencarnações. O que se precisa é praticar todas as noites até obter o triunfo e ter muita fé.
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MensagemAssunto: Re: O KARMA   Qui Nov 19, 2009 5:59 pm

A Lei do Karma - Perguntas e Respostas

Que se pode responder ao profano quando, ao se lhe falar do retorno, ele declara não poder acreditar nele, já que ninguém foi e voltou para contar o que viu?

V.M. - Os dias vão e vem. Os sóis regressam ao seu ponto de partida depois de milhares de anos. Os anos se repetem e as quatro estações (primavera, verão, outono e inverno) sempre voltam. Portanto, não há necessidade de se acreditar no retorno já que é tão evidente que todos o estão vendo diariamente. Assim também as almas retornam, regressam, a este mundo. Esta lei existe para toda a criatura.

Como podemos demonstrar a existência do retorno?

V.M. - Podemos evidenciar todos a lei do eterno retorno despertando a consciência. Nós temos sistemas e métodos para o despertar da consciência. A pessoa desperta pode recordar todas suas vidas passadas. Para quem se lembra das vidas anteriores, a lei do retorno é um falso.

Por que há pessoa com preparo que mesmo trabalhando e lutando muito por uma posição não o conseguem, em troca, outras, com menos preparo e esforço, conseguem o êxito desejado?

V.M. - Tudo depende da lei do Karma. Esta palavra Karma quer dizer ação e conseqüência. Se em vidas passadas agimos bem, triunfamos e somos felizes na presente vida. Porém, se em vidas anteriores praticamos o mal, na atual fracassamos.

Por que há famílias que por mais que se esforcem não conseguem ter amigos de modo algum, enquanto que para outros é tão fácil conquistá-los aonde quer que vão?

V.M. - Em vidas anteriores tivemos muitos amigos e inimigos e ao voltarmos ou regressarmos a este mundo, tornamos a reencontrar essas amizades ou esses adversários, então tudo se repete como já ocorreu. Mas, também, há gente difícil que não gosta de ter amigos, são os misantropos, gente que se oculta, que se afasta, que se distancia da sociedade, são solitários por natureza e por instinto. Quando tais pessoas voltam a este mundo, costuma ver-se sós, ninguém simpatiza com elas. Em troca, há outras pessoas que souberam cumprir com seus deveres para com a sociedade, para com o mudo e até trabalharam por seus semelhantes, em vidas passadas. Logicamente, ao retornarem a este mundo vêem-se rodeadas por aquelas almas que formaram seu ambiente e agora gozam naturalmente de muita simpatia.

A que se deve que algumas donas de casa não encontrem quem lhes ajude fielmente, ainda que tratem bem suas empregadas, enquanto que outras, em troca, não encontram dificuldade alguma neste sentido?

V.M. - Aquelas donas de casa que não contam com criadagem fiel e sincera foram, em vidas anteriores, déspotas e cruéis com seus criados e agora não encontram quem lhes sirva, pois que não souberam servir no passado. Eis a conseqüência.

Por que há pessoas que desde o nascimento estão a trabalhar sem descanso, como se estivessem a sofrer uma condenação e só param ao morrer; em troca, outras vivem bem e sem tanto trabalho?

V.M. - Isso se deve à Lei do Karma. As pessoas que trabalham muito e não progridem, em vidas passadas fizeram seus semelhantes trabalharem demais. Exploraram seus súditos impiedosamente e agora sofrem a conseqüência, trabalhando inutilmente pois não progridem.

Meu filho contraiu um matrimônio que lhe foi sumamente mal. As empresas onde trabalhava faliam. Uma vez pediu um empréstimo bancário para por um negócio e fracassou rotundamente. Tudo o que empreendia fracassava. Teve de divorciar-se da esposa devido aos tantos desgostos que tinham. Depois de algum tempo contraiu novas núpcias e aquele homem a quem só faltou pedir esmola, agora se acha muito bem e seu sucesso aumenta a cada dia. A que se deve isto?

V.M. - Existe três vínculos matrimoniais:

CÁRMICO
DÁRMICO
CÓSMICO

Os primeiros são de dor, miséria, fome, desgraça, nudez... Os segundos são de êxito, felicidade, amor, progresso econômico ... Os terceiros são para as almas selecionadas, puras e santas. Trazem naturalmente felicidade inesgotável.

Sobre o caso que você me relata devo dizer que ele pertence à primeira ordem de vínculos matrimoniais. Não há dúvidas que seu filho e a esposa dele sofreram bastante pagando as más ações de suas vidas passadas. Naturalmente, já haviam sido marido e mulher antes e agiram mal, não souberam viver juntos e o resultado foi a dor. O segundo matrimônio de seu filho lhe foi benigno do ponto de vista econômico. Podemos catalogá-lo como de boa sorte, dármico. Diríamos que resultou das boas obras de vidas anteriores. Sua segunda esposa também conviveu com ele ates e com ela se comportou melhor, o resultado foi que agora o favoreceu melhorando sua sorte. Isso é tudo.

Meu filho está doente há cinco anos. Gastamos já muito com médicos que não encontram a causa exata de sua enfermidade. Uns dizem que talvez seja um choque nervoso, outros supõem que foi vítima de trabalhos de bruxaria, já que era um rapaz bastante inteligente nos estudos. Qual é a sua opinião?

V.M. - Ressalta a todas as luzes com inteira claridade meridiana um castigo, um carma mental pelo mau uso de sua mente em vidas anteriores. Se você quer que seu filho cure, lute por curar outros enfermos mentais a fim de modificar a causa que produziu a doença. Lembre-se que somente se mudando a causa se altera o efeito. Infelizmente, os enfermos tem uma acentuada tendência a se encerrar em seu próprio círculo, rara vez na vida se vê o caso de um doente preocupado em curar a outros doentes. Se alguém o fizer, com isso aliviará suas próprias dores. Eu a aconselho, já que neste caso preciso, seu filho não poderia se dedicar a cuidar de ninguém, faze-lo você mesma em nome dele. Não se esqueça das obras de caridade. Preocupe-se com a saúde de todos os doentes mentais que encontre no caminho. Faça o bem às toneladas. Tampouco esqueça que no mundo invisível há muitos Mestres que podem ajudá-lo nesse caso específico. Gostaria de me referir especialmente ao glorioso anjo Adonai, o anjo da luz e da alegria. Esse Mestre é muito sábio. Se você se concentrar intensamente, rogando a ele em nome de Cristo para que cure seu filho, estou seguro que de forma alguma se negará a fazer esta obra de caridade, porém não se esqueça a Deus rogando e com o malho dando. Faça o bem às toneladas e suplique; este é o caminho .

Tive a oportunidade de presenciar o caso de um matrimônio em Santa Marta, Colômbia. Tinham um grande negócio que de um momento para outro pegou fogo. Depois o marido adoeceu e morreu tuberculoso. Vinte anos mais tarde, encontrei sua esposa que também estava a ponto de morrer tuberculosa. A que se deveria isso?

V.M. - É bom que você saiba que a tuberculose se deve à falta de religião em vidas anteriores, ao materialismo e a uma vida sem devoção e sem amor a Deus. Se o marido morreu tuberculoso, esta foi a causa. Se perdeu seus bens, foi porque terminou com as propriedades de outras pessoas em sua vida passada. Queimou e lhe queimaram! Danou e lhe danaram! Isso se chama Karma, castigo. A tuberculose não afetou tanto a esposa porque sua falta de religiosidade em vidas anteriores não foi tão extremada. Houve ainda um pouco de espiritualidade.

Tenho um filho muito bom que me entregava tudo o que lhe rendia seu trabalho. Um dia enamorou-se de uma mulher mais velha que ele, amiga minha, e que tivera três filhos com um senhor casado. Não se casaram, mas passaram a viver juntos. Apesar de continuar trabalhando, o dinheiro não lhe rendia de maneira suficiente a ponto de recorrer a mim exigindo uma certa quantidade de dinheiro. Disse que ia empreender um negócio, coisa que nunca o fez e quando terminou a quantia que lhe dei, a mulher o abandonou. Agora vive sozinho, trabalha, mas está completamente arruinado. A que se deve isso?

V.M. - A uma simples análise ressalta o adultério com todas as suas dolorosas conseqüências: perda de dinheiro, má situação, sofrimentos morais intensos, etc. Eis o resultado do erro.

Gostaria que me informasse se poderia melhorar a sua situação?

V.M. - Se em um prato da balança cósmica pomos boas ações, no outro as más e este último pesa mais, é claro que a balança se inclinará contra nós e o resultado serão as amarguras. Porém, se pomos boas obras no pratinho do bem, podemos inclinar a balança em nosso favor e assim melhorarmos nossa sorte notavelmente. Se esse seu filho se dedicar a fazer o bem, a sua sorte melhorará.

Tenho um filho de vinte anos que desde os dezoito não quis mais viver no seu lar, passando a morar na casa de amigas minhas. Não quer estudar nem trabalhar. Vem nos visitar por um mês, sente-se feliz por uns dias e depois começa a se aborrecer com todos, terminado por ir-se embora sempre. Gostaria que me dissesse o porquê de tudo isso?

V.M. - Esse filho só lhe criou problemas. É claro que o resultado da desordem será a dor. Não há dúvida que ele não sabe nem quer aprender a viver, porém tem de ser tratado da melhor maneira possível com amor e paciência. Não há dúvida que no futuro dará fortes tropeções, cujas conseqüências lhe serão amargas. Só então começará a compreender a necessidade de por ordem em sua vida.
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MensagemAssunto: Re: O KARMA   Sex Nov 20, 2009 6:33 pm

Os Negócios do Karma

Amigos meus, vamos estudar muito seriamente a questão dos negócios.

Permitam-me a liberdade de lhes dizer que não estou falando de negócios profanos. Quero referir-me, de forma enfática, aos negócios do Karma.

Antes de tudo, é necessário que as pessoas entendam a palavra sânscrita “karma”.

Não é demais asseverar que tal palavra, em si mesma, significa lei de ação e conseqüência. Obviamente, não existe causa sem efeito, nem efeito sem causa.

Qualquer ato de nossa vida, bom ou mau, tem suas conseqüências.

Hoje estive refletindo na desgraça de nosso mundo. Quão felizes seriam estes humanóides intelectuais se nunca tivessem tido isso que se chama ego, eu, mim mesmo, si mesmo.

É indubitável que o ego comete inumeráveis erros, cujo resultado é a dor.

Se estes humanóides racionais estivesses desprovidos de ego, seriam simplesmente elementais naturais belíssimos, inocentes, puros, infinitamente ditosos.

Imaginai por um momento, queridos amigos, uma terra assim, povoada por milhões de inocentes humanóides desprovidos de ego e governados por reis divinos, deuses, hierofantes, devas, etc., etc., etc.

Obviamente, um mundo assim seria certamente um paraíso, um planeta de bem-aventurados.

A ninguém se pode obrigar a se converter em homem à força. Todos esses milhões de humanóides, mesmo não sendo homens no sentido mais completo da palavra, poderiam ter sido infinitamente felizes, se não tivesse surgido em seu interior uma segunda natureza maligna e terrivelmente perversa.

Desafortunadamente, devido, como já o dissemos tanto nestas conferências, ao equívoco de alguns indivíduos sagrados, apareceu, dentro de cada sujeito, algo anormal: certos elementos inumanos, dentro dos quais veio a ficar engarrafada a Consciência.

É claro que tais elementos inumanos surgiram como resultado das más conseqüências do abominável órgão Kundartiguador. Foi assim, queridos amigos, como fracassou esta humanidade planetária, fazendo-se espantosamente maligna.

Melhor teria sido que aqueles sagrado indivíduos não tivessem dado a estes pobres bípedes tricerebrados ou tricentrados esse abominável órgão de todas as infâmias.

Pensemos, por um momento, nas multidões de humanóides que povoam a face da Terra. Sofrem o indizível, vítimas de seus próprios erros. Sem o ego não teriam esses erros, nem, tampouco, sofreriam as conseqüências dos mesmos.

Já disse em nossas passadas conferências que nem a todas as chispas virginais, que nem a todos os humanóides lhes interessa a maestria; entretanto, isto não é óbice para a felicidade autêntica.

No infinito espaço existem muitas moradas de bem-aventurança para os elementais humanóides que não têm interesse na maestria.

Inquestionavelmente, os três mil ciclos ou períodos de tempo atribuídos a qualquer Essência, a qualquer mônada, para sua manifestação cósmica, se desenvolvem não somente aqui em nosso mundo Terra, senão também em outros mundos do espaço estrelado.

Por tudo isto podereis ver, meus caros amigos, que para as almas há muitas mansões de dita e que de modo algum é indispensável a maestria para se ter direito ao gozo autêntico do espírito puro.

O único requisito que se requer para ter direito à verdadeira felicidade é, antes de tudo, não ter ego.

Certamente, quando não existem dentro de nós os agregados psíquicos, os elementos inumanos que nos tornam tão horríveis e malvados, não há Karma por pagar e o resultado é a felicidade.

Nem todas as criaturas ditosas que vivem em todos os mundos do espaço infinito alcançaram a maestria. No entanto, encontram-se em consonância com a ordem cósmica, porque não tem ego.

Quando vivemos de acordo com o reto pensar, o reto sentir e o reto obrar, as conseqüências costumas ser ditosas.

Desafortunadamente, o pensamento justo, o sentimento justo, a ação justa, etc., faz-se impossível quando uma segunda natureza inumana atua em nós e dentro de nós e através de nós, aqui e agora.

No que vimos dizendo devem ser evitadas confusões. É óbvio que, dos muitos, uns poucos aspiram ao adeptado, à auto-realização íntima do Ser. Inquestionavelmente, estas almas se convertem em verdadeiros reis do universo e em deuses terrivelmente divinos.

As multidões, depois dos três mil ciclos de manifestação, retornam ao espírito universal da vida como simples elementais ditosos.

O desagradável é que estes milhões de elementais humanóides criaram, dentro de si mesmos, uma segunda natureza infra-humana, porque esta última em si mesma os tornou não somente perversos, senão, ademais, e o que é pior, desgraçados.

Se não fosse pelo mim mesmo, ninguém seria iracundo, ninguém cobiçaria os bens alheios, nenhum seria luxurioso, invejoso, orgulhoso, preguiçoso, glutão, etc., etc., etc.

Lamento muito ter que dizer que ao Arcanjo Sakaki e sua alta comitiva de indivíduos sagrados, que nos tempos arcaicos deram o abominável órgão Kundartiguador à humanidade, aguardam-lhes, no futuro grande dia cósmico, indizíveis amarguras, Karma horrísono, pois, não há dúvida que, devido ao seu erro, esta humanidade perdeu sua felicidade e se tornou monstruosa. Que me perdoem os deuses santos por tal afirmação; porém fatos são fatos e ante os fatos temos que nos render, custe o que custar.

Afortunadamente, meus caros amigos, a justiça e a misericórdia são as duas colunas torais da Fraternidade Universal Branca.

A justiça sem misericórdia é tirania; a misericórdia sem justiça é tolerância, complacência com o delito. Neste mundo de desditas em que nos encontramos, faz-se necessário aprender a manejar os nossos próprios negócios, para rumar o barco da existência através das diversas escalas da vida.

O Karma é negociável e isto é algo que pode surpreender muitíssimo aos sequazes de diversas escolas ortodoxas.

Certamente, alguns pseudo-esoteristas e pseudo-ocultistas tornaram-se demasiado pessimistas em relação à lei de ação e conseqüência. Supõem, equivocadamente, que esta se desenvolve de forma mecanicista, automática e cruel.

Os eruditos crêem que não é possível alterar tal lei. Lamento muito sinceramente ter que dissentir dessa forma de pensar.

Se a lei de ação e conseqüência, se o nêmesis da existência não fosse negociável, então, onde ficaria a misericórdia divina? Francamente, eu não posso aceitar crueldade na divindade. O real, aquilo que é todo perfeição, isso que tem diversos nomes tais como Tao, AUM, INRI, Sein, Alá, Brahma, Deus, ou melhor dizendo, deuses, etc., etc., etc., de modo algum podia ser algo sem misericórdia, cruel, tirânico, etc. Por tudo isto, repito, de forma enfática, que o Karma é negociável.

Quando uma lei inferior é transcedida por uma lei superior, a lei superior lava a lei inferior.

Faze boas obras, para que pagues tuas dívidas. Ao leão da lei se combate com a balança.

Quem tem com que pagar, paga e sai bem em seus negócios; quem não tem com que pagar, pagará com dor.

Se num prato da balança cósmica pomos as boas obras e no outro as más, é evidente que o Karma dependerá do peso da balança.

Se pesa mais o prato das más ações, o resultado serão as amarguras. Não obstante, é possível aumentar o peso das boas obras no prato fiel da balança e, desta forma, cancelaremos Karma, sem necessidade de sofrer. Tudo o que necessitamos é fazer boas obras para aumentar o peso do prato das boas ações.

Agora compreenderão os senhores, meus bons amigos, o maravilhoso que é fazer o bem; não há dúvida de que o reto pensar, o reto sentir e o reto obrar são o melhor dos negócios.

Nunca devemos protestar contra o Karma; o importante é saber negociá-lo.

Desgraçadamente, às pessoas o único que lhes ocorre quando se acham numa grande amargura é lavar as mãos como Pilatos, dizer que não fizeram nada mau, que não são culpáveis, que são almas justas, etc., etc., etc.

Eu digo aos que estão na miséria que revisem sua conduta; que se julguem a si mesmos; que se sentem, ainda que seja por um instante, no banco de acusados; que, depois de uma sumária análise de si mesmos, modifiquem sua conduta. Se estes que se acham sem trabalho se tornassem castos, infinitamente caritativos, aprazíveis, serviçais em cem por cento, é óbvio que alterariam radicalmente a causa de sua desgraça, modificando-se, em conseqüência, o efeito.

Não é possível alterar um efeito se antes não se modificou radicalmente a causa que o produziu; pois, como já dissemos, não existe efeito sem causa, nem causa sem efeito.

Não há dúvida de que a miséria tem suas causas nas bebedeiras, na asquerosa luxúria, na violência, nos adultérios, no esbanjamento e na avareza.

Não é possível que alguém se encontre em miséria quando o Pai, que está em secreto, se encontra presente, aqui e agora. Quero ilustra isto com um relato:

Em certa ocasião, meu Real Ser Interior, minha Mônada Imortal, me tirou do corpo físico para me dar instruções sobre determinado discípulo. Concluídas estas, não vi inconveniente em me dirigir ao Senhor Íntimo com as seguintes palavras: “Estou cansado de ter corpo. Eu o que queria era desencarnar.” Nestes instantes, o Senhor de Perfeições, meu Deus Interior, respondeu com voz solene: “Por que protestas? Eu te dei pão, agasalho e refúgio, e ainda protestas? Recordas os últimos dias de tua passada existência? Andavas pelas ruas do México descalço, com o traje rasgado, velho, enfermo e na mais espantosa miséria. E como vieste a morrer? Num casebre imundo. Então eu estava ausente.” Em tais momentos resplandecia a face do Senhor, em seus olhos azuis se refletia o céu infinito, sua branca túnica de glória chegava até seus pés. Tudo Nele era perfeição.

“Senhor”, disse-lhe, “eu vim para beijar tua mão e receber tua bênção.” O Adorável me abençoou e beijei sua destra.

Depois que voltei ao corpo físico, entrei em meditação. Certamente, meus caros irmãos, quando o filho anda mal, o Pai se ausenta e, então, aquele cai em desgraça.

Creio que agora ireis compreendendo melhor, meus caros amigos, o que é a miséria, por que chega, como chega.

O Pai que está em secreto tem poder suficiente para nos dar e para nos tirar também. “Ditoso o homem que Deus castiga.”

O Karma é uma medicina que se nos aplica para nosso próprio bem. Desgraçadamente, as pessoas, em vez de se inclinar reverentes ante o eterno Deus vivo, protestam, blasfemas, justificam-se a si mesmas, desculpam-se nesciamente e lavam as mãos como Pilatos. Com tais protestos não se modifica o Karma; ao contrário, torna-se mais duro e severo.

Reclamos fidelidade do cônjuge, quando nós mesmos fomos adúlteros nesta ou em vidas precedentes.

Pedimos amor, quando fomos desapiedados e cruéis. Solicitamos compreensão, quando nunca soubemos compreender a ninguém, quando jamais aprendemos a ver o ponto de vista alheio.

Anelamos ditas imensas, quando fomos sempre a origem de muitas desditas.

Quiséramos nascer num lar muito formoso e com muitas comodidades, quando não soubemos, em passadas existências, brindar nossos filhos com lar e beleza.

Protestamos contra os insultadores, quando sempre insultamos a todos os que nos rodeiam.

Queremos que nossos filhos nos obedeçam, quando jamais soubemos obedecer a nossos pais.

Molesta-nos terrivelmente a calúnia, quando nós sempre fomos caluniadores e enchemos o mundo de dor.

Fastia-nos a fofoca, não queremos que ninguém murmure de nós e, não obstante, sempre andamos entre intrigas e murmúrios, falando mal do próximo, mortificando a vida aos demais. Quer dizer, sempre reclamamos o que não demos. Em todas as nossas vidas anteriores fomos malvados e merecemos o pior; porém supomos que se nos deve dar o melhor.

Os enfermos, em vez de se preocuparem tanto por si mesmos, deveriam trabalhar pelos demais, fazer obras de caridade, tratar de sanar a outros, consolar os aflitos, levar o médico aos que não tem com que pagá-lo, distribuir medicamentos, etc., e assim cancelariam seu Karma e se sanariam totalmente.

Aqueles que sofrem em seus lares deveriam multiplicar sua humildade, sua paciência e serenidade. Não contestar com más palavras, não tiranizar o próximo, não enfastiar os que nos rodeiam, saber desculpar os defeitos alheios com uma paciência multiplica até o infinito. Assim cancelariam seu Karma e se tornariam melhores.

Desgraçadamente, meus queridos amigos, esse ego que cada qual leva dentro faz exatamente o contrário do que aqui estamos dizendo. Por tal motivo, considero urgente, inadiável, impostergável, reduzir o mim mesmo a poeira cósmica.
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Anarca

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MensagemAssunto: Re: O KARMA   Ter Nov 24, 2009 3:05 pm

Perguntas e Respostas sobre como negociar o Karma

P. – Venerável Mestre, conseguindo com que os humanóides intelectuais se convertam em elementos inocentes, considera o senhor cumprida sua missão?

V.M. – Com o maior gosta darei resposta a esta pergunta. Muitos profetas, grandes avataras e mestres lutaram, nos antigos tempos, contra as más conseqüências do abominável órgão Kundartiguador. Isto é uma missão de ordem popular, cujo propósito é fazer regressar a humanidade até a inocência total.

Tais santos, nos tempos antigos, tiveram também seu círculo esotérico para os da via direta, para aqueles que, em todas as idades, aspiraram à maestria.

Vede, pois, amigos, os dois círculos: o exotérico ou público e o esotérico ou secreto. Não é demais recordar-lhes que as grandes religiões confessionais preenchem precisamente estas duas necessidades.

Qualquer religião confessional serve às multidões e aos iniciados.

Creio que agora entendestes completamente o sentido de minha missão sobre a face deste aflito mundo em que vivemos.

P. – Mestre, todo sofrimento que se tenha, da índole que seja, pode ser atribuído a que o Pai está ausente?

V.M. – Amigos! Existem os sofrimentos voluntários e os involuntários. Os primeiros se processam naqueles que seguem a senda direta, o caminho solar; os segundos são resultado de nosso próprio carma. É óbvio que, quando o filho anda mal, o Pai está ausente e a conseqüência é a dor.

P. – Tocante ao nêmesis, ou carma, é possível que qualquer sofrimento possa ser negociável ante os senhores do carma?

V.M. – Estimados amigos! Quero que os senhores compreendam que, quando tal ou qual carma se encontra já totalmente desenrolado e desenvolvido, tem que chegar até o final, inevitavelmente.

Isto significa que só é possível modificar radicalmente o carma quando o arrependimento é total e quando toda possibilidade de repetir o erro que o produziu desapareceu radicalmente.

Kamaduro, chegando a seu final, é sempre catastrófico. Nem todo o carma é negociável.

É bom saber também que, quando eliminamos radicalmente o ego, a possibilidade de delinqüir fica aniquilada e, em conseqüência, o carma pode ser perdoado.
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O KARMA
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