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 OS NOSSOS AMIGOS AFRICANOS...

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Anarca



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MensagemAssunto: Re: OS NOSSOS AMIGOS AFRICANOS...   Qui Mar 11, 2010 2:39 pm

PORTUGAL VISTO PELOS ANGOLANOS - III

Angola põe em sentido o sobranceiro Governo de José Sócrates

Mais de dez cidadãos portugueses, segundo a SIC, foram detidos (e bem detidos!) e presentes hoje, segunda-feira, 12, ao Tribunal de Luanda em virtude de terem tido o desplante de desrespeitar a decisão (soberana) tomada, sexta-feira, 9, pelas autoridades angolanas, consubstanciada na proibição de os cidadãos lusos conduzirem em território nacional.

A (in) esperada decisão do Governo, o que exalça o meu orgulho (e digo-o com ufania) de ser angolano, irá certamente colocar um ponto final às várias e diversas manifestações de segregacionismo primário e outras discriminações de que os cidadãos nacionais têm sido vítimas em Portugal.

A deliberação do Executivo angolano irá forçar indubitavelmente o sobranceiro Governo de José Sócrates a repensar a forma como a cinzenta e atrasada Lisboa se tem relacionado com Luanda.

Lisboa e Luanda, sejamos realistas, querem certamente que o assunto seja resolvido a contento das boas, mas sobretudo cínicas, relações entre os dois países, designadamente Portugal e Angola.

Já agora (como quem não quer nada querendo) sugiro que, quando os delegados dos ministros das Relações Exteriores de Angola e dos Negócios Estrangeiros de Portugal estiverem sentados à mesma para ultrapassarem este diferendo político-diplomático, que opõe o Estado angolano ao português, não se deslembrem de esclarecer por que razão os brasileiros têm um tratamento especial em terras lusas.

E já agora por que não falar, por exemplo, da uniformização da carteira profissional de Jornalistas, de Advogados e de Médicos?

Será que os Jornalistas angolanos estão aquém da capacidade dos seus colegas portugueses?

Será que os Advogados bissau-guineenses ficam muito a dever os seus camaradas portugueses?

Será que os Médicos cabo-verdianos ou moçambicanos não têm a mesma capacidade que os colegas portugueses?

Ou será que, afinal, em português não nos entendemos?

(Publicada no NL)
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: OS NOSSOS AMIGOS AFRICANOS...   Sex Mar 12, 2010 2:50 pm

PORTUGAL VISTO PELOS ANGOLANOS - IV

Cartas de condução, um rei que vai nu e a legião canina

Sob o título «Angola põe em sentido o sobranceiro Governo de José Sócrates», Jorge Eurico escreve e bem (o que não é novidade) na sua crónica aqui no NL sobre a questão de mais de dez cidadãos portugueses terem sido presentes ao Tribunal de Luanda em virtude de «terem tido o desplante de desrespeitar a decisão (soberana) tomada, sexta-feira, 9, pelas autoridades angolanas, consubstanciada na proibição de os cidadãos lusos conduzirem em território nacional».

Tal como o Jorge Eurico, a decisão do Governo também potencia o meu orgulho de ser angolano, mau grado muita gente afecta ao MPLA me considerar «tuga» e, é claro, muita gente afecta ao Governo «tuga» me considerar angolano.

«A deliberação do Executivo angolano irá forçar indubitavelmente o sobranceiro Governo de José Sócrates a repensar a forma como a cinzenta e atrasada Lisboa se tem relacionado com Luanda», escreve Jorge Eurico.

Aqui tenho dúvidas.

E tenho porque José Sócrates, numa lógica que está a fazer escola, confunde críticas com desobediência e acha-se dono da verdade.

Por isso, meu caro Jorge, Sócrates não vai repensar coisa alguma em matéria de relacionamento com Luanda.

É só esperar para ver. Sócrates nem sequer repensa a forma como se relaciona com os portugueses.

Portanto… «Já agora (como quem não quer nada querendo) sugiro que, quando os delegados dos ministros das Relações Exteriores de Angola e dos Negócios Estrangeiros de Portugal estiverem sentados à mesma para ultrapassarem este diferendo político-diplomático, que opõe o Estado angolano ao português, não se deslembrem de esclarecer por que razão os brasileiros têm um tratamento especial em terras lusas», diz sem papas na língua, como é costume, Jorge Eurico reflectindo sobre uma realidade que está em todas as esquinas portuguesas.

Contudo, penso que se deve falar de brasileiros e de brasileiros.

Os que não são brancos ou jogadores de futebol já se assemelham, segundo Lisboa, a uma subespécie.

Jorge Eurico entra depois numa série de perguntas:

«1 - E já agora por que não falar, por exemplo, da uniformização da carteira profissional de Jornalistas, de Advogados e de Médicos?

2- Será que os Jornalistas angolanos estão aquém da capacidade dos seus colegas portugueses?

3 - Será que os Advogados bissau-guineenses ficam muito a dever os seus camaradas portugueses?

4- Será que os Médicos cabo-verdianos ou moçambicanos não têm a mesma capacidade que os colegas portugueses?».

Pago para ver o que Sócrates e companhia responderiam a estas questões.

Vão ficar mudos e quedos.

Mas não são os únicos.

Advogados, médicos, jornalistas etc. etc. vão ficar caladinhos ou, em alternativa, alinhar com o rei Sócrates que apesar de ir nu tem uma legião canina de seguidores que só sabem dizer:

«Sim, Senhor Primeiro-Ministro!».

(Orlando Castro in Notícias Lusófonas)
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MensagemAssunto: Re: OS NOSSOS AMIGOS AFRICANOS...   Seg Mar 15, 2010 8:14 pm

Portugal visto pelos Angolanos - V

Quanto não vale ser estrangeiro - Hipocrisia ignorante do povo português

Que Madeleine McCann desapareceu, já todos sabíamos.

O que nós não sabíamos (pelo menos eu) era desta fantástica capacidade portuguesa de ser solidário.

Muito bem.

Há buscas intensíssimas, há divulgação, há missas, há fitas amarelas, há motards a dar a volta a Portugal, há até o nosso excelentíssimo seleccionador nacional de futebol a apelar pela menina.

Muito bem.

Mas muito bem mesmo, acho que todos os esforços devem (têm de) ser feitos.

Apenas estou deveras abismado como nós portugueses somos capazes de nos mexer por uma causa.

Sobretudo se não for portuguesa.

É… eu lembro-me de ouvir falar num Rui Pedro, lembro-me de uma Joana…

Vocês não?

Foram duas das oito crianças portuguesas desaparecidas e nunca mais encontradas.

O Rui Pedro desapareceu há nove anos. A estar vivo, terá agora vinte.

A Joana foi há três e põe-se a possibilidade de ter sido morta por familiares.

Não me lembro (talvez por ter sido há muito mais do que nove dias) de nomes como João Teles ou Cláudia Sousa, mais dois nomes da contagem de desaparecidos permanentes da Polícia Judiciária.

Os outros somam-se já 79.

É… também não me lembro do apoio incondicional que lhes prestámos.

Não prestámos???

Então se calhar é por isso.

Será que se damos apoio aos estrangeiros não deveríamos dá-lo ainda mais aos portugueses?

Ou sou eu o único a achar que por muito inocente que a Maddie seja, o é tanto como o Rui Pedro?

(Orlando Castro)

PS - Orlando Castro é Luso-Angolano.
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MensagemAssunto: Re: OS NOSSOS AMIGOS AFRICANOS...   Sex Mar 26, 2010 12:43 pm

Um africano tinha de ir a uma festa mascarado.

Pede então à mulher, uns dias antes, para lhe comprar uma fantasia.

Ao chegar a casa, à noite, vai ao quarto e vê uma fantasia de Super-Homem em cima da cama.

Muito chateado, diz à mulher:

-Mas que merda dos fantasia é essa que tu arranjaste? Tu já alguma vez viu Super-Homem preto? Tu vai trocar essa merda já!

A mulher, lá foi trocar o fato, e desta vez trouxe um fato do Batman.

Quando chegou a noite veio novamente gritaria:

-F....., mulher, tu é burra!!! Tu já viu Batman preto??? Tu vai trocar essa merda outra vez!

Na noite seguinte, quando o marido chega a casa, vai ao quarto e encontra três grandes botões brancos, um cinto branco e um pedaço de madeira comprido.

O marido estranha e pergunta:

-Mas que merda dos máscara é esta?

A mulher responde:

-Tu tira os roupa, tu cola os botão nos frente do corpo e tu vai fantasiado de peça de dominó.

Se tu não gosta, tu põe os cinto branco e vai vestido de bolacha Oreo!

Se tu ainda não gosta, tu pega nos pau, tu enfia os pau no cú, e tu vai mascarado de Magnum!
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MensagemAssunto: Re: OS NOSSOS AMIGOS AFRICANOS...   Seg Abr 05, 2010 4:34 pm

Portugal visto pelos Angolanos - VI

Cartas de Condução portuguesa - Angola alarga caçada a outras províncias.

Operação já passou as fronteiras de Luanda e chegou à Huila e à Lunda Sul.

A caça às cartas de condução portuguesas em Angola não vai abrandar, mesmo depois de Luís Amado ter dado conta de um acordo para breve entre Lisboa e Luanda, disse hoje uma fonte policial angolana.

O sub-comissário Inocêncio de Brito, chefe da Direcção Nacional de Viação e Trânsito de Angola, afirmou que "a situação vai manter-se como está até esse encontro" entre Luís Amado, ministro dos Negócios Estrangeiros português, e João Miranda, ministro das Relações Exteriores angolano, previsto para a próxima semana em Lisboa.

"Ainda não fomos notificados em relação ao encontro interministerial que poderá acontecer entre os dois países", acrescentou Inocêncio de Brito que, no entanto, acredita que, "como o ministro das Relações Exteriores tem uma viagem programada para Portugal, poderá conversar com o seu homólogo sobre este problema".

A provar que a situação em nada se alterou, o sub-comissário garantiu que são já mais de 20 os títulos de condução portugueses apreendidos em Angola desde sexta-feira, sendo que a operação já se estendeu para além de Luanda, com dois casos registados na província de Huíla e um caso na Lunda Sul.

Nove portugueses foram presentes na segunda-feira a julgamento, mas o m esmo foi adiado para sexta-feira, porque o juiz do tribunal das Ingombotas, na capital angolana, decidiu que a competência do caso era do juiz de Viana, localidade onde foram apreendidas as cartas de condução.

Entretanto, Fernando Anjos, delegado do ICEP em Luanda, explicou que esta medida "tem impacto" na actividade económica dos portugueses e m Angola, apesar de na teoria esta medida só se aplicar àqueles que estão no país com visto de turista.

O problema é que devido à morosidade na atribuição de vistos de trabalho por parte das autoridades angolanas, muitos portugueses vêem-se obrigados a exercer a sua actividade mesmo tendo apenas o visto ordinário, o que os impede de solicitar uma carta de condução angolana.

"Penso que as coisas se vão resolver rapidamente porque este problema não é bom para os interesses portugueses, nem para os angolanos.

Serve, no entanto, de alerta nos dois sentidos para que as pessoas legalizem a sua situação", salientou Fernando Anjos.

(Notícias Lusófonas)
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MensagemAssunto: Re: OS NOSSOS AMIGOS AFRICANOS...   Ter Abr 20, 2010 1:38 pm

Malmequer bicicleta...

Na Conservatória do Registo Civil um angolano residente em Portugal quer registar o seu filho recém-nascido:

-Bô dia! Eu quer registrar meu minino que nasceu otem.

-Muito bem. O seu filho nasceu ontem, é do sexo masculino... e qual é o nome?

-Marmequer Bicicreta.

-Desculpe! Quer chamar ao seu filho Malmequer Bicicleta?

-É.

-Desculpe, mas não posso aceitar esse nome.

-Não pode, porque tu é racista! Si meu minino fosse branco, tu punha.

-Não tem nada a ver com racismo. Esse não é um nome admitido em Portugal.

-Tu é racista. Si meu minino fosse branco, tu punha esse nome a ele. Tu não põe, porque meu minino é preto.

-Já lhe disse que não tem nada a ver com racismo. Malmequer Bicicleta não é nome de gente.

-Ai não! Então porque é que tu tem uma branca chamada Rosa Mota?

(João Heitor)
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MensagemAssunto: Re: OS NOSSOS AMIGOS AFRICANOS...   Sex Abr 23, 2010 4:52 pm

Dicionário de Africanez

Abreviatura - Acto de abrir um carro

Açucareiro - Revendedor de açucar que vende acima do preço

Alopatia - Telefonar à tia

Amador - O mesmo que masoquista

Bacanal - Reunião de bacanas

Barbicha - Bar de gays

Cálice - Ordem para ficar calado

Canguru - Líder espiritual para cães

Catálogo - Acto de apanhar as coisas rápidamente

Compulsão - Qualquer um com pulso grande

Destilado - Aquilo que não está do lado de lá

Detergente - Acto de prender gente

Determina - Prender uma rapariga

Evento - Constatação de que realmente é vento, não é furacão

Genitália - Orgão reprodutor dos italianos

Homossexual - Sabão utilizado para lavar as partes intímas

Leilão - Loira chamada Leila com mais de dois metros de altura

Locadora - Uma mulher maluca de nome Dora

Novamente - Diz-se de indíviduos que renovam a sua maneira de pensar

Quartzo - Partze ou aposentzo de um apartamentzo

Rodapé - Aquele que tinha carro mas agora anda a pé

Típica - O que o mosquito te faz

Vidente - O dentista falando sobre o seu trabalho

Viúva - Acto de ver uva

PS - O saber não ocupa lugar...
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MensagemAssunto: Re: OS NOSSOS AMIGOS AFRICANOS...   Sab Abr 24, 2010 9:19 pm

RACISMO...

A seguinte cena aconteceu em um vôo da British Airways entre Johannesburgo (África do Sul) e Londres.

Uma mulher branca, de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar na classe económica e viu que estava ao lado de um passageiro negro.

Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo.

"Qual o problema, senhora"?, perguntou a comissária.

"Não está a ver? - respondeu a senhora - "vocês colocaram-me ao lado de um negro. Não posso ficar aqui. Você precisa dar-me outra cadeira".

"Por favor, acalme-se - disse a hospedeira - "infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponível".

A comissária afasta-se e volta alguns minutos depois.

"Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre na classe económica. Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar na classe económica. Temos apenas um lugar na primeira classe".

E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua:
"Veja, é incomum que a nossa companhia permita à um passageiro da classe econômica se assentar na primeira classe. Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável".

E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu:

"Portanto, senhor, caso queira, por favor, pegue a sua bagagem de mão, pois reservamos para o senhor um lugar na primeira classe..."

E todos os passageiros próximos, que, estupefactos, assistiam à cena, começaram a aplaudir, alguns de pé...
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MensagemAssunto: Re: OS NOSSOS AMIGOS AFRICANOS...   Qua Maio 19, 2010 12:40 pm

País de homens sem HONRA e sem Vergonha que nunca julgou Rosa Coutinho e outros seus iguais.

Portugal.

País de homens sem HONRA e sem Vergonha que nunca julgou Rosa Coutinho e outros seus iguais.

Domingo, 13 de Abril de 2008

Angola é nossa !

Holocausto em Angola' não é um livro de história. É um testemunho. O seu autor viu tudo, soube de tudo.

"Só hoje me chegou às mãos um livro editado em 2007, Holocausto em Angola, da autoria de Américo Cardoso Botelho (Edições Vega). O subtítulo diz: 'Memórias de entre o cárcere e o cemitério'. O livro é surpreendente. Chocante. Para mim, foi. E creio que o será para toda a gente, mesmo os que 'já sabiam'. Só o não será para os que sempre souberam tudo.

O autor foi funcionário da Diamang, tendo chegado a Angola a 9 de Novembro de 1975, dois dias antes da proclamação da independência pelo MPLA. Passou três anos na cadeia, entre 1977 e 1980. Nunca foi julgado ou condenado. Aproveitou o papel dos maços de tabaco para tomar notas e escrever as memórias, que agora edita.

Não é um livro de história, nem de análise política. É um testemunho. Ele viu tudo, soube de tudo. O que ali se lê é repugnante. Os assassínios, as prisões e a tortura que se praticaram até à independência, com a conivência, a cumplicidade, a ajuda e o incitamento das autoridades portuguesas. E os massacres, as torturas, as exacções e os assassinatos que se cometeram após a independência e que antecederam a guerra civil que viria a durar mais de vinte anos, fazendo centenas de milhares de mortos.

O livro, de extensas 600 páginas, não pode ser resumido. Mas sobre ele algo se pode dizer. O horror em Angola começou ainda durante a presença portuguesa. Em 1975, meses antes da independência, já se faziam 'julgamentos populares', perante a passividade das autoridades. Num caso relatado pelo autor, eram milhares os espectadores reunidos num estádio de futebol. Sete pessoas foram acusadas de crimes e traições, sumariamente julgadas, condenadas e executadas a tiro diante de toda a gente. As forças militares portuguesas e os serviços de ordem e segurança estavam ausentes. Ou presentes como espectadores.

A impotência ou a passividade cúmplice são uma coisa. A acção deliberada, outra. O que fizeram as autoridades portuguesas durante a transição foi crime de traição e crime contra a humanidade. O livro revela os actos do Alto-Comissário Almirante Rosa Coutinho, o modo como serviu o MPLA, tudo fez para derrotar os outros movimentos e se aliou explicitamente ao PCP, à União Soviética e a Cuba. Terá sido mesmo um dos autores dos planos de intervenção, em Angola, de dezenas de milhares de militares cubanos e de quantidades imensas de armamento soviético. O livro publica, em fac simile, uma carta do Alto-Comissário (em papel timbrado do antigo gabinete do Governador-geral) dirigida, em Dezembro de 1974, ao então Presidente do MPLA, Agostinho Neto, futuro presidente da República.

Diz ele: 'Após a última reunião secreta que tivemos com os camaradas do PCP, resolvemos aconselhar-vos a dar execução imediata à segunda fase do plano. Não dizia Fanon que o complexo de inferioridade só se vence matando o colonizador? Camarada Agostinho Neto, dá, por isso, instruções secretas aos militantes do MPLA para aterrorizarem por todos os meios os brancos, matando, pilhando e incendiando, a fim de provocar a sua debandada de Angola. Sede cruéis sobretudo com as crianças, as mulheres e os velhos para desanimar os mais corajosos. Tão arreigados estão à terra esses cães exploradores brancos que só o terror os fará fugir. A FNLA e a UNITA deixarão assim de contar com o apoio dos brancos, de seus capitais e da sua experiência militar.
Desenraízem-nos de tal maneira que com a queda dos brancos se arruíne toda a estrutura capitalista e se possa instaurar a nova sociedade socialista ou pelo menos se dificulte a reconstrução daquela'.

Estes gestos das autoridades portuguesas deixaram semente. Anos depois, aquando dos golpes e contragolpes de 27 de Maio de 1977 (em que foram assassinados e executados sem julgamento milhares de pessoas, entre os quais os mais conhecidos Nito Alves e a portuguesa e comunista Sita Valles), alguns portugueses encontravam-se ameaçados. Um deles era Manuel Ennes Ferreira, economista e professor. Tendo-lhe sido assegurada, pelas autoridades portuguesas, a protecção de que tanto necessitava, dirigiu-se à Embaixada de Portugal em Luanda. Aqui, foi informado de que o vice-cônsul tinha acabado de falar com o Ministro dos Negócios Estrangeiros. Estaria assim garantido um contacto com o Presidente da República. Tudo parecia em ordem. Pouco depois, foi conduzido de carro à Presidência da República, de onde transitou directamente para a cadeia, na qual foi interrogado e torturado vezes sem fim.

Américo Botelho conheceu-o na prisão e viu o estado em que se encontrava cada vez que era interrogado. Muitos dos responsáveis pelos interrogatórios, pela tortura e pelos massacres angolanos foram, por sua vez, torturados e assassinados. Muitos outros estão hoje vivos e ocupam cargos importantes. Os seus nomes aparecem frequentemente citados, tanto lá como cá. Eles são políticos democráticos aceites pela comunidade internacional. Gestores de grandes empresas com investimentos crescentes em Portugal. Escritores e intelectuais que se passeiam no Chiado e recebem prémios de consagração pelos seus contributos para a cultura lusófona.

Este livro é, em certo sentido, desmoralizador. Confirma o que se sabia: que a esquerda perdoa o terror, desde que cometido em seu nome. Que a esquerda é capaz de tudo, da tortura e do assassinato, desde que ao serviço do seu poder. Que a direita perdoa tudo, desde que ganhe alguma coisa com isso. Que a direita esquece tudo, desde que os negócios floresçam. A esquerda e a direita portuguesas têm, em Angola, o seu retrato.

Os portugueses, banqueiros e comerciantes, ministros e gestores, comunistas e democratas, correm hoje a Angola, onde aliás se cruzam com a melhor sociedade americana, chinesa ou francesa. Para os portugueses, para a esquerda e para a direita, Angola sempre foi especial. Para os que dela aproveitaram e para os que lá julgavam ser possível a sociedade sem classes e os amanhãs que cantam. Para os que lá estiveram, para os que esperavam lá ir, para os que querem lá fazer negócios e para os que imaginam que lá seja possível salvar a alma e a humanidade. Hoje, afirmado o poder em Angola e garantida a extracção de petróleo e o comércio de tudo, dos diamantes às obras públicas, todos, esquerdas e direitas, militantes e exploradores, retomaram os seus amores por Angola e preparam-se para abrir novas vias e grandes futuros. Angola é nossa! E nós? Somos de quem?"

António Barreto
Sociólogo

Publicada por Bar do Alcides em 19.05.2010 17:22
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MensagemAssunto: Re: OS NOSSOS AMIGOS AFRICANOS...   Sex Jul 02, 2010 11:47 pm

AS APARÊNCIAS ILUDEM...

Estava um membro de uma tribo africana super furioso, levava a sua mulher por um braço e esta segurava dois de seus filhotes no outro braço.
Chegou ao pé do missionário e pergunta-lhe:
"Não acha estranho todos meus dez filho serem preto e só este ultimo ser branco! Isto porque o senhõ é o único branco numa extensão de 10km!!"
O missionário responde-lhe:
"Meu filho,isso é um dos mistérios de Deus! Olhe para aqueles cabritinhos... São todos brancos menos aquele ali, tá vendo aquele pretinho?"
O outro responde-lhe:
"Senhõ padre, eu esqueço que meu filho é branco e o senhõ esquece que o cabritinho é preto!"
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MensagemAssunto: Re: OS NOSSOS AMIGOS AFRICANOS...   Seg Jul 05, 2010 1:21 pm

O sotaqui...

O preto entrou no restaurante e pediu:
- Por favor, dá-mi uma bacalhau com grão.
O empregado sorrindo pergunta:
- Ah, você é de África?!
- Descobristi por causa do meu sotaqui, ou por causa do bacalhau?!
- Não, não, é que aqui é o McDonald's!
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MensagemAssunto: Re: OS NOSSOS AMIGOS AFRICANOS...   Sex Jul 16, 2010 5:36 pm

ANGOLA E ISABEL DOS SANTOS

A HISTÓRIA E INVESTIMENTOS DE ISABEL DOS SANTOS A MULHER MAIS INFLUENTE DE LUANDA.

Aos 35 anos, a engenheira electrotécnica formada em Londres lidera um verdadeiro império.

Filha mais velha do Presidente José Eduardo dos Santos é, aos 35 anos, uma das mulheres mais poderosas de Angola e talvez até de África, Isabel dos Santos licenciou-se em Engenharia Electrotécnica em Londres, onde viveu alguns anos com a mãe, e regressou a Angola em meados dos anos 90.
Considerada uma negociadora dura, mas afável e correcta, é vista como muito dotada para a gestão, o que a levou a liderar já alguns projectos em Angola.
A Urbana 2000, entidade a quem foi adjudicada a recolha de lixo na zona de Luanda, foi a sua primeira experiência. Pouco depois entrou no negócio dos diamantes, a segunda maior fonte de receitas do país depois do petróleo.

Senhora de grande beleza, é também muito discreta e, por vezes, torna muito difícil a identificação dos negócios a que se encontra ligada. Ainda assim, conhecem-se algumas ligações a empresas portuguesas, como é o caso do Banco Espírito Santo. Quando, em 2001, o BES constituiu o BESA em Angola, a empresária angolana fez parte do núcleo de accionistas que subscreveu 20% do capital do novo banco. Também a Unitel, participada pela Portugal Telecom e pela Sonangol, conta com uma participação do grupo empresarial onde se identifica a presença de Isabel dos Santos: Geni.

Nos últimos anos tem-se identificado uma amizade forte com o empresário português Américo Amorim que levou mesmo o marido de Isabel dos Santos, Sindika Dokolo, a administrador da Amorim Energia. O certo é que a Galp tem vindo a aumentar o peso dos seus interesses na exploração de petróleo em Angola e surgem muitas vezes rumores de novos negócios com a participação de sócios angolanos. Além disso, Isabel dos Santos participa com Américo Amorim nos bancos gémeos BIC Angola e BIC Portugal. Nesta área, o BIC Portugal, presidido por Mira Amaral arrancou apenas em Maio deste ano e ainda não teve possibilidade de mostrar o seu potencial. Já o seu “irmão” angolano, fundado em 2005, tem crescido com enorme velocidade e já quase disputa a liderança com o Banco Fomento Angola (BFA), onde a Unitel, participada igualmente por Isabel dos Santos, vai agora entrar. A ligação entre os dois empresários parece estender-se também aos cimentos, onde, depois da saída da Cimpor, terão tomado uma participação, através da Ciminvest, na Nova Cimangola.

Apesar de não ser possível ter certezas em matérias onde a descrição vai para além dos limites do razoável, o certo é que existem outros negócios onde se fala de ligações entre empresas portuguesas e Isabel dos Santos. É o caso da Iduna, empresa de mobiliário de escritório, e da Sagripek, uma unidade agro-industrial.

(Pedro Marques Pereira - Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: OS NOSSOS AMIGOS AFRICANOS...   Seg Ago 16, 2010 5:38 pm

Um preto no deserto, vê um génio e pede-lhe 3 desejos:
“Ser branco, ter água e ver muitas mulheres com aquilo tudo à mostra...”

PLIM-PLIM!

O génio toca-lhe na cabeça e, zás. Transforma-o num bidé!
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MensagemAssunto: Re: OS NOSSOS AMIGOS AFRICANOS...   Qua Set 01, 2010 5:26 pm

Maputo: Seis mortos nos confrontos entre a polícia e manifestantes

01.09.2010

Protesto contra subida dos preços.

Pelo menos seis pessoas morreram e 42 ficaram feridas nos confrontos entre a polícia e manifestantes que puseram esta manhã a ferro e fogo as ruas de Maputo e os subúrbios, em protestos contra o aumento dos preços, disseram fontes hospitalares à agência Lusa. Violência nos protestos em Maputo (Grant Lee Neuenburg/Reuters)

O porta-voz da polícia, Arnaldo Chefo, tinha antes informado que duas crianças morreram, citado pela agência Reuters. "Duas crianças foram mortas no subúrbio de Mafalala. Há muitos feridos. A desordem e confusão espalham-se pela cidade", explicou.

Várias pessoas ouvidas pelo Público já tinham chamado a atenção para a presença de crianças nos protestos. "Muitos destes manifestantes são crianças, miúdos pequenos. Isto é terrível", comentou ao PÚBLICO por telefone Teresa Correia Lopes, engenheira. "Na maioria são miúdos", afirmou pelo seu lado Paulinho Gentil, moçambicano ligado a organizações que combatem a sida.

“Há polícias a serem perseguidos pela população perto da Costa do Sol. E noutros lados da cidade a população está a chorar porque a polícia está a disparar contra a população", descreveu Teresa Correia Lopes. "O que está por trás disto é a grande dificuldade de sobreviver para muitas pessoas que vivem em redor de Maputo”, descreveu .

Esta portuguesa vive junto ao Hotel Polana e esta manhã chegou a levar o filho de nove anos, o mais pequeno, à escola portuguesa e a dirigir-se ao seu local de trabalho, antes de confirmar os “zunzuns de que provavelmente iria acontecer alguma coisa”. Os colegas não chegavam – apesar das indicações de que recebia da escola de que “estava tudo calmo”. “Os meus colegas que vivem na periferia já não conseguiram sair. Já havia confrontos.”

Agora, Teresa Correia Lopes está em casa, com toda a família, a ver televisão, como muitos portugueses e moçambicanos em Maputo. “Todos os canais estão a mostrar imagens ou a entrevistar pessoas. Eu trabalho na baixa, numa zona próxima de uma das saídas da cidade, que foi onde tudo começou, exactamente, na Avenida de Moçambique”, continua a engenheira.

“A polícia está a agir à bruta, como tinha prometido”

“Baixei o volume para poder falar consigo, mas estou a ver uma pessoa morta. Baleada. No canal seis”, diz-nos, também ao telefone, Paulinho Gentil. “A polícia está a agir à bruta, como tinha prometido. Os chefes da polícia tinham dito que responderiam assim a novos protestos.”

Da casa de Paulinho Gentil, na zona Polana Cimento, já ninguém saiu nesta manhã. “A minha filha deveria ter ido para a escola, era o início do ano lectivo na escola portuguesa.”

Já Emanuel Gomes da Silva, moçambicano gerente de um supermercado, tentou chegar ao trabalho. "Voltei para trás. Era impossível. Nada funciona, nem autocarros nem táxis. Entretanto percebi que nenhum dos meus colegas tinha conseguido chegar", disse por telefone a partir da casa de um amigo, no centro da cidade, "onde ainda não há problemas, só passam carros da polícia". O supermercado onde trabalha está situado na zona da Coop, perto de uma das saídas da cidade: "Neste momento está uma zona quente".

Todos esperavam protestos

Apesar de impressionados com a violência, nem Teresa Correia Lopes nem Paulinho Gentil estão surpreendidos com os protestos desta manhã.

A portuguesa Cristina Sanches, professora de História e Geografia na Escola Internacional, descreve a zona onde vive, perto da Presidência, na Ponta Vermelha, como estando "numa calmaria, pior do que domingo". Teresa Correia Lopes diz o mesmo: “A baixa parece uma baixa de domingo”.

Sanches lamenta "o vandalismo, as pessoas com fome que assaltam armazéns de quem também trabalha" e a "polícia mal treinada e sob ordens de incompetentes".

“Estávamos avisados de que isto ia acontecer. Por um lado, é um protesto justo naquilo que pretende do Governo, que não toma medidas para estancar o crescimento do custo de vida, não dialoga e esconde-se na crise internacional, ao mesmo tempo que dá sinais de esbanjamento e de vidas faustosas. É pena que, como sempre, degenere em vandalismo, há camiões queimados”, sublinha Paulinho Gentil.

(Público)
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MensagemAssunto: Re: OS NOSSOS AMIGOS AFRICANOS...   Qua Set 01, 2010 5:32 pm

Moçambique - Situação mais calma em Maputo

01.09.2010

A situação em Maputo parece ter acalmado, com o ministro do Interior moçambicano, José Pacheco, a dizer que as autoridades já controlam a situação. A contabilizar estão, por enquanto, seis mortos, incluindo duas crianças, e mais de quarenta feridos.

Os números ainda não são definitivos, já que há vias onde as ambulâncias não andam livremente e onde ainda podem haver baixas.

A greve geral em Moçambique foi convocada por mensagem, passada de telemóvel em telemóvel, sem ninguém suspeitar da sua origem. Já não era a primeira vez. Há uns meses, outra mensagem fora passada e nada acontecera.

Pelo que hoje, de manhã, ninguém temia o pior. Muitos foram para os seus trabalhos, muitos deixaram as crianças na escola.

Às seis da manhã, começou uma barricada num dos bairros periféricos da cidade. O cordão foi passando de bairro em bairro, onde as pessoas foram-se juntando, queimando pneus, não deixando os carros passar. A cidade de Maputo estava fechada. Ninguém entrava, nem saía às oito da manhã.

Os manifestantes revoltavam-se contra o aumento dos preços, que, nos últimos dias, têm sido consecutivos. Legumes, fruta, materiais de construção, combustível. Tudo aumentou. Para hoje, estava marcado o aumento da água e da luz. O pão deveria aumentar no dia 6 de Setembro.

O Governo diz que é um mal necessário, que a recessão mundial a tal obriga. O povo responde que não tem dinheiro para pagar mais, e que não quer passar fome.

Nas ruas, os alvos não eram, no entanto, edifícios do Governo, mas sim pessoas, carros, representações de riqueza. Um guarda de um armazém de alimentos foi ameaçado e obrigado a deixar os manifestantes passar, sob a acusação de ganhar mais do que os revoltosos. As lojas foram pilhadas, bombas de gasolina assaltadas, os bancos fecharam, a cidade parou. A polícia entrou, pouco depois, alegadamente com balas de borracha, atiradas, alegadamente, para o ar.

Durante algumas horas, o voo da TAP, com destino a Lisboa, não conseguiu sair, com a tripulação barricada no hotel. Na Escola Portuguesa de Moçambique, centenas de crianças foram agrupadas no auditório, enquanto, na rua, manifestantes e polícia se degladiavam com tiros, de um lado, e pedras do outro.

Neste momento, às 15 horas, a situação dentro da cidade de Maputo está perfeitamente calma. O voo da TAP já seguiu, os alunos da escola já foram para casa e a instituição fechou portas. No que toca a comunidade portuguesa, não há queixas, nem pedidos de ajuda oficiais. A maioria conseguiu voltar para casa, ou nem chegou a sair. Quem ainda está a trabalhar, espera que a calma na cidade se mantenha.

(Sol)
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MensagemAssunto: Re: OS NOSSOS AMIGOS AFRICANOS...   Qua Set 01, 2010 7:47 pm

Moçambique - Situação em Maputo voltou a complicar-se

01.09.2010

Ao contrário do que se anunciava nos órgãos de comunicação social a cidade de Maputo, Matola e arredores ainda está em estado de sítio. Vários são os hospitais que recebem feridos vítimas de balas e agressões.

Duas crianças estão em estado grave no Hospital Central devido a ferimentos de balas. João Almada, jornalista e director do jornal A Verdade encontrou-as no bairro da Malhangalene, centro de Maputo, e transportou as vítimas no seu carro pessoal para o maior centro hospitalar da capital.

As declarações do Ministro do Interior, José Pacheco, à rádio Moçambique enfureceram ainda mais os manifestantes. Logo pela manhã Pacheco declarou que «estamos perante actos de vandalismo a incidir sobre cidadãos honestos e trabalhadores que vêem os seus bens pessoas a serem danificados ou pilhados por malfeitores».

A forma como se expressou tem sido alvo de crítica pela opinião pública. De acordo com os noticiários a polícia não teve um comportamento exemplar, uma vez que atirou à queima-roupa matando duas pessoas pela manhã. Entretanto o número de mortos já aumentou para nove.

Os canais de televisão nacionais estão a emitir, em directo, todos os acontecimentos. As chamadas caem em catadupa o que mostra o envolvimento dos cidadãos no apelo à calma. Ainda existe uma confusão entre os manifestantes e aqueles que aproveitaram a ocasião para saquear casas, bancos, incendiar carros, tal como aconteceu em Fevereiro de 2008.

O Consulado de Portugal em comunicado à comunidade portuguesa informou que durante todo o dia tem estado atento «a situações em que cidadãos portugueses se vissem potencialmente envolvidos». Está disponível um número de emergência para que se possa contactar.

O presidente da república, Armando Guebuza, prepara-se para se pronunciar sobre estes actos de vandalismo e apelar à calma.

Neste momento a cidade Beira também regista alguma turbulência.

(Sol)
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MensagemAssunto: Re: OS NOSSOS AMIGOS AFRICANOS...   Seg Set 27, 2010 1:24 pm

"Temos muitas responsabilidades para com este maravilhoso povo e nação. Por isso, vamos trabalhar para a melhoria das condições sociais da população"

(Roberto de Almeida, vice-presidente do MPLA)
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MensagemAssunto: Re: OS NOSSOS AMIGOS AFRICANOS...   Qui Out 07, 2010 5:02 pm

Cuidados Intensivos...

Joaquim era enfermeiro de uma Unidade de Cuidados Intensivos e tratava de uma mulher internada em estado de paralisia total.
Meses depois ela aparece grávida, para o espanto de todos!
A Direcção do Hospital reuniu-se e apresentou queixa, para descobrir o culpado.
A polícia, então, interrogou o Joaquim:
- O senhor era o enfermeiro da paciente grávida?
- Sim Sinhori...
- E foi você que engravidou a moça?
- Foi sim sinhori, mas só fiz por ordem do Hospital e cumpri certinho o que estava escrito no boletim médico da paciente.
- Como assim? O que estava escrito no boletim médico?
O Joaquim, então, retirou uma cópia do relatório e leu:
"Mulher, 32 anos, inerte, não reage a nenhum estímulo. - COMA."
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MensagemAssunto: Re: OS NOSSOS AMIGOS AFRICANOS...   Qua Out 13, 2010 2:25 pm

O ÓBVIO...

Numa Escola muito heterogênea na cidade de Luanda, onde estudam alunos pertencentes a várias Classes Sociais, durante uma aula de português, a professora perguntou:
- Quem sabe fazer uma frase com a palavra "óbvio"?
Rápidamente, Luana Van-Dunén, menina rica, uma das mais aplicadas alunas da turma, respondeu:
- Prezada professora, hoje acordei cedo, depois de uma óptima noite de sono no conforto de meu quarto. Desci as escadas da nossa vivenda no condomínio em Tala-Tona e dirigi-me à copa. Depois de deliciar-me com o pequeno almoço de frutas e sumos naturais, fui até a janela. Percebi que se encontrava guardado na garagem o automóvel BMW-X6, V8 do meu pai. Pensei com meus botões:
É ÓBVIO que meu pai foi para o trabalho com o AUDI-Q7.

Sem querer ficar para trás, Luiz Kitumba, um rapaz de uma família da Classe Média, acrescentou:
- Professora, hoje não dormi lá muito bem, mas consegui acordar, porque coloquei o despertador na banca de cabeçeira, perto da cama. Levantei-me meio zonzo, comi pão com manteiga e tomei chá. Quando saía para ir para a escola, reparei que o Toyota "Rabo de Pato" do papá estava no quintal. Logo imaginei:
- É ÓBVIO que o papá não tinha dinheiro para ir abastecer gasolina e foi trabalhar de Candongueiro.

Embalado na conversa, Domingos Bumba, um menino originário de uma família da Classe Baixa (é óbvio), também quis responder:
- Senhora professora hoje quase não dormi nada, porque a polícia estava a girar e a disparar muito para agarrar os bandidos lá no bairro, até altas horas. Só acordei de manhã porque estava a morrer de fome, mas não tinha nada para comer... quando olhei pela janela, vi a minha avó com o jornal debaixo do braço e pensei:
- É ÓBVIO que ela vai cagar. Não sabe ler...
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MensagemAssunto: Re: OS NOSSOS AMIGOS AFRICANOS...   Qua Out 20, 2010 12:20 pm

10.000.000 de Kuanzas?

Estava em Luanda, - em serviço - e após um almoço bem regado, o Representante da Empresa naquele país - branco Angolano - convidou a rapaziada para ir à feira de artezanato no km 17 da estrada da Barra do Kwanza...

Lá fomos com ele ao volante...

Então, não é que o homem se engana no caminho e entra na área do Futungo de Belas que era uma zona militar e residência do josé Eduardo dos Santos?...

De repente saltam para a frente do carro meia duzia de militares de armas apontadas...

Calculem o cagaço dos maçaricos Tugas...

Quando o comandante se aproxima do carro, a mandar vir e de arma apontada, o Delegado saca de uma nota de 1 milhão de Kuanzas e dá-lhe...

Quando o Comandante começa a gritar que aquilo era corrupção, parecia que tudo estava perdido...

Qual o nosso espanto, quando o Delegado saca de 10 milhões de kuanzas e o Comandante fica todo feliz e ajuda na manobra de inversão de marcha...

Foi nesse dia que aprendi a diferença entre corrupção e Corrupção...

PS: Acabámos por não ir ao Km 17, porque um Engenheiro que era um grande valentão teve de regressar ao Hotel para trocar de calças...
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MensagemAssunto: Re: OS NOSSOS AMIGOS AFRICANOS...   Qua Out 27, 2010 9:16 pm

TELEGRAMA PARA LUANDA...

Lisboa mandou um telegrama para o Instituto de Meteorologia e Geofísica de Luanda avisando:

1 - MANIFESTAÇÃO SÍSMICA. STOP.
2 - 7 DE RICHTER. STOP
3 - EPICENTRO A 3 KM DE LUANDA.STOP
4 - TOMAR PRECAUÇÕES. STOP

Dois meses mais tarde respondem de Luanda:

1 - OBRIGADO MEISMO! MANIFESTAÇÃO FOI TRAVADA.
2 - LIQUIDAMOS OS 7, MAIS NÃO APANHAMOS O RICHTER.
3 - O EPICENTRO E SEUS CAPANGAS ESTÃO TODOS DETIDOS. VÃO SER FUZILADOS AMANHA.
4 - DESCULPEM SO AGORA NOIS RESPONDER, MAIS HOUVE AQUI UM TERRAMOTO QUE IA DANDO CABO DA CIDADE.

(Recebida por e-mail)
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MensagemAssunto: Re: OS NOSSOS AMIGOS AFRICANOS...   Qua Nov 03, 2010 10:49 pm

Uma noite de sexo grátis...

Kussumbé lá na angola foi a uma estação de gasolina onde havia um cartaz que dizia:
"Encha o depósito e concorra a uma noite de sexo grátis"
Depois de encher o deposito Kussumbé chamou o funcionário e perguntou:
- Ei como si faz pra concorere nesse promoção?
- É fácil basta dizer um número de 1 a 10. Se for o mesmo numero que estou pensar, o senhor ganha. - explicou o empregado.
Kussumbé disse então: - 8...
- Erraste. Eu estava pensar numero 4...
Uns dias depois Kussumbé voltou ao posto mais o seu amigo João, encheram o depósito, chamaram o mesmo funcionário e perguntaram:
- Ainda estás no promoção?
- Sim. Diz lá o número de 1 a 10. Se acertares o número que estou pensar... ganhas uma noite de sexo grátis.
E Kussumbé disse: - 5
O funcionário:
- Erraste... Eu estava pensar número 2...
Depois de voltarem várias vezes sem nunca terem acertado, João comentou com Kussumbé:
- Acho que o gajo do posto está a enganare a genti pá... nois nunca acerta!!...
- Deixa di desconfiança João... só semana passada minha mulher acertou tres vez... nois é que é burros!!
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MensagemAssunto: Re: OS NOSSOS AMIGOS AFRICANOS...   Qui Nov 25, 2010 10:12 pm

Bancos dos EUA fecham contas de Angola e abrem crise diplomática

25.11.2010

Luanda ameaça com medida recíproca, relativamente às contas da embaixada dos Estados Unidos em Angola.

O Bank of America fechou todas as cinco contas da Embaixada de Angola em Washington. Um funcionário do Departamento de Estado norte-americano, citado pela revista "Foreign Police", diz que vários bancos, incluindo o Bank of America, consideram que é muito caro e complicado a manutenção de contas que têm de fiscalizar, para terem a certeza de que não estão a ser usadas para lavagem de dinheiro.

Há três meses, o HSBC EUA havia tomado decisão idêntica em relação às contas angolanas.

Esta decisão dos bancos norte-americanos ameaça causar um conflito entre Washington e Luanda. O governo angolano, como medida de reciprocidade, admite encerrar as contas da embaixada dos EUA em Angola e recusar-se a receber as credenciais do novo embaixador norte-americano, Christopher McMullen.

Empresas com forte presença em Angola, casos das petrolíferas Chevron, Exxon e BP, e ainda da Boeing, poderão também ser encerradas, como represália à medida tomada pelo Bank of America e HSBC.

(Jornal de Negócios)
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MensagemAssunto: Re: OS NOSSOS AMIGOS AFRICANOS...   Ter Dez 07, 2010 3:50 pm

Avião da TAAG perde pedaços da fuselagem após descolar.

06.12.2010

Aparelho angolano 'bombardeou' cidade com peças. Companhia assume prejuízos.

Quase a entrar para uma operação, Ana Ferreira, auxiliar de cirurgia no Hospital Veterinário Central de Almada, atendeu o telemóvel. Do outro lado da linha estava o seu irmão, pedindo-lhe que fosse à Rua Lourenço Pires de Távora, onde o seu carro estava estacionado. Alguma coisa caíra do céu, partindo por completo o vidro traseiro. Ana chegou, tirou uma fotografia ao pedaço de ferro e chamou a polícia, que isolou a viatura.

O carro foi um dos alvos de pedaços da fuselagem de um avião da TAAG (Transportadora Aérea Angolana) que tinha acabado de descolar de Lisboa. O problema técnico obrigou a aeronave com 125 passageiros a bordo a dar meia volta e regressar à pista do aeroporto da Portela. Pelo caminho, foi "bombardeando" a cidade de Almada com, ao que tudo indica, pedaços da fuselagem, desde pequenos até outros com tamanho considerável.

Os bombeiros de Cacilhas e de Almada, de acordo com os respectivos comandantes ouvidos pelo DN, não tiverem registo de quaisquer pessoas atingidas. "Já fui confirmar ao Hospital Garcia de Orta e não há ninguém ferido", garantiu ao DN Vítor Santo, comandante dos Bombeiros de Almada. "Tivemos algumas chamadas, mas não há feridos", disse Luís Sousa, adjunto do comandante de Cacilhas.

Apesar da ausência de registos, certo é que o episódio causou muito "diz que disse" em Almada. Havia quem falasse em inúmeros carros atingidos e, pelo menos, três feridos. Em frente ao café Danúbio caiu um dos pedaços. Manuel Joaquim foi categórico: "Quando isso caiu, eu disse logo: é de avião. E, das duas uma, ou é da turbina ou do escape."

Mas quem irá determinar as causas do sucedido é o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (GPIAA), que já está no terreno a investigar. Em declarações aos jornalistas, o director deste departamento do Ministério das Obras Públicas, Comunicações e Transportes, Fernando Reis, adiantou: "Será depois feita a análise de peritagens da parte da aeronave em causa - provavelmente todo o motor. Ainda não podemos afirmar nada, mas quando são peças assim pequenas normalmente são do motor."

"A investigação e o relatório não imputam responsabilidades em si", disse ainda o director do GPIAA, acrescentando que, numa fase posterior à apresentação do documento, compete ao Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) apurar responsabilidades.

Em declarações à TV Net, um dos passageiros que iam a bordo do avião da TAAG relatou ter ouvido barulho da parte de trás do avião. Hussein Juma afirmou que "40 a 45 minutos depois da descolagem sentiu-se uma vibração muito intensa" e depois o avião regressou a Lisboa. Ao início da tarde de ontem, a companhia angolana de aviação emitiu um comunicado, no qual garantiu que irá assumir as "eventuais consequências" da avaria técnica do Boeing 777.

Este tipo de incidentes não é comum mas há um caso recente: há cerca de um mês um Airbus 380 que partira de Singapura com destino a Sydney, na Austrália, perdeu pedaços de metal sobre a ilha indonésia de Batam.

(Diário de Notícias)
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