A LIBERDADE É AMORAL

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 A VOZ DO POVO...

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Anarca



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MensagemAssunto: Re: A VOZ DO POVO...   Seg Maio 17, 2010 6:42 pm

Combater a homossexualidade é um imperativo do Estado

Deus - e como dizia Santo Agostinho seja ele Jesus Cristo, Buda, Maomé ou o "Grande Arquietcto" da maçonaria , que nada mais é que o Deus dos Judeus ou do Cristianismo! - o criador da Terra fez em cada uma das espécies o macho e a fémea.
Até nas flores há macho e fémea.
Os homossexuais estão a dominar a Terra nos países ditos "Democráticos".
E estão a destruir a civilização.
Há que não ter medo de o dizer, de harmonia com a liberdade - esse valor perene que rege o ser humano - que os homossexuais são nocivos à socieadde humana.
Podem dizer o que quiserem de mim, mas eu afirmo, reafirmo , que não é de harmonia com as leis naturais a homossexualidade.
Hoje Portugal está nas mãos de homossexuais, que na minha terra querida - Portel - se chamam paneleiros!
A humanidade vai ter de tomar uma posição bem clara.
Hoje mesmo nos meios de comuniacção social os homossexuais dominam e subvertem a lei normal das coisas.
Tu se tens um amigo paneleiro numa televisão ou num jornal - ou mesmo na Política - vais ter um lugar!
Isto é tétrico!
As democracias ocidentais estão em declínio e há que travar esta derrapagem.
Isto tem de acabar, porque são as sociedades que têm de definir o seu futuro e não a moda da paneleirice.
Como diz o PS o principio da igualdade tem de ser entendido como igualdade positiva e não igualdade negativa.
Estou farto de ver paneleiros serem "heróis" nos meios de comunicação social!
Os pais, os políticos, que não são paneleiros têm de tomar posição e alterar esta porcaria em que vivemos.
A homossexualidade não pode ser vista como um direito.
Porque ela é uma alteração da ordem normal das coisas, em TODAS AS RELIGIÕES!

(José Maria Martins)
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: A VOZ DO POVO...   Seg Maio 24, 2010 5:42 pm

Você que trabalha e que paga os seus impostos a tempo e horas.

Você que paga a prestação da sua casa a tempo e horas.

Você que espera às vezes uns meses para comprar qualquer coisa para sua casa a pronto-pagamento, evitando assim o crédito.

Você que vai ao Mercado e paga tudo com o dinheiro na mão.

Você não acha que o que os POLÍTICOS estão fazendo está...ERRADO?

Você que ganha o Salário Mínimo não acha que quem ganha mais de € 1.000 Euros já é um afortunado?

E o que você acha daqueles que ganham € 5.000 Euros por mês?

Você acha que trabalham mais que você?

Se você acha que trabalham, então está CERTO!

Agora se você acha que NÃO trabalham mais que você, então você muito provavelmente acha que "ali à gato!"!

Você até vai achar que é um "TACHO"!

Contra TODOS OS ROUBOS destes Senhores:

PRESIDENTE DA REPÚBLICA, 1º MINISTRO, MINISTROS, SECRETÁRIOS DE ESTADO, DEPUTADOS, GESTORES PÚBLICOS DE EMPRESAS PÚBLICAS, GESTORES PÚBLICOS DE EMPRESAS PRIVADAS DE CAPITAIS PÚBLICOS, PRESIDENTES DOS INSTITUTOS DO ESTADO, PRESIDENTES DAS "ERSES" DESTE PAÍS, PRESIDENTES DAS FUNDAÇÕES, GESTORES DAS EMPRESAS DE CAPITAIS MISTOS (PÚBLICOS E PRIVADOS), AUTARCAS, VEREADORES, DIRECTORES, ETC., ETC., ETC....eu estou de LUTO!!!

TODOS A ROUBAR O "ZÉ POVINHO" ATÉ O MATAR DE FOME!!!

SÃO UMA CAMBADA DE CHULOS!!!

(Publicada por Bar do Alcides)
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: A VOZ DO POVO...   Ter Maio 25, 2010 7:04 pm

Os deputados são os representantes do povo. Têm que emitar o povo para fazer jus à sua condição. São mesquinhos, cínicos, invejosos, ladrões, corruptos, exploradores. Quem parte e reparte e não fica com a maior parte ou é parvo ou não tem arte. E lá parvos é que não são. São mesmo uns xicos espertos. Isto já lá não vai nem com um Salazar. só com um Estaline. Eu sou contra a ganância desmesurada e sem pudor destes senhores.sociólogo Wright Mills: "na política, só vemos os criados". Eu acrescentaria: nunca se viu um criado administrar para o povo: ou rouba o patrão ou serve-o com muito cuidado, não vá ele zangar-se.Diminuir as despesas, nem se fala nisso. Ninguém dispensa os jantares à conta do Estado, a frota de carros, os contínuos venerandos, os cozinheiros do Paço, os milhares de assessores e os milhares de secretárias de carne e osso.Estes são apenas o topo de uma imensa corte de gente que come e dorme à sombra do orçamento e do sacrifício dos contribuintes.Toda a gente SABE que os politiqueiros deste País, além dos seus salários têm mordomias exageradas e INJUSTIFICADAS.A culpa é dos Militares e Forças Militarizadas, que estão de acordo com este circo. Nunca foram tão cobardes como agora. Ficam dobrados a estes políticos incompetentes que estão a sacrificar Portugal. Reina a cobardia e incompetência. Os portugueses são seguidistas em detrimento da reflexão. Votam como lhes mandam; idolatram os ricos que os sugam; atropelam-se para ver o cacique bem-falante que lhes mente.

(Sol - CJGT, em 2010-05-25)
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MensagemAssunto: Re: A VOZ DO POVO...   Sex Jun 04, 2010 1:14 pm

O Palhaço

O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.

O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.

Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.

O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.

E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.

Ou nós, ou o palhaço.

(Mário Crespo)
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MensagemAssunto: Re: A VOZ DO POVO...   Sab Jun 05, 2010 10:08 pm

Porque estou feliz?...

Porque "temos" os melhores estádios de futebol do mundo,

Porque "temos" o maior parque eólico do mundo,

Porque "temos" a sardinha mais bem assada do mundo,

Porque "temos" o Alqueva maior do mundo,

Porque a "nossa" ponte Vasco da Gama é a mais bonita do mundo,

Porque o "nosso" TGV vai ser o mais rápido do mundo,

Porque o "nosso" novo aeroporto irá ser o mais moderno do mundo,

Porque "temos" mais telemóveis que todos os países do mundo,

Porque a "nossa" selecção de futebol é a melhor do mundo,

Porque as "nossas" forças armadas têm os melhores soldados do mundo,

Porque os "nossos" alunos tão maus a matemática são exemplares no mundo,

Porque os nossos professores de matemática são os que dão mais explicações no mundo,

Porque as "nossas" forças policiais são as que melhor bloqueiam rodas de automóveis no mundo,

Porque as "nossas" emissões de CO2 são das mais bem emitidas no mundo,

Porque as "nossas" famílias têm rendimentos baixíssimos no mundo,

Porque a "nossa" comunidade científica é a mais irrelevante do mundo,

Porque os "nossos" dirigentes são os mais incompetentes do mundo,

Porque os "nossos" dirigentes são os mais bem pagos do mundo.

Porque a "nossa" desgraça é a melhor do mundo.

PS - Estou feliz, porque isto não pode durar muito mais tempo...
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: A VOZ DO POVO...   Ter Jul 06, 2010 4:13 pm

Portugal deve ser firme e impedir a compra da VIVO pela Telefónica

4.07.2010

O ataque espanhol à PT visou interesses estratégicos portugueses.
José Sócrates bem andou ao determinar que o Governo usasse a Golden Share para impedir a compra da participação da PT na VIVO.
Pela primeira tenho de mostrar concordância com Sócrates e com o PS.
Tenho a certeza que Espanha se as coisas fossem ao contrário impediria a compra pela PT dos 50% da Telefónica na VIVO.
Pena é que Sócrates não tenha este tipo de atitude - defesa de interesses portugueses face a Espanha - noutras áreas importantes .
A União Europeia e a Comissão Europeia têm de pensar melhor.
As golden share não serviram para impedir a circulação livre de capitais.
A PT não é um banco ou seguradora, mas uma empresa que gere uma área estratégica extremamente importante , as telecomunicações.
Na área das telecomunicações não há livre circulação de capitais.
As telecomunicações são parte integrante do sistema de forças de defesa nacional.
O BES é um mero banco e deve ser metido no seu sitio.
Lembro aqui que Putin prendeu um individuo que pensou que por ter dinheiro do petróleo podia atingir o Estado.
Ainda hoje está preso e calado.
Ricardo Salgado pode ser muito rico mas não é o Estado.
O Estado é mais importante que Ricardo Salgado e o BES, ou qualquer outro banco ou pessoa.

(Publicada por josé maria martins)


PS: Mas será que ninguém fala no principal : As comissões que a Telefónica não quiz pagar...
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MensagemAssunto: Re: A VOZ DO POVO...   Qui Jul 08, 2010 6:06 pm

O filho de aluguer

Esta história, ainda mal contada, do filho de Cristiano Ronaldo nascido de mãe de aluguer não é uma patetice, é uma infelicidade. Infelicidade do homem, da família e, principalmente, da criança. Do homem porque o sucesso e o dinheiro lhe fizeram perder a noção do limite. Da família, porque, dependente do jogador, não sabe ou não quer aconselhá-lo. Dos colaboradores e dos amigos porque o custo (12 milhões de euros?) da indemnização parece muito mais caro do que a pensão mensal que qualquer namorada, ou mulher, receberiria. E da criança que, a não ser que a situação se altere, e a visite, crescerá sofrido na tristeza da orfandade deliberada e toda a criança tem direito a um pai e uma mãe.

Nos artistas não se pode esperar que o bom senso e o respeito dos valores acompanhe a habilidade. Mas é uma pena que Cristiano Ronaldo se degrade a este nível, muito mais baixo do que a sua prestação no Mundial 2010, onde não fez o milagre que lhe era pedido. Do céu desce-se rápido ao inferno. Esperemos que Ronaldo se purgue.

(Portugal Profundo)
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MensagemAssunto: Re: A VOZ DO POVO...   Qua Jul 14, 2010 7:46 pm

A verdade nua e crua...

Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa. Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê: - É sempre assim, esta auto-estrada?
- Assim, como?
- Deserta, magnífica, sem trânsito?
- É, é sempre assim.
- Todos os dias?
- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
- E têm mais auto-estradas destas?
- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.
- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?
- Porque assim não pagam portagem.
- E porque são quase todos espanhóis?
- Vêm trazer-nos comida.
- Mas vocês não têm agricultura?
- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
- Mas para os espanhóis é?
- Pelos vistos...
Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:
- Mas porque não investem antes no comboio?
- Investimos, mas não resultou.
- Não resultou, como?
- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
- Mas porquê?
- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.
- E gastaram nisso uma fortuna?
- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...
- Estás a brincar comigo!
- Não, estou a falar a sério!
- E o que fizeram a esses incompetentes?
- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.
- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.
Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
- Isso mesmo.
- E como entra em Lisboa?
- Por uma nova ponte que vão fazer.
- Uma ponte ferroviária?
- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.
- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
- Pois é.
- E, então?
- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.
Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.
- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...
- Não, não vai ter.
- Não vai? Então, vai ser uma ruína!
- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
- E vocês não despedem o Governo?
- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...
- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?
- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.
Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:
- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.
- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
- Não me pareceu nada...
- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.
- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?
- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
- E tu acreditas nisso?
- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?
- Um lago enorme! Extraordinário!
- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
- Ena! Deve produzir energia para meio país!
- Praticamente zero.
- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?
- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.
- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?
- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.
Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:
- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.
Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:
- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!

(Miguel Sousa Tavares)
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MensagemAssunto: Re: A VOZ DO POVO...   Qui Jul 15, 2010 1:20 pm

Políticos de "merde"!

14.07.2010

Veja-se só a que beco nos conduziram os socialistas!
Agora são os bancos portugueses - que têm engordado uma cambada de vígaros e corruptos - a serem censurados pelas agências internacionais de rating!
Veja-se aqui:http://diario.iol.pt/financas/banca-nota-classificacao-moody%60s-rating-bancos/1177670-1729.html
É normal que assim seja.
Os portugueses olham para Portugal e isto tornou-se uma estrumeira de gente corrupta que nada vale mas que usa o cartão do partido para chupar o Estado.
O caso "Face Oculta" e o caso "PT/TVI" mostra bem o calibre de gentinha sem valor que se mexe e influência, decide e se abotoa.
Mesmo o Figo, o tal do futebol, não resistiu a fazer de conta e a ganhar umas lecas à custa do Zé Povinho!
Ídolos de barro!
Abrir a Prisão de Caxias e engavetar muita desta gente seria uma acção purificadora, uma espécie de ETAR cívica, para se desratizar Portugal.
Agora que não há dinheiro para essa malta meter ao bolso, eles andam malucos, à roda, e estão mesmo a jeito de serem caçados!!!

Mas mais,

até as Câmaras Municipais e as Regiões Autónomas foram "cortadas" pelas agências de rating.
Veja-se aqui: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/portugal-agencia-financeira-moody%60s-rating-lisboa/1177803-4058.html
Penso que além de tudo, Cavaco Silva devria dar o exemplo e parar de gastar dinheiro, inútil, nas suas acções de campanha, que todos os dias temos notícia.
Cavaco Silva o que faz é gastar dinheiro do Orçamento, sem ele ter efeito multiplicador. Passeatas, porque Cavaco nunca quis derrubar Sócrates e com a sua inacção Portugal está a ter custos extraordinários.

Publicada por josé maria martins
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MensagemAssunto: Re: A VOZ DO POVO...   Sab Jul 31, 2010 3:46 pm

Sondagens - Quem vota é o Povo - O PSD tem de ter muito cuidado na abordagem das situações

30.07.2010

Eu entendo que não há mal em rever a constituição.
Já o disse neste blogue.
Mas há que ser inteligente e o PSD não o foi quando face a uma crise tremenda, a angústias enormes dos portugueses, apostou na Revisão.
Desde logo o PS iria aproveitar para bramar com os "direitos sociais", quando o PS foi o maior comprimidor dos direitos sociais nos últimos anos.
O PSD deu outro tiro no pé quando censurou o uso da golden share pelo Governo.
Desde logo porque os Estados têm de ter mecanismos para governar e defender os interesses estratégicos do Estado.
Sócrates foi inteligente e as coisas acabaram por correr bem ao Governo e, naturalmente, mal ao PSD.
Depois, como eu disse no poste de 7/7/2010 Passos Coelho parece andar em contra-ciclo.
Passos Coelho ao falar em Espanha contra a golden share não foi hábil.
Acresce que a crise económica mostra que os Estados não podem confiar cegamente nos mercados, pelo que os Estados têm de usar as golden shares, ou outros mecanismos protecinionistas para impedir a voracidade dos interesses privados e manter as rédeas do Poder.
Eis que o PSD que ia de vento em popa já caiu cerca de 10% nas sondagens, como se vê aqui nesta noticia:
http://diario.iol.pt/politica/psd-ps-sondagem-tsf-governo-tvi24/1181365-4072.html
O maior inimigo do PSD é o próprio PSD.
Num momento de aflições apontar no sentido de dificultar o acesso à saúde, à educação, facilitar ainda mais os desempregos é de tontos!
E tem custos políticos , sobretudo quando o PSD não tem sequer coragem para provocar a crise política, que se impunha, mediante uma moção de censura ao Governo.
Já chamei a atenção várias vezes para esta situação.
Passos Coelho tem de ter assessores em estratégia, em táctica política e nunca se esquecer que é o Povo quem vota e que tem pela frente um PS no Poder, com a Maçonaria e todo o conjunto de dependentes a espaldá-lo.
Quem vota é o Povo.
Fazer Oposição é mais que se por em bicos de pés e ajudar o Governo como fez Passos Coelho - aliás ficou dependente do Governo - e fazer o frete a uns banqueiros.
Passos Coelho está a tempo de inverter a situação, apostando no que interessa.
Até porque a Constituição se for lida de forma actualista e plástica permite tudo, como já permitiu as privatizações, o fim da Reforma Agrária, permite os despedimentos a eito. Mas ela sózinha nada consegue.
O PSD acabou por lançar a prancha ao PS, dar-lhe a salvação.
Tontos!

(Publicada por josé maria martins)
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MensagemAssunto: Re: A VOZ DO POVO...   Sex Ago 06, 2010 7:20 pm

MEUS AMIGOS,

Enquanto nós andamos entretidos a falar dos esquemas deste gay canalha que nos governa como 1.ª Ministro, e que aprovou casamentos gay, e quer autorizar e promover a adopção de crianças por gays e os doadores gay de sangue, etc., os pretos são mais gaita e menos computador, e saltam para cima das raparigas brancas e põem-nas a gemer que nem umas cadelas perdidas! E algumas, o que é mais grave, emprenham deles, e eles depois recolhem o sardão e dão de frosques como fazem os animais ...

Perante o sardão negro essas emancipadas já não se lembram das tretas da emancipação, da igualdade, nem levantam a voz, como fazem agora tanto com os machos brancos...

Ou seja: o triunfo dos gays só está a acontecer porque as relações entre homens e mulheres estão em grande crise, e os pretos como são mais físicos vão se aproveitando e largando o seu sémen nas vaginas brancas emancipadas mas que gostam de ser dominadas ...

O paradigma actual da mulher moderninha é viver sozinha, cavalgar em cima do sardão negro, e passear o cão quando não está a trabalhar no escritório nem a fornicar com o negro.

Estamos a assistir a um enorme retrocesso civilizacional, em que nos parecemos cada vez mais com os bichos ...

(Sol - agentePIDE, em 2010-08-06)
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MensagemAssunto: Re: A VOZ DO POVO...   Sab Ago 07, 2010 11:44 pm

A Voz do Povo é o Provérbio - I

«Não subestimeis a micose da bolsa testicular alheia, pois ela não faz ideia do que é um salário honesto.»
Provérbio dedicado a todos aqueles que engrossam a fila do subsídio de desemprego e que se recusam a trabalhar para contribuír para alimentar uma turba de preguiçosos igual a eles.

«Se não consegues perceber o que se está a passar é porque finges que trabalhas na Função Pública.»
Provérbio dedicado a todos os dedicados funcionários dessa abstracção incómoda que é o Estado.

«Mais vale avião que me leve do que comboio que me trucide.»
Provérbio que versa sobre a corrupção política e imobiliária à mistura com vertigens de grandeza desajustada.

«Aluno a aluno enche o reitor o bandulho.»
Não, não é sobre a Casa Pia, é sobre o ensino privado em geral.

«A Porsche oferecido não se declara o imposto.»
Dedicado à corrupção empresarial. Funciona também com Jaguar, Mazeratti e Ferrari.

«Faças bem ou faças mal, terás sempre uma reforma genial.»
Provérbio dedicado a todos os nossos gestores públicos.

«Quem muito bronzeado quer estar, em muita greve terá de participar.»
Dedicado a todos os que temem perder o seu tacho.

«Se queres que o teu saldo dê um pulo, lembra-te de arranjar um saco azul.»
Dedicado às pequenas políticas autárquicas.
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MensagemAssunto: Re: A VOZ DO POVO...   Ter Ago 10, 2010 9:57 pm

A Voz do Povo é o Provérbio - II

Há quem defenda que a maneira mais fácil de subir o nível intelectual de um povo consiste em sofisticar aquilo que é considerado ser a sua cultura popular.

A ideia é estupidamente absurda mas dá origem a híbridos hilariantes quando aplicada aos provérbios populares. Vejamos:

«Antes asno que me leve que cavalo que me derrube.»
Terá a seguinte sofisticação:
«É preferível montar um equino híbrido do que ter graves complicações na coluna por montar um equino puro.»

«A pressa é inimiga da perfeição.»
Teria como interpretação elitista:
«Se o fizerdes ninguém vai questionar se o fizesteis como deve de ser.»

«As paredes têm ouvidos» resultaria em «A alvenaria por vezes desenvolve capacidades auditivas».

«Burro velho não aprende línguas» teria uma formulação não muito distante de «Asinino com uma idade acima da média tem uma grande dificuldade em assimilar idiomas estrangeiros».

Para «A fome é o melhor tempero» teremos «Se fizerdes jejum, os alimentos saber-vos-ão substancialmente melhor».

«A necessidade aguça o engenho» ficaria em «Sereis engenheiro se realmente precisardes».

«Da discussão nasce a luz» para «Uma salutar troca de opiniões contribui para baixardes a factura da EDP».

«Mulher doente, mulher para sempre» seria traduzido por «Fêmea com saúde precária apresenta forte tendência para a eternidade».

«Preso por ter cão e preso por não ter» seria substituído por «Encarcerado por estar na posse de um canídeo e encarcerado pela sua manifesta ausência».

«Mais vale tarde do que nunca» mereceria «É preferível o atraso à absoluta ausência».

«Mais vale burro vivo do que sábio morto» seria melhorado para «É preferível possuir um QI reduzido e estar na posse de todas as funções vitais do que possuir uma inteligência assombrosa e não apresentar qualquer batida cardíaca».

Pessoalmente sou apologista da popularização da intelectualidade. Exactamente o contrário do que temos falado neste post. O debate político, por exemplo, seria muito mais vivificante se fosse um pouco mais popular.

Em vez do «Olhe que não Doutor, olhe que não...» sou apologista do «Tu vai-ta foder meu ganda cabrão e não me contraries, porra!»

Este país precisa de mais vernáculo.
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MensagemAssunto: Re: A VOZ DO POVO...   Qui Ago 19, 2010 12:03 am

Não sei quem são os principais responsáveis pela situação deste País:

Os políticos curruptos e aldrabões que nos desgraçam...

Os oportunistas que os defendem...

Os atrazados mentais que continuam a apoiá-los...

Venha o Diabo e escolha!...
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MensagemAssunto: Re: A VOZ DO POVO...   Qua Ago 25, 2010 5:10 pm

Email aos aldrabões e vendedores de banha da cobra

17.07.2010

E-mail a Cavaco Silva e a José Sócrates enviado ontem sobre Contas do Estado de 2009

From: Pedro Sousa
To: Belem, Gab Primeiro Ministro - PM, Diogo Belford, psd@psd.pt, secretariogeral@info.psd.pt, Antonio Preto, Antonio Silva Preto
Date: Fri, 16 Jul 2010 18:52:06 +0100

Subject: Pouca vergonha nacional

c/ B.C.C. a cidadãos conscientes e desde já autorizados à respectiva divulgação generalizada, destapando o alegado "manto de censura" da Comunicação Social deste regime.


Exmos. Senhores
Presidente da República,
Primeiro-Ministro,
Representantes do PSD e CDS,

Boa tarde,
Peço desculpa antes de mais pois os Senhores são os únicos contactos políticos de quem tenho endereços de e-mail.

Para vosso conhecimento (e despertar das vossas consciências cívicas) os quadros em anexo do qual é possível constatar que andarão a "brincar" com o dinheiro dos contribuintes, ou seja:

Em 2010, Teixeira dos Santos inscreveu no OE 14.048 milhões de euros de "Despesas Excepcionais", presumindo-se (pelo exemplo do ano anterior) que não aplicará a totalidade essa verba (pois "só" usou 3.266 dos 23.258 milhões orçamentados).

Sendo assim, porque razão exige-se aos portugueses 1.700 milhões de euros de esforço acrescido em impostos directos e indirectos, quando pode aplicar esta rubrica orçamental? Só há uma qualificação (mínima) para mim: Abuso de Poder e desonestidade intelectual e política!

Agrava-se o fosso entre os mais ricos e os mais pobres, há empresas que fecham diariamente e a classe média e média baixa (a única que não tem benefícios fiscais nem pode fugir ao Fisco, nem abrir contas na Suíça em nome de primos motoristas) vê-se cada vez mais em dificuldades para gerir os seus orçamentos domésticos, sem falar no aumento da criminalidade fruto do desemprego.

Qualquer dia aplica-se o artigo 21.º da Constituiçãio: Direito de Resistência ao pagamento de impostos.

Por outro lado, é preciso perguntar e saber do Governo:

1. Por que razão os Serviços de Apoio e Coordenação, Órgãos Consultivos e outras entidades da PCM (Presidência do Conselho de Ministros) custaram ao erário público mais € 1.612,846,40 do que estava orçamentado?

2. Por que razão o Gabinete do Ministério dos Negócios Estrangeiros custou ao erário público € 651.784,29 a mais do que estava orçamentado?

3. Por que razão a Cooperação e Relações Externas do Ministério referido no número anterior custou € 20.902.823,71 a mais do que estava orçamentado?

4. Por que razão os Serviços Gerais de apoio, estudo, coordenação e cooperação do Ministério das Finanças custou € 3.746.830,11 a mais do que estava orçamentado?

5. Por que razão o Ministério da Defesa Nacional custou € 107.182.211,83 a mais do que estava orçamentado?

6. Por que razão os Serviços Gerais de apoio, Estudo e Coordenação do Ministério da Administração Interna custaram mais € 31.153.248,77 do que estava orçamentado?

7. Por que razão os Serviços Gerais de Apoio, estudo, coordenação, controlo e cooperação custaram ao erário público mais € 61.665.573,38 do que estava orçamentado?

8. Por que razão os Serviços de Investigação, Inovação e Qualidade (dos produtos chineses? a troco da venda dos Airbus para a Air China?) custaram mais € 4.734.750,00 do que estava orçamentado?

9. Por que razão os Serviços Gerais de Apoio, Estudos, coordenação e Cooperação do Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território custaram mais € 2.385.979,44 do que estava orçamentado?

10. Por que razão os Serviços na Área do Ambiente do ministério atrás referido custaram € 2.910.347,58 a mais do que estava orçamentado?

11. Por que razão o Gabinete do Membro do Governo para a Educação custou mais € 222.539,87 do que estava orçamentado?

12. Por que razão os Serviços Gerais de Apoio, estudo, coordenação e cooperação custaram mais € 71.225.597,71 a mais do que estava orçamentado?

12.1. Será por isso que não se valoriza a carreira docente neste País?

13. Por que razão o Gabinete do Membro do Governo com os pelouros da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior gastou mais € 22.448,44 (é nos tostões que se poupam milhões, para quem seja e não seja economista...)

14. Por que razão os Serviços Gerais de apoio, estudo, coordenação e cooperação desse mesmo Ministério do Ensino Superior (numa clara duplicação de despesa pois não faz sentido que esteja separado da Educação, tendo nós dois Ministros para o mesmo Ramo, como se fôssemos um País economicamente saudável...) gastaram mais € 440.519,78 do que estava orçamentado?

14.1. Recordando, a propósito, que o que estava orçamentado era, "simplesmente" € 10.181.000,00...

15. Por que razão os Serviços de apoio central e regional, estudos, coordenação e cooperação do Ministério da Cultura gastaram mais € 2.486.066,24 do que estava orçamentado? E que já eram € 26.833.099,00.

16. Por que razão a Presidência da República gastou exactamente o mesmo que estava orçamentado?

16.1. Dado que estamos numa situação insustentável, não caberia ao mais alto magistrado da nação fazer um esforço de poupança, quando é isso que se pede aos portugueses e os obrigamos a pagar ainda mais impostos?


Para finalizar, por agora, mais 5 perguntas:

A) Por que razão o Orçamento do Estado (v.g., Encargos Gerais e Ministérios) sofre um agravamento das despesas na ordem dos 25% (!!!)?

B) Por que razão entre 2008 e 2009, na Conta Geral do Estado ocorreu um aumento da despesa da Assembleia da República de 74%(!!!)?

C) Quanto é que nos custou a última visita do Papa? É verdade que foram 75 milhões de euros?

D) Quanto é que custaram as comemorações dos 25 anos de adesão à CEE?

E) Por que razão não inibem as pessoas que tenham recebido subsídios públicos e, entretanto, apresentado pedidos judiciais de insolvência, de voltar a receber novos subsídios?

Enquanto aguardo resposta a todas as questões suscitadas, fica à consideração da vossa consciência:

É preciso ter vergonha na cara e explicar (cêntimo a cêntimo) a verba 60 "Despesas Excepcionais" inscritas no Orçamento do Mi(ni)stério das Finanças!

É preciso ter vergonha na cara e suspender este abusivo aumento extraordinário de impostos!

É preciso ter vergonha na cara e começarem a apresentar (e publicitar) a vossa declaração anual de património e não apenas de rendimentos!

É preciso ter vergonha na cara e responsabilizar pessoalmente quem gasta mais do que está orçamentado!

É preciso ter vergonha na cara e não andar a salvar bancos só porque alguns familiares de políticos importantes são accionistas e poderiam perder os seus "legítimos" rendimentos!

É preciso ter vergonha na cara e não ser conivente com os aumentos das despesas dos gabinetes ministeriais. E responsabilizar, pessoalmente, os Ministros (incluindo o PM), obrigando-os à devolução do diferencial, por conta do abatimento de capital da dívida pública.

É preciso ter vergonha na cara e acabar com representantes da república e governadores civis que nos custam mais de 600 milhões de euros ao Orçamento de Estado. É o que dá ter tantas auto-estradas (um País tão rico em termos de construção civil e obras públicas) que fez com que deixasse de se justificar a existência de governadores civis (o Ministro da Administração Interna poderá ir mais para fora do Terreiro do Paço, cá dentro); sendo certo que por outro lado, os madeirenses e açorianos não necessitam de tutores da República, podendo as suas funções ser exercidas pela Assessoria Jurídica no Palácio de Belém.

É preciso saber qual foi a receita fiscal da venda dos computadores Magalhães para a Venezuela, já que, estranhamente, tivemos um Primeiro-Ministro a fazer publicidade dos mesmos numa Cimeira Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo.

Não admira as sucessivas notações negativas das agências de rating.

O meu lamento por um País que eu amo e está eternamente adiado pois aquilo que é público passou a colectivo (de alguns), sendo que todos pagam por tabela.

A vossa falta de visão estratégica e a conivência (passividade é cumplicidade) perante este estado de coisas é confrangedora.

Dêem o vosso lugar a quem queira, de facto, mudar "isto" e colocar os interesses gerais acima dos particulares.

Com cumprimentos,
Pedro Sousa,
membro único (mais valerá só que mal acompanhado)
do Movimento Cidadania Pró-Activa

http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=201001a

www.cidadaniaproactiva.blogspot.com
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MensagemAssunto: Re: A VOZ DO POVO...   Sab Ago 28, 2010 3:00 pm

À FLOR DA CAPITULAÇÃO CIVIL

28.08.2010

O Regime está falido? O Regime é corrupto, arruinado e ruinoso? Ninguém acredita no Regime? Mude-se de Regime. Porque depois de as elites usurpadoras terminarem de escaqueirar o País, a Europa dar-lhe-á a estocada final, transformando o rectângulo num protectorado de facto, governando de fora o que jaz carcomido, desbaratado e desgovernado por imbecis pomposos, charlatães garganeiros, efeminados bem vestidos e simultaneamente arrebatadores de matronas! Acordem para a desgovernança "socialista". Goste-se ou não do mensageiro, a mensagem é esta:

«Segundo o Eurobarómetro, 95 por cento dos portugueses (de facto, Portugal inteiro) acham a situação económica "má" e, apesar da retórica do primeiro-ministro, 71 por cento acham que irá ser pior. O que não admira. O que admira é que, nesta aflição, 76 por cento dos portugueses não tenham confiança no Governo e 67 por cento não tenham confiança no Parlamento. Pior ainda: as sondagens parecem indicar que a desconfiança não vem particularmente deste Governo e deste Parlamento, porque não existe nenhuma alternativa clara que o país prefira (o PSD, por exemplo, ou uma aliança CDS-PSD).

Os portugueses não confiam pura e simplesmente no regime: nos políticos do regime e nos partidos do regime. Ora, estando num sarilho sem ajuda, deviam em princípio andar aflitíssimos. Mas não andam. Porquê? Porque pensam (47 por cento) que, se for preciso, a "Europa" lhes deitará a mão ou que, em geral, resolverá a crise (28 por cento). Por outras palavras, de "sopa do convento" a "Europa" ascendeu à categoria mais seráfica de um novo D. Sebastião.

Claro que ninguém, ou quase ninguém sabe o que é e como funciona a "Europa" e só algumas luminárias perceberam que as regras definidas pela Alemanha para toda a gente (diminuição do défice e da dívida externa) podem em rigor prejudicar Portugal. Só que esse pormenor não conta. O Messias, por definição, é um mistério e age misteriosamente. Conhecer o Messias diminuiria a fé na sua eficácia. A "Europa" serve de conforto ao desespero do indígena precisamente porque um nevoeiro de absoluta ignorância a separa dele.

É curioso como 30 anos de democracia conseguiram levar (ou devolver) os portugueses à irresponsabilidade. A sondagem do Eurobarómetro não seria diferente no tempo de Marcelo Caetano e até em certas fases de Salazar. Os resultados revelam um cidadão, proibido ou incapaz de se governar (no caso, de mudar o Governo). Um cidadão sem voto e sem voz, reduzido a acreditar num milagre.

Não que ele não queira reformas. Quer reformas (60 por cento), mas já aprendeu pela experiência que é inútil esperar que elas se façam de dentro e cá dentro, pelos meios normais que a lei estabeleceu e com a "classe dirigente" que se apropriou do Estado. A salvação virá de uma força superior e, principalmente, estranha à mísera realidade portuguesa. Ou virá assim; ou não virá.»

(Vasco Pulido Valente )
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MensagemAssunto: Re: A VOZ DO POVO...   Qua Set 22, 2010 12:13 pm

NOS CORNOS DA CRISE

22.09.2010

Embora compreensivelmente o papel do Governo seja garantir ter a situação orçamental sob controlo e que respeitará o limite do endividamento da República aprovado para este ano, esse papel está esgotado porque não é credível.
Até Alegre desvia as atenções clamando contra aqueles que supostamente clamam pela intervenção urgente do FMI, não percebendo que não é preciso clamar. Basta atentar na realidade para vê-la como "incontornável".
A Alemanha, por exemplo, não parece confiar na palavra do Governo português. Garante que o caminho que Portugal segue conduzi-lo-á à triste metamorfose numa nova e ainda mais triste Grécia.
Não é só o Governo da Alemanha a imiscuir-se com severidade sobre a pelintra e periférica republiqueta ocidental. Também o banco JP Morgan garante que a nossa consolidação orçamental está a ser muito «mais preocupante» que a grega. Não são somente os alemães nem somente o banco JP Morgan a desconfiar profundamente da credibilidade do Governo português. Por estranho que pareça, apesar de infindáveis notas de tranquilização governamentais, também a agência de notação Fitch garante que o facto de Portugal falhar a meta de um défice situado nos 7,3% para 2010 é coisa «insustentável» pelas consequências adicionais sobre os já insustentáveis custos de financiamento da "República".
O Governo português está nos cornos da Crise. Mas não lhe pega onde dói e urge: o lado clientelar e político por onde o dinheiro público se escoa.
O aluado providencial PM, essa donzela primadonna da política de pelica, manda, aliás, os seus serventuários súbditos tranquilizarem a ralé porreira, os porreiros mercados, o povo-pá porreiro. E continua a falar de computadores naquele gesticular-pívia pomposa, feirante.

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MensagemAssunto: Re: A VOZ DO POVO...   Qui Set 30, 2010 1:02 pm

CHEGOU O MOMENTO DE FUGIR

«Disse Sócrates ontem: "Chegou o momento de agir" e também isto, "pensámos muito" antes de avançar com estas medidas".
Não pára de mentir, o homem. Senão vejamos: Ainda há menos de uma semana o ministro Mendonça fazia finca pé no avanço dos tgv´s e quejandos, (...). Mas, pasme-se, nestes escassos dias, Sócrates nem meteu os pés no país, e, entre a convicção do ministro Mendonça e o despacho de Teixeira dos Santos que mata a convicção de Mendonça, quando é que Sócrates teve tempo para cagar, quanto mais pensar? Não teve. E essa é a prova provadinha que isto anda totalmente destrambelhado pelos lados do governo. E se, ao contrário do que diz Campos e Cunha, os tais, essa entidade tão maligna quanto holográfica, mercados internacionais se puserem a pensar mais de dois minutos sobre Portugal, vai ser uma barraca, porque, deste quadro sobressai a evidência de que não há estratégia, apenas reacção. E a reacção impede uma visão de futuro alargada, consolidada, coerente (...)

Bom, perante isto, se não começarem a saltar vidros das montras e os carros calcinados não começarem a fazer parte do cenário citadino em Portugal, estes portugueses não merecem a História que transportam nos seus corpos marrecos.»

Publicada por joshua
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MensagemAssunto: Re: A VOZ DO POVO...   Sex Out 01, 2010 1:02 pm

Coices e Desinteresse

30.09.2010

Desde há algum tempo que assistimos à agressividade verbal de ignomínias em defesa ou conquista dos tachos pelos partidos. Não passam disso, para além de demonstrarem o desinteresse deles pelo país, pelos resultados obtidos.

A pouco e pouco o Pedro Coelho vai tirando a máscara de santinho carunchoso com que pretende enganar os incautos na óbvia intenção de lhes sacar votos, interesse único dos políticos de todas as cores, pelo que quem o julgava isento desse sofisma de certo já perdeu a ilusão ou é tolo. Aguardemos e veremos ainda a concretização dos restantes prognósticos sobre ele e o seu partido como anteriormente aqui expostos.

Ora se a máfia mais importante do partido degenerado anuncia há alguns anos a mudança de direcção do partido e que ele próprio afirmou várias vezes antes de ser padrinho daquela família, como acreditar ou mesmo até compreender que desde esse dia tenha mudado de intenção, como passou a afirmar. Só um falsário e impostor pode assim proceder. O seu propósito mais caro é o de alargar o fosso entre ricos e pobres, fazer cada um pagar pela saúde e descontar para a sua reforma.

Se assim não fosse, se fosse verdade que queria implantar um sistema de saúde solidário e universal completamente privado, de certo falaria nele e o explicaria abertamente, porque existe na Europa, como na Suíça, para o qual o estado não versa um centavo, salvo para os casos sociais, que nesse país se sabe serem poucos. Esse exemplo demonstra como um estado pode seguir uma política 100% capitalista, embora social e democrata. De certo que não é a um tal sistema a que o alarve se refere, pois que é um exemplo a copiar, mas demasiado democrático para o seu gosto e que diminui o fosso nacional entre ricos e pobres, o maior da Europa, causado principalmente pelos vencimentos da corja corrupta de políticos.

Após ouvirmos o Sócrates anunciar as suas medidas coxas contra a crise, algumas perguntas e observações têm lugar. Paralelamente, a seguir a cada tópico e em itálico, segue-se a análise do discurso do palrador do PSD após o anúncio destas medidas pelo Sócrates, em que algo simplesmente ressalta à vista. Não tinha a que se agarrar nem reclamações lógicas a apresentar, pelo que foi um discurso vazio, à toa, oco. Como reclamar eficientemente quando a maioria das medidas eram do seu agrado?

Um erro crasso foi o abandono dos investimentos do estado, pois que sem eles, no estado actual duma indústria quase inexistente, não haverá progresso financeiro e ajudará ao aumento do desemprego. Vê-se como as demonstrações de trabalhadores europeus insistem a este propósito por conhecerem que isto os empobrecerá. Também eles reclamam do dinheiro entregue aos bancos, enquanto em Portugal não só se faz isso como ainda os seus impostos não sofreram senão um aumento ridículo.

O palrador do PSD, em lugar de contestar o abandono dos investimentos públicos, que serviriam para algum lucro e evitar um maior desemprego, ainda queria que o estado abandonasse todos aqueles em que apenas participasse.

Ridícula, de 5%, foi também a baixa anunciada nos vencimentos dos que trabalham para o estado a todos os níveis. Esperava-se que se baixassem esses ganhos dos que mais recebem, alguns escandalosamente. Que os mais bem pagos sofressem um justa baixa na ordem dos 30%. São os que mais ganham que mais devem contribuir e não aqueles que menos têm.

O palrador do PSD aprovou sem mencionar que era ridiculamente pouco. Disse que havia mais onde cortar, mas ainda não foi desta que concretizou nem propôs. Melhor calado que repetir tal revelação de contrariedade por sofisma.

Seria também de esperar que os vencimentos dos políticos e cargos governamentais tivessem sido ajustados ao nível europeu proporcional. Se fizermos as contas como deve ser, os nacionais estão ao dobro dos países ricos europeus. De lembrar que as contas não se fazem como os burlões nos dizem: jamais se comparam directamente, mas a parte que representam relativamente ao custo de vida e à média nacional, isto em e para qualquer país ou caso.

Falar num ajuste dos vencimentos dos governantes, isso então nem pensar, pois que o partido espera vir a lucrar com esse tipo de roubo aos cidadãos.

Não foram tomadas medidas para democratizar o sistema de cálculo de pensões, como era a ocasião de o fazer, de modo a que tenha alguma semelhança com os dos países democráticos, em que existe um máximo e um mínimo. As pessoas podem receber mais, mas para isso contratam seguros e planos de reforma como também existem em Portugal. Não há justificação para que o recebam à conta da restante população.

O palrador do PSD falou muito, mais que os dos outros partidos (porquê?!), mas não neste problema por se tratar de assunto democrático, portanto sem sentido para um partido que hoje repudia a democracia.

O aumento dos IVA é injusto, mal aplicado por ser igual para todos, afectando sem distinção os mais ricos e os mais pobres.

O palrador do PSD desaprovou, como era de esperar, mas não fez qualquer referência ao aspecto democrático, evidentemente. Reprovou, mas não disse onde queriam que o estado fosse buscar o dinheiro. O Coelho tem berrado que nem um bode contra as despesas do estado, geralmente com plena razão, mas jamais apresentou um plano ou proposta à parte a tal redução ridícula dos vencimentos gerais de 5%, de que o governo se serviu por falta de melhor. Sem interesse político corrupto não se compreenderia também que os adeptos economistas portugueses que ouvimos contrariassem as opiniões de todos os seus colegas internacionais, sem excepção, os quais não se têm calado no sentido de se aumentarem os impostos. Como justificar a opinião destes economistas do PSD? Se o país não se encontrasse no lamentável estado económico em que está ainda se lhes poderia conceder algum crédito, mas sendo como é não têm o mínimo, pois que eles mesmos contribuíram eficazmente para o mal actual.

Alguém reprovou €10 milhões que o governo já começou a estoirar com as comemorações dos cem anos dos assassinos da carbonária?

A não esquecer que os recentes aumentos dos juros que todos pagam em Portugal se devem à ganância do Coelho e acólitos pela conquista dos tachos, que com a sua vociferação contra um aumento de impostos fizeram aumentar o descrédito financeiro internacional no país e assolaram os especuladores contra ele. Tão claro que nem necessita de detalhes justificativos. O Coelho sacrificou, assim, todos os portugueses à ávida mesquinhez do seu partido. Ninguém lerá a imprensa estrangeira, já que a nossa, em aberto conluio, só nos desinforma? Os corruptos sabem que os pacóvios os ouvem, babados, em lugar de se interessarem pela realidade.

Há ainda mais sobre o aumento dos impostos. O estado a que se chegou não foi por acaso nem se podia ter originado em meia dúzia de anos. Ninguém pediu contas ao Cavaco pela destruição da indústria, das pescas ou da agricultura, nem pelo roubo, desperdício e mau uso dos fundos europeus de coesão, precisamente destinados a evitar a crise actual. Em lugar disso, os papalvos demonstraram-lhe reconhecimento, elegendo-o. Por demais, todos os governos que se lhe seguiram apenas contribuíram, sem excepção, para agravar a situação em lugar de tentar salvar o país do buraco em que o Cavaco o meteu. Como sempre, ninguém prestou contas dos seus actos ao povo desmiolado que não é soberano nem mostra querer sê-lo. Se o povo renuncia a ser o soberano e se submete aos desígnios da corrupção e da ganância políticas, então que acarrete com as consequências, que pague o preço sem reclamar. Sejamos realistas: ou democracia ou aceitação das consequências, não só políticas, mas também económicas e sociais.

Visto as circunstâncias se manterem imperturbavelmente, como poderá a conclusão sobre este assunto variar? Ou se aceita o estado actual como consequência dum sistema que não é democrático ou se actua para provocar a mudança que se almeje e se creia necessária.

Como acreditar que algo mudará um dia, quando a população se esforça para a sua manutenção? Para que tudo se preserve eternamente basta continuar como até agora e ir votando nos mesmos, levando ora um partido ora outro ao governo para que se encham à vez. Não é isso o que eles pretendem? Não é por isso que se atacam mutuamente? Quando menos democracia, mais ouvimos os políticos. Quanto mais democrático o país, menos valor se lhes reconhece e menos importância tem quem estiver no governo, pois que o povo é o soberano que o controla. Num país democrático não existe tal expressão ridícula como «órgãos de soberania» visto que o único soberano é o povo. É um caso bem expressivo da «democracia» portuguesa. A imaturidade política ainda não permitiu que se compreendesse que, como em todo o mundo, sem controlo dos políticos pelo povo não pode haver democracia.

A igualdade democrática não pode ter lugar neste habitat. O fosso entre ricos e pobres e as enormes diferenças sociais continuarão os maiores da Europa e do mundo civilizado e democrático; a justiça podre perdurará e não se matará a galinha dos ovos de ouro da corrupção política, mas haverá paz social. Pelo que se observa só pode ser isto o que o povo português pretende. É também a opinião dos observadores internacionais sobre o país. Por isso que a aura que Portugal tem criado é absolutamente justificável. O presidente Roosevelt, dos EUA, disse uma vez «Se tiver que escolher entre a rectidão e a paz, escolho a rectidão.» Frase incompreensível para a mentalidade geral nacional de carneiros, corrupta e podre e com princípios e valores rascas concretizados na geração a que se deu esse nome no tempo da presidência do Mário Soares, os pais da miséria humana que hoje pulula pelas escolas nacionais, agridem os professores e não lhes permitem ensinar os seus desgraçados rebentos. Que esperar?

(Democracia em Portugal)
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MensagemAssunto: Re: A VOZ DO POVO...   Qui Out 07, 2010 6:56 pm

«Santa Paciência»

05.10.2010

Com alguns portugueses - poucos - saberão, quando o capitão Henrique Galvão e os seus 26 homens, lusos e espanhóis, assaltaram o paquete «Santa Maria», numa audaciosa acção contra os regimes de Salazar e Franco, mudaram o nome do navio para «Santa Liberdade.»

Era ainda uma criança quando Galvão foi jantar a minha casa. Ele tinha relações com o meu pai por causa de edição dos seus livros sobre a Àfrica Portuguesa e a caça. Explorador, caçador, escritor e dramaturgo, Galvão deixou-me uma impressão indelével. Era,realmente, uma pessoa excecional. Teve mesmo a gentileza de me oferecer um ovo de avestruz que conservei como relíquia durante muitos anos e se perdeu nas voltas da minha vida.

A impressão que me deixou foi tão forte que logo na altura decidi o que queria ser quando fosse grande: explorador em África, pois então. E,l ogo que soube ler, li de ponta a ponta as suas (volumosas) obras: «Ronda de África»,«Outras terras, outras gentes», «Da vida e da morte dos bichos», «A Caça no Império Português» e «Antropófagos». Estas últimas ainda as conservo.

O tempo correu e eu acabei por ir para África, não como caçador, mas como militar, o que não tinha estado nos meus planos de miúdo. E não cacei bichos, cacei guerrilheiros do PAIGC. Com pouco êxito, diga-se, porque eu vim-me embora e eles ficaram. Mas essa é outra história.

Galvão voltou-se contra o regime depois de a sua denúncia da corrupção administrativa, êxodo e sevícias sobre a população negra ter sido ignorada pelo Estado Novo e ele ser considerado uma pessoa não grata ao regime. Quando conspirava para derrubar a ditadura, foi preso, condenado com falsas provas e penou 7 anos nos cárceres de Salazar. Evadiu-se do Hospital de Santa Maria e pediu asilo na embaixada da Argentina.

O episódio do «Santa Maria» está agora no cinema, mas li que era coisa fraca.

A figura de Galvão vem-me à memória hoje, comemoração do centenário da República, porque ele, se vivesse, estaria hoje tão indignado com este regime como com o do Estado Novo. Porque, havendo liberdade para votar, é certo, somos governados por incompetentes e a corrupção campeia em todos os níveis do poder.

O capitão Galvão teria outra vez motivos para tomar de assalto um paquete português (se ainda existisse algum). E poderia batizá-lo de «Santa Paciência», que é o que resta a este pobre povo.

(Rumoincerto - Mário Alexandre Gomes)
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MensagemAssunto: Re: A VOZ DO POVO...   Seg Out 11, 2010 2:42 pm

ANÚNCIO DO APOCALIPSE

11.10.2010

«Tal como muitos também eu testemunhei (através de contactos profissionais) ao longo dos últimos quinze anos o crescimento inusitado de uma camada da população que ia ostentando considerável riqueza. Como se sabe agora (e os mais cépticos já suspeitávamos) houve um verdadeiro assalto aos contribuintes (actuais e futuros) e fez-se uma infâme tranferência de recursos beneficiando boys do PS, cavaquistas do PSD, banqueiros, advogados dos grandes escritórios e empresários do regime. E hoje, com receio que não estejamos dispostos a pagar a conta, aparecem todos a anunciar o apocalipse. Por mim, acabou-se a mama.»

Publicada por joshua
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MensagemAssunto: Re: A VOZ DO POVO...   Qua Out 13, 2010 7:17 pm

A BESTA QUE RI

13.10.210

Há momentos, vi a Besta a sorrir muito e a falar de auto-estima a propósito da eleição de Portugal para o Conselho de Segurança da ONU.
Era uma reportagem televisiva logo a seguir regada com mais um momento lustroso, despesista e mordomista ANACOM, onde tudo é escandalosamente exemplar do caminho desbragado anti-cidadão, anti-contribuinte, seguido até aqui.
Já não há homens. Já não há balas. Apanham as mulheres. Apanham os velhos. Sofrem as crianças.
E os que fingem governar, enquanto não passam de garantes de ganho dos seus e para os seus, vêm ainda, no seu execrável despudor, rasgar sorrisos torpes diante das TVs, rir escarninhamente na nossa cara, na nossa fome, na nossa desesperança e precariedade, troçando derradeiramente da má sorte geral apascentada por eles mesmos, nada mais que abomináveis bestas rapaces, súbditos da Grande Besta que espezinha Portugal com o seu esgar impunitário.

Publicada por joshua
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MensagemAssunto: Re: A VOZ DO POVO...   Ter Out 19, 2010 12:15 pm

PARA ONDE VAIS PORTUGAL?...

De pé ó vítimas da fome
De pé famélicos da terra
Da idéia a chama já consome
A crosta bruta que a soterra
Cortai o mal bem pelo fundo
De pé, de pé, não mais senhores
Se nada somos em tal mundo
Sejamos tudo ó produtores.

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional

Senhores patrões chefes supremos
Nada esperamos de nenhum
Sejamos nós que conquistemos
A terra mãe livre comum
Para não ter protestos vãos
Para sair deste antro estreito
Façamos com nossas mãos
Tudo o que a nós nos diz respeito.

O crime do rico a lei o cobre
O Estado esmaga o oprimido
Não há direito para o pobre
Ao rico tudo é permitido.
À opressão não mais sujeitos
Somos iguais todos os seres
Não mais deveres sem direitos
Não mais direitos sem deveres

Abomináveis na grandeza
Os reis da mina e da fornalha
Edificaram a riqueza
Sobre o suor de quem trabalha.
Todo o produto de quem sua
A corja rica o recolheu
Querendo que ele o restitua
O povo quer só o que é seu.

Nós fomos de fumo embriagados
Paz entre nós guerra aos senhores
Façamos greve de soldados
Somos irmãos trabalhadores.
Se a raça vil cheia de galas
Nos quer à força canibais
Logo verá que nossas balas
São para os nossos generais

Pois somos do povo os ativos
Trabalhador forte e fecundo
Pertence a terra aos produtivos
Ó parasita deixa o mundo.
Ó parasita que te nutres
Do nosso sangue a gotejar
Se nos faltarem os abutres
Não deixa o sol de fulgurar

(A Internacional Socialista)
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MensagemAssunto: Re: A VOZ DO POVO...   Qui Out 21, 2010 9:08 pm

Contra a cambada .... marchar!

20.10.2010

Passeando pela blogosfera gostei de ver um blogue açoriano.

Este: http://www.terracosanostra.blogspot.com/

E adorei alguns posts, como o relativo ao "furto" dos gravadores, alegadamente levado a cabo pelo ex-homem forte de Sócrates, o agora desaparecido - em combate? - Ricardo Rodrigues.

Excelente blogue.

A visitar, porque em cada canto português deve haver vozes incomodas para acabar com este estado “merdifero” a que chegou Portugal.

E este blogue e muito bom.

Um abraço para o "bufo da vila", outro blogue açoriano que parece estar a causar incómodos la para a Ilha de S. Miguel e nomeadamente para Vila Franca do Campo, alias grande terra - as saudades que eu tenho de uma morcela com ananás no Jaime! - onde existe um "clube dos pretos" .

E uma determinada personagem a dar para o larilas...

Adivinhem quem e!

Quem acertar na identidade do "larilas" e corrupto terá direito a ... uma viagem a pé ate Ponta Garça...!

Publicada por josé maria martins
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MensagemAssunto: Re: A VOZ DO POVO...   Sab Out 23, 2010 1:03 pm

Discurso de confiança

22.10.2010

Se o nosso amado líder nos disser “Em Novembro fará sol todos os dias, viveremos um Verão de S. Martinho prolongado”, isto é um discurso de confiança. Nós sabemos que ele está a mentir, nós acreditamos que ele não sabe do que está a falar, sabemos que ele não pode saber se vai ou não fazer sol, e por isso vamos ignorá-lo. Ou antes, vamos a correr comprar guarda-chuvas. É um discurso de confiança porque confiamos todos que ele é louco.

(Blasfémias)
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MensagemAssunto: Re: A VOZ DO POVO...   Hoje à(s) 6:55 am

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