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 A ECONOMIA...

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Anarca



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MensagemAssunto: Re: A ECONOMIA...   Qui Maio 20, 2010 1:38 pm

Economia saloia sinistrofrénica.

Precisei de fazer uns arranjos cá em casa, contactei a única oficina local para dar-me uma estimativa sobre o valor dos trabalhos e, passados cerca de quinze dias, foi-me entregue a estimativa dos custos.
Levei algum tempo a analisar as possibilidades de mandar fazer e quando contactei novamente o executante disse-me que por várias razões o preço seria elevado em cerca de 50% e teria de esperar mais de um mês porque tinha sido obrigado a dispensar dois colaboradores e depois contactava-me.
O contacto aconteceu e fui informado que iria fechar a oficina por não conseguir suportar as despesas e que não poderia atender, de imediato, o meu pedido.
Passado algum tempo contactou-me dizendo que realmente fechou a oficina mas poderia ele ou um seu antigo colaborador me fariam o trabalho em jeito de biscate e o preço seria muito sensivelmente melhor.
Feita a obra paguei cerca de metade do valor da primeira estimativa.
Assim vai a economia nacional. Fecham-se empresas todos os dias, aumenta o desemprego e os subsídios do dito, diminuem os proventos do estado e aumentam as despesas.
Tudo isto acontece porque o governo prefere poucos muitos a muitos poucos e isto é válido para despesas e receitas e o país cada vez mais afundado.
Estamos infestados de ratoneiros, mãos-leves, pandilheiros e pichelingues.

(Sol - CondedeMenteTriste, em 2010-05-20)
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: A ECONOMIA...   Qui Maio 27, 2010 4:35 pm

As pequenas grandes despesas do Estado

Os gastos em flores para a residência oficial de José Sócrates chegam aos 63 mil euros, e as decorações de Natal custam ao erário público quase 13 milhões de euros. Os números avançados pela revista Sábado referem ainda que em concertos de Tony Carreira foram gastos 331.200 euros

Em 2009 e 2010, o Banco de Portugal gastou mais de 200 mil euros em novos automóveis BMW.

Em estudos, o Estado gastou quase 93 milhões de euros entre 2001 e 2008.

A revista Sábado revela hoje várias despesas do Estado, entre as quais se encontram 63 mil euros em flores para a residência oficial de José Sócrates, só este ano.

Por outro lado, as celebrações do Natal – nomeadamente iluminações, cabazes e outras despesas – em 2008 e 2009 custaram quase 13 milhões de euros.

Em brindes promocionais, como pins, panamás e guarda-chuvas, o Estado já gastou desde 2008 mais um milhão e 200 mil euros.

Em arte foram gastos 1.622.513 euros, 2.591.419 euros em fogo-de-artifício e 1.983.559 euros em tendas.

Desde 2008 que as inaugurações exigiram 677.680 euros ao erário público e só em cocktails foram dispendidos mais de 57 mil euros.

(SOL)
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: A ECONOMIA...   Qua Jun 02, 2010 7:24 pm

Grécia vende correios, águas e caminhos-de-ferro

Atenas vai acelerar privatizações para encaixar três mil milhões de euros.

A notícia foi avançada hoje pelo Ministro das Finanças grego, George Papaconstantinou, que disse que "decidimos acelerar o processo de privatizações" para conseguir reduzir o défice do país.

O governo helénico anunciou que vai vender 49% da companhia de caminhos-de-ferro estatal, 23% da companhia das águas Thessaloniki Water & Sewage, a segunda maior do país, e 39% do serviço nacional de correios.

O executivo grego disse ainda que tenciona reduzir a sua participação na Athens Water Supply, uma outra companhia de águas.

A Grécia vai receber 110 mil milhões de euros de um pacote de resgate concedido pela União Europeia e pelo FMI. No mês passado o país já recebeu a primeira tranche de 14,5 mil milhões de euros.

(Diário Económico)
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: A ECONOMIA...   Qua Jun 02, 2010 7:27 pm

Ora aí está: quem será que vai comprar? Um consórcio americano/alemão? A especulação económica no seu melhor...
Continuem a acreditar no capitalismo selvagem! É tão giro!

(Diário Económico - Alfredo Brito, Lisboa | 02/06/10)
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MensagemAssunto: Re: A ECONOMIA...   Sab Jun 05, 2010 11:13 am

OS CHINESES MANDAM EM PORTUGAL E NA EUROPA :

A todos os PORTUGUESES que pagam impostos.

Estamos a ser enganados e roubados todos os dias.

O monopólio dos comerciantes chineses, eles é que mandam no nosso país e Europa.

As empresas têxteis nomeadamente as fabricantes e as de comercio a retalho estão a passar por graves dificuldades em comercializar os seus produtos nacionais, muitas estão a fechar as portas, tudo por causa dos importadores e comerciantes chineses, não sei como as autoridades competentes não fazem nada.

Antes de começar a falar daquilo que se passa por detrás das costas das autoridades ou pensamos que essas autoridades não sabem do que se passa, mas sabem,!! Mas deixam andar porque lhes convêm ou para benefício de favores ou contrapartidas monetárias que esses jogadores chineses fazem, sim jogadores trocam o dinheiro no casino , para poder passar por dinheiro adquirido limpo.

Como é que essas mesmas autoridades justificam os grandes impérios que os chineses vão fazendo no nosso pais, nomeadamente em Mindelo Vila do Conde, se eles poucas facturas passam aos comerciantes e fabricantes que lá vão comprar em massa, e as que passam tem de ser de metade do que a peça custa na realidade !
Durante a semana principalmente no início de colecções vai lá muita gente de negócios abastecer-se até parece uma peregrinação a Fátima.
Como se justifica esses mesmos chineses ir para o casino da Povoa do Varzim jogarem pesado, sim pesado até um simples ignorante vê o elevado valor das apostas desses mesmos, mas elevado não é 1000€, mas sim muitas vezes mil (s), será para lavar o dinheiro ganho sem factura no comercio dos artigos de vestuário e outros? Como justificam os carros que andam? Sim carros de 100.000€ e mais caros?
Os nossos fiscais aparecem lá de vez enquanto, tipo uma vez por ano mas quando aparecem, os chineses comunicam-se entre eles como nunca visto e as autoridades não passam de uma corrente de ar que lá passou naquele dia, as mesmas autoridades vão se embora ao fim do dia e os chineses telefonam logo aos clientes a avisar que já podem levantar a mercadoria comprada durante o dia sem factura nas costas dos fiscais, mas que não a puderam levar para casa por causa da fiscalização dos mesmos.
Eu sei e já vi muita coisa que me dói o coração, á muitas empresas que não podem com eles mas junta-se a eles para poder se safar ou seja, os chineses fazem a venda aos mais poderosos grupos de comércio a retalho sem uma única factura, e essa mesma empresa que compra a primeira coisa que faz a esse produto é trocar as etiquetas tanto as de origem do produto, como a marca que lá bem estampada, tudo isto para dizer indirectamente que não vendem nada chinês até porque também marcam o preço do produto 5 vezes mais, aliás sei de lojas chiques que compram a 10€ e depois de trocar etiquetas vendem a 200€ e mais ainda, o consumidor final é enganado.
Já vi grandes grupos a deixarem caixas de embalagem de sapatos cheias de euros a esses chineses, euros esses que não vão ficar no nosso país, mas sim vai para a china, vendas essas sem uma única factura, depois esses grupos de manipularem as peças também vendem ao balcão sem factura ou seja registam com outras referencias internas para que na venda ao balcão as possa poder passar por outros produtos, como na eventualidade de ser vendido por Multibanco e ai tem de registar o que foi vendido mas nunca registam o que é na realidade, manipulações que fazem as fortunas particulares de alguns grupos de venda a retalho.
Não sei ma esses empresários mal sabem que estão a criar desemprego aos seus irmãos primos e vizinhos e amigos etc.
E a dar prejuízo ao próprio estado.
Mas aqueles que ainda trabalham vão pagando as facturas e as pensões daqueles que perdem o emprego, uma injustiça.
Pois isto é uma roda-viva, o nosso país sabe trabalhar bem os vestuário já fomos os maiores fabricantes de moda design e qualidade em artigos de vestuário mas o estado antes quer dar a mão a esses corruptos chineses.
Eles estão a invadir a Europa e assim as nossas fábricas também vão cair nas vendas de exportações para o mercado externo uma vez que os chineses estão-nos a tirar os clientes e mão-de-obra, grande parte dessas empresas do norte do país já fecharam, era a área que mais emprego dava aos nossos trabalhadores, contavam-se milhares empresas agora temos algumas dezenas, que estão por um fio de fechar.
Não adianta os empresários se esforçarem a pedir reforços na banca para segurar as empresas se não conseguimos vender, sim vender bem o nosso produto pelo valor real, para se trabalhar desafogado das margens esmagadas pelas marcas, que falam sempre na concorrência que temos nos países como a China, Marrocos, Tunísia, Bangladesh esses países que tem a mão de obra barata e escrava, crianças que trabalham 16 horas por dia para comerem uma refeição muitas das vezes umas migalhas, e os seus patrões comem bons bifes e fazem boa vida do melhor que pode haver, aja paciência para tamanha crueldade.
Agora o estado português tem de fazer algo pelas empresas mais pequenas que empregam pessoas que ganham o ordenado mínimo, empresas de famílias que empregam poucos funcionários mas pessoas muito serias e fazem de tudo para cumprir com o estado, pessoas que já venderam bens preciosos para poderem honrar os seus compromissos.
Parece que estamos a dar o ouro de bandeja á máfia chinesa, vamos fazer algo por nós e pelo futuro dos nossos filhos, pelo nosso país, vamos por o nosso povo trabalhador a trabalhar a sorrir como era á uns anos atrás.
Já basta a m**** do euro vir prejudicar as famílias, que desde que entrou a moeda única parece que a vida dobrou o valor, sim o dobro, dinheiro que não rende (analisem).


Os chineses para fugirem aos impostos, fazem as encomendas na china , vão lá pagar em dinheiro, depois a mercadoria bem facturada por uma importancia minima , a mesma é enviada para a Holanda depois italia entra Por Madrid e depois entra em portugal livre sem qualquer fiscalização, como dizem eles tem que entrar pouco artigo pela alfandega portuguesa porque (estado portugues muito caro )

Só ouvi um politico com coragem para dizer não a esses ratos chineses que invadiram a Europa foi o nosso amigo Alberto João Jardim que disse prontamente em publico (não) aos chineses naquele arquipélago Madeirense, (Muito mérito e valor) mas note-se que os comerciantes da madeira vêm cá comprar muita coisa aos chineses .
Não quero com estas criticas dizer que sou racista ou que sou contra essa raça humana, mas sim que não respeitam as regras, que não medem valores que não querem saber se o nosso país se está a afundar, eles só querem saber da vida deles do nariz deles, e o portuguezito que se desenrasque.

Pois no nosso país temos muitos pedintes e mendigos, mas nunca cá vimos um chinês a pedir uma esmola que fosse, o nosso estado em conjunto com o estado deles dá-lhes as condições necessárias para nos roubarem á vista de olhos.

Pois vejo as nossas empresas têxteis a desaparecer e posso dizer que esses chineses afectaram muito.
Já se fizeram muitas manifestações mas nunca deu em nada, isto é a imagem da política do nosso governo.
Já vi vários comentários na comunicação internacional sobre esta raça e conclui que eles não olham a meios para terem algo na vida, muito inteligentes, muitos manipuladores, muito fanáticos, e são capazes de fazer qualquer coisa só para terem algo, não ficamos só pelo têxtil mas sim com tudo, o pior está para chegar quando começarem a comercializar alimentos em força.

Estão-nos a roubar estão a utilizar o nosso país como ferramenta para enriquecer, e a criar muitas depressões e esgotamentos aos nossos patrões e funcionários, pessoas que até suicidaram-se e outras tantas que já tentaram por termo á vida por não conseguirem lidar com a situação de desemprego e a responsabilidade nas suas vidas.
Posso estar enganado mas podemos estar próximos de o nosso país se afundar, de não conseguir dar a volta a esta recessão, as nossas empresas é que alimentam os funcionários públicos, se as empresas pararem pára tudo e ai haverá uma revolução e quando isso acontecer o nosso estado vai dizer podíamos ter feito isto ou aquilo, mas ai é tarde de mais, muito tarde.

Espero que alguém faça algo por este país pois esta maneira de lidar com as nossas empresas não nos favorece e ate parece brincadeira, parece que estamos a jogar as casinhas.
Este exemplo dos têxteis eu sei que funciona assim mas á outras áreas como a decoração, acessórios de moda, relógios, óculos, bijutarias, calçado, material eléctrico, carros, até a nossa bandeira bem da china (cumulo) já vi cascois de vários clubes portugueses nas lojas dos chinos, com etiquetas made by china!!! Será que os nossos clubes sabem?
Até mecânica para carros eles com 20€ pintam quase meio carro.
E falsificações de grandes marcas, a contrafacção, as cópias de roupa igual com etiquetas a imitar grandes marcas, os preços praticados que não dá se quer para pagar o transporte das caixas de cartão!!!!!
Impossível este país ir a algum lado se continuar assim.
Eu noto que no nosso comércio tradicional, os nossos comerciantes estão a vender um par de calças nacionais parece que estão a vender um apartamento, é preciso muito sacrifício e paciência para deixar andar isto assim.
A minha preocupação é muita pois sou do norte e vejo isto como a desgraça total, também tenho visto amigos a perderem os seus bens e empregos por causa destes imigrantes importadores jogadores.

Podia estar aqui uma semana a escrever as maldades e o que está mal, sim porque é muito mais do que isto que aqui está escrito, mas pode ser que um dia se escreva um livro e fique na história da desgraça dos portuguezitos ignorantes e a inteligência mega dos chineses!!!!

Estou a escrever isto para ser divulgado e ainda poder-mos chamar a atenção dos responsáveis.

Vamos lutar por aquilo que é nosso.

Compre nacional mas veja que é mesmo nacional pois podem ser enganados .

Atenção a maioria dos grandes grupos tipo zara , etc etc já é tudo chinês para poderem fazer os preços que fazem .

Portugal 20 de Maio de 2010


Um Abraço a Todos .

(Sol - peter28, em 2010-06-04)
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4everyoung



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MensagemAssunto: politica   Dom Jun 06, 2010 1:55 am

desculpem, mas como vi que é um fórum onde se debatem temas actuais decidi divulgar este blogue e peço.vos que também o façam e o visitem : http://politicasub18.blogspot.com/
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: A ECONOMIA...   Dom Jun 06, 2010 1:48 pm

4everyoung escreveu:
desculpem, mas como vi que é um fórum onde se debatem temas actuais decidi divulgar este blogue e peço.vos que também o façam e o visitem : http://politicasub18.blogspot.com/

Meu caro amigo,

Já visitei o vosso blog e passarei a fazê-lo com frequência...

É importante que a juventude tome consciência da herança que os "velhotes" vos dão deixar...

Por mim, faço o que posso, mas na verdade este povinho também não merece mais...

Está nas vossas mãos mudar...
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: A ECONOMIA...   Seg Jun 07, 2010 4:42 pm

Carlos Costa considera que «sistema financeiro português está sólido»

O novo governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, destacou hoje a solidez do sistema financeiro nacional, durante o discurso da cerimónia de tomada de posse, mas disse que vai haver um reforço da supervisão

«O sistema financeiro português está sólido: não esteve directamente exposto à designada crise do 'sub prime' e, por iniciativa do Banco de Portugal, reforçou a sua base de fundos próprios para níveis que o colocam bem no plano internacional», considerou Carlos Costa.

Ainda assim, o responsável afirmou que «há que continuar a reforçar a acuidade e a qualidade da supervisão de cada uma das instituições que o integram».

Para tal, defendeu a necessidade de «prosseguir e reforçar a supervisão permanente das instituições financeiras, através das equipas já instaladas intramuros e da extensão deste processo às principais instituições do sistema».

Entre as principais tarefas do supervisor estará a avaliação das questões relacionadas com a assumpção de risco e o controlo de estruturas complexas, como as operações de titularização e de re-titularização, e, também, a necessidade de garantir que os correspondentes riscos se encontram correctamente reflectidos no balanço das instituições e cobertos por adequados fundos próprios.

Segundo Carlos Costa, «a supervisão microprudencial tem de aplicar um princípio de dúvida sistemática, nomeadamente para ser capaz de assumir um papel contra-cíclico. Os bons resultados de uma instituição financeira não dispensam uma permanente indagação sobre essa mesma instituição, nomeadamente sobre a solidez dos seus fundamentos, os riscos futuros e a sua representação no balanço da instituição supervisionada».

Em terceiro lugar, diz o governador, «importa ter em consideração que a qualidade e a fiabilidade da supervisão microprudencial são tanto maiores quanto melhores forem os mecanismos de auditoria, controlo e compliance internos de cada uma das instituições; quanto mais adequado for o modelo de governance da instituição financeira supervisionada, tanto do ponto de vista da avaliação, aceitação e acompanhamento dos riscos como da sua responsabilização».

«A clara definição de competências e responsabilidades destes diferentes níveis de controlo das instituições financeiras deve fazer parte do processo de supervisão microprudencial que o Banco de Portugal leva a cabo», explicou.

Por último, Carlos Costa disse que «há que reforçar a confiança dos aforradores e dos investidores no sistema bancário, através da clara caracterização da natureza dos produtos disponíveis, quer do ponto de vista do tempo de imobilização quer do ponto de vista do risco que envolvem e do método usado na determinação da respectiva remuneração».

(Lusa / SOL)


PS: Ainda mal se sentou na cadeira mas já assume a "voz do dono"...
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: A ECONOMIA...   Sex Jul 09, 2010 12:33 pm

Definições...

- Recessão é quando o teu vizinho perde o seu emprego.

- Depressão é quando tu perdes o teu.

- Retoma é quando Sócrates perder o dele.
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: A ECONOMIA...   Ter Jul 13, 2010 1:13 pm

Agência de ‘rating’ chinesa classifica EUA abaixo de Pequim

Uma agência de ‘rating’ chinesa alertou hoje para os «graves problemas» que enfrentam os países desenvolvidos, atribuindo uma classificação AA aos EUA, abaixo da China (AA+), enquanto Portugal recebeu um A-, tal como Espanha e Itália

O relatório sobre risco da dívida soberana da Dagong Global Credit Rating, que abrange 50 países, é o primeiro realizado por uma agência de ‘rating’ não ocidental e alerta para os problemas dos países desenvolvidos, devido ao facto do crescimento da dívida estar acima das receitas.

Pequim já tinha manifestado o interesse por uma alternativa às agências ocidentais, consideradas responsáveis por terem subestimado os riscos de crédito que conduziram a uma crise financeira global em 2008.

Os EUA (AA) e outros 17 países entre os quais o Canadá (AA+), Grã-bretanha (AA-) e França (AA-) receberam classificações mais baixas da Dagong do que das três agências norte-americanas de referência, Moody’s, Fitch e Standard & Poor's.

Nove países em desenvolvimento, incluindo a China (AA+), Rússia (A-)e Brasil (A-) tiveram classificações mais altas do que as atribuídas pelas agências de notação norte-americanas.

Portugal, Espanha, Itália, Bélgica, Chile, África do Sul, Malásia, Estónia, Polónia e Israel foram classificados com A-.

A Noruega, Austrália, Dinamarca, Luxemburgo, Suíça, Singapura e Nova Zelândia tiveram AAA.

Lusa/SOL

PS: Finalmente alguém ataca a mafia das Agências de ‘rating’...
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MensagemAssunto: Re: A ECONOMIA...   Sex Jul 16, 2010 1:42 pm

"… E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infância desvalida, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico?..."

(Almeida Garrett)
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MensagemAssunto: Re: A ECONOMIA...   Seg Jul 26, 2010 12:47 pm

PARA MELHOR ENTENDER A CRISE DO SUBPRIME...

Para quem não entendeu ou não sabe bem o que é ou gerou a crise americana, segue breve relato económico para leigo entender...

É assim:

O Ti Joaquim tem uma tasca, na Vila Carrapato, e decide que vai vender copos "fiados"aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados. Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose do tintol e da branquinha (a diferença é o sobre preço que os pinguços pagam pelo crédito).

O gerente do banco do Ti Joaquim, um ousado administrador formado em curso muito reconhecido, decide que o livrinho das dívidas da tasca constitui, afinal, um activo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento, tendo o "fiado" dos pinguços como garantia.

Uns seis executivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO , CC D, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrónimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (os tais livrinhos das dívidas do Ti Joaquim).

Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os bêbados da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e a tasca do Ti Joaquim vai à falência.

Depois, toda a cadeia montada vai a seguir...

Viu... é muito simples...!!!
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MensagemAssunto: Re: A ECONOMIA...   Ter Set 21, 2010 5:35 pm

O que vão ler de seguida saiu no prestigiado Financial Times.


E-mail duma jovem para o FT:

"Sou uma rapariga jovem, linda (maravilhosamente linda), de 25 anos. Sou muito bem apresentada e tenho classe. Quero casar-me com alguém que ganhe no mínimo meio milhão de dólares por ano. Há algum homem que ganhe $500 mil ou mais nesse jornal, ou alguma mulher casada com alguém que ganhe isso e me possa dar algumas dicas?
Já namorei homens que ganham por volta de $200 a $250 mil, mas não consigo passar disso. E $250 mil por ano não vão me fazer morar em Central Park West.
Tenho uma amiga (na minha aula de ioga) que casou com um banqueiro e vive em Tribeca! E ela não é tão bonita nem tão inteligente como eu.
Então, o que terá feito ela que eu não fiz?
Qual a estratégia correcta para atingir o meu desiderato?
Como poderei eu chegar ao nível dela?

(Raphaella S.)"


Resposta do editor do jornal:

"Li seu E-mail com grande interesse, pensei cuidadosamente no seu caso e fiz uma análise da situação.
Em primeiro lugar, eu ganho mais de $500 mil por ano. Portanto, não vou fazê-la desperdiçar o seu tempo à toa...
Posto isto, considero os factos da seguinte forma:
Visto da perspectiva de um homem como eu (possuidor dos requisitos que procura), o que a menina oferece é simplesmente um péssimo negócio.
Eis o porquê: deixando os rodeios de lado, o que me sugere é uma proposta clara duma sociedade a dois, negócio simples e sem entrelinhas : a sua quota é a sua beleza física e a minha, o dinheiro.
Só que há um problema que não lhe ocorreu.
Com toda certeza, o tempo diminuirá a sua beleza e um dia acabará, ao contrário do meu dinheiro que, com o tempo, continuará a aumentar.
Assim, em termos económicos, a menina é um activo sujeito a depreciação e eu sou um activo que renderá dividendos. E mais, a sua depreciação será progressiva, ou seja, aumentará sempre!
Explicando melhor, hoje tem 25 anos hoje e deve continuar linda nos próximos 5 ou 10 anos, mas sempre um pouco menos cada ano que passa. No futuro, quando se comparar com uma fotografia de hoje, verá que virou um caco.
Isto é, hoje a menina está em 'alta', na época ideal de ser vendida, mas não de ser comprada.
Usando a linguagem de Wall Street , quem a tiver hoje deve mantê-la como 'trading position' (comercializável) e não como 'buy and hold' (compre e retenha), que é para o quê se vem oferecer...
Portanto, ainda em termos comerciais, casar (que é um 'buy and hold') não é um bom negócio a médio/longo prazo! Mas alugá-la, sim!
Assim, em termos sociais, um negócio razoável a ponderar é namorar.
Ponderar... mas, já ponderado, e para me certificar do quão 'bem apresentada, com classe e maravilhosamente linda' que diz ser, eu, na condição de provável futuro locatário dessa 'máquina', quero tão somente o que é de praxe:
Fazer um 'test drive' antes de fechar o negócio... podemos marcar?"

(Philip Stephens, associate editor of the Financial Times - USA)"
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: A ECONOMIA...   Dom Out 10, 2010 8:36 pm

Que raio é uma OPA?

Aqui fica a explicação:

O que é?
Uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) é uma operação em que uma pessoa singular ou colectiva revela publicamente aos accionistas de uma sociedade cotada em bolsa a sua intenção de comprar parte ou todas as acções, a um preço superior à cotação actual e com vista a assumir ou a reforçar o controlo sobre essa sociedade.

OPA hostil
Quando a oferta é inesperada - ou seja, não é solicitada - e é contra a estratégia da administração da empresa alvo, esta considera a operação como uma OPA hostil.
Se a OPA for solicitada pela própria empresa em causa trata-se de uma OPA amigável.

Lançamento da OPA
- Começa pelo anúncio preliminar, por parte do proponente, à empresa alvo da oferta e à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), e pela publicação desse mesmo anúncio no site da CMVM, no boletim de cotações da bolsa e num jornal de grande circulação.
- De seguida, o proponente tem ainda que pedir o registo prévio da OPA - com toda a sua argumentação - à CMVM que, por sua vez, tem 15 dias para analisar o pedido e rejeitá-lo ou autorizá-lo.
- Entretanto, a empresa alvo da OPA tem oito dias para se pronunciar sobre as condições da oferta.
- Caso a CMVM valide o registo da OPA, o proponente tem mais oito dias para publicar todos os seus argumentos para a oferta.

OPA concorrente
Durante o prazo da OPA - entre 30 a 40 dias -, podem surgir outras ofertas concorrentes de aquisição da empresa alvo - as chamadas OPAs concorrentes. Mas todas devem ser mais favoráveis aos accionistas do que as anteriores.
No decorrer deste período, a empresa alvo tem que decidir se ordena a venda das suas acções e a qual oferta.

Contra-OPA
A empresa alvo da OPA pode ela própria fazer uma oferta de aquisição sobre o proponente - a chamada contra-OPA.
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Anarca



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MensagemAssunto: Re: A ECONOMIA...   Qui Out 14, 2010 5:00 pm

Fisco - Bancos vão pagar imposto extraordinário entre 0,01% e 0,05%

14.10.2010

O primeiro-ministro, José Sócrates, já tinha avisado que iria ser criada uma taxa sobre os bancos e a proposta de Orçamento de Estado para 2011 vem agora confirmar aquilo que o Executivo designa como contribuição extraordinária: um novo imposto resultante da aplicação de uma taxa entre 0,01% e 0,05% sobre o seu passivo, depois de deduzido o valor dos fundos próprios de base e complementares e de subtraído o montante dos depósitos abrangidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos. As receitas vão ajudar a reduzir o défice público.

A contribuição sobre o sector bancário consta da proposta preliminar do OE, a que o Económico teve acesso, onde se esclarece que as novas "taxas aplicáveis, bem como as regras de liquidação, de cobrança e de pagamento da contribuição são objecto de densificação por Portaria do Ministro das Finanças, ouvido o Banco de Portugal".

A partir de Janeiro, a banca vai, assim, passar a pagar um novo imposto que incide sobre os recursos de balanço, sem fundos próprios e depósitos garantidos, e também sobre o valor dos instrumentos financeiros derivados fora do balanço. Neste último caso, "a taxa aplicável à base de incidência varia entre 0,00010 % e 0,00020% em função do valor apurado.

As receitas geradas por estas duas contribuições vão contribuir para o esforço de consolidação das contas públicas, uma vez que, tratando-se de proveitos fiscais, são contabilizadas na rubrica de receitas correntes. O novo imposto tem que ser pago "até ao último dia do mês de Junho" de cada ano.

As novas contribuições terão de ser pagas quer pelas instituições de crédito com sede principal em Portugal, pelas filiais e sucursais de instituições de crédito com sede no estrangeiro, bem como pelas sucursais, instaladas em território português, de instituições de crédito com sede principal e efectiva da administração em Estados terceiros. A medida abrange, assim, os bancos estrangeiros presentes no mercado nacional que também pagarão o novo imposto.

(Diário Económico)


PS: Coitados dos Bancos...
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BuFFis



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MensagemAssunto: Re: A ECONOMIA...   Sex Out 15, 2010 11:37 pm

xxx
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MensagemAssunto: Re: A ECONOMIA...   Qui Out 28, 2010 8:54 pm

China está disponível para comprar dívida portuguesa

28.10.2010

A China manifestou-se hoje disponível para "participar no esforço de recuperação económica e financeira" de Portugal.

A vice-ministra dos Negócios Estrangeiros chinesa afirmou hoje que o país está disponível para comprar títulos do tesouro português.

"A situação económica e financeira em Portugal tem sido sempre o centro das nossas atenções", disse a vice-ministra dos Negócios Estrangeiras chinesa, Fu Ying, quando questionada, em Pequim, sobre a possibilidade de a China adquirir parte da dívida.

(Lusa)
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MensagemAssunto: Re: A ECONOMIA...   Qui Nov 11, 2010 9:53 pm

"Indústria financeira tornou-se criminosa"

11/11/10

O documentário sobre a crise e os seus responsáveis estreia hoje em Portugal.

'Inside Job' é o segundo documentário realizado por Charles Ferguson, um filme que retrata a crise financeira, os seus protagonistas e consequências. Ferguson, que fez carreira no sector tecnológico como consultor e empreendedor (criou a Vermeer Technologies) é também escritor e um apaixonado pelo cinema. Em entrevista ao Económico, fala do sistema financeiro e do que o seu filme pretende mostrar, que esta era "uma crise completamente evitável".

Qual a sua opinião sobre a indústria financeira antes e depois de ter feito este documentário? Ficou com a ideia que a crise era inevitável?

Não tive grande contacto com o mundo financeiro durante mais de uma década e fiquei profundamente chocado com o que descobri quando comecei a pesquisar sobre a crise. Fui apercebendo-me que tinha mudado, muito profundamente e para pior. Era bastante mais poderoso, muito menos ético, do que tinha sido, e também muito mais perigoso. E acredito que, quanto mais tempo o sector financeiro dos EUA permanecer assim, continuaremos a ter crises. A computorização e globalização financeiras significam que enormes quantidades de dinheiro e de instrumentos financeiros complexos podem ser negociados à velocidade da luz. Se não forem devidamente regulados, esta complexidade e volatilidade permitirão a fraude e também a instabilidade. Portanto, paradoxalmente, um sistema financeiro tecnologicamente avançado tem de ser também altamente regulado para que seja seguro.

Disse várias vezes que a indústria financeira é criminosa. Foi o que quis mostrar?

Sim. Eu quis mostrar, primeiro, que esta indústria se tornou cada vez menos ética e até frequentemente criminosa; segundo, que os executivos financeiros são tratados com bastante mais complacência que as pessoas comuns que cometem crimes idênticos; terceiro, que esta criminalidade efectivamente desempenhou um grande papel como causa da crise económica; e, finalmente, que, levar quem cometeu estes crimes perante a justiça é uma questão importante na política económica, porque ajudaria a dissuadir comportamentos que poderiam levar a futuras crises.

O documentário, e alguns das suas declarações sobre a crise, foram politicamente incorrectas. Recebeu ameaças ou comentários mais desagradáveis?

Não recebi quaisquer ameaças. No entanto, os meus antigos amigos na Administração Obama não voltarão a falar comigo, o que me deixa bastante triste. Na verdade, muitos executivos seniores do sector financeiro disseram-me, em privado, que concordam com o filme. Só gostaria que o dissessem publicamente.

É crítico da forma como a Administração Obama tem lidado com a crise. O que pensa que deveria ter sido feito?

O Presidente Obama devia ter feito quatro coisas: pôr imediatamente fim aos elevados bónus; nomear um procurador verdadeiramente independente para investigar e deduzir acusações criminais onde se justificasse; nomear uma verdadeira equipa reformista para executar a política económica, em vez dos que escolheu, muitos dos quais partilham responsabilidades nas causas desta crise; e, por último, devia ter pressionado para que houvesse efectivamente uma importante reforma legislativa.

Tendo em conta a situação actual acredita que algo vai mesmo mudar para melhor?

Não sei. Sinto grande raiva e frustração entre os americanos, que sabem que aconteceu algo de errado e que não foi feita justiça, mas que talvez não percebam exactamente o que fazer. Espero que o filme ajude o povo americano a perceber que temos de forçar os nossos líderes a agir.

Acredita que conseguiu manter-se imparcial durante o filme, ou as suas opiniões influenciaram? O título pode dar essa ideia?

Tentei muito manter-me imparcial e apartidário durante a realização do filme, e acredito que o consegui. Ninguém pode acusar-me de ter favorecido um partido ou um político. O filme é uma extensa acusação de como o sector financeiro corrompeu a política em ambos os partidos. Como tal achei que "Inside Job" era um título muito adequado: em calão americano significa um roubo cometido por alguém dentro da instituição, que é o que aconteceu neste caso.

A história e os impactos da crise de 2008

Chuck Prince, CEO do Citigroup até final de 2007, disse um dia: "temos de dançar até a música parar". Na verdade, "a música já tinha parado quando ele disse isso". A observação, feita por George Soros no documentário de Charles Ferguson, mostra como a indústria financeira norte-americana viveu até ao colapso, no último trimestre de 2008. Filmado nos Estados Unidos, Islândia, Inglaterra, França, Singapura e China, "Inside Job" põe a nu as "relações corrosivas que corromperam a política, a regulação e a academia", como refere a sinopse do filme, e a "progressiva desregulação do sistema financeiro desde 1980". Narrado por Matt Damon, o documentário de Ferguson tem um "elenco" de luxo, com 42 personalidades: Dominique Strauss-Kahn (director do FMI), Christine Lagarde (ministra francesa das Finanças), Paul Volcker (antigo presidente da Fed e actual presidente do Economic Recovery Advisory Board), Eliot Spitzer (ex-procurador geral do Estado de Nova Iorque), os economistas Kenneth Rogoff e Nouriel Roubini, assim como académicos, consultores, escritores e conselheiros, e até Kristin Davis, a "Madam" que angariava prostitutas para os banqueiros; muitos outros recusaram participar. Dividido por fases históricas, o filme começa por mostrar como a Islândia passou de um país próspero a nação em falência e do papel da evolução do sector financeiro nesse processo. A indústria, que começou a ruir nos EUA, teve no anúncio de falência da Lehman Brothers o primeiro grande alerta ao mundo. "Estávamos a ver um ‘tsunami' a aproximar-se", diz Lagarde no filme.

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: A ECONOMIA...   Qua Nov 24, 2010 4:00 pm

Alemanha quer pôr travão aos mercados e devolver poder aos Governos

24.11.2010

Chanceler alemã não admite que investidores façam o que querem sem consequências

A chanceler alemã está farta que os mercados decidam a seu bel-prazer atacar os países do euro, passando por cima daquilo que os responsáveis políticos fazem e dizem impunemente. Para Ângela Merkel, os políticos têm de retomar as rédeas da situação e acabar com a primazia dos mercados.

A responsável diz que para corrigir a actual situação, é preciso impor limites aos mercados. Um deles passa por colocar alguma da responsabilidade nas costas dos investidores, em caso de bancarrota de um país.

«O que está em causa actualmente é o primado da política; é estabelecer limites aos mercados», disse perante o Parlamento alemão.

Este é, de resto, o ponto mais polémico que a Alemanha tem defendido quando advoga a criação de um mecanismo permanente de resgate para eventuais situações de incumprimento entre os países do euro. A chanceler quer que exista um fundo de estabilização permanente, mas não quer que sejam sempre os mesmos a arcar com os custos (sendo financeiramente sólida, a Alemanha enquanto maior economia da Europa suporta sempre a maior fatia da ajuda aos países falidos do euro). Por isso, advoga, os mercados, que ganham dinheiro com a especulação enquanto as coisas correm bem, têm também de correr algum risco e assumir parte dos prejuízos quando as coisas dão para o torto.

A ideia é que, quando detiverem dívida de um país e esse país entrar na bancarrota, os investidores também percam parte do seu investimento, perdoando parte da dívida. A proposta não entrará em vigor antes de 2013, data em que o fundo de estabilização se tornaria permanente, mas a perspectiva tem assustado os mercados.

Os mesmos mercados cuja acção deu o empurrão final à Grécia e à Irlanda para a bancarrota, e que ameaçam encurralar agora Portugal e Espanha na mesma posição. Ontem à noite a chanceler alemã admitiu que a possibilidade de virem a ser necessários mais resgates de países do euro é «excepcionalmente séria», e esta manhã pediu aos parceiros a «coragem» de travar o poderio dos mercados.

(Agência Financeira)
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MensagemAssunto: Re: A ECONOMIA...   Seg Nov 29, 2010 9:59 pm

Krugman: Grécia, Irlanda e Portugal são meras "tapas", Espanha é o prato principal

29.11.2010

"Os "graves problemas" com que a Espanha se confronta têm a sua explicação no euro".

O Prémio Nobel da Economia diz que Portugal, Irlanda e Grécia não podem, por si só, provocar grandes estragos às perspectivas europeias.

O economista, referindo-se à crise da dívida pública na zona euro, diz que a Espanha é "o prato principal", enquanto que os outros países (Grécia, Irlanda e Portugal) são meras "tapas".

Krugman refere também que as perspectivas de crescimento da economia espanhola são fracas nos próximos anos e diz que a ausência de cooperação económica se traduz "em incerteza" sobre o futuro das receitas fiscais no maior país da Península Ibérica.

Por isso o economista defende uma "desvalorização interna" dos preços e dos salários para que a economia espanhola recupere a competitividade, realçando ainda que a Espanha teria menos problemas se não tivesse aderido ao euro.

Na sua coluna de opinião no "The New York Times", o Nobel da Economia explica que, em boa parte, os "graves problemas" com que a Espanha se confronta têm a sua explicação no euro, que levou o país à crise da dívida sem poder recorrer a uma desvalorização cambial da sua moeda.

"Deveria a Espanha abandonar o euro e regressar à sua própria moeda? Fá-lo-á? A resposta a ambas as questões é provavelmente não!", diz Krugman.

No entanto, o Nobel da Economia não deixa de alertar para o facto de, actualmente, a Espanha estar "prisioneira" do euro e não ter "nenhuma boa opção" em termos de política económica (desvalorização cambial da moeda) à sua disposição.

Deste modo, Krugman explica que não pode desvalorizar a sua moeda, como no caso dos Estados Unidos e o Reino Unido, a Espanha deve realizar uma "desvalorização interna", mediante o corte dos salários e dos preços.

No entanto, "uma desvalorização interna é uma matéria feia por uma razão: é lenta", adverte o economista, que explica tratar-se de um processo que requer normalmente vários anos de desemprego para baixar os salários, o que representa uma menor entrada de impostos nos cofres do Estado, enquanto que a dívida segue ao mesmo nível, piorando os problemas do sector privado.

(Diário Económico)
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MensagemAssunto: Re: A ECONOMIA...   Seg Dez 06, 2010 10:27 pm

É a economia, estúpido. Eu, obcecado, me confesso.

01.12.2010

O mundo da loucura é fascinante. Agora, os jornalistas estão obcecados com a situação económica. De facto, são todos malucos.

Um homem às vezes tem o direito de perder a cabeça. Uma mulher também. Acontece. Não é bonito de se ver, mas acontece. Se a Cristina chegar a casa e encontrar o marido na cama com a empregada doméstica, perde a cabeça. Se o Joaquim quer o jantar na mesa e a mulher está numa reunião de tupperware, perde a cabeça. Se o simulador do portal das Finanças revela que o José vai receber 400 euros de devolução de IRS e, um dia qualquer, o Zé leva uma execução fiscal porque afinal tinha de pagar mais 400 euros de imposto, perde a cabeça. Se a câmara municipal decide cobrar a taxa de esgotos de uma casa que já não é propriedade da Maria há cinco anos, ela perde a cabeça. Se o centro de Saúde não aceita a sua inscrição com o cartão do cidadão e lhe exige uma cópia do contrato de arrendamento ou uma de factura da água, você perde a cabeça. E ainda por cima não tem médico de família. Há ainda quem perca a cabeça porque os jornalistas estão obcecados com a situação económica portuguesa. Então e o facto de 42% da factura de electricidade representar custos políticos? É ou não é de perder a cabeça? E eu, que não vejo a RTP (prefiro a CNN e esse é um direito que me assiste), tenho de pagar a taxa do audiovisual escondida na factura da electricidade. Perante um aumento de 30%, perco a cabeça.

Que o Estado utilize a golden share na PT para que os accionistas ganhem mais 350 milhões de euros (num total de 7,5 mil milhões) na venda da Vivo e a empresa não pague impostos em Portugal é coisa normal. Só os obcecados perdem a cabeça com isto.

O mundo da loucura é mesmo fascinante. Qualquer coisa pode fazer uma pessoa perder a cabeça. Por exemplo, aplicar impostos retroactivamente em clara violação da lei e da Constituição, com o beneplácito acordo dos zelotas do Tribunal Constitucional, é suficientemente neurótico para uma pessoa saudável perder a cabeça. Lançar três PEC num ano e cortar salários à bruta quando o Estado deixa a despesa derrapar dois mil milhões de euros é, mais ou menos, como estar de cabeça perdida.

Ao contrário do que se imagina, este não é um atributo exclusivo dos jornalistas. Se fosse, era só interná-los no Hospital Júlio de Matos e enchê-los de barbitúricos até que, com o adequado tratamento, vissem o mundo cor de rosa. Se alguém mencionar a enormidade que é pagar juros de 7,4% pelos títulos de dívida soberana, deverá ser imediatamente lobotomizado. Antes que perca a cabeça.

A técnica devia ser aplicada a todos os que se atrevem a falar da crise. A crise, meus amigos, não existe. Nunca existiu. É uma obsessão dos jornalistas que, tal como o euro, está a contagiar muita gente. Como aqueles senhores do Citigroup que defendem esta coisa horrosamente obsessiva: Portugal está insolvente e terá de pedir ajuda externa. O economista-chefe Willem Buiter é tão obcecado! O ministro irlandês da Justiça, Dermot Ahern, padece também deste mal: disse ontem que, tal como sucedeu com Dublin, Lisboa está a ser pressionada pelo BCE para atirar a toalha ao chão e aceitar um "regaste" da UE/FMI. Este homem perdeu a cabeça. Que 604 mil portugueses, 11% da população activa, estejam à procura de trabalho, eis um sinal de evidente obsessão que nada tem que ver com a situação económica. Perderam todos a cabeça.

(Democracia em Portugal - Carlos Ferreira Madeira)
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MensagemAssunto: Re: A ECONOMIA...   Sab Dez 11, 2010 8:26 pm

Dívidas e democracias...

Nos últimos vinte anos, o Ocidente viveu uma orgia de crédito. Empresas e famílias endividaram-se até à exaustão, e com isso mantiveram altíssimos níveis de consumo. E o que compravam? Além de casas e respectivas mobílias, compravam também carros, televisões, electrodomésticos, DVD e viagens.

E a quem compravam esses produtos? A países emergentes, que vão desde o Sudoeste Asiático até à América Latina, passando pela Europa de Leste. Foi portanto a orgia de crédito do Ocidente que permitiu que muitos países de outras regiões exportassem muito mais, e portanto que milhões de pessoas, nessas regiões, saíssem da pobreza. Além disso, muitos desses países, nos últimos 20 anos, deram passos largos no sentido da democracia. Embora a China e a Rússia sejam excepções importantes, pode-se dizer que há uma relação forte e directa entre o endividamento ocidental e a democracia noutros locais do mundo. E há certamente uma relação directa entre o endividamento ocidental e a saída da pobreza de milhões de pessoas, e aqui se incluem chineses e russos.

Enquanto o Ocidente vivia o seu período de turbocapitalismo, ‘alavancado’ pela dívida e pelo crédito, partes importantes do resto do mundo saíam da miséria. Na Polónia, na Hungria, na Bolívia, no Brasil, na Indonésia, na Malásia, na China, na Ucrânia, na Índia ou na Rússia, milhões elevavam-se a uma classe média com mais capacidades económicas. Quantos mais gadgets, carros e televisões plasma o Ocidente comprasse, mais milhões de pessoas melhoravam a sua vida.

Contudo, um dia a orgia chegou ao fim. Estamos todos a viver uma aterragem forçada, agarrados aos cintos de segurança e com os sacos de oxigénio na cara. O turbocapitalismo estoirou e os bancos fecharam a torneira do crédito. No Ocidente, vive-se uma retracção forte, mas talvez saudável, para níveis de consumo menos obscenos e exagerados. Só que a paragem do exagero a Ocidente vai levar a uma retracção igualmente forte no resto do mundo. Se exportarem muito menos, os países do Sudeste Asiático, da Europa de Leste e da América Latina vão sofrer fortemente, e milhões de pessoas podem voltar a recuar para a pobreza.

A grande incógnita é esta: será que as democracias jovens desses países vão resistir? Quem, na Europa de Leste, na América Latina, no Sudoeste Asiático, vai aguentar o regresso à abjecta miséria do passado sem revolta? Menos dívida a Ocidente é certamente mais pobreza no mundo. Será também menos democracia?

(Domingos Amaral)
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MensagemAssunto: Re: A ECONOMIA...   Qui Fev 23, 2012 3:08 pm

CAPITALISMOS...

Quando Karl Marx formulou as suas teorias sobre o capital não teria imaginado por certo as voltas que o mundo iria dar.

Por exemplo: estaria ele de acordo com esta concepção a que chamaremos simplificadamente de Capitalismo Ideal?

Você tem duas vacas.
Vende uma e compra um boi.
Multiplicam-se e a economia cresce.
Você vende a manada e fica rico.
Aposenta-se.

Mas actualmente com a globalização e as adaptações às culturas regionais dos vários países e regiões será que se mantinha a bondade e a pureza conceptual acima expressas?
Testemos pois, aplicando a situação da posse da parelha bovina a casos concretos.
Comecemos - obrigatoriamente, claro está - pelo...

Capitalismo Americano:
Você tem duas vacas.
Vende uma.
Força a outra a produzir o leite de quatro vacas.
Fica surpreendido quando ela morre.

Capitalismo japonês:
Você tem duas vacas.
Redesenha-as para que tenham um décimo do tamanho de uma vaca normal e produzam vinte vezes mais leite.
Cria desenhos de vaquinhas chamados VAQUIMON e vende-os para o mundo inteiro.

Capitalismo inglês:
Você tem duas vacas.
Ambas são loucas.
Capitalismo holandês:
Você tem duas vacas.
Elas vivem juntas em União de Facto, não gostam de bois e estão no seu direito.

Capitalismo alemão:
Você tem duas vacas.
Elas produzem leite regularmente segundo padrões de quantidade e horário previamente estabelecidos, de forma precisa e lucrativa.
Porém, o que você queria mesmo era criar porcos.

Capitalismo russo:
Você tem duas vacas.
Conta-as e vê que tem cinco.
Conta de novo e vê que tem quarenta e duas.
Torna a contar e verifica que afinal só tem doze.
Pára de contar e abre outra garrafa de vodka.

Capitalismo suiço:
Você tem quinhentas vacas mas nenhuma é sua.
Cobra uma comissão para tomar conta delas.
Capitalismo espanhol:
Você tem duas vacas.
Tem muito orgulho nelas.

Capitalismo brasileiro:
Você tem duas vacas.
Reclama porque a manada não cresce.

Capitalismo indiano:
Você tem duas vacas.
Ai de quem tocar nelas...

Capitalismo português:
Você tem duas vacas.
Uma delas é roubada por alguém - até hoje não se sabe quem.
O Governo cria o IVVA - Imposto de Valor Vaccum Acrescentado.
É multado por um fiscal porque, embora você tenha pago o IVVA, o valor de cálculo era o número presumido de vacas e não o número real.
O Ministério das Finanças através de dados presumidos do seu consumo de leite, leite, sapatos de couro e botões presume que você tem duzentas vacas.
Para se livrar do sarilho oferece a vaca que lhe resta ao inspector das Finanças para que ele feche os olhos e dê um jeitinho...
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