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 DIAS LOUREIRO - O CALIMERO

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MensagemAssunto: DIAS LOUREIRO - O CALIMERO   Ter Jul 21, 2009 6:32 pm

Manuel Dias Loureiro, o ex-conselheiro de Estado que há duas semanas foi constituído arguido por burla agravada, falsificação de documentos, fraude fiscal e branqueamento de capitais, está à beira de ser indiciado por mais um crime: o de corrupção.

A semana passada, com as férias judiciais na agenda, foi agitada. Oliveira Costa, para quem o MP pediu o fim da prisão preventiva - decisão que se encontra agora nas mãos do juiz Carlos Alexandre - tornou-se mais colaborante com a justiça desde a sua última audição na Comissão Parlamentar. Graças a esta colaboração súbita com as autoridades, as buscas domiciliárias a Arlindo Carvalho, aos sócios deste e à sede das respectivas sociedades tiveram êxito.

Também o procurador-geral da República, Pinto Monteiro - que pediu aos investigadores para acelerarem o processo que envolve Manuel Dias Loureiro enquanto administrador executivo do BPN e dois negócios que se revelaram um dos grandes rombos para a SNL/BPN - pode ir de férias com o sentimento de missão cumprida.

Estes novos indícios contra Dias Loureiro estão relacionados com o inquérito que investiga a compra e venda da tecnológica porto-riquenha Biometrics – e que também foi autonomizado mas se encontra nas mãos da equipa original da Operação Furacão constituída por Rosário Teixeira e elementos da Inspecção Tributária.

Aqui, o negócio da Biometrics saldou-se num prejuízo no valor de quase 40 milhões de dólares. Esta operação financeira remonta a 2001, quando, segundo fonte próxima da investigação, Dias Loureiro, à época administrador executivo do BPN, sugere a Oliveira e Costa a compra ao empresário libanês Abdul El-Assir de 27% das acções que este detinha na Biometrics, uma sociedade de máquinas alternativas às usadas pela rede multibanco.

A empresa, com sede em Porto Rico, encontrava-se tecnicamente falida e, apesar de pareceres técnicos dentro do próprio grupo, Oliveira e Costa acaba por fazer a aquisição a El-Assir por 31 milhões e 250 mil dólares. Dois meses depois, era anunciada a falência da empresa mas o BPN continuaria a investir. Para a equipa da Operação Furacão, o rombo financeiro que esta operação financeira provocou, ao contrário do que diz o ex-presidente do grupo, terá sido feito com o seu conhecimento.

Em risco estava, entretanto, a venda da marroquina Redal (concessão de distribuição de água, electricidade e de saneamento básico), uma parceria entre a Plêiade do grupo SNL, a EDP, o grupo espanhol Dragados e um sócio marroquino, à Vivaldi, um império dentro das companhias de água em França. A concessão fora feita, na década de noventa, pelo governo marroquino e, segundo uma fonte ligada ao processo, terá sido Dias Loureiro, à época ministro da Administração Interna, quem moveu influências junto de pessoas ligadas a Hassan II, para a adjudicação ser entregue a um consórcio com forte representação portuguesa.

Nessa altura, a Plêiade - grupo dedicado a infra-estruturas e energia que apostava no Norte de África, estava ainda nas mãos de José Roquette. Segundo alguns dos testemunhos recolhidos durante a investigação, fora prometido a Dias Loureiro um lugar na empresa quando saísse do Governo, o que, em 1995, veio a acontecer. Mas com a morte, em finais de 1999, de Hassan II, a concessão atribuída aos portugueses provoca manifestações e críticas nos jornais daquele país.

Através de Dias Loureiro, que afirma que antes do negócio se efectivar obtivera uma quota de 15 por cento na Plêiade, José Roquette consegue, em 2000, vender a empresa por 55 milhões de euros à SNL/BPN. Loureiro terá assim recebido 8,2 milhões - que justificam todo o património que tem em Portugal. Meses depois, Dias Loureiro foi nomeado administrador executivo do BPN. Documentação apreendida nas buscas agora realizadas confirmam, entretanto, que o ex-conselheiro de Estado nunca foi accionista da Plêiade, ao contrário do que sempre afirmou.

Mas os elementos para estabelecer o circuito do dinheiro que provavam as comissões que Dias Loureiro, enquanto administrador do BPN, recebeu, só na sexta-feira passada se terão consolidado, com a documentação apreendida durantes as buscas realizadas a Dias Loureiro e José Roquette.

(Sol)
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MensagemAssunto: Re: DIAS LOUREIRO - O CALIMERO   Ter Jul 21, 2009 6:40 pm

Dias Loureiro tornou-se um arrependido? O botar a boca no trombone mostrando tudo o que a trupe de ex-ministros de Cavaco Silva parecem ser não deveria levar a Presidência ad República a colocar-se em guarda demarcando-se das revelações? É que de revelação em revelação Dias Loureiro um dia destes chegará á revelação final comprometendo tudo e todos para salvar a pele! E pensar que esta gente teve poder e esteve em ministério sensíveis que trata da segurança interna e das investigações contra o Estado! Quem o convidou vai continuar parco nas palavras sem admitir que errou ao nomear tal sujeito? Na América isto seria impossível, bastando pensar que Bill Clintou caiu porque uma faminta barata esteve de joelhos na Sala Oval!

(Sol - njpereira)
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MensagemAssunto: Re: DIAS LOUREIRO - O CALIMERO   Ter Jul 21, 2009 6:41 pm

Há uns meses atrás ficamos todos perplexos ao vermos Dias Loureiro referir-se ao 1º ministro José Sócrates como o "Menino de Ouro". E a perplexidade foi, para muitos, não o epíteto em si, mas o facto de vir de quem vinha: um alto dirigente do PSD, ex-ministro de Cavaco e que nunca antes tinha elogiado qualquer dirigente do PS.

Agora já todos perceberam o que estava em causa!!!!

Dias Loureiro já tinha "lamirés" sobre a "Operação Furacão" e como sabia que por parte do PSD ninguém lhe atiraria uma pedra, ou melhor, não seria "corrido à pedrada" como agora se usa dizer lá para os lados de Viseu, tentou lançar também a isca ao PS e ao seu Secretário Geral.

Parece que não sortiu efeito!

(Sol - Justus)
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MensagemAssunto: Re: DIAS LOUREIRO - O CALIMERO   Sex Ago 28, 2009 12:29 pm

Documentos descobertos em porta oculta na casa de Dias Loureiro

Numa busca à casa de Dias Loureiro os investigadores do caso BPN foram surpreendidos com a descoberta de uma porta com acesso apenas através de uma casa-de-banho, atrás da qual estavam guardados documentos relevantes para o processo, avança a edição do SOL desta sexta-feira.

O ex-conselheiro de Estado diz ao SOL que se tratava apenas de uma ‘parte esconsa do escritório’ e desvaloriza a importância da documentação apreendida.

Os documentos sobre os negócios do BPN em Porto Rico e Marrocos, que serão relevantes para comprovar os crimes pelos quais Dias Loureiro foi constituído arguido pelo Ministério Público, foram encontrados numa pequena divisão ‘escondida’ da sua residência, com acesso apenas através de uma casa-de-banho.

Entre a documentação – cuja descoberta sucedeu por acaso e constituiu uma surpresa para os investigadores e magistrados –, estavam três dossiês sobre aqueles dois negócios e ainda um livro de Dias Loureiro, com uma resenha da sua actividade empresarial, que o próprio afirmara antes não saber onde estava.

(Sol)
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MensagemAssunto: Re: DIAS LOUREIRO - O CALIMERO   Sex Ago 28, 2009 12:32 pm

Há pessoas que pensam que o povo tem a memória curta. De facto não tem, apesar dos sociólogos? que por aí abundam não aprofundarem as questões graves de lesa património público que têm sucedido e apesar da comunicação social não fazer o seu trabalho de casa e não escalpelizar, muito menos ir ao fundo da ascensão de muitos homens e mulheres, tudo em nome da coisa pública.

Por acaso já se investigou o aparecimento do Bloco Central em 1983 e as figuras públicas que estiveram na sua origem?

Tem-se falado pela "rama" do aparecimento e ascensão do cidadão Cavaco Silva na política. Por acaso já foram investigadas as figuras que manipularam a sua ascensão a nível concelhio, distrital e central no PSD?

Dias Loureiro, de má memória, nunca me surpreendeu desde que chegou ao PSD de Coimbra, pelas mãos do actual autarca de Coimbra?

Eleições para a concelhia. Duas listas concorrentes. Empataram. Na segunda volta até os mortos votaram na sua lista e daqueles que ocuparam daí para a frente a Secção de Coimbra.

E o jogo de alianças entre diversas personalidades entre militantes do PSD e do PS em princípios fundamentais para a Sociedade Portuguesa.

Por acaso os investigadores, que deverão ser pessoas habilitadas, para além do desporto praticado com os agentes da Justiça entre si, já consultaram o dossier fiscal de tal personalidade, da sua família e ex-família e já questionaram sobre a acumulação da sua riqueza patrimonial?

Ora se a Administração Pública fosse transparente e equidistante no zelo, para todos os cidadãos, não tenho dúvida que em Portugal passaria uma outra atitude perante a denúncia dos fugitivos aos impostos e sobre o enriquecimento ilícito. Denúncia essa que o 1º Governo de Cavaco, por proposta de Oliveira e Costa, face aos casos das cerâmicas do distrito de Aveiro, Aliança e muitos outros, mandou alterar. Convinha-lhe pelas razões que os investigadores conhecem.

(Sol - verdadeincomoda, em 2009-08-28 10:13:48)
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MensagemAssunto: Re: DIAS LOUREIRO - O CALIMERO   Sex Ago 28, 2009 12:37 pm

Dias Loureiro está a preparar a sua candidatura a Primeiro-Ministro. As pessoas gostam de votar em indivíduos de carácter duvidoso, que desviam dinheiro, aceitam dinheiro por debaixo da mesa, fogem à justiça, mentem, roubam...

Vejam-se os casos de Sócrates, Fatinha Felgueiras, Isaltino, Mesquita, Curto, Pedroso... Força, Loureiro! Estás no bom caminho para ganhares eleições... O povo gosta! Aprende com o Sócrates... Agora arranja um magistrado amigo que abafe o caso e candidata-te nem que seja como independente...

(Sol - antipide, em 2009-08-28 08:38:49)
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MensagemAssunto: Re: DIAS LOUREIRO - O CALIMERO   Sex Jul 09, 2010 4:48 pm

O primeiro milhão de Dias Loureiro

Entrou na política a ganhar quarenta contos e só lucrou quando saiu. Ficou rico com a valorização do grupo de José Roquette e declarou rendimentos superiores a Belmiro de Azevedo. Gosta de poker e diverte-se a ganhar dinheiro. Será pecado?

A revelação pode ser insuficiente para mandar pintar novamente o tecto da Capela Sistina, mas este exorcismo em curso no Banco Português de Negócios (BPN) ameaça tornar-se na revisitação do "apocalipse cavaquista". Se isto for verdade, estará Dias Loureiro condenado a tocar contra a sua vontade a primeira trombeta por causa do dinheiro que tem e dos negócios em que se envolveu depois de sair da política?

A vitória eleitoral de António Guterres em 1995 e a consequente queda dos anjos do cavaquismo deixou Dias Loureiro nesta situação descrita pelo próprio: "Quando saí da política não tinha dinheiro nenhum". Seis anos mais tarde declarou em sede do IRS renumerações mais elevadas do que Belmiro de Azevedo, ou seja, quase 200 mil contos gerados pelos negócios e pela sua actividade como advogado. É preciso também dizer que o empresário nortenho costuma ser um líder habitual das tabelas "homem mais rico de Portugal". É também esta imagem de "ascensão maldita" colada a Dias Loureiro que gera invejas impiedosas e desperta curiosidades nem sempre anti-sépticas. É mais ou menos um pouco de tudo isto que está a atravessar o caso BPN.

A comissão parlamentar de inquérito manuseada pelo PS prepara-se para mover uma guerra predatória aos negócios do BPN e a investigação do Ministério Público encaminha-se para avaliar as consequências criminais de toda a gente envolvida.

Dadas as ligações de ex-governantes do PSD a este banco, estará em causa a "superiodidade moral" do cavaquismo?

Parece que sim. O envolvimento de ex-governantes do PSD como se fossem portadores do "vírus cavaquista" irritou Cavaco Silva. Irritou ao ponto de ter quebrado a sua monástica discrição para divulgar um comunicado domingueiro com pormenores sobre o seu pé de meia doméstico.

Marco António Costa, vice-presidente da autarquia de Vila Nova de Gaia e dirigente distrital do PSD, já alertou que "estão a tentar enterrar a memória do cavaquismo usando processos completamente laterais à vida política" e citou tentativas de "manchar" Cavaco Silva e "lançar um anátema" sobre os tempos da sua governação. Dias Loureiro confessou ao "Diário de Notícias" o preço que está a pagar por essa filiação política": "É muito difícil passar por isto, mas que vou fazer? Continuo a minha vida. E durmo sem comprimidos. Houve coisas piores".

Quando saiu do governo, José Roquette convidou-o para integrar a Pleîade. O grupo estava na altura modestamente avaliado em cerca de 1 milhão e 700 mil contos. Dias Loureiro aceitou o repto. Ficou com uma "stock option" até 15 % da "holding" do grupo e mais 7 % na repartição dos lucros. As acções foram baratas e estavam muito longe da valorização conseguida nos anos seguintes com a liderança de Dias Loureiro. É nesta altura que começa a ganhar dinheiro através das amizades que estabelecera nos tempos de ministro. "Os contactos na política ajudaram, mas não tem nada de mal", reconheceu diante da jactância das primeiras contradições no seu processo de ligação ao BPN.

O dinheiro chega-lhe dos investimentos na Bolsa de Valores e dos bem sucedidos negócios de Marrocos. Marrocos é todo ele um imenso oásis. Desloca-se por várias vezes ao país norte-africano em jactos particulares, onde continua a ser tratado como "monsieur, le ministre", e priva com o influente ministro do Interior marroquino - de quem ficara amigo e que goza de boa influência junto do rei Hassan II. Dias Loureiro consegue garantir uma concessão no fornecimento de água e electricidade a Rabat e prepara-se para o seu primeiro milhão.

A Águas de Portugal recusa a parceria, a EDP aceita e Dias Loureiro envolve a empresa espanhola Dragados. "Os marroquinos confiam em mim e sabem que não é apenas o empresário que está ali, mas um homem com uma certa visão do mundo", explicou na altura. O negócio da Redal - empresa que assume a liderança - exige um forte investimento, mas irá revelar-se muito lucrativo na hora da venda já na órbita do grupo SLN/BPN.

Em 2000, José Roquette confessa a Dias Loureiro estar "cansado" e disponibiliza-se para vender o grupo. O negócio é apresentado a José Oliveira e Costa. O antigo secretário de Estado do PSD propõe-se comprar tudo por 11 milhões de contos. Dias Loureiro recebe 1 milhão e 650 mil contos. Está ganho o primeiro milhão. Investe idêntica quantia em acções da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) e torna-se administrador executivo do grupo detentor do BPN e de várias empresas herdadas da Pleîade.

O lustroso negócio de Marrocos acaba por sair do grupo SLN/BPN por pressão de alguns accionistas preocupados com a instabilidade política provocada pela sucessão de Hassan II. Dias Loureiro usufrui generosamente dos lucros da venda a um grupo francês. "As pessoas vêem que ganhei dinheiro, mas não vêem que trabalhei sempre muito. E fiz negócios bem sucedidos", acrescentou ao "Diário de Notícias".

Só falta dizer que este é o homem que em 1981 ganhava menos de cinquenta contos por mês como Governador Civil de Coimbra e que duas décadas mais tarde declarou rendimentos a rondar os 200 mil contos. Um homem a quem se atribui com facilidade qualidades de inteligência, influência e de gestão de informação. Alguém espera a contrição por estes pecados?

(Jornal de Notícias)
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MensagemAssunto: Re: DIAS LOUREIRO - O CALIMERO   Seg Jul 26, 2010 5:45 pm

BPN: Dias Loureiro mentiu à comissão de inquérito, revela "Expresso"

14.02.2009

O ex-ministro Dias Loureiro disse no passado dia 27 de Janeiro à comissão de inquérito ao caso BPN, não saber da existência da Excellence Assets Fund, que permitiu uma compra ruinosa de duas empresas tecnológicas em Porto Rico, da qual resultou um prejuízo de 38 milhões de dólares. O semanário “Expresso”, garante, porém, na sua edição de hoje, que o Dias Loureiro assinou dois contratos onde esse fundo é parte. Confrontado pelo semanário, o ex-ministro da Administração Interna negou ter mentido quando disse desconhecer o Excellence Assets Fund.

“Ou seja, além de ter participado em todo o negócio”, como semanário já tinha divulgado na semana passada, Dias Loureiro “não disse a verdade ao Parlamento, o que é considerado grave, uma vez que as Comissões de Inquérito funcionam com a mesma dignidade que os inquéritos da Justiça”, avança a edição de hoje do “Expresso”.

Confrontado pelo semanário, o ex-ministro da Administração Interna negou ter mentido quando disse desconhecer o Excellence Assets Fund. "Disse aquilo de que me lembro", disse. "Toda a operação definitiva não fui eu que tratei. Estive envolvido na fase inicial. Quem terá depois tratado da compra foi Jorge Vieira Jordão, o mesmo que já havia dito à comissão", indicou ainda ao jornal.

Dias Loureiro sublinhou ainda, confrontado com as perguntas do "Expresso": "Não me lembro dos contratos, posso ter assinado, se vocês o dizem, mas não tenho memória. Foram dois actos isolados. Não tenho arquivo nenhum. Sei que assinei o memorando de entendimento no início do contrato e mais nada".

Quando questionado acerca do Excellence Assets Fund, na tarde do dia 27 de Janeiro, Dias Loureiro disse taxativamente: "Nunca ouvi falar nesse fundo". "E tem ideia de o BPN ou a Sociedade Lusa de Negócios (SLN) alguma vez terem adquirido este fundo?" - perguntaram ainda os deputados. "Não, não tenho", voltou a responder o ex-administrador da SLN, avança o "Expresso".

O semanário teve, porém, acesso a dois documentos com a assinatura do actual Conselheiro de Estado e nos quais fica provado que foi usado esse fundo para fazer a compra de duas empresas tecnológicas de Porto Rico, a Biometrics e a Nova Tech, que vieram a revelar-se duas "tecnológicas-fantasma" . "No início do negócio foi neste fundo que ficou estacionada a participação do BPN em Porto Rico e o fundo voltou a ser parte no contrato que encerrou o negócio em 2002", escreve o jornal.

"O contrato de promessa de compra de 2626 acções do Excellence (com sede nas Ilhas Caimão) por parte da SLN, foi assinado por Dias Loureiro e Oliveira Costa em 30 de Novembro de 2001. O encerramento foi assinado em 22 de Julho de 2002, deixando um prejuízo de 38 milhões de dólares no grupo BPN", pode ainda ler-se no semanário.

"Não cometi nenhuma ilegalidade. Esse é o meu sentimento profundo. Acreditava em quem me dizia que as coisas eram feitas daquela maneira", disse ainda.

Questionado pelo semanário se, face à documentação, sente alguma necessidade de ir prestar novos esclarecimentos ao Parlamento diz que não. "Não lhes menti em nada. Falei da estrutura do negócio e expliquei tudo. Nunca menti na comissão, disse aquilo de que me lembro".

(PÚBLICO)
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MensagemAssunto: Re: DIAS LOUREIRO - O CALIMERO   Seg Out 04, 2010 7:19 pm

Adivinha...

11.09.2009

Adivinhe:

0- Tem um processo em curso de investigação
1- Negou coisas que o seu chefe disse
2- Esteve muito ligado ao PSD tendo sido ministro
3- Sabe fazer umas cantarolas
4- Também sabe jogar golfe
5- Desde há uns meses nunca mais se ouviu falar

De quem falamos?...

Resposta:

Dias Loureiro a viver actualmente à grande e á fartazana em Cabo Verde.

É o dono do maior Resort Turistico da Ilha do Sal...

(Publicada por Bar do Alcides)
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MensagemAssunto: Re: DIAS LOUREIRO - O CALIMERO   

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